ISSN 0104-7795 Versão Impressa
ISSN 2317-0190 Versão Online

Logo do Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP

Número atual: Março 2008 - Volume 15  - Número 1


TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

O desenvolvimento da "Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação" a partir de uma perspectiva abrangente

Developing Human Functioning and Rehabilitation Research from a comprehensive perspective


Gerold Stucki1; Jan Dietrich Reinhardt2; Gunnar Grimby3; John Melvin4

1. Department of Physical Medicine and Rehabilitation, Ludwig-Maximilian University Munich, Germany; ICF Research Branch of the WHO CC FIC (DIMDI), Institute for Health and Rehabilitation Sciences, Ludwig-Maximilian University Munich, Germany; Swiss Paraplegic Research, Nottwil, Switzerland.
2. Swiss Paraplegic Research, Nottwil, Switzerland; Faculty of Humanities, University of Lucerne, Lucerne, Switzerland.
3. Rehabilitation Medicine, Institute of Neuroscience and Physiology, Sahlgrenska; Academy, Göteborg University, Göteborg, Sweden.
4. Department of Rehabilitation Medicine, Jefferson Medical College, Thomas Jefferson University, Philadelphia, United States of America.

Recebido em 19 de Outubro de 2007, aceito em 22 de Outubro de 2007.


Resumo

Por meio da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), a Organização Mundial de Saúde (OMS) preparou o terreno para uma compreensão abrangente da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação que integra a perspectiva biomédica da deficiência ao modelo social da incapacidade. Esta nova compreensão introduz uma série de desafios novos e antigos relacionados ao aprimoramento da capacidade de pesquisa adequada. Resumiremos aqui abordagens que procuraram dar conta destes desafios em relação a três áreas: a organização da Pesquisa em Reabilitação e Funcionalidade Humana em áreas científicas distintas, o desenvolvimento de programas acadêmicos de treinamento adequados e a estruturação de centros universitários e redes de cooperação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, pesquisa, pessoas portadoras de deficiência, reabilitação.




INTRODUÇÃO

O modelo integrador da funcionalidade e incapacidade humanas proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com a sua Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)1 proporcionou à comunidade científica uma mudança de paradigma2 na reabilitação e na pesquisa a ela relacionada. Ao menos, pode-se dizer que houve a introdução de um rival ao paradigma biomédico que predominara por tanto tempo, com respeito a uma compreensão mais ampla da funcionalidade humana. O termo "funcionalidade humana" aponta para a inter-relação entre as estruturas e as funções do corpo, a atividade individual e a participação na sociedade dentro de uma experiência humana relacionada à saúde. Da mesma forma, a incapacidade não pode mais ser encarada como um atributo da pessoa, mas sim como uma experiência3-6 que pode abranger alguns ou todos dentre os seguintes componentes: deficiências no nível do corpo, limitação às atividades e restrição à participação.

As experiências humanas universais de funcionalidade e incapacidade não estão relacionadas apenas a uma condição ou estado de saúde, mas ocorrem no contexto de ambientes facilitadores ou impeditivos e de recursos pessoais (a figura 1 mostra o modelo integrador e abrangente da funcionalidade em contraste com a perspectiva biomédica tradicional). Tendo como fundamento o modelo integrador da funcionalidade e incapacidade, a reabilitação pode ser entendida como uma dentre quatro estratégias de saúde que incluem também a prevenção, cura e suporte. A reabilitação pode ser definida resumidamente como a estratégia de saúde que tem por objetivo capacitar as pessoas com problemas de saúde que experimentam ou possam vir a experimentar incapacidade a alcançarem e manterem um nível ótimo de funcionalidade em interação com o ambiente.7 Desta forma, a Medicina Física e Reabilitação é a especialidade médica que emprega a reabilitação como sua principal estratégia.


Figura 1. Ilustração da perspectiva orientada no modelo biomédico (círculo tracejado) versus a perspectiva abrangente baseada no modelo integrador (figura completa).



Dado que "cerca de seis milhões de pessoas vivem com algum tipo de incapacidade física ou mental de diversos tipos", que há um "rápido aumento na quantidade de pessoas com deficiência"8 e que "os investimentos atuais na pesquisa de reabilitação são investimentos na melhora do cuidado de reabilitação no futuro"9 existe uma necessidade urgente de ampliar a capacidade de pesquisa em reabilitação.10,11 A reabilitação dentro de uma compreensão abrangente estrutura-se sobre um conhecimento fundamental das dimensões biológica, psicológica e social, bem como dos determinantes da funcionalidade humana e incapacidade. Portanto, sugerimos referir-se a esta área de pesquisa necessária como "Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação".

