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Os limites do rendimento físico "consideraçoes fio-metabólicas "

Paulo Roberto Santos Silva; Ana Maria Visconti; Andrea Roldan; Antonio Palma Seman; Alberto Alves Azevedo Teixeira; Júlio Cesar Costa Rosa Lolla; Cláudio Lépera; Fernando Miele; Fernanda Orsi Pardini; Mauro Theodoro Firmino; Solange Souza Basílio; Albertina Fontana Rosa; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Gilberto Silva Machado; José Roberto Cordeiro.

Acta Fisiátr.1997;4(2):106-109

As ciências agregadas ao esportes e suas pesquisas, trouxeram grande avanço para o desenvolvimento e melhor compreenção sobre os mecanismos que interferem no redimento físico. Portanto, nas últimas décadas, o treinamento ganhou conteúdo científic, o que possibilitou potencializar nos indivíduos qualidades e corrigir suas deficiências. O entusiasmo do passado foi superado pelo método do presente e a individualização foi o ponto chave desta evolução. Dentro da fisiologia do exercício, uma das áreas que tem mais recebido atenção é a relacionada com o metabolismo energético. Isso ocorre, por que é, principalmente a partir dessas informações que se pode realizar a avaliação, prescrição do exercício, controle de treinamento físico, a predição da performace em diferentes tipos de exercícios e a identificação de possíveis mecanismos relacionados a fadiga. Sendo assim, o principal objetivo desse artigo, foi fazer uma abordagem do ponto de vista bioquímico sobre a interação entre os metabolismo aeróbio e anaeróbio relacionado ao treinamento.

Palavras-chave: Limites. Treinamento. Metabolismo.

 

Factor structure, validity, and internal consistency of the Body Appreciation Scale for physically active Brazilian men with spinal cord injuries

Angela Nogueira Neves; Grace Altmann Lorey; Mateus Betanho Campana; Lucilene Ferreira; Dirceu da Silva

Acta Fisiátr.2015;22(2):77-82

Objetivo: Examinar as propriedades psicométricas, a saber, a validade de constructo e consistência interna, da Body Appreciation Scale para pessãos com lesões na medula espinhal no Brasil. Método: A amostra não-probabilística de 70 homens adultos entre 18 e 59 anos de idade participaram neste estudo. Mínimos quadrados parciais com modelagem de caminho, variância média extraída, quadrado da correlação dos fatores, correlação bivariada, análise de variância, teste alpha de Cronbach e teste de confiabilidade Composta foram conduzidos para avaliar estrutura fatorial, validade convergente, discriminante, concorrente, divergente e consistência interna, respectivamente. Resultados: A análise fatorial confirmatória confirmou o modelo de dois fatores, previsto pela teoria. Foram fornecidas fortes evidências de validade convergente e discriminante. Valores de consistência interna foram satisfatórios. Fraca evidência de validade concorrente e divergente foram geradas. Conclusão: A Body Appreciation Scale parece ser uma escala válida e confiável para os investigadores, especialmente em amostras de homens com lesão medular fisicamente ativos. Esta nova escala poderia ser utilizado para avaliar o impacto da terapia física na imagem corporal, bem como o impacto da prática de esportes. Desta forma, poderia fornecer informações relevantes com os quais médicos, fisioterapeutas e educadores físicos podem orientar as suas intervenções.

Palavras-chave: Imagem Corporal, Traumatismos da Medula Espinal, Psicometria

 

Ground reaction force patterns during gait in patients with lower limb lymphedema

Isabel Forner-Cordero; Fabianne Furtado; Juan Cervera-Deval; Arturo Forner-Cordero

Acta Fisiátr.2016;23(4):201-207

Although gait problems have been reported in patients with lower limb lymphedema (LLL), the gait pattern (GP) changes have not been documented yet. However, it is possible that patients with LLL show abnormal GP that can be related to biomechanical complications related to osteoarthritis or falls affecting the quality of life. Ground reaction force analysis during gait allows objective assessment of the patients and it can be used to plan a rehabilitation approach. Objective: To analyze the GRF during gait in patients LLL. Methods: An experimental descriptive study was realized with twenty-three LLL patients, both unilateral and bilateral and classified as moderate and severe, participated in the experiments. The patients walked on a force plate while the three ground reaction force (GRF) components, vertical, mediolateral (M-L) and anteroposterior (A-P), under their feet were recorded and analyzed. Results: In the patients with unilateral lymphedema, either moderate or severe, the vertical GRF components of the affected limb were similar to the sound one and also resembling those found in healthy adults. The M-L GRF was smaller in the non-affected side. In patients with bilateral lymphedema gait speed was significantly slower. More interestingly, the vertical GRF pattern was flat, not showing the typical 2-peak shape. Finally, the large M-L forces found suggest gait stability problems. Conclusions: The patients showed abnormal GRF patterns, including compensation with the non-affected leg. The GRF variability was higher in the patients with severe unilateral lymphedema. Bilateral lymphedema results in lower A-P forces. Stance phase duration was longer in patients with bilateral and severe lymphedema.

Palavras-chave: Lymphedema, Gait, Lower Extremity, Obesity

 

Analysis of psychomotor development and level of physical activity of children with extracurricular physical activities

Maria Tereza Artero Prado; Thais Massetti; Deborah Cristina Gonçalves Luiz Fernani; Caroline Mariana Albertin Veríssimo; Maelis de Souza Romanini; Talita Dias da Silva; Mayra Priscila Boscolo Alvarez; Carlos Bandeira de Mello Monteiro

Acta Fisiátr.2016;23(4):208-212

Objective: The objective was to evaluate the psychomotor development in the areas of global motor skills, balance and body structure and level of school extracurricular physical activity. Method: The sample consisted of 30 individuals of both sexes from 6 to 10 years old, divided into two groups: Active Extracurricular Group and Sedentary Extracurricular Group. Data collection included the characterization of the subjects, anthropometric data, and the tests Development Scale Motor and the IPAQ short version. The variables were expressed as frequencies and proportions, the normality was tested with the Shapiro-Wilk test. Student t test was used to determine the statistical significance of normal data and Mann Whitney test for the non-normal data. Statistical significance was set at p <0.05. Results: The classification of BMI / age of both groups was eutrophic (53.3%) and the remainder (46.6%) were overweight. The sedentary group had better results in overall motor development, and the active group in balance and body scheme. Conclusion: The children who engage in extracurricular physical activity showed better development in balance and body structure, when compared to those that do not.

Palavras-chave: Motor Activity, Psychomotor Disorders, Child

 

Muscle strength to body weight ratio is a better predictor of low physical function than absolute muscle strength in postmenopausal women

Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Marcelo Augusto da Silva Carneiro; Paulo Ricardo Prado Nunes; Erick Prado de Oliveira; Fábio Lera Orsatti

Acta Fisiátr.2016;23(4):213-218

Objective: We investigated the predictive contributions and diagnostic accuracy of muscle strength (MS) and muscle strength to body weight ratio (MS/BW) on physical function in postmenopausal women (PW). Methods: This cross-sectional study evaluated forty-nine sedentary PW (61.7 ± 7.9 years). Body weight and height were measured with a digital scale and a stadiometer respectively. Muscle strength was determined by manual dynamometer and the left and right hand values were summed. Physical function was assessed by the six-minute walk test, short physical performance battery (SPPB) and Quality of Life Questionnaire (SF-36). A composite measure of physical function was calculated by summing the Z scores (x-µ/σ) of each individual assessment to provide a global index of physical function. Results: Muscle strength-specific linear regression analyses indicated that the strongest predictor of physical function was MS/BW [Beta of Z score = 0.91±0.07 (SE)] when compared to MS [Beta of Z score = 0.59±0.13 (SE)]. The ROC curve values indicated that the more accurate measure of physical function (P = 0.026) was MS/BW [AUC = 0.91±0.04 (SE)] when compared to MS [AUC = 0.75±0.08 (SE)]. Conclusion: The findings of this study suggest that MS/ BW is more accurate and predictive measure of low physical function than absolute MS in PW.

Palavras-chave: Aging, Obesity, Muscle Strength, Mobility Limitation

 

Avaliação pré e pós protética da circumetria dos cotos de amputados transtibiais

Pre-and post prosthetic transtibial stump circumference

Adriane Daolio Matsumura; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(4):194-199

O edema no coto é umas das complicações mais comuns após uma amputação e pode ser reduzido com o enfaixamento elástico, sendo controlado por medidas da circumetria, utilizando-se fita métrica. A protetização precoce e a prevenção de contraturas são prioridades na reabilitação.
OBJETIVO: Avaliar as medidas da circumetria do coto de amputados transtibiais, após o período pré-protetização e pós-protetização.
MÉTODO: Foram incluídos sete pacientes amputados transtibiais, com média de idade de 54 anos. Foram consideradas três medidas da circumetria: medida 1 (durante a avaliação da Fisiatria), medida 2 (no 1º dia com prótese - período pré-protetização) e medida 3 (após 12 semanas de uso de prótese - período Pós-Protetização).
RESULTADOS: Os dados mostraram a variação das medidas da circumetria dos cotos dos pacientes, tanto no período pré-protetização, como no pós-protetização.
CONCLUSÃO: O período pré-protetização, com o uso de enfaixamento elástico e realização de exercícios, assim como o pós-protetização, com o treino de marcha com prótese, são capazes de alterar a circumetria do coto. Sugere-se a confecção de uma prótese provisória até a estabilização das medidas do coto para posteriormente confeccionar a prótese definitiva.

Palavras-chave: Amputação, Cotos de Amputação, Membros Artificiais, Extremidade Inferior

 

A Acta Fisiátrica agora é digital

Acta Fisiátrica is now digital

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2005;12(1):7-7


 

A atuação da terapia ocupacional com pacientes com diabetes tipo 2: uma revisão de literatura

The role of occupational therapy on patients with diabetes type 2: a literature review

Luane Marques de Lima Aquino; Fernanda de Sousa Marinho; Camila Barros de Miranda Moram; Juliana Valéria de Melo; Claudia Regina Lopes Cardoso; Gil Fernando da Costa Mendes de Salles

Acta Fisiátr.2017;24(4):207-211

Dentre os tipos de diabetes, a do tipo 2 é a que mais acomete os pacientes adultos, sendo responsável por 90-95% dos casos. Além das complicações diretamente relacionadas à diabetes, algumas comorbidades podem surgir sem ter relação direta com a doença. Pacientes negligentes no autocuidado e sem acompanhamento regular apresentam maior probabilidade de apresentar complicações e são mais suscetíveis a desenvolver incapacidades funcionais. Diversos profissionais podem atuar no tratamento destes pacientes, orientando quanto aos cuidados medicamentosos e adesão às atividades de autocuidado, entre eles o terapeuta ocupacional. Objetivo: Analisar a atuação da Terapia Ocupacional em pacientes com Diabetes Tipo 2. Métodos: Foi realizada análise da literatura, com pesquisa no PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) e Scopus, dos artigos publicados entre 2012 a 2017, em português e inglês. Foram elaboradas estratégias de busca utilizando os blocos de conceitos "Diabetes Tipo 2" e "Terapia Ocupacional". Resultados: Foram encontrados 593 artigos por meio da busca com os descritores selecionados e aplicações de filtros. Segundo os critérios de elegibilidade, foram selecionados 14 artigos para análise. Percebe-se que a atuação do terapeuta ocupacional com esta clientela tem sido pautada na integração e inserção realista de práticas de autocuidado em uma rotina mais estruturada e organizada. Conclusão: O terapeuta ocupacional pode auxiliar na melhora da funcionalidade, tanto no desempenho quanto na participação da vida diária dos pacientes diabéticos, utilizando-se de estratégias como adaptações e modificações do ambiente, da rotina e dos objetos.

Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2, Atividades Cotidianas, Autocuidado, Terapia Ocupacional

 

A avaliação do uso da toxina botulínica A e da cinesioterapia na melhora da marcha do portador de paralisia cerebral do tipo hemiparétic

Tereza Cristina Carbonari de Faria; Danilo Masiero; Maria Matilde de Melo Spósito; Marcelo Saad

Acta Fisiátr.2001;8(3):101-106

Foram estudados 14 pacientes com paralisia cerebral do tipo hemiparético, eqüinismo dinâmico e idade entre 3 e 9 anos, com média de 5,93 anos. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Grupo I - 7 crianças que foram tratadas com toxina botulínica tipo A (TBA) nos músculos gastrocnêmios e solear e tratamento cinesioterápico; Grupo II - 7 crianças que receberam apenas tratamento cinesioterápico. Avaliaram-se: a amplitude de movimento do tornozelo, o tônus muscular, a ação do músculo tibial anterior, a velocidade, a cadência da marcha, além da análise observacional da marcha e grau de satisfação dos pais. A análise estatística dos resultados mostrou, com significância, que no Grupo I houve melhora de todas as medidas avaliadas num intervalo mais curto de tempo. No Grupo II não houve melhora de todas as medidas avaliadas e o ganho em algumas medidas ocorreu num tempo mais longo.

Palavras-chave: Paralisia cerebral. Fisioterapia. Toxina botulínica tipo A. Marcha.

 

A barbárie do preconceito contra o deficiente - todos somos vítimas

The barbarism in the prejudice against the handicapped - we are all victims

Sandra Regina Schewinsky

Acta Fisiátr.2004;11(1):7-11

O presente artigo refere-se a reflexoes tanto sobre o preconceito em relação às pessãos portadoras de deficiência física, como sobre o sofrimento do preconceituoso. Baseia-se na perspectiva da Teoria Crítica, de acordo com os autores: Adorno, Horkheimer e Crochík. Inicialmente, haverá uma breve retrospectiva histórica em relação às ações preconceituosas e cruéis contra as pessãos portadoras de deficiência e sua posterior relação com a atualidade. Preconiza-se que o preconceito é um fenômeno psicológico que se dá no processo de socialização, discorre, sobre o sofrimento, crueldade e vergonha. Ressalta, por fim, a necessidade de uma compreensão crítica para melhorar as condições individuais e sociais de vida.

Palavras-chave: Preconceito, discriminação social, pessoas portadoras de deficiência, teoria crítica.

 

A cadeira de rodas e seus componentes essenciais para a locomoção de pessoas com tetraplegia por lesão da medula espinhal

The wheelchair and its essential components for the mobility of quadriplegic persons with spinal cord injury

Vinícius Aparecido Yoshio Ossada; Márcia Regina Garanhani; Roger Burgo de Souza; Viviane de Souza Pinho Costa

Acta Fisiátr.2014;21(4):162-166

Objetivo: Compreender quais itens são essenciais à cadeira de rodas (CR) na perspectiva da pessão tetraplégica por lesão da medula espinhal (LME). Método: O estudo qualitativo foi com entrevista semi-estruturada e análise de discurso, bem como, checklist da CR em uso e do Sistema Unico de Saúde (SUS). Resultados: No total foram dez entrevistados: nove homens e uma mulher, média de idade de 42,3 anos (± 9,23), dois advogados, um economista e demais aposentados. As causas da LME foram acidente automobilístico (60%), mergulho em águas rasas (30%) e atropelamento (10%), respectivamente. O tempo de lesão foi em média 16,3 anos (± 7,14) e todos realizavam fisioterapia. Os números de CR, até a adequada, foram duas a cinco e todos praticavam esporte adaptado ou lazer com CR. O checklist apontou itens insuficientes na CR do SUS e da análise dos discursos resultaram em quatro categorias: Itens, materiais e condições necessárias; A conquista da funcionalidade; Vantagens e desvantagens da CR; e Sentimentos vivenciados. A CR é essencial para a locomoção das pessãos com tetraplegia e conhecer modelos, experimentar e ter orientações sobre os itens adequados são importantes para a aquisição. Os itens adequados facilitam a aceitação, melhor adaptação, locomoção e autonomia. Conclusão: A cadeira do SUS mostrou-se insuficiente, o que leva ao abandono. A adquirida por funcionalidade, com itens essenciais, o que responde a individualidade e ao gosto do usuário, mostrou-se útil e adequada apesar de seu elevado custo.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Quadriplegia, Cadeiras de Rodas, Locomoção, Autonomia Pessoal

 

A CIF-CJ para crianças e adolescentes com osteogênese imperfeita: a perspectiva de especialistas

The ICF-CY for children and adolescents with osteogenesis imperfecta: the perspective of specialists

Tatiana Vasconcelos dos Santos; Juan Clinton Llerena Júnior; Carla Trevisan Martins Ribeiro

Acta Fisiátr.2015;22(4):192-198

Objetivo: A partir da perspectiva de especialistas em Osteogênese Imperfeita (OI), identificar as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde-versão crianças e jovens (CIF-CJ) mais relevantes para avaliação de pacientes. Métodos: Três etapas de questionários enviados por correio eletrônico para cinco especialistas em OI utilizando o método Delphi modificado. Os participantes escolheram a partir de uma lista de categorias de segundo nível da CIF-CJ, as mais relevantes para avaliação da funcionalidade em crianças e adolescentes com OI. Ao final da terceira etapa, foram selecionadas as categorias escolhidas por no mínimo 80% dos respondentes. Resultados: Todos os componentes atingiram categorias com consenso. Os componentes com maior número de categorias escolhidas foram Atividades e Participação e Fatores Ambientais. Conclusão: Uma lista de categorias da CIF-CJ relevantes para OI pôde ser elaborada a partir da perspectiva de especialistas. Esta é uma importante etapa na elucidação do que deve ser avaliado em crianças e adolescentes com OI.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Osteogênese Imperfeita, Consenso

 

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

The International Classification of Functioning , Disability and Health

Cassia Maria Buchalla

Acta Fisiátr.2003;10(1):29-31

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um novo instrumento da Organização Mundial de Saúde para a mensuração de condições relacionadas à saúde. Aprovada em 2001 é apresentada neste texto que aponta sua estrutura e suas várias utilizações. Constituindo a base para definições, medidas e formulação de políticas para a saúde e para as incapacidades.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade. Classificação Internacional de Incapacidades.

 

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e a Aids: uma proposta de core set

The International Classification of Functioning, Disability and Health and AIDS: a core set proposal

Cássia Maria Buchalla; Telma Regina Cavalheiro

Acta Fisiátr.2008;15(1):42-48

O advento da terapia anti-retroviral de alta potência (HAART) alterou a história natural da aids, diminuindo sua mortalidade e a incidência de doenças oportunistas e aumentando a esperança de vida das pessãos vivendo com aids.Como uma doença crônica, outras questoes passam a ser relevantes, entre elas a adesão ao tratamento, seus efeitos adversos e a qualidade de vida das pessãos nessa condição. A CIF constitui um instrumento adequado para identificar as características da funcionalidade, do ambiente e condições pessãois que interferem na qualidade de vida. Instrumentos para a sua aplicação, core sets, têm sido desenvolvidos para várias condições de saúde. Com o objetivo de propor um core set para aids, foram desenvolvidas duas etapas preliminares do modelo proposto para a construção desses instrumentos. A primeira etapa, de revisão sistemática buscou no MEDLINE artigos com descritores HAART e qualidade de vida, publicados em inglês, de 2000 a 2004. Foram selecionados 31 estudos que resultou em 87 conceitos dos quais 66 puderam ser identificados como categorias da CIF. Estas formaram as perguntas da entrevista aplicada em 42 voluntários, pacientes de um centro de referência para DST e Aids de São Paulo. Entre as condições mais freqüentemente associadas ao tratamento, estao às mudanças na imagem corporal, conseqüência da lipodistrofia, apontada em 84% dos estudos e em 93% das entrevistas. Alterações das funções digestivas, das relações íntimas, e das funções sexuais foram condições importantes identificadas no estudo. As duas etapas definiram 40 categorias da CIF como proposta preliminar de um core set para pacientes com aids.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, qualidade de vida

 

A clínica da dor crônica como ninho de pacientes difíceis: o papel da identificação projetiva

Chronic pain clinic as a haven for difficult patients: the role of projective identification

Joao Paulo Consentino Solano

Acta Fisiátr.2015;22(1):43-50

Pacientes difíceis - ou de personalidade difícil - são frequentemente encontrados na clínica da dor crônica não-oncológica, impondo à relação médico-paciente sobrecargas que vao além das complexidades da doença e do tratamento. Esta revisão/relato de experiência discute o papel que o processo psicológico e comunicacional da identificação projetiva exerce sobre as relações entre pacientes e médicos (e outros profissionais) nas equipes de dor crônica. São revisados os conceitos de identificação projetiva, na sua forma benigna e maligna. Duas vinhetas clínicas são dadas como exemplos de cada uma. São apresentadas situações no cenário da comunicação médico-paciente em que a identificação projetiva opera complicando a relação terapêutica. Ao final, recomendações são dadas sobre o manejo do paciente difícil que se comunica maciçamente por identificação projetiva, assim como às equipes multiprofissionais que lidam com estes pacientes. Os pacientes difíceis de nossa clínica de dor crônica têm em comum o fato de se comunicarem pela forma maligna de identificação projetiva e terem organizações imaturas de personalidade. Nas equipes de dor crônica, as relações entre pacientes e profissionais (assim como as relações entre os profissionais), podem ser otimizadas se a equipe for capaz de identificar precocemente o fenômeno da identificação projetiva e manejá-lo de forma terapêutica. Para o paciente, a psicoterapia de longo prazo é o tratamento de eleição.

Palavras-chave: Dor Crônica, Dor Intratável, Projeção, Identificação (Psicologia), Transtornos da Personalidade

 

A estimulação elétrica funcional (FES) e a plasticidade do sistema nervoso central: revisão histórica

Functional electrical stimulation (FES) and neuronal plasticity: a historical review

Rebeca Boltes Cecatto; Gerson Chadi

Acta Fisiátr.2012;19(4):246-257

Estudos têm revelado modificações plásticas neuronais concomitantes a melhora clínica de pacientes portadores de lesões neurológicas e submetidos às terapias de estimulação, sugerindo que as respostas plásticas observadas no tecido neuronal podem refletir a recuperação funcional encontrada e ser dependentes, pelo menos em parte, da estimulação externa. A literatura já indica também que as terapias de reabilitação mais promissoras são aquelas que interagem com as características plásticas naturais do SNC, encontrando no potencial endógeno de recuperação do tecido lesado o substrato anatômico necessário para a sua atuação. A interpretação desses resultados permanece ambígua, já que há uma grande variabilidade nas respostas neurofisiológicas e comportamentais para as técnicas de estimulação estudadas. Nesse sentido, uma nova área de atuação surge como perspectiva futura promissora no entendimento dos mecanismos que regulam a recuperação funcional após lesões neurológicas: o uso terapêutico da estimulação da plasticidade do SNC. Por exemplo com o uso de terapias de estimulação sensitiva, terapias baseadas na robótica e na realidade virtual e as terapias de neuromodulação baseadas na estimulação cortical direta, na estimulação com o TMS e na estimulação elétrica funcional periférica (FES).
OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo realizar uma revisão histórica da literatura para pontuar os principais marcos no estudo da estimulação elétrica periférica e de seus possíveis efeitos no SNC, sobretudo em relação a FES.
MÉTODO: Foi utilizada a base de dados PUBMED e foram selecionados 169 artigos de melhor rigor metodológico, maior relevância histórica e maior contribuição na construção dos paradigmas que norteiam o estudo dos efeitos da FES na plasticidade do sistema nervoso central.
RESULTADOS: A FES pode ser encarada como uma técnica promissora na recuperação motora de doentes com sequela de alterações neurológicas de origem central tanto pela sua capacidade de levar a um treino funcional e melhora clínica sensitivomotora, aspectos já consagrados na literatura, quanto pela sua capacidade de interagir com a plasticidade do SNC, um aspecto que ainda precisa ser estudado.

Palavras-chave: estimulação elétrica, plasticidade neuronal, reabilitação, revisão

 

A fibra muscular e fatores que interferem no seu fenótipo

The muscle fiber and the factors that interfere with its phenotype

Sérgio Ricardo Boff

Acta Fisiátr.2008;15(2):111-116

O grande interesse atual em tirar proveito das variações na performance humana, nos levam a busca do entendimento as adaptações fisiológicas, bioquímicas e morfológicas nos tecidos envolvidos. Os resultados obtidos através de modelos experimentais fornecem informações para melhor entender a função muscular, e com isso permitir planejar um treinamento adequado ao objetivo pretendido, tendo como base adaptações fisiológicas. A performance esportiva depende de um grande número de fatores, o tipo do músculo e os estímulos a que ele é submetido e são sem dúvida parâmetros importantes para o desempenho atlético. Para cada modalidade é ideal ter um grupo de fibras predominante adequado às características específicas da atividade. Dependendo do tipo de estímulo podemos obter um aumento de força, sendo esta adaptação uma das mais importantes para a manutenção da saúde ou a melhora do desempenho atlético.

Palavras-chave: fibras musculares, músculo esquelético, miosinas, fenótipo

 

A fisiatría na formação do médico generalista

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1996;3(3):5-6


 

A Fisiatria na UFRJ

Isabel Loureiro Maior

Acta Fisiátr.1997;4(1):6-6


 

A formação fisioterapêutica no campo da ortopedia: uma visão crítica sob a óptica da funcionalidade

The physical therapy background in the field of the orthopedics: a critical view under the optics of functioning

Ana Clarissa Lopes Silva; Robson da Fonseca Neves; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2008;15(1):18-23

INTRODUÇÃO: a Organização Mundial de Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em 2001, que reflete a mudança de uma abordagem baseada na doença para enfatizar a funcionalidade como um componente da saúde.
OBJETIVO: este trabalho discute as características da formação fisioterapêutica frente ao processo de adoção e aplicação da funcionalidade na reabilitação de pacientes ortopédicos.
MÉTODOS: foram analisados 93 prontuários de fisioterapia de pacientes com afecções musculoesqueléticas, de onde foram obtidas informações com base em um formulário contendo categorias predefinidas da CIF. A tabulação dos dados foi feita com o pacote estatístico EPIINFO 6.04.
RESULTADOS: os prontuários preenchidos pelos alunos de graduação de fisioterapia relatavam e descreviam deficiências das funções do corpo em uma freqüência muito maior que as atividades e participações ou a influência de fatores ambientais sobre a funcionalidade dos pacientes.
CONCLUSÃO: os resultados mostram que os alunos da graduação de fisioterapia estao focalizando sua atenção preferencialmente sobre as funções e estruturas corpóreas, seguindo a formação biomédica. A falta de informações sobre outros componentes da funcionalidade indica que ainda há um distanciamento entre os conceitos da funcionalidade mais modernos e a formação fisioterapêutica no campo ortopédico.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fisioterapia, ortopedia

 

A funcionalidade de usuários acometidos por AVE em conformidade com a acessibilidade à reabilitação

The functionality of patients afflicted with EVA according to their access to rehabilitation

Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Jairo Domingos de Morais; Hermínio Rafael Lopes Batista; Luciana Moura Mendes; Kátia Suely Queiroz Ribeiro Silva; Robson da Fonseca Neves; Geraldo Eduardo Guedes Brito

Acta Fisiátr.2011;18(3):112-118

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença crônico-degenerativa e representa um desafio tanto pelo impacto social, quanto pelas repercussões na vida das pessoas, pois, quando não letal, o AVE geralmente provoca graves repercussões para o indivíduo, a família e a sociedade. O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar a funcionalidade dos usuários com AVE, adscritos na área de cobertura das Equipes de Saúde da Família do município de Joao Pessoa, em conformidade com o acessibilidade que tenham tido à reabilitação. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra de 140 indivíduos com idade acima de 18 anos, acometidos por AVE no período entre os anos de 2006 e 2010. As variáveis descritivas foram aquelas que identificam os sujeitos da amostra e caracterizam o AVE clinicamente. Para avaliar a funcionalidade dos sujeitos utilizou-se o domínio Atividade e Participação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A associação das categorias de atividade e participação com a acessibilidade à reabilitação foi verificada por meio do teste Qui-Quadrado com nível de significância de 5%. Constatou-se maior comprometimento nas categorias Uso fino da mão, Recreação e Lazer, Deslocar-se e Fala no grupo dos participantes que tiveram acessibilidade aos serviços de reabilitação, indicando que a dificuldade nestas atividades provoca no individuo a necessidade de inserção nos serviços destinados a reabilitação. Este estudo demonstrou que a maioria dos pacientes pós-AVE apresenta consequências crônicas em suas funções corporais, predispondo a necessidade de inserção contínua nos serviços de reabilitação para maximizar a funcionalidade nas atividades cotidianas e facilitar a participação social.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Acesso aos Serviços de Saúde, Reabilitação, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

A hidroginástica como meio para manutenção da qualidade de vida e saúde do idoso

Hydrogymnastics as a means for the maintenance of the elderly's quality of life and health

Clarissa Stefani Teixeira; Érico Felden Pereira; Angela Garcia Rossi

Acta Fisiátr.2007;14(4):226-232

Evidências científicas apontam para os importantes benefícios da prática de atividades físicas para os idosos, considerando sua mobilidade, saúde física e mental e qualidade de vida. A hidroginástica tem sido apontada como uma alternativa para inserção dos idosos nas práticas corporais e para a promoção de um estilo de vida mais ativo e saudável, mas, que, ainda carece de maiores investigações sobre seu real efeito sobre a saúde e a qualidade de vida dessa população e principalmente, metodologias de trabalho para esse fim. Desta forma, esta pesquisa bibliográfica objetivou realizar uma busca de estudos sobre hidroginástica para a terceira idade, discutindo e apresentando seus resultados, buscando relações com a promoção da saúde e qualidade de vida dessa população. As leituras nos permitiram vislumbrar que a hidroginástica favorece o desenvolvimento de algumas importantes qualidades físicas como resistência cardiorrespiratória, força e flexibilidade. Como qualquer outra forma de exercitação, deve ser praticada de forma contínua, principalmente, considerando indivíduos na terceira idade e pode também ser unida a atividades de relaxamento e recreação. As relações da prática da hidroginástica com a saúde dos idosos nos estudos analisados consideraram principalmente o desempenho em testes motores o que remete a necessidade de estudos que analisem também as repercussões dessas práticas sobre a qualidade de vida enquanto uma percepção de bem estar dos idosos.

Palavras-chave: motor activity, aging, quality of life

 

A hipoterapia na medicina de reabilitação

Luiz Antônio de Arruda Botelho

Acta Fisiátr.1997;4(1):44-46


 

A história da deficiência, da marginalização à inclusão social: uma mudança de paradigma

The history of disability, from marginalization to social inclusion: a change in paradigm

Kátia Monteiro De Benedetto Pacheco; Vera Lucia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2007;14(4):242-248

Este artigo pretende contribuir com uma reflexão mais crítica dos indivíduos em relação ao preconceito existente à pessão com deficiência. Assim, descreve-se o percurso histórico desta população, ressaltando as diferentes posturas como: marginalização, assistencialismo, educação, reabilitação, integração e inclusão social, para melhor compreensão dos valores que muitas vezes podemos estar reproduzindo sem nenhum questionamento crítico e coerente, pois nos foram transmitidos no processo de socialização. Conclui-se que quando o processo de reabilitação está baseado no paradigma de inclusão, este poderá trazer maior possibilidade para que o indivíduo reflita sobre os valores que a cultura pode ter com relação à deficiência e, assim, se torne um agente de mudança no contexto social.

Palavras-chave: pessoas portadoras de deficiência/história, reabilitação, preconceito, meio social

 

A importância do tratamento das síndromes dolorosas no traumatismo cranioencefálico

Treatment of painful syndromes in traumatic brain injury

André Tadeu Sugawara; Liliana L. Jorge ; Chien Hsin Fen ; Marta Imamura; Wu Tu Hsing

Acta Fisiátr.2004;11(1):34-38

Segundo o modelo do National Center for Medical Rehabilitation Research, a doença crônica (como o traumatismo cranioencefálico) deve ser observada por meio de 5 eixos - a fisiopatologia, a deficiência observável (a hemiparesia), a limitação funcional (incapacidade para tarefa especifica), incapacidade para realização de atividades de vida diária, e limitação social. Levando em conta que tais aspectos sejam interrelacionados, a abordagem interdisciplinar é o método de escolha da prática da Medicina de Reabilitação. O objetivo do presente relato é confirmar a interferência da dor na reabilitação do traumatismo cranioencefálico (TCE), cuja importância muitas vezes é minimizada, apesar de crescentes estudos acerca da etiopatogenia e tratamento da dor no TCE. Foi realizado acompanhamento de uma paciente vítima de TCE na Divisão de Medicina Física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2002, para quem diversas modalidades analgésicas foram propostas, além da aplicação de questionário funcional e sobre qualidade de vida, com melhora observada em todas as medidas. É necessária análise crítica dos instrumentos de medida de saúde, na medida em que neles se observa alta capacidade para detecção de habilidades motoras e baixa eficiência em detectar melhora da funcionalidade devido aos ganhos nos campos psicoafetivos e sociais, que são diretamente relacionado à experiência dolorosa.

Palavras-chave: Traumatismos cerebrais, dor, qualidade de vida, acupuntura, reabilitação

 

A importância pratica da cinesioterapia em grupo na qualidade de vida de idosos

The importance of kinesiotherapy group practice on the quality of life of the elderly

Juscelino Francisco Vilela-Junio, Vitor Marcilio Gomes Soares, Ana Maria Sá Barreto Maciel

Acta Fisiátr.2017;24(3):133-137

Analisar o efeito da cinesioterapia em grupo sobre a qualidade de vida, adesão e desistência do programa, capacidade funcional, equilíbrio e marcha de idosas sedentárias. Método: Estudo experimental, amostra de idosas com média de idade de 69,83 (±7,76), que foram submetidas a um protocolo de cinesioterapia e randomizadas em três grupos (N=48), cinesioterapia em grupo (CG), cinesioterapia individual (CI) e controle (C); durante 12 semanas. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário SF-36, e as variáveis de equilíbrio e marcha através do teste de Tinetti. Utilizando os procedimentos estatísticos descritivos (média e desvio padrao) e o teste de Wilcoxon, admitindo-se o nível de significância de p < 0, 05. Resultados: Taxa de permanência: CG:n=9; GI:n=10; C:n=8 ;Teste de Tinetti:Grupo CG: escore total 9.26 X 13.1; Grupo GI 11.37 X 14.5. Não houve melhora no grupo C. SF-36: média de escores: (CG) Dor: 33.2 X 70.7; Aspectos emocionais 33.3 X 66.6; (GI) Capacidade funcional: 64 X 85.5; Aspectos emocionais: 77.7 X 88; Limitação funcional: 72.5X 100. Não houve melhora estatisticamente significativas no grupo C. Conclusão: Não foram encontradas diferenças expressivas em relação a taxa de desistência entre a dinâmica em grupo e a dinâmica individual no programa de cinesioterapia, no entanto os grupos experimentais apresentaram diferenças significativas com os testes, antes e pós intervenção, para melhora nos aspectos emocionais, melhora de limitações físicas, redução de dor, melhora no equilíbrio e marcha, mostrando assim eficácia e importância dessa atividade.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Saúde, Qualidade de Vida

 

A influência da negligência unilateral no desempenho de atividades de vida cotidiana - relato de 3 casos

The influence of unilateral negligence in the performance of activities of daily living - report of 3 cases

Denise Rodrigues Tsukimoto; Gabriela Antunes Valester

Acta Fisiátr.2005;12(3):108-114

A negligência unilateral é descrita como uma limitação na habilidade de direcionar, responder ou orientar-se frente a estímulos apresentados no lado oposto ao da lesão cerebral, freqüentemente se manifestando através de sistemas sensoriais variados, incluindo os sistemas visual, somatosensorial e auditivo e é diagnosticada quando esta habilidade diminuída não pode ser atribuída a déficits motores ou sensitivos. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as implicações deste acometimento influenciando o desempenho das atividades de vida cotidiana, através da realização de três relatos de caso e análise da atividade de alimentação, resultando no desenvolvimento de uma versão inicial de um protocolo para análise de atividade específica para quadros de negligência unilateral.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, atividades de vida diária, desempenho psicomotor, acidente vascular encefálico, negligência hemi-espacial, avaliação e desempenho de tarefas, avaliação ecológica.

 

A influência da postura corporal nos parâmetros do sistema de oscilometria de impulso em crianças

The influence of body posture on the impulse oscillometry system parameters in children

Letícia Goulart Ferreira; Renata Maba Gonçalves; Maíra Seabra de Assumpção; Camila Isabel Santos Schivinski

Acta Fisiátr.2015;22(4):186-191

Oscilometria de impulso (IOS) é um método alternativo e complementar de avaliação da mecânica respiratória, mas cuja técnica de execução ainda necessita padronização. Objetivo: Analisar e comparar os resultados de parâmetros do IOS quando realizado em escolares nas posições ortostática e sentada. Método: estudo analítico observacional transversal. Escolares saudáveis de 6 a 12 anos foram submetidos à espirometria e dois exames de IOS randomizados quanto à postura (sentada e ortostática). Os dados foram analisados no SPSS 20.0. Utilizou-se o teste Shapiro-Wilk e, segundo a normalidade dos dados, aplicou-se o teste de Wilcoxon ou t de Student para comparação das posturas. Na correlação entre dados antropométricos e as variáveis oscilométricas empregou-se o teste de Pearson ou Spearman, com p < 0,05. Resultados: participaram 72 crianças, idade média de 8,42 ± 1,26. Não houve diferença entre as variáveis oscilométricas nas duas posturas. Na posição sentada, houve correlação negativa baixa entre altura de tronco (Altronco) e variáveis: resistência a 20Hz (R20) (p = 0,034) e a 5Hz (R5) (p = 0,041), resistência central (Rescent) (p = 0,018) e impedância (Z) (p = 0,030). Em ortostatismo verificou-se correlação negativa baixa entre idade e resistência periférica (Resper) (p = 0,011), R5 (p = 0,014) e Z (p = 0,009). Conclusão: Não houve diferença nos valores das variáveis oscilométricas entre a postura sentada e ortostática. Contudo, a resistência das vias aéreas foi influenciada pela Altronco, estatura e idade. O ortostatismo parece ser a melhor posição para análise da Resper.

Palavras-chave: Criança, Postura, Mecânica Respiratória, Testes de Função Respiratória

 

A influência da terapia por exercício com espelho nas limitações funcionais dos pacientes hemiparéticos: uma revisão sistemática

The influence of mirror therapy on functional limitations of hemiparetic patients: a systematic review

Lívia Portugal da Conceição; Priscila de Souza; Leyne de Andrade Cardoso

Acta Fisiátr.2012;19(1):37-41

O objetivo do estudo foi verificar a influência da terapia por exercício com espelho (TEE) nos déficits sensoriais e motores dos pacientes hemiparéticos acometidos por Acidente Cerebrovascular (ACV), através de revisão sistemática.
MÉTODO: Foi realizada a revisão nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed, referente aos últimos 12 anos. A qualificação dos artigos foi feita através da plataforma PEDro.
RESULTADOS: Foram incluídos no trabalho cinco artigos em que todos eram ensaios clínicos, randomizado e controlado, que utilizaram a TEE no tratamento de pacientes hemiparéticos. A pontuação dos estudos variou de 4 a 7 pela escala PEDro, com uma nota média de 6,2.
DISCUSSÃO: Alguns estudos mostraram que a TEE é benéfica para aumentar a destreza, amplitude e velocidade do movimento, e outros evidenciaram que há uma maior função e recuperação motora nos pacientes tratados com a TEE. Um estudo analisou pacientes hemiparéticos na fase aguda do ACV e com a Síndrome da dor complexa regional tipo 1 (SDCRt1) e verificou que a TEE aumenta a função motora e sensorial.
CONCLUSÃO: A TEE é benéfica para a recuperação motora, função sensório-motora e para a diminuição da dor. Indivíduos acometidos por ACV necessitam de fisioterapia e, claro, a quantidade de terapia pode influenciar no aprendizado motor, bem como a plasticidade neural. Sabemos a importância da estimulação de forma intensiva para aumentar a capacidade adaptativa do Sistema Nervoso Central em resposta a experiências, adaptações e condições diversas a estímulos repetidos. Dessa forma, se faz necessária a realização de novos protocolos de atendimento com diferentes frequências para evidenciar futuros resultados com a realidade em centros de reabilitação.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, reabilitação, terapia por exercício

 

A influência de um treinamento de caratê nas funções cognitivas e funcional em idoso com demência mista

The influence of a karate training in motor and cognitive functions in older with mixed dementia

Ana Clara de Souza Paiva; Eduardo Dias Viana; Larissa Pires de Andrade; Thais Delamuta Ayres da Costa; José Luiz Riani Costa

Acta Fisiátr.2014;21(1):41-45

Dentre as diferentes e recentes formas de intervenções não-farmacológicas para pacientes com demência realizadas no Brasil, não foram encontrados estudos que investigaram o efeito de um protocolo de caratê em pacientes com este quadro clínico, mais especificamente em idosos com diagnóstico de demência mista, doença de Alzheimer associada com demência vascular.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos de um treinamento de caratê nas funções cognitivas e funcionais de um idoso com demência mista.
MÉTODO: O participante, clinicamente diagnosticado com demência mista, passou por uma anamnese, seguida de avaliação cognitiva e funcional, antes e depois de um treinamento de quatro meses. O treinamento de caratê foi adaptado e sistematizado, visando fortalecimento muscular, flexibilidade, técnicas de posturas, ataque (socos e chutes), bloqueios (defesas) e katas (luta imaginária com vários oponentes), três vezes por semana, com duração de uma hora sessão em dias não consecutivos.
RESULTADOS: Os resultados encontrados foram manutenção das funções cognitivas e melhora no equilíbrio estático e dinâmico.
CONCLUSÃO: Conclui-se que o treinamento adaptado e sistematizado do caratê contribui para melhora de equilíbrio estático e dinâmico e manutenção do status cognitivo. Podendo contribuir assim para uma nova alternativa de intervenção não-farmacológica em idosos com demência mista.

Palavras-chave: Idoso, Demência, Atividade Motora, Terapia por Exercício, Artes Marciais

 

A influência do fortalecimento muscular no desempenho motor do membro superior parético de indivíduos acometidos por Acidente Vascular Encefálico

The influence of muscle strengthening on upper limb motor performance in stroke subjects

Geraldo Fabiano de Souza Moraes; Lucas Rodrigues Nascimento; Adam Edwards Glória; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Célia Maria Rocha e Paiva; Thiago de Arruda Teixeira Lopes; Shelley Caroline Pereira; Daniela Matos Garcia de Oliveira; Aline Cristina de Souza; Edênia Santos Garcia de Oliveira

Acta Fisiátr.2008;15(4):245-248

Após o acidente vascular encefálico, mais de 80% dos sobreviventes apresentam hemiparesia e a fraqueza muscular é citada como uma importante deficiência responsável pela redução do uso funcional do membro superior parético. Nesse contexto, evidências científicas sugerem o treinamento resistido como um importante componente dos programas de reabilitação. Estudos relacionados à recuperação destes indivíduos apresentam fundamentação que apóia a utilização do treinamento resistido para a recuperação da função do membro superior parético. Entretanto, esta modalidade de treinamento pode não resultar em benefícios para todos os indivíduos hemiparéticos e seus efeitos estariam condicionados ao nível de acometimento inicial do indivíduo. Ainda não há resultados conclusivos sobre a influência do fortalecimento muscular no desempenho motor do membro superior parético, o que sugere a aplicação do treinamento resistido como intervenção terapêutica complementar à reabilitação funcional. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de revisão bibliográfica, a influência do fortalecimento muscular no desempenho motor dos membros superiores de indivíduos.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, extremidade superior, desenvolvimento muscular.

 

A influência do uso de prótese sobre a evolução da cardiopatia isquémica em pacientes amputados transfemurais

Sueli Satie Hamada Jucá; Sandra Haddad; Alice Ramos Travassos; Jean Luc Fobe; Jorge Roberto Perrout de Lima; Juan Ferraretto

Acta Fisiátr.1997;4(3):129-135

A prevalência de doença arterial coronariana em pacientes de amputação com etiologia vascular é maior que na população saudável. A protetização é um dos procedimentos utilizados pela equipe multidisciplinar de reabilitação da Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD) para reabilitar indivíduos que sofreram cirurgia de amputação. Entretanto, não se conhece o efeito do uso da prótese na incidência e na evolução da doença arterial coronariana em pacientes amputados. O objetivo desse trabalho foi levantar, nos arquivos da AACD, informações que permitissem o estudo da evolução da cardiopatia isquémica em pacientes engajados no programa de reabilitação pós-amputação. Para isso, os 116 pacientes estudados foram categorizados em protetizados e não-protetizados e com teste ergométrico de membros superiores (TEMS) inicial negativo TEMS inicial positivo. Dentre os 116 pacientes estudados somente 40 (26 protetizados e 14 não-protetizados) realizaram o acompanhamento cardiológico completo (TEMS inicial e reteste); os outros 76 pacientes realizaram somente o TEMS inicial. Dos 40 pacientes com acompanhamento cardiológico completo, 15 (32,5%) tinham TEMS inicial positivo para cardiopatia isquémica e 25 (67,5%) tinham TEMS negativo, mostrando a alta incidência desta doença entre os amputados. O acompanhamento dos resultados de reteste dos 25 pacientes com TEMS inicial negativo permitiu o estudo da instalação da cardiopatia isquémica. No grupo acompanhado (25 pacientes), 12 pacientes (48%) apresentaram resultados positivos no reteste. Entretanto a incidência de resultados positivos no reteste é diferente (p<0,05), entre pacientes protetizados (35%) e não-protetizados (100%). Considerando-se as limitações do estudo, conclui-se que existe uma grande incidência de cardiopatia isquémica em pacientes amputados e que, provavelmente, o uso da prótese pode diminuir a incidência de cardiopatia isquémica em pacientes amputados unilaterais e bilaterais no nível da coxa.

Palavras-chave: Amputação. Exercício teste. Doença vascular periférica. Reabilitação. Doença arterial coronariana.

 

A interferência dos aspectos percepto-cognitivos nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária, em clientes com seqüelas por lesão neurológica.

The influence of the perceptual-cognitive difficulties on the activities of daily living and instrumental activities of daily living in patients with neurological injuries

Juliana Conti

Acta Fisiátr.2006;13(2):83-86

Este artigo é um levantamento bibliográfico sobre a interferência dos aspectos percepto-cognitivos durante a realização das atividades de vida diária (AVDs) e atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) em clientes com seqüelas por lesão neurológica. Com o objetivo de indicar o quanto esses déficits interferem na reabilitação do cliente e no retorno às atividades cotidianas, o artigo mostra que essas atividades - que aparentemente são simples e já conhecidas por eles - têm de ser aprendidas outra vez. Por outro lado, o artigo revela que não apenas esses aspectos interferem nessas tarefas durante o tratamento e no final dele (no qual o cliente apresentará uma maior ou menor independência), mas também há fatores - como os motores, emocionais, culturais, sociais, econômicos e principalmente a família - que influenciarao de maneira positiva ou negativa o cliente e seu processo de reabilitação. Para ilustrar esta pesquisa, foram apresentados três casos clínicos atendidos no serviço de Terapia Ocupacional.

Palavras-chave: terapia ocupacional, percepto-cognitivos, atividades cotidianas, reabilitação, lesão neurológica crônica

 

A intervenção fisioterapêutica no ambulatório de cuidado a pessoa com síndrome de Down no Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP

Physiotherapeutic intervention in the outpatient care of persons with Down syndrome at the Institute of Physical Medicine and Rehabilitation at HC FMUSP

Munique Dias de Almeida; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Patricia Zen Tempski

Acta Fisiátr.2013;20(1):55-62

A Síndrome de Down (SD) é a cromossosmopatia mais comum do ser humano. Sabe-se que estas pessãos quando estimuladas adequadamente apresentam potencial para uma plena inclusão social. O objetivo deste texto é divulgar o trabalho realizado junto a esta população pelo serviço de Fisioterapia que compoem a equipe multiprofissional do Ambulatório de Cuidado a Pessão com SD do Instituto de Medicina Física e Reabilitação - HC FMUSP. Tal ambulatório desenvolve atividades terapêuticas com pessãos entre zero e 18 anos de idade. Os trabalhos são realizados em modelos que são subdivididos em: Modelo de Etimulação Global, que atende de zero a três anos cujos os objetivos são voltados a aquisição dos marcos motores, essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor; Modelo de Desenvolvimento Infantil que aborda crianças dos quatro aos onze anos e estao focados no desenvolvimento de habilidades motoras mais avançadas, força, estruturação postural, aprimoramento da motricidade, equilíbrio e propriocepção para otimização da atividade cerebelar e consequente melhora do equilíbrio estático e dinâmico; Modelo Adolescentes Down dos doze aos dezoito anos e Modelo Adulto Down a partir de dezenove anos que visa tratar do reestabelecimento ortopédico e postural, além de fornecer orientações de promoção e prevenção em saúde. O acompanhamento fisioterapêutico é fundamental dentro do ambulatório do cuidado à pessão com SD pois estimula junto à equipe mustiprofissional e à família, o desenvolvimento motor destas crianças, respeitando o seu tempo e valorizando suas potencialidades, além de atuar como educador em saúde junto á família, com objetivo de prevenção e promoção da saúde da pessão com SD e seu núcleo familiar.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Desenvolvimento Infantil, Destreza Motora, Modalidades de Fisioterapia, Centros de Reabilitação

 

A medicina física e reabilitação no século XXI: desafio e oportunidades

Physical and rehabilitation medicine in the XXI century: challenges and opportunities

Filipa Faria

Acta Fisiátr.2010;17(1):44-48

Neste trabalho efetua-se uma reflexão sobre algumas das questoes que estao a influenciar a reabilitação na atualidade. As alterações demográficas e a epidemiologia das doenças, o aumento das expectativas dos doentes, o crescimento dos custos dos cuidados de reabilitação, e também a dificuldade em estabelecer os limites entre a MFR, as outras especialidades médicas e outros profissionais de saúde, são alguns dos desafios da nossa prática diária. Por outro lado, as mudanças nos conceitos, mentalidades e políticas relacionadas com a deficiência tal como a evolução tecnológica, são oportunidades para alargar o campo de intervenção da Medicina de Reabilitação, confirmando o seu papel decisivo na promoção do entendimento social sobre a deficiência. Finalmente, abordam-se algumas novas perspectivas para a reabilitação no século XXI.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Medicina Física, Políticas Públicas

 

A medicina física e reabilitação: uma visão crítica

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):31-32


 

A mesoterapia melhora a amplitude articular em pacientes com tendinite do manguito rotador

Mesotherapy improves range of motion in patients with rotator cuff tendinitis

Maria Matilde de Melo Sposito; Daniele Rivera; Marcelo Riberto; Leonardo Metsavaht

Acta Fisiátr.2011;18(4):196-199

Há evidências publicadas sobre o efeito da mesoterapia para as doenças inflamatórias do ombro.
OBJETIVO: Avaliar o ganho de amplitude de movimento (ADM) em pacientes com tendinopatia do manguito rotador tratados com mesoterapia. Uma série retrospectiva de casos conduzida a partir de prontuários médicos. Um serviço ambulatorial de reabilitação e ortopedia. População: 145 pacientes com diagnóstico clínico de tendinopatia do manguito rotador, com limitação da amplitude de movimento ativa.
MÉTODO: Os sujeitos do estudo foram tratados com mesoterapia entre 1995 e 2008, as mesclas foram selecionadas de acordo com o perfil do paciente e sua tolerância. O efeito sobre a ADM foi qualificado como "sem melhora" ou "com melhora". A melhora da sintomatologia foi correlacionada com a idade, duração dos sintomas e drogas usadas na mesoterapia. A realização concomitante de fisioterapia também foi correlacionada com o desfecho. Os efeitos adversos foram avaliados sistematicamente.
RESULTADOS: 117 pacientes (80,7%) apresentaram melhor objetiva da ADM ou a dor. O resultado não foi influenciado pela idade, duração dos sintomas ou pela realização concomitante de fisioterapia. Apenas efeitos adversos menores foram observados.
CONCLUSÃO: Este estudo sugere que a mesoterapia pode ser eficaz no tratamento da tendinopatia do manguito rotador, seja pela melhora da dor, ADM ou função global do membro superior. O impacto clínico deste estudo é que a mesoterapia pode ser associada ao tratamento fisioterapêutico padrao para melhorar ADM e dor na tendinopatia do manguito rotador.

Palavras-chave: infiltração, manguito rotador, mesoterapia, ombro, tendinopatia

 

A multidisciplinaridade na redução da levodopa na pessoa com doença de Parkinson avançada

Multidisciplinary care and the reduction of levodopa intake of patients with advanced Parkinson's disease

Bruna Yamaguchi; Manoela de Paula Ferreira; Vera Lúcia Israel

Acta Fisiátr.2016;23(4):197-200

Objetivo: Identificar e comparar as pessoas com Doença de Parkinson (DP) que fazem atividades multidisciplinares com aqueles que não fazem. Método: Os participantes foram avaliados quanto ao estadiamento Hoehn e Yahr (HY) (1-4), idade, dose diária de levodopa, que atividades que participa, qualidade de vida (PDQ-39), atividade de vida diária e motor (UPDRS). Eles compararam os participantes e não participantes de atividades multidisciplinares quanto a estratificação dos níveis de HY entre aqueles com déficit de equilíbrio (níveis 3 e 4 HY), e aqueles que não têm problemas de equilíbrio (níveis 1 e 2 HY). Resultados: Avaliados 49 participantes de ambos os sexos (21 mulheres, 28 homens), destes 17 não participam de terapias multidisciplinares e 32 realizam pelo menos uma atividade interdisciplinar. Não houve diferenças entre os grupos. No entanto, ao estratificar os níveis de HY, percebemos que houve uma diferença estatística no nível de HY mais elevado quanto a dose diária de levodopa prescrita, entre participantes e não participantes de atividades multidisciplinares (P = 0,017). Conclusões: O achado aponta que para esse grupo de pessoas com maior gravidade da DP, que praticam atividades multidisciplinares precisam de dose de levodopa estatisticamente menor.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Terapias Complementares, Levodopa

 

A percepção emocional do cuidador familiar frente à técnica do cateterismo intermitente limpo na mielomeningocele

Emotional perception of family-member caregivers regarding the clean intermittent catheterization in myelomeningocele cases

Regina Célia Villa Costa; Elizabete Tsubomi Saito Guiotoku; Helena Kravchychyn; Juliana Rocha; Mariana Magalhaes do Carmo; Yara Pisanelli Gustavo Castro

Acta Fisiátr.2012;19(4):222-227

Os cuidados do trato urinário necessários à criança com mielomeningocele demandam auxílio constante de um cuidador, que frequentemente é um membro da família e que por vezes vivencia dúvidas, angústias e dificuldades com relação à técnica do cateterismo intermitente limpo que se faz necessário para essas crianças.
OBJETIVO: Dessa forma, esta pesquisa tem como objetivo investigar pensamentos e sentimentos do cuidador familiar sobre a realização dessa técnica na criança e analisar se o cuidador visualiza a possibilidade da criança fazer o autocateterismo no futuro.
MÉTODO: O estudo tem abordagem quantitativa e qualitativa, observacional e transversal. Realizado com 15 cuidadores familiares provenientes de uma instituição de reabilitação da cidade de São Paulo, de abril a agosto de 2012, por meio de entrevista estruturada gravada em áudio. Para a análise de conteúdo e léxica das questoes abertas usou-se o software SPAD-Tr versão 1.5.
RESULTADOS: As categorias encontradas foram: Impressões do cuidador sobre o cateterismo; Tempo de adaptação ao procedimento; Percepções do cuidador sobre as impressões da criança; Referências à intervenção do profissional; Percepções do cuidador sobre o autocateterismo; Percepções do cuidador sobre o potencial da criança; Referências à (in)dependência na relação cuidador-criança. Para a análise estatística utilizou-se o software SPSSr 15.0.
CONCLUSÃO: Todos os cuidadores apresentaram sentimentos e pensamentos negativos a respeito do cateterismo, apesar de alguns também mencionarem conteúdos positivos. Além disso, a maior parte dos cuidadores não soube responder com clareza se a criança realizará o autocateterismo futuramente.

Palavras-chave: cateterismo urinário, cuidado da criança, cuidadores, meningomielocele

 

A prática da capoeira por pessoas com síndrome de Down: uma revisão da literatura

The practice of capoeira by people with Down syndrome: a literature review

Barbara Vilar Teixeira; Cristiane Gonçalves da Mota

Acta Fisiátr.2018;25(1):40-45

A Síndrome de Down (SD) é caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra, o que estabelece atraso no desenvolvimento psicomotor. A capoeira é uma prática corporal que tem como principal característica o controle do corpo, realizada por meio de atividades de coordenação motora, resistência aeróbia e muscular, ritmo e velocidade. Programas de atividade física como a capoeira, adaptada às pessãos com síndrome de Down, buscam auxiliar no desenvolvimento ou na melhora das capacidades físicas e habilidades motoras de seus praticantes. Objetivo: Encontrar estudos que propuseram a prática da capoeira por pessãos com SD, e verificar quais os resultados alcançados. Métodos: Foram realizadas pesquisas nas bases de dados Medline, SciELO, PUBMED, Lilacs, Bireme e Dedalus. Os descritores utilizados foram: síndrome de Down, deficiência intelectual, capoeira, atividade física, nos idiomas português e inglês, além de livros com publicações no período de 2007-2014. Resultados: Nove artigos incluídos nessa revisão da literatura. Conclusão: Verificou-se que as pessãos com síndrome de Down que praticavam capoeira obtiveram melhora no equilíbrio postural, coordenação motora e cognição e que também, essas pessãos tornaram-se mais independentes nas atividades cotidianas.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Deficiência Intelectual, Terapia por Exercício

 

A quantificação do trabalho mecânico como recurso de avaliação do controle postural

The quantification of mechanical work as a resource for analysis of postural control

Pedro Cláudio Gonsales de Castro ; Daniel Gustavo Goroso ; Daniel Boari Coelho ; José Augusto Fernandes Lopes ; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2009;16(4):179-185

O estudo tem por objetivo propor dois métodos de cálculo para a quantificação do trabalho mecânico (W) como recurso para análise do controle postural em indivíduos submetidos a perturbações motoras, visuais e/ou que estao em processo de reabilitação física. Neste estudo se aborda a quantificação do W realizado pelo sistema muscular após a extensão do tronco para postura ereta (auto-perturbação) em indivíduos com visão preservada (VP) e privação momentânea da visão (PMV) por meio de dois métodos denominados: i) Trabalho mecânico total (Wtot) e ii) Trabalho mecânico do centro de massa (WCM). A amostra constituiu-se de 10 voluntários saudáveis, do sexo masculino com idades de 25,6 (± 2,2) anos. Foram realizadas cinco tentativas para cada voluntário em ambas as condições. Para coleta dos dados foi utilizado um sistema de imagem para rastreamento optoeletrônico tridimensional, composto de 8 câmeras de vídeo, com freqüência de captação de 200 Hz. Observou-se pela análise de regressão linear que o Wtot e WCM apresentam forte correlação entre as duas condições (r2 = 0,77 para a condição VP e r2 = 0,84 para a condição PMV) e pelo teste t de Student observou-se diferenças estatisticamente significativas (p<0,10) na primeira tentativa entre os voluntários com VP e PMV para o Wtot durante o intervalo pós-perturbação, bem como diferenças no WCM nos intervalos [0,80]ms e [0,100]ms. Concluiu-se que os métodos que calculam o Wtot e o WCM possibilita investigar o controle postural após perturbações motoras e visuais podendo ser utilizado como recurso na reabilitação física.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Biomecânica, Reabilitação

 

A reabilitação das alterações cognitivas após o acidente vascular encefálico

The rehabilitation post stroke cognitive changes

Sandra Regina Schewinsky; Vera Lucia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2017;24(4):216-221

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) exerce forte impacto no panorama global da saúde do país, sendo a uma das maiores causas de deficiências no mundo, pois geram sequelas motoras, sensitivas, de linguagem, cognitivas, emocionais e comportamentais. A pessão que sofreu um AVE necessita de atendimento integrativo, motivo que o presente artigo visa demonstrar como o Serviço de Psicologia no Instituto de Medicina Física de Reabilitação do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMREA HC FMUSP) atua no estado da arte da reabilitação neuropsicológica/cognitiva, em que se faz necessário conceituar a Neuropsicologia e sua interface com o diagnóstico diferencial, com compreensão do funcionamento das atividades mentais na normalidade e suas alterações, para finalmente discorrer sobre a estruturação do programa de reabilitação neuropsicológica/cognitiva no processo de Reabilitação Integral da pessão vítima de AVE no IMREA FMUSP.

Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Neuropsicologia, Disfunção Cognitiva

 

A repercussão da lesão medular na identidade do sujeito

The repercussions of a spinal cord injury over the individual's identity

Maíra Baldan Fechio; Kátia Monteiro De Benedetto Pacheco; Harumi Nemoto Kaihami; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2009;16(1):38-42

O presente artigo decorre de pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória, de publicações literárias científicas, vinculadas á temática da lesão medular e da análise e discussão crítica deste material pesquisado, fundamentada na concepção de identidade do autor Ciampa e nos pressupostos da abordagem da psicologia social. Através do trabalho de pesquisa e análise crítica buscou-se uma maior reflexão e uma maior compreensão acerca da instalação da lesão medular, da repercussão da lesão medular na identidade do sujeito. Procurou-se discutir o papel do programa de reabilitação no movimento de elaboração e de transformação do sujeito e a importância do reconhecimento de seus potenciais para posteriormente participar de forma ativa e auto determinada na sociedade, colaborando assim para uma transformação da própria sociedade.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, reabilitação, psicologia social

 

A revista científica como instrumento de atualização profissional

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2005;12(3):0-0


 

A sexualidade no envelhecer: um estudo com idosos em reabilitação

The Sexuality in aging: a study with elderly under rehabilitation

Renata Maria Ortiz De Silva

Acta Fisiátr.2003;10(3):107-112

O objetivo deste estudo descritivo foi caracterizar os participantes do Grupo de Educação a Saúde (GES) da Divisão de Medicina de Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR-HCFMUSP) quanto à prática de atividade sexual de idosos, identificando as alterações na função sexual e expectativas dos mesmos com relação à sexualidade. Para a coleta de dados utilizou-se instrumento especifico, com três partes, na primeira foram informados dados sócio-demográficos; nas demais partes tanto homens quanto mulheres foram questionados quanto a regioes do corpo onde preferiam a estimulação sexual, a freqüência da atividade sexual e formas de obtenção de prazer. Para os homens foram direcionadas questoes específicas sobre ereção, ejaculação. Para mulheres investigou-se a ocorrência de orgasmos e libido, bem como aspectos fisiológicos envolvidos no ato sexual. Nossa amostra foi de 36 pacientes, cuja média de idade era 70 a 75 anos, sendo 31 mulheres (86%). Quanto ao estado civil: 16 eram viúvos (44%) 10 casados (28%); 5 solteiros (14%) e 5 divorciados (14%). Os dados apontam que 12 dos participantes praticam sexo de 0 a 3 vezes por semana.Em relação à freqüência das atividades sexuais 77% participantes julgaram-na satisfatória e 21 afirmaram sentir prazer (81%). A forma de estímulo preferida foi o uso de carícias 10 (56%), seguida por carícias e beijos em 4 (22%) ou masturbação em outros 4 (22%). Como zona erógena, 8 (30%) pessãos mencionam a cabeça, seguida de boca e pescoço 6 (22%), mamilos, peito e genitais 2 (7%). O estudo permitiu a verificação das características peculiares da atividade sexual em idosos, servindo como base para investigações clínicas aprofundadas a partir das quais abordagens mais amplas podem ser implementadas.

Palavras-chave: Sexualidade. Reabilitação. Idosos. Gerontologia

 

A terapia de restrição como forma de aprimoramento da função do membro superior em pacientes com hemiplegia

Constraint-induced therapy as an approach to the improvement of upper limb in stroke patients

Marcelo Riberto; Heloisa Moreira Monroy; Harumi Nemoto Kaihami; Priscilla Pereira dos Santos Otsubo; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(1):15-19

A terapia de restrição consiste na imobilização do membro superior não comprometido de pacientes hemiplégicos em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) como forma de estímulo ao uso do membro superior que teve a sua força reduzida. Experimentos realizados em algumas amostras específicas de pacientes mostram resultados promissores com essa abordagem. Este estudo teve o objetivo verificar seu efeito numa amostra de pacientes hemiplégicos em processo de reabilitação. Foram selecionados pacientes com AVC há mais de 6 meses que se encontravam em processo de reabilitação e possuíssem força para extensão da mão e dedos de pelo menos 10º de forma voluntária. A aplicação da restrição foi associada a 6 horas de terapia multidisciplinar diariamente em dias de semana e orientada a manutenção das atividades nos finais de semana. Para avaliação dos resultados foram usados os seguintes instrumentos: medida de independência funcional (MIF), teste motor de Wolf (TMW), escala de avaliação das deficiências do AVC (EADAVC) e dinamometria de preensão. Observou-se ganho estatisticamente significante na MIF (108,5 ± 6,4 versus 113 ± 7,3, p = 0,02) e TMW (10,5 ± 6,4s versus 6,5 ± 3,7s, p = 0,006), mas não na EADAVC (56,7 ± 4,4 versus 59,4 ± 8,4, p = 0,16) ou Dinamometria de pressão (16,2 ± 4,5 kgf versus 16,3 ± 5,4 kgf, p = 0,98). A conclusão deste estudo é que a aplicação da técnica de restrição do membro superior em pacientes hemiplégicos pode resultar em ganhos agudamente, indicando um caminho alternativo na abordagem das suas incapacidades.

Palavras-chave: hemiplegia, reabilitação, terapia de restrição, avaliação funcional, incapacidade, neuroplasticidade

 

A utilização do <em>biofeedback</em> no tratamento fisioterápico da paralisia facial periférica

Physical therapy for facial paralysis using the biofeedback

Fátima Goulart; Karina Simone de Souza Vasconcelos; Margareth Rosy Vilasboas de Souza Patricia Barcelos Pontes

Acta Fisiátr.2002;9(3):134-140

A paralisia facial periférica (PFP) é caracterizada como uma lesão do nervo facial que altera as funções da musculatura da face podendo ser causada por fatores traumáticos, infecciosos, idiopáticos e outros. Naqueles casos que evoluem para a forma crônica, as complicações mais comuns são o ressecamento corneano e as sincinesias. Além disso, essa doença gera incapacidades físicas, psicológicas e sociais. Várias técnicas fisioterápicas foram propostas para o tratamento da PFP, porém, muitas não consideram a especificidade do sistema neuromotor facial e nenhuma se destaca como sendo a mais efetiva. Esse artigo faz uma revisão bibliográfica sobre o uso do biofeedback na PFP, ressaltando técnicas, características e efeitos do tratamento. O biofeedback é uma técnica que utiliza referências visuais ou auditivas por meio da eletromiografia, do espelho ou de outros recursos, para fornecer ao indivíduo informações sobre sua performance motora. Essa técnica associada a exercícios específicos tem sido apontado como benéfico no tratamento da PFP. Os principais efeitos alcançados são a melhora do controle e da coordenação do movimento e a redução da assimetria e sincinesia, por um processo de aprendizado motor. Fatores como início precoce, maior duração do tratamento, acompanhamento posterior e adesão dos sujeitos parecem influenciar a obtenção de resultados positivos. Apesar das inúmeras vantagens apontadas na literatura para a utilização do biofeedback na PFP, os estudos revisados não consideram a heterogeneidade dos sujeitos submetidos ao tratamento e não determinam quais características realmente alteram a recuperação dos indivíduos em tratamento com biofeedback. Além disso, os efeitos do biofeedback a longo prazo não estao estabelecidos e a manutenção de um programa domiciliar orientado parece ser necessário.

Palavras-chave: Paralisia facial. Biofeedback. Reabilitação. Fisioterapia.

 

A velocidade média do teste de caminhada incentivada de 6 minutos como determinante da intensidade de treinamento para o recondicionamento físico de pneumopatas crônicos

The average speed from six minutes walk test as a parameter to determine the training load for physical reconditioning of chronic pulmonary disease patients

Pedro Henrique Scheidt Figueiredo; Fernando Silva Guimaraes

Acta Fisiátr.2009;16(4):156-161

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia de um protocolo de recondicionamento aeróbico para a melhora da capacidade funcional e dispnéia de pacientes pneumopatas crônicos, tendo como referência o teste de caminhada de 6 minutos (6MWD) para determinação da carga de treinamento.
METODOLOGIA: foram selecionados 10 pacientes pneumopatas crônicos (9 M e 1 F) com média de idade de 61,5 ± 10,6 anos, apresentando estabilidade clínica e sem contra-indicações para a prática de exercício aeróbico. O protocolo foi realizado em esteira ergométrica, com freqüência semanal de 3 sessões, durante 8 semanas. A velocidade de caminhada na esteira foi estipulada em 85% da velocidade média obtida no 6MWD. A capacidade funcional e a dispnéia foram avaliadas no inicio e ao término do treinamento. Para análise estatística foram utilizados os testes t-pareado e Wilcoxon, conforme as características das variáveis. As diferenças foram consideradas estatisticamente significativas quando p < 0,05.
RESULTADOS: Foi observada melhora da capacidade funcional através de aumento da distância percorrida no 6MWD (média = 445,7 ± 175 m vs 565,8 ± 174 m; p < 0,01) assim como redução da dispnéia pela MMRC [mediana = 3 (2 - 4) vs 1 (0 - 3); p < 0,05].
CONCLUSÃO: A velocidade média do 6MWD é um parâmetro eficaz para determinação da carga de treinamento em programas de recondicionamento aeróbico para pacientes pneumopatas crônicos.

Palavras-chave: Caminhada, Exercício, Pneumopatias, Dispnéia

 

Abordagem clínica e eletrofisiológica em neuropatías periféricas

José A. Garbino

Acta Fisiátr.1998;5(1):11-17

O autor pontua aspectos cruciais ao eletrofisiologista e ao clínico quanto ao diagnóstico das Neuropatias Periféricas. Relaciona achados clínicos aos eletrofisiológicos e à fisiopatologia do nervo periférico. O autor também apresenta soluções de diagnóstico específicas a problemas selecionados de interesse ao eletrofisiologista.

Palavras-chave: Estudos da condução nervosa, Eletromiografia, Resposta simpático-cutánea, Neuropatias periféricas.

 

Abordagem das atividades funcionais e da influência dos fatores ambientais em pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após o tratamento fisioterapêutico

Addressing functional activities and the influence of environmental factors in post-stroke hemiparetic patients before and after physical therapy

Geovanna Lemos Lopes; Luciana Castaneda; Luciane Lobato Sobral

Acta Fisiátr.2012;19(4):237-242

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é a principal causa de incapacidade neurológica, sendo a hemiparesia a sequela mais comum da doença. As limitações físico-funcionais associadas à influência de fatores ambientais afetam diretamente a funcionalidade dos indivíduos. Para a efetividade da reabilitação neurológica é indispensável que o fisioterapeuta conheça o perfil funcional do paciente a fim de traçar o plano de tratamento que atenda as reais necessidades.
OBJETIVO: Analisar as atividades funcionais e a influência dos fatores ambientais em pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após o tratamento fisioterapêutico.
MÉTODO: Foram avaliados 12 pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após 20 sessões de fisioterapia, utilizando-se o Indice de Barthel (IB) e um modelo avaliativo baseado no core set abreviado da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para AVE, com base no sistema de qualificadores genéricos da CIF.
RESULTADOS: Observou-se melhora significativa para as atividades andar (d450) (p = 0,0033), vestir (d540) (p = 0,018) e comer (d550) (p = 0,018), de acordo com um modelo avaliativo baseado na CIF. Por meio do IB, detectou-se melhora significativa para as atividades de alimentação (p = 0,0341), vestir (p = 0,0277), toalete (p = 0,0117) e subir/descer escadas (p = 0,0077). Os fatores ambientais família imediata (e310) e profissionais da saúde (e355) foram os que mais influenciaram positivamente na condição de saúde dos pacientes.
CONCLUSÃO: A Fisioterapia mostrou-se eficaz para melhorar a condição de saúde dos pacientes, visto que de acordo com a percepção deles algumas atividades diárias puderam ser executadas com mais facilidade ao final do tratamento fisioterapêutico. Para atender às necessidades do paciente, é importante elaborar o plano de tratamento individual, ressaltando o contexto em que ele está inserido, visando atender as reais limitações nas atividades e restrições à participação.

Palavras-chave: acidente vascular encefálico/reabilitação, coleta de dados, questionários, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Abordagem global de uma intervenção fisioterapêutica na onfalocele gigante

Global approach to a physiotherapy intervention in giant omphalocele

Camila Isabel da Silva Santos; Renata Tiemi Okuro; Patricia Blau Margosian Conti; Michele Chiacchio Choukmaev; Milena Antonelli; Maria Angela Gonçalves de Oliveira Ribeiro

Acta Fisiátr.2009;16(3):146-149

Descrever os efeitos da utilização de recursos instrumentais e cinesioterapêuticos em parâmetros cardiorrespiratórios, espirométricos e na qualidade de vida de uma adolescente com diagnóstico de Onfalocele Gigante (OG), doença pouco abordada na literatura em relação à intervenção da fisioterapia respiratória e motora. Paciente de 16 anos, com diagnóstico de OG, realizou acompanhamento fisioterapêutico, cuja conduta envolveu o uso do Thresholdr, Respiron r, fortalecimento e alongamento da musculatura global e de grupos musculares específicos, para a melhora do padrao postural. Os dados de função pulmonar referente à saturação de oxigênio, freqüências respiratória e cardíaca, pressão inspiratória e expiratória máximas, teste de caminhada de seis minutos e parâmetros espirométricos foram as variáveis quantitativas de efeito consideradas antes e após o período de cinco meses de tratamento. Houve melhora de todas as variáveis quantitativas de função pulmonar em relação aos valores basais, bem como melhora da qualidade de vida e da sensação de dispnéia referidas pela adolescente. O uso de recursos fisioterapêuticos instrumentais para fortalecer a musculatura inspiratória, melhorar a ventilação, diminuir a dispnéia e aumentar a tolerância ao exercício, além de uma abordagem postural para desenvolver equilíbrio da biomecânica músculo-esquelética, podem ser uma alternativa a ser utilizada como conduta no tratamento de pacientes com OG.

Palavras-chave: Onfalocele, Exercícios Respiratórios, Fisioterapia (Especialidade), Reabilitação

 

Ação pública e reabilitação profissional

Açao pública e reabilitaçao profissional

José Marçal Jackson Filho

Acta Fisiátr.2009;16(2):0-0


 

Acidente vascular cerebral crônico: reabilitação

Chronic cerebral vascular accident: rehabilitation

Thaís Tavares Terranova; Fabiola Olea Albieri; Munique Dias de Almeida; Denise Vianna Machado Ayres; Sissi Farrardo da Cruz; Mariana Vita Milazzotto; Denise Rodrigues Tsukimoto; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(2):50-59


 

Acidente vascular encefálico agudo: reabilitação

Acute encephalic vascular accident: rehabilitation

Igor Kaoru Naki; Thais Amanda Rodrigues; Tatiana Simoes de Andrade; Ana Paula de Carvalho Andrade Esotico; Daniella Heyn; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(2):60-65


 

Acompanhamento da locomoção de pacientes com mielomeningocele da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo - SP, Brasil

Ambulation follow-up in patients with myelomeningocele treated at the Associaçao de Assistência à Criança Deficiente (AACD) in Sao Paulo, Brazil

Fernanda Moraes Rocco; Elizabete Tsubomi Saito; Antonio Carlos Fernandes

Acta Fisiátr.2007;14(3):126-129

INTRODUÇÃO: a Mielomeningocele (MMC) é um tipo de malformação congênita da coluna vertebral e medula espinhal, caracterizada por paraplegia flácida e alteração sensitiva abaixo do nível da lesão, acompanhada de comprometimento neurológico, urológico e ortopédico. Os pacientes podem ser classificados funcionalmente como torácicos (T), lombares altos (LA), lombares baixos (LB) e sacrais (S) ou assimétricos.
OBJETIVO: traçar o perfil dos pacientes atendidos na clínica de MMC da AACD - SP considerando variáveis relacionadas ao padrao de marcha.
MÉTODO: revisão dos prontuários de pacientes atendidos em avaliação inicial durante o ano de 2000, com idade inferior a um ano, e suas evoluções até última consulta na clínica no ano de 2004.
RESULTADO: no total passaram 230 pacientes em avaliação inicial na clínica de MMC da AACD - SP no ano de 2000. Destes, 64 (27%) apresentavam menos de 1 ano de idade na primeira consulta. Destes, 11% não retornaram em consulta médica na clínica após a avaliação inicial, e dois pacientes sabidamente evoluíram para óbito. A média de idade no último retorno na clínica foi de 3,5 anos. Ao analisarmos o nível neurológico no retorno encontramos 43% nível Torácico, 20% nível Lombar alto, 28% nível Lombar baixo, 2% nível Sacral e 6% Assimétrico. Ao analisarmos o padrao de marcha observamos que 57% são não deambuladores, 7% são deambuladores não funcionais, 25% são deambuladores domiciliares e 11% são deambuladores comunitários. Entre todos os pacientes deambuladores a idade de início da marcha foi em média 3 anos. Sabese que pacientes com níveis neurológicos mais baixos tendem a manter a marcha por mais tempo. Como esses pacientes tendem a se tornar menos ativos e perder a marcha com o passar dos anos (devidosobretudo à obesidade e deformidades ortopédicas), é fundamental estudar a idade de aquisição da marcha. Ao analisarmos a presença de deformidades ortopédicas em coluna observamos que 57% não apresentam deformidades, 9% apresentam escoliose toracolombar, 32% apresentam cifose e 1% apresenta hiperlordose. Medula presa ocorreu em 36%.
CONCLUSÃO: os níveis funcionais mais altos estao associados à aquisição mais tardia da marcha, bem como mais deformidades ortopédicas e maior necessidade de meios auxiliares.

Palavras-chave: criança, mielomeningocele, marcha, reabilitação, centros de reabilitação

 

Adaptação da pessoa após acidente vascular encefálico e seu cuidador: ambiente domiciliar, cadeira de rodas e de banho

Adaptation of the person after stroke and their caregivers: home environment, wheelchair and bath chair

Márcia Regina Garanhani; Jaqueline Frazao Alves; Dirce Shizuko Fugisawa; Mara Lúcia Garanhani

Acta Fisiátr.2010;17(4):164-168

O acidente vascular encefálico causa incapacidade funcional. O envolvimento dos familiares influencia na recuperação dos pacientes e as barreiras arquitetônicas no domicílio dificultam a acessibilidade. O estudo qualitativo procurou identificar as dificuldades das pessoas após o acidente vascular encefálico em relação às barreiras arquitetônicas, ao manuseio da cadeira de rodas e de banho, por meio de entrevista semi-estruturada e roteiro de medidas de acessibilidade. Nove pacientes e seus cuidadores foram entrevistados e da análise dos discursos emergiram três categorias empíricas: acessibilidade andando, acessibilidade com a cadeira de rodas e de banho e o papel das orientações. As principais barreiras encontradas foram os corredores estreitos e circulação interna inadequada. As barreiras arquitetônicas dificultam o uso da cadeira de rodas e de banho no domicílio, sobrecarregando os cuidadores. O conhecimento da realidade destas pessoas facilita programas de orientações de atividades de vida diária centradas na realidade.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Estruturas de Acesso, Cadeiras de Rodas

 

Adaptação de longo prazo ao treinamento cíclico induzido eletricamente em indivíduos com severa lesão na medula espinhal

Thomas Mohr; Jesper L. Andersen; Fin Biering-Sorensen; Henrik Galbo; Jens Bangsbo; Aase Wagner; Michael Kjaer

Acta Fisiátr.1999;6(1):21-39

Indivíduos com lesão da medula espinhal (LME) mais freqüentemente adquirem essa condição na juventude e são relegados a uma vida de maior ou menor inatividade física. Em adição às implicações primárias da LME, indivíduos com LME severa são estigmatizados e relegados a uma condição de vida física inativa. É desconhecido se essas condições relatadas são potencialmente reversíveis e o objetivo do presente estudo foi, portanto, examinar os efeitos do exercício em indivíduos com LME. Entao, 10 indivíduos (6 com tetraplegia e 4 com paraplegia; idade de 27 a 45 anos; tempo de lesão de 3 a 23 anos) foram treinados por 1 ano em cicloergometria com estimulação elétrica controlada por feedback. Eles treinaram 3 vezes por semana (média 2,3 vezes), 30 minutos em cada sessão. Os músculos glúteos, isquiotibiais e quadríceps foram estimulados por eletrodos colocados na superfície da pele sobre seus pontos motores. Durante o primeiro treino, uma variação substancial na performance foi observada entre os pacientes. A maioria dos indivíduos foi capaz de realizar o exercício por 30 minutos na primeira sessão, mas dois indivíduos foram capazes de realizar o exercício por apenas poucos minutos. Depois do treino de 1 ano, todos os indivíduos foram capazes de realizar 30 minutos contínuos de treino e o trabalho produzido teve aumento de 4 ± 1 (média de "erro-padrao" EP) para 17 ± 2 kJ por sessão de treino (P < 0,05). A taxa de captação máxima de O2 durante o exercício com estimulação elétrica aumentou de 1,20 ± 0,08 l/min, mensurada depois de poucas semanas de exercício, para 1,43 ± 0,09 l/min após 1 ano de treinamento (P < 0,05).
Imagens de corte com ressonância magnética foram feitas na coxa para avaliar a massa muscular, que teve um aumento de 12% (média, P < 0,05) em 1 ano de treinamento.
Em biópsias feitas antes do exercício, vários estados de atrofia foram observados nas fibras musculares dos indivíduos, um fenômeno que foi parcialmente normalizado em todos os pacientes depois do treinamento. É sabido que a distribuição do tipo de fibra no músculo esquelético é alterada para fibras do tipo II B (contração rápida, rapidamente fatigável, glicolíticas) dentro dos primeiros 2 anos após a lesão medular. Nessa avaliação, os músculos continham 63% de miosina de cadeia pesada (MHC) isoforme II B, 33% de MHC isoforme II A (contração rápida e resistentes à fadiga) e menos de 5% de MHC isoforme I (fibras de contração lenta) antes do treinamento. Uma transformação para obterem-se fibras com proteínas contráteis mais resistentes à fadiga foi encontrada após 1 ano de treinamento. A porcentagem de MHC isoforme II A aumentou para 61% do total de proteínas contráteis e houve uma diminuição de 32% nas fibras rapidamente fatigáveis do tipo MHC isoforme II, enquanto as MHC isoformes I somente compunham 7% da quantidade total de MHC. Essa alteração foi acompanhada de um aumento de 100% na atividade enzimática da citrato sintetase, como um indicador da capacidade oxidativa mitocondrial.
Conclui-se que as alterações na performance, nesse exercício e nas características do músculo esquelético, associadas à inatividade que ocorre em indivíduos com LME, são reversíveis, mesmo até 20 anos após a lesão. Sucede que o treino com exercícios induzidos por estimulação elétrica dos músculos paralisados é uma efetiva ferramenta de reabilitação que deveria ser oferecida aos indivíduos com LME no futuro.

Palavras-chave: Lesão na medula espinhal. Tetraplegia. Paraplegia. Estimulação elétrica do músculo. Exercício. Músculo esquelético.

 

Adaptação transcultural da <em>Motor Assessment Scale</em> (MAS) para o Brasil

Cross-cultural adaptation of the Motor Assessment Scale (MAS) for Brazil

Elaine Lima Silva Wanderley; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Glória Elizabeth Laurentino; Luan César Simoes; Andrea Lemos

Acta Fisiátr.2015;22(2):65-71

Objetivo: Realizar a adaptação transcultural da MAS para o Brasil. Método: O processo de adaptação transcultural ocorreu em cinco estágios: 1) tradução da versão original da MAS por dois tradutores bilíngues independentes; 2) síntese das traduções (criação da versão 1); 3) retrotradução (a versão 1 em português foi revertida para o inglês por dois tradutores bilíngues independentes); 4) análise do comitê de especialistas (4 tradutores e dois fisioterapeutas); 5) pré-teste (aplicação do instrumento na população alvo). Também foi realizado um estudo Delphi e o instrumento foi submetido à opiniao de 10 fisioterapeutas, de diferentes estados do País. Resultados: O consenso sobre a clareza, equivalência semântica e relevância técnico-científica da MAS foi obtido na segunda fase do estudo Delphi, com concordância entre 80 e 100%. Na primeira fase do estudo Delphi, foram dadas sugestoes para melhorar a clareza dos itens, que resultaram na lista Delphi 2. Conclusão: A MAS-Brasil foi criada através de um adequado processo de adaptação transcultural, garantindo a sua equivalência semântica e adequação cultural. Ainda é necessário verificar as propriedades de medida desta versão para a sua adequada utilização clínica e em pesquisas.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Validade dos Testes, Reprodutibilidade dos Testes

 

Adaptação transcultural do "<em>Pelvic Girdle Questionnaire</em>" (PGQ) para o Brasil

Cross-cultural adaptation of "Pelvic Girdle Questionnaire" (PGQ) to Brazil

Luan César Ferreira Simoes; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Elaine Lima Silva Wanderley; Raphaela Rodrigues de Barros; Glória Elisabeth Carneiro Laurentino; Andrea Lemos

Acta Fisiátr.2016;23(4):166-171

O Pelvic Girdle Questionnaire (PGQ) possui boa confiabilidade teste-resteste, consistência interna e validade de construto. O instrumento é composto de 25 itens distribuídos em duas subescalas (atividades e sintomas). Objetivo: Adaptar transculturalmente para a população brasileira o "Pelvic Girdle Questionnaire" (PGQ). Método: O processo de adaptação transcultural ocorreu em 5 etapas: tradução, retrotradução, análise do comitê de especialistas, Estudo Delphi e pré-teste. Um Estudo Delphi foi adicionado ao processo para a submissão do instrumento à opiniao de 17 fisioterapeutas especialistas de diversas regioes do país. Resultados: A partir dos resultados da tradução e retrotradução foi desenvolvida uma versão do PGQ sintetizada em português. Durante a etapa do comitê de especialistas não foram observadas diferenças semânticas entre a versão sintetizada quando comparada à original. Após consenso de mais de 80% dos especialistas do estudo Delphi, a versão do PGQ-Brasil foi aplicada na população-alvo durante o pré-teste. Sem mais alterações, a versão final do PGQ-Brasil foi concluída. Conclusão: O PGQ-Brasil demosntrouse bem adaptado para a realidade cultural da população brasileira, acrescentando-se, inclusive, o Estudo Delphi como ferramenta adicional para assegurar ainda mais a confiabilidade desse processo.

Palavras-chave: Dor da Cintura Pélvica, Inquéritos e Questionários, Tradução, Estudos de Validação

 

Adaptação transcultural do ABILOCO: uma medida de habilidade de locomoção, específica para indivíduos pós acidente vascular encefálico

Cross-cultural adaptation of the ABILOCO: a measure of locomotion ability for individuals with stroke

Patrick Roberto Avelino; Iza Faria-Fortini; Marluce Lopes Basílio; Kênia Kiefer Parreiras de Menezes; Lívia de Castro Magalhaes; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela

Acta Fisiátr.2016;23(4):161-165

O ABILOCO, específico para adultos pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), é um questionário para avaliação de habilidade de locomoção. Para sua aplicação na população brasileira, é necessário que seja realizada a sua adaptação transcultural. Objetivo: Realizar a adaptação transcultural do ABILOCO para uso no Brasil. Métodos: O processo de adaptação transcultural seguiu diretrizes padronizadas, sendo realizado em cinco etapas: tradução, retrotradução, síntese das traduções, avaliação pelo comitê de especialistas e teste da versão pré-final. A versão pré-final foi aplicada em 10 indivíduos pós- AVE, que responderam ao questionário e foram indagados sobre como interpretaram cada item. Resultados: O processo de adaptação transcultural seguiu todas as recomendações propostas, sendo necessários apenas acréscimos em dois itens, para possibilitar melhor compreensão. Resultados satisfatórios foram obtidos no teste da versão pré-final, uma vez que não houve nenhum problema quanto à redação e clareza dos itens ou ao objetivo do questionário. Conclusão: A versão final do ABILOCO, denominada ABILOCO-Brasil, demonstrou satisfatório grau de equivalência semântica, conceitual e cultural para uso em contextos clínicos e de pesquisa no Brasil. Estudos futuros devem ser conduzidos para dar continuidade ao processo de validação do questionário.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Locomoção, Comparação Transcultural

 

Algumas verdades sobre a clínica fisiátrica do ombro doloroso

R.E. de Araujo Leitao; Valéria de Araujo Leitao

Acta Fisiátr.1995;2(1):32-33


 

Algumas verdades sobre o tratamento fisiátrico das cervicalgias

R.E. de Araújo Leitao; Henrique Ayres de Vasconcelos; Valéria de Araujo Leitao

Acta Fisiátr.1994;1(1):23-25


 

Alterações clínicas dos pacientes com lesão encefálica adquirida que interferem no tratamento odontológico

Clinical impairments of patients with acquired encephalic lesions that interfere with their dental treatment

Ana Claudia Darré Peres; Carolina Asano; Cristina Lima Leite Carvalhaes; Marcelo Furia Cesar

Acta Fisiátr.2011;18(3):119-123

Lesão Encefálica Adquirida (LEA) é uma lesão que ocorre no encéfalo após o nascimento e não está relacionada a doenças hereditárias, congênitas, degenerativas ou traumas de parto, podendo causar seqüelas físicas e cognitivas. Pacientes portadores de necessidades especiais estao cada vez mais presentes na prática diária do cirurgiao dentista, porém, muitos profissionais ainda encontram dificuldades em atender estes pacientes. O objetivo deste estudo foi detectar alterações clínicas nos pacientes com LEA e relatar como estas podem interferir no atendimento odontológico. Foram avaliados 101 pacientes, com 18 a 87 anos de idade, de ambos os sexos, pertencentes à Clínica de LEA da Associação de Assistência à Criança Deficiente de São Paulo (AACD-SP). As informações foram coletadas através de consulta de prontuários, questionário fechado e exame clínico do paciente. Neste estudo, 70,30% dos pacientes apresentavam espasticidade, 51,49% disfagia, 44,55% convulsão, 75,25% déficit cognitivo, 9,90% limitação de abertura bucal e 40,59% eram dependentes para a higiene oral. O cirurgiao dentista deve estar atento às alterações clínicas dos pacientes com LEA, minimizando possíveis intercorrências clínicas por meio de uma anamnese detalhada e planejamento clínico.

Palavras-chave: Assistência Odontológica para Pessoas com Deficiências, Pessoas com Deficiência, Acidente Cerebral Vascular

 

Alterações de comunicação e linguagem de pacientes portadores de lesão encefálica adquirida. Estudo descritivo retrospectivo

Communication and language disorders of patients with acquired brain injuries. A retrospective and descriptive study

Rebeca Boltes Cecatto; Sueli Hamada Jucá; Maria Inês Nacarato; Fabiana Regina Giacomini Maeda; Fernanda Franco Prieto

Acta Fisiátr.2006;13(3):136-146

Há poucos estudos brasileiros abordando a comunicação e linguagem dos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas, bem como sua relação com as melhoras motoras e cognitivas durante a reabilitação. Esse fator, somado à complexidade da avaliação dessas alterações justifica este estudo. O objetivo deste estudo foi descrever as alterações de comunicação nos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas atendidos pela equipe de reabilitação de pacientes com lesões encefálicas adquiridas e correlacionar esses dados com variáveis biodemográficas, clínicas e achados aos exames de imagem. Cento e dezenove prontuários médicos de pacientes hemiplégicos sob reabilitação, atendidos entre Outubro de 2002 e 2004 foram avaliados. Foram tabulados dados clínicos, biodemográficos, resultados de exame de imagem e o padrao de transtorno de comunicação de acordo com a avaliação realizada no serviço de fonoaudiologia. O grau de incapacidade foi avaliado pela medida de independência funcional (MIF). O AVE correspondeu a 74% dos casos, seguido pelo TCE em 20% e 6% de outras etiologias. Cinqüenta e um pacientes apresentaram alterações de linguagem, enquanto 43 tinham outras alterações fonoaudiológicas e não de linguagem e 25 sem alterações; 30,9% de afasias (sendo 56% dessas, mistas, a mais prevalente), 27,7% de disartrias, 24,5% de apraxias, 22,3% de alterações lingüístico-cognitivas, 21,3% de alterações de voz, 20,2% de disfagias, 14,9% de alterações sensoriomotoras orais, 3,2% de hipoacusias e 1,1% de anomias. Não foram encontradas associações entre o gênero na comparação dos subgrupos com afasia, portadores de distúrbio lingüístico-cognitivo, TCE ou AVE, bem como nenhum paciente sugerindo dominância cerebral para linguagem à direita. A prevalência das afasias apresentou relação com a lateralidade esquerda da lesão e a dos distúrbios lingüístico-cognitivos com a lateralidade direita e com a presença de TCE, sendo menor o número de afásicos entre os pacientes com TCE do que no resto da amostra. A MIF apresentou associação com as alterações de linguagem, sugerindo que estas influenciaram o grau de independência dos pacientes.
CONCLUSÕES: A comunicação e suas alterações estao ligadas às outras alterações cognitivas, motoras, sócio-culturais e pessãois do paciente, o que reforça a importância das equipes interdisciplinares no diagnóstico funcional e reabilitação dos pacientes com lesões encefálicas adquiridas.

Palavras-chave: Reabilitação dos transtornos da fala e da linguagem, acidente cerebrovascular, traumatismos cerebrais, transtornos da comunicação, transtornos cognitivos

 

Alterações dos parâmetros da marcha e déficit sensório-motor associado à neuropatia diabética periférica

Changes of the gait parameters and sensory-motor deficit associated with peripheral diabetic neuropathy

Alessandra Rezende Martinelli; Alessandra Madia Mantovani; Andrea Jeanne Lourenço Nozabieli; Dalva Minonroze Albuquerque Ferreira; Cristina Elena Prado Teles Fregonesi

Acta Fisiátr.2014;21(1):36-40

Quando há dano no sistema nervoso periférico, com prejuízos sensoriais e motores, como observado em neuropatas diabéticos, podem ocorrer graves repercussões sobre o equilíbrio e a locomoção nesta população.
OBJETIVO: Avaliar o desempenho da marcha e alterações sensório-motoras, decorrentes da neuropatia diabética periférica.
MÉTODO: Participaram 24 indivíduos neuropatas diabéticos e 28 indivíduos saudáveis sem alterações glicêmicas indicativas de diabete. Os participantes foram submetidos inicialmente a avaliações clínicas para confirmação de diagnóstico de neuropatia diabética por meio de teste de sensibilidade tátil da sola dos pés com monofilamentos. Posteriormente, foram submetidos à avaliação da variação angular do tornozelo, em condição estática e durante a marcha, por meio de cinemetria. A força muscular do tornozelo foi investigada por meio de dinamometria digital.
RESULTADOS: Foi demonstrado maior duração nos períodos de duplo apoio e apoio total da marcha em indivíduos com neuropatia diabética quando comparados com o grupo controle, confirmando uma maior dificuldade no equilíbrio dinâmico destes indivíduos. Para o grupo experimental de indivíduos neuropatas foi evidenciado redução da força muscular, tanto para os músculos dorsiflexores, quanto para os plantiflexores de tornozelo.
CONCLUSÃO: As perdas sensório-motoras decorrentes da NDP podem implicar em prejuízo no desempenho da marcha, com consequente perda de equilíbrio.

Palavras-chave: Marcha, Força Muscular, Equilíbrio Postural, Neuropatias Diabéticas

 

Alterações eletrocardiográficas e cardiovasculares em pacientes com infarto do miocárdio pregresso submetidos a programa de reabilitação cardíaca supervisionado

Cilene Abreu Cardoso-Costa; Paulo Yazbek Júnior; Livia Maria dos Santos Sabbag; Maristela Palácios Dourados; Gilson Tanaka Shinzato; Claudio Costa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1997;4(2):82-89

A reabilitação cardíaca é o processo de desenvolvimento e manutenção de nível desejável de atividade física, social e psicológica após o início da doença coronária sintomática, sendo uma terapêutica multiprofissional para a patologia, que é multifatorial. Assim, nas últimas décadas, a prática de exercícios físicos tem sido estimulada entre indivíduos sadios e cardiopatas. Os principais objetivos são: evitar os efeitos negativos do repouso prolongado no leito em pacientes convalescentes de infarto agudo do miocárdio pós-cirurgia cardiovascular, com o retorno mais breve às atividades cotidianas, evitar complicações pulmonares, melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida, mudanças de hábitos com modificação de fatores de risco e redução dos índices de morbi-mortalidade.

 

Alterações socioeconômicas e familiares de pacientes com hemiparesia decorrentes de acidente vascular encefálico

Familial and socio-economic changes of patients with hemiparesis stemming from stroke

Aline Ferreira Placeres; Maysa Alahmar Bianchin

Acta Fisiátr.2015;22(1):5-8

O acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma doença de grande impacto social por causar grandes rupturas como a perda do emprego, a diminuição da renda, troca de papéis ocupacionais, podendo se tornar um problema familiar grave. Objetivo: Analisar as alterações no trabalho e família, causadas pela hemiparesia em pacientes que sofreram AVE (Acidente Vascular Encefálico). Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo onde participaram trinta pacientes com hemiparesia decorrente de AVE no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Os instrumentos utilizados foram a ficha de identificação contendo nome, idade, gênero, profissão atual e profissão anterior entre outras, e questionário adaptado pelo serviço de Terapia Ocupacional com dez questoes fechadas, onde o participante tinha opção de resposta "sim" ou "não". Resultados: A pesquisa mostrou que antes da disfunção física 87% dos participantes trabalhavam e recebiam um salário e após a disfunção nenhum realiza atividade remunerada. As relações familiares dos participantes são mais comprometidas em pacientes que sofreram disfunção a mais tempo do que outros pacientes que possuem a disfunção há menos tempo. Conclusão: Este estudo observou que pacientes com hemiparesia decorrente de AVE podem sofrer alterações nas relações laborais, socioeconômicas e familiares e esses dados são relevantes para que os profissionais de saúde possam auxiliar o retorno desses sujeitos às atividades ocupacionais, após AVE.

Palavras-chave: Fatores Socioeconômicos, Acidente Vascular Cerebral, Paresia, Terapia Ocupacional

 

Amputações parciais do pé. Análise das soluções proféticas

Therezinha Rosarte Chamlian; Marcelo Saad; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.1996;3(3):14-17

Em amputações parciais do pé, a solução protética mais utilizada é o preenchimento anterior do calçado, adaptado à palmilha ou goteira. Entretanto, tanto do ponto de vista funcional quanto estético, estas soluções deixam a desejar. Comumente, as forças atuantes causam lesões de pele no coto e deformidade do calçado, quando não se usa goteria anti-eqüino de tornozelo. A goteira mantém a articulação tibio-társica rígida. Este trabalho analisa os aspectos favoráveis e desfavoráveis da protetização a este nível de amputação. Cinco pacientes do sexo masculino, portadores de amputação parcial do pé, foram avaliados clinicamente e submetidos à análise de marcha. O processo de análise consistiu de filmagem da marcha em perfil e interpretação quadro-a-quadro em videocassete profissional. Os parâmetros da marcha analisados foram: cadência, comprimento do passo e da passada, e velocidade. A solução protética de preenchimento anterior do pé, adaptada à goteira, nos pareceu ser uma boa solução biomecânica.

Palavras-chave: Amputação. Pé. Prótese.

 

Análise cinemática tridimensional da articulação subtalar durante a marcha em mulheres normais

Lícia Margarida de Vilhena Saadi; Iracy G. Knackfuss; Carmen L. N. de Castro; Rogério Emygdio

Acta Fisiátr.1998;5(1):31-37

O objetivo deste trabalho foi estudar, aplicando o sistema PeakPerformance de análise cinemática tridimensional, a variação angular da articulação subtalar durante a marcha. Foram estudadas 29 mulheres assintomáticas, entre 40 e 75 anos, devido à grande demanda no ambulatório de MFR-HUCFF de mulheres com idade acima de 40 anos, que apresentam doenças que comprometem função da articulação subtalar. Utilizou-se o "Sistema PeakPerformance para Análise Tridimensional do Movimento" com o programa computacional "Peakversão 5.2" que aplica o método "Direct Linear Transformation - DLT". Aplicou-se uma variação da metodologia proposta por Nawoczenski e cols., 1995. Tendo em vista que o programa computacional utilizado, "Peak versão 5.2", não é específico para a análise de marcha, foi desenvolvida uma rotina matemática para a conversão dos valores calculados nos ângulos da subtalar. No tratamento dos dados, utilizou-se a estatística descritiva dos valores do movimento da articulação subtalar durante o ciclo da marcha e o Teste F para o estudo comparativo do comportamento das articulações subtalar direita e esquerda. Os resultados mostraram que a Análise Cinemática Tridimensional, utilizando o Sistema Peak Perfomance, é precisa para avaliar o comportamento funcional da articulação subtalar e para quantificar a sua variação angular no ciclo da marcha (C=10,33º - SD=1,82; C=10,360 - SD=1,46 pronação-supinação da articulação subtalar direita e esquerda). Os achados desta pesquisa são coincidentes com os descritos por Wright, 1964; Perry, 1992, Mann, 1993; Pratt, 1993; Inman, 1994 e mostram o comportamento fisiológico da articulação subtalar. Observou-se que não existem diferenças significativas entre o comportamento da articulação subtalar direita e esquerda durante o ciclo da marcha.

Palavras-chave: Articulação subtalar, Marcha, Análise cinemática tridimensional

 

Análise comparativa da flexibilidade de mulheres idosas ativas e não ativas

Comparative analysis of flexibility in active and inactive elderly women

Thiago Barbosa Zambon; Pamela Roberta Gomes Gonelli; Rodrigo Detone Gonçalves; Bruno Luis Amoroso Borges; Maria Imaculada de Lima Montebelo, Marcelo de Castro Cesar

Acta Fisiátr.2015;22(1):14-18

Com o envelhecimento ocorre um declínio na aptidao física, uma variável muito atingida é a flexibilidade, e a prática de exercícios físicos pelos idosos é um importante fator para a manutenção da saúde e aptidao física no decorrer do processo de envelhecimento. Objetivo: Comparar a flexibilidade de mulheres idosas praticantes hidroginástica, treinamento combinado e não ativas. Participaram 60 voluntárias, idade entre 60 e 80 anos, agrupadas em: ativas praticantes de hidroginástica (G1) 20 voluntárias; ativas praticantes de treinamento combinado (G2) 20 voluntárias; não ativas (G3) 20 voluntárias. Métodos: As voluntárias foram submetidas à avaliação antropométrica com medidas de massa corporal, estatura e circunferência da cintura e da flexibilidade com medidas da distância alcançada no teste de sentar e alcançar e da amplitude da flexão e extensão do quadril através do goniômetro. Foram verificados os pressupostos de normalidade por meio do teste de Shapiro-Wilk, para a comparação entre os grupos (G1, G2, G3) foram realizados o teste Anova one way, seguido do post hoc de Tukey para os dados com distribuição paramétrica, e o teste de Friedman para amostras com distribuição não paramétrica. Aplicou-se o nível de significância de p < 0,05. Resultados: Nas variáveis antropométricas não foram encontradas diferenças significativas entre grupos. Na flexibilidade, foi encontrada diferença significativa na flexão e na extensão de quadril, os grupos G1 e G2 apresentaram maiores valores que o G3, não houve diferença significativa entre G1 e G2, não existindo outras diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: Os resultados sugerem que os treinamentos de hidroginástica e combinado proporcionaram melhora na flexão e extensão do quadril das mulheres idosas, sem influência nas outras variáveis estudadas.

Palavras-chave: Educação Física e Treinamento, Maleabilidade, Idoso, Mulheres

 

Análise comparativa dos resultados funcionais obtidos em 100 artroplastias totais do joelho pela fisioterapia convencional isolada ou associada à movimentação passiva contínua

Eliane Machado Máximo; Danilo Masiero; Luiz Aurélio Mestriner

Acta Fisiátr.1996;3(3):24-29

Estudo prospectivo de 85 pacientes submetidos a 100 artroplastias totais dos joelhos (15 bilaterais) no período compreendido entre junho de 1991 a junho de 1994. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos. O grupo I, constituído de 44 pacientes (50 joelhos), foi submetido à fisioterapia convencional isolada e o grupo II de 45 pacientes (50 joelhos) à fisioterapia convencional associada à MPC (movimentação passiva contínua). O objetivo foi estabelecer possíveis diferenças entre os dois tipos de tratamento fisioterápico com relação ao tempo mínimo necessário para atingir 60 graus de flexão, tempo de hospitalização, variação percentual do arco de movimento pré e pós-operatório e condições da ferida operatória. Foi também analisada a evolução do arco de movimento por ocasiao da alta hospitalar, e aos três, seis, nove e doze meses. Não houve diferença estatisticamente significante em relação aos parâmetros analisados.

 

Análise crítica de parâmetros de qualidade de vida de pacientes com fibromialgia

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana A. Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr.1998;5(2):116-120

OBJETIVO - Determinar quais sintomas ou distúrbios funcionais correlacionam-se com o impacto da fibromialgia (FM) na qualidade de vida de pacientes do sexo feminino.
CASUISTICA - 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia.
MATERIAL E MÉTODOS - Estudo transversal para análise dos seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica de fadiga - 0 a 10 - ENF); no de pontos dolorosos/gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Postsleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Os parâmetros foram analisados através do Coeficiente de Correlação de Spearman.
RESULTADOS - Houve correlação estatisticamente significante entre a qualidade de vida global (FIQ) e intensidade da dor (END), intensidade da fadiga (ENF) e capacidade funcional (HAQ). Houve correlação fraca com a qualidade do sono (PSI). Não se observou correlação entre o FIQ e a depressão (BDI). Por sua vez, a capacidade funcional (HAQ) correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor e da fadiga. Não houve correlação entre o HAQ e o BDI.
CONCLUSÃO - O impacto na qualidade de vida da fibromialgia correlaciona-se fortemente com a intensidade da dor, fadiga e decréscimo da capacidade funcional.

Palavras-chave: Fibromialgia. Qualidade de vida. Dor crônica.

 

Análise da ativação neuromuscular do vasto medial oblíquo e vasto lateral com o uso da bandagem funcional

Analysis of neuromuscular activation of the vastus medialis obliquus and vastus lateralis with the use of functional taping

Andrielle Elaine Capote; Sibele de Andrade Melo Knaut; Rina Márcia Magnani; Walkyria Vilas Boas Fernande; Lyonn Jean Carneiro; Miriam Hatsue Takemoto

Acta Fisiátr.2014;21(1):11-15

Alterações musculares e anatômicas são em sua maioria responsáveis pela síndrome patelofemoral (SDPF). Sabendo que a musculatura do quadríceps é de grande importância na estabilização da patela, questiona-se como o músculo Vasto Medial Oblíquo (VMO) influencia na estabilização patelar evitando a SDPF. Muitos pesquisadores tem investigado o uso da bandagem funcional como meio de ativação muscular.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar o uso da bandagem como meio de ativação do VMO no exercício de agachamento.
MÉTODO: A atividade dos músculos VMO e Vasto lateral (VL) foi avaliada através de eletromiografia durante o agachamento com adução e o agachamento com o uso de bandagem. A amostra composta por 39 indivíduos foi dividida em quatro grupos: indivíduos do sexo masculino sedentários e atletas, e indivíduos do sexo feminino sedentárias e atletas.
RESULTADOS: Embora tenha sido encontrada uma maior ativação do VMO em relação ao VL, com a presente metodologia e variáveis estudadas, não foi possível demonstrar diferença estatística entre os grupos nos agachamentos com e sem o uso da bandagem. No entanto, é importante ressaltar que a ausência de diferença na ativação do VMO durante o agachamento com adução e com bandagem sugerem um efeito positivo e facilitador da bandagem na ativação muscular. Este resultado é muito importante no tratamento de lesões agudas onde o movimento ativo está limitado.
CONCLUSÃO: Sugere-se a execução de novos estudos aonde outros parâmetros da eletromiografia e estimulação reflexa sejam abordados, a fim de investigar o real papel da bandagem funcional na ativação muscular.

Palavras-chave: Atletas, Síndrome da Dor Patelofemoral, Músculo Quadríceps, Eletromiografia, Reabilitação

 

Análise da atividade muscular do tornozelo de idosos e jovens

Ankle electromyography among the young and the elderly

Roberta Sillis; Lucas Barbosa de Souza; Leslie Andrews Portes; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2014;21(3):132-134

O envelhecimento altera a função musculoesquelética prejudicando a marcha e a manutenção do equilíbrio corporal. Objetivo: Verificar e comparar a atividade eletromiográfica (EMG) da regiao do tornozelo de idosos e jovens fisicamente ativos. Método: Participaram deste ensaio 40 indivíduos de ambos os sexos considerados fisicamente ativos mediante o Questionário Internacional de Atividade Física - IPAQ (formato curto). Não participaram do estudo aqueles com algum tipo de condição clínica que afetasse o equilíbrio e contração muscular. Avaliou-se a atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos tibial anterior e tríceps sural na posição bipodal (BA) e unipodal (UA), com olhos abertos. Para a captação dos sinais EMG foram utilizados eletrodos monopolares de superfície Ag/AgCl da KENDALL (MEDITRACETM 200). O teste t de Student foi utilizado para a comparação entre os grupos. O nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: Os idosos exibiram valores superiores quanto a frequência de potenciais de ação em 3 das 4 condições avaliadas. Conclusão: Os idosos deste estudo exibiram maior frequência de disparos e recrutamento de unidades motoras dos músculos do tornozelo para a manutenção das posturas unipodal e bipodal, em comparação aos jovens.

Palavras-chave: Eletromiografia, Equilíbrio Postural, Idoso

 

Análise da confiabilidade entre-examinadores de dois instrumentos que mensuram a amplitude de movimento de flexao da coluna lombar

Analysis of the interexaminer reliability of two clinical tests to measure the flexion range of motion of the lumbar spine

José Carlos Taveira de Souza Filho; Ana Carolina do Vale Abras; Maíra Teixeira Carvalho; Miliany Graziele Fonseca Souza; André Taveira de Souza, Leonardo Oliveira Pena Costa

Acta Fisiátr.2007;14(4):214-218

INTRODUÇÃO: A mensuração da amplitude de movimento de flexão da coluna lombar é uma prática clínica comum. Vários são os métodos para tais medidas, destacando-se entre elas duas ferramentas clínicas: o Inclinômetro Back Range of Motion II (BROM II) e a Régua Flexível.
MÉTODOS: O objetivo desse estudo foi analisar a confiabilidade entre-examinadores para as medidas de flexão da coluna lombar utilizando o BROM II e a Régua Flexível. Trinta e sete estudantes de Fisioterapia foram examinados num design teste-reteste duplo-cego
RESULTADOS: Os resultados mostraram confiabilidade moderada para as medidas com o BROM II [CCI (2,1) 0,71 (IC 95% 0,49-0,84) p<0,000] e pobre para a Régua Flexível [CCI(2,1) 0,37 (IC 95% 0,06-0,62) p<0,012]. Conclusão: Conclui-se que o BROM II apresentou confiabilidade suficiente para sua utilização na prática clínica.

Palavras-chave: amplitude de movimento articular, regiao lombossacral, validade dos testes /instrumentação

 

Análise da durabilidade do efeito do alongamento muscular dos isquiotibiais em duas formas de intervenção

Analysis of durability of hamstring stretching effect in two forms of intervention

Renata Cristina Magalhaes Lima; Bruna Ferreira Pessoa; Bruna Letícia Tamietti Martins; Daniela Bicalho Nogueira de Freitas

Acta Fisiátr.2006;13(1):32-38

Uma das maiores causas de disfunção do movimento é a falta de flexibilidade muscular, podendo interferir na funcionalidade dos indivíduos. Flexibilidade pode ser alterada por meio de alongamento, mas sabe-se que os efeitos do treinamento são, em geral, transitórios - aumentos duráveis resultam de remodelamento adaptativo e não simplesmente de deformação mecânica.
OBJETIVO: Analisar a durabilidade dos efeitos de um programa de alongamento dos isquiotibiais e verificar se há diferença quando associado à esteira elétrica (aquecimento profundo) anteriormente.
MÉTODOS: Treze mulheres e sete homens entre 18 e 39 anos, divididos em dois grupos: alongamento (A) e esteira e alongamento (EA), foram submetidos a seis semanas, cinco vezes/semana, de alongamento estático ativo dos isquiotibiais em quatro séries de 30s e esteira elétrica, somente no EA, antes do alongamento. Foi realizada medida do ângulo poplíteo utilizando-se goniometria no pré e pós-treinamento durante um mês.
RESULTADOS: Os grupos obtiveram ganho significativo (p=0.000), mas não houve diferença significativa entre eles. A diminuição desse ganho em ambos aconteceu a partir do primeiro dia pós-treinamento, retornando à medida inicial em 72 horas.
DISCUSSÃO: Os achados sugerem que os benefícios do treinamento em longo prazo existem, porém, assim que se interrompe, eles vao deixando de existir, e não se pode afirmar se foram devido a um remodelamento adaptativo ou deformação mecânica.
CONCLUSÃO: O ganho obtido foi transitório, mas deve-se considerar que não houve demanda funcional para que ele se mantivesse.

Palavras-chave: alongamento, flexibilidade, treinamento, durabilidade

 

Análise da eficiência do treinamento com dinamômetro isocinético no desempenho muscular dos dorsiflexores de um paciente hemiparético espástico, após infiltração de Toxina Botulínica Tipo A: estudo de caso

Efficiency analysis of isokinetic dynamometer training in ankle extensor muscle performance in a spastic hemiparetic patient after Type A Botulinum Toxin treatment - case report

Gemal Emanuel Pirré; Carolina Rodini; Luana Talita Diniz Ferreira; Jeane Peixoto Cintra Vasconcelos; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2008;15(4):263-266

O acidente vascular encefálico (AVE) encontra-se como um dos principais problemas de saúde em todo mundo, tornando-se Brasil responsável por 17% dos casos de doenças cardiovasculares. Em decorrência disto o paciente apresenta desordens física, psicoafetiva, cognitiva e a espasticidade que dificulta a atividade motora voluntária, provocando redução na força muscular, influenciando diretamente na independência e funcionalidade. A toxina botulínica tipo A (TBA) além de proporcionar um relaxamento da musculatura espástica, promove possibilidade de reajuste de um padrao funcional e associado a isso está a utilização do dinamômetro isocinético, o qual possibilita após algumas sessões, redução da hipertonia e o treinamento da musculatura antagonista. Baseando-se nestas informações, o presente estudo tem como objetivo analisar a eficiência do treinamento com dinamômetro isocinético no desempenho muscular dos dorsiflexores espásticos de paciente com seqüela de AVE após infiltração de TBA. Foi realizado um estudo de caso, sujeito do sexo masculino, hemiparético à direita, que realizou 10 sessões de treino no Cybex Humac Normr, com uma avaliação pré e pós-treinamento e logo após a primeira infiltração de TBA. O resultado deste estudo demonstrou melhora na força, trabalho total, torque e potência da musculatura em treinamento excêntrico dos dorsiflexores e diminuição do déficit de força muscular entre os membros inferiores. Concluiu-se que a TBA com seu efeito relaxante sobre musculatura espástica possibilitou uma reeducação neuromuscular e melhora do controle motor seletivo, permitindo o aperfeiçoamento do desempenho muscular dos dorsiflexores por meio da dinamometria isocinética em baixas velocidades angulares, tanto do modo excêntrico quanto concêntrico. Torna-se necessário, com a escassez de dados na literatura, um estudo mais abrangente, com maior número de sujeitos e grupo controle.

Palavras-chave: Toxina Botulínica Tipo A, hemiparesia, espasticidade muscular

 

Análise da qualidade de vida em pacientes de Escola de Postura

Analysis of quality of life in Back School patients

Sofia Helena Kuckartz Cesar; Carlos Alexandrino de Brito Júnior; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2004;11(1):17-21

Qualidade de vida é a percepção individual de um bem estar físico, mental e social, podendo ser influenciada pelo aparecimento de várias condições de saúde. Entre elas, destaca-se a lombalgia, devido ao elevado número de casos encontrados na população, com seu padrao característico de alterações neurológicas e biomecânicas. Através do questionário SF-36 (Short Form Health Survey) composto por 8 domínios, permite-se mensurar o quanto uma doença consegue interferir sobre a qualidade de vida do indivíduo. O trabalho foi desenvolvido através de estudo retrospectivo, com o objetivo de avaliar a evolução dos parâmetros do questionário SF- 36. Foram acompanhados 154 pacientes da Escola de Postura da DMR-USP, portadores de lombalgia, em um seguimento de 4 meses, no período de Setembro de 2001 a Setembro de 2003. Os domínios dor, estado geral de saúde, vitalidade, limitação dos aspectos físicos e saúde mental apresentaram tendência favorável quando confrontados os resultados da avaliação inicial em relação aquelas obtidas nas reavaliações de 1 mês e/ou 4 meses.

