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Número atual: Dezembro 2013 - Volume 20  - Número 4

ARTIGO ORIGINAL

1 - Retorno ao trabalho de pacientes com amputação traumática de membros inferiores

Return to work in traumatic lower limb amputees patients

Márcia Cristina Matos Macêdo; Therezinha Rosane Chamlian; Caio Augusto Pereira Leal; Mariana Matteis Martins Bonilha; Flávia Rezende

Acta Fisiátr. 2013;20(4):179-182

O paciente com amputação traumática é, em geral, aquele com pouca ou nenhuma comorbidade e está no auge da vida produtiva. Mesmo em condições de reabilitação adequada, diversos autores têm citado dificuldade no processo de retorno à atividade laborativa, e a sua relação com outros determinantes além da aptidão física.
OBJETIVO: Avaliamos o índice de retorno ao trabalho após reabilitação de pacientes atendidos no Lar Escolar São Francisco de Jan/2007 a Dez/2010 com amputação traumática de membros inferiores.
MÉTODO: Foram pesquisados os fatores sociais e econômicos possivelmente relacionados a esse desfecho. A amostra final foi de 13 pacientes, todos com amputação unilateral, com uso regular da prótese. Dois eram do sexo feminino. Nove (69%) retornaram ao trabalho. Outras seqüelas consideráveis estavam presentes em 23% dos pacientes - lesão de plexo braquial e dor fantasma - e se mostrou o fator isolado mais importante para o não retorno ao trabalho.
RESULTADOS: Não encontramos relação importante entre retorno ao trabalho e fatores como recebimento de benefício previdenciário, idade ou amputação por acidente de trabalho.
CONCLUSÃO: Há dados ainda inconclusivos que justificam a realização de novos estudos sobre a relação independente entre os diversos fatores mencionados e o retorno ao trabalho de pacientes amputados.

Palavras-chave: Amputados, Extremidade Inferior, Reabilitação, Readaptação ao Emprego

2 - Análise dos índices de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados na região sul de Santa Catarina no ano de 2011

Analysis of indices for rehabilitation work in amputees in the southern region of Santa Catarina of the year 2011

Davi Francisco Machado; Marcelo Emilio Beirão

Acta Fisiátr. 2013;20(4):183-186

As amputações geram um importante impacto socioeconômico, com perda da capacidade laboral, de socialização e, consequentemente, da qualidade de vida, associando-se à alta morbidade, incapacidade e mortalidade. Dentre as suas etiologias, as secundárias ao trauma representam uma importante fonte de incapacidade e limitação funcional entre adolescentes e adultos jovens. Os objetivos finais da amputação costumam ser a otimização funcional do paciente e a redução do nível de morbidade. Neste momento, o retorno ao trabalho precisa ser francamente incentivado, pois proporciona bem estar, melhora da autoestima e do convívio social, além de dar mais um sentido a vida destes indivíduos.
OBJETIVO: Conhecer o índice de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados acompanhados pelo Instituto Nacional de Seguro Social na Região Sul de Santa Catarina, no ano de 2011, avaliando o índice de retorno ao mercado de trabalho, além de verificar o acesso às próteses disponibilizadas pelo INSS, as principais etiologias das amputações, o sexo e a faixa etária mais comuns.
MÉTODO: Este estudo foi realizado através da análise dos dados obtidos por prontuários do INSS - Unidade de Criciúma (SC), de pacientes atendidos neste local no ano de 2011.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 83 cadastros, 74 homens e 9 mulheres, com média de idade de 37,27 anos. Nos prontuários disponíveis, 87,3% apresentavam trauma como etiologia da amputação, 54,3% retiraram o membro esquerdo e 90,4% os membros inferiores. Sessenta pacientes (72,3%) receberam a prótese, porém somente 62,7% adaptaram-se a ela e usaram-na. Treze prontuários (15,7%) relatavam dor fantasma. O retorno ao trabalho foi visualizado em 78% dos casos. Não houve relevância estatística na análise da reinserção trabalhista de acordo com cada variável estudada.
CONCLUSÃO: Encontramos uma taxa satisfatória de retorno ao trabalho, ato que pode ser atribuído à eficácia do Serviço de Reabilitação do INSS. Outros estudos podem ser realizados para avaliarem o tempo entre a cirurgia e o recebimento da prótese e para analisarem o retorno à atividade profissional anterior ao procedimento. Maiores amostras são necessárias para inferir quais as variáveis mais envolvidas ao retorno ao trabalho.

