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A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e a Aids: uma proposta de core set

The International Classification of Functioning, Disability and Health and AIDS: a core set proposal

Cássia Maria Buchalla; Telma Regina Cavalheiro

Acta Fisiátr.2008;15(1):42-48

O advento da terapia anti-retroviral de alta potência (HAART) alterou a história natural da aids, diminuindo sua mortalidade e a incidência de doenças oportunistas e aumentando a esperança de vida das pessãos vivendo com aids.Como uma doença crônica, outras questoes passam a ser relevantes, entre elas a adesão ao tratamento, seus efeitos adversos e a qualidade de vida das pessãos nessa condição. A CIF constitui um instrumento adequado para identificar as características da funcionalidade, do ambiente e condições pessãois que interferem na qualidade de vida. Instrumentos para a sua aplicação, core sets, têm sido desenvolvidos para várias condições de saúde. Com o objetivo de propor um core set para aids, foram desenvolvidas duas etapas preliminares do modelo proposto para a construção desses instrumentos. A primeira etapa, de revisão sistemática buscou no MEDLINE artigos com descritores HAART e qualidade de vida, publicados em inglês, de 2000 a 2004. Foram selecionados 31 estudos que resultou em 87 conceitos dos quais 66 puderam ser identificados como categorias da CIF. Estas formaram as perguntas da entrevista aplicada em 42 voluntários, pacientes de um centro de referência para DST e Aids de São Paulo. Entre as condições mais freqüentemente associadas ao tratamento, estao às mudanças na imagem corporal, conseqüência da lipodistrofia, apontada em 84% dos estudos e em 93% das entrevistas. Alterações das funções digestivas, das relações íntimas, e das funções sexuais foram condições importantes identificadas no estudo. As duas etapas definiram 40 categorias da CIF como proposta preliminar de um core set para pacientes com aids.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, qualidade de vida

 

A hidroginástica como meio para manutenção da qualidade de vida e saúde do idoso

Hydrogymnastics as a means for the maintenance of the elderly's quality of life and health

Clarissa Stefani Teixeira; Érico Felden Pereira; Angela Garcia Rossi

Acta Fisiátr.2007;14(4):226-232

Evidências científicas apontam para os importantes benefícios da prática de atividades físicas para os idosos, considerando sua mobilidade, saúde física e mental e qualidade de vida. A hidroginástica tem sido apontada como uma alternativa para inserção dos idosos nas práticas corporais e para a promoção de um estilo de vida mais ativo e saudável, mas, que, ainda carece de maiores investigações sobre seu real efeito sobre a saúde e a qualidade de vida dessa população e principalmente, metodologias de trabalho para esse fim. Desta forma, esta pesquisa bibliográfica objetivou realizar uma busca de estudos sobre hidroginástica para a terceira idade, discutindo e apresentando seus resultados, buscando relações com a promoção da saúde e qualidade de vida dessa população. As leituras nos permitiram vislumbrar que a hidroginástica favorece o desenvolvimento de algumas importantes qualidades físicas como resistência cardiorrespiratória, força e flexibilidade. Como qualquer outra forma de exercitação, deve ser praticada de forma contínua, principalmente, considerando indivíduos na terceira idade e pode também ser unida a atividades de relaxamento e recreação. As relações da prática da hidroginástica com a saúde dos idosos nos estudos analisados consideraram principalmente o desempenho em testes motores o que remete a necessidade de estudos que analisem também as repercussões dessas práticas sobre a qualidade de vida enquanto uma percepção de bem estar dos idosos.

Palavras-chave: motor activity, aging, quality of life

 

A importância do tratamento das síndromes dolorosas no traumatismo cranioencefálico

Treatment of painful syndromes in traumatic brain injury

André Tadeu Sugawara; Liliana L. Jorge ; Chien Hsin Fen ; Marta Imamura; Wu Tu Hsing

Acta Fisiátr.2004;11(1):34-38

Segundo o modelo do National Center for Medical Rehabilitation Research, a doença crônica (como o traumatismo cranioencefálico) deve ser observada por meio de 5 eixos - a fisiopatologia, a deficiência observável (a hemiparesia), a limitação funcional (incapacidade para tarefa especifica), incapacidade para realização de atividades de vida diária, e limitação social. Levando em conta que tais aspectos sejam interrelacionados, a abordagem interdisciplinar é o método de escolha da prática da Medicina de Reabilitação. O objetivo do presente relato é confirmar a interferência da dor na reabilitação do traumatismo cranioencefálico (TCE), cuja importância muitas vezes é minimizada, apesar de crescentes estudos acerca da etiopatogenia e tratamento da dor no TCE. Foi realizado acompanhamento de uma paciente vítima de TCE na Divisão de Medicina Física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2002, para quem diversas modalidades analgésicas foram propostas, além da aplicação de questionário funcional e sobre qualidade de vida, com melhora observada em todas as medidas. É necessária análise crítica dos instrumentos de medida de saúde, na medida em que neles se observa alta capacidade para detecção de habilidades motoras e baixa eficiência em detectar melhora da funcionalidade devido aos ganhos nos campos psicoafetivos e sociais, que são diretamente relacionado à experiência dolorosa.

Palavras-chave: Traumatismos cerebrais, dor, qualidade de vida, acupuntura, reabilitação

 

A importância pratica da cinesioterapia em grupo na qualidade de vida de idosos

The importance of kinesiotherapy group practice on the quality of life of the elderly

Juscelino Francisco Vilela-Junio, Vitor Marcilio Gomes Soares, Ana Maria Sá Barreto Maciel

Acta Fisiátr.2017;24(3):133-137

Analisar o efeito da cinesioterapia em grupo sobre a qualidade de vida, adesão e desistência do programa, capacidade funcional, equilíbrio e marcha de idosas sedentárias. Método: Estudo experimental, amostra de idosas com média de idade de 69,83 (±7,76), que foram submetidas a um protocolo de cinesioterapia e randomizadas em três grupos (N=48), cinesioterapia em grupo (CG), cinesioterapia individual (CI) e controle (C); durante 12 semanas. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário SF-36, e as variáveis de equilíbrio e marcha através do teste de Tinetti. Utilizando os procedimentos estatísticos descritivos (média e desvio padrao) e o teste de Wilcoxon, admitindo-se o nível de significância de p < 0, 05. Resultados: Taxa de permanência: CG:n=9; GI:n=10; C:n=8 ;Teste de Tinetti:Grupo CG: escore total 9.26 X 13.1; Grupo GI 11.37 X 14.5. Não houve melhora no grupo C. SF-36: média de escores: (CG) Dor: 33.2 X 70.7; Aspectos emocionais 33.3 X 66.6; (GI) Capacidade funcional: 64 X 85.5; Aspectos emocionais: 77.7 X 88; Limitação funcional: 72.5X 100. Não houve melhora estatisticamente significativas no grupo C. Conclusão: Não foram encontradas diferenças expressivas em relação a taxa de desistência entre a dinâmica em grupo e a dinâmica individual no programa de cinesioterapia, no entanto os grupos experimentais apresentaram diferenças significativas com os testes, antes e pós intervenção, para melhora nos aspectos emocionais, melhora de limitações físicas, redução de dor, melhora no equilíbrio e marcha, mostrando assim eficácia e importância dessa atividade.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Saúde, Qualidade de Vida

 

Análise crítica de parâmetros de qualidade de vida de pacientes com fibromialgia

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana A. Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr.1998;5(2):116-120

OBJETIVO - Determinar quais sintomas ou distúrbios funcionais correlacionam-se com o impacto da fibromialgia (FM) na qualidade de vida de pacientes do sexo feminino.
CASUISTICA - 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia.
MATERIAL E MÉTODOS - Estudo transversal para análise dos seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica de fadiga - 0 a 10 - ENF); no de pontos dolorosos/gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Postsleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Os parâmetros foram analisados através do Coeficiente de Correlação de Spearman.
RESULTADOS - Houve correlação estatisticamente significante entre a qualidade de vida global (FIQ) e intensidade da dor (END), intensidade da fadiga (ENF) e capacidade funcional (HAQ). Houve correlação fraca com a qualidade do sono (PSI). Não se observou correlação entre o FIQ e a depressão (BDI). Por sua vez, a capacidade funcional (HAQ) correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor e da fadiga. Não houve correlação entre o HAQ e o BDI.
CONCLUSÃO - O impacto na qualidade de vida da fibromialgia correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor, fadiga e decréscimo da capacidade funcional.

Palavras-chave: Fibromialgia. Qualidade de vida. Dor crônica.

 

Análise da qualidade de vida em pacientes de Escola de Postura

Analysis of quality of life in Back School patients

Sofia Helena Kuckartz Cesar; Carlos Alexandrino de Brito Júnior; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2004;11(1):17-21

Qualidade de vida é a percepção individual de um bem estar físico, mental e social, podendo ser influenciada pelo aparecimento de várias condições de saúde. Entre elas, destaca-se a lombalgia, devido ao elevado número de casos encontrados na população, com seu padrao característico de alterações neurológicas e biomecânicas. Através do questionário SF-36 (Short Form Health Survey) composto por 8 domínios, permite-se mensurar o quanto uma doença consegue interferir sobre a qualidade de vida do indivíduo. O trabalho foi desenvolvido através de estudo retrospectivo, com o objetivo de avaliar a evolução dos parâmetros do questionário SF- 36. Foram acompanhados 154 pacientes da Escola de Postura da DMR-USP, portadores de lombalgia, em um seguimento de 4 meses, no período de Setembro de 2001 a Setembro de 2003. Os domínios dor, estado geral de saúde, vitalidade, limitação dos aspectos físicos e saúde mental apresentaram tendência favorável quando confrontados os resultados da avaliação inicial em relação aquelas obtidas nas reavaliações de 1 mês e/ou 4 meses.

Palavras-chave: Qualidade de vida. Dor lombar. Escola de postura.

 

Análise do desempenho funcional em pacientes portadores de doença de Parkinson

Analysis of functional peformance in patients with Parkinson's disease

Fátima Goulart; Clarissa Cardoso dos Santos; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Francisco Cardoso

Acta Fisiátr.2004;11(1):12-16

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, caracterizada, principalmente, por alterações motoras.
OBJETIVO: avaliar o desempenho funcional e a qualidade de vida de parkinsonianos nos estágios inicial e intermediário da doença.
METODOLOGIA: 20 pacientes (60,8±9,7 anos) com Hoehn e Yahr entre 1 e 3 foram avaliados e comparados com 20 indivíduos saudáveis (63,5±6,3 anos). O Perfil de Atividade Humana (PAH), a velocidade da marcha (m/s) e a velocidade para subir/descer escadas (degraus/minuto) foram usados para avaliar o desempenho funcional e o Perfil de Saúde de Nottingham para avaliar a qualidade de vida.
RESULTADOS: foram observadas diferenças significativas no PAH (p=0,000) e na velocidade da marcha (p=0,05), demonstrando pobre aptidao física e lentidao da marcha dos pacientes com DP.
CONCLUSÃO Os resultados demonstraram que alterações da performance funcional estao presentes desde fases iniciais da DP e não apenas na fase avançada.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, desempenho funcional, qualidade de vida, fisioterapia.

 

Análise dos resultados de qualidade de vida em idosos praticantes de dança sênior através do SF-36

Analysis of quality of life results by using the SF-36 among elderly persons practicing senior dance

Luciane Criado de Oliveira; Ercília Aparecida Pivoto; Patrícia Canteruccio Pontes Vianna

Acta Fisiátr.2009;16(3):101-104

Avaliar o impacto da prática da Dança Sênior na saúde de idosos, através da aplicação do questionário de qualidade de vida SF-36. Foram selecionados 103 indivíduos com idade mínima de 60 anos e alfabetizados. Participaram da Dança Sênior durante quatro meses com freqüência semanal e duração de 60 minutos. O questionário foi aplicado no início e no final das participações. Através da análise estatística de probabilidade do teste não-paramétrico de Wilcoxon, observamos que há aumento significativo do score em todos os componentes avaliados pelo SF-36 (p < 0,001) comparados os momentos inicial e final da participação da Dança Sênior. Baseado nos parâmetros avaliados pelo SF-36, concluímos que a Dança Sênior mostrou-se eficiente como possibilidade terapêutica na melhora da qualidade de vida dos idosos.

Palavras-chave: Idoso, Qualidade de Vida, Terapia através da Dança, Questionários

 

Arte reabilitação em mulheres amputadas utilizando o mito de Pandora como recurso facilitador de autoestima e qualidade de vida

Art rehabilitation in amputee women with Pandora's myth as a self-esteem and quality of life facilitator resource

Flavia Rodrigues de Souza Scorachio; Teresa Kam Teng; Márcia Gallo De Conti; Tania Cristina Freire; Sheila Jean McNeill Ingham

Acta Fisiátr.2018;25(1):12-18

A amputação é um evento traumático que repercute intensamente na vida da pessão acometida. A dificuldade em lidar com a nova realidade pode contribuir negativamente para a autoestima e reabilitação do indivíduo, afetando a sua qualidade de vida. A Arteterapia por meio dos recursos expressivos pode ser um canal facilitador e promotor de aspectos resilientes para a superação do trauma. Objetivo: Averiguar a influência da Arteterapia na autoestima e qualidade de vida em mulheres amputadas. Grupo formado por 8 mulheres amputadas, entre 35 a 65 anos. Método: Divididos em 2 grupos (4 indivíduos no grupo de intervenção e 4 indivíduos no grupo controle). Instrumentos de avaliação: WHOQOL- Bref (World Health Organization Quality of Life), Escala de Autoestima Rosemberg (EAR), o Desenho da Figura Humana e Relatos das Participantes. As atividades foram desenvolvidas com base no mito de Pandora, em 11 oficinas arteterapêuticas com 1 hora de duração, uma vez por semana no setor de Arte-Reabilitação, AACD - Ibirapuera, São Paulo. Resultados: Estatisticamente não foram observadas diferenças significantes entre os momentos inicial e final para os domínios de Whoqol Bref e EAR, em ambos os grupos; porém, o grupo intervenção apresenta um movimento de melhora na autoestima, especialmente no quesito autodepreciação. Qualitativamente foram observadas através do discurso das participantes melhorias de autoestima e possibilidade de melhoria na qualidade de vida das participantes. Conclusão: A arteterapia, junto com a equipe interdisciplinar, pode contribuir positivamente para o processo de reabilitação em mulheres amputadas ajudando a promover a autoestima e qualidade de vida.

