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Número atual: Abril 1995 - Volume 2  - Número 1

EDITORIAL

1 - Uma vocação natural

Acta Fisiátr.1995;2(1):0



Palavras-chave:

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

3 - O ensino da fisiatria nos cursos de graduação das escolas de medicina*

Orlando M. Fontes

Acta Fisiátr.1995;2(1):5-6



Palavras-chave:

ARTIGO ORIGINAL

4 - Dor pós-amputação - abordagem terapêutica

Hatsue Sakamoto

Acta Fisiátr.1995;2(1):7-10

O tratamento da dor no coto e/ou dor fantasma após a amputação é uma tarefa difícil, pois desconhecemos a fisiopatologia e as alterações neuroquímicas que ocorrem no sistema nervoso. Ele depende do tipo de dor, o grau de severidade e o quanto incapacita o paciente; geralmente o tratamento se baseia em técnicas não invasivas por que de acordo com vários estudos, as técnicas invasivas são pouco eficazes. Além disso, qualquer intervenção cirúrgica no sistema nervoso periférico ou central, nos casos de dor por deaferentação, pode incrementar a deaferentação aumentando o risco de persistência da dor. O programa reabilitacional é a base do tratamento da dor pós-ampulação.

Palavras-chave:

5 - Tratamento e follow-up da tendinite patelar (Jumper's Knee) com Eletroacupuntura Ryodoraku*

Satiko Tomikawa Imamura; Marta Imamura; Marco M. Amatuzzi; Nelson Soares

Acta Fisiátr.1995;2(1):11-14

A tendinite da patela é uma lesão comum em atletas que utilizam repetidamente o mecanismo desacelerador do músculo extensor do joelho, como nos saltos, corridas, ciclismos e chute. Os autores apresentam os resultados do tratamento conservador de 58 doentes (66 joelhos) portadores de tendinite patelar grau 3 através da Eletroampuntura·Ryodoraku. Alívio completo da dor e retorno da dor à atividade esportiva prévia foi observado em 43 casos (74,1%). Os autores concluem que a Eletroacupuntura Ryodoraku é um método eficaz, de fácil execução e baixo custo operacional; necessitando um pequeno número de aplicações para a obtenção do alívio da dor.

Palavras-chave: Joelho. Tendão patelar. Tendinite. Eletroacupuntura. Lesões esportivas. Analgesia.

6 - Dor mielopática pós-trauma raquimedular: manejo clínico e cirúrgico

Silvia Mazzali Jorge de Souza

Acta Fisiátr.1995;2(1):15-18



Palavras-chave: Joelho. Tendão patelar. Tendinite. Eletroacupuntura. Lesões esportivas. Analgesia.

7 - Distrofia simpático reflexa no pé e tornozelo*

M. Imamura; L.A .Ignacio; O. Salomão; T. M. Chung; M. J. Teixeira; S. T. Imamura

Acta Fisiátr.1995;2(1):19-22

A etiologia da distrofia simpático reflexa (DSR) é desconhecida, porém a teoría mais aceita é a de uma disfunção do Sistema Nervoso Simpático. Os achados clínicos caracterizam-se por dor neuropática, distúrbios nasomotores e sudomotores e alterações tróficas da pele que aumentam em estágios mais avançados. O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico, radiografias, cintilografia óssea e termografia. O tratamento baseia-se em meios físicos, como hidroterapia e exercícios terapêuticos. Quando há necessidade são utilizados medicamentos que interferem no sistema modulador da dor como os antidepressivos tricíclicos e os neurolépticos.
O objetivo deste estudo é o de apresentar os resultados do tratamento de 13 pacientes com DSR que foram submetidos a meios físicos e terapia medicamentosa quando necessário.

Palavras-chave: Distrofia simpático reflexa. Analgesia. Dor em membros inferiores (extremidades).

8 - Dor e fixadores externos: avaliação e tratamento

Marta Imamura; Walter H. C. Targa; Manoel J. Teixeira; Lin Tchia Yeng; Satiko T. Imamura

Acta Fisiátr.1995;2(1):23-26

A dor é a principal causa de retardo na aquisição funcional nos doentes em uso de fixadores externos. O objetivo do presente trabalho é o de avaliar os achados clínicos e os resultados do tratamento da dor em 20 doentes portadores de dor com características neuropáticas durante a vigência do uso de fixador externo tipo Ilizarov nos membros inferiores. O tratamento consiste na utilização de medicamentos analgésicos de ação central associados a anti-inflamatórios não hormonais e medidas de medicina física que incluem compressas de gelo, termoterapia profunda com ultrassom e neuroestimulação do sistema nervoso periférico. Um doente recebeu bloqueio simpático. Os resultados demonstraram alívio sintomático da dor neuropática em 80,9% dos casos, o que possibilitou a permanência do fixador nos membros e abordagem reabilitacional intensiva objetivando ganho funcional durante a vigência do tratamento ortopédico.

Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

ARTIGO DE REVISÃO

9 - Dor-aspectos fisiopatológicos

José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr.1995;2(1):27-31

Neste artigo foram revistos os diversos níveis de integração do fenômeno nociceptivo, bem como o interrelacionamento da nocicepção com os demais elementos sensoriais, mnésticos e motivacionais. Enfatizou-se neste artigo o caráter multidimensional do fenômeno doloroso.

Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

PONTO DE VISTA

10 - Algumas verdades sobre a clínica fisiátrica do ombro doloroso

R.E. de Araujo Leitão; Valéria de Araujo Leitão

Acta Fisiátr.1995;2(1):32-33



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL CRÔNICO: REABILITAÇÃO

11 - Resumos - Atualize-se

Acta Fisiátr.1995;2(1):34-35



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

CARTAS

12 - Carta ao editor

Acta Fisiátr.1995;2(1):0



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

Número atual: Agosto 1995 - Volume 2  - Número 2

EDITORIAL

1 - Sistematizando o conhecimento

Linamara Rizzo Battistello; Armando Pereira Carneiro; Gilberto de Almeida Fonseca

Acta Fisiátr.1995;2(2):1



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

MANUAL "VALORIZANDO O EXAME CLÍNICO"

2 - Valorizando o exame clínico

Acta Fisiátr.1995;2(2):2-56



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

Número atual: Agosto 1995 - Volume 2  - Número 3

EDITORIAL

1 - Luta pela regulamentação do ato médico

Linamara Rizzo Battistello

Acta Fisiátr.1995;2(3):5-6



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

2 - Impacto da informática na educação médica*

György M. Böhm

Acta Fisiátr.1995;2(3):7-11



Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

ARTIGO ORIGINAL

3 - Avaliação da utilização da tipóia de bobath na subluxação de ombro do paciente hemiplégico*

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Paes Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Gracindo Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):12-14

Uma das complicações mais graves do paciente hemiplégico pós AVC é a subluxação do ombro decorrente do desequilíbrio muscular, e que está freqüentemente associado à dor. Apesar das várias modalidades de tipóias1 para contenção da subluxação, há poucos estudos referentes ao uso delas. Optamos pela avaliação da tipóia de Bobath, analisando-as nos aspectos referentes à melhora da dor, dificuldades de colocação, conforto durante o uso e aderência. Verificamos que dentre os pacientes analisados, apenas 25% obtiveram melhora significativa da dor, todos eram dependentes na sua colocação e a grande maioria teve queixas quanto ao desconforto durante o uso. Houve uma porcentagem significativa de abandono e erro de utilização. Concluímos que a tipóia de Bobath, apesar de permitir redução visual da subluxação de ombro do paciente hemiplégico, não é um recurso ortésico adequado para a reabilitação do mesmo.

Palavras-chave: Tipóias de Bobath. Subluxação de ombro. Hemiplegia.

4 - Tipóia de gaylord adaptada: uso na subluxação do ombro do paciente hemipíégico*

Maria Inês Paes Lourenção; Margarida Harumi Miyazaki; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Gracindo Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistella; Andrea D. Furlan

Acta Fisiátr.1995;2(3):15-17

O presente estudo tem por objetivo avaliar os benefícios do uso da tipóia de Gaylord1 adaptada em 30 pacientes hemiplégicos com subluxação de ombro associado à dor. Analisamos aspectos referentes à melhora da dor, grau de dependência dificuldade na sua colocação e conforto durante seu uso. Consideramos melhora expressiva da dor quando esta ocorreu em pelo menos 75%.
Resultados, após pelo menos 2 meses de uso, mostraram que 66,7% dos pacientes obtiveram melhora expressiva da dor, 93,3% eram dependentes na sua colocação, 83,3% referem que esta era fácil de ser colocada e 100% que ela era confortável. Frente aos resultados obtidos, verificamos que a tipóia de Gaylord pode ser um recurso ortésico benéfico na subluxação de ombro dos pacientes hemiplégicos.

Palavras-chave: Subluxação de ombro. Hemiplegia. Tipóia de Gaylord.

