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A influência da negligência unilateral no desempenho de atividades de vida cotidiana - relato de 3 casos

The influence of unilateral negligence in the performance of activities of daily living - report of 3 cases

Denise Rodrigues Tsukimoto; Gabriela Antunes Valester

Acta Fisiátr.2005;12(3):108-114

A negligência unilateral é descrita como uma limitação na habilidade de direcionar, responder ou orientar-se frente a estímulos apresentados no lado oposto ao da lesão cerebral, freqüentemente se manifestando através de sistemas sensoriais variados, incluindo os sistemas visual, somatosensorial e auditivo e é diagnosticada quando esta habilidade diminuída não pode ser atribuída a déficits motores ou sensitivos. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as implicações deste acometimento influenciando o desempenho das atividades de vida cotidiana, através da realização de três relatos de caso e análise da atividade de alimentação, resultando no desenvolvimento de uma versão inicial de um protocolo para análise de atividade específica para quadros de negligência unilateral.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, atividades de vida diária, desempenho psicomotor, acidente vascular encefálico, negligência hemi-espacial, avaliação e desempenho de tarefas, avaliação ecológica.

 

A interferência dos aspectos percepto-cognitivos nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária, em clientes com seqüelas por lesão neurológica.

The influence of the perceptual-cognitive difficulties on the activities of daily living and instrumental activities of daily living in patients with neurological injuries

Juliana Conti

Acta Fisiátr.2006;13(2):83-86

Este artigo é um levantamento bibliográfico sobre a interferência dos aspectos percepto-cognitivos durante a realização das atividades de vida diária (AVDs) e atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) em clientes com seqüelas por lesão neurológica. Com o objetivo de indicar o quanto esses déficits interferem na reabilitação do cliente e no retorno às atividades cotidianas, o artigo mostra que essas atividades - que aparentemente são simples e já conhecidas por eles - têm de ser aprendidas outra vez. Por outro lado, o artigo revela que não apenas esses aspectos interferem nessas tarefas durante o tratamento e no final dele (no qual o cliente apresentará uma maior ou menor independência), mas também há fatores - como os motores, emocionais, culturais, sociais, econômicos e principalmente a família - que influenciarão de maneira positiva ou negativa o cliente e seu processo de reabilitação. Para ilustrar esta pesquisa, foram apresentados três casos clínicos atendidos no serviço de Terapia Ocupacional.

Palavras-chave: terapia ocupacional, percepto-cognitivos, atividades cotidianas, reabilitação, lesão neurológica crônica

 

Adaptação da pessoa após acidente vascular encefálico e seu cuidador: ambiente domiciliar, cadeira de rodas e de banho

Adaptation of the person after stroke and their caregivers: home environment, wheelchair and bath chair

Márcia Regina Garanhani; Jaqueline Frazão Alves; Dirce Shizuko Fugisawa; Mara Lúcia Garanhani

Acta Fisiátr.2010;17(4):164-168

O acidente vascular encefálico causa incapacidade funcional. O envolvimento dos familiares influencia na recuperação dos pacientes e as barreiras arquitetônicas no domicílio dificultam a acessibilidade. O estudo qualitativo procurou identificar as dificuldades das pessoas após o acidente vascular encefálico em relação às barreiras arquitetônicas, ao manuseio da cadeira de rodas e de banho, por meio de entrevista semi-estruturada e roteiro de medidas de acessibilidade. Nove pacientes e seus cuidadores foram entrevistados e da análise dos discursos emergiram três categorias empíricas: acessibilidade andando, acessibilidade com a cadeira de rodas e de banho e o papel das orientações. As principais barreiras encontradas foram os corredores estreitos e circulação interna inadequada. As barreiras arquitetônicas dificultam o uso da cadeira de rodas e de banho no domicílio, sobrecarregando os cuidadores. O conhecimento da realidade destas pessoas facilita programas de orientações de atividades de vida diária centradas na realidade.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Estruturas de Acesso, Cadeiras de Rodas

 

Análise comparativa da flexibilidade de mulheres idosas ativas e não ativas

Comparative analysis of flexibility in active and inactive elderly women

Thiago Barbosa Zambon; Pamela Roberta Gomes Gonelli; Rodrigo Detone Gonçalves; Bruno Luis Amoroso Borges; Maria Imaculada de Lima Montebelo, Marcelo de Castro Cesar

Acta Fisiátr.2015;22(1):14-18

Com o envelhecimento ocorre um declínio na aptidão física, uma variável muito atingida é a flexibilidade, e a prática de exercícios físicos pelos idosos é um importante fator para a manutenção da saúde e aptidão física no decorrer do processo de envelhecimento. Objetivo: Comparar a flexibilidade de mulheres idosas praticantes hidroginástica, treinamento combinado e não ativas. Participaram 60 voluntárias, idade entre 60 e 80 anos, agrupadas em: ativas praticantes de hidroginástica (G1) 20 voluntárias; ativas praticantes de treinamento combinado (G2) 20 voluntárias; não ativas (G3) 20 voluntárias. Métodos: As voluntárias foram submetidas à avaliação antropométrica com medidas de massa corporal, estatura e circunferência da cintura e da flexibilidade com medidas da distância alcançada no teste de sentar e alcançar e da amplitude da flexão e extensão do quadril através do goniômetro. Foram verificados os pressupostos de normalidade por meio do teste de Shapiro-Wilk, para a comparação entre os grupos (G1, G2, G3) foram realizados o teste Anova one way, seguido do post hoc de Tukey para os dados com distribuição paramétrica, e o teste de Friedman para amostras com distribuição não paramétrica. Aplicou-se o nível de significância de p < 0,05. Resultados: Nas variáveis antropométricas não foram encontradas diferenças significativas entre grupos. Na flexibilidade, foi encontrada diferença significativa na flexão e na extensão de quadril, os grupos G1 e G2 apresentaram maiores valores que o G3, não houve diferença significativa entre G1 e G2, não existindo outras diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: Os resultados sugerem que os treinamentos de hidroginástica e combinado proporcionaram melhora na flexão e extensão do quadril das mulheres idosas, sem influência nas outras variáveis estudadas.