Palavras-chave: Amputação, Mulheres, Terapia pela Arte, Reabilitação, Qualidade de Vida

 

Avaliação da função muscular em doença arterial obstrutiva periférica: a utilização da dinamometria isocinética

Assessment of muscular function in peripheral arterial obstructive disease with the use of isokinetic dynamometry

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém; Nelson Wolosker; Julia Maria D'Andréa Greve; Wilson Jacob Filho

Acta Fisiátr.2007;14(3):176-180

Indivíduos com doença arterial obstrutiva periférica apresentam perda funcional, principalmente em membros inferiores, gerando prejuízo da capacidade de caminhada. Os testes de caminhada são rotineiramente utilizados para avaliação e seguimento desses pacientes. Em pacientes idosos, com comorbidades e limitações associadas à claudicação intermitente, torna-se difícil a avaliação pela caminhada, principalmente nos casos de doença bilateral com acometimento desigual, onde o membro mais afetado limita a avaliação do menos afetado. A avaliação muscular isocinética é uma metodologia alternativa aos testes de caminhada para avaliar de forma individualizada as perdas funcionais geradas pela doença nos diferentes grupamentos musculares em territórios isquêmicos.

Palavras-chave: doenças vasculares periféricas, fadiga muscular, força muscular

 

Avaliação da funcionalidade e qualidade de vida em pacientes críticos: série de casos

Evaluation of functionality and quality of life in critical patients: case series report

Jéssica Rosa Vargas Wiethan; Janice Cristina Soares; Juliana Alves Souza

Acta Fisiátr.2017;24(1):7-12

A hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), geralmente resulta em declínio funcional e da qualidade de vida. Riscos de sequelas a longo prazo decorrem de fatores relacionados a doença, tratamento realizado e repouso no leito. Objetivo: Avaliar a funcionalidade e qualidade de vida de pacientes que realizaram fisioterapia durante a internação na UTI e correlacionar essas variáveis após 30 dias de alta. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo, do tipo série de casos com 15 pacientes. Avaliou-se a funcionalidade pela Medida de Independência Funcional-MIF (antes da UTI, após alta e após 30 dias) e a qualidade de vida pelo questionário SF-36 (após 30 dias). Resultados: A média de idade da amostra foi de 43,20±16,92 anos, predominaram causas de internação neurológicas, o tempo de ventilação mecânica foi de 14(9-14) dias e de UTI 15,80±7,16 dias, todos pacientes apresentaram complicações durante a internação. A avaliação de funcionalidade mostrou que antes da UTI os indivíduos possuíam nível de independência completa a modificada (MIF=126), após a alta houve um declínio para dependência modificada (MIF=48) e após 30 dias houve melhora da funcionalidade, mas ainda compreendendo dependência modificada (MIF=92). Os domínios de funcionalidade autocuidado, mobilidade e locomoção tiveram maiores alterações após a UTI e uma melhora significativa aos 30 dias, controle de esfíncteres, comunicação e cognição social tiveram menores alterações após a UTI e nos 30 dias seguintes os valores se aproximaram aos prévios. A qualidade de vida foi afetada no decorrer de 30 dias, o que foi observado pelos baixos escores em todos os domínios, quando comparados ao valor total que poderia ser alcançado e os domínios mais comprometidos foram capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor e aspectos sociais. Ao correlacionar os domínios da MIF e SF-36, destacaram-se principalmente as correlações positivas entre os domínios controle de esfíncteres, locomoção e mobilidade (funcionalidade) e capacidade funcional (qualidade de vida). Conclusão: A internação em UTI afetou negativamente a funcionalidade, principalmente na alta imediata. Após 30 dias, houve uma melhora, o que em partes, pode-se atribuir à fisioterapia, já que todos os pacientes receberam este tipo de tratamento durante a estadia na UTI e grande parte deles continuou a realizar após a alta. Entretanto, alguns déficits ainda permaneceram, comprometendo também, a qualidade de vida.

Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva, Recuperação de Função Fisiológica, Modalidades de Fisioterapia, Qualidade de Vida

 

Avaliação da qualidade de vida de portadores de insuficiência cardíaca congestiva e sua correlação com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Assessment of quality of life in patients with congestive heart failure and its correlation with the International Classification of Functioning, Disability, and Health

Renata Souza Zaponi; Andersom Ricardo Frez; Cintia Teixeira Rossato Mora; Joao Afonso Ruaro; Christiane Riedi Daniel

Acta Fisiátr.2015;22(3):105-110

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca e correlacionar com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Método: Trata-se de um estudo transversal, com amostra de 19 pacientes, com idade média de 66,28 ± 10,93 anos cuja qualidade de vida foi avaliada através do questionário de qualidade de vida Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ), sendo que para cada questao foi determinado uma categoria da CIF e estes resultados foram correlacionados. Resultados: A média do escore do questionário MLHFQ foi de 61,21 ± 17,56. Verificou-se correlação positiva entre a qualidade de vida e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (r = 0,75; p = 0,0006), fato que não ocorreu ao comparar a qualidade de vida com a classe funcional. Observou-se alta correlação entre as respostas dos pacientes e a avaliação do fisioterapeuta utilizando a CIF. Conclusões: O questionário MLFHQ contempla as exigências da CIF, possuindo alta correlação entre as respostas de ambos, sendo considerado global, o que possibilita o emprego destes instrumentos na avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Insuficiência Cardíaca, Qualidade de Vida

 

Avaliação da qualidade de vida e função em amputados bilaterais de membros inferiores: revisão da literatura

Assessment of quality of life and function in bilateral lower limb amputees: literature review

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Starling

Acta Fisiátr.2013;20(4):229-233

Amputação de membros inferiores é uma condição de saúde crônica comum e importante causa de incapacidade em longo prazo. Independentemente da causa, a amputação traz uma dramática mudança funcional, prejudicando muitos aspectos da vida diária e conseqüentemente da qualidade de vida (QV).
OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo revisar os artigos publicados sobre pacientes com amputação bilateral dos membros inferiores e identificar os instrumentos utilizados para avaliar qualidade de vida e função.
MÉTODO: Foi realizada busca de artigos científicos em bases de dados eletrônicas (MedLine, PubMed e LILACS) e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados, sem restrição do ano de publicação, nos idiomas português, inglês, francês e espanhol.
RESULTADOS: Foram incluídos 29 estudos.
CONCLUSÃO: Não foi encontrada uma classificação clínica específica globalmente aceita para esta população, e poucos questionários podem ser aplicados a todas as culturas para permitir ao profissional de saúde comparar e compartilhar o desfecho de pessoas com amputação bilateral de membros inferiores.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Qualidade de Vida

 

Avaliação da qualidade de vida, grau de incapacidade e do desenho da figura humana em pacientes com neuropatias na hanseníase

Quality of life, physical disability, and the human figure drawing assessment of patients with neuropathies in leprosy

Camila Beltrame Benedicto; Tatiani Marques; Arianni Pereira Milano; Noêmi Garcia de Almeida Galan; Susilene Tonelli Nardi; Frank Duerksen; Lúcia Helena Soares Camargo Marciano; Renata Bilion Ruiz Prado

Acta Fisiátr.2017;24(3):120-126

Na hanseníase, a presença de sintomas dermatoneurológicos com potencial evolução para incapacidades físicas pode comprometer a qualidade de vida (QV) e a imagem corporal do paciente. Objetivo: Avaliar as possíveis associações entre a QV, o Grau de Incapacidade (GI) e o Desenho da Figura Humana (DFH) em indivíduos com neuropatia hansênica. Método: Este estudo consiste em um estudo descritivo, com abordagem quanti-qualitativa. Foram utilizados quatro instrumentos de avaliação: Questionário sociodemográfico, NeuroQol (Neuropathy – Specific Quality of Life Questionnaire), DFH e Formulário de avaliação do GI. Foram incluídos pacientes com GI 1 ou 2 nos pés e idade igual ou superior a 18 anos. Resultados: Foram avaliados 100 indivíduos. Entre aqueles com GI 2, houve uma tendência à omissão do nariz (p=0,050) e DFH no tamanho pequeno (p=0,047). Houve associação entre o DFH e o domínio QV Sintomas difuso sensitivo-motores (p=0,035), sugerindo que a omissão dos pés no DFH pode representar perda da QV. Conclusão: Indivíduos com neuropatia hansênica apresentam QV boa à moderada. A omissão de segmentos do corpo pode indicar conflitos e sentimentos de insegurança. Há indícios de perda de autonomia quando o paciente omite ou corta os pés no DFH.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Hanseníase, Reabilitação, Imagem Corporal, Qualidade de Vida

 

Avaliação de parâmetros clínicos de pacientes com fibromialgia após 5 anos de evolução.

José Eduardo Martinez; Fellipe Mendes de Oliveira Xavier; Mariana Zacharias André; Marcelo Viceconte Ramalho

Acta Fisiátr.2001;8(2):71-74

INTRODUÇÃO: Fibromialgia é uma síndrome clínica de causa desconhecida caracterizada por dor difusa e presença de pontos dolorosos musculares à dígito-pressão. Em 1995, foi publicado, por nosso grupo de pesquisa, um estudo clínico mostrando que a fibromialgia causa impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. Em alguns aspectos, esse impacto é semelhante em intensidade àquele causado pela artrite reumatóide. O objetivo deste estudo é avaliar os mesmos parâmetros utilizados, após 5 anos de evolução.
MÉTODOS: Realizou-se entrevista telefônica que incluía questoes sobre a evolução da sintomatologia, escalas analógicas numéricas para dor, fadiga, depressão e ansiedade (0 - 10) e a escala de incapacidade física Health Assessment Questionnaire (HAQ). As pontuações atuais foram comparadas com as do estudo de 1995 por meio do teste de Wilcoxon.
PACIENTES: Estudaram-se 18 mulheres que participaram do estudo de 1995. Todas as pacientes preenchiam os critérios para Classificação de Fibromialgia do American College of Rheumatology (Colégio Americano de Reumatologia) na época do estudo de 1995.
RESULTADOS: Dez pacientes referiram estar melhor; 3, pior; e 5 permaneceram inalteradas. Doze pacientes se mantêm em algum tipo de tratamento e 6 estao sem qualquer tipo de tratamento. As pontuações das escalas aplicadas em 1995 e agora são, respectivamente: Escala Numérica de Dor: 5,72 - 5,77; Escala Numérica Fadiga: 4,66 - 5,70; Escala Numérica de Depressão: 5,50 - 5,22; Escala Numérica de Ansiedade: 6,61 - 3,72; e HAQ: 0,75 - 1,08. A análise estatística mostrou diferença estatisticamente significativa apenas na escala de ansiedade.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a fibromialgia tem uma evolução estável nos parâmetros clínicos e de capacidade física estudados neste trabalho. As pontuações de ansiedade melhoraram provavelmente por causa do melhor conhecimento da fibromialgia pelas pacientes.

Palavras-chave: Fibromialgia. Qualidade de vida. Evolução.

 

Avaliação do índice de sobrecarga de cuidadores primários de crianças com paralisia cerebral e sua relação com a qualidade de vida e aspectos sócioeconômicos

Assessing the burden on primary caregivers of children with cerebral palsy and its relation to quality of life and socioeconomic aspects

Mariana Ceravolo Ferreira; Brunna Loureiro Di Naccio; Myssão Yumi Costa Otsuka; Aurélio de Melo Barbosa; Paulo Fernando Lôbo Corrêa; Giulliano Gardenghi

Acta Fisiátr.2015;22(1):9-13

As crianças com Paralisia Cerebral (PC) apresentam distúrbios permanentes da postura e movimento, caracterizada por um prejuízo motor que provoca dificuldade na realização das atividades de vida diária e, consequentemente uma dependência funcional. Assim, a tarefa de assistir crianças com PC pode levar ao cansaço, isolamento e estresse dos cuidadores, além de gerar sobrecarga física e emocional e uma possível diminuição da qualidade de vida dessa população. Objetivo: Avaliar o índice de sobrecarga dos cuidadores primários de crianças com PC, comparar a qualidade de vida e a idade entre cuidadores com e sem sobrecarga, bem como associar as variáveis classe econômica e status laboral à variável sobrecarga. Método: O estudo caracterizou-se por ser analítico e transversal. Participaram do estudo 31 cuidadores primários de crianças com diagnóstico de PC de 0 a 18 anos. Os instrumentos utilizados na pesquisa foram um questionário sóciodemográfico para caracterização da amostra, o questionário da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) para classificação econômica, o Medical Outcome Study 36 (SF-36) para avaliação da qualidade de vida dos cuidadores e a Escala de Sobrecarga do Cuidador Zarit Burden Interview (ZBI) para avaliar a sobrecarga subjetiva e objetiva dos cuidadores. Resultados: Os resultados da amostra apontaram que 67,7% dos cuidadores apresentaram sobrecarga e que as médias de alguns domínios do SF-36 ("limitação por aspectos físicos", "dor", "vitalidade" e "limitação por aspectos sociais") neste grupo eram significativamente menores do que no grupo sem sobrecarga. Não houve associação estatisticamente significativa no teste de qui-quadrado entre a classe socioeconômica dos cuidadores e a sobrecarga e entre o status laboral e a sobrecarga. Conclusão: A presença de sobrecarga em cuidadores de crianças com PC tem relação com uma menor qualidade de vida, mas a sobrecarga não foi associada com a idade do cuidador, o status laboral e a classe econômica dos mesmos.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Efeitos Psicossociais da Doença, Qualidade de Vida, Cuidadores

 

Avaliação dos sintomas de disfunção miccional em crianças e adolescentes com paralisia cerebral

Evaluation of voiding dysfunction symptoms in children and adolescents with cerebral palsy

Cássia Maria Carvalho Abrantes do Amaral; Joao Tomás de Abreu Carvalhaes

Acta Fisiátr.2005;12(2):48-53

Avaliar as disfunções do trato urinário inferior (DTUI) em pacientes com paralisia cerebral (PC) e sua relação com variáveis como: diagnóstico neurológico, idade, sexo, realização ou não de pré-natal durante o período gestacional, peso ao nascimento, deambulação, fala, cognitivo, constipação intestinal e história de infecção do trato urinário (ITU), além de verificar, entre os casos estudados, a presença de bexiga neurogênica.
MÉTODOS: Estudo transversal que avaliou 100 pacientes com idade entre 2 e 18 anos completos com diagnóstico de PC que compareceram em consulta pediátrica no ambulatório de pediatria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), sem deficiência mental (DM) grave através de avaliação psicológica de QI, entrevista pediátrica e estudo urodinâmico.
RESULTADOS: Após a avaliação de 100 casos de PC entre crianças e adolescentes de 2 a 18 anos, foram verificados 30 casos de pacientes com sintomas urinários, 11 destes com quadros urológicos de bexiga neurogênica. Entre as variáveis analisadas, apenas a média de idade (9,35 anos) apresentou relação estatisticamente significativa com a presença de sintomas urinários.
CONCLUSÃO: As crianças e adolescentes com PC apresentaram sintomas de disfunções do trato urinário independente das variáveis analisadas, exceto pela idade, o que pode estar relacionado talvez à menor gravidade de seus quadros de DM e deficiência motora. Entre os pacientes com sintomas urinários, 11 apresentaram estudos urodinâmicos compatíveis com bexiga neurogênica (36,67%). O diagnóstico dos sintomas de disfunção do trato urinário precoce tem como objetivo evitar possíveis alterações do trato urinário superior, além de significar um tratamento preventivo para estes pacientes, proporcionando uma melhora de qualidade de vida e ajudando no processo de sua reabilitação e incorporação à sociedade.

