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Número atual: Junho 2014 - Volume 21  - Número 2

ARTIGO ORIGINAL

1 - Análise da reprodutibilidade da circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite

Reproducibility analysis of knee circumference in individuals with osteoarthritis

Antonio Eduardo Leite da Silva; Ana Luiza Cabrera Martimbianco; José Carlos Baldocchi Pontin; Gisele Landim Lahoz; Mário Carneiro Filho; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr. 2014;21(2):49-52

A osteoartrite de joelho apresenta como principais sintomas a dor, perda de função e edema articular. O edema articular é definido como um acúmulo de líquido na articulação decorrente do processo inflamatório progressivo contribui para o dano articular, provoca limitação da amplitude de movimento do joelho, diminuição da propriocepção articular e afeta a capacidade funcional e a qualidade de vida do indivíduo. A mensuração do volume articular é fundamental na prática clínica. A circumetria de joelho utilizando-se uma fita métrica é uma técnica amplamente utilizada, acessível e de baixo custo. No entanto, por ser considerada subjetiva não há embasamento científico que suporte seu uso.
OBJETIVO: Analisar a reprodutibilidade desta técnica em indivíduos com osteoartrite do joelho.
MÉTODO: Os participantes foram submetidos a duas avaliações realizadas por dois examinadores independentes, em momentos distintos. A mensuração da circumetria do joelho foi realizada utilizando-se uma fita métrica de 150 cm de comprimento, adotando como referência o polo superior da patela.
RESULTADOS: Foram incluídos 114 indivíduos. De acordo com o coeficiente de correlação intraclasse (CCI), foi possível observar forte correlação (CCI = 0,98) entre os examinadores.
CONCLUSÃO: A utilização de uma fita métrica como recurso para mensurar a circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite é um método confiável e reprodutível.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Reprodutibilidade dos Testes, Reabilitação

2 - Efeitos da terapia manual na cefaleia do tipo cervicogênica: uma proposta terapêutica

Effects of manual therapy on cervicogenic headaches: a therapeutic approach

Renato Santos de Almeida; Vanessa Gomes; Carolina de Magalhães Gaullier; Karla Kristine Dames; Leandro Alberto Calazans Nogueira

Acta Fisiátr. 2014;21(2):53-57

A coluna cervical é considerada como possível fonte de dor de cabeça, entretanto ainda existem algumas controvérsias a respeito da fisiopatogênese, quadro clínico e tratamento.
OBJETIVO: Propor um protocolo com abordagem multimodal para tratamento fisioterápico de pacientes com cefaleia cervicogênica e avaliar os efeitos deste protocolo em tais pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo experimental não controlado, no qual 9 pacientes da Clínica Escola de Fisioterapia do UNIFESO (Teresópolis, RJ) com diagnóstico de cefaleia cervicogênica foram submetidos a 10 intervenções fisioterapêuticas com técnicas de terapia manual. O protocolo experimental incluiu técnicas articulares, miofasciais e de recrutamento muscular. Como ferramentas de mensuração foram utilizadas a escala funcional Neck Disabilty Index (NDI), a escala visual analógica de dor (EVA) e o registro do padrão do quadro álgico.
RESULTADOS: Dos 9 pacientes selecionados, todos eram do gênero feminino, e possuíam média de idade de 43,3 anos (± 15,5). Observou-se diferença entre as médias da intensidade do quadro álgico (EVA) antes do tratamento (8,0 ± 1,3) e após (2,2 ± 0,9; p < 0,01). O índice de incapacidade cervical também mostrou melhora após intervenção de 63,9% (p < 0,01). Em relação à frequência das crises semanais observa-se uma diminuição de 70% após a intervenção (p < 0,01). De maneira similar, houve redução do tempo de permanência das crises antes (4 horas ± 1,5) e após (1 hora ± 0,5) (p < 0,01).
CONCLUSÃO: A abordagem multimodal por meio de técnicas de terapia manual foi benéfica na redução do quadro sintomático dos pacientes e ainda proporcionou diminuição do grau de incapacidade da região cervical.

