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Número atual: Março 2012 - Volume 19  - Número 1

ARTIGO ORIGINAL

1 - Análise das forças de reação do solo durante a marcha de indivíduos sadios com e sem uso de calcanheiras corretivas

Ground reaction forces analyses during the gait of healthy individuals with and without the use of a calcaneus insole

Ana Francisca Rozin Kleiner; Aline Araujo do Carmo; Regina Kletecke; Danielle Burgos; Marcio Ferreira de Souza; Ricardo Machado Leite de Barros

Acta Fisiátr. 2012;19(1):1-5

O pé constitui a base de apoio e propulsão para a marcha. É conhecido que a supinação e a pronação excessiva ou prolongada podem alterar a mecânica da marcha. Assim, o uso de calcanheiras corretivas para o desvio do calcâneo (valgo/varo) tem sido recomendado.
OBJETIVO: Deste estudo foi analisar a influência do uso de calcanheiras na marcha de indivíduos normais através da Força de Reação do Solo (FRS).
MÉTODO: Participaram do estudo dez adultos (31,9 ± 6,7 anos, 65,9 ± 15,4 kg e 1,7 ± 0,1 m) sem alterações aparentes de marcha ou patologias com reflexo sobre o aparelho locomotor. Foram comparadas as seguintes condições de marcha: descalça, tênis e tênis com calcanheira. As variáveis dependentes foram as componentes vertical, médio-lateral e ântero-posterior da FRS. Para a análise estatística a ANOVA one-way com medidas repetidas no fator condição (descalço, tênis e calcanheira) foi empregada (α < 0,05). Foram reveladas diferenças estatisticamente significativas entre as condições descalço e calçado com tênis e calcanheira para a componente vertical da FRS na fase de contato inicial Fz1 (F2,59 = 3,4; p < 0,0406) e na fase de apoio terminal para a componente antero-posterior Fy2 (F2,59 = 3,63; p < 0,0332).
RESULTADOS: Esses indicam que o uso de calcanheiras aumenta o impacto vertical sobre o aparelho locomotor na fase de resposta à carga, provavelmente devido a sua maior rigidez comparada ao pé descalço ou calçado com tênis. A calcanheira alterou também o padrão de resposta da componente antero-posterior da FRS na fase de terminal do apoio, que corresponde à fase de aceleração/propulsão na marcha.
CONCLUSÃO: Baseado apenas na análise das variáveis dinâmicas foi possível concluir que o uso de calcanheira não induziu aumento significativo de forças laterais que poderiam indicar redução da pronação ou supinação excessiva durante a fase de resposta à carga. O uso da calcanheira produziu efeito dinâmico significativo sobre a pronação/supinação apenas na fase propulsiva da marcha.

Palavras-chave: marcha, postura, pronação, pé, supinação

2 - Efeito da dominância lateral no desempenho da destreza manual em pessoas com síndrome de Down

Effect of lateral dominance on manual dexterity in people with Down syndrome

Renata Guimarães; Silvana Maria Blascovi-Assis; Elizeu Coutinho de Macedo

Acta Fisiátr. 2012;19(1):6-10

OBJETIVOS: Avaliar o efeito da dominância lateral na destreza manual em um grupo de crianças e adolescentes com Síndrome de Down (SD) e comparar o resultado de participantes com SD com pessoas sem a síndrome.
MÉTODOS: Participaram do estudo 100 crianças e adolescentes de ambos os sexos e idade variando de 7 a 9 anos e de 14 e 15 anos. 50 pessoas tinham diagnóstico de SD (GSD) e 50 sem a síndrome (GC). O Teste Caixa e Blocos (TCB) foi usado por possibilitar avaliação da atividade motora a partir da contagem do número de blocos transferidos entre duas divisões de uma caixa padronizada. O TCB é simples e sua aplicação não demanda habilidades cognitivas complexas.
RESULTADOS: O número de blocos transferidos por minuto foi menor nos participantes do GSD do que os do GC, com evidente desvantagem na destreza manual para ambas as mãos. Não foi observado efeito de dominância no GSD, mas no GC este efeito foi observado com melhor desempenho no lado dominante.
CONCLUSÕES: O TCB foi útil para a quantificação da destreza manual em pessoas com SD já que é de fácil aplicação e compreensão por pessoas com déficit cognitivo.