Palavras-chave: Trato Urinário, Paralisia Cerebral, Crianças e Adolescentes, Bexiga Neurogênica, Qualidade de Vida.

 

Avaliação longitudinal da Escola de Postura para dor lombar crônica através da aplicação dos questionários Roland Morris e Short Form Health Survey (SF-36)

Longitudinal evaluation of Posture School for low back pain by the questionnaires Rolland Morris and Short Form Health Survey (SF-36)

Gracinda Rodrigues Tsukimoto; Marcelo Riberto; Carlos Alexandrino de Brito, Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2006;13(2):63-69

O objetivo desse trabalho foi analisar quantitativamente a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica atendidos pela "Escola de Postura" da DMR-HCFMUSP no período de outubro de 2001 a julho de 2004, usando os questionários Roland-Morris (RM) e Short Form Health Survey (SF-36). A intensidade da queixa dolorosa foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA). A amostra inicial foi composta por 244 prontuários de pacientes encaminhados e avaliados para a Escola de Postura no período de outubro de 2001 a julho de 2004, tendo completado o programa 110 pacientes desse total. Algum dados referentes a estes pacientes foram coletados, tais como: diagnósticos etiológico, tempo de evolução da doença e origem do encaminhamento; dados sócio-demográficos como sexo, idade, escolaridade, estado civil, ocupação; e, também, o comparecimento aos retornos após o primeiro mês, quarto mês, e um ano a contar da avaliação inicial. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola de Postura apresentaram melhora significativa nos domínios do SF-36 para Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, bem como na avaliação pela EVA e questionário RM. Não foram observados ganhos estatisticamente significantes nos domínios Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental. Cabendo ressaltar que o período de alcance da Escola de Postura, não possibilita afirmar mudanças significativas quanto a aspectos afetivo-emocionais e novas posturas em seu relacionamento social. Novos estudos, quantitativos e qualitativos devem ser realizados de maneira a oferecer subsídios á equipe multiprofissional da Escola de Postura que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos se necessário.

Palavras-chave: avaliação funcional, lombalgia, qualidade de vida, questionários, reabilitação, escola de postura.

 

Comparação clínica e funcional de pacientes com fibromialgia e dor miofascial

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana Andrade de Matos Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr.1998;5(3):159-163

OBJETIVO: Estabelecer as diferenças e semelhanças entre mulheres com fibromialgia (FM) e mulheres com dor miofascial regional (DM) do ponto de vista clínico, funcional e qualidade de vida.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal de 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia da American College of Rheumatology e 18 mulheres com dor músculo-esquelética regional associada à pontosgatilho dolorosos na área afetada pela dor. Foram analisados estatisticamente pela disciplina de Bioestatística da Faculdade os seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica fadiga - 0 a 10 - ENF); nº de pontos dolorosos/ gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Post-sleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Ambos os grupos equiparavam-se em relação a idade e estado civil e diferiam em relação à escolaridade, que era mais alta no grupo da DM.
RESULTADOS: As pacientes com DM apresentavam dor nas seguintes regioes: coluna cervical, cintura escapular, cintura pélvica e ATM. Os parâmetros avaliados no grupo da FM mostraram os seguintes resultados: END - 7,7 (5 - 10); ENF - 6,8 (0 -10); nº de pontos dolorosos - 13,7 (11 - 17); HAQ - 1,26 (0,12 - 2,37); PSI - 81,29 (29 -110); BDI - 24 (0 - 60) e FIQ - 58,46 (33,0 - 80,71). No grupo da DM, observaram-se os seguintes resultados: END - 7,1 (2 - 10); ENF - 5,1 (0 - 10); nº de pontos dolorosos - 6,6 (1 - 8); HAQ - 0,68 (0 - 1,62); PSI - 64,62 (35 - 110); BDI - 18,5 (11 - 26) e FIQ - 43,55 (25,4 - 60,0). Houve diferença estatisticamente significante nos seguintes parâmetros: escolaridade, local de início da dor, nº de pontos dolorosos, comorbidade, HAQ, PSI, BDI e FIQ.
CONCLUSÕES: As semelhanças observadas entre pacientes com FM e DM são: dados demográficos, intensidade da dor e fadiga, presença de fatores desencadeantes e nível de atividade física. As diferenças observadas foram: escolaridade, capacidade funcional, qualidade do sono, intensidade da depressão e qualidade de vida.

Palavras-chave: Fibromialgia. Síndrome miofascial. Qualidade de vida.

 

Dinapenia e qualidade de vida em indivíduos infectados pelo HIV

Dynapenia and quality of life in HIV-infected individuals

Ana Paula de Oliveira Lédo; Janmille de Sá Neves; Bruno Prata Martinez; Carlos Brites

Acta Fisiátr.2017;24(4):180-185

O surgimento da terapia antirretroviral (TARV) eficaz, transformou o perfil evolutivo da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV) em uma doença crônica, com o aumento da expectativa de vida e complicações relacionadas ao uso desta, como a fraqueza muscular. Objetivo: Descrever a ocorrência de dinapenia e sua relação com qualidade de vida em indivíduos infectados com HIV. Métodos: Estudo observacional, de corte transversal, onde a força de preensão palmar foi avaliada através da dinamometria. Foram incluídos indivíduos infectados pelo HIV com idade ≥18 anos e capacidade para aferição da força muscular. O diagnóstico de dinapenia foi determinado pelos critérios definidos pela literatura para avaliação da força de preensão palmar e o índice de massa corporal (IMC). Para avaliação da qualidade de vida utilizou-se o questionário de qualidade de vida Short-Form Health Survey (SF-36). Outras variáveis mensuradas foram tempo de uso de TARV e o Indice de Comorbidades de Charlson (ICC), além de idade, sexo e peso. Resultados: A presença de dinapenia foi de 11,6% na amostra estudada. Houve associação de dinapenia com as variáveis idade (p=0,0001), presença de cormobidades (p=0,0001), menor força de preensão palmar (p=0,0001) e menor IMC (p=0,033). A qualidade de vida mostrou-se comprometida tanto nos domínios de aspectos físicos quanto nos de aspectos mentais. Conclusão: Existe dinapenia em uma parte dos indivíduos com HIV e houve associação desta com pior qualidade de vida, sugerindo a necessidade de rastreio e tratamento deste problema nessa população, muitas vezes subnotificado.

Palavras-chave: Debilidade Muscular, Qualidade de Vida, Soropositividade para HIV

 

Disfunções músculo-esqueléticas em pacientes com hipotireoidismo subclínico

Skeletal Muscle Dysfunction in Patients with Subclinical Hypothyroidism

Vaneska Spinelli Reuters; Patrícia de Fátima dos Santos Teixeira; Carmen Lucia Natividade de Castro; Cloyra Pereira Almeida; Helena Roisman Cardoso; Igor Mamed Porciúncula; Thais Helena Serta Nobre; Fabíola Alves Aarao Reis; Alexandru Buescu; Mario Vaisman

Acta Fisiátr.2003;10(1):7-11

Mialgia e fadiga são queixas freqüentes no consultório do Fisiatra e as disfunções tireoideanas, incluindo-se o hipotireoidismo sub-clinico (HS), devem ser sempre consideradas no diagnóstico diferencial. Alterações clínicas e psiquiátricas parecem também estar relacionadas ao HS, no entanto, o tratamento com Levotiroxina, ainda é controverso. O presente trabalho objetiva verificar a presença de alterações músculo-esqueléticas em pacientes com HS.
PACIENTES E MÉTODOS: avaliados 31 pacientes acompanhados no ambulatório de endocrinologia do HUCFFUFRJ (27 mulheres e 2 homens com idade entre 18 e 75 anos) com pelo menos duas dosagens elevadas de TSH. Todos receberam uma pontuação (score) baseada na escala de Billewicz modificada por Zulewski. Foram aplicados testes musculares manuais (TMM) para as cinturas escapular e pelvica; medida a força muscular de quadríceps em dinamômetro de cadeira eletromecânico; e estimada a força dos músculos inspiratórios através do registro da pressão inspiratória máxima com manovacuômetro.
RESULTADOS: Score < 3 (normal) foi observado em 11 pacientes (35,5%); entre 3 e 5 (disfunção subclínica) em 14 (45,1%) e superior a 5 (hipotireoidismo) em 6 (19,4%). Fadiga foi uma queixa freqüente (45%) e apresentou associação positiva com score maior que 2. O comprometimento da força muscular periférica (alteração no TMM) foi encontrado em 14% dos pacientes. Diminuição grave da força inspiratória (< 60% do previsto) estava presente em 28 participantes (51,6%). Nenhuma das demais alterações encontradas mostraram associação com o escore ou níveis de TSH.
DISCUSSÃO: A redução da força muscular inspiratória e proximal pode contribuir para a referida fadiga. A ausência de associação estatística entre essas variáveis deverá ser melhor esclarecida com o aumento da amostra e com a inclusão de um grupo controle pareado além do desenvolvimento de um estudo prospectivo com utilização de levotiroxina e placebo.

Palavras-chave: Disfunção músculo esquelética. Hipotireoidismo. Fadiga.

 

Efeito de um programa de reabilitação multidisciplinar para homens portadores de fibromialgia: estudo aleatorizado controlado

Effects of a multidisciplinary rehabilitation program for men with fibromyalgia: controlled randomized study

Liliana Lourenço Jorge; Luis Carlos Onoda Tomikawa; Sueli S H Jucá

Acta Fisiátr.2007;14(4):196-203

INTRODUÇÃO: A fibromialgia (FM) é uma condição caracterizada por dor crônica generalizada, acompanhada de distúrbios do sono, fadiga e uma miríade de outros sintomas, com prevalência de 10% de homens. As diferenças de percepção de dor entre sexos e de apresentação da fibromialgia têm sido estudadas, suspeitando-se de influências genéticas, diferenças hormonais, metabólicas, cognitivo- comportamentais, emocionais. Fibromiálgicos possuem queixas menos objetivas, menos de distúrbio de sono, fadiga e dor generalizada. Há poucas evidências sobre características, prognóstico, método terapêutico e evolução da doença entre homens. Objetivos: Avaliar a eficácia de um programa multidisciplinar de reabilitação para pacientes do sexo masculino, em idade produtiva, portadores de fibromialgia e estudar as características desta doença em homens.
MÉTODO: Vinte e cinco homens com diagnóstico de fibromialgia foram convidados. Dez foram utilizados e alocados aleatoriamente em um dos dois grupos definidos para o presente estudo. O grupo tratamento consistiu em orientação ambulatorial e um programa de reabilitação com duração de 2 meses, realizado por meio de aulas e terapias por: médico fisiatra, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira, nutricionista e educador físico. O grupo controle realizou tratamento padrao focado na orientação ambulatorial e para realização de atividades físicas na comunidade. A ambos os grupos foi realizado prescrição de medicamentos preconizados para fibromialgia. As medidas de avaliação foram: Escala Visual Analógica de Dor, SF 36, FIQ. Além disso, um protocolo padronizado foi preenchido por autor cegado, verificando presença de distúrbios depressivos de memória e de sono e situação profissional. As coletas de dados foram realizadas em 3 momentos: antes da intervenção, após e 4 meses depois da anterior. Foi realizada a análise estatística com testes não paramétricos e descritivos.
RESULTADOS: O grupo Tratamento apresentou melhora da EVA após a intervenção, mas que não se manteve no seguimento posterior. Houve diferença estatisticamente significante no domínio Dor da FIQ, domínios Dor, Saúde Mental e Vitalidade da SF 36, com melhora no grupo Tratamento à avaliação após. Não houve manutenção do benefício à avaliação final, 6 meses após a intervenção. As médias de idade foram 50,6 (Controle) e 44,2 (Tratamento), apresentaram alta taxa de afastamento no trabalho, depressão e distúrbio de sono, com valores constantes nas 3 avaliações. O número de pontos dolorosos não variou nos 3 momentos de avaliação.
CONCLUSÕES: O programa de reabilitação tende a beneficiar homens portadores de fibromialgia a curto prazo, sendo que os efeitos sejam perdidos 6 meses após a intervenção. Tais achados são compatíveis com a literatura. São necessários novos estudos para verificar a efetividade do programa, avaliada por um seguimento mais prolongado e com amostragem adequada. A fibromialgia masculina e suas características específicas devem ser exploradas de modo aprofundado em outras pesquisas, especialmente verificando particularidades de apresentação clínica, comportamento evolutivo e aspectos sociais do paciente portador, já que tais elementos são fundamentais para a definição do programa ideal para homens. Recomendam-se estudos comparativos sobre reabilitação de homens e mulheres.

