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A influência da negligência unilateral no desempenho de atividades de vida cotidiana - relato de 3 casos

The influence of unilateral negligence in the performance of activities of daily living - report of 3 cases

Denise Rodrigues Tsukimoto; Gabriela Antunes Valester

Acta Fisiátr.2005;12(3):108-114

A negligência unilateral é descrita como uma limitação na habilidade de direcionar, responder ou orientar-se frente a estímulos apresentados no lado oposto ao da lesão cerebral, freqüentemente se manifestando através de sistemas sensoriais variados, incluindo os sistemas visual, somatosensorial e auditivo e é diagnosticada quando esta habilidade diminuída não pode ser atribuída a déficits motores ou sensitivos. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as implicações deste acometimento influenciando o desempenho das atividades de vida cotidiana, através da realização de três relatos de caso e análise da atividade de alimentação, resultando no desenvolvimento de uma versão inicial de um protocolo para análise de atividade específica para quadros de negligência unilateral.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, atividades de vida diária, desempenho psicomotor, acidente vascular encefálico, negligência hemi-espacial, avaliação e desempenho de tarefas, avaliação ecológica.

 

A terapia de restrição como forma de aprimoramento da função do membro superior em pacientes com hemiplegia

Constraint-induced therapy as an approach to the improvement of upper limb in stroke patients

Marcelo Riberto; Heloisa Moreira Monroy; Harumi Nemoto Kaihami; Priscilla Pereira dos Santos Otsubo; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(1):15-19

A terapia de restrição consiste na imobilização do membro superior não comprometido de pacientes hemiplégicos em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) como forma de estímulo ao uso do membro superior que teve a sua força reduzida. Experimentos realizados em algumas amostras específicas de pacientes mostram resultados promissores com essa abordagem. Este estudo teve o objetivo verificar seu efeito numa amostra de pacientes hemiplégicos em processo de reabilitação. Foram selecionados pacientes com AVC há mais de 6 meses que se encontravam em processo de reabilitação e possuíssem força para extensão da mão e dedos de pelo menos 10º de forma voluntária. A aplicação da restrição foi associada a 6 horas de terapia multidisciplinar diariamente em dias de semana e orientada a manutenção das atividades nos finais de semana. Para avaliação dos resultados foram usados os seguintes instrumentos: medida de independência funcional (MIF), teste motor de Wolf (TMW), escala de avaliação das deficiências do AVC (EADAVC) e dinamometria de preensão. Observou-se ganho estatisticamente significante na MIF (108,5 ± 6,4 versus 113 ± 7,3, p = 0,02) e TMW (10,5 ± 6,4s versus 6,5 ± 3,7s, p = 0,006), mas não na EADAVC (56,7 ± 4,4 versus 59,4 ± 8,4, p = 0,16) ou Dinamometria de pressão (16,2 ± 4,5 kgf versus 16,3 ± 5,4 kgf, p = 0,98). A conclusão deste estudo é que a aplicação da técnica de restrição do membro superior em pacientes hemiplégicos pode resultar em ganhos agudamente, indicando um caminho alternativo na abordagem das suas incapacidades.

Palavras-chave: hemiplegia, reabilitação, terapia de restrição, avaliação funcional, incapacidade, neuroplasticidade

 

Avaliação computadorizada por fotografia digital, como recurso de avaliação na Reeducação Postural Global

Computerized evaluation by digital photography, an evaluation resource for Global Postural Reeducation

Pedro Claudio Gonsales de Castro; José Augusto Fernandes

Acta Fisiátr.2003;10(2):83-88

O trabalho é descrito por meio de fotografia digital, utilizando-se marcadores esféricos e reflexivos fixados em pontos anatômicos pré definidos, possibilitando a análise através de um programa de computador, denominado Fisiologic, que ao processar as fotos digitais, fornece coordenadas x e y dos marcadores corporais em pixels, sendo que estas coordenadas servem para gerar valores dos segmentos corporais utilizando a forma geométrica analítica. Relato aqui o caso de uma paciente com comprometimento postural, submetida ao método da Reeducação Postural Global, onde foi realizada avaliação fisioterapêutica e posteriormente fotografada e analisada antes e após a 21ª sessão. O programa apresentou resultados satisfatórios em relação à análise postural no acompanhamento dos segmentos corporais da paciente em estudo, bem como demonstraram os exames radiológicos.
Concluiu-se portanto, ser este um método eficaz de avaliação na Reeducação Postural Global.

Palavras-chave: Avaliação computadorizada. Fotografia digital. Reeducação Postural Global.

 

Avaliação da confiabilidade interobservadores da volumetria das mãos em indivíduos sem alterações em membros superiores

Inter-tester reliability assessment of the volumetric measurement of the hand in subjects without any changes in their upper extremities

Renata Cristina Boffi Ribeiro; Simone Maria Puresa Fonseca Lima; Ana Cláudia Gomes Carreira; Danilo Masiero; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2010;17(1):3-7

Os objetivos do presente estudo foram avaliar a confiabilidade interobservador do instrumento volúmetro e determinar o índice normativo em indivíduos adultos do sexo feminino e sexo masculino sem alterações em membros superiores. A amostra foi composta por cem indivíduos (200 membros), sendo 50 do sexo feminino e 50 do sexo masculino, com idades entre 21 e 50 anos, sem comprometimento em membros superiores. O volume das mãos de cada indivíduo foi avaliado por meio da volumetria e o instrumento de avaliação utilizado foi o volúmetro. Este método foi aplicado por duas examinadoras, de modo que cada participante foi avaliado duas vezes consecutivas. Nas comparações realizadas entre os membros, sexos e examinadoras pode-se observar que a média do membro direito foi sempre maior que a do membro esquerdo, a média do volume das mãos dos homens sempre maior que a das mulheres e a média da segunda examinadora sempre maior que a da primeira. A partir de análise realizada, considerando os valores obtidos por ambas examinadoras, pode-se notar que a média final foi significante (p<0,001) à diferença entre o membro direito e o membro esquerdo na população geral, no sexo feminino e sexo masculino. É possível concluir que os resultados estão coesos e com boa confiabilidade e foram estatisticamente significantes para as médias finais da volumetria no sexo feminino, membro direito 402,40ml e membro esquerdo 397,15ml; sexo masculino, membro direito 516,10ml e membro esquerdo 505,30ml; e na população geral, membro direito 459,25ml e membro esquerdo 451,23ml.

Palavras-chave: Edema, Extremidade Superior, Avaliação

 

Avaliação da função motora grossa pela GMFM pré e pós cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com paralisia cerebral

Evaluating gross motor function of cerebral palsy patients using the GMFM pre and post lower extremity orthopedic surgery

Caio Ribeiro Azevedo Gomes; Isolda Ferreira de Araújo; Simone Carazzato Maciel

Acta Fisiátr.2014;21(1):16-20

Em pacientes com paralisia cerebral (PC) deambuladores, a cirurgia ortopédica é bastante utilizada para melhora do padrão de marcha. Conforme aumenta o acometimento motor, os objetivos podem mudar, contudo, uma melhora na mobilidade é importante e pode ser conseguida através de procedimentos cirúrgicos. A Gross Motor Function Measure (GMFM) é uma escala quantitativa da função motora grossa, utilizada para diversos fins, como controle da evolução terapêutica, progressos na reabilitação e, em nosso serviço, avaliação de cirurgias ortopédicas.
OBJETIVO: A avaliação padronizada e sistematizada dessas cirurgias, comparando a GMFM pré e pós procedimento.
MÉTODO: Incluímos no estudo aqueles pacientes que apresentam uma maior limitação da mobilidade e com potencial para melhorar sua movimentação (níveis III e IV da Gross Motor Function Classification System), operados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012 obtendo 36 pacientes.
RESULTADOS: Notamos que não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos da GMFM, a não ser, no domínio C (engatinhar e ajoelhar), no qual notamos uma queda da pontuação. A idade dos pacientes, o tempo de aferição entre as medidas, a natureza da cirurgia e, principalmente, o método de avaliação, que em nosso caso, foi a GMFM, foram citados na literatura como dificuldades em se quantificar objetivamente o resultado obtido pelas cirurgias ortopédicas de membros inferiores em pacientes com PC.
CONCLUSÃO: Uma avaliação de um número maior de pacientes, talvez com um instrumento diferente do utilizado em nosso trabalho, se faz necessária para uma melhor percepção do real efeito da cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com PC.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Extremidade Inferior, Avaliação, Escalas

