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A Acta Fisiátrica agora é digital

Acta Fisiátrica is now digital

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2005;12(1):7-7


Palavras-chave:

A formação fisioterapêutica no campo da ortopedia: uma visão crítica sob a óptica da funcionalidade

The physical therapy background in the field of the orthopedics: a critical view under the optics of functioning

Ana Clarissa Lopes Silva1; Robson da Fonseca Neves2; Marcelo Riberto3

Acta Fisiátr.2008;15(1):18-23

INTRODUÇÃO: a Organização Mundial de Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em 2001, que reflete a mudança de uma abordagem baseada na doença para enfatizar a funcionalidade como um componente da saúde.
OBJETIVO: este trabalho discute as características da formação fisioterapêutica frente ao processo de adoção e aplicação da funcionalidade na reabilitação de pacientes ortopédicos.
MÉTODOS: foram analisados 93 prontuários de fisioterapia de pacientes com afecções musculoesqueléticas, de onde foram obtidas informações com base em um formulário contendo categorias predefinidas da CIF. A tabulação dos dados foi feita com o pacote estatístico EPIINFO 6.04.
RESULTADOS: os prontuários preenchidos pelos alunos de graduação de fisioterapia relatavam e descreviam deficiências das funções do corpo em uma freqüência muito maior que as atividades e participações ou a influência de fatores ambientais sobre a funcionalidade dos pacientes.
CONCLUSÃO: os resultados mostram que os alunos da graduação de fisioterapia estão focalizando sua atenção preferencialmente sobre as funções e estruturas corpóreas, seguindo a formação biomédica. A falta de informações sobre outros componentes da funcionalidade indica que ainda há um distanciamento entre os conceitos da funcionalidade mais modernos e a formação fisioterapêutica no campo ortopédico.


Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fisioterapia, ortopedia

A mesoterapia melhora a amplitude articular em pacientes com tendinite do manguito rotador

Mesotherapy improves range of motion in patients with rotator cuff tendinitis

Maria Matilde de Melo Sposito1; Daniele Rivera2; Marcelo Riberto3; Leonardo Metsavaht4

Acta Fisiátr.2011;18(4):196-199

Há evidências publicadas sobre o efeito da mesoterapia para as doenças inflamatórias do ombro.
OBJETIVO: Avaliar o ganho de amplitude de movimento (ADM) em pacientes com tendinopatia do manguito rotador tratados com mesoterapia. Uma série retrospectiva de casos conduzida a partir de prontuários médicos. Um serviço ambulatorial de reabilitação e ortopedia. População: 145 pacientes com diagnóstico clínico de tendinopatia do manguito rotador, com limitação da amplitude de movimento ativa.
MÉTODO: Os sujeitos do estudo foram tratados com mesoterapia entre 1995 e 2008, as mesclas foram selecionadas de acordo com o perfil do paciente e sua tolerância. O efeito sobre a ADM foi qualificado como "sem melhora" ou "com melhora". A melhora da sintomatologia foi correlacionada com a idade, duração dos sintomas e drogas usadas na mesoterapia. A realização concomitante de fisioterapia também foi correlacionada com o desfecho. Os efeitos adversos foram avaliados sistematicamente.
RESULTADOS: 117 pacientes (80,7%) apresentaram melhor objetiva da ADM ou a dor. O resultado não foi influenciado pela idade, duração dos sintomas ou pela realização concomitante de fisioterapia. Apenas efeitos adversos menores foram observados.
CONCLUSÃO: Este estudo sugere que a mesoterapia pode ser eficaz no tratamento da tendinopatia do manguito rotador, seja pela melhora da dor, ADM ou função global do membro superior. O impacto clínico deste estudo é que a mesoterapia pode ser associada ao tratamento fisioterapêutico padrão para melhorar ADM e dor na tendinopatia do manguito rotador.


Palavras-chave: infiltração, manguito rotador, mesoterapia, ombro, tendinopatia

A revista científica como instrumento de atualização profissional

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2005;12(3):0-0


Palavras-chave:

A terapia de restrição como forma de aprimoramento da função do membro superior em pacientes com hemiplegia

Constraint-induced therapy as an approach to the improvement of upper limb in stroke patients

Marcelo Riberto1; Heloisa Moreira Monroy2; Harumi Nemoto Kaihami3; Priscilla Pereira dos Santos Otsubo4; Linamara Rizzo Battistella5

Acta Fisiátr.2005;12(1):15-19

A terapia de restrição consiste na imobilização do membro superior não comprometido de pacientes hemiplégicos em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) como forma de estímulo ao uso do membro superior que teve a sua força reduzida. Experimentos realizados em algumas amostras específicas de pacientes mostram resultados promissores com essa abordagem. Este estudo teve o objetivo verificar seu efeito numa amostra de pacientes hemiplégicos em processo de reabilitação. Foram selecionados pacientes com AVC há mais de 6 meses que se encontravam em processo de reabilitação e possuíssem força para extensão da mão e dedos de pelo menos 10º de forma voluntária. A aplicação da restrição foi associada a 6 horas de terapia multidisciplinar diariamente em dias de semana e orientada a manutenção das atividades nos finais de semana. Para avaliação dos resultados foram usados os seguintes instrumentos: medida de independência funcional (MIF), teste motor de Wolf (TMW), escala de avaliação das deficiências do AVC (EADAVC) e dinamometria de preensão. Observou-se ganho estatisticamente significante na MIF (108,5 ± 6,4 versus 113 ± 7,3, p = 0,02) e TMW (10,5 ± 6,4s versus 6,5 ± 3,7s, p = 0,006), mas não na EADAVC (56,7 ± 4,4 versus 59,4 ± 8,4, p = 0,16) ou Dinamometria de pressão (16,2 ± 4,5 kgf versus 16,3 ± 5,4 kgf, p = 0,98). A conclusão deste estudo é que a aplicação da técnica de restrição do membro superior em pacientes hemiplégicos pode resultar em ganhos agudamente, indicando um caminho alternativo na abordagem das suas incapacidades.


