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Número atual: Março 2018 - Volume 25  - Número 1

ARTIGO ORIGINAL

1 - Perfil epidemiológico dos pacientes com paralisia cerebral atendidos na AACD - São Paulo

Epidemiological profile of patients with cerebral palsy treated in the AACD-SP

Anny Michelly Paquier Binha; Simone Carazzato Maciel; Carla Cristine Andrade Bezerra

Acta Fisiátr.2018;25(1):1-6

Paralisia cerebral (PC) abrange um grupo de síndromes clínicas de causa multifatorial caracterizadas por déficit motor, algumas vezes com disfunção postural. Objetivos: Caracterizar a população dos novos pacientes da clínica de PC na instituição, de Janeiro-2012 a Dezembro-2014. Métodos: Estudo retrospectivo. Avaliados 743 prontuários eletrônicos de pacientes atendidos em consultas iniciais de PC, sendo elegíveis 614 casos. Resultados: Sexo: feminino = 47,4%, masculino = 52,6%. Idade em anos: 29,5% menores de 2; 34% de 2 a 4; 15,5% de 4 a 6; 16,3% de 6 a 12; 4,6% 12 a 18; 0,2% ≥ 18 anos. Ao nascimento 50,7% eram pré-termo e 45% termo. Peso: 9,1% classificados como extremo baixo peso, 16,8% muito baixo peso, 21,8% baixo peso, 43,6% peso adequado, 2,3% macrossômicos. Tipo de parto predominante: cesáreo (56,5%). Classificação clínica e topográfica dos pacientes: 13,4% Hemiparéticos espásticos, 33,9% Diparéticos espásticos, 12,2% Tetraparéticos espásticos, 0,5% Monoparéticos espásticos, 5,9% Discinéticos/atáxicos, 5,7% PC mista, 1% hipotônicos. Em 55,5% das famílias não recebiam auxílio doença. Sobre atendimentos especializados observou-se que para 97,7% dos pacientes tratava-se da primeira consulta com um médico Fisiatra. Conclusão: Maioria das gestantes realizaram pelo menos o número mínimo adequado de consultas de pré-natal. Parto cesariano predominou. Nascimentos pré-termo foi ligeiramente superior comparado com a termo. Tipo de PC predominou o tipo Diparético espástico, com GMFCS nas faixas de 1 a 5 equivalente. Mais da metade das famílias ainda sem acesso a benefício social.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Hemiplegia, Quadriplegia

2 - Frequencia e fatores determinantes da dor do membro fantasma em pacientes amputados assistidos por um centro de reabilitação situado no centro-oeste do Brasil

Frequency and determining factors of phantom limb pain in amputee patients assisted by a rehabilitation center in the Midwest region of Brazil

Tauana Lemos Coimbra; Rodrigo Parente Medeiros

Acta Fisiátr.2018;25(1):7-11

Objetivo: Este estudo descritivo, longitudinal e prospectivo busca avaliar a frequência de dor do membro fantasma (DMF) em pacientes amputados que são assistidos por um centro de reabilitação assim como verificar a influência do perfil biopsicossocial, uso de tecnologias assistivas, medicamentos e terapias no caráter da DMF. Método: Foram entrevistados 16 indivíduos em dois momentos com intervalo de seis meses no período de Julho/2016 à Agosto de 2017. Como instrumentos de avaliação foram utilizados: questionário semi-estruturado abordando perfil social e clínico, EVA, SF-36 e Questionário de McGill. Os dados foram analisados descritivamente e com os testes T e Pearson. Resultados: Dos participantes, 8 eram do sexo masculino (50%), com idade média de 55,5 anos (DP:15,7), sendo maior parte procedente de Goiânia (75%) e com amputação transfemural (68,7%) de etiologia traumática (56,2). A frequência de DMF foi de 68,5% na primeira entrevista e 50% na segunda. Entre as duas entrevistas, houve diminuição na intensidade da dor relatada pelos indivíduos assim como no índice da dor e número de descritores do McGill e também acréscimo nos domínios do SF36. Não foi observada correlação positiva entre o uso de próteses, medicamentos ou realização de terapias com o quadro álgico dos amputados. Conclusão: A amostra estudada apresentou alta prevalência de dor do membro fantasma. São necessários mais estudos sobre a DMF e seus determinantes a fim de evidenciar seu impacto na vida do amputado.