Palavras-chave: Educação Física e Treinamento, Maleabilidade, Idoso, Mulheres

 

Atuação da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas: uma revisão sistemática

Physical therapy in sexually dysfunctional women: a systematic review

Raquel Eleine Wolpe; Ariana Machado Toriy; Fabiana Pinheiro da Silva; Kamilla Zomkowski; Fabiana Flores Sperandio

Acta Fisiátr.2015;22(2):87-92

As disfunções sexuais femininas (DSFs) são consideradas um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Consistem em inúmeras desordens, como distúrbio da excitação feminina, distúrbio do desejo sexual hipoativo, transtorno sexual do orgasmo feminino, dispareunia e vaginismo. As DSFs são detectadas em 67,9% das mulheres no mundo e estão presentes em 50% das asiáticas, em 30 a 50% das americanas e em 30% das brasileiras. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura sobre as diferentes técnicas de fisioterapia utilizadas no tratamento das DSFs. Métodos: Realizou-se uma busca sistemática, nas bases de dados EMBASE, PEDro e MedLine, de artigos publicados até junho de 2013, através da combinação entre palavras e descritores de tratamentos fisioterapêuticos e disfunções sexuais femininas. Foram excluídos os artigos sobre disfunção sexual masculina, estudos pilotos, papers ou projetos multicêntricos, que não estivessem disponíveis na íntegra ou duplicados em outra base de dado. Após a seleção final dos estudos, foi verificada a pontuação dos ensaios clínicos randomizados na Escala de Avaliação PEDro. Resultados: 11 artigos foram incluídos e, destes, seis passaram para a avaliação qualitativa na Escala PEDro. Este estudo seguiu a estruturação metodológica do PRISMA (Statement for Reporting Systematic Reviews and Meta-Analyses of Studies). Todos os estudos encontrados utilizaram questionários para avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica nas DSFs. Foi verificado um total de cinco tipos de intervenções diferentes: cinesioterapia (exercícios de Kegel e treinamento muscular do assoalho pélvico - TMAP), terapia cognitivo-comportamental (CGBT), biofeedback, eletroterapia (TENS - eletroestimulação transcutânea e US - ultrassom terapêutico) e terapia manual. As limitações encontradas nesta revisão sistemática foram referentes a não disponibilização dos artigos na íntegra e à baixa qualidade metodológica dos estudos. Conclusão: Todos os estudos mostraram melhora na função sexual após intervenção fisioterapêutica. Não há um consenso sobre a intervenção com melhores resultados, no entanto, a cinesioterapia através do TMAP mostrou-se vantajosa por ser de fácil aplicação, baixo custo, aprendizado imediato e promover resultados duradouros em um curto período de tempo. No entanto, existem lacunas metodológicas que ainda precisam ser preenchidas para determinar o tratamento fisioterapêutico eletivo para as DSFs, assim como definir a melhor dosagem, o protocolo a ser seguido, a duração desta terapia, aliados ao melhor custo-benefício.

Palavras-chave: Disfunção Sexual Fisiológica/reabilitação, Mulheres, Modalidades de Fisioterapia

 

Comparação da força muscular respiratória entre idosos após acidente vascular cerebral

Comparison of respiratory muscle strength between elderly subjects after a stroke

Soraia Micaela Silva; João Carlos Ferrari Corrêa; Fernanda Cordeiro da Silva; Luciana Maria Malosá Sampaio; Fernanda Ishida Corrêa

Acta Fisiátr.2013;20(1):20-23

A diminuição do recolhimento elástico dos pulmões e da complacência da caixa torácica são uma das principais mudanças no sistema respiratório com o avançar da idade, quando essas alterações estão associadas às manifestações clínicas subjacentes ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a força muscular respiratória dos idosos pode ser gravemente afetada, portanto, faz-se necessário investigar as condições da força muscular respiratória de hemiparéticos idosos tanto em fase aguda como crônica.
OBJETIVO: Comparar a força muscular respiratória de idosos hemiparéticos em fase aguda e crônica após AVC, avaliadas por meio dos valores das pressões respiratórias máximas, para que assim, a reabilitação desses indivíduos seja mais orientada.
MÉTODO: Foram avaliados 29 indivíduos hemiparéticos, 17 em fase aguda e 12 em fase crônica, os valores da pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) coletados por meio de um manovacuômetro.
RESULTADOS: Não houve diferença entre a fase aguda e crônica, no entanto, as medidas de PImáx e PEmáx apresentaram diminuição estatisticamente significante quando comparadas ao valores preditos.
CONCLUSÃO: Não houve diferença da força muscular respiratória entre as fases aguda e crônica, no entanto, a PImáx e PEmáx apresentou-se diminuída em todos os indivíduos avaliados, isto sugere fraqueza semelhante da musculatura respiratória em ambas as fases após AVC, e este quadro pode ser agravado pelo processo de senescência. Sugere-se que seja abordado um programa de treinamento da musculatura respiratória desses indivíduos para melhor reabilitação após AVC.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Sarcopenia, Capacidade Vital, Idoso

 

Confiabilidade do limiar de lactato identificada pelo método visual

Reliability of identifying lactate threshold by use of visual method

Sueli Ferreira da Fonseca; Mateus Ramos Amorim; Arthur Nascimento Arrieiro; Marco Fabrício Dias Peixoto; Fernando Joaquim Gripp Lopes; Núbia Carelli Pereira Avelar; Ana Cristina Rodrigues Lacerda

Acta Fisiátr.2011;18(1):16-20

O limiar de lactato (LL) é utilizado como um marcador da acidose metabólica e representa o momento durante o exercício em que o lactato sanguíneo começa aumentar de forma exponencial. Este LL tem sido utilizado como medidor de condicionamento físico, indicador sensível do estado do treinamento aeróbico em sujeitos saudáveis e doentes, além disso, auxilia na identificação do estímulo de treinamento ideal e na prescrição da intensidade de treinamento. O objetivo do presente estudo foi avaliar a confiabilidade intra e interexaminadores das medidas do LL obtidas através do método de detecção visual. Para isso, 31 voluntárias do sexo feminino (67,50 ± 4,41 anos; 1,52 ± 0,07 m; 64,55 ± 11,46 kg), aparentemente saudáveis e no período pós-menopausa, participaram do estudo. O LL foi determinado a partir de um teste realizado na esteira ergométrica até a fadiga, que consistiu de estágios com carga progressiva (variação da velocidade e/ou inclinação). Amostras de sangue foram coletadas por meio de uma punção na polpa digital do dedo médio a cada 3 minutos durante o teste. Em seguida, foram construídos os gráficos do método de detecção visual (software Prisma5) a partir da concentração de lactato sanguíneo coletado a cada estágio do exercício (intervalo de 3 minutos) em função da taxa de trabalho correspondente ao consumo de oxigênio (VO2) estimado durante o teste na esteira. A análise estatística foi realizada através do Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). A confiabilidade intraexaminador foi excelente (0,950 - 0,952) e a confiabilidade interexaminadores foi boa (0,789 - 0,770). Dessa forma, sugere-se que o método de detecção visual é uma forma segura e confiável para detectar o LL na prática clínica e em pesquisas.