Palavras-chave: Amputação, Aparelhos Ortopédicos, Reabilitação, Retorno ao Trabalho

3 - Validação e reprodutibilidade da versão em Português da Lower Limb Amputee Measurement Scale

Validation and reliability of the Lower Limb Amputee Measurement Scale in Portuguese

Beatriz Sernajoto Cristiani; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr. 2013;20(4):187-193

A LLAMS é uma escala criada em 2007 com o objetivo de prever o tempo de permanência hospitalar de amputados de membros inferiores; é constituída de 6 domínios (médico, cognitivo, social, físico, atividades de vida diária e outros) e a versão em português da LLAMS foi criada em 2008.
OBJETIVO: Validar a versão em português da LLAMS e avaliar sua reprodutibilidade inter e intra-avaliador.
MÉTODO: A LLAMS foi aplicada em 50 amputados de membro inferior atendidos no Lar Escola São Francisco. A reprodutibilidade foi analisada por duas avaliadoras que efetuaram 3 entrevistas utilizando a LLAMS. As duas primeiras entrevistas foram realizadas no mesmo dia, sendo que a primeira entrevista foi realizada pela primeira avaliadora e a segunda entrevista foi realizada pela segunda avaliadora. Entre 7-15 dias depois, a primeira avaliadora reaplicou a LLAMS nos pacientes pela terceira vez. Além disso, foi verificada a correlação da LLAMS.
RESULTADOS: Na reprodutibilidade intra-avaliador, os domínios Médico e Social obtiveram concordância ótima; já os domínios Cognitivo, Físico, Outros e o Total da escala obtiveram concordância substancial. Na avaliação inter-avaliador, o domínio Médico obteve concordância ótima e os domínios Cognitivo, Outros e o Total da escala obtiveram concordância substancial. Na correlação entre as escalas, o domínio Cognitivo da LLAMS apresentou significante correlação com o item comunicação da MIF (p = 0,0045); após regressão linear foi observada relação inversamente proporcional entre esses itens. Os demais domínios das escalas não apresentaram correlação com a MIF e o SF-36.
CONCLUSÃO: Foi realizada a validação da versão em português da Lower Limb Amputee Measurement Scale. Todos os domínios apresentaram reprodutibilidade de moderada a ótima, com exceção do domínio AVD que obteve mínima concordância na avaliação inter-avaliador. O domínio cognitivo da LLAMS apresentou correlação inversamente proporcional com o item Comunicação da MIF. Não houve correlação entre o SF-36 e a LLAMS.

Palavras-chave: Amputados, Escalas, Estudos de Validação, Reabilitação

4 -  Avaliação pré e pós protética da circumetria dos cotos de amputados transtibiais

Pre-and post prosthetic transtibial stump circumference

Adriane Daolio Matsumura; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr. 2013;20(4):194-199

O edema no coto é umas das complicações mais comuns após uma amputação e pode ser reduzido com o enfaixamento elástico, sendo controlado por medidas da circumetria, utilizando-se fita métrica. A protetização precoce e a prevenção de contraturas são prioridades na reabilitação.
OBJETIVO: Avaliar as medidas da circumetria do coto de amputados transtibiais, após o período pré-protetização e pós-protetização.
MÉTODO: Foram incluídos sete pacientes amputados transtibiais, com média de idade de 54 anos. Foram consideradas três medidas da circumetria: medida 1 (durante a avaliação da Fisiatria), medida 2 (no 1º dia com prótese - período pré-protetização) e medida 3 (após 12 semanas de uso de prótese - período Pós-Protetização).
RESULTADOS: Os dados mostraram a variação das medidas da circumetria dos cotos dos pacientes, tanto no período pré-protetização, como no pós-protetização.
CONCLUSÃO: O período pré-protetização, com o uso de enfaixamento elástico e realização de exercícios, assim como o pós-protetização, com o treino de marcha com prótese, são capazes de alterar a circumetria do coto. Sugere-se a confecção de uma prótese provisória até a estabilização das medidas do coto para posteriormente confeccionar a prótese definitiva.

Palavras-chave: Amputação, Cotos de Amputação, Membros Artificiais, Extremidade Inferior

5 - Análise funcional e prognóstico de marcha no paciente amputado de extremidade inferior

