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A formação fisioterapêutica no campo da ortopedia: uma visão crítica sob a óptica da funcionalidade

The physical therapy background in the field of the orthopedics: a critical view under the optics of functioning

Ana Clarissa Lopes Silva; Robson da Fonseca Neves; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2008;15(1):18-23

INTRODUÇÃO: a Organização Mundial de Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em 2001, que reflete a mudança de uma abordagem baseada na doença para enfatizar a funcionalidade como um componente da saúde.
OBJETIVO: este trabalho discute as características da formação fisioterapêutica frente ao processo de adoção e aplicação da funcionalidade na reabilitação de pacientes ortopédicos.
MÉTODOS: foram analisados 93 prontuários de fisioterapia de pacientes com afecções musculoesqueléticas, de onde foram obtidas informações com base em um formulário contendo categorias predefinidas da CIF. A tabulação dos dados foi feita com o pacote estatístico EPIINFO 6.04.
RESULTADOS: os prontuários preenchidos pelos alunos de graduação de fisioterapia relatavam e descreviam deficiências das funções do corpo em uma freqüência muito maior que as atividades e participações ou a influência de fatores ambientais sobre a funcionalidade dos pacientes.
CONCLUSÃO: os resultados mostram que os alunos da graduação de fisioterapia estão focalizando sua atenção preferencialmente sobre as funções e estruturas corpóreas, seguindo a formação biomédica. A falta de informações sobre outros componentes da funcionalidade indica que ainda há um distanciamento entre os conceitos da funcionalidade mais modernos e a formação fisioterapêutica no campo ortopédico.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fisioterapia, ortopedia

 

Estresse infantil e a percepção do suporte familiar das crianças submetidas à cirurgia ortopédica

Childhood stress and the perception of family support of children undergoing orthopedic surgery

Gabriella Ribeiro Nakao; Paula Hiromi Ito; Rafael de Oliveira Pontes; Regina Célia Villa Costa

Acta Fisiátr.2017;24(2):62-66

Objetivo: Investigar a correlação existente entre o nível de estresse de crianças pós-operadas, de 11 a 14 anos de idade, em relação à qualidade da percepção destes pacientes sobre o suporte familiar recebido durante o processo de reabilitação física. Método: Trata-se de um estudo transversal, com análise qualitativa e quantitativa, desenvolvido em um centro de reabilitação, no município de São Paulo. Os instrumentos aplicados nos pacientes foram: Escala de Stress Infantil (ESI), Inventário de Percepção do Suporte Familiar (IPSF) e no respectivo cuidador, um questionário de caracterização dos participantes. Resultados: Os dados foram analisados estatisticamente e se observou significância estatística entre o fator Adaptação (IPSF) com a dimensão Reações psicológicas com componente depressivo (ESI). Houve associação significativa entre o escore total da ESI e do IPSF. Neste estudo, das crianças com sinais significativos de estresse, a maioria apresentou baixa/ médio-baixa percepção do suporte familiar. Discussão: A percepção do paciente sobre o meio pelo qual se relaciona é um importante indício do enfrentamento às situações adversas vividas no meio social, conforme associação encontrada neste estudo. Conclusão: Os aspectos relacionados à maturidade cognitiva e emocionais da criança contribuem na qualidade da percepção do suporte familiar. É importante que novos estudos sejam realizados para ampliar as discussões nessa área.

Palavras-chave: Ortopedia, Reabilitação, Adaptação Psicológica, Relações Familiares

 

Instrumentos de avaliação funcional de idosos submetidos à cirurgia ortopédica: revisão integrativa da literatura

Instruments of functional assessment of elderly submitted to orthopedic surgery: an integrative review of literature

Márcia Regina Martins Alvarenga; Isabel Yovana Quispe Mendoza; Ana Cristina Mancussi e Faro

