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Abordagem clínica e eletrofisiológica em neuropatías periféricas

José A. Garbino

Acta Fisiátr.1998;5(1):11-17

O autor pontua aspectos cruciais ao eletrofisiologista e ao clínico quanto ao diagnóstico das Neuropatias Periféricas. Relaciona achados clínicos aos eletrofisiológicos e à fisiopatologia do nervo periférico. O autor também apresenta soluções de diagnóstico específicas a problemas selecionados de interesse ao eletrofisiologista.

Palavras-chave: Estudos da condução nervosa, Eletromiografia, Resposta simpático-cutánea, Neuropatias periféricas.

 

Análise da ativação neuromuscular do vasto medial oblíquo e vasto lateral com o uso da bandagem funcional

Analysis of neuromuscular activation of the vastus medialis obliquus and vastus lateralis with the use of functional taping

Andrielle Elaine Capote; Sibele de Andrade Melo Knaut; Rina Márcia Magnani; Walkyria Vilas Boas Fernande; Lyonn Jean Carneiro; Miriam Hatsue Takemoto

Acta Fisiátr.2014;21(1):11-15

Alterações musculares e anatômicas são em sua maioria responsáveis pela síndrome patelofemoral (SDPF). Sabendo que a musculatura do quadríceps é de grande importância na estabilização da patela, questiona-se como o músculo Vasto Medial Oblíquo (VMO) influencia na estabilização patelar evitando a SDPF. Muitos pesquisadores tem investigado o uso da bandagem funcional como meio de ativação muscular.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar o uso da bandagem como meio de ativação do VMO no exercício de agachamento.
MÉTODO: A atividade dos músculos VMO e Vasto lateral (VL) foi avaliada através de eletromiografia durante o agachamento com adução e o agachamento com o uso de bandagem. A amostra composta por 39 indivíduos foi dividida em quatro grupos: indivíduos do sexo masculino sedentários e atletas, e indivíduos do sexo feminino sedentárias e atletas.
RESULTADOS: Embora tenha sido encontrada uma maior ativação do VMO em relação ao VL, com a presente metodologia e variáveis estudadas, não foi possível demonstrar diferença estatística entre os grupos nos agachamentos com e sem o uso da bandagem. No entanto, é importante ressaltar que a ausência de diferença na ativação do VMO durante o agachamento com adução e com bandagem sugerem um efeito positivo e facilitador da bandagem na ativação muscular. Este resultado é muito importante no tratamento de lesões agudas onde o movimento ativo está limitado.
CONCLUSÃO: Sugere-se a execução de novos estudos aonde outros parâmetros da eletromiografia e estimulação reflexa sejam abordados, a fim de investigar o real papel da bandagem funcional na ativação muscular.

Palavras-chave: Atletas, Síndrome da Dor Patelofemoral, Músculo Quadríceps, Eletromiografia, Reabilitação

 

Análise do ritmo lombar e pélvico durante a flexoextensão da coluna vertebral em duas condições de simulação de levantamento de carga em policiais militares saudáveis

Analysis of the lumbar and pelvic rhythm during trunk flexion-extension in two load lifting conditions simulated in healthy policemen

Claudia de Oliveira e Silva; Linamara Rizzo Battistella; Christiane Akie Kavamoto; José Augusto Fernandes Lopes; Jeane Cintra Peixoto de Vasconcelos

Acta Fisiátr.2004;11(3):117-124

O objetivo deste estudo foi correlacionar a atividade muscular e cinemática do movimento lombar e pélvico durante a flexo-extensão da coluna lombar em duas condições diferentes: com joelhos estendidos e flexionados (durante o agachamento).
CASUÍSTICA E MÉTODOS: trinta e seis policiais militares jovens do sexo masculino do Regimento de Cavalaria da Policia Militar de São Paulo foram recrutados, porém apenas dezenove voluntários (22,9 ± 2,3 anos) preenchiam os critérios de inclusão de ausência de história de dor lombar e ou deformidades na coluna vertebral. Foram realizadas análises tridimensionais com marcadores retro-refletivos nas apófises espinhosas de L1, L3 e S1, espinhas ilíacas ântero-superiores, trocânteres maiores, fulcros laterais dos joelhos e maléolos laterais, de ambos os movimentos acima combinados, além da eletromiografia dinâmica de superfície dos músculos extensores lombares, isquiotibiais, retos abdominais e retos anteriores da coxa.
RESULTADOS: durante os movimentos com os joelhos estendidos, a atividade dos músculos extensores lombares foi sincronizada com os isquiotibiais e alternou com os retos abdominais. Ocorreu contração dos músculos reto abdominal em 15 indivíduos durante o final da flexão do tronco, enquanto que em quatro não houve atividade destes músculos. A atividade dos extensores lombares decresceu até cessar antes do término da flexão total. O agachamento revelou a substituição do padrão de ativação de dupla onda pela atividade contínua dos músculos extensores lombares.
DISCUSSÃO: variações intra e interindivíduos foram observadas e podem influenciar nos exames. Nossos resultados refletiram as diferenças no padrão de ativação muscular no ritmo lombar pélvico nas 2 diferentes condições estudadas.
CONCLUSÃO: o ritmo lombar-pélvico esteve presente nos dois movimentos estudados com participação ativa dos músculos isquiotibiais e paraespinhais