Palavras-chave: Ácido Láctico, Limiar Anaeróbio, Exercício, Mulheres

 

Correlação do perfil de deambulação e velocidade da marcha em um grupo de pacientes hemiplégicos atendidos em um centro de reabilitação

Correlation between the ambulation profile and gait velocity in a group of hemiplegic patients treated at a rehabilitation center

Ana Cristina Franzoi; Nelson Shigueru Kagohara

Acta Fisiátr.2007;14(2):78-81

INTRODUÇÃO: a marcha de pacientes com hemiplegia é caracterizada por diminuição da velocidade e assimetria, trazendo limitações às atividades e restrições da participação social deste indivíduo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil funcional da deambulação deste grupo de pacientes, correlacionando-o à velocidade da marcha.
MÉTODOS: Foram avaliados 87 pacientes utilizando a Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), velocidade da marcha em 10 metros sendo identificada a necessidade de auxílio de terceiros e o uso de transporte público.
ANÁLISE ESTATÍSTICA: descritiva, comparação entre grupos e testes de correlações (p< 0,05). Resultados: 49 homens, idade média 54 anos, tempo médio de lesão 33 meses. Três pacientes realizavam marcha terapêutica, 10 marcha domiciliar, 29 comunitária restrita, 43 comunitária e 2 marcha normal.
EM RELAÇÃO A ASSISTÊNCIA À MARCHA: 38 pacientes necessitavam de auxílio de terceiros ou supervisão, 45 utilizavam transporte público, 59 não utilizavam apoio. A velocidade de marcha foi diferente entre os grupos divididos pelos tipos funcionais de marcha, necessidade de auxílio de terceiros e uso de transporte público, se correlacionando com idade, CFMM, assistência de terceiros e uso de transporte público.
CONCLUSÃO: 85% da amostra realizavam marcha comunitária, mas somente 55% o faziam de maneira independente. Houve correlação entre a velocidade e as categorias funcionais de marcha estudadas, sendo estabelecidos limiares de velocidades de marcha para os diferentes grupos.

Palavras-chave: hemiplegia, marcha, atividades cotidianas, centro de reabilitação

 

Desenvolvimento de recurso de animação como suporte informativo na incontinência urinária

Development of animation resource as information support in urinary incontinence

Patrícia Moreira Costa Collares; Milena Sampaio Magalhães; Fátima Luna Pinheiro Landim; Rafael Barreto de Mesquita; Ana Karina Monte Cunha Marques

Acta Fisiátr.2009;16(3):110-115

Esta pesquisa buscou descrever as etapas do desenvolvimento de um recurso de animação como suporte informativo no tratamento da incontinência urinária, culturalmente adaptado em termos de linguagem, características e necessidades de mulheres idosas. Realizou- se estudo descritivo em serviço de atenção à saúde secundária. Subgrupo determinado entre março e abril de 2007. Levantou-se através de formulário, na primeira fase do trabalho, dados sobre variáveis sociodemográficas e antecedentes pessoais relacionados à perda urinária. Para a segunda fase utilizou-se a técnica de associação livre de palavras buscando conhecer o vocabulário empírico adotado pelas participantes para anatomia dos órgãos genitais e assoalho pélvico. Simultaneamente, trabalhou-se junto ao G 1000 para elaboração da tecnologia com imagens animadas e associadas às expressões culturais. Destacam-se 8 mulheres com história de incontinência urinária, destas 04 corresponderam ao subgrupo. A idade variou de 63 a 78 anos. Observou-se número elevado de gestações e de partos vaginais, o tempo de perda urinária variou de 1 a 8 anos, sendo que os episódios semanais aconteciam diariamente. Obteve-se uma diversidade de expressões que auxiliaram o processo de elaboração do recurso com o G1000. O recurso de animação poderá contribuir como estratégia de abordagem clínica na incontinência urinária pelo profissional de saúde.

Palavras-chave: Incontinência Urinária, Mulheres, Imagem Tridimensional, Apoio Social

 

Efeitos da reabilitação precoce no desfecho da reabilitação pós-acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos e sua correlação com a gravidade do deficit neurológico inicial

Effects of early rehabilitation on the outcome of cerebro-vascular insult rehabilitation in women over 65 in correlation with initial neurological deficit gravity

Ljubica Nikcevic; Milan Savic; Nevenka Zaric; Dejan Nikolic; Aleksandra Plavsic; Natasa Mujovic

Acta Fisiátr.2007;14(4):237-241

Este trabalho visa examinar os efeitos da reabilitação precoce, a curto e longo prazo, no desfecho do acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos; estabelecer a correlação entre o impacto da gravidade do déficit neurológico na predição dos resultados do tratamento de Reabilitação e, ainda, investigar a possibilidade do acompanhamento de parâmetros individuais da Medição de Independência Funcional (MIF) na predição do desfecho da reabilitação do AVE. Atualmente, o AVE é a terceira maior causa de mortalidade na população mundial, bem como a maior causa de invalidez permanente. No cenário atual, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares - que antes eram tidas como exclusivas da população masculina - têm afetado também as mulheres. Por outro lado, observamos uma correlação linear entre o envelhecimento e a ocorrência destas doenças. Concluímos que a implantação do método de reabilitação precoce conduz a uma aceleração significativa do processo de tratamento e recuperação após o AVE em mulheres com mais de 65 anos. Concluímos também que certos parâmetros da MIF, por apresentarem o mesmo padrão de evolução, podem ser utilizados na predição da recuperação global do paciente.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, idoso, mulheres, reabilitação

 

Envelhecimento e dor crônica: um estudo sobre mulheres com fibromialgia

Aging and chronic pain: a study of women with fibromyalgia

Maria Angelica Schlickmann Pereira Hayar; Arlete Camargo de Melo Salimene; Ursula Margarida Karsch; Marta Imamura

Acta Fisiátr.2014;21(3):107-112

Objetivo: Desvendar o processo de envelhecimento de mulheres acometidas por fibromialgia e o impacto dessa patologia nos âmbitos físico, pessoal e social, agregado às alterações dele decorrentes. Método: O universo da pesquisa abrangeu 66 mulheres com diagnóstico clínico de fibromialgia, com idades entre 30 e 68 anos de idade, residentes em São Paulo/SP. Para a pesquisa qualitativa, foi selecionado, de forma aleatória, um grupo de quinze das 66 mulheres: cinco na faixa etária entre 30 e 49 anos, cinco entre 50 e 59 anos de idade e cinco de 60 anos e mais. Foram realizadas entrevistas individuais, gravadas e posteriormente transcritas na íntegra, com aplicação de instrumento semiestruturado elaborado pela autora. O instrumento buscou estimular os sujeitos a refletirem, a fim de possibilitar o acesso às representações sociais da dor, da doença o do envelhecimento com dor crônica. Como procedimento metodológico para tratamento dos dados da pesquisa qualitativa, foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultados: Os dados indicaram que há maior incidência da fibromialgia entre as mulheres idosas, mas o impacto na qualidade de vida medido pelo FIQ foi maior entre aquelas que estavam na meia idade (50 a 59 anos). Houve prevalência de mulheres com baixa escolaridade, mas constatou-se que o impacto da fibromialgia foi mais significativo em mulheres com escolaridade maior. A presença da religiosidade foi bem marcada neste grupo de sujeitos. Conclusão: O trabalho de atenção básica sob a Estratégia de Saúde da Família requer uma adequada abordagem da pessoa com uma doença crônica tão peculiar como a fibromialgia. Essa abordagem deve ser estendida aos idosos, respeitando o que preconiza a política de humanização do SUS numa perspectiva de promoção da saúde.