 

Avaliação da neuropatia periférica: correlação entre a sensibilidade cutânea dos pés, achados clínicos e eletroneuromiográficos

Evaluation of diabetic neuropathy: correlation between cutaneous sensibility in the feet, clinical and eletroneuromyographic findings

Ary Souza; Caio Augusto de Souza Nery; Lúcia Helena Soares Camargo Marciano; José A. Garbino

Acta Fisiátr.2005;12(3):87-93

OBJETIVO: Avaliar a eficácia dos monofilamentos de Semmes-Weinstein no diagnóstico e prognóstico do pé com neuropatia diabética.
MÉTODO: Estudo prospectivo em 35 pacientes diabéticos tipo II. Os pacientes foram submetidos a um protocolo contendo anamnese, levantamento das queixas, exames clínicos, estudo neurofisiológico e pesquisa da sensibilidade cutânea nos pés.
RESULTADO: Pôde-se constatar bom grau de concordância entre os monofilamentos de Semmes-Weinstein e o estudo neurofisiológico. Os monofilamentos de Semmes-Weinstein se revelaram sensíveis para detectar pacientes com algum tipo de alteração.
DISCUSSÃO: constatou-se bom grau de coincidência entre os monofilamentos de Semmes-Weinstein e o estudo neurofisiológico expresso pelo coeficiente de correlação de Spearman (r= 0,677). Os monofilamentos de Semmes-Weinstein demonstraram ser eficazes na detecção de alterações da sensibilidade cutânea, observando-se que 91% dos pacientes apresentaram variações entre os graus 2 e 5. O estudo neurofisiológico detectou 69% dos pacientes na faixa de 2 a 5 graus. A maior diferença entre os dois métodos ficou evidenciada nos pacientes sem comprometimento (grau 1), demonstrando uma sensibilidade mais elevada dos monofilamentos de Semmes-Weinstein. O estudo também mostrou uma boa correlação entre o comprometimento clínico dos pacientes com os déficits neurológicos medidos pelos monofilamentos de Semmes-Weinstein.
CONCLUSÃO: os monofilamentos de Semmes-Weinstein são confiáveis para diagnosticar a neuropatia diabética dos pés. Há correlação entre os achados neurofisiológicos e os critérios clínicos obtidos com os monofilamentos. Os monofilamentos de Semmes-Weinstein ajudam na avaliação do prognóstico e evolução do pé diabético e podem ser utilizados com segurança na avaliação dos pés com neuropatia periférica.

Palavras-chave: diabetes mellitus, neuropatia, prevenção, eletroneuromiografia avaliação clínica

 

Avaliação do padrão postural e marcha de pacientes amputados vasculares transtibiais protetizados

Postural pattern evaluation and gait of unilateral transtibial dysvascular amputees with prosthesis

Therezinha Rosane Chamlian; Pedro Giaffredo Angrisani; Juliana Mantovani de Resende; Melissa Leandro Celestino; Karina Gramani Say; Ana Maria Forti Barela

Acta Fisiátr.2013;20(4):207-212

OBJETIVO: Avaliar o padrão postural e a marcha de pacientes amputados transtibiais unilaterais, de etiologia vascular que realizaram o processo de protetização e reabilitação no setor de Fisioterapia do Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Trata-se de um estudo Observacional Prospectivo Transversal. Participaram do estudo oito sujeitos com média de idade de 60, 4 anos, submetidos à amputação transtibial unilateral até 5 anos da data da análise, por etiologia vascular e que concluíram o processo de protetização com alta da reabilitação até 24 meses. Foi avaliado o padrão postural com o paciente em ortostatismo, sobre uma plataforma de força com os olhos abertos e olhos fechados alternadamente, e também foi avaliada a marcha em uma passarela de 6 metros utilizando uma plataforma de força nivelada e escondida no meio da passarela. Foram colocados marcadores reflexivos no quinto metatarso, maléolo lateral, côndilo lateral do fêmur e trocânter maior, pois duas filmadoras foram dispostas lateralmente para a obtenção das imagens e sendo sincronizadas com a plataforma de força.
RESULTADOS: Os dados achados para controle postural em amplitude média de oscilação MANOVA revelaram diferença na visão (olhos abertos e olhos fechados) para direções ântero-posterior (F1,7 = 13.223 p < 0,05) e médio-lateral (F1,7 = 7.872 p < 0,05). Na análise de marcha, a velocidade média foi de 0,72 (m/s) ± 0,18, e não foram achadas diferenças significativas na comparação entre os dois membros nos dados analisados.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou aumento significativo da oscilação em ortostatismo dos indivíduos com os olhos fechados em comparação com olhos abertos. Parâmetros da marcha não tiveram diferença significativa entre o membro protético e o não protético.

Palavras-chave: Marcha, Amputados, Postura, Avaliação

 

Avaliação longitudinal da Escola de Postura para dor lombar crônica através da aplicação dos questionários Roland Morris e Short Form Health Survey (SF-36)

Longitudinal evaluation of Posture School for low back pain by the questionnaires Rolland Morris and Short Form Health Survey (SF-36)

Gracinda Rodrigues Tsukimoto; Marcelo Riberto; Carlos Alexandrino de Brito, Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2006;13(2):63-69

O objetivo desse trabalho foi analisar quantitativamente a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica atendidos pela "Escola de Postura" da DMR-HCFMUSP no período de outubro de 2001 a julho de 2004, usando os questionários Roland-Morris (RM) e Short Form Health Survey (SF-36). A intensidade da queixa dolorosa foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA). A amostra inicial foi composta por 244 prontuários de pacientes encaminhados e avaliados para a Escola de Postura no período de outubro de 2001 a julho de 2004, tendo completado o programa 110 pacientes desse total. Algum dados referentes a estes pacientes foram coletados, tais como: diagnósticos etiológico, tempo de evolução da doença e origem do encaminhamento; dados sócio-demográficos como sexo, idade, escolaridade, estado civil, ocupação; e, também, o comparecimento aos retornos após o primeiro mês, quarto mês, e um ano a contar da avaliação inicial. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola de Postura apresentaram melhora significativa nos domínios do SF-36 para Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, bem como na avaliação pela EVA e questionário RM. Não foram observados ganhos estatisticamente significantes nos domínios Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental. Cabendo ressaltar que o período de alcance da Escola de Postura, não possibilita afirmar mudanças significativas quanto a aspectos afetivo-emocionais e novas posturas em seu relacionamento social. Novos estudos, quantitativos e qualitativos devem ser realizados de maneira a oferecer subsídios á equipe multiprofissional da Escola de Postura que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos se necessário.

Palavras-chave: avaliação funcional, lombalgia, qualidade de vida, questionários, reabilitação, escola de postura.