5 - Equipamentos para estimulação elétrica funcional

Antônio Cardoso Santos; Danton P. Silva Jr.; André Frota Muller; Paulo R.Oppermann Thomé; Paulo Roberto Stefani Sanches; Maria E. Alves; Maria E. Bortolozzo

Acta Fisiátr.1995;2(3):18-23

TÍTULO: Estimulação Elétrica Funcional (FES)
OBJETIVOS: Avaliação da técnica FES em pacientes com patologias neurológicas diversas, utilizando equipamentos desenvolvidos pela Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os objetivos principais deste trabalho são: redução da espasticidade muscular, fortalecimento muscular e melhora no padrão de marcha.
MATERIAL: FES-II portátil, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
FES-II clínico, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
Estes equipamentos FES possuem as seguintes características principais:

Canais: 2 canais isolados
Amplitude da corrente de saída:0 a 80 mA
Largura dos pulsos:100 a 700µs
Freqüência dos pulsos: 10 a 60 Hz
Trem de pulsos (Tempos de ataque, sustentação, descida e repouso): ajustáveis
Controle Automático e Manual  

Marcha automaticamente assistida (utilizando duas palmilhas especialmente desenvolvidas).
MÉTODOS: Metodologia da Escola de Lubljana. Sessões periódicas de 10 minutos cada, aplicadas a pacientes previamente selecionados. Os resultados foram avaliados pela análise dos padrões de marcha e o exame clínico dos músculos estimulados.
RESULTADOS:
Redução da espasticidade muscular:27/33
81,8 % pacientes 
Melhora no padrão de marcha:14/19
73,7 % pacientes 
Alívio no ombro doloroso:12/12
100 % pacientes*  

CONCLUSÕES: A técnica de Estimulação Elétrica Funcional (FES) é um meio eficiente de obter contrações musculares controladas em membros paralisados, e, se possível, restaurar as funções destes membros. FES é clinicamente indicado para pacientes com lesões na medula espinhal (04), acidentes vasculares cerebrais, paralisia central, esclerose múltipla, etc...(05). A aplicação regular da estimulação neuromuscular, usando FES, provou ser eficiente no tratamento de pacientes com deficiências motoras causadas por diferentes patologias do sistema nervoso central.

Palavras-chave: FES. Estimulação Elétrica Funcional. Eletroestimula-ção. Reabilitação Física. Redução da Espasticidade. Melhora no Padrão de Marcha.

6 - Estudo da interferência dos déficits motor e sensitivo na função manual de pacientes hemiplégicos submetidos à estimulação elétrica funcional (FES)*

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Claudete Lourenço; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):24-26

O presente estudo procura identificar os aspectos fisiopatológicos que condicionam um mau prognóstico na aplicação da Estimulação Elétrica Funcional1 (FES), sendo pareados os bons e maus resultados com os déficits motor e sensitivo. Foram avaliados 17 pacientes hemiplégicos, com praxia e gnosia preservados, submetidos às técnicas convencionais da Terapia Ocupacional e Estimulação Elétrica Funcional. Os eletrodos foram ajustados, de modo a obter dorsiflexão de punho e dedos e abdução de polegar, quando possível. Foram realizadas avaliações das sensibilidades superficial (táctil e dolorosa) e profunda (reconhecimento de diferentes posições do membro acometido), das preensões tipo cilindro, esfera, gancho e pinças lateral, polpa a polpa e 03 pontos, antes e logo após 06 meses de FES. Resultados mostraram que 13 pacientes obtiveram melhora da movimentação ativa manual. Os pacientes que melhoraram tinham sensibilidade superficial e profunda normal ou alterada, mas apresentavam algum tipo de movimentação manual espontânea. Os pacientes, que não melhoraram, tinham alterações das sensibilidades superficial e/ou profunda, mas não tinham qualquer movimentação manual ativa. Conclui-se que a associação da Estimulação Elétrica Funcional às técnicas convencionais de Terapia Ocupacional é um meio eficaz de melhorar a função manual de pacientes hemiplégicos com movimentação voluntária parcialmente preservada.

Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

ARTIGO DE REVISÃO

7 - Neuroplasticidade e a recuperação da função após lesões cerebrais

José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr.1995;2(3):27-30



Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

PONTO DE VISTA

8 - A medicina física e reabilitação: uma visão crítica

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):31-32



Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

EDUCAÇÃO MEDICA

9 - Respondendo às questões

Acta Fisiátr.1995;2(3):33-34



Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

CARTAS

10 - Cartas ao editor

Acta Fisiátr.1995;2(3):38-39



Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

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