Palavras-chave: Qualidade de vida. Dor lombar. Escola de postura.

 

Análise da reprodutibilidade da circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite

Reproducibility analysis of knee circumference in individuals with osteoarthritis

Antonio Eduardo Leite da Silva; Ana Luiza Cabrera Martimbianco; José Carlos Baldocchi Pontin; Gisele Landim Lahoz; Mário Carneiro Filho; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(2):49-52

A osteoartrite de joelho apresenta como principais sintomas a dor, perda de função e edema articular. O edema articular é definido como um acúmulo de líquido na articulação decorrente do processo inflamatório progressivo contribui para o dano articular, provoca limitação da amplitude de movimento do joelho, diminuição da propriocepção articular e afeta a capacidade funcional e a qualidade de vida do indivíduo. A mensuração do volume articular é fundamental na prática clínica. A circumetria de joelho utilizando-se uma fita métrica é uma técnica amplamente utilizada, acessível e de baixo custo. No entanto, por ser considerada subjetiva não há embasamento científico que suporte seu uso.
OBJETIVO: Analisar a reprodutibilidade desta técnica em indivíduos com osteoartrite do joelho.
MÉTODO: Os participantes foram submetidos a duas avaliações realizadas por dois examinadores independentes, em momentos distintos. A mensuração da circumetria do joelho foi realizada utilizando-se uma fita métrica de 150 cm de comprimento, adotando como referência o polo superior da patela.
RESULTADOS: Foram incluídos 114 indivíduos. De acordo com o coeficiente de correlação intraclasse (CCI), foi possível observar forte correlação (CCI = 0,98) entre os examinadores.
CONCLUSÃO: A utilização de uma fita métrica como recurso para mensurar a circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite é um método confiável e reprodutível.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Reprodutibilidade dos Testes, Reabilitação

 

Análise das forças de reação do solo durante a marcha de indivíduos sadios com e sem uso de calcanheiras corretivas

Ground reaction forces analyses during the gait of healthy individuals with and without the use of a calcaneus insole

Ana Francisca Rozin Kleiner; Aline Araujo do Carmo; Regina Kletecke; Danielle Burgos; Marcio Ferreira de Souza; Ricardo Machado Leite de Barros

Acta Fisiátr.2012;19(1):1-5

O pé constitui a base de apoio e propulsão para a marcha. É conhecido que a supinação e a pronação excessiva ou prolongada podem alterar a mecânica da marcha. Assim, o uso de calcanheiras corretivas para o desvio do calcâneo (valgo/varo) tem sido recomendado.
OBJETIVO: Deste estudo foi analisar a influência do uso de calcanheiras na marcha de indivíduos normais através da Força de Reação do Solo (FRS).
MÉTODO: Participaram do estudo dez adultos (31,9 ± 6,7 anos, 65,9 ± 15,4 kg e 1,7 ± 0,1 m) sem alterações aparentes de marcha ou patologias com reflexo sobre o aparelho locomotor. Foram comparadas as seguintes condições de marcha: descalça, tênis e tênis com calcanheira. As variáveis dependentes foram as componentes vertical, médio-lateral e ântero-posterior da FRS. Para a análise estatística a ANOVA one-way com medidas repetidas no fator condição (descalço, tênis e calcanheira) foi empregada (α < 0,05). Foram reveladas diferenças estatisticamente significativas entre as condições descalço e calçado com tênis e calcanheira para a componente vertical da FRS na fase de contato inicial Fz1 (F2,59 = 3,4; p < 0,0406) e na fase de apoio terminal para a componente antero-posterior Fy2 (F2,59 = 3,63; p < 0,0332).
RESULTADOS: Esses indicam que o uso de calcanheiras aumenta o impacto vertical sobre o aparelho locomotor na fase de resposta à carga, provavelmente devido a sua maior rigidez comparada ao pé descalço ou calçado com tênis. A calcanheira alterou também o padrao de resposta da componente antero-posterior da FRS na fase de terminal do apoio, que corresponde à fase de aceleração/propulsão na marcha.
CONCLUSÃO: Baseado apenas na análise das variáveis dinâmicas foi possível concluir que o uso de calcanheira não induziu aumento significativo de forças laterais que poderiam indicar redução da pronação ou supinação excessiva durante a fase de resposta à carga. O uso da calcanheira produziu efeito dinâmico significativo sobre a pronação/supinação apenas na fase propulsiva da marcha.

Palavras-chave: marcha, postura, pronação, pé, supinação

 

Análise das variáveis espaços temporais e angulares da marcha em indivíduos cegos

Analysis of the spatial-temporal and angular variables of gait of blind individuals

Caroline Cunha do Espírito Santo; Graziela Morgana Silva Tavares; Thiele de Cássia Libardoni; Larissa Sinhorim; Gilmar Moraes Santos

Acta Fisiátr.2017;24(3):138-142

Analisar e descrever as variáveis espaços temporais e angulares da marcha de indivíduos cegos totais. Método: Estudo foi composto por 19 indivíduos com idade média de 28±6 anos, sendo estes divididos em dois grupos, o primeiro composto por oito indivíduos cegos totais (GCT), e o segundo grupo por 11 indivíduos com visão normal (GVN). As variáveis foram coletadas pelo sistema Peak Motus e analisadas no software Ariel Performance Analysis System. Os indivíduos caminharam em um trajeto com sete metros de extensão, livre de obstáculos, em velocidade auto selecionada, até que seis passadas fossem consideradas válidas. Para o tratamento estatístico dos dados utilizou-se o Teste t de student, com nível de significância de p≤0,05. Resultados: Os sujeitos do GCT apresentaram redução significativa da velocidade da marcha, cadência, comprimento da passada, fase de balanço e do ângulo máximo de flexão do joelho, bem como aumento da fase de apoio e do período de duplo apoio, quando comparados com os sujeitos no GVN. Não foi encontrada diferença significativa para ângulo máximo de extensão do quadril entre os grupos pesquisados. Conclusão: Os achados deste estudo mostraram que a ausência da informação visual induz nos sujeitos cegos uma marcha mais lenta, com redução do comprimento da passada, ângulo de flexão do joelho e fase de balanço, e, aumento da fase de apoio e do período de duplo apoio, quando comparados a sujeitos de visão normal.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência Visual, Fenômenos Biomecânicos, Marcha

 

Análise do controle postural após a aplicação da eletroestimulação funcional no acidente vascular encefálico

Analysis of postural control after the application of functional electrical stimulation in stroke patients

Thais Delamuta Ayres da Costa; Alessandra Ferreira Barbosa; Maria Fernanda Pauletti Oliveira; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Denise Vianna Machado Ayres; Maria Cecília dos Santos Moreira; José Augusto Fernandes Lopes; Daniel Gustavo Goroso

Acta Fisiátr.2013;20(1):50-54

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é o principal acometimento neurológico em adultos no mundo. Pode resultar em déficits neuromotores e cognitivos. Entre os déficits neuromotores observa-se a espasticidade, esta interfere no planejamento dos movimentos e no controle da postura. O sistema de controle da postura é primordial para a independência funcional nas atividades de vida diária e, por isso, é um dos principais objetivos a se atingir em programas de reabilitação. Nestes, diversas condutas terapêuticas visam dar estímulos ao indivíduo para que consiga realizar mais eficientemente os movimentos e controlar a postura. E, entre tantas técnicas, está a estimulação elétrica neuromuscular, a qual contribui para diminuição da espasticidade, além de outros benefícios. Quando utilizada para tarefas funcionais é entao denominada estimulação elétrica funcional conhecida como Functional Eletrical Stimulation (FES). Tendo em vista a importância do controle da postura nas atividades de vida diária e as contribuições advindas da FES.
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi de observar a resposta do controle postural em dois indivíduos com hemiparesia por AVE após a aplicação de FES em um curto período de tempo.
MÉTODO: O protocolo experimental contou com quatro fases; A: pré FES; B: Imediatamente após a aplicação da FES; C: 45 minutos após a aplicação da FES; D: 90 minutos após aplicação da FES. Em cada fase o participante posicionava-se sobre uma plataforma de força e realizava por três tentativas a tarefa escolhida, o teste do terceiro dedo ao chão.
RESULTADOS: O software Matlab 7.0 forneceu a variável de Velocidade média do Centro de Pressão no sentido médio-lateral (Vmx) e ântero-posterior (Vmy). Dessa forma, foi possível constatar que mesmo quando os participantes apresentaram uma redução na Vmx e Vmy estas foram menores que 1%.
CONCLUSÃO: Isto possivelmente indique atividade regulatória postural semelhante a etapa pré FES, e, ainda uma menor atividade regulatória postural, quando a Vmx ou Vmy foram maiores que do início, mesmo após a aplicação da FES (90 minutos).

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Postura, Terapia por Estimulação Elétrica

 

Análise do desempenho funcional em pacientes portadores de doença de Parkinson

Analysis of functional peformance in patients with Parkinson's disease

Fátima Goulart; Clarissa Cardoso dos Santos; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Francisco Cardoso

Acta Fisiátr.2004;11(1):12-16

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, caracterizada, principalmente, por alterações motoras.
OBJETIVO: avaliar o desempenho funcional e a qualidade de vida de parkinsonianos nos estágios inicial e intermediário da doença.
METODOLOGIA: 20 pacientes (60,8±9,7 anos) com Hoehn e Yahr entre 1 e 3 foram avaliados e comparados com 20 indivíduos saudáveis (63,5±6,3 anos). O Perfil de Atividade Humana (PAH), a velocidade da marcha (m/s) e a velocidade para subir/descer escadas (degraus/minuto) foram usados para avaliar o desempenho funcional e o Perfil de Saúde de Nottingham para avaliar a qualidade de vida.
RESULTADOS: foram observadas diferenças significativas no PAH (p=0,000) e na velocidade da marcha (p=0,05), demonstrando pobre aptidao física e lentidao da marcha dos pacientes com DP.
CONCLUSÃO Os resultados demonstraram que alterações da performance funcional estao presentes desde fases iniciais da DP e não apenas na fase avançada.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, desempenho funcional, qualidade de vida, fisioterapia.

 

Análise do hábito alimentar e do estado nutricional de pacientes com lesão medular após intervenção nutricional

Analysis of the dietary habits and nutritional status of patients with spinal cord injury after nutritional intervention

Elizabete Alexandre dos Santos; Vera Lúcia Rodrigues Alves; Silvia Ramos; Vera Silvia Frangella

Acta Fisiátr.2014;21(3):121-131

De acordo com a Organização Mundial da Saúde a deficiência física é definida como restrições de estrutura ou funções corporais que não são compensadas por medidas sociais, sendo a lesão da medula espinhal (LME) um tipo comum de deficiência física. Diversos fatores podem influenciar o estado nutricional de indivíduos com LME e complicações metabólicas podem levar a uma série de alterações agudas e crônicas no organismo, que estao relacionadas com o surgimento de doenças crônicas e obesidade. A avaliação e o manejo nutricional adequado do paciente com LME podem auxiliar na adequação do estado nutricional, minimizar as complicações associadas com a lesão e favorecer a reabilitação em longo prazo. Objetivo: Avaliar o efeito das medidas de intervenção nutricional, utilizadas em um ambulatório de nutrição clínica, sobre o hábito alimentar e o estado nutricional de pacientes com lesão medular. Método: Trata-se de um estudo exploratório transversal e retrospectivo em que foi analisado o hábito alimentar de todos os pacientes com LME, atendidos em um ambulatório no período de abril de 2012 a outubro de 2013. Resultados: Foram avaliados 30 pacientes com média de idade igual a 46 ± 15,29 anos, sendo 70% do sexo masculino. Após a intervenção nutricional houve diminuição no consumo de gorduras saturadas, diminuição na ingestao de cereais refinados e aumento no consumo de hortaliças e frutas. Conclusão: Observou-se a importância da intervenção nutricional na adequação dos hábitos alimentares dos indivíduos, sendo que a educação nutricional deve ser precoce, para prevenir complicações secundárias à lesão.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinhal, Estado Nutricional, Hábitos Alimentares, Educação Alimentar e Nutricional

 

Análise do incremento da força muscular para reaquisição de ortostatismo em idosos com síndrome do imobilismo temporário

Analysis of the muscle strength increase for recovery of ortostatism in elderlies with temporary immobility syndrome

Jefferson Lucio da Silva; Eduardo Filoni; Carolina Miyuki Suguimoto

Acta Fisiátr.2017;24(3):113-119

A Síndrome do Imobilismo (SI), frequente entre idoso, ocorre no indivíduo acamado por período prolongado, acarretando perda de força muscular (FM) e consequentemente morbidade e mortalidade. Objetivo: Analisar ganho de FM necessário para reaquisição de ortostatismo em idosos com SI temporário. Métodos: Trinta idosos com SI foram triados pelos critérios de inclusão/exclusão, e 14 idosos obedeceram aos critérios. Eles foram avaliados quanto à FM (em quilogramas) dos músculos quadríceps e glúteos, e posteriormente realizaram sessões de fortalecimento. Ao final do programa, realizou-se tentativa de ortostatismo. Aqueles que readquiriram a postura foram chamados de G1; aqueles que não readquiriram foram chamados de G2. Analisou-se incremento das cargas, número de sessões necessárias, peso do participante, idade e tempo de imobilismo. Resultados: Dez participantes (71,4%) readquiriram o ortostatismo (G1), obtendo média de 21,4 sessões e incremento de força para quadríceps em média de 6kg, correspondendo a um aumento de 177%; e G2 aumentou em média 4,125kg, aumentando-se 117% (p=0,001). Para m glúteo, houve ganho de FM em média de 2,2kg (aumento de 102%) para G1 e 1,625kg para G2, aumentando-se 39%. (p=0,0002). Houve forte correlação para peso do participante com ganho de FM de quadríceps e glúteos (-0,96 e -0,84 respectivamente) e moderada correlação com idade de G1 e G2 (0,59 e 0,58 respectivamente) e com tempo de imobilismo (0,53 para glúteos e 0,50 para quadríceps). Conclusão: O incremento da FM foi essencial para reaquisição do ortostatismo, e o peso, idade e tempo de imobilismo interferiram na reaquisição desta postura.

Palavras-chave: Idoso Fragilizado, Treinamento de Resistência, Força Muscular

 

Análise do ritmo lombar e pélvico durante a flexoextensão da coluna vertebral em duas condições de simulação de levantamento de carga em policiais militares saudáveis

Analysis of the lumbar and pelvic rhythm during trunk flexion-extension in two load lifting conditions simulated in healthy policemen

Claudia de Oliveira e Silva; Linamara Rizzo Battistella; Christiane Akie Kavamoto; José Augusto Fernandes Lopes; Jeane Cintra Peixoto de Vasconcelos

Acta Fisiátr.2004;11(3):117-124

O objetivo deste estudo foi correlacionar a atividade muscular e cinemática do movimento lombar e pélvico durante a flexo-extensão da coluna lombar em duas condições diferentes: com joelhos estendidos e flexionados (durante o agachamento).
CASUISTICA E MÉTODOS: trinta e seis policiais militares jovens do sexo masculino do Regimento de Cavalaria da Policia Militar de São Paulo foram recrutados, porém apenas dezenove voluntários (22,9 ± 2,3 anos) preenchiam os critérios de inclusão de ausência de história de dor lombar e ou deformidades na coluna vertebral. Foram realizadas análises tridimensionais com marcadores retro-refletivos nas apófises espinhosas de L1, L3 e S1, espinhas ilíacas ântero-superiores, trocânteres maiores, fulcros laterais dos joelhos e maléolos laterais, de ambos os movimentos acima combinados, além da eletromiografia dinâmica de superfície dos músculos extensores lombares, isquiotibiais, retos abdominais e retos anteriores da coxa.
RESULTADOS: durante os movimentos com os joelhos estendidos, a atividade dos músculos extensores lombares foi sincronizada com os isquiotibiais e alternou com os retos abdominais. Ocorreu contração dos músculos reto abdominal em 15 indivíduos durante o final da flexão do tronco, enquanto que em quatro não houve atividade destes músculos. A atividade dos extensores lombares decresceu até cessar antes do término da flexão total. O agachamento revelou a substituição do padrao de ativação de dupla onda pela atividade contínua dos músculos extensores lombares.
DISCUSSÃO: variações intra e interindivíduos foram observadas e podem influenciar nos exames. Nossos resultados refletiram as diferenças no padrao de ativação muscular no ritmo lombar pélvico nas 2 diferentes condições estudadas.
CONCLUSÃO: o ritmo lombar-pélvico esteve presente nos dois movimentos estudados com participação ativa dos músculos isquiotibiais e paraespinhais

Palavras-chave: biomecânica; cinemática; coluna vertebral; eletromiografia; regiao lombossacra.

 

Análise dos acidentes motociclísticos no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

Analysis of motorcycle accidents at the Dr. Henrique Santillo Rehabilitation and Readaptation Center (CRER)

Angélle Aragonez Essado Jácomo; Ana Cristina Ferreira Garcia

Acta Fisiátr.2011;18(3):124-129

INTRODUÇÃO: na última década, dentre os acidentes automobilísticos, observa-se um número crescente envolvendo motocicletas, veículo que ganha cada vez mais aceitação e aprovação da população. Nestes acidentes, as lesões neurológicas mais freqüentes são o traumatismo cranioencefálico (TCE), seguido de lesão medular (LM), ambas de grande importância devido à gravidade das seqüelas que provocam.
OBJETIVOS: identificar o perfil dos pacientes vítimas de acidentes de tráfego com motocicletas no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), tipo de lesão neurológica, incapacidades adquiridas, reinserção laboral e capacidade para conduzir veículos após o trauma.
PACIENTES E MÉTODOS: realizou-se uma análise descritiva dos prontuários dos pacientes internados no CRER, no período de 2007 a 2010, selecionando apenas as vítimas de acidente motociclístico, assim como da atual situação produtiva dos mesmos através de contato telefônico no período de 01-07-2011 a 20-07-2011, utilizando formulário previamente elaborado.
RESULTADOS: houve predomínio de homens jovens economicamente ativos, sendo que a maioria não retornou sua vida laboral (86%) e está usufruindo de benefício previdenciário (79,6%).
CONCLUSÃO: faz-se primordial a elaboração de estratégias para prevenção e controle dos traumas por motos, assim como medidas que estimulem a reinserção desses indivíduos incapacitados.

Palavras-chave: Acidentes de Trânsito, Motocicletas, Traumatismos da Medula Espinal, Traumatismo Cerebrovascular, Centros de Reabilitação

 

Análise dos índices de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados na regiao sul de Santa Catarina no ano de 2011

Analysis of indices for rehabilitation work in amputees in the southern region of Santa Catarina of the year 2011

Davi Francisco Machado; Marcelo Emilio Beirao

Acta Fisiátr.2013;20(4):183-186

As amputações geram um importante impacto socioeconômico, com perda da capacidade laboral, de socialização e, consequentemente, da qualidade de vida, associando-se à alta morbidade, incapacidade e mortalidade. Dentre as suas etiologias, as secundárias ao trauma representam uma importante fonte de incapacidade e limitação funcional entre adolescentes e adultos jovens. Os objetivos finais da amputação costumam ser a otimização funcional do paciente e a redução do nível de morbidade. Neste momento, o retorno ao trabalho precisa ser francamente incentivado, pois proporciona bem estar, melhora da autoestima e do convívio social, além de dar mais um sentido a vida destes indivíduos.
OBJETIVO: Conhecer o índice de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados acompanhados pelo Instituto Nacional de Seguro Social na Regiao Sul de Santa Catarina, no ano de 2011, avaliando o índice de retorno ao mercado de trabalho, além de verificar o acesso às próteses disponibilizadas pelo INSS, as principais etiologias das amputações, o sexo e a faixa etária mais comuns.
MÉTODO: Este estudo foi realizado através da análise dos dados obtidos por prontuários do INSS - Unidade de Criciúma (SC), de pacientes atendidos neste local no ano de 2011.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 83 cadastros, 74 homens e 9 mulheres, com média de idade de 37,27 anos. Nos prontuários disponíveis, 87,3% apresentavam trauma como etiologia da amputação, 54,3% retiraram o membro esquerdo e 90,4% os membros inferiores. Sessenta pacientes (72,3%) receberam a prótese, porém somente 62,7% adaptaram-se a ela e usaram-na. Treze prontuários (15,7%) relatavam dor fantasma. O retorno ao trabalho foi visualizado em 78% dos casos. Não houve relevância estatística na análise da reinserção trabalhista de acordo com cada variável estudada.
CONCLUSÃO: Encontramos uma taxa satisfatória de retorno ao trabalho, ato que pode ser atribuído à eficácia do Serviço de Reabilitação do INSS. Outros estudos podem ser realizados para avaliarem o tempo entre a cirurgia e o recebimento da prótese e para analisarem o retorno à atividade profissional anterior ao procedimento. Maiores amostras são necessárias para inferir quais as variáveis mais envolvidas ao retorno ao trabalho.

Palavras-chave: Amputação, Aparelhos Ortopédicos, Reabilitação, Retorno ao Trabalho

 

Análise dos parâmetros espaço-temporais da marcha em indivíduos com disfunção neurológica tratados com prática mental: uma revisão sistemática

Analysis of spatiotemporal gait parameters in individuals with neurological dysfunction treated with mental practice: a systematic review

Taís Arcanjo Maropo da Silva; Liliane Pereira da Silva; Patrícia Fernanda Faccio; Kássia Maria Clemente da Silva; Andryelle Rayane de Vasconcelos Arruda; Letícia do Nascimento Silva; Carla Cabral dos Santos Accioly Lins; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano

Acta Fisiátr.2018;25(2):86-93

A habilidade da marcha após uma patologia neurológica muitas vezes é prejudicada e limitada a curtas distâncias, sendo o tempo de caminhada, o comprimento do passo e a cadência inferiores às pessoas sem patologias ou deficiências conhecidas. Atualmente a prática mental vem sendo combinada ao contexto clínico, na reabilitação de pacientes com sequelas neurológicas, principalmente pós-Acidente Vascular Cerebral. Objetivo: Analisar os efeitos da prática mental, associada ou não a outras estratégias de intervenção, nos parâmetros espaço-temporais da marcha de pessoas com doenças neurológicas. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura sobre os parâmetros espaciais da marcha em pacientes com disfunção neurológica tratados com prática mental. As bases de dados pesquisadas foram Pubmed/Medline LILACS, Scopus, Web of Science e Cochrane. Resultados: A maioria dos estudos apresentou o Acidente Vascular cerebral como disfunção neurológica, seguidos de Doença de Parkinson, Lesão medular e Esclerose múltipla. Os estudos selecionados apresentaram protocolos de prática mental associado à fisioterapia combinado ou não com outras estratégias de tratamento no grupo experimental dentre elas estimulação magnética transcraniana e estimulação auditiva rítmica. Dentre os parâmetros espaço-temporais da marcha a velocidade foi o parâmetro mais avaliado e o comprimento da passada o menos avaliado. Conclusão: A prática mental apresentou efeitos positivos nos parâmetros tempo, velocidade e cadência da marcha de pacientes com AVC. Poucos estudos limitam a interpretação dos resultados para doença de Parkinson, Esclerose múltipla e Lesão medular.

Palavras-chave: Marcha, Manifestações Neurológicas, Fisioterapia

 

Análise dos resultados de qualidade de vida em idosos praticantes de dança sênior através do SF-36

Analysis of quality of life results by using the SF-36 among elderly persons practicing senior dance

Luciane Criado de Oliveira; Ercília Aparecida Pivoto; Patrícia Canteruccio Pontes Vianna

Acta Fisiátr.2009;16(3):101-104

Avaliar o impacto da prática da Dança Sênior na saúde de idosos, através da aplicação do questionário de qualidade de vida SF-36. Foram selecionados 103 indivíduos com idade mínima de 60 anos e alfabetizados. Participaram da Dança Sênior durante quatro meses com freqüência semanal e duração de 60 minutos. O questionário foi aplicado no início e no final das participações. Através da análise estatística de probabilidade do teste não-paramétrico de Wilcoxon, observamos que há aumento significativo do score em todos os componentes avaliados pelo SF-36 (p < 0,001) comparados os momentos inicial e final da participação da Dança Sênior. Baseado nos parâmetros avaliados pelo SF-36, concluímos que a Dança Sênior mostrou-se eficiente como possibilidade terapêutica na melhora da qualidade de vida dos idosos.

Palavras-chave: Idoso, Qualidade de Vida, Terapia através da Dança, Questionários

 

Análise funcional e prognóstico de marcha no paciente amputado de extremidade inferior

Functional outcome and gait prognosis on the lower limb amputee

Therezinha Rosane Chamlian; Miriam Weintraub; Juliana Mantovani de Resende

Acta Fisiátr.2013;20(4):200-206

A amputação da extremidade inferior pode afetar a condição física, psíquica e social de um indivíduo. A reabilitação pré e pós protetização é importante para melhorar a funcionalidade e habilidade de deambulação. Os pacientes devem ser avaliados de forma precisa e para isso existem instrumentos específicos como a Amputee Mobility Predictor (AMP), que é uma escala de fácil aplicação cuja função seria predizer o prognóstico funcional dos pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo dos resultados da escala AMP em pacientes submetidos à amputação unilateral da extremidade inferior, que realizaram o tratamento de reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.
MÉTODO: Foi realizado um estudo longitudinal prospectivo, com a aplicação da AMP em 73 pacientes com amputação unilateral transtibial ou transfemoral antes do programa de reabilitação. Vinte e dois pacientes foram reavaliados após receberem alta da reabilitação. Os dados encontrados foram tabulados e submetidos à análise estatística; nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve aumento significativo da pontuação da avaliação inicial e da avaliação final da AMP, tanto no grupo transtibial como no grupo transfemoral. Não houve diferença entre os grupos quanto ao intervalo entre a amputação e o início do tratamento, nem ao tempo de reabilitação. Encontrou-se correlação entre o aumento da idade dos pacientes com menor pontuação da AMP ao final da reabilitação.
CONCLUSÃO: A escala AMP não foi preditiva em relação à funcionalidade e ao prognóstico de marcha dos pacientes amputados unilateralmente da extremidade inferior que realizaram a reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Reabilitação

 

Ansiedade, depressão e desesperança em pacientes amputados de membros inferiores

Anxiety, depression and hopelessness in lower limb amputees patients

Stephanie Di Martino Sabino; Richelle Maitê Torquato; Adriana Cristina Guimaraes Pardini

Acta Fisiátr.2013;20(4):224-228

Amputação consiste na retirada de um membro, total ou parcialmente, por cirurgia ou trauma. A causa mais frequente de amputações é vascular (75% em membros inferiores), seguida por traumas (20%) e tumores (5%). Após a amputação, o paciente geralmente passa por uma série de reações emocionais. Dentre as mais comuns, pacientes amputados podem apresentar quadros de ansiedade, depressão e desesperança.
OBJETIVO: Verificar a incidência de Ansiedade, Depressão e Desesperança em pacientes com amputação de membros inferiores que chegaram ao Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Participaram desta pesquisa 31 pacientes no período de maio a agosto de 2011. Os pacientes foram submetidos à realização de um questionário de caracterização da amostra e as escalas Beck de Ansiedade, Depressão e Desesperança.
RESULTADOS: Os pacientes que tinham companheiro apresentaram menores níveis de Ansiedade e Desesperança e os pacientes que saíam semanalmente apresentaram menores pontuações na escala de depressão.
CONCLUSÃO: Os pacientes com amputação de membros inferiores apresentaram boas estratégias de enfrentamento ou estao em processo de negação de sua condição atual, ou ainda aliviados pela melhora do quadro álgico.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Ansiedade, Depressão

 

Ansiedade, depressão e desesperança no cuidador familiar de pacientes com alterações neuropsicológicas

Anxiety, depression and hopelessness in family caregivers of patients with neuropsychological sequelae

Isadora Di Natale Nobre; Carolina dos Santos Lemos; Adriana Cristina Guimaraes Pardini; Janaína de Carvalho; Isabel Chateaubriand Diniz Salles

Acta Fisiátr.2015;22(4):160-165

Objetivo: Identificar a incidência de ansiedade, depressão e desesperança em 54 cuidadores familiares de pacientes com alteração neuropsicológica após lesão encefálica ocorrida na idade adulta. Métodos: Trata-se de um estudo observacional com corte transversal e análise quantitativa, desenvolvido em um centro de reabilitação (Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD) localizado na cidade de São Paulo. Foram aplicados os instrumentos: Inventário de Ansiedade Beck (BAI), Inventário de Depressão Beck (BDI) e Escala de Desesperança Beck (BHS), juntamente com um questionário de caracterização da amostra. Resultados: Os dados foram analisados estatisticamente e dos familiares entrevistados 55,6% apresentou índices de ansiedade, 20,4% apresentou depressão e 31,5% desesperança. Conclusão: Os cuidadores familiares desta pesquisa apresentaram relevante sofrimento psíquico, apontando a necessidade de ações voltadas especificamente a eles nos programas de reabilitação.

Palavras-chave: Ansiedade, Depressão, Cuidadores, Neuropsicologia

 

Antiinflamatórios não-esteroidais e sua farmacologia local

Nonsteroidal antiinflammatory drugs and their local pharmacology

Estela Maris Freitas Muri; Maria Matilde de Mello Sposito; Leonardo Metsavaht

Acta Fisiátr.2009;16(4):186-190

Os antiinflamatórios não-esteroidais (AINES) são geralmente usados para reduzir a dor e inflamação resultantes de diversos tipos de lesões. Apesar de normalmente serem administrados por via oral, seu uso local tem atraído a atenção de profissionais da área médica e de pesquisadores interessados em comprovar a disponibilidade aumentada desses medicamentos em locais próximos a área lesionada. A presente revisão enfatiza a terapia local, principalmente a via intradérmica, como uma alternativa altamente promissora para a administração de AINES.

Palavras-chave: Farmacologia, Antiinflamatórios não Esteróides, Ferimentos e Lesões/reabilitação

 

Aplicação da versão brasileira do questionário de dor Mcgill em idosos com dor crônica

Applicability of the Brazilian version of the McGill pain questionnaire in elderly patients with chronic pain

Clarissa Cardoso dos Santos; Leani Souza Máximo Pereira; Marcos Antônio de Resende; Frederico Magno; Vanessa Aguiar.

Acta Fisiátr.2006;13(2):75-82

A dor crônica é uma experiência multidimensional que envolve aspectos sensório-perceptual, afetivo-motivacional e cognitivo-avaliativo que se interagem e contribuem para a resposta dolorosa final. As alterações características do processo do envelhecimento em cada um desses aspectos podem interferir na experiência da dor, dificultando a sua avaliação adequada. O uso de uma escala multidimensional como o Questionário de dor McGill (MPQ) possibilita uma avaliação mais adequada desse sintoma. Os objetivos desse estudo foram verificar a confiabilidade intra e inter examinadores da aplicação do Br-MPQ em idosos com dor crônica em decorrência de doenças ortopédicas e neurológicas.Participaram desse estudo 19 idosos com doenças ortopédicas (71,21 □ 7,51 anos) e 19 idosos com doenças neurológicas (69,79 □ 5,30 anos) apresentando o diagnóstico de dor crônica, encaminhados pelo serviço médico, sem alterações cognitivas. A confiabilidade geral intra e interexaminadores nos idosos com doenças ortopédicas foram 0,86 e 0,89, respectivamente, e para idosos com doenças neurológicas de 0,71 e 0,68, respectivamente (Spearman, p<0,05). Os resultados mostraram que o Br-MPQ foi de fácil aplicação (8,54 □ 2,35 minutos) nessa amostra. O presente estudo demonstrou que o Br-MPQ pode ser mais adequado para avaliar a dor crônica em idosos, uma vez que a percepção desse sintoma está mais relacionada aos aspectos sensoriais, afetivos e cognitivo-avaliativos e não somente à intensidade.

Palavras-chave: Dor crônica, idoso, questionário de dor McGill

 

Aplicação das escalas <em>Fugl-Meyer Assessment</em> (FMA) e <em>Wolf Motor Function Test</em> (WMFT) na recuperaçãofuncional do membro superior em pacientespós-acidente vascular encefálico crônico: revisão de literatura

Application of the Fugl-Meyer Assessment (FMA) and the Wolf Motor Function Test (WMFT) in the recovery of upper limb function in patients after chronic stroke: a literature review

Cauê Padovani; Cristhiane Valério Garabello Pires; Fernanda Pretti Chalet Ferreira; Gabriela Borin; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(1):42-49

Estima-se que de 45 a 75% dos adultos que sofreram um Acidente Vascular Encefálico (AVE) têm dificuldade de utilizar o membro superior (MS) hemiparético nas atividades de vida diária (AVD's) na fase crônica. Escalas funcionais são utilizadas na prática da reabilitação e em pesquisas para diagnósticos, prognósticos e resposta a tratamentos. As escalas Wolf Motor Function Test (WMFT) e Fugl-Meyer Assessment (FMA) são instrumentos muito citados na literatura.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi verificar a aplicação das escalas WMFT e FMA na recuperação funcional do membro superior em pacientes pós AVE crônico.
MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura com busca nas bases de dados do MedLine (PubMed) de artigos publicados de 2000 a 2013. Adotou-se como estratégia de pesquisa o método (P.I.C.O.). Os descritores utilizados para a pesquisa foram: (stroke OR cerebrovascular disorders OR intracranial arteriosclerosis OR intracranial embolism and thrombosis) AND (fugl-meyer assessment OR wolf motor function test). Foi utilizado therapy narrow como filtro de busca.
RESULTADOS: Foram encontrados 181 estudos, 89 foram eliminados por não preencherem os critérios de inclusão ou por não apresentarem tema relevante à pesquisa. Após a seleção por título e resumo, 92 artigos foram lidos na íntegra. Destes, 47 foram excluídos por não contemplarem o objetivo da presente pesquisa. No total, 45 artigos foram revisados. Houve predomínio da utilização da ferramenta FMA e verificou-se que 80% dos estudos aplicaram esta escala para avaliar respostas a diferentes tipos de terapias. Nestes estudos, a intervenção mais utilizada foi a Terapia de Contensão Induzida (TCI) (25%), seguida pela Terapia Robótica (22,2%). Apesar do WMFT ter sido inicialmente desenvolvido para avaliar os efeitos da TCI, nos dias de hoje verifica-se sua utilização para avaliar a recuperação funcional de pacientes com sequelas de AVE após aplicação de outras técnicas. Em nossa pesquisa, 44,4% dos estudos utilizaram o WMFT, destes, 35% avaliaram os efeitos da TCI, 15% da terapia robótica de MS e 65% usaram diferentes terapias.
CONCLUSÃO: Em estudos controlados randomizados, a FMA foi a escala mais utilizada para avaliar a recuperação funcional do MS em pacientes com AVE crônico, inclusive após aplicação de terapia robótica. Porém, verificamos que ela não é a escala mais indicada para avaliar os mesmos desfechos após utilização da TCI. Entretanto, a WMFT foi a escala mais utilizada para avaliação funcional após aplicação da TCI e mostrou-se mais sensível que a FMA na terapia bilateral, além de alta aplicabilidade na terapia de realidade virtual.

Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Extremidade Superior, Reabilitação, Questionários, Literatura de Revisão como Assunto

 

Aplicação do Core Set resumido da CIF-CJ para paralisia cerebral em uma criança em idade escolar

Application of the ICF-CY Brief Core Set for cerebral palsy on a school age child

Rafaela Pichini de Oliveira; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2016;23(1):46-50

O desenvolvimento dos Core Sets da CIF para Crianças e Jovens com paralisia cerebral (CIF-CJ-PC) foi publicado em Junho de 2014. Descrevemos a aplicação do Core Set resumido em uma criança de 09 anos de idade, com o objetivo de propor métodos disponíveis e aprimorar sua aplicabilidade na prática clínica. Para realizar esta avaliação selecionamos instrumentos padronizados já consagrados na literatura que conseguissem prover a qualificação de cada categoria do Core Set. Para os itens que não poderiam ser qualificados por escalas específicas, foram formuladas perguntas simples direcionada para o paciente e seu responsável. Ao aplicar a versão resumida da CIF-CJ-PC pudemos demonstrar dados que descrevem a funcionalidade do paciente deforma objetiva, bem como a forma como os fatores de contexto atuam. Concluímos que a avaliação rotineira desses jovens pode ser expressa numa linguagem que permite comparação e elaboração de relatórios com finalidade clínica, administrativa e epidemiológica.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Criança, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Aplicação e efeitos da eletroestimulação neuromuscular na reabilitação da disfagia orofaríngea: revisão de literatura

Application and effects of neuromuscular electrical stimulation in the rehabilitation of oropharyngeal dysphagia: a literature review

Thalyta Georgia Vieira Borges; Graziela Muzzo de Oliveira; Fernanda Cristina de Oliveira Rocha; Carla Rocha Muniz; Mariana Pinheiro Brendim; Yonatta Salarini Vieira Carvalho; Charles Henrique Dias Marques

Acta Fisiátr.2016;23(2):89-95

Objetivo: Analisar os diferentes métodos de Eletroestimulação Neuromuscular (EENM) na intervenção das disfagias orofaríngeas. Metódos: Revisão através dos descritores: "transtornos de deglutição" e "estimulação elétrica" nas bases PubMed, BVS, SciELO e MedLine, de 1997 a 2015. Classificados segundo Sistema Integrado CAPES (SiCAPES), Escala PEDro e Jadad. Resultados: 165 artigos encontrados. 25 selecionados de acordo com o tema proposto. Entre 2009-2012 (60%, n = 15) ocorreu maior número de publicações. Caso Controle foi o tipo de estudo mais relatado (28%, n = 7). A maioria investigou indivíduos pós acidente vascular cerebral (44%, n = 11). O tipo de terapia mais recorrente considera EENM em repouso e terapia tradicional (TT) (28%, n = 8), EENM durante a deglutição e TT (28%, n = 7) e EENM em repouso (24%, n = 3). Vital Stimr foi o aparelho de eletroestimulação mais citado (32%, n = 8). A eletroestimulação transcutânea foi a mais relatada (76%, n = 19). Quanto à localização, destacam-se eletrodos fixados na regiao do pescoço (48%, n = 12) e submentual (44%, n =11). Correntes mais utilizadas: FES (40%, n = 10) e TENS (24%, n = 6). Videofluoroscopia é o método de avaliação predominante (52%, n = 13). Pela distribuição SiCAPES o maior número de materiais classificam-se em B2 (36%, n = 9) e A1 (16%, n=4). Na Escala PEDro os trabalhos pontuaram, principalmente, em 11 (24%, n = 6) e 10 (16%, n = 4). Considerando a Escala Jadad, (24%, n = 6) estudos obtiveram 3 pontos. Conclusão: Observou-se maior prevalência de efeito terapêutico na elevação do complexo hiolaríngeo, importante mecanismo de defesa das vias respiratórias durante a deglutição, utilização da corrente FES, e eletrodos posicionados na regiao submentual ou de pescoço. Novas pesquisas são necessárias, com grupos etiológicos definidos, para comprovação do efeito terapêutico a médio e longo prazo.

Palavras-chave: Terapia por Estimulação Elétrica, Transtornos de Deglutição, Reabilitação

 

Aptidao motora e atenção em dependentes de drogas psicotrópicas ilícitas

Motor ability and attention span among individuals dependent on illicit psychotropic drugs

André Luiz Bertoncini de Souza; Júlia Magnus Cintrao; Maria Eduarda Merlin da Silva; Adriana Coutinho de Azevedo Guimaraes; Silvia Rosane Parcias

Acta Fisiátr.2012;19(3):151-155

As substâncias psicoativas atuam no sistema nervoso central produzindo alterações mentais e de comportamento levando a manifestações clínicas associadas ao uso abusivo de drogas.
OBJETIVO: Avaliar a aptidao motora e a atenção em indivíduos dependentes de drogas psicotrópicas ilícitas, que se encontravam internados em Hospital Psiquiátrico.
MÉTODO: Estudo de caso único, cuja unidade de análise foi uma unidade hospitalar, o qual avaliou a aptidao motora e a atenção em 10 indivíduos dependentes de drogas psicotrópicas ilícitas, do sexo masculino, com média de idade de 31,9 ± 7,07 anos e média de internação de 23,9 dias. Utilizados os seguintes instrumentos: entrevista estruturada sócio-demográfica e Escala Motora para Terceira Idade (EMTI) adaptada e Teste de Traços (TMT A e B). A idade média de início do consumo 15,1 anos; maior tempo de execução do TMT A e B em todas as faixas etárias.
RESULTADOS: Na aptidao motora geral os indivíduos foram classificados: dois como "superior", dois "normal alto", cinco "normal médio" e um "inferior". A organização temporal foi a variável com desempenho mais baixo.
CONCLUSÃO: Foi encontrado déficit na atenção, com média da aptidao motora geral normal e forte associação negativa ou correlação entre o desempenho motor e atenção.

Palavras-chave: atenção, atividade motora, transtornos relacionados ao uso de substâncias

 

Arte reabilitação em mulheres amputadas utilizando o mito de Pandora como recurso facilitador de autoestima e qualidade de vida

Art rehabilitation in amputee women with Pandora's myth as a self-esteem and quality of life facilitator resource

Flavia Rodrigues de Souza Scorachio; Teresa Kam Teng; Márcia Gallo De Conti; Tania Cristina Freire; Sheila Jean McNeill Ingham

Acta Fisiátr.2018;25(1):12-18

A amputação é um evento traumático que repercute intensamente na vida da pessão acometida. A dificuldade em lidar com a nova realidade pode contribuir negativamente para a autoestima e reabilitação do indivíduo, afetando a sua qualidade de vida. A Arteterapia por meio dos recursos expressivos pode ser um canal facilitador e promotor de aspectos resilientes para a superação do trauma. Objetivo: Averiguar a influência da Arteterapia na autoestima e qualidade de vida em mulheres amputadas. Grupo formado por 8 mulheres amputadas, entre 35 a 65 anos. Método: Divididos em 2 grupos (4 indivíduos no grupo de intervenção e 4 indivíduos no grupo controle). Instrumentos de avaliação: WHOQOL- Bref (World Health Organization Quality of Life), Escala de Autoestima Rosemberg (EAR), o Desenho da Figura Humana e Relatos das Participantes. As atividades foram desenvolvidas com base no mito de Pandora, em 11 oficinas arteterapêuticas com 1 hora de duração, uma vez por semana no setor de Arte-Reabilitação, AACD - Ibirapuera, São Paulo. Resultados: Estatisticamente não foram observadas diferenças significantes entre os momentos inicial e final para os domínios de Whoqol Bref e EAR, em ambos os grupos; porém, o grupo intervenção apresenta um movimento de melhora na autoestima, especialmente no quesito autodepreciação. Qualitativamente foram observadas através do discurso das participantes melhorias de autoestima e possibilidade de melhoria na qualidade de vida das participantes. Conclusão: A arteterapia, junto com a equipe interdisciplinar, pode contribuir positivamente para o processo de reabilitação em mulheres amputadas ajudando a promover a autoestima e qualidade de vida.

Palavras-chave: Amputação, Mulheres, Terapia pela Arte, Reabilitação, Qualidade de Vida

 

Aspectos da sexualidade em indivíduos com traumatismo crânio-encefálico: revisão da literatura

Aspects of sexuality in individuals with traumatic brain injury: literature review

Carlos Souto dos Santos Filho; Giancarlo Spizzirri

Acta Fisiátr.2011;18(1):32-37

Os transtornos sexuais após lesão encefálica traumática são pouco abordados na literatura científica. O impacto na sexualidade dos pacientes, na parceria, na família e na sociedade ainda é pouco compreendido pelos profissionais de reabilitação. Diante disto, fez-se uma revisão da literatura sobre diversos aspectos da sexualidade após trauma de crânio. Este estudo teve por objetivo investigar a epidemiologia, a etiologia, os diagnósticos, a classificação, as modalidades terapêuticas que vêm sendo adotadas e o prognóstico dos transtornos sexuais de portadores de traumatismo craniano. Realizou-se uma revisão de 39 artigos selecionados nas seguintes bases de dados científicas: MEDLINE, Cochrane Library, LILACS e Scielo, usando como descritores: brain Injuries; traumatic brain Injury; sexuality, sexual behavior; sexual dysfunction psychological; sex education; sexual violence, referentes à pacientes maiores de 18 anos, de ambos os gêneros, no período de janeiro 1966 a maio 2011, nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa. Alguns artigos e livros de referencia devido à relevância histórica neste assunto foram incluídos. Os autores abordaram os aspectos clínico-funcionais, psicológicos e sociais da sexualidade desses indivíduos.
CONCLUSÃO: a avaliação completa por profissionais capacitados na área de sexualidade é recomendada durante o processo de reabilitação para uma melhor reintegração na sociedade. São necessários mais estudos para delinear as disfunções sexuais apresentadas por esses pacientes e suas parcerias, a fim de desenvolver estratégias de tratamento que contemplem suas necessidades possibilitando melhora no relacionamento, satisfação sexual e conseqüentemente na qualidade de vida.

Palavras-chave: Traumatismos Encefálicos, Sexualidade, Comportamento Sexual

 

Associação dos níveis de GMFCS com grau de escolaridade, tipo de marcha, empregabilidade e dor em adultos com paralisia cerebral

The association of GMFCS levels with education, type of motion, pain, and employability in adults with cerebral palsy

Natali Zanelato; Giselle Cristina Lopes Rosanova; Fernanda Santucci; Debora da Silva Fragoso de Campos; Lisa Carla Narumia; Márcia Harumi Uema Ozu

Acta Fisiátr.2014;21(4):158-161

Adultos com paralisia cerebral (PC) apresentam um envelhecimento precoce associado ao declínio da função. E apesar da melhoria na assistência a saúde, estudos mostram que estes indivíduos possuem menos oportunidades de possuir algum grau de escolaridade e emprego. Além de apresentarem queixas com relação a dor e alteração quanto sua capacidade de marcha. Objetivo: Verificar a associação dos níveis de GMFCS para os parâmetros: empregabilidade, grau de escolaridade, nível de marcha e queixa de dor em adultos com PC. Método: Foram selecionados 671 prontuários para análise de correlação entre as variáveis citadas acima. Resultado: Foi observado que aqueles com níveis mais acometidos da PC possuem menos chance de terem algum nível de escolaridade e emprego, além de apresentarem pior nível de marcha. Conclusão: Não foi encontrada correlação entre os níveis de GMFCS para o item dor.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Limitação da Mobilidade, Dor, Emprego, Escolaridade

 

Associação entre desempenho funcional e quedas em idosas classificadas segundo a faixa etária

Association between functional performance and falls in older women classified by age

Thiago Rogério Padilha Amarante; Anna Raquel Silveira Gomes; Flavia Pinotti dos Santos; Rodrigo Augusto Coelho; Silvia Valderramas

Acta Fisiátr.2015;22(4):181-185

Objetivo: Avaliar o desempenho funcional e o histórico de quedas de idosas. Método: Estudo observacional de corte transversal, onde foram selecionadas 57 idosas da comunidade, divididas em 3 grupos, segundo a faixa etária: G1- 60 a 69 anos; G2- 70 a 79 anos e G3- 80 a 89 anos. Foram avaliados: mobilidade funcional ("Timed Up & Go Test"); potência muscular (Teste de sentar e levantar 5 vezes); força de preensão manual (dinamômetro manual JAMARr), histórico e prevalência de quedas. A análise das diferenças intergrupos foi realizada por meio da ANOVA One way e post hoc Tukey. As correlações foram avaliadas por meio do teste de Spearman. Resultados: Idosas do G3 quando comparadas aos grupos G1 e G2, apresentaram diminuição da FPM (18,08 ± 3,29 Kgf vs. 28,10 ± 4,26 Kgf; 18,08 ± 3,29Kgf vs. 22,92 ± 4,01, p = 0,001), da potencia muscular (14,44 ± 2,85s vs. 12,27 ± 2,34s; 14,44 ± 2,85s vs. 13,16 ± 2,27s, p = 0,04) e da mobilidade funcional (11,56 ± 3,10s vs. 8,57 ± 2,25s; 11,56 ± 3,10s vs. 10,30 ± 2,58s, p = 0,004). A maior prevalência de quedas foi nas idosas do G2 (52,6%) sendo que, nos últimos 6 meses, 26% caíram 1 vez, 5% caíram 2 vezes; 10% caíram 3 e 4 vezes. As idosas do G1 e G3 caíram 1 vez. A frequência de quedas apresentou correlação com mobilidade funcional (r = -0,52, p = 0,018). A idade apresentou correlação com a força de preensão manual (r = -0,67, p = 0,0001), potencia muscular (r = 0,31, p = 0,02) e com mobilidade funcional (r = 0,49, p = 0,0001). Conclusão: A prevalência de quedas foi maior na faixa etária entre 70-79 anos e quanto maior a idade pior o desempenho musculoesquelético e funcional.

Palavras-chave: Idoso, Força Muscular, Acidentes por Quedas

 

Associação entre sintomas depressivos, trabalho e grau de incapacidade na hanseníase

Relationship between depression, work, and grade of impairment in leprosy

Bruna Janerini Corrêa; Lúcia Helena Soares Camargo Marciano; Susilene Tonelli Nardi; Tatiani Marques; Thássia Ferraz de Assis; Renata Bilion Ruiz Prado

Acta Fisiátr.2014;21(1):1-5

A depressão é o transtorno psiquiátrico mais comum na hanseníase e com alto índice de sintomas depressivos.
OBJETIVO: Verificar a frequência dos sintomas depressivos e sua relação com o grau de incapacidade (GI) da OMS e variáveis sociodemográficas.
MÉTODO: Aplicou-se um questionário, contendo aspectos sociodemográficos, clínicos e o GI. Foi aplicada a escala original do BDI para identificar a frequência dos sintomas depressivos (21 itens) e a subescala cognitiva chamada BDI-Short Form - BDI-SF (1-13 itens), recomendada para avaliar sintomas depressivos em indivíduos com diagnóstico de alguma patologia. Foi utilizada análise estatística descritiva, com distribuição de frequência para a caracterização da casuística e para o cruzamento das variáveis, foi utilizado o Teste Chi-square-corrected (Yates), considerando resultados significantes valor - p < 0,05.
RESULTADOS: Foram avaliados 130 pacientes que tem ou tiveram hanseníase. A idade média dos pacientes foi de 49,64 (SD 14,04). Houve predomínio do sexo masculino (64,6%), dos que vivem com familiares (87,7%), com ensino fundamental incompleto (66,2%), uniao civil estável (61,6%), não trabalham (75,4%) e recebem aposentadoria ou auxílio saúde (63,9%). Em relação aos aspectos clínicos, 94,5% são multibacilares, 74,6% concluíram a poliquimioterapia e a maioria apresenta perda da sensibilidade protetora e/ou deformidades (31,5% grau 1 e 37% grau 2). Dentre os casos avaliados 43,1% apresentou sintomas depressivos de intensidade moderada a grave. Não houve correlação significativa entre BDI-SF e GI (valor - p = 0,950), mas, "não trabalhar" associou-se com sintomas depressivos (BDI-SF) (valor - p = < 0,05). Preocupação somática foi o sintoma mais frequente (80,7%), seguido de dificuldade no trabalho (78,5%), irritabilidade (68,5%), fadiga (67,7%), auto-acusação (62,3%) e choro fácil (60%).
CONCLUSÃO: Conclui-se que sintomas depressivos moderados e graves acometeram 43,1% dos casos avaliados, independentemente de ter ou não deficiências físicas (GI 1 e 2). As pessãos que não trabalhavam foram mais acometidas por sintomas depressivos em comparação aos que exerciam alguma atividade profissional.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Hanseníase, Depressão, Trabalho

 

Associar ou não o alongamento ao exercício resistido para melhorar o equilíbrio em idosos?

Whether or not to affiliate stretching with resistance training to improve equilibrium in the elderly

Anna Raquel Silveira Gomes; Priscila Wischneski; Rosana Rox

Acta Fisiátr.2011;18(3):130-135

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do exercício resistido e/ou alongamento e destreinamento no equilíbrio de idosos. Quarenta e seis idosos foram divididos em 4 grupos: Controle (C, n=12): receberam orientações sobre prevenção de quedas. Alongamento (A, n=12); Exercício Resistido (ER, n=13); Exercício Resistido e Alongamento (ERA, n=9). Foram realizados exercícios com resistência progressiva e/ou alongamento, em membros inferiores, 2x/semana, durante 12 semanas. Utilizou-se a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e o Indice da Marcha Dinâmica (IMD), aplicados na 1ª, 6ª, 12ª semana e 6 semanas após o término. Utilizou-se ANOVA por medidas repetidas post hoc Fisher (p< 0,05), para comparação entre grupos ao longo das 4 avaliações. O ERA (12ª) aumentou a pontuação da EEB comparado ao ER (55±1 vs 53±2, p=0,03). No IMD 12 semanas de ERA aumentaram o escore em relação ao pré treinamento (ERA) (23±2 vs 21±3; p=0,0009). Após destreinamento o IMD do ERA foi superior, comparado ao pré treinamento (23±1 vs 21±3; p=0,003). A associação do exercício resistido com alongamento (ERA) demonstrou ser mais eficaz para o equilíbrio funcional relacionado ao ambiente (EEB) do que exercício resistido isolado em idosos. Porém, somente o equilíbrio durante a marcha (IMD) foi mantido pelo ERA após o destreinamento.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Força Muscular, Exercícios de Alongamento Muscular

 

Atividade física e saúde

José Maria Santarem

Acta Fisiátr.1996;3(1):37-39


 

Atuação da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas: uma revisão sistemática

Physical therapy in sexually dysfunctional women: a systematic review

Raquel Eleine Wolpe; Ariana Machado Toriy; Fabiana Pinheiro da Silva; Kamilla Zomkowski; Fabiana Flores Sperandio

Acta Fisiátr.2015;22(2):87-92

As disfunções sexuais femininas (DSFs) são consideradas um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Consistem em inúmeras desordens, como distúrbio da excitação feminina, distúrbio do desejo sexual hipoativo, transtorno sexual do orgasmo feminino, dispareunia e vaginismo. As DSFs são detectadas em 67,9% das mulheres no mundo e estao presentes em 50% das asiáticas, em 30 a 50% das americanas e em 30% das brasileiras. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura sobre as diferentes técnicas de fisioterapia utilizadas no tratamento das DSFs. Métodos: Realizou-se uma busca sistemática, nas bases de dados EMBASE, PEDro e MedLine, de artigos publicados até junho de 2013, através da combinação entre palavras e descritores de tratamentos fisioterapêuticos e disfunções sexuais femininas. Foram excluídos os artigos sobre disfunção sexual masculina, estudos pilotos, papers ou projetos multicêntricos, que não estivessem disponíveis na íntegra ou duplicados em outra base de dado. Após a seleção final dos estudos, foi verificada a pontuação dos ensaios clínicos randomizados na Escala de Avaliação PEDro. Resultados: 11 artigos foram incluídos e, destes, seis passaram para a avaliação qualitativa na Escala PEDro. Este estudo seguiu a estruturação metodológica do PRISMA (Statement for Reporting Systematic Reviews and Meta-Analyses of Studies). Todos os estudos encontrados utilizaram questionários para avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica nas DSFs. Foi verificado um total de cinco tipos de intervenções diferentes: cinesioterapia (exercícios de Kegel e treinamento muscular do assãolho pélvico - TMAP), terapia cognitivo-comportamental (CGBT), biofeedback, eletroterapia (TENS - eletroestimulação transcutânea e US - ultrassom terapêutico) e terapia manual. As limitações encontradas nesta revisão sistemática foram referentes a não disponibilização dos artigos na íntegra e à baixa qualidade metodológica dos estudos. Conclusão: Todos os estudos mostraram melhora na função sexual após intervenção fisioterapêutica. Não há um consenso sobre a intervenção com melhores resultados, no entanto, a cinesioterapia através do TMAP mostrou-se vantajosa por ser de fácil aplicação, baixo custo, aprendizado imediato e promover resultados duradouros em um curto período de tempo. No entanto, existem lacunas metodológicas que ainda precisam ser preenchidas para determinar o tratamento fisioterapêutico eletivo para as DSFs, assim como definir a melhor dosagem, o protocolo a ser seguido, a duração desta terapia, aliados ao melhor custo-benefício.

Palavras-chave: Disfunção Sexual Fisiológica/reabilitação, Mulheres, Modalidades de Fisioterapia

 

Atualização de conhecimentos sobre a prática de exercícios resistidos por indivíduos idosos

Knowledge update on the practice of resistance exercises by older individuals

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém; Wilson Jacob Filho

Acta Fisiátr.2008;15(4):257-262

A associação da piora da condição funcional e aumento de comorbidades em idades mais avançadas, faz do atual envelhecimento populacional um quadro que merece atenção crescente por parte do profissional médico. Este profissional está certamente entre os mais questionados sobre recomendações de atividades físicas adequadas para pessoas idosas ou debilitadas. No entanto, a formação generalista não têm abrangido aspectos atuais relacionados à fisiologia do exercício e prescrição de atividades físicas adequadas para estas populações. Exercícios resistidos têm ganhado crescente importância na comunidade científica como forma de exercícios seguros e eficazes, trazendo benefícios de caráter preventivo e terapêutico para pessoas idosas ou debilitadas. Assim, objetivando que mais indivíduos possam se beneficiar da recomendação de exercícios resistidos, fez se necessária uma atualização destes conhecimentos para o profissional médico.

Palavras-chave: exercício, levantamento de peso, terapia por exercício

 

Autoria de um trabalho científico

Autorship of a scientific work

Andy Petroianu

Acta Fisiátr.2002;9(3):141-148

Durante a elaboração de um trabalho científico, uma das dificuldades que por ventura podem ocorrer é a escolha dos participantes da pesquisa que devem compor a sua autoria. Situação ainda mais desagradável é a ordenação dos autores, de acordo com o mérito de cada um no trabalho.
OBJETIVO: Apresentar, de maneira justificada, uma proposta para a autoria do trabalho científico, mediante a contribuição de cada membro da equipe de pesquisadores.
MÉTODO : Foi realizada uma avaliação da maneira de se propor a autoria científica nos principais centros de pesquisa do Brasil e na literatura pertinente, para a aquisição de subsídios com vista à presente proposta.
RESULTADOS: São apresentados em ordem de entrada os principais autores do trabalho e aqueles que devem merecer apenas agradecimento. Propoe-se uma escala numérica, com vistas à participação de cada membro da equipe, para facilitar a inclusão de cada um dos autores.
CONCLUSÕES: O mérito da autoria científica deve ser restrito aos participantes que tiveram uma colaboração intelectual ao trabalho realizado, aliada a uma contribuição efetiva para a pesquisa ser realizada e concluída.

