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Número atual: Março 2013 - Volume 20  - Número 1

ARTIGO ORIGINAL

1 - Utilização da CIF em fisioterapia do trabalho: uma contribuição para coleta de dados sobre funcionalidade

Using the ICF in work-related physiotherapy: a contribution to data collection about functioning

Eduardo Santana de Araújo; Cassia Maria Buchalla

Acta Fisiátr. 2013;20(1):1-7

INTRODUÇÃO: A notificação da saúde do trabalhador, no Brasil, é feita por meio da Classificação Internacional de Doenças (CID). No entanto, para se conhecer a funcionalidade e a incapacidade, a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) é mais adequada, por constituir-se numa ferramenta capaz de gerar dados sobre a funcionalidade humana no trabalho e sobre a influência do ambiente no desempenho das atividades ocupacionais.
OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de uma ficha de coleta de dados para uso em Fisioterapia do Trabalho com o intuito de facilitar a notificação de incapacidades ou de influências ambientais na funcionalidade.
MÉTODO:Por meio de um consenso com especialistas, baseado na técnica Delphi, foram escolhidas categorias relevantes da CIF e estruturado um instrumento de coleta de dados que, ao final, foi remetido aos participantes desse processo de seleção para avaliação de sua aplicabilidade.
RESULTADOS: Obtivemos um instrumento de coleta de dados contendo 24 categorias da CIF com a possibilidade de uso de três qualificadores criados para esse propósito. Essa ficha de coleta foi considerada de fácil uso, segundo avaliação dos participantes.
CONCLUSÃO: O instrumento de coleta que resultou deste estudo está disponível para ser testado na área de Fisioterapia do Trabalho e espera-se que possa ajudar na obtenção de dados sobre a funcionalidade do trabalhador.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Saúde do Trabalhador, Coleta de Dados, Fisioterapia

2 - Processos comunicativos dos indivíduos com lesão do hemisfério direito

Communicative processes of individuals with injuries of the right cerebral hemisphere

Aline Rodrigues Pinto; Ana Paula Ferreira Gastão; Milene Silva Ferreira; Marla Fabiana Rodrigues Oliveira Sakamoto; Andréa Siqueira Kokanj Santana

Acta Fisiátr. 2013;20(1):8-13

OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo traçar o perfil de linguagem de pacientes com lesão de hemisfério direito atendidos na Associação de Assistência a Criança Deficiente (AACD/Unidade Ibirapuera - Central), bem como verificar a percepção dos cuidadores e dos pacientes em relação à presença ou não de alterações de linguagem pós-acidente vascular cerebral.
MÉTODO: O estudo descritivo foi desenvolvido de julho a setembro de 2009 com 11 indivíduos adultos por meio da aplicação da Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação/Bateria MAC, prova Questionário sobre a Consciência das Dificuldades e o questionário Triagem de Distúrbios Comunicativos em Indivíduos com quadro neurológico, direcionado aos familiares e/ou cuidadores.
RESULTADOS: Verificou-se que 90,9% dos pacientes com Lesão de Hemisfério Direito apresentaram déficit em pelo menos uma das provas que compunham a Bateria MAC de avaliação da linguagem.
CONCLUSÃO: Mostra-se também de extrema importância o achado relacionado à ausência de percepção dos pacientes em relação as suas próprias alterações linguístico-cognitivas, não pela inexistência de impactos em sua vida diária, mas devido à agnosia.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Transtornos da Linguagem, Agnosia, Comunicação

3 - Perfil dos pacientes com lesões traumáticas do membro superior atendidos pela fisioterapia em hospital do nível terciário

Profile of patients with traumatic injuries of the upper limb treated in a tertiary hospital

Rafael Inácio Barbosa; Karoline Cipriano Raimundo; Marisa de Cássia Registro Fonseca; Daniel Martins Coelho; Aline Miranda Ferreira; Amira Mohamede Hussein; Nilton Mazzer; Cláudio Henrique Barbieri