Palavras-chave: biomecânica; cinemática; coluna vertebral; eletromiografia; região lombossacra.

 

Avaliação do comprometimento neurológico e da prevalência da síndrome do túnel do carpo em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2

Evaluation of the neurological involvement and prevalence of the carpal tunnel syndrome in patients with type-2 diabetes mellitus

Lucia Helana Camargo Marciano; Vilnei Mattioli Leite; Pola Maria Poli de Araújo; José Antonio Garbino

Acta Fisiátr.2007;14(3):134-141

OBJETIVO: Determinar a freqüência da síndrome do túnel do carpo (STC) em pacientes diabéticos tipo 2, verificar se está associada com a neuropatia diabética (ND) e identificar formas de evidenciar ambas com o exame dos membros superiores.
MÉTODO: Os pacientes foram submetidos à anamnese, levantamento das queixas, avaliação da sensibilidade tátil e vibratória, estudo da condução nervosa sensitiva e motora (ECSM) e teste de Phalen (TPH). Considerou-se como critério diagnóstico de STC isolada: presença de alterações no ECSM, queixas de parestesias na área do nervo mediano e ausência de alterações sensitivas ou motoras na área do nervo ulnar e nas extremidades inferiores.
RESULTADOS: Entre os 94 pacientes estudados, 60 apresentaram parestesias. O ECSM detectou alteração em 88 pacientes e foi o que apresentou maior sensibilidade. No teste de discriminação de dois pontos estáticos (D2PE) observou-se alteração em 47 pacientes e, com os monofilamentos de Semmes-Weinstein, em 11. Com o bioestesiômetro, detectou-se alteração em 72 pacientes e, com o diapasão, em 4. A positividade do TPH ocorreu em 33 pacientes. Na correlação dos resultados observou-se que 92/94 pacientes apresentaram alteração nervosa, 11 no nervo mediano e 81 combinada nos nervos mediano e ulnar. Somente quatro apresentaram STC sem neuropatia subjacente.
CONCLUSÃO: Os instrumentos mais sensíveis foram o bioestesiômetro e o D2PE. O exame neurofisiológico demonstrou a presença de neuropatia subjacente à STC. Apresentaram critérios clínicos e neurofisiológico para STC 31,91% dos pacientes: 27,66% com sinais de neuropatia subjacente e 4,25% sem neuropatia diabética. Os critérios clínicos devem ser considerados com preponderância sobre os demais testes e o neurofisiológico para se caracterizar a síndrome do carpo no paciente diabético.

Palavras-chave: diabetes mellitus tipo 2, síndrome do túnel carpal, neuropatias diabéticas, condução nervosa

 

Biofeedback eletromiográfico e parâmetros da dinamometria isocinética de joelho e tornozelo de jogadores de futebol amador

Electromyographic biofeedback and parameters of isokinetic dynamometry of knee and and ankle in amateur soccer players

Carina Elias Baron; Leonardo Luiz Barretti Secchi; Júlia Maria D´Andréa Greve; Vasthi Oliveira de Lima; Viviane Ribeiro Carvalho

