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Número atual: Agosto 1998 - Volume 5  - Número 2

ARTIGO ORIGINAL

1 - Análise crítica de parâmetros de qualidade de vida de pacientes com fibromialgia

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana A. Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr. 1998;5(2):116-120

OBJETIVO - Determinar quais sintomas ou distúrbios funcionais correlacionam-se com o impacto da fibromialgia (FM) na qualidade de vida de pacientes do sexo feminino.
CASUÍSTICA - 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia.
MATERIAL E MÉTODOS - Estudo transversal para análise dos seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica de fadiga - 0 a 10 - ENF); no de pontos dolorosos/gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Postsleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Os parâmetros foram analisados através do Coeficiente de Correlação de Spearman.
RESULTADOS - Houve correlação estatisticamente significante entre a qualidade de vida global (FIQ) e intensidade da dor (END), intensidade da fadiga (ENF) e capacidade funcional (HAQ). Houve correlação fraca com a qualidade do sono (PSI). Não se observou correlação entre o FIQ e a depressão (BDI). Por sua vez, a capacidade funcional (HAQ) correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor e da fadiga. Não houve correlação entre o HAQ e o BDI.
CONCLUSÃO - O impacto na qualidade de vida da fibromialgia correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor, fadiga e decréscimo da capacidade funcional.

Palavras-chave: Fibromialgia. Qualidade de vida. Dor crônica.

2 - Perfil de limiares ventilatórios durante o exercício e o consumo de oxigênio de pico verificado em jogadoras de futebol

Paulo Roberto Santos Silva; Adilson Andrade; Wilson Oliveira Riça; Ana Maria Visconti; Fernando Miele da Ponte; Emídio Valenti Tavares; Albertina Fontana Rosa; Solange Basílio da Costa; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr. 1998;5(2):121-127

Foram avaliadas trinta e sete jogadoras de futebol, com média de idade de 21,5 ± 5,9 anos, peso de 57,0 ± 8,3 kg, estatura de 161 ± 7 cm e índice de massa corpórea de 21,8 ± 2,1 kg/m2. Todas as atletas foram submetidas à avaliação espirométrica e metabólica, por meio de um sistema computadorizado de análise de gases expirados da marca SensorMedics, modelo Vmax 29C. A resposta cardiovascular foi verificada por meio de um eletrocardiógrafo computadorizado da marca HeartWare, modelo 6.4. A capacidade física máxima foi avaliada através de teste realizado em esteira rolante da marca Inbramed, modelo ATL-10.100, utilizando-se protocolo escalonado contínuo. Os seguintes parâmetros fisiológicos e os resultados encontrados foram: no Limiar Ventilatório Um (LV1): VO2 = 30,5 ± 3,7 mlO2.kg-1.min-1; % VO2 = 64 ± 7%; velocidade de corrida = 8,1 ± 0,3 km.h-1; FC = 154 ± 9 bpm. No Limiar Ventilatório Dois (LV2): VO2 = 40,9 ± 4,5 mlO2.kg-1.min-1; % VO2 = 85,7 ± 4,9 %; velocidade de corrida = 11,4 ± 1,1 km.h-1; FC = 179 ± 7 bpm. O VO2 de pico foi de 47,4 ± 4,1 mlO2.kg-1.min-1. Concluindo, a verificação de limiares ventilatórios e a potência aeróbia em jogadoras de futebol são parâmetros fisiológicos de grande importância, pois permitem ampliar suas aplicações práticas, qualificando, controlando e desenvolvendo de modo mais adequado e objetivo o treinamento físico dessas atletas.

Palavras-chave: Limiares ventilatórios. Consumo de oxigênio de pico. Futebolistas. Femininas. Medicina esportiva.

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