Palavras-chave: hemiplegia, reabilitação, terapia de restrição, avaliação funcional, incapacidade, neuroplasticidade

Aplicação do Core Set resumido da CIF-CJ para paralisia cerebral em uma criança em idade escolar

Application of the ICF-CY Brief Core Set for cerebral palsy on a school age child

Rafaela Pichini de Oliveira1; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas2; Marcelo Riberto3

Acta Fisiátr.2016;23(1):46-50

O desenvolvimento dos Core Sets da CIF para Crianças e Jovens com paralisia cerebral (CIF-CJ-PC) foi publicado em Junho de 2014. Descrevemos a aplicação do Core Set resumido em uma criança de 09 anos de idade, com o objetivo de propor métodos disponíveis e aprimorar sua aplicabilidade na prática clínica. Para realizar esta avaliação selecionamos instrumentos padronizados já consagrados na literatura que conseguissem prover a qualificação de cada categoria do Core Set. Para os itens que não poderiam ser qualificados por escalas específicas, foram formuladas perguntas simples direcionada para o paciente e seu responsável. Ao aplicar a versão resumida da CIF-CJ-PC pudemos demonstrar dados que descrevem a funcionalidade do paciente deforma objetiva, bem como a forma como os fatores de contexto atuam. Concluímos que a avaliação rotineira desses jovens pode ser expressa numa linguagem que permite comparação e elaboração de relatórios com finalidade clínica, administrativa e epidemiológica.


Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Criança, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Avaliação da dor no ombro em paciente com acidente vascular cerebral

Shoulder pain evaluation in stroke patients

Cláudia de Oliveira e Silva1; Marcelo Riberto2; Linamara Rizzo Battistella3

Acta Fisiátr.2000;7(2):78-83

O objetivo desse estudo preliminar é avaliar as causas de dor no ombro de pacientes hemiplégicos, bem como verificar a ocorrência e a evolução do tratamento da síndrome dolorosa miofascial (SDMF). Para isso, seis pacientes hemiplégicos (cinco espásticos grau II, segundo Ashworth e um flácido) com idade: 55, 85 +/- 1, 50 anos, tempo de AVC de 6, 85 +/- 2, 54 meses, e queixas de dor no ombro paralisado há 13, 33 +/- 1, 69 semanas, foram submetidos a um protocolo de avaliação qualitativa (questionário de MacGuill simplificado e quantitativa por meio da escala visual analógica - EVA e dolorimetria de pressão), além da avaliação goniométrica ativa e passiva do ombro. Todos os pacientes apresentaram à palpação muscular, SDMF associada e foram infiltrados com lidocaína a 1% em pontos-gatilho (PGs) intramusculares. As queixas predominantes foram dor em queimor em quatro, peso em três e incaracterística em dois. Nenhum paciente referiu queixas de formigamento, choque, adormecimento e agulhadas. Quatro pacientes foram infiltrados em PGs na musculatura posterior do ombro, um em bíceps e outro em peitoral maior. Não houve melhora significativa na evolução dolorimétrica de pressão e na goniometria após a infiltração desses PGs (p > 0,05). Nesse estudo, diagnosticamos por meios clínicos e/ou radiológicos (RX e USG): um paciente com capsulite adesiva, um com tendinite bicipital e outro com tendinite no supra-espinhal. Não se diagnosticou subluxação na articulação glenoumeral, nem sinais clínicos de lesão nervosa periférica.


Palavras-chave: Dor. Ombro. Hemiplegia. Cintura escapular. Acidente vascular cerebral.

Avaliação da funcionalidade da criança com paralisia cerebral espástica

Functionality evaluation of children with spastic cerebral palsy

Maria Matilde de Mello Sposito1; Marcelo Riberto2

Acta Fisiátr.2010;17(2):50-61

A paralisia cerebral é resultante de uma lesão não progressiva sobre o sistema nervoso central em desenvolvimento e que pode levar a disfunções motoras, distúrbios no movimento, deficiências mentais e alterações funcionais. A espasticidade é a anormalidade motora e postural mais comumente vista na paralisia cerebral. Considerando as múltiplas repercussões da espasticidade sobre a funcionalidade do indivíduo com paralisia cerebral, torna-se claro que uma avaliação do quadro clínico deve ser precisa e direcionar-se aos aspectos específicos que exigem intervenção. Este texto tem como objetivo servir de guia aos médicos ou terapeutas na escolha de instrumentos de medição quantitativa e qualitativa.


Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Escalas

Avaliação longitudinal da Escola de Postura para dor lombar crônica através da aplicação dos questionários Roland Morris e Short Form Health Survey (SF-36)

Longitudinal evaluation of Posture School for low back pain by the questionnaires Rolland Morris and Short Form Health Survey (SF-36)

Gracinda Rodrigues Tsukimoto1; Marcelo Riberto2; Carlos Alexandrino de Brito2, Linamara Rizzo Battistella2

Acta Fisiátr.2006;13(2):63-69

O objetivo desse trabalho foi analisar quantitativamente a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica atendidos pela "Escola de Postura" da DMR-HCFMUSP no período de outubro de 2001 a julho de 2004, usando os questionários Roland-Morris (RM) e Short Form Health Survey (SF-36). A intensidade da queixa dolorosa foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA). A amostra inicial foi composta por 244 prontuários de pacientes encaminhados e avaliados para a Escola de Postura no período de outubro de 2001 a julho de 2004, tendo completado o programa 110 pacientes desse total. Algum dados referentes a estes pacientes foram coletados, tais como: diagnósticos etiológico, tempo de evolução da doença e origem do encaminhamento; dados sócio-demográficos como sexo, idade, escolaridade, estado civil, ocupação; e, também, o comparecimento aos retornos após o primeiro mês, quarto mês, e um ano a contar da avaliação inicial. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola de Postura apresentaram melhora significativa nos domínios do SF-36 para Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, bem como na avaliação pela EVA e questionário RM. Não foram observados ganhos estatisticamente significantes nos domínios Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental. Cabendo ressaltar que o período de alcance da Escola de Postura, não possibilita afirmar mudanças significativas quanto a aspectos afetivo-emocionais e novas posturas em seu relacionamento social. Novos estudos, quantitativos e qualitativos devem ser realizados de maneira a oferecer subsídios á equipe multiprofissional da Escola de Postura que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos se necessário.


Palavras-chave: avaliação funcional, lombalgia, qualidade de vida, questionários, reabilitação, escola de postura.