Functional outcome and gait prognosis on the lower limb amputee

Therezinha Rosane Chamlian; Miriam Weintraub; Juliana Mantovani de Resende

Acta Fisiátr. 2013;20(4):200-206

A amputação da extremidade inferior pode afetar a condição física, psíquica e social de um indivíduo. A reabilitação pré e pós protetização é importante para melhorar a funcionalidade e habilidade de deambulação. Os pacientes devem ser avaliados de forma precisa e para isso existem instrumentos específicos como a Amputee Mobility Predictor (AMP), que é uma escala de fácil aplicação cuja função seria predizer o prognóstico funcional dos pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo dos resultados da escala AMP em pacientes submetidos à amputação unilateral da extremidade inferior, que realizaram o tratamento de reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.
MÉTODO: Foi realizado um estudo longitudinal prospectivo, com a aplicação da AMP em 73 pacientes com amputação unilateral transtibial ou transfemoral antes do programa de reabilitação. Vinte e dois pacientes foram reavaliados após receberem alta da reabilitação. Os dados encontrados foram tabulados e submetidos à análise estatística; nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve aumento significativo da pontuação da avaliação inicial e da avaliação final da AMP, tanto no grupo transtibial como no grupo transfemoral. Não houve diferença entre os grupos quanto ao intervalo entre a amputação e o início do tratamento, nem ao tempo de reabilitação. Encontrou-se correlação entre o aumento da idade dos pacientes com menor pontuação da AMP ao final da reabilitação.
CONCLUSÃO: A escala AMP não foi preditiva em relação à funcionalidade e ao prognóstico de marcha dos pacientes amputados unilateralmente da extremidade inferior que realizaram a reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Reabilitação

6 - Avaliação do padrão postural e marcha de pacientes amputados vasculares transtibiais protetizados

Postural pattern evaluation and gait of unilateral transtibial dysvascular amputees with prosthesis

Therezinha Rosane Chamlian; Pedro Giaffredo Angrisani; Juliana Mantovani de Resende; Melissa Leandro Celestino; Karina Gramani Say; Ana Maria Forti Barela

Acta Fisiátr. 2013;20(4):207-212

OBJETIVO: Avaliar o padrão postural e a marcha de pacientes amputados transtibiais unilaterais, de etiologia vascular que realizaram o processo de protetização e reabilitação no setor de Fisioterapia do Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Trata-se de um estudo Observacional Prospectivo Transversal. Participaram do estudo oito sujeitos com média de idade de 60, 4 anos, submetidos à amputação transtibial unilateral até 5 anos da data da análise, por etiologia vascular e que concluíram o processo de protetização com alta da reabilitação até 24 meses. Foi avaliado o padrão postural com o paciente em ortostatismo, sobre uma plataforma de força com os olhos abertos e olhos fechados alternadamente, e também foi avaliada a marcha em uma passarela de 6 metros utilizando uma plataforma de força nivelada e escondida no meio da passarela. Foram colocados marcadores reflexivos no quinto metatarso, maléolo lateral, côndilo lateral do fêmur e trocânter maior, pois duas filmadoras foram dispostas lateralmente para a obtenção das imagens e sendo sincronizadas com a plataforma de força.
RESULTADOS: Os dados achados para controle postural em amplitude média de oscilação MANOVA revelaram diferença na visão (olhos abertos e olhos fechados) para direções ântero-posterior (F1,7 = 13.223 p < 0,05) e médio-lateral (F1,7 = 7.872 p < 0,05). Na análise de marcha, a velocidade média foi de 0,72 (m/s) ± 0,18, e não foram achadas diferenças significativas na comparação entre os dois membros nos dados analisados.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou aumento significativo da oscilação em ortostatismo dos indivíduos com os olhos fechados em comparação com olhos abertos. Parâmetros da marcha não tiveram diferença significativa entre o membro protético e o não protético.

Palavras-chave: Marcha, Amputados, Postura, Avaliação

7 - Tradução e adaptação cultural da escala "Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale" para a língua portuguesa

Translation and cultural adaptation of the scale "Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale" into Portuguese

Ana Maria Vieira Gardin; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr. 2013;20(4):213-218

OBJETIVO: Traduzir a versão original da escala Lower Limb extremity AmputeeMeasurement Scale (LLAMS) da língua inglesa para a portuguesa; verificar o nível de compreensão da escala entre os profissionais da saúde e construir uma versão adaptada culturalmente aos profissionais da população brasileira.
MÉTODO: Foram realizadas duas traduções da escala original americana para o português, e a tradução consensual foi convertida em duas novas versões para a língua inglesa. Estas duas versões foram comparadas com a versão original do instrumento americano e novamente as divergências foram analisadas e modificadas para um consenso com a versão original. Obteve-se uma versão brasileira da LLAMS modificada que foi avaliada em relação à sua equivalência cultural e conteúdo. A versão brasileira da LLAMS foi aplicada em profissionais da área da saúde (n = 20) para avaliação do nível de compreensão de cada sentença.
RESULTADOS: Na primeira aplicação, obteve-se 35% de não compreensão no item "data clínica," e este item foi substituído por "data da consulta médica". A escala foi então reaplicada, obtendo-se 100% de compreensão.
CONCLUSÃO: Foi realizada a tradução e a adaptação cultural da versão original do LLAMS da língua inglesa para a portuguesa e quantificou-se o nível de compreensão dos profissionais, obtendo-se 100% de compreensão dos itens após duas aplicações. Com isso, construiu-se uma versão adaptada culturalmente aos profissionais e pacientes da população brasileira.

