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Número atual: Setembro 2015 - Volume 22  - Número 3


ARTIGO ORIGINAL

Prevalência de incontinência urinária entre idosos institucionalizados e sua relação com o estado mental, independência funcional e comorbidades associadas

Prevalence of urinary incontinence among institutionalized elderly and its relationship to mental state, functional independence, and associated comorbidities


Layse Biz de Quadros1; Alessandra Aguiar1; Alessandra Vieira Menezes1; Elysama Fernandes Alves1; Tatyana Nery1; Poliana Penasso Bezerra2

DOI: 10.5935/0104-7795.20150025

1. Discente, Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
2. Docente, Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)


Endereço para correspondência:
Layse Biz de Quadros
Universidade Federal de Santa Catarina/Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde (NUPEDS)
Rodovia Jorge Lacerda (SC 449), Km 35,4
CEP 88900-000 Araranguá - SC
E-mail: laysebiz@hotmail.com

Recebido em 08 de Março de 2015.
Aceito em 05 Agosto de 2015.


RESUMO

Incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina pela uretra podendo causar diversos problemas sociais e higiênicos, além de alterações que comprometem o convívio social como depressão, vergonha e isolamento, tendo maior prevalência nas mulheres do que nos homens. Objetivos: Determinar a prevalência de incontinência urinária em uma amostra de idosos institucionalizados e analisar sua relação com características sociodemográficas, comorbidades associadas, função cognitiva e independência funcional. Métodos: Estudo transversal, descritivo e exploratório. Participaram 27 idosos que atenderam aos critérios de inclusão, de ambos os sexos, residentes em uma instituição de longa permanência. Prevalência foi determinada pela porcentagem de idosos que apresentaram incontinência urinária; características sociodemográficas e comorbidades avaliadas através de uma ficha de anamnese padrão, revisados com os dados dos prontuários; função cognitiva avaliada através do Mini-Exame do Estado Mental e independência funcional através da escala de Barthel modificada. Comparação entre grupos - teste t de Student e associações - teste do qui-quadrado. Resultados: Nove idosos (33,33%) apresentaram incontinência urinária. Houve associação entre sexo e incontinência urinária, com prevalência maior para o sexo feminino (p = 0,029). A incontinência urinária possui associação com a baixa escolaridade (p = 0,014), o tempo de admissão na instituição (p = 0,004), classificação funcional (p = 0,003) e déficit cognitivo (p = 0,001). Conclusão: Incontinência urinária é frequente em idosos residentes em instituições de longa permanência, com maior prevalência no sexo feminino, havendo relação com a baixa escolaridade, maior tempo de admissão, maior dependência na realização das atividades e pior déficit cognitivo.

Palavras-chave: Idoso, Institucionalização, Cognição, Incontinência Urinária, Atividades Cotidianas




INTRODUÇÃO

Segundo a Sociedade Internacional de Continência (InternationalContinence Society - ICS), a incontinência urinária é definida pela queixa de qualquer perda involuntária de urina, capaz de provocar desconforto social e higiênico e é quase sempre erroneamente interpretada como parte natural do envelhecimento. Pode ser classificada como: incontinência urinária de urgência que é antecipada por um desejo repentino de urinar difícil de inibir; incontinência urinária de esforço estimulada por espirro, tosse, risada, atividades ou por exercício e incontinência urinária mista que seria a associação das duas incontinências anteriores.1

Nos idosos a incontinência urinária mista tem maior prevalência, estando associada na maior parte das vezes à noctúria, definida como a queixa de acordar à noite mais de uma ou duas vezes para urinar, interferindo na qualidade do sono aumentando o risco de quedas e fraturas ósseas.2 A incontinência pode ser transitória ou permanente.3

Indivíduos que sofrem dessa desordem, principalmente se forem idosos, dependente da forma como se manifesta podem apresentar comprometimento ao convívio social, como a perda da autoestima, embaraço, isolamento social, depressão e vergonha, trazendo ao indivíduo importantes repercussões físicas e sociais.4

A prevalência no Brasil em idades mais jovens é mais alta em mulheres do que em homens decorrente das causas anatômicas.5 Em torno de 50% dos idosos institucionalizados sofrem perdas de urina, devido ao tratamento farmacológico, nutrição, comorbidades, redução da mobilidade, sobrecarga de trabalho dos cuidadores e outros.6

Os principais motivos influenciadores na decisão familiar para institucionalizar um idoso são os distúrbios comportamentais, as condições precárias de saúde, necessidade de reabilitação, falta de espaço físico para os familiares o abrigarem, falta de recursos financeiros, o desamparo ao idoso pela família que não consegue manter o idoso sob seus cuidados.7 A institucionalização influencia fortemente a continência dos novos residentes, aumentando a prevalência de IU após alguns anos de residência.6,8