Palavras-chave: fibromialgia, dor, reabilitação, homens, qualidade de vida, equipe de assistência ao paciente

 

Efeitos da reabilitação pulmonar sobre a qualidade de vida: uma visão das crianças asmáticas e de seus pais

Effects of the pulmonary rehabilitation program on the quality of life of asthmatic children and their parents

Ivana Mara Oliveira Rezende; Ana Luisa Dália Moura; Bibiana Carolina Costa; Juliana Machado de Faria; Crisciane Almeida; Ingrid de Castro Bolina; Cristiane Cenachi Coelho

Acta Fisiátr.2008;15(3):165-169

INTRODUÇÃO: A determinação da qualidade de vida de crianças e adolescentes asmáticos é importante, pois a asma grave ou com sintomas mal controlados, impede a participação desses indivíduos em esportes, prejudica o sono e, conseqüentemente, o rendimento escolar. Entretanto a doença não tem somente um impacto sobre os pacientes, mas também afeta a qualidade de vida de indivíduos ligados a eles.
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida das crianças asmáticas e a percepção dos pais/responsáveis quanto à qualidade de vida de seus filhos antes e após um programa de reabilitação pulmonar (RP).
MATERIAIS E MÉTODOS: Foram estudadas 5 crianças, sexo masculino, com idade média de 8,16 ± 1,83 anos e 6 pais/responsáveis, antes e após um programa de reabilitação de 24 sessões. Todas as crianças tinham diagnóstico clínico de asma leve e moderada. Foi aplicado o questionário Pediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ) para as crianças e um segundo questionário específico para os pais. As pontuações numéricas dos questionários pré e pós RP, foram comparadas pelo teste de Wilcoxon, sendo considerado um p < 0,05.
RESULTADO: Não houve diferença significativa, na comparação dos resultados pré e pós RP Entretanto, verificou-se melhora absoluta na maioria das questoes em ambos os questionários.
CONCLUSÃO: Os questionários de qualidade de vida aplicados às crianças asmáticas e aos seus pais/responsáveis, não detectaram variação significativa. Contudo, as variações absolutas em vários itens envolvendo os dois instrumentos sugerem uma melhora clínica na qualidade de vida em ambos os questionários.

Palavras-chave: asma/reabilitação, qualidade de vida, criança

 

Efeitos do treinamento aeróbio na qualidade de vida e na capacidade funcional de indivíduos hemiparéticos crônicos

Effects of aerobic training on quality of life and functional capacity of chronic stroke survivors

Regina Márcia Faria de Moura; Renata Cristina Magalhaes Lima; Diana Cunha Lage; Emiliana Alcântara Alves Amaral

Acta Fisiátr.2005;12(3):94-99

Indivíduos com seqüela do acidente vascular cerebral (AVC) apresentam, na maioria das vezes, um alto custo energético durante a realização das atividades e apesar das evidências dessa alteração após o AVC, poucos são os autores que têm investigado os efeitos do treinamento aeróbio.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um treinamento aeróbio na capacidade funcional e na qualidade de vida (QDV) de indivíduos com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica.
CASUISTICA E MÉTODO: Foram avaliados dois participantes, um do sexo masculino e um do feminino, que foram recrutados na Clínica Escola do Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte/MG. A capacidade funcional foi avaliada pelo Teste de Caminhada de 6 minutos e a percepção da QV pelo instrumento Perfil de Saúde de Nottingham (PSN), aplicados antes da intervenção, na 10ª, 20ª, 30ª e 40ª sessões.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: A redução tanto da distância quanto da velocidade de caminhada estao geralmente associadas a alterações de equilíbrio, fraqueza muscular e descondicionamento físico. Neste estudo houve aumento da distância caminhada dos dois participantes sugerindo melhora da capacidade funcional. Também houve redução no escore do PSN que também sugere uma melhor QV após o protocolo de reabilitação.
CONCLUSÃO: Os participantes do estudo apresentaram melhora da capacidade funcional e alteraram positivamente a percepção da QV após programa de treinamento aeróbio. Para generalização dos resultados para a população com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica são necessários estudos com casuística maior.

Palavras-chave: Acidente vascular cerebral, condicionamento aeróbio, reabilitação, qualidade de vida.

 

Efetividade da escola postural em portadores de dor lombar crônica inespecífica

Effectiveness of back school in patients with chronic nonspecific low back pain

Adriane Vieira; Rafaela de Macedo Braga; Patrícia Thurow Bartz; Claudia Tarragô Candotti

Acta Fisiátr.2012;19(3):184-191

As dores na coluna afetam em torno de 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida e são consideradas uma das razoes mais comuns de aposentadoria precoce por incapacidade total ou parcial. O alto custo dos tratamentos e a falta de eficácia das práticas terapêuticas convencionais deram origem à Escola Postural (EP).
OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática da literatura nos últimos dez anos a fim de verificar a efetividade da Escola Postural em portadores de dor lombar crônica inespecífica.
MÉTODO: A busca foi conduzida nas bases de dados computadorizadas Medline, Embase e Lilacs. Os critérios de busca nas três bases de dados foram artigos randomizados sobre a efetividade da Escola Postural publicados nos últimos dez anos. A qualidade metodológica dos estudos selecionados nesta revisão foi avaliada através de um conjunto composto por nove critérios.
RESULTADOS: No total, cinco estudos foram incluídos nessa revisão, sendo quatro considerados de alta qualidade. Dois dos artigos considerados nesse estudo foram realizados no Brasil, mostrando o interesse de pesquisadores no país por essa proposta educativa na abordagem de dor lombar crônica inespecífica. Todos os estudos apresentaram resultados positivos quanto à efetividade da Escola Postural a curto e médio prazo.
CONCLUSÃO: Com esta revisão, pode-se concluir que os programas de Escola Postural vêm sendo considerados como uma ferramenta importante tanto no tratamento como na prevenção de dor lombar crônica inespecífica, porém são necessários mais estudos que avaliem essa ferramenta no longo prazo e com procedimentos metodológicos padronizados.

Palavras-chave: dor lombar, postura, qualidade de vida

 

Eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular em idosos: revisão sistemática de literatura

Effectiveness of interventions in the improvement of muscle resistance in the elderly: a systematic review

Gesylâine Marques Luiz; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

Acta Fisiátr.2017;24(1):48-55

O envelhecimento populacional mundial vem sendo muito discutido na última década. China, Japao e países da Europa e da América do Norte já convivem há muito tempo com um grande contingente de idosos e com todos os problemas associados a este processo de envelhecimento. Porém, a população idosa brasileira, mais especificamente a feminina, vem crescendo de forma acelerada: o processo de envelhecimento no Brasil está ocorrendo em um curto período de tempo. Com o envelhecimento, é comum a perda da massa muscular esquelética como um todo. O comprometimento da força muscular no indivíduo idoso é evidente, uma vez que a perda de fibras do tipo II é maior do que do tipo I. Entretanto, a perda de fibras musculares do tipo I também ocorre durante o envelhecimento e, portanto, características relacionadas a este tipo de fibra, como a resistência muscular, também devem ser consideradas pelos profissionais da área da saúde. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura para determinar a eficácia de programas de intervenção na melhora da resistência muscular em idosos. O objetivo secundário foi avaliar a eficácia destes programas na melhora de outros desfechos funcionais e de saúde nesta população. Método: Revisão sistemática de literatura elaborada conforme o protocolo Prisma (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses), com buscas nas bases de dados MEDLINE, PEDro, LILACS e SCIELO, utilizando-se estratégia de busca específica envolvendo descritores relacionados a idoso e resistência muscular. Foram incluídos estudos publicados em português e inglês, do tipo quase-experimental (QE) ou ensaio clinico aleatorizado (ECA), que envolveram idosos e abordaram a musculatura esquelética de membros inferiores, superiores ou tronco, e que avaliaram a eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular. Resultados: Foi encontrado um total de 133 estudos com a busca eletrônica. Destes, apenas 13 atenderam aos critérios de inclusão, sendo 7 ECA e 6 QE. A média da pontuação obtida pelos ECA na escala PEDro foi de 5,57, enquanto a média obtida pelos QE na escala TREND foi de 18,57. Dentre os sete ECA, todos foram classificados como tendo adequada qualidade metodológica. Conclusão: Segundo os resultados da maioria dos estudos incluídos, os programas de intervenções elaborados seguindo as características específicas do conceito de resistência muscular são eficazes para melhora da resistência muscular e de outros desfechos de funcionalidade e de saúde de idosos saudáveis. São necessários mais estudos que investiguem a eficácia de intervenções direcionadas para a melhora da resistência muscular de idosos que apresentam alguma condição de saúde associada ou incapacidade específica.

Palavras-chave: Treinamento de Resistência, Fadiga Muscular, Idoso

 

Escalas de controle de tronco como prognóstico funcional em pacientes após acidente vascular encefálico

Trunk Control Scales as functional predictors for stroke patients

Paula Teixeira de Aguiar; Talitha Nery Rocha; Elisandra Silva de Oliveira

Acta Fisiátr.2008;15(3):160-164

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração. Além de o AVE causar déficits no movimento dos membros, marcha e linguagem, o déficit de controle da mobilidade do tronco é também um problema muito importante. O Objetivo deste estudo foi identificar a relação entre a alteração no controle de tronco, através de escalas, e incapacidade funcional de pacientes hemiparéticos após AVE. Foi realizado um estudo de revisão de literatura através do acesso aos indexadores de produção científica, sendo selecionados oito artigos clínicos, longitudinais e descritivos. Todos os autores observaram relação prognóstica entre o controle de tronco e habilidades funcionais. As escalas utilizadas foram a Trunk Control Test (TCT), Postural Assessment Scale for Stroke Patients (PASS-TC) e Trunk Impairment Scale (TIS) (Fujiwara e Verheyden). Concluiu-se que a avaliação clínica do controle de tronco, através das escalas, constitui uma ferramenta importante para o prognóstico das habilidades funcionais de pacientes hemiparéticos após AVE, e para o planejamento de um tratamento específico e diferenciado para esses pacientes. Entretanto, há poucos estudos comprovando esta relação, sendo que estes utilizaram diferentes escalas, não havendo um consenso entre os autores. Além das escalas, não há concordância nos dados para a avaliação do balance e marcha.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, avaliação, marcha, qualidade de vida

 

Estudo descritivo do desempenho ocupacional do sujeito com doença de Parkinson: o uso da CIF como ferramenta para classificação da atividade e participação

Descriptive study of occupational performance of subjects with Parkinson's disease: the use of ICF as a tool for the classification of activity and participation

Renato Nickel; Lauren Machado Pinto; Andressa Pereira Lima; Elaine Janeckzo Navarro; Helio Afonso Ghizoni Teive; Nilson Becker; Renato Puppy Munhoz

Acta Fisiátr.2010;17(1):13-17

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), é uma proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que surge como uma ferramenta para classificar e identificar fatores, que além da condição de saúde, estejam interferindo na funcionalidade de sujeitos na realização de atividades. Neste estudo transversal realizou-se a avaliação do desempenho ocupacional de 46 sujeitos diagnosticados com a Doença de Parkinson (DP), através da aplicação da Medida de Desempenho Ocupacional Canadense (MDOC) e classificação das mesma nos domínios da CIF. Sendo as atividades mais comprometidas a Vida Comunitária, Social e Cívica (32,6%); a Mobilidade (26,1%); o Cuidado Pessoal (27,1%); a Vida Doméstica (10,9%); e, Aprendizagem e Aplicação de Conhecimento (8,7%). Também foram levantadas informações sobre: sexo, estado civil, tipo de residência, necessidade ou não de assistência, Escala de Hoehn & Yahr, perfil de rigidez, estabilidade postural, idade e tempo de doença. Estas não apresentaram significância estatística (p< 0,05). Contudo na correlação entre variáveis levantadas, obteve-se, através do teste de correlação não-paramétrico de Spearman, que apenas a variável rigidez apresentou uma correlação média de "r-0,452" (p< 0,01) com os cinco domínios classificados na CIF. Os resultados evidenciam a importância da promoção e manutenção da Vida Comunitária, Social e Cívica para sujeitos com DP e a rigidez como componente importante de queixas em relação ao desempenho ocupacional. O Modelo de Saúde proposto pela CIF, em conjunto com a aplicação da MDOC, mostrou-se efetivo, permitindo a correlação quando a atividade é foco de avaliação, entre funções e estruturas do corpo, fatores ambientais e pessoais, com as dificuldades de desempenho na realização das atividades.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Doença de Parkinson, Terapia Ocupacional, Qualidade de Vida

 

Estudo do tratamento da lombalgia crônica por meio da Escola de Postura

Study of chronic low back pain treatment using the Back School

Andrea Tobo; Marcelo El Khouri; Quirino Cordeiro; Moisés da Cunha Lima; Carlos Alexandrino de Brito Junior; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(3):112-116

O objetivo do presente trabalho foi analisar a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica, atendidos pela "Escola de Postura" do IMREA-HCFMUSP. Os questionários utilizados para avaliação da resposta terapêutica foram a escala "Oswestry Low Back Pain Disability Questionnaire", a Escala Visual Analógica (EVA), e um diagrama corporal de dor. A amostra foi composta por 43 pacientes com lombalgia crônica encaminhados, avaliados e tratados pela Escola de Postura. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola apresentaram melhora significativa com relação às três escalas de avaliação aplicadas. Cabe ressaltar que o período de estudo de avaliação da Escola de Postura foi de dois meses, sendo que os resultados não possibilitam afirmar que tal método terapêutico também é eficaz em longo prazo. Mais estudos, quantitativos e qualitativos, devem ser realizados de modo a oferecer subsídios à equipe multiprofissional da Escola que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos no tratamento de pacientes com lombalgia crônica.

Palavras-chave: Dor Lombar, Qualidade de Vida, Questionários, Resultado de Tratamento

 

Estudo sobre a qualidade de vida de pacientes hemiplégicos por acidente vascular cerebral e de seus cuidadores

A study about quality of life in hemiplegic stroke patients and their caregivers

Tomas Yoshio Makiyama; Linamara Rizzo Battisttella; Júlio Litvoc; Lourdes C. Martins

Acta Fisiátr.2004;11(3):106-109

A hemiplegia é a paralisia de um hemicorpo, em geral resultante de acidente vascular cerebral (AVC). Apesar do crescente interesse no estudo da qualidade de vida nas diversas condições de saúde, pouca atenção tem sido direcionada a sua avaliação sistemática nestes pacientes. O Objetivo deste estudo foi verificar o impacto do acidente vascular cerebral sobre a qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores. A aplicação do questionário SF-36 permitiu completar um estudo transversal incluindo 66 indivíduos com hemiplegia, 43 cuidadores e 91 controles emparelhados pela idade, tipo de moradia e pela regiao habitada. Entre os cuidadores verificou-se idade menor em relação à dos pacientes e maior freqüência de indivíduos do sexo feminino. Os diversos domínios de qualidade de vida avaliados pelo SF-36 não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de pacientes e cuidadores. Porém, o grupo controle apresentou resultados estatisticamente significantes e melhores, quando comparados aos grupos de pacientes e cuidadores, exceto em relação ao domínio Dor. Este estudo permitiu evidenciar o decréscimo da qualidade de vida de pessoas com seqüelas de AVC e seus cuidadores, quando comparados com outras pessoas de idade semelhante que moram nas mesmas condições.

