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Número atual: Agosto 1999 - Volume 6  - Número 2

ARTIGO ORIGINAL

1 - Teletermografia: princípios físicos, fisiológicos e fisiopatológicos da produção da imagem e suas indicações na clínica de dor e reabilitação

Antônio C. de Camargo Andrade Filho

Acta Fisiátr. 1999;6(2):55-59

Este artigo faz uma revisão bibliográfica da história e faz uma atualização sobre a teletermografia, suas bases físicas, fisiológicas e fisiopatológicas. Também dá uma visão sobre as indicações desse exame na clínica de dor e medicina de reabilitação.

Palavras-chave: Termografia. Infravermelho. Teletermografia. Dor. Reabilitação.

2 - Reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico: conseqüências na afetividade/emocional

Vera Lúcia Rodrigues Alves; Harumi Nemoto Kaihami

Acta Fisiátr. 1999;6(2):60-63

As autoras colocam em pauta a reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico, em suas diferentes facetas, considerando-se os déficits físicos, cognitivos e aspectos afetivos/emocionais. Destacam a posição que os pais ocupam no momento de crise e as conseqüências posteriores no âmbito emocional. Ressaltam a violência que ocorre com as crianças e com os pais, decorrentes de normas culturais e sociais. Concluem, enfatizando a responsabilidade partilhada entre pais, crianças e sociedade com respeito à questão da prevenção.

Palavras-chave: Criança. Traumatismo cranioencefálico. Psicologia. Reabilitação.

3 - Efeito da fisioterapia respiratória convencional e da manobra de aspiração na resistência do sistema respiratório e na saturação de O2 em pacientes submetidos à ventilação mecânica

Viviane Christina Ruiz; Letícia Cláudia de Oliveira; Fabíola Borges; Adalberto José Crocci; Ligia Maria Suppo Souza Rugolo

Acta Fisiátr. 1999;6(2):64-69

Os primeiros relatos dos benefícios da drenagem postural no tratamento das bronquiectasias datam do início do século XX. Desde então, numerosos trabalhos têm sido publicados sobre indicações, técnicas, riscos e benefícios da fisioterapia respiratória. Entretanto, não tem sido avaliado comparativamente os efeitos da fisioterapia respiratória convencional (drenagem postural, percussão e aspiração) e da manobra de aspiração sobre a resistência do sistema respiratório, e sobre a saturação de O2 (SpO2), motivo pelo qual foi proposto neste estudo a avaliação dos efeitos da FRC e da manobra de aspiração isoladamente nos valores da resistência e SpO2. Foram investigados doze pacientes, idade média de 58 anos, internados na UTI do HC FMB- UNESP, com insuficiência respiratória em ventilação mecânica. Durante quatro dias, os pacientes foram submetidos de forma alternada a sessões de aspiração isoladamente e de FRC, documentando-se imediatamente antes e após cada procedimento os valores da resistência e da SpO2. Observou-se que houve uma diminuição significativa (p < 0,05) da resistência em todos os dias quando se utilizou a FRC. Quando o método utilizado foi o de aspiração, não houve significância estatística (p > 0,05). Os valores da SpO2 não se alteraram com o uso da FRC e da aspiração. Esses resultados demonstraram que a FRC é benéfica na melhoria da resistência do sistema respiratório.

Palavras-chave: Saturação de O2. Resistência respiratória. Fisioterapia respiratória. Ventilação mecânica. Aspiração.

4 - Estudo descritivo sobre a importância da avaliação funcional como procedimento prévio no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas realizado em pré-temporada

Alberto Azevedo Alves Teixeira; Paulo Roberto Santos Silva; Luís Antonio Inarra; José Roberto Rivelino Vidal; Cláudio Lépera; Gilberto Silva Machado; Luciana Collet Winther Rebello; Luís Carlos Prima; Mário Jorge Lobo Zagallo; Jorge Mendes de Sousa

Acta Fisiátr. 1999;6(2):70-77

O principal objetivo deste estudo foi mostrar a importância da avaliação funcional como procedimento utilizado no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas profissionais em pré-temporada. Foram avaliados e posteriormente concentrados na cidade de Águas de Lindóia, Estado de São Paulo, por 16 dias, 23 jogadores pertencentes ao Departamento de Futebol Profissional da Associação Portuguesa de Desportos, em preparação para o Campeonato Paulista, edição 1999. Todos foram submetidos a uma bateria de testes que constou de avaliação cardiorrespiratória e metabólica, odontológica, isocinética de membros inferiores, porcentagem de gordura corpórea, da potência anaeróbia pelo teste de Wingate e testes de campo. Os seguintes resultados e os parâmetros avaliados foram: no limiar ventilatório 2 (LV 2): VO2 = 49,09 ± 4,83 mL.kg-1.min-1; %VO2 = 82,7 ± 5,8; velocidade de corrida = 12,8 ± 0,9 km.h-1; FC = 174 ± 9 bpm; no exercício máximo: VE BTPS = 137,3 ± 11,3 L.min-1; velocidade de corrida = 17,6 ± 0,7 km.h-1; FC = (191 ± 8 bpm); VO2pico = 59,28 ± 3,52 mL.kg-1.min-1; Lactato = 10,5 ± 1,5 mM. Teste de Wingate: potência pico = 13,5 ± 1,1 w.kg-1; potência média = 10,1 ± 0,6 w.kg-1; índice de fadiga = 53,0 ± 7,7 %. Teste Isocinético: velocidade angular da articulação do joelho da perna direita na extensão e flexão a 60°S-1 = 298 ± 72 e 198 ± 44 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 137 ± 32 e 121 ± 26 Nm, respectivamente. Velocidade angular da articulação do joelho da perna esquerda na extensão e flexão a 60°S-1 = 272 ± 62 e 185 ± 45 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 138 ± 28 e 122 ± 27 Nm, respectivamente. A intensidade dos treinamentos aeróbio e anaeróbio foi controlada em campo por medidas de lactato, utilizando-se lactômetro portátil. O treinamento de musculação foi realizado a 60% da carga máxima para cada exercício. Os exercícios de alongamento e na piscina (hidroginástica) foram exaustivamente realizados pelos jogadores. Em média, cada sessão (manhã e tarde) durou 120 minutos. Portanto, pelo pouco tempo destinado a essa fase de preparação, a importância da avaliação funcional multidisciplinar, justifica-se ainda mais, pois, a partir dos resultados, é possível detectar e corrigir possíveis deficiências, direcionando com objetividade o treinamento dos futebolistas.

Palavras-chave: Avaliação fisiológica. Treinamento físico. Pré-temporada. Jogadores de futebol. Medicina esportiva.

ARTIGO DE REVISÃO E AVALIAÇÃO

5 - Melorreostose em reabilitação

Melorheostosis in rehabilitation

Paulo Alberto Nucera

Acta Fisiátr. 1999;6(2):78-81

A melorreostose é uma patologia rara, caracterizada por uma hiperostose linear do córtex, de etiologia desconhecida, podendo afetar qualquer estrutura óssea do organismo, sendo mais comum nos ossos longos. A melorreostose espinhal e craniana necessitando de intervenção neurocirúrgica é pouco freqüente, podendo causar lesões neurológicas. Dependendo do local acometido e da agressividade da doença, alguns pacientes necessitarão do tratamento fisiátrico, uma vez que as fraturas patológicas dos ossos poderão causar perdas graves quanto à capacidade funcional, tornando a medicina de reabilitação fundamental na melhoria da qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Melorreostose. Reabilitação. Lesão medular.

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