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Número atual: Dezembro 2001 - Volume 8  - Número 3


ARTIGO ORIGINAL

Espiritualidade baseada em evidências


Marcelo Saad1; Danilo Masiero2; Linamara Rizzo Battistella3

DOI: 10.5935/0104-7795.20010003

1. Médico Fisiatra, Mestre em Reabilitação pela UNIFESP-EPM, Médico Assistente da DMR-HC-FMUSP1 e da DF-DOT-UNIFESP-EPM2.
2. Médico Ortopedista e Fisiatra, Livre-Docente, Chefe da DF-DOT-UNIFESP-EPM2.
3. Médica Fisiatra, Livre-Docente, Diretora da DMR-HC-FMUSP1.


Endereço para correspondência:
Dr. Marcelo Saad DMR-HC-FMUSP
Rua Diderot, 43
CEP 04116-030 - São Paulo - SP
Tel.: (0xx11) 5549-0111
E-mail: msaad@uol.com.br

Data de recebimento do artigo: 23/4/01
Data de aprovaçao: 18/6/01


RESUMO

Espiritualidade pode ser definida como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessão. As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente e documentadas em centenas de artigos. Há relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que pessãos vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Pessãos religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde. Existe uma associação entre espiritualidade e saúde que provavelmente é válida, e possivelmente causal. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. O presente artigo cita os trabalhos mais relevantes sobre o assunto.

Palavras-chave: Religiao e ciência. Espiritualismo. Reabilitação. Saúde.




A interface entre espiritualidade e deficiência é uma área de pesquisa relativamente nova, porém em crescimento. Tem sido feitos diversos seminários pelo mundo sobre o assunto. Por exemplo, a Conferência "Disability, religion and health - Exploring the spiritual dimensions of disability", na Austrália, em outubro de 1996, gerou uma edição especial da revista Disability and Rehabilitation (volume 19, fascículo 10, 1997), contendo os textos explorados nesse evento.

As doenças que causam deficiências cursam com grande carga de desgosto e inconformidade porque, além do sofrimento inerente a qualquer processo patológico, são muitas vezes acompanhadas de preconceito e isolamento. O primeiro passo para se tentar minorar isso seria uma ampla discussão sobre o sofrimento, que englobe não só os aspectos psicológicos e socioculturais envolvidos, como também os aspectos espirituais.

O homem tem um espírito? Mais importante que essa questao, que deve ser debatida em outro âmbito, é a afirmativa inquestionável de que o homem possui uma "espiritualidade". Esse termo pode ser definido como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida33.

Esta dimensão de parâmetro de bem-estar não é do corpo ou da mente. Ela transcende o mundo cotidiano e está baseada em questionamentos pessoais de perguntas existenciais de significados e propósitos. Espiritualidade é a propensão humana para encontrar um significado para a vida através de conceitos que transcendem o tangível, um sentido de conexão com algo maior que si próprio, que pode ou não incluir uma participação religiosa formal46.

Espiritualidade é aquilo que dá sentido à vida, e é um conceito mais amplo que religiao, pois esta é uma expressão da espiritualidade. Espiritualidade é um sentimento pessoal, que estimula um interesse pelos outros e por si, um sentido de significado da vida capaz de fazer suportar sentimentos debilitantes de culpa, raiva e ansiedade.

Religiosidade e espiritualidade estao relacionadas, mas não são sinônimos. Religiosidade envolve um sistema de culto e doutrina que é compartilhado por um grupo, e, portanto, tem características comportamentais, sociais, doutrinárias e valorais específicas. Espiritualidade está relacionada com o transcendente, com questoes definitivas sobre o significado e propósito da vida, e com a concepção de que há mais na vida do que aquilo que pode ser visto ou plenamente entendido51.

A crença em aspectos espiritualistas é mais importante do que a comprovação com certeza da existência de tais conceitos. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessoa. No caso particular da deficiência física, isso pode ter repercussões tao significativas sobre o processo reabilitacional, que poderiam ser comparados a verdadeiros "milagres". A prece parece oferecer benefício subjetivo para aquele que ora13.

Para o paciente incapacitado, o sofrimento espiritual pode ser o problema que mais demanda suporte, interferindo com desfechos positivos das intervenções. O sofrimento espiritual não identificado freqüentemente é o culpado em um plano terapêutico malsucedido8.

As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente. Já foram descritos vários instrumentos para mensuração de bem-estar espiritual10,14,18,41,45,52,53,54. Porém, dada a complexidade do assunto e a diversidade de manifestações espiritualistas, essa mensuração tem algumas limitações e deve ser entendida à luz de outras manifestações socioculturais individuais. Pesquisas passadas enfocaram a medida da participação dos indivíduos em atividades de religioes organizadas e não examinaram sua espiritualidade. Uma abordagem mais abrangente da espiritualidade individual, particularmente quanto aos aspectos de crença espiritualista, é recomendável. Ao mesmo tempo, reconhece-se que algumas experiências religiosas e espirituais constituem fenômenos que não podem ser disciplinados ao estudo científico tradicional51.

Mais de 850 estudos examinaram a relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que a maioria encontrou que pessoas vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Adicionais 350 estudos têm examinado envolvimento religioso e saúde; a maioria destes encontrou que pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde23.