Palavras-chave: hemiplegia, epidemiologia, acidente cerebrovascular, reabilitação, qualidade de vida, cuidadores.

 

Frequencia e fatores determinantes da dor do membro fantasma em pacientes amputados assistidos por um centro de reabilitação situado no centro-oeste do Brasil

Frequency and determining factors of phantom limb pain in amputee patients assisted by a rehabilitation center in the Midwest region of Brazil

Tauana Lemos Coimbra; Rodrigo Parente Medeiros

Acta Fisiátr.2018;25(1):7-11

Objetivo: Este estudo descritivo, longitudinal e prospectivo busca avaliar a frequência de dor do membro fantasma (DMF) em pacientes amputados que são assistidos por um centro de reabilitação assim como verificar a influência do perfil biopsicossocial, uso de tecnologias assistivas, medicamentos e terapias no caráter da DMF. Método: Foram entrevistados 16 indivíduos em dois momentos com intervalo de seis meses no período de Julho/2016 à Agosto de 2017. Como instrumentos de avaliação foram utilizados: questionário semi-estruturado abordando perfil social e clínico, EVA, SF-36 e Questionário de McGill. Os dados foram analisados descritivamente e com os testes T e Pearson. Resultados: Dos participantes, 8 eram do sexo masculino (50%), com idade média de 55,5 anos (DP:15,7), sendo maior parte procedente de Goiânia (75%) e com amputação transfemural (68,7%) de etiologia traumática (56,2). A frequência de DMF foi de 68,5% na primeira entrevista e 50% na segunda. Entre as duas entrevistas, houve diminuição na intensidade da dor relatada pelos indivíduos assim como no índice da dor e número de descritores do McGill e também acréscimo nos domínios do SF36. Não foi observada correlação positiva entre o uso de próteses, medicamentos ou realização de terapias com o quadro álgico dos amputados. Conclusão: A amostra estudada apresentou alta prevalência de dor do membro fantasma. São necessários mais estudos sobre a DMF e seus determinantes a fim de evidenciar seu impacto na vida do amputado.

Palavras-chave: Amputação, Dor, Membro Fantasma, Qualidade de Vida

 

Impacto da correção cirúrgica dos membros inferiores na qualidade de vida de pacientes com a doença de Charcot-Marie-Tooth

Impact of surgical lower limb procedures on Charcot-Marie-Tooth patients' quality of life

Maria Lucia Goffi Costacurta; Pedro Paulo Camargo de Sousa; Alexandre Zuccon; Mauro César de Morais Filho; Fernanda Moraes Rocco; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(1):1-5

Há poucos estudos sobre a reabilitação de pacientes com a doença de Charcot Marie. Estes pacientes apresentam sintomas da doença precocemente e têm sobrevida longa o que determina alterações biomecânicas que afetam a qualidade de vida dos mesmos e por esta razao o estudo de possíveis tratamentos para estes pacientes são de grande importância. A intervenção cirúrgica das extremidades inferiores é uma destas possibilidades. Apesar de não haver conclusões ainda sobre qual a técnica cirúrgica e se a mesma é o melhor tratamento, a mesma é realizada para melhorar a qualidade de marcha e qualidade de vida destes pacientes. O estudo tem entao o objetivo de avaliar o impacto do procedimento cirúrgico na qualidade de vida dos pacientes com doença de Charcot Marie Tooth. Foram avaliados 9 pacientes antes e após procedimento cirúrgico através de análise do laboratório de marcha, questionário MFM e SF 36. Houve diferença significativa nas avaliações pré e pós operatórias no MFM e SF36. Neste estudo, a cirurgia corretiva de membros inferiores mostrou ter um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes com a doença de CMT, principalmente através da melhora do desempenho motor e da dor.

Palavras-chave: Extremidade Inferior/cirurgia, Dor, Marcha, Qualidade de Vida, Doença de Charcot-Marie-Tooth

 

Impacto da mielopatia associada ao HTLV/paraparesia espástica tropical (TSP/HAM) nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1

Impact of HTLV-associated myelopathy/T tropical spastic paraparesis (HAM/TSP) on activities of daily living (ADL) in HTLV-1 infected patients

Isa de Jesus Coutinho; Bernardo Galvao-Castro; Juliana Lima; Camila Castello; Diego Eiter; Maria Fernanda Rios Grassi

Acta Fisiátr.2011;18(1):6-10

OBJETIVO: Descrever o desempenho nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1 com TSP/HAM e medir o impacto da doença sobre a qualidade de vida dos pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal. Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM acompanhados no Centro de HTLV da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Bahia, Brasil foram selecionados. O índice de independência funcional foi calculada usando o Health Assessment Questionnaire (HAQ). A qualidade de vida foi avaliada incluindo a capacidade funcional, dor e aspecto físico, utilizando do Short-Form Health Survey (SF-36).
RESULTADOS: Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM foram avaliados: a idade média foi de 48,9 ± 11,4 anos, e 57 (78,1%) eram mulheres. A duração da doença TSP/HAM foi de 10 a 37 anos em 50,7% dos pacientes. Trinta e seis pacientes (49,3%) necessitavam de ajuda de suportes para andar. As pontuações mais baixas no desempenho das AVD foram observadas entre as mulheres e se referiam à locomoção e à mobilidade / (98,2%), ao vestuário (73,7%) e ao autocuidado (57,9%). O escore de qualidade de vida para o aspecto físico foi 24,2 e o da capacidade funcional foi 27,1. A média de dor foi 41,7.
CONCLUSÃO: A TSP/HAM afeta negativamente a qualidade de vida e o desempenho nas AVD dos pacientes. Dispositivos de tecnologia assistiva devem ser usados para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Paraparesia Espástica Tropical, Virus Linfotrópico de Células T Humanas Tipo 1, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Influência da realidade virtual sobre a dor, fadiga, capacidade funcional e qualidade de vida na fibromialgia: estudo de caso

Influence of virtual reality on pain, fatigue, functional capacity and quality of life in fibromyalgia: a case study

Natália Barbosa Tossini; Gabriella Regina Côrrea e Silva; Marina Petrella; Victor Eduardo Borges Soares; Alexandre Brandao; Paula Regina Mendes da Silva Serrao

Acta Fisiátr.2017;24(4):212-215

Objetivo: Avaliar o efeito da Realidade Virtual (RV) associado a exercícios físicos na qualidade de vida, fadiga, níveis de dor e capacidade funcional em uma mulher com Fibromialgia (FM). Métodos: Trata-se de um estudo de caso que avaliou uma paciente com diagnóstico de FM, antes e após a intervenção com a RV associada a prática de exercícios físicos. Os instrumentos de avaliação utilizadas foram: Questionário de Impacto da Fibromialgia, Questionário de Capacidade Funcional, a Escala Visual analógica de Dor, Escala de Pensamento catastrófico sobre a dor, Escala de severidade da fadiga e avaliação do limiar de dor à pressão sobre os 18 tender points por meio de um algômetro de pressão digital. O tratamento ocorreu durante 6 semanas, com 2 sessões de tratamento por semana, totalizando 12 sessões. Resultados: O estudo proposto mostrou que o tratamento associado a RV promoveu uma melhora no impacto da FM na qualidade de vida da voluntária, uma diminuição na catastrofização da dor e uma diminuição da fadiga. Também foi possível notar uma melhora no limiar de dor a pressão em 16 tender points. Conclusão: Um programa de reabilitação para pessãos com FM que envolva a RV somado a prática de exercícios físicos contribuiu para melhora dos aspectos cognitivo e físico. A associação destas duas terapias foi benéfica, uma vez que estímulos cognitivos e a prática de uma atividade física foi capaz de promover melhora na função, na fadiga, na qualidade de vida e na percepção de dor desses

Palavras-chave: Terapia de Exposição à Realidade Virtual, Qualidade de Vida, Fadiga, Catastrofização

 

Interveniência dos fatores ambientais na vida de crianças com paralisia cerebral

Intervention of environmental factors in the life of children with cerebral

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhaes Moreira; Maria Salete Bessa Jorge

Acta Fisiátr.2009;16(3):132-137

O presente estudo teve como objetivo descrever as características dos fatores ambientais que interferem na vida cotidiana de um grupo de crianças com paralisia cerebral atendidas em um núcleo de tratamento e estimulação precoce utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). O estudo descritivo foi desenvolvido de maio a setembro de 2006. A amostra foi constituída de 32 crianças com disfunção leve e moderada, assíduos ao tratamento fisioterapêutico. Os dados foram coletados e agrupados pelo programa Statistical Package of Social of Science (SPSS). Cerca de 70% dos casos não faz uso de medicação especial e grande parte necessita de equipamentos de auxílio para deslocamento. Ambientes internos não são pertinentes ao uso. A acessibilidade a locais públicos constituiu barreira que variou de intensidade. O apoio recebido em diversos aspectos é feito basicamente pelo núcleo familiar. A grande maioria não conta com sistemas e políticas públicas de transporte e educação e grande parte se beneficia do apoio financeiro do governo. A CIF proporcionou melhor compreensão quanto à capacidade funcional da criança, ao favorecer descrição menos subjetiva da interferência de fatores contextuais ambientais.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Ambiente, Qualidade de Vida, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Investigação dos saberes quanto à capacidade funcional e qualidade de vida em idosas institucionalizadas, sob a ótica da CIF

Investigating information regarding functional capacity and quality of life in institutionalized elderly according to the ICF

Luize Bueno de Araujo; Natália Boneti Moreira; Isabela Lúcia Pelloso Villegas; Ana Paula Cunha Loureiro; Vera Lúcia Israel; Simone Alves Gato; Gisele Kliemann

Acta Fisiátr.2015;22(3):111-117

Objetivo: Avaliar a funcionalidade por meio da capacidade funcional e qualidade de vida (QV), sob a ótica da CIF, de idosas institucionalizadas. Método: Foi realizado um estudo observacional transversal com 22 idosas (77,9 ± 9,41 anos) de uma instituição de longa permanência da cidade de Curitiba/Paraná. Foram aplicados os seguintes instrumentos de avaliação: Indice de Barthel, Questionário Perfil de Saúde de Nottingham e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A descrição dos dados foi feita por meio de medidas de tendência central (média) e dispersão (desvio-padrao). A CIF foi analisada de acordo com a distribuição de frequência relativa e absoluta. Resultados: A maioria das idosas apresentaram um médio estado cognitivo e dependência funcional leve. O domínio que mais interferiu a QV das idosas foi a habilidade física, nível energético, sono, dor, emocional e social, respectivamente. A distribuição de frequência da CIF evidenciou aspectos não observados na avaliação convencional das idosas, sobretudo, apresentou grande especificidade nas funções mentais, sensoriais e dor, sistema digestivo, metabólico e endócrino, psicomotora, movimento, cuidado pessãol, apoio e relacionamentos e atividades individuais. Conclusão: Espera-se que a CIF seja incorporada e utilizada em diversos setores da saúde, inclusive em instituições de longa permanência e equipes multidisciplinares, para que profissionais tenham ações de saúde que contemplem o indivíduo como um todo.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Qualidade de Vida, Idoso

 

Ligação do King's Heath Questionário com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, para avaliação de pacientes com incontinência urinária pós cirurgia oncológica ginecológica

Link between the King's Health Questionnaire and the International Classification of Functioning, Disability and Health, for the evaluation of patients with urinary incontinence after gynecological oncology surgery

Luciana Castaneda; Tiago Plácido

Acta Fisiátr.2010;17(1):18-21

O tumor de colo uterino é o segundo mais incidente entre as mulheres no mundo e no Brasil estimam-se para 2008, 18.680 casos novos. O tratamento de escolha para esta neoplasia envolve procedimentos cirúrgicos, quimioterápicos e radioterápicos, que possibilitam a cura, mas que de forma negativa permitem o surgimento de seqüelas, como incontinência urinária. A incontinência apresenta-se como uma complicação precoce e comum ao tratamento cirúrgico destas pacientes e envolve deterioração da qualidade de vida, gerando níveis de morbidade, afetando domínios psicológicos, ocupacionais, domésticos, físicos e sexuais. Para a avaliação de qualidade de vida em pacientes portadoras de incontinência existem vários questionários que são divulgados na literatura científica mundial, dentre estes, o King s Health questionário (KHQ) é o mais utilizado como instrumento de pesquisa. Além dos questionários de qualidade (QV), a OMS vem preconizando a utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), como ferramenta de estatística, pesquisa, clinica e política social, para proporcionar uma linguagem comum das condições relacionadas à saúde. O presente trabalho teve como objetivo estabelecer a ligação entre o KHQ e a CIF. O KHQ foi relacionado através de dois profissionais (individualmente), seguido de discussão e conclusão dos domínios codificados. Foram encontrados 12 categorias de funções corporais (b), 22 para atividades e participação (d) e 4 para fatores ambientais (e), no entanto, 7 conceitos significativos do questionário não puderam ser ligados com a CIF. O KHQ tem enfoque predominante nas questoes referentes à atividade e participação. Trata-se de um estudo piloto que necessita de mais evidências para conclusão dos achados.

Palavras-chave: Incontinência Urinária, Qualidade de Vida, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Limitação de atividades e participação social em pacientes com diabetes

Activity Limitation and social participation of patients with diabetes

Juliana de Camargo Fenley; Ludmilla Nadir Santiago; Susilene Maria Tonelli Nardi; Dirce Maria Trevisan Zanetta

Acta Fisiátr.2009;16(1):14-18

OBJETIVOS: Avaliar a limitação de atividades e a participação social em indivíduos portadores de diabetes melito tipo 2.
MÉTODOS: Foram avaliados 79 pacientes, utilizando-se a escala SALSA (Screening of Activity Limitation and Safety Awareness - Triagem de Limitação de Atividade e Consciência de Risco), e a escala de Participação, que abrange oito das nove principais áreas da vida definidas na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da OMS.
RESULTADOS: A idade média dos participantes foi 61,6 ± 9,8 anos, sendo 55,7% do sexo feminino, 68,4% com companheiro(a), 32,9% com renda até 3 salários mínimos e em 13,9% o diabete influenciou na ocupação. O tempo médio de doença foi 10,3 ± 8,9 anos. Tratamento de 39,3% dos participantes foi com insulina, 70,9% com medicação oral, 51,9% com dieta e 45,6% com exercícios físicos. 48,1% apresentavam alguma complicação da doença. A média de pontos SALSA foi 26,5 ± 11,6 e houve maior pontuação quando o tempo de doença foi superior a 10 anos. Com a evolução do diabetes, pode haver necessidade de insulinoterapia, aparecem as complicações, que podem interferir na ocupação. Estes fatores parecem contribuir para a limitação de atividade. A média de pontos na Escala de Participação foi 9,8±10,9, com maior pontuação quando os entrevistados consideraram sua saúde física alterada no último ano e faziam uso de insulina.
CONCLUSÕES: A limitação de atividades no diabetes melito tipo 2 se associou ao tempo de doença, com possível contribuição de fatores que ocorrem com sua evolução. Auto-avaliação de saúde física alterada e insulinoterapia se associaram a restrição social.

