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Alterações de comunicação e linguagem de pacientes portadores de lesão encefálica adquirida. Estudo descritivo retrospectivo

Communication and language disorders of patients with acquired brain injuries. A retrospective and descriptive study

Rebeca Boltes Cecatto; Sueli Hamada Jucá; Maria Inês Nacarato; Fabiana Regina Giacomini Maeda; Fernanda Franco Prieto

Acta Fisiátr.2006;13(3):136-146

Há poucos estudos brasileiros abordando a comunicação e linguagem dos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas, bem como sua relação com as melhoras motoras e cognitivas durante a reabilitação. Esse fator, somado à complexidade da avaliação dessas alterações justifica este estudo. O objetivo deste estudo foi descrever as alterações de comunicação nos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas atendidos pela equipe de reabilitação de pacientes com lesões encefálicas adquiridas e correlacionar esses dados com variáveis biodemográficas, clínicas e achados aos exames de imagem. Cento e dezenove prontuários médicos de pacientes hemiplégicos sob reabilitação, atendidos entre Outubro de 2002 e 2004 foram avaliados. Foram tabulados dados clínicos, biodemográficos, resultados de exame de imagem e o padrão de transtorno de comunicação de acordo com a avaliação realizada no serviço de fonoaudiologia. O grau de incapacidade foi avaliado pela medida de independência funcional (MIF). O AVE correspondeu a 74% dos casos, seguido pelo TCE em 20% e 6% de outras etiologias. Cinqüenta e um pacientes apresentaram alterações de linguagem, enquanto 43 tinham outras alterações fonoaudiológicas e não de linguagem e 25 sem alterações; 30,9% de afasias (sendo 56% dessas, mistas, a mais prevalente), 27,7% de disartrias, 24,5% de apraxias, 22,3% de alterações lingüístico-cognitivas, 21,3% de alterações de voz, 20,2% de disfagias, 14,9% de alterações sensoriomotoras orais, 3,2% de hipoacusias e 1,1% de anomias. Não foram encontradas associações entre o gênero na comparação dos subgrupos com afasia, portadores de distúrbio lingüístico-cognitivo, TCE ou AVE, bem como nenhum paciente sugerindo dominância cerebral para linguagem à direita. A prevalência das afasias apresentou relação com a lateralidade esquerda da lesão e a dos distúrbios lingüístico-cognitivos com a lateralidade direita e com a presença de TCE, sendo menor o número de afásicos entre os pacientes com TCE do que no resto da amostra. A MIF apresentou associação com as alterações de linguagem, sugerindo que estas influenciaram o grau de independência dos pacientes.
CONCLUSÕES: A comunicação e suas alterações estão ligadas às outras alterações cognitivas, motoras, sócio-culturais e pessoais do paciente, o que reforça a importância das equipes interdisciplinares no diagnóstico funcional e reabilitação dos pacientes com lesões encefálicas adquiridas.

Palavras-chave: Reabilitação dos transtornos da fala e da linguagem, acidente cerebrovascular, traumatismos cerebrais, transtornos da comunicação, transtornos cognitivos

 

Deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica

The deglutition of patients with amyotrophic lateral sclerosis

Émille Dalbem Paim; Munique Jarces; Patricia Zart; Daniel Lima Varela

Acta Fisiátr.2016;23(3):120-124

Objetivo: Analisar as características da deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica, através da videofluoroscopia da deglutição. Métodos: Foram selecionados 20 pacientes, com idades entre 43 a 75 anos, sem outra doença de base, que não utilizassem traqueostomia e vias alternativas para alimentação. Foi aplicada anamnese e realizado o exame de videofluoroscopia da deglutição, sendo ofertados alimentos nas consistências líquida, pastosa e sólida. Foram três ofertas de 5 ml para cada consistência e 5g de pão. Os exames foram filmados para análise. Resultados: Para consistência líquida, a alteração mais significativa foi a presença de resíduos na valécula em 11 sujeitos. Para a consistência pastosa, as principais características foram elevação laríngea reduzida em 12 e resíduo em transição faringoesofágica em 12. Já na consistência sólida, 10 apresentaram movimentos de língua reduzidos e em 10 houve resíduo em cavidade oral. Dos 20 sujeitos, 11 apresentaram disfagia discreta. Conclusão: Todos os sujeitos apresentaram disfagia, sendo de grau discreto, para a maioria. A fase faríngea foi a mais comprometida para as consistências pastosa e líquida, com resíduos em valécula e transição faringoesofágica, seguida da fase oral, com o tempo de trânsito oral aumentado e movimentos de língua reduzidos para a consistência sólida.

