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Número atual: Dezembro 1998 - Volume 5  - Número 3

ARTIGO ORIGINAL

1 - Perfil de aptidão cardiorrespiratória e metabólica em bailarinos profissionais

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Nilo Sérgio Gava; Maristela Palácios Dourado; Paulo Yazbek Jr.; Gilson Tanaka Shinzato; Maurício A. Cardoso; Noeli Carnevali; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 1998;5(3):148-153

O principal objetivo deste estudo foi analisar aspectos cardiorrespiratórios e metabólicos e as alterações provocadas pelo treinamento específico de dança em umgrupo de 16 bailarinos de balé profissional, modalidade clássico, sendo 8 mulheres e 8 homens, com média de idade de 18,2 ± 3,8 anos e 26,2 ± 4,5 anos, respectivamente. Todos foram submetidos a teste máximo em esteira rolante, utilizando-se o protocolo de Bruce. Foi utilizado, na análise das respostas respiratórias e metabólicas, um sistema computadorizado Metabolic Measurement Cart da Beckman. Os seguintes resultados foram obtidos entre o grupo de balé vs o grupo-controle (masculino): VO2 max. (46 ± 4 vs 43 ± 6 mLO2. kg-1. min-1). FC máx.(194 ± 12 vs 202 ± 11 bpm); VE máx. (112 ± 16 vs 123 ± 181.min-1); VO2-LA (35 ± 4 vs 26 ± 4 mLO2.kg-1.min-1 [p < 0,01]); FC-LA (169 ± 18 vs 163 ± 15 bpm). Grupo de balé vs grupo-controle (feminino): VO2 máx. (39 ± 6 vs 35 ± 6 mLO2. kg-1-.min-1); FC máx. (197 ± 10 vs 201 ± 6 bpm); VE máx. (72 ± 9 vs 81 ± 61.min-1); VO2 -LA (26 ± 4 vs 27 ± 4 mLO2.kg-1.min-1); FC-LA (164 ± 10 vs 176 ± 17 bpm).
CONCLUSÕES: 1) a rotina específica de dança parece não gerar estímulo suficiente para aprimorar a aptidão cardiorrespiratória e metabólica dos bailarinos, e 2) sugere-se condicionamento físico adicional ao treinamento de balé.

Palavras-chave: Capacidade aeróbia. Balé profissional. Respostas fisiológicas.

2 - Comparação de duas "doses ideais" de alongamento

Leonardo Grandi

Acta Fisiátr. 1998;5(3):154-158

Apesar de sua grande utilização, os exercícios de alongamento têm sido muito pouco estudados no que diz respeito aos seus efeitos crônicos e ao número de repetições e a duração de cada repetição que deve ser utilizada em uma sessão. Com o objetivo de comparar duas "doses ideais" de alongamento (número e duração das repetições de um exercício) preconizadas em experimentos que utilizaram metodologia e amostras diferentes, foi feito um estudo tipo antes-depois com 8 indivíduos (seis homens, duas mulheres) com idades entre 22 e 33 anos. Inicialmente foi feita uma goniometria para mensuração da extensão máxima de cada joelho, com o quadril posicionado a 90º de flexão e, depois, a divisão da amostra em um grupo-controle com três indivíduos e um grupo teste de cinco indivíduos que realizou: no membro inferior esquerdo (MIE) 4 repetições de 18s de alongamento para a musculatura isquiotibial e no membro inferior direito (MID), 1 repetição de 30s. Após 3 semanas realizando esses exercícios 1 vez por semana, foram feitas novas goniometrias. Após análise utilizando o teste-t emparelhado, foi encontrado ganho significativo de arco de movimento (ADM) no grupo de MIEs (4 repetições de 18s) e no de MIDs (1 repetição de 30s) e não foi encontrado ganho nos membros inferiores do grupo-controle. Foram então comparados os ganhos de ADM dos grupos de MIEs e MIDs usando o teste-t simples e não foi evidenciada diferença significativa, o que sugere que as duas doses são igualmente eficazes para a musculatura isquiotibial.

Palavras-chave: Tempo. Repetições. Viscoelasticidade. Alongamento.

3 - Comparação clínica e funcional de pacientes com fibromialgia e dor miofascial

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana Andrade de Matos Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr. 1998;5(3):159-163

OBJETIVO: Estabelecer as diferenças e semelhanças entre mulheres com fibromialgia (FM) e mulheres com dor miofascial regional (DM) do ponto de vista clínico, funcional e qualidade de vida.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal de 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia da American College of Rheumatology e 18 mulheres com dor músculo-esquelética regional associada à pontosgatilho dolorosos na área afetada pela dor. Foram analisados estatisticamente pela disciplina de Bioestatística da Faculdade os seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica fadiga - 0 a 10 - ENF); nº de pontos dolorosos/ gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Post-sleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Ambos os grupos equiparavam-se em relação a idade e estado civil e diferiam em relação à escolaridade, que era mais alta no grupo da DM.
RESULTADOS: As pacientes com DM apresentavam dor nas seguintes regiões: coluna cervical, cintura escapular, cintura pélvica e ATM. Os parâmetros avaliados no grupo da FM mostraram os seguintes resultados: END - 7,7 (5 - 10); ENF - 6,8 (0 -10); nº de pontos dolorosos - 13,7 (11 - 17); HAQ - 1,26 (0,12 - 2,37); PSI - 81,29 (29 -110); BDI - 24 (0 - 60) e FIQ - 58,46 (33,0 - 80,71). No grupo da DM, observaram-se os seguintes resultados: END - 7,1 (2 - 10); ENF - 5,1 (0 - 10); nº de pontos dolorosos - 6,6 (1 - 8); HAQ - 0,68 (0 - 1,62); PSI - 64,62 (35 - 110); BDI - 18,5 (11 - 26) e FIQ - 43,55 (25,4 - 60,0). Houve diferença estatisticamente significante nos seguintes parâmetros: escolaridade, local de início da dor, nº de pontos dolorosos, comorbidade, HAQ, PSI, BDI e FIQ.
CONCLUSÕES: As semelhanças observadas entre pacientes com FM e DM são: dados demográficos, intensidade da dor e fadiga, presença de fatores desencadeantes e nível de atividade física. As diferenças observadas foram: escolaridade, capacidade funcional, qualidade do sono, intensidade da depressão e qualidade de vida.

Palavras-chave: Fibromialgia. Síndrome miofascial. Qualidade de vida.

ARTIGO ESPECIAL

4 - Interdisciplinaridade: possibilidades e equívocos

Mário César Brinhosa

Acta Fisiátr. 1998;5(3):164-169



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