Palavras-chave: Envelhecimento, Doença Crônica, Fibromialgia, Mulheres, Gênero e Saúde

 

Escala salsa e grau de incapacidades da Organização Mundial de Saúde: avaliação da limitação de atividades e deficiência na hanseníase

SALSA scale and disability grading system of the World Health Organization: evaluation of physical activity limitations and disability of individuals treated for leprosy

Eliyara Ikehara; Susilene Maria Tonelli Nardi; Iracema Serrat Vergotti Ferrigno; Heloisa da Silveira Paro Pedro; Vânia Del'Arco Paschoal

Acta Fisiátr.2010;17(4):169-174

Verificar o grau de incapacidades da OMS (GI-OMS) e a limitação de atividades avaliada pela escala Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) pós-alta medicamentosa dos pacientes que tiveram hanseníase. Estudo transversal que incluiu pacientes tratados entre 2007 a 2009, em São José do Rio Preto-SP, Brasil. Utilizouse protocolo próprio para coletar dados gerais e clínicos, construído com base no Check List da Classificação Internacional Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. A deficiência foi medida pelo GI-OMS e a limitação de atividades pelo SALSA que tem variação de 10 a 80 e ponto de corte > 25. De 84 pessoas tratadas no período, 54(64,3%) foram entrevistadas, sendo 31(57,4%) homens, idade 53,8(dp16,3) e 33(61,2 %) possuía até 6 anos de educação formal. A forma clinica dimorfa predominou 17(32,1%), 21(38,9%) considerou sua saúde física "boa". A analise dos escores SALSA e variáveis estudadas resultou em significância aos que relataram lesão significante (valor-p=0,04), baixa renda familiar (valor-p=0,04), baixa escolaridade (valor-p=0,00), formas clínicas multibacilares (valor-p=0,01) e deficiências avaliadas pelo GI-OMS (valor-p=0,01). As limitações de atividades são freqüentes (57,4%), assim como as deficiências medidas pelo GI-OMS (68,5%), atingem as formas multibacilares, pessoas que relataram lesão significante, de baixa renda e escolaridade.

Palavras-chave: Hanseníase, Atividades Cotidianas, Epidemiologia, Morbidade, Classificação Internacional de Funcionalidades; Incapacidades e Saúde

 

Estudo sobre as alterações da função sexual em mulheres com lesão medular resistentes na cidade de Ribeirão Preto/SP

Study of sexual function alterations in women with spinal cord injuries in the city of Ribeirao Preto, state of Sao Paulo, Brazil

Paula Canova Sodré; Ana Cristina Mancussi e Faro

Acta Fisiátr.2008;15(3):149-155

É sabido que qualquer pessoa que sofreu algum dano na medula, além de comprometimento da sensibilidade, locomoção, funções intestinais e urinárias, independente da região lesionada, também acomete a função sexual. Cada pessoa reage de maneira diferente por mais semelhante que seja a lesão. O presente estudo exploratório, descritivo, transversal, aplicado de campo, de natureza quantitativa, foi realizado em três hospitais e duas clínicas de fisioterapia na cidade de Ribeirão Preto, SP, com a finalidade de conhecer as mulheres com lesão medular atendidas no período compreendido entre 1º de janeiro de 2000 a 31 de julho de 2004. A população foi composta por 81 mulheres. Deste total, foram excluídas 30 que não atenderam os critérios de inclusão, 12 delas com diagnósticos não relacionados à lesão medular, 11 não localizadas, seis que faleceram e uma que se recusou a participar da pesquisa. A faixa etária que predominou a lesão medular é dos 18 aos 37 anos (38%). Após a lesão, 27% permaneceram solteiras, 28% com seus companheiros, escolaridade nível de ensino fundamental (49%), analfabetismo (9%). Apresentaram etiologia traumática (100%), nível lombar (53%), seguido do cervical (27%), torácica (16%) e sacral (4%,). Das causas externas constatamos acidente automobilístico (29%), 12% de queda, em terceiro encontra-se o ferimento por arma de fogo (FAF), levantamento de peso, atropelamento e acidente de motocicleta 8% cada, mergulho em águas rasas e espancamento, com 2% cada, ferimento por arma branca (FAB), práticas de atividades esportivas e queda de objeto sobre a cabeça, práticas de esportes radicais, queda da própria altura somaram 16% das mulheres, e dentre estas mulheres 94% são idosas. Quanto à escala CSFQ, 90% da amostra apresenta disfunção sexual em relação à variável prazer, disfunção do orgasmo (90%) disfunção do desejo/freqüência (76%) e 72% disfunção do interesse sexual, excitação 92%. Neste estudo podemos confirmar que a paciente com lesão medular, apresenta complexidade e peculiaridades específicas. E que a escassez de estudos sobre sexualidade especificamente feminina da portadora de lesão medular, não oferece um cuidar específico que permeie as diferentes dimensões sociais, psicológicas e físicas, não assegurando um cuidado holístico e a continuidade deste cuidar em domicílio estabelecendo um processo de reabilitação sem qualidade.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, mulheres, sexualidade, reabilitação

 

Grupo de atividades de vida diária: influência do procedimento em pacientes adultos com acidente vascular encefálico isquêmico

Daily life activities group: the influence of the procedure in ischemic stroke adult patients

Camila Pontes Albuquerque; Eleanora Vitagliano; Juliana Yumi Yamada; Carem Fagundes; Rafael Eras Garcia; Rebeca Braga; Renata Cristina Verri Bezerra Carramenha; Sarah Monteiro dos Anjos; Milene Silva Ferreira; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(2):71-74

O acidente vascular encefálico (AVE) pode gerar seqüelas motoras acarretando dificuldades em vários aspectos funcionais da vida diária do indivíduo. O terapeuta ocupacional pode intervir com essa população, com o objetivo de diminuir as limitações adquiridas. Uma das modalidades de tratamento é o atendimento em grupo, em função da riqueza das trocas existentes no mesmo. Este estudo visou analisar os resultados do procedimento do grupo de Atividades de Vida Diária (AVDs) composto por pacientes com seqüelas de AVE isquêmico. Foram incluídos 10 sujeitos com seqüelas de AVE isquêmico, que participaram do grupo de AVDs, sendo os mesmos avaliados por meio da HAQ (Health Assessment Questionnaire) e da FAQ (Functional Activities Questionnaire), em dois momentos pré e pós intervenção. Para a análise dos dados foi utilizado o teste Wilcoxon com p < 0,05. Após análise de resultados pré e pós intervenção verificou-se diferença significativa para ambos os instrumentos de avaliação (HAQ p=0.001 e FAQ p=0,0117). O estudo mostrou a eficácia do procedimento - grupo de AVDs, composto por sujeitos com sequelas de AVE isquêmico em fase crônica, através da mensuração dos ganhos funcionais obtidos pela HAQ e FAQ. Estudos com um número maior de pacientes são necessários para uma maior generalização das conclusões.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

Impacto da hospitalização na independência funcional do idoso em tratamento clínico

The impact of hospitalization on functional independence of elderly in clinical units

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2005;12(2):55-60

O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a independência funcional de idosos hospitalizados em unidades de clínica médica. O estudo foi realizado em um hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi utilizado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) no momento da internação, durante o período de hospitalização, no momento da alta e um mês após a alta hospitalar. Foi possível observar uma diminuição nos valores da MIF total e seus domínios durante a hospitalização, quando comparado a admissão (média: 109,2±14,0), a alta (média: 97,8±19,4) e um mês após o retorno ao domicílio (média: 114,4±14,1), com diferença significativa (p<0,05)nos valores da MIF da alta hospitalar ao domicílio, e da admissão a alta hospitalar, na MIF total e nos seus domínios. Durante a internação, houve declínio dos escores das tarefas da MIF de autocuidado, de controle da urina, de transferência, de locomoção e de resolução de problemas. Conclusão: os resultados mostraram a ocorrência de declínio da independência funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.