 

Avaliação objetiva da síndrome dolorosa miofascial: uso da termografia antes e após tratamento associando mesoterapia a bloqueio anestésico

Myofascial syndrome objective evaluation: thermography before and after treatment with mesotherapy and trigger-point injections

Luciane Fachin Balbino; Luiz Rosa Vieira

Acta Fisiátr.2005;12(3):115-117

A Síndrome miofascial é um diagnóstico comum em pacientes com dor segmentar. As queixas costumam ser inespecíficas; o uso da técnica de Fischer associando algometria de pressão e técnicas especiais de palpação auxiliam a identificar os pontos gatilhos ativos. A mesoterapia (intradermoterapia) mostra-se muitas vezes mais eficaz quando associada às técnicas de bloqueio paraespinal e bloqueio de pontos gatilhos com lidocaína. O resultado deste tratamento pode ser documentado através da termografia, além dos meios clínicos já citados. O padrão de cores (vermelho a verde, no caso da imagem colorida ou tons de cinza na imagem em preto e branco) indica gradiente de temperatura. Neste estudo, descrevemos o caso clinico de uma paciente feminina, de 54 anos de idade, com queixa de dor severa em região cervical, referida ao membro superior direito. A mesma foi tratada com mesoterapia associada a bloqueio paraespinal e bloqueio de pontos-gatilho ativos e o resultado deste tratamento foi avaliado clinicamente e pela termografia 25 minutos após e 03 dias após o tratamento. Os autores concluíram que a termo

Palavras-chave: Myofascial pain syndrome; thermography; pain evaluation; mesotherapy analgesic injection.

 

Avaliação radiológica dos valores angulares das curvaturas lombo-lombar e lombosacra em adolescentes

Radiological assessment of the angular values of back-lumbar and sacral-lumbar curvature in adolescents

Giovanna Barros Gonçalves; João Santos Pereira

Acta Fisiátr.2008;15(2):92-95

INTRODUÇÃO: A região lombar é de grande importância na harmonia e manutenção da postura ereta e deve ser incluída em qualquer avaliação fisioterapêutica. Devido à dificuldade em definir o que pode ser chamado de curvatura lombar normal, realizou-se este estudo com o objetivo de avaliar a lordose lombar através das medidas angulares das curvaturas lombo-lombar (L1-L5) e lombo-sacra (L1-S1), para se os estabelecerem os valores indicativos dessas curvaturas em adolescentes.
MÉTODOS: Participaram deste estudo 22 jovens assintomáticos, de ambos os sexos, com idade variando entre 14 e 18 anos. Todos os voluntários foram submetidos ao exame radiológico da região lombar em plano sagital, realizado no Hospital Doutor João Felício na cidade de Juiz de Fora/MG. As medidas das angulações das curvaturas lombares foram realizadas através da aplicação do método de Cobb diretamente sobre as radiografias.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação ao sexo para os valores angulares lombo-lombar (L1-L5) e igualmente para as angulações lombo-sacra (L1-S1). Apesar de não haver concordância na literatura em relação a análise e definição dos ângulos da curvatura da coluna lombar no plano sagital, os resultados mostraram-se compatíveis com as pesquisas relatadas na literatura, apresentando valores semelhantes aos encontrados por outros autores.
CONCLUSÃO: Os valores angulares normativos para as curvaturas lombo-lombar e lombo-sacra podem ser estabelecidos, respectivamente, em médias angulares de 44,44º e 57,5º para adolescentes assintomáticos.

Palavras-chave: curvaturas da coluna vertebral, lordose, adolescente, avaliação

 

Características fisiológicas, músculo-esqueléticas, antropométricas e oftalmológicas em jogadoras de futebol feminino consideradas de élite

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Gilberto da Silva Machado; Júlio Cesar Costa Rosa Lolla; Cláudio Lepéra; Fernando Miele da Ponte; Adilson Andrade da Silva Wilson Oliveira Riça; Albertina Fontana Rosa; Solange Basílio da Costa; Emídio Valenti Tavares; Alberto Alves de Azevedo Teixeira; Ana Maria Visconti; Antonio Palma Seman; Mauro Theodoro Firmino; Reynaldo Rodrigues da Costa; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr.1998;5(1):18-26

O futebol feminino tem crescido acentuadamente em nosso país. Quinze jogadoras de futebol com média de idade de 22,3 ± 6,2 anos; peso 58,2 ± 8,3 kg e estatura 162,5 ± 6,1 cm foram submetidas à avaliação de vários parâmetros considerados importantes para o rendimento atlético das futebolistas. Além disso, comparamos alguns índices funcionais encontrados na literatura com os de jogadoras de outros países com mais experiência na prática desta modalidade. Os seguintes parâmetros e resultados foram:
Cardiorrespiratório e metabólico em repouso e no exercício:
FC = 87 ± 8 bpm; PAS = 100,6 ± 4,5 mmHg; PAD = 62,6 ± 4,5 mmHg; FCmax. = 194 ± 7 bpm; Borg = 19,5 ± 0,8; Veloc. max. = 13,4 ± 0,9 km.h-1; LV1 = 8,5 km h-1; LV2 = 11,2 km h-1; Vemax.= 93,9 ± 16,5 Lmin-1; VO2pico = 47,3 ± 4,5 mlO2kg h -1min-1; Cybex: força isocinética de MMII direito a 60º S-1 na extensão = 198,5 ± 44,1 Nm; na flexão 133,3 ± 30,5 Nm; MMII esquerdo a 60º S-1 na extensão = 203,6 ± 38,1 Nm; na Flexão 116,5 ± 18,8 Nm; Wingate: potência de pico corrigida pelo peso = 9,5 ± 0,9 w.kg-1; potência média = 7,5 ± 0,5 w.kg-1; índice de fadiga = 56,7 ± 7,3%; % de Gordura = 17,4 ± 2,3%; Avaliação oftalmológica: Acuidade visual para longe dos olhos direito e esquerdo foi de 97,5 ± 5,8%, respectivamente; Pressão intraocular dos olhos direito e esquerdo = 13,7 ± 2,7 e 13,1 ± 2,4 mmHg, respectivamente. Os resultados das variáveis que foram possíveis comparar com as das futebolistas internacionais mostraram que nossas atletas estavam com os índices equivalentes e, em alguns casos, até superiores. Entretanto, pela escassez de informações, ainda não há condições de estabelecer a quantificação dos índices mais adequados para a prática desta modalidade esportiva pelas mulheres. É necessário a realização de um volume maior de estudos, enfocando vários aspectos do futebol feminino.

Palavras-chave: Futebol feminino, Ergoespirometria, Teste Wingate, Porcentagem de gordura, Avaliação isocinética, Análise oftalmológica, Medicina esportiva.

 

Como o estilo de vida tem sido avaliado: revisão sistemática

How life style has been evaluated: a systematic review

Elias Ferreira Pôrto; Claudia Kümpel; Antônio Adolfo Mattos de Castro; Isis Modesto de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2015;22(4):199-205

O estilo de vida corresponde ao conjunto de hábitos e costumes que são influenciados e modificados que podem contribuir para a promoção da saúde. Objetivo: Realizar uma revisão sobre os métodos que têm sido utilizados para a avaliação do estilo de vida, assim como identificar o que tem sido considerado como estilo de vida saudável. Método: Este estudo consistiu em uma revisão sistemática sobre os possíveis métodos de avaliação do estilo de vida e hábitos que são considerados estilo de vida saudável. A pesquisa foi realizada nas bases de dados nacionais e internacionais: LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO, e busca livre no Google acadêmico, como os seguintes descritores: "estilo de vida" "estilo de vida saudável". Resultados: foram encontrados 142 artigos, sobre estilo de vida saudável, 105 não preencheram os critérios estabelecidos, 28 foram considerados elegíveis e foram incluídos no estudo, 10 tinham amostra randomizados, e um pseudo-randomizada, 17 não havia aleatorização no processo. Entre os artigos selecionados havia quatro propostas para validar instrumentos de avaliação de estilo de vida, e uma revisão sistemática. Os instrumentos utilizados nestes estudos não eram muito confiáveis para avaliar estilo de vida, os métodos destes apresentaram baixa responsividade. Conclusão: Podemos concluir que o estilo de vida saudável deve ser iniciado precocemente e continuar durante toda a vida, e as principais ações relacionadas a um estilo de vida saudável, controle de parâmetros metabólico, realizar atividades física, e alimentação saudável, entretanto os instrumentos de avaliação do estilo de vida ainda são pobre na capacidade de resposta.

