ISSN 0104-7795 Versão Impressa
ISSN 2317-0190 Versão Online

Logo do Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP

Número atual: Agosto 2002 - Volume 9  - Número 2

ARTIGO ORIGINAL

1 - Pêndulo: um teste simples de medida de espasticidade

Pendulum: a simple test to measure spasticity

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Sylvie Nadeau; Sandra Jean Olney; Brenda Brouwer

Acta Fisiátr.2002;9(2):63-70

O objetivo deste estudo foi investigar a confiabilidade do teste de pêndulo para avaliar o tônus muscular e comparar os dados obtidos entre um grupo de idosos saudáveis e um grupo de pacientes hemiplégicos crônicos da mesma faixa etária. Vinte idosos e 20 hemiplégicos crônicos foram recrutados na comunidade, de forma voluntária. O tônus muscular foi investigado utilizando o índice de relaxamento corrigido (IRC) obtido pelo teste de pêndulo. Para avaliar a confiabilidade do IRC, os dados foram obtidos em dois dias diferentes para ambos os grupos. Testes-t foram empregados para avaliar diferenças entre os grupos e entre os lados afetado e não afetado do grupo hemiplégico. A média do IRC para o lado afetado foi 0,65 (± 0,20) no primeiro dia e 0,66 (± 0,11) no segundo dia. Para o lado não afetado, as médias foram 1,03 (± 0,09) e 1,02 (± 0,11) para os primeiro e segundo dias, respectivamente. Coeficientes de correlação significativos foram observados entre as duas medidas obtidas (r = 0,93 e r = 0,70) para os lados afetado e não afetado, respectivamente. Os resultados do teste-t demonstraram diferenças significativas entre os valores do IRC obtidos no lado afetado comparados com os valores do lado não afetado e os valores de referência. Entretanto, não foram observadas diferenças significativas entre os valores do IRC obtidos no lado não afetado e os valores de referência. Pode-se concluir que o teste de pêndulo apresenta o potencial de ser incluído como um método eficaz de medida de tônus muscular em reabilitação.

Palavras-chave: Espasticidade. Tônus muscular. Teste de pêndulo. AVC. Idosos. Índice de relaxamento corrigido.

2 - Epidemiologia da paralisia cerebral

Cerebral palsy epidemiology

Tamara Rodrigues Pato; Thais Rodrigues Pato; Daniel Rúbio de Souza; Heitor Pons Leite

Acta Fisiátr.2002;9(2):71-76

INTRODUÇÃO: existe grande interesse em encontrar um fator etiológico determinante para a paralisia cerebral, pois seria possível realizar uma abordagem profilática para a doença. Na literatura são acusados diversos fatores de risco, e muitos autores sugerem que seja uma doença multifatorial.Também se pesquisou sobre possíveis fatores protetores, expectativa de vida e principais causas de morte, visando encontrar possíveis formas de prevenção de acidentes ou de melhora de qualidade de vida.
MATERIAIS E MÉTODOS: revisão sistemática da literatura, baseada em 40 artigos encontrados nos sites da Bireme, Lilacs e Pubmed, além de dois livros de edição recente.
RESULTADOS: os fatores de risco mais citados foram hipóxia perinatal, prematuridade e infecção materna intra-uterina. Outros fatores apontados são gestação múltipla, corioamnionite e trombofilia. O uso de corticóide no período antenatal foi referido como fator protetor. Alguns autores também referem pré-eclâmpsia e a administração de sulfato de magnésio, entretanto, ainda há controvérsias.As principais causas de morte apontadas foram as respiratórias, principalmente as pneumonias. Outras causas são obstrução intestinal (como volvo), afogamentos e atropelamentos.
CONCLUSÃO: não existe um fator determinante específico para a paralisia cerebral (PC). A hipóxia e a isquemia perinatal têm maior contribuição que outros fatores, mas dependem da intensidade e do período em que ocorrem. Os trabalhos sobre fatores protetores são insuficientes para confirmar sua real eficácia. A principal causa de morte são as doenças respiratórias. É possível reduzir a incidência de afogamentos e atropelamentos por meio de orientação e reabilitação.