Palavras-chave: Transtornos de Deglutição, Esclerose Amiotrófica Lateral, Fonoaudiologia, Reabilitação

 

Dispositivo para emulação de <em>mouse</em> dedicado a pacientes tetraplégicos ou portadores de doença degenerativa do sistema neuromuscular

André Frotta Müller; Milton Antônio Zaro MA; Danton Pereira da Silva Jr.; Paulo Roberto Stefani Sanches; Elton Luiz Ferlin; Paulo Ricardo Oppermann Thomé; Antônio Cardoso dos Santos; Maria da Graça Tarrago

Acta Fisiátr.2001;8(2):63-66

O trabalho descreve o desenvolvimento de um dispositivo que emula um mouse serial Microsoft®. Este dispositivo permite ao deficiente físico tetraplégico acessar os recursos de informática em ambiente Windows® 95/98 (ler e editar textos, navegar na Internet e utilizar o correio eletrônico) e auxilia o paciente de doenças degenerativas do sistema neuromuscular, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), com disartria, a comunicar-se com as pessoas ao seu redor. O movimento do cursor na tela do computador é produzido a partir do movimento de flexão e extensão da cabeça do usuário, sendo utilizado para medir os ângulos de inclinação um sensor de aceleração estática e dinâmica de dois eixos. Para emular o botão do mouse, são captados os sinais EMG (eletromiográficos) produzidos a partir do movimento voluntário dos músculos mímicos da região frontal do usuário. O processamento digital é realizado por um microcontrolador de oito bits e os dados são transmitidos para um computador padrão IBM-PC através da interface RS232C.

Palavras-chave: Quadriplegia. Esclerose lateral amiotrófica. Interface usuário-computador. Disartria.

 

Identificação de broncoaspiração por disfagia orofaríngea em pacientes com pneumonia comunitária

Identification of bronchoaspiration due to oropharyngeal dysphagia in patients with community pneumonia

Yonatta Salarini Vieira Carvalho; Denise Rodrigues Xerez; Abelardo Queirós Campos de Araújo

Acta Fisiátr.2006;13(2):59-62

A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar resultante do processo infeccioso ou inflamatório, responsável por 5% do total das mortes notificadas no mundo, instalando-se geralmente em indivíduos cujos mecanismos de defesa encontram-se comprometidos. A relação estreita entre as alterações da deglutição e a predisposição para pneumonias bacterianas de repetição e sua associação com desordens neuromusculares tem sido objeto constante de pesquisas.
OBJETIVO: propor um protocolo clínico para detecção de broncoaspiração entre pacientes com pneumonia sem realização de videofluoroscopia.
METODOLOGIA: 70 pacientes com média de idade de 67,5±16,3 anos, foram submetidos a 2 protocolos de avaliação da deglutição validados na literatura: Tohara (2003) e Xerez (2002).
RESULTADOS: Foram considerados aspiradores pelo exame clínico 62,9% (44/70). Ser classificado aspirador pelo exame clínico mostrou correlação estatística significativa com a presença de doença neurológica e redução do estado de alerta (p<0,001).
CONCLUSÃO: o exame clínico foi capaz de detectar os pacientes em risco para pneumonia aspirativa. A presença da associação de fatores deve levar a equipe a adotar cautela maior no manuseio da alimentação do paciente com pneumonia que pode ser de origem aspirativa.

Palavras-chave: pneumonia aspirativa, avaliação clínica, fonoaudiologia, deglutição, desordens neuromusculares

 

O significado do discurso de risco na área de reabilitação

Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2001;8(2):67-70

A autora busca neste artigo analisar o discurso e as intervenções governamentais na atenção à pessoa portadora de deficiência. Nesse sentido discute-se o conceito de "risco" no contexto de saúde pública e o seu significado em reabilitação.

Palavras-chave: Risco. Reabilitação. Discurso político. Deficiente.

 

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