Há inúmeros trabalhos publicados documentando a influência da espiritualidade no tratamento de doenças. Ao comentar a relação entre religiao e saúde, Levin29 cita que existe uma associação que provavelmente é válida, e possivelmente causal. O quadro 1 resume apenas alguns dos artigos mais relevantes.




Basmajian5 refere-se à "Medicina Comportamental" como a terceira revolução terapêutica, complementando a farmacologia e a cirurgia. Rotular seus resultados positivos de efeito-placebo subentende uma grande verdade: fé e crença desempenham um enorme papel na terapia5. Religiosidade e espiritualidade podem ser fontes subutilizadas no processo reabilitacional e no andamento da vida de pessoas com deficiências; o uso de habilidades do lidar religiosas por pacientes idosos que estao aguda ou cronicamente incapacitados está associado a risco diminuído de depressão e probabilidade aumentada de recuperação se ocorrer depressão51.

O efeito-placebo está relacionado à cura. O processo de cura pode ser substancialmente influenciado por tipos determinados de atenção, comunicação e reforço do paciente. Esses efeitos são potencialmente tao importantes quanto procedimentos terapêuticos estabelecidos. O processo-placebo pode afetar substancialmente a resposta global à terapia37.

Razali44 relata o caso de uma mulher malaia de 38 anos com diagnóstico de uma desordem conversiva. Acreditava-se que "maus espíritos" causavam seus sintomas. A paciente foi tratada por uma cerimônia xamanística de cura malaia quando tratamentos anteriores falharam. A paciente melhorou no terceiro dia, atribuindo isso à retirada dos espíritos de seu corpo. Procedimento-placebo ou não, pode-se dizer que a paciente recebeu aquilo de que precisava.

Muitos pacientes severamente doentes usam crenças religiosas para lidar com suas doenças. Envolvimento religioso é uma prática comum, que prediz o enfrentamento bem-sucedido com a doença física. De fato, religiosidade intrínseca forte prediz remissão mais rápida de depressão, uma associação que é particularmente importante em pacientes cuja função física não está melhorando23.

Posto que os pacientes freqüentemente associam suas crenças religiosas ao contexto de suas doenças incapacitantes, os médicos que não possuem esses sistemas de crenças devem considerar como respeitá-las, apoiando as crenças do paciente que possam ajudá-lo a lidar com a doença. O médico que estiver comprometido com aquilo que é melhor para seu paciente deve considerar como apoiar a espiritualidade do paciente, se e quando o paciente considerar isso relevante42.

Dada a relevância do assunto, muitas escolas médicas dos Estados Unidos estao conduzindo cursos em espiritualidade para melhorar a qualidade da relação médico-paciente4,43. Um estudo norte-americano com pacientes internados indicou que 77% dos pacientes gostariam que os médicos considerassem suas necessidades especiais; 37% gostariam que o médico discutisse essas necessidades mais freqüentemente, e 48% gostariam que o médico orasse com eles, se isso fosse possível22. Um estudo com 177 pacientes ambulatoriais com doenças pulmonares mostrou que dois terços dos pacientes simpatizaram com a idéia de serem perguntados sobre sua espiritualidade no caso de se tornarem gravemente doentes9.

Uma pesquisa com pacientes internados em uma unidade de reabilitação mostrou que 74% dos pacientes consideravam suas crenças religiosas e espirituais importantes e que 54% desejavam aconselhamento religioso; 54% dos pacientes achavam que pouquíssima atenção era dada a suas crenças religiosas e espirituais, e 73% disseram que ninguém da equipe falou-lhes sobre assuntos dessa natureza. Os autores concluíram que a equipe de reabilitação, particularmente o médico responsável, deve ser educada sobre esses temas e deve abordá-los mais freqüentemente1.

É necessário delinear os limites do exercício profissional, já que o médico não vai executar as tarefas de um sacerdote. O médico deve, entretanto, também ser educado para entender os assuntos espiritualistas no ambiente clínico. As expressões de espiritualidade do paciente devem ser triadas e respeitadas pelos médicos, para maximizar a eficácia terapêutica quando a espiritualidade do paciente for um fator de vida crucial1. Um painel de consenso do American College of Physicians sugeriu quatro perguntas que os médicos podem fazer aos pacientes:

1) A fé (religiao, espiritualidade) é importante para você nessa doença?

2) A fé foi importante para você em outros momentos de sua vida?

3) Você tem alguém com quem falar sobre assuntos religiosos?

4) Você gostaria de explorar assuntos religiosos com alguém?30.


É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais12. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. Não se trata mais de caridade ou medicina complementar; trata-se agora de ciência e tratamento médico. Trata-se de dar sentido verdadeiro a essa usual frase, citada por Koenig23: "Curar algumas vezes, aliviar freqüentemente, confortar sempre".

Como conclusão, espera-se que, num futuro próximo, seja reconhecida a importância da organização do apoio espiritualista em instituições de saúde. Esse serviço deverá ter características ecumênicas para trabalhar necessidades espirituais, preferencialmente bem integrado à abordagem multidisciplinar, e conduzido por "profissionais" cuja formação ainda se deve definir.


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1) Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR-HC-FMUSP).
2) Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (DF-DOTUNIFESP- EPM)/Centro de Reabilitação Lar Escola São Francisco (CR-LESF).

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