Palavras-chave: Amputação, Dor, Membro Fantasma, Qualidade de Vida

3 - Arte reabilitação em mulheres amputadas utilizando o mito de Pandora como recurso facilitador de autoestima e qualidade de vida

Art rehabilitation in amputee women with Pandora's myth as a self-esteem and quality of life facilitator resource

Flavia Rodrigues de Souza Scorachio; Teresa Kam Teng; Márcia Gallo De Conti; Tania Cristina Freire; Sheila Jean McNeill Ingham

Acta Fisiátr.2018;25(1):12-18

A amputação é um evento traumático que repercute intensamente na vida da pessoa acometida. A dificuldade em lidar com a nova realidade pode contribuir negativamente para a autoestima e reabilitação do indivíduo, afetando a sua qualidade de vida. A Arteterapia por meio dos recursos expressivos pode ser um canal facilitador e promotor de aspectos resilientes para a superação do trauma. Objetivo: Averiguar a influência da Arteterapia na autoestima e qualidade de vida em mulheres amputadas. Grupo formado por 8 mulheres amputadas, entre 35 a 65 anos. Método: Divididos em 2 grupos (4 indivíduos no grupo de intervenção e 4 indivíduos no grupo controle). Instrumentos de avaliação: WHOQOL- Bref (World Health Organization Quality of Life), Escala de Autoestima Rosemberg (EAR), o Desenho da Figura Humana e Relatos das Participantes. As atividades foram desenvolvidas com base no mito de Pandora, em 11 oficinas arteterapêuticas com 1 hora de duração, uma vez por semana no setor de Arte-Reabilitação, AACD - Ibirapuera, São Paulo. Resultados: Estatisticamente não foram observadas diferenças significantes entre os momentos inicial e final para os domínios de Whoqol Bref e EAR, em ambos os grupos; porém, o grupo intervenção apresenta um movimento de melhora na autoestima, especialmente no quesito autodepreciação. Qualitativamente foram observadas através do discurso das participantes melhorias de autoestima e possibilidade de melhoria na qualidade de vida das participantes. Conclusão: A arteterapia, junto com a equipe interdisciplinar, pode contribuir positivamente para o processo de reabilitação em mulheres amputadas ajudando a promover a autoestima e qualidade de vida.

Palavras-chave: Amputação, Mulheres, Terapia pela Arte, Reabilitação, Qualidade de Vida

4 - Medo de quedas como fator comportamental determinante para redução da mobilidade funcional e risco de quedas na doença de Parkinson

Fear of falls as a determinant behavioral factor to reduce functional mobility in Parkinson's disease

Liliane Pereira da Silva; Carla Cabral dos Santos Accioly Lins; Letícia do Nascimento Silva; Kássia Maria Clemente da Silva; Douglas Monteiro; Tais Arcanjo Maropo da Silva; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano; Otávio Gomes Lins

