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Número atual: Março 2017 - Volume 24  - Número 1


ARTIGO ORIGINAL

Maior índice de massa corporal e menor circunferência da cintura estão associados com maior desempenho físico (SPPB) somente em idosas dinapênicas

Higher body mass index and lower waist circumference are associated to higher physical performance (SPPB) solely in dynapenic elderly women


Bruno Teodoro Biloria1; Ana Alice Neves da Costa1; Aletéia de Paula Souza1; Fernanda Maria Martins1; Anselmo Alves de Oliveira1; Paulo Ricardo Prado Nunes1; Darlene Mara dos Santos Tavares2; Erick Prado de Oliveira1,3; Fábio Lera Orsatti1,4

DOI: 10.5935/0104-7795.20170005

1. Grupo de Pesquisa em Biologia do Exercício - BioEx
2. Professora, Departamento de Enfermagem em Educação e Saúde Comunitária da Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM
3. Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Uberlândia - UFU
4. Professor, Departamento de Ciências do Esporte da Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM


Endereço para correspondência:
Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, Laboratório de Pesquisa em Biologia do Exercício (BioEx)
Fábio Lera Orsatti
Av. Frei Paulino, 30
Uberaba - MG - CEP 38025-180
E-mail: fabiorsatti@gmail.com

Recebido em 10 de Novembro de 2016.
Aceito em 21 Março de 2017.


Resumo

A limitação na capacidade física, definida como dificuldades em realizar tarefas físicas, é crítica para independência funcional de idosos. A capacidade física limitada é associada fortemente com o aumento de quedas, hospitalizações, doenças cardíacas e cerebrovasculares e mortalidade em idosos. O impacto do status da massa corporal e da baixa força muscular (dinapenia) sobre a capacidade física de idosos é bem documentado. Contudo, a interação desses fatores (força muscular e status da massa corporal) sobre a capacidade física de idosos ainda não é clara. Objetivo: Verificar o poder preditivo do índice de massa corpórea (IMC) associada com a circunferência da cintura (CC) na capacidade física de mulheres idosas com ou sem dinapenia (baixa força muscular). Método: Foram avaliadas 142 idosas atendidas na especialidade de Geriatria e Gerontologia. Foram realizadas as seguintes medidas: antropométricas (IMC e CC), força de preensão manual (FPM) e capacidade física (SPPB). As idosas foram classificadas em dinapênicas (FPM < 20 kg) ou não dinapênicas (FPM ≥ 20 kg). Resultados: A análise de regressão linear múltipla indicou que o IMC e a CC, analisados separadamente, não se associaram com SPPB em nenhum dos grupos. Porém, quando analisados concomitantemente, o IMC (associação positiva) e a CC (associação negativa) foram significantemente associados com SPPB somente no grupo dinapenia. Conclusão: Os principais achados deste estudo sugerem que a CC e IMC aplicados conjuntamente, mas não separados, são preditores da capacidade física em mulheres idosas com dinapenia. Esses resultados são importantes para a prática ambulatorial devido à fácil aplicabilidade e baixo custo das medidas.

Palavras-chave: Sarcopenia, Mulheres, Atividades Cotidianas, Força da Mão




INTRODUÇÃO

A capacidade física, definida como mover-se sem assistência, é crítica para a manutenção da independência funcional de idosos.1,2 Limitação na capacidade física, definida pelo Centers for Disease Control and Prevention como dificuldades em realizar tarefas físicas (tais como caminhar certa distância, subir um lance de escada, levantar de uma cadeira ou carregar um objeto com massa determina), é associada fortemente com o aumento de quedas, hospitalizações, doenças cardíacas e cerebrovasculares e mortalidade em idosos.3-6 A capacidade física é mensurada por testes físicos, tal como o Short Physical Performance Battery (SPPB).7

O impacto do status da massa corporal e da baixa força muscular (dinapenia) sobre a capacidade física de idosos é bem documentado.2,8-11 A interação desses fatores (força muscular e status da massa corporal) sobre a capacidade física de idosos ainda não é clara. Porém, estudos sugerem que essa relação seja atribuída, pelo menos em parte, ao fato de que a capacidade da musculatura (força muscular) em transferir carga (massa corporal) é afetada pelo excesso de massa corporal gorda.2,10,12-14

Idosos com IMC acima de 30 kg/m2 (obesidade) são 60% mais propensos a sofrer declínio na capacidade física quando comparados aos seus pares eutróficos.9,10 Interessantemente, o efeito do IMC elevado sobre a capacidade física prejudicada é exacerbado em mulheres idosas comparadas aos homens idosos.10,14 Estudos sugerem que essa diferença sexual na capacidade física do idoso é dada pela relação entre a composição corporal e a força muscular, pois mulheres apresentam maior adiposidade corporal e menor força (dinapenia) e massa musculares (sarcopenia) do que homens.8,11,12,14 Porém, há pouca evidência empírica para apoiar essa suposição.