Palavras-chave: Transtornos da Cefaleia, Terapia Combinada, Manipulações Musculoesqueléticas, Modalidades de Fisioterapia

3 - Prevalência de fatores de risco cardiovascular em idosos realizando atividade física adaptada

Cardiovascular risk factors prevalent among elderly performing adapted physical activity

Lucas Caseri Câmara; Therezinha Rosane Chamlian; Ricardo Yudiro Tanaka; Marcelo Andrade Starling; Erika Magalhães Suzigan

Acta Fisiátr. 2014;21(2):58-62

A prevalência de fatores de risco para doenças cardiovasculares (FRCV) aumenta em linearidade com o envelhecimento. Doenças debilitadoras do espectro de ação da medicina física e reabilitação podem promover o aparecimento ou agravar comorbidades prévias e FRCV. Em idosos em acompanhamento ambulatorial regular, realizando atividade física adaptada (AFA) como terapia em centro de reabilitação, notou-se alta frequência da presença de fatores de risco cardiovascular constadas em prontuário médico.
OBJETIVO: Avaliar a prevalência de fatores de risco cardiovascular em idosos encaminhados para realização de atividade física adaptada, visando mapeamento do perfil de risco desta população específica.
MÉTODO: Coleta e análise observacional de dados constados em prontuário médico, de idosos (> 60 anos), em realização de AFA e acompanhamento ambulatorial regular, sobre diversos FRCV (Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS; Diabetes Melitus - DM, Dislipidemia - DLP; Tabagismo; Sobrepeso/Obesidade - Sobrep/OB; História familiar - HF).
RESULTADOS: Foram encontrados cento e dez (n = 110) pacientes idosos (média de idade 72,9 ± 7,1 anos). Informações constadas em prontuário sobre tabagismo, Sobrep/OB e HF, foram apenas encontradas em 11,8%, 52,7%, e 0%, respectivamente, e assim excluídas de posteriores análises. A prevalência de HAS, DLP e DM foram de 69,0%, 46,3% e 27,2%, respectivamente. Apenas 18,2% dos idosos não apresentavam nenhum FRCV (HAS, DLP, DM), 34,5% um fator associado, 33,6% dois fatores, 13,7% três fatores. Dos idosos avaliados, 28,2% já apresentavam cardiopatia instalada.
CONCLUSÃO: Foi verificada alta prevalência de HAS, DLP, DM e cardiopatia já instalada em idosos em realização regular de AFA em centro de reabilitação, fazendo desta, população de alto risco. Fatores de risco cardiovascular de suma importância como tabagismo, obesidade e história familiar de DCV não foram adequadamente mapeados, com déficits de informação constada nos prontuários médicos avaliados. Devido ao tamanho e especificidade da amostra do presente estudo, estes resultados podem não representar a realidade atual dos centros de reabilitação em âmbito nacional, devendo ser melhor investigados em estudos futuros. No entanto, os dados apresentados são alarmantes e devem ser considerados com especial atenção, visto que não houve adequado mapeamento de todos os FRCV.

Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares, Fatores de Risco, Atividade Física, Idoso

4 - Estudo observacional de ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain-Barre