Acta Fisiátr.2018;25(1):19-21

Objetivo: Verificar a repercussão do medo de cair sobre a mobilidade funcional e risco de quedas de pessoas com Doença de Parkinson. Método: Trata-se de um estudo transversal onde foram incluídas pessoas de ambos os sexos, com diagnóstico clínico de DP idiopática nos estágios 1 a 3 da escala original de Hoehn e Yahr e cadastradas no Programa Pró-Parkinson do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Foram excluídos pacientes que apresentassem outras doenças neurológicas, doenças sistêmicas descompensadas, alterações musculoesqueléticas, rebaixamento do nível cognitivo avaliado por meio do Mini Exame do Estado Mental e com depressão de moderada a grave avaliada pelo inventário de depressão de Beck. Os instrumentos de desfecho utilizados foram o questionário de histórico de quedas e o Timed Up and Go. Para verificar a normalidade da amostra foi utilizado o teste Shapiro-Wilk e para verificar a diferença entre os grupos foi utilizado Teste T para amostras independentes, considerando P < 0.05. Resultados: Amostra foi composta por 18 pacientes, 11 pacientes (61%) relataram medo de cair com ou sem histórico de quedas no último ano. Aumento significativo no tempo para realização do TUG foi observado no grupo com medo de cair em relação ao grupo sem medo de cair (P = 0.012). Conclusão: O medo de cair é um fator comportamental que apresenta repercussões negativas na mobilidade funcional e risco de quedas do indivíduo com doença de Parkinson, sendo necessário considerar esse fator na elaboração dos protocolos de tratamento do paciente.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Acidentes por Quedas, Limitação da Mobilidade, Medo

5 - Mobilidade funcional, força, medo de cair, estilo e qualidade de vida em idosos praticantes de caminhada

Functional mobility, strength, fear of falling, lifestyle and quality of life in elderly practitioners of walking

Clévia da Silva; Natália Cristina de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2018;25(1):22-26

O processo de envelhecimento envolve modificações no desempenho locomotor que podem predispor os idosos a quedas e alterações na qualidade de vida. Objetivo: Comparar o medo de cair, mobilidade funcional, força de membros inferiores, estilo e qualidade de vida em idosos sedentários e praticantes caminhada. Método: Trata-se de estudo transversal observacional do qual participaram 51 idosos, 25 praticantes de caminhada (GCam) e 26 sedentários (GSed), submetidos à avaliação de mobilidade funcional (Timed Up and Go - TUG), da força de membros inferiores (teste senta-levanta), medo de cair (Escala Internacional de Eficácia de Quedas - FES-I), estilo de vida (questionário FANTASTICO) e Qualidade de vida (SF-36). Resultados: Não houve diferença entre os grupos em relação às médias de idade, distribuição de gênero e índice de massa corporal. Os participantes do GCam apresentaram mobilidade funcional significantemente melhor (9,45±2,68 vs. 14,97±6,55 segundos; p=0,001) que os do GSed, e menos medo de cair (23,16±5,33 vs. 29,04±10,22; p=0,01). O estilo de vida também foi superior entre os praticantes de caminhada (79,84±5,52 vs. 67,19±10,35; (p=0,0001). Em relação à qualidade de vida, o GCam apresentou escores maiores nos domínios capacidade funcional (p=0,013), limitações por aspecto físico (p=0,17) e limitações por aspectos emocionais (p=0,05). Já no domínio dor, o GCam apresentou pior resultado (p=0,05) em relação ao GSed. Conclusão: Idosos praticantes regulares de caminhada possuem melhor resultados em relação à mobilidade funcional, habilidade de levantar e sentar, menos medo de cair, melhor estilo de vida e alguns domínios da qualidade de vida do que idosos sedentários.

Palavras-chave: Idoso, Limitação da Mobilidade, Aptidão Física, Estilo de Vida, Qualidade de Vida

6 - O Short Physical Performance Battery é uma ferramenta discriminativa para identificar baixa qualidade de vida em mulheres na pós-menopausa sobreviventes do câncer ginecológico

The Short Physical Performance Battery is a discriminative tool for identifying low quality of life in gynecological postmenopausal cancer survivor

Paulo Ricardo Prado Nunes; Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Anselmo Alves Oliveira; Rosekeila Simões Nomelini; Márcia Antoniazi Michelin; Eddie Cândido Murta; Fábio Lera Orsatti