Palavras-chave: diabetes mellitus, qualidade de vida, classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde

 

Melhora na qualidade de vida e da dor referida em trabalhadores com síndrome do impacto após aplicação do método <em>Isostretching</em>

Improvement in the quality of life and pain intensity among workers with shoulder impingement syndrome after application of the <em>Isostretching</em> method

Érica Carvalho Barbosa; Claudia Maria Peres; Sérgio Roberto de Lucca; José Inácio de Oliveira

Acta Fisiátr.2012;19(3):178-183

Entre os Distúrbios Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT), a Síndrome do Impacto do ombro (SI) é a principal causa de incapacidade para o trabalho. Além do afastamento do trabalho, muitos casos necessitam de tratamento fisioterapêutico. O método Isostretching pode ser uma das alternativas e pode contribuir para a melhora da qualidade de vida dos trabalhadores com SI.
OBJETIVO: Verificar os efeitos da aplicação de um protocolo de tratamento baseado no método Isostretching, em indivíduos portadores de SI, na melhora da qualidade de vida e intensidade da dor.
MÉTODO: Mediante a analise de prontuários de pacientes, em tratamento no ambulatório de medicina do trabalho e outros ambulatórios da Unicamp, foram selecionados 30 voluntários, submetidos á aplicação de 12 sessões de fisioterapia com o método Isostretching, durante 6 semanas. Os voluntários foram avaliados antes e após o protocolo proposto através do questionário de qualidade de vida SF-36 e escala visual numérica de dor. Os dados foram analisados mediante uma análise de variâncias (ANOVA), o qual foi realizado através do software R, versão 2.12.0.
RESULTADOS: Os obtidos no questionário de qualidade de vida SF-36 mostraram diferenças estatisticamente significantes (p < 0,05) para a maioria dos domínios. Na escala visual numérica, de zero a dez, o valor médio foi de 6,63 pré-tratamento e, no pós-tratamento foi de 3,23 pontos, foi significativo (p < 0,05).
CONCLUSÃO: O protocolo proposto foi eficaz na melhora da qualidade de vida e na diminuição do quadro álgico do grupo de voluntários estudado.

Palavras-chave: dor, qualidade de vida, síndrome de colisão do ombro, trabalhadores

 

Mobilidade funcional, força, medo de cair, estilo e qualidade de vida em idosos praticantes de caminhada

Functional mobility, strength, fear of falling, lifestyle and quality of life in elderly practitioners of walking

Clévia da Silva; Natália Cristina de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2018;25(1):22-26

O processo de envelhecimento envolve modificações no desempenho locomotor que podem predispor os idosos a quedas e alterações na qualidade de vida. Objetivo: Comparar o medo de cair, mobilidade funcional, força de membros inferiores, estilo e qualidade de vida em idosos sedentários e praticantes caminhada. Método: Trata-se de estudo transversal observacional do qual participaram 51 idosos, 25 praticantes de caminhada (GCam) e 26 sedentários (GSed), submetidos à avaliação de mobilidade funcional (Timed Up and Go - TUG), da força de membros inferiores (teste senta-levanta), medo de cair (Escala Internacional de Eficácia de Quedas - FES-I), estilo de vida (questionário FANTASTICO) e Qualidade de vida (SF-36). Resultados: Não houve diferença entre os grupos em relação às médias de idade, distribuição de gênero e índice de massa corporal. Os participantes do GCam apresentaram mobilidade funcional significantemente melhor (9,45±2,68 vs. 14,97±6,55 segundos; p=0,001) que os do GSed, e menos medo de cair (23,16±5,33 vs. 29,04±10,22; p=0,01). O estilo de vida também foi superior entre os praticantes de caminhada (79,84±5,52 vs. 67,19±10,35; (p=0,0001). Em relação à qualidade de vida, o GCam apresentou escores maiores nos domínios capacidade funcional (p=0,013), limitações por aspecto físico (p=0,17) e limitações por aspectos emocionais (p=0,05). Já no domínio dor, o GCam apresentou pior resultado (p=0,05) em relação ao GSed. Conclusão: Idosos praticantes regulares de caminhada possuem melhor resultados em relação à mobilidade funcional, habilidade de levantar e sentar, menos medo de cair, melhor estilo de vida e alguns domínios da qualidade de vida do que idosos sedentários.

Palavras-chave: Idoso, Limitação da Mobilidade, Aptidao Física, Estilo de Vida, Qualidade de Vida

 

O impacto de dois diferentes programas de exercício físico na performance física e na fadiga relacionada ao câncer

Impact of two different exercise programs on persistent cancer-related fatigue and physical fitness

Fabiana Reis; Rebeca Boltes Cecatto; Christina May Moran de Brito; Paulo Marcelo Gehm Hoff; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(4):198-202

A fadiga relacionada ao câncer é um dos sintomas mais comuns entre pacientes com câncer, relatada em 70% a 100% desses pacientes resultando em uma redução significativa da qualidade de vida, funcionalidade e independência. O exercício físico tem sido identificado como um elemento central de reabilitação de muitas doenças crônicas como câncer, e cada vez mais evidências apoiam a tese de que a atividade física é uma intervenção útil, que pode ser utilizada em conjunto com terapias convencionais durante o tratamento da fadiga relacionada ao câncer.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar o impacto de dois programas de exercício físico sobre os níveis de fadiga e desempenho físico de pacientes com câncer.
MÉTODO: Relato de uma série consecutiva de 44 doentes adultos com doença neoplásica (sólido ou hematológicas), e diagnóstico médico de fadiga, submetidos a dois diferentes programas de exercício físico. Todos os doentes foram avaliados quanto a desempenho físico com o uso do teste de caminhada de 6 minutos e avaliados quanto aos níveis de fadiga com o teste de Piper, antes e depois de 4 meses de atividade física supervisionada (exercícios aeróbicos isolados e treino de resistência combinado ao exercícios aeróbicos).
RESULTADOS: Após 16 semanas, os doentes que participaram do programa de exercícios aeróbicos ou que participaram do protocolo de exercício aeróbico combinado com anaeróbio, relataram níveis significativamente mais elevados do desempenho físico (6 minutos teste de caminhada, p = 0,0009 e p = 0,001, respectivamente) e níveis de fadiga significativamente menor (PFS- R, p = 0,003 e p = 0,002, respectivamente) do que no início do programa de exercícios.
CONCLUSÃO: Estes resultados demonstram que tanto um protocolo de exercício aeróbico quanto de exercício aeróbico combinado com exercício anaeróbio apresentam melhora significativa do desempenho físico e dos níveis de fadiga de doentes oncológicos. Os dados deste estudo corroboram a literatura mostrando que a atividade física é uma estratégia eficaz para o tratamento da fadiga. Os resultados deste estudo confirmam que o exercício físico pode ser útil na reabilitação de sobreviventes de câncer, especialmente para pacientes com fadiga oncológica.

Palavras-chave: aptidao física, exercício, fadiga, neoplasias, reabilitação

 

O planejamento da reabilitação na fase aguda após o acidente vascular encefálico

Rehabilitation planning in the acute phase after encephalic vascular accident

Rebeca Boltes Cecatto; Cristiane Isabela de Almeida

Acta Fisiátr.2010;17(1):37-43

A reabilitação de pacientes portadores de lesões encefálicas é um processo que visa a recuperação precoce dos déficits e a preparação para uma reintegração na vida em comunidade, com o melhor resultado funcional possível, independência e qualidade de vida. Este estudo tem por objetivo levar ao conhecimento do corpo assistencial brasileiro os pontoschave referentes aos programas de reabilitação especializados na fase aguda do Acidente Vascular Encefálico desde o evento inicial até a transição para a comunidade. Para isso, baseandose em sua expertise, os autores realizaram uma discussão de 58 artigos selecionados nas bases de dados MEDLINE e COCHRANE LIBRARY, usando como descritores "Stroke" and Rehabilitation", referentes a pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos, no período de 1990 a 2008, nas línguas inglesa, portuguesa, francesa e espanhola. Mais estudos serao necessários no futuro para a discussão de questoes como: medidas de qualidade de vida, prognóstico das deficiências, estratificação dos pacientes quanto à resposta à reabilitação, intensidade e duração da reabilitação à médio e longo prazo e medidas de qualidade dos serviços de reabilitação.

Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Acidente Cerebral Vascular/reabilitação, Qualidade de Vida

 

Papel da reabilitação com realidade virtual na capacidade funcional e qualidade de vida de indivíduos com doença de Parkinson

The role of rehabilitation with virtual reality in functional ability and quality of life of individuals with Parkinson's disease

Vanessa Carla Bezerra Fontoura; Joao Gabriel Figuêredo de Macêdo; Liliane Pereira da Silva; Ivson Bezerra da Silva; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano; Douglas Monteiro

Acta Fisiátr.2017;24(2):86-91

A doença de Parkinson (DP) é uma patologia neurodegenerativa e progressiva podendo causar algumas limitações motoras que, por sua vez, podem impactar negativamente na qualidade de vida (QV) de indivíduos com DP. A realidade virtual (RV) vem sendo utilizada como tratamento destes pacientes. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional e a QV de indivíduos com DP submetidos à RV com X-Box Kinectr. Método: Foram selecionados 20 indivíduos entre 50 a 80 anos, nos estágios 1 a 3 da doença. Divididos através de sorteio em dois grupos, o controle (GC) e o experimental (GE). O GC tratado com fisioterapia convencional, no período de cinco semanas, com duas sessões semanais de 60 minutos, enquanto o GE passou a metade do tempo com fisioterapia convencional e a outra metade realizou a RV. Os indivíduos foram submetidos a avaliações antes e após o tratamento através das seguintes escalas: UPDRS e PDQ-39. Resultados: Encontrou-se redução nos escores de todos os domínios da UPDRS e do PDQ-39 de ambos os grupos, sendo significativo apenas no grupo da GE. Conclusão: A RV aliada à fisioterapia é um método eficiente, influenciando no aspecto clínico e melhora da QV de indivíduos com DP.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Modalidades de Fisioterapia, Terapia de Exposição à Realidade Virtual, Qualidade de Vida

 

Performance of quality of life and functional capacity in women with knee osteoarthritis treated with viscosupplementation and strength training

Performance of quality of life and functional capacity in women with knee osteoarthritis treated with viscosupplementation and strength training

Paulo Cesar Hamdan; Blanca Elena Rios Gomes Bica; Laura Maria Carvalho de Mendonça; Thiago Gomes de Paula; Victor Rodrigues Amaral Cossich; Eduardo Becker Nicoliche

Acta Fisiátr.2017;24(3):127-132

The viscosupplementation and strength training are interventions accepted in the treatment of knee osteoarthritis. Objective: The study describes the effect of two interventions in quality of life and functional capacity. Method: Thirty women diagnosed with bilateral knee osteoarthritis of grade II and III by radiological criteria of Kellgren & Lawrence, were randomized into three groups with ten patients each: VSTF group submitted to viscosupplementation and strength training, TF group submitted only to strength training and VS group submitted only to viscossuplementation. Moments of the study were defined as pre-procedure (PRE), after 48 hours of VS (POS-VS) after 12 weeks of training (POS T) and after eight weeks of detraining (POS D). Quality of life was assessed by the SF-36 BRAZIL, functional capacity by Lequesne index. Intraarticular infiltrations were carried out with a single dose of 6 ml / 48 mg with 6,000,000 kDa Hylan GF-20 and strength training sessions were held for twelve weeks. Results: Strength training and viscosupplementation were effective in the treatment of knee osteoarthritis. Both interventions promoted improvements in quality of life and in functional capacity (p < 0.001), with advantage to the groups that trained force. Conclusion: Strength training is a possible replacement of viscosupplementation in the treatment of osteoarthritis of women's knees. However, the beneficial effect of viscosupplementation in pain reduction suggests better efficiency in the strength training execution which may be an advantage of the association of both.

Palavras-chave: Osteoarthritis, Knee, Viscosupplementation, Resistance Training, Quality of Life

 

Permanência prolongada na postura sentada e desconforto físico em estudantes universitários

Prolonged sitting and physical discomfort in university students

Fátima Aparecida Caromano; Cristina Aparecida Padoin de Amorim; Cristina de Fátima Rebelo; Adriana Maria Contesini; Francis Meire Fávero; Jecilene Rosana Costa Frutuoso; Milena Missa Kawai; Mariana Callil Voos

Acta Fisiátr.2015;22(4):176-180

A evolução do homem promoveu adoção da postura sentada por períodos prolongados, induzindo alterações biomecânicas e fisiológicas no corpo. No ensino, a adoção desta postura pode induzir distúrbios musculoesqueléticos e desconforto físico, associado ou não com aprendizagem. Objetivo: Quantificar e caracterizar o tempo de permanência na postura sentada por estudantes universitários e avaliar relação do tempo com queixas de dor e/ou desconforto. Método: Estudo quali-quantitativo. Coleta dos dados feita por meio de diário. Participaram 47 universitários que registraram número de horas na postura sentada, atividades, presença de dor e/ou desconforto e responderam pergunta aberta sobre suas observações referentes ao período experimental. Foi realizada análise estatística descritiva e calculado o coeficiente de correlação de Spearman entre elas, duas a duas. As respostas à pergunta aberta foram categorizadas e agrupadas segundo a frequência e similaridade. REsultados: Estudantes avaliados permaneceram longos períodos sentados (13,4 DP 1,5 horas). Percepção de desconforto do mobiliário foi relevante. Queixas de desconforto e/ou dor podem estar relacionadas com a permanência prolongada na postura sentada. Os locais com mais queixas de dor foram a cabeça, regiao cervical, ombros e lombossacral. Quanto maior o tempo na postura sentada, maior a incidência de queixas dor. Não se pode afirmar que a dor provoque ou aumente o nível de estresse. Conclusão: O diário foi ferramenta útil para coleta de dados e serviu como instrumento de interferência na auto-observação e autocuidado. Este estudo contribui para o entendimento de como a postura sentada afeta universitários e fornece indicadores para futuras intervenções.