Em decorrência ao envelhecimento, surgem alterações como a atrofia de músculos e tecidos, queda funcional do sistema nervoso e circulatório e a diminuição do volume vesical, podendo contribuir com o aparecimento da IU. Fatores que em conjunto, colaboram com a redução da elasticidade e contratilidade da bexiga e causam a irritabilidade deste órgão.5

Com o envelhecimento e a dependência funcional, ocorre um aumento significativo da prevalência da incontinência urinária.9 Sabe-se que o envelhecimento, induz a mudanças funcionais e estruturais no sistema urinário predispondo a incontinência urinária.7 Contudo, em qualquer idade, a continência urinária não depende somente da integridade do trato urinário inferior, mas também da mobilidade, da destreza manual, da lucidez, das alterações de motivação e das doenças associadas (insuficiência cardíaca e diabetes mellitus entre outras), estes fatores alterados, os idosos ficam mais propensos à incontinência.3


OBJETIVO

Este trabalho tem como objetivo geral, determinar a prevalência de incontinência urinária em uma amostra de idosos institucionalizados de Araranguá - SC e analisar a sua relação com as características sociodemográficas, comorbidades associadas, função cognitiva e independência funcional nas atividades básicas de vida diária.

A hipótese levantada pelo pesquisador é que a IU é freqüente em idosos institucionalizados e apresenta relação com o comprometimento cognitivo e o grau de mobilidade. Os autores deste estudo pressupõem que a associação da cognição prejudicada e redução de mobilidade, além de outras situações contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária.


MÉTODO

O presente estudo caracteriza-se por ser um estudo transversal, descritivo e exploratório. A coleta de dados foi realizada em uma instituição de longa permanência para idosos, na cidade de Araranguá-SC, local em que residiam 34 idosos.

Os seguintes critérios de inclusão foram considerados: idade igual ou superior a 60 anos; de ambos os sexos e estar residente na instituição de longa permanência. Os critérios de exclusão adotados foram idosos que saíram da instituição; os que possuíam algum tipo de demência impedindo um nível apropriado de interação e comunicação; os que ficaram hospitalizados ou foram a óbito durante o período da pesquisa.

Todos os participantes foram instruídos sobre os procedimentos aos quais seriam submetidos, com a assinatura do termo de consentimento formal de participação no estudo, sendo este e o estudo aprovado pelo comitê de ética do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC), CAAE: 39822814.0.0000.0110.

Prevalência foi determinada pela porcentagem de idosos que apresentaram incontinência urinária; características sociodemográficas e comorbidades avaliadas através de uma ficha de anamnese padrão, revisados com os dados dos prontuários; função cognitiva avaliada através do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e independência funcional através da escala de Barthel modificada.

Desenvolveu-se uma ficha de anamnese padrão, em que as informações foram obtidas questionando diretamente os idosos e conferidas através dos dados dos prontuários da instituição, os quais continham informações pessoais como idade, peso, altura, estado civil, profissão, naturalidade, tempo de admissão, diagnóstico clínico e participação familiar.

O MEEM avalia as seguintes funções cognitivas: orientação temporal e espacial; memória de fixação; atenção, cálculo; memória de evocação; linguagem; compreensão do comando verbal e escrito; e capacidade visual construtiva - esta última através da cópia do desenho dos dois pentágonos interpostos.10,11 As informações para o preenchimento deste instrumento foram adquiridas por meio de entrevista diretamente com os idosos.

O Índice de Barthel Modificado mantém as mesmas atividades avaliadas na versão original, onde possui uma escala de resposta de cinco pontos para cada item, melhorando a sensibilidade na detecção das mudanças.12,13 O Índice de Barthel Modificado é um instrumento que avalia o nível de independência do indivíduo, sendo composto por dez itens de atividades básicas de vida diária. São eles: alimentação, higiene pessoal, banho, continência do esfíncter anal, continência do esfíncter vesical, vestir-se, transferências cama-cadeira, subir e descer escadas, deambulação e manuseio da cadeira de rodas (alternativo para deambulação).14

A pontuação da escala varia de 0-100 (com intervalos de 5 pontos). A pontuação mínima de zero corresponde à máxima dependência para todas as atividades de vida diárias (AVDs) avaliadas, e a máxima de 100 equivale à independência total para as mesmas AVDs avaliadas. A pontuação desta escala fornece um número absoluto que quantifica e classifica o nível de dependência funcional.15 Cada item é avaliado individualmente sendo considerada a seguinte pontuação: 1- dependência total; 2 - dependência severa; 3 - dependência moderada; 4 - ligeira dependência; 5 - independência total.13 Através da utilização do Índice de Barthel, pode-se quantificar de forma adequada, o nível de dependência funcional do indivíduo.