Acta Fisiátr.2007;14(1):32-40

Doenças musculoesqueléticas constituem causa de dano funcional no idoso, mas não são conseqüências inevitáveis da idade, portanto, todas as dimensões de saúde têm que ser contempladas na sua avaliação.
OBJETIVO: Analisar artigos científicos que avaliaram o estado funcional do idoso submetido à cirurgia ortopédica.
METODOLOGIA: Revisão bibliográfica de artigos on-line indexados nas bases: www. bireme.br, www.scopus.com, www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed e www.embase.com, durante o período de 1996 a 2006. Utilizou-se a terminologia DeCS/Bireme e MeSH/PubMed, com os descritores: idoso, atividades cotidianas, cirurgia ortopédica ou procedimentos ortopédicos, pós-operatório e reabilitação. A busca foi realizada em abril/2006.
CRITÉRIO DE INCLUSÃO: sujeitos com 60 anos ou mais, submetidos a qualquer procedimento cirúrgico ortopédico, e texto completo disponível on-line. Referências armazenadas e analisadas pelo Software Epilnfo versão 3.3.2.
VARIÁVEIS: título, ano e país de publicação do periódico; categoria profissional dos autores; país de origem do estudo; objetivos da pesquisa; número e tipos de instrumentos de avaliação e sítio da cirurgia.
RESULTADOS: Foram selecionados 44 resumos e acessados 29 textos na íntegra. O "Journal of the American Geriatric Society" foi o periódico com mais publicações e os Estados Unidos com mais estudos. A categoria médica publicou 75,0%; 79,3% dos estudos são descritivos; 69% das cirurgias foram no quadril e 27,6% das pesquisas utilizaram apenas um instrumento de avaliação. Das dimensões avaliadas destacam-se: funcional com 43,6% e mental com 30,8%.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A dimensão funcional foi a mais investigada e a social não foi contemplada. Apesar das publicações estarem aumentando nos últimos anos, faz-se necessário que os serviços de saúde especializados incorporem o paradigma da avaliação funcional da saúde do idoso.

Palavras-chave: idoso, ortopedia, estudos de avaliação, reabilitação

 

O estresse na reabilitação: a síndrome da adaptação geral e a adaptação geral e a adaptação do indivíduo à realidade da deficiência

Stress in rehabilitation: the general adaptation syndrome and the adaptation of the individual to the reality of the disability

Maria Inês Orsoni Chagas

Acta Fisiátr.2010;17(4):193-199

O presente artigo explora a idéia de que o ser humano possui em seu DNA a capacidade para a adaptação às mudanças drásticas que ocorrem na vida, propiciando-lhe a sobrevivência em situações adversas, neste contexto, a aquisição de seqüelas incapacitantes. E se a isso estiver somada a resiliência, enquanto capacidade de transcender à crise com vantagens pode ocorrer uma retomada do desenvolvimento e uma melhora na qualidade de vida do indivíduo, a despeito das seqüelas.

Palavras-chave: Deficiência, Estresse, Resiliência Psicológica, Reabilitação, Adaptação

 

Validação da Escala de Pensamentos Catastróficos sobre Dor

Validation of the Pain-Related Catastrophizing Thoughts Scale

Jamir Sardá Junior; Michael K. Nicholas; Ivânio A. Pereira; Cibele Andrucioli de Matos Pimenta; Ali Asghari; Roberto M. Cruz

Acta Fisiátr.2008;15(1):31-36

Este estudo objetivou examinar a validade e a fidedignidade da sub-escala de Pensamentos Catastróficos da Escala Pain Related Self-Statement numa população brasileira com dor crônica. Estudo de corte transversal realizado com uma amostra de conveniência de 311 pacientes. As propriedades psicométricas da Escala de Pensamentos Catastróficos foram examinadas analisando a fidedignidade e validade deste instrumento. O escore médio da Escala de Pensamentos Catastróficos foi 2,38 (DP= 1,38). O coeficiente de correlação Cronbach foi 0,89 e o coeficiente de correlação Pearson entre as metades foi de 0,74, indicando adequada consistência interna e correlação entre suas metades. A análise de componentes principais indicou a presença de dois componentes (desesperança e ruminação). Indicadores de validade de critério e discriminante também foram adequados. Houveram correlações significativas entre a Escala de Pensamentos Catastróficos e incapacidade, intensidade e local da dor. Dentre as variáveis estudadas, catastrofização foi o maior preditor de incapacidade, superando intensidade da dor. Os resultados deste estudo confirmaram a adequação das propriedades psicométricas da Escala de Pensamentos Catastróficos para pacientes brasileiros e a contribuição de pensamentos catastróficos para a incapacidade física. Os resultados deste estudo foram consistentes com os publicados na literatura.

Palavras-chave: dor, testes psicológicos, psicometria, Escala de Pensamentos Catastróficos

 

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