Palavras-chave: Estilo de Vida, Questionários, Avaliação

 

Desempenho funcional de jogadores de basquete em cadeira de rodas com traumatismo da medula espinal

Functional performance of wheelchair basketball players with spinal cord injury

Andersom Ricardo Fréz; Andrezza Thimoteo de Souza; Cíntia Raquel Bim Quartiero

Acta Fisiátr.2015;22(3):141-144

Os traumatismos da medula espinal comprometem as atividades diárias e limitam a mobilidade e a participação na comunidade. A prática do esporte adaptado melhora a funcionalidade, pois ela complementa o processo de reabilitação de pessoas que precisam de cadeira de rodas para locomoção. Objetivo: Avaliar o desempenho funcional de atletas praticantes de basquetebol em cadeira de rodas com disfunções por traumatismo da medula espinal. Método: Foi realizado um estudo transversal com 12 atletas. Para avaliar o desempenho funcional foi aplicado o Índice de Barthel Modificado, o teste Zigue-zague adaptado e o teste de arremesso de medicineball. A correlação do grau de dependência funcional com os demais testes de desempenho funcional foi realizada pelo teste de correlação não paramétrica de Spearman. Resultados: Seis atletas apresentavam dependência moderada e seis dependência leve. O tempo médio para percorre o teste de agilidade em zigue-zague foi de 27,3 ± 3,8 segundos. A distância média para arremesso de medicineball foi de 5,2 ± 0,9 metros. Observou-se correlação negativa e forte entre o Índice de Barthel e o teste de agilidade (r = -0,9193, p < 0,0001). Conclusão: A amostra estudada apresentou-se como dependente moderada e leve para a realização das atividades de vida diária, com potência de membro superior e cintura escapula semelhante aos descritos na literatura e agilidade abaixo dos valores citados na literatura.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Avaliação em Saúde, Atividade Motora, Cadeiras de Rodas

 

Disfagia no AVE agudo: revisão sistemática sobre métodos de avaliação

Dysphagia in acute stroke: systematic review on evaluation methods

Charles Henrique Dias Marques; Charles André; Ana Lúcia Zuma de Rosso

Acta Fisiátr.2008;15(2):106-110

OBJETIVO: analisar os testes clínico-funcionais para avaliação da disfagia orofaríngea em pacientes na fase aguda do AVE e rever criticamente as referências nacionais e internacionais sobre o tema.
MÉTODO: revisão sistemática através dos bancos de dados: PUBMED, LILACS, SciELO, Cochrane; de textos didáticos e revisões publicadas, além das listas de referências destas várias fontes. Resultados: Existe tendência internacional pela valorização dos testes que utilizam água, em função de sua aplicação simples e boa sensibilidade para identificação de dificuldades na deglutição. Já a literatura nacional sugere, principalmente, a avaliação do desempenho do paciente com alimentos de várias consistências.
CONCLUSÕES: A videofluoroscopia é aceita como método-ouro na avaliação da disfagia. Contudo, tem importantes limitações na avaliação de pacientes no estágio inicial do AVE. A videoendoscopia da deglutição, quando disponível, pode ser uma opção para estes pacientes. Existe grande variabilidade nos métodos de oferta para o paciente entre os testes clínico-funcionais. Apesar das críticas, os métodos clínico-funcionais, são amplamente utilizados com pacientes na fase aguda do AVE, não parecendo oferecer risco significativo aos pacientes.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, deglutição, transtornos de deglutição, avaliação.

 

Escalas de controle de tronco como prognóstico funcional em pacientes após acidente vascular encefálico

Trunk Control Scales as functional predictors for stroke patients

Paula Teixeira de Aguiar; Talitha Nery Rocha; Elisandra Silva de Oliveira

Acta Fisiátr.2008;15(3):160-164

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração. Além de o AVE causar déficits no movimento dos membros, marcha e linguagem, o déficit de controle da mobilidade do tronco é também um problema muito importante. O Objetivo deste estudo foi identificar a relação entre a alteração no controle de tronco, através de escalas, e incapacidade funcional de pacientes hemiparéticos após AVE. Foi realizado um estudo de revisão de literatura através do acesso aos indexadores de produção científica, sendo selecionados oito artigos clínicos, longitudinais e descritivos. Todos os autores observaram relação prognóstica entre o controle de tronco e habilidades funcionais. As escalas utilizadas foram a Trunk Control Test (TCT), Postural Assessment Scale for Stroke Patients (PASS-TC) e Trunk Impairment Scale (TIS) (Fujiwara e Verheyden). Concluiu-se que a avaliação clínica do controle de tronco, através das escalas, constitui uma ferramenta importante para o prognóstico das habilidades funcionais de pacientes hemiparéticos após AVE, e para o planejamento de um tratamento específico e diferenciado para esses pacientes. Entretanto, há poucos estudos comprovando esta relação, sendo que estes utilizaram diferentes escalas, não havendo um consenso entre os autores. Além das escalas, não há concordância nos dados para a avaliação do balance e marcha.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, avaliação, marcha, qualidade de vida

 

Estudo descritivo sobre a importância da avaliação funcional como procedimento prévio no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas realizado em pré-temporada

Alberto Azevedo Alves Teixeira; Paulo Roberto Santos Silva; Luís Antonio Inarra; José Roberto Rivelino Vidal; Cláudio Lépera; Gilberto Silva Machado; Luciana Collet Winther Rebello; Luís Carlos Prima; Mário Jorge Lobo Zagallo; Jorge Mendes de Sousa

Acta Fisiátr.1999;6(2):70-77

O principal objetivo deste estudo foi mostrar a importância da avaliação funcional como procedimento utilizado no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas profissionais em pré-temporada. Foram avaliados e posteriormente concentrados na cidade de Águas de Lindóia, Estado de São Paulo, por 16 dias, 23 jogadores pertencentes ao Departamento de Futebol Profissional da Associação Portuguesa de Desportos, em preparação para o Campeonato Paulista, edição 1999. Todos foram submetidos a uma bateria de testes que constou de avaliação cardiorrespiratória e metabólica, odontológica, isocinética de membros inferiores, porcentagem de gordura corpórea, da potência anaeróbia pelo teste de Wingate e testes de campo. Os seguintes resultados e os parâmetros avaliados foram: no limiar ventilatório 2 (LV 2): VO2 = 49,09 ± 4,83 mL.kg-1.min-1; %VO2 = 82,7 ± 5,8; velocidade de corrida = 12,8 ± 0,9 km.h-1; FC = 174 ± 9 bpm; no exercício máximo: VE BTPS = 137,3 ± 11,3 L.min-1; velocidade de corrida = 17,6 ± 0,7 km.h-1; FC = (191 ± 8 bpm); VO2pico = 59,28 ± 3,52 mL.kg-1.min-1; Lactato = 10,5 ± 1,5 mM. Teste de Wingate: potência pico = 13,5 ± 1,1 w.kg-1; potência média = 10,1 ± 0,6 w.kg-1; índice de fadiga = 53,0 ± 7,7 %. Teste Isocinético: velocidade angular da articulação do joelho da perna direita na extensão e flexão a 60°S-1 = 298 ± 72 e 198 ± 44 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 137 ± 32 e 121 ± 26 Nm, respectivamente. Velocidade angular da articulação do joelho da perna esquerda na extensão e flexão a 60°S-1 = 272 ± 62 e 185 ± 45 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 138 ± 28 e 122 ± 27 Nm, respectivamente. A intensidade dos treinamentos aeróbio e anaeróbio foi controlada em campo por medidas de lactato, utilizando-se lactômetro portátil. O treinamento de musculação foi realizado a 60% da carga máxima para cada exercício. Os exercícios de alongamento e na piscina (hidroginástica) foram exaustivamente realizados pelos jogadores. Em média, cada sessão (manhã e tarde) durou 120 minutos. Portanto, pelo pouco tempo destinado a essa fase de preparação, a importância da avaliação funcional multidisciplinar, justifica-se ainda mais, pois, a partir dos resultados, é possível detectar e corrigir possíveis deficiências, direcionando com objetividade o treinamento dos futebolistas.