Embora utilizado para determinar a obesidade, o IMC não distingui massa gorda (gordura corporal) de massa magra (músculos e ossos).15 Neste sentido, pessoas com o mesmo IMC podem apresentar composição corporal diferente. Como o IMC avalia a quantidade de massa corporal (todos os componentes da composição corporal) por metro quadrado, não só a maior massa gorda, mas também a maior massa muscular refletem em maior IMC, sugerindo a necessidade de uma medida de correção para o IMC.15

Uma medida antropométrica de fácil aplicabilidade e baixo custo é a medida da circunferência da cintura (CC). A CC é utilizada para avaliar a quantidade de adiposidade central (abdominal) e seus valores associam-se positivamente com a capacidade funcional prejudicada em idosos.10,16 Em mulheres, o advento da menopausa (interrupção dos ciclos menstruais aproximadamente aos 50 anos) é acompanhado por mudança na composição corporal, caracterizada por aumento da adiposidade, especialmente na região abdominal.17 Assim, a CC pode fornecer informações acuradas sobre acúmulo de gordura em mulheres no período pós-menopausa. De fato, a CC possui uma correlação muito forte (r = 0.92) com a gordura do tronco obtida pelo DEXA em mulheres idosas.16 Portanto, parece razoável aceitar que a CC é uma medida de correção para o IMC, fornecendo informações mais acuradas sobre a composição corporal em mulheres no período pós-menopausa.


OBJETIVO

Para confirmar a suposição que a relação da força muscular com o status da massa corporal afeta a capacidade física em mulheres idosas, nós determinamos o poder preditivo do IMC ajustado para a CC sobre a capacidade física em mulheres idosas com e sem dinapenia. Este artigo discute como a utilização das medidas antropométricas (IMC e CC) associadas com dinapenia pode predizer a capacidade física em mulheres idosas.


MÉTODOS

O presente estudo, de caráter observacional analítico transversal, avaliou 142 idosas atendidas na especialidade de Geriatria e Gerontologia no ambulatório do hospital universitário local no período de 12 meses. Os critérios de exclusão incluíram condições psicológicas e físicas que pudessem impedir as pessoas de completar os testes físicos. As morbidades foram levantadas por meio de um questionário auto relatado e incluíam doença cardiovascular, doença pulmonar, artrite, diabetes, osteoporose, hipertensão, doença vascular periférica, e outras condições (apneia do sono, câncer e epilepsia). As mulheres selecionadas relataram pelo menos uma comorbidade, porém foram capazes de realizar os testes. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa local sob o número de protocolo 1685.0020

As avaliações foram realizadas no período matutino por um avaliador treinado e experiente na seguinte ordem: antropometria, força de preensão palmar (FPP) e desempenho físico pelo SPPB. Os acompanhantes das idosas foram convidados a acompanhar as avaliações mas foram orientados a não ajudar. Quando da interferência dos acompanhantes, as avaliações foram descartadas para esse estudo.

Avaliação Antropométrica

O IMC foi determinado pela razão da massa corporal pela a altura ao quadrado (kg/m2). A massa corporal foi medida em uma balança do tipo plataforma (BALMAK®) com precisão de 100g e capacidade máxima de 150kg. A altura foi medida com estadiômetro acoplado a balança com precisão de 0,05cm. A CC foi mensurada com fita milimétrica inextensível e inelástica, com precisão de 0,5cm. A medida da foi realizada no ponto médio entre o último arco intercostal e a crista ilíaca no final de uma expiração normal. O indivíduo permaneceu ereto na posição anatômica com os pés unidos e os braços relaxados ao lado do corpo.18 Os valores classificados como excesso de peso (IMC elevado) e CC elevada nas mulheres idosas foi ≥27 kg/m2 e >88 cm, respectivamente.16,19