Palavras-chave: Paralisia cerebral/etiologia. Paralisia cerebral/epidemiologia. Expectativa de vida.

3 - Epidemiologia das lesões do sistema locomotor em atletas de basquetebol

Epidemiology of the injuries of the locomotor system in basketball athletes

Mario Cardoso Gantus; Jurandyr D'Ávila Assumpção

Acta Fisiátr.2002;9(2):77-84

Este estudo tem o objetivo de identificar as lesões do sistema locomotor mais freqüentes nos atletas de basquetebol, suas características e os segmentos corpóreos mais acometidos. Foram entrevistados 59 atletas entre 18 e 39 anos de sete equipes de São Paulo, por meio de um questionário com dados pessoais, perfil de atuação nos treinos e jogos e histórico das lesões com diagnóstico clínico. No total, foram relatadas 455 lesões, e a lesão mais freqüente foi o entorse do tornozelo, 49 (10,8%). Quanto à fase de ocorrência, 356 (78,2%) das lesões ocorreram na temporada. O momento de ocorrência predominante foi nos treinos, 242 (53,2%). Quanto à gravidade das lesões, 131 (28,9%) de primeiro grau, 171 (37,6% ) de segundo grau e 153 (33,5%) de terceiro grau. Na análise das lesões e da posição do atleta no jogo, os laterais apresentaram como as regiões mais acometidas a face (16,6%) e a coluna dorsolombar (12,8%). Nos pivôs, as regiões mais atingidas foram a face (18,3%), as mãos e os dedos (18,3%) e os joelhos (15%). O tornozelo foi a região mais acometida nos armadores (18,6%) em comparação às outras regiões citadas. As lesões típicas do basquetebol e as regiões mais acometidas foram: 1) os ferimentos nos olhos e na boca, por causa da dinâmica do jogo, da estatura dos pivôs e da atitude dos seus cotovelos; 2) os entorses do tornozelo, por causa da falta de proteção; 3) as tendinites patelares como resultado do supertreinamento; 4) as contusões interfalangeanas, pela disputa constante pela bola; 5) os distúrbios dorsolombares, por causa dos impactos, da agressividade e da postura dos atletas.

Palavras-chave: Traumatismos em atletas. Basquetebol e lesões. Epidemiologia.

ARTIGO DE REVISÃO

4 - Reintegração corporal em pacientes amputados e a dor-fantasma

Body reintegration of amputee patients and the phantom pain

Kátia Monteiro De Benedetto; Maria Cristina Rizzi Forgione; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2002;9(2):85-89

Estudos mostram que a dor-fantasma em pacientes amputados pode expressar uma tentativa de reintegração corporal, visto que a amputação pode alterar a imagem corporal, comprometendo o sentido de integridade do indivíduo. Deste modo, ressaltam-se as etapas de reintegração corporal nestes pacientes e a importância de evitar o uso maciço da negação como mecanismo de defesa no processo de elaboração da perda física. Conclui-se que, apesar de a dor-fantasma ter uma função de reintegração corporal, pode-se mostrar como uma alternativa não produtiva ao processo de reabilitação global do paciente amputado.

Palavras-chave: Amputação. Membro-fantasma. Psicologia. Reabilitação.

5 - O paciente hemiplégico e o sandplay: uma possibilidade de expressão

The hemiplegic patient and the sandplay: a possibility of expression

Maria Inês Orsoni Chagas; Maria Cristina Rizzi Forgione

Acta Fisiátr.2002;9(2):90-97

Este estudo discute as possibilidades de uso de sandplay (jogo de areia ou caixa de areia) enquanto processo psicoterapêutico junto aos pacientes portadores de hemiplegia com distúrbios de comunicação, em programa de reabilitação em instituição hospitalar. Levantou-se a questão se esse método psicoterápico que se utiliza de um instrumento não-verbal poderá fomentar a plasticidade neuronal, bem como auxiliar esses pacientes na busca de uma nova forma de comunicação que os coloque em contato com o mundo circundante de forma mais participativa.