Palavras-chave: Trabalho científico. Pesquisa. Autoria. Mérito. Agradecimento.

 

Avaliação cinética e cinemática da marcha de adultos do sexo masculino

Kinetic and kinematic evaluation of male adults gait

Tae Mo Chung

Acta Fisiátr.2000;7(2):61-67

A avaliação cinética e cinemática da marcha de 44 voluntários adultos do sexo masculino, com idades entre 18 e 40 anos, sem lesões no sistema musculoesquelético, foi realizada pelo sistema computadorizado tridimensional Motion Analysis. Foram selecionados os dados relativos a seis percursos de cada indivíduo, em que se podia observar cada pé efetuar isoladamente o apoio completo na plataforma de força com sincronia de movimento. O padrao de marcha desse grupo foi caraterizado por uma velocidade média de 116,46 cm/s ± 9,43 cm/s no membro inferior direito e 116,61 cm/s ± 9,81 cm/s no membro inferior esquerdo, diferenças que não foram estatisticamente significantes. Observou-se uma correlação direta existente entre o comprimento do passo e da passada com o comprimento dos membros inferiores, assim como entre a velocidade da caminhada e o comprimento da passada. Não houve diferença significante entre os dados cinéticos e cinemáticos obtidos e aqueles relatados na literatura, exceto quanto ao parâmetro velocidade de caminhada, que foi menor.

Palavras-chave: Analise de marcha. Cinética. Cinemática. Padroes normais.

 

Avaliação computacional da impressão plantar.Valores de referência do índice do arco em amostra da população brasileira

Computational evaluation of the footprint: reference values of the plantar arch index in a sample of the Brazilian population

Margot Guarieiro Ramos; Fabrício Ramos Silvestre Pereira; Anamarli Nucci

Acta Fisiátr.2007;14(1):7-10

A presença do arco longitudinal medial (ALM) é característica dos pés humanos e através dele o pé tem sido classificado como normal, cavo e plano. A literatura permite escolher entre variados métodos e técnicas de mensuração do ALM, cada qual com vantagens e desvantagens. Optou-se pelo método da impressão plantar com medida do índice do arco (IA) para avaliar indiretamente a altura do ALM. A escolha foi motivada por ser a impressão plantar exeqüível com baixo custo e não invasiva. Seguiu-se o princípio básico do método de mensuração do IA proposto por Cavanagh & Rodgers, modificado pela introdução do escaneamento da impressão plantar e pelo cálculo do IA através de programa computacional elaborado por um dos autores. Foram avaliadas 100 impressões plantares de 25 homens e 25 mulheres sadios, não obesos, com média de idade de 34,7 anos, extremos de 10 a 59 anos. Obtiveram-se os valores de referência do IA de amostra da população brasileira: 0,21< IA < 0,25. A comparação estatística dos valores nacionais com os da amostra americana não mostrou diferença estatística significativa.

Palavras-chave: pé/anatomia & histologia, dermatoglifia, população, Brasil

 

Avaliação computadorizada por fotografia digital, como recurso de avaliação na Reeducação Postural Global

Computerized evaluation by digital photography, an evaluation resource for Global Postural Reeducation

Pedro Claudio Gonsales de Castro; José Augusto Fernandes

Acta Fisiátr.2003;10(2):83-88

O trabalho é descrito por meio de fotografia digital, utilizando-se marcadores esféricos e reflexivos fixados em pontos anatômicos pré definidos, possibilitando a análise através de um programa de computador, denominado Fisiologic, que ao processar as fotos digitais, fornece coordenadas x e y dos marcadores corporais em pixels, sendo que estas coordenadas servem para gerar valores dos segmentos corporais utilizando a forma geométrica analítica. Relato aqui o caso de uma paciente com comprometimento postural, submetida ao método da Reeducação Postural Global, onde foi realizada avaliação fisioterapêutica e posteriormente fotografada e analisada antes e após a 21ª sessão. O programa apresentou resultados satisfatórios em relação à análise postural no acompanhamento dos segmentos corporais da paciente em estudo, bem como demonstraram os exames radiológicos.
Concluiu-se portanto, ser este um método eficaz de avaliação na Reeducação Postural Global.

Palavras-chave: Avaliação computadorizada. Fotografia digital. Reeducação Postural Global.

 

Avaliação crítica do acompanhamento dos pacientes com bexiga neurogênica e propostas de tratamento

Cristiane Hernandes da Silva; Eugênio Dumont de Paiva Borges

Acta Fisiátr.1997;4(1):7-13

O presente estudo tem por objetivo avaliar como é realizado o acompanhamento dos pacientes com bexiga neurogênica secundária à lesão medular. Foram analisados 37 pacientes, 26 (70,3%) do sexo masculino e 11 (29,7%) do sexo feminino que estiveram internados no Hospital Ampiara no período de maio/1994 a maio/1995. Apesar das infecções urinárias baixas terem sido freqüentes, não observamos uma grande incidência de outras complicações relacionadas com o trato urinário nesses pacientes. O manejo vesical foi investigado em todos os casos, notamos a importância das manobras de esvaziamento (Tapping, Crede ou Valsalva) e do cateterismo intermitente como forma de prevenir o aparecimento de complicações do trato urinário alto. Diante da pouca sintomatologia desses pacientes, desenvolvemos um protocolo para melhor seguimento e tratamento do lesado medular com bexiga neurogênica.

Palavras-chave: Lesado medular. Bexiga neurogênica. Infecção do trato urinário.

 

Avaliação da confiabilidade interobservadores da volumetria das mãos em indivíduos sem alterações em membros superiores

Inter-tester reliability assessment of the volumetric measurement of the hand in subjects without any changes in their upper extremities

Renata Cristina Boffi Ribeiro; Simone Maria Puresa Fonseca Lima; Ana Cláudia Gomes Carreira; Danilo Masiero; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2010;17(1):3-7

Os objetivos do presente estudo foram avaliar a confiabilidade interobservador do instrumento volúmetro e determinar o índice normativo em indivíduos adultos do sexo feminino e sexo masculino sem alterações em membros superiores. A amostra foi composta por cem indivíduos (200 membros), sendo 50 do sexo feminino e 50 do sexo masculino, com idades entre 21 e 50 anos, sem comprometimento em membros superiores. O volume das mãos de cada indivíduo foi avaliado por meio da volumetria e o instrumento de avaliação utilizado foi o volúmetro. Este método foi aplicado por duas examinadoras, de modo que cada participante foi avaliado duas vezes consecutivas. Nas comparações realizadas entre os membros, sexos e examinadoras pode-se observar que a média do membro direito foi sempre maior que a do membro esquerdo, a média do volume das mãos dos homens sempre maior que a das mulheres e a média da segunda examinadora sempre maior que a da primeira. A partir de análise realizada, considerando os valores obtidos por ambas examinadoras, pode-se notar que a média final foi significante (p<0,001) à diferença entre o membro direito e o membro esquerdo na população geral, no sexo feminino e sexo masculino. É possível concluir que os resultados estao coesos e com boa confiabilidade e foram estatisticamente significantes para as médias finais da volumetria no sexo feminino, membro direito 402,40ml e membro esquerdo 397,15ml; sexo masculino, membro direito 516,10ml e membro esquerdo 505,30ml; e na população geral, membro direito 459,25ml e membro esquerdo 451,23ml.

Palavras-chave: Edema, Extremidade Superior, Avaliação

 

Avaliação da destreza manual em indivíduos com artrite reumatoide

Evaluation of manual dexterity in individuals with rheumatoid arthritis

Karen Kowalski Armanini; Fernanda Matos Weber; Caren Fernanda Muraro; Noé Gomes Borges Junior; Susana Cristina Domenech; Monique da Silva Gevaerd

Acta Fisiátr.2015;22(4):166-171

Objetivo: Analisar a destreza manual de pacientes com AR em função do nível de atividade da doença. Métodos: Foram avaliados 23 indivíduos com AR, com média de idade de 54,78 ± 12,54 anos. Todos os participantes foram submetidos a uma entrevista para coleta dos dados de identificação e história clínica, coleta de sangue para análise da Proteína C-Reativa, determinação do nível de atividade da doença por meio do Disease Activity Score (DAS-28) e avaliação da destreza manual pelo Moberg Picking-Up Test (MPUT). Para descartar problemas de sensibilidade tátil dos indivíduos, foi aplicado o teste de sensibilidade dos monofilamentos de Semmes-Weinstein. Resultados: Foi observado que o grupo classificado em moderada atividade da doença apresentou maior tempo para execução do MPUT com olhos abertos na mão dominante, quando comparado ao grupo em baixa atividade. O grupo em alta atividade da doença também demorou mais para realizar o MPUT com os olhos fechados na mão dominante, em comparação ao grupo em baixa atividade. Adicionalmente, houve uma correlação positiva entre o DAS-28 e o tempo de realização do MPUT com os olhos fechados na mão dominante. Conclusão: A destreza manual de indivíduos com AR pode estar prejudicada em função do nível de atividade da doença, repercutindo na dificuldade para a realização das atividades de vida diária. Estes dados podem contribuir para a determinação de estratégias de tratamento visando a melhoria da qualidade de vida de pacientes com AR.

Palavras-chave: Artrite, Reumatoide, Destreza Motora, Maos

 

Avaliação da dor e função de pacientes com lombalgia tratados com um programa de Escola de Coluna

Evaluation of pain level and function on low back pain patients treated with Back School program

Eliana Zeraib Caraviello; Sílvia Wasserstein; Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2005;12(1):11-14

As dores lombares incidem em cerca de 80% da população em algum momento de sua vida, sendo, portanto, um grande problema de saúde pública. O diagnóstico diferencial das doenças da coluna vertebral é bastante amplo, mas sabe-se que boa parte das afecções está relacionada a posturas e movimentos corporais inadequados. Criou-se, portanto, a Escola de Coluna como opção de tratamento a estes pacientes. Neste trabalho avaliamos a dor e a incapacidade funcional dos pacientes, antes e após freqüentarem a Escola de Coluna, através do questionário de Roland-Morris e da Escala Visual Analógica de Dor. Estudamos 30 pacientes no período de maio a novembro de 2004, sendo 86,7% do sexo feminino, com idade média de 48,1 anos, de baixa escolaridade e com excesso de peso (70%). A maioria dos pacientes apresentou melhora da dor (56,7%) e da função (60%) após o término do programa de reabilitação.

Palavras-chave: Lombalgia, escola de coluna, reabilitação, incapacidade, dor.

 

Avaliação da dor no ombro em paciente com acidente vascular cerebral

Shoulder pain evaluation in stroke patients

Cláudia de Oliveira e Silva; Marcelo Riberto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2000;7(2):78-83

O objetivo desse estudo preliminar é avaliar as causas de dor no ombro de pacientes hemiplégicos, bem como verificar a ocorrência e a evolução do tratamento da síndrome dolorosa miofascial (SDMF). Para isso, seis pacientes hemiplégicos (cinco espásticos grau II, segundo Ashworth e um flácido) com idade: 55, 85 +/- 1, 50 anos, tempo de AVC de 6, 85 +/- 2, 54 meses, e queixas de dor no ombro paralisado há 13, 33 +/- 1, 69 semanas, foram submetidos a um protocolo de avaliação qualitativa (questionário de MacGuill simplificado e quantitativa por meio da escala visual analógica - EVA e dolorimetria de pressão), além da avaliação goniométrica ativa e passiva do ombro. Todos os pacientes apresentaram à palpação muscular, SDMF associada e foram infiltrados com lidocaína a 1% em pontos-gatilho (PGs) intramusculares. As queixas predominantes foram dor em queimor em quatro, peso em três e incaracterística em dois. Nenhum paciente referiu queixas de formigamento, choque, adormecimento e agulhadas. Quatro pacientes foram infiltrados em PGs na musculatura posterior do ombro, um em bíceps e outro em peitoral maior. Não houve melhora significativa na evolução dolorimétrica de pressão e na goniometria após a infiltração desses PGs (p > 0,05). Nesse estudo, diagnosticamos por meios clínicos e/ou radiológicos (RX e USG): um paciente com capsulite adesiva, um com tendinite bicipital e outro com tendinite no supra-espinhal. Não se diagnosticou subluxação na articulação glenoumeral, nem sinais clínicos de lesão nervosa periférica.

Palavras-chave: Dor. Ombro. Hemiplegia. Cintura escapular. Acidente vascular cerebral.

 

Avaliação da estimulação elétrica no tratamento da disfagia secundário ao acidente vascular encefálico

Assessment of electrical stimulation in the treatment of the dysphagia caused by stroke

Thaís Miranda Curvelo Soares; Tatiana Maíta Alves Conceição; Fabrício Cardoso; Heron Beresford

Acta Fisiátr.2009;16(4):191-195

A disfagia neurogênica compreende as alterações da deglutição que ocorrem em virtude de uma doença neurológica, com os sintomas e complicações decorrentes do comprometimento sensório-motor dos músculos envolvidos no processo da deglutição. Este tipo de disfagia é particularmente debilitante, podendo levar a morte ou aumento do custo de saúde decorrentes da aspiração traqueal. Esta patologia é comum e consiste numa complicação potencialmente fatal para AVE agudo, ocorrendo em aproximadamente 50% desses pacientes. Dentre os possíveis tratamentos, a estimulação tátiltérmica e biofeedback têm um sucesso freqüente, variando de 0% a 83%. Estudos registram alto sucesso deste tratamento com pacientes que sofreram AVE, o que geralmente não incluem a mais severa forma de disfagia. Já o uso da estimulação elétrica no tratamento da disfagia foi primeiro descrito em 1996 por Freed et al e, posteriormente, por Park et al. O objetivo dessa estimulação elétrica era alcançar um ramo aferente do reflexo da deglutição em pacientes com atraso do início da deglutição. Sendo esta uma alternativa de tratamento ainda pouco explorada, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre a utilização da estimulação elétrica no tratamento da disfagia em pacientes que sofreram acidente vascular encefálico.
CONCLUSÃO: A disfagia neurogência, por estar diretamente associada ao aumento da morbi-mortalidade, necessita da atenção especial dos profissionais da Saúde. Sendo a eletroestimulação uma terapêutica importante a ser explorada já que possui uma eficácia significativa nesta patologia.

Palavras-chave: Estimulação Elétrica, Transtornos de Deglutição, Acidente Vascular Encefálico

 

Avaliação da força de preensão e amplitude de movimentos dos membros superiores em pacientes com mucopolissacaridose VI

Evaluation of grip strength and range of motion of the upper limbs in patients with mucopolysaccharidosis VI

Jéssica Nayara Silva de Medeiros; Bárbara Bernardo Rinaldo da Silva; Daniel da Rocha Queiroz; Maria Teresa Cattuzzo; Karen Maciel Sobreira Soares

Acta Fisiátr.2015;22(2):60-64

Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a força de preensão manual e amplitude de movimento dos membros superiores de pacientes com Mucopolissacaridose VI afim de observar o quanto tais fatores podem vir a afetar e se correlacionar com as atividade de vida diária. Método: A amostra foi composta por 13 pacientes, sendo 8 homens e 5 mulheres com média de idade de 17,76 anos e médias de peso e altura de 31,30Kg e 1,17cm respectivamente que aceitaram participar do estudo e que atendessem aos critérios de inclusão pedidos. O estudo foi realizado no estado de Pernambuco no Centro de Tratamento de Erros Inatos do Metabolismo, localizado no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), coletou-se medidas de amplitude de movimentos (ADM) dos membros superiores, força de preensão manual além de perguntas através de um questionário estruturado. Resultados: No presente estudo a flexão da articulação do ombro que apresenta maior comprometimento em sua maioria, não seguiu tal padrao visto que a média de ADM da articulação foi 90,38 para membro esquerdo e 93,38 em membro direito. A ADM mais abaixo da média predita encontrada no estudo foi da extensão de punho tanto em membro esquerdo como direito. Na avaliação de dinamometria apenas 1 indivíduo apresentou média acima da predita, 9 (69,21%) mostraram grau de força entre 0 e 2 libras (lb) em mão direita e 8 (61,52%) em mão esquerda. Conclusão: Esperamos que o estudo sirva como forma de acompanhamento e evolução da MPS VI, e que possa subsidiar novos estudos e protocolos de avaliação e reabilitação motora.

Palavras-chave: Mucopolissacaridose VI, Extremidade Superior, Força da Mao, Modalidades de Fisioterapia

 

Avaliação da força muscular respiratória e capacidade funcional em pacientes com fibrose cística

Evaluation of respiratory muscle strength and functional capacity in patients with cystic fibrosis

Cássio Magalhaes da Silva e Silva; Adriele Mascarenhas Araujo; Anna Lúcia Lima Diniz da Silva; Valdívia Alves de Sousa; Mansueto Gomes Neto; Micheli Bernadone Saquetto

Acta Fisiátr.2016;23(4):186-190

Objetivo: Correlacionar a força muscular respiratória e a capacidade funcional em pacientes com FC. Métodos: Estudo transversal em adultos com fibrose cística. Os dados amostrais foram catalogados no Microsoft Office Excel 2007 e as variáveis analisadas pelo SPSS versão 20.0 através do teste t de Student e do coeficiente de Spearman. O nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes com fibrose cística (44,6 ± 19,0 anos), grande parte dos pacientes de FC (n=26) não apresentaram fraqueza da musculatura inspiratória (PImáx -90,7 ± 27,4 cmH2O). Não foi encontrada estatística significativa apenas entre os pacientes adultos e idosos. Houve correlação positiva entre PImáx, PEmáx e teste de caminhada de 6 minutos (TC6) nos participantes com fraqueza muscular respiratória e nos idosos. Houve diferença estatisticamente significativa entre as médias da distância percorrida no TC6 e das pressões respiratórias máximas com a média do que foi previsto para estas variáveis. Conclusão: Todos os grupos apresentaram limitação da força respiratória e da capacidade funcional. As correlações entre as pressões respiratórias com o TC6 foram baixas e pequenas nos adultos e indivíduos sem fraqueza muscular respiratória; moderadas à alta nos idosos; pequenas à moderada nas mulheres; pequenas e negativas nos homens; e, altas naqueles com fraqueza muscular respiratória.

Palavras-chave: Fibrose Cística, Músculos Respiratórios, Tolerância ao Exercício

 

Avaliação da função motora grossa pela GMFM pré e pós cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com paralisia cerebral

Evaluating gross motor function of cerebral palsy patients using the GMFM pre and post lower extremity orthopedic surgery

Caio Ribeiro Azevedo Gomes; Isolda Ferreira de Araújo; Simone Carazzato Maciel

Acta Fisiátr.2014;21(1):16-20

Em pacientes com paralisia cerebral (PC) deambuladores, a cirurgia ortopédica é bastante utilizada para melhora do padrao de marcha. Conforme aumenta o acometimento motor, os objetivos podem mudar, contudo, uma melhora na mobilidade é importante e pode ser conseguida através de procedimentos cirúrgicos. A Gross Motor Function Measure (GMFM) é uma escala quantitativa da função motora grossa, utilizada para diversos fins, como controle da evolução terapêutica, progressos na reabilitação e, em nosso serviço, avaliação de cirurgias ortopédicas.
OBJETIVO: A avaliação padronizada e sistematizada dessas cirurgias, comparando a GMFM pré e pós procedimento.
MÉTODO: Incluímos no estudo aqueles pacientes que apresentam uma maior limitação da mobilidade e com potencial para melhorar sua movimentação (níveis III e IV da Gross Motor Function Classification System), operados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012 obtendo 36 pacientes.
RESULTADOS: Notamos que não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos da GMFM, a não ser, no domínio C (engatinhar e ajoelhar), no qual notamos uma queda da pontuação. A idade dos pacientes, o tempo de aferição entre as medidas, a natureza da cirurgia e, principalmente, o método de avaliação, que em nosso caso, foi a GMFM, foram citados na literatura como dificuldades em se quantificar objetivamente o resultado obtido pelas cirurgias ortopédicas de membros inferiores em pacientes com PC.
CONCLUSÃO: Uma avaliação de um número maior de pacientes, talvez com um instrumento diferente do utilizado em nosso trabalho, se faz necessária para uma melhor percepção do real efeito da cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com PC.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Extremidade Inferior, Avaliação, Escalas

 

Avaliação da função muscular em doença arterial obstrutiva periférica: a utilização da dinamometria isocinética

Assessment of muscular function in peripheral arterial obstructive disease with the use of isokinetic dynamometry

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém; Nelson Wolosker; Julia Maria D'Andréa Greve; Wilson Jacob Filho

Acta Fisiátr.2007;14(3):176-180

Indivíduos com doença arterial obstrutiva periférica apresentam perda funcional, principalmente em membros inferiores, gerando prejuízo da capacidade de caminhada. Os testes de caminhada são rotineiramente utilizados para avaliação e seguimento desses pacientes. Em pacientes idosos, com comorbidades e limitações associadas à claudicação intermitente, torna-se difícil a avaliação pela caminhada, principalmente nos casos de doença bilateral com acometimento desigual, onde o membro mais afetado limita a avaliação do menos afetado. A avaliação muscular isocinética é uma metodologia alternativa aos testes de caminhada para avaliar de forma individualizada as perdas funcionais geradas pela doença nos diferentes grupamentos musculares em territórios isquêmicos.

Palavras-chave: doenças vasculares periféricas, fadiga muscular, força muscular

 

Avaliação da funcionalidade da criança com paralisia cerebral espástica

Functionality evaluation of children with spastic cerebral palsy

Maria Matilde de Mello Sposito; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2010;17(2):50-61

A paralisia cerebral é resultante de uma lesão não progressiva sobre o sistema nervoso central em desenvolvimento e que pode levar a disfunções motoras, distúrbios no movimento, deficiências mentais e alterações funcionais. A espasticidade é a anormalidade motora e postural mais comumente vista na paralisia cerebral. Considerando as múltiplas repercussões da espasticidade sobre a funcionalidade do indivíduo com paralisia cerebral, torna-se claro que uma avaliação do quadro clínico deve ser precisa e direcionar-se aos aspectos específicos que exigem intervenção. Este texto tem como objetivo servir de guia aos médicos ou terapeutas na escolha de instrumentos de medição quantitativa e qualitativa.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Escalas

 

Avaliação da funcionalidade dos trabalhadores com LER/DORT: a construção do Core Set da CIF para LER/DORT

Evaluation of the functionality of workers with Repetitive Strain Injury (RSI)/ Work-related musculoskeletal disorders (MSDs): the construction of the ICF Core Set for RSI/MSDs

Mônica Angelim Gomes de Lima; Robson da Fonseca Neves; Márcia Oliveira Staffa Tironi; Ana Márcia Duarte Nunes Nascimento; Francesca de Brito Magalhaes

Acta Fisiátr.2008;15(4):229-235

O presente artigo apresenta o Core set da CIF para LER/DORT e seu processo de construção. Trata-se de um relato de experiência da elaboração de um Core Set a partir de uma abordagem interdisciplinar. O Core set da CIF para LER/DORT foi elaborado por meio de consensos sucessivos entre especialistas do campo da saúde do trabalhador em seis etapas, que envolveram desde a aproximação e estudo da CIF, leitura, discussão até a eleição de códigos e comparação com os core sets de dor generalizada e de depressão. Para o componente 'funções do corpo' foram escolhidos códigos relacionados aos aspectos: funções mentais, sensoriais, de dor e neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento. Para 'estruturas do corpo' foram escolhidos códigos relacionados aos aspectos: estruturas do sistema nervoso e relacionadas ao movimento. Para 'atividade e participação' foram escolhidos códigos relacionados à: mobilidade, cuidado pessãol, vida doméstica, relações e interações interpessãois e áreas principais da vida. Para 'fatores ambientais' foram escolhidos códigos relacionados à: apoio e relacionamentos, atitudes e serviços, sistemas e políticas. O componente ambiente foi o mais limitado para a descrição dentro do contexto do trabalho. Este artigo apresenta o esforço de construção de um core set, a partir de uma abordagem interdisciplinar, viável à aplicação no processo de tratamento e reabilitação de trabalhadores com LER/DORT e poderá contribuir para inserir o Brasil na discussão internacional que trata das conseqüências do adoecimento humano a partir do modelo sócio-médico, deslocando o debate científico e a produção de políticas públicas do contexto da deficiência/incapacidade para o contexto da saúde.

Palavras-chave: classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde, transtornos traumáticos cumulativos, trabalhadores

 

Avaliação da funcionalidade e qualidade de vida em pacientes críticos: série de casos

Evaluation of functionality and quality of life in critical patients: case series report

Jéssica Rosa Vargas Wiethan; Janice Cristina Soares; Juliana Alves Souza

Acta Fisiátr.2017;24(1):7-12

A hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), geralmente resulta em declínio funcional e da qualidade de vida. Riscos de sequelas a longo prazo decorrem de fatores relacionados a doença, tratamento realizado e repouso no leito. Objetivo: Avaliar a funcionalidade e qualidade de vida de pacientes que realizaram fisioterapia durante a internação na UTI e correlacionar essas variáveis após 30 dias de alta. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo, do tipo série de casos com 15 pacientes. Avaliou-se a funcionalidade pela Medida de Independência Funcional-MIF (antes da UTI, após alta e após 30 dias) e a qualidade de vida pelo questionário SF-36 (após 30 dias). Resultados: A média de idade da amostra foi de 43,20±16,92 anos, predominaram causas de internação neurológicas, o tempo de ventilação mecânica foi de 14(9-14) dias e de UTI 15,80±7,16 dias, todos pacientes apresentaram complicações durante a internação. A avaliação de funcionalidade mostrou que antes da UTI os indivíduos possuíam nível de independência completa a modificada (MIF=126), após a alta houve um declínio para dependência modificada (MIF=48) e após 30 dias houve melhora da funcionalidade, mas ainda compreendendo dependência modificada (MIF=92). Os domínios de funcionalidade autocuidado, mobilidade e locomoção tiveram maiores alterações após a UTI e uma melhora significativa aos 30 dias, controle de esfíncteres, comunicação e cognição social tiveram menores alterações após a UTI e nos 30 dias seguintes os valores se aproximaram aos prévios. A qualidade de vida foi afetada no decorrer de 30 dias, o que foi observado pelos baixos escores em todos os domínios, quando comparados ao valor total que poderia ser alcançado e os domínios mais comprometidos foram capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor e aspectos sociais. Ao correlacionar os domínios da MIF e SF-36, destacaram-se principalmente as correlações positivas entre os domínios controle de esfíncteres, locomoção e mobilidade (funcionalidade) e capacidade funcional (qualidade de vida). Conclusão: A internação em UTI afetou negativamente a funcionalidade, principalmente na alta imediata. Após 30 dias, houve uma melhora, o que em partes, pode-se atribuir à fisioterapia, já que todos os pacientes receberam este tipo de tratamento durante a estadia na UTI e grande parte deles continuou a realizar após a alta. Entretanto, alguns déficits ainda permaneceram, comprometendo também, a qualidade de vida.

Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva, Recuperação de Função Fisiológica, Modalidades de Fisioterapia, Qualidade de Vida

 

Avaliação da marcha em paciente com paralisia cerebral submetido à estimulação elétrica dos compartimentos anterior e lateral da perna

Gait analysis of a cerebral palsy patient submitted to electrical stimulation of the anterior and lateral compartments of the leg

Tiago Lazzaretti Fernandes; Klévia Bezerra Lima; Paulo Roberto Santos-Silva; Milton Seigui Oshiro; Adilson de Paula

Acta Fisiátr.2011;18(1):42-44

Crianças com lesão do neurônio motor superior possuem déficits funcionais desafiadores. As alterações de marcha são conseqüências da espasticidade, padrao primitivo locomotor, pobre controle motor central e controle debilitado da propriocepção. O objetivo do presente estudo é mostrar os benefícios da eletro-estimulação no padrao da marcha do paciente com paralisia cerebral através do laboratório de marcha e teste ergoespirométrico.
MÉTODO: Paciente do grupo de Neuro-ortopedia do IOT HC-FMUSP, sexo feminino, 24 anos, estudante, portadora de paralisia cerebral do tipo diplégico espástico, deambuladora comunitária e pés eqüinos flexíveis. Equipamento de análise de marcha: HAWK, Motion Analysis Corporation. Analisador metabólico CPX-D, Medgraphics, EUA. Estimulador elétrico modelo EEF-4, Lynx Tecnologia. Frequência de estímulo de 20Hz, ON/OFF 5s/10s, 40min, 3X/semana por 1,5 meses nos compartimentos anterior e lateral das pernas.
RESULTADO: dorsiflexão fase de balanço pé direito e esquerdo anterior ao estímulo: 2,12º e -0,17º, respectivamente. Após 1,5 meses do término do protocolo: dorsiflexão pé direito=7,54º, dorsiflexão pé esquerdo=5,31º. Ergoespirometria: Aumento do tempo de tolerância ao exercício (TT) em 194%, PO2 em 50%, VO2 em 17% e economia energética relativa a 22% da FC.
CONCLUSÃO: a estimulação elétrica da perna pode ser responsável por alterações na cinemática não só do tornozelo, mas de todo o membro inferior, influenciando o padrao da marcha e a condição cardiopulmonar do paciente com paralisia cerebral.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Pé Equino, Estimulação Elétrica, Marcha, Consumo de Oxigênio

 

Avaliação da neuropatia periférica: correlação entre a sensibilidade cutânea dos pés, achados clínicos e eletroneuromiográficos

Evaluation of diabetic neuropathy: correlation between cutaneous sensibility in the feet, clinical and eletroneuromyographic findings

Ary Souza; Caio Augusto de Souza Nery; Lúcia Helena Soares Camargo Marciano; José A. Garbino

Acta Fisiátr.2005;12(3):87-93

OBJETIVO: Avaliar a eficácia dos monofilamentos de Semmes-Weinstein no diagnóstico e prognóstico do pé com neuropatia diabética.
MÉTODO: Estudo prospectivo em 35 pacientes diabéticos tipo II. Os pacientes foram submetidos a um protocolo contendo anamnese, levantamento das queixas, exames clínicos, estudo neurofisiológico e pesquisa da sensibilidade cutânea nos pés.
RESULTADO: Pôde-se constatar bom grau de concordância entre os monofilamentos de Semmes-Weinstein e o estudo neurofisiológico. Os monofilamentos de Semmes-Weinstein se revelaram sensíveis para detectar pacientes com algum tipo de alteração.
DISCUSSÃO: constatou-se bom grau de coincidência entre os monofilamentos de Semmes-Weinstein e o estudo neurofisiológico expresso pelo coeficiente de correlação de Spearman (r= 0,677). Os monofilamentos de Semmes-Weinstein demonstraram ser eficazes na detecção de alterações da sensibilidade cutânea, observando-se que 91% dos pacientes apresentaram variações entre os graus 2 e 5. O estudo neurofisiológico detectou 69% dos pacientes na faixa de 2 a 5 graus. A maior diferença entre os dois métodos ficou evidenciada nos pacientes sem comprometimento (grau 1), demonstrando uma sensibilidade mais elevada dos monofilamentos de Semmes-Weinstein. O estudo também mostrou uma boa correlação entre o comprometimento clínico dos pacientes com os déficits neurológicos medidos pelos monofilamentos de Semmes-Weinstein.
CONCLUSÃO: os monofilamentos de Semmes-Weinstein são confiáveis para diagnosticar a neuropatia diabética dos pés. Há correlação entre os achados neurofisiológicos e os critérios clínicos obtidos com os monofilamentos. Os monofilamentos de Semmes-Weinstein ajudam na avaliação do prognóstico e evolução do pé diabético e podem ser utilizados com segurança na avaliação dos pés com neuropatia periférica.

Palavras-chave: diabetes mellitus, neuropatia, prevenção, eletroneuromiografia avaliação clínica

 

Avaliação da qualidade de vida de portadores de insuficiência cardíaca congestiva e sua correlação com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Assessment of quality of life in patients with congestive heart failure and its correlation with the International Classification of Functioning, Disability, and Health

Renata Souza Zaponi; Andersom Ricardo Frez; Cintia Teixeira Rossato Mora; Joao Afonso Ruaro; Christiane Riedi Daniel

Acta Fisiátr.2015;22(3):105-110

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca e correlacionar com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Método: Trata-se de um estudo transversal, com amostra de 19 pacientes, com idade média de 66,28 ± 10,93 anos cuja qualidade de vida foi avaliada através do questionário de qualidade de vida Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ), sendo que para cada questao foi determinado uma categoria da CIF e estes resultados foram correlacionados. Resultados: A média do escore do questionário MLHFQ foi de 61,21 ± 17,56. Verificou-se correlação positiva entre a qualidade de vida e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (r = 0,75; p = 0,0006), fato que não ocorreu ao comparar a qualidade de vida com a classe funcional. Observou-se alta correlação entre as respostas dos pacientes e a avaliação do fisioterapeuta utilizando a CIF. Conclusões: O questionário MLFHQ contempla as exigências da CIF, possuindo alta correlação entre as respostas de ambos, sendo considerado global, o que possibilita o emprego destes instrumentos na avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Insuficiência Cardíaca, Qualidade de Vida

 

Avaliação da qualidade de vida e função em amputados bilaterais de membros inferiores: revisão da literatura

Assessment of quality of life and function in bilateral lower limb amputees: literature review

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Starling

Acta Fisiátr.2013;20(4):229-233

Amputação de membros inferiores é uma condição de saúde crônica comum e importante causa de incapacidade em longo prazo. Independentemente da causa, a amputação traz uma dramática mudança funcional, prejudicando muitos aspectos da vida diária e conseqüentemente da qualidade de vida (QV).
OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo revisar os artigos publicados sobre pacientes com amputação bilateral dos membros inferiores e identificar os instrumentos utilizados para avaliar qualidade de vida e função.
MÉTODO: Foi realizada busca de artigos científicos em bases de dados eletrônicas (MedLine, PubMed e LILACS) e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados, sem restrição do ano de publicação, nos idiomas português, inglês, francês e espanhol.
RESULTADOS: Foram incluídos 29 estudos.
CONCLUSÃO: Não foi encontrada uma classificação clínica específica globalmente aceita para esta população, e poucos questionários podem ser aplicados a todas as culturas para permitir ao profissional de saúde comparar e compartilhar o desfecho de pessoas com amputação bilateral de membros inferiores.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Qualidade de Vida

 

Avaliação da qualidade de vida, grau de incapacidade e do desenho da figura humana em pacientes com neuropatias na hanseníase

Quality of life, physical disability, and the human figure drawing assessment of patients with neuropathies in leprosy

Camila Beltrame Benedicto; Tatiani Marques; Arianni Pereira Milano; Noêmi Garcia de Almeida Galan; Susilene Tonelli Nardi; Frank Duerksen; Lúcia Helena Soares Camargo Marciano; Renata Bilion Ruiz Prado

Acta Fisiátr.2017;24(3):120-126

Na hanseníase, a presença de sintomas dermatoneurológicos com potencial evolução para incapacidades físicas pode comprometer a qualidade de vida (QV) e a imagem corporal do paciente. Objetivo: Avaliar as possíveis associações entre a QV, o Grau de Incapacidade (GI) e o Desenho da Figura Humana (DFH) em indivíduos com neuropatia hansênica. Método: Este estudo consiste em um estudo descritivo, com abordagem quanti-qualitativa. Foram utilizados quatro instrumentos de avaliação: Questionário sociodemográfico, NeuroQol (Neuropathy – Specific Quality of Life Questionnaire), DFH e Formulário de avaliação do GI. Foram incluídos pacientes com GI 1 ou 2 nos pés e idade igual ou superior a 18 anos. Resultados: Foram avaliados 100 indivíduos. Entre aqueles com GI 2, houve uma tendência à omissão do nariz (p=0,050) e DFH no tamanho pequeno (p=0,047). Houve associação entre o DFH e o domínio QV Sintomas difuso sensitivo-motores (p=0,035), sugerindo que a omissão dos pés no DFH pode representar perda da QV. Conclusão: Indivíduos com neuropatia hansênica apresentam QV boa à moderada. A omissão de segmentos do corpo pode indicar conflitos e sentimentos de insegurança. Há indícios de perda de autonomia quando o paciente omite ou corta os pés no DFH.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Hanseníase, Reabilitação, Imagem Corporal, Qualidade de Vida

 

Avaliação da sensibilidade de membros superiores em pacientes com linfedema pós mastectomia radical

Evaluation of upper limb sensitivity in patients with lymphedema after radical mastectomy

Patrícia Greve; Karin L. Dalaruvera; Fernando B. Benvenuto; Henrique Jorge Guedes Neto

Acta Fisiátr.2006;13(3):152-156

O objetivo deste trabalho foi avaliar a sensibilidade de membros superiores com linfedema pós- mastectomia radical. Foram avaliadas nove pacientes, com média de idade de 60,7 anos, para verificar se ocorre diferença de sensibilidade entre o membro com linfedema e o membro sem linfedema. Para o teste de sensibilidade foram utilizados 6 monofilamentos de Semmens-Weinstes (modelo de bolso) "sensi kit". As áreas testadas foram aquelas correspondentes aos dermátomos ligados à distribuição dos nervos ulnar, mediano e radial. Como resultados tivemos que o tempo decorrido desde a cirurgia foi em média de 8,9 anos, e o aparecimento do linfedema ocorreu em média 5,5 anos após a cirurgia. Utilizou-se a estatística não-paramétrica, empregando-se o Teste de Fisher para pequenas amostras, das freqüências encontradas. Para cada lado testado evidenciou que a freqüência de pacientes que apresentaram sensibilidade no lado acometido foi significativamente menor (0,0045; p>0,005) do que a observada no lado controle, quando testado o Ponto 1, cor verde; não houve diferenças estatisticamente importantes entre os lados avaliados nos demais pontos e cores testados; com relação ao grau de incapacidade, conforme o Ministério da Saúde, não houve qualquer diferença significativa entre os lados acometido e controle em qualquer dos sete pontos testados.

Palavras-chave: sensibilidade, linfedema, monofilamentos.

 

Avaliação da utilização da tipóia de bobath na subluxação de ombro do paciente hemiplégico<sup>*</sup>

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Paes Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Gracindo Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):12-14

Uma das complicações mais graves do paciente hemiplégico pós AVC é a subluxação do ombro decorrente do desequilíbrio muscular, e que está freqüentemente associado à dor. Apesar das várias modalidades de tipóias1 para contenção da subluxação, há poucos estudos referentes ao uso delas. Optamos pela avaliação da tipóia de Bobath, analisando-as nos aspectos referentes à melhora da dor, dificuldades de colocação, conforto durante o uso e aderência. Verificamos que dentre os pacientes analisados, apenas 25% obtiveram melhora significativa da dor, todos eram dependentes na sua colocação e a grande maioria teve queixas quanto ao desconforto durante o uso. Houve uma porcentagem significativa de abandono e erro de utilização. Concluímos que a tipóia de Bobath, apesar de permitir redução visual da subluxação de ombro do paciente hemiplégico, não é um recurso ortésico adequado para a reabilitação do mesmo.

Palavras-chave: Tipóias de Bobath. Subluxação de ombro. Hemiplegia.

 

Avaliação das funções corticais superiores em pessoas acometidas por lesão cerebral

Sandra Schewinsky de Lima; Harumi Nemoto Kaihami

Acta Fisiátr.2001;8(1):14-17

O artigo aborda a importância de se considerar as pessãos com acometimentos mórbidos cerebrais que podem apresentar hemiplegia como seqüela incapacitante, que pode afetar os atos motores voluntários no hemicorpo contralateral, problemas nas funções corticais superiores, distúrbios nas esferas emocional e comportamental. O paciente ao ser inserido no processo de reabilitação na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é avaliado na Assistência Psicológica, a fim de se averiguar a dinâmica afetivo-emocional, o desempenho intelecto-cognitivo, os déficits das funções neuropsicológicas e a dinâmica familiar.
O entrelaçamento dos dados permite traçar um perfil do paciente e possibilita delimitar a intervenção psicológica pertinente, bem como traduzir suas dificuldades e eficiências para a equipe e familiares.

Palavras-chave: Lesão cerebral. Hemiplegia. Funções corticais superiores. Família.

 

Avaliação de parâmetros clínicos de pacientes com fibromialgia após 5 anos de evolução.

José Eduardo Martinez; Fellipe Mendes de Oliveira Xavier; Mariana Zacharias André; Marcelo Viceconte Ramalho

Acta Fisiátr.2001;8(2):71-74

INTRODUÇÃO: Fibromialgia é uma síndrome clínica de causa desconhecida caracterizada por dor difusa e presença de pontos dolorosos musculares à dígito-pressão. Em 1995, foi publicado, por nosso grupo de pesquisa, um estudo clínico mostrando que a fibromialgia causa impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. Em alguns aspectos, esse impacto é semelhante em intensidade àquele causado pela artrite reumatóide. O objetivo deste estudo é avaliar os mesmos parâmetros utilizados, após 5 anos de evolução.
MÉTODOS: Realizou-se entrevista telefônica que incluía questoes sobre a evolução da sintomatologia, escalas analógicas numéricas para dor, fadiga, depressão e ansiedade (0 - 10) e a escala de incapacidade física Health Assessment Questionnaire (HAQ). As pontuações atuais foram comparadas com as do estudo de 1995 por meio do teste de Wilcoxon.
PACIENTES: Estudaram-se 18 mulheres que participaram do estudo de 1995. Todas as pacientes preenchiam os critérios para Classificação de Fibromialgia do American College of Rheumatology (Colégio Americano de Reumatologia) na época do estudo de 1995.
RESULTADOS: Dez pacientes referiram estar melhor; 3, pior; e 5 permaneceram inalteradas. Doze pacientes se mantêm em algum tipo de tratamento e 6 estao sem qualquer tipo de tratamento. As pontuações das escalas aplicadas em 1995 e agora são, respectivamente: Escala Numérica de Dor: 5,72 - 5,77; Escala Numérica Fadiga: 4,66 - 5,70; Escala Numérica de Depressão: 5,50 - 5,22; Escala Numérica de Ansiedade: 6,61 - 3,72; e HAQ: 0,75 - 1,08. A análise estatística mostrou diferença estatisticamente significativa apenas na escala de ansiedade.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a fibromialgia tem uma evolução estável nos parâmetros clínicos e de capacidade física estudados neste trabalho. As pontuações de ansiedade melhoraram provavelmente por causa do melhor conhecimento da fibromialgia pelas pacientes.

Palavras-chave: Fibromialgia. Qualidade de vida. Evolução.

 

Avaliação de um manual de exercícios domiciliares para pacientes externos de um ambulatório de bloqueio neuromuscular

Evaluation of a manual of home exercises for outpatients from a neuromuscular block program

Márcia de Menezes Paranhos Figueiredo; Márcia Cristina Catarino Barbosa; Maria Cecília Santos Moreira

Acta Fisiátr.2005;12(1):7-10

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) constitui um grande desafio ao processo de reabilitação por ocasionar, dentre os sintomas secundários, a hemiplegia espástica com hipertonia, redução de força e flexibilidade muscular e alterações osteoarticulares que dificultam a funcionalidade dos pacientes acometidos. Neste contexto, a intervenção fisioterapêutica deve ser freqüente e contínua para minimizar as complicações inerentes a esta enfermidade. O enfoque deste trabalho visou em analisar a aplicabilidade de um programa de exercícios domiciliares para pacientes externos do Ambulatório de Bloqueio Neuromuscular Periférico da Divisão de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR) baseando-se na capacidade dos pacientes e cuidadores em assimilar e compreender a necessidade de executar os exercícios prescritos após a infiltração de toxina botulínica tipo A (TBA). Participaram deste estudo 30 pacientes que não realizavam tratamento na DMR, portadores de hemiplegia espástica após AVE isquêmico ou hemorrágico que foram submetidos à infiltração de TBA nos membros inferiores. O manual proposto continha 13 exercícios e o fisioterapeuta assinalava quais deveriam ser realizados, de acordo com a musculatura infiltrada, com intervalo de tempo especificado a serem executados diariamente. Os exercícios foram demonstrados para esclarecimento de dúvidas pré-existentes. Após 1 mês, os pacientes retornaram ao ambulatório e respondiam um questionário composto por 10 questoes que coletavam dados sobre a aplicabilidade do manual de exercícios domiciliares como recurso terapêutico. A partir dos resultados obtidos, constatou-se que o programa foi efetivo pela didática do manual ser compreensível, possibilitando que a maioria dos pacientes realizasse os exercícios ativamente, favorecendo no processo educacional dos pacientes e cuidadores em relação aos cuidados à saúde. No entanto, verificou-se que alguns sujeitos apresentaram dificuldade em executar os exercícios que solicitavam a utilização do membro superior comprometido, sendo sugerido por eles, a inclusão de exercícios complementares que favoreçam a prática da cinesioterapia com a autonomia de execução. Conclui-se que para que o manual seja mais eficiente, é necessária a inserção de diferentes métodos de execução a fim de contemplar todos os pacientes com AVE respeitando o padrao motor apresentado e seus respectivos déficits funcionais.

Palavras-chave: Hemiplegia, espasticidade, exercícios fisioterapêuticos, educação em saúde, toxina botulínica tipo A.

 

Avaliação do comportamento lúdico da criança com paralisia cerebral e da percepção de seus cuidadores

Evaluation of ludic behavior in children with cerebral palsy and of their caretakers' perception

Camila Gomes Silva Zaguini; Maysa Alahmar Bianchin; Rui Vicente Lucato Junior; Regina Helena Morganti Fornari Chueire

Acta Fisiátr.2011;18(4):187-191

O brincar, para a criança, ajuda no desenvolvimento de suas habilidades e na aquisição de estratégias de ação e adaptação. A criança com Paralisia Cerebral, dependendo do seu diagnóstico, dos distúrbios associados ou não, pode apresentar dificuldades no processo de aquisição de habilidades gerais do seu desenvolvimento, inclusive no brincar.
OBJETIVO: Avaliar o comportamento lúdico da criança com paralisia cerebral e verificar a percepção de seus cuidadores em relação à ação lúdica da criança, para, posteriormente, oferecer tratamento terapêutico ocupacional.
MÉTODO: Pesquisa transversal qualitativa e quantitativa. Para a coleta de dados foram utilizados: Entrevista Inicial com os pais e a Avaliação do Comportamento Lúdico com a criança.
RESULTADOS: Por meio da entrevista, pode-se perceber que 90% se interessam pela presença de outras crianças, que os materiais mais utilizados nas brincadeiras são os estímulos sonoros (90%), em suas formas de expressão, que a maioria, com 31,5%, se expressa por gestos em suas necessidades, em seus sentimentos 25% o fazem por expressão do rosto. De acordo com seus interesses, 42,5% se expressam por palavras e 55% das crianças sempre apresentam atitudes para no brincar. Na avaliação com o sujeito, vimos que 69,1% têm atitude no brincar e apenas 46,64% têm capacidade para o lúdico.
CONCLUSÃO: O estudo mostrou que a Entrevista Inicial com os Pais foi fundamental para auxiliar na Avaliação do Comportamento Lúdico. Com essa avaliação, pode-se observar que a capacidade lúdica é limitada, mas não interfere no interesse e na atitude lúdica da criança. Assim, o brincar é indispensável como recurso da Terapia Ocupacional na reabilitação das crianças com Paralisia Cerebral.

Palavras-chave: criança, cuidadores, ludoterapia, paralisia cerebral

 

Avaliação do comprometimento neurológico e da prevalência da síndrome do túnel do carpo em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2

Evaluation of the neurological involvement and prevalence of the carpal tunnel syndrome in patients with type-2 diabetes mellitus

Lucia Helana Camargo Marciano; Vilnei Mattioli Leite; Pola Maria Poli de Araújo; José Antonio Garbino

Acta Fisiátr.2007;14(3):134-141

OBJETIVO: Determinar a freqüência da síndrome do túnel do carpo (STC) em pacientes diabéticos tipo 2, verificar se está associada com a neuropatia diabética (ND) e identificar formas de evidenciar ambas com o exame dos membros superiores.
MÉTODO: Os pacientes foram submetidos à anamnese, levantamento das queixas, avaliação da sensibilidade tátil e vibratória, estudo da condução nervosa sensitiva e motora (ECSM) e teste de Phalen (TPH). Considerou-se como critério diagnóstico de STC isolada: presença de alterações no ECSM, queixas de parestesias na área do nervo mediano e ausência de alterações sensitivas ou motoras na área do nervo ulnar e nas extremidades inferiores.
RESULTADOS: Entre os 94 pacientes estudados, 60 apresentaram parestesias. O ECSM detectou alteração em 88 pacientes e foi o que apresentou maior sensibilidade. No teste de discriminação de dois pontos estáticos (D2PE) observou-se alteração em 47 pacientes e, com os monofilamentos de Semmes-Weinstein, em 11. Com o bioestesiômetro, detectou-se alteração em 72 pacientes e, com o diapasão, em 4. A positividade do TPH ocorreu em 33 pacientes. Na correlação dos resultados observou-se que 92/94 pacientes apresentaram alteração nervosa, 11 no nervo mediano e 81 combinada nos nervos mediano e ulnar. Somente quatro apresentaram STC sem neuropatia subjacente.
CONCLUSÃO: Os instrumentos mais sensíveis foram o bioestesiômetro e o D2PE. O exame neurofisiológico demonstrou a presença de neuropatia subjacente à STC. Apresentaram critérios clínicos e neurofisiológico para STC 31,91% dos pacientes: 27,66% com sinais de neuropatia subjacente e 4,25% sem neuropatia diabética. Os critérios clínicos devem ser considerados com preponderância sobre os demais testes e o neurofisiológico para se caracterizar a síndrome do carpo no paciente diabético.

Palavras-chave: diabetes mellitus tipo 2, síndrome do túnel carpal, neuropatias diabéticas, condução nervosa

 

Avaliação do equilíbrio de pacientes com distrofia muscular de duchenne

Balance evaluation of patients with duchenne muscular dystrophy

Mayra Priscila Boscolo Alvarez; Francis Meire Fávero; Cristina dos Santos Cardoso de Sá

Acta Fisiátr.2011;18(2):49-54

A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética que afeta apenas indivíduos do gênero masculino, causando fraqueza muscular progressiva. Conforme a doença progride, surgem algumas outras alterações como, por exemplo, deformidades osteoarticulares e dificuldades na manutenção do equilíbrio estático e dinâmico. Avaliar o equilíbrio de pacientes com DMD deambuladores e comparar a participação da informação sensorial no ajuste postural destes pacientes. Dez pacientes, entre sete e quatorze anos de idade, com diagnóstico de DMD foram avaliados pelo teste de organização sensorial modificada (OSM) da posturografia dinâmica computadorizada. O teste OSM consiste na manutenção da posição bípede sem movimentação sobre uma plataforma em quatro condições distintas: (1) olhos abertos e plataforma fixa, (2) olhos fechados e plataforma fixa, (3) olhos abertos e plataforma móvel, (4) condição olhos fechados e plataforma móvel. Para a análise dos dados foi utilizada análise de variância para medidas repetidas (ANOVA) tendo como fator as condições de teste, e análise de contraste ajustada para múltiplas comparações (Teste de Tukey) no caso de comparações significativas. Não foram observadas diferenças significativas na área de excursão do centro de pressão nas diferentes condições de teste e no COPx e no COPy. Foi observada diferença significativa na VMx e na VMy entre as condições plataforma fixa/olhos abertos e plataforma móvel/olhos abertos, e entre as condições plataforma fixa/olhos fechados e plataforma móvel/olhos fechados. O teste OSM forneceu dados para a avaliação do equilíbrio desses pacientes, indicando que a privação dos sistemas somatossensorial e visual, em determinadas situações, não foi capaz de provocar grandes alterações de equilíbrio. Contudo, a velocidade do deslocamento do COP, que retrata o ajuste postural, é maior nas diferentes condições testadas.

Palavras-chave: Avaliação, Equilíbrio Postural, Distrofia Muscular de Duchenne

 

Avaliação do equilíbrio postural sob condição de tarefa única e tarefa dupla em idosas sedentárias e não sedentárias

Evaluation of postural balance under single and double task conditions in sedentary and non-sedentary elderly females

Verena de Vassimon Barroso Carmelo; Patrícia Azevedo Garcia

Acta Fisiátr.2011;18(3):136-140

INTRODUÇÃO: Uma das queixas mais freqüentes da população idosa é a dificuldade de manter o controle postural e prevenir quedas. O controle postural é acompanhado, no dia a dia, por uma atividade motora ou cognitiva não relacionada com a postura, caracterizando a condição de dupla-tarefa, que pode prejudicar o desempenho da tarefa postural quando comparado à condição de tarefa única.
OBJETIVO: avaliar e comparar o equilíbrio dinâmico sob a condição de tarefa única e de dupla-tarefa de idosas praticantes de exercício físico regular e idosas sedentárias. Métodos: a amostra foi composta por 28 idosas, sendo 14 idosas não-sedentárias (67,20±4,21 anos) e 14 idosas sedentárias (68,78±5,26 anos). Para avaliação do equilíbrio e mobilidade foi utilizado o teste Timed Get up and Go simples e associado à tarefa motora (carregar uma bandeja com dois copos plásticos vazios) e à tarefa cognitiva (contar regressivamente a partir de cem). Foram aplicados os testes t-student para amostras independentes e t-student pareado, considerando o nível de significância de α=0,05.
RESULTADOS: As idosas não sedentárias realizaram em tempo significativamente menor que as idosas sedentárias o teste simples (9,40 vs 11,21 segundos; p=0,016) e o teste associado a tarefa motora (9,41 vs 11,81 segundos; p=0,007). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias do tempo de realização da tarefa cognitiva entre os dois grupos de idosas (p=0,169). No grupo de idosas não sedentárias, o tempo para realização da tarefa cognitiva foi significativamente maior do que no teste simples e na tarefa motora (p=0,021 e p=0,014, respectivamente) assim como no grupo de idosas sedentárias (p=0,000 e p=0,002, respectivamente). Nos dois grupos foram observadas correlações significativas positivas moderada a alta entre os desempenhos nos testes simples e duplo cognitivo, simples e duplo motor, duplo motor e duplo cognitivo.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou a influência positiva da prática de atividade física regular na funcionalidade e o impacto negativo da adição da tarefa cognitiva no equilíbrio e mobilidade de idosas.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Atividade Motora, Exercício

 

Avaliação do índice de sobrecarga de cuidadores primários de crianças com paralisia cerebral e sua relação com a qualidade de vida e aspectos sócioeconômicos

Assessing the burden on primary caregivers of children with cerebral palsy and its relation to quality of life and socioeconomic aspects

Mariana Ceravolo Ferreira; Brunna Loureiro Di Naccio; Myssão Yumi Costa Otsuka; Aurélio de Melo Barbosa; Paulo Fernando Lôbo Corrêa; Giulliano Gardenghi

Acta Fisiátr.2015;22(1):9-13

As crianças com Paralisia Cerebral (PC) apresentam distúrbios permanentes da postura e movimento, caracterizada por um prejuízo motor que provoca dificuldade na realização das atividades de vida diária e, consequentemente uma dependência funcional. Assim, a tarefa de assistir crianças com PC pode levar ao cansaço, isolamento e estresse dos cuidadores, além de gerar sobrecarga física e emocional e uma possível diminuição da qualidade de vida dessa população. Objetivo: Avaliar o índice de sobrecarga dos cuidadores primários de crianças com PC, comparar a qualidade de vida e a idade entre cuidadores com e sem sobrecarga, bem como associar as variáveis classe econômica e status laboral à variável sobrecarga. Método: O estudo caracterizou-se por ser analítico e transversal. Participaram do estudo 31 cuidadores primários de crianças com diagnóstico de PC de 0 a 18 anos. Os instrumentos utilizados na pesquisa foram um questionário sóciodemográfico para caracterização da amostra, o questionário da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) para classificação econômica, o Medical Outcome Study 36 (SF-36) para avaliação da qualidade de vida dos cuidadores e a Escala de Sobrecarga do Cuidador Zarit Burden Interview (ZBI) para avaliar a sobrecarga subjetiva e objetiva dos cuidadores. Resultados: Os resultados da amostra apontaram que 67,7% dos cuidadores apresentaram sobrecarga e que as médias de alguns domínios do SF-36 ("limitação por aspectos físicos", "dor", "vitalidade" e "limitação por aspectos sociais") neste grupo eram significativamente menores do que no grupo sem sobrecarga. Não houve associação estatisticamente significativa no teste de qui-quadrado entre a classe socioeconômica dos cuidadores e a sobrecarga e entre o status laboral e a sobrecarga. Conclusão: A presença de sobrecarga em cuidadores de crianças com PC tem relação com uma menor qualidade de vida, mas a sobrecarga não foi associada com a idade do cuidador, o status laboral e a classe econômica dos mesmos.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Efeitos Psicossociais da Doença, Qualidade de Vida, Cuidadores

 

Avaliação do padrao postural e marcha de pacientes amputados vasculares transtibiais protetizados

Postural pattern evaluation and gait of unilateral transtibial dysvascular amputees with prosthesis

Therezinha Rosane Chamlian; Pedro Giaffredo Angrisani; Juliana Mantovani de Resende; Melissa Leandro Celestino; Karina Gramani Say; Ana Maria Forti Barela

Acta Fisiátr.2013;20(4):207-212

OBJETIVO: Avaliar o padrao postural e a marcha de pacientes amputados transtibiais unilaterais, de etiologia vascular que realizaram o processo de protetização e reabilitação no setor de Fisioterapia do Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Trata-se de um estudo Observacional Prospectivo Transversal. Participaram do estudo oito sujeitos com média de idade de 60, 4 anos, submetidos à amputação transtibial unilateral até 5 anos da data da análise, por etiologia vascular e que concluíram o processo de protetização com alta da reabilitação até 24 meses. Foi avaliado o padrao postural com o paciente em ortostatismo, sobre uma plataforma de força com os olhos abertos e olhos fechados alternadamente, e também foi avaliada a marcha em uma passarela de 6 metros utilizando uma plataforma de força nivelada e escondida no meio da passarela. Foram colocados marcadores reflexivos no quinto metatarso, maléolo lateral, côndilo lateral do fêmur e trocânter maior, pois duas filmadoras foram dispostas lateralmente para a obtenção das imagens e sendo sincronizadas com a plataforma de força.
RESULTADOS: Os dados achados para controle postural em amplitude média de oscilação MANOVA revelaram diferença na visão (olhos abertos e olhos fechados) para direções ântero-posterior (F1,7 = 13.223 p < 0,05) e médio-lateral (F1,7 = 7.872 p < 0,05). Na análise de marcha, a velocidade média foi de 0,72 (m/s) ± 0,18, e não foram achadas diferenças significativas na comparação entre os dois membros nos dados analisados.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou aumento significativo da oscilação em ortostatismo dos indivíduos com os olhos fechados em comparação com olhos abertos. Parâmetros da marcha não tiveram diferença significativa entre o membro protético e o não protético.