Observational study of functional gains in patients with Guillain-Barre syndrome

Rodrigo Parente Medeiros; Ana Cristina Rodrigues e Silva

Acta Fisiátr. 2014;21(2):63-65

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença de baixa incidência, porém com quadro clínico súbito e preocupante na sua fase aguda. Embora seja uma doença de caráter remissivo, a importância de terapias para recuperação motora funcional tem sido solicitado precocemente pelo médico assistente. A reabilitação com objetivo de tornar o paciente independente nas atividades de vida diárias é a meta inicial da equipe multidisciplinar, e o ganho da marcha é sempre o maior desejo do paciente e de seus familiares.
OBJETIVO: Avaliar o papel da reabilitação sob a forma de internação, em que o paciente recebe uma grande quantidade de estímulos num período de estabilização do quadro.
MÉTODO: Foram avaliados 27 pacientes, com diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré, que permaneceram internados no Hospital de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Goiânia-GO, no período entre julho de 2008 a julho de 2013.
RESULTADOS: A análise de 27 pacientes com média de idade de 39,4 anos, estes pacientes foram admitidos na reabilitação após 47,8 dias do quadro clínico e permaneceram em média 43,8 dias internados no CRER. Comparando a recuperação da marcha em relação a idade, não foi observada diferenças de ganho entre jovens ou adultos. Quanto a Medida de Independência Funcional (MIF) a média na admissão foi de 75,2 elevando para 109,1 no dia da alta. E um dos principais fatores que interferem para esse aumento no valor do MIF foi que no fator marcha, em que 11 pacientes eram deambuladores na internação e na alta subiu para 23 (p < 0.001).
CONCLUSÃO: Neste trabalho foi encontrado como significante a relação entre a marcha na alta da internação e na admissão, houve um aumento importante entre os valores do MIF nesse mesmo período. Não encontramos relação de melhora entre o uso de imunoglobulina e melhora motora.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Marcha, Reabilitação

5 - Contribuições da dançaterapia no aspecto emocional de pessoas com deficiência física durante programa de reabilitação

Contributions of dance therapy to the emotional aspect of people with physical disabilities in a rehabilitation program

Rute Heckert Viriato; Nadir Lopes Hmeliowski; Daniella Branco Nolasco; Fabiana Pavani Sancinetti

Acta Fisiátr. 2014;21(2):66-70

A dançaterapia estimula a descoberta de movimentos, a percepção das emoções e o reconhecimento de possibilidades que favorecem a inclusão social.
OBJETIVO: Analisar a contribuição da dançaterapia no aspecto emocional dos pacientes em reabilitação, a partir da percepção deles mesmos.
MÉTODO: Participaram deste estudo 23 pacientes, em 4 grupos, que tiveram a duração de 4 meses cada um. Utilizamos um questionário, aplicado ao inicio e final do programa, e solicitamos que desenhassem um desenho de si mesmos nesses dois momentos.
RESULTADOS: 69,56% referem boa autoestima antes, e ao final, 95,65%. Observamos melhora na sociabilidade, pois antes 69,56% se consideravam tímidos, e depois, 43,47%. Identificamos maior criatividade, 86,95% dos pacientes (inicialmente 65,21%); e menor sensação de tristeza, apenas 4,43% (antes 52,17%). Quanto à dificuldade para se comunicar, houve uma redução significativa: inicialmente 13,04% referiam sempre ter, 4,34% depois do programa. Os desenhos na 2ª avaliação estão mais detalhados, proporcionais, e ocupam espaço mais central na folha; percebemos maior consciência corporal, melhor autoestima e percepção de características pessoais.
CONCLUSÃO: A dançaterapia favoreceu uma mudança significativa no aspecto emocional dos participantes deste trabalho, permitindo melhora na percepção de suas possibilidades, melhora na autoestima, e maior socialização; favoreceu o contato com próprio corpo, colaborando para uma nova percepção de si mesmos.

Palavras-chave: Terapia através da Dança, Emoções, Pessoas com Deficiência, Reabilitação

6 - Prevalência da disfunção miofascial em indivíduos com dor lombar

Prevalence of myofascial dysfunction in patients with low back pain

Daniel Martins Coelho; Rafael Inacio Barbosa; Ana Maria Pavan; Anamaria Siriani de Oliveira; Debora Bevilaqua-Grossi; Helton Luiz Aparecido Defino