Classificação neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo

Neurophysiological classification of the Carpal Tunnel Syndrome

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2007;14(1):0-0


Palavras-chave:

Comparação de dois tipos de mouse por meio de eletroneuromiografia de superfície

Comparison of two types of computer mice by surface electromyography

Marcelo Riberto1; Maria Inês Paes Lourenção2; José Augusto Lopes3

Acta Fisiátr.2004;11(3):111-116

O mouse é um periférico muito usado em informática, todavia seu uso por tempo prolongado pode levar a sobrecarga da musculatura do antebraço resultados em quadros dolorosos. Este estudo teve como objetivo verificar se um novo mouse, com desenho que respeita leis biomecânicas da mão e punho, estaria associado a menor sobrecarga muscular que um modelo convencional. Vinte usuários habituais de computador sadios participaram de um estudo do tipo cross-over, no qual a atividade muscular dos músculos trapézio, extensor do carpo e flexor do polegar foi captada por meio de eletroneuromiografia de superfície durante a realização de atividades simples como jogar paciência por 10 minutos e deslocar-se numa planilha.Também foram aplicados questionários sobre aparecimento de sintomas em membros superiores após o uso de cada mouse. Por meio da integração do sinal elétrico nos períodos de tempo da captação, o esforço muscular pode ser quantificado para processamento estatístico. Apenas em extensores do carpo foi observada redução estatisticamente significante da solicitação muscular, mesmo assim, apenas ao jogar Paciência. O posicionamento do punho proporcionado pelo mouse em teste facilitou a manutenção dessa articulação em posição de preparo para o acionamento dos botões do mouse reduzindo a atividade muscular. Seu uso rotineiro pode ser uma estratégia para a prevenção de dores em membros superiores de usuários de computadores e para o controle sintomático naqueles que já apresentam alguma lesão local.


Palavras-chave: biomecânica, ergonomia, periféricos de computador, eletromiografia, esforço físico.

Controle postural no envelhecimento: um estudo comparativo entre Brasil e Espanha

Postural control in aging: a comparative study among Brazil and Spain

Fábio Marcon Alfieri1; Marcelo Riberto2; Carla Paschoal Corsi Ribeiro3; Maria Àngels Abril Carreres4; Linamara Rizzo Battistella6; Roser Garreta Figuera5

Acta Fisiátr.2009;16(4):203-205

O envelhecimento traz consigo alterações nos sistemas sensoriais e músculo-esquelético, que juntos alteram o controle postural dos idosos. O objetivo deste estudo foi o de verificar e comparar o controle postural de idosos da cidade de São Paulo - Brasil, com idosos que vivem em Terrassa (Barcelona)- Espanha. Participaram da pesquisa, 36 idosos brasileiros (69,61±5,3 anos) e 33 idosos espanhóis (69,72±4,6 anos) considerados saudáveis, recrutados a partir de dois serviços de reabilitação. Os voluntários realizaram avaliações pertinentes ao controle postural por meio do teste Timed up and go e bateria de testes de Guralnik. Os dados foram analisados por meio do teste t e os resultados mostram que os grupos são semelhantes quanto a idade e a composição corporal, porém o grupo do Brasil apresentou melhores resultados nas duas avaliações realizadas quando comparado com o grupo da Espanha. Concluise que os indivíduos brasileiros deste estudo apresentaram melhor desempenho na realização dos testes sobre controle postural.


Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Envelhecimento da População, Grupos Étnicos

Desenvolvimento de um protocolo para avaliação de pacientes com úlceras de pressão através da telemedicina e imagens digitais

Development of a protocol for the assessment of patients with pressure ulcers through telemedicine and digital images

Tamara Rodrigues Pato1; Cristianne Akie Kavamoto2; Marcelo Riberto2; Andréa Thomaz2; Verônica Magalhães Raimundo2; Kátia Lina Myahara2; Elizabete Tsubomi Saito2; Patricia Canteruccio Pontes Vianna2; Marcelo Alves Mourão2; Ana Cristina Ferreira Garcia3; Anita Weigand Castro4; Daniel Rubio Souza4; Maurício Pedreira Paixão5; Chao Lung Wen6; Linamara Rizzo Batistella7

Acta Fisiátr.2007;14(4):204-209

INTRODUÇÃO: As úlceras de pressão são complicações freqüentes em pacientes com lesão medular. Estas precisam de um diagnóstico precoce e um acompanhamento rigoroso para que não evoluam para um quadro mais grave e para não retardar o processo de reabilitação. Infelizmente, não é sempre que o paciente consegue acesso a um centro especializado no tratamento de feridas e, por isso, a telemedicina pode ser útil nesses casos.
OBJETIVO: Avaliar a eficácia de um protocolo de avaliação de úlceras de pressão através de fotografias digitais.
MÉTODOS: Selecionamos 15 pacientes, totalizando 33 úlceras. Os pacientes foram avaliados por 2 médicos fisiatras presenciais, separadamente, que no momento do exame, preencheram a primeira parte do protocolo (dados clínicos do paciente) e tiraram as fotografias. Estas foram encaminhadas aos médicos fisiatras à distância, que avaliaram as feridas através das fotos e dos dados enviados pelo médico presencial. Comparamos as semelhanças e diferenças das avaliações entre os dois médicos presenciais, entre presencial e a distancia e entre os dois médicos à distância nos quesitos grau, necrose, infecção, fístula, secreção, aspecto da borda e do fundo e conduta. A Análise estatística se baseou nos cálculos de Kappa, intervalo de confiança e P valor.
RESULTADOS: Encontramos os maiores valores de Kappa quando comparamos as avaliações presenciais. Para necrose, grau e infecção, os kappas Avaliação Presencial (P) x Avaliação à distância (D) foram substantial e moderate. No item conduta, o Kappa variou de fraco a almost perfect. Nas avaliações das bordas, fundo, secreção e fístula foram encontradas divergências.
CONCLUSÃO: O protocolo é eficaz para avaliar necrose, grau e infecção das úlceras. Existe dificuldade no uso do método para avaliar o aspecto de borda, fundo, secreção e fístula. Houve maior satisfação com o método para úlceras de pressão grau I e II.


Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, úlcera de pressão, diagnóstico por imagem, telemedicina

Dor miofascial em pacientes com osteoartrose do quadril

Marcelo Riberto; Marta Imamura; Helena H. S. Kaziyama; Satiko T. Imamura

Acta Fisiátr.1997;4(2):90-96


Palavras-chave:

Editorial

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2004;11(3):0-0


Palavras-chave:

Eletroneuromiografia na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais

Electromyography in the evaluation of cervical and lumbosacral radiculopathy

Luciane Fachin Balbinot1; José Antonio Garbino2; Marcelo Riberto3

Acta Fisiátr.2010;17(4):188-192

A eletroneuromiografia (ENMG) é empregada como método de diagnóstico complementar no diagnóstico de radiculopatia desde 1950, contribuindo com importantes informações para o esclarecimento diagnóstico, planejamento do tratamento e acompanhamento evolutivo dos pacientes. A presente revisão baseada em evidências buscou referências com ênfase na indicação, sensibilidade, especificidade, reprodutibilidade e limitações do uso desse exame na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais. As referências apontam a ENMG como um exame bastante útil tanto na triagem quanto no diagnóstico diferencial na suspeita de radiculopatia cervical ou lombossacra, bem como na avaliação do grau e extensão da lesão, quando respeitadas as limitações da técnica.


Palavras-chave: Radiculopatia, Eletromiografia, Deslocamento do Disco Intervertebral, Dor Lombar

Estimulação elétrica funcional otimizada em pacientes com hemiparesia por doença cerebrovascular

Functional electrical stimulation optimized in patients with hemiparesis due to cerebrovascular disease

Simone Hitomi Oshiro1; Carolina Lemes de Oliveira1; Amanda Carolina da Silva Bim1; Gisele Saraiva Reis de Oliveira2; Marcelo Riberto3

Acta Fisiátr.2012;19(1):46-49

A Estimulação Elétrica Funcional (FES) é uma das técnicas utilizadas em pacientes com sequelas motoras como a hemiparesia após acidente vascular cerebral (AVC). Estudos recentes mostram resultados positivos para o uso de FES no aumento da força muscular isométrica de extensores de punho e redução do tônus para pacientes com extensão ativa de punho superior a 20º antes da intervenção.
OBJETIVO: Com relação à amplitude de movimento e redução do tônus para pacientes com 10º e 20º de extensão ativa de punho, não se observaram ganhos significativos.
MÉTODO: Este estudo avaliou a eficácia da estimulação elétrica funcional otimizada (FES-O) por duas semanas sobre a destreza manual e a amplitude de movimento (ADM) em três indivíduos apresentando hemiparesia decorrente de AVC.
RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram melhora em um ou mais itens da avaliação (destreza manual e ADM).
CONCLUSÃO: Podemos concluir que a aplicação de estimulação de acordo com este novo parâmetro mostrou-se benéfica,em pouco tempo de estimulação naquelespacientes com apenas esboço de movimento de dedos.


Palavras-chave: acidente vascular cerebral/reabilitação, estimulação elétrica, hemiparesia

Estudo comparativo entre a Escala de Equilíbrio de Berg, o Teste Timed Up & Go e o Índice de Marcha Dinâmico quando aplicadas em idosos hígidos

Comparative study of the Berg Balance Scale, Timed Up & Go Test and Dynamic Gait Index applied to healthy elderly individuals

Carolina Rodini1; Luana Talita Diniz Ferreira1; Gemal Emanuel Pirré1; Marisa Hino2; Fabio Marcon Alfieri 3; Marcelo Riberto 4; Maria Cecília dos Santos Moreira5

Acta Fisiátr.2008;15(4):267-268

Os distúrbios do equilíbrio compõem um dos fatores etiológicos centrais das quedas e da instabilidade em idosos, podendo levar a incapacidade funcional e dependência e, por isso vêm sendo utilizados como marcadores de fragilidade. Considerando que a prevenção e a reabilitação do declínio do equilíbrio em idosos requerem o desenvolvimento de protocolos de pesquisa adequados para se medir a função do equilíbrio, este trabalho teve como objetivo analisar e comparar a eficácia de três instrumentos de avaliação utilizados para identificar o risco de queda em idosos. Para isso, a Escala de equilíbrio de Berg (EEB), o Teste Timed Up & Go (TUG) e o Índice de Marcha Dinâmico (IMD) foram aplicados em sete idosos hígidos. A análise dos resultados revelou que as escalas utilizadas são de fácil aplicação e entendimento, não havendo necessidade de treinamento do avaliador. No entanto, como as três escalas avaliam aspectos distintos, foi possível identificar, na população avaliada, risco de queda aumentado em quatro idosos apenas por meio do IMD.


Palavras-chave: idoso, marcha, equilíbrio musculosquelético, postura, escalas

Etapas da elaboração do Instrumento de Classificação do Grau de Funcionalidade de Pessoas com Deficiência para Cidadãos Brasileiros: Índice de Funcionalidade Brasileiro - IF-Br

Development of a grading instrument of functioning for Brazilian citizens: Brazilian Functioning Index - IF-Br

Ana Cristina Franzoi1; Denise Rodrigues Xerez1; Maurício Blanco2; Tatiana Amaral2; Antonio José Costa1; Patricia Khan3; Shirley Rodrigues Maia4; Carolina Magalhães1; Izabel Loureiro Maior1; Miryan Bonadiu Pelosi1; Normélia Quinto dos Santos5; Manuel Thedim2; Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela6; Marcelo Riberto7

Acta Fisiátr.2013;20(3):164-170

Os sistemas usados no Brasil para definir a incapacidade variam de acordo com o setor. A partir de uma recomendação da Presidência da República, uma força-tarefa interministerial foi organizada em janeiro de 2011 para desenvolver um modelo único de avaliação e classificação da incapacidade a ser usado em todo o país. O grupo de trabalho partiu de uma avaliação ampla de informações biodemográficas das pessoas com deficiência no Brasil obtidas a partir de fontes como o censo populacional, censo escolar, relação anual de informações sociais e pesquisa de informações básicas municipais, bem como grupos focais realizados com representantes de vários estados da federação, diferentes deficiências e faixas etárias. Por meio de reuniões mensais num período de 8 meses, foi escolhido o modelo conceitual da Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Saúde como base teórica e partir do qual foram selecionadas as 41 atividades e fatores ambientais que deveriam ser contemplados no em cada uma delas. A pontuação de cada atividade foi definida numa escala de 25 a 100, de acordo com o nível de independência. Ajustes para crianças foram realizados comparando o instrumento ao desenvolvimento esperado para cada faixa etária de acordo com a descrição presente em outros instrumentos. Além da avaliação quantitativa do grau de incapacidade, foi desenvolvida uma avaliação qualitativa seguindo a lógica fuzzy, específica para as deficiências visual, motora, auditiva e intelectual. A definição de notas de corte não foi efetuada e exige estudos futuros.


Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Políticas Públicas de Saúde, Pessoas com Deficiência, Ambiente, Questionários, Brasil

Fisiopatologia da fibromialgia

Fibromyalgia physiophology

Marcelo Riberto; Thais Rodrigues Pato

Acta Fisiátr.2004;11(2):78-81

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica, generalizada e pela presença de pontos dolorosos à palpação de regiões específicas do corpo. Estudos concordam quanto à concentração de pacientes na quinta década de vida, associação com o sexo feminino e fatores socioeconômicos como baixos níveis educacionais, baixa renda e estar divorciado. As hipóteses de alterações anatomopatológicas para a fisiopatologia desta síndrome foram descartadas e os achados nesses sentido foram creditados ao sedentarismo. Os mecanismos mais aceitos para o entendimento fisiopatológico da fibromialgia no momento envolvem o desequilíbrio entre a percepção dolorosa e os mecanismos de modulação dessas vias aferentes. Níveis elevados de substância P em líquor e níveis reduzidos de serotonina e seus precursores em líquor, soro e plaquetas são sugestivos desses desequilíbrios, uma vez que a substância P é mediadora das vias aferentes enquanto a serotonina medeia a inibição da dor. Outra explicação para a alteração da atividade da serotonina seria o polimorfismo dos receptores de serotonina, o que pode explicar também o agrupamento familiar desses pacientes. Alterações cerebrais em porções rostrais ao tálamo poderiam ser responsáveis pela percepção elevada de estímulos ambientais, com a conseqüente perversão de informações proprioceptivas, térmicas e táteis ou pressórica em sensações dolorosas. Finalmente, os mecanismos reducionistas de explicação fisiopatológica da fibromialgia não têm encontrado respaldo na literatura e explicações multicausais são as mais aceitas, incluindo os mecanismos psicossociais, que não foram abordados neste artigo.


Palavras-chave: Fibromialgia, fisiopatologia, dor generalizada, inibição da dor, serotonina.

Independência funcional de pacientes com lesão medular

Funcitional Independence of spinal cord injured patients

Marcelo Riberto1; Paulo Potiguara Novazzi Pinto1; Hatsue Sakamoto1; Linamara Rizzo Battistella2

Acta Fisiátr.2005;12(2):61-66

Conhecer a apresentação dos pacientes com lesão medular em termos de independência funcional permite aos serviços de reabilitação estruturarem-se para atenderem às demandas dessa população de forma mais eficiente. Com o objetivo de descrever tal padrão de funcionalidade, 150 relatórios de alta de pacientes com lesão medular de dois centros de reabilitação no período de 2000 a 2003 foram consultados para obtenção de dados clínicos, demográficos e da medida de independência funcional. Homens corresponderam a 72% da amostra, com média de idade de 33,8 ± 14,2 anos, sendo 21,3% dos casos devido a lesões não-traumáticas. Entre as lesões traumáticas, 30,5% em nível cervical, 52,5% torácicas e 17% lombares. O período médio de lesão foi de 22,6 ± 46,7 meses. No início do programa de reabilitação, Escadas (11,2%) e Vestir a metade inferior do corpo (24%) foram as tarefas nas quais menos pacientes apresentavam independência funcional, enquanto Alimentação (68,4%) e Higiene pessoal (51,6%) apresentaram maior independência. O período decorrido desde a instalação da lesão esteve diretamente associado a ao valor da MIF motora no início da reabilitação, confirmando a impressão clinica de que mesmo sem a orientação profissional os pacientes com lesão medular desenvolvem algum grau de independência funcional em virtude das necessidades enfrentadas no dia-a-dia. O atendimento de reabilitação ao paciente com lesão medular deve ser o mais precoce possível a fim de propiciar a aquisição de melhor desempenho em menor tempo e de formas mais apropriadas, pois por vezes a independência atingida faz-se às custas de comprometimento de segurança ou maior custo energético.


Palavras-chave: Lesão medular, incapacidade, independência funcional, reabilitação, atividades de vida diária.

Independência funcional em pessoas com lesões encefálicas adquiridas sob reabilitação ambulatorial

Functional independence in individuals with acquired brain injuries submitted to rehabilitation on an outpatient basis

Marcelo Riberto1; Margarida Harumi Miyazaki1; Sueli Satie Hamada Jucá1; Claudete Lourenço1; Linamara Rizzo Battistella2

Acta Fisiátr.2007;14(2):87-94

A lesão encefálica adquirida (LEA) pode provocar numa gama variada de deficiências e, questiona-se o resultado da reabilitação ambulatorial quando efetuada num longo período após sua instalação. O objetivo deste estudo foi avaliar os ganhos obtidos pelos pacientes com LEA sob reabilitação ambulatorial. Foram revisados os relatórios de alta de 118 pacientes atendidos na Divisão de Medicina de Reabilitação entre 1999 e 2001, nos quais a funcionalidade é sistematicamente registrada segundo a Medida de Independência Funcional (MIF), no momento da avaliação inicial, retornos médicos e alta. Foram comparados os valores médios de cada um dos itens da MIF no início e final do tratamento. O tempo mediano desde a instalação da lesão foi de 9 meses. Houve aumento da proporção de indivíduos independentes em todas os itens da MIF ao final do tratamento, bem como aumento significativo dos seus valores médios. Os resultados apresentados diferem daqueles observados em outros países nos quais a reabilitação ocorre na fase mais aguda. Isso pode decorrer de abordagens efetuadas antes da chegada do paciente ao centro de reabilitação cujo foco é maior em aspectos da deficiência física, sem levar em conta a importância da independência funcional. Os dados apresentados permitem concluir que, em nosso meio, os pacientes com LEA podem obter ganhos funcionais com a reabilitação, mesmo que ela seja iniciada tardiamente.


Palavras-chave: independência funcional, centros de reabilitação, acidente cerebrovascular, hemiplegia, cuidados ambulatoriais, prognóstico

O conhecimento científico

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2004;11(2):54-54


Palavras-chave:

O uso da estimulação elétrica computadorizada associada à cicloergometria em indivíduos com lesão medular é benéfico para os parâmetros musculares?