Palavras-chave: Marcha, Amputados, Postura, Avaliação

 

Avaliação do perfil, satisfação e efetividade do tratamento fisioterapêutico em grupo nos pacientes com osteoartrite de joelho

Evaluation of the profile, satisfaction and effectiveness of group physiotherapy in pacients with knee osteoarthritis

Rafaela Castro Rodrigues; José Carlos Baldocchi Pontin; Sandra Martim Falcon; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(3):124-128

A osteoartrite (OA) é uma doença crônica degenerativa de progressão lenta que mais frequentemente afeta o joelho. Dentre os fatores predisponentes estao envelhecimento, obesidade, lesões ou cirurgias prévias, esforço ocupacional e recreacional cumulativo, mau alinhamento articular e fraqueza muscular. A fisioterapia no tratamento conservador objetiva a melhora da força muscular, amplitude de movimento e estabilidade articular. A fisioterapia em grupo é realizada duas vezes por semana, com exercícios de alongamento e fortalecimento de membros inferiores e treino sensório-motor.
OBJETIVO: Os objetivos deste estudo foram caracterizar perfis socioeconômico e de saúde, distribuição por gênero e idade e melhora da dor e satisfação dos pacientes com OA de joelho que realizaram fisioterapia em grupo entre janeiro de 2005 a julho de 2011.
MÉTODO: Para isso, foram contactados via telefone 45 pacientes com média de 59,1 ± 8,17 anos que permaneceram em tratamento por 246 ± 99 dias, sendo que destes 28,9% eram aposentados, 49% hipertensos, 57,7% tinham dificuldade para subir 1 lance de escada e 80% vinham à fisioterapia de ônibus.
RESULTADOS: Houve uma melhora de dor estatisticamente significativa para os pacientes atendidos nos anos de 2007 (p = 0,006), 2008 (p = 0,001), 2009 (p = 0,003) e 2010 (p = 0,048).
CONCLUSÃO: Por meio da análise de determinantes pessãois e físicos podemos concluir que o tratamento fisioterapêutico em grupo pôde atender satisfatoriamente a população levando a uma melhora de 35,82% da média de dor e, consequentemente à satisfação de 95,6% dos pacientes incluídos nesse estudo.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Fisioterapia, Reabilitação

 

Avaliação dos efeitos a longo prazo da acupuntura e exercícios terapêuticos em ombro congelado de pacientes com acidente cerebral vascula

Evaluation of long term effects of acupuncture and therapeutic exercises on frozen shoulder in stroke patients

Aleksandra Plavsic; Calogero Foti; Gessica Della Bella; Zorica Brdareski; Ljubica Nikcevic; Ljubica Konstantinovic

Acta Fisiátr.2009;16(3):121-125

OBJETIVO DO ESTUDO: Determinar como a acupuntura e a terapia com exercícios afetam a função motora e espasmodicidade das mãos de pacientes com acidente cerebral vascular 6 meses após eles terem recebido este tipo de terapia.
MÉTODOS: Estudo clínico prospectivo, aleatório e cego de 20 pacientes, com idades entre 60-70 anos, na fase crônica de 6 meses após o AVC. Os sujeitos do estudo foram divididos em dois grupos: Grupo A, o qual foi tratado com acupuntura e terapia de exercícios (AP-ET) 6 meses atrás e Grupo B, o qual foi tratado apenas com terapia de exercícios (ET) 6 meses atrás. A avaliação incluiu uma entrevista ampla e a administração dos estágios de Brunnstrom, a Medida de Independência Funcional (MIF), a Escala Modificada de Ashworth (MAS), o Teste de Funcionalidade das Extremidades Superiores (UEFT), o Registro de Atividade Motora (MAL), a Série de Movimentos ativos e passivos (ROM, pROM), o teste de FUGL-Meyer da função da extremidade superior (FMA), o Questionário de Croft sobre Incapacidade do Ombro (CSDQ) e a Escala Analógica Visual (VAS) de dor. O Teste-t de Gosset foi usado para uma análise estatística.
RESULTADOS: As análises mostraram uma diferença estatisticamente significativa nos SCORES do pós-tratamento em comparação com 6 meses após o tratamento com cada grupo de estudo, para todos os parâmetros examinados (p<0.01 em todos os casos) exceto pelo MAS. As análises mostraram uma diferença estatisticamente significativa em alguns parâmetros no grupo ET em comparação ao grupo AP-ET com valores médios maiores no grupo AP-ET para MAS e CSDQ. Todos os outros parâmetros não mostraram nenhuma diferença estatística entre os grupos diferentes de terapia 6 meses após a terapia.
CONCLUSÃO: Os resultados confirmam a hipótese de que a acupuntura e a terapia de exercícios são úteis no tratamento de ombro congelado em pacientes com AVC e que seus efeitos ainda estao presentes após seis meses de terapia, no entanto, dado o pequeno número de pacientes, mais estudos são necessários para verificar estes resultados.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Acupuntura, Reabilitação

 

Avaliação dos grupos musculares adutores e abdutores do quadril por meio da dinamometria isocinética

Evaluation of hip adductor and abductor muscles using an isokinetic dynamometer

Fábio Teodoro Coelho Lourencin; Osmair Gomes de Macedo; Ennio da Silveira Scarpellini; Júlia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr.2012;19(1):16-20

OBJETIVO: Avaliar a atividade dos grupos musculares adutor e abdutor do quadril em adultos jovens através de dinanômetro isocinético.
MÉTODOs: Foram selecionados 20 voluntários do sexo masculino, com idade variando entre 21 e 30 anos para avaliação no dinamômetro isocinético Cybex 6000, nas velocidades angulares de 60º/s e 120º/s.
RESULTADOS: Em relação à dominância, não houve diferença estatística significante nas duas velocidades estudadas. Quanto às duas velocidades estudadas o torque máximo, o trabalho total e a potência média apresentaram diferença estatística significante em todas as comparações. Na comparação entre os grupos musculares foi observada diferença estatisticamente significante para o trabalho total com valores médios maiores no grupo muscular abdutor em ambas as velocidades estudadas e para a potência média foi encontrado valores médios maiores na velocidade de 120º/s no mesmo grupo muscular.
CONCLUSÃO: Não foi observada diferença estatística significante em relação à dominância. Na comparação entre as velocidades, todas as variáveis apresentaram diferença estatística significante com predomínio do torque máximo e do trabalho total a 60º/s e da potência média a 120º/s. Quanto à comparação entre os grupos musculares, foi observada diferença estatística significante para o trabalho total em ambas as velocidades e para a potência média na velocidade de 120º/s.

Palavras-chave: articulação do quadril, biomecânica, dinamômetro de força muscular

 

Avaliação dos sintomas de disfunção miccional em crianças e adolescentes com paralisia cerebral

Evaluation of voiding dysfunction symptoms in children and adolescents with cerebral palsy

Cássia Maria Carvalho Abrantes do Amaral; Joao Tomás de Abreu Carvalhaes

Acta Fisiátr.2005;12(2):48-53

Avaliar as disfunções do trato urinário inferior (DTUI) em pacientes com paralisia cerebral (PC) e sua relação com variáveis como: diagnóstico neurológico, idade, sexo, realização ou não de pré-natal durante o período gestacional, peso ao nascimento, deambulação, fala, cognitivo, constipação intestinal e história de infecção do trato urinário (ITU), além de verificar, entre os casos estudados, a presença de bexiga neurogênica.
MÉTODOS: Estudo transversal que avaliou 100 pacientes com idade entre 2 e 18 anos completos com diagnóstico de PC que compareceram em consulta pediátrica no ambulatório de pediatria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), sem deficiência mental (DM) grave através de avaliação psicológica de QI, entrevista pediátrica e estudo urodinâmico.
RESULTADOS: Após a avaliação de 100 casos de PC entre crianças e adolescentes de 2 a 18 anos, foram verificados 30 casos de pacientes com sintomas urinários, 11 destes com quadros urológicos de bexiga neurogênica. Entre as variáveis analisadas, apenas a média de idade (9,35 anos) apresentou relação estatisticamente significativa com a presença de sintomas urinários.
CONCLUSÃO: As crianças e adolescentes com PC apresentaram sintomas de disfunções do trato urinário independente das variáveis analisadas, exceto pela idade, o que pode estar relacionado talvez à menor gravidade de seus quadros de DM e deficiência motora. Entre os pacientes com sintomas urinários, 11 apresentaram estudos urodinâmicos compatíveis com bexiga neurogênica (36,67%). O diagnóstico dos sintomas de disfunção do trato urinário precoce tem como objetivo evitar possíveis alterações do trato urinário superior, além de significar um tratamento preventivo para estes pacientes, proporcionando uma melhora de qualidade de vida e ajudando no processo de sua reabilitação e incorporação à sociedade.

Palavras-chave: Trato Urinário, Paralisia Cerebral, Crianças e Adolescentes, Bexiga Neurogênica, Qualidade de Vida.

 

Avaliação epidemiológica dos pacientes com lesão medular atendidos no Lar Escola São Francisco

Epidemiological study of patients with spinal cord injury treated at the Lar Escola Sao Francisco

Alexandra Passos Gaspar; Sheila Jean McNeill Ingham; Patrícia C. Pontes Vianna; Francisco Prado E. dos Santos; Therezinha Rosane Chamlian; Eduardo Barros Puertas

Acta Fisiátr.2003;10(2):73-77

A lesão medular apresenta-se como um grande problema de saúde pública, uma vez que a maior parte dos pacientes lesados medulares são jovens e, portanto, encontram-se no auge de sua produtividade, tanto profissional, quanto pessãol. Neste trabalho procurou-se estudar o perfil epidemiológico dos pacientes atendidos no Lar Escola São Francisco, Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.
Foram revisados 171 prontuários de pacientes atendidos no período de 1999 a 2001 e foi encontrado um predomínio de pacientes jovens (média 35,4 anos) e do sexo masculino (62,6%). A principal causa de lesão medular encontrada foi o ferimento por arma de fogo (30,1%) e a principal lesão foi a incompleta (59,6%) e espástica (57,3%). O nível neurológico mais frequente foi o torácico, em 59% dos pacientes.

Palavras-chave: Traumatismos da medula espinhal, epidemiologia.

 

Avaliação funcional de pacientes com hemiplegia pós acidente vascular encefálico: <em>Disabilities of the Arm, Shoulder And Hand - DASH</em>

Functional evaluation of hemiplegic patients post-stroke using the Disabilities of the Arm, Shoulder And Hand - DASH questionnaire

Natalia Cristina Thinen; Denise Rodrigues Tsukimoto; Gracinda Rodrigues Tsukimoto

Acta Fisiátr.2016;23(1):25-29

A hemiplegia pós Acidente Vascular Encefálico (AVE) resulta em limitações na movimentação do MMSS e MMII, prejudicando as capacidades funcionais do indivíduo para o desempenho de suas atividades cotidianas. Objetivo: Verificar se o questionário Disability of the Arm, Sholder and Hand (DASH) é um instrumento apropriado para avaliar pacientes com hemiplegia por AVE. Métodos: Foram entrevistados 100 pacientes com hemiplegia por AVE atendidos pelo serviço de Terapia Ocupacional IMREA HC FMUSP utilizando o instrumento DASH. Resultados: O DASH mostrou-se um questionário válido e reprodutível porque avalia as dificuldades para o desempenho de atividades básicas e instrumentais da vida diária em relação as limitações motoras dos pacientes hemiplégico. Conclusão: Oferece informações do paciente sobre sua opiniao e satisfação pessãol em relação sua própria condição física e grau de independência para atividades cotidianas.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Extremidade Superior, Inquéritos e Questionários, Terapia Ocupacional

 

Avaliação funcional em pacientes amputados de membros inferiores

Functional assessment after lower limb amputation

Therezinha Rosane Chamlian; Alessandra Cristina Oliveira Melo

Acta Fisiátr.2008;15(1):49-58

A avaliação funcional possui grande importância para os amputados, uma vez que a reabilitação deste grupo de pacientes visa melhorar a mobilidade e a independência pessãol. O objetivo deste estudo foi buscar na literatura instrumentos existentes para se avaliar a função em pacientes amputados de membros inferiores e realizar uma análise crítica dos textos selecionados. Foram incluídos 52 artigos publicados no período entre 1985 a 2005, nos idiomas inglês, português, espanhol e francês, nas bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed, Cochrane e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados. Este estudo demonstrou que existem diversos instrumentos usados para avaliar a função em pacientes amputados, porém não há um considerado padrao-ouro e que instrumentos genéricos não específicos para medir função de amputados são inapropriados para uso com este grupo de pacientes.

Palavras-chave: avaliação, amputação, extremidade inferior, próteses e implantes, reabilitação

 

Avaliação funcional multivariada em jogadores de futebol profissional - uma metanálise

Paulo Roberto Santos Silva; Ana Maria Visconti; Andrea Roldan; Alberto Alves Azevedo Teixeira; Antonio Palma Seman; Júlio Cesar Costa Rosa Lolla; Rubens Godoy Jr.; Cláudio Lepéra; Fernanda Orsi Pardini; Mauro Theodoro Firmino; Marcelo Thimoteo Zanin; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Albertina Fontana Rosa; Solange de Souza Basílio; José Carlos Simoes Monteiro; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr.1997;4(2):65-81

O objetivo deste trabalho foi verificar, de modo amplo, o comportamento de variáveis importantes para a saúde preventiva e o desempenho atlético, em jogadores de futebol profissional. Além disso, o estudo tece comentários, através de longa revisão bibliográfica, sobre os resultados de nossos atletas e os observados na literatura especializada, nessa modalidade esportiva. Os futebolistas foram submetidos a uma bateria de testes clínicos, laboratoriais e de aptidao cardiorespiratória, metabólica e muscular, pré-participação ao Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996, que constou das seguintes variáveis: consumo de oxigênio, limiar anaeróbio ventilatório, eletrocardiografia em repouso e no exercício, potência muscular (wingate), flexibilidade, hemograma, reações sorológicas para doença de Chagas, protoparasitológico, glicose, uréia, creatinina, colesterol total e frações, hormônios, eletrólitos, minerais, composição corporal, avaliação fisioterápica, odontológica e nutricional. Os resultados obtidos indicaram que o emprego de uma avaliação multifatorial, em atletas de alto rendimento, é um procedimento importante para verificar se o nível de aptidao física está adequado e/ou detectar possíveis deficiências, que possam interferir no desempenho atlético dos futebolistas, durante os treinamentos e jogos.

Palavras-chave: Jogador de futebol. Avaliação muldisciplinar. Metanálise.

 

Avaliação isocinética em nadador amputado de membro superior: relato de caso

Isokinetic evaluation in the upper limb amputee swimmer: a case report

Leonardo Luiz Barretti Secchi; Mavi Diehl Muratt; Michele Forgiarini Saccol; Julia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr.2009;16(4):196-199

A natação é um dos principais esportes de estudo, mas a natação em atletas com deficiência física abre um ramo de pesquisa.
OBJETIVO: Analisar através da dinamometria isocinética os grupos musculares: abdutores e adutores, flexores e extensores de ombro de um nadador da elite brasileira com amputação do terço proximal do rádio.
MÉTODOS: Paciente do gênero masculino com 18 anos de idade, sendo, nove deles competindo. Foi avaliado clinicamente e através do questionário funcional DASH e pelo questionário EROE quanto à atividade esportiva. Na avaliação no dinamômetro isocinético Biodex System 3 com o protocolo de 5 repetições a 60º/segundo e 20 repetições a 180º e 240º/segundo quanto aos movimentos abdução/adução e flexão/extensão.
RESULTADOS: Nos questionários não se observou dor ou outra alteração da avaliação clínica. No questionário DASH, o atleta referiu dificuldade grau médio. Seu desempenho na escala EROE foi excelente. Na avaliação isocinética o atleta apresentou diferenças no lado amputado comparado em relação ao sadio.
CONCLUSÃO: A avaliação isocinética é um bom parâmetro para estudo da força mesmo em nadadores com deficiência física, mostrando que estes atletas necessitam de um treinamento específico.

Palavras-chave: Pessoas Portadoras de Deficiências, Amputados, Extremidade Superior, Exercício, Natação

 

Avaliação isocinética. "análise do desempenho muscular de flexores e extensores de joelho em jovens desportistas praticantes de voleibal"

Abel Oliveira Lúcio; Gilson Tanaka Shinzato; Linamara Rizzo Battistela; Marcio Basyches

Acta Fisiátr.1997;4(3):119-124

O propósito deste estudo foi descrever dados obtidos na medição da força de grupos musculares extensores e flexores de joelhos em jovens desportistas praticantes de voleibol. Quarenta e cinco jovens praticantes de voleibol - vinte e três (12 do sexo masculino e 11 do sexo feminino) classificados como ativos (A) e vinte e dois (10 do sexo masculino e 12 do sexo feminino) classificados como amadores (B) foram avaliados quanto a flexão e extensão de joelho em um dinamômetro isocinético modelo Cybex 6000, na velocidade de 60 graus por segundo. Os parâmetros de Peak Torque (PT), Peak Torque por peso corporal (PTP), Trabalho Total realizado (TI), e Trabalho Total realizado por peso corporal (TIP) foram analisados. Os resultados mostraram diferença significante em favor dos músculos de membros dominantes em relação aos não-dominantes responsáveis pela flexão de joelhos no grupo (A) masculino em todos os parâmetros, diferença significante no desempenho dos extensores de membros não dominantes do grupo (A) masculino em relação ao (B), e desempenho significantemente superior do grupo (B) feminino em relação ao das jovens do grupo (A) quanto aos flexores no parâmetro (TTP). Dados deste estudo mostraram ainda um desempenho significantemente superior dos jovens do sexo masculino comparativamente ao das jovens do sexo feminino nos parâmetros (PT) e (TT) , mesmo quando corrigidos pelo peso corporal, nos dois grupos estudados.

 

Avaliação laboratorial e densitométrica da osteoporose

Cristiano A. F. Zerbini; Maria Guadalupe B. Pippa; Paulo Roberto S. Romanelli

Acta Fisiátr.1997;4 (Supl.1)(2):123-126


 

Avaliação longitudinal da Escola de Postura para dor lombar crônica através da aplicação dos questionários Roland Morris e Short Form Health Survey (SF-36)

Longitudinal evaluation of Posture School for low back pain by the questionnaires Rolland Morris and Short Form Health Survey (SF-36)

Gracinda Rodrigues Tsukimoto; Marcelo Riberto; Carlos Alexandrino de Brito, Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2006;13(2):63-69

O objetivo desse trabalho foi analisar quantitativamente a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica atendidos pela "Escola de Postura" da DMR-HCFMUSP no período de outubro de 2001 a julho de 2004, usando os questionários Roland-Morris (RM) e Short Form Health Survey (SF-36). A intensidade da queixa dolorosa foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA). A amostra inicial foi composta por 244 prontuários de pacientes encaminhados e avaliados para a Escola de Postura no período de outubro de 2001 a julho de 2004, tendo completado o programa 110 pacientes desse total. Algum dados referentes a estes pacientes foram coletados, tais como: diagnósticos etiológico, tempo de evolução da doença e origem do encaminhamento; dados sócio-demográficos como sexo, idade, escolaridade, estado civil, ocupação; e, também, o comparecimento aos retornos após o primeiro mês, quarto mês, e um ano a contar da avaliação inicial. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola de Postura apresentaram melhora significativa nos domínios do SF-36 para Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, bem como na avaliação pela EVA e questionário RM. Não foram observados ganhos estatisticamente significantes nos domínios Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental. Cabendo ressaltar que o período de alcance da Escola de Postura, não possibilita afirmar mudanças significativas quanto a aspectos afetivo-emocionais e novas posturas em seu relacionamento social. Novos estudos, quantitativos e qualitativos devem ser realizados de maneira a oferecer subsídios á equipe multiprofissional da Escola de Postura que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos se necessário.

Palavras-chave: avaliação funcional, lombalgia, qualidade de vida, questionários, reabilitação, escola de postura.

 

Avaliação objetiva da síndrome dolorosa miofascial: uso da termografia antes e após tratamento associando mesoterapia a bloqueio anestésico

Myofascial syndrome objective evaluation: thermography before and after treatment with mesotherapy and trigger-point injections

Luciane Fachin Balbino; Luiz Rosa Vieira

Acta Fisiátr.2005;12(3):115-117

A Síndrome miofascial é um diagnóstico comum em pacientes com dor segmentar. As queixas costumam ser inespecíficas; o uso da técnica de Fischer associando algometria de pressão e técnicas especiais de palpação auxiliam a identificar os pontos gatilhos ativos. A mesoterapia (intradermoterapia) mostra-se muitas vezes mais eficaz quando associada às técnicas de bloqueio paraespinal e bloqueio de pontos gatilhos com lidocaína. O resultado deste tratamento pode ser documentado através da termografia, além dos meios clínicos já citados. O padrao de cores (vermelho a verde, no caso da imagem colorida ou tons de cinza na imagem em preto e branco) indica gradiente de temperatura. Neste estudo, descrevemos o caso clinico de uma paciente feminina, de 54 anos de idade, com queixa de dor severa em regiao cervical, referida ao membro superior direito. A mesma foi tratada com mesoterapia associada a bloqueio paraespinal e bloqueio de pontos-gatilho ativos e o resultado deste tratamento foi avaliado clinicamente e pela termografia 25 minutos após e 03 dias após o tratamento. Os autores concluíram que a termo

Palavras-chave: Myofascial pain syndrome; thermography; pain evaluation; mesotherapy analgesic injection.

 

Avaliação podobarométrica nas amputações do médio e antepé

Therezinha Rosane Chamlian; Caio Nery; Cibele Réssio; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2001;8(3):120-129

Os autores estudaram a marcha de 14 pacientes com amputações unilaterais parciais do pé, Chopart e transmetatarsiana, através do podobarômetro F-Scanr, para determinar a duração do passo, a distribuição do pico de pressão máxima, o impulso vertical, a velocidade e a trajetória do baricentro (COP), nas situações: sem calçado, com palmilha plana e com prótese de Chopart. A análise dos resultados demonstrou que o tempo total do passo do lado amputado, nos dois grupos, é menor do que o dos pés não-amputados, nas três situações. A utilização de palmilhas não produz alterações e o uso de próteses aumenta significantemente o tempo de duração do passo, em ambos os pés. Os picos de pressão máxima nos pés amputados são superiores aos dos pés não-amputados, nos dois grupos de pacientes, nas três situações estudadas. O uso de palmilhas e próteses reduz significantemente os níveis de pressão máxima, em ambos os pés, sendo a intensidade dessa redução proporcional à rigidez imposta pelo equipamento utilizado. A localização dos picos de pressão máxima pode ser modificada na dependência do tipo de órtese ou prótese utilizada, em ambos os pés. O impulso vertical do solo é menor no lado amputado nos dois grupos; no entanto, é constantemente maior na amputação do tipo Chopart que na transmetatarsiana. A velocidade de deslocamento do baricentro no retropé dos pacientes amputados, nos dois grupos, é menor do que a observada nos pés não-amputados, e não varia com a utilização das órteses e próteses estudadas.Os pés não-amputados dos pacientes dos dois grupos apresentam alterações funcionais importantes manifestadas por desvios das velocidades do baricentro no retro, médio e antepé.

Palavras-chave: Amputação. Pé. Marcha. Pressão. Aparelhos ortopédicos.

 

Avaliação radiológica dos valores angulares das curvaturas lombo-lombar e lombosacra em adolescentes

Radiological assessment of the angular values of back-lumbar and sacral-lumbar curvature in adolescents

Giovanna Barros Gonçalves; Joao Santos Pereira

Acta Fisiátr.2008;15(2):92-95

INTRODUÇÃO: A regiao lombar é de grande importância na harmonia e manutenção da postura ereta e deve ser incluída em qualquer avaliação fisioterapêutica. Devido à dificuldade em definir o que pode ser chamado de curvatura lombar normal, realizou-se este estudo com o objetivo de avaliar a lordose lombar através das medidas angulares das curvaturas lombo-lombar (L1-L5) e lombo-sacra (L1-S1), para se os estabelecerem os valores indicativos dessas curvaturas em adolescentes.
MÉTODOS: Participaram deste estudo 22 jovens assintomáticos, de ambos os sexos, com idade variando entre 14 e 18 anos. Todos os voluntários foram submetidos ao exame radiológico da regiao lombar em plano sagital, realizado no Hospital Doutor Joao Felício na cidade de Juiz de Fora/MG. As medidas das angulações das curvaturas lombares foram realizadas através da aplicação do método de Cobb diretamente sobre as radiografias.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em relação ao sexo para os valores angulares lombo-lombar (L1-L5) e igualmente para as angulações lombo-sacra (L1-S1). Apesar de não haver concordância na literatura em relação a análise e definição dos ângulos da curvatura da coluna lombar no plano sagital, os resultados mostraram-se compatíveis com as pesquisas relatadas na literatura, apresentando valores semelhantes aos encontrados por outros autores.
CONCLUSÃO: Os valores angulares normativos para as curvaturas lombo-lombar e lombo-sacra podem ser estabelecidos, respectivamente, em médias angulares de 44,44º e 57,5º para adolescentes assintomáticos.

Palavras-chave: curvaturas da coluna vertebral, lordose, adolescente, avaliação

 

Avaliação sintomática subjetiva e cardiovascular dos pacientes lesados medulares com trabalho cicloergométrico passivo (Reck Moto Med)

Linamara Rizzo Battistella; Paulo Yazbek Jr.; Gilson Tanaka Shinzato; Neuza Sayuri Habu; Andrea B. Rosa; Maria Cecília dos S. Moreira; Luciane E. B. Castor

Acta Fisiátr.1996;3(2):23-26


 

Avaliações que mensurem a percepção dos déficits em indivíduos com lesão cerebral adquirida: uma revisão da literatura

Assessments measuring the perception of deficits in individuals with acquired brain injuries: a review of the literature

Fernanda de Sousa Forattore; Rafaela Larsen Ribeiro

Acta Fisiátr.2015;22(3):150-154

Objetivo: Através de uma revisão da literatura, selecionar avaliações que mensurem a percepção dos déficits do indivíduo com lesão cerebral adquirida submetido à intervenção de autoconsciência. Método: Foi realizada revisão nas bases de dados da BIREME e PubMed, referente aos últimos 10 anos. Resultados: Foram selecionados no trabalho onze artigos que incluíram avaliações de autoconsciência antes e depois de uma intervenção terapêutica e que tivessem como público indivíduos com diagnósticos de traumatismo crânio-encefálico (TCE), acidente vascular encefálico (AVE) ou tumor cerebral. Conclusão: Observou-se um número significativo de publicações na Austrália, nos países europeus e nos Estados Unidos. Os instrumentos mais utilizados nos estudos foram o Self-awareness of Deficits Interview (SADI) e Awareness Questionnaire (AQ). Não foram encontrados estudos e avaliações padronizadas e validadas no Brasil. Dessa forma, se faz necessário o desenvolvimento, tradução e adaptação de avaliações, que mensurem a percepção da consciência na população brasileira para proporcionar uma prática baseada em evidências pela utilização de modelos específicos de intervenção.

Palavras-chave: Traumatismos Encefálicos, Acidente Vascular Cerebral, Consciência, Questionários, Reabilitação

 

Bandagem úmida empregada com baixa elasticidade no tratamento de úlcera em paciente com lipolinfedema

Damp low-stretch bandage employed in the treatment of an ulcer in patient with lipolymphedema

José Maria Pereira de Godoy; Raul Augusto dos Santos; Rômulo Alberto Vilela Filho; Maria de Fátima Guerreiro Godoy

Acta Fisiátr.2009;16(1):43-45

O lipedema é caracterizado pelo aumento bilateral e simétrico dos membros inferiores, sem o acometimento dos pés, sinal de Stemmer negativo, podendo ocorrer hipotermia cutânea, alteração no suporte plantar e hiperalgesia. O objetivo do presente estudo é relatar uma forma incomum de lesão ulcerada em paciente com lipolinfedema tratado com bandagem úmida empregada com baixa elasticidade. Paciente, do sexo feminino, de 50 anos, com história familiar de lipedema refere vários episódios de erisipela em membro inferior esquerdo há cerca de 20 anos e com surgimento de úlceras de difícil cicatrização há mais de cinco anos. Foi tratada com bandagem úmida de baixa elasticidade e teve boa evolução com cicatrização da ferida. Lesões ulceradas são raras no lipolinfedema, porém a sua ocorrência esta associada com dificuldade na cicatrização.

Palavras-chave: linfedema, úlcera, bandagens

 

Baropodometria computadorizada

Donaldo Jorge Filho

Acta Fisiátr.1996;3(3):30-31


 

Barreiras da reabilitação cardíaca em uma cidade do nordeste do Brasil

Barriers to cardiovascular rehabilitation care in a northeast city of Brazil

Luciano Sá Teles de Almeida Santos; Emanuella Gomes; Júlia Vilaronga; Walleska Nunes; Alan Carlos Nery dos Santos; Fernanda Oliveira Baptista de Almeida; Jefferson Petto

Acta Fisiátr.2017;24(2):67-71

Averiguar as barreiras por regioes do Brasil, pode ser uma valiosa estratégia para melhorar a inserção e adesão dos pacientes cardiopatas a programas de reabilitação cardiovascular. Objetivo: Identificar e descrever os motivos que levam a não inclusão de indivíduos cardiopatas em programas de reabilitação cardiovascular. Métodos: Estudo descritivo de corte transversal com 79 indivíduos de ambos sexos, com idade superior a 50 anos, cardiopatas provenientes de cinco clínicas particulares de cardiologia. Para identificação dos fatores que interferiam na inclusão dos pacientes aos programas de reabilitação cardiovascular, foi aplicada a escala de barreiras para reabilitação cardíaca. Esse instrumento é composto de 22 itens, sendo que 21 são questoes fechadas e objetivas. Os indivíduos foram instruídos a assinalar "SIM" ou "NÃO" para cada item objetivo da escala, caso identificassem o item como uma barreira ou não para a inclusão/adesão. Resultados: 64(81%) da amostra não sabia da existência da reabilitação cardiovascular e dos seus benefícios. Para 50(63%) a distância da residência até o centro de reabilitação foi uma barreira. Além disso, o custo com mobilidade urbana 37 (47%) e a não indicação do médico por achar desnecessário 32 (40%) também foram apontadas como barreiras. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam que as principais bramireis para a não inserção em programas de reabilitação cardiovascular foram a falta de conhecimento sobre os benefícios desse tipo de programa, a distância da residência dos pacientes até o centro mais próximo e o custo com deslocamento.

Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares, Insuficiência Cardíaca, Medicina Física e Reabilitação, Barreiras de Comunicação

 

Benefício da terapia de ondas de choque no tratamento de úlceras cutâneas: uma revisão da literatura

Benefits of extracorporeal shockwave in the treatment of skin ulcers: a literature review

Marcus Yu Bin Pai; Juliana Takiguti Toma; Danielle Bianchini Rampim; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2016;23(1):35-41

A terapia de ondas de choque (TOC) extracorpórea possui ação analgésica e anti-inflamatória. Com a evolução e compreensão de seus mecanismos físicos e biológicos, foi se estudando a sua aplicação em outras patologias, principalmente em afecções ósseas e musculo-tendíneas. Recentemente, estudos em modelos animais demonstraram a sua capacidade angiogênica e maior taxa de re-epitelização local. Estas pesquisas levaram ao início do uso de TOC radial de baixa energia no tratamento e manejo de diversas lesões de pele de difícil tratamento. As úlceras cutâneas possuem diversas etiologias, variando desde úlceras de pressão, queimaduras, úlceras venosas ou arteriais e também úlceras diabéticas. Seu tratamento é um desafio, devido ao seu tempo prolongado de tratamento (resultando em dificuldades quanto ao seguimento clínico) e também elevados custos. Objetivo: Avaliar a eficácia da TOC na cicatrização de úlceras de diversas etiologias: diabéticas, por pressão, queimaduras, pós-traumáticas, vasculares venosas e arteriais, por meio de uma revisão da literatura. Métodos: Foi realizada uma revisão da literatura, sendo incluídos estudos clínicos em humanos Resultados: 9 artigos preencheram os critérios de inclusão. Os estudos inclusos compreenderam 788 pacientes. Os manuscritos trouxeram uma variedade de padrao de intervenções diferentes. Houve heterogeneidade no tempo de intervenção, número de pulsos e na frequência de sessões, bem como na quantidade de sessões, densidade de energia aplicada, e também no tipo de ondas de choque utilizados nas terapias. Alguns dos trabalhos descritos encontraram uma maior taxa na cicatrização e fechamento completo de lesões em pacientes com lesões crônicas, que não responderam ao tratamento conservador. Porém, há poucos estudos na literatura com qualidade metodológica adequada. Conclusão: A TOC surge como uma alternativa promissora para pacientes que não respondem bem à terapia conservadora. Os resultados são promissores porém com evidências limitadas quanto a diminuição do tempo de cicatrização e na aceleração do fechamento de lesões. Os estudos selecionados não relataram efeitos colaterais significativos, sendo uma terapia segura.

Palavras-chave: Ondas de Choque de Alta Energia, Resultado do Tratamento, Terapêutica

 

Benefícios da marcha com assistência robótica na lesão medular: uma revisão sistemática

Benefits of robotic-assisted gait in spinal cord injury: a systematic review

Francine Bertolais do Valle Souza; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Denise Vianna Machado Ayres; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(3):142-146

OBJETIVO: Avaliar a qualidade atual de evidências quanto à eficácia da marcha robótica com suspensão de peso corporal em indivíduos com lesão medular, com ênfase no desempenho da marcha.
MÉTODO: O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed, LILACS e EMBASE referentes às publicações de ensaios clínicos dos últimos doze anos (2000-2012), utilizando-se a relação entre as palavras chave Spinal cord injury AND (gait OR walking OR deambulation) reahbilitation AND robotic AND (lokomat OR ReoAmbulator OR Formador Gait).
RESULTADOS: Dos oito estudos selecionados, apenas um não observou melhora no padrao de desempenho da marcha. Dos estudos que encontraram melhora, 6 encontraram melhora estatisticamente significativa e um não encontraram nenhuma diferença significativa, apesar de uma tendência de melhora ter sido observada. As conclusões destes estudos foram obtidas por meio de ferramentas de avaliação como o teste de caminhada de 6 minutos e de 10 metros, MIF (medida de independência funcional, WISCI II (Indice de caminhada de Lesão Medular), entre outros. Alguns estudos apontam uma diminuição na necessidade de órteses e dispositivos auxiliares nesse grupo. Quanto à qualidade metodológica, seis artigos apresentaram escores inferiores a 3 pontos e apenas um artigo teve a pontuação máxima de 5 na escala JADAD (baixa qualidade pontuação inferior a 3) Implicação/Impacto na reabilitação.
CONCLUSÃO: Apesar da pequena quantidade de artigos encontrados, da baixa qualidade metodológica e o fato desta ser uma intervenção nova e de alto custo, os resultados são significativos quando comparados com a terapia física convencional e outras técnicas bem estabelecidas na fisioterapia.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Benefícios do condicionamento físico como tratamento da claudicação intermitente

Benefits of physical conditioning in the treatment of intermittent claudication

Érica Carvalho Barbosa; Rafael Diniz Mascarenhas Dalle

Acta Fisiátr.2008;15(3):192-194

Claudicação Intermitente (CI) é um sintoma patognomônico da doença arterial obstrutiva periférica, caracterizado por dor muscular ao exercício físico que cessa ao repouso. A Claudicação Intermitente tem um caráter potencialmente benigno, devido ao baixo risco de evolução para isquemia grave e perda do membro, e também por uma boa possibilidade de melhora dos sintomas. Assim, o tratamento clínico é considerado adequado e normalmente empregado como primeira alternativa terapêutica, sendo que esse tratamento deve ser baseado no controle dos fatores de risco modificáveis da arteriosclerose, principalmente o fumo. Associa-se ainda um tratamento farmacológico e um não farmacológico, onde o tratamento não farmacológico primário para a claudicação intermitente é um programa formal de exercícios físicos que pode ser realizado pelo paciente baseado apenas na orientação médica (sem supervisão) ou sob a orientação de um profissional. O mecanismo pelo qual o paciente melhora da claudicação com a atividade física ainda não está totalmente esclarecido, e vários fatores são atribuídos à melhora dos sintomas, como a formação de novos vasos, liberarao de oxido nítrico, ação sobre as lipoproteínas, entre outros.

Palavras-chave: claudicação intermitente, doenças vasculares periféricas, exercício

 

Benefícios do exercício físico para crianças e adolescentes com paralisia cerebral: uma revisão bibliográfica

Benefits of physical exercise for children and adolescents with cerebral palsy: a literature review

Marcel dos Santos Paiva; Marcia Galasso Nardi; Tatiana Galante Streiff; Terezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2010;17(4):175-179

Existem fortes evidências demonstrando que a aptidao física e o estado de saúde das crianças e adolescentes são realçados substancialmente pela prática de atividade física freqüente e, por outro lado, há poucos estudos que evidenciam os benefícios desta prática em populações com deficiência ou mobilidade reduzida. Com objetivo de relatar as alterações geradas pela aplicação de programas de exercícios físicos em crianças e adolescentes com paralisia cerebral com GMFCS I a III, focando as variáveis de força, função motora, espasticidade e qualidade de vida, foi realizada esta revisão bibliográfica utilizando as bases de dados MEDLINE, PubMed e Lilacs. Além de utilizar palavras-chave em português e em inglês para busca de artigos, os trabalhos foram selecionados a partir de uma análise prévia obedecendo aos critérios de inclusão a partir do ano de publicação, análise de título e resumo, sendo excluídos os estudos de revisão e revisão sistemática. Dos 8 estudos incluídos, somente 3 são randomizados variando a quantidade da amostra estudada entre 8 e 65 indivíduos com paralisia cerebral com idades de 6 a 18 anos. Estes estudos contrariam o paradigma de que o exercício físico com carga para pessãos com desordens neurológicas pode causar aumento da espasticidade. O trabalho também retrata os benefícios gerados pelo aumento de força muscular principalmente em membros inferiores através de exercícios que utilizam o princípio da sobrecarga. Os resultados são favoráveis com relação a melhora da função motora grossa além da qualidade de vida expressa em diversos fatores como maior motivação, participação em atividades, socialização e auto percepção.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Exercício, Aptidao Física, Revisão

 

Benefícios do treinamento com pesos para aptidao física de idosos

Strength training benefits on the physical fitness of elderly individuals

Raphael Mendes Ritti Dias; André Luiz Demantova Gurjao; Maria de Fátima Nunes Marucci

Acta Fisiátr.2006;13(2):90-95

O objetivo desta revisão é elucidar os benefícios do treinamento com pesos (TP) sobre quatro componentes da aptidao física (AF) fundamentais para a qualidade de vida de idosos: força, flexibilidade, equilíbrio e resistência aeróbia. Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados PUBMED e LILACS. Foram selecionados estudos que incluíam no título os descritores: strength training, resistance training, strength, balance, flexibility, power, aerobic, older e elderly. Modificações na força muscular são observadas após poucas semanas de TP. Essa melhoria pode auxiliar não só na independência dos idosos, mas também na diminuição da incidência de quedas. Além disso, a prática sistematizada do TP promove melhoria na flexibilidade e na resistência aeróbia de idosos. As modificações no equilíbrio, após programas de TP, ainda não estao bem esclarecidas na literatura. Desta forma, o TP consiste numa importante ferramenta para a melhoria da AF de idosos, haja vista que promove adaptações na força muscular, flexibilidade e na resistência aeróbia.

Palavras-chave: envelhecimento, treinamento resistido, treinamento de força, equilíbrio, flexibilidade, resistência aeróbia

 

Bilateral elastofibroma dorsi - rehabilitation of an uncommon tumor: case report

Elastofibroma dorsi bilateral - reabilitaçao num tumor incomum: relato de caso

Mariana Brochado Coelho Saavedra; André Maia Silva; Marco Paulo Rodrigues Pontinha

Acta Fisiátr.2018;25(1):46-48

Os elastofibromas são tumores raros benignos de tecidos moles, de crescimento lento, que se originam do tecido mesenquimatoso. Relatamos o caso de um paciente, do género masculino, 85 anos com diagnóstico de elastofibroma dorsi bilateral cujos sintomas apresentados eram dor crônica bilateral na coluna torácica e limitação da amplitude de movimento dos ombros. O tratamento proposto consistiu num programa de reabilitação no departamento de Medicina Física e de Reabilitação, focado principalmente no controlo da dor e na reeducação postural do ritmo escapuloumeral, com grandes melhorias, principalmente na extensão anterior e abdução do ombro e sem dor na reavaliação aos 6 meses após o tratamento. Pretendemos demonstrar o importante papel da Medicina Física e Reabilitação no manejo dos doentes acometidos por estes raros tumores.

Palavras-chave: Neoplasias/Reabilitação, Modalidades de Fisioterapia, Medicina Física e Reabilitação

 

Biofeedback eletromiográfico e parâmetros da dinamometria isocinética de joelho e tornozelo de jogadores de futebol amador

Electromyographic biofeedback and parameters of isokinetic dynamometry of knee and and ankle in amateur soccer players

Carina Elias Baron; Leonardo Luiz Barretti Secchi; Júlia Maria D'Andréa Greve; Vasthi Oliveira de Lima; Viviane Ribeiro Carvalho

Acta Fisiátr.2010;17(4):159-163

INTRODUÇÃO: A eletromiografia tem sido utilizada para avaliar o controle voluntário da atividade muscular. Dentre as técnicas destaca-se o biofeedback eletromiográfico como facilitador do aprendizado neuromotor, inclusive na prática esportiva.
OBJETIVO: Analisar o efeito do biofeedback eletromiográfico nos parâmetros isocinéticos dos flexores e extensores do joelho e inversores e eversores do tornozelo em jogadores de futebol amador.
CASUISTICA: 14 atletas de futebol amador do gênero masculino randomizados em dois grupos: Grupo Treino (GT) - sete atletas, idade de 23 ± 2 (22 e 28) anos, massa corpórea 75,7 ± 4,0(72 e 80) kg , estatura 182 ± 4 (176 e 188) cm e Grupo Controle (GC) - sete atletas com idade 24 ± 2 (21 e 28) anos, massa corpórea 72,3± 9,4 (59 e 79) kg, estatura 175± 5 (169 e 180) cm.
MÉTODO: Todos os atletas foram avaliados por um protocolo clínico: anamnese, incidência de lesões e escala visual análoga de dor e foram submetidos à dinamometria isocinética dos inversores e eversores do tornozelo e flexores e extensores do joelho. O GT realizou 12 sessões de biofeedback eletromiográfico, uma vez por semana. No final das sessões, todos os atletas foram reavaliados.
RESULTADOS: Na velocidade de 30º/ seg., o pico de torque 0,18 segundos (PT 0,18s) dos eversores do tornozelo foi maior no GT e no joelho, na velocidade de 60º/seg. o PT 0,18s dos flexores de joelho foram maiores no GT.
CONCLUSÃO: O biofeedback eletromiográfico melhorou os parâmetros isocinéticos dos jogadores de futebol amador.

Palavras-chave: Atletas, Eletromiografia, Amplitude de Movimento Articular, Joelho

 

Bloqueio do nervo obturador como proposta terapêutica analgésica para osteoartrose de coxofemoral - técnica simplificada

Obturator nerve blockage as an analgesic proposal for hip osteoarthritis - a simplified technique

Milene Ferreira e Silva; Danilo Masiero; Therezinha Rosane Chamlian; Silvia Wasserstein

Acta Fisiátr.2000;7(2):75-77

Apresentar uma nova abordagem terapêutica na dor por osteoartrose de quadril por meio de uma técnica simplificada de bloqueio do nervo obturador; com a vantagem de ser mais fácil, rápida e com menor risco que a técnica descrita em literatura. Será enfatizada também a necessidade de um tratamento global, nos casos de dor crônica. Sendo aqui relatado o caso clínico da primeira paciente a ser submetida a esse procedimento a qual apresentou grande melhora do quadro álgico (com base na escala visual analógica) e funcional (segundo relatos da paciente).

Palavras-chave: Osteoartrose. Quadril. Bloqueio nervoso. Dor. Nervo obturador.

 

Bloqueios com fenol para tratamento de espasticidade

Phenol block for spasticity management

Paulo Cesar Trevisol-Bittencourt; Marcelo B Tournier

Acta Fisiátr.2008;15(3):189-191

No tratamento da espasticidade focal, os bloqueios periféricos com toxina botulínica (TB) e com fenol são os preferidos. Os bloqueios com fenol são os assuntos de interesse desta revisão, que mostra alguns aspectos históricos, princípios de ação, principais indicações e a aplicabilidade clínica desta substância. Ela tem o propósito de relembrar que o fenol, quando respeitada suas indicações, tem mostrado boa relação entre eficácia e segurança. Desde que é uma droga de baixíssimo custo, deveria ser considerada como agente ideal para uso em larga escala nos serviços de reabilitação carentes de recursos econômicos.

Palavras-chave: fenol, espasticidade muscular, bloqueio nervoso

 

Bloqueios químicos para o tratamento da espasticidade na paralisia cerebral

Chemical blockage for cerebral palsy spasticity treatment

Maria Matilde de Mello Sposito

Acta Fisiátr.2010;17(2):68-83


 

Câncer de mama: reabilitação

Breast cancer: rehabilitation

Christina May Moran Brito; Maria Inês Paes Lourenção; Maíra Saul; Mellik Bazan; Priscilla Pereira Santos Otsubo; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(2):66-72


 

Câncer de pulmão: reabilitação

Lung neoplasms: rehabilitation

Rebeca Boltes Cecatto; Elisangela Marinho Pinto Almeida; Maíra Saul; Christina May Moran de Brito; Rodrigo Guimaraes Andrade; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Wanderley Marques Bernardo; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(2):63-67


 

Capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do bairro Viveiros do município de Feira de Santana, Bahia

Functional capacity of elderly people attending the Family Health Program at Viveiros, Feira de Santana, Bahia

Priscilla Oliveira Santos; Ivana Soares da Silva; Menilde Araújo Silva

Acta Fisiátr.2012;19(4):233-236

Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e o idoso vai deixando de realizar atividades básicas de vida, diminuindo assim sua capacidade funcional que é dimensionada em termos de habilidade e independência para realizar determinadas atividades diárias.
OBJETIVO: Verificar o nível de capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do Bairro Viveiros do município de Feira de Santana-BA.
MÉTODO: Este estudo é uma pesquisa de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 34 idosos de ambos os sexos, com idade acima de 75 anos. Foi realizado visita domiciliar a cada idoso para aplicação de três tipos de testes: Indice de Barthel, Indice de Lawton e o Mini Exame do Estado Mental.
RESULTADOS: Os resultados encontrados demonstram que 54,5% dos idosos avaliados apresentaram-se como independentes para o Indice de Barthel, 51,5% são totalmente dependentes para o Indice de Lowton e 87,9% apresentam algum tipo de déficit cognitivo para o Mini Exame do Estado Mental.
CONCLUSÃO: É importante que os profissionais que atuam em Programas de Saúde da Família atentem para as condições de saúde do idoso, planejando a assistência de acordo com suas reais necessidades. Esperamos que outros pesquisadores se interessem pelo tema proposto, com o objetivo de ampliar pesquisas nesta área do conhecimento, que encontram-se escassas, para que o idoso receba mais atenção e orientações, ampliando a oferta de serviços e programas disponíveis.

Palavras-chave: atividades cotidianas, envelhecimento, idoso fragilizado, programa saúde da família

 

Capacidade funcional do idoso: formas de avaliação e tendências

Elderly functional capacity: types of assessment and trends

Fabiano Marques Camara; Alessandra Galve Gerez; Maria Luiza de Jesus Miranda; Marilia Velardi

Acta Fisiátr.2008;15(4):249-256

A avaliação da capacidade funcional (CF) dos idosos pode detectar possível risco de dependência futura, estabelecer níveis de morbidade de mortalidade, além de poder balizar intervenções direcionadas aos idosos. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi, através de uma pesquisa bibliográfica, identificar os testes mais utilizados e o potencial de cada prova para identificação do nível de CF do idoso. O exame da literatura mostrou que CF tem sido determinada em abordagens gerais, que objetivam traçar o perfil funcional através de um único teste, como as propostas dos testes caminhada e de mobilidade. Por outro lado, pode-se determinar a CF mediante a avaliação de componentes específicos como os testes de equilíbrio, força e marcha. Geralmente, as propostas descritas seguem a idéia de que uma ação funcional, realizada de maneira mais rápida, remete ao potencial funcional do idoso. No entanto, mediante as limitações das quantificações apontadas pelos estudos, observou-se a tendência da avaliação funcional em utilizar analises qualitativas, que objetivam determinar o padrao de movimento, como uma outra via da compreensão da CF do idoso. Além disso, notou-se que a avaliação da CF tem sido indicada e desenvolvida também para aqueles que não apresentam comprometimento funcional aparente e não somente para os idosos evidentemente mais frágeis.

Palavras-chave: aptidao física, testes de aptidao, idoso

 

Capacidade funcional, desempenho e solicitação metabólica em futebolistas profissionais durante situação real de jogo monitorada por análise cinematográfica

Glydiston Egberto Oliveira Ananias; Eduardo Kokubum; Renato Molina; Paulo Roberto Santos Silva; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr.1997;4(3):136-145

Foi objetivo deste estudo, caracterizar a relação entre o nível de aptidao física, desempenho e solicitação metabólica em futebolistas durante situação real de jogo. Seis jogadores de futebol profissional com média de idade de 20,8 ± 2,6 anos (17-25), peso 70,4 ± 7,5 kg (63-81,3) e altura 173,3 ± 9,7 cm (166-188) foram submetidos a testes de aptidao física em campo e análise cinematográfica durante a partida.
Os testes de aptidao física foram realizados em campo, com medições de lactato sangüíneo. A via metabólica alática foi avaliada por meio de cinco corridas na distância de 30 m, em velocidade máxima, com pausa passiva de um minuto entre cada corrida. As concentrações de lactato foram medidas no 1º, 3º e 5º minuto após o término das cinco corridas.
Para detecção do limiar anaeróbio foram realizadas 3 corridas de 1.200 m nas intensidades de 80, 85 e 90% da velocidade máxima para essa distância, com intervalo passivo de quinze minutos entre cada corrida. As dosagens de lactato sangüíneo foram feitas no 1º, 3º e 5º minuto de repouso passivo após cada corrida.
Os futebolistas foram submetidos à filmagem individual durante o transcorrer do jogo, e as concentrações de lactato foram medidas antes, no intervalo e no final da partida para análise da solicitação energética e metabólica, respectivamente. Os seguintes resultados foram verificados: 1) O limiar anaeróbio em velocidade de corrida, correspondente à concentração de lactato sangüíneo de 4 mmol.L-1 foi encontrado aos 268 ± 28 m.min-1 ou 16,1 ± 1,6 km.h-1; 2) a velocidade média e a concentração de lactato máximo nas corridas de 30 m foram 6,9 ± 0,2 m.s-1 e 4,5 ± 1,0 mmol.L-1, respectivamente; 3) a distância total percorrida foi de 10.392 ± 849 m, sendo 5.446 ± 550 m para o primeiro e 4.945 ± 366 m para o segundo tempo, respectivamente; 4) os valores médios encontrados nas concentrações de lactato sangüíneo foram de 1,58 ± 0,37; 4,5 ± 0,42 e 3,46 ± 1,54 mmol.L-1 antes, no intervalo do primeiro para o segundo tempo e ao final da partida, respectivamente e 5) a distância média total atingida ao final das partidas pelos jogadores de meio-de-campo (10.910 ± 121 m) foi ligeiramente maior que a percorrida pelos atacantes (10.377 ± 224 m) e defensores (9.889 ± 102 m), mas não significativa. Houve correlação negativa (r = - 0,84; p < 0,05) entre o limiar anaeróbio (268 ± 28 m.min-1 ou 16,1 ± 1,6 km.h-1) e a concentração de lactato sangüíneo (4,5 ± 0,42 mmol.L-1) no primeiro tempo do jogo. Portanto, os resultados sugerem que a capacidade aeróbia é um determinante importante para suportar a longa duração da partida e recuperar mais rapidamente os futebolistas, dos esforços realizados em alta intensidade, com o desenvolvimento de concentrações de lactato sangüíneo menores ao final do primeiro e segundo tempos das partidas.

Palavras-chave: Jogador de futebol profissional. Limiar anaeróbio. Lactato. Distância percorrida. Medicina esportiva.

 

Características biomecânicas da articulação escapulotorácica no retorno da elevação dos membros superiores: uma revisão da literatura

Biomechanical characteristics of the scapulothoracic joint while lowering the arms: a literature review

Eva Guedes Cota; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

Acta Fisiátr.2011;18(2):83-90

Observações clínicas indicam que os indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro descrevem o movimento de retorno da elevação dos membros superiores (MMSS) como mais doloroso que a elevação. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre as características biomecânicas da articulação escapulotorácica no retorno da elevação dos MMSS em indivíduos saudáveis e com disfunções no complexo articular do ombro. Para isso, foram realizadas pesquisas nas bases de dados MedLine (PubMed), LILACS, Scielo e PEDRo seguida de busca manual e, após análise de um total de 232 estudos encontrados, 14 foram selecionados por atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos. Desses, oito investigaram características cinemáticas, seis características eletromiográficas, sendo que dois estudos investigaram as duas características associadas e apenas dois apresentaram resultados relacionados a indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro. Os resultados desses estudos demonstraram que, durante o retorno, os movimentos tridimensionais da articulação escapulotorácica envolvem a combinação de rotação inferior (eixo perpendicular ao plano da escápula), inclinação anterior (eixo medial-lateral) e rotação interna (eixo vertical) seja o retorno realizado no plano frontal (retorno da abdução), sagital (retorno da flexão) ou no plano escapular. Dessa forma, o retorno da elevação dos MMSS resulta em reversão dos movimentos escapulotorácicos que ocorrem durante a elevação, mas apresenta diferenças significativas nas posições angulares da articulação escapulotorácica em relação à elevação, principalmente para os movimentos de rotação interna e inclinação anterior. A escassez de estudos que avaliaram as características biomecânicas da articulação escapulototácica em indivíduos com disfunções no complexo articular do ombro limita a compreensão da cinemática e atividade muscular nessa população específica.

Palavras-chave: Biomecânica, Escápula, Membros Superiores, Eletromiografia

 

Características clínicas e epidemiológicas do paciente adolescente portador de osteossarcoma

Clinical and epidemiological characteristics of adolescent patients with osteosarcoma

Juliana Ramiro Luna Castro; Cíntia Maria Torres Rocha Silva; Karoline Sampaio Nunes Barroso; Jaqueline Pereira Lopes

Acta Fisiátr.2014;21(3):117-120

O Osteossarcoma (OS) é uma neoplasia maligna que afeta o tecido ósseo, sem causa aparente, acomete mais o esqueleto apendicular, principalmente fêmur e tíbia de crianças e adolescentes. O tratamento consta de cirurgias de ressecção do tumor ou amputação de membros associados à quimioterapia. Quanto mais cedo se descobrir e tratar o OS, e quanto menor for a sua extensão melhor o prognóstico. Objetivo: Conhecer as características clínicas e epidemiológicas do paciente adolescente portador de OS atendido no Hospital do Câncer do Ceará (HCC) no Município de Fortaleza. Para isso foi investigado dados clínicos e epidemiológicos referentes aos pacientes adolescentes (de 10 à 19 anos) portadores de OS. Método: Realizou-se um estudo documental retrospectivo através dos prontuários dos pacientes atendidos nesse hospital no período de Janeiro de 2006 a Dezembro de 2007. Os dados foram coletados através de uma ficha semi-estruturada que constava de questoes referentes às características clínicas e epidemiológicas dos pacientes, além dos dados de identificação. Foram selecionados 29 prontuários, sendo utilizados 26 para análise, pois 03 estavam incompletos por abandono de tratamento ou transferência hospitalar. Resultados: O OS foi mais frequente em pacientes do sexo masculino (57,7%), com idade entre 10 e 15 anos (73,1%), de raça afro-descendente (50%) e que residiam no interior (73,1%); 30,8% apresentavam história de câncer na família. O sintoma em comum detectado na queixa principal foi a dor (24 pacientes), seguida do aumento do volume local (20) e trauma prévio (08). O fêmur foi acometido em 65,4% dos casos, com ocorrência de metástase (76,9%), quase sempre ao diagnóstico e sua maioria (15 pacientes) para o pulmão. O tratamento consistia em quimioterapia (96,2%) associada a ressecção cirúrgica (69,2%) e amputação (73,1%) ou substituição por endoprótese. Outras especialidades como a fisioterapia foi prescrita em 42,3% dos casos tendo início no período do pós-operatório (23,1%) e geralmente para tratar as complicações. O paciente portador de OS se caracteriza por ser homem, afro-descendente, proveniente do interior e com antecedentes familiares de câncer. Conclusão: É necessário e importante conhecer as características clínicas e epidemiológicas do paciente portador de OS, redirecionando o olhar dos profissionais de saúde para a importância da inclusão de uma equipe multidisciplinar ao diagnóstico.