Os desafios na estruturação da capacidade de pesquisa na área de "Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação" incluem a falta de uma conceitualização e de uma organização da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação globalmente aceitas,9,10,12 a ausência de canais adequados de financiamento,9-11 a necessidade de esforços de pesquisa interdisciplinares e de redes de cooperação baseadas na comunidade,11,13 e a falta de treinamento apropriado e programas educacionais bem como de oportunidades de carreira para pesquisadores em funcionalidade humana e reabilitação.11,14,15 Todos estes aspectos foram esboçados detalhadamente noutras publicações.5,16

Resumiremos aqui as abordagens voltadas a estes desafios com respeito a três áreas: a organização da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação dentro de campos científicos distintos, o desenvolvimento de programas acadêmicos adequados de treinamento e a estruturação de centros universitários e redes de cooperação.

O objetivo é estimular a discussão iniciada por uma edição especial recente do Journal of Rehabilitation Medicine.5


CAMPOS CIENTÍFICOS DISTINTOS DA PESQUISA EM FUNCIONALIDADE HUMANA E REABILITAÇÃO

Atualmente há a carência de uma organização da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação dentro de campos distintos.9,10,14 Todavia, a organização em campos distintos é central para a estruturação significativa de qualquer área de pesquisa, para a divisão proveitosa do trabalho, para o progresso das inovações e para o desenvolvimento de uma identidade comum entre os pesquisadores. Nós sugerimos, portanto, a divisão da funcionalidade humana e reabilitação em cinco campos distintos englobando a pesquisa desde a célula até a sociedade.17,18 A base para o delineamento desses campos científicos distintos é a distinção geral das ciências em básica, aplicada e profissional aplicada à pesquisa em geral, e a distinção, relevante para a reabilitação, entre a perspectiva abrangente fundamentada no modelo integrador da OMS de funcionalidade humana e a perspectiva mais focalizada dos aspectos biomédicos da funcionalidade.

A figura 2 mostra uma representação gráfica da organização da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação dentro de cinco áreas científicas distintas.17 A figura também inclui uma breve descrição dessas áreas. As áreas de Biociências Voltadas à Reabilitação e de Engenharia e Ciências Biomédicas de Reabilitação já estão bem estabelecidas. Por outro lado, existe uma necessidade atual de se desenvolver sistematicamente uma pesquisa a partir da perspectiva abrangente nas áreas emergentes das Ciências da Funcionalidade Humana e das Ciências Integradoras da Reabilitação. Também é hora de desenvolver mais a área das Ciências Profissionais da Reabilitação, situadas na interface entre a pesquisa e prática, bem como as perspectivas focalizadas e abrangentes da funcionalidade. Particularmente, a "descoberta científica" precisa ser estabelecida "como um conjunto central de valores institucionais no seio das organizações profissionais."11


Figura 2. Os campos científicos distintos dentro da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação: A figura ilustra as relações para a comunicação entre os campos científicos distintos. A seta dupla indica que o conhecimento pode ser comunicado nos dois sentidos. A dimensão horizontal simboliza a confluência do conhecimento gerado pelas ciências básicas e aplicadas para servir às ciências profissionais e vice-versa. A dimensão vertical distingue a perspectiva abrangente baseada no modelo integrador da funcionalidade daquela perspectiva orientada dos aspectos biomédicos da funcionalidade. Setas diagonais, portanto, apresentam o fluxo de conhecimento referente a ambas direções.5



Um entendimento melhor das diferentes áreas pode ser obtido por meio da descrição de seus domínios particulares de pesquisa.18 Desta forma, o quadro 1 apresenta os domínios de pesquisa. Enquanto os domínios de pesquisa das Ciências da Funcionalidade Humana podem ser identificados e descritos de acordo com o processo genérico de pesquisa que envolve a formulação teórica e a observação, os domínios de pesquisa das Ciências Integradoras da Reabilitação podem ser identificados e descritos valendo-se da abordagem da saúde pública. Os domínios de pesquisa das Ciências Profissionais da Reabilitação estão adequados aos domínios estabelecidos nas ciências clínicas.




Pesquisas relevantes para os cinco campos distintos da área de Funcionalidade Humana e Reabilitação têm sido apresentadas em uma enorme variedade de conferências e publicadas numa enorme variedade de periódicos científicos. Foi fornecida noutra fonte uma lista de revistas científicas voltadas às cinco áreas distintas.19 Esta lista pode servir aos cientistas interessados em Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação como uma diretriz inicial ao identificar possibilidades para submissão de artigos bem como fontes de informação científica e plataformas para troca de idéias e discussão científica.

