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Número atual: Dezembro 2017 - Volume 24  - Número 4


ARTIGO DE REVISÃO

A atuação da terapia ocupacional com pacientes com diabetes tipo 2: uma revisão de literatura

The role of occupational therapy on patients with diabetes type 2: a literature review


Luane Marques de Lima Aquino1; Fernanda de Sousa Marinho2; Camila Barros de Miranda Moram2; Juliana Valéria de Melo2

DOI: 10.5935/0104-7795.20170038

1. Terapeuta Ocupacional, Serviço de Terapia Ocupacional, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
2. Docente, Departamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ


Endereço para correspondência:
Coordenação do Curso de Terapia Ocupacional
Prédio do CCS - Bloco K, Sala k49, Gabinete da Faculdade de Medicina da UFRJ
Rua Prof. Rodolpho Paulo Rocco, s/n - Cidade Universitária - Ilha do Fundão
CEP 21910-590 Rio de Janeiro - RJ
E-mail: camilabmmoram@gmail.com

Recebido em 01 de Fevereiro de 2018.
Aceito em 01 de Março de 2018.


RESUMO

Dentre os tipos de diabetes, a do tipo 2 é a que mais acomete os pacientes adultos, sendo responsável por 90-95% dos casos. Além das complicações diretamente relacionadas à diabetes, algumas comorbidades podem surgir sem ter relação direta com a doença. Pacientes negligentes no autocuidado e sem acompanhamento regular apresentam maior probabilidade de apresentar complicações e são mais suscetíveis a desenvolver incapacidades funcionais. Diversos profissionais podem atuar no tratamento destes pacientes, orientando quanto aos cuidados medicamentosos e adesão às atividades de autocuidado, entre eles o terapeuta ocupacional. Objetivo: Analisar a atuação da Terapia Ocupacional em pacientes com Diabetes Tipo 2. Métodos: Foi realizada análise da literatura, com pesquisa no PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) e Scopus, dos artigos publicados entre 2012 a 2017, em português e inglês. Foram elaboradas estratégias de busca utilizando os blocos de conceitos "Diabetes Tipo 2" e "Terapia Ocupacional". Resultados: Foram encontrados 593 artigos por meio da busca com os descritores selecionados e aplicações de filtros. Segundo os critérios de elegibilidade, foram selecionados 14 artigos para análise. Percebe-se que a atuação do terapeuta ocupacional com esta clientela tem sido pautada na integração e inserção realista de práticas de autocuidado em uma rotina mais estruturada e organizada. Conclusão: O terapeuta ocupacional pode auxiliar na melhora da funcionalidade, tanto no desempenho quanto na participação da vida diária dos pacientes diabéticos, utilizando-se de estratégias como adaptações e modificações do ambiente, da rotina e dos objetos.

Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2, Atividades Cotidianas, Autocuidado, Terapia Ocupacional




INTRODUÇÃO

A diabetes é uma doença metabólica que tem como principal característica a hiperglicemia crônica. A sua importância não deve ser subestimada, pois a glicemia mal controlada pode causar complicações severas principalmente nos componentes vasculares, podendo acarretar complicações como aterosclerose, nefropatia, neuropatia e retinopatia diabética.1,2

Anteriormente considerada uma doença ocidental, a diabetes mellitus pode ser considerada atualmente como uma epidemia global. Segundo a International Diabetes Federation3 estima-se que havia cerca de 425 milhões de adultos com idades entre 20-79 anos com diabetes em todo o mundo, incluindo 193 milhões de pessoas que não são diagnosticadas. São estimados que mais de 318 milhões de adultos tenham tolerância à glicose diminuída, o que os coloca em risco elevado de desenvolver a doença.

A diabetes tipo 2 é o principal tipo que acomete os pacientes adultos, sendo responsável por 90-95% dos casos de diabetes. Engloba indivíduos que apresentem resistência, e relativa deficiência na secreção da insulina; e em geral não necessitam da insulinoterapia. A maioria dos acometidos é obesa ou apresenta uma porcentagem maior de gordura abdominal, hipertensão e forte predisposição genética. Geralmente o diagnóstico é realizado tardiamente, já que a hiperglicemia se desenvolve gradualmente em anos e muitos sintomas podem passar despercebidos.1,3

Além das complicações diretamente relacionadas à diabetes, algumas comorbidades podem surgir sem ter relação direta com a doença. Incluem a depressão, doenças musculoesqueléticas, pulmonares, neurológicas e oncológicas. Pacientes negligentes no autocuidado e sem acompanhamento regular apresentam maior probabilidade de ter comorbidades e são mais suscetíveis a desenvolver incapacidades funcionais.4

As incapacidades, segundo a International Classification of Functioning, Disability and Health5 se desenvolvem por meio de uma interação dinâmica entre condição de saúde e fatores ambientais e pessoais, que apresentam potencial para limitar a capacidade e o desempenho do indivíduo nas suas tarefas do cotidiano. Refletindo acerca do cotidiano e da organização e gerenciamento da rotina a American Occupational Therapy Association6 discorre que o terapeuta ocupacional é o profissional qualificado para atuar neste contexto ocupacional, propondo estratégias de intervenção que modificam os fatores que podem influenciar negativamente ou destacar os fatores positivos presentes no cotidiano.

