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Número atual: Dezembro 2001 - Volume 8  - Número 3

ARTIGO ORIGINAL

1 - A avaliação do uso da toxina botulínica A e da cinesioterapia na melhora da marcha do portador de paralisia cerebral do tipo hemiparétic

Tereza Cristina Carbonari de Faria; Danilo Masiero; Maria Matilde de Melo Spósito; Marcelo Saad

Acta Fisiátr. 2001;8(3):101-106

Foram estudados 14 pacientes com paralisia cerebral do tipo hemiparético, eqüinismo dinâmico e idade entre 3 e 9 anos, com média de 5,93 anos. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Grupo I - 7 crianças que foram tratadas com toxina botulínica tipo A (TBA) nos músculos gastrocnêmios e solear e tratamento cinesioterápico; Grupo II - 7 crianças que receberam apenas tratamento cinesioterápico. Avaliaram-se: a amplitude de movimento do tornozelo, o tônus muscular, a ação do músculo tibial anterior, a velocidade, a cadência da marcha, além da análise observacional da marcha e grau de satisfação dos pais. A análise estatística dos resultados mostrou, com significância, que no Grupo I houve melhora de todas as medidas avaliadas num intervalo mais curto de tempo. No Grupo II não houve melhora de todas as medidas avaliadas e o ganho em algumas medidas ocorreu num tempo mais longo.

Palavras-chave: Paralisia cerebral. Fisioterapia. Toxina botulínica tipo A. Marcha.

2 - Espiritualidade baseada em evidências

Marcelo Saad; Danilo Masiero; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 2001;8(3):107-112

Espiritualidade pode ser definida como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessoa. As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente e documentadas em centenas de artigos. Há relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que pessoas vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde. Existe uma associação entre espiritualidade e saúde que provavelmente é válida, e possivelmente causal. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. O presente artigo cita os trabalhos mais relevantes sobre o assunto.

Palavras-chave: Religião e ciência. Espiritualismo. Reabilitação. Saúde.

3 - Geometria do fêmur proximal em ossos de brasileiros

Ana Lúcia Mourão; Henrique A. Vasconcellos

Acta Fisiátr. 2001;8(3):113-119

OBJETIVO: Fornecer dados sobre a morfometria do fêmur proximal adulto para que se estabeleçam parâmetros e correlações entre as diversas medidas dessa porção do osso de brasileiros.
MATERIAL E MÉTODO: Realizamos a avaliação da geometria da extremidade proximal de 183 fêmures secos de adultos brasileiros, de ambos os sexos, sem idade cronológica determinada. A morfometria constou da obtenção das medidas: comprimento do colo do fêmur (CCF); largura do colo do fêmur (LCF); comprimento do eixo femoral (CEF); ângulo colodiafisário (ACD). Foi realizada também a densitometria óssea (DEXA) de 18 fêmures. A análise estatística constou do cálculo da média aritmética (X); desvio-padrão (SD) e mediana (Me), sendo testadas essas variáveis quanto ao lado através dos testes t de Student e Não- Paramétrico de Mann Whitney. Realizamos a correlação e a regressão linear simples entre as variáveis que apresentavam associação com o CEF. Resultado: Correlacionamos as medidas morfométricas com a densidade mineral óssea (DMO) e as densidades entre si. Encontramos os seguintes valores médios para os lados direito e esquerdo: CCF = 24,9 ± 4,5 mm e 24,3 ± 4,2 mm; LCF = 26,7 ± 3,1 mm e 26,3 ± 3,3 mm; CEF = 92,1 ± 6,9 mm e 92,0 ± 7,1 mm; ACD = 111,2° ± 5,9 e 114,2° ± 5,5. A correlação entre CEF x ACD não foi significante. As correlações entre morfometria e DMO foram menos significativas que as correlações das densidades entre si.
CONCLUSÃO: Podemos acreditar que a associação entre o CEF e as outras medidas pode ter valor preditivo no risco de fratura. Considerando a importância desse fator, procedemos a este estudo para podermos fornecer dados da geometria femoral de ossos de brasileiros, bem como possibilitar aplicação desses dados na prática clínica.

Palavras-chave: Fraturas do fêmur. Geometria. Eixo femoral. Fatores de risco.

4 - Avaliação podobarométrica nas amputações do médio e antepé

Therezinha Rosane Chamlian; Caio Nery; Cibele Réssio; Danilo Masiero

Acta Fisiátr. 2001;8(3):120-129

Os autores estudaram a marcha de 14 pacientes com amputações unilaterais parciais do pé, Chopart e transmetatarsiana, através do podobarômetro F-Scan®, para determinar a duração do passo, a distribuição do pico de pressão máxima, o impulso vertical, a velocidade e a trajetória do baricentro (COP), nas situações: sem calçado, com palmilha plana e com prótese de Chopart. A análise dos resultados demonstrou que o tempo total do passo do lado amputado, nos dois grupos, é menor do que o dos pés não-amputados, nas três situações. A utilização de palmilhas não produz alterações e o uso de próteses aumenta significantemente o tempo de duração do passo, em ambos os pés. Os picos de pressão máxima nos pés amputados são superiores aos dos pés não-amputados, nos dois grupos de pacientes, nas três situações estudadas. O uso de palmilhas e próteses reduz significantemente os níveis de pressão máxima, em ambos os pés, sendo a intensidade dessa redução proporcional à rigidez imposta pelo equipamento utilizado. A localização dos picos de pressão máxima pode ser modificada na dependência do tipo de órtese ou prótese utilizada, em ambos os pés. O impulso vertical do solo é menor no lado amputado nos dois grupos; no entanto, é constantemente maior na amputação do tipo Chopart que na transmetatarsiana. A velocidade de deslocamento do baricentro no retropé dos pacientes amputados, nos dois grupos, é menor do que a observada nos pés não-amputados, e não varia com a utilização das órteses e próteses estudadas.Os pés não-amputados dos pacientes dos dois grupos apresentam alterações funcionais importantes manifestadas por desvios das velocidades do baricentro no retro, médio e antepé.

Palavras-chave: Amputação. Pé. Marcha. Pressão. Aparelhos ortopédicos.

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