Acta Fisiátr. 2013;20(1):14-19

A incidência de lesões traumáticas dos membros superiores em um hospital terciário além de ser elevada, possui uma grande variedade. Neste sentido torna-se importante a criação de um banco de dados único, para conhecer o perfil dos pacientes atendidos.
OBJETIVO: Traçar o perfil dos pacientes com lesões traumáticas dos membros superiores, atendidos pela Fisioterapia no Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão.
MÉTODO: Foram avaliadas 223 fichas de pacientes (58 mulheres e 116 homens), com idade média de 34,54 (± 19,05) anos, encaminhados pelo ambulatório de ortopedia do referido hospital.
RESULTADOS: Do total de casos analisados, as lesões de punho e mão obtiveram maior incidência (60,99%), seguidos por lesões de ombro (20,63%), cotovelo (12,55%), braço (3,59%) e antebraço (2,24%). Nas lesões de punho e mão o mecanismo de trauma com maior porcentagem foi o acidente de moto, relacionado com as fraturas múltiplas de ossos da mão. Queda da própria altura, acidente motociclístico e queda de escada foram os mecanismos de trauma, correlacionando com as fraturas de úmero proximal, luxação de ombro e fraturas de escápula respectivamente.
CONCLUSÃO: Foi verificada a incidência de lesão, mecanismo de trauma e as características da população para futuramente aprimorar os protocolos específicos para as disfunções e investir em campanhas de prevenção

Palavras-chave: Traumatismos da Mão, Traumatismos do Antebraço, Traumatismos do Braço, Centros de Reabilitação, Perfil de Saúde

4 - Comparação da força muscular respiratória entre idosos após acidente vascular cerebral

Comparison of respiratory muscle strength between elderly subjects after a stroke

Soraia Micaela Silva; João Carlos Ferrari Corrêa; Fernanda Cordeiro da Silva; Luciana Maria Malosá Sampaio; Fernanda Ishida Corrêa

Acta Fisiátr. 2013;20(1):20-23

A diminuição do recolhimento elástico dos pulmões e da complacência da caixa torácica são uma das principais mudanças no sistema respiratório com o avançar da idade, quando essas alterações estão associadas às manifestações clínicas subjacentes ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a força muscular respiratória dos idosos pode ser gravemente afetada, portanto, faz-se necessário investigar as condições da força muscular respiratória de hemiparéticos idosos tanto em fase aguda como crônica.
OBJETIVO: Comparar a força muscular respiratória de idosos hemiparéticos em fase aguda e crônica após AVC, avaliadas por meio dos valores das pressões respiratórias máximas, para que assim, a reabilitação desses indivíduos seja mais orientada.
MÉTODO: Foram avaliados 29 indivíduos hemiparéticos, 17 em fase aguda e 12 em fase crônica, os valores da pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) coletados por meio de um manovacuômetro.
RESULTADOS: Não houve diferença entre a fase aguda e crônica, no entanto, as medidas de PImáx e PEmáx apresentaram diminuição estatisticamente significante quando comparadas ao valores preditos.
CONCLUSÃO: Não houve diferença da força muscular respiratória entre as fases aguda e crônica, no entanto, a PImáx e PEmáx apresentou-se diminuída em todos os indivíduos avaliados, isto sugere fraqueza semelhante da musculatura respiratória em ambas as fases após AVC, e este quadro pode ser agravado pelo processo de senescência. Sugere-se que seja abordado um programa de treinamento da musculatura respiratória desses indivíduos para melhor reabilitação após AVC.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Sarcopenia, Capacidade Vital, Idoso

5 - Relação entre a Medida de Independência Funcional e o Core Set da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acidente vascular encefálico

The Relationship between the Functional Independence Measure and the International Classification of Functioning, Disability, and Health Core Set for stroke

Andersom Ricardo Fréz; Bruna Antinori Passeggio Vignola; Helena Hideko Seguchi Kaziyama; Luisa Carmen Spezzano; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 2013;20(1):24-28