Palavras-chave: Avaliação fisiológica. Treinamento físico. Pré-temporada. Jogadores de futebol. Medicina esportiva.

 

Identificação de broncoaspiração por disfagia orofaríngea em pacientes com pneumonia comunitária

Identification of bronchoaspiration due to oropharyngeal dysphagia in patients with community pneumonia

Yonatta Salarini Vieira Carvalho; Denise Rodrigues Xerez; Abelardo Queirós Campos de Araújo

Acta Fisiátr.2006;13(2):59-62

A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar resultante do processo infeccioso ou inflamatório, responsável por 5% do total das mortes notificadas no mundo, instalando-se geralmente em indivíduos cujos mecanismos de defesa encontram-se comprometidos. A relação estreita entre as alterações da deglutição e a predisposição para pneumonias bacterianas de repetição e sua associação com desordens neuromusculares tem sido objeto constante de pesquisas.
OBJETIVO: propor um protocolo clínico para detecção de broncoaspiração entre pacientes com pneumonia sem realização de videofluoroscopia.
METODOLOGIA: 70 pacientes com média de idade de 67,5±16,3 anos, foram submetidos a 2 protocolos de avaliação da deglutição validados na literatura: Tohara (2003) e Xerez (2002).
RESULTADOS: Foram considerados aspiradores pelo exame clínico 62,9% (44/70). Ser classificado aspirador pelo exame clínico mostrou correlação estatística significativa com a presença de doença neurológica e redução do estado de alerta (p<0,001).
CONCLUSÃO: o exame clínico foi capaz de detectar os pacientes em risco para pneumonia aspirativa. A presença da associação de fatores deve levar a equipe a adotar cautela maior no manuseio da alimentação do paciente com pneumonia que pode ser de origem aspirativa.

Palavras-chave: pneumonia aspirativa, avaliação clínica, fonoaudiologia, deglutição, desordens neuromusculares

 

Impacto da asma sobre a postura corporal de crianças entre 8 e 14 anos analisada pela biofotogrametria

Asthma impact on body posture in children aged 8 to 14 years analyzed by Biophotogrammetry

Denise da Vinha Ricieri; Jecilene Rosana Costa; Nelson A. Rosário Filho

Acta Fisiátr.2008;15(4):214-219

Comparar a postura do tronco entre asmáticos e não-asmáticos medidos em fotogramas digitais.
MÉTODO: Ângulos referentes aos principais eixos posturais de nivelamentos e alinhamentos do tronco de 50 crianças entre 8 e 14 anos, nas vistas anterior e posterior, foram medidos sistematicamente no programa CorelDraw-12®. Os resultados foram tratados num estudo descritivo geral, comparando gêneros/GR, e num estudo caso-controle, comparando a postura entre asmáticos/AS e não-asmáticos/NA. Na vista anterior mediu-se o nivelamento da pelve/NP e ombros/NO, e alinhamentos do tórax/ATX e onfálico/AXO; na vista posterior foram registrados o nivelamento das escápulas/NE, e alinhamentos da coluna superior/CS e inferior/CI. Os resultados foram interpretados a partir de corolários específicos, e considerados significantes resultados para p<0,05.
RESULTADOS: A constatação estatística de uma distribuição normal dos registros permitiu a aplicação de testes paramétricos. Não houve diferença entre gêneros (GR = p>0,05), mas o perfil postural global do grupo AS mostrou-se melhor que para NA (p<0,05).
CONCLUSÕES: A abordagem pela Rotina Postural Biofotogramétrica/RPB mostrou-se instrumentalmente efetiva. Sugere-se uma coorte prospectiva entre sujeitos de AS para esclarecer a suspeita de que, na asma, a persistência da sobrecarga muscular e padrão respiratório vicariante perpetuam-se em compensações posturais, mais evidentes numa fase mais adulta.

Palavras-chave: postura, avaliação, asma, fotogrametria

 

Independência funcional de idosas residentes em instituições de longa permanência

Functional independence in elderly residents in long-term institutions

Flávia Ravany Carneiro; Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thiago Brasileiro de Vasconcelos; Vanessa da Ponte Arruda; Raquel Sampaio Florêncio; Thereza Maria Magalhães Moreira

Acta Fisiátr.2012;19(3):156-160

OBJETIVO: Avaliar a independência funcional de idosas institucionalizadas no município de Fortaleza - CE.
MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem quantitativa, realizado com 59 idosas residentes em duas Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) no município de Fortaleza - CE, durante o segundo semestre de 2010. O instrumento de avaliação inicial foi constituído por dados pessoais, sócio-demográficos e clínicos. Além disso, foi aplicada a Medida de Independência Funcional (MIF), visando medir o grau de necessidade de cuidados para tarefas motoras e cognitivas.
RESULTADOS: As idosas apresentavam 8,32 (± 9,46) anos de institucionalização. A idade média das participantes foi de 76,72 (± 9,81) anos. A maioria do grupo alimenta-se de modo independente, bem como realizam higiene pessoal e tomam banho. Quanto à locomoção 50,85% deslocam-se sem ajuda, e 62,71% só conseguem subir escadas com auxílio. Quanto à cognição social, possuem boa comunicação, 49,15% não precisam de ajuda para compreender palavras, 62,71% se expressam livremente, e 50,85% possuem déficit de memória.
CONCLUSÃO: As idosas se mostraram independentes, uma vez que são capazes de desempenhar atividades como alimentação, higiene pessoal, banho, mobilidade, e possuem controle esfincteriano sem auxílio. São dependentes de auxílio relacionados à memória e à locomoção em escadas.

Palavras-chave: avaliação em saúde, habitação para idosos, idoso, saúde do idoso institucionalizado

 

Índices de aptidão funcional em jogadores de futebol da Seleção Nacional da Jamaica

Functional aptitude indexes in soccer (football) players of the Jamaican all-star team

Paulo Roberto Santos Silva; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Ana Maria Visconti; Alberto Alves de Azevedo Teixeira; Albertina Fontana Rosa; Mauro Theodoro Firmino; Emídio Valenti Tavares; Renê Simões; Alfredo Montesso; Walter Gama; Denise Nichols; José Carlos Simões Monteiro; Jorge Mendes de Sousa

Acta Fisiátr.1999;6(1):14-20

O principal objetivo deste estudo foi mostrar alguns índices de aptidão funcional, em 24 jogadores de futebol da Seleção Nacional da Jamaica, com média de idade de 23,9 ± 3,7 anos, equipe pré-classificada para a Copa do Mundo da França. Todos os atletas foram submetidos a uma bateria de testes que constou de: 1) avaliação da potência, resistência muscular e índice de fadiga no teste de Wingate, realizado numa bicicleta computadorizada da marca (Cybex), modelo (Bike); 2) teste isocinético computadorizado de membros inferiores no equipamento da marca (Cybex), modelo (1200); 3) avaliação da flexibilidade pelo teste de Wells & Dillon; 4) exames laboratoriais e 5) avaliação odontológica, que foi realizada por meio de exames clínicos num consultório da marca Funk, modelo MLXPlus. Os seguintes parâmetros e os resultados encontrados foram: Wingate: potência pico corrigida pelo peso = 11,8 ± 1,8 w.kg-1; potência média = 9,1 ± 1,2 w.kg-1; índice de fadiga = 46,2 ± 15,2 %; flexibilidade = 19,8 ± 4,6 cm; exames laboratoriais: urina tipo I; fezes; hemoglobina = 14,3 ± 1,0 g%; ferro = 104 ± 29 ng/dl; ferritina = 81,8 ± 41,7 ug/dl; transferrina = 502,5 ± 113,5 ug/dl; hematócrito = 43,5 ± 2,9%; eritrócitos = 4,95 ± 0,40 milhões/m3; glicose = 91,0 ± 8,5 mg/dl; avaliação odontológica: tártaro em 5 (21%); cáries em 24 (100%); gengivites em 10 (42%); endodontia em 3 (12,5%); pulpites em 1 (4%); diastema em 2 (8%); heterotópicos em 13 (54%); extrações realizadas em 14 (58%); extrações não-realizadas em 4 (17%); obturações em 4 (17%); próteses em 16 (67%) e a profilaxia estava sendo feita em 17 (71%) dos atletas examinados; desempenho isocinético: torque de MMII direito a 60º S-1 na extensão = 290,4 ± 95,6 Nm; na flexão = 216,1 ± 31,4 Nm; torque de MMII esquerdo a 60º S-1 na extensão = 291,6 ± 62,5 Nm; na flexão = 205,8 ± 35,8 Nm.
CONCLUSÃO: apesar da falta de estrutura tecnológica do futebol jamaicano, os resultados demonstraram que os índices de aptidão funcional dos futebolistas avaliados, neste estudo, foram semelhantes aos de jogadores verificados em nosso Centro de Medicina Integrada.