A organização da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação em cinco campos científicos distintos facilita o desenvolvimento de programas acadêmicos de treinamento e a estruturação de carreiras, bem como o desenvolvimento de estruturas de pesquisa dedicadas à Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação conforme descrito nas seções a seguir. Antes de fazê-lo, gostaríamos de delinear o potencial da área científica distinta emergente das Ciências da Funcionalidade Humana.


CIÊNCIAS DA FUNCIONALIDADE HUMANA: UMA CIÊNCIA BÁSICA EMERGENTE PARA A REABILITAÇÃO A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA ABRANGENTE

Enquanto a área já estabelecida das Biociências Voltadas à Reabilitação representa as ciências básicas interessadas na compreensão fundamental dos aspectos biomédicos da funcionalidade, as Ciências da Funcionalidade Humana têm o potencial de se tornarem uma ciência básica a partir de uma perspectiva abrangente.17,18 Uma pesquisa básica a partir de uma perspectiva abrangente deve levar em consideração todos os componentes e os determinantes da funcionalidade e, particularmente, a interdependência e as interações entre eles.20,21 Inicialmente, as Ciências da Funcionalidade Humana devem, portanto, consistir no desenvolvimento de uma teoria e de modelos que tratem da complexa interação dos vários fatores desde o nível fisiológico ao social. Em segundo lugar, é indispensável também que elas englobem esforços sistemáticos para a classificação e medição de todas as variáveis envolvidas. As Ciências da Funcionalidade Humana devem, com base na teoria e na classificação, orientar as respectivas observações científicas. Isso inclui, em terceiro lugar, a realização de estudos epidemiológicos adequados para descrever, de forma abrangente, a funcionalidade no nível populacional e para testar suas respectivas teorias. Em quarto lugar, elas devem acarretar a modelagem do impacto das mudanças pretendidas e não-pretendidas sobre o ambiente físico e social na funcionalidade futura.18 O quadro 2 mostra uma descrição conceitual das Ciências da Funcionalidade Humana baseada na CIF.




PROGRAMAS DE TREINAMENTO ACADÊMICO NA ÁREA DE PESQUISA EM FUNCIONALIDADE HUMANA E REABILITAÇÃO

É impossível a pesquisa sem pessoas. Uma chave para a estruturação da capacidade de pesquisa na área de Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação é, portanto, o desenvolvimento de uma força de trabalho qualificada. Nós enfrentamos no momento um desafio duplo com relação, primeiramente, ao estabelecimento dos programas acadêmicos e, em segundo lugar, à criação de oportunidades atraentes de carreiras para os pesquisadores nas áreas de Funcionalidade Humana e Reabilitação.11,14,15 A adoção da CIF como modelo conceitual unificador para a Reabilitação, a emergência de campos científicos distintos nesta área e a mudança para os níveis de Bacharelado e Mestrado na Europa proporcionam oportunidades únicas para iniciar neste momento programas de treinamento acadêmico inovadores na área de Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação.

O treinamento aplicado pode incluir programas certificados em Eficiência na Reabilitação e programas de mestrado e doutorado em Reabilitação com concentração, por exemplo, em Estudos de Reabilitação, Administração, Educação e Aconselhamento para a Reabilitação. O treinamento com orientação cientifica pode incluir programas certificados, de mestrado ou doutorado nas Ciências da Funcionalidade Humana e Ciências da Reabilitação Integrada. Outra abordagem promissora são os programas de mestrado e doutorados cooperativos com as profissões de reabilitação, as Ciências do Movimento, a Psicologia, as Ciências do Comportamento e as Ciências Sociais. Ao iniciar o processo para o desenvolvimento desses programas, pode-se partir do aprendizado e da cooperação com os programas já estabelecidos em saúde pública.

O quadro 3 mostra os programas acadêmicos previstos para a Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação. Uma descrição detalhada das carreiras e programas de treinamento pode ser encontrada noutra publicação.15




CENTROS UNIVERSITÁRIOS INTERDISCIPLINARES E REDES DE COOPERAÇÃO

Não existe disciplina acadêmica que não seja, ao menos parcialmente, relevante para a área da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação dentro de uma perspectiva abrangente. Noutro sentido, a Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação oferece questões de pesquisa direcionadas à prática aos estudiosos das mais diversas disciplinas. Ela carrega em si, portanto, um enorme potencial para o estabelecimento de centros de pesquisa interdisciplinar através das faculdades e institutos de pesquisa das universidades. Ela também se encaixa bem em uma paisagem acadêmica na qual a interdisciplinaridade é cada vez mais valorizada, como nos encontros internacionais13.