Na avaliação da função "controle esfincteriano (bexiga)", considera-se continente quem não apresenta episódios de perda involuntária de urina.16 Foi avaliado e classificado neste estudo como "incontinente" aquele que apresentava perda involuntária de urina. As informações para este instrumento foram obtidas através do questionamento direto aos idosos e conferidas através de informações cedidas pela enfermeira responsável.

Caracterizaram-se, então, dois grupos de estudo: Grupo 1 (G1) composto pelos idosos continentes e Grupo 2 (G 2) composto pelos idosos incontinentes, ou seja, com incontinência urinária.

Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS versão 21. A análise estatística envolveu procedimentos descritivos (média, desvio-padrão e análise percentual) e inferenciais. A comparação entre grupos deu-se pelo teste t de Student (F) de amostras independentes e o teste de Levene foi considerado para se testar a hipótese de igualdade das variâncias. As variáveis contemplaram os critérios paramétricos de normalidade e homogeneidade de variâncias analisados através do teste de normalidade de Shapiro-Wilk. O teste do qui-quadrado (χ2) de independência foi utilizado para verificar a existência de associação estatisticamente significante entre duas variáveis categóricas. Para todas as análises, foi considerado nível de significância de 5%, sob um intervalo de confiança de 95%.


RESULTADOS

Este estudo abordou um total de 34 idosos que residiam na instituição de longa permanência. Destes, 2 saíram da instituição, 1 idosa faleceu, 1 possui idade abaixo de 60 anos, 3 possuem algum tipo de demência impedindo um nível apropriado de interação, sendo excluídos um total de 7 idosos.

A amostra foi composta por 27 idosos de ambos os sexos (14 homens e 13 mulheres), com idade média 74,7 ± 7,98 anos. Em relação à prevalência da incontinência urinária, 9 idosos (33,33%) apresentaram incontinência urinária (Figura 1).


Figura 1. Prevalência de incontinência urinária de acordo com o sexo.



As características sociodemográficas dos grupos encontram-se descritas na Tabela 1.




As análises transversais evidenciaram semelhança entre os grupos quanto a tamanho amostral (χ2 = 3,00; p = 0,083), idade (F = 2,143; p = 0,315), peso (F = 0,496; p = 0,460) e altura (F = 0,113; p = 0,280). Evidenciou-se diferença entre os grupos em relação ao tempo de admissão na instituição de longa permanência (F = 10,35; p = 0,004). Verificou-se associação entre a ocorrência de incontinência urinária com a distribuição de gênero (χ2 = 4,747; p = 0,029) e escolaridade (χ2 = 6,075; p = 0,014) e não foi observada associação com estado civil (χ2 = 1,40; p = 0,706) e participação familiar (χ2 = 0,154; p = 0,926).

As variáveis relacionadas às comorbidades observadas nos idosos não apresentaram associação com a ocorrência de incontinência urinária, como a diabetes (χ2 = 0,964; p = 0,326), hipertensão arterial (χ2 = 0,00; p = 1,000), dislipidemia (χ2 = 1,854; p = 0,173), acidente vascular encefálico (χ2 = 1,421; p = 0,233) (Tabela 2).




As análises transversais evidenciaram diferença entre os grupos quanto à função cognitiva (F = 2,468; p = 0,001) e independência funcional (F = 9,45; p = 0,000). Houve associação positiva entre a ocorrência de incontinência urinária e a classificação em relação à independência funcional (χ2 = 16,2; p = 0,003) (Tabela 3).




DISCUSSÃO

Em um estudo realizado por Piccoli et al.17 em uma instituição de longa permanência Sociedade Beneficente Jacinto Godoy de Erechim-RS, constatou que 85% dos participantes sofria de incontinência urinária. Bussato & Mendes18 verificaram que a prevalência de incontinência urinária foi de 57,3%. No presente estudo a prevalência de incontinência urinária foi de 33,33% dos idosos institucionalizados avaliados. No mínimo a metade dos idosos institucionalizados é acometida pela incontinência urinária, contribuindo para problemas físicos e psicossociais.19

As mulheres apresentam maior ocorrência de incontinência urinária do que os homens, sendo afetadas em todos os grupos etários18. Evidenciamos que o grupo incontinente demonstrou maior porcentagem de incontinência urinária para mulheres (77,77%) do que para os homens (22,22%). Em uma pesquisa realizada com 150 idosos institucionalizados, a incontinência urinária teve maior prevalência nas mulheres (62,6%) do que em homens (45,7%).18