Palavras-chave: criança, destreza motora, mãos, síndrome de Down

3 - Efeitos da geoterapia e fitoterapia associadas à cinesioterapia na osteoartrite de joelho: estudo randomizado duplo cego

Effects of geotherapy and phytotherapy associated with kinesiotherapy in the knee osteoarthritis: randomized double blind study

Katleen Arthur; Ligia Carla do Nascimento; Delize Alves da Silva Figueiredo; Lucas Barbosa de Souza; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr. 2012;19(1):11-15

A geoterapia é o uso terapêutico de argilas, que são definidas como materiais naturais terrosos que possuem em sua composição diferentes tipos de minerais.
OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo comparar a dor, mobilidade, descarga de peso e prejuízos funcionais em indivíduos com osteoartrite de joelho, submetidos a dois tipos de tratamentos fisioterapêutico: grupo de geoterapia associada a cinesioterapia (GGC) e grupo de geoterapia associada a fitoterapia e cinesioterapia (GGFC).
MÉTODO: O estudo foi um ensaio clínico randomizado duplo-cego no qual participaram 25 indivíduos de ambos os sexos com idade acima de 43 anos. Ambos submetidos a 10 sessões com duração de 45 minutos. Os indivíduos realizaram as avaliações para verificação da dor pela Escala visual analógica (EVA), para avaliar a mobilidade funcional o teste Timed Up and Go (TUG), para avaliar a incapacidade e sintomas o Questionário Algo funcional de Lequesne, e para medir a descarga de peso entre os membros o Nintendo Wii Fit®.
RESULTADOS: Mostraram que apenas o GGFC obteve melhora da mobilidade funcional. Ambos os grupos melhoraram a intensidade da dor e sintomas após a intervenção sendo que a melhora do GGFC foi superior ao GGC em relação aos sintomas da OA. Ambos os grupos não mostraram melhoras quanto à descarga de peso.
CONCLUSÃO: A geoterapia e fitoterapia associada à cinesioterapia podem ser benéficas quanto à redução da dor e prejuízos funcionais associados à OA de joelho.

Palavras-chave: argila, fitoterapia, osteoartrite do joelho, terapia por exercício

4 - Avaliação dos grupos musculares adutores e abdutores do quadril por meio da dinamometria isocinética

Evaluation of hip adductor and abductor muscles using an isokinetic dynamometer

Fábio Teodoro Coelho Lourencin; Osmair Gomes de Macedo; Ennio da Silveira Scarpellini; Júlia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr. 2012;19(1):16-20

OBJETIVO: Avaliar a atividade dos grupos musculares adutor e abdutor do quadril em adultos jovens através de dinanômetro isocinético.
MÉTODOs: Foram selecionados 20 voluntários do sexo masculino, com idade variando entre 21 e 30 anos para avaliação no dinamômetro isocinético Cybex 6000, nas velocidades angulares de 60º/s e 120º/s.
RESULTADOS: Em relação à dominância, não houve diferença estatística significante nas duas velocidades estudadas. Quanto às duas velocidades estudadas o torque máximo, o trabalho total e a potência média apresentaram diferença estatística significante em todas as comparações. Na comparação entre os grupos musculares foi observada diferença estatisticamente significante para o trabalho total com valores médios maiores no grupo muscular abdutor em ambas as velocidades estudadas e para a potência média foi encontrado valores médios maiores na velocidade de 120º/s no mesmo grupo muscular.
CONCLUSÃO: Não foi observada diferença estatística significante em relação à dominância. Na comparação entre as velocidades, todas as variáveis apresentaram diferença estatística significante com predomínio do torque máximo e do trabalho total a 60º/s e da potência média a 120º/s. Quanto à comparação entre os grupos musculares, foi observada diferença estatística significante para o trabalho total em ambas as velocidades e para a potência média na velocidade de 120º/s.