Palavras-chave: Jogadores de futebol. Seleção da Jamaica. Flexibilidade. Teste Wingate. Avaliação isocinética. Medicina esportiva.

 

Instrumentos de avaliação funcional de idosos submetidos à cirurgia ortopédica: revisão integrativa da literatura

Instruments of functional assessment of elderly submitted to orthopedic surgery: an integrative review of literature

Márcia Regina Martins Alvarenga; Isabel Yovana Quispe Mendoza; Ana Cristina Mancussi e Faro

Acta Fisiátr.2007;14(1):32-40

Doenças musculoesqueléticas constituem causa de dano funcional no idoso, mas não são conseqüências inevitáveis da idade, portanto, todas as dimensões de saúde têm que ser contempladas na sua avaliação.
OBJETIVO: Analisar artigos científicos que avaliaram o estado funcional do idoso submetido à cirurgia ortopédica.
METODOLOGIA: Revisão bibliográfica de artigos on-line indexados nas bases: www. bireme.br, www.scopus.com, www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed e www.embase.com, durante o período de 1996 a 2006. Utilizou-se a terminologia DeCS/Bireme e MeSH/PubMed, com os descritores: idoso, atividades cotidianas, cirurgia ortopédica ou procedimentos ortopédicos, pós-operatório e reabilitação. A busca foi realizada em abril/2006.
CRITÉRIO DE INCLUSÃO: sujeitos com 60 anos ou mais, submetidos a qualquer procedimento cirúrgico ortopédico, e texto completo disponível on-line. Referências armazenadas e analisadas pelo Software Epilnfo versão 3.3.2.
VARIÁVEIS: título, ano e país de publicação do periódico; categoria profissional dos autores; país de origem do estudo; objetivos da pesquisa; número e tipos de instrumentos de avaliação e sítio da cirurgia.
RESULTADOS: Foram selecionados 44 resumos e acessados 29 textos na íntegra. O "Journal of the American Geriatric Society" foi o periódico com mais publicações e os Estados Unidos com mais estudos. A categoria médica publicou 75,0%; 79,3% dos estudos são descritivos; 69% das cirurgias foram no quadril e 27,6% das pesquisas utilizaram apenas um instrumento de avaliação. Das dimensões avaliadas destacam-se: funcional com 43,6% e mental com 30,8%.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A dimensão funcional foi a mais investigada e a social não foi contemplada. Apesar das publicações estarem aumentando nos últimos anos, faz-se necessário que os serviços de saúde especializados incorporem o paradigma da avaliação funcional da saúde do idoso.

Palavras-chave: idoso, ortopedia, estudos de avaliação, reabilitação

 

O efeito da técnica de reeducação postural global em um paciente com hemiparesia após acidente vascular encefálico

The effect of global postural reeducation technique in a hemiparetic stroke patient

Bruna Moreira Gomes; Grace Cristina Gomes Nardoni; Priscila Garcia Lopes; Ewerson de Godoy

Acta Fisiátr.2006;13(2):103-108

A disfunção motora mais evidente do acidente vascular encefálico (AVE) é a hemiparesia. Os pacientes hemiparéticos apresentam uma tendência em manter-se em uma posição de assimetria postural. O objetivo deste trabalho foi avaliar e tratar as alterações posturais em um paciente portador de hemiparesia após um acidente vascular encefálico utilizando a técnica de Reeducação Postural Global (RPG). O participante foi um paciente hemiparético à direita, devido a um AVE há cinco anos, com boa cognição segundo o Mini Exame do Estado Mental e comprometimento motor moderado. Para avaliação postural foi utilizado o software Fisiologic. Foram aplicadas dez sessões com a técnica de RPG durante oito semanas. Embora o tratamento tenha sido enfatizado na inclinação pélvica e posicionamento da escápula os resultados apresentaram evoluções também quanto à base de apoio e segundo o relato do paciente, melhora no equilíbrio e na marcha. Concluiu-se que a técnica de RPG proporcionou resultados positivos em relação ao padrão postural do paciente hemiparético.

Palavras-chave: Avaliação da postura, acidente cerebrovascular, hemiplegia, imagem corporal, reabilitação

 

Prevalência de úlcera por pressão em indivíduos com lesão de medula espinhal e a relação com a capacidade funcional pós-trauma

Prevalence of pressure ulcer in individuals whith spinal cord injury and the relationship whith post-trauma functional capacity

Soraia Assad Nasbine Rabeh; Maria Helena Larcher Caliri; Vanderlei José Haas

Acta Fisiátr.2009;16(4):173-178

O estudo observacional, transversal, teve por objetivos caracterizar indivíduos adultos que sofreram Lesão de Medula Espinhal (LME) entre janeiro de 2003 a Julho 2006 em hospitais credenciados ao SUS no município de Ribeirão Preto, avaliar a capacidade funcional utilizando a escala Medida de Independência Funcional (MIF), considerando o nível de lesão e identificar a prevalência de úlcera por pressão (UP). Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa o estudo foi realizado, mediante consentimento dos participantes. As entrevistas e avaliações foram realizadas nos domicílios. Dos 22 individuos, 91% eram do sexo masculino, com predominância na faixa etária de 30 a 39 anos. Acidente de trânsito foi a etiologia principal (50%) da LME, seguida de queda (27,3%). Onze (50%), tiveram lesão cervical, dez (45,5%) lesão torácica e um lesão lombar. Indivíduos com lesão cervical apresentaram escores menores na MIF total e motora, entretanto, a MIF cognitiva atingiu o valor máximo independente do nível da lesão. Nenhum dos indivíduos apresentou grau de dependência completa. Onze (50,0%), apresentaram dependência mínima, 6 (27,3%) dependência máxima e 5 (22,7%) independência moderada ou completa. Os 7 (31,8%) participantes com UP tinham maior dependência funcional. O trauma causou maior impacto no domínio motor com diminuição da capacidade funcional nas diferentes atividades para os indivíduos com lesão cervical. Houve aumento dos escores da MIF com o aumento do tempo pós-lesão, independente da participação em programa de reabilitação. Os resultados apontaram aspectos essenciais para a proposição de programa de reabilitação para esta população no contexto estudado.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Úlcera por Pressão, Avaliação da Deficiência, Resultado de Tratamento

 

Reprodutibilidade da versão brasileira da Medida de Independência Funcional

Marcelo Riberto; Margarida H. Miyazaki; Donaldo Jorge Filho; Hatsue Sakamoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2001;8(1):45-52