Acta Fisiátr.2010;17(4):159-163

INTRODUÇÃO: A eletromiografia tem sido utilizada para avaliar o controle voluntário da atividade muscular. Dentre as técnicas destaca-se o biofeedback eletromiográfico como facilitador do aprendizado neuromotor, inclusive na prática esportiva.
OBJETIVO: Analisar o efeito do biofeedback eletromiográfico nos parâmetros isocinéticos dos flexores e extensores do joelho e inversores e eversores do tornozelo em jogadores de futebol amador.
CASUÍSTICA: 14 atletas de futebol amador do gênero masculino randomizados em dois grupos: Grupo Treino (GT) - sete atletas, idade de 23 ± 2 (22 e 28) anos, massa corpórea 75,7 ± 4,0(72 e 80) kg , estatura 182 ± 4 (176 e 188) cm e Grupo Controle (GC) - sete atletas com idade 24 ± 2 (21 e 28) anos, massa corpórea 72,3± 9,4 (59 e 79) kg, estatura 175± 5 (169 e 180) cm.
MÉTODO: Todos os atletas foram avaliados por um protocolo clínico: anamnese, incidência de lesões e escala visual análoga de dor e foram submetidos à dinamometria isocinética dos inversores e eversores do tornozelo e flexores e extensores do joelho. O GT realizou 12 sessões de biofeedback eletromiográfico, uma vez por semana. No final das sessões, todos os atletas foram reavaliados.
RESULTADOS: Na velocidade de 30º/ seg., o pico de torque 0,18 segundos (PT 0,18s) dos eversores do tornozelo foi maior no GT e no joelho, na velocidade de 60º/seg. o PT 0,18s dos flexores de joelho foram maiores no GT.
CONCLUSÃO: O biofeedback eletromiográfico melhorou os parâmetros isocinéticos dos jogadores de futebol amador.

Palavras-chave: Atletas, Eletromiografia, Amplitude de Movimento Articular, Joelho

 

Características biomecânicas da articulação escapulotorácica no retorno da elevação dos membros superiores: uma revisão da literatura

Biomechanical characteristics of the scapulothoracic joint while lowering the arms: a literature review

Eva Guedes Cota; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

Acta Fisiátr.2011;18(2):83-90

Observações clínicas indicam que os indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro descrevem o movimento de retorno da elevação dos membros superiores (MMSS) como mais doloroso que a elevação. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre as características biomecânicas da articulação escapulotorácica no retorno da elevação dos MMSS em indivíduos saudáveis e com disfunções no complexo articular do ombro. Para isso, foram realizadas pesquisas nas bases de dados MedLine (PubMed), LILACS, Scielo e PEDRo seguida de busca manual e, após análise de um total de 232 estudos encontrados, 14 foram selecionados por atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Desses, oito investigaram características cinemáticas, seis características eletromiográficas, sendo que dois estudos investigaram as duas características associadas e apenas dois apresentaram resultados relacionados a indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro. Os resultados desses estudos demonstraram que, durante o retorno, os movimentos tridimensionais da articulação escapulotorácica envolvem a combinação de rotação inferior (eixo perpendicular ao plano da escápula), inclinação anterior (eixo medial-lateral) e rotação interna (eixo vertical) seja o retorno realizado no plano frontal (retorno da abdução), sagital (retorno da flexão) ou no plano escapular. Dessa forma, o retorno da elevação dos MMSS resulta em reversão dos movimentos escapulotorácicos que ocorrem durante a elevação, mas apresenta diferenças significativas nas posições angulares da articulação escapulotorácica em relação à elevação, principalmente para os movimentos de rotação interna e inclinação anterior. A escassez de estudos que avaliaram as características biomecânicas da articulação escapulototácica em indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro limita a compreensão da cinemática e atividade muscular nessa população específica.

Palavras-chave: Biomecânica, Escápula, Membros Superiores, Eletromiografia

 

Classificação neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo

Neurophysiological classification of the Carpal Tunnel Syndrome

Fabrício Nunes Carvalho; Armando Pereira Carneiro; Régis Resende Paulinelli; Tanise Nunes Carvalho