Para a avaliação da funcionalidade do paciente com acidente vascular encefálico (AVE) existem diversos instrumentos, entre eles a Medida de Independência Funcional (MIF). A partir da aprovação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvido o Core Set para indivíduos com AVE, o qual passou a considerar os componentes da CIF para o entendimento da funcionalidade e da incapacidade física destas pessoas.
OBJETIVO: Foi estabelecer uma relação entre a MIF e o Core Set da CIF para pacientes com sequelas de AVE.
MÉTODO: Considerando as descrições das atividades da MIF e as definições das categorias da CIF, foram selecionadas as categorias do Core Set da CIF para pessoas com AVE relacionados às tarefas avaliadas pela MIF. Foi considerado o que contemplava cada atividade da MIF, a descrição detalhada e as definições de cada categoria da CIF. Foi proposta uma relação entre os indicadores quantitativos e qualitativos da CIF e as escalas e níveis de função da MIF. Estabeleceu-se uma relação inversa entre a escala da MIF e os qualificadores da CIF, pois quanto menor a escala da MIF maior o comprometimento, já para a CIF, quanto menor o qualificador menor o comprometimento.
RESULTADOS: Das 130 categorias de segundo nível utilizadas no Core Set 27 (20,8%) foram relacionadas às atividades da MIF, sendo oito (29,6%) dos componentes das funções do corpo, 17 (63%) das atividades e participação e dois (7,4%) dos fatores ambientais. Para as 10 categorias que fazem parte da versão abreviada deste Core Set, apenas cinco foram relacionadas às atividades da MIF.
CONCLUSÃO: O presente estudo evidenciou que a escala MIF está centrada no indivíduo, não correlacionando fatores externos que influenciam na realização das atividades. A escala CIF possui parâmetros adequados e permite uma visão biopsicossocial do indivíduo, abrangendo desde as disfunções e deficiências dos indivíduos acometidos com por AVE até a influência destes fatores nas atividades sociais e no meio ambiente.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Reabilitação

ARTIGO DE REVISÃO

6 - Publicações brasileiras referentes à Classificação Internacional de Funcionalidade

Brazilian publications on the International Classification of Functioning

Luciana Castaneda; Shamyr Sulyvan de Castro

Acta Fisiátr. 2013;20(1):29-36

Considerando o aumento das doenças crônicas e da expectativa de vida, é de grande interesse atual a mensuração dos fenômenos de funcionalidade e incapacidade. A Organização Mundial de Saúde há cerca de 30 anos vem desenvolvendo ferramentas para entendimento e classificação destes processos, sendo o modelo atual a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). A CIF propõe uma mudança de paradigma, onde o modelo biopsicossocial substitui o modelo biomédico predominante. É o mais recente e abrangente modelo taxonômico para a funcionalidade e incapacidade dentro de uma perspectiva universal e unificada.
OBJETIVO: Em virtude do crescente interesse da comunidade científica pelo tema, o objeto do trabalho é descrever e classificar por áreas de conhecimento as publicações referentes à CIF.
MÉTODO: As bases de dados utilizadas foram Lilacs e Scielo. Foram selecionadas 39 publicações.
RESULTADOS: A maioria das publicações foi referente a artigos originais (51,3%) e a área de conhecimento com maior número de trabalhos foi a Neurologia.
CONCLUSÃO: Os resultados apontam que houve um crescimento elevado de publicações nos últimos cinco anos.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Prática Clínica Baseada em Evidências, Coleta de Dados, Literatura de Revisão como Assunto

7 - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e seu uso no Brasil

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in Brazil

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhães Moreira; Cássia Maria Buchalla

Acta Fisiátr. 2013;20(1):37-41

OBJETIVO: Trata-se de uma revisão cujo objetivo é analisar o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) no Brasil.
MÉTODO: O estudo ocorreu nas bases LILACS, MedLine, SciELO, IBECS e Cochrane. Foram selecionados artigos publicados entre 2003 e 2011. Foram identificados 75 trabalhos. Após leitura dos resumos foram selecionados 17 estudos que compuseram a amostra e que abordaram o uso CIF. O método para análise foi o de revisão integrativa.
RESULTADOS: A classificação tem sido utilizada em estudos no Brasil, em especial nos últimos cinco anos, mais nas regiões sul e sudeste. Há diversidade de amostras e tipos de estudos e consonância de uso da CIF com diversos instrumentos e escalas. O componente Atividade e Participação é o mais utilizado. Foi observada forte tendência para descrever a incapacidade dos casos estudados.
CONCLUSÃO: A CIF vem sendo aplicada em pesquisas brasileiras de forma diversificada sendo considerada adequada por abordar espectros da funcionalidade humana. A classificação foi mais utilizada para descrever situações de incapacidades nos estudos analisados. Situações como dimensões subjetivas e interveniência de fatores ambientais nem sempre abordados em outros instrumentos, são contempladas na CIF, o que nos direcionam para uma nova perspectiva em entender a saúde das pessoas e populações.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Literatura de Revisão como Assunto, Brasil