Palavras-chave: articulação do quadril, biomecânica, dinamômetro de força muscular

5 - Efeitos da imersão nos parâmetros ventilatórios de pacientes com distrofia muscular de Duchenne

Effects of immersion on the breathing parameters of patients with Duchenne muscular dystrophy

Camila de Almeida; Raphael Augusto Fernandes de Oliveira; Daiane Spalvieri; Douglas Braga; Maria Misao

Acta Fisiátr. 2012;19(1):21-25

Em muitos centros de reabilitação, a fisioterapia aquática é utilizada para o tratamento de pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD). Entretanto, são escassas as evidências científicas sobre os efeitos da imersão nos parâmetros ventilatórios desses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da imersão no nível da sétima vértebra cervical (C7) com relação aos parâmetros ventilatórios de pacientes com DMD.
MÉTODO: Participaram do estudo quinze meninos com diagnóstico de DMD e média de idade de 12 anos. Coletados dados gerais e história clínica, os pacientes foram avaliados em solo e em imersão sob seguintes parâmetros: Saturação parcial de oxigênio (SpO2), frequência cardíaca (FC), pressões inspiratórias (PI Máx.) e expiratórias (PE Máx.) máximas, Volume Minuto (VM), Frequência Respiratória (FR), Volume Corrente (VC), Capacidade Vital Forçada (CVF) e Pico de Fluxo Expiratório (PFE). A SpO2 sofreu uma redução após a avaliação no meio líquido quando comparada aos valores anteriores à avaliação no mesmo meio (p = 0,01).
RESULTADOS: A FR foi maior em meio líquido que em solo (p = 0,02). As PI Máx. e as PE Máx. não se modificaram em meio líquido. Dentre os volumes analisados, a CVF e o PFE apresentaram valores menores em meio líquido quando comparada aos valores mensurados em solo (p = 0,004). VM e VC não sofreram alteração. Ao se relacionar os valores de CVF em solo e em meio líquido, assim como, os valores de PFE, observa-se que há correlação positiva entre os dados coletados em solo e em meio líquido (CVF: r = 0,692, p = 0,006; PFE: r = 0,913, p = 0,0001). A imersão no nível de C7 foi capaz de reduzir a CVF e o PFE de pacientes com DMD, bem como provocar aumento da FR dos mesmos.
CONCLUSÃO: Com os dados de correlação entre valores em solo e em meio líquido da CVF e do PFE, há possibilidade de se sugerir um valor para estas variáveis em meio líquido a partir de valores mensurados em solo. Estes dados podem fornecer um melhor embasamento para avaliar a indicação de atividades em meio líquido para pacientes com DMD, em diferentes estágios de evolução da doença.

Palavras-chave: distrofia muscular de duchenne, hidroterapia, imersão, ventilação pulmonar

6 - Imagem corporal em pessoas com esclerose múltipla ativas e sedentárias

Body Image in active and sedentary people with multiple sclerosis

Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares; Angela Nogueira Neves Betanho Campana

Acta Fisiátr. 2012;19(1):26-31

OBJETIVO: Desta pesquisa foi verificar aspectos perceptivos e atitudinais da imagem corporal pessoas com Esclerose Múltipla e as diferenças destas variáveis entre praticantes e não praticantes de atividade física.
MÉTODO: Esta foi uma pesquisa descritiva e exploratória, de corte transversal. A amostra foi composta por 26 voluntários, com Expanded Disability Status Scale (EDSS) até 6. Os instrumentos utilizados foram: o Software de Avaliação Perceptiva (SAP), o Adaptive Probit Estimation, Escala de Apreciação do Próprio Corpo, Escala de Sintomas e um questionário demográfico. Os dados nominais foram submetidos a uma análise descritiva e os intervalares à análises inferenciais.
RESULTADOS: Principais indicam acurácia na percepção do corpo, com alta sensibilidade a mudanças corporais, sendo os praticantes de atividade física os mais sensíveis. Ainda, que 73% estão insatisfeitos com sua aparência e que o tipo de dor em formigamento é a queixa mais frequente. Não houve uma associação entre insatisfação com partes do corpo e áreas dolorosas, e os motivos para a insatisfação aglutinam-se em razões estéticas.
CONCLUSÃO: A prática regular de atividade física parece contribuir para aumentar a percepção corporal, mas não a satisfação com o corpo. A dor estabeleceu-se como um fato real, porém independente da aparência física, indicando aos profissionais de saúde que trabalham com estas pessoas que a aparência e a função do corpo são elementos distintos da identidade corporal, e tanto um quanto o outro provoca impacto na relação do sujeito com seu corpo.