Acta Fisiátr.2007;14(4):190-195

O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação clínica da escala neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo (STC). As mãos foram classificadas em 6 graus: mínimo/grau 1 (teste comparativo/segmento curto alterado, conduções sensitiva e motora normais), leve/grau 2 (condução sensitiva alterada, condução motora normal), moderada/grau 3 (conduções sensitiva e motora alteradas, amplitude sensitiva normal), moderada/grau 4 (conduções sensitiva e motora alteradas, amplitude sensitiva baixa), grave/grau 5 (condução sensitiva ausente, condução motora alterada) e extremo/grau 6 (conduções sensitiva e motora ausentes). Foi realizado um estudo prospectivo em 400 mãos com STC. Foram classificadas 56 mãos (14,0%) como grau 1, 109 mãos (27,3%) como grau 2, 129 mãos (32,3%) como grau 3, 78 mãos (19,5%) como grau 4, 22 mãos (5,5%) como grau 5 e 6 mãos (1,5%) como grau 6. Houve uma correlação positiva significativa (p<0,01) da escala neurofisiológica da STC com a idade dos pacientes, o tempo de duração da STC, a freqüência de relato de história clássica de STC e a freqüência dos sintomas dor noturna, parestesia e dormência. Também houve uma correlação positiva significativa entre a freqüência do sinal de Tinel, hipoestesia no 2° dedo, fraqueza e hipotrofia dos músculos tenares com a escala neurofisiológica da STC.

Palavras-chave: mão, síndrome do túnel carpal, eletromiografia

 

Comparação das estratégias musculares entre dois grupos etários diferentes no movimento de passar de sentado para em pé

Comparison of muscle strategies between two different age groups in the sitting-to-standing movement Stella

Maris Lins Terena; Mario Augusto Taricco

Acta Fisiátr.2009;16(3):105-109

Investigar a ordem de ativação dos músculos tibial anterior (TA), reto femoral (RF), gastrocnêmio medial (GM), bíceps femoral (BF) e paravertebral lombar (PL) no movimento de passar de sentado para em pé comparando dois grupos etários diferentes.
SUJEITOS: Grupo A: vinte sujeitos com idade entre 25 à 35 anos, saudáveis, e o Grupo B: vinte sujeitos com idade entre 60 à 65 anos, sem patologias neurológicas associadas e sem histórico de quedas nos últimos 6 meses.
INTERVENÇÕES: Ambos os grupos foram solicitados a levantar de uma cadeira, sem apoio de braços ou apoio lombar. O movimento foi realizado em duas situações: com os olhos abertos e com os olhos fechados na maior velocidade que conseguissem. O Teste de Berg, um eletrogoniômetro bidimensional flexível foi usado para marcar o início do movimento articular, no quadril e joelho do mesmo lado. A eletromiografia de superfície foi utilizada para detectar a atividade elétrica dos músculos envolvidos, e o tempo do movimento foi cronometrado. O tempo total do movimento no grupo A foi menor de olhos abertos do que de olhos fechados. O grupo B em relação às duas condições não houve diferença estatística no tempo total da execução da tarefa (p< 0,05). A análise de variância de 1 fator foi usada para comparar a ordem de ativação muscular, e os resultados demonstraram que a ordem de ativação foi diferente no grupo A e no grupo B de olhos abertos e semelhante na condição de olhos fechados. O tibial anterior foi o primeiro músculo a ser ativado nos dois grupos e nas duas condições e os demais músculos tiveram ordem de ativação diferente; o tempo total de movimento foi menor no grupo A; a ausência momentânea da visão influenciou mais o grupo A do que o grupo B.

Palavras-chave: Grupos Etários, Postura, Movimento, Músculo Esquelético, Eletromiografia

 

Comparação de dois tipos de mouse por meio de eletroneuromiografia de superfície

Comparison of two types of computer mice by surface electromyography

Marcelo Riberto; Maria Inês Paes Lourenção; José Augusto Lopes

Acta Fisiátr.2004;11(3):111-116

O mouse é um periférico muito usado em informática, todavia seu uso por tempo prolongado pode levar a sobrecarga da musculatura do antebraço resultados em quadros dolorosos. Este estudo teve como objetivo verificar se um novo mouse, com desenho que respeita leis biomecânicas da mão e punho, estaria associado a menor sobrecarga muscular que um modelo convencional. Vinte usuários habituais de computador sadios participaram de um estudo do tipo cross-over, no qual a atividade muscular dos músculos trapézio, extensor do carpo e flexor do polegar foi captada por meio de eletroneuromiografia de superfície durante a realização de atividades simples como jogar paciência por 10 minutos e deslocar-se numa planilha.Também foram aplicados questionários sobre aparecimento de sintomas em membros superiores após o uso de cada mouse. Por meio da integração do sinal elétrico nos períodos de tempo da captação, o esforço muscular pode ser quantificado para processamento estatístico. Apenas em extensores do carpo foi observada redução estatisticamente significante da solicitação muscular, mesmo assim, apenas ao jogar Paciência. O posicionamento do punho proporcionado pelo mouse em teste facilitou a manutenção dessa articulação em posição de preparo para o acionamento dos botões do mouse reduzindo a atividade muscular. Seu uso rotineiro pode ser uma estratégia para a prevenção de dores em membros superiores de usuários de computadores e para o controle sintomático naqueles que já apresentam alguma lesão local.