8 - Aplicação das escalas Fugl-Meyer Assessment (FMA) e Wolf Motor Function Test (WMFT) na recuperaçãofuncional do membro superior em pacientespós-acidente vascular encefálico crônico: revisão de literatura

Application of the Fugl-Meyer Assessment (FMA) and the Wolf Motor Function Test (WMFT) in the recovery of upper limb function in patients after chronic stroke: a literature review

Cauê Padovani; Cristhiane Valério Garabello Pires; Fernanda Pretti Chalet Ferreira; Gabriela Borin; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 2013;20(1):42-49

Estima-se que de 45 a 75% dos adultos que sofreram um Acidente Vascular Encefálico (AVE) têm dificuldade de utilizar o membro superior (MS) hemiparético nas atividades de vida diária (AVD's) na fase crônica. Escalas funcionais são utilizadas na prática da reabilitação e em pesquisas para diagnósticos, prognósticos e resposta a tratamentos. As escalas Wolf Motor Function Test (WMFT) e Fugl-Meyer Assessment (FMA) são instrumentos muito citados na literatura.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi verificar a aplicação das escalas WMFT e FMA na recuperação funcional do membro superior em pacientes pós AVE crônico.
MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura com busca nas bases de dados do MedLine (PubMed) de artigos publicados de 2000 a 2013. Adotou-se como estratégia de pesquisa o método (P.I.C.O.). Os descritores utilizados para a pesquisa foram: (stroke OR cerebrovascular disorders OR intracranial arteriosclerosis OR intracranial embolism and thrombosis) AND (fugl-meyer assessment OR wolf motor function test). Foi utilizado therapy narrow como filtro de busca.
RESULTADOS: Foram encontrados 181 estudos, 89 foram eliminados por não preencherem os critérios de inclusão ou por não apresentarem tema relevante à pesquisa. Após a seleção por título e resumo, 92 artigos foram lidos na íntegra. Destes, 47 foram excluídos por não contemplarem o objetivo da presente pesquisa. No total, 45 artigos foram revisados. Houve predomínio da utilização da ferramenta FMA e verificou-se que 80% dos estudos aplicaram esta escala para avaliar respostas a diferentes tipos de terapias. Nestes estudos, a intervenção mais utilizada foi a Terapia de Contensão Induzida (TCI) (25%), seguida pela Terapia Robótica (22,2%). Apesar do WMFT ter sido inicialmente desenvolvido para avaliar os efeitos da TCI, nos dias de hoje verifica-se sua utilização para avaliar a recuperação funcional de pacientes com sequelas de AVE após aplicação de outras técnicas. Em nossa pesquisa, 44,4% dos estudos utilizaram o WMFT, destes, 35% avaliaram os efeitos da TCI, 15% da terapia robótica de MS e 65% usaram diferentes terapias.
CONCLUSÃO: Em estudos controlados randomizados, a FMA foi a escala mais utilizada para avaliar a recuperação funcional do MS em pacientes com AVE crônico, inclusive após aplicação de terapia robótica. Porém, verificamos que ela não é a escala mais indicada para avaliar os mesmos desfechos após utilização da TCI. Entretanto, a WMFT foi a escala mais utilizada para avaliação funcional após aplicação da TCI e mostrou-se mais sensível que a FMA na terapia bilateral, além de alta aplicabilidade na terapia de realidade virtual.

Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Extremidade Superior, Reabilitação, Questionários, Literatura de Revisão como Assunto

RELATO DE CASO

9 - Análise do controle postural após a aplicação da eletroestimulação funcional no acidente vascular encefálico

Analysis of postural control after the application of functional electrical stimulation in stroke patients

Thais Delamuta Ayres da Costa; Alessandra Ferreira Barbosa; Maria Fernanda Pauletti Oliveira; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Denise Vianna Machado Ayres; Maria Cecília dos Santos Moreira; José Augusto Fernandes Lopes; Daniel Gustavo Goroso