A versão brasileira da Medida de Independência Funcional (MIF) foi desenvolvida por meio de um processo de tradução para o português do Brasil por equipe médica bilíngüe familiarizada com o instrumento e tradutor profissional, seguido de tradução reversa para o inglês por tradutor independente. Não foram identificados problemas de equivalência cultural quando a versão obtida foi apresentada a um conjunto de 25 profissionais de saúde treinados no seu uso. Oito centros de reabilitação participaram da captação de dados para a obtenção de medidas de reprodutibilidade. Todos os pacientes adultos com história de pelo menos 4 meses de acidente vascular cerebral, consultados no período entre dezembro de 1999 e janeiro de 2000, foram avaliados por dois avaliadores treinados na aplicação da MIF, de forma independente, e reavaliados por apenas um desses examinadores após uma semana (teste/reteste). Uma amostra de 164 pacientes foi examinada e os valores de kappa para concordância em cada um dos itens da MIF variaram entre dois observadores de 0,50 (alimentação) a 0,64 (controle da urina) e no teste/ reteste entre 0,61 (vestir abaixo da cintura) a 0,77 (transferência para o vaso sanitário). As subescalas da MIF apresentaram no teste/reteste boa correlação (Pearson: 0,91 - 0,98; ICC: 0,91 - 0,98); a reprodutibilidade interobservadores também foi boa (Pearson: 0,87 - 0,98; ICC: 0,87 - 0,98). Análise de variância mostra boa concordância entre as médias dos resultados de dois avaliadores na primeira avaliação e na medida após uma semana. Concluímos que a versão brasileira da MIF tem boa equivalência cultural e boa reprodutibilidade.

Palavras-chave: Medida de independência funcional; reprodutibilidade; equivalência cultural; avaliação funcional; tradução.

 

Reprodutibilidade, validade e responsividade da escala de Medida de Independência Funcional (MIF) na lesão medular: revisão da literatura

The Functional Independence Measures (FIM) reliability, validity and responsiveness in spinal cord injury: literature review

Daniela de Campos Barbetta; Marcos Renato de Assis

Acta Fisiátr.2008;15(3):176-181

A escala de Medida de Independência Funcional é um dos instrumentos mais utilizados na avaliação da capacidade funcional dos indivíduos com lesão medular. O registro da evolução funcional desses indivíduos é fundamental no processo de reabilitação. Este estudo teve como objetivo revisar na literatura científica a reprodutibilidade, validade e responsividade dessa escala em indivíduos com lesão medular. Os resultados encontrados mostraram alta concordância interna e reprodutibilidade inter-avaliador; validade e responsividade, exceto para avaliação da dimensão cognitiva e do domínio locomoção.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinhal/reabilitação, avaliação da deficiência, literatura de revisão como assunto

 

Técnicas de avaliação proprioceptiva do ligamento cruzado anterior do joelho

Techniques of proprioceptive evaluation of the anterior cruciate knee ligament

Angélica Castilho Alonso; Guilherme Carlos Brech; Julia Maria D'Andréa Greve

Acta Fisiátr.2010;17(3):134-140

O joelho apresenta pouca estabilidade, em virtude de sua forma anatômica, ao mesmo tempo em que possui grande flexibilidade, e por essas razões, sua função depende das estruturas musculares e ligamentares. Uma lesão na articulação pode causar alterações nas informações sensoriais mantidas pelos mecanorreceptores. Com o aumento do interesse por atividades esportivas, bem como a vulnerabilidade e complexidade anatômica do joelho justificam um aumento crescente do número de pacientes com lesões ligamentares, principalmente do ligamento cruzado anterior (LCA). Entretanto qual é a melhor forma de avaliar a propriocepção do joelho?
OBJETIVO: Desta forma este estudo teve como objetivo identificar as técnicas de avaliação proprioceptivas do LCA do joelho, e se existe a melhor técnica.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão de literatura, tendo como critérios de inclusão os estudos publicados em revistas científicas indexadas, que se referiam a instrumentos de avaliação e/ou mensuração da propriocepção do joelho.
DISCUSSÃO: De acordo com a literatura revisada, existem diferentes técnicas de avaliação da propriocepção do LCA, dentre elas: estudos morfológicos anatômicos; avaliação neurofisiológica; e avaliação clínica que é dividida em três subtipos: a) sentido da posição estática; b) cinestesia; e c) equilíbrio postural. Ainda que a propriocepção seja importante no resultado final de um tratamento que envolva uma lesão ligamentar, sua avaliação ainda é uma dificuldade.
CONCLUSÃO: O método ideal deve ter alta sensibilidade e especificidade, além de boa reprodutibilidade e precisão. Porém não houve consenso na literatura referente à melhor técnica e os resultados são contraditórios, apesar da avaliação do equilíbrio ser uma técnica moderna e utilizada nos grandes centros de pesquisa, não é possível isolar o sistema proprioceptivo dos outros sistemas: visual e vestibular.

Palavras-chave: Propriocepção, Equilíbrio Postural, Ligamento Cruzado Anterior, Avaliação

 

Tradução e adaptação cultural da escala "<em>Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale</em>" para a língua portuguesa

Translation and cultural adaptation of the scale "Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale" into Portuguese

Ana Maria Vieira Gardin; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(4):213-218

OBJETIVO: Traduzir a versão original da escala Lower Limb extremity AmputeeMeasurement Scale (LLAMS) da língua inglesa para a portuguesa; verificar o nível de compreensão da escala entre os profissionais da saúde e construir uma versão adaptada culturalmente aos profissionais da população brasileira.
MÉTODO: Foram realizadas duas traduções da escala original americana para o português, e a tradução consensual foi convertida em duas novas versões para a língua inglesa. Estas duas versões foram comparadas com a versão original do instrumento americano e novamente as divergências foram analisadas e modificadas para um consenso com a versão original. Obteve-se uma versão brasileira da LLAMS modificada que foi avaliada em relação à sua equivalência cultural e conteúdo. A versão brasileira da LLAMS foi aplicada em profissionais da área da saúde (n = 20) para avaliação do nível de compreensão de cada sentença.
RESULTADOS: Na primeira aplicação, obteve-se 35% de não compreensão no item "data clínica," e este item foi substituído por "data da consulta médica". A escala foi então reaplicada, obtendo-se 100% de compreensão.
CONCLUSÃO: Foi realizada a tradução e a adaptação cultural da versão original do LLAMS da língua inglesa para a portuguesa e quantificou-se o nível de compreensão dos profissionais, obtendo-se 100% de compreensão dos itens após duas aplicações. Com isso, construiu-se uma versão adaptada culturalmente aos profissionais e pacientes da população brasileira.

Palavras-chave: Escalas, Avaliação, Amputados, Reabilitação

 

Uso da termografia como método de avaliação na medicina física e de reabilitação

The use of thermography as an assessment tool in physical medicine and rehabilitation &ndash; a review study

Fábio Marcon Alfieri; Artur Cesar Aquino dos Santos; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2017;24(3):147-150

Por indicar a temperatura corporal, a avaliação termográfica pode servir como indicativo de alteração fisiológica em algumas condições clínicas nas quais a reabilitação se faz necessária. Objetivo: Conhecer a quantidade de publicações sobre o uso da termografia como instrumento de avaliação de desfecho de pesquisa clínica em estudos de reabilitação. Método: Foi feita uma busca na base de dados PubMed. Como descritor foi utilizado somente o MeSH term Thermography e escolhidos os artigos que reportavam pesquisa clínica. Resultados: De 6957 artigos encontrados, 316 eram Clinical trials, destes, 304 foram excluídos por não atenderem os critérios de inclusão, permanecendo assim 12 estudos. Estes foram classificados segundo a escala de JADAD. Apenas três estudos foram considerados com boa qualidade metodológica. Nos estudos incluídos, as condições clínicas avaliadas foram: dor muscular tardia, lombalgia, artrite reumatoide, síndrome da dor complexa regional, dor miofascial, osteoartrite, Fenômeno de Raynaud's, e tendinites. Diversos recursos terapêuticos foram utilizados, sendo o laser usado em 5 estudos. Apenas um estudo não conseguiu identificar mudanças após os procedimentos de reabilitação quando usada a termografia como avaliação. Conclusão: Essa revisão mostrou que poucos estudos e com baixa qualidade metodológica usaram a termografia como método de avaliação em programas de reabilitação.