Is the use of computerized electrical stimulation associated with cycloergometrics in individuals with medullary lesion beneficial for the muscular parameters?

Igor Kaoru Naki1; Marcelo Riberto2; Maria Cecília dos Santos Moreira3; Linamara Rizzo Battistella4

Acta Fisiátr.2011;18(4):211-216

Este artigo tem como objetivo revisar a literatura sobre o uso do Computerized Functional Electrical Stimulation (CFES) com desfechos musculares para os indivíduos com lesão medular.
MÉTODO: Foi realizada revisão bibliográfica sistemática nas bases eletrônicas de dados MEDLINE, PubMed, LILACS e Portal SciELO, sem delimitação de tempo ou idioma. Utilizou-se da estratégia PICO para pesquisa, as palavras-chave foram selecionadas a partir dos descritores em ciências de saúde e relacionaram-se com lesão medular, estimulação elétrica e parâmetros musculares.
RESULTADOS: Foram encontrados 554 artigos. Desses, 432 foram excluídos pelo título, resultando em 122 artigos. Destes, foram excluídas as duplicidades, resultando num total de 73 artigos; 36 foram excluídos pelo resumo e 33 após a leitura do estudo. Quatro estudos foram selecionados. Dois artigos incluíram homens e mulheres em seus estudos, dois apenas homens. Três estudos incluíram tetraplégicos e paraplégicos no mesmo estudo, um incluiu apenas tetraplégicos. Um dos estudos utilizou frequência de treinamento maior, sete vezes por semana, três fizeram uso de uma frequência de treinamento de três vezes por semana. A duração dos estudos teve grande variação, de seis semanas até um ano. As medidas de resultado para a avaliação de força e resistência foram realizadas de diversas maneiras, por medida de área de secção transversal dos músculos, circunferência do membro e a biópsia muscular; contudo, todos os estudos apresentavam ao menos uma das medidas fornecidas pelo equipamento, a avaliação de potência gerada (power output) ou do trabalho realizado (work output). Em todos os estudos, houve melhora da potência gerada ou do trabalho realizado. Apesar da heterogeneidade encontrada nestes estudos, os desfechos dos estudos avaliados indicam aumento significativo de potência gerada e trabalho realizado após os períodos de treinamentos, com ganhos a partir de seis semanas e treinamentos a partir de três vezes por semana.
CONCLUSÃO: Estudos futuros são necessários para avaliar as respostas em diferentes grupos de sujeitos, paraplégicos e tetraplégicos, em diferentes frequências de treinamento e em diferentes períodos de treinamento, proporcionando, assim, a elaboração de protocolos de treinamento cada vez mais direcionados.


Palavras-chave: estimulação elétrica, exercício, paraplegia, quadriplegia, traumatismos da medula espinal

Palavra do editor

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2003;10(3):113-113


Palavras-chave:

Práticas de bloqueios neuromusculares para o tratamento da espasticidade no Brasil

Neuromuscular block practice in the treatment of spasticity in Brazil

Chiara Maria Tha Crema1; Ana Paula Bertole Cirino dos Santos1; Luiza Previato Trevisan Magário1; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas2; Marcelo Riberto3

Acta Fisiátr.2016;23(3):150-154

A toxina botulínica do tipo A (TBA) é um dos tratamentos mais efetivos e seguros para espasticidade. Para a avaliação algumas escalas podem ser utilizadas como a Escala Modificada de Ashworth (MAS). O sucesso terapêutico na aplicação depende da correta identificação do problema biomecânico e aplicação no músculo acometido, o que pode ser feito por técnicas de palpação de superfície ou métodos auxiliares como eletromiografia. Objetivo: Avaliar os métodos de aplicações da TBA e outros tipos de bloqueios como fenol para tratamento da espasticidade realizados na prática de médicos de reabilitação infantil e de adultos. Métodos: Estudo exploratório, transversal, com amostra dimensionada pela conveniência em eventos científicos nas cidades Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e Ribeirão Preto com questionários a respeito do tratamento da espasticidade que continham questões de múltipla escolha sobre grupos de pacientes e músculos tratados. As respostas foram analisadas quanto à frequência para cada questão. Não foi foram realizados testes de associação de variáveis ou de hipótese. Resultados: Foram analisados 49 questionários. 47% aplicam TBA há menos de 5 anos. A técnica mais utilizada para localização de pontos de aplicação foi a palpação muscular (80%). Para quantificação dos ganhos funcionais 78% utilizam a escala MAS. 57% faz aplicação em adultos e crianças. A faixa etária de tratamento mais comum entre as crianças foi 5 a 10 anos (83%) com o grupo muscular mais aplicado o tríceps sural (73,8%). Em relação ao uso do fenol, 16 utilizam com uma frequência de 1 a 5 pacientes por mês. 45% dos aplicadores sempre utilizam fenol em conjunto com TBA. Conclusão: A TBA é largamente utilizada no tratamento de espasticidade, porém não existe uma padronização na forma de aplicação, método de avaliação ou sobre necessidade de outro agente combinado.


Palavras-chave: Toxinas Botulínicas Tipo A, Bloqueio Neuromuscular, Espasticidade Muscular

Prevalência da síndrome do Túnel do Carpo em usuários de cadeira de rodas devido à lesão medular

Prevalence of Carpal Tunnel syndrome in wheel-chair users due to medullary lesion

Lucas Martins de Exel Nunes1; Verônica Magalhães Raimundo1; Quirino Cordeiro2; Karen Fraga Moreira Guerrini1; Arquimedes de Moura Ramos1; Tae Mo Chung3; Marcelo Riberto4