Palavras-chave: dor, esclerose múltipla, imagem corporal

7 - Funcionalidade após a cirurgia de quadril: correlação entre equilíbrio, idade, independência e depressão em idosos

Functionality after hip surgery: correlation between balance, age, independence, and depression among the elderly

Marcela de Abreu Silva Couto, Rodrigo Reiff, Alessandra Paiva de Castro

Acta Fisiátr. 2012;19(1):32-36

OBJETIVO: Verificar correlações entre a idade e o equilíbrio, a independência, tempo de internação, e a depressão em idosos que sofreram fratura do quadril após quedas.
MÉTODO: A amostra consecutiva incluiu idosos que sofreram fratura de quadril há até 24 meses. Foram avaliados 14 idosos (12 mulheres e dois homens), com idade média de 78 anos ± 6,9. Foi aplicado um questionário para obtenção de dados gerais, Time Up and Go (TUG test), Escala de Equilíbrio Berg (EEB), Escala de Depressão Geriátrica Abreviada (EDGA), Índice de Barthel e Razão cintura-quadril (RCQ). Foi aplicado ANOVA one-way, teste t e teste de correlação de Pearson com um nível de significância de 5%.
RESULTADOS: As médias dos testes: EEB (35,38 ± 33,06), o TUG test (28,40 ± 10,59); a EDGA pré-queda 6,33 ± 1,52; a EDGA pós-queda 7,66 ± 1,52; o RCQ 1,05 ± 0,35 para homens e 0,92 ± 0,12 para mulheres. O Índice de Barthel pré-queda 16, 20 ± 5,4 e o Índice de Barthel pós-queda 15,12 ± 6,78. Quanto maior a idade, maior é o tempo de internação e que não há correlação entre idade e função (IC: 0,643; valor p < 0,013). Houve correlação negativa entre idade e equilíbrio, mas a idade não está relacionada ao nível de depressão (IC: -0,556; valor p < 0,048).
CONCLUSÃO: Foi verificada correlação positiva entre idade e tempo de internação e correlação negativa entre idade e equilíbrio. Houve a diminuição da pontuação de EEB, aumento do tempo do TUG Test e aumento da RQC.

Palavras-chave: acidentes por quedas, equilíbrio postural, fraturas do fêmur, fraturas do quadril, idoso

ARTIGO DE REVISÃO

8 - A influência da terapia por exercício com espelho nas limitações funcionais dos pacientes hemiparéticos: uma revisão sistemática

The influence of mirror therapy on functional limitations of hemiparetic patients: a systematic review

Lívia Portugal da Conceição; Priscila de Souza; Leyne de Andrade Cardoso

Acta Fisiátr. 2012;19(1):37-41

O objetivo do estudo foi verificar a influência da terapia por exercício com espelho (TEE) nos déficits sensoriais e motores dos pacientes hemiparéticos acometidos por Acidente Cerebrovascular (ACV), através de revisão sistemática.
MÉTODO: Foi realizada a revisão nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed, referente aos últimos 12 anos. A qualificação dos artigos foi feita através da plataforma PEDro.
RESULTADOS: Foram incluídos no trabalho cinco artigos em que todos eram ensaios clínicos, randomizado e controlado, que utilizaram a TEE no tratamento de pacientes hemiparéticos. A pontuação dos estudos variou de 4 a 7 pela escala PEDro, com uma nota média de 6,2.
DISCUSSÃO: Alguns estudos mostraram que a TEE é benéfica para aumentar a destreza, amplitude e velocidade do movimento, e outros evidenciaram que há uma maior função e recuperação motora nos pacientes tratados com a TEE. Um estudo analisou pacientes hemiparéticos na fase aguda do ACV e com a Síndrome da dor complexa regional tipo 1 (SDCRt1) e verificou que a TEE aumenta a função motora e sensorial.
CONCLUSÃO: A TEE é benéfica para a recuperação motora, função sensório-motora e para a diminuição da dor. Indivíduos acometidos por ACV necessitam de fisioterapia e, claro, a quantidade de terapia pode influenciar no aprendizado motor, bem como a plasticidade neural. Sabemos a importância da estimulação de forma intensiva para aumentar a capacidade adaptativa do Sistema Nervoso Central em resposta a experiências, adaptações e condições diversas a estímulos repetidos. Dessa forma, se faz necessária a realização de novos protocolos de atendimento com diferentes frequências para evidenciar futuros resultados com a realidade em centros de reabilitação.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, reabilitação, terapia por exercício