Palavras-chave: idoso, hospitalização, independência funcional, medida de independência funcional, atividades de vida diária.

 

Impacto da mielopatia associada ao HTLV/paraparesia espástica tropical (TSP/HAM) nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1

Impact of HTLV-associated myelopathy/T tropical spastic paraparesis (HAM/TSP) on activities of daily living (ADL) in HTLV-1 infected patients

Isa de Jesus Coutinho; Bernardo Galvão-Castro; Juliana Lima; Camila Castello; Diego Eiter; Maria Fernanda Rios Grassi

Acta Fisiátr.2011;18(1):6-10

OBJETIVO: Descrever o desempenho nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1 com TSP/HAM e medir o impacto da doença sobre a qualidade de vida dos pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal. Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM acompanhados no Centro de HTLV da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Bahia, Brasil foram selecionados. O índice de independência funcional foi calculada usando o Health Assessment Questionnaire (HAQ). A qualidade de vida foi avaliada incluindo a capacidade funcional, dor e aspecto físico, utilizando do Short-Form Health Survey (SF-36).
RESULTADOS: Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM foram avaliados: a idade média foi de 48,9 ± 11,4 anos, e 57 (78,1%) eram mulheres. A duração da doença TSP/HAM foi de 10 a 37 anos em 50,7% dos pacientes. Trinta e seis pacientes (49,3%) necessitavam de ajuda de suportes para andar. As pontuações mais baixas no desempenho das AVD foram observadas entre as mulheres e se referiam à locomoção e à mobilidade / (98,2%), ao vestuário (73,7%) e ao autocuidado (57,9%). O escore de qualidade de vida para o aspecto físico foi 24,2 e o da capacidade funcional foi 27,1. A média de dor foi 41,7.
CONCLUSÃO: A TSP/HAM afeta negativamente a qualidade de vida e o desempenho nas AVD dos pacientes. Dispositivos de tecnologia assistiva devem ser usados para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Paraparesia Espástica Tropical, Virus Linfotrópico de Células T Humanas Tipo 1, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica através da WHODAS

Assessment of patients with functional chronic obstructive pulmonary disease through WHODAS

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Abíllio Costa Pinto Neto; Balbino Rival Ventura Nepomuceno Júnior; Helena Pereira Teixeira; César Diniz Silveira; Adelmir Souza-Machado

Acta Fisiátr.2016;23(3):125-129

A mensuração das Atividades de vida diária (AVD's) nos paciente com DPOC é um instrumento comumente empregado e amparado pela Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF). Objetivo: Avaliar a incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) através do World Health Organization Disabilty Assessment Schedule (WHODAS). Métodos: Trata de estudo transversal que avaliou 24 pacientes no início de um programa de reabilitação pulmonar com o questionário WHODAS 2.0. A análise estatística foi descritiva e inferencial com análise do coeficiente de correlação de Spearman com nível de significância de 5%. Resultados: Os dados obtidos com as pontuações totais de domínios e das escalas na avaliação dos pacientes foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. Os pacientes apresentaram leve incapacidade funcional. O escore total WHODAS 2.0 foi maior nos menores de 60 anos (35,3 ± 16 vs 14,4 ± 8,6; p = 0,05) e no sexo masculino (12,1 ± 6,7 vs 25,2 ± 15,1; p = 0,03) apresentando maior incapacidade. Houve também correlação entre o domínio "atividades diárias" com o domínio "participação" (r = 0,771; p < 0,001). Conclusão: Foi possível concluir que O WHODAS 2.0 demonstrou-se como um instrumento viável para a avaliação da incapacidade na atividades de vida diária (AVD's) do paciente com DPOC. A mesma revelou que pacientes comunitários fora da crise, apresentam moderada a leve dificuldade desde a mobilidade até sua participação social.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Atividades Cotidianas, Modalidades de Fisioterapia, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Independência funcional de pacientes com lesão medular

Funcitional Independence of spinal cord injured patients

Marcelo Riberto; Paulo Potiguara Novazzi Pinto; Hatsue Sakamoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(2):61-66

Conhecer a apresentação dos pacientes com lesão medular em termos de independência funcional permite aos serviços de reabilitação estruturarem-se para atenderem às demandas dessa população de forma mais eficiente. Com o objetivo de descrever tal padrão de funcionalidade, 150 relatórios de alta de pacientes com lesão medular de dois centros de reabilitação no período de 2000 a 2003 foram consultados para obtenção de dados clínicos, demográficos e da medida de independência funcional. Homens corresponderam a 72% da amostra, com média de idade de 33,8 ± 14,2 anos, sendo 21,3% dos casos devido a lesões não-traumáticas. Entre as lesões traumáticas, 30,5% em nível cervical, 52,5% torácicas e 17% lombares. O período médio de lesão foi de 22,6 ± 46,7 meses. No início do programa de reabilitação, Escadas (11,2%) e Vestir a metade inferior do corpo (24%) foram as tarefas nas quais menos pacientes apresentavam independência funcional, enquanto Alimentação (68,4%) e Higiene pessoal (51,6%) apresentaram maior independência. O período decorrido desde a instalação da lesão esteve diretamente associado a ao valor da MIF motora no início da reabilitação, confirmando a impressão clinica de que mesmo sem a orientação profissional os pacientes com lesão medular desenvolvem algum grau de independência funcional em virtude das necessidades enfrentadas no dia-a-dia. O atendimento de reabilitação ao paciente com lesão medular deve ser o mais precoce possível a fim de propiciar a aquisição de melhor desempenho em menor tempo e de formas mais apropriadas, pois por vezes a independência atingida faz-se às custas de comprometimento de segurança ou maior custo energético.

Palavras-chave: Lesão medular, incapacidade, independência funcional, reabilitação, atividades de vida diária.

