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Número atual: Dezembro 2000 - Volume 7  - Número 3

ARTIGO ORIGINAL

1 - Perfil dos pacientes hemiplégicos atendidos no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação

Review of hemiplegic patient treatment at a rehabilitation centre

Auri de Abreu Bruno; Carolinne Atta Farias; Guilherme Tsutomu Iryia; Danilo Masiero

Acta Fisiátr. 2000;7(3):92-94

Realizamos um estudo retrospectivo por meio do levantamento de 147 prontuários de pacientes hemiplégicos atendidos na Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação. O período escolhido, janeiro de 1995 a dezembro de 1998, foi posterior à implantação dos grupos de hemiplegia, com o objetivo de conhecermos o perfil dos hemiplégicos atendidos na instituição, compararmos o tempo de permanência entre o atendimento individual e o em grupo, para auxiliar na otimização do tratamento. Os autores observaram predomínio da hemiplegia no sexo masculino e no hemicorpo direito. A maioria era constituída de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde, tendo freqüentado terapias 2 vezes por semana com duração de 1 hora, em grupo de 4 a 6 pacientes. A principal etiologia encontrada foi a lesão isquêmica. O tempo de permanência na instituição variou de 2 meses a 2 anos, com a média de permanência muito acima dos critérios de prognóstico descritos na literatura mundial, o que deveremos rever para os tratamentos futuros.

Palavras-chave: Hemiplegia. AVC. Reabilitação. Epidemiologia.

2 - Relação entre lordose lombar e desempenho da musculatura abdominal em alunos de fisioterapia

Roberta Ramos Pinto; Christiane de S. Guerino; Daniela Bittencourt Consolin; Ana Cláudia Violino da Cunha

Acta Fisiátr. 2000;7(3):95-98

Sabendo-se que a metade do peso corporal está em equilíbrio estável sobre a coluna lombar, toda a musculatura estabilizadora desta região é importante, em especial os músculos abdominais. Esses músculos revestem as paredes laterais, anterior e posterior do abdome, agindo como uma espécie de cinta que contém as vísceras, auxiliam no equilíbrio e atuam diretamente na estática e na dinâmica da pelve, sendo muito importante para a postura do corpo. Não há comprovação científica de que a habilidade da musculatura abdominal esteja realmente relacionada com a postura ereta relaxada e conseqüentemente com a angulação lordótica lombar. Com o objetivo de relacionar a força abdominal e o ângulo da lordose lombar, foi utilizado como medida o ângulo da lordose lombar com o auxílio de radiografias da região lombar realizadas com o indivíduo em posição ortostática, e a performance abdominal com o auxílio de um esfigmomanômetro. Para esse estudo foram avaliados 50 alunos assintomáticos do curso de fisioterapia da Universidade Estadual de Londrina, com idade média entre 22,08 anos; destes, 5 eram homens e 45, mulheres. Como resultado, não foi encontrada correlação significante entre os parâmetros analisados.

Palavras-chave: Hiperlordose lombar. Força abdominal. Alterações posturais. Coluna lombar.

3 - Reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico: conseqüências na afetividade e no emocional

Vera Lúcia Rodrigues Alves; Harumi Nemoto Kaihami

Acta Fisiátr. 2000;7(3):99-102

As autoras colocam em pauta a reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico, em suas diferentes facetas, considerando-se os déficits físicos, cognitivos e os aspectos afetivos/emocionais. Destacam a posição que os pais ocupam no momento de crise e as conseqüências posteriores no âmbito emocional. Ressaltam a violência que ocorre com as crianças e com os pais, decorrentes de normas culturais e sociais. Concluem, enfatizando a responsabilidade partilhada entre pais, crianças e sociedade com respeito à questão da prevenção.

Palavras-chave: Criança. Traumatismo cranioencefálico. Psicologia. Reabilitação.

4 - Estudo da marcha em Idosos - resultados preliminares

Carmen Lúcia Natividade de Castro; Jucyleide Antonia de Castro Borba Santos; Paula S. Leifeld; Luciana V. Bizzo; Leonardo da Costa Silva; Tatiana F. Almeida; Anna Paula Chagas Bueno; Renata Duarte Teixeira

Acta Fisiátr. 2000;7(3):103-107

Os objetivos deste estudo piloto foram avaliar parâmetros tempo-espaciais da marcha de idosos brasileiros e comparar o valor médio da velocidade confortável da marcha com um banco de dados estrangeiro (de Oberg) de parâmetros básicos da marcha.
METODOLOGIA: Foram estudados 15 voluntários saudáveis (8 homens, 7 mulheres) dos 60 aos 79 anos de idade. As medidas foram realizadas no playgroung dos prédios onde residiam. A velocidade da marcha foi medida para uma distância de 6 m; o comprimento do passo, a largura da passada e o ângulo dos pés foram medidos a partir de impressões plantares. A cadência foi calculada a partir da velocidade da marcha e do comprimento do passo.
RESULTADOS: O valor médio da velocidade confortável da marcha variou de 1,05 ± 0,14 m/s para mulheres da faixa etária de 60 anos a 1,10 ± 0,13 m/s para homens da faixa etária de 70 anos. Os valores médios do comprimento do passo, da largura da passada, do ângulo dos pés e da cadência foram respectivamente 52,1 ± 8,75 cm; 11,2 ± 3,49 cm; 119,4 ± 11,07 passos/min e 13,5 ± 8,53 graus para os homens e 46,6 ± 8,08 cm; 6,75 ± 7,07cm; 137,4 ± 22,64 passos/min e 7,5 ± 5,1 graus para as mulheres.
CONCLUSÃO: O menor valor da velocidade da marcha encontrado para os nossos idosos (apesar da casuística pequena), quando confrontado com os dados de Oberg, sugere a importância de estudos completos para suprir a falta de dados normativos de parâmetros da marcha para a população brasileira.

Palavras-chave: Marcha em idosos. Parâmetros básicos da marcha. Velocidade da marcha.

5 - Fortalecimento muscular e condicionamento físico em hemiplégicos

Muscle strengthening and physical conditioning in chronic stroke subjects

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Edênia Santos Garcia Oliveira; Eneida Geralda Santos Santana; Gessione Patricia Resende

Acta Fisiátr. 2000;7(3):108-118

Estudos da literatura demonstram um agravamento do déficit funcional do processo de envelhecimento pelas manifestações clínicas do Acidente vascular cerebral (AVC), como fraqueza muscular, descondicionamento e espasticidade. Pacientes hemiplégicos crônicos submetidos a treinamento de força muscular e condicionamento aeróbico apresentam melhora da velocidade da marcha, maior capacidade de geração de força, aumento do VO2 máximo, melhora da performance funcional e da qualidade de vida, sem, entretanto, alterar o tônus muscular.

Palavras-chave: AVC. Hemiplegia. Condicionamento físico. Fortalecimento muscular. Espasticidade.

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