Palavras-chave: Termografia, Avaliação, Reabilitação

 

Uso de testes clínicos para verificação do controle postural em idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos

Use of clinical tests for verification of postural control in healthy elderly submitted to physical exercise programs

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Lucila Silveira Gatz; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(4):153-158

O controle postural no envelhecimento diminui e a prática de exercícios físicos pode melhorar esta importante função. A fim de medir estas possíveis melhoras, podem ser usados diversos testes. O objetivo deste estudo foi o de analisar o uso de testes clínicos de medidas indiretas para verificar as alterações sobre o controle postural de idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos. O desenho do estudo foi um ensaio clínico simples-cego e aleatorizado com braços paralelos. Participaram da pesquisa 46 idosos divididos aleatoriamente em dois grupos de exercícios: multissensoriais (GMS, n=23, 68,8±5,9 anos) e de fortalecimento (treino resistido) (GR, n=23, 70,18±4,8). Ambos os grupos realizaram 12 semanas (2dias/semana, 50m/dia) de exercícios. Para avaliação do controle postural foram utilizados os testes: Timed up and go (TUG), teste de apoio unipodal, bateria de testes de Guralnik e escala de equilíbrio funcional de Berg. Os indivíduos do GMS apresentaram melhora significativa nos testes TUG e bateria de testes de Guralnik e o GR não apresentou melhora em nenhum dos testes. A melhora no tempo de execução do teste TUG do GMS que foi de 9,1±8,04 para 8,0±1,0 segundos após a intervenção, foi estatisticamente superior ao resultado do GR. Acreditamos que o teste TUG e a bateria de testes de Guralnik são boas opções para avaliar o controle postural de idosos submetidos a programas de intervenção. Embora o TUG não possa ter seu tempo diminuído indefinidamente, permite verificar até mesmo dentro de um tempo de normalidade, alterações promovidas por exercícios físicos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Equilíbrio Postural, Avaliação

 

Utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde na avaliação fisioterapêutica de indivíduos com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e região lombar

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in the physical therapy assessment of individuals with musculoskeletal disorders of the lower limbs and lumbar region

George Schayer Sabino; Cecília Martins Coelho; Rosana Ferreira Sampaio

Acta Fisiátr.2008;15(1):24-30

INTRODUÇÃO: A estrutura e o conteúdo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) podem contribuir para a orientação e sistematização da prática clínica do fisioterapeuta. Apesar de promissor, seu uso ainda é limitado, principalmente devido à complexidade de sua aplicação. O objetivo deste estudo foi analisar as dificuldades encontradas no uso da CIF para codificar atividades/participação de pacientes com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e na região lombar avaliados por um fisioterapeuta.
MÉTODOS: Foram utilizados os relatos dos pacientes quanto às atividades/participação alteradas em decorrência de problemas musculoesqueléticos. Os dados foram coletados dos prontuários e agrupados em categorias para codificação posterior.
RESULTADOS: Cinco domínios da CIF foram utilizados para descrever as atividades/participação alteradas nesses indivíduos (mobilidade, cuidados pessoais, vida doméstica, áreas principais da vida e vida comunitária, social e cívica) e foram identificadas quatro questões relacionadas à codificação: (1) códigos múltiplos para algumas atividades/participação; (2) código impreciso para detalhar uma atividade/ participação (distância corrida); (3) código "não especificado" para classificar o "entrar no carro"; (4) códigos genéricos para atividades/participação que se referem a esportes.
DISCUSSÃO: A possibilidade de seleção de vários códigos para uma mesma condição, decorrente da superposição e inter-relação de atividades/participação, pode tornar a classificação inconsistente em algumas situações. A ausência de detalhamento para algumas atividades/participação pode limitar a precisão na categorização e documentação das informações.
CONCLUSÃO: A CIF possibilitou a caracterização do estado de saúde dos indivíduos, mas apresenta algumas questões que devem ser consideradas para seu aperfeiçoamento.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, avaliação da deficiência, doenças musculosqueléticas, extremidade inferior, fisioterapia (especialidade)

 

Validação da versão brasileira da Escala de Avaliação Postural para Pacientes após Acidente Vascular Encefálico

Validation of the brazilian version of the Postural Assessment Scale for Stroke Patients

Simone Minae Yoneyama; Roberta de Melo Roiz; Tiago Maia Oliveira; Telma Dagmar Oberg; Núbia Maria Freire Vieira Lima

Acta Fisiátr.2008;15(2):96-100

OBJETIVO: Verificar a confiabilidade inter e intra-examinador, a validade construtiva e a consistência interna da versão brasileira da Escala de Avaliação Postural para pacientes após Acidente vascular encefálico (EAPA)
MÉTODO: O instrumento foi traduzido para a Língua Portuguesa, com base na sua versão original em Inglês por um tradutor bilíngüe. Dezenove indivíduos hemiparéticos foram avaliados por três examinadores pelo Escala de Avaliação Postural para Pacientes após AVE (EAPA) e Protocolo de Desempenho Físico de Fugl-Meyer.
RESULTADOS: Não foi encontrado efeito teto. Houve correlação entre os instrumentos Fugl-Meyer e EAPA total (r=0.79 e p<0.0001); excelente consistência interna para a EAPA total (0.83) e na sua subescala Mudança de Postura [MUP] (0.84); excelente coeficiente de confiabilidade interexaminador para a EAPA total e suas subescalas Mantendo a Postura e MUP (0.93; 0.95 e 0.87, respectivamente).
CONCLUSÃO: A EAPA apresentou resultados de validade construtiva, consistência interna e confiabilidade inter e intra-examinador que permitem a sua utilização na prática clínica.

Palavras-chave: hemiparesia, acidente cerebrovascular, avaliação, equilíbrio musculosquelético, postura

 

Variação da independência funcional em idosos hospitalizados relacionada a variáveis sociais e de saúde

Variation in functional independence in hospitalized elderly related to social and health variables

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(3):164-169

O processo de envelhecimento, as doenças crônicas não transmissíveis e as hospitalizações podem causar declínio funcional em idosos. Alguns fatores podem potencializar esse comprometimento funcional como gênero, número de internações, presença de acompanhante e medicações em uso.
OBJETIVO: Identificar a variação da capacidade funcional em idosos no decorrer da hospitalização e relacionar a diferença com variáveis sociais e de saúde.
MÉTODO: Estudo realizado no hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi aplicado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) na internação, durante a hospitalização, na alta e um mês após retorno ao domicílio. Foi calculada a variação dos valores da MIF dos momentos de avaliação, expressados por meio de deltas, e a correlação com as variáveis: gênero, internação anterior, presença de acompanhante e medicações.
RESULTADOS: Houve diferença significativa nos deltas relacionados ao período de alta hospitalar e retorno no domicílio (p=0,0010), e ao período da admissão a alta hospitalar (p<0,0001), na MIF total e nos seus domínios, demonstrando declínio funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.O gênero, internações anteriores e presença de acompanhante não influenciaram significativamente a capacidade funcional dos idosos hospitalizados, contudo o aumento do número de medicações prescritas entre a admissão e a alta apresentou uma correlação moderada (r=0,5059) e muito significativa (p=0,0071) com o declínio funcional nesse período.
CONCLUSÃO: Observou-se um declínio funcional nos idosos hospitalizados, sendo mais significativa nos idosos que tiveram aumento no número de medicações prescritas durante a hospitalização.

Palavras-chave: avaliação da deficiência, hospitalização, idoso, qualidade de vida, atividades cotidianas

 

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