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Número atual: Abril 1998 - Volume 5  - Número 1

EDITORIAL

1 - Laboratórios para estudo do movimento

Linamara Rizzo Baftistella

Acta Fisiátr. 1998;5(1):5-6



ARTIGO DE REVISÃO

2 - O músculo trapézio e o desequilibrio funcional craniomandibular

Henrique Ayres de Vasconcellos; Débora Cristina Csura Szendrodi

Acta Fisiátr. 1998;5(1):7-10

Neste estudo fizemos uma descrição evolutiva do músculo trapézio (MT), sua morfologia, origem e inserção e uma análise de sua inervação. O objetivo deste trabalho é estabelecer uma relação anátomo-funcional entre o mt e as disfunções da atm e de outras estruturas da cabeça e do pescoço.

Palavras-chave: Músculo trapézio, Disfunção da ATM, Disfunção craniomandibular.

ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO

3 - Abordagem clínica e eletrofisiológica em neuropatías periféricas

José A. Garbino

Acta Fisiátr. 1998;5(1):11-17

O autor pontua aspectos cruciais ao eletrofisiologista e ao clínico quanto ao diagnóstico das Neuropatias Periféricas. Relaciona achados clínicos aos eletrofisiológicos e à fisiopatologia do nervo periférico. O autor também apresenta soluções de diagnóstico específicas a problemas selecionados de interesse ao eletrofisiologista.

Palavras-chave: Estudos da condução nervosa, Eletromiografia, Resposta simpático-cutánea, Neuropatias periféricas.

ARTIGO ORIGINAL

4 - Características fisiológicas, músculo-esqueléticas, antropométricas e oftalmológicas em jogadoras de futebol feminino consideradas de élite

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Gilberto da Silva Machado; Júlio Cesar Costa Rosa Lolla; Cláudio Lepéra; Fernando Miele da Ponte; Adilson Andrade da Silva Wilson Oliveira Riça; Albertina Fontana Rosa; Solange Basílio da Costa; Emídio Valenti Tavares; Alberto Alves de Azevedo Teixeira; Ana Maria Visconti; Antonio Palma Seman; Mauro Theodoro Firmino; Reynaldo Rodrigues da Costa; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr. 1998;5(1):18-26

O futebol feminino tem crescido acentuadamente em nosso país. Quinze jogadoras de futebol com média de idade de 22,3 ± 6,2 anos; peso 58,2 ± 8,3 kg e estatura 162,5 ± 6,1 cm foram submetidas à avaliação de vários parâmetros considerados importantes para o rendimento atlético das futebolistas. Além disso, comparamos alguns índices funcionais encontrados na literatura com os de jogadoras de outros países com mais experiência na prática desta modalidade. Os seguintes parâmetros e resultados foram:
Cardiorrespiratório e metabólico em repouso e no exercício:
FC = 87 ± 8 bpm; PAS = 100,6 ± 4,5 mmHg; PAD = 62,6 ± 4,5 mmHg; FCmax. = 194 ± 7 bpm; Borg = 19,5 ± 0,8; Veloc. max. = 13,4 ± 0,9 km.h-1; LV1 = 8,5 km h-1; LV2 = 11,2 km h-1; Vemax.= 93,9 ± 16,5 Lmin-1; VO2pico = 47,3 ± 4,5 mlO2kg h -1min-1; Cybex: força isocinética de MMII direito a 60º S-1 na extensão = 198,5 ± 44,1 Nm; na flexão 133,3 ± 30,5 Nm; MMII esquerdo a 60º S-1 na extensão = 203,6 ± 38,1 Nm; na Flexão 116,5 ± 18,8 Nm; Wingate: potência de pico corrigida pelo peso = 9,5 ± 0,9 w.kg-1; potência média = 7,5 ± 0,5 w.kg-1; índice de fadiga = 56,7 ± 7,3%; % de Gordura = 17,4 ± 2,3%; Avaliação oftalmológica: Acuidade visual para longe dos olhos direito e esquerdo foi de 97,5 ± 5,8%, respectivamente; Pressão intraocular dos olhos direito e esquerdo = 13,7 ± 2,7 e 13,1 ± 2,4 mmHg, respectivamente. Os resultados das variáveis que foram possíveis comparar com as das futebolistas internacionais mostraram que nossas atletas estavam com os índices equivalentes e, em alguns casos, até superiores. Entretanto, pela escassez de informações, ainda não há condições de estabelecer a quantificação dos índices mais adequados para a prática desta modalidade esportiva pelas mulheres. É necessário a realização de um volume maior de estudos, enfocando vários aspectos do futebol feminino.