Sendo assim, este profissional pode auxiliar na melhora da funcionalidade, tanto no desempenho quanto na participação da vida diária, se utilizando de estratégias como adaptações e modificações do ambiente, da rotina e dos objetos.6


OBJETIVO

Analisar a atuação da Terapia Ocupacional em pacientes com diabetes tipo 2.


MÉTODOS

Essa pesquisa adere aos requisitos do PRISMA.7 Foi realizada revisão de literatura, com pesquisa no PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) e Scopus. Foram elaboradas estratégias de busca utilizando os blocos de conceitos "Diabetes Tipo 2" e "Terapia Ocupacional", com os seguintes termos livres e descritores, de acordo com o Medical Subject Headings - MESH, da National Library of Medicine: ("Diabetes Mellitus, Type 2" OR "Diabetes Mellitus, Noninsulin-Dependent" OR "Diabetes Mellitus, Type II" OR "Diabetes Mellitus, Ketosis-Resistant" OR "Diabetes Mellitus, Stable" OR "Diabetes Mellitus, Non Insulin Dependent" OR "Type 2 Diabetes" OR "Diabetes Mellitus, Non-Insulin-Dependent" OR "Diabetes Mellitus, Maturity-Onset" OR "Diabetes Mellitus, Adult Onset") AND ("Occupational Therapy" OR "Occupational Therapies" OR "Therapies, Occupational" OR "Activities of Daily Living" OR "instrumental activities of daily living" OR "occupational performance" OR "Daily Lives" OR "Roles occupacional" OR "independent living" OR "daily activities" OR "perform daily taks" OR "employee performance appraisal" OR "Activities of everyday life") e seus respectivos termos em português.

Os critérios de inclusão foram: artigos publicados entre 2012 a 2017, em português e inglês e artigos de pesquisas sobre a Terapia Ocupacional e diabetes tipo 2. Foram excluídos artigos de revisão de literatura. A busca foi realizada de março a junho de 2017.


RESULTADOS

Foram encontrados 593 artigos a partir da busca com os blocos de conceitos e aplicação de filtros, sendo 297 do PUBMED, 42 da Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) e 254 do Scopus. Considerando os critérios de inclusão e de exclusão foram selecionados 14 artigos para esta revisão bibliográfica (Figura 1). Para melhor apresentação dos resultados optou-se por considerar os seguintes itens dos artigos selecionados: título, autor, ano e resumo, como podem ser observados no Quadro 1.


Figura 1. Fluxograma da seleção dos resultados baseada no Modelo Prisma




DISCUSSÃO

Entre os artigos desta análise, dos 14 artigos incluídos, 10 deles se propuseram a refletir especificamente a rotina do paciente diabético e o papel da Terapia Ocupacional neste contexto. Afirmam a competência e a capacidade do terapeuta ocupacional na análise da vida cotidiana, e nas estratégias exclusivas que integram as orientações dadas por vários profissionais da área da saúde, com a realidade encontrada no dia-a-dia dos indivíduos.8,9,10,11,13,14,15,16,18,21

A atuação focada na estruturação de hábitos e rotinas é uma intervenção especifica da Terapia Ocupacional com qualquer indivíduo que apresente uma condição transitória ou crônica que afete o desempenho em atividades cotidianas, como em quadros metabólicos, neurológicos, reumatológicos, demenciais.22,23

Refletindo sobre as mudanças de rotina advindas da diabetes, percebemos que há grande impacto em vários contextos de vida, que pode limitar funcionalmente o indivíduo na sua participação e desempenho nas tarefas diárias. O gerenciamento da diabetes em uma rotina é um processo complexo que exige compreensão de rotinas de medicamentos, de práticas de autocuidado, do balanceamento de dieta e exercício físico e permanente acompanhamento sobre os níveis de glicose do sangue, não sendo simples a inserção de todas as informações em uma rotina diária muitas vezes mal estruturada.14

Devido à complexidade da diabetes na mudança de estilo de vida, tem se explorado cada vez mais a inserção e intervenção dos terapeutas ocupacionais neste tipo de população, integrando as mudanças necessárias na realidade de cada paciente, compreendendo seus valores, suas dificuldades e estimulando a cooperação ativa dos indivíduos.9

Pyatak et al.21 afirmam que a atuação do terapeuta ocupacional tem como principal ação a conscientização sobre os hábitos e desempenhos nas tarefas de gestão e autocuidado, além da integração destas tarefas no cotidiano, reforçando que hábitos e rotinas sejam o foco principal de intervenção.

