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Avaliação da utilização da tipóia de bobath na subluxação de ombro do paciente hemiplégico<sup>*</sup>

Margarida Harumi Miyazaki1; Maria Inês Paes Lourenção2; José Brenha Ribeiro Sobrinho2; Gracindo Rodrigues Tsukimoto3; Linamara Rizzo Battistella4

Acta Fisiátr.1995;2(3):12-14

Uma das complicações mais graves do paciente hemiplégico pós AVC é a subluxação do ombro decorrente do desequilíbrio muscular, e que está freqüentemente associado à dor. Apesar das várias modalidades de tipóias1 para contenção da subluxação, há poucos estudos referentes ao uso delas. Optamos pela avaliação da tipóia de Bobath, analisando-as nos aspectos referentes à melhora da dor, dificuldades de colocação, conforto durante o uso e aderência. Verificamos que dentre os pacientes analisados, apenas 25% obtiveram melhora significativa da dor, todos eram dependentes na sua colocação e a grande maioria teve queixas quanto ao desconforto durante o uso. Houve uma porcentagem significativa de abandono e erro de utilização. Concluímos que a tipóia de Bobath, apesar de permitir redução visual da subluxação de ombro do paciente hemiplégico, não é um recurso ortésico adequado para a reabilitação do mesmo.


Palavras-chave: Tipóias de Bobath. Subluxação de ombro. Hemiplegia.

Estudo da interferência dos déficits motor e sensitivo na função manual de pacientes hemiplégicos submetidos à estimulação elétrica funcional (FES)<sup>*</sup>

Margarida Harumi Miyazaki1; Maria Inês Lourenção2; José Brenha Ribeiro Sobrinho3; Claudete Lourenço4; Linamara Rizzo Battistella5

Acta Fisiátr.1995;2(3):24-26

O presente estudo procura identificar os aspectos fisiopatológicos que condicionam um mau prognóstico na aplicação da Estimulação Elétrica Funcional1 (FES), sendo pareados os bons e maus resultados com os déficits motor e sensitivo. Foram avaliados 17 pacientes hemiplégicos, com praxia e gnosia preservados, submetidos às técnicas convencionais da Terapia Ocupacional e Estimulação Elétrica Funcional. Os eletrodos foram ajustados, de modo a obter dorsiflexão de punho e dedos e abdução de polegar, quando possível. Foram realizadas avaliações das sensibilidades superficial (táctil e dolorosa) e profunda (reconhecimento de diferentes posições do membro acometido), das preensões tipo cilindro, esfera, gancho e pinças lateral, polpa a polpa e 03 pontos, antes e logo após 06 meses de FES. Resultados mostraram que 13 pacientes obtiveram melhora da movimentação ativa manual. Os pacientes que melhoraram tinham sensibilidade superficial e profunda normal ou alterada, mas apresentavam algum tipo de movimentação manual espontânea. Os pacientes, que não melhoraram, tinham alterações das sensibilidades superficial e/ou profunda, mas não tinham qualquer movimentação manual ativa. Conclui-se que a associação da Estimulação Elétrica Funcional às técnicas convencionais de Terapia Ocupacional é um meio eficaz de melhorar a função manual de pacientes hemiplégicos com movimentação voluntária parcialmente preservada.


Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

Estudo ergométrico evolutivo de portadoras de fibromialgia primária em programa de treinamento cardiovascular supervisionado

Lívia Maria dos Santos Sabbag1; Maristela Palácios Dourado2; Paulo Yasbek Júnior1; Neil F. Novo3; Helena Hideko Seguchi Kaziyama4; Margarida Harumi Miyazaki4; Linamara Rizzo Battistella5