Acta Fisiátr.2018;25(1):27-30

Efeitos adversos do tratamento (modificações da massa corporal e reduções da capacidade muscular e mobilidade) podem modificar a qualidade de vida (QV) de sobreviventes de câncer. Semelhantemente, a menopausa e o envelhecimento podem promover alterações antropométricas e da função física. Portanto, torna-se necessário o levantamento de ferramentas para predizer, distintamente, a QV em mulheres na pós menopausa (PM) e em mulheres na pós menopausa sobreviventes de câncer ginecológico (PMSCG). Objetivo: Examinar a contribuição da força, mobilidade e do índice de massa corporal (IMC) sobre as alterações da QV em PM (n = 35; 62,1±8,2 anos) e PMSCG (n = 51; 60,8±11,4 anos). Métodos: Aplicou-se questionário de QV (SF-36), avaliação antropométrica (IMC), dinamometria de preensão manual (DPM) e short physical performance battery (SPPB). Resultados: Participantes apresentaram sobrepeso, baixo score em SF36 e DPM normal, sem diferenças entre os grupos. O score de SPPB foi maior em PM (p<0,001). Análise de regressão linear de QV, indicou IMC (beta = -0,27) e o SPPB (beta = 0,57), como os mais fortes preditores em PM e PMSCG, respectivamente. A área sob a curva para o score do SPPB foi 0,74 (95% CI: 0,57-0.87; P = 0,015) em PMSCG e 0,62 (95% CI: 0,47-0,75; P = 0,181) em PM. Conclusão: O presente estudo demonstrou que para PMSCG o principal preditor da QV foi a mobilidade (SPPB), enquanto o IMC foi o mais forte contribuidor em PM. Portanto, o SPPB é um teste específico para identificar reduções na QV pacientes sobreviventes de câncer ginecológico.

Palavras-chave: Envelhecimento, Limitação da Mobilidade, Índice de Massa Corporal, Dinamômetro de Força Muscular, Sobreviventes de Câncer

7 - Síndrome de Burnout em fisioterapeutas de um hospital público de alta complexidade da cidade do Recife, Pernambuco

Burnout syndrome in physiotherapists at a high complexity hospital in the city of Recife, State of Pernambuco - Brazil

Ericky Rafael Santos; Luana Valeriano Neri; Elaine Lima Silva Wanderley

Acta Fisiátr.2018;25(1):31-35

Por serem expostos às inadequadas condições de trabalho, os Fisioterapeutas podem desenvolver a síndrome de Burnout (SB), que é uma resposta ao estresse crônico associado ao ambiente ocupacional. Objetivo: Investigar a frequência da SB em Fisioterapeutas de um hospital público, verificando associações com variáveis demográficas e laborais. Métodos: Este estudo foi desenvolvido no Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, em 2015. Foram incluídos Fisioterapeutas atuantes no hospital e excluídos aqueles com história de depressão ou outros transtornos emocionais. O questionário autoaplicável Maslach Burnout Inventory foi utilizado para investigar a SB. Estatística descritiva foi utilizada para caracterizar a amostra e determinar a frequência da SB, a regressão multivariada foi utilizada para verificar relações entre a SB e as variáveis demográficas e laborais (p<0,05). Resultados: Participaram deste estudo 48 fisioterapeutas. A maioria atuava nas unidades de terapia intensiva (56,3% (N=27)). A presença da SB foi identificada em 54,2% (N=26) dos participantes. Foram observadas correlações entre o número de atendimentos diários e a exaustão emocional (r= 0,41) e com a realização pessoal (r= -0,30), e da idade com a despersonalização (r= -0,11). Conclusão: A SB foi verificada em mais da metade dos Fisioterapeutas. Correlações positivas foram observadas entre o número de atendimentos diários e a exaustão emocional e correlação negativa entre a idade com despersonalização e número de atendimentos diários com a realização pessoal.