Avaliação da Força de Preensão Palmar

Para avaliar a FPP das idosas foi utilizado o dinamômetro palmar (JAMAR®). Foram realizadas três preensões palmares na mão direita e calculado a média para avaliar a força das idosas na posição sentada com o cotovelo fletido a 90 graus.20 Os valores classificados como dinapenia nas mulheres idosas foi < 20 Kg.11

Versão brasileira do Short Physical Performance Battery (SPPB)

A capacidade física foi determinada pelo teste de SPPB. O SPPB é uma bateria de testes composto por três testes, aplicados na seguinte ordem: avaliação do equilíbrio, velocidade de marcha de quatro metros e sentar e levantar da cadeira. O teste de equilíbrio foi avaliado com o indivíduo em pé em três diferentes posições distintas com diminuição progressiva da base de apoio. Em cada posição o tempo do avaliado foi mensurado, sendo que cada posição o tempo máximo foi de 10 segundos. A velocidade da marcha de quatro metros foi determinada através do tempo em que o indivíduo demorava a percorrer a distância andando em velocidade usual auto selecionada. A força muscular dos membros inferiores foi avaliada por meio de cinco repetições em velocidade máxima do movimento de levantar e sentar da cadeira, sem ajuda dos membros superiores (braços flexionados em frente ao peito). A pontuação total do SPPB foi avaliada através da soma do escore individual de cada teste. A soma das pontuações pode variar entre zero e 12 pontos (sendo quatro pontos para cada etapa do teste). Foram determinas como baixa capacidade física as mulheres que apresentaram valores de pontuação igual ou menor que seis pontos.11,21

Análise estatística

Os valores das características da amostra são apresentados em média e desvio padrão. A análise regressão linear múltipla (método standard) foi conduzida para investigar o impacto das variáveis de predição (IMC e CC) sobre o SPPB. Dois modelos foram avaliados. No modelo 1, somente a idade e uma das variáveis preditoras foram incluídas no modelo. No modelo 2, todas as variáveis (idade, IMC e CC) foram incluídas no modelo. O nível de significância foi estabelecido em P < 0,05.


RESULTADOS

As características físico-funcionais, antropométricas e a idade estão apresentadas na Tabela 1. As mulheres eram classificadas, em média, com sobrepeso pelo IMC e com CC elevada. Além disso, elas apresentaram capacidade funcional normal (força e SPPB), porém limítrofe para a capacidade física (SPPB).




A análise de regressão linear múltipla (Tabela 2), realizada para examinar a importância do IMC e da CC para SPPB em todas as mulheres, mostrou que o IMC e CC não predizem a capacidade física (SPPB), independentemente do modelo usado (Modelo 1 e 2). Interessantemente, quando a análise de regressão linear múltipla foi realizada separadamente para grupos dinapênicos e não dinapênicos (Tabela 3), o poder de predição dessas variáveis diferiu entre as classificações da força. As variáveis IMC e CC, ajustadas para a idade e analisadas separadamente, novamente não se associaram com SPPB, independentemente da classificação da força muscular (Modelo 1). Porém, quando analisadas concomitantemente, o IMC e CC foram significantemente associados com SPPB somente no grupo dinapênico (modelo 2). A CC foi responsável por 49% (P = 0,003) da variação padronizada (beta) do SPPB, quando ajustada para o IMC. Já o IMC foi responsável por 55% (P = 0,005), quando ajustado para CC. A CC foi um preditor negativo, enquanto o IMC um preditor positivo do SPPB. Para o grupo não dinapênico, nenhuma interação foi observada entre IMC, CC e SPPB.







DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo observacional analítico transversal sugerem que a CC e o IMC aplicados conjuntamente, mas não separados, são preditores da capacidade física em idosas com baixa força muscular (dinapênicas).

Para confirmar a suposição que a relação da força muscular com o status da massa corporal afeta a capacidade física em mulheres idosas, nós determinamos o poder preditivo do IMC ajustado para a CC sobre a capacidade física em mulheres idosas com e sem dinapenia. Este artigo discute como a utilização das medidas antropométricas (IMC e CC) associadas com dinapenia pode predizer a capacidade física em mulheres idosas.