Acta Fisiátr.2000;7(1):29-34

Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada1,2,3,4,5. Na última década, o exercício físico tornou-se promissor como opção terapêutica da síndrome6,7,8,9,10,11,12,13,14.
OBJETIVO: avaliação ergométrica prospectiva de portadoras de fibromialgia primária (FP) em programa de treinamento cardiovascular supervisionado (TCS).
Treze mulheres, média de idade de 48,9 anos, portadoras de FP, submeteram-se a teste ergométrico (TE) em esteira rolante, protocolo de Ellestad, no tempo zero, 3º e 6º meses de TCS. Os critérios de interrupção do TE foram cansaço e dor. Para o TCS, foi estabelecida uma faixa de 60% a 70% da freqüência cardíaca (FC) máxima, calculada pelo método de Karvonen. A assiduidade foi superior a 80% de 72 sessões, 3 vezes por semana, com duração de 60 minutos. Realizada a avaliação subjetiva da dor muscular e analisadas as variáveis do TE. Análise estatística: variância dos postos de Friedman e teste de comparações múltiplas15.
RESULTADOS: no 3º mês, houve aumento significativo da resposta cronotrópica. No 3º e 6º meses, foram significativos: aumento do tempo de exercício, capacidade funcional, trabalho total e diminuição da FC carga máxima comum. Não houve diferença significante da ΔPAS, duplo produto (DP), DP carga máxima comum e %FC máxima. Comparadas com o final do TE do tempo zero, a maior porcentagem de pacientes atingiu cargas mais elevadas e a mesma intensidade de dor no 3º e 6º meses de TCS.
CONCLUSÃO: a partir do 3º mês de TCS, as portadoras de FP apresentaram maior tolerância à dor muscular e ao esforço, melhora da capacidade funcional cardiovascular e muscular periférica.


Palavras-chave: Fibromialgia. Teste ergométrico. Exercício físico.

Independência funcional em pessoas com lesoes encefálicas adquiridas sob reabilitação ambulatorial

Functional independence in individuals with acquired brain injuries submitted to rehabilitation on an outpatient basis

Marcelo Riberto1; Margarida Harumi Miyazaki1; Sueli Satie Hamada Jucá1; Claudete Lourenço1; Linamara Rizzo Battistella2

Acta Fisiátr.2007;14(2):87-94

A lesão encefálica adquirida (LEA) pode provocar numa gama variada de deficiências e, questiona-se o resultado da reabilitação ambulatorial quando efetuada num longo período após sua instalação. O objetivo deste estudo foi avaliar os ganhos obtidos pelos pacientes com LEA sob reabilitação ambulatorial. Foram revisados os relatórios de alta de 118 pacientes atendidos na Divisão de Medicina de Reabilitação entre 1999 e 2001, nos quais a funcionalidade é sistematicamente registrada segundo a Medida de Independência Funcional (MIF), no momento da avaliação inicial, retornos médicos e alta. Foram comparados os valores médios de cada um dos itens da MIF no início e final do tratamento. O tempo mediano desde a instalação da lesão foi de 9 meses. Houve aumento da proporção de indivíduos independentes em todas os itens da MIF ao final do tratamento, bem como aumento significativo dos seus valores médios. Os resultados apresentados diferem daqueles observados em outros países nos quais a reabilitação ocorre na fase mais aguda. Isso pode decorrer de abordagens efetuadas antes da chegada do paciente ao centro de reabilitação cujo foco é maior em aspectos da deficiência física, sem levar em conta a importância da independência funcional. Os dados apresentados permitem concluir que, em nosso meio, os pacientes com LEA podem obter ganhos funcionais com a reabilitação, mesmo que ela seja iniciada tardiamente.


Palavras-chave: independência funcional, centros de reabilitação, acidente cerebrovascular, hemiplegia, cuidados ambulatoriais, prognóstico

Sobre o processo de triagem em centros de reabilitação

The triage process in rehabilitation centers

Marcelo Riberto1; Sueli Satie Hamada Jucá2; Margarida Harumi Miyazaki3; Linamara Rizzo Battistella4

Acta Fisiátr.2010;17(3):130-133

O processo de triagem em centros de reabilitação consiste numa avaliação das condições do paciente potencial usuário dos serviços prestados nessas unidades do sistema de saúde. Em geral ela ocorre no primeiro contato com a equipe clínica. Por meio de agendamento, o paciente é submetido a entrevista com um médico, um assistente social e um psicólogo num só momento, onde são verificadas as condições clínicas, aspectos de dinâmica de relacionamento e psicopatológicos, bem como requisitos sociais para participação regular e supervisionada nas atividades propostas. O objetivo do processo de triagem não é obstruir o acesso de qualquer pessão aos serviços disponíveis, mas sim direcionar o potencial usuário para a forma mais ágil de atendimento ou mais apropriada às suas necessidades. Ao final do processo de triagem o paciente pode ser eleito para intervenção multiprofissional em vários dias da semana, outras alternativas de intervenção, seja terapêuticas ou de orientação, com recrutamento de número diferente de profissionais ou contatos semanais. Considerando a realidade de reabilitação no Brasil, que não contempla a internação, pode-se esperar um aproveitamento integral do programa de reabilitação somente em condições otimizadas. Os recursos para reabilitação não são ilimitados, assim, a sua otimização é necessária e o processo de triagem viabiliza o melhor aproveitamento desses recursos, e uma distribuição mais justa e ética dos mesmos.


Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Administração em Saúde, Triagem, Pessoas com Deficiência/reabilitação

Terapia de ondas de choque focal para osteoartrose de joelho: um ensaio clínico randomizado duplo-cego

Focused extracorporeal shockwave therapy (f-ESWT) for knee osteoarthritis: a double-blind randomized clinical trial

Fabíola Cavalieri1; Gilson Tanaka Shinzato2; Victor Figueiredo Leite1; Sabrina Saemy Tome Uchiyama1; Margarida Harumi Miyazaki2; André Kazuyoshi Kirihara2; Linamara Rizzo Battistella3

Acta Fisiátr.2017;24(4):175-179

Objetivo: Avaliar eficácia da terapia de ondas de choque focal (f-ESWT) comparada ao placebo para dor e incapacidade em pacientes com osteoartrose de joelho (OA). Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo controlado, pacientes com OA primária de joelhos realizaram exercícios (alongamentos de isquiotibiais e fortalecimento de quadríceps) e randomizados em f-ESWT ou placebo. Todos os pacientes foram submetidos a 4 sessões semanais de 7.000 pulsos, e no grupo f-ESWT a energia foi de até 0.15mJ/mm2. O desfecho primário foi a escala analógica visual (VAS) para dor em 1 mês. Os desfechos secundários foram WOMAC, TUG, Lequesne e índice de resposta OMERACT-OARSI em 1 e 3 meses; bem como VAS aos 3 meses e eventos adversos (EAs). O teste de Mann-Whitney U e o teste exato Fisher foram utilizados com alfa = 5% e poder = 80% em uma análise de intenção de tratar. Os desfechos contínuos foram relatados como média ± desvio padrao. Resultados: 18 pacientes (9 em cada grupo), idade de 60.6±8.7 com 33.3% homens. Não houve diferença significativa entre grupos em qualquer variável. F-ESWT não foi superior ao placebo em 1 mês: VAS = -2,97 ± 3,18 e -2,68 ± 2,33 cm, respectivamente, p = 0,96. Somente o TUG no 1º mês foi significativo: 9.09 ± 2.30 e 11.01 ± 2.85 seg, p = 0.01. Conclusão: f-ESWT não foi superior ao placebo para osteoartrose de joelhos. Este estudo foi insuficiente para detectar diferenças. Novos estudos devem usar WOMAC A (subescala dor) como desfecho primário e recrutar 92 pacientes.


Palavras-chave: Ondas de Choque de Alta Energia, Osteoartrite do Joelho, Avaliação da Deficiência

Tipóia de gaylord adaptada: uso na subluxação do ombro do paciente hemipíégico<sup>*</sup>

Maria Inês Paes Lourenção1; Margarida Harumi Miyazaki2; José Brenha Ribeiro Sobrinho2; Gracindo Rodrigues Tsukimoto3; Linamara Rizzo Battistella4; Andrea D. Furlan5

Acta Fisiátr.1995;2(3):15-17

O presente estudo tem por objetivo avaliar os benefícios do uso da tipóia de Gaylord1 adaptada em 30 pacientes hemiplégicos com subluxação de ombro associado à dor. Analisamos aspectos referentes à melhora da dor, grau de dependência dificuldade na sua colocação e conforto durante seu uso. Consideramos melhora expressiva da dor quando esta ocorreu em pelo menos 75%.
Resultados, após pelo menos 2 meses de uso, mostraram que 66,7% dos pacientes obtiveram melhora expressiva da dor, 93,3% eram dependentes na sua colocação, 83,3% referem que esta era fácil de ser colocada e 100% que ela era confortável. Frente aos resultados obtidos, verificamos que a tipóia de Gaylord pode ser um recurso ortésico benéfico na subluxação de ombro dos pacientes hemiplégicos.


Palavras-chave: Subluxação de ombro. Hemiplegia. Tipóia de Gaylord.

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