 

Limiar de tolerância de dor à pressão, estilo de vida, força muscular e capacidade funcional em idosas com sarcopenia

Pressure pain threshold, lifestyle, muscle strength and functional capacity in elderly women with sarcopenia

Alessandra Rodrigues Souto Lima; Leslie Andrews Portes; Natália Cristina de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(2):73-77

Objetivo: Avaliar o impacto desta condição sobre a força muscular, capacidade funcional, estilo de vida e limiar de tolerância de dor à pressão. Métodos: Idosas consideradas saudáveis (n = 75) de 60 a 75 anos (66,8 ± 4,6 anos) foram estudadas em um desenho observacional e transversal. Foram excluídas as que apresentavam dor maior do que 4 na Escala Visual Analógica (EVA) e que utilizavam medicação analgésica e/ou anti-inflamatória. A composição corporal e a presença de sarcopenia foram avaliadas por meio de impedância bioelétrica. Foram constituídos dois grupos: CO - grupo controle (n = 51) e SARC - grupo sarcopenia (n = 24, índice de massa muscular menor que 6,86 kg/m2). Resultados: A capacidade funcional foi determinada pelo Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6min), e a força de preensão manual e de flexão dos cotovelos por dinamometria. O estilo de vida foi avaliado pelo questionário FANTASTICO. O limitar de tolerância à dor foi determinado por algometria. Os dados foram analisados por meio do teste t de Student (p < 0,05). CO e SARC não diferiram quanto à idade, percentual de gordura corporal, estilo de vida, TC6min, força de flexão dos cotovelos e em praticamente todos os pontos analisados pela algometria. Entretanto, foram verificadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos em relação à força de preensão manual e na algometria da inserção direita do bíceps braquial. Conclusão: Idosas com significante redução de massa muscular não exibem prejuízos em relação à funcionalidade e sensação de dor muscular e tendínea, provavelmente por uma condição pré-sarcopênica.

Palavras-chave: Envelhecimento, Força Muscular, Aptidão Física, Limiar da Dor, Sarcopenia

 

Maior índice de massa corporal e menor circunferência da cintura estão associados com maior desempenho físico (SPPB) somente em idosas dinapênicas

Higher body mass index and lower waist circumference are associated to higher physical performance (SPPB) solely in dynapenic elderly women

Bruno Teodoro Biloria; Ana Alice Neves da Costa; Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Anselmo Alves de Oliveira; Paulo Ricardo Prado Nunes; Darlene Mara dos Santos Tavares; Erick Prado de Oliveira; Fábio Lera Orsatti

Acta Fisiátr.2017;24(1):22-26

A limitação na capacidade física, definida como dificuldades em realizar tarefas físicas, é crítica para independência funcional de idosos. A capacidade física limitada é associada fortemente com o aumento de quedas, hospitalizações, doenças cardíacas e cerebrovasculares e mortalidade em idosos. O impacto do status da massa corporal e da baixa força muscular (dinapenia) sobre a capacidade física de idosos é bem documentado. Contudo, a interação desses fatores (força muscular e status da massa corporal) sobre a capacidade física de idosos ainda não é clara. Objetivo: Verificar o poder preditivo do índice de massa corpórea (IMC) associada com a circunferência da cintura (CC) na capacidade física de mulheres idosas com ou sem dinapenia (baixa força muscular). Método: Foram avaliadas 142 idosas atendidas na especialidade de Geriatria e Gerontologia. Foram realizadas as seguintes medidas: antropométricas (IMC e CC), força de preensão manual (FPM) e capacidade física (SPPB). As idosas foram classificadas em dinapênicas (FPM < 20 kg) ou não dinapênicas (FPM ≥ 20 kg). Resultados: A análise de regressão linear múltipla indicou que o IMC e a CC, analisados separadamente, não se associaram com SPPB em nenhum dos grupos. Porém, quando analisados concomitantemente, o IMC (associação positiva) e a CC (associação negativa) foram significantemente associados com SPPB somente no grupo dinapenia. Conclusão: Os principais achados deste estudo sugerem que a CC e IMC aplicados conjuntamente, mas não separados, são preditores da capacidade física em mulheres idosas com dinapenia. Esses resultados são importantes para a prática ambulatorial devido à fácil aplicabilidade e baixo custo das medidas.

Palavras-chave: Sarcopenia, Mulheres, Atividades Cotidianas, Força da Mão

 

Medo do idoso em sofrer quedas recorrentes: a marcha como fator determinante da independência funcional

Fear among the elderly of suffering recurring falls: the gait as a determining factor of functional independence

Adriana Arruda Barbosa Rezende; Iris Lima e Silva; Fabrício Bruno Cardoso; Heron Beresford

Acta Fisiátr.2010;17(3):117-121

As quedas trazem repercussões psicológicas, como o medo de cair, podendo desencadear prejuízos consideráveis na autonomia do idoso. O objetivo deste estudo, efetuado com 60 idosas, sedentárias, com idades entre 68 e 70 anos, com relatos de quedas, cadastradas no Programa "Idoso Feliz" na cidade do Rio de Janeiro/RJ, foi identificar o medo de sofrer quedas recidivantes no relato de pessoas idosas. Inicialmente foi feito um questionamento acerca da ocorrência de quedas no grupo participante da pesquisa. Em seguida, uma entrevista por meio da Falls Efficacy Scale-International-Brasil para avaliar o grupo com relação à preocupação em cair durante a prática de 16 atividades diárias. Foi também avaliado o perfil da marcha dinâmica utilizando-se o teste de Índice de Marcha Dinâmica. O tratamento estatístico se concentrou na análise descritiva por meio da estimativa de medidas de localização (mínimo, máximo e média) e medidas percentuais e os resultados mostraram que a freqüência das quedas aumentou proporcionalmente com a idade. Em relação à preocupação das idosas em cair, 40,11% não referiu preocupação, 30% relatou um pouco de preocupação, 25,33% moderada preocupação e 4,6% muita preocupação. As atividades para as quais se mostraram mais preocupadas foram: tomar banho, andar em superfícies escorregadias ou irregulares, andar em um local onde haja multidão e sair para eventos sociais. Na avaliação do índice de marcha dinâmica a maioria da população teve um resultado considerado preditivo de quedas, já que todas as idosas perfizeram menos que 19 pontos. Pôde-se concluir que a maioria da população investigada apresentou preocupação, mesmo que pouca ou moderada, em sofrer quedas recorrentes na prática de atividades da vida diária, atividades físicas e atividades sociais, especialmente quando estas requerem força muscular e equilíbrio. Isto pode ser justificado, em parte, pelo insatisfatório índice da marcha dinâmica detectado, o que faz subentender-se a presença de anormalidades naquela função biomecânica.