Palavras-chave: biomecânica, ergonomia, periféricos de computador, eletromiografia, esforço físico.

 

Comparação entre alterações eletrofisiológicas e ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain Barré internados no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

Comparison between electrhyphysiological changes and functional gains of patients with Guillain Barré syndrome in the Rehabilitation and Readaptation Center Dr. Henrique Santillo (CRER)

Cícero Soares de Melo Neto; Juliana de Lima Jácomo; Rickella Aparecida Alves Moreira; João Henrique Vieira Pedroso; Joenice de Almeida Ferreira; Rodrigo Parente Medeiros

Acta Fisiátr.2017;24(2):77-81

Polirradiculopatia inflamatória, aguda, de caráter progressivo, a Síndrome de Guillain Barré normalmente acontece pós exposição a um agente infeccioso, ou a um estímulo, desencadeando o comprometimento dos motoneurônios periféricos. Objetivo: Comparar alterações eletrofisiológicas com ganhos funcionais na SGB, observando a relação entre prognóstico e alteração no exame eletroneuromiográfico e verificando a condição dos pacientes após um ano do início do quadro clínico. Métodos: Revisão de prontuários dos pacientes atendidos no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo - CRER, no período de 2008 a 2014. Resultados: Inicialmente localizados quarenta e oito casos, destes apenas dezenove, inicialmente, foram selecionados por terem estado internados no CRER no período selecionado para o estudo, houve exclusão de um paciente por não constar em prontuário o resultado da eletroneuromiografia, permanecendo na pesquisa, então, dezoito pacientes. Conclusão: A reabilitação tem um papel fundamental no resultado final e cuidados ao longo prazo em pacientes que tiveram SGB, sendo um trabalho diferenciado a internação em centro de reabilitação melhorando a capacidade de diminuir os danos causados pela doença, independente dos déficits funcionais adquiridos. Os dados apontaram que os ganhos funcionais ao longo de um ano após início da doença, não têm relação direta com o que é encontrado no exame eletroneuromiográfico.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Eletromiografia, Reabilitação, Centros de Reabilitação

 

Correlação entre gravidade clínica e estado funcional com achados eletroneuromiograficos, em pacientes com síndrome do túnel do carpo: uma revisão sistemática

A correlation between clinical severity and functional state with nerve conduction studies findings in patients with carpal tunnel syndrome: a systematic review

Andressa Silvia Faé Nunes; Lucas Martins de Exel Nunes; Luciana Dotta; Tae Mo Chung; Linamara Rizzo Battistella; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2017;24(4):200-206

A síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia compressiva mais frequente na população geral que pode levar a sintomas incapacitantes e significativa limitação funcional. Uma revisão sistemática foi realizada nas bases de dados Pubmed, Medline, Embase, Cochrane, CINAHL, LILACS e SCIELO, sem delimitação de tempo ou idioma. Utilizou-se da estratégia PICO para a pesquisa, palavras-chave extraídas dos Descritores de Ciências da Saúde (Decs) e a qualidade dos estudos foi avaliada através da escala Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ). Identificaram-se 857 estudos dos quais, somente 10 obedeceram aos critérios de inclusão. Apesar dos bons resultados apresentados, verificou-se uma expressiva heterogeneidade existente entre os estudos incluídos, associado à discrepância metodológica, e um limitado tamanho amostral em alguns deles. São necessários estudos com melhor padrão metodológico, bem como avaliações mais homogêneas e precisas, a fim de melhorar o nível de evidência científica.