Palavras-chave: Postura, Dor, Fadiga, Estilo de Vida Sedentário

 

Prevalência de dor osteomuscular em profissionais de enfermagem de equipes de cirurgia em um hospital universitário

Prevalence of musculoskeletal pain among nursing surgery teams

Cristiane da Rocha Vidor; Mahmud Ahmad Ismail Mahmud; Leonardo Fontanive Farias; César Augusto Silva; Juliana Nery Ferrari; Joao Carlos Comel; Maurice Zanini; Rosane Maria Nery; Antônio Cardoso dos Santos; Marco Antônio Stefani

Acta Fisiátr.2014;21(1):6-10

Dentre as profissões da área da saúde, a enfermagem, em particular, tem sido afetada pelos distúrbios musculoesqueléticos produzindo alterações na vida desses trabalhadores, impossibilitando-os de realizarem atividades cotidianas e laborais.
OBJETIVO: Investigar a prevalência de dor osteomuscular e a associação com a qualidade de vida em profissionais de enfermagem que atuam em equipes de cirurgia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
MÉTODO: Estudo transversal realizado entre março de 2011 e janeiro de 2012, em um hospital universitário terciário do sul do Brasil. Foram avaliados 110 trabalhadores de enfermagem das equipes de cirurgia. Foram excluídos os trabalhadores em licença saúde, férias ou outro tipo de afastamento durante o período de coleta dos dados. A dor osteomuscular foi avaliada através do questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares e a qualidade de vida foi avaliada através do questionário Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Survey (SF-36). As relações entre dor osteomuscular e qualidade de vida foram analisadas através do Teste U de Mann-Whitney, utilizando nível de significância de 95%.
RESULTADOS: A prevalência de dor osteomuscular encontrada neste estudo foi de 91,81%. Com relação às regioes anatômicas, considerou-se as queixas de dor osteomuscular retroativo há doze meses, onde o predomínio foi de dor no pescoço (56%) e ombros (56%). Quando consideramos afastamento por dor osteomuscular encontramos a prevalência de dor lombar (34%). O grupo que não relatou dor osteomuscular apresentou melhores índices de qualidade de vida nos domínios de capacidade funcional, aspectos físicos, dor, vitalidade, aspectos sociais e saúde mental.
CONCLUSÃO: A dor osteomuscular apresenta maior prevalência nas regioes do pescoço e ombros. Além disso, o maior número de afastamentos ocorre por prevalência de dor lombar entre os trabalhadores de enfermagem das equipes de cirurgia. A dor influenciou na qualidade de vida afetando seis dos domínios avaliados.

Palavras-chave: Transtornos Traumáticos Cumulativos, Enfermagem de Centro Cirúrgico, Qualidade de Vida

 

Prevalência de queixas urinárias e o impacto destas na qualidade de vida de mulheres integrantes de grupos de atividade física

Prevalence of urinary complaints and their impact on the quality of life of women that participate in physical activity groups

Flávio Afonso Gonçalves Mourao; Luciana Napoleao Lopes; Natália de Paula Carneiro Vasconcellos; Maria Beatriz Alvarenga de Almeida

Acta Fisiátr.2008;15(3):170-175

INTRODUÇÃO: A Sociedade Internacional de Continência define incontinência urinária como qualquer perda de urina relatada pelo paciente. É uma condição que afeta a população mundial, principalmente feminina, levando a diversas implicações. O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de queixas urinárias e o impacto destas na qualidade de vida das mulheres, integrantes de grupos de atividade física.
MÉTODOS: Participaram do estudo 50 mulheres, com idade a partir de 40 anos, participantes de grupos de atividade física conduzidos pela Fisioterapia em um Centro de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. As voluntárias foram submetidas a uma anamnese uroginecológica, e aquelas que apresentaram queixas urinárias nos últimos meses responderam o questionário "King's Health Questionnaire" para avaliação da qualidade de vida.
RESULTADOS: A prevalência de mulheres com queixas urinárias foi de 42%. Os sintomas mais predominantes foram: urgência (95,24%), freqüência (90,48%), incontinência de esforço (85,71%) e noctúria (80,95%). Quanto à intensidade, os sintomas de urge-incontinência (49%) e urgência (46%) apresentaram os maiores índices. De acordo com a análise dos domínios, o impacto da incontinência (53,96 ± 26,83) sobressalta-se quando comparado a outros resultados, seguido pelo domínio medidas de gravidade (43,78 ± 23,01).
CONCLUSÃO: A população estudada apresentou elevada prevalência de queixas urinárias e o impacto da qualidade de vida encontrado não descarta a influência negativa do quadro patológico.

Palavras-chave: incontinência urinária, mulheres, qualidade de vida

 

Programa de treinamento muscular em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica grave

Muscle training program in patients with severe chronic obstructive pulmonary disease

Luiza Minato Sagrillo; Estele Caroline Welter Meereis; Marisa Pereira Gonçalves

Acta Fisiátr.2016;23(3):145-149

Objetivo: Este estudo que visou analisar os efeitos de um programa de treinamento muscular através da EENM de membros inferiores (MMII) e exercícios ativos resistidos de MMSS em pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave. Métodos: A amostra foi constituída por 5 sujeitos com idade média de 65,2 ± 6,09 anos. As avaliações iniciais e finais, compreenderam os testes: uma repetição máxima; senta-levanta; perimetria das coxas; caminhada de seis minutos; questionário St George; escala de dispneia MRC; índice de BODE. A intervenção foi realizada três vezes/semana, totalizando 18 sessões de 30 min de Estimulação elétrica neuromuscular (EENM) e 30 min de treinamento membros superiores, com uso de diagonais do Método Kabat. Os parâmetros da EENM foram: frequência 50 Hz, Ton 6s, Toff 8s, rampa de subida 2s, rampa de descida 2s, largura de pulso 400 µs e intensidade conforme a tolerância do paciente, aumentada em 1 a 5 mA a cada dia. Resultados: Mostraram aumento da força muscular (p = 0,01) e da resistência muscular (p = 0,01). Verificou-se uma tendência à melhora na qualidade de vida (p = 0,16) e na aptidao cardiorrespiratória (p = 0,11). Conclusão: A associação de EENM e exercícios com diagonais pode ser um recurso valioso para o tratamento dos pacientes com DPOC grave. Entretanto, sugere-se pesquisas com um maior número amostral para comprovar seus benefícios.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Tolerância ao Exercício, Qualidade de Vida

 

Qualidade de vida de pessoas com doença de Parkinson após o tratamento com realidade virtual não imersiva

Quality of life of people with Parkinson's disease after treatment with non-immersive virtual reality

Danielle Carneiro de Menezes Sanguinetti; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano; Charleny Mary Ferreira de Santana; Thaisa Damasceno de Albuquerque Angelo; Juliana Patrícia de Araújo Silva; Sarah Buarque Câmara; Amdore Guescel Asano; Otávio Gomes Lins

Acta Fisiátr.2016;23(2):85-88

Objetivo: Analisar a influência do tratamento com jogos em realidade virtual não imersiva (RVNI) na qualidade de vida (QV) de pessãos com doença de Parkinson (DP). Métodos: Ensaio clínico não controlado, com 14 pessãos com DP entre os estágios I a IV da DP. O tratamento com RVNI ocorreu em 6 meses, com 1 avaliação inicial e 2 reavaliações trimestrais. Os instrumentos de medida de resultado foram o Questionário da Doença de Parkinson-39 (PDQ-39) e Questionário de Autopercepção de Desempenho. No protocolo de tratamento foi utilizado o Kinectr para Xbox 360 e os jogos Kinect Advencturesr, Your Shape Fitness Evolvedr e Kinect Sportsr. Na análise estatística do PDQ-39 foi aplicado o teste de Wilcoxon (p ≤ 0,05) e para o Questionário de Autopercepção de Desempenho foi empregada a análise qualitativa de conteúdo temático, com identificação de seis categorias. Resultados: Houve significância estatística após o período de 3 meses de tratamento com os jogos em RVNI, especificamente na mobilidade, bem estar emocional, estigma, cognição e pontuação total do PDQ-39. Depois de 6 meses de tratamento os resultados se mantiveram, não havendo novos ganhos. No entanto, por uma doença neurodegenerativa essa manutenção dos ganhos é favorável para o prognóstico funcional dos pacientes. Nas categorias temáticas, destacaram-se relatos de melhora na mobilidade, atividades de vida diária, bem estar emocional, estigma e desconforto corporal. Conclusão: O tratamento com RVNI beneficia a QV de pessãos com DP, principalmente quando abrange a mobilidade, bem estar emocional, estigma e cognição.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Qualidade de Vida, Terapia Ocupacional, Jogos de Vídeo, Reabilitação

 

Qualidade de vida e avaliação antropométrica de professores de uma rede privada de ensino

Quality of life and anthropometric assessment of teachers working at a private school system

Marcia Maria Hernandes de Abreu de Oliveira Salgueiro; Bruna Andrade Freitas; Keliane Galdino Silva; Gislene Kauffman Furgêncio; Leslie Andrews Portes; Nyvian Alexandre Kutz

Acta Fisiátr.2018;25(2):63-68

Objetivo: Avaliar a associação entre a qualidade de vida (QV) e parâmetros antropométricos e de docência, de professores de uma rede privada de ensino de São Paulo. Métodos: Realizou-se estudo transversal descritivo com 107 professores, utilizando-se dois questionários autoaplicáveis, abordando aspectos sociodemográficos, variáveis da docência e de QV (World Health Organization Quality on Life Bref - WHOQOL-bref). Após o preenchimento, os sujeitos foram submetidos às medidas de peso, estatura, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC). Resultados: ± 8,6 anos, 78,5% do sexo feminino, 78,5% casados, 74,8% pertencente à classe B. Todos os professores possuíam ensino superior completo, 64,5% até 10 anos de atuação, 88,8% trabalhavam mais de 20h/semana, 44,9% atuavam em dois turnos ou mais, 55,1% encontravam-se com excesso de peso, 71,1% em risco para doença metabólica e 84,1% consideravam sua QV boa ou muito boa. Nenhuma das variáveis antropométricas, de tempo de docência, de carga horária e da classe econômica, correlacionarem-se significantemente à QV. Correlações fracas, mas significantes, foram observadas entre o tempo de docência e IMC e CC (r = 0,26 e r = -0,22, p < 0,05). Contudo, verificou-se significante associação (p < 0,05) da QV (< 71 pontos: 35,6 ± 7,9 anos vs. ± 71 pontos: 40,0 ± 9,0 anos) com a idade, do IMC (< 25kg / m2: 59,0 ± 7,4 kg vs. ± 25 kg/m2: 80,3 ± 15,0 kg) com o peso e a circunferência da cintura (<25 kg / m2: 80,6 ± 6,9 cm vs. ± 25 kg / m2: 95,9 ± 10,5 cm). Conclusão: Embora a percepção da QV seja satisfatória, ela não se relacionou às variáveis antropométricas, sociodemográficas e de docência. Porém, o tempo de docência relacionou-se significantemente ao IMC e à CC.

Palavras-chave: Antropometria, Qualidade de Vida, Docentes

 

Qualidade de vida e desempenho ocupacional de indivíduos com esclerose múltipla

Quality of life and occupational performance of people with multiple sclerosis

Valeria Sousa de Andrade; Maysa de Oliveira Silva

Acta Fisiátr.2015;22(3):135-140

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica degenerativa e crônica com ampla gama de sinais e sintomas que podem comprometer a qualidade de vida (QV) e o desempenho ocupacional (DO) dos indivíduos que a exibem. Objetivo: Resumiu-se em avaliar a existência de possível correlação entre DO e QV em população com essa doença. Método: Trata-se de uma pesquisa transversal e quantitativa cujos indivíduos frequentavam o ambulatório de neurologia do hospital de clínicas de uma universidade federal no estado de Minas Gerais. O DO e a QV dos indivíduos foram obtidos através da versão em português dos instrumentos Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM) e Escala de Determinação Funcional da Qualidade de Vida (DEFU), respectivamente. A análise dos dados foi realizada por meio do Coeficiente de Correlação de Pearson. Resultados: A amostra envolveu 24 sujeitos, sendo 66,7% do sexo feminino com idade média de 48,3 anos (DP = 10,21). O tipo remitente recorrente (RR) de EM foi o mais observado (91,7%). Os resultados da COPM revelaram que a maior parte dos participantes apresentou desempenho variando de moderado a ruim, tendo sido enumeradas as atividades "andar na rua, subir e descer escadas, ir à casa de familiares e amigos, dançar e ler" como mais difíceis de serem realizadas. Mais de 75% dos indivíduos obtiveram escores abaixo de 6,7 pontos. A DEFU indicou que a QV dos participantes se configurou como boa, tendo 90% dos indivíduos alcançando escore acima de 72 pontos. A associação entre o escore da DEFU e seus domínios com os escores de desempenho e satisfação da COPM não apresentou correlação estatisticamente significante. A correlação entre a "mobilidade" da DEFU apresentou correlação significativa com o escore de desempenho da COPM (r = 0,438, p = 0,032). Conclusão: A fadiga é uma das manifestações mais comuns e perturbadoras e pode comprometer o desempenho nas funções individuais de forma variada, sendo relatada por 92% dos indivíduos deste estudo. Isto pode ser explicado pelo diminuído número de surtos observados, pela predominância do tipo RR da doença, possível suporte familiar e social. Salienta-se também que alguns participantes da pesquisa mencionaram inteirar-se quanto aos aspectos da doença através da internet ou e reunioes em associações, fato que, segundo eles, os levou a se tornar a par do caráter evolutivo e deteriorante da doença. Isto pode tê-los levado a refletir sobre sua situação de vida e ter influenciado sua opiniao sobre a qualidade da mesma.

