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Desenvolvimento e validação de um questionário de qualidade de vida em indivíduos com lesão da medula espinal

Development and validation of a quality of life questionnaire for individuals with spinal cord injury

Sibele Pelloso Feniman1; Jefferson Rosa Cardoso2; Isabela Lucia Pelloso Villegas3; Lais Faganello Dela Bela4; Suhaila Mahmoud Smaili Santos5; Edson Lopes Lavado6

Acta Fisiátr.2016;23(4):172-179

Objetivo: Criar e testar as propriedades psicométricas de um instrumento específico para quantificação da qualidade de vida de indivíduos com lesão da medula espinal. Método: A partir dos métodos de consenso existentes, foi escolhida a técnica Delphi para criação do questionário e o SF-36 como método critério. Resultados: A consistência interna foi α=0,827. A confiabilidade intra e interavaliadores se mostram alta pelo coeficiente de correlação intraclasse e teste de bland e altman pela diferença da média. Pode-se observar correlações fortes entre o QVLM e SF-36 nos domínios capacidade funcional e aspectos físicos e correlação moderada nos domínios estado de saúde e aspectos emocionais. Houve diferença significante entre as quatro aplicações do QVLM demonstrando que o questionário é sensível à mudança. Conclusão: O QVLM foi criado com metodologia adequada e a avaliação das propriedades psicométricas traduzem em um instrumento válido, confiável, consistente e sensível a mudanças.


Palavras-chave: Qualidade de vida, Traumatismos da Medula Espinal, Inquéritos e Questionários

Estudo sobre as características da dor em pacientes com lesão medular

Study on the characteristics of pain in patients with spinal cord injury

Adriana Vieira Rodrigues1; Wesley Araújo Sampaio Vidal1; Joseane Andréa Lemes2; Carolina Spagnuolo Gôngora2; Thalita Correa Neves2; Suhaila Mahmoud Smaili Santos3; Roger Burgo de Souza3

Acta Fisiátr.2012;19(3):171-177

Além da perda da funcionalidade após a lesão medular (LM), a dor é tida como uma das principais complicações mais incapacitantes e vivenciadas no processo de reabilitação, mesmo com o avanço significativo na compreensão da fisiopatologia e tratamento da dor, a abordagem desse sintoma ainda é precária na lesão medular.
OBJETIVO: Descrever as características do quadro álgico nessa população e associar a dor com o tipo de lesão, interferência nas atividades de vida diária (AVD's) e o seu aparecimento.
MÉTODO: Trata-se de estudo transversal com um roteiro de entrevista semiestruturado aplicado a 77 pacientes. Foram calculadas a média e desvio padrão, frequências absolutas e relativas, para a associação entre as variáveis qualitativas foi utilizado teste Qui-quadrado (χ2).
RESULTADOS: A idade foi de 38,26 ± 12,43 anos, sendo 84,4% homens e 80,5% de paraplégicos. Trinta e um foram por acidente automobilístico e 29 por ferimento de arma de fogo, sendo 61,0% com lesão medular completa. Quanto à dor, 44,2% relataram dor severa e 29,8% a moderada, em 50,6% não sentiam dor acima da lesão e 58,4% sentiam-na abaixo. Trinta e nove relataram sentir dor em queimação, 40,0% relataram que a dor surgiu no primeiro ano após a LM. A intensidade da dor foi de 5,44 ± 3,18 pontos, sendo 5,20 ± 3,07 nos homens, 6,75 ± 3,54 nas mulheres, 4,13 ± 3,18 nos tetraplégicos e 5,76 ± 3,12 nos paraplégicos. Para 27 pacientes a dor piorou permanecendo na mesma posição, para 22 melhorou realizando fisioterapia e para 21 com a mudança de posição. Para 68,8% a dor não interferiu nas AVD's. Vinte e oito utilizaram medicação analgésica. Houve associação significativa de que a presença de dor abaixo da lesão interfere nas AVD's (p = 0,04) e surge no primeiro ano após a lesão acima e abaixo da lesão (p = 0,05 e p = 0,01), respectivamente.
CONCLUSÃO: A dor foi prevalente nos lesados medulares, mais evidenciada nas mulheres e na maioria surgiu no primeiro ano após a lesão e interfere AVD's. A fisioterapia e a mudança de posição diminuíram a dor. Portanto, as orientações e intervenções por parte da equipe multiprofissional devem ser imediatas após a lesão, pois a prevenção ou diminuição desta complicação refletirá na melhoria da qualidade de vida e na readaptação do paciente à sua vida familiar e social.


Palavras-chave: atividades cotidianas, dor/complicações, traumatismos da medula espinal

O perfil e as adaptações sexuais de homens após a lesão medular

Sexual profile and adaptations of men after spinal cord injury

Bianca Teixeira Costa1; Larissa Amaral Torrecilha1; Simone Antunes Paloco2; Joice Maria Victoria de Assunção Spricigo3; Roger Burgo de Souza4; Suhaila Mahmoud Smaili Santos4

Acta Fisiátr.2014;21(4):177-182

Lesão medular (LM) consiste em qualquer tipo de lesão nos elementos neurais do canal medular, acarretando inúmeros comprometimentos, sendo a alteração nos padrões da resposta sexual um deles, condicionada por fatores físicos, psíquicos e sociais. Em função destas alterações, os pacientes necessitam realizar adaptações sexuais para manterem a atividade sexual. Objetivo: Verificar o perfil e adaptações sexuais de homens após a LM e associar o diagnóstico neurofuncional com frequência sexual, ereção, uso de adaptação, tipo de adaptação, e a utilização de adaptação com frequência e satisfação sexual após a lesão. Método: Trata-se de um estudo transversal com 36 homens lesados medulares que foram entrevistados por meio do questionário (QSH-LM). Resultados: Média de idade é 36,64 anos com prevalência decorrente de acidente de trânsito, de paraplegia e de lesão medular completa. Após a LM, 52,8% estão casados, 75,5% mantém atividade sexual sendo que 44,4% têm menos de 1 relação sexual/semana, 80,6% estão satisfeitos sexualmente, 50,0% têm ereção, 38,9% ejaculação e 44,4% orgasmo. Quanto ao uso de adaptação para ter/manter a ereção, 61,1% utilizam, sendo 25,5% por não conseguirem manter a ereção e 22% optam pelo anel peniano. Houve associação significativa de que paraplégicos utilizam adaptações com mais frequência e preferem o anel peniano e pacientes que utilizam adaptação sexual tem maior frequência sexual e estão satisfeitos sexualmente (p = 0,02). Conclusão: Através deste trabalho podem-se conhecer o perfil sexual dos pacientes após a LM e as adaptações sexuais mais utilizadas, resultados que subsidiam informações que poderão auxiliar os profissionais de saúde a acompanharem e orientarem de maneira adequada os seus pacientes.


Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Comportamento Sexual, Homens

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