Acta Fisiátr. 2013;20(1):50-54

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é o principal acometimento neurológico em adultos no mundo. Pode resultar em déficits neuromotores e cognitivos. Entre os déficits neuromotores observa-se a espasticidade, esta interfere no planejamento dos movimentos e no controle da postura. O sistema de controle da postura é primordial para a independência funcional nas atividades de vida diária e, por isso, é um dos principais objetivos a se atingir em programas de reabilitação. Nestes, diversas condutas terapêuticas visam dar estímulos ao indivíduo para que consiga realizar mais eficientemente os movimentos e controlar a postura. E, entre tantas técnicas, está a estimulação elétrica neuromuscular, a qual contribui para diminuição da espasticidade, além de outros benefícios. Quando utilizada para tarefas funcionais é então denominada estimulação elétrica funcional conhecida como Functional Eletrical Stimulation (FES). Tendo em vista a importância do controle da postura nas atividades de vida diária e as contribuições advindas da FES.
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi de observar a resposta do controle postural em dois indivíduos com hemiparesia por AVE após a aplicação de FES em um curto período de tempo.
MÉTODO: O protocolo experimental contou com quatro fases; A: pré FES; B: Imediatamente após a aplicação da FES; C: 45 minutos após a aplicação da FES; D: 90 minutos após aplicação da FES. Em cada fase o participante posicionava-se sobre uma plataforma de força e realizava por três tentativas a tarefa escolhida, o teste do terceiro dedo ao chão.
RESULTADOS: O software Matlab 7.0 forneceu a variável de Velocidade média do Centro de Pressão no sentido médio-lateral (Vmx) e ântero-posterior (Vmy). Dessa forma, foi possível constatar que mesmo quando os participantes apresentaram uma redução na Vmx e Vmy estas foram menores que 1%.
CONCLUSÃO: Isto possivelmente indique atividade regulatória postural semelhante a etapa pré FES, e, ainda uma menor atividade regulatória postural, quando a Vmx ou Vmy foram maiores que do início, mesmo após a aplicação da FES (90 minutos).

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Postura, Terapia por Estimulação Elétrica

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

10 - A intervenção fisioterapêutica no ambulatório de cuidado a pessoa com síndrome de Down no Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP

Physiotherapeutic intervention in the outpatient care of persons with Down syndrome at the Institute of Physical Medicine and Rehabilitation at HC FMUSP

Munique Dias de Almeida; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Patricia Zen Tempski

Acta Fisiátr. 2013;20(1):55-62

A Síndrome de Down (SD) é a cromossosmopatia mais comum do ser humano. Sabe-se que estas pessoas quando estimuladas adequadamente apresentam potencial para uma plena inclusão social. O objetivo deste texto é divulgar o trabalho realizado junto a esta população pelo serviço de Fisioterapia que compõem a equipe multiprofissional do Ambulatório de Cuidado a Pessoa com SD do Instituto de Medicina Física e Reabilitação - HC FMUSP. Tal ambulatório desenvolve atividades terapêuticas com pessoas entre zero e 18 anos de idade. Os trabalhos são realizados em modelos que são subdivididos em: Modelo de Etimulação Global, que atende de zero a três anos cujos os objetivos são voltados a aquisição dos marcos motores, essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor; Modelo de Desenvolvimento Infantil que aborda crianças dos quatro aos onze anos e estão focados no desenvolvimento de habilidades motoras mais avançadas, força, estruturação postural, aprimoramento da motricidade, equilíbrio e propriocepção para otimização da atividade cerebelar e consequente melhora do equilíbrio estático e dinâmico; Modelo Adolescentes Down dos doze aos dezoito anos e Modelo Adulto Down a partir de dezenove anos que visa tratar do reestabelecimento ortopédico e postural, além de fornecer orientações de promoção e prevenção em saúde. O acompanhamento fisioterapêutico é fundamental dentro do ambulatório do cuidado à pessoa com SD pois estimula junto à equipe mustiprofissional e à família, o desenvolvimento motor destas crianças, respeitando o seu tempo e valorizando suas potencialidades, além de atuar como educador em saúde junto á família, com objetivo de prevenção e promoção da saúde da pessoa com SD e seu núcleo familiar.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Desenvolvimento Infantil, Destreza Motora, Modalidades de Fisioterapia, Centros de Reabilitação

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