Palavras-chave: Síndrome do Túnel Carpal, Neuropatia Mediana, Eletromiografia, Eletrodiagnóstico, Condução Nervosa

 

Diferenças no arremesso de jogadores de basquete em cadeira de rodas e convencional

Differences of free-throw shot in wheelchair basketball and conventional players

Giovana Duarte Eltz; Enaile Farias Moraes; Cíntia Mussi Alvim Stocchero; Clarice Sperotto dos Santos Rocha; Mauro Gomes Matos

Acta Fisiátr.2015;22(3):145-149

O basquete em cadeira de rodas (BCR) segue praticamente as mesmas regras do basquete convencional (BC). Objetivo: Avaliar a ativação eletromiográfica dos músculos peitoral maior (PM), deltóide anterior (DA) e tríceps braquial (TB) durante o arremesso em atletas de BC e BCR. Método: Estudo transversal, no qual onze sujeitos foram submetidos a uma avaliação eletromiográfica dos músculos PM, DA, TB no membro que realiza o arremesso. Foi utilizado um eletromiógrafo de 4 canais (Miotec/Brasil) (2000Hz/canal). Resultados: Na comparação entre os músculos, o grupo BC mostrou diferença significativa, sendo observada maior ativação do músculo DA em relação aos demais, já no grupo BCR, não houve diferença. Na comparação entre os grupos, o músculo PM mostrou maior ativação no grupo BCR, enquanto o músculo DA estava mais ativo no grupo BC. O músculo TB não apresentou diferença significativa entre os grupos. Conclusão: A partir dos resultados do presente estudo os atletas dos grupos BC e BCR apresentaram diferenças na ativação elétrica durante o movimento do arremesso. Entretanto ambos os grupos ativaram mais o DA, seguido do TB e o músculo menos ativado foi o PM, sendo estas diferenças mais visíveis no grupo BC.

Palavras-chave: Esportes para Pessoas com Deficiência, Basquetebol, Extremidade Superior, Eletromiografia

 

Efeito da exposição cirúrgica de nervos e músculos no teste neurofisiológico em ratos

The effect of surgical exposure of nerves and muscles in neurophysiologic tests on rats

Elisangela Jeronymo Stipp-Brambilla; Adriana Maria Romão; José Antonio Garbino; Manoel Henrique Salgado; Fausto Viterboz

Acta Fisiátr.2010;17(3):109-111

O estudo neurofisiológico, na modalidade da eletroneuromiografia (ENMG), determina e quantifica a integridade de componentes da unidade motora. Os principais dados fornecidos pelo exame eletroneuromiográfico são os estudos de condução nervosa motora, sensitiva e eletromiografia. No entanto, vários fatores podem interferir sobre a resposta nervosa à eletroestimulação, tais como: idade, sexo, temperatura, umidade e outros. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da exposição cirúrgica dos nervos ciático, fibular comum, tibial e do músculo tibial cranial no teste neurofisiológico em ratos. Foram utilizados 20 ratos, Wistar, machos com aproximadamente 80 dias, divididos em dois grupos. No grupo normal o exame foi realizado sem a exposição cirúrgica do nervo fibular. No grupo cirúrgico houve a exposição do nervo fibular comum. Com o modelo experimental utilizado, concluiu-se que o teste neurofisiológico realizado em animais com nervos e músculos expostos cirurgicamente é viável, uma vez que a alteração da temperatura do animal não interferiu significativamente nos valores dos parâmetros eletrofisiológicos observados. Além disso, a exposição de nervos e músculos permite estimular um ponto exato no nervo alvo.

Palavras-chave: Neurofisiologia, Eletromiografia, Nervo Ciático/cirurgia, Nervo Fibular/cirurgia, Ratos

 

Eletroneuromiografia na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais

Electromyography in the evaluation of cervical and lumbosacral radiculopathy

Luciane Fachin Balbinot; José Antonio Garbino; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2010;17(4):188-192

A eletroneuromiografia (ENMG) é empregada como método de diagnóstico complementar no diagnóstico de radiculopatia desde 1950, contribuindo com importantes informações para o esclarecimento diagnóstico, planejamento do tratamento e acompanhamento evolutivo dos pacientes. A presente revisão baseada em evidências buscou referências com ênfase na indicação, sensibilidade, especificidade, reprodutibilidade e limitações do uso desse exame na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais. As referências apontam a ENMG como um exame bastante útil tanto na triagem quanto no diagnóstico diferencial na suspeita de radiculopatia cervical ou lombossacra, bem como na avaliação do grau e extensão da lesão, quando respeitadas as limitações da técnica.