Palavras-chave: Osteossarcoma Justacortical, Adolescente, Epidemiologia

 

Características das vítimas de acidentes motociclisticos atendidas em um centro de reabilitação de referência estadual do sul do Brasil

Characteristics of motorcycle accident victims treated at a leading rehabilitation center in the south of Brazil

Soraia Dornelles Schoeller; Albertina Bonetti; Gelson Aguiar da Silva;André Rocha; Francine Lima Gelbcke; Patricia Khan

Acta Fisiátr.2011;18(3):141-145

Esta investigação caracteriza os usuários vítimas de acidentes de moto atendidos em um centro de reabilitação de referência estadual do sul do Brasil. É parte de pesquisa voltada ao trauma raquimedular - TRM. Estudo descritivo e quantitativo. Foram investigadas em 207 prontuários: procedência, idade, sexo, data e causa da lesão. Constatou-se que as vítimas de acidentes motociclísticos são homens (81.09%) jovens, dos quais, 10% menores de 18 anos. Metade dos usuários tiveram lesões extremamente ou muito graves - TRM, traumatismo crânio encefálico e amputação de membros inferiores. O coeficiente de mortalidade por acidentes motociclísticos no Brasil e em Santa Catarina cresceu 250% no período de 2000 a 2009, enquanto o crescimento populacional foi de 16%. Os acidentes motociclísticos constituem-se grave problema de saúde pública pelo número cada vez maior de pessãos atingidas e gravidade das lesões. Urge estabelecer políticas públicas - educação, segurança pública e saúde, objetivando inverter esta tendência.

Palavras-chave: Acidentes de Trânsito, Motocicletas, Características da População, Centros de Reabilitação

 

Características fisiológicas, músculo-esqueléticas, antropométricas e oftalmológicas em jogadoras de futebol feminino consideradas de élite

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Carla Dal Maso Nunes Roxo; Gilberto da Silva Machado; Júlio Cesar Costa Rosa Lolla; Cláudio Lepéra; Fernando Miele da Ponte; Adilson Andrade da Silva Wilson Oliveira Riça; Albertina Fontana Rosa; Solange Basílio da Costa; Emídio Valenti Tavares; Alberto Alves de Azevedo Teixeira; Ana Maria Visconti; Antonio Palma Seman; Mauro Theodoro Firmino; Reynaldo Rodrigues da Costa; José Roberto Cordeiro

Acta Fisiátr.1998;5(1):18-26

O futebol feminino tem crescido acentuadamente em nosso país. Quinze jogadoras de futebol com média de idade de 22,3 ± 6,2 anos; peso 58,2 ± 8,3 kg e estatura 162,5 ± 6,1 cm foram submetidas à avaliação de vários parâmetros considerados importantes para o rendimento atlético das futebolistas. Além disso, comparamos alguns índices funcionais encontrados na literatura com os de jogadoras de outros países com mais experiência na prática desta modalidade. Os seguintes parâmetros e resultados foram:
Cardiorrespiratório e metabólico em repouso e no exercício:
FC = 87 ± 8 bpm; PAS = 100,6 ± 4,5 mmHg; PAD = 62,6 ± 4,5 mmHg; FCmax. = 194 ± 7 bpm; Borg = 19,5 ± 0,8; Veloc. max. = 13,4 ± 0,9 km.h-1; LV1 = 8,5 km h-1; LV2 = 11,2 km h-1; Vemax.= 93,9 ± 16,5 Lmin-1; VO2pico = 47,3 ± 4,5 mlO2kg h -1min-1; Cybex: força isocinética de MMII direito a 60º S-1 na extensão = 198,5 ± 44,1 Nm; na flexão 133,3 ± 30,5 Nm; MMII esquerdo a 60º S-1 na extensão = 203,6 ± 38,1 Nm; na Flexão 116,5 ± 18,8 Nm; Wingate: potência de pico corrigida pelo peso = 9,5 ± 0,9 w.kg-1; potência média = 7,5 ± 0,5 w.kg-1; índice de fadiga = 56,7 ± 7,3%; % de Gordura = 17,4 ± 2,3%; Avaliação oftalmológica: Acuidade visual para longe dos olhos direito e esquerdo foi de 97,5 ± 5,8%, respectivamente; Pressão intraocular dos olhos direito e esquerdo = 13,7 ± 2,7 e 13,1 ± 2,4 mmHg, respectivamente. Os resultados das variáveis que foram possíveis comparar com as das futebolistas internacionais mostraram que nossas atletas estavam com os índices equivalentes e, em alguns casos, até superiores. Entretanto, pela escassez de informações, ainda não há condições de estabelecer a quantificação dos índices mais adequados para a prática desta modalidade esportiva pelas mulheres. É necessário a realização de um volume maior de estudos, enfocando vários aspectos do futebol feminino.

Palavras-chave: Futebol feminino, Ergoespirometria, Teste Wingate, Porcentagem de gordura, Avaliação isocinética, Análise oftalmológica, Medicina esportiva.

 

Caracterização do paciente acometido por acidente vascular encefálico atendido no Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos

Characterization of patients with stroke treated at Lucy Montoro Rehabilitation Center of Sao José dos Campos

Karina Costa Dias; Maria Angélica Nader Miranda Duarte; Nathália Borloni Silva; Maria Izabel Romão Lopes; Maria Angélica Ratier Jajah Nogueira

Acta Fisiátr.2017;24(1):13-16

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é o evento neurológico que mais acomete a sociedade nos últimos anos, gerando incapacidades na população e morte. Pode ser definido como um conjunto de afecções neurológicas de causa vascular com sintomatologia semelhante, mas com etiologias diferentes. Atualmente o Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos é referência no tratamento de pacientes com lesões neurológicas do Vale do Paraíba. Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico do perfil dos pacientes acometidos pelo AVE na regiao e atendidos neste centro. Métodos: Foram analisados os prontuários dos pacientes recebidos neste centro entre setembro de 2011 e dezembro de 2014. Foram excluídos pacientes com hemiplegia causada por outras etiologias. Resultados: Dos 230 prontuários válidos para o estudo, 60% eram homens e o perfil sócio demográfico mostrou que destes, 76% tinham idade superior a 50 anos. Tratando-se do tipo de evento, o AVE isquêmico foi o mais prevalente em nossa amostra. Foi constatada equivalência de acometimento da amostra, hemicorpos direito e esquerdo acometidos igualmente, 46% e 8 % classificados em dupla hemiparesia, já o padrao motor predominante da amostra foi de paresia 87%. Conclusão: Foi verificado que a população atendida pelo Centro de Reabilitação Lucy Montoro de SJC é constituída por maioria de homens acima dos 50 anos de idade, acometidos pelo AVE isquêmico (direito ou esquerdo) e com padrao motor parético prevalente.

Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Acidente Vascular Cerebral, Epidemiologia

 

Carta ao editor

Acta Fisiátr.1995;2(1):0-0


 

Cartas ao Editor

R. E. de Araújo Leitao

Acta Fisiátr.1997;4(1):49-49


 

Cartas ao editor

Acta Fisiátr.1995;2(3):38-39


 

Cervicalgia: reabilitação

Neck pain: rehabilitation

Paula Domingues Delfino; Danielle Bianchini Rampim; Fabio Marcon Alfieri; Luis Carlos Onoda Tomikawa; Gustavo Fadel; Patrick Raymond Nicolas Andre Ghislain Stump; Satiko Tomikawa Imamura; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(2):73-81


 

Ciências da atividade física: algumas perguntas

György Miklós Böhm

Acta Fisiátr.1996;3(3):7-10


 

CIF ou CIAP: o que falta classificar na atenção básica?

ICF or ICPC: what is missing for primary care?

Eduardo Santana de Araújo; Sebastiao Fernando Pacini Neves

Acta Fisiátr.2014;21(1):46-48

A Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP) tem sido, frequentemente, confundida com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por se tratar de uma ferramenta que indica problemas relacionados à saúde, mas que não são doenças. Embora tenha sua importância reconhecida na atenção básica, a CIAP aponta, por exemplo, as razoes para contato com serviços de saúde, informações clínicas por consulta e algumas intervenções. Em nenhum desses aspectos, a CIAP aborda a questao da funcionalidade e da incapacidade, tampouco, as relações dos fatores ambientais no desempenho humano. Sendo uma mera intermediária para a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), a CIAP não contempla todas as informações necessárias para um diagnóstico da situação de saúde e seus determinantes nas populações. Dessa forma, os gestores precisam conhecer a CIF de maneira mais aprofundada, já que trata-se de uma classificação referência da Organização Mundial da Saúde, sendo a verdadeira complementar da CID para informações populacionais. A CIF contém as características necessárias para estimular o trabalho trans-setorial, mas tem sido levada apenas para a atenção especializada, deixando-se de lado todo o potencial de sua aplicação na atenção primária.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Atenção Primária à Saúde, Classificação Internacional de Atenção Primária

 

Cirurgias e intervenções físicas no tratamento da espasticidade na paralisia cerebral

Surgeries and physical interventions in the treatment of cerebral palsy spasticity

Maria Matilde de Mello Sposito

Acta Fisiátr.2010;17(2):84-91

Apesar de tratamento da espasticidade em pacientes com paralisia cerebral fundamenta-se, essencialmente, na cinesioterapia e medicamentos administrados como infiltrações ou por via oral, ocorrem situações nas quais tais intervenções não surtem os efeitos desejados, seja em virtude da gravidade da espasticidade ou da contra-indicação e efeitos adversos ao uso da toxina butulínica. Também podem ocorrer distorções do aparelho locomotor resultantes do constante estímulo deformante da espasticidade e da alteração biomecânica que ela impoe ao posicionamento de membros durante a marcha, ortostatismo ou outras posições de repouso. Nestas últimas situações, estao indicados procedimentos cirúrgicos que visam a melhoria da condição biomecânica, adequação do posicionamento e maior eficiência da movimentações em geral. Este artigo de revisão tem por objetivo apresentar as formas alternativas de administração de drogas para o controle da espasticidade e de suas conseqüências como deformidades e alteração de função além de procedimentos fisioterapêuticos e uso de órteses sempre com o objetivo de redução dos quadros espásticos.

Palavras-chave: Espasticidade Muscular, Paralisia Cerebral, Toxina Botulínica Tipo A

 

Classificação dos periódicos no Sistema QUALIS da CAPES - a mudança dos critérios é urgente!

Classificaçao dos periódicos no Sistema QUALIS da CAPES - a mudança dos critérios é urgente!

Adagmar Andriolo; Aécio Flávio Meireles Souza; Alberto Queiroz Farias; Alfredo José Afonso Barbosa; Antonio Spina França Netto; Arnaldo José Hernandez, et al.

Acta Fisiátr.2010;17(1):1-2


 

Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)

International Classification of Functioning Disability and Health (ICF)

Linamara Rizzo Battistella; Christina May Moran de Brito

Acta Fisiátr.2002;9(2):98-101

O presente artigo tem por objetivo a atualização e a familiarização de profissionais envolvidos com a reabilitação daClassificação Internacional de Funcionalidade (CIF) desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde. São abordados seu histórico, finalidade e perspectivas de aplicação na área de reabilitação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade. Reabilitação. Organização Mundial de Saúde.

 

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e seu uso no Brasil

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in Brazil

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhaes Moreira; Cássia Maria Buchalla

Acta Fisiátr.2013;20(1):37-41

OBJETIVO: Trata-se de uma revisão cujo objetivo é analisar o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) no Brasil.
MÉTODO: O estudo ocorreu nas bases LILACS, MedLine, SciELO, IBECS e Cochrane. Foram selecionados artigos publicados entre 2003 e 2011. Foram identificados 75 trabalhos. Após leitura dos resumos foram selecionados 17 estudos que compuseram a amostra e que abordaram o uso CIF. O método para análise foi o de revisão integrativa.
RESULTADOS: A classificação tem sido utilizada em estudos no Brasil, em especial nos últimos cinco anos, mais nas regioes sul e sudeste. Há diversidade de amostras e tipos de estudos e consonância de uso da CIF com diversos instrumentos e escalas. O componente Atividade e Participação é o mais utilizado. Foi observada forte tendência para descrever a incapacidade dos casos estudados.
CONCLUSÃO: A CIF vem sendo aplicada em pesquisas brasileiras de forma diversificada sendo considerada adequada por abordar espectros da funcionalidade humana. A classificação foi mais utilizada para descrever situações de incapacidades nos estudos analisados. Situações como dimensões subjetivas e interveniência de fatores ambientais nem sempre abordados em outros instrumentos, são contempladas na CIF, o que nos direcionam para uma nova perspectiva em entender a saúde das pessãos e populações.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Literatura de Revisão como Assunto, Brasil

 

Classificação neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo

Neurophysiological classification of the Carpal Tunnel Syndrome

Fabrício Nunes Carvalho; Armando Pereira Carneiro; Régis Resende Paulinelli; Tanise Nunes Carvalho

Acta Fisiátr.2007;14(4):190-195

O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação clínica da escala neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo (STC). As mãos foram classificadas em 6 graus: mínimo/grau 1 (teste comparativo/segmento curto alterado, conduções sensitiva e motora normais), leve/grau 2 (condução sensitiva alterada, condução motora normal), moderada/grau 3 (conduções sensitiva e motora alteradas, amplitude sensitiva normal), moderada/grau 4 (conduções sensitiva e motora alteradas, amplitude sensitiva baixa), grave/grau 5 (condução sensitiva ausente, condução motora alterada) e extremo/grau 6 (conduções sensitiva e motora ausentes). Foi realizado um estudo prospectivo em 400 mãos com STC. Foram classificadas 56 mãos (14,0%) como grau 1, 109 mãos (27,3%) como grau 2, 129 mãos (32,3%) como grau 3, 78 mãos (19,5%) como grau 4, 22 mãos (5,5%) como grau 5 e 6 mãos (1,5%) como grau 6. Houve uma correlação positiva significativa (p<0,01) da escala neurofisiológica da STC com a idade dos pacientes, o tempo de duração da STC, a freqüência de relato de história clássica de STC e a freqüência dos sintomas dor noturna, parestesia e dormência. Também houve uma correlação positiva significativa entre a freqüência do sinal de Tinel, hipoestesia no 2° dedo, fraqueza e hipotrofia dos músculos tenares com a escala neurofisiológica da STC.

Palavras-chave: mão, síndrome do túnel carpal, eletromiografia

 

Classificação neurofisiológica da Síndrome do Túnel do Carpo

Neurophysiological classification of the Carpal Tunnel Syndrome

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2007;14(1):0-0


 

Como determinar a velocidade inicial da esteira no treinamento aeróbio de hemiparéticos crônicos?

How to determine the initial treadmill speed for the aerobic training of chronic hemiparetics?

Augusto Cesinando de Carvalho; Fernanda Contri Messali; Roselene Modolo Regueiro Lorençoni; Fabricio Eduardo Rossi; Lucia Martins Barbatto; Tania Cristina Bofi; Fabiana Araujo Silva; Luiz Carlos Marques Vanderlei

Acta Fisiátr.2016;23(1):12-15

Objetivo: Investigar os critérios para estabelecer a velocidade inicial da esteira e viabilizar um treinamento motor funcional ou cardiorrespiratório em hemiparéticos crônicos. Métodos: Foram recrutados 15 hemiparéticos crônicos determinados pelo Lower Extremity Motor Coordination Test (LEMOCOT) e submetidos à avaliação da marcha pelo Time up and go (TUG), Teste de Esforço Máximo (TES) e Teste de velocidade de marcha de 10 metros (TV10M). Resultados: A análise dos valores do LEMOCOT demonstrou uma média de 26,87 ± 9,76 acertos nos alvos no lado não parético e 15,40 ± 8,46 no lado parético. No TUG verificou-se a velocidade média de 0,37 ± 0,14 m/s e no TV10M 0,63 ± 0,23 m/s. No TES a velocidade média foi 0,60 ± 0,25 m/s. Houve correlação forte e significante entre os valores de TUG, TV10M e TEX. Conclusão: O TES e TV10M são testes adequados para serem utilizados como critério de elegibilidade da velocidade inicial para treinos aeróbios, todavia o TES é capaz de revelar o tempo em que o paciente consegue manter a marcha. O TUG não revelou ser um bom instrumento para estabelecer a velocidade inicial do treinamento.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Exercício, Marcha

 

Como o estilo de vida tem sido avaliado: revisão sistemática

How life style has been evaluated: a systematic review

Elias Ferreira Pôrto; Claudia Kümpel; Antônio Adolfo Mattos de Castro; Isis Modesto de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2015;22(4):199-205

O estilo de vida corresponde ao conjunto de hábitos e costumes que são influenciados e modificados que podem contribuir para a promoção da saúde. Objetivo: Realizar uma revisão sobre os métodos que têm sido utilizados para a avaliação do estilo de vida, assim como identificar o que tem sido considerado como estilo de vida saudável. Método: Este estudo consistiu em uma revisão sistemática sobre os possíveis métodos de avaliação do estilo de vida e hábitos que são considerados estilo de vida saudável. A pesquisa foi realizada nas bases de dados nacionais e internacionais: LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO, e busca livre no Google acadêmico, como os seguintes descritores: "estilo de vida" "estilo de vida saudável". Resultados: foram encontrados 142 artigos, sobre estilo de vida saudável, 105 não preencheram os critérios estabelecidos, 28 foram considerados elegíveis e foram incluídos no estudo, 10 tinham amostra randomizados, e um pseudo-randomizada, 17 não havia aleatorização no processo. Entre os artigos selecionados havia quatro propostas para validar instrumentos de avaliação de estilo de vida, e uma revisão sistemática. Os instrumentos utilizados nestes estudos não eram muito confiáveis para avaliar estilo de vida, os métodos destes apresentaram baixa responsividade. Conclusão: Podemos concluir que o estilo de vida saudável deve ser iniciado precocemente e continuar durante toda a vida, e as principais ações relacionadas a um estilo de vida saudável, controle de parâmetros metabólico, realizar atividades física, e alimentação saudável, entretanto os instrumentos de avaliação do estilo de vida ainda são pobre na capacidade de resposta.

Palavras-chave: Estilo de Vida, Questionários, Avaliação

 

Comparação clínica e funcional de pacientes com fibromialgia e dor miofascial

José Eduardo Martinez; Iulo S. Barauna Filho; Karen Kubokawa; Isabela S. Pedreira; Luciana Andrade de Matos Machado; Guilhermo Cevasco

Acta Fisiátr.1998;5(3):159-163

OBJETIVO: Estabelecer as diferenças e semelhanças entre mulheres com fibromialgia (FM) e mulheres com dor miofascial regional (DM) do ponto de vista clínico, funcional e qualidade de vida.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal de 26 mulheres que preencheram os critérios de classificação de fibromialgia da American College of Rheumatology e 18 mulheres com dor músculo-esquelética regional associada à pontosgatilho dolorosos na área afetada pela dor. Foram analisados estatisticamente pela disciplina de Bioestatística da Faculdade os seguintes parâmetros: intensidade da dor (escala analógica numérica de dor - 0 a 10 - END); intensidade de fadiga (escala analógica numérica fadiga - 0 a 10 - ENF); nº de pontos dolorosos/ gatilho; capacidade funcional (Health Assessment Questionnaire - 0 a 3 - HAQ); qualidade do sono (Post-sleep Inventory - 0 a 120 - PSI); intensidade de sintomas depressivos (Beck Depression Inventory - 0 a 60 - BDI); e qualidade de vida global (Fibromyalgia Impact Questionnaire - 0 a 100 - FIQ). Ambos os grupos equiparavam-se em relação a idade e estado civil e diferiam em relação à escolaridade, que era mais alta no grupo da DM.
RESULTADOS: As pacientes com DM apresentavam dor nas seguintes regioes: coluna cervical, cintura escapular, cintura pélvica e ATM. Os parâmetros avaliados no grupo da FM mostraram os seguintes resultados: END - 7,7 (5 - 10); ENF - 6,8 (0 -10); nº de pontos dolorosos - 13,7 (11 - 17); HAQ - 1,26 (0,12 - 2,37); PSI - 81,29 (29 -110); BDI - 24 (0 - 60) e FIQ - 58,46 (33,0 - 80,71). No grupo da DM, observaram-se os seguintes resultados: END - 7,1 (2 - 10); ENF - 5,1 (0 - 10); nº de pontos dolorosos - 6,6 (1 - 8); HAQ - 0,68 (0 - 1,62); PSI - 64,62 (35 - 110); BDI - 18,5 (11 - 26) e FIQ - 43,55 (25,4 - 60,0). Houve diferença estatisticamente significante nos seguintes parâmetros: escolaridade, local de início da dor, nº de pontos dolorosos, comorbidade, HAQ, PSI, BDI e FIQ.
CONCLUSÕES: As semelhanças observadas entre pacientes com FM e DM são: dados demográficos, intensidade da dor e fadiga, presença de fatores desencadeantes e nível de atividade física. As diferenças observadas foram: escolaridade, capacidade funcional, qualidade do sono, intensidade da depressão e qualidade de vida.

Palavras-chave: Fibromialgia. Síndrome miofascial. Qualidade de vida.

 

Comparação da força muscular respiratória entre idosos após acidente vascular cerebral

Comparison of respiratory muscle strength between elderly subjects after a stroke

Soraia Micaela Silva; Joao Carlos Ferrari Corrêa; Fernanda Cordeiro da Silva; Luciana Maria Malosá Sampaio; Fernanda Ishida Corrêa

Acta Fisiátr.2013;20(1):20-23

A diminuição do recolhimento elástico dos pulmoes e da complacência da caixa torácica são uma das principais mudanças no sistema respiratório com o avançar da idade, quando essas alterações estao associadas às manifestações clínicas subjacentes ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a força muscular respiratória dos idosos pode ser gravemente afetada, portanto, faz-se necessário investigar as condições da força muscular respiratória de hemiparéticos idosos tanto em fase aguda como crônica.
OBJETIVO: Comparar a força muscular respiratória de idosos hemiparéticos em fase aguda e crônica após AVC, avaliadas por meio dos valores das pressões respiratórias máximas, para que assim, a reabilitação desses indivíduos seja mais orientada.
MÉTODO: Foram avaliados 29 indivíduos hemiparéticos, 17 em fase aguda e 12 em fase crônica, os valores da pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) coletados por meio de um manovacuômetro.
RESULTADOS: Não houve diferença entre a fase aguda e crônica, no entanto, as medidas de PImáx e PEmáx apresentaram diminuição estatisticamente significante quando comparadas ao valores preditos.
CONCLUSÃO: Não houve diferença da força muscular respiratória entre as fases aguda e crônica, no entanto, a PImáx e PEmáx apresentou-se diminuída em todos os indivíduos avaliados, isto sugere fraqueza semelhante da musculatura respiratória em ambas as fases após AVC, e este quadro pode ser agravado pelo processo de senescência. Sugere-se que seja abordado um programa de treinamento da musculatura respiratória desses indivíduos para melhor reabilitação após AVC.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Sarcopenia, Capacidade Vital, Idoso

 

Comparação da função motora em solo e imersão de pacientes com distrofia muscular de Duchenne em acompanhamento fisioterapêutico - <em>follow-up</em> de 2 anos

Comparison of motor function in patients with Duchenne muscular dystrophy in physical therapy in and out of water: 2-year follow-up

Adriana Valéria Silva Ferreira; Priscila Santos Albuquerque Goya; Renata Ferrari; Martina Durán; Roberta Vieira Franzini; Fátima Aparecida Caromano; Francis Meire Favero; Acary Souza Bulle Oliveira

Acta Fisiátr.2015;22(2):51-54

O tratamento para pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é multidisciplinar. Faz-se necessário entender os efeitos das atividades executadas em solo e imersão para permitir o desenvolvimento de protocolos de intervenção. Objetivo: Comparar a função motora em solo e imersão, no período de 2 anos, em crianças com DMD em acompanhamento fisioterapêutico. Método: Estudo retrospectivo com 23 pacientes diagnosticados DMD, de 8 a 24 anos, assistidos pela Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM). Foram coletados dados da avaliação em imersão (adaptação ao meio líquido, bipedestação, sedestação, rotação transversal, longitudinal, nado e marcha) e em solo (Escalas Egan Klassification e Vignos), no período de dois anos. Resultados: Na análise das avaliações entre os semestres, no período de 2 anos, houve diferença no desempenho das atividades em imersão (p < 0,001) e não foi observada diferença na Escala Egan Klassification (p < 0,003) e na Escala Vignos (p < 0,012). Conclusão: Devido aos princípios físicos da água os pacientes apresentaram manutenção e melhora do escore da avaliação da função motora em imersão. Em contrapartida, foi demonstrada piora dos escores das Escalas Egan Klassification e Vignos que representam a função motora em solo.

Palavras-chave: Distrofias Musculares, Imersão, Modalidades de Fisioterapia

 

Comparação da pontuação obtida por videogame com variáveis biomecânicas em pacientes pós-acidente vascular encefálico

Comparison of scores obtained in videogame with biomechanical variables in stroke

Fernanda Botta Tarallo; Jéssica Santos da Silva; Mayara Luz Alcantara dos Santos; Pedro Claudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2016;23(3):140-144

A realidade virtual (RV) promove treinamento intensivo de uma mesma tarefa, possibilitando a aprendizagem motora, podendo influenciar a retomada do controle postural (CP) em indivíduos com acidente vascular encefálico (AVE). Videogames (jogos de vídeo) com plataforma de equilíbrio são utilizados como forma de intervenção e, ao final dos jogos, uma pontuação é fornecida, porém não há evidências de que ela possa ser utilizada como parâmetro de quantificação do CP. Objetivo: Verificar se há correlação entre a pontuação obtida por um jogo de videogame e variáveis estabilométricas. Métodos: Nove indivíduos com histórico de AVE realizaram um protocolo experimental utilizando o jogo Penguim Slide do Nintendo Wii como intervenção. Coletou-se a pontuação obtida na primeira e na última sessão. Utilizou-se a plataforma de força AMTI 2.0, com frequência de aquisição de 200 Hz para as avaliações pré e pós-intervenção. Os voluntários foram posicionados de olhos abertos (OA) e fechados (OF) na postura ereta durante 1 minuto, com um pé em cada plataforma. Utilizando o Software Matlabr 7.0, obtiveram-se as variáveis do centro de pressão (COP): área COP total (ACOPt), área COP nos eixos médio-lateral (ACOPx) e ântero-posterior (ACOPy) e velocidade média do COP (VCOP). O teste de Wilcoxon pareado (p < 0,05), de natureza não paramétrica, foi utilizado para comparar os resultados da pontuação do jogo Penguim Slide e os dados obtidos pela plataforma de força nas condições OA e OF. As análises foram feitas com auxílio do software R. Resultados: Comparação inicial e final da pontuação (p = 0,003). Comparação inicial e final de OA: ACOPt (p = 0,91), ACOPx (p = 0,57), ACOPy (p = 0,49), VCOP (p = 0,09). Comparação inicial e final de OF: ACOPt (p = 0,73), ACOPx (p = 1,0), ACOPy (p = 0,73), VCOP (p = 0,73). Conclusão: A RV não proporcionou aos indivíduos aprimoramento do CP, porém a pontuação no jogo Penguim Slide aumentou significativamente. Desse modo, não houve correlação entre a pontuação obtida por um jogo de videogame e variáveis estabilométricas.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral/reabilitação, Jogos de Vídeo, Equilíbrio Postural

 

Comparação das estratégias musculares entre dois grupos etários diferentes no movimento de passar de sentado para em pé

Comparison of muscle strategies between two different age groups in the sitting-to-standing movement Stella

Maris Lins Terena; Mario Augusto Taricco

Acta Fisiátr.2009;16(3):105-109

Investigar a ordem de ativação dos músculos tibial anterior (TA), reto femoral (RF), gastrocnêmio medial (GM), bíceps femoral (BF) e paravertebral lombar (PL) no movimento de passar de sentado para em pé comparando dois grupos etários diferentes.
SUJEITOS: Grupo A: vinte sujeitos com idade entre 25 à 35 anos, saudáveis, e o Grupo B: vinte sujeitos com idade entre 60 à 65 anos, sem patologias neurológicas associadas e sem histórico de quedas nos últimos 6 meses.
INTERVENÇÕES: Ambos os grupos foram solicitados a levantar de uma cadeira, sem apoio de braços ou apoio lombar. O movimento foi realizado em duas situações: com os olhos abertos e com os olhos fechados na maior velocidade que conseguissem. O Teste de Berg, um eletrogoniômetro bidimensional flexível foi usado para marcar o início do movimento articular, no quadril e joelho do mesmo lado. A eletromiografia de superfície foi utilizada para detectar a atividade elétrica dos músculos envolvidos, e o tempo do movimento foi cronometrado. O tempo total do movimento no grupo A foi menor de olhos abertos do que de olhos fechados. O grupo B em relação às duas condições não houve diferença estatística no tempo total da execução da tarefa (p< 0,05). A análise de variância de 1 fator foi usada para comparar a ordem de ativação muscular, e os resultados demonstraram que a ordem de ativação foi diferente no grupo A e no grupo B de olhos abertos e semelhante na condição de olhos fechados. O tibial anterior foi o primeiro músculo a ser ativado nos dois grupos e nas duas condições e os demais músculos tiveram ordem de ativação diferente; o tempo total de movimento foi menor no grupo A; a ausência momentânea da visão influenciou mais o grupo A do que o grupo B.

Palavras-chave: Grupos Etários, Postura, Movimento, Músculo Esquelético, Eletromiografia

 

Comparação de dois tipos de mouse por meio de eletroneuromiografia de superfície

Comparison of two types of computer mice by surface electromyography

Marcelo Riberto; Maria Inês Paes Lourenção; José Augusto Lopes

Acta Fisiátr.2004;11(3):111-116

O mouse é um periférico muito usado em informática, todavia seu uso por tempo prolongado pode levar a sobrecarga da musculatura do antebraço resultados em quadros dolorosos. Este estudo teve como objetivo verificar se um novo mouse, com desenho que respeita leis biomecânicas da mão e punho, estaria associado a menor sobrecarga muscular que um modelo convencional. Vinte usuários habituais de computador sadios participaram de um estudo do tipo cross-over, no qual a atividade muscular dos músculos trapézio, extensor do carpo e flexor do polegar foi captada por meio de eletroneuromiografia de superfície durante a realização de atividades simples como jogar paciência por 10 minutos e deslocar-se numa planilha.Também foram aplicados questionários sobre aparecimento de sintomas em membros superiores após o uso de cada mouse. Por meio da integração do sinal elétrico nos períodos de tempo da captação, o esforço muscular pode ser quantificado para processamento estatístico. Apenas em extensores do carpo foi observada redução estatisticamente significante da solicitação muscular, mesmo assim, apenas ao jogar Paciência. O posicionamento do punho proporcionado pelo mouse em teste facilitou a manutenção dessa articulação em posição de preparo para o acionamento dos botoes do mouse reduzindo a atividade muscular. Seu uso rotineiro pode ser uma estratégia para a prevenção de dores em membros superiores de usuários de computadores e para o controle sintomático naqueles que já apresentam alguma lesão local.

Palavras-chave: biomecânica, ergonomia, periféricos de computador, eletromiografia, esforço físico.

 

Comparação de duas "doses ideais" de alongamento

Leonardo Grandi

Acta Fisiátr.1998;5(3):154-158

Apesar de sua grande utilização, os exercícios de alongamento têm sido muito pouco estudados no que diz respeito aos seus efeitos crônicos e ao número de repetições e a duração de cada repetição que deve ser utilizada em uma sessão. Com o objetivo de comparar duas "doses ideais" de alongamento (número e duração das repetições de um exercício) preconizadas em experimentos que utilizaram metodologia e amostras diferentes, foi feito um estudo tipo antes-depois com 8 indivíduos (seis homens, duas mulheres) com idades entre 22 e 33 anos. Inicialmente foi feita uma goniometria para mensuração da extensão máxima de cada joelho, com o quadril posicionado a 90º de flexão e, depois, a divisão da amostra em um grupo-controle com três indivíduos e um grupo teste de cinco indivíduos que realizou: no membro inferior esquerdo (MIE) 4 repetições de 18s de alongamento para a musculatura isquiotibial e no membro inferior direito (MID), 1 repetição de 30s. Após 3 semanas realizando esses exercícios 1 vez por semana, foram feitas novas goniometrias. Após análise utilizando o teste-t emparelhado, foi encontrado ganho significativo de arco de movimento (ADM) no grupo de MIEs (4 repetições de 18s) e no de MIDs (1 repetição de 30s) e não foi encontrado ganho nos membros inferiores do grupo-controle. Foram entao comparados os ganhos de ADM dos grupos de MIEs e MIDs usando o teste-t simples e não foi evidenciada diferença significativa, o que sugere que as duas doses são igualmente eficazes para a musculatura isquiotibial.

Palavras-chave: Tempo. Repetições. Viscoelasticidade. Alongamento.

 

Comparação de picos de pressão em assento flexível em portadores de lesão medular e indivíduos normais: uma avaliação por interface de pressão

Comparison of peak pressure in flexible cushions in spinal cord injured and normal subjects: an interface pressure evaluation

Ana Raquel da Silva Kochhann; Nívea Canali, Marcos Antônio Pineda Serafim

Acta Fisiátr.2004;11(3):95-100

As úlceras por pressão (UP) são complicações freqüentes em pacientes com lesão medular (LM). Estratégias de prevenção objetivam reduzir a magnitude ou duração da pressão, fricção e cisalhamento entre a pele e superfície de suporte. Para medir a eficácia destas superfícies utilizam-se medidas de interface de pressão. O objetivo deste estudo é determinar os índices de interface de pressão em assento flexível em pacientes lesados medulares. Um estudo transversal com 103 indivíduos com LM e 101 pessãos sadias foi realizado com o mapeamento dos picos de pressão por meio de um sistema de interface sensível em cadeira de rodas padrao, com almofada flexível. Dados antropométricos foram obtidos pelo exame físico para o cálculo do índice de massa corpórea (IMC). Os resultados confirmam os elevados índices de interface de pressão na amostra de pacientes com LM. Com o aumento do IMC em indivíduos não lesados medulares há uma diminuição dos picos de pressão, ou seja, melhor distribuição da força. Na amostra de pacientes com LM, observou-se que apesar do aumento do IMC, a maioria dos indivíduos mantém elevados índices de pressão na posição sentada. Não é possível contestar os estudos que relacionam picos de pressão, lesão medular e peso, pois na amostra estudada, indivíduos obesos ou com sobrepeso apresentam pequena representação.

Palavras-chave: Lesão medular/complicações; úlcera por pressão/prevenção e controle.

 

Comparação de uma forma modificada de DuoDERM (DuoDERM Extra Fino) e um curativo convencional no tratamento de lacerações, abrasoes e pequenas lesoes cirúrgicas no departamento de acidentes e emergência

A. Heffernan; A.J. Martin

Acta Fisiátr.1996;3(2):9-12

Um estudo clínico de 96 pacientes comparou um novo curativo hidrocolóide (DuoDERM Extra Fino) com um curativo não aderente (curativo absorvente de película perfurada) no tratamento de lacerações, abrasões e pequenas incisões cirúrgicas no Pronto-Socorro (PS) do Hospital Faculdade da Universidade de Galway.
Enquanto que o tempo de cicatrização era semelhante para ambos os grupos, os pacientes que usaram DuoDERM Extra Fino experimentaram menos dor (P < 0,001), necessitaram menos analgesia (P = 0,0154) e puderam desempenhar suas atividades diárias normais incluindo o banho ou chuveiro sem afetar o curativo ou a ferida.
A satisfação do paciente com o novo curativo pareceu ser bastante alta, especialmente naqueles pacientes que possuíam um estilo de vida ativo.

Palavras-chave: Banhar-se. Hidrocolóide. Incisões. Lacerações. Banho de chuveiro.

 

Comparação do ganho de flexibilidade isquiotibial com diferentes técnicas de alongamento passivo

Comparison of hamstring flexibility gain with different techniques of static stretching

Cristiane Bonvicine; Claus Gonçalves; Fernando Batigália

Acta Fisiátr.2005;12(2):43-47

Embora vários estudos tenham investigado os efeitos dos exercícios na amplitude de movimento e rigidez articular, a duração ideal do alongamento ainda não foi determinada. Este estudo objetivou comparar os efeitos de duas diferentes técnicas de alongamento muscular isquiotibial repetitivo passivo quanto ao ganho de amplitude de movimento, durante quatro semanas. Foram estudadas 30 mulheres, voluntárias, de mesma faixa etária, divididas em dois grupos de quinze. Foi realizada a goniometria da flexão de quadril de ambos os membros inferiores das 30 voluntárias. O grupo estudado recebeu uma sessão de alongamento sustentado por 60 segundos no membro inferior direito e 2 sessões de alongamento de 20 segundos, com intervalo de 10 segundos, no membro inferior esquerdo. As outras 15 participantes constituíram o grupo controle e não receberam nenhuma intervenção. A comparação do ganho de alongamento entre os grupos foi realizada pelo teste t de Student (amostras de distribuição normal), teste t para amostras variáveis (amostras de distribuição não normal), e teste t pareado (para a comparação entre as duas sessões de alongamento). O ganho de alongamento no membro inferior direito no grupo tratado foi significativo (p<0.001), assim como o ganho de alongamento no membro inferior esquerdo (p<0.001). A variação da amplitude de movimento no grupo controle não foi significante (p=0,80). O ganho de amplitude de movimento foi maior no membro inferior direito (p=0,001). O ganho de amplitude de movimento para a musculatura isquiotibial mostrou ser maior em sessões de alongamento passivo de uma série de 60 segundos cada.

Palavras-chave: fisioterapia, amplitude de movimento, alongamento, terapia por exercício.

 

Comparação dos efeitos de exercícios resistidos versus cinesioterapia na osteoartrite de joelho

Comparison of the effects of resistance exercise versus kinesiotherapy in knee osteoarthritis

Natália Cristina de Oliveira; Sandoval Vatri; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(1):7-11

O aumento da expectativa de vida de diversas populações coloca a osteoartrite (OA) como uma importante questao de saúde pública, por se tratar de uma doença crônica muito prevalente e que lidera as causas de dor e incapacidade entre adultos e idosos. Objetivo: Comparar a dor, mobilidade, capacidade funcional e força de indivíduos com OA de joelhos submetidos a dois tipos de intervenção: exercício resistido (GER) e cinesioterapia (GCI). Métodos: Tratou-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado e simples-cego do qual participaram 30 pacientes com OA de joelhos, adultos de ambos os sexos. Os voluntários foram avaliados quanto à dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força, por um avaliador cego, antes e após as intervenções. Por meio de sorteio simples, os participantes foram aleatoriamente direcionados a um dos 2 grupos de intervenção, e submetidos a 15 sessões de tratamento, com duração de 30 minutos cada, 2 vezes por semana. Resultados: Ambas as intervenções promoveram melhorias significantes em todas as variáveis avaliadas, e não houve relato de nenhum efeito adverso ao longo da pesquisa. Conclusão: Tanto o exercício resistido como a cinesioterapia são eficazes para melhorar a dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força de pacientes com OA de joelhos.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Exercício, Reabilitação

 

Comparação entre alterações eletrofisiológicas e ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain Barré internados no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

Comparison between electrhyphysiological changes and functional gains of patients with Guillain Barré syndrome in the Rehabilitation and Readaptation Center Dr. Henrique Santillo (CRER)

Cícero Soares de Melo Neto; Juliana de Lima Jácomo; Rickella Aparecida Alves Moreira; Joao Henrique Vieira Pedroso; Joenice de Almeida Ferreira; Rodrigo Parente Medeiros

Acta Fisiátr.2017;24(2):77-81

Polirradiculopatia inflamatória, aguda, de caráter progressivo, a Síndrome de Guillain Barré normalmente acontece pós exposição a um agente infeccioso, ou a um estímulo, desencadeando o comprometimento dos motoneurônios periféricos. Objetivo: Comparar alterações eletrofisiológicas com ganhos funcionais na SGB, observando a relação entre prognóstico e alteração no exame eletroneuromiográfico e verificando a condição dos pacientes após um ano do início do quadro clínico. Métodos: Revisão de prontuários dos pacientes atendidos no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo - CRER, no período de 2008 a 2014. Resultados: Inicialmente localizados quarenta e oito casos, destes apenas dezenove, inicialmente, foram selecionados por terem estado internados no CRER no período selecionado para o estudo, houve exclusão de um paciente por não constar em prontuário o resultado da eletroneuromiografia, permanecendo na pesquisa, entao, dezoito pacientes. Conclusão: A reabilitação tem um papel fundamental no resultado final e cuidados ao longo prazo em pacientes que tiveram SGB, sendo um trabalho diferenciado a internação em centro de reabilitação melhorando a capacidade de diminuir os danos causados pela doença, independente dos déficits funcionais adquiridos. Os dados apontaram que os ganhos funcionais ao longo de um ano após início da doença, não têm relação direta com o que é encontrado no exame eletroneuromiográfico.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Eletromiografia, Reabilitação, Centros de Reabilitação

 

Competência em medicina física e reabilitação

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1994;1(1):3-6


 

Composição corporal de esportistas com lesão medular e com poliomielite

Body composition of active persons with spinal cord injury and with poliomyelitis

Sandra Maria Lima Ribeiro; Joseph Kehayias; Regina Célia da Silva; Julio Tirapegui

Acta Fisiátr.2011;18(4):206-210

O presente estudo teve por objetivos avaliar a composição corporal de esportistas com lesão medular traumática e poliomielite.
MÉTODO: Dois grupos de homens e mulheres, esportistas, com idades e índice de massa corporal (IMC) similares, foram distribuídos em dois grupos, de acordo com a origem da deficiência: LM-lesão medular traumática baixa (T5-T12) e P - sequelas de poliomielite em apenas um dos membros inferiores. Composição corporal analisada por DEXA (gordura e massa magra corporais); bioimpedância elétrica por análise vetorial-BIVA (resistência, reactância e ângulo de fase). Os participantes do mesmo gênero foram comparados de acordo com a origem da deficiência; os grupos foram comparados à população de referência, quando esses dados eram disponíveis.
RESULTADOS: Os vetores gerados na análise por bioimpedância foram avaliados pelo teste Hotelling's T2 e suas distâncias comparadas (Mahalanobis distance, D) entre si e com uma população de referência. Na análise por DEXA, os homens com LM apresentam maior quantidade absoluta de massa magra e, consequentemente, o maior índice de massa magra do que os P. Ambos apontaram valores inferiores à população de referência. Na análise por bioimpedância, os homens do grupo P apresentaram maior resistência que os LM e, como consequência, os menores ângulos de fase. O grupo LM foi o que mais se aproximou da população de referência.
CONCLUSÃO: Considerando a composição corporal como indicador indireto do estado nutricional, o presente estudo aponta que, embora ambas as origens de deficiência apresentem valores de massa magra inferiores e valores de resistência superiores aos estudos de referência, as pessãos com poliomielite podem estar em risco nutricional aumentado em relação às pessãos com lesão medular. Esse risco parece ser maior nos homens do que nas mulheres. Dados adicionais de avaliação nutricional, como o uso de marcadores bioquímicos e dietéticos, e com um maior número de avaliados, certamente poderao explorar e elucidar melhor esses achados.

Palavras-chave: atividade motora, avaliação nutricional, composição corporal, paraplegia, poliomielite

 

Comunicado Oficial

Antonio Celso Nunes Nassif

Acta Fisiátr.1997;4(1):50-50


 

Conceito Halliwick inclusão e participação através das atividades aquáticas funcionais

The Halliwick Concept, inclusion and participation through aquatic functional activities

Mauricio Koprowski Garcia; Edenilson Cordeiro Joares; Marcelo Alves Silva; Renato Rocha Bissolotti; Suzana Oliveira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(3):142-150

Este trabalho apresenta os resultados qualitativos e quantitativos de um grupo 674 usuários que por 12 meses participaram do Projeto Halliwick - atividades aquáticas funcionais - do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas FMUSP e suas amplas repercussões na vida da pessão com deficiência. O conceito Halliwick foi desenvolvido em 1949 por James McMillan na Inglaterra e está fundamentado em princípios da hidrostática, hidrodinâmica e na mecânica dos corpos na água.
OBJETIVO: O Programa dos 10 Pontos do conceito Halliwick é a aplicação prática e fornece estrutura aos processos de ensinar e aprender com segurança, lógica e progressivamente.
MÉTODO: O trabalho se desenvolve em grupos que motivam e favorecem a interação social, ao mesmo tempo que otimizam o aprendizado. O Halliwick introduz a água como um novo fator ambiental para se trabalhar estratégias do movimento e controle motor de forma diferente. Os atributos da piscina, especificamente as propriedades físicas de água, promovem o bem estar de estruturas físicas e função corporal, independência funcional, novos padroes de movimentos, entendimento de diferentes conceitos sobre motricidade, processamento sensorial, aprendizado cognitivo, organização de padroes de movimentos e controle de atividades diversas. A fisiologia da imersão responde pela ativação de orgaos e sistemas do corpo melhorando seus desempenhos.
RESULTADOS: Com apoio da Associação Halliwick Internacional e Associação Brasil Halliwick o projeto, pioneiro no país, possibilitou atendimento a milhares de usuários garantindo acesso igualitário, pois foca a inclusão e participação da pessão com e sem deficiência.
CONCLUSÃO: A característica holística do Halliwick influenciou sobre maneira o tradicional ensino de natação e trouxe uma série de refinamentos às técnicas de hidroterapia, demonstrando que programas terapêuticos e recreativos combinados oferecem uma reabilitação contínua para todas as pessãos. Ainda permite o alcance do máximo potencial, trazendo benefícios físicos, psicológicos e social.

Palavras-chave: hidroterapia, imersão, pessoas com deficiência, reabilitação, terapia por exercício

 

Confiabilidade das mensurações de testes isocinéticos para articulação do tornozelo

Reliability of isokinetic test measurements of the ankle joint

Natália Mariana Silva Luna; Angélica Castilho Alonso; Daniele Eliezer; Marilia Simões Lopes Quintana; Gabriela Borin; Fernanda Botta Tarallo; Alexandra Carolina Canônica; Júlia Maria D'Andréa Greve

Acta Fisiátr.2018;25(2):94-101

O teste isocinético do tornozelo tem uma grande relevância, já que é possível estabelecer protocolos com velocidades e modos de contração semelhantes aos das atividades funcionais e esportivas. Desta forma, são necessários estudos que mostram a confiabilidade desta ferramenta para auxiliarem na prevenção de lesões do tornozelo. Objetivo: Elaborar uma revisão de literatura sobre estudos que abordaram a confiabilidade de testes isocinéticos da articulação do tornozelo. Métodos: A busca na literatura foi realizada nas bases de dados Pubmed, Lilacs, Pedro, Scielo, Scopus e Cochrane com os descritores científicos ankle e isokinetic e reliability. Foram identificados 34 artigos, 4 foram excluídos por não estudarem humanos e 27 foram incluídos (10 referentes à confiabilidade de testes isocinéticos para inversores e eversores do tornozelo e 17 referentes à confiabilidade de testes para flexores-plantares e dorsiflexores). Resultados: A confiabilidade da avaliação isocinética dos flexores-plantares e dorsiflexores tem sido descrita para diferentes dinamômetros, posições, modos e populações. Os valores de coeficientes de correlação intraclasse variam de 0,55-0,98; e a de eversores e inversores, variam de 0,54-0,99, classificados na faixa de satisfatório a excelente. Conclusão: Os protocolos isocinéticos da articulação do tornozelo devem ser elaborados de acordo com a musculatura recrutada e com a população (com presença ou não de patologia).

Palavras-chave: Tornozelo, Força Muscular, Reprodutibilidade dos Testes

 

Confiabilidade de dois métodos de avaliação da amplitude de movimento ativa de dorsiflexao do tornozelo em indivíduos saudáveis

Reliability of two evaluation methods of active range of motion in the ankle of healthy individuals

Claudia Venturini; Alex André; Bruna Prates Aguilar; Bruno Giacomelli

Acta Fisiátr.2006;13(1):39-43

A medida da amplitude do movimento é um importante parâmetro utilizado na avaliação e no acompanhamento fisioterápico. Portanto, a confiabilidade destas medidas e dos instrumentos utilizados para esta finalidade deve ser avaliada.
OBJETIVO: Avaliar e comparar a confiabilidade intra-examinador e interexaminador da medida de amplitude do movimento (ADM) de dorsiflexão ativa do tornozelo utilizando um goniômetro universal e um inclinômetro digital.
MÉTODOS: Dois estudantes avaliaram a amplitude de dorsiflexão de 28 voluntários com idade entre 18 e 30 anos utilizando um inclinômetro digital e um goniômetro universal.
RESULTADOS: Os resultados demonstram média e desvio padrao da amplitude do movimento de 18,1±3,1 e 18,6±3,8 graus para as medidas obtidas pelo goniômetro e inclinômetro, respectivamente. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI) encontrado para a condição na mesma sessão para as medidas obtidas com o inclinômetro foi de 0.91 e 0.83, para os examinadores A e B, respectivamente. Já o CCI obtido pelo goniômetro foi de 0.91 e 0.97 para os examinadores A e B, respectivamente. Os resultados da confiabilidade entre as sessões de teste demonstraram confiabilidade moderada para as medidas de goniometria e alta confiabilidade para a inclinometria. Já a confiabilidade interexaminador foi moderada para as medidas obtidas pelo goniômetro e alta para as medidas obtidas pelo inclinômetro.
CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo demonstraram uma maior confiabilidade para as medidas de amplitude de movimento obtidas pelo inclinômetro digital quando comparado com o goniômetro universal, principalmente quando a confiabilidade interexaminador foi avaliada.

Palavras-chave: goniometria, amplitude de movimento, tornozelo, confiabilidade, fisiologia articular.

 

Confiabilidade de um teste funcional de desempenho do membro superior: Teste Elui

Reliability of the ELUI Upper Extremity Functionality Test

Valéria Meirelles Carril Elui; Daniela Nakandakari Goia; Flávia Pessoni Faleiros Macêdo Ricci; Marisa de Cássia Registro Fonseca

Acta Fisiátr.2014;21(3):101-106

A destreza manual é uma habilidade fundamental para o desempenho das atividades cotidianas. Medidas da força muscular, amplitude de movimento e sensibilidade isoladamente podem não refletir o status funcional na avaliação físico-funcional. É importante também o uso de questionários autoaplicáveis e testes funcionais específicos que avaliem o desempenho levando em consideração o membro superior e que possam testar aspectos como a destreza, coordenação e qualidade da preensão, podendo variar em termos de padronização e propriedades psicométricas. A partir desta necessidade foi desenvolvido o Teste Funcional de Membro Superior Elui que visou oferecer um instrumento nacional de mensuração e de referência a ser utilizado na prática clínica, porém suas propriedades psicométricas ainda não são definidas. Objetivo: Analisar a confiabilidade interexaminador e teste re-teste do Teste Funcional de Membro Superior Elui. Método: 50 voluntários saudáveis, de ambos os sexos, com idade média de 32,62 anos que não apresentassem disfunção ou sintomatologia nos membros superiores foram submetidos ao teste por dois examinadores e após 30 dias por um examinador. A aplicação deste teste requer materiais simples presentes no cotidiano, divididos em 10 subitens: Simular Escrita, Virar Chave, Pegar pequenos objetos, Simular alimentação, Despejar água, Abrir Potes, Cortar com a Faca, Simular Vestuário, Pegar objetos Grandes e leves e Pegar objetos grandes e pesados. Cada voluntário avaliado deveria realizar cada item do teste com ambas as mãos ou com a mão dominante, dependendo do subitem analisado, sendo adaptada a lateralidade quando necessário. Resultados: A análise estatística foi realizada visando comparar as diferenças das medidas de cada sub-item do teste em segundos e a análise da confiabilidade interexaminadores e teste reteste pelo Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) com intervalo de confiança de 95% e p < 0,05. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa local e todos os voluntários assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Os resultados mostraram que com exceção da tarefa pegar pequenos objetos que teve ICC considerado não aceitável (0,65), todos os outros 9 itens apresentaram excelente confiabilidade interexaminadores entre 0,95-0,99 e Alpha de Cronbach entre 0,97-0,99. Para o teste reteste as tarefas com excelente confiabilidade foram despejar água ICC 0,98 e simular escrita ICC 0,91, boa confiabilidade para as tarefas pegar objetos grandes e pesados ICC 0,85, cortar com faca ICC 0,85 e simular alimentação ICC 0,80; confiabilidade aceitável dos itens virar chave ICC 0,74 e simular vestuário ICC 0,76; com Alpha de Cronbach de todas as tarefas entre 0,79 e 0,99. Conclusão: O Teste Elui apresentou excelente repetitividade tanto entre examinadores como em medidas repetidas ao longo do tempo pelo mesmo examinador na maioria dos subitens, sendo considerado confiável para a amostra estudada, sendo utilizada a terceira medida.

Palavras-chave: Maos, Destreza Motora, Habilidades para Realização de Testes

 

Confiabilidade do limiar de lactato identificada pelo método visual

Reliability of identifying lactate threshold by use of visual method

Sueli Ferreira da Fonseca; Mateus Ramos Amorim; Arthur Nascimento Arrieiro; Marco Fabrício Dias Peixoto; Fernando Joaquim Gripp Lopes; Núbia Carelli Pereira Avelar; Ana Cristina Rodrigues Lacerda

Acta Fisiátr.2011;18(1):16-20

O limiar de lactato (LL) é utilizado como um marcador da acidose metabólica e representa o momento durante o exercício em que o lactato sanguíneo começa aumentar de forma exponencial. Este LL tem sido utilizado como medidor de condicionamento físico, indicador sensível do estado do treinamento aeróbico em sujeitos saudáveis e doentes, além disso, auxilia na identificação do estímulo de treinamento ideal e na prescrição da intensidade de treinamento. O objetivo do presente estudo foi avaliar a confiabilidade intra e interexaminadores das medidas do LL obtidas através do método de detecção visual. Para isso, 31 voluntárias do sexo feminino (67,50 ± 4,41 anos; 1,52 ± 0,07 m; 64,55 ± 11,46 kg), aparentemente saudáveis e no período pós-menopausa, participaram do estudo. O LL foi determinado a partir de um teste realizado na esteira ergométrica até a fadiga, que consistiu de estágios com carga progressiva (variação da velocidade e/ou inclinação). Amostras de sangue foram coletadas por meio de uma punção na polpa digital do dedo médio a cada 3 minutos durante o teste. Em seguida, foram construídos os gráficos do método de detecção visual (software Prisma5) a partir da concentração de lactato sanguíneo coletado a cada estágio do exercício (intervalo de 3 minutos) em função da taxa de trabalho correspondente ao consumo de oxigênio (VO2) estimado durante o teste na esteira. A análise estatística foi realizada através do Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). A confiabilidade intraexaminador foi excelente (0,950 - 0,952) e a confiabilidade interexaminadores foi boa (0,789 - 0,770). Dessa forma, sugere-se que o método de detecção visual é uma forma segura e confiável para detectar o LL na prática clínica e em pesquisas.

Palavras-chave: Acido Láctico, Limiar Anaeróbio, Exercício, Mulheres

 

Confiabilidade do teste palpatório e da unidade de biofeedback pressórico na ativação do músculo transverso abdominal em indivíduos normais

Reliability analysis of palpation test and biofeedback pressoric unit on the activation of transversus abdominis muscle in normal individuals

Leonardo Oliveira Pena Costa; Lucíola da Cunha Menezes Costa; Ricardo Lopes Cançado; Warley de Melo Oliveira; Paulo Henrique Ferreira

Acta Fisiátr.2004;11(3):101-105

O objetivo deste artigo foi investigar a confiabilidade intra-examinador do teste palpatório e da Unidade de Biofeedback Pressórico (UBP), StabilizerO, na ativação do músculo Transverso Abdominal (TrA) em indivíduos assintomáticos. Foi realizado um estudo no desenho teste-reteste com um intervalo de sete dias entre as coletas em vinte e nove voluntários utilizando os dois testes. Os resultados indicaram uma confiabilidade substancial do teste palpatório (ICC= 0,70) e moderada do teste UBP (ICC= 0,50), houve uma correlação positiva e significativa entre os dois testes (0,990 p<0,01). Conclui-se que o teste palpatório e a UBP são ferramentas confiáveis para avaliar a ativação do TrA e que esta metodologia de análise pode ser empregada em tratamentos e estudos clínicos.

Palavras-chave: Biofeedback pressórico, transverso abdominal, confiabilidade

 

Considerações sobre instituições de reabilitação para crianças e adolescentes com deficiência no município do Rio de Janeiro

Considerations about rehabilitation institutions for children and adolescents with disabilities in the city of Rio de Janeiro

Livia Rangel Lopes Borgneth; Alice Yuriko Shinohara Hassano; Luciane Gaspar Guedes; Márcia Gonçalves Ribeiro

Acta Fisiátr.2018;25(2):54-59

Discussão a partir de dados extraídos da pesquisa "Estudo da oferta e análise de programas de reabilitação para a população infanto-juvenil com deficiência no Município do Rio de Janeiro". Objetivo: Ampliar o conhecimento sobre as instituições que oferecem reabilitação para a população de crianças e adolescentes com deficiência. Método: Estudo descritivo tipo inquérito, por questionário, especificamente preparado para este fim. Resultados: A amostra composta por 7 (12,6%) instituições de ensino, 16 (29,6%) instituições pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) e 31 (57,41%) representam: 11 organizações não governamentais, 15 filantrópicas e 5 privadas conveniadas com o SUS e/ou Sistema único de Assistência Social (SUAS), mostrando que a maior parte dos atendimentos não ocorre na rede pública. Este dado sugere rotatividade de profissionais por falta de estabilidade e consequente descontinuidade de tratamento. Maioria das organizações, fora a rede pública, tem convênio com o SUAS, cuja missão é regular e organizar serviços, programas e benefícios socioassistenciais, o que pode levar ao não aproveitamento de avanços técnicos na área da saúde. Avaliações médicas especializadas e recursos como óculos, cadeira de rodas, andadores, mostraram não ser de fácil obtenção. Considerações sobre dificuldade para reabilitação são levantadas. Conclusão: O fato de que esta população quando reabilitada tem ampliada sua condição para participação ativa na sociedade, com consequente redução de custo e aumento do capital social é uma realidade. Ampliar conhecimentos sobre a gestão em reabilitação está se tornando cada vez mais premente, visto que avanços científicos e tecnológicos aliados a constantes conquistas sociais viabilizam, cada vez mais, inserção de pessoas que antes estariam restritas a uma vida de exclusão social.

Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Serviços de Reabilitação, Pessoas com Deficiência, Criança

 

Considerações sobre o processo de Reabilitação

Considerations about the process of Rehabilitation

Livia Borgneth

Acta Fisiátr.2004;11(2):55-59

Este artigo propoe uma reflexão sobre o conceito do processo de reabilitação que tem por meta final a inclusão social da pessão portadora de deficiência e a característica de dependência deste tipo de ação ao trabalho em equipe. Defende para reabilitação a atuação em equipe multiprofissional com metodologia interdisciplinar, considerando as vantagens inerentes deste tipo de organização de trabalho para incluir a pessão portadora de deficiência na sociedade. Entende que toda equipe necessita de coordenação e ressalta a importância do papel do coordenador de equipe e a necessidade de capacitar médicos com a formação adequada para esta função. Discute as funções da equipe de reabilitação, incluindo a realização do diagnóstico funcional e a facilitação da adaptação do paciente e sua família à nova realidade, com a compreensão de suas limitações e potencialidades.

Palavras-chave: Reabilitação, equipe interdisciplinar de saúde, incapacidade

 

Contribuições da dançaterapia no aspecto emocional de pessoas com deficiência física durante programa de reabilitação

Contributions of dance therapy to the emotional aspect of people with physical disabilities in a rehabilitation program

Rute Heckert Viriato; Nadir Lopes Hmeliowski; Daniella Branco Nolasco; Fabiana Pavani Sancinetti

Acta Fisiátr.2014;21(2):66-70

A dançaterapia estimula a descoberta de movimentos, a percepção das emoções e o reconhecimento de possibilidades que favorecem a inclusão social.
OBJETIVO: Analisar a contribuição da dançaterapia no aspecto emocional dos pacientes em reabilitação, a partir da percepção deles mesmos.
MÉTODO: Participaram deste estudo 23 pacientes, em 4 grupos, que tiveram a duração de 4 meses cada um. Utilizamos um questionário, aplicado ao inicio e final do programa, e solicitamos que desenhassem um desenho de si mesmos nesses dois momentos.
RESULTADOS: 69,56% referem boa autoestima antes, e ao final, 95,65%. Observamos melhora na sociabilidade, pois antes 69,56% se consideravam tímidos, e depois, 43,47%. Identificamos maior criatividade, 86,95% dos pacientes (inicialmente 65,21%); e menor sensação de tristeza, apenas 4,43% (antes 52,17%). Quanto à dificuldade para se comunicar, houve uma redução significativa: inicialmente 13,04% referiam sempre ter, 4,34% depois do programa. Os desenhos na 2ª avaliação estao mais detalhados, proporcionais, e ocupam espaço mais central na folha; percebemos maior consciência corporal, melhor autoestima e percepção de características pessãois.
CONCLUSÃO: A dançaterapia favoreceu uma mudança significativa no aspecto emocional dos participantes deste trabalho, permitindo melhora na percepção de suas possibilidades, melhora na autoestima, e maior socialização; favoreceu o contato com próprio corpo, colaborando para uma nova percepção de si mesmos.

Palavras-chave: Terapia através da Dança, Emoções, Pessoas com Deficiência, Reabilitação

 

Contribuições da terapia da mão na paralisia cerebral: uma revisão sistemática

Hand therapy contributions in cerebral palsy: a systematic review

Alyne Kalyane Câmara de Oliveira; Mariana Seabra da Silva; Alaine Aparecida Benetti De Grande; Iracema Serrat Vergotti Ferrigno

Acta Fisiátr.2011;18(3):151-156

Este trabalho teve como objetivo identificar contribuições da área da terapia da mão para pessãos com paralisia cerebral, disponível na literatura bibliográfica nacional e internacional on-line, analisando a produção existente e verificando a existência de trabalhos estruturados. Configurou-se como sendo um estudo descritivo, retrospectivo, através critérios de revisão sistemática da literatura para coleta, seleção e análise dos dados. A busca foi realizada no período de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BIREME, SCOPUS e CINAHL, publicados em português e inglês, no período de 2003 a 2010. Onze artigos foram incluídos na revisão e utilizou-se um formulário elaborado pelas pesquisadoras para avaliá-los conforme a caracterização e qualidade das informações contidas. Os resultados evidenciaram que os assuntos com maior enfoque na amostra foram sobre intervenção ortótica, estimulação elétrica neuromuscular, toxina botulínica e função manual. Apesar de contribuírem com o conhecimento sobre intervenções na paralisia cerebral, os estudos não citam claramente os achados como contribuições da especialidade terapia da mão sobre o tema, e limitações metodológicas foram encontradas, inferindo-se a necessidade de maior rigor metodológico e qualidade das informações nos trabalhos científicos.

Palavras-chave: Traumatismos da Mao/reabilitação, Paralisia Cerebral, Terapia Ocupacional, Literatura de Revisão como Assunto

 

Controle postural e o medo de cair em idosos fragilizados e o papel de um programa de prevenção de quedas

Postural control and the fear of falling in frail elderly and the role of a falls prevention program

Haviley de Oliveira Martins; Karoline Mayara de Aquiles Bernardo; Maristela Santini Martins; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(3):113-119

Objetivo: Verificar e analisar os efeitos produzidos por um programa de exercícios físicos multissensoriais associados a orientações sobre prevenção de quedas, sobre o controle postural e medo de cair em idosos frágeis, atendidos em um serviço de reabilitação. Métodos: Uma amostra de 105 indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos de ambos os sexos foi recrutada no momento da triagem na Policlínica para atendimento de suas comorbidades do sistema osteoarticular. Os voluntários foram submetidos às avaliações: Timed Up and Go (TUG); Teste de apoio Unipodal; Berg Balance Test; e a Escala Internacional de Eficácia de Quedas (FES-I). Foram convidados a participar de um programa terapêutico os que apresentavam fragilidade e risco de queda. O programa de prevenção de quedas consistiu em duas sessões de orientação sobre prevenção e riscos de quedas e 10 sessões de exercícios multissensoriais. Os dados foram analisados com ajuda do pacote estatístico Graphy Pad In Stat usando os testes t de Student ou Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: Dos 28 idosos que aderiram o grupo, 24 participaram de todas as sessões. Reavaliados após a conclusão do programa, os idosos apresentaram melhoras significantes nos testes: TUG, Apoio Unipodal, Escala de Berg, FES-I. Conclusão: Pode-se concluir que o programa de intervenção para prevenção de quedas proporcionou melhoras sobre o controle postural bem como diminuição no medo de cair destes idosos.

Palavras-chave: Idoso Fragilizado, Exercício, Equilíbrio Postural, Acidentes por Quedas/prevenção & controle

 

Controle postural no envelhecimento: um estudo comparativo entre Brasil e Espanha

Postural control in aging: a comparative study among Brazil and Spain

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Maria Angels Abril Carreres; Linamara Rizzo Battistella; Roser Garreta Figuera

Acta Fisiátr.2009;16(4):203-205

O envelhecimento traz consigo alterações nos sistemas sensoriais e músculo-esquelético, que juntos alteram o controle postural dos idosos. O objetivo deste estudo foi o de verificar e comparar o controle postural de idosos da cidade de São Paulo - Brasil, com idosos que vivem em Terrassa (Barcelona)- Espanha. Participaram da pesquisa, 36 idosos brasileiros (69,61±5,3 anos) e 33 idosos espanhóis (69,72±4,6 anos) considerados saudáveis, recrutados a partir de dois serviços de reabilitação. Os voluntários realizaram avaliações pertinentes ao controle postural por meio do teste Timed up and go e bateria de testes de Guralnik. Os dados foram analisados por meio do teste t e os resultados mostram que os grupos são semelhantes quanto a idade e a composição corporal, porém o grupo do Brasil apresentou melhores resultados nas duas avaliações realizadas quando comparado com o grupo da Espanha. Concluise que os indivíduos brasileiros deste estudo apresentaram melhor desempenho na realização dos testes sobre controle postural.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Envelhecimento da População, Grupos Étnicos

 

Correlação do déficit de equilíbrio, comprometimento motor e independência funcional em indivíduos hemiparéticos crônicos

Correlation of balance deficit, motor impairment and functional independence in patients with chronic hemiparesis

Eliza Regina Ferreira Braga Machado de Azevedo; Lydianna Silveira de Macedo; Marcelo Fabiano Novaes Paraízo; Telma Dagmar Oberg; Núbia Maria Freire Vieira Lima; Enio Walker Azevedo Cacho

Acta Fisiátr.2008;15(4):225-228

OBJETIVO: Verificar as correlações entre o déficit de equilíbrio e o comprometimento motor nas atividades funcionais de pacientes hemiparéticos crônicos após AVE.
METODOLOGIA: 24 pacientes hemiparéticos crônicos após AVE foram selecionados e avaliados através da Medida de Independência Funcional (MIF), da Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), do Indice do Andar Dinâmico (IAD) e do Protocolo de Desempenho Físico da Fugl-Meyer (FM).
RESULTADOS: EEB apresentou moderada correlação com a MIF (r= 0.6457, p= 0.0007), subescala de equilíbrio (r= 0.5070, p= 0.0114) e extremidade inferior da FM (r= 0.5728, p=0.0034) e IAD (r= 0.6453, p= 0.0007). A MIF também apresentou moderada correlação com IAD (r=0.5449, p= 0.0059) e subescala equilíbrio da FM (r= 0.6107, p= 0.0015). Entretanto, foi observada fraca correlação entre a MIF e a subescala de extremidade inferior da FM (r= 0.1515, p= 0.4797).
CONCLUSÃO: O déficit de equilíbrio se correlacionou ao nível de independência funcional na hemiparesia crônica. Entretanto, não houve relação entre o comprometimento motor e a independência funcional.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, equilíbrio musculosquelético, transtornos motores, autonomia pessoal

 

Correlação do perfil de deambulação e velocidade da marcha em um grupo de pacientes hemiplégicos atendidos em um centro de reabilitação

Correlation between the ambulation profile and gait velocity in a group of hemiplegic patients treated at a rehabilitation center

Ana Cristina Franzoi; Nelson Shigueru Kagohara

Acta Fisiátr.2007;14(2):78-81

INTRODUÇÃO: a marcha de pacientes com hemiplegia é caracterizada por diminuição da velocidade e assimetria, trazendo limitações às atividades e restrições da participação social deste indivíduo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil funcional da deambulação deste grupo de pacientes, correlacionando-o à velocidade da marcha.
MÉTODOS: Foram avaliados 87 pacientes utilizando a Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), velocidade da marcha em 10 metros sendo identificada a necessidade de auxílio de terceiros e o uso de transporte público.
ANALISE ESTATISTICA: descritiva, comparação entre grupos e testes de correlações (p< 0,05). Resultados: 49 homens, idade média 54 anos, tempo médio de lesão 33 meses. Três pacientes realizavam marcha terapêutica, 10 marcha domiciliar, 29 comunitária restrita, 43 comunitária e 2 marcha normal.
EM RELAÇÃO A ASSISTENCIA A MARCHA: 38 pacientes necessitavam de auxílio de terceiros ou supervisão, 45 utilizavam transporte público, 59 não utilizavam apoio. A velocidade de marcha foi diferente entre os grupos divididos pelos tipos funcionais de marcha, necessidade de auxílio de terceiros e uso de transporte público, se correlacionando com idade, CFMM, assistência de terceiros e uso de transporte público.
CONCLUSÃO: 85% da amostra realizavam marcha comunitária, mas somente 55% o faziam de maneira independente. Houve correlação entre a velocidade e as categorias funcionais de marcha estudadas, sendo estabelecidos limiares de velocidades de marcha para os diferentes grupos.

Palavras-chave: hemiplegia, marcha, atividades cotidianas, centro de reabilitação

 

Correlação entre gravidade clínica e estado funcional com achados eletroneuromiograficos, em pacientes com síndrome do túnel do carpo: uma revisão sistemática

A correlation between clinical severity and functional state with nerve conduction studies findings in patients with carpal tunnel syndrome: a systematic review

Andressa Silvia Faé Nunes; Lucas Martins de Exel Nunes; Luciana Dotta; Tae Mo Chung; Linamara Rizzo Battistella; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2017;24(4):200-206

A síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia compressiva mais frequente na população geral que pode levar a sintomas incapacitantes e significativa limitação funcional. Uma revisão sistemática foi realizada nas bases de dados Pubmed, Medline, Embase, Cochrane, CINAHL, LILACS e SCIELO, sem delimitação de tempo ou idioma. Utilizou-se da estratégia PICO para a pesquisa, palavras-chave extraídas dos Descritores de Ciências da Saúde (Decs) e a qualidade dos estudos foi avaliada através da escala Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ). Identificaram-se 857 estudos dos quais, somente 10 obedeceram aos critérios de inclusão. Apesar dos bons resultados apresentados, verificou-se uma expressiva heterogeneidade existente entre os estudos incluídos, associado à discrepância metodológica, e um limitado tamanho amostral em alguns deles. São necessários estudos com melhor padrao metodológico, bem como avaliações mais homogêneas e precisas, a fim de melhorar o nível de evidência científica.

Palavras-chave: Síndrome do Túnel Carpal, Neuropatia Mediana, Eletromiografia, Eletrodiagnóstico, Condução Nervosa

 

Correlação entre instrumentos para se avaliar independência funcional e nível de atividade física em crianças

Correlation among tools for the assessment of functional independence and physical activity levels in infants

Tatiana Beline de Freitas; Cristina dos Santos Cardoso de Sá; Emerson Fachin Martins

Acta Fisiátr.2010;17(1):8-12

Instrumentos de avaliação para quantificar a independência funcional e o nível de atividade física são particularmente úteis para a tomada de decisões e monitoramento em programas de reabilitação. Existem muitos instrumentos disponíveis para se avaliar independência em crianças. Contudo, tais instrumentos podem ser mais ou menos responsivos às condições de independência. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar a correlação entre parâmetros de independência funcional e nível de atividade física quantificados por diferentes instrumentos de avaliação em crianças de 4 e 5 anos de idade. Para isso 20 crianças com desenvolvimento motor compatível com sua idade foram avaliadas pelos instrumentos: (1) Inventário da Avaliação Pediátrica da Incapacidade (PEDI), (2) Catálogo de Avaliação do Nível de Independência de Crianças de 4 a 8 anos nas Atividades de Vida Diária (Catálogo) e (3) Questionário sobre atividade física regular (PAQ-C). Utilizou-se delineamento de estudo transversal, sendo as medições feitas em um único momento descrevendo as variáveis e seu padrao de distribuição e associação. Nesta faixa etária, somente nas habilidades funcionais para o autocuidado avaliado pelo PEDI foi observada correlação significativa com a idade indicando que os valores de maior independência eram obtidos pelas crianças mais velhas. Em todas as demais categorias do PEDI e nos outros instrumentos utilizados neste estudo, essa correlação entre independência e idade não foi significativa. Apesar de não ter sido encontrada correlações entre independência e idade nas crianças mais independentes avaliadas pelo Catálogo, correlações significativas foram observadas entre os valores obtidos pelo Catálogo e os valores de algumas das categorias quantificadas pelo PEDI. Nenhuma correlação significativa foi observada entre valores do PAQ-C com os demais instrumentos. Conclui-se que algumas categorias quantificadas pelo PEDI não se correlacionam com alterações da independência funcional detectadas por outras categorias da mesma avaliação. Ainda, correlações com o Catálogo foram observadas somente com algumas categorias do PEDI. Finalmente, o PAC-Q não se correlacionou com qualquer um dos outros dois instrumentos, sugerindo a necessidade de uma melhor investigação da responsividade das medidas em estudos psicométricos.

Palavras-chave: Instrumentação, pediatria, fisioterapia, aptidao, avaliação de processos e resultados

 

Correlação entre os testes <em>Pick-Up</em> de Moberg e a estesiometria após reconstrução do nervo mediano

Correlation between Moberg <em>Pick-Up</em> test and sensation threshold test after median nerve reconstruction

Alexandre Marcio Marcolino; Rafael Inacio Barbosa; Daniela Neto Aguiar de Souza; Rafaela de Barros Rebelo; Priscila Martins Delgado; Nilton Mazzer; Valéria Meirelles Carril Elui; Marisa de Cássia Registro Fonseca

Acta Fisiátr.2012;19(4):216-221

A avaliação funcional da sensibilidade é essencial para analisar o estado, recuperação, e efetividade do programa de tratamento em pacientes que sofreram perdas decorrentes de deficiência motora e/ou sensitiva, após lesões nervosas periféricas. Estas lesões geram a interrupção das sensações ocasionando a perda da sensibilidade e uma significante perda funcional da mão.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi correlacionar o teste funcional Pick-Up de Moberg com o teste de limiar sensitivo Estesiômetro SORRIr na reconstrução do nervo mediano.
MÉTODO: Foram analisados 14 homens com idade entre 18 e 40 anos que sofreram ferimento corto-contuso na regiao volar do punho e tratamento cirúrgico há pelo menos um ano de pós-operatório. Foram utilizados para a avaliação da sensibilidade cutânea o Estesiômetro SORRIr e o teste Pick-Up de Moberg modificado, no qual a avaliação foi dividida em duas fases, olhos abertos e fechados, ambas realizadas com a mão dominante e não dominante, e em duas etapas com diferentes avaliadores, sendo repetidas três vezes em cada mão. A sequência dos avaliadores foi sorteada e mantida durante toda a avaliação. Na análise dos dados foi utilizado o coeficiente de Pearson e aplicado o teste não-paramétrico de Mann-Whitney com o nível de significância α = 0,05.
RESULTADOS: A média da idade foi de 27,14 anos (± 6,43), com maior frequência entre 21 a 30 anos sendo que 64% apresentaram lesão na mão dominante. O coeficiente de Pearson (r) entre o Estesiômetro e o Pick-Up foi entre 0,5 e 0,7, com p-valor < 0,05. Os intervalos de confiança e p-valores dos testes de Mann-Whitney não indicaram diferenças estatisticamente significantes.
CONCLUSÃO: Apesar do teste Pick-Up de Moberg não possuir medidas padronizadas, na amostra estudada pode-se concluir que existe correlação entre o teste funcional e o teste de limiar sensitivo. Novos estudos são necessários para a validação e confiabilidade de ambos os métodos.

Palavras-chave: mão, reabilitação, traumatismos dos nervos periféricos

 

Declínio relacionado a idade sobre a taxa de desenvolvimento de força e o efeito do treinamento com pesos em idosas

Age-related decline on rate of force development and the effect of resistance training in older women

Bruna Helena Valeriano Barboza; André Luiz Demantova Gurjao; José Claudio Jambassi Filho; Raquel Gonçalves; Sebastiao Gobbi

Acta Fisiátr.2009;16(1):4-9

O presente estudo teve como objetivos: a) examinar as diferenças relacionadas a idade sobre o comportamento da taxa de desenvolvimento de força (TDF) obtida em diferentes instantes de tempo e TDF pico (TDFP) para os flexores de cotovelo e b) verificar o efeito do treinamento com pesos (TP) sobre essas variáveis em mulheres idosas. Para as análises transversais 40 mulheres foram separadas em grupo idosas (GI; 64,9 ± 5,5 anos; n=20) e grupo jovens (GJ; 20,7 ± 2,3 anos; n=20). Para verificar o efeito do TP o GI foi separado em grupo treinamento (GT; n=8) e grupo controle (GC; n=10). A TDF pico (TDFP) foi determinada como a inclinação mais íngreme da curva para os primeiros 200ms relativos ao início da contração. Os valores de TDF para os intervalos de tempo de 0-50; 0-100; 0-150 e 0-200 ms também foram obtidos. O protocolo de TP foi executado durante oito semanas consecutivas, com três sessões semanais, intensidade entre 10-12 repetições máximas e moderada velocidade de execução. Adultas idosas apresentaram menores TDF (entre -33,2 e -24,3%) e TDFP (-36,3%) quando comparadas as Jovens. Embora o TP tenha levado ao aumento das diferentes TDF entre 7,5 e 18,5%, interação Grupo vs. Tempo significativa foi observada apenas para a TDF entre 0 e 150ms. Em conclusão, o processo de envelhecimento pode comprometer negativamente a capacidade de realizar força muscular rapidamente. Uma rotina de TP caracterizada por moderada velocidade de execução, não leva a incrementos significativos nas diferentes TDF em idosas previamente ativas.

Palavras-chave: força muscular, envelhecimento, levantamento de peso

 

Deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica

The deglutition of patients with amyotrophic lateral sclerosis

Émille Dalbem Paim; Munique Jarces; Patricia Zart; Daniel Lima Varela

Acta Fisiátr.2016;23(3):120-124

Objetivo: Analisar as características da deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica, através da videofluoroscopia da deglutição. Métodos: Foram selecionados 20 pacientes, com idades entre 43 a 75 anos, sem outra doença de base, que não utilizassem traqueostomia e vias alternativas para alimentação. Foi aplicada anamnese e realizado o exame de videofluoroscopia da deglutição, sendo ofertados alimentos nas consistências líquida, pastosa e sólida. Foram três ofertas de 5 ml para cada consistência e 5g de pao. Os exames foram filmados para análise. Resultados: Para consistência líquida, a alteração mais significativa foi a presença de resíduos na valécula em 11 sujeitos. Para a consistência pastosa, as principais características foram elevação laríngea reduzida em 12 e resíduo em transição faringoesofágica em 12. Já na consistência sólida, 10 apresentaram movimentos de língua reduzidos e em 10 houve resíduo em cavidade oral. Dos 20 sujeitos, 11 apresentaram disfagia discreta. Conclusão: Todos os sujeitos apresentaram disfagia, sendo de grau discreto, para a maioria. A fase faríngea foi a mais comprometida para as consistências pastosa e líquida, com resíduos em valécula e transição faringoesofágica, seguida da fase oral, com o tempo de trânsito oral aumentado e movimentos de língua reduzidos para a consistência sólida.

Palavras-chave: Transtornos de Deglutição, Esclerose Amiotrófica Lateral, Fonoaudiologia, Reabilitação

 

Densidade mineral óssea após lesão medular

Bone mineral status after spinal cord injury

Christina May Moran de Brito; Linamara Rizzo Battistella; Hatsue Sakamoto; Elizabete Tsubomi Saito

Acta Fisiátr.2002;9(3):127-133

A osteoporose é uma das reconhecidas complicações da lesão medular, mas na prática clínica muitas vezes tem sido deixada para segundo plano quando comparada às outras complicações decorrentes da lesão. Grande parte da perda óssea ocorre nos primeiros quatro a seis meses após a lesão e se estabiliza doze a dezesseis meses após. Ocorre em todos os segmentos, mas é mais acentuada nos segmentos paralisados, situando-se em torno de 4% ao mês em áreas ricas em osso trabecular e 2% ao mês em áreas com predomínio de osso cortical no primeiro ano após a lesão. A incidência de fraturas se situa entre 1% a 7% e estas são muitas vezes decorrentes de traumas mínimos. Os mecanismos envolvidos na perda óssea não estao totalmente esclarecidos. Trabalhos com ortostatismo e cinesioterapia não demonstraram benefício significativo no que diz respeito à redução da perda de massa óssea e trabalhos com estimulação elétrica funcional apresentam resultados divergentes, parecendo resultar em algum benefício local. O uso de medicação anti-reabsortiva parece constituir opção promissora, juntamente com a ingesta diária adequada de cálcio, mas estudos são ainda necessários para este fim. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da lesão medular na densidade mineral óssea de 20 pacientes lesados medulares crônicos em acompanhamento ambulatorial na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e possíveis fatores de influência sobre o padrao de perda óssea. Os métodos utilizados incluíram exames clínico e laboratorial e densitometria óssea de corpo inteiro. Foram incluídos nesse estudo 15 homens e 5 mulheres, entre 17 e 50 anos (mulheres até 35 anos), sendo 8 com tetraplegia e 12 com paraplegia, e o tempo de lesão variou de 10 meses a 10 anos. A avaliação densitométrica não evidenciou diferença significativa entre pacientes com e sem espasticidade. Também não houve correlação entre a porcentagem de massa magra e a densidade mineral óssea. A dissociação da densidade mineral óssea entre a coluna lombar e a pelve, com maior perda óssea em nível da pelve, foi um achado comum. A maior perda foi evidenciada em membros inferiores com média de -3,3 desvios-padrao em comparação ao pico de massa óssea do adulto jovem. Conclui-se entao que tanto pacientes tetraplégicos quanto paraplégicos apresentam perda óssea significativa, particularmente em pelve e membros inferiores, sem influência do grau de espasticidade.

Palavras-chave: Lesão medular. Osteoporose. Densidade óssea. Paraplegia. Tetraplegia.

 

Desempenho dos segurados no serviço de reabilitação do Instituto Nacional de Seguridade Social

Performance of insured workers in the rehabilitation service at the National Institute for Social Security

Jerri Estevan Vacaro; Fleming Salvador Pedroso

Acta Fisiátr.2011;18(4):200-205

O objetivo principal deste trabalho é verificar o desempenho dos segurados que participaram do programa de reabilitação profissional junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Porto Alegre/RS.
MÉTODO: Foram estudados todos os segurados participantes do processo de reabilitação profissional ao longo do ano de 2008 no INSS de Porto Alegre/RS. Por meio do Sistema de Administração de Benefício por Incapacidade e do Cadastro Nacional de Informações Sociais, foram coletadas todas as informações referentes aos seus benefícios e ao programa de reabilitação profissional. Os dados foram tabulados no programa SPSS for Windows 17.0, a partir do qual foram feitas todas as análises.
RESULTADOS: Os dados mostraram que 553 (69%) dos segurados eram homens e 249 (31%), mulheres. Quanto à idade, variou entre 18 e 60 anos, com média de 38,9 anos. Inicialmente, 645 (80,4%) estavam empregados e 157 (19,6%), desempregados. Após um ano do término do programa de reabilitação, 29,4% dos segurados estavam trabalhando. Os segurados empregados tiveram um retorno de 40,6% e 76,7% dos desempregados não retornaram ao trabalho. Segurados em benefício por acidente de trabalho retornaram em 58,7 % dos casos e 29,6% dos segurados em auxílio-doença. Os segurados que permaneceram até um ano em benefício tiveram sucesso de 72,4% e com mais de cinco anos, 24,7%.
CONCLUSÃO: Os segurados empregados, em benefício espécie acidente de trabalho, durante tempo menor em benefício e que foram reabilitados dentro da própria empresa, alcançaram índice maior de retorno ao trabalho se comparados ao índice dos desempregados, com longos benefícios e aqueles cuja empresa não ofereceu outra função.

Palavras-chave: reabilitação profissional, seguridade social, trabalhadores

 

Desempenho funcional de jogadores de basquete em cadeira de rodas com traumatismo da medula espinal

Functional performance of wheelchair basketball players with spinal cord injury

Andersom Ricardo Fréz; Andrezza Thimoteo de Souza; Cíntia Raquel Bim Quartiero

Acta Fisiátr.2015;22(3):141-144

Os traumatismos da medula espinal comprometem as atividades diárias e limitam a mobilidade e a participação na comunidade. A prática do esporte adaptado melhora a funcionalidade, pois ela complementa o processo de reabilitação de pessãos que precisam de cadeira de rodas para locomoção. Objetivo: Avaliar o desempenho funcional de atletas praticantes de basquetebol em cadeira de rodas com disfunções por traumatismo da medula espinal. Método: Foi realizado um estudo transversal com 12 atletas. Para avaliar o desempenho funcional foi aplicado o Indice de Barthel Modificado, o teste Zigue-zague adaptado e o teste de arremesso de medicineball. A correlação do grau de dependência funcional com os demais testes de desempenho funcional foi realizada pelo teste de correlação não paramétrica de Spearman. Resultados: Seis atletas apresentavam dependência moderada e seis dependência leve. O tempo médio para percorre o teste de agilidade em zigue-zague foi de 27,3 ± 3,8 segundos. A distância média para arremesso de medicineball foi de 5,2 ± 0,9 metros. Observou-se correlação negativa e forte entre o Indice de Barthel e o teste de agilidade (r = -0,9193, p < 0,0001). Conclusão: A amostra estudada apresentou-se como dependente moderada e leve para a realização das atividades de vida diária, com potência de membro superior e cintura escapula semelhante aos descritos na literatura e agilidade abaixo dos valores citados na literatura.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Avaliação em Saúde, Atividade Motora, Cadeiras de Rodas

 

Desempenho isocinético dos músculos do joelho de atletas de futsal durante a pré-temporada e o meio de temporada

Isokinetic performance of knee muscles in futsal athletes during pre-season and middle-season

Augusto Rech Stedile; Lidiane Aparecida Pasqualotto; Gerson Saciloto Tadiello; André Luis Temp Finger; Thiago de Marchi; Leandro Viçosa Bonetti

Acta Fisiátr.2017;24(2):72-76

O futsal é um esporte de múltiplos sprints, com constantes mudanças de direção, de velocidade e chutes. Além disso, as demandas impostas aos atletas durante uma temporada regular podem resultar em desequilíbrios musculares entre os membros e entre os músculos extensores e flexores do joelho, consequentemente, diminuindo a performance muscular e aumentando o risco de lesões nos atletas. Objetivo: Analisar as diferenças bilaterais; e o impacto de uma temporada regular na força dos músculos do joelho e as relações entre os músculos extensores e flexores. Método: As informações provenientes de um banco de dados sobre as avaliações de pré-temporada e meio de temporada de 15 atletas profissionais de futsal do sexo masculino foram analisadas. O dinamômetro isocinético foi utilizado no modo concêntrico-concêntrico para avaliar os músculos extensores e flexores do joelho nas velocidades angulares de 60º/s, 120º/s, 180º/s e 240º/s. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas nos valores de pico de torque (PT) dos extensores e flexores do joelho e na razao flexores/extensores na comparação entre os membros quando comparados na mesma avaliação e velocidade angular. Entretanto, os valores de PT da avaliação do meio de temporada mostraram-se, em sua maioria, significativamente maiores quando comparados às avaliações de pré-temporada. Conclusão: Estes achados indicam que o treinamento prescrito durante a temporada foram adequados, permitindo aos atletas o aumento da força muscular e evitando desequilíbrios musculares.

Palavras-chave: Força Muscular, Joelho, Atletas

 

Desenvolvimento de recurso de animação como suporte informativo na incontinência urinária

Development of animation resource as information support in urinary incontinence

Patrícia Moreira Costa Collares; Milena Sampaio Magalhaes; Fátima Luna Pinheiro Landim; Rafael Barreto de Mesquita; Ana Karina Monte Cunha Marques

Acta Fisiátr.2009;16(3):110-115

Esta pesquisa buscou descrever as etapas do desenvolvimento de um recurso de animação como suporte informativo no tratamento da incontinência urinária, culturalmente adaptado em termos de linguagem, características e necessidades de mulheres idosas. Realizou- se estudo descritivo em serviço de atenção à saúde secundária. Subgrupo determinado entre março e abril de 2007. Levantou-se através de formulário, na primeira fase do trabalho, dados sobre variáveis sociodemográficas e antecedentes pessoais relacionados à perda urinária. Para a segunda fase utilizou-se a técnica de associação livre de palavras buscando conhecer o vocabulário empírico adotado pelas participantes para anatomia dos órgaos genitais e assoalho pélvico. Simultaneamente, trabalhou-se junto ao G 1000 para elaboração da tecnologia com imagens animadas e associadas às expressões culturais. Destacam-se 8 mulheres com história de incontinência urinária, destas 04 corresponderam ao subgrupo. A idade variou de 63 a 78 anos. Observou-se número elevado de gestações e de partos vaginais, o tempo de perda urinária variou de 1 a 8 anos, sendo que os episódios semanais aconteciam diariamente. Obteve-se uma diversidade de expressões que auxiliaram o processo de elaboração do recurso com o G1000. O recurso de animação poderá contribuir como estratégia de abordagem clínica na incontinência urinária pelo profissional de saúde.

Palavras-chave: Incontinência Urinária, Mulheres, Imagem Tridimensional, Apoio Social

 

Desenvolvimento de um protocolo para avaliação de pacientes com úlceras de pressão através da telemedicina e imagens digitais

Development of a protocol for the assessment of patients with pressure ulcers through telemedicine and digital images

Tamara Rodrigues Pato; Cristianne Akie Kavamoto; Marcelo Riberto; Andréa Thomaz; Verônica Magalhaes Raimundo; Kátia Lina Myahara; Elizabete Tsubomi Saito; Patricia Canteruccio Pontes Vianna; Marcelo Alves Mourao; Ana Cristina Ferreira Garcia; Anita Weigand Castro; Daniel Rubio Souza; Maurício Pedreira Paixão; Chao Lung Wen; Linamara Rizzo Batistella

Acta Fisiátr.2007;14(4):204-209

INTRODUÇÃO: As úlceras de pressão são complicações freqüentes em pacientes com lesão medular. Estas precisam de um diagnóstico precoce e um acompanhamento rigoroso para que não evoluam para um quadro mais grave e para não retardar o processo de reabilitação. Infelizmente, não é sempre que o paciente consegue acesso a um centro especializado no tratamento de feridas e, por isso, a telemedicina pode ser útil nesses casos.
OBJETIVO: Avaliar a eficácia de um protocolo de avaliação de úlceras de pressão através de fotografias digitais.
MÉTODOS: Selecionamos 15 pacientes, totalizando 33 úlceras. Os pacientes foram avaliados por 2 médicos fisiatras presenciais, separadamente, que no momento do exame, preencheram a primeira parte do protocolo (dados clínicos do paciente) e tiraram as fotografias. Estas foram encaminhadas aos médicos fisiatras à distância, que avaliaram as feridas através das fotos e dos dados enviados pelo médico presencial. Comparamos as semelhanças e diferenças das avaliações entre os dois médicos presenciais, entre presencial e a distancia e entre os dois médicos à distância nos quesitos grau, necrose, infecção, fístula, secreção, aspecto da borda e do fundo e conduta. A Análise estatística se baseou nos cálculos de Kappa, intervalo de confiança e P valor.
RESULTADOS: Encontramos os maiores valores de Kappa quando comparamos as avaliações presenciais. Para necrose, grau e infecção, os kappas Avaliação Presencial (P) x Avaliação à distância (D) foram substantial e moderate. No item conduta, o Kappa variou de fraco a almost perfect. Nas avaliações das bordas, fundo, secreção e fístula foram encontradas divergências.
CONCLUSÃO: O protocolo é eficaz para avaliar necrose, grau e infecção das úlceras. Existe dificuldade no uso do método para avaliar o aspecto de borda, fundo, secreção e fístula. Houve maior satisfação com o método para úlceras de pressão grau I e II.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, úlcera de pressão, diagnóstico por imagem, telemedicina

 

Desenvolvimento e validação de um questionário de qualidade de vida em indivíduos com lesão da medula espinal

Development and validation of a quality of life questionnaire for individuals with spinal cord injury

Sibele Pelloso Feniman; Jefferson Rosa Cardoso; Isabela Lucia Pelloso Villegas; Lais Faganello Dela Bela; Suhaila Mahmoud Smaili Santos; Edson Lopes Lavado

Acta Fisiátr.2016;23(4):172-179

Objetivo: Criar e testar as propriedades psicométricas de um instrumento específico para quantificação da qualidade de vida de indivíduos com lesão da medula espinal. Método: A partir dos métodos de consenso existentes, foi escolhida a técnica Delphi para criação do questionário e o SF-36 como método critério. Resultados: A consistência interna foi α=0,827. A confiabilidade intra e interavaliadores se mostram alta pelo coeficiente de correlação intraclasse e teste de bland e altman pela diferença da média. Pode-se observar correlações fortes entre o QVLM e SF-36 nos domínios capacidade funcional e aspectos físicos e correlação moderada nos domínios estado de saúde e aspectos emocionais. Houve diferença significante entre as quatro aplicações do QVLM demonstrando que o questionário é sensível à mudança. Conclusão: O QVLM foi criado com metodologia adequada e a avaliação das propriedades psicométricas traduzem em um instrumento válido, confiável, consistente e sensível a mudanças.

Palavras-chave: Qualidade de vida, Traumatismos da Medula Espinal, Inquéritos e Questionários

 

Diagnóstico da instabilidade atlanto-axial na Síndrome de Down: revisão de literatura

Atlantoaxial instability diagnosis in Down Syndrome: article review

Andréa Tobo; Marcelo El Khouri; Marcelo Alves Mourao

Acta Fisiátr.2009;16(3):142-145

A Síndrome de Down é a mais comum e a mais bem estudada alteração genética pelo ser humano. É caracterizada por másformações em diversos órgaos e sistemas, incluindo alterações músculo-esquelético, dentre os quais se destaca a instabilidade atlanto-axial (IAA) devido ao seu potencial de gravidade. Estudos têm sido realizados a fim de padronizar métodos e parâmetros para seu diagnóstico, tendo a radiografia simples em perfil o método mais empregado, porém ainda com grandes divergências sobre os melhores parâmetros adotados como referência de normalidade. Além da radiografia simples, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética vêm emergindo como grandes aliadas para tanto diagnóstico como planejamento terapêutico. O presente estudo visa discutir os métodos atuais mais empregados para o diagnóstico da IAA com base em revisão de literatura, focando no diagnóstico radiográfico simples como método de escolha inicial para detecção das IAA.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Instabilidade Articular/diagnóstico, Literatura de Revisão como Assunto

 

Diferenças no arremesso de jogadores de basquete em cadeira de rodas e convencional

Differences of free-throw shot in wheelchair basketball and conventional players

Giovana Duarte Eltz; Enaile Farias Moraes; Cíntia Mussi Alvim Stocchero; Clarice Sperotto dos Santos Rocha; Mauro Gomes Matos

Acta Fisiátr.2015;22(3):145-149

O basquete em cadeira de rodas (BCR) segue praticamente as mesmas regras do basquete convencional (BC). Objetivo: Avaliar a ativação eletromiográfica dos músculos peitoral maior (PM), deltóide anterior (DA) e tríceps braquial (TB) durante o arremesso em atletas de BC e BCR. Método: Estudo transversal, no qual onze sujeitos foram submetidos a uma avaliação eletromiográfica dos músculos PM, DA, TB no membro que realiza o arremesso. Foi utilizado um eletromiógrafo de 4 canais (Miotec/Brasil) (2000Hz/canal). Resultados: Na comparação entre os músculos, o grupo BC mostrou diferença significativa, sendo observada maior ativação do músculo DA em relação aos demais, já no grupo BCR, não houve diferença. Na comparação entre os grupos, o músculo PM mostrou maior ativação no grupo BCR, enquanto o músculo DA estava mais ativo no grupo BC. O músculo TB não apresentou diferença significativa entre os grupos. Conclusão: A partir dos resultados do presente estudo os atletas dos grupos BC e BCR apresentaram diferenças na ativação elétrica durante o movimento do arremesso. Entretanto ambos os grupos ativaram mais o DA, seguido do TB e o músculo menos ativado foi o PM, sendo estas diferenças mais visíveis no grupo BC.

Palavras-chave: Esportes para Pessoas com Deficiência, Basquetebol, Extremidade Superior, Eletromiografia

 

Dificuldades na reabilitação de pacientes amputados devido a tumores

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Saad; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.1996;3(3):11-13

Os pacientes amputados devido a tumores possuem particularidades, como intercorrências clínicas, que os diferenciam dos amputados por outras causas. Estas particularidades interferem de forma significativa no processo reabilitacional, podendo até inviabilizá-lo. Este levantamento mostra a evolução dos pacientes amputados devido a tumores atendidos no Lar Escola São Francisco. Verificou-se que nenhum dos 6 pacientes atingiu a meta da protetização, apesar de reunirem alguns pré-requisitos favoráveis para reabilitação, como pouca idade e início precoce do treinamento. Isto evidencia que o prognóstico reabilitacional destes pacientes pode ser modificado subitamente em qualquer momento.

Palavras-chave: Amputados. Tumores. Reabilitação.

 

Dinapenia e qualidade de vida em indivíduos infectados pelo HIV

Dynapenia and quality of life in HIV-infected individuals

Ana Paula de Oliveira Lédo; Janmille de Sá Neves; Bruno Prata Martinez; Carlos Brites

Acta Fisiátr.2017;24(4):180-185

O surgimento da terapia antirretroviral (TARV) eficaz, transformou o perfil evolutivo da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV) em uma doença crônica, com o aumento da expectativa de vida e complicações relacionadas ao uso desta, como a fraqueza muscular. Objetivo: Descrever a ocorrência de dinapenia e sua relação com qualidade de vida em indivíduos infectados com HIV. Métodos: Estudo observacional, de corte transversal, onde a força de preensão palmar foi avaliada através da dinamometria. Foram incluídos indivíduos infectados pelo HIV com idade ≥18 anos e capacidade para aferição da força muscular. O diagnóstico de dinapenia foi determinado pelos critérios definidos pela literatura para avaliação da força de preensão palmar e o índice de massa corporal (IMC). Para avaliação da qualidade de vida utilizou-se o questionário de qualidade de vida Short-Form Health Survey (SF-36). Outras variáveis mensuradas foram tempo de uso de TARV e o Indice de Comorbidades de Charlson (ICC), além de idade, sexo e peso. Resultados: A presença de dinapenia foi de 11,6% na amostra estudada. Houve associação de dinapenia com as variáveis idade (p=0,0001), presença de cormobidades (p=0,0001), menor força de preensão palmar (p=0,0001) e menor IMC (p=0,033). A qualidade de vida mostrou-se comprometida tanto nos domínios de aspectos físicos quanto nos de aspectos mentais. Conclusão: Existe dinapenia em uma parte dos indivíduos com HIV e houve associação desta com pior qualidade de vida, sugerindo a necessidade de rastreio e tratamento deste problema nessa população, muitas vezes subnotificado.

Palavras-chave: Debilidade Muscular, Qualidade de Vida, Soropositividade para HIV

 

Discussão crítica sobre o uso da água como facilitação, resistência ou suporte na hidrocinesioterapia

Discussing about the use of water as facilitation, resistence orsupport in hydrotherapy

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2006;13(1):7-11

A hidrocinesioterapia é um recurso fisioterapêutico que utiliza os efeitos fisiológicos decorrentes da imersão em água aquecida, dentre eles a flutuação e a viscosidade que fazem com que as atividades motoras possam ser facilitadas, resistidas ou ofereçam suporte ao corpo ou seus segmento. Nesta revisão discute-se a prática de atividades motoras nestas três situações, enfocando o decúbito correto a ser utilizado para um determinado objetivo terapêutico e como os equipamentos aquáticos podem oferecer progressão no grau de dificuldade para diferentes atividades motoras.

Palavras-chave: fisioterapia, exercício físico e hidrocinesioterapia.

 

Disfagia no AVE agudo: revisão sistemática sobre métodos de avaliação

Dysphagia in acute stroke: systematic review on evaluation methods

Charles Henrique Dias Marques; Charles André; Ana Lúcia Zuma de Rosso

Acta Fisiátr.2008;15(2):106-110

OBJETIVO: analisar os testes clínico-funcionais para avaliação da disfagia orofaríngea em pacientes na fase aguda do AVE e rever criticamente as referências nacionais e internacionais sobre o tema.
MÉTODO: revisão sistemática através dos bancos de dados: PUBMED, LILACS, SciELO, Cochrane; de textos didáticos e revisões publicadas, além das listas de referências destas várias fontes. Resultados: Existe tendência internacional pela valorização dos testes que utilizam água, em função de sua aplicação simples e boa sensibilidade para identificação de dificuldades na deglutição. Já a literatura nacional sugere, principalmente, a avaliação do desempenho do paciente com alimentos de várias consistências.
CONCLUSÕES: A videofluoroscopia é aceita como método-ouro na avaliação da disfagia. Contudo, tem importantes limitações na avaliação de pacientes no estágio inicial do AVE. A videoendoscopia da deglutição, quando disponível, pode ser uma opção para estes pacientes. Existe grande variabilidade nos métodos de oferta para o paciente entre os testes clínico-funcionais. Apesar das críticas, os métodos clínico-funcionais, são amplamente utilizados com pacientes na fase aguda do AVE, não parecendo oferecer risco significativo aos pacientes.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, deglutição, transtornos de deglutição, avaliação.

 

Disfagia orofaríngea na doença de Chagas crônica: avaliação fonoaudiológica, videofluoroscópica e esofagomanométrica

Oropharingeal dysphagia in patients with chronic Chagas disease: phonoaudiological, videofluoroscopic, and manometric evaluations

Danielly Moreira Gonçalves Cabral; Luiz Joao Abrahao Júnior; Charles Henrique Dias Marques; Basílio de Bragança Pereira; Roberto Coury Pedrosa

Acta Fisiátr.2015;22(1):24-29

Objetivo: Em pacientes chagásicos crônicos, determinar a frequência dos episódios de penetração e aspiração laríngea e avaliar sua relação de interpretação, não só com os padroes exibidos na videofluoroscopia e na esofagomanometria, mas também, com a triagem clínica, a avaliação fonoaudiológica estrutural e funcional. Método: 22 indivíduos foram incluídos no estudo, sendo 15 mulheres e 7 homens, média de idade de 55,9 ± 10,2. Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica, fonoaudiológica (estrutural e funcional), e aos exames de videofluoroscopia e esofagomanometria computadorizada. Resultados: Dentre as queixas na triagem clínica, 18,2% relataram engasgos, 13,6% pigarro, 40,9% azia, 22,7% regurgitação e 36,4% sensação de alimento parado na garganta. Apenas 18,2% apresentavam uma dentição adequada. Na avaliação funcional da deglutição 31,8% tiveram diagnóstico de deglutição funcional. Na videofluoroscopia foi encontrada permanência de resíduos na faringe em 18,2% dos casos, seguida de deglutições múltiplas em 95,4% e escape posterior em 100%. Observou-se 4 casos de penetração laríngea de grau 2 (disfagia) e em 82% dos casos os achados foram semelhantes entre a videofluoroscopia e avaliação funcional da deglutição, quanto a não ocorrência de penetração laríngea. Os valores de abertura do esfíncter esofágico superior indicam uma relação com o volume de bolo deglutido. Já na manometria foram encontrados 42,1% de alterações em corpo do esôfago e 5,3% em faringe. Conclusão: A penetração laríngea foi prevalente em 18,2% dos casos com uma relação de interpretação importante entre a avaliação fonoaudiológica funcional e os achados videofluoroscópicos, quanto à ausência de penetração laríngea, com resultados semelhantes em 82% dos casos.

Palavras-chave: Doença de Chagas, Transtornos da Motilidade Esofágica, Transtornos de Deglutição, Manometria, Fluoroscopia

 

Disfunções músculo-esqueléticas em pacientes com hipotireoidismo subclínico

Skeletal Muscle Dysfunction in Patients with Subclinical Hypothyroidism

Vaneska Spinelli Reuters; Patrícia de Fátima dos Santos Teixeira; Carmen Lucia Natividade de Castro; Cloyra Pereira Almeida; Helena Roisman Cardoso; Igor Mamed Porciúncula; Thais Helena Serta Nobre; Fabíola Alves Aarao Reis; Alexandru Buescu; Mario Vaisman

Acta Fisiátr.2003;10(1):7-11

Mialgia e fadiga são queixas freqüentes no consultório do Fisiatra e as disfunções tireoideanas, incluindo-se o hipotireoidismo sub-clinico (HS), devem ser sempre consideradas no diagnóstico diferencial. Alterações clínicas e psiquiátricas parecem também estar relacionadas ao HS, no entanto, o tratamento com Levotiroxina, ainda é controverso. O presente trabalho objetiva verificar a presença de alterações músculo-esqueléticas em pacientes com HS.
PACIENTES E MÉTODOS: avaliados 31 pacientes acompanhados no ambulatório de endocrinologia do HUCFFUFRJ (27 mulheres e 2 homens com idade entre 18 e 75 anos) com pelo menos duas dosagens elevadas de TSH. Todos receberam uma pontuação (score) baseada na escala de Billewicz modificada por Zulewski. Foram aplicados testes musculares manuais (TMM) para as cinturas escapular e pelvica; medida a força muscular de quadríceps em dinamômetro de cadeira eletromecânico; e estimada a força dos músculos inspiratórios através do registro da pressão inspiratória máxima com manovacuômetro.
RESULTADOS: Score < 3 (normal) foi observado em 11 pacientes (35,5%); entre 3 e 5 (disfunção subclínica) em 14 (45,1%) e superior a 5 (hipotireoidismo) em 6 (19,4%). Fadiga foi uma queixa freqüente (45%) e apresentou associação positiva com score maior que 2. O comprometimento da força muscular periférica (alteração no TMM) foi encontrado em 14% dos pacientes. Diminuição grave da força inspiratória (< 60% do previsto) estava presente em 28 participantes (51,6%). Nenhuma das demais alterações encontradas mostraram associação com o escore ou níveis de TSH.
DISCUSSÃO: A redução da força muscular inspiratória e proximal pode contribuir para a referida fadiga. A ausência de associação estatística entre essas variáveis deverá ser melhor esclarecida com o aumento da amostra e com a inclusão de um grupo controle pareado além do desenvolvimento de um estudo prospectivo com utilização de levotiroxina e placebo.

Palavras-chave: Disfunção músculo esquelética. Hipotireoidismo. Fadiga.

 

Dispositivo para emulação de <em>mouse</em> dedicado a pacientes tetraplégicos ou portadores de doença degenerativa do sistema neuromuscular

André Frotta Müller; Milton Antônio Zaro MA; Danton Pereira da Silva Jr.; Paulo Roberto Stefani Sanches; Elton Luiz Ferlin; Paulo Ricardo Oppermann Thomé; Antônio Cardoso dos Santos; Maria da Graça Tarrago

Acta Fisiátr.2001;8(2):63-66

O trabalho descreve o desenvolvimento de um dispositivo que emula um mouse serial Microsoftr. Este dispositivo permite ao deficiente físico tetraplégico acessar os recursos de informática em ambiente Windowsr 95/98 (ler e editar textos, navegar na Internet e utilizar o correio eletrônico) e auxilia o paciente de doenças degenerativas do sistema neuromuscular, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), com disartria, a comunicar-se com as pessãos ao seu redor. O movimento do cursor na tela do computador é produzido a partir do movimento de flexão e extensão da cabeça do usuário, sendo utilizado para medir os ângulos de inclinação um sensor de aceleração estática e dinâmica de dois eixos. Para emular o botao do mouse, são captados os sinais EMG (eletromiográficos) produzidos a partir do movimento voluntário dos músculos mímicos da regiao frontal do usuário. O processamento digital é realizado por um microcontrolador de oito bits e os dados são transmitidos para um computador padrao IBM-PC através da interface RS232C.

Palavras-chave: Quadriplegia. Esclerose lateral amiotrófica. Interface usuário-computador. Disartria.

 

Distonias: reabilitação

Dystonias: rehabilitation

Tatiane Lopes Teixeira Almeida; Lilian Falkenburg; Maria Angela de Campos Gianni; Maria Inês Paes Lourenção; Maria Inês Nacarato; Tatiana Domingues Pedroso; Thaís Tavares Terranova; Lucas Martins de Exel Nunes; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(2):68-74


 

Distrofia muscular de Becker. Relato de caso e revisão de literatura

Maria Bernadete Renoldi Oliveira Gavi; Manoel Neves Pimentel; Marcelo Nogueira Silva; Eliete Rabbi Bortolini; Alípio Cesar Nascimento

Acta Fisiátr.1996;3(3):18-23

Distrofias musculares são doenças pouco freqüentes e desconhecidas por alguns médicos. Apresentamos um paciente com diagnóstico de Distrofia Muscular do tipo Becker, em fase avançada da doença, com achados físicos exuberantes, história familiar e patológica pregressa compatíveis e biópsia muscular característica. Embora a análise de DNA não tenha mostrado deleções no gene responsável, o diagnóstico foi confirmado clinicamente. Foram relacionados alguns diagnósticos diferenciais. Comentamos os aspectos terapêuticos. Estas doenças devem ser consideradas em todos os pacientes com queixa de fraqueza muscular, principalmente crianças, tendo em vista a necessidade de aconselhamento fisiátrico e genético precoces.

Palavras-chave: Distrofia Muscular do tipo Becker. Miopatias. Fraqueza muscular. Fisioterapia.

 

Distrofia simpático reflexa no pé e tornozelo*

M. Imamura; L.A .Ignacio; O. Salomão; T. M. Chung; M. J. Teixeira; S. T. Imamura

Acta Fisiátr.1995;2(1):19-22

A etiologia da distrofia simpático reflexa (DSR) é desconhecida, porém a teoría mais aceita é a de uma disfunção do Sistema Nervoso Simpático. Os achados clínicos caracterizam-se por dor neuropática, distúrbios nasomotores e sudomotores e alterações tróficas da pele que aumentam em estágios mais avançados. O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico, radiografias, cintilografia óssea e termografia. O tratamento baseia-se em meios físicos, como hidroterapia e exercícios terapêuticos. Quando há necessidade são utilizados medicamentos que interferem no sistema modulador da dor como os antidepressivos tricíclicos e os neurolépticos.
O objetivo deste estudo é o de apresentar os resultados do tratamento de 13 pacientes com DSR que foram submetidos a meios físicos e terapia medicamentosa quando necessário.

Palavras-chave: Distrofia simpático reflexa. Analgesia. Dor em membros inferiores (extremidades).

 

Documentação da síndrome dolorosa miofascial por imagem infravermelha

Documentation of myofascial pain syndrome with infrared imaging

Marcos Leal Brioschi; Lin Tchia Yeng; Elda Matilde Hirose Pastor; Daniel Colman; Francisco M. R. Moraes Silva; Manoel Jacobsen Teixeira

Acta Fisiátr.2007;14(1):41-48

Os pontos-gatilho (PG) miofasciais são encontrados em muitas lesões cervicais com hiperextensão/hiperflexão, discopatias e lesões/ desordens por esforço repetitivo. Desde o extremo da simulação, ao frustrante dilema na investigação objetiva da dor crônica, uma das indicações básicas e melhores da comprovação por imagem infravermelha (IR) é a de documentar afecções de tecidos moles, particularmente nos casos em que não são demonstradas por exames radiológicos, eletroneuromiográficos ou laboratoriais. Os autores revisaram a literatura sobre imagem IR na documentação da síndrome dolorosa miofascial. O exame por IR é complemento essencial do diagnóstico clínico mostrando objetivamente PG na forma de pontos aquecidos hiperradiantes. Estas áreas hiperradiantes, correspondem a PG dolorosos anotados no exame clínico. Estes são corroborados pela sensibilidade local e confirmação da dor pelos pacientes. As áreas dolorosas referidas se apresentam termicamente assimétricas com o lado oposto. Os PG latentes, não objetivamente queixados pelos pacientes durante o exame IR, também são descritos sob a forma de pontos hiperradiantes. A presença destes PG latentes pode ser confirmada pela algometria de pressão nestas áreas. Após infiltração/agulhamento há alteração do perfil térmico cutâneo demonstrando resposta neurovegetativa simpática imediata. As alterações de imagem IR se constituem, assim, em importante recurso objetivo na demonstração de PG miofasciais, correlatos com as queixas objetivas do paciente. A documentação dos PG por imagem IR é útil no direcionamento para causa da dor, orientação do tratamento adequado, assim como avaliação de sua resposta.

Palavras-chave: síndromes da dor miofascial, termografia, diagnóstico por imagem

 

Dor central em pacientes com traumatismo raquimedular: proposta de um protocolo terapêutico

Paulo Alberto Nucera; Ana Luisa M. Baptista; Luis Eduardo M. Quintas; Simone Lino Mello

Acta Fisiátr.1997;4(1):26-30

Foram analisados aleatoriamente e escolhidos 28 prontuários da Unidade de Traumatismo Raquimedular (TRM) da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação de maneira retrospectiva, a fim de comparar com a literatura as condutas terapêuticas físicas e farmacológicas utilizadas no tratamento da dor central causada por TRM no ano de 1995-1996 com o objetivo de expor dados epidemiológicos gerais e propor um protocolo simplificado de tratamento. Após aplicação de um questionário na forma de entrevista voluntária, os grupos que receberam tratamento físico e farmacológico foram analisados estatisticamente, assim como a resposta clínica de cada método terapêutico. A dor central foi encontrada em 34% dos pacientes. A etiologia principal foi projétil de arma de fogo (53,5%), o nível de lesão mais acometido foi o torácico-baixo (43%) e o tipo de dor mais relatado foi queimor (43%). Aespasticidade foi evidenciada em 64% dos casos, sendo que 71,5% foram submetidos a cirurgias. Em relação aos tratamentos realizados a amitriptilina, clomipramina, carbamazepina, TENS, cinesioterapia tiveram índices de melhora de 60%, 87,5%, 50%, 80% e 83%, respectivamente. Quanto ao tratamento farmacológico e físico não houve diferença significativa entre os grupos (p > 0,05). Por outro lado, quando a análise foi realizada intragrupo, evidenciamos que apenas a clomipramina apresentou uma resposta clínica estatisticamente comprovada (p < 0,002), provavelmente devido a nossa amostragem limitada (n=28). Assim, propomos os seguintes protocolos terapêuticos: (1) clomipramina + TENS + cinesioterapia; (2) amitriptilina + TENS + cinesioterapia; (3) carbamazepina + TENS + cinesioterapia.

Palavras-chave: Dor central. Traumatismo raquimedular. Etiologia. Tratamento.

 

Dor crônica sob a ótica dos pacientes da Escola de Postura da DMR HC FMUSP

Cronic pain as seen by Back School patients at DMR HC FMUSP

Erineide Souza de Oliveira; Maria Luisa Barca Gazetta; Arlete Camargo de Melo Salimene

Acta Fisiátr.2004;11(1):22-26

A Escola de Postura é apontada na literatura mundial, como importante meio terapêutico para amenizar as dores na coluna vertebral, melhorando a qualidade de vida das pessoas assoladas por essa afecção. Este estudo objetivou conhecer a representação social que os pacientes integrantes da Escola de Postura da DMR-HCFMUSP têm sobre a dor crônica na coluna vertebral, verificando os impactos que ocorrem em suas relações sociais. A identificação dessas construções mentais oferece subsídios aos profissionais da equipe para aprimorar o programa educativo elaborado para a Escola de Postura. O estudo foi realizado por meio de pesquisa quantitativa e qualitativa, com dados coletados com os protocolos de avaliação do serviço social da DMR, específicos para este programa. O universo da pesquisa constituiu-se de 51 pacientes que participaram da escola de postura de outubro de 2001 a abril de 2002. Constatamos que as representações sociais da dor crônica da coluna estao associadas ao isolamento social, a limitação, diminuição da capacidade de produção e da virilidade a possível perda de espaço social e profissional. Essas representações interferem significativamente na aceitação e seguimento das orientações recebidas e em compartilhar com os membros dos grupos sociais nos quais participa sua condição de "pessoa com uma doença limitante", podendo gerar conflitos quando do desempenho de papéis sociais.

Palavras-chave: Escola de Postura. Representação Social. Serviço Social.