Pyatak, Carandang, Davis16 e Pyatak et al.21 buscando se instrumentalizar na intervenção com pacientes diabéticos nos apresentam em suas pesquisas o REAL, manual que propõe intervir na rotina, nas habilidades e nos contextos de vida dos pacientes. Este manual foi elaborado em 7 módulos de intervenção, sendo o Módulo 1 "Setting Goals" centrado no estabelecimento de objetivos, avaliações e atividades fixas a serem realizadas, com tópicos acerca da história de saúde, de vida e de rotina diária; o Módulo 2 "Living with diabetes", o Módulo 3 "Acess and advocacy", Módulo 4 "Activity and health". Módulo 5 "Social support" e Módulo 6 " Emotions and well-being" apresentam estruturas adaptáveis que tratam sobre noções básicas da doença, sobre hábitos, rotina, autocuidado, além do suporte social e emocional com estratégias positivas para enfrentamento das dificuldades, e o Módulo 7 "Long-term health" conta com objetivos fixos e propõe a reflexão sobre os novos conhecimentos e habilidades adquiridas e o estabelecimento de metas e planejamentos para o futuro.

Os mesmos autores reforçam que apesar do manual ser padronizado, somente o primeiro e o último módulo são aplicados com todos os indivíduos, já que os outros módulos podem ser individualmente adaptados, sendo um instrumento de intervenção específico e estruturado da profissão. Orientações básicas acerca de práticas saudáveis de autocuidado podem e devem ser realizadas por qualquer profissional da área da saúde, porém o que os autores apontam é a especificidade do terapeuta ocupacional que lhe permite atuar na melhora da vida diária; não cabendo a ele fornecer a dieta adequada, a prescrição de exercícios ou medicamentos, mas sim, verificar junto ao paciente como essas informações e orientações serão inseridas no cotidiano, identificando os fatores que possam ser negativos e positivos a uma boa adesão dos cuidados necessários.8,9,10,11,13,14,15,16,18,21

A maioria dos estudos apresenta pesquisas com indivíduos de baixa renda e latinos; deve-se considerar que este público pode apresentar maiores dificuldades de compreender as orientações dadas pelos profissionais e de incluir tais orientações em suas rotinas, seja pelo ambiente social, pela mudança na alimentação, pelo acesso a medicamentos e/ou pelo acompanhamento mais próximo junto aos profissionais de saúde.8,9,10,11,13,15,18

Outro grupo apresentado com grandes limitações de seguir as orientações realizadas são os idosos, que podem necessitar maior assistência e acompanhamento para fazer mudanças no estilo de vida, já que a adesão neste grupo na maioria das vezes é baixa devido à dificuldade de modificar hábitos consolidados por anos, o que compromete todo o tratamento proposto, além disto, questões físicas, cognitivas, culturais e psicossociais podem influenciar e impactar negativamente no processo de adesão aos cuidados e nas orientações dos profissionais.8,9,10,15,20

Como bem apontado por Haltiwanger,9 em qualquer faixa etária, mudanças de rotina e estilo de vida quando impostas não são fáceis, pois tais mudanças precisam ter sentido e significado real para a vida do indivíduo. Por isso, a necessidade de uma intervenção pontual em aspectos que englobem a transição para novos hábitos de vida. Apesar de percebemos por meio dos artigos estudados a importância da Terapia Ocupacional na organização da rotina, na integração das orientações e cuidados no cotidiano, o mesmo autor refere que é raro estes profissionais atuarem especificamente na diabetes, sendo suas intervenções pautadas na doença como uma comorbidade, já que estes pacientes muitas vezes são encaminhados ao profissional devido a outros quadros clínicos.9

Portanto, o que percebemos atualmente é a atuação do profissional se restringindo a orientações gerais que limitam a atuação e o potencial de mudanças efetivas na vida dos indivíduos. Tal percepção é compartilhada por Piven,15 que aponta que a atuação dos terapeutas ocupacionais ainda é muito baseada nas complicações advindas da diabetes e a autora reflete a importância de que nossas ações sejam em momentos anteriores aos das complicações instaladas, atuando por meio de hábitos e rotinas, com intuito de diminuir e evitar as complicações dadas por um cotidiano desestruturado.


CONCLUSÃO

Por meio da análise da literatura atual sobre diabetes e a atuação do terapeuta ocupacional com estes pacientes, percebemos que os artigos apontam como caminhos de intervenções, ações pautadas na integração e na inserção realista de práticas de autocuidado em uma rotina mais estruturada e organizada. Reforçam o grande diferencial da Terapia Ocupacional em enfatizar a integração dos comportamentos orientados para o cotidiano, compreendendo como a rotina é formada e estruturada e quais as negociações possíveis e realistas entre profissionais e pacientes.

Porém apesar da importância do profissional e da necessidade de uma prática baseada em evidências, o número de artigos ainda é relativamente baixo, restringindo-se a alguns núcleos de pesquisadores. Ressaltamos a necessidade dos terapeutas ocupacionais em pesquisarem e apontarem o resultado de suas intervenções, compreendendo a diabetes como uma doença central e não apenas como uma comorbidade.

Com isto, identificamos também a importância de estudos adicionais e a necessidade de uma revisão da literatura mais ampla, em outras bases de dados, para que possamos analisar as diversas atuações da Terapia Ocupacional em pacientes com diabetes tipo 2.


REFERÊNCIAS

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