O risco maior de incontinência urinária relacionada ao sexo feminino deve-se pelo fato de diferenças anatômicas como diferenças no comprimento uretral feminino que se apresenta maior nos homens; a anatomia do assoalho pélvico; além da diminuição da pressão de fechamento uretral, associados à hipermobilidade do colo vesical e ao enfraquecimento na musculatura do assoalho pélvico, devido aos efeitos da gestação e do parto no mecanismo de continência, além das alterações hormonais decorrentes da menopausa.20,21 A população idosa como um todo, 55% observa-se que é constituída por mulheres, isso se explica porque a feminilização é atribuída por fatores biológicos e pela diferença de exposição aos fatores de risco de mortalidade.15,20

Os dados obtidos neste estudo mostram que a baixa escolaridade dos incontinentes tem associação com a incontinência urinária. Em um inquérito multicêntrico realizado no município de São Paulo, a baixa escolaridade também foi obtida em idosos com incontinência urinária.22 Em outra pesquisa de inquérito domiciliar, transversal e observacional, constatou-se maior prevalência de incontinência urinária em idosos com baixa escolaridade. Resultados que colaboram com o presente estudo.21

Segundo Bolina et al.23 a escolaridade pode ser um recurso essencial para a determinação de uma velhice bem sucedida. Estratégias ou ações efetivas de saúde podem ser disponibilizadas através da equipe de saúde por meio de tecnologias disponíveis e ou lúdicas para facilitar o entendimento dos idosos, na orientação e preparo dos mesmos influenciando no enfrentamento da incontinência urinária.

Não houve associação de incontinência urinária com a participação familiar e estado civil. O predomínio da viuvez entre os idosos com incontinência urinária demonstra a necessidade de visar o apoio familiar no cuidado ao idoso através de um cuidador familiar. A busca pelo incremento de uma rede de apoio social, como encontros de grupo, atividades de lazer ou até mesmo ocupacionais para apoio e incentivo de idosos com esse problema é fundamental.24

Neste grupo etário, comorbidades associadas são frequentes como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipdemia, acidente vascular cerebral. Porém não houve associação da incontinência urinária com as comorbidades associadas no grupo estudado. A prevalência de doenças ou condições crônicas entre idosos brasileiros é alta: 69% relatam ter pelo menos uma doença ou condição crônica.21

O grupo incontinente apresenta pior déficit cognitivo e maior dependência para a realização das atividades básicas de vida diárias. A cognição influência diretamente e indiretamente os sintomas depressivos, prevalentes em idosos institucionalizados. O idoso institucionalizado passa a diminuir seu nível de atividade física, pelo motivo da idade avançada ou pela incapacidade funcional. Todo este quadro pode levar às demências.24 A incontinência urinária oferece um percentual significativo na associação com quadros demenciais, tornando uma das causas mais frequentes de asilamento e elevando os índices de idosos asilados.25 Quanto maior o tempo de institucionalização, maior a debilidade do idoso,26,27 como demonstrado nessa amostra em que o grupo incontinente apresenta maior tempo de admissão em relação ao grupo continente e possui maior debilidade.

A amostra estudada apresentou associação entre incontinência urinária e classificação funcional. São diversos estudos que assimilam uma significativa relação entre incontinência urinária e funcionalidade, se manifestando com alterações cognitivas, emocionais, sociais e na diminuição das atividades de vida diárias.28-30 Nos idosos incapacitados a incontinência urinária pode ser decorrente da incapacidade de alcançar o local almejado e não por problemas urológicos verdadeiros, principalmente pelo pequeno número de cuidadores, sobrecarregados de tarefas e sem tempo para levarem os idosos ao banheiro.20

Para manter a continência vários elementos são necessários. O indivíduo continente deve identificar a necessidade de urinar, buscar o local apropriado para fazê-lo, através de um período de tempo suficiente deve conseguir reter a urina e alcançar seguramente o local, sendo, então, capaz de urinar ao chegar ao local certo. O que exacerba o problema é que diversas instituições contêm leitos, cadeiras ou vasos sanitários difíceis de atingir.20

O presente estudo apresentou algumas limitações, entre estas o delineamento do estudo transversal e composição amostral (idosos de uma instituição de longa permanência na cidade de Araranguá, Santa Catarina), sendo pequena e pouco representativa, o que limita sua validade externa. Este estudo é o primeiro passo para conhecer a condição de saúde deste grupo de idosos na cidade de Araranguá, Santa Catarina, possibilitando que ações que visem à promoção de saúde para redução da ocorrência da incontinência urinária sejam implementadas beneficiando a população. Pesquisas futuras devem ser realizadas abordando um maior número de idosos o que possibilitará diferentes formas de análise dos dados.


CONCLUSÃO

Incontinência urinária é frequente em idosos residentes em instituições de longa permanência, com maior prevalência no sexo feminino, e se correlaciona com a baixa escolaridade, maior tempo de admissão, maior dependência na realização das atividades e pior déficit cognitivo.


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