Palavras-chave: Saúde do Trabalhador, Esgotamento Profissional, Fisioterapeutas

8 - Intra-hospital complications in acute traumatic spinal cord injury

Complicações intra-hospitalares em pacientes com lesão medular traumática aguda

Victor Figueiredo Leite; Daniel Rubio de Souza; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2018;25(1):36-39

Há poucos dados sobre complicações hospitalares em pacientes com LMT aguda. Objetivo: Reportar as características de complicações em pacientes com LMT em um grande centro de trauma. Método: Estudo transversal com 434 pacientes com LMT aguda de 2004 a 2014. Os desfechos foram a frequência e característica das complicações, o tempo de internação (TDI), e fatores associados com seu aumento. Resultados: Incidência de complicações foi 82,2%, sendo as mais frequentes: infecção do trato urinário (ITU)=64,4%, úlcera de pressão (UP)= 50,6% e pneumonia= 23,7%. Pneumonia, intubação, e ser submetido a qualquer cirurgia para UP foram independentemente associados com aumento do TDI. Conclusão: ITUs e UP foram as complicações mais prevalentes, e devem ser melhor estudadas para melhor atenção a LMT. As investigações sobre as complicações na lesão medular traumática devem ser mandatórias nos centros e unidades dedicadas ao tratamento da Lesão Medular.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal/Complicações, Tempo de Internação, Brasil, Estudos Transversais

ARTIGO DE REVISÃO

9 - A prática da capoeira por pessoas com síndrome de Down: uma revisão da literatura

The practice of capoeira by people with Down syndrome: a literature review

Barbara Vilar Teixeira; Cristiane Gonçalves da Mota

Acta Fisiátr.2018;25(1):40-45

A Síndrome de Down (SD) é caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra, o que estabelece atraso no desenvolvimento psicomotor. A capoeira é uma prática corporal que tem como principal característica o controle do corpo, realizada por meio de atividades de coordenação motora, resistência aeróbia e muscular, ritmo e velocidade. Programas de atividade física como a capoeira, adaptada às pessoas com síndrome de Down, buscam auxiliar no desenvolvimento ou na melhora das capacidades físicas e habilidades motoras de seus praticantes. Objetivo: Encontrar estudos que propuseram a prática da capoeira por pessoas com SD, e verificar quais os resultados alcançados. Métodos: Foram realizadas pesquisas nas bases de dados Medline, SciELO, PUBMED, Lilacs, Bireme e Dedalus. Os descritores utilizados foram: síndrome de Down, deficiência intelectual, capoeira, atividade física, nos idiomas português e inglês, além de livros com publicações no período de 2007-2014. Resultados: Nove artigos incluídos nessa revisão da literatura. Conclusão: Verificou-se que as pessoas com síndrome de Down que praticavam capoeira obtiveram melhora no equilíbrio postural, coordenação motora e cognição e que também, essas pessoas tornaram-se mais independentes nas atividades cotidianas.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Deficiência Intelectual, Terapia por Exercício

RELATO DE CASO

10 - Bilateral elastofibroma dorsi - rehabilitation of an uncommon tumor: case report

Elastofibroma dorsi bilateral - reabilitação num tumor incomum: relato de caso

Mariana Brochado Coelho Saavedra; André Maia Silva; Marco Paulo Rodrigues Pontinha

Acta Fisiátr.2018;25(1):46-48

Os elastofibromas são tumores raros benignos de tecidos moles, de crescimento lento, que se originam do tecido mesenquimatoso. Relatamos o caso de um paciente, do género masculino, 85 anos com diagnóstico de elastofibroma dorsi bilateral cujos sintomas apresentados eram dor crônica bilateral na coluna torácica e limitação da amplitude de movimento dos ombros. O tratamento proposto consistiu num programa de reabilitação no departamento de Medicina Física e de Reabilitação, focado principalmente no controlo da dor e na reeducação postural do ritmo escapuloumeral, com grandes melhorias, principalmente na extensão anterior e abdução do ombro e sem dor na reavaliação aos 6 meses após o tratamento. Pretendemos demonstrar o importante papel da Medicina Física e Reabilitação no manejo dos doentes acometidos por estes raros tumores.

Palavras-chave: Neoplasias/Reabilitação, Modalidades de Fisioterapia, Medicina Física e Reabilitação

Número atual: Junho 2018 - Volume 25  - Número 2

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Número atual: Dezembro 2018 - Volume 25  - Número 4

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