Palavras-chave: Esclerose Múltipla, Qualidade de Vida, Atividades de Lazer, Autocuidado, Trabalho, Terapia Ocupacional

 

Qualidade de vida em diabetes mellitus e Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - estudo de alguns aspectos

Quality of life in diabetes mellitus and the International Classification of Functioning Disability and Health - a study of some aspects

Carmen Lucia Natividade de Castro; Valeria Bender Braulio; Frederico A. Lyra Dantas; Ana Paula Cony Barros Couto

Acta Fisiátr.2008;15(1):13-17

INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus (DM) pode ter um efeito profundo na qualidade de vida dos pacientes e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um instrumento válido para verificar a influência dos componentes de saúde na qualidade de vida. O objetivo deste estudo, é apresentar a distribuição de freqüência das categorias das CIF do Core Set resumido para DM, com comprometimento grave em um grupo de pacientes com a qualidade de vida muito afetada pelo diabetes.
MÉTODOS: Foram estudados 38 pacientes diabéticos, 76,3 % com DM2 e 23,7 % com DM1, utilizando-se dados clínicos, informação de qualidade de vida associada ao diabetes do questionário AddQoL e incapacidade associada ao diabetes: categorias do Core Set resumido da CIF com comprometimento grave e completo, e categorias cuja informação era insuficiente para especificar a gravidade do comprometimento. Análise estatística: análise descritiva dos dados.
RESULTADOS: Categorias de funções corporais mais gravemente afetadas foram b130, b210, b530, b540, de estruturas corporais foram s220, s410, s740, de atividades/participação foram d240, d570 e de fatores ambientais foram e110, e115. As estruturas menos classificadas foram pâncreas (s550), globo ocular (s220) e sistema nervoso parassimpático (s150).
CONCLUSÃO: No grupo estudado de diabéticos com complicações crônicas, controle metabólico inadequado e qualidade de vida muito afetada pela doença, a presença de incapacidade no cuidado pessoal e de barreiras ambientais, é sugestivo de que estes fatores possam contribuir para uma pior qualidade de vida, embora comprometimentos nas funções e estruturas corporais tenham sido os mais prevalentes.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, diabetes mellitus, qualidade de vida

 

Qualidade de vida em pacientes adultos com paralisia cerebral

Quality of life in adult patient with cerebral palsy

Ana Paula Oliveira Mendes; Anny Michelly Paquier Binha; Valéria Cassefo Silveira

Acta Fisiátr.2018;25(2):49-53

Paralisia cerebral (PC) é um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento motor e postural que são atribuídas a distúrbios não progressivos que ocorreram no encéfalo em desenvolvimento. Diversos fatores podem interferir na qualidade de vida desses pacientes e com o aumento da longevidade é importante prevenir e intervir precocemente nos aspectos que comprometem a qualidade de vida. Objetivo: Verificar como os pacientes adultos com PC atendidos no ambulatório da AACD auto avaliam sua atual condição de saúde e correlacionar com alguns fatores que interferem na qualidade de vida dessa população. Método: Foi aplicado um questionário de triagem para avaliação de qualidade de vida dos pacientes via telefone (CDC HRQOL-4) e foi preenchido um protocolo de avaliação utilizando o prontuário. A coleta de dados foi realizada do dia 13 de março até 30 de junho de 2016. Realizada a análise estatística dos dados. Resultados: Foram atendidos 349 pacientes e 66 pacientes que obedeciam aos critérios de inclusão responderam ao questionário via telefone. A idade média geral foi de 26,5 anos. A divisão por sexo foi igual (50%); a idade máxima foi de 52 anos. Houve predomínio de pacientes com diparesia espástica para ambos os sexos (57,5% para mulheres e 54,5% para os homens). Entre as mulheres, 77,5% não estava praticando nenhuma atividade. No geral, 19,7% referiram alguma dor crônica e 31,8% tiveram queixa de alteração de humor nos últimos 30 dias. Na auto avaliação sobre a saúde em geral, 25,8% referiu estar excelente e apenas 10,6% regular. A maioria era solteiro(a), não tinha filhos e morava com a família (pais e irmãos). Conclusão: Os pacientes adultos com PC atendidos no ambulatório da AACD Ibirapuera são predominantemente adultos jovens, solteiros e que estão vivendo com seus familiares. Em geral, eles referem ter uma saúde muito boa ou excelente e menos de 20% convive com alguma dor crônica, mas esta não interfere nas atividades do cotidiano. Já em relação às alterações de humor, mais de um terço referiu ter estresse, tristeza ou ansiedade, mas também não tem forte influência na sua qualidade de vida.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Qualidade de Vida, Adulto

 

Reabilitação na hemipelvectomia traumática

Rehabilitation for traumatic hemipelvectomy

Liliana Lourenço Jorge; André Tadeu Sugawara; Chien Hsin Fen; Margarida Sales de Oliveira; André Pedrinelli

Acta Fisiátr.2004;11(2):82-86

A hemipelvectomia traumática constitui um evento raro, catastrófico, cujos mecanismos de lesão e prognóstico são bem descritos na literatura. O crescente número de acidentes motociclísticos têm elevado a prevalência desta amputação, definindo o grupo de vítimas como jovens do sexo masculino sem comorbidades. Acarreta múltiplas seqüelas físicas, psicológicas e sociais.
Através da reabilitação, o paciente poderá recuperar a independência funcional. A protetização é de grande valia, uma vez que os pacientes são jovens e com prognóstico de marcha.
Neste relato é apresentado o caso de uma vítima de hemipelvectomia traumática do sexo feminino, que se tornou independente para as atividades da vida diária após processo de reabilitação, que incluiu a prótese, com melhora da qualidade de vida observada sob diversos aspectos. A protetização adequada não devolveu à paciente todas as funções perdidas com a amputação, mas se constituiu em um instrumento capaz de melhorarlhe a qualidade de vida.

Palavras-chave: Hemipelvectomia, amputação traumática, qualidade de vida, reabilitação, prótese

 

Relações entre bem-estar subjetivo e mobilidade e independência funcional por função de grupo de faixas etárias e de gêneros em idosos

Relationships between subjective well-being, mobility, and independence as a function of age bracket and gender among the elderly

Giovana Sposito; Maria José D'Elboux Diogo; Fernanda Aparecida Cintra; Anita Liberalesso Neri; Maria Elena Guariento; Maria da Luz Rosário de Sousa

Acta Fisiátr.2010;17(3):103-108

Este estudo teve como objetivo investigar as associações de bemestar subjetivo, a independência nas atividades cotidianas e as medidas de mobilidade e flexibilidade de membros inferiores em idosos em acompanhamento ambulatorial, em relação a grupos etários e de gêneros. Foram avaliados 125 idosos de ambos os gêneros com idade igual ou superior a 60 anos. Os instrumentos utilizados foram: Medida da Independência Funcional (MIF) para avaliar as atividades cotidianas, Short Physical Performance Battery (SPPB) para o desempenho físico, Bem-estar Subjetivo (BES) para satisfação com a vida. Os resultados revelaram que mulheres têm pior desempenho físico e menor independência funcional do que os homens. Os idosos mais velhos tiveram pior pontuação no desempenho físico e são mais dependentes nas atividades de vida diária que os idosos mais jovens. Entretanto eles são mais satisfeitos com vida do que os demais. Os resultados sugerem que indivíduos mais velhos e mulheres têm maior limitação funcional. Entretanto os idosos mais velhos apresentam maior satisfação com a vida.

Palavras-chave: Idoso, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Traumatismo crânio encefálico e suas implicações cognitivas e na qualidade de vida

Traumatic brain injury and its implications on cognition and quality of life

Bruna Petrucelli Arruda; Patricia Yumi Funagoshi Akamatsu; Andreza Pereira Xavier; Regina Celia Villa Costa; Gláucia Somensi de Oliveira-Alonso; Iracema Maceira Pires Madaleno

Acta Fisiátr.2015;22(2):55-59

O traumatismo cranioencefálico é uma das principais causas de mortalidade em crianças e adultos jovens. Os pacientes com traumatismo cranioencefálico moderado ou grave podem apresentar sequelas motoras, cognitivas, emocionais, comportamentais e de funcionalidade social, provocando impacto negativo para o próprio indivíduo, sua família e também para a sociedade. Objetivo: Verificar o impacto que o traumatismo cranioencefálico grave ocasionou na vida de pacientes que apresentaram a lesão durante a infância e adolescência, considerando-se questoes cognitivas, emocionais e de qualidade de vida, bem como verificar se existem diferenças com relação à idade na época da lesão. Método: Estudo quantitativo, qualitativo de abordagem transversal. Realizado no Centro de Reabilitação da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), unidade Ibirapuera. Participaram do estudo, 13 pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, procedentes do estado de São Paulo, atendidos entre janeiro de 2010 e março de 2014. Os instrumentos utilizados foram: questionário sociodemográfico, Short Form Health Survey (SF-36), Escala Geral das Matrizes Progressivas de Raven e as Pirâmides Coloridas de Pfister. Os dados obtidos na avaliação foram avaliados na amostra geral e posteriormente divididos em dois grupos com base na idade no ato da lesão, considerando grupo 1 (3 a 7 anos e 11 meses) e grupo 2 (8 à 16 anos e 11 meses). Resultados: Com relação ao Raven, 76,9% dos participantes apresentaram indício de deficiência mental. Todos os participantes obtiveram boa avaliação da qualidade de vida. Sobre os aspectos afetivos-emocionais observou-se boa capacidade de adaptação e interação. Na comparação entre os grupos, não se evidenciaram diferenças. Conclusão: Os resultados obtidos foram compatíveis com estudos que indicam comprometimento cognitivo e boa percepção da qualidade de vida.

Palavras-chave: Traumatismos Encefálicos, Cognição, Qualidade de Vida

 

Treino de força muscular de membros superiores orientado à tarefa na distrofia miotônica do tipo 1: estudo de caso

Task-oriented upper limb strength training in myotonic dystrophy type 1: case study

Joyce Martini; Camila Quel de Oliveira; Heloise Cazangi Borges; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2011;18(2):102-106

O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do treino de força muscular dos membros superiores a partir da abordagem orientada à tarefa, com relação à força muscular, à funcionalidade e à qualidade de vida de um indivíduo adulto com distrofia miotônica do tipo1. Foi realizado um treino de força muscular submáximo (60% da resistência máxima), na freqüência de três terapias semanais, num período de 16 semanas, constituído de três avaliações, a inicial, a final e a de seguimento de um mês do término do protocolo, com base na Medical Research Council scale (MRC), no Total Muscle Score (TMS), na Medida de Função Motora (MFM) e na versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF-36. Com relação à força muscular, houve um incremento de 5% no TMS. Na funcionalidade, a MFM apresentou um acréscimo de 1,04% na avaliação final, o qual se perdurou na avaliação de seguimento. Na SF-36, o participante apresentou um acréscimo de 2,12% na segunda avaliação, retornando à pontuação inicial após um mês do protocolo; porém no domínio de capacidade funcional manteve-se o aumento de 20%. O treino de força muscular submáximo orientado à tarefa mostrou-se benéfico com base na força muscular e no domínio de capacidade funcional do questionário de qualidade de vida; porém denotou restrita variação quantitativa no âmbito da funcionalidade.

Palavras-chave: Distrofia Miotônica, Exercício, Força Muscular, Qualidade de Vida

 

Uma visão global do treinamento físico aeróbio para pacientes com insuficiência cardíaca: estudo de revisão

An overall view of aerobic physical training for chronic heart failure patients: a review study

Francisco José dos Santos Silva; Paulo Roberto Santos-Silva; Julia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr.2016;23(1):30-34

Uma das modalidades de tratamento coadjuvante para a melhora da capacidade física e qualidade de vida em portadores de insuficiência cardíaca (IC) é o treinamento físico aeróbio. Objetivo: Atualizar por revisão sistemática o assunto efeito do treinamento físico aeróbio como coadjuvante no tratamento de portadores de IC. Métodos: Uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados foi realizada utilizando as bases eletrônicas de dados (PubMed/MEDLINE, Lilacs, EMBASE, CINAH e a Biblioteca Cochrane foram pesquisados num período de cinco anos (2010 a 2015). Foram incluídos ensaios com no mínimo 3 meses de seguimento e com a avaliação dos efeitos das intervenções de exercícios como um componente do programa de reabilitação dos portadores de IC. Resultados: Sete protocolos clínicos foram incluídos com 4000 participantes, predominantemente com uma fração de ejeção reduzida (< 50%) e classe clínica II e III pela New York Heart Association. O programa de exercício como variável independente reduziu o risco geral e específico de hospitalização por insuficiência cardíaca e resultou em uma melhora clinicamente importante na qualidade de vida dos pacientes. Os estudos com análise de meta-regressão univariada mostraram que esses benefícios foram independentes do tipo, dose do exercício e duração do seguimento. Conclusão: Dentro dos limites estabelecidos nesta revisão foi possível mostrar que as melhorias na diminuição das hospitalizações e melhoria de saúde relacionados com qualidade de vida com base no engajamento dos portadores de IC em programas de exercício supervisionado parece ser consistente em todos os pacientes, independentemente das características do programa e pode reduzir a mortalidade a longo prazo.

Palavras-chave: Atividade Motora, Consumo de Oxigênio, Qualidade de Vida

 

Variação da independência funcional em idosos hospitalizados relacionada a variáveis sociais e de saúde

Variation in functional independence in hospitalized elderly related to social and health variables

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(3):164-169

O processo de envelhecimento, as doenças crônicas não transmissíveis e as hospitalizações podem causar declínio funcional em idosos. Alguns fatores podem potencializar esse comprometimento funcional como gênero, número de internações, presença de acompanhante e medicações em uso.
OBJETIVO: Identificar a variação da capacidade funcional em idosos no decorrer da hospitalização e relacionar a diferença com variáveis sociais e de saúde.
MÉTODO: Estudo realizado no hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi aplicado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) na internação, durante a hospitalização, na alta e um mês após retorno ao domicílio. Foi calculada a variação dos valores da MIF dos momentos de avaliação, expressados por meio de deltas, e a correlação com as variáveis: gênero, internação anterior, presença de acompanhante e medicações.
RESULTADOS: Houve diferença significativa nos deltas relacionados ao período de alta hospitalar e retorno no domicílio (p=0,0010), e ao período da admissão a alta hospitalar (p<0,0001), na MIF total e nos seus domínios, demonstrando declínio funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.O gênero, internações anteriores e presença de acompanhante não influenciaram significativamente a capacidade funcional dos idosos hospitalizados, contudo o aumento do número de medicações prescritas entre a admissão e a alta apresentou uma correlação moderada (r=0,5059) e muito significativa (p=0,0071) com o declínio funcional nesse período.
CONCLUSÃO: Observou-se um declínio funcional nos idosos hospitalizados, sendo mais significativa nos idosos que tiveram aumento no número de medicações prescritas durante a hospitalização.

Palavras-chave: avaliação da deficiência, hospitalização, idoso, qualidade de vida, atividades cotidianas

 

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