Palavras-chave: Idoso, Acidentes por Quedas, Marcha, Atividades Cotidianas

 

Nível de independência funcional de pacientes após acidente vascular cerebral atendidos por equipe multiprofissional em uma unidade de reabilitação

Level of functional independence of patients after stroke assisted by a multidisciplinary team in a rehabilitation unit

Karina Ayumi Martins Utida; Adriane Pires Batiston; Laís Alves de Souza

Acta Fisiátr.2016;23(3):107-112

Objetivo: Analisar a recuperação funcional de pacientes após AVC atendidos por equipe multiprofissional em uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e identificar fatores associados aos ganhos de funcionalidade. Métodos: Trata-se de estudo transversal com dados secundários de 34 pacientes atendidos no período de um ano em unidade de reabilitação, em que a atuação da equipe se dá em caráter integral e de forma humanizada, visando promover ganhos de funcionalidade e resgate da autonomia. Foram investigados os prontuários quanto aos dados sociodemográficos, hábitos de vida, tipo de AVC, tempo de internação e nível de independência funcional de admissão e alta, com base no Índice de Barthel. Resultados: A maior parte dos pacientes, na admissão, apresentava dependência total ou grave (55,9%), e na alta, a maior parte dos pacientes apresentava dependência leve ou independência total (55,9%). Em relação à dependência total, houve uma diminuição significativa no percentual de pacientes com esse grau de dependência (p < 0,001). Não houve relação entre o ganho de funcionalidade e as variáveis estudadas. Conclusão: Os resultados mostraram que o programa de reabilitação proposto trouxe um desfecho positivo sobre a funcionalidade e que os ganhos de funcionalidade não apresentaram associação com as variáveis estudadas.

Palavras-chave: Assistência Integral à Saúde, Acidente Vascular Cerebral, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

O impacto da cifose congênita nas habilidades de autocuidado na mielomeningocele de nível torácico

The impact of congenital kyphosis on self-care skills in patients with thoracic myelomeningocele

Daniel Marinho Cezar da Cruz; Mariane Aparecida Almenara Maricato Martins; Aline Stoeterau Navarro; Ana Luiza Console Andreotti; Maria Cristina de Oliveira

Acta Fisiátr.2011;18(3):107-111

Este estudo teve por objetivos: comparar o desempenho no autocuidado de crianças com mielomeningocele em relação ao de crianças típicas, identificar o impacto da cifose congênita nesta área e investigar possíveis correlações entre as tarefas de autocuidado pesquisadas.
MÉTODOS E RESULTADOS: A amostra foi composta de 30 crianças com mielomeningocele divididas em 2 grupos (com e sem cifose congênita) com média de idade 54,73 meses. Os dados foram coletados através da versão brasileira do Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade. Os resultados indicaram déficit funcional em todas as crianças (escore<30) e diferenças significativas entre os grupos (p<0,01) com pontuações inferiores na presença de cifose nas tarefas de higiene oral, banho, fechos, entre outras. A análise inter-itens indicou que, para esta amostra, há associação entre algumas das tarefas de autocuidado com baixa pontuação.
CONCLUSÃO: A mielomeningocele repercute em atraso funcional, e este é maior quando acompanhado de cifose congênita. Este tipo de informação é essencial para o planejamento de programas de reabilitação com enfoque para a independência dessas crianças nas atividades da vida diária.

Palavras-chave: Meningomielocele, Cifose, Autocuidado, Atividades Cotidianas, Análise e Desempenho de Tarefas

 

Preditores de independência funcional em idosos portadores de insuficiência cardíaca

Predictors of functional independence in elderly patients with heart failure

Fátima Ayres de Araújo Scattolin; Roberta Cunha Rodrigues Colombo; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(4):219-225

OBJETIVO: Identificar preditores da independência funcional em idosos portadores de Insuficiência Cardíaca (IC).
MÉTODO: Estudo exploratório, descritivo, transversal, de campo e correlacional do qual participaram 146 idosos com IC em tratamento ambulatorial em dois serviços de referência do Estado de São Paulo. Para a coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos: Caracterização Sociodemográfica e Clínica e a Medida de Independência Funcional (MIF). Foram realizadas análises estatísticas descritivas, de comparação (Teste de Kruskal-Wallis) e Análise de Regressão Univariada e Múltipla.
RESULTADOS: Houve distribuição homogênea entre os sexos, sendo 52,0% homens, idade média de 68,6 (±6,9) anos, com 3,4 (±2,8) anos de estudo. A caracterização clínica evidenciou idosos com média de 3,9 (±1,7) co-morbidades, sintomáticos, com média de 3,5 (±1,4) sintomas, com predominância das CF-NYHA I e II e com FEVE rebaixada (67,0%) - média de 0,46 (±0,17). Foram constatados escores médios elevados na MIF indicando independência funcional nos idosos estudados. A comparação entre escores da MIF e CF-NYHA evidenciou que a MIF diminuiu na medida em que houve progressão da CF-NYHA. A análise de regressão múltipla mostrou que as variáveis CF-NYHA, escolaridade e idade > 80 anos foram preditoras da MIF no idoso com IC, explicando 35,0% da variabilidade da MIF.
CONCLUSÃO: As variáveis, CF-NYHA, idade superior a 80 anos e maior nível de escolaridade foram preditoras da independência funcional, o que aponta para a relevância de intervenções que privilegiem a detecção e/ ou controle de perdas funcionais advindas da senescência, bem como a manutenção do status funcional no idoso com IC.

Palavras-chave: cardiopatias, idoso, atividades cotidianas

 

Prevalência de incontinência urinária entre idosos institucionalizados e sua relação com o estado mental, independência funcional e comorbidades associadas

Prevalence of urinary incontinence among institutionalized elderly and its relationship to mental state, functional independence, and associated comorbidities

Layse Biz de Quadros; Alessandra Aguiar; Alessandra Vieira Menezes; Elysama Fernandes Alves; Tatyana Nery; Poliana Penasso Bezerra

Acta Fisiátr.2015;22(3):130-134

Incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina pela uretra podendo causar diversos problemas sociais e higiênicos, além de alterações que comprometem o convívio social como depressão, vergonha e isolamento, tendo maior prevalência nas mulheres do que nos homens. Objetivos: Determinar a prevalência de incontinência urinária em uma amostra de idosos institucionalizados e analisar sua relação com características sociodemográficas, comorbidades associadas, função cognitiva e independência funcional. Métodos: Estudo transversal, descritivo e exploratório. Participaram 27 idosos que atenderam aos critérios de inclusão, de ambos os sexos, residentes em uma instituição de longa permanência. Prevalência foi determinada pela porcentagem de idosos que apresentaram incontinência urinária; características sociodemográficas e comorbidades avaliadas através de uma ficha de anamnese padrão, revisados com os dados dos prontuários; função cognitiva avaliada através do Mini-Exame do Estado Mental e independência funcional através da escala de Barthel modificada. Comparação entre grupos - teste t de Student e associações - teste do qui-quadrado. Resultados: Nove idosos (33,33%) apresentaram incontinência urinária. Houve associação entre sexo e incontinência urinária, com prevalência maior para o sexo feminino (p = 0,029). A incontinência urinária possui associação com a baixa escolaridade (p = 0,014), o tempo de admissão na instituição (p = 0,004), classificação funcional (p = 0,003) e déficit cognitivo (p = 0,001). Conclusão: Incontinência urinária é frequente em idosos residentes em instituições de longa permanência, com maior prevalência no sexo feminino, havendo relação com a baixa escolaridade, maior tempo de admissão, maior dependência na realização das atividades e pior déficit cognitivo.