Acta Fisiátr. 2014;21(2):71-74

OBJETIVO: Examinar a prevalência da disfunção miofascial em indivíduos com dor lombar e quantificar limiar de dor destes através do algômetro.
MÉTODO: Foram avaliados 70 indivíduos com idade média de 48 (± 11,76) com história de dor lombar crônica, sendo investigada a presença de pontos-gatilho nos músculos: quadrado lombar, iliopsoas, glúteos máximo, médio e mínimo, e piriforme. A prevalência foi determinada pela porcentagem de indivíduos com pontos gatilhos presentes e o limiar de dor foi determinado pela média de três avaliações de pressão de cada ponto-gatilho.
RESULTADOS: Demonstraram que 90% dos indivíduos apresentaram disfunção miofascial, dentre eles, 76% no músculo quadrado lombar, 69% no glúteo médio, 56% no piriforme, 40% no glúteo mínimo, 31% no íliopsoas e 29% no glúteo máximo. O limiar de dor por pressão dos músculos quadrado lombar foi de 1,71 Kg/cm2, de 2,39 Kg/cm2 para o glúteo médio, de 2,34 Kg/cm2 para o piriforme, de 2,58 Kg/cm2 para o glúteo mínimo, de 2,11 Kg/cm2 para o iliopsoas e de 2,19 Kg/cm2 para o glúteo máximo.
CONCLUSÃO: Na amostra analisada, os dados deste estudo demonstram a grande prevalência desta disfunção e sugere que a mesma merece atenção específica no tratamento da lombalgia em indivíduos com dor crônica.

Palavras-chave: Síndromes da Dor Miofascial, Dor Lombar, Prevalência

7 - Elaboração de um manual de exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar

Development of an exercise manual and guidelines for patients with plantar fasciitis

Rafael Henrique da Silva; José Carlos Baldocchi Pontin; Thiago Ragusa Costa; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr. 2014;21(2):75-79

A fasciíte plantar é causa frequente de dor no calcanhar e no pé que afeta cerca de 2 milhões de americanos por ano. A fisioterapia é o tratamento inicialmente prescrito, e o sucesso do tratamento depende da adesão dos pacientes.
OBJETIVO: Elaborar um manual de orientações e exercícios para pacientes com fasciíte plantar, analisar a clareza, nível de compreensão e a satisfação dos pacientes leigos e fisioterapeutas acerca do manual.
MÉTODO: Foram selecionados 30 fisioterapeutas e 30 pacientes que não fossem analfabetos e que não apresentassem nenhum déficit cognitivo. Foi aplicado um manual contendo 10 exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar.
RESULTADOS: Todos os exercícios e orientações tiveram alto índice de compreensão (acima de 90%). O manual foi considerado excelente pelos leigos e ótimo pelos fisioterapeutas.
CONCLUSÃO: O manual apresentou um nível relevante de compreensão tanto entre os fisioterapeutas como entre os leigos, além de alto índice de satisfação entre as populações abordadas. Portanto, o manual pode servir de ferramenta complementar no tratamento dos pacientes com fasciíte plantar.

Palavras-chave: Fasciíte Plantar, Terapia por Exercício, Modalidades de Fisioterapia, Guia de Prática Clínica

ARTIGO DE REVISÃO

8 - Exercício físico na osteogênese imperfeita

Exercise in osteogenesis imperfecta

Mateus Betanho Campana; Vanessa Fabiana da Costa Sannomiya; Lucilene Ferreira; Angela Nogueira Neves Betanho Campana

Acta Fisiátr. 2014;21(2):80-86

A osteogênese imperfeita (OI) é um distúrbio hereditário do tecido conjuntivo, caracterizada por fragilidade óssea e baixa densidade óssea, com um amplo espectro de expressão clínica. O exercício físico orientado é reconhecido como uma prática relevante no tratamento conservador.
OBJETIVO: Reunir e sistematizar o conhecimento referente à avaliação física, indicação de exercícios, progressão de carga e sistemática de treinamento para pessoas com OI.
MÉTODO: As bases de dados SciELO, LILACS, MedLine, Scopus, PubMed, Web of Science, PEDro e a Cochrane BVS foram usadas para busca. Dois pesquisadores independentes selecionaram os estudos elegíveis. Todos os estudos clínicos randomizados, estudos exploratórios transversais, relatos de casos clínicos e relatos de experiências nos quais houvesse a descrição dos exercícios físicos empregados, testes utilizados para avaliação física, regras gerais para conduta de um programa de exercícios e descrição dos efeitos dos exercícios foram incluídos.
RESULTADOS: A busca eletrônica resultou em um total de 961 referências publicadas em inglês, português, francês e alemão. Aplicando-se os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos, 9 estudos foram selecionados, sendo apenas dois estudos clínicos. Todas as recomendações e conclusões dizem respeito às condutas adequadas para crianças, já que todos os estudos tinham este público como alvo. Apenas dois estudos incluiriam amostras de adolescentes até 12 anos. Os tipos de OI investigados foram os tipos I e IV, sendo que algumas recomendações foram estendidas aos outros tipos de OI. A natação é o exercício físico mais recomendado. Exercícios de força, com progressão de carga leve são também recomendados, assim como exercícios aeróbios em bicicleta, estacionária ou não. Há alguns cuidados no manejo e no atendimento deste público que devem ser observados, para evitar danos.
CONCLUSÃO: Foi possível obter alguma sistematização e orientações para a condução de intervenções com exercícios físicos, mas são ainda escassas as evidências que suportam a prescrição e a conduta na progressão do treinamento para pessoas com OI.