Além disso, uma melhor compreensão da funcionalidade e incapacidade trará à luz possibilidades inexploradas para a otimização da funcionalidade de populações e a minimização da experiência individual de incapacidade na presença de problemas de saúde. O objetivo final de toda a área de Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação é integrar e traduzir avanços científicos em benefícios para as pessoas e para a sociedade. Desta forma, ela é altamente interessante e relevante para uma enorme variedade de grupos sociais e profissionais tais como as pessoas com deficiência e as organizações de defesa de direitos, as famílias e amigos de pessoas que experimentam incapacidade, os médicos e outros profissionais de saúde, os assistentes sociais, políticos, arquitetos etc. A Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação oferece, portanto, múltiplas possibilidades para a criação de redes de cooperação nacionais, regionais ou internacionais13 abrangendo todos os grupos de pessoas que são afetadas pelos resultados das pesquisas. Apesar de não ter sido explorada em grande escala até o momento, a pesquisa com a participação da sociedade22 provavelmente será um meio importante de aumentar o potencial da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação de aprender a partir da vivência de mundo das pessoas para a qualidade de vida destas.

Os quadros 4 e 5 apresentam disciplinas científicas e profissionais selecionadas que estão relacionadas à Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação, enquanto a figura 3 mostra os grupos de interessados na Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação.






Figura 3. Partes interessadas na Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entendida de forma abrangente, a Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação contém um potencial enorme para se tornar uma área de pesquisa multifacetada, mas coerente, na qual pesquisadores de várias disciplinas e pessoas interessadas com formações variadas associam seus conhecimentos e esforços para melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas que experimentam a deficiência. A perspectiva integradora da área de Funcionalidade Humana e Reabilitação proporciona uma nova opção para que os pesquisadores biomédicos e profissionais de saúde olhem além das suas áreas imediatas de especialidade. Ela também constitui uma oportunidade particular para que pesquisadores de áreas de estudo relacionadas como a psicologia e a sociologia embarquem numa área de pesquisa que é de alta relevância tanto para a vida dos indivíduos como para a prática social.

Contudo, raramente vemos canais padronizados de financiamento disponíveis para a Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação neste momento. A maior parte dos programas de financiamento se refere claramente a perspectivas focalizadas, mais comumente à perspectiva biomédica, ou na perspectiva de uma área de estudo específica.10 Além disso, os programas de fomento à pesquisa interdisciplinar geralmente têm objetivos específicos, que podem não refletir a agenda de pesquisa dos pesquisadores integradores.10 As verbas interdisciplinares, bem como o estabelecimento paralelo de redes nacionais, regionais e internacionais de cooperação e centros universitários interdisciplinares13 são passos importantes em direção à "ciência normal".2 Igualmente importante é a estruturação de instituições de reabilitação a partir da perspectiva abrangente na Funcionalidade Humana e Reabilitação e o provimento de infraestrutura adequada. O desenvolvimento da Swiss Paraplegic Research, apresentado em outro artigo,23 pode servir como um exemplo. Instituições de pesquisa integradas podem servir como centros de excelência e pontos de apoio para a pesquisa e a cooperação de partes interessadas, e também como catalisadores para a pesquisa atravessando os limites da Pesquisa em Engenharia e Ciências Naturais, das Ciências Humanas e do Comportamento e das Ciências Sociais.23

A Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação que incorpora a perspectiva abrangente pode partir de uma perspectiva interdisciplinar. O objetivo final, porém, é se tornar transdisciplinar, 24,25 o que "cobriria não apenas as interações ou a reciprocidade entre projetos especializados de pesquisa, mas posicionaria estas relações no interior de um sistema total sem qualquer limite rígido entre as disciplinas".24 O objetivo é combinar conhecimentos e modelos de disciplinas diferentes para entender de forma abrangente a funcionalidade humana através das condições de saúde, indivíduos e ambientes.


AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Priscila Moura Arakaki por sua dedicação e empenho na revisão do texto em inglês e tradução para a língua portuguesa.


REFERÊNCIAS

1. World Health Organization: International Classification of Functioning, Disability and Health: ICF. Geneva: WHO Publishing; 2001.

2. Kuhn TS. The structure of scientific revolutions. Chicago: University of Chicago Press; 1962.

3. Zola IK. Toward the necessary universalizing of a disability policy. Milbank Q. 1989;67(Suppl 2 Pt 2):401-28.

4. Bickenbach JE, Chatterji S, Badley EM, Ustün TB. Models of disablement, universalism and the international classification of impairments, disabilities and handicaps. Soc Sci Med. 1999;48(9):1173-87.