Palavras-chave: Escalas, Avaliação, Amputados, Reabilitação

8 - Perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco entre 2006 e 2012

Epidemiological profile of lower limb amputees patients assisted at the Lar Escola São Francisco between 2006 and 2012

Therezinha Rosane Chamlian; Renata dos Ramos Varanda; Caio Leal Pereira; Juliana Mantovani de Resende; Cecília Caruggi de Faria

Acta Fisiátr. 2013;20(4):219-223

OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco de 2006 a 2012.
MÉTODO: A coleta de dados foi realizada de modo retrospectivo com 474 prontuários selecionados para verificar: gênero, idade, etnia, etiologia e nível de amputação, doenças associadas, intervalos de tempo entre a amputação e avaliação inicial e entre a avaliação inicial e a alta, presença de dor fantasma, uso de dispositivo auxiliar para marcha ou locomoção e independência em AVD. Os dados foram analisados descritivamente (porcentagem e média) e foi utilizado o teste do qui-quadrado, com p < 0,05, como teste de diferença de proporção para etnia e etiologia.
RESULTADOS: Trezentos e trinta e nove pacientes (72%) eram homens com média de idade de 56,2 anos; os níveis de amputação foram 43% transfemoral e 44% transtibial; a etiologia da amputação foi vascular em 341 pacientes (72%) sendo 73% em caucasianos; hipertensão arterial sistêmica e diabetes melitus foram as doenças associadas mais prevalentes; 267 pacientes (56%) foram protetizados, 100 pacientes (21%) abandonaram o tratamento.
CONCLUSÃO: A população de amputados atendida no Lar Escola São Francisco no período estudado é composta, em sua maioria, por pacientes do gênero masculino, na quinta década da vida, com amputação de origem vascular nos níveis transfemoral e transtibial. Pouco mais da metade é protetizado, o índice de abandono do tratamento é elevado e o intervalo de tempo para reabilitação ainda é longo.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Centros de Reabilitação

9 - Ansiedade, depressão e desesperança em pacientes amputados de membros inferiores

Anxiety, depression and hopelessness in lower limb amputees patients

Stephanie Di Martino Sabino; Richelle Maitê Torquato; Adriana Cristina Guimarães Pardini

Acta Fisiátr. 2013;20(4):224-228

Amputação consiste na retirada de um membro, total ou parcialmente, por cirurgia ou trauma. A causa mais frequente de amputações é vascular (75% em membros inferiores), seguida por traumas (20%) e tumores (5%). Após a amputação, o paciente geralmente passa por uma série de reações emocionais. Dentre as mais comuns, pacientes amputados podem apresentar quadros de ansiedade, depressão e desesperança.
OBJETIVO: Verificar a incidência de Ansiedade, Depressão e Desesperança em pacientes com amputação de membros inferiores que chegaram ao Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Participaram desta pesquisa 31 pacientes no período de maio a agosto de 2011. Os pacientes foram submetidos à realização de um questionário de caracterização da amostra e as escalas Beck de Ansiedade, Depressão e Desesperança.
RESULTADOS: Os pacientes que tinham companheiro apresentaram menores níveis de Ansiedade e Desesperança e os pacientes que saíam semanalmente apresentaram menores pontuações na escala de depressão.
CONCLUSÃO: Os pacientes com amputação de membros inferiores apresentaram boas estratégias de enfrentamento ou estão em processo de negação de sua condição atual, ou ainda aliviados pela melhora do quadro álgico.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Ansiedade, Depressão

ARTIGO DE REVISÃO

10 - Avaliação da qualidade de vida e função em amputados bilaterais de membros inferiores: revisão da literatura

Assessment of quality of life and function in bilateral lower limb amputees: literature review

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Starling

Acta Fisiátr. 2013;20(4):229-233

Amputação de membros inferiores é uma condição de saúde crônica comum e importante causa de incapacidade em longo prazo. Independentemente da causa, a amputação traz uma dramática mudança funcional, prejudicando muitos aspectos da vida diária e conseqüentemente da qualidade de vida (QV).
OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo revisar os artigos publicados sobre pacientes com amputação bilateral dos membros inferiores e identificar os instrumentos utilizados para avaliar qualidade de vida e função.
MÉTODO: Foi realizada busca de artigos científicos em bases de dados eletrônicas (MedLine, PubMed e LILACS) e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados, sem restrição do ano de publicação, nos idiomas português, inglês, francês e espanhol.
RESULTADOS: Foram incluídos 29 estudos.
CONCLUSÃO: Não foi encontrada uma classificação clínica específica globalmente aceita para esta população, e poucos questionários podem ser aplicados a todas as culturas para permitir ao profissional de saúde comparar e compartilhar o desfecho de pessoas com amputação bilateral de membros inferiores.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Qualidade de Vida

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