Palavras-chave: Osteogênese Imperfeita, Exercício, Literatura de Revisão como Assunto

9 - Validação da acelerometria para medida do gasto energético: revisão sistemática

Validation of accelerometry for measuring energy expenditure: a systematic review

Christiane Riedi Daniel; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 2014;21(2):87-92

OBJETIVO: Examinar a qualidade dos estudos de validação da acelerometria comparados com o consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e como objetivo secundário apresentar as principais características dos estudos inseridos e os principais modelos de acelerômetros testados.
MÉTODO: Após pesquisa na base de dados MedLine, LILACS, Embase e CLINAHL com os descritores "Oxygen Consumption" OR "Energy Metabolism" AND "Accelerometry" AND "Validation Studies" , os dois autores realizaram a seleção dos artigos de acordo com título, leitura do resumo e do texto completo. Após a inclusão dos artigos, estes tiveram sua qualidade avaliada pela ferramenta QUADAS-2 que avalia o risco de viés e a preocupação com a aplicabilidade do teste.
RESULTADOS: Foram selecionados 11 trabalhos que se ajustaram aos critérios de inclusão. A análise QUADAS-2 mostrou que para o risco de viés houve problemas com a sua identificação principalmente no que diz respeito ao teste proposto e o padrão-ouro, em relação à aplicabilidade na maioria dos estudos o risco foi baixo. O acelerômetro mais utilizado foi o Actgraph e SenseWear Armband Pro3 que foi testado em 3 estudos.
CONCLUSÃO: Conclui-se através desta revisão sistemática que são necessárias mais informações a respeito da metodologia proposta nos estudos para classificação da qualidade dos mesmos e que a acelerometria é uma alternativa válida para medida do gasto energético em condições de atividades livres e controladas independente do tipo de acelerômetro.

Palavras-chave: Acelerometria, Consumo de Energia, Estudos de Validação

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

10 - Fracasso crônico no tratamento da dor crônica? A influência silenciosa da personalidade e seus transtornos

Chronic failure in the treatment of chronic pain? The silent influence of the personality and its disorders

João Paulo Consentino Solano

Acta Fisiátr. 2014;21(2):93-100

Transtornos psiquiátricos são comuns entre pacientes com dor crônica não oncológica. Em uma amostra de pacientes que foram encaminhados para avaliação psiquiátrica, transtornos de personalidade foram encontrados mais frequentemente que qualquer outro diagnóstico psiquiátrico, incluindo-se depressão maior. Os transtornos de personalidade borderline e narcisista foram os mais prevalentes. O presente artigo discute tais achados à luz de uma revisão de literatura em que os termos chronic pain, borderline personality disorder, narcissistic personality disorder foram adequadamente combinados como descritores. Além dos critérios diagnósticos para cada um dos transtornos, discutem-se alguns "sinais sutis" que podem orientar na identificação de traços de cada um deles, e duas vinhetas clínicas são apresentadas para ilustrar os transtornos de personalidade em discussão. Ao final, dão-se recomendações que podem facilitar o seguimento destes pacientes em equipes multiprofissionais de dor crônica.

Palavras-chave: Dor Crônica, Transtornos da Personalidade, Transtorno da Personalidade Borderline, Narcisismo

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