Palavras-chave: Sandplay. Hemiplegia. Reabilitação. Plasticidade neuronal. Psicoterapia. Comunicação não-verbal.

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

6 - Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)

International Classification of Functioning Disability and Health (ICF)

Linamara Rizzo Battistella; Christina May Moran de Brito

Acta Fisiátr.2002;9(2):98-101

O presente artigo tem por objetivo a atualização e a familiarização de profissionais envolvidos com a reabilitação daClassificação Internacional de Funcionalidade (CIF) desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde. São abordados seu histórico, finalidade e perspectivas de aplicação na área de reabilitação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade. Reabilitação. Organização Mundial de Saúde.

Número atual: Dezembro 2002 - Volume 9  - Número 3

ARTIGO ORIGINAL

1 - O processo de conscientização do déficit de memória na pessoa portadora de lesão cerebral

Memory consciousness failure of a person who suffers from brain lesion

Sandra Regina Schewinsky; Luccia Ghiringhello

Acta Fisiátr.2002;9(3):109-116

O presente trabalho tem como foco o processo de conscientização do déficit de memória na pessoa acometida de lesão cerebral. Sua relevância deve-se ao fato de que vários indivíduos, inclusive jovens, sofrem danos neurológicos que acarretam prejuízos na atividade mnemônica sem apresentarem consciência disso, fato que interfere em suas performances como um todo, dificultando o processo de reabilitação. Os pressupostos da teoria sócio-histórica subsidiam esta investigação. A pesquisa trata de um estudo de caso, baseada no paradigma qualitativo para seu entendimento. Thyago, o sujeito deste estudo, é um jovem que se encontra em processo de reabilitação na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, porque sofreu traumatismo craniencefálico, tendo como seqüelas dificuldades de memória e diminuição da amplitude da consciência. Os resultados visam contribuir para maior entendimento dos prejuízos da pessoa lesada cerebralmente, ilustrando como se dá o processo de conscientização dos déficits de memória na interação com o outro, podendo assim colaborar na terapêutica psicológica que engloba a reorganização das atividades cognitivas.

Palavras-chave: Memória. Consciência. Teoria sócio-histórica.

2 - Síndrome miofascial: comparação entre o tratamento com infiltração de trigger points e medicação oral (ciclobenzaprina)

Myofascial syndrome: comparison between infiltration of trigger points treatment and oral medication (cyclobenzaprine)

Rita Nely Vilar Furtado; Simone Carazzato; Carolinne Atta Farias;Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2002;9(3):117-126

OBJETIVO: Comparar os efeitos da infiltração de trigger points com xilocaína a 1% com o uso da ciclobenzaprina no tratamento a curto prazo da síndrome miofascial (SMF) de trapézio.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo prospectivo controlado randomizado com avaliador "cego" em 38 pacientes com SMF de trapézio. Intervenção realizada no grupo teste (IF) (n = 18): infiltração com xilocaína a 1% em, no máximo, 06 trigger points de trapézio; no grupo-controle (CB) (n = 20) foi fornecido 10 mg/dia de ciclobenzaprina por 15 dias. Os pacientes foram avaliados no tempo zero (T0), em sete (T7), quinze (T15) e trinta dias (T30). Instrumentos de avaliação: escala visual analógica de dor global (EVA de dor global), escala visual analógica de dor à compressão digital de trigger points (EVA de dor à compressão), questionário resumido para dor de McGill. Foi realizada a avaliação da reprodutibilidade interobservador (RI) para EVA de dor à compressão digital.
RESULTADOS: Os pacientes apresentaram na avaliação inicial a média de trigger points de 2,0 (± 0,5), taut band de 3,05 (± 0,8) e tender spots de 4,64 (± 1,15). A RI para EVA à compressão mostrou-se boa (pearson > 0,8). Observou-se tendência (p > 0,05) a maior variação do escore de dor (McGill) no grupo-teste, maior variação do tipo de dor e maior incidência de efeitos colaterais no grupo-controle. Ambos os grupos melhoraram ao término do acompanhamento (p < 0,05). A média das variações da EVA de dor global no T7 (-24,2% (±62,8 CB X -40% ± 50,9 IF p = 0,19), T15 (-37,6% ± 48,4 CB X -50% ± 44,8 IF p = 0,3) e T30 (-50% ± 60 CB X -70,8% ±44,7 IF p = 0,14) foi maior no grupo-teste porém sem significância estatística. Esta tendência também se observou na média das variações da EVA de dor à compressão digital no T7 (-26,8% ± 35,34 CB X 46,5% ( 44,4 IF p = 0,24), no T15 (-38,8% ± 38,2 CB X -56,2% ± 34,3 IF p = 0,44) e no T30 (-46,6% ± 38 CB X -53% ± 34,4 IF - p = 0,38), porém mais uma vez sem significância estatística.
CONCLUSÃO: A semelhança do efeito da ciclobenzaprina com o da infiltração de trigger points permite a indicação da primeira no tratamento de pacientes com SMF de trapézio e questiona a indicação invariável da infiltração de trigger points.