Acta Fisiátr.2011;18(4):192-195

A lesão medular acarreta inúmeras limitações funcionais diretamente relacionadas à perda das funções nervosas. Todavia, a mecânica associada ao uso de cadeiras de rodas impõe uma sobrecarga aos membros superiores que parece estar associada ao aparecimento de lesões secundárias em estruturas tendíneas e nervosas.
OBJETIVO: Avaliar o surgimento de sinais eletromiográficos de comprometimento do nervo mediano na altura do túnel do carpo em indivíduos usuários de cadeiras de rodas devido à lesão medular.
MÉTODO: Seguindo um desenho transversal, todos os indivíduos com lesão medular sob programa de reabilitação no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do HC-FMUSP no ano 2010 foram submetidos a estudo de condução nervosa e eletromiografia. Esses achados foram correlacionados com variáveis biodemográficas e clínicas, bem como características do uso de cadeiras de rodas.
RESULTADOS: Foram avaliados 28 indivíduos, com média de idade de 41,4 anos (60,7% homens). A maioria dos pacientes tocava a cadeira de rodas por um tempo inferior a quatro horas e percorria uma distância tocando a cadeira de rodas inferior a 500 metros por dia. A ausência de sintomas dolorosos ocorreu em 67,9%, enquanto apenas 7,1% apresentavam o teste de Phalen e/ou Tinel positivos. Metade da amostra apresentava o diagnóstico neurofisiológico de síndrome do túnel do carpo (STC), que apresentou associação estatisticamente significante com a idade (p = 0,024), mas não com tempo e distância percorrida tocando a cadeira de rodas diariamente, uso de proteção ou adaptação na cadeira de rodas, sintomatologia dolorosa em membros superiores ou presença de sinais positivos para STC ao exame físico.
CONCLUSÃO: Os sinais eletromiográficos de STC são muito prevalentes nesses indivíduos, o que sugere maiores situações de risco para a integridade dos membros superiores e exige o desenvolvimento de estratégias biomecanicamente mais eficazes para a prevenção.


Palavras-chave: cadeiras de rodas, neurofisiologia, síndrome do túnel carpal, traumatismos da medula espinal

Reprodutibilidade da versão brasileira da Medida de Independência Funcional

Marcelo Riberto1; Margarida H. Miyazaki1; Donaldo Jorge Filho2; Hatsue Sakamoto1; Linamara Rizzo Battistella3

Acta Fisiátr.2001;8(1):45-52

A versão brasileira da Medida de Independência Funcional (MIF) foi desenvolvida por meio de um processo de tradução para o português do Brasil por equipe médica bilíngüe familiarizada com o instrumento e tradutor profissional, seguido de tradução reversa para o inglês por tradutor independente. Não foram identificados problemas de equivalência cultural quando a versão obtida foi apresentada a um conjunto de 25 profissionais de saúde treinados no seu uso. Oito centros de reabilitação participaram da captação de dados para a obtenção de medidas de reprodutibilidade. Todos os pacientes adultos com história de pelo menos 4 meses de acidente vascular cerebral, consultados no período entre dezembro de 1999 e janeiro de 2000, foram avaliados por dois avaliadores treinados na aplicação da MIF, de forma independente, e reavaliados por apenas um desses examinadores após uma semana (teste/reteste). Uma amostra de 164 pacientes foi examinada e os valores de kappa para concordância em cada um dos itens da MIF variaram entre dois observadores de 0,50 (alimentação) a 0,64 (controle da urina) e no teste/ reteste entre 0,61 (vestir abaixo da cintura) a 0,77 (transferência para o vaso sanitário). As subescalas da MIF apresentaram no teste/reteste boa correlação (Pearson: 0,91 - 0,98; ICC: 0,91 - 0,98); a reprodutibilidade interobservadores também foi boa (Pearson: 0,87 - 0,98; ICC: 0,87 - 0,98). Análise de variância mostra boa concordância entre as médias dos resultados de dois avaliadores na primeira avaliação e na medida após uma semana. Concluímos que a versão brasileira da MIF tem boa equivalência cultural e boa reprodutibilidade.


Palavras-chave: Medida de independência funcional; reprodutibilidade; equivalência cultural; avaliação funcional; tradução.

Resultados do core set da CIF de dor crônica generalizada em mulheres com fibromialgia no Brasil

Results of the ICF core sets for chronic widespread pain in women with fibromyalgia in Brazil

Marcelo Riberto1; Thais Rodrigues Pato Saron1; Linamara Rizzo Battistella2

Acta Fisiátr.2008;15(1):6-12

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde para uniformizar a terminologia usada para descrever as situações incapacitantes. O core set da CIF para dor crônica generalizada (DCG) é um recurso derivado da CIF que sistematiza e agiliza a descrição da funcionalidade das pessoas com DCG, com o objetivo de fornecer informações para relatórios de saúde pública e para orientação de intervenções de reabilitação. Este estudo objetivou a descrição dos resultados da aplicação do core set da CIF para DCG em uma amostra de 29 pacientes com fibromialgia que terminaram o programa de reabilitação multidisciplinar. As categorias do core set nas quais 30% ou mais dos pacientes fossem considerados sem problema foram classificadas como "não relevantes" para a descrição da funcionalidade das pessoas com essa condição de saúde. Ao todo, 58,2% das categorias do core set foram classificadas como "não relevantes", correspondendo a 43,5% das funções corpóreas, 51,8% das atividades e participações e 68,8% dos fatores ambientais. Esses achados podem ter sido fortemente influenciados pelo fato de os pacientes serem pré-selecionados para a participação em atividades em grupo, o que pressupõe melhores condições emocionais e de relacionamento interpessoal. O fato de estarem ao final de um programa terapêutico com atividades de psicoterapia em grupo e condicionamento físico também pode ter favorecido o desempenho nas funções e atividades psicológicas e de relacionamento, assim como em várias atividades físicas. Apesar desses achados apontarem desfavoravelmente para a validação do core set da CIF para DCG, as características da amostra estudada não permitem a sua generalização.


Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fibromialgia, dor, mulheres, Brasil

Sobre o processo de triagem em centros de reabilitação

The triage process in rehabilitation centers

Marcelo Riberto1; Sueli Satie Hamada Jucá2; Margarida Harumi Miyazaki3; Linamara Rizzo Battistella4

Acta Fisiátr.2010;17(3):130-133

O processo de triagem em centros de reabilitação consiste numa avaliação das condições do paciente potencial usuário dos serviços prestados nessas unidades do sistema de saúde. Em geral ela ocorre no primeiro contato com a equipe clínica. Por meio de agendamento, o paciente é submetido a entrevista com um médico, um assistente social e um psicólogo num só momento, onde são verificadas as condições clínicas, aspectos de dinâmica de relacionamento e psicopatológicos, bem como requisitos sociais para participação regular e supervisionada nas atividades propostas. O objetivo do processo de triagem não é obstruir o acesso de qualquer pessoa aos serviços disponíveis, mas sim direcionar o potencial usuário para a forma mais ágil de atendimento ou mais apropriada às suas necessidades. Ao final do processo de triagem o paciente pode ser eleito para intervenção multiprofissional em vários dias da semana, outras alternativas de intervenção, seja terapêuticas ou de orientação, com recrutamento de número diferente de profissionais ou contatos semanais. Considerando a realidade de reabilitação no Brasil, que não contempla a internação, pode-se esperar um aproveitamento integral do programa de reabilitação somente em condições otimizadas. Os recursos para reabilitação não são ilimitados, assim, a sua otimização é necessária e o processo de triagem viabiliza o melhor aproveitamento desses recursos, e uma distribuição mais justa e ética dos mesmos.


Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Administração em Saúde, Triagem, Pessoas com Deficiência/reabilitação

Uso de testes clínicos para verificação do controle postural em idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos

Use of clinical tests for verification of postural control in healthy elderly submitted to physical exercise programs

Fábio Marcon Alfieri1; Marcelo Riberto2; Lucila Silveira Gatz3; Carla Paschoal Corsi Ribeiro4; Linamara Rizzo Battistella5

Acta Fisiátr.2010;17(4):153-158

O controle postural no envelhecimento diminui e a prática de exercícios físicos pode melhorar esta importante função. A fim de medir estas possíveis melhoras, podem ser usados diversos testes. O objetivo deste estudo foi o de analisar o uso de testes clínicos de medidas indiretas para verificar as alterações sobre o controle postural de idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos. O desenho do estudo foi um ensaio clínico simples-cego e aleatorizado com braços paralelos. Participaram da pesquisa 46 idosos divididos aleatoriamente em dois grupos de exercícios: multissensoriais (GMS, n=23, 68,8±5,9 anos) e de fortalecimento (treino resistido) (GR, n=23, 70,18±4,8). Ambos os grupos realizaram 12 semanas (2dias/semana, 50m/dia) de exercícios. Para avaliação do controle postural foram utilizados os testes: Timed up and go (TUG), teste de apoio unipodal, bateria de testes de Guralnik e escala de equilíbrio funcional de Berg. Os indivíduos do GMS apresentaram melhora significativa nos testes TUG e bateria de testes de Guralnik e o GR não apresentou melhora em nenhum dos testes. A melhora no tempo de execução do teste TUG do GMS que foi de 9,1±8,04 para 8,0±1,0 segundos após a intervenção, foi estatisticamente superior ao resultado do GR. Acreditamos que o teste TUG e a bateria de testes de Guralnik são boas opções para avaliar o controle postural de idosos submetidos a programas de intervenção. Embora o TUG não possa ter seu tempo diminuído indefinidamente, permite verificar até mesmo dentro de um tempo de normalidade, alterações promovidas por exercícios físicos.


Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Equilíbrio Postural, Avaliação

Validação da Versão Brasileira da Medida de Independência Funcional

Validation of the Brazilian version of Functional Independence Measure

Marcelo Riberto1; Margarida H Miyazaki1; Sueli S H Jucá2; Hatsue Sakamoto1; Paulo Potiguara Novazzi Pinto2; Linamara Rizzo Battistella3

Acta Fisiátr.2004;11(2):72-76

A versão brasileira de Medida de Independência Funcional (MIF) foi desenvolvida em 2000. Estudos de sua validade ainda são necessários como forma de corroborar seu uso na avaliação da reabilitação de brasileiros incapacitados, uma vez que peculiaridades socioculturais nacionais podem determinar um comportamento diverso dos dados fornecidos pelo instrumento.
OBJETIVOS: O objetivo deste estudo é testar a validade de construto da MIF ao checar a validade convergente em grupos de pacientes com deficiências nas quais se esperam estar presentes graus específicos de incapacidade.
MÉTODO: Prontuários médicos de 150 pacientes com lesão medular (LM) e 103 pacientes com lesões encefálicas (LE) de dois centros de reabilitação da cidade de São Paulo forneceram dados a respeito de características biodemográficas, clínicas e funcionais. O grau de incapacidade foi avaliado pela MIF. Os pacientes com LM foram classificados de acordo com o nível de acometimento medular, como cervicais, torácicos ou lombares e abaixo. Pacientes com LE foram classificados conforme o dimídio mais comprometido como direito, esquerdo ou bilaterais. A sensibilidade da MIF foi testada em 93 pacientes com LE e 59 com LM por meio da comparação dos valores da MIF total, cognitiva e motora de admissão e alta.
RESULTADOS: entre os pacientes com LM pudemos demonstrar uma clara associação entre o nível de incapacidade e a MIF motora (cervical = 34.4 ± 25.2, torácica = 51.6 ± 19.5, lombar = 67.5 ± 18.6; p < 0.001). A MIF cognitiva apresentou um efeito teto entre os pacientes com lesão medular (85% dos pacientes tinham MIFc no valor mais alto possível), por outro lado, entre os pacientes com LE, isso não pode ser observado e houve uma associação entre o valor obtido na MIFc e o lado envolvido, sendo os pacientes com envolvimento do hemicorpo esquerdo aqueles menos dependente em termos cognitivos. Houve mudança estatisticamente significante durante o tratamento, como pode ser observado pela variação da MIFm em pacientes com LM e LE (44.5 ± 24.1x 61.0 ± 23.8; p < 0.001 e 54.1 ± 23.0 x 64.7 ± 21.3; p <0.001). O mesmo pode ser observado em pacientes com LE com comprometimento a esquerda e à direita, mas não quando o comprometimento era bilateral.
CONCLUSÃO: a validade convergente da versão brasileira da MIF pode ser observada para as tarefas motoras tanto em pacientes com LM como LE. A MIFc mostrou-se de pouca utilidade entre os pacientes com LM crônico sob reabilitação ambulatorial, apesar de a associação com melhores performances em pacientes com LE e comprometimento à esquerda também colaborar para a sua validade. A versão brasileira da MIF mostrou-se sensível a alterações e clinicamente útil para a avaliação de resultados de reabilitação em pacientes ambulatoriais subagudos e crônicos no Brasil.


Palavras-chave: validade, sensibilidade, avaliação da incapacidade, medida de independência funcional

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