RELATO DE CASO

9 - Interferência da fisioterapia aquática na agilidade de paciente com distrofia muscular de Duchenne não deambulador

The impact of aquatic therapy on the agility of a non-ambulatory patient with Duchenne muscular dystrophy

Kaitiana Martins da Silva; Douglas Martins Braga; Ricardo Cristian Hengles; Allan Rogers Venditi Beas; Fernanda Moraes Rocco

Acta Fisiátr. 2012;19(1):42-45

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença progressiva. A incapacidade de andar em geral acontece no início da adolescência, posteriormente ocorre à restrição na cadeira de rodas (CR), nesta fase da doença a cadeira de rodas é a única forma de locomoção. A agilidade na CR é um fator fundamental para a independência funcional desses indivíduos.
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é verificar a interferência da fisioterapia aquática na agilidade de uma criança com DMD não deambuladora.
MÉTODO: Este estudo é de caráter clínico prospectivo intervencional. O paciente foi submetido a dez sessões de fisioterapia aquática como forma de intervenção, utilizando como instrumentos de avaliação: Escala EgenKlassifikationteste de agilidade em ziguezague, saturação de oxigênio (SatO2), frequência respiratória (FR), capacidade vital forçada (CVF), volume corrente (VC), volume minuto (VM), pico de fluxo de tosse (PFT), pressão inspiratória (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx). O protocolo de intervenção da fisioterapia aquática foi definido com enfoque na agilidade com deslocamento com CR.
RESULTADOS: Foi possível observar melhora da agilidade no deslocamento com cadeira de rodas, manutenção do escore da escala EK, diminuição do VC, VM e PFT.
CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que para este paciente a fisioterapia aquática pode interferir de forma positiva na agilidade no deslocamento com a cadeira de rodas.

Palavras-chave: criança, distrofia muscular de duchenne, hidroterapia

10 - Estimulação elétrica funcional otimizada em pacientes com hemiparesia por doença cerebrovascular

Functional electrical stimulation optimized in patients with hemiparesis due to cerebrovascular disease

Simone Hitomi Oshiro; Carolina Lemes de Oliveira; Amanda Carolina da Silva Bim; Gisele Saraiva Reis de Oliveira; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr. 2012;19(1):46-49

A Estimulação Elétrica Funcional (FES) é uma das técnicas utilizadas em pacientes com sequelas motoras como a hemiparesia após acidente vascular cerebral (AVC). Estudos recentes mostram resultados positivos para o uso de FES no aumento da força muscular isométrica de extensores de punho e redução do tônus para pacientes com extensão ativa de punho superior a 20º antes da intervenção.
OBJETIVO: Com relação à amplitude de movimento e redução do tônus para pacientes com 10º e 20º de extensão ativa de punho, não se observaram ganhos significativos.
MÉTODO: Este estudo avaliou a eficácia da estimulação elétrica funcional otimizada (FES-O) por duas semanas sobre a destreza manual e a amplitude de movimento (ADM) em três indivíduos apresentando hemiparesia decorrente de AVC.
RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram melhora em um ou mais itens da avaliação (destreza manual e ADM).
CONCLUSÃO: Podemos concluir que a aplicação de estimulação de acordo com este novo parâmetro mostrou-se benéfica,em pouco tempo de estimulação naquelespacientes com apenas esboço de movimento de dedos.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral/reabilitação, estimulação elétrica, hemiparesia

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