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Avaliação da função motora grossa pela GMFM pré e pós cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com paralisia cerebral

Evaluating gross motor function of cerebral palsy patients using the GMFM pre and post lower extremity orthopedic surgery

Caio Ribeiro Azevedo Gomes1; Isolda Ferreira de Araújo2; Simone Carazzato Maciel3

Acta Fisiátr.2014;21(1):16-20

Em pacientes com paralisia cerebral (PC) deambuladores, a cirurgia ortopédica é bastante utilizada para melhora do padrão de marcha. Conforme aumenta o acometimento motor, os objetivos podem mudar, contudo, uma melhora na mobilidade é importante e pode ser conseguida através de procedimentos cirúrgicos. A Gross Motor Function Measure (GMFM) é uma escala quantitativa da função motora grossa, utilizada para diversos fins, como controle da evolução terapêutica, progressos na reabilitação e, em nosso serviço, avaliação de cirurgias ortopédicas.
OBJETIVO: A avaliação padronizada e sistematizada dessas cirurgias, comparando a GMFM pré e pós procedimento.
MÉTODO: Incluímos no estudo aqueles pacientes que apresentam uma maior limitação da mobilidade e com potencial para melhorar sua movimentação (níveis III e IV da Gross Motor Function Classification System), operados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012 obtendo 36 pacientes.
RESULTADOS: Notamos que não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos da GMFM, a não ser, no domínio C (engatinhar e ajoelhar), no qual notamos uma queda da pontuação. A idade dos pacientes, o tempo de aferição entre as medidas, a natureza da cirurgia e, principalmente, o método de avaliação, que em nosso caso, foi a GMFM, foram citados na literatura como dificuldades em se quantificar objetivamente o resultado obtido pelas cirurgias ortopédicas de membros inferiores em pacientes com PC.
CONCLUSÃO: Uma avaliação de um número maior de pacientes, talvez com um instrumento diferente do utilizado em nosso trabalho, se faz necessária para uma melhor percepção do real efeito da cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com PC.


Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Extremidade Inferior, Avaliação, Escalas

Efeito da fotobiomodulação no músculo masseter de criança com paralisia cerebral: relato de caso

Photobiomodulation effect on the masseter muscle in children with cerebral palsy: a case report

Maria Teresa Botti Rodrigues Santos1; Marcio da Silva Pinto2; Karla Santos do Nascimento2; Simone Carazzato Maciel3

Acta Fisiátr.2015;22(1):39-42

A espasticidade acarreta hipertonia nos músculos mastigatórios dos indivíduos com paralisia cerebral (PC), interferindo na amplitude de abertura bucal, dificultando a realização da higiene oral predispondo estes indivíduos a condições consideradas de risco para o desenvolvimento de doenças bucais. Objetivo: Avaliar o efeito da fotobiomodulação com laser de diodo, de baixa intensidade na espessura do músculo masseter em uma criança com PC do tipo espástico. Método: O relato do cuidador era que a criança apresentava grande dificuldade na realização da higiene bucal e com movimentos de fuga da cabeça quando a escova dental tocava a região de molares superiores. Com relação ao desconforto da criança, a mãe referiu como extremo. A 1ª avaliação ultrassonográfica foi realizada na avaliação inicial, e a 2ª avaliação após 6 sessões de aplicação de fobioestimulação. Foi empregado o Laser infravermelho, de Diodo, de baixa intensidade, As-Ga-Al, (λ = 808 ± 3 nm, 120 mW; Twin Flex Evolution Laser MMOptics São Paulo, Brazil), usando 5,0 J/cm2 energia dose/local, com 20 segundos de exposição/local. A área do músculo masseter irradiado bilateralmente foi o ponto médio no sentido da sua extensão e largura. Foram realizadas seis sessões, com intervalo de 7 dias entre elas. Resultados: Ao final da sexta sessão da fotobioestimulação, a responsável relatou que a criança dormia melhor, apresentava redução no número de movimentos involuntários realizados pela mandíbula e a realização da higiene bucal era possível sem expressão dolorosa da criança. Durante a palpação observou-se menor hipertonia em masseter bilateral, ganho em espessura, e aumento na distância inter-incisal de 7 mm. Conclusão: A fotobioestimulação com laser de diodo parece ser efetiva na redução da espasticidade no músculo masseter de crianças com PC do tipo espástico.


Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Músculo Masseter, Ultrassonografia, Lasers

Uso prático da AbobotulinumtoxinA no tratamento de espasticidade em crianças com paralisia cerebral

Practical use of AbobotulinumtoxinA for the treatment of spasticity in children with cerebral palsy

Sandro Rachevsky Dorf1; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas2; Regina Helena Morganti Fornari Chueire3; José Henrique Carvalho4; João Amaury Francês Brito5; Simone Carazzato Maciel6; Elder Machado Sarmento7; Arquimedes Moura Ramos8

Acta Fisiátr.2017;24(3):160-164

AbobotulinumtoxinA (ABO) tem sido utilizada para o tratamento da espasticidade em crianças com paralisia cerebral (PC). Seu uso requer uma administração cuidadosa, quanto à dosagem, seleção de locais de aplicação, intervalo entre aplicações, eficácia e segurança. Este foi o primeiro painel de especialistas no tratamento da espasticidade que desenvolveu um guia sobre questões gerais relacionadas a terapêutica de médicos que utilizam ABO, incluindo a indicação da dosagem a ser aplicada por músculo. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido, idealmente entre dois e seis anos de idade. Uma avaliação clínica deve identificar os músculos espásticos e determinar o objetivo: melhora funcional, analgesia, facilidade de cuidados e posicionamento, prevenção da luxação dos quadris, melhora da marcha e postura, facilitação do processo de educação, maior participação social e/ou melhora estética. Os pré-requisitos para alcançar bons resultados são a seleção muscular adequada, a dosagem de ABO e a técnica de injeção. Muitos padrões patológicos comuns podem ser tratados se vários músculos forem simultaneamente injetados em uma única sessão de tratamento; O planejamento da dose de ABO por músculo deve levar em consideração a dosagem máxima em unidades por músculo e a dose de ABO máxima total por sessão (30 U / kg de peso corporal do paciente, não superior a 1000 U). Após a aplicação, as crianças devem ser submetidas a programas de fisioterapia e terapia ocupacional, focadas em orientações domiciliares e em orientações para a família, aumentando as chances de ganho terapêutico. O tratamento com ABO é multidisciplinar e requer abordagens integradas.


Palavras-chave: Crianças com Deficiência, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Toxinas Botulínicas Tipo A

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