Palavras-chave: Idoso, Institucionalização, Cognição, Incontinência Urinária, Atividades Cotidianas

 

Prevalência de queixas urinárias e o impacto destas na qualidade de vida de mulheres integrantes de grupos de atividade física

Prevalence of urinary complaints and their impact on the quality of life of women that participate in physical activity groups

Flávio Afonso Gonçalves Mourão; Luciana Napoleão Lopes; Natália de Paula Carneiro Vasconcellos; Maria Beatriz Alvarenga de Almeida

Acta Fisiátr.2008;15(3):170-175

INTRODUÇÃO: A Sociedade Internacional de Continência define incontinência urinária como qualquer perda de urina relatada pelo paciente. É uma condição que afeta a população mundial, principalmente feminina, levando a diversas implicações. O objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de queixas urinárias e o impacto destas na qualidade de vida das mulheres, integrantes de grupos de atividade física.
MÉTODOS: Participaram do estudo 50 mulheres, com idade a partir de 40 anos, participantes de grupos de atividade física conduzidos pela Fisioterapia em um Centro de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. As voluntárias foram submetidas a uma anamnese uroginecológica, e aquelas que apresentaram queixas urinárias nos últimos meses responderam o questionário "King's Health Questionnaire" para avaliação da qualidade de vida.
RESULTADOS: A prevalência de mulheres com queixas urinárias foi de 42%. Os sintomas mais predominantes foram: urgência (95,24%), freqüência (90,48%), incontinência de esforço (85,71%) e noctúria (80,95%). Quanto à intensidade, os sintomas de urge-incontinência (49%) e urgência (46%) apresentaram os maiores índices. De acordo com a análise dos domínios, o impacto da incontinência (53,96 ± 26,83) sobressalta-se quando comparado a outros resultados, seguido pelo domínio medidas de gravidade (43,78 ± 23,01).
CONCLUSÃO: A população estudada apresentou elevada prevalência de queixas urinárias e o impacto da qualidade de vida encontrado não descarta a influência negativa do quadro patológico.

Palavras-chave: incontinência urinária, mulheres, qualidade de vida

 

Relações entre bem-estar subjetivo e mobilidade e independência funcional por função de grupo de faixas etárias e de gêneros em idosos

Relationships between subjective well-being, mobility, and independence as a function of age bracket and gender among the elderly

Giovana Sposito; Maria José D'Elboux Diogo; Fernanda Aparecida Cintra; Anita Liberalesso Neri; Maria Elena Guariento; Maria da Luz Rosário de Sousa

Acta Fisiátr.2010;17(3):103-108

Este estudo teve como objetivo investigar as associações de bemestar subjetivo, a independência nas atividades cotidianas e as medidas de mobilidade e flexibilidade de membros inferiores em idosos em acompanhamento ambulatorial, em relação a grupos etários e de gêneros. Foram avaliados 125 idosos de ambos os gêneros com idade igual ou superior a 60 anos. Os instrumentos utilizados foram: Medida da Independência Funcional (MIF) para avaliar as atividades cotidianas, Short Physical Performance Battery (SPPB) para o desempenho físico, Bem-estar Subjetivo (BES) para satisfação com a vida. Os resultados revelaram que mulheres têm pior desempenho físico e menor independência funcional do que os homens. Os idosos mais velhos tiveram pior pontuação no desempenho físico e são mais dependentes nas atividades de vida diária que os idosos mais jovens. Entretanto eles são mais satisfeitos com vida do que os demais. Os resultados sugerem que indivíduos mais velhos e mulheres têm maior limitação funcional. Entretanto os idosos mais velhos apresentam maior satisfação com a vida.

Palavras-chave: Idoso, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Resultados do core set da CIF de dor crônica generalizada em mulheres com fibromialgia no Brasil

Results of the ICF core sets for chronic widespread pain in women with fibromyalgia in Brazil

Marcelo Riberto; Thais Rodrigues Pato Saron; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2008;15(1):6-12

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde para uniformizar a terminologia usada para descrever as situações incapacitantes. O core set da CIF para dor crônica generalizada (DCG) é um recurso derivado da CIF que sistematiza e agiliza a descrição da funcionalidade das pessoas com DCG, com o objetivo de fornecer informações para relatórios de saúde pública e para orientação de intervenções de reabilitação. Este estudo objetivou a descrição dos resultados da aplicação do core set da CIF para DCG em uma amostra de 29 pacientes com fibromialgia que terminaram o programa de reabilitação multidisciplinar. As categorias do core set nas quais 30% ou mais dos pacientes fossem considerados sem problema foram classificadas como "não relevantes" para a descrição da funcionalidade das pessoas com essa condição de saúde. Ao todo, 58,2% das categorias do core set foram classificadas como "não relevantes", correspondendo a 43,5% das funções corpóreas, 51,8% das atividades e participações e 68,8% dos fatores ambientais. Esses achados podem ter sido fortemente influenciados pelo fato de os pacientes serem pré-selecionados para a participação em atividades em grupo, o que pressupõe melhores condições emocionais e de relacionamento interpessoal. O fato de estarem ao final de um programa terapêutico com atividades de psicoterapia em grupo e condicionamento físico também pode ter favorecido o desempenho nas funções e atividades psicológicas e de relacionamento, assim como em várias atividades físicas. Apesar desses achados apontarem desfavoravelmente para a validação do core set da CIF para DCG, as características da amostra estudada não permitem a sua generalização.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fibromialgia, dor, mulheres, Brasil

 

Variação da independência funcional em idosos hospitalizados relacionada a variáveis sociais e de saúde

Variation in functional independence in hospitalized elderly related to social and health variables

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(3):164-169

O processo de envelhecimento, as doenças crônicas não transmissíveis e as hospitalizações podem causar declínio funcional em idosos. Alguns fatores podem potencializar esse comprometimento funcional como gênero, número de internações, presença de acompanhante e medicações em uso.
OBJETIVO: Identificar a variação da capacidade funcional em idosos no decorrer da hospitalização e relacionar a diferença com variáveis sociais e de saúde.
MÉTODO: Estudo realizado no hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi aplicado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) na internação, durante a hospitalização, na alta e um mês após retorno ao domicílio. Foi calculada a variação dos valores da MIF dos momentos de avaliação, expressados por meio de deltas, e a correlação com as variáveis: gênero, internação anterior, presença de acompanhante e medicações.
RESULTADOS: Houve diferença significativa nos deltas relacionados ao período de alta hospitalar e retorno no domicílio (p=0,0010), e ao período da admissão a alta hospitalar (p<0,0001), na MIF total e nos seus domínios, demonstrando declínio funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.O gênero, internações anteriores e presença de acompanhante não influenciaram significativamente a capacidade funcional dos idosos hospitalizados, contudo o aumento do número de medicações prescritas entre a admissão e a alta apresentou uma correlação moderada (r=0,5059) e muito significativa (p=0,0071) com o declínio funcional nesse período.
CONCLUSÃO: Observou-se um declínio funcional nos idosos hospitalizados, sendo mais significativa nos idosos que tiveram aumento no número de medicações prescritas durante a hospitalização.

Palavras-chave: avaliação da deficiência, hospitalização, idoso, qualidade de vida, atividades cotidianas

 

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