5. Grimby G, Melvin J, Stucki G. The ICF: A unifying model for the conceptualization, organization and development of human functioning and rehabilitation research. J Rehabil Med. 2007;39(4):277-8.

6. Stucki G, Cieza A, Melvin J. The international classification of functioning, disability and health (ICF): A unifying model for the conceptual description of the rehabilitation strategy. J Rehabil Med. 2007;39(4):279-85.

7. Stucki G, Melvin J. The international classification of functioning, disability and health: A unifying model for the conceptualdescription of physical and rehabilitation medicine. J Rehabil Med 2007;39(4):286-92.

8. 58th World Health Assembly, Resolution R114: Disability, including prevention, management and rehabilitation. Adopted May 2005. Geneva: World Health Organization; 2005.

9. Fineberg HV. Science and medicine in the 21st century: opportunities for rehabilitation medicine. Am J Phys Med Rehabil. 2005;84(12):928-31.

10. Frontera WR, Fuhrer MJ, Jette AM, Chan L, Cooper RA, Duncan PW, et al. Rehabilitation Medicine Summit: building research capacity. Am J Phys Med Rehabil. 2005;84(12):913-7.

11. Grabois M. Through the looking glass: a personal view of the field of rehabilitation medicine. The 56th John Stanley Coulter Memorial Lecture. Arch Phys Med Rehabil. 2007;88(4):408-12.

12. Stucki G. International Classification of Functioning, Disability, and Health (ICF): a promising framework and classification for rehabilitation medicine. Am J Phys Med Rehabil. 2005;84(10):733-40.

13. Stucki G, Celio M. Developing human functioning and rehabilitation research. Part II: Interdisciplinary university centers and national and regional collaboration networks. J Rehabil Med. 2007;39(4):334-42.

14. Whyte J. Training and retention of rehabilitation researchers. Am J Phys Med Rehabil. 2005;84(12):969-75.

15. Stucki G. Developing human functioning and rehabilitation research. Part I: Academic training programs. J Rehabil Med. 2007;39(4):323-33.

16. Frontera WR, Fuhrer MJ, Jette AM, Chan L, Cooper RA, Duncan PW, et al. Rehabilitation Medicine Summit: building research capacity. Am J Phys Med Rehabil. 2005;84(12):913-7.

17. Stucki G, Grimby G. Organizing human functioning and rehabilitation research into distinct scientific fields. Part I: Developing a comprehensive structure from the cell to society. J Rehabil Med. 2007;39(4):293-8.

18. Stucki G, Reinhardt JD, Grimby G. Organizing human functioning and rehabilitation research into distinct scientific fields. Part II: Conceptual descriptions and domains for research. J Rehabil Med. 2007;39(4):299-307.

19. Reinhardt JD, Hofer P, Arenz S, Stucki G. Organizing human functioning and rehabilitation research into distinct scientific fields. Part III: Scientific journals. J Rehabil Med. 2007;39(4):308-22.

20. Wang PP, Badley EM, Gignac M. Exploring the role of contextual factors in disability models.Disabil Rehabil. 2006;28(2):135-40.

21. Bartlett DJ, Macnab J, Macarthur C, Mandich A, Magill-Evans J, Young NL, et al. Advancing rehabilitation research: an interactionist perspective to guide question and design. Disabil Rehabil. 2006;28(19):1169-76.

22. Israel BA, Schulz AJ, Parker EA, Becker AB. Review of community-based research: assessing partnership approaches to improve public health. Annu Rev Public Health. 1998;19:173-202.

23. Stucki G, Reinhardt JD, Cieza A, Brach M, Celio M, Joggi D, et al. Developing swiss paraplegic research: Building a research institution from the comprehensive perspective. Disabil Rehabil. 2007;1-16 [Epub ahead of print].

24. Piaget J. The epistemiology of interdisciplinary relationships. In: Apostel L, Berger G, Briggs A, Machaud G, editors. Interdisciplinarity - problems of teaching and research at universities. Paris: OECD, 1972; p.127-39.

25. Rosenfield PL. The potential of transdisciplinary research for sustaining and extending linkages between the health and social sciences. Soc Sci Med. 1992;35(11):1343-57.

Apoio

Logo Medicina USP Logo Instituto Oscar Freire Logo HC FMUSP

Patrocinadores

Logo Fundação Medicina USP Logo Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação Logo Inovation for pacient care Logo Allergan

Revista Credenciada

Revista Associada

Logo Sistema Integrado de Biblioteca s Universidade de São Paulo Logo Associação Brasileira de Editores Científicos

©2019 Acta Fisiátrica - Todos os Direitos Reservados

Logo Acta Fisiátrica

Logo GN1