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Número atual: Agosto 1995 - Volume 2  - Número 3

EDITORIAL

1 - Luta pela regulamentação do ato médico

Linamara Rizzo Battistello

Acta Fisiátr. 1995;2(3):5-6



TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

2 - Impacto da informática na educação médica

György M. Böhm

Acta Fisiátr. 1995;2(3):7-11



ARTIGO ORIGINAL

3 - Avaliação da utilização da tipóia de bobath na subluxação de ombro do paciente hemiplégico

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Paes Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Gracindo Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 1995;2(3):12-14

Uma das complicações mais graves do paciente hemiplégico pós AVC é a subluxação do ombro decorrente do desequilíbrio muscular, e que está freqüentemente associado à dor. Apesar das várias modalidades de tipóias1 para contenção da subluxação, há poucos estudos referentes ao uso delas. Optamos pela avaliação da tipóia de Bobath, analisando-as nos aspectos referentes à melhora da dor, dificuldades de colocação, conforto durante o uso e aderência. Verificamos que dentre os pacientes analisados, apenas 25% obtiveram melhora significativa da dor, todos eram dependentes na sua colocação e a grande maioria teve queixas quanto ao desconforto durante o uso. Houve uma porcentagem significativa de abandono e erro de utilização. Concluímos que a tipóia de Bobath, apesar de permitir redução visual da subluxação de ombro do paciente hemiplégico, não é um recurso ortésico adequado para a reabilitação do mesmo.

Palavras-chave: Tipóias de Bobath. Subluxação de ombro. Hemiplegia.

4 - Tipóia de gaylord adaptada: uso na subluxação do ombro do paciente hemipíégico

Maria Inês Paes Lourenção; Margarida Harumi Miyazaki; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Gracindo Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistella; Andrea D. Furlan

Acta Fisiátr. 1995;2(3):15-17

O presente estudo tem por objetivo avaliar os benefícios do uso da tipóia de Gaylord1 adaptada em 30 pacientes hemiplégicos com subluxação de ombro associado à dor. Analisamos aspectos referentes à melhora da dor, grau de dependência dificuldade na sua colocação e conforto durante seu uso. Consideramos melhora expressiva da dor quando esta ocorreu em pelo menos 75%.
Resultados, após pelo menos 2 meses de uso, mostraram que 66,7% dos pacientes obtiveram melhora expressiva da dor, 93,3% eram dependentes na sua colocação, 83,3% referem que esta era fácil de ser colocada e 100% que ela era confortável. Frente aos resultados obtidos, verificamos que a tipóia de Gaylord pode ser um recurso ortésico benéfico na subluxação de ombro dos pacientes hemiplégicos.

Palavras-chave: Subluxação de ombro. Hemiplegia. Tipóia de Gaylord.

5 - Equipamentos para estimulação elétrica funcional

Antônio Cardoso Santos; Danton P. Silva Jr.; André Frota Muller; Paulo R.Oppermann Thomé; Paulo Roberto Stefani Sanches; Maria E. Alves; Maria E. Bortolozzo

Acta Fisiátr. 1995;2(3):18-23

TÍTULO: Estimulação Elétrica Funcional (FES)
OBJETIVOS: Avaliação da técnica FES em pacientes com patologias neurológicas diversas, utilizando equipamentos desenvolvidos pela Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os objetivos principais deste trabalho são: redução da espasticidade muscular, fortalecimento muscular e melhora no padrão de marcha.
MATERIAL: FES-II portátil, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
FES-II clínico, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
Estes equipamentos FES possuem as seguintes características principais:

Canais: 2 canais isolados
Amplitude da corrente de saída:0 a 80 mA
Largura dos pulsos:100 a 700µs
Freqüência dos pulsos: 10 a 60 Hz
Trem de pulsos (Tempos de ataque, sustentação, descida e repouso): ajustáveis
Controle Automático e Manual  

Marcha automaticamente assistida (utilizando duas palmilhas especialmente desenvolvidas).
MÉTODOS: Metodologia da Escola de Lubljana. Sessões periódicas de 10 minutos cada, aplicadas a pacientes previamente selecionados. Os resultados foram avaliados pela análise dos padrões de marcha e o exame clínico dos músculos estimulados.
RESULTADOS:
Redução da espasticidade muscular:27/33
81,8 % pacientes 
Melhora no padrão de marcha:14/19
73,7 % pacientes 
Alívio no ombro doloroso:12/12
100 % pacientes*  

CONCLUSÕES: A técnica de Estimulação Elétrica Funcional (FES) é um meio eficiente de obter contrações musculares controladas em membros paralisados, e, se possível, restaurar as funções destes membros. FES é clinicamente indicado para pacientes com lesões na medula espinhal (04), acidentes vasculares cerebrais, paralisia central, esclerose múltipla, etc...(05). A aplicação regular da estimulação neuromuscular, usando FES, provou ser eficiente no tratamento de pacientes com deficiências motoras causadas por diferentes patologias do sistema nervoso central.

Palavras-chave: FES. Estimulação Elétrica Funcional. Eletroestimula-ção. Reabilitação Física. Redução da Espasticidade. Melhora no Padrão de Marcha.

6 - Estudo da interferência dos déficits motor e sensitivo na função manual de pacientes hemiplégicos submetidos à estimulação elétrica funcional (FES)

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Claudete Lourenço; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 1995;2(3):24-26

O presente estudo procura identificar os aspectos fisiopatológicos que condicionam um mau prognóstico na aplicação da Estimulação Elétrica Funcional1 (FES), sendo pareados os bons e maus resultados com os déficits motor e sensitivo. Foram avaliados 17 pacientes hemiplégicos, com praxia e gnosia preservados, submetidos às técnicas convencionais da Terapia Ocupacional e Estimulação Elétrica Funcional. Os eletrodos foram ajustados, de modo a obter dorsiflexão de punho e dedos e abdução de polegar, quando possível. Foram realizadas avaliações das sensibilidades superficial (táctil e dolorosa) e profunda (reconhecimento de diferentes posições do membro acometido), das preensões tipo cilindro, esfera, gancho e pinças lateral, polpa a polpa e 03 pontos, antes e logo após 06 meses de FES. Resultados mostraram que 13 pacientes obtiveram melhora da movimentação ativa manual. Os pacientes que melhoraram tinham sensibilidade superficial e profunda normal ou alterada, mas apresentavam algum tipo de movimentação manual espontânea. Os pacientes, que não melhoraram, tinham alterações das sensibilidades superficial e/ou profunda, mas não tinham qualquer movimentação manual ativa. Conclui-se que a associação da Estimulação Elétrica Funcional às técnicas convencionais de Terapia Ocupacional é um meio eficaz de melhorar a função manual de pacientes hemiplégicos com movimentação voluntária parcialmente preservada.

Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

ARTIGO DE REVISÃO

7 - Neuroplasticidade e a recuperação da função após lesões cerebrais

José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr. 1995;2(3):27-30



PONTO DE VISTA

8 - A medicina física e reabilitação: uma visão crítica

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 1995;2(3):31-32



EDUCAÇÃO MEDICA

9 - Respondendo às questões

Acta Fisiátr. 1995;2(3):33-34



CARTAS

10 - Cartas ao editor

Acta Fisiátr. 1995;2(3):38-39



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