Palavras-chave: Futebol feminino, Ergoespirometria, Teste Wingate, Porcentagem de gordura, Avaliação isocinética, Análise oftalmológica, Medicina esportiva.

5 - Testes de função ventilatória e obesidade

Sérgio dos Santos; Antonio Nelson Cincotto; José Otávio Alquezar Gozzano; Carlos O'Hara; Mirella Galiotto

Acta Fisiátr. 1998;5(1):27-30

Com a finalidade de conhecer o comportamento das provas funcionais respiratorias nos pacientes obesos, os autores as realizaram em 86 pacientes, sendo 31 homens e 55 mulheres, que foram separados de acordo com o peso, em obesidade mórbida e não-mórbida.
A idade dos pacientes era de 30 ± 15 anos e o peso de 84,0 ± 17,2 kg, com IMC médio de 31,5.
Todos realizaram provas funcionais quando da internação, e consideramos neste estudo, a capacidade vital forçada, o volume expiratório forçado e a ventilação voluntária váxima.
Os pacientes com obesidade mórbida apresentaram, em média, valores menores de ventilação voluntária máxima quando comparados com os obesos não-mórbidos, caracterizando então uma alteração restritiva, com p = 0,024.

6 - Análise cinemática tridimensional da articulação subtalar durante a marcha em mulheres normais

Lícia Margarida de Vilhena Saadi; Iracy G. Knackfuss; Carmen L. N. de Castro; Rogério Emygdio

Acta Fisiátr. 1998;5(1):31-37

O objetivo deste trabalho foi estudar, aplicando o sistema PeakPerformance de análise cinemática tridimensional, a variação angular da articulação subtalar durante a marcha. Foram estudadas 29 mulheres assintomáticas, entre 40 e 75 anos, devido à grande demanda no ambulatório de MFR-HUCFF de mulheres com idade acima de 40 anos, que apresentam doenças que comprometem função da articulação subtalar. Utilizou-se o "Sistema PeakPerformance para Análise Tridimensional do Movimento" com o programa computacional "Peakversão 5.2" que aplica o método "Direct Linear Transformation - DLT". Aplicou-se uma variação da metodologia proposta por Nawoczenski e cols., 1995. Tendo em vista que o programa computacional utilizado, "Peak versão 5.2", não é específico para a análise de marcha, foi desenvolvida uma rotina matemática para a conversão dos valores calculados nos ângulos da subtalar. No tratamento dos dados, utilizou-se a estatística descritiva dos valores do movimento da articulação subtalar durante o ciclo da marcha e o Teste F para o estudo comparativo do comportamento das articulações subtalar direita e esquerda. Os resultados mostraram que a Análise Cinemática Tridimensional, utilizando o Sistema Peak Perfomance, é precisa para avaliar o comportamento funcional da articulação subtalar e para quantificar a sua variação angular no ciclo da marcha (C=10,33º - SD=1,82; C=10,360 - SD=1,46 pronação-supinação da articulação subtalar direita e esquerda). Os achados desta pesquisa são coincidentes com os descritos por Wright, 1964; Perry, 1992, Mann, 1993; Pratt, 1993; Inman, 1994 e mostram o comportamento fisiológico da articulação subtalar. Observou-se que não existem diferenças significativas entre o comportamento da articulação subtalar direita e esquerda durante o ciclo da marcha.

Palavras-chave: Articulação subtalar, Marcha, Análise cinemática tridimensional

7 - Perfil epidemiológico dos pacientes amputados tratados no Centro de Reabilitação "Lar Escola São Francisco"

Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr. 1998;5(1):38-42

Os autores fizeram revisão de prontuários de 90 pacientes amputados, tratados no Lar Escola São Francisco - São Paulo, no período de janeiro de 1993 até junho de 1995, com o objetivo de traçar o perfil epidemiológico do próprio serviço.
Houve predomínio do sexo masculino, de amputações acima do joelho e de etiologia vascular, em pacientes com mais de 50 anos de idade.
Observou-se que ainda há muita demora no início do processo reabilitativo; que o tempo médio de tratamento é maior que o descrito na literatura, para quase todos os níveis de amputação; que os índices de abandono de tratamento são elevados, mesmo nas amputações de membros inferiores; que ainda há muita inadequação e desconhecimento, por parte dos médicos, em relação ao processo de reabilitação de pacientes amputados.

Palavras-chave: Amputações, Reabilitação, Próteses.

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