Palavras-chave: Síndromes da dor miofascial. Técnicas de fisioterapia. Ciclobenzaprina. Algometria. Reprodutibilidade.

3 - Densidade mineral óssea após lesão medular

Bone mineral status after spinal cord injury

Christina May Moran de Brito; Linamara Rizzo Battistella; Hatsue Sakamoto; Elizabete Tsubomi Saito

Acta Fisiátr.2002;9(3):127-133

A osteoporose é uma das reconhecidas complicações da lesão medular, mas na prática clínica muitas vezes tem sido deixada para segundo plano quando comparada às outras complicações decorrentes da lesão. Grande parte da perda óssea ocorre nos primeiros quatro a seis meses após a lesão e se estabiliza doze a dezesseis meses após. Ocorre em todos os segmentos, mas é mais acentuada nos segmentos paralisados, situando-se em torno de 4% ao mês em áreas ricas em osso trabecular e 2% ao mês em áreas com predomínio de osso cortical no primeiro ano após a lesão. A incidência de fraturas se situa entre 1% a 7% e estas são muitas vezes decorrentes de traumas mínimos. Os mecanismos envolvidos na perda óssea não estão totalmente esclarecidos. Trabalhos com ortostatismo e cinesioterapia não demonstraram benefício significativo no que diz respeito à redução da perda de massa óssea e trabalhos com estimulação elétrica funcional apresentam resultados divergentes, parecendo resultar em algum benefício local. O uso de medicação anti-reabsortiva parece constituir opção promissora, juntamente com a ingesta diária adequada de cálcio, mas estudos são ainda necessários para este fim. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da lesão medular na densidade mineral óssea de 20 pacientes lesados medulares crônicos em acompanhamento ambulatorial na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e possíveis fatores de influência sobre o padrão de perda óssea. Os métodos utilizados incluíram exames clínico e laboratorial e densitometria óssea de corpo inteiro. Foram incluídos nesse estudo 15 homens e 5 mulheres, entre 17 e 50 anos (mulheres até 35 anos), sendo 8 com tetraplegia e 12 com paraplegia, e o tempo de lesão variou de 10 meses a 10 anos. A avaliação densitométrica não evidenciou diferença significativa entre pacientes com e sem espasticidade. Também não houve correlação entre a porcentagem de massa magra e a densidade mineral óssea. A dissociação da densidade mineral óssea entre a coluna lombar e a pelve, com maior perda óssea em nível da pelve, foi um achado comum. A maior perda foi evidenciada em membros inferiores com média de -3,3 desvios-padrão em comparação ao pico de massa óssea do adulto jovem. Conclui-se então que tanto pacientes tetraplégicos quanto paraplégicos apresentam perda óssea significativa, particularmente em pelve e membros inferiores, sem influência do grau de espasticidade.