Palavras-chave: Radiculopatia, Eletromiografia, Deslocamento do Disco Intervertebral, Dor Lombar

 

Fisioterapia aquática no tratamento de criança com distrofia muscular congênita merosina negativa: relato de caso

Aquatic physical therapy in the treatment of a child with merosin-deficient congenital muscular dystrophy: case report

Cinthya Patrícia de Albuquerque Santos; Ricardo Cristian Hengles; Fábio Navarro Cyrillo; Fernanda Moraes Rocco; Douglas Martins Braga

Acta Fisiátr.2016;23(2):102-106

Este relato de caso descreve um programa de fisioterapia aquática para uma criança com distrofia muscular congênita (DMC) merosina negativa. Objetivo: Verificar a interferência da fisioterapia aquática na velocidade e no índice de gasto energético durante o deslocamento sentado em superfície plana, e no alcance funcional com os membros superiores devido a fraqueza proximal que acomete estes pacientes visando maior independência. Métodos: Como instrumentos de avaliação foram utilizados a Medida da Função Motora (MFM); o Functional Reach Test (FRT); foi verificado o Índice de Gasto Energético (IGE) no deslocamento sentado; assim como o tempo gasto neste deslocamento e a ativação muscular com a eletromiografia (EMG). O programa durou 12 semanas e a intervenção incluiu atividades para melhorar a mobilidade e a agilidade no deslocamento sentado e o alcance na postura sentada. Resultados: Na MFM a variação no escore das duas dimensões (D2 e D3) focadas na terapia foi de 6,8%. O alcance funcional melhorou 16 centímetros (cm) e o tempo do deslocamento sentado diminuiu 19 segundos (s). O gasto energético diminuiu 252,31 batimentos por minuto (bpm). Conclusão: A fisioterapia aquática foi eficaz para melhora da agilidade no deslocamento sentado e na funcionalidade de membros superiores (MMSS) de uma criança com DMC merosina negativa.

Palavras-chave: Hidroterapia, Distrofias Musculares, Eletromiografia, Reabilitação

 

Miopatia por corticosteróide

Steroid myopathy

Fabrício Nunes Carvalho; Rafael José Soares Dias; Armando Pereira Carneiro

Acta Fisiátr.2004;11(1):39-42

O uso crônico de corticosteróide está relacionado com o aparecimento de miopatia que é potencialmente reversível com a descontinuação destas drogas. O objetivo deste artigo consiste em alertar os médicos sobre esta possível complicação da corticoterapia, pois trata-se de uma doença reversível e que pode simular um agravamento da patologia para a qual o corticosteróide está sendo utilizado. Faremos o relato de 2 pacientes que usaram corticosteróide por longo período e que vieram ao nosso consultório para realização de eletroneuromiografia, cuja queixa principal era fraqueza muscular e o estudo eletroneuromiográfico foi compatível com miopatia.

Palavras-chave: miopatias, corticosteróides, eletromiografia

 

Nível de ativação muscular do vasto medial em diferentes exercícios fisioterapêuticos

Activation level of vastus medialis muscle in different rehabilitation exercises

Andressa Dupont Birck; Jonnas da Fontoura Zaleski; Rodrigo de Azevedo Franke; Cláudia Silveira Lima

Acta Fisiátr.2016;23(3):130-134

A Síndrome da Dor Femoropatelar (SDFP) tem como uma das causas a lateralização excessiva da patela, que ocorre frequentemente pelo enfraquecimento do músculo Vasto Medial (VM). Dessa forma, na prevenção e reabilitação da SDFP, o fortalecimento de VM é imprescindível. Objetivo: Comparar o nível de ativação do VM em quatro diferentes exercícios utilizados na prevenção e na reabilitação da SDFP compreendendo isometria de extensão de joelhos a 30° e 60° e isometria no agachamento a 60° associado ou não a adução de quadril. Métodos: A amostra foi de 14 sujeitos saudáveis sedentários, com idade entre 20 e 40 anos. O sinal EMG do músculo VM foi coletado durante Contração Isométrica Voluntária Máxima (CIVM) com duração de cinco segundos para cada exercício. Do sinal EMG captado foi recortado um período de três segundos e a partir disso foram obtidos os valores Root Mean Square (RMS) para cada exercício. Resultados: Demonstram que houve ativação do VM significativamente maior nos exercícios de extensão quando comparados com os exercícios de agachamento. Porém, não houve diferença significativa entre os dois exercícios de extensão, assim como entre os exercícios de agachamento. Conclusão: Os melhores exercícios para maximizar a ativação do VM são os exercícios isométricos de extensão do joelho, independente do ângulo avaliado, pois apresentam maior nível de ativação do VM, imprescindível para a prevenção e reabilitação da SDFP.

Palavras-chave: Síndrome da Dor Patelofemoral, Músculo Quadríceps, Eletromiografia

 

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