De acordo com a nossa revisão de literatura (bases de dados nacionais e internacionais), não encontramos estudos que examinaram o poder preditivo do IMC e da CC na capacidade física de mulheres idosas com dinapenia. A relação entre a massa corporal e a força muscular representa uma área de pesquisa importante pelas implicações dessa relação na capacidade física. Isso é de importância particular para as mulheres idosas, pois estas mulheres apresentam maior probabilidade de incapacidade funcional do que homens idosos.14

Embora não foram encontrados estudos que examinaram o poder preditivo do IMC e da CC na capacidade física em mulheres idosas, alguns estudos foram conduzidos em homens e mulheres idosos juntos.9,10 Schaap et al.12 conduziram uma recente meta-análise para determinar a relação entre diferentes medidas da composição corporal (IMC, CC, relação cintura quadril e gordura corporal) e a capacidade física em idosos.

Embora a meta-análise revelou que o IMC acima de 30 kg/m2 foi associado negativamente com o declínio da capacidade física, esse estudo não estratificou as comparações para gênero ou força muscular, nem corrigiu o IMC para CC, fatores estes que podem interferir na interpretação dos resultados.12,15 No presente estudo, nós observamos que o IMC, quando corrigido apenas para idade, não foi preditor da capacidade física em mulheres idosas. Porém, o IMC tornou-se um forte preditor da capacidade física no grupo dinapênico quando foi ajustado para CC. Mas, no grupo não dinapênico o IMC foi um fraco preditor negativo da capacidade física (beta = -0,16; P = 0,055). Assim, os dados do presente estudo contribuem para a literatura identificando a importância da correção do IMC pela CC para predição da capacidade física em mulheres idosas com dinapenia.

No presente estudo o IMC, quando corrigido pela idade e CC, foi um preditor positivo da capacidade física enquanto que a CC, quando corrigida para o IMC, foi um preditor negativo da capacidade física em mulheres idosas com dinapenia (Tabela 2). A associação entre o IMC e a capacidade física prejudicada, é atribuída, pelo menos em parte, ao fato da capacidade da musculatura corporal em transferir carga (peso corporal). Assim, aceita-se que essa relação entre a força muscular, massa corporal e mobilidade é afetada principalmente pelo excesso de massa corporal gorda.10,12-14 Porém, embora utilizado para determinar a obesidade, o IMC não distingui massa gorda (gordura corporal) de massa magra (músculos e ossos).15

Assim, o IMC parece não ser uma medida prognóstica acurada para a baixa capacidade funcional em idosos, havendo a necessidade de correção do IMC por um indicador mais preciso de gordura.15,22,23 A CC é um excelente indicador de gordura abdominal, o qual possui alta correlação (r = 0.92) com a gordura abdominal pela densitometria por dupla emissão de raios-X (DEXA) em mulheres idosas.16 Além disso, Fortaleza et al. mostraram que somente a gordura abdominal, mas não a gordura corporal total ou percentual de gordura corporal, se associa com comprometimentos da capacidade física em mulheres idosas.24

Durante o envelhecimento ocorrem alterações na composição corporal, tais como aumento de gordura corporal e diminuição da massa e força musculares.23 A associação entre massa e força musculares baixas e excesso de gordura é denominado de obesidade sarcopênica.22 A obesidade sarcopênica é indicada como um forte mediador de baixa capacidade funcional e preditor de mortalidade em idosos.23,25,26 Assim, baixo IMC e alta CC em mulheres dinapênicas podem ser um indicador de obesidade sarcopênica. Isso é de importância particular, pois o diagnóstico da obesidade sarcopênica é realizado por método de imagens, tal como o DEXA. Porém, devido às implicações relacionadas ao alto custo, esta não é realizada em ambiente ambulatorial. Como alternativa, o IMC, CC e a dinamometria são técnicas simples e de baixo custo, podendo ser amplamente utilizada em ambiente ambulatorial.

O presente estudo tem limitações que devem ser reconhecidas. Este estudo foi restrito a estratégias transversais e pequena amostra de mulheres; portanto, a capacidade discriminativa do IMC associado a CC não pode ser generalizada para configurações diferentes (ex. homens idosos). Neste contexto, estudos futuros devem considerar essas associações em amostras maiores e diferentes. No entanto, nosso estudo foi o primeiro a examinar a importância do IMC associado a CC para a capacidade física em mulheres idosas, apresentando novos achados sobre medidas prática para ambientes ambulatoriais.


CONCLUSÃO

Os principais achados deste estudo sugerem que a CC e IMC aplicados conjuntamente, mas não separados, são preditores da capacidade física em mulheres idosas com dinapenia. Esses resultados são importantes para a prática ambulatorial devido à fácil aplicabilidade e baixo custo das medidas.


AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo apoio.


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