Palavras-chave: Lesão medular. Osteoporose. Densidade óssea. Paraplegia. Tetraplegia.

ARTIGO DE REVISÃO

4 - A utilização do biofeedback no tratamento fisioterápico da paralisia facial periférica

Physical therapy for facial paralysis using the biofeedback

Fátima Goulart; Karina Simone de Souza Vasconcelos; Margareth Rosy Vilasboas de Souza Patricia Barcelos Pontes

Acta Fisiátr.2002;9(3):134-140

A paralisia facial periférica (PFP) é caracterizada como uma lesão do nervo facial que altera as funções da musculatura da face podendo ser causada por fatores traumáticos, infecciosos, idiopáticos e outros. Naqueles casos que evoluem para a forma crônica, as complicações mais comuns são o ressecamento corneano e as sincinesias. Além disso, essa doença gera incapacidades físicas, psicológicas e sociais. Várias técnicas fisioterápicas foram propostas para o tratamento da PFP, porém, muitas não consideram a especificidade do sistema neuromotor facial e nenhuma se destaca como sendo a mais efetiva. Esse artigo faz uma revisão bibliográfica sobre o uso do biofeedback na PFP, ressaltando técnicas, características e efeitos do tratamento. O biofeedback é uma técnica que utiliza referências visuais ou auditivas por meio da eletromiografia, do espelho ou de outros recursos, para fornecer ao indivíduo informações sobre sua performance motora. Essa técnica associada a exercícios específicos tem sido apontado como benéfico no tratamento da PFP. Os principais efeitos alcançados são a melhora do controle e da coordenação do movimento e a redução da assimetria e sincinesia, por um processo de aprendizado motor. Fatores como início precoce, maior duração do tratamento, acompanhamento posterior e adesão dos sujeitos parecem influenciar a obtenção de resultados positivos. Apesar das inúmeras vantagens apontadas na literatura para a utilização do biofeedback na PFP, os estudos revisados não consideram a heterogeneidade dos sujeitos submetidos ao tratamento e não determinam quais características realmente alteram a recuperação dos indivíduos em tratamento com biofeedback. Além disso, os efeitos do biofeedback a longo prazo não estão estabelecidos e a manutenção de um programa domiciliar orientado parece ser necessário.

Palavras-chave: Paralisia facial. Biofeedback. Reabilitação. Fisioterapia.

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

5 - Autoria de um trabalho científico

Autorship of a scientific work

Andy Petroianu

Acta Fisiátr.2002;9(3):141-148

Durante a elaboração de um trabalho científico, uma das dificuldades que por ventura podem ocorrer é a escolha dos participantes da pesquisa que devem compor a sua autoria. Situação ainda mais desagradável é a ordenação dos autores, de acordo com o mérito de cada um no trabalho.
OBJETIVO: Apresentar, de maneira justificada, uma proposta para a autoria do trabalho científico, mediante a contribuição de cada membro da equipe de pesquisadores.
MÉTODO : Foi realizada uma avaliação da maneira de se propor a autoria científica nos principais centros de pesquisa do Brasil e na literatura pertinente, para a aquisição de subsídios com vista à presente proposta.
RESULTADOS: São apresentados em ordem de entrada os principais autores do trabalho e aqueles que devem merecer apenas agradecimento. Propõe-se uma escala numérica, com vistas à participação de cada membro da equipe, para facilitar a inclusão de cada um dos autores.
CONCLUSÕES: O mérito da autoria científica deve ser restrito aos participantes que tiveram uma colaboração intelectual ao trabalho realizado, aliada a uma contribuição efetiva para a pesquisa ser realizada e concluída.

Palavras-chave: Trabalho científico. Pesquisa. Autoria. Mérito. Agradecimento.

Revista Associada

Logo Associação Brasileira de Editores Científicos

©2017 Acta Fisiátrica - Todos os Direitos Reservados

Logo Acta Fisiátrica

Logo GN1