 

Dor e fixadores externos: avaliação e tratamento

Marta Imamura; Walter H. C. Targa; Manoel J. Teixeira; Lin Tchia Yeng; Satiko T. Imamura

Acta Fisiátr.1995;2(1):23-26

A dor é a principal causa de retardo na aquisição funcional nos doentes em uso de fixadores externos. O objetivo do presente trabalho é o de avaliar os achados clínicos e os resultados do tratamento da dor em 20 doentes portadores de dor com características neuropáticas durante a vigência do uso de fixador externo tipo Ilizarov nos membros inferiores. O tratamento consiste na utilização de medicamentos analgésicos de ação central associados a anti-inflamatórios não hormonais e medidas de medicina física que incluem compressas de gelo, termoterapia profunda com ultrassom e neuroestimulação do sistema nervoso periférico. Um doente recebeu bloqueio simpático. Os resultados demonstraram alívio sintomático da dor neuropática em 80,9% dos casos, o que possibilitou a permanência do fixador nos membros e abordagem reabilitacional intensiva objetivando ganho funcional durante a vigência do tratamento ortopédico.

Palavras-chave: Dor. Fixadores Externos. Analgesia.

 

Dor fantasma em amputados de membro inferior como fator preditivo de aquisição de marcha com prótese

Phantom pain in lower limb amputees as a predictive factor for the acquisition oft gait with prosthesis use

Karla Barros Bezerra Lima; Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2006;13(3):157-162

A reabilitação do paciente amputado obedece a algumas fases: avaliação geral do paciente, reabilitação préprotética e reabilitação pós-protética. Para que todas essas etapas sejam alcançadas e cumpridas com sucesso, é indispensável que o paciente apresente um bom estado geral, sem alterações que possam comprometer a reabilitação. A presença de sinais e/ou sintomas patológicos impedem uma boa evolução do processo. A presença de dor fantasma persistente prejudica a reabilitação do paciente amputado, em especial, o processo de aquisição de marcha com a prótese. Esta é a hipótese sugerida nesta revisão de literatura, que apresenta como objetivo relacionar a presença de dor fantasma com a aquisição de marcha com prótese em pacientes amputados de membro inferior. Após analisar os 11 estudos selecionados, concluiu-se que a dor fantasma tende a dificultar a marcha com prótese, mas que, quando a protetização é alcançada de maneira eficiente, pode influenciar no alívio da mesma.

Palavras-chave: Dor fantasma, amputados, marcha.

 

Dor mielopática pós-trauma raquimedular: manejo clínico e cirúrgico

Silvia Mazzali Jorge de Souza

Acta Fisiátr.1995;2(1):15-18


 

Dor miofascial em pacientes com osteoartrose do quadril

Marcelo Riberto; Marta Imamura; Helena H. S. Kaziyama; Satiko T. Imamura

Acta Fisiátr.1997;4(2):90-96


 

Dor musculoesquelética na atenção primária à saúde em uma cidade do Vale do Mucuri, nordeste de Minas Gerais

Musculoskeletal pain in primary health care in a town of the Mucuri Valley, northeastern Minas Gerais, Brazil

Quirino Cordeiro; Marcelo El Khouri; Carlos Eduardo Corbett

Acta Fisiátr.2008;15(4):241-244

A dor musculoesquelética é um problema de saúde pública, devido à sua alta prevalência, alto custo e impacto negativo que pode causar na qualidade de vida dos pacientes e também de seus familiares. A dor musculoesquelética é um quadro clínico importante no atendimento aos pacientes da atenção primária à saúde. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a freqüência de dor musculoesquelética como razao para consulta médica na atenção primária à saúde, na cidade de Serra dos Aimorés, localizada na regiao nordeste do estado de Minas Gerais, no Vale do Mucuri, Brasil, e tentar correlacionar tal quadro clínico às variáveis de gênero e idade. Dentre todas as queixas clínicas referidas como razao para consulta médica, a dor musculoesquelética foi a mais prevalente entre os 1.306 pacientes investigados, sendo encontrada em 139 deles (10,64%). A análise estatística dos dados encontrou associação significante entre gênero masculino e presença de queixa de dor musculoesquelética. Em relação à faixa etária, pôde-se observar um aumento na freqüência de queixa de dor musculoesquelética, conforme a idade avançava. No entanto, não foi encontrada diferença estatisticamente significante, quando a população, dividida por faixa etária, foi analisada. Tais achados reforçam a importância de adequada avaliação e tratamento dos quadros de dor musculoesquelética pelas equipes da atenção primária à saúde. Importância especial deve ser dada a algumas populações específicas, como os idosos. Ademais, há que se atentar também para a diferença existente entre pacientes do sexo masculino e feminino.

Palavras-chave: dor, epidemiologia, saúde pública

 

Dor pós-amputação - abordagem terapêutica

Hatsue Sakamoto

Acta Fisiátr.1995;2(1):7-10

O tratamento da dor no coto e/ou dor fantasma após a amputação é uma tarefa difícil, pois desconhecemos a fisiopatologia e as alterações neuroquímicas que ocorrem no sistema nervoso. Ele depende do tipo de dor, o grau de severidade e o quanto incapacita o paciente; geralmente o tratamento se baseia em técnicas não invasivas por que de acordo com vários estudos, as técnicas invasivas são pouco eficazes. Além disso, qualquer intervenção cirúrgica no sistema nervoso periférico ou central, nos casos de dor por deaferentação, pode incrementar a deaferentação aumentando o risco de persistência da dor. O programa reabilitacional é a base do tratamento da dor pós-ampulação.

 

Dor relacionada à amputação e funcionalidade em indivíduos com amputações de membros inferiores

Pain related to amputation and functionality of individuals with lower limb amputations

Therezinha Rosane Chamlian; Juliana Kliemke dos Santos; Cecília Caruggi de Faria; Maria Silvia Pirrelo; Caio Pereira Leal

Acta Fisiátr.2014;21(3):113-116

A presença de dor persistente, seja no coto de amputação, dor fantasma ou no membro contralateral, pode interferir negativamente na obtenção de marcha com prótese no paciente amputado. Objetivo: Investigar a presença de dor relacionada à amputação nos pacientes amputados de membros inferiores em tratamento de reabilitação, avaliar seus status funcionais, sem e com próteses e verificar se há associação entre a presença de dor e a função de marcha. Método: Estudo transversal com 60 pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em tratamento em um centro de reabilitação em São Paulo, com investigação de: idade, gênero, tempo decorrido da amputação, nível e etiologia da amputação, numero de comorbidades, presença de dor no coto, no membro contralateral ou fantasma (em caso afirmativo, tipo de dor, intensidade, frequência, fatores de melhora e piora e uso de medicação), protetização, tipo de marcha com prótese (comunitária, terapêutica ou domiciliar) e uso de auxiliares de locomoção e foi feita aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). O método de análise dos dados foi feito por meio de valores absolutos e relativos e testes estatísticos paramétricos (ANOVA) e não paramétricos (igualdade de duas proporções), X2, intervalo de confiança para média de 95% e P-valor < 0,05. Resultados: 73,4% homens, amputados havia 1 ano, no nível transtibial, de etiologia vascular com 2 comorbidades compuseram a amostra de forma estatisticamente significante (p < 0,001). Não houve diferença entre protetizados e não protetizados quanto à dor no coto e dor fantasma, mas houve com relação à dor no membro contralateral, estatisticamente significante nos não protetizados. Embora tenha havido diferença média entre os pacientes protetizados e não protetizados para os três escores da MIF, as mesmas não podem ser consideradas estatisticamente significantes. Conclusão: A maioria dos pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em reabilitação na AACD - Lar Escola, na época deste estudo, teve baixa prevalência de dor relacionada à amputação e esta não interferiu na aquisição de marcha com prótese.

Palavras-chave: Dor Crônica, Amputação, Extremidade Inferior, Marcha

 

Dor-aspectos fisiopatológicos

José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr.1995;2(1):27-31

Neste artigo foram revistos os diversos níveis de integração do fenômeno nociceptivo, bem como o interrelacionamento da nocicepção com os demais elementos sensoriais, mnésticos e motivacionais. Enfatizou-se neste artigo o caráter multidimensional do fenômeno doloroso.

 

Dores na coluna em profissionais de enfermagem

Lucinéa de Pinho; Maralu Gonzaga de Freitas Araújo; Soraya Rocha Goes; Rosana Ferreira Sampaio

Acta Fisiátr.2001;8(2):75-81

O objetivo desta revisão bibliográfica foi conhecer a organização e o processo de trabalho do pessãol de enfermagem, identificando os principais fatores de risco associados às dores na coluna desses profissionais, além de analisar as propostas de prevenção descritas pelos autores estudados.
Para tanto, foram pesquisadas principalmente publicações de autores brasileiros, considerando a realidade da enfermagem em nosso País.
A caracterização desses profissionais mostrou que a maioria é do sexo feminino, de nível socioeconômico baixo e que trabalha em dupla jornada.
Os fatores de risco associados às dores na coluna mais destacados foram divididos em ergonômicos e traumáticos, e os traumáticos se subdividiram em individuais e profissionais.
Com relação às medidas preventivas, constatou-se que a maioria dos autores prioriza a promoção de cursos de orientações posturais e ergonômicas, além de orientações referentes às atividades físicas.
Por último, é importante ressaltar que a organização e o processo de trabalho desses profissionais, assim como os fatores de risco associados à ocorrência de dores na coluna, foram mais exaustivamente estudados. Quanto às medidas preventivas, seria importante direcioná-las para as diferentes categorias profissionais e setores de trabalho. Considerando o número de casos de dores na coluna entre os profissionais de enfermagem, é importante que outros estudos se aprofundem na prevenção do problema, objetivando, assim, uma melhor qualidade de vida e de trabalho desses profissionais.

Palavras-chave: Dores na coluna. Enfermagem. Fator de risco. Prevenção.

 

Dupla tarefa como estratégia terapêutica em fisioterapia neurofuncional: uma revisão da literatura

Dual task training as a therapeutic strategy in neurologic physical therapy: a literature review

Tassiana Mendel; Wilames Oliveira Barbosa; Adriana Campos Sasaki

Acta Fisiátr.2015;22(4):206-211

Objetivo: Discutir as possibilidades de utilização da dupla tarefa no âmbito da reabilitação de pacientes neurológicos. Métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados PUBMED, MEDLINE, LILACS e PEDro, com o termo em inglês dual task associados a cada uma das palavras, em separado: treatment, physicaltherapy, rehabilitation, exercise, training, dividedattention, executivefunctions e attentionaldemands. Foram selecionados apenas ensaios clínicos que utilizaram o treinamento de dupla tarefa em população adulta com doença ou lesão neurológica. Resultados: Dos 2024 artigos encontrados, 1017 foram excluídos por se tratarem de artigos duplicados. Dentre os 1007 restantes, 998 foram excluídos após a análise dos resumos. Os nove artigos selecionados avaliaram pacientes com acidente vascular encefálico, traumatismo encefálico, doença de Alzheimer e de Parkinson. A maioria utilizou a marcha como tarefa primária, e uma tarefa cognitiva como secundária. Os programas variaram entre 9 e 48 horas totais de treinamento. Conclusão: O treinamento de dupla tarefa parece ter efeitos positivos na marcha, cognição, habilidades de automatização e transferência de aprendizado, sugerindo que essa pode ser uma estratégia valiosa para a reabilitação neurológica. Entretanto, ainda se faz necessário explicar quais as tarefas que são mais eficientes, o período de intervenção adequado e a extensão do período de retenção do aprendizado.

Palavras-chave: Função Executiva, Terapia por Exercício, Atenção, Neurologia, Reabilitação

 

Editorial

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1999;6(1):0-0


 

Editorial

Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2004;11(3):0-0


 

Efeito da dominância lateral no desempenho da destreza manual em pessoas com síndrome de Down

Effect of lateral dominance on manual dexterity in people with Down syndrome

Renata Guimaraes; Silvana Maria Blascovi-Assis; Elizeu Coutinho de Macedo

Acta Fisiátr.2012;19(1):6-10

OBJETIVOS: Avaliar o efeito da dominância lateral na destreza manual em um grupo de crianças e adolescentes com Síndrome de Down (SD) e comparar o resultado de participantes com SD com pessãos sem a síndrome.
MÉTODOS: Participaram do estudo 100 crianças e adolescentes de ambos os sexos e idade variando de 7 a 9 anos e de 14 e 15 anos. 50 pessãos tinham diagnóstico de SD (GSD) e 50 sem a síndrome (GC). O Teste Caixa e Blocos (TCB) foi usado por possibilitar avaliação da atividade motora a partir da contagem do número de blocos transferidos entre duas divisões de uma caixa padronizada. O TCB é simples e sua aplicação não demanda habilidades cognitivas complexas.
RESULTADOS: O número de blocos transferidos por minuto foi menor nos participantes do GSD do que os do GC, com evidente desvantagem na destreza manual para ambas as mãos. Não foi observado efeito de dominância no GSD, mas no GC este efeito foi observado com melhor desempenho no lado dominante.
CONCLUSÕES: O TCB foi útil para a quantificação da destreza manual em pessãos com SD já que é de fácil aplicação e compreensão por pessãos com déficit cognitivo.

Palavras-chave: criança, destreza motora, mãos, síndrome de Down

 

Efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) no tratamento de dor póscirúrgica após amputação de membro inferior: estudo piloto

Effect of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) for the management of postoperative surgical pain after lower extremity amputation: a pilot study

Aleksandar Djurovic; Dejan Ilic, Zorica Brdareski; Aleksandra Plavsic; Slavisa Djurdjevic; Gordana Lukovic

Acta Fisiátr.2007;14(3):149-153

INTRODUÇÃO: A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é uma modalidade não-médica e não-invasiva. Há muita controvérsia e atitudes contrárias em relação ao lugar que a TENS ocupa no tratamento da dor após amputação de membro inferior.
OBJETIVO: Avaliar o papel da TENS no tratamento de dor cirúrgica pós-operatória após amputação de membro inferior.
MATERIAL E MÉTODOS: Teste controlado randomizado, conduzido com 46 indivíduos submetidos à amputação de membro inferior, que foram aleatoriamente divididos em grupo controle e grupo tratado. O grupo controle recebeu cuidados-padrao no pós-operatório; o grupo tratado recebeu cuidados-padrao e aplicação de TENS. Quarenta indivíduos completaram efetivamente o estudo de acordo com o protocolo de estudo. A maior parte das amputações consistiu de amputação transtibial devido a complicações da diabete. Foram utilizados cinco dispositivos portáteis Ultima TENS XL-A1 com eletrodos auto-adesivos. Esta é a aplicação convencional da TENS, caracterizada pela aplicação de impulsos elétricos com a duração de 200 microssegundos, freqüência de 110 Hz e amplitude de 44 V. O tratamento foi administrado durante 10 dias, 2 horas por dia. A avaliação da eficácia da TENS foi feita utilizando-se a escala visual analógica (EVA) horizontal (0-100 mm). O teste Effect of transcutaneous electrical nerve stimulation (TENS) for the management of postoperative surgical pain after lower extremity amputation: a pilot study Efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) no tratamento de dor póscirúrgica após amputação de membro inferior: estudo piloto Aleksandar Djurovic1, Dejan Ilic, Zorica Brdareski1, Aleksandra Plavsic1, Slavisa Djurdjevic, Gordana Lukovic ARTIGO ORIGINAL t de Student foi usado na análise estatística.
RESULTADOS: A intensidade da dor estava significantemente diminuída em ambos os grupos no 10º dia em comparação ao 1º dia de pós-operatório. Não houve diferenças significantes entre o grupo controle (EVA = 4,18±1,48) e o grupo tratado (EVA= 3,59±1,44), de acordo com a intensidade média diária da dor (t = 1,25; df =38). A intensidade da dor no 10º dia de pós-operatório foi significantemente menor no grupo tratado (EVA = 1,65± 0,80 ) versus o grupo controle (EVA = 3,2± 1,15; t = 5; df = 38; p< 0,01 ).
CONCLUSÃO: A TENS convencional (dose: 200 microssegundos, 110 Hz, 44 V), administrada 2 horas por dia, durante 10 dias, significantemente reduziu a dor cirúrgica pós-operatória em 20 indivíduos com amputação de membro inferior.

Palavras-chave: transcutaneous electric nerve stimulation, amputation, pain, postoperative

 

Efeito da exposição cirúrgica de nervos e músculos no teste neurofisiológico em ratos

The effect of surgical exposure of nerves and muscles in neurophysiologic tests on rats

Elisangela Jeronymo Stipp-Brambilla; Adriana Maria Romão; José Antonio Garbino; Manoel Henrique Salgado; Fausto Viterboz

Acta Fisiátr.2010;17(3):109-111

O estudo neurofisiológico, na modalidade da eletroneuromiografia (ENMG), determina e quantifica a integridade de componentes da unidade motora. Os principais dados fornecidos pelo exame eletroneuromiográfico são os estudos de condução nervosa motora, sensitiva e eletromiografia. No entanto, vários fatores podem interferir sobre a resposta nervosa à eletroestimulação, tais como: idade, sexo, temperatura, umidade e outros. O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da exposição cirúrgica dos nervos ciático, fibular comum, tibial e do músculo tibial cranial no teste neurofisiológico em ratos. Foram utilizados 20 ratos, Wistar, machos com aproximadamente 80 dias, divididos em dois grupos. No grupo normal o exame foi realizado sem a exposição cirúrgica do nervo fibular. No grupo cirúrgico houve a exposição do nervo fibular comum. Com o modelo experimental utilizado, concluiu-se que o teste neurofisiológico realizado em animais com nervos e músculos expostos cirurgicamente é viável, uma vez que a alteração da temperatura do animal não interferiu significativamente nos valores dos parâmetros eletrofisiológicos observados. Além disso, a exposição de nervos e músculos permite estimular um ponto exato no nervo alvo.

Palavras-chave: Neurofisiologia, Eletromiografia, Nervo Ciático/cirurgia, Nervo Fibular/cirurgia, Ratos

 

Efeito da fisioterapia respiratória convencional e da manobra de aspiração na resistência do sistema respiratório e na saturação de O<sub>2</sub> em pacientes submetidos à ventilação mecânica

Viviane Christina Ruiz; Letícia Cláudia de Oliveira; Fabíola Borges; Adalberto José Crocci; Ligia Maria Suppo Souza Rugolo

Acta Fisiátr.1999;6(2):64-69

Os primeiros relatos dos benefícios da drenagem postural no tratamento das bronquiectasias datam do início do século XX. Desde entao, numerosos trabalhos têm sido publicados sobre indicações, técnicas, riscos e benefícios da fisioterapia respiratória. Entretanto, não tem sido avaliado comparativamente os efeitos da fisioterapia respiratória convencional (drenagem postural, percussão e aspiração) e da manobra de aspiração sobre a resistência do sistema respiratório, e sobre a saturação de O2 (SpO2), motivo pelo qual foi proposto neste estudo a avaliação dos efeitos da FRC e da manobra de aspiração isoladamente nos valores da resistência e SpO2. Foram investigados doze pacientes, idade média de 58 anos, internados na UTI do HC FMB- UNESP, com insuficiência respiratória em ventilação mecânica. Durante quatro dias, os pacientes foram submetidos de forma alternada a sessões de aspiração isoladamente e de FRC, documentando-se imediatamente antes e após cada procedimento os valores da resistência e da SpO2. Observou-se que houve uma diminuição significativa (p < 0,05) da resistência em todos os dias quando se utilizou a FRC. Quando o método utilizado foi o de aspiração, não houve significância estatística (p > 0,05). Os valores da SpO2 não se alteraram com o uso da FRC e da aspiração. Esses resultados demonstraram que a FRC é benéfica na melhoria da resistência do sistema respiratório.

Palavras-chave: Saturação de O2. Resistência respiratória. Fisioterapia respiratória. Ventilação mecânica. Aspiração.

 

Efeito da fotobiomodulação no músculo masseter de criança com paralisia cerebral: relato de caso

Photobiomodulation effect on the masseter muscle in children with cerebral palsy: a case report

Maria Teresa Botti Rodrigues Santos; Marcio da Silva Pinto; Karla Santos do Nascimento; Simone Carazzato Maciel

Acta Fisiátr.2015;22(1):39-42

A espasticidade acarreta hipertonia nos músculos mastigatórios dos indivíduos com paralisia cerebral (PC), interferindo na amplitude de abertura bucal, dificultando a realização da higiene oral predispondo estes indivíduos a condições consideradas de risco para o desenvolvimento de doenças bucais. Objetivo: Avaliar o efeito da fotobiomodulação com laser de diodo, de baixa intensidade na espessura do músculo masseter em uma criança com PC do tipo espástico. Método: O relato do cuidador era que a criança apresentava grande dificuldade na realização da higiene bucal e com movimentos de fuga da cabeça quando a escova dental tocava a regiao de molares superiores. Com relação ao desconforto da criança, a mae referiu como extremo. A 1ª avaliação ultrassonográfica foi realizada na avaliação inicial, e a 2ª avaliação após 6 sessões de aplicação de fobioestimulação. Foi empregado o Laser infravermelho, de Diodo, de baixa intensidade, As-Ga-Al, (λ = 808 ± 3 nm, 120 mW; Twin Flex Evolution Laser MMOptics São Paulo, Brazil), usando 5,0 J/cm2 energia dose/local, com 20 segundos de exposição/local. A área do músculo masseter irradiado bilateralmente foi o ponto médio no sentido da sua extensão e largura. Foram realizadas seis sessões, com intervalo de 7 dias entre elas. Resultados: Ao final da sexta sessão da fotobioestimulação, a responsável relatou que a criança dormia melhor, apresentava redução no número de movimentos involuntários realizados pela mandíbula e a realização da higiene bucal era possível sem expressão dolorosa da criança. Durante a palpação observou-se menor hipertonia em masseter bilateral, ganho em espessura, e aumento na distância inter-incisal de 7 mm. Conclusão: A fotobioestimulação com laser de diodo parece ser efetiva na redução da espasticidade no músculo masseter de crianças com PC do tipo espástico.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Músculo Masseter, Ultrassonografia, Lasers

 

Efeito da música e de exercícios físicos num grupo de pessoas reumáticas: estudo piloto

Effect of music and physical exercises on a group of rheumatic patients: pilot study

Johanna Noordhoek; Lieselotte Jokl

Acta Fisiátr.2008;15(2):127-129

A associação de terapias com música e exercícios físicos foi estudada com um grupo de indivíduos reumáticos (n = 17). Em cada sessão das terapias conjugadas, o participante era entrevistado quanto ao seu estado físico (sensação de dor e facilidade de se movimentar) e emocional. De modo geral, após 8 sessões, os participantes melhoraram nos aspectos avaliados. Considerou-se que a interação dessas áreas terapêuticas não só é possível, mas sobretudo, positiva. Desta forma, foram abertas perspectivas no campo terapêutico, principalmente, pela dimensão existencial que o processo alcança, uma vez que interfere, ao mesmo tempo, nos aspectos emocional, físico e social das pessãos reumáticas.

Palavras-chave: musicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, exercício, doenças reumáticas

 

Efeito de um programa de reabilitação multidisciplinar para homens portadores de fibromialgia: estudo aleatorizado controlado

Effects of a multidisciplinary rehabilitation program for men with fibromyalgia: controlled randomized study

Liliana Lourenço Jorge; Luis Carlos Onoda Tomikawa; Sueli S H Jucá

Acta Fisiátr.2007;14(4):196-203

INTRODUÇÃO: A fibromialgia (FM) é uma condição caracterizada por dor crônica generalizada, acompanhada de distúrbios do sono, fadiga e uma miríade de outros sintomas, com prevalência de 10% de homens. As diferenças de percepção de dor entre sexos e de apresentação da fibromialgia têm sido estudadas, suspeitando-se de influências genéticas, diferenças hormonais, metabólicas, cognitivo- comportamentais, emocionais. Fibromiálgicos possuem queixas menos objetivas, menos de distúrbio de sono, fadiga e dor generalizada. Há poucas evidências sobre características, prognóstico, método terapêutico e evolução da doença entre homens. Objetivos: Avaliar a eficácia de um programa multidisciplinar de reabilitação para pacientes do sexo masculino, em idade produtiva, portadores de fibromialgia e estudar as características desta doença em homens.
MÉTODO: Vinte e cinco homens com diagnóstico de fibromialgia foram convidados. Dez foram utilizados e alocados aleatoriamente em um dos dois grupos definidos para o presente estudo. O grupo tratamento consistiu em orientação ambulatorial e um programa de reabilitação com duração de 2 meses, realizado por meio de aulas e terapias por: médico fisiatra, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira, nutricionista e educador físico. O grupo controle realizou tratamento padrao focado na orientação ambulatorial e para realização de atividades físicas na comunidade. A ambos os grupos foi realizado prescrição de medicamentos preconizados para fibromialgia. As medidas de avaliação foram: Escala Visual Analógica de Dor, SF 36, FIQ. Além disso, um protocolo padronizado foi preenchido por autor cegado, verificando presença de distúrbios depressivos de memória e de sono e situação profissional. As coletas de dados foram realizadas em 3 momentos: antes da intervenção, após e 4 meses depois da anterior. Foi realizada a análise estatística com testes não paramétricos e descritivos.
RESULTADOS: O grupo Tratamento apresentou melhora da EVA após a intervenção, mas que não se manteve no seguimento posterior. Houve diferença estatisticamente significante no domínio Dor da FIQ, domínios Dor, Saúde Mental e Vitalidade da SF 36, com melhora no grupo Tratamento à avaliação após. Não houve manutenção do benefício à avaliação final, 6 meses após a intervenção. As médias de idade foram 50,6 (Controle) e 44,2 (Tratamento), apresentaram alta taxa de afastamento no trabalho, depressão e distúrbio de sono, com valores constantes nas 3 avaliações. O número de pontos dolorosos não variou nos 3 momentos de avaliação.
CONCLUSÕES: O programa de reabilitação tende a beneficiar homens portadores de fibromialgia a curto prazo, sendo que os efeitos sejam perdidos 6 meses após a intervenção. Tais achados são compatíveis com a literatura. São necessários novos estudos para verificar a efetividade do programa, avaliada por um seguimento mais prolongado e com amostragem adequada. A fibromialgia masculina e suas características específicas devem ser exploradas de modo aprofundado em outras pesquisas, especialmente verificando particularidades de apresentação clínica, comportamento evolutivo e aspectos sociais do paciente portador, já que tais elementos são fundamentais para a definição do programa ideal para homens. Recomendam-se estudos comparativos sobre reabilitação de homens e mulheres.

Palavras-chave: fibromialgia, dor, reabilitação, homens, qualidade de vida, equipe de assistência ao paciente

 

Efeito de um treinamento de equilíbrio em um grupo de mulheres idosas da comunidade: estudo piloto de uma abordagem específica, não sistematizada e breve

The effect of balance training in a group of community-dwelling elderly women: a pilot study of a specific, non-systematic and short-term approach

Pollyana Amaral Zambaldi; Thaís Aparecida Braga Nunes da Costa; Gisele do Carmo Leite Machado Diniz; Paula Luciana Scalzo

Acta Fisiátr.2007;14(1):17-24

OBJETIVO: Verificar o efeito de um programa de treinamento de equilíbrio, de curto período, com exercícios específicos e sem associação de treinamentos sistematizados de força muscular, em um grupo de mulheres idosas residentes na comunidade.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo piloto com seis mulheres que participaram de uma intervenção visando o treinamento de equilíbrio. Os testes de campo utilizados foram: "Escala de Equilíbrio Funcional de Berg - Versão Brasileira", Timed Up & Go, Chair Stand, e Marcha Tandem. Entrevistas foram realizadas sobre percepção de saúde e medo de quedas. O treinamento consistiu em atividades realizadas em grupo, com tarefas isoladas e circuitos fechados. Foi realizado duas vezes por semana, com uma hora de duração em cada dia, por um período de oito semanas.
RESULTADOS: Verificou-se que houve melhora no equilíbrio a partir da análise dos resultados obtidos.
CONCLUSÃO: Um treinamento de equilíbrio específico, não sistematizado, breve e realizado em um grupo de mulheres idosas da comunidade mostrou ter um efeito na melhora das medidas de equilíbrio, porém ainda se faz necessário avaliar o impacto isolado do treino de força sistematizado sobre as medidas de equilíbrio.

Palavras-chave: idoso, equilíbrio musculosquelético, acidentes por quedas

 

Efeito do movimento passivo contínuo isocinético na hemiplegia espástica

Effect of isokinetic continuous passive mobilization in spastic hemiplegia

Vanessa Pelegrino Minutoli; Marta Delfino; Sérgio Takeshi Tatsukawa de Freitas; Mário Oliveira Lima; Charli Tortoza; Carlos Alberto dos Santos

Acta Fisiátr.2007;14(3):142-148

O Acidente Vascular Encefálico (AVE), afeta freqüentemente a função do Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo principal da reabilitação física é a restauração da função motora para executar as atividades de vida diária tais como, agarrar, alcançar e realizar movimentos complexos. As funções motoras são dependentes do controle da força muscular que se torna comprometida com os danos do Sistema Nervoso Central e se manifesta com incoordenação, hiperreflexia, espasticidade e fraqueza muscular unilateral. Existem vários métodos para quantificar a espasticidade. Atualmente o dinamômetro isocinético demonstra ser um equipamento mais eficaz, pois favorece a padronização da angulação, velocidade de estiramento e posicionamento, podendo minimizar a subjetividade da avaliação. Desde modo, o objetivo desse trabalho foi analisar o efeito da mobilização passiva continua em duas velocidades (120º/s e 180º/s) em pacientes hemiplégicos com hipertonia espástica. Cinco pacientes entre 40 - 55 anos de ambos os sexos com história de AVE apresentando espasticidade, foram submetidos a mobilização passiva contínua por um dinamômetro isocinético por 30 repetições, em velocidades de 120º/s e 180º/s. Todos apresentaram grau 2 de espasticidade dos músculos extensores do joelho e graus 0, 1 e 1+ dos músculos flexores pela escala modificada de Ashworth. Os resultados mostraram uma redução significativa da resistência passiva a partir da 6ª repetição em ambas as velocidades angulares. Concluiu-se que o movimento passivo continuo realizado no dinamômetro isocinético é uma maneira eficaz para medir e reduzir a espasticidade.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, hemiplegia, espasticidade muscular, reabilitação, dinamômetro de força muscular, atividade motora

 

Efeito do peso para membros inferiores no equilíbrio estático e dinâmico nos portadores de ataxia

The effect of weights on lower limbs in static and dynamic balance for ataxia sufferers

Márcio Luís Dias ; Fernanda Toti ; Sara Regina Meira Almeida ; Telma Dagmar Oberg

Acta Fisiátr.2009;16(3):116-120

O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito do uso do peso em membros inferiores durante a marcha, nos indivíduos com ataxia. Acredita-se que o peso em membros inferiores traz benefícios na qualidade da marcha nos pacientes atáxicos, alterando a programação motora e conexoes neurais cerebelares que são possíveis de alterações na aprendizagem motora. Divididos aleatoriamente, 21 indivíduos em 2 grupos: com peso (GP n=10) e sem peso (SP n=11). Todos realizaram 20 sessões de fisioterapia, avaliados antes (primeira avaliação), depois do tratamento (segunda) e após 30 dias (terceira), através das escalas de Equilíbrio de Berg, Dynamic Gait Index, Equiscale, International Cooperative Ataxia Rating Scale e Medida de Independência Funcional. Foi utilizada a análise ANOVA para medidas repetidas para comparar a evolução das variáveis ao longo do tempo, com nível de significância p < 0.05. Os indivíduos do GP conseguiram melhores resultados após o tratamento quanto ao equilíbrio, coordenação e independência funcional comparados ao SP, sendo estatisticamente significantes. O GP conseguiu manter o ganho da primeira para a terceira avaliação demonstrada por quase todas as escalas, exceto a DGI. O estudo comprovou a efetividade do peso, melhorando o equilíbrio estático e dinâmico, coordenação da marcha e independência funcional.

Palavras-chave: Ataxia Cerebelar, Extremidade Inferior, Equilíbrio Musculosquelético, Marcha Atáxica

 

Efeito do treinamento muscular realizado com pesos, variando a carga contínua e intermitente em jogadores de futebol

Paulo Roberto Santos Silva

Acta Fisiátr.2001;8(1):18-23

O objetivo deste estudo foi comparar o efeito do treinamento físico muscular com pesos, realizando exercícios de maneira contínua e intermitente. Foram estudados 20 jogadores de futebol, com idade variando entre 18 e 20 anos, categoria juniores, antes e após 12 semanas de treinamento. Todos foram submetidos a teste máximo por repetição do grupo muscular extensores dos joelhos, utilizando o exercício LegPress na posição horizontal em equipamento (modelo Cybex, EUA). Eles foram divididos em dois grupos: (I) contínuo e (II) intermitente. Os exercícios foram realizados duas vezes por semana, em dias alternados. Ambos os grupos treinaram somente nas formas contínua e intermitente até o final do estudo. Na forma contínua, os futebolistas realizaram 3 séries de 12 repetições a 70% e após recuperação de 2 minutos mais 3 séries de 25 repetições a 50%. Na forma intermitente, os futebolistas realizaram também, na mesma sessão, 3 séries de 12 repetições a 70% e 3 séries de 25 repetições a 50% de maneira alternada, ou seja, uma série a 70% e logo após outra a 50%, e assim sucessivamente. Em ambas as formas de trabalho, a recuperação entre as repetições variou de 30 a 60 segundos. Antes e após o período de treinamento, os seguintes resultados foram verificados: o grupo I atingiu valores de força nos extensores dos joelhos de 132,0 ± 4,0 kg vs. 145,0 ± 5,0 kg, ganho significante de 10% (p < 0,05); o grupo II atingiu valores de 131,0 ± 7,0 kg vs. 161,0 ± 9,0 kg, ganho significante de 23% (p < 0,05). Quando comparamos o delta diferencial entre as duas modalidades de trabalho, o treinamento intermitente foi 11% maior (p < 0,05). Concluindo, ambas as formas de treinamento aumentaram a força muscular. Contudo, a alternância de intensidade dos exercícios, realizada na mesma sessão pela forma intermitente, foi mais eficiente e parece se ajustar melhor às características de solicitação motora realizada pelos futebolistas durante uma partida de futebol.

Palavras-chave: Força muscular. Treinamento físico. Carga contínua e intermitente. Jogadores de futebol. Medicina esportiva.

 

Efeito do treino de <em>isostretching</em> na flexibilidade e na força muscular

Effect of isostretching training on flexibility and muscle strength

Maria Silvia Pardo; Ana Angélica Ribeiro de Lima; Mariene Scaranello Simoes; Priscila Santos Albuquerque Goya; Mariana Calil Voos; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2015;22(2):72-76

Objetivo: Avaliar efeitos do treino de exercícios de isostreching na flexibilidade e força muscular. Método: Trinta e um indivíduos saudáveis (27 mulheres), de 18 a 28 anos, divididos em 2 grupos: Grupo A, isostretching, submeteu-se a programa de exercícios baseados na técnica isostretching e Grupo B, padrao, submeteu-se aos mesmos exercícios utilizando princípios técnicos clássicos do alongamento, por 12 semanas, duas vezes por semana, uma hora por sessão. Foram avaliadas no pré e pós-teste, flexibilidade por meio de fotogrametria pesquisando a distância punho-chão e a classificação da postura segundo categorias de encurtamentos musculares descritas por Kendall e, força muscular por meio de dinamometria. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante no teste de flexibilidade nos dois grupos. Análise de significância clínica e melhora pelo Indice de Mudança Confiável (IMC) mostrou ganho na flexibilidade atingindo 14 participantes de ambos os grupos. Análise de contorno do corpo do grupo A apresentou atenuações nas curvaturas da coluna cervical, lombar e torácica e ângulo de flexão de quadril. O grupo B apresentou atenuações na curvatura da coluna cervical e ângulo de flexão de quadril. Em relação à força muscular, o grupo A apresentou diferença estatisticamente significante em alguns grupos musculares específicos, porém sem significância clínica. Conclusão: As duas intervenções afetam a flexibilidade de forma estatisticamente semelhante, porém com impacto diferente nas curvaturas da coluna. O isostretching afetou clinicamente a flexibilidade de indivíduos saudáveis, com indícios de que treinamentos mais intensos ou longos possam afetar a força muscular.

Palavras-chave: Força Muscular, Exercícios de Alongamento Muscular, Postura, Fisioterapia

 

Efeito do uso das órteses no prolongamento da marcha de pacientes com distrofia muscular de Duchenne: revisão da literatura

Effect of using orthoses on prolonging ambulation in patients with Duchenne Muscular Dystrophy: review of literature

Mariana Angélica de Souza; Ananda Cezarani; Ana Cláudia Mattiello-Sverzut

Acta Fisiátr.2015;22(3):155-159

A capacidade de marcha em pacientes com distrofia muscular de Duchenne diminui progressivamente devido ao avanço da fraqueza e encurtamento muscular. As órteses para membros inferiores são frequentemente prescritas na tentativa de prolongar a marcha nestes pacientes. Objetivo: Realizar uma revisão da literatura a fim de verificar o efeito do uso das órteses em relação ao prolongamento do tempo de marcha. Método: Foi realizado um levantamento bibliográfico nas bases PUBMED, PEDRO e SCIELO com as palavras-chave orthoses, bracing, gait, gait loss, ambulation, Duchenne muscular dystrophy. Resultados: Nos quatorze artigos selecionados foi identificada a prescrição das órteses do tipo KAFO (também chamadas de órteses longas) e AFO, sempre associada a outra intervenção terapêutica. A maioria dos estudos relatou que o uso do dispositivo prolonga o tempo de marcha. Conclusão: O uso da órtese, independentemente do tipo, prolonga a deambulação, pois retarda o avanço de encurtamentos. Assim, sugere-se o início precoce da AFO a fim de minimizar o prejuízo funcional característico da doença.

Palavras-chave: Distrofia Muscular de Duchenne, Aparelhos Ortopédicos, Marcha

 

Efeitos clínicos da acupuntura e infiltração periarticular de corticosteróides no tratamento de gonartrose

Clinical effects of acupuncture and periarticular local infiltration of corticosteroids in the treatment of gonarthrosis

Aleksandra Plavsic; Zorica Brdareski; Aleksandar Djurovic

Acta Fisiátr.2006;13(3):130-135

INTRODUÇÃO: Gonartrose é uma das doenças degenerativas mais comuns. Dor, deficiência e deformidade articular são os sinais clínicos dominantes.
OBJETIVO DO ESTUDO: Comparar o efeito clínico obtido com três diferentes modelos terapêuticos: 1. Acupuntura; 2. Infiltração local de corticosteróide; 3. Combinação de acupuntura e infiltração local de corticosteróide.
MATERIAL E MÉTODOS: Um estudo clínico prospectivo, aleatorizado, aberto incluiu 21 pacientes do sexo feminino em fase aguda de gonartrose. O diagnóstico foi feito através de exames clínicos e radiográficos. As pacientes foram divididas em três grupos: Grupo I: 7 pacientes com média de idade de 61,0 ± 6,8 anos, tratadas através de acupuntura com agulhas (pontas: Du20, Ex31, Ex32, St35, UB40, St44, UB60, Li4, Sp9,UB11), 10 tratamentos. Grupo II: 7 pacientes com 59,0 ± 10,1 anos, tratadas com infiltração de Betametasona - Diprofos, no primeiro dia de tratamento com abordagem frontal na parte lateral ou medial do tendao do músculo quadríceps. Grupo III: 7 pacientes, com 58,0 ± 6,07 anos, tratadas com uma combinação de infiltração inicial de Betametasona - Diprofos e acupuntura com agulhas, 10 tratamentos. A avaliação dos parâmetros de eficácia foi feita através dos seguintes parâmetros: 1. Dificuldades subjetivas - dor (Escala visual analógica - EVA de 0 a 100 mm); 2. tamanho do joelho, medido através do meio da patela em centímetros; 3. Amplitude de movimento articular (flexão), medida com um goniômetro. Todos esses parâmetros foram medidos no 1º, 8º e 21º dia de tratamento. ANOVA unifatorial, ANOVA de medida repetida e testes post hoc foram utilizados na análise estatística.
RESULTADOS: 1. Houve significativa melhora nos parâmetros de intensidade de dor e tamanho do joelho dentro dos grupos; ANOVA unifatorial, p<0,01; 2. Não houve melhora significativa no parâmetro de movimento articular dentro dos grupos; ANOVA unifatorial, p=0,528; 3. Houve melhoras significativas em todos os parâmetros (intensidade da dor, tamanho do joelho, movimento articular) nos três grupos; ANOVA de medida repetida, p<0,01.
CONCLUSÃO. O tratamento combinado de acupuntura e infiltração de corticosteróide tem melhor efetividade em intensidade da dor, tamanho do joelho e melhora do movimento articular em comparação com a monoterapia.

Palavras-chave: gonartrose, acupuntura, infiltração local periarticular de corticosteróide.

 

Efeitos da estimulação elétrica funcional (FES) sobre o padrao de marcha de um paciente hemiparético

Effect of Functional Electrical Stimulation (FES) about the gait standard of a hemiparetic patient

Rodrigo Costa Schuster; Cíntia Ribeiro de Sant; Vania Dalbosco

Acta Fisiátr.2007;14(2):82-86

A doença vascular cerebral resulta da restrição da irrigação sangüínea ao cérebro, gerando lesões celulares e disfunções neurológicas, sejam referentes às funções motora, sensorial e cognitiva da percepção ou da linguagem. A disfunção motora é um dos problemas freqüentemente encontrado no acidente vascular cerebral, que refletirá em uma marcha cujos parâmetros mensuráveis, tais como, velocidade, cadência, simetrias, tempo e comprimento de passo e passada, serao deficitárias. Essas alterações não são apenas devido à fraqueza muscular, mas também a anormalidades complexas no controle motor. Este estudo propôs-se a verificar os efeitos da estimulação elétrica funcional (FES), quantificando força e tônus muscular, amplitude de movimento, parâmetros espaços-temporais da marcha e a pressão plantar antes e após intervenção, em um paciente hemiparético, utilizando a corrente do tipo FES no músculo tibial anterior por 30 min, com largura de pulso de 250 µs, freqüência de 50 Hz, Ton 06s e Toff 12s, num período de 45 dias, três vezes por semana, totalizando 20 sessões. A eletroestimulação foi considerada segura e efetiva no tratamento da atrofia de desuso, além de útil na manutenção da amplitude de movimento, na reeducação muscular evidenciada pela melhora dos parâmetros de marcha e da força muscular.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, estimulação elétrica, hemiparesia, marcha, fisioterapia

 

Efeitos da geoterapia e fitoterapia associadas à cinesioterapia na osteoartrite de joelho: estudo randomizado duplo cego

Effects of geotherapy and phytotherapy associated with kinesiotherapy in the knee osteoarthritis: randomized double blind study

Katleen Arthur; Ligia Carla do Nascimento; Delize Alves da Silva Figueiredo; Lucas Barbosa de Souza; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2012;19(1):11-15

A geoterapia é o uso terapêutico de argilas, que são definidas como materiais naturais terrosos que possuem em sua composição diferentes tipos de minerais.
OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo comparar a dor, mobilidade, descarga de peso e prejuízos funcionais em indivíduos com osteoartrite de joelho, submetidos a dois tipos de tratamentos fisioterapêutico: grupo de geoterapia associada a cinesioterapia (GGC) e grupo de geoterapia associada a fitoterapia e cinesioterapia (GGFC).
MÉTODO: O estudo foi um ensaio clínico randomizado duplo-cego no qual participaram 25 indivíduos de ambos os sexos com idade acima de 43 anos. Ambos submetidos a 10 sessões com duração de 45 minutos. Os indivíduos realizaram as avaliações para verificação da dor pela Escala visual analógica (EVA), para avaliar a mobilidade funcional o teste Timed Up and Go (TUG), para avaliar a incapacidade e sintomas o Questionário Algo funcional de Lequesne, e para medir a descarga de peso entre os membros o Nintendo Wii Fitr.
RESULTADOS: Mostraram que apenas o GGFC obteve melhora da mobilidade funcional. Ambos os grupos melhoraram a intensidade da dor e sintomas após a intervenção sendo que a melhora do GGFC foi superior ao GGC em relação aos sintomas da OA. Ambos os grupos não mostraram melhoras quanto à descarga de peso.
CONCLUSÃO: A geoterapia e fitoterapia associada à cinesioterapia podem ser benéficas quanto à redução da dor e prejuízos funcionais associados à OA de joelho.

Palavras-chave: argila, fitoterapia, osteoartrite do joelho, terapia por exercício

 

Efeitos da ginástica laboral em funcionários de teleatendimento

Effects of work gymnastics on teleassistance employees

Márcia Colamarco Ferreira Resende; Carolina Miranda Tedeschi; Fernanda Pinto Bethônico; Thiago Torres Machado Martins

Acta Fisiátr.2007;14(1):25-31

INTRODUÇÃO: A ginástica laboral (GL), definida como a prática orientada de exercícios físicos dentro do próprio local de trabalho, com duração de 15 a 20 minutos, visa a prevenção de dores corporais e vícios posturais, aumenta a disposição para o trabalho e promove uma maior integração no ambiente de trabalho. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos da GL sobre as queixas dos trabalhadores quando a mesma é aplicada por fisioterapeutas ou por monitores (funcionários).
MÉTODO: Para este estudo foram utilizados três instrumentos: Questionário de Topografia e Intensidade da dor; questionário de avaliação da GL junto aos trabalhadores e o de identificação formulado especificamente para este estudo. A amostra foi composta por 24 funcionários de um teleatendimento, divididos em dois grupos: turno manha (n=10) e turno tarde (n=14). A prática orientada tinha duração de 15 minutos, 4 vezes semanais, em um período de 4 meses, perfazendo um total de 68 sessões de GL. Para análise estatística foi utilizado o Wilcoxon Signed Based Ranks e o Microsoft Excel.
RESULTADO: Foi constatada uma melhora significante na percepção de dor do grupo de funcionários orientados pelo fisioterapeuta (p=0,034), além da melhora da disposição para o trabalho, da interação com os colegas e satisfação com a empresa, diminuição do estresse e do cansaço.
CONCLUSÃO: O programa de GL pode ser visto como mais uma ferramenta para o beneficio da saúde e bem-estar dos trabalhadores atuando em um nível de prevenção primária.

Palavras-chave: saúde ocupacional, saúde do trabalhador, trabalho, riscos ocupacionais, ambiente de trabalho, ginástica.

 

Efeitos da imersão em gelo na força de preensão palmar em adultos jovens

Effects of cold immersion on hand grip in adults

Luana Barbosa; Érika Baptista Gomes; Gustavo de Azevedo Carvalho; Hudson Azevedo Pinheiro

Acta Fisiátr.2013;20(3):138-141

OBJETIVO: Avaliar os efeitos da imersão em gelo por 30 segundos na força de preensão palmar (FPP) em acadêmicos do curso de fisioterapia.
MÉTODO: Foi realizado um estudo transversal e a amostra foi por conveniência realizada com 30 sujeitos adultos, sendo 15 homens e 15 mulheres, onde foi avaliada a FPP por meio de um dinamômetro em três momentos distintos: pré-imersão, imediatamente após a imersão e uma hora após a imersão em gelo. A imersão foi feita em um balde com capacidade de 30 litros, com temperatura controlada de até 5o C, sendo o membro superior imerso até a linha interarticular de cotovelo por 20 segundos.
RESULTADOS: Observou-se alterações altamente significativas entre a pré imersão e imediatamente após a imersão em gelo em ambos os grupos, masculino e feminino (p < 0,01) e, mesmo após uma hora, ainda observou-se diferenças significativas na FPP.
CONCLUSÃO: A imersão em gelo durante 30 segundos a uma temperatura de até 5 ºC diminuiu de forma significativa a FPP.

Palavras-chave: Crioterapia, Força da Mao, Estudos de Intervenção

 

Efeitos da imersão nos parâmetros ventilatórios de pacientes com distrofia muscular de Duchenne

Effects of immersion on the breathing parameters of patients with Duchenne muscular dystrophy

Camila de Almeida; Raphael Augusto Fernandes de Oliveira; Daiane Spalvieri; Douglas Braga; Maria Misão

Acta Fisiátr.2012;19(1):21-25

Em muitos centros de reabilitação, a fisioterapia aquática é utilizada para o tratamento de pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD). Entretanto, são escassas as evidências científicas sobre os efeitos da imersão nos parâmetros ventilatórios desses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da imersão no nível da sétima vértebra cervical (C7) com relação aos parâmetros ventilatórios de pacientes com DMD.
MÉTODO: Participaram do estudo quinze meninos com diagnóstico de DMD e média de idade de 12 anos. Coletados dados gerais e história clínica, os pacientes foram avaliados em solo e em imersão sob seguintes parâmetros: Saturação parcial de oxigênio (SpO2), frequência cardíaca (FC), pressões inspiratórias (PI Máx.) e expiratórias (PE Máx.) máximas, Volume Minuto (VM), Frequência Respiratória (FR), Volume Corrente (VC), Capacidade Vital Forçada (CVF) e Pico de Fluxo Expiratório (PFE). A SpO2 sofreu uma redução após a avaliação no meio líquido quando comparada aos valores anteriores à avaliação no mesmo meio (p = 0,01).
RESULTADOS: A FR foi maior em meio líquido que em solo (p = 0,02). As PI Máx. e as PE Máx. não se modificaram em meio líquido. Dentre os volumes analisados, a CVF e o PFE apresentaram valores menores em meio líquido quando comparada aos valores mensurados em solo (p = 0,004). VM e VC não sofreram alteração. Ao se relacionar os valores de CVF em solo e em meio líquido, assim como, os valores de PFE, observa-se que há correlação positiva entre os dados coletados em solo e em meio líquido (CVF: r = 0,692, p = 0,006; PFE: r = 0,913, p = 0,0001). A imersão no nível de C7 foi capaz de reduzir a CVF e o PFE de pacientes com DMD, bem como provocar aumento da FR dos mesmos.
CONCLUSÃO: Com os dados de correlação entre valores em solo e em meio líquido da CVF e do PFE, há possibilidade de se sugerir um valor para estas variáveis em meio líquido a partir de valores mensurados em solo. Estes dados podem fornecer um melhor embasamento para avaliar a indicação de atividades em meio líquido para pacientes com DMD, em diferentes estágios de evolução da doença.

Palavras-chave: distrofia muscular de duchenne, hidroterapia, imersão, ventilação pulmonar

 

Efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento do ombro e no mapa termográfico de idosas submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama

Effects of physiotherapeutic intervention on shoulder range of motion and map thermography of elderlies submitted to surgery for breast cancer treatment

Débora Melissa Petry; Gesilani Julia da Silva Honório; Keyla dos Santos; Saionara dos Santos; Clarissa Medeiros da Luz; Soraia Cristina Tonon da Luz; Marina Palú

Acta Fisiátr.2016;23(4):180-185

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e clinicamente, as mulheres idosas apresentam um processo de reabilitação mais difícil. Objetivo: Avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento (ADM) do ombro e no mapa termográfico de idosas em pós-operatório de tratamento do câncer de mama. Métodos: Participaram 10 idosas, submetidas a tratamento cirúrgico para câncer de mama. A avaliação foi feita antes e após a intervenção através do goniômetro, para medidas de ADM, e da câmera termográfica Eletrophysics PV320T, para identificação da temperatura da regiao torácica. Utilizou-se o teste Wilcoxon e a correlação de Spearman, com nível de significância de 0,05. Resultados: As pacientes apresentaram melhora significativa da amplitude de todos os movimentos do membro comprometido, exceto a rotação interna. Ao comparar os valores de temperatura da avaliação com a reavaliação, houve um aumento da temperatura das regioes torácicas, sendo significativos apenas os valores da mama preservada. Ao comparar a temperatura da regiao preservada com a comprometida na avaliação, houve diferença significativa, já na reavaliação, ocorreu uma aproximação destes valores. A correlação entre o aumento de temperatura e ADM foi significativa para adução de ambos os membros e rotação interna do membro preservado, na avaliação. Conclusão: A intervenção garantiu resolução ou diminuição das alterações apresentadas no exame físico, melhora da ADM, aumento da temperatura das regioes torácicas, e correlação entre aumento da temperatura e ADM de adução bilateral e rotação interna do membro preservado na avaliação inicial.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Amplitude de Movimento Articular, Modalidades de Fisioterapia, Termografia

 

Efeitos da oclusão vascular parcial no ganho de força muscular

The effects of partial vascular occlusion on gaining muscle strength

Gabriela Perpétua Neves da Costa; Valéria Perpétua Moreira; Amir Curcio dos Reis; Saulo Nani Leite; Samuel Straceri Lodovichi

Acta Fisiátr.2012;19(3):192-197

OBJETIVO: Investigar os efeitos do exercício resistido de baixa intensidade associado à oclusão vascular no ganho de força e volume muscular.
MÉTODO: Foi realizada uma busca sistematizada nos bancos de dados eletrônicos: Science Direct, PEDro e Pubmed, onde foram revisados somente ensaios clínicos randomizados e com pontuação acima de 50% de acordo com a escala de PEDro.
RESULTADOS: Durante a pesquisa foram pré-selecionados e analisados 440 artigos e ao final da seleção, sete artigos preencheram todos os critérios de inclusão e especificações estabelecidas.
CONCLUSÃO: Conclui-se que o exercício de baixa intensidade com oclusão sanguínea é uma alternativa eficaz na indução de hipertrofia muscular, sendo vista como uma nova possibilidade de treinamento muscular orientado para jovens e idosos saudáveis. No entanto, há necessidade de realizar novos estudos, pois ainda existem pontos que permanecem sem explicação, como dor e desconforto durante o treinamento.

Palavras-chave: exercício, força muscular, hipertrofia

 

Efeitos da plataforma vibratória no equilíbrio em idosos

Effects of a whole body vibrating platform on postural balance in elderly persons

Patrícia Zambone da Silva; Rodolfo Herberto Schneider

Acta Fisiátr.2011;18(1):21-26

O envelhecimento determina uma série de alterações fisiológicas, dentre elas, perda da massa muscular, diminuição do equilíbrio e dos reflexos posturais. Como conseqüência destas transformações, o risco de quedas aumenta, o que é um evento marcante, podendo instituir início do declínio da saúde no idoso. Diversas abordagens têm sido utilizadas na prevenção das quedas, sendo que, mais recentemente, a plataforma vibratória, tem sido avaliada para aumentar o equilíbrio e controle postural nos idosos, portanto reduzindo os riscos de quedas e suas conseqüências. Esta revisão bibliográfica tem como foco os artigos mais relevantes sobre o tema. Os resultados obtidos indicaram melhora do equilíbrio e controle postural nesta população quando comparada com exercícios, fisioterapia ou sedentarismo. No entanto, há inúmeros protocolos de treinamento diferentes, o que dificulta a comparação de resultados. Esta revisão demonstra que a plataforma vibratória é uma promissora intervenção na prevenção de quedas em idosos, porém são necessários mais estudos para determinar o protocolo mais adequado de tratamento para melhorar o equilíbrio.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Acidentes por Quedas, Vibração/uso terapêutico

 

Efeitos da reabilitação precoce no desfecho da reabilitação pós-acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos e sua correlação com a gravidade do deficit neurológico inicial

Effects of early rehabilitation on the outcome of cerebro-vascular insult rehabilitation in women over 65 in correlation with initial neurological deficit gravity

Ljubica Nikcevic; Milan Savic; Nevenka Zaric; Dejan Nikolic; Aleksandra Plavsic; Natasa Mujovic

Acta Fisiátr.2007;14(4):237-241

Este trabalho visa examinar os efeitos da reabilitação precoce, a curto e longo prazo, no desfecho do acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos; estabelecer a correlação entre o impacto da gravidade do déficit neurológico na predição dos resultados do tratamento de Reabilitação e, ainda, investigar a possibilidade do acompanhamento de parâmetros individuais da Medição de Independência Funcional (MIF) na predição do desfecho da reabilitação do AVE. Atualmente, o AVE é a terceira maior causa de mortalidade na população mundial, bem como a maior causa de invalidez permanente. No cenário atual, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares - que antes eram tidas como exclusivas da população masculina - têm afetado também as mulheres. Por outro lado, observamos uma correlação linear entre o envelhecimento e a ocorrência destas doenças. Concluímos que a implantação do método de reabilitação precoce conduz a uma aceleração significativa do processo de tratamento e recuperação após o AVE em mulheres com mais de 65 anos. Concluímos também que certos parâmetros da MIF, por apresentarem o mesmo padrao de evolução, podem ser utilizados na predição da recuperação global do paciente.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, idoso, mulheres, reabilitação

 

Efeitos da reabilitação pulmonar sobre a qualidade de vida: uma visão das crianças asmáticas e de seus pais

Effects of the pulmonary rehabilitation program on the quality of life of asthmatic children and their parents

Ivana Mara Oliveira Rezende; Ana Luisa Dália Moura; Bibiana Carolina Costa; Juliana Machado de Faria; Crisciane Almeida; Ingrid de Castro Bolina; Cristiane Cenachi Coelho

Acta Fisiátr.2008;15(3):165-169

INTRODUÇÃO: A determinação da qualidade de vida de crianças e adolescentes asmáticos é importante, pois a asma grave ou com sintomas mal controlados, impede a participação desses indivíduos em esportes, prejudica o sono e, conseqüentemente, o rendimento escolar. Entretanto a doença não tem somente um impacto sobre os pacientes, mas também afeta a qualidade de vida de indivíduos ligados a eles.
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida das crianças asmáticas e a percepção dos pais/responsáveis quanto à qualidade de vida de seus filhos antes e após um programa de reabilitação pulmonar (RP).
MATERIAIS E MÉTODOS: Foram estudadas 5 crianças, sexo masculino, com idade média de 8,16 ± 1,83 anos e 6 pais/responsáveis, antes e após um programa de reabilitação de 24 sessões. Todas as crianças tinham diagnóstico clínico de asma leve e moderada. Foi aplicado o questionário Pediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ) para as crianças e um segundo questionário específico para os pais. As pontuações numéricas dos questionários pré e pós RP, foram comparadas pelo teste de Wilcoxon, sendo considerado um p < 0,05.
RESULTADO: Não houve diferença significativa, na comparação dos resultados pré e pós RP Entretanto, verificou-se melhora absoluta na maioria das questoes em ambos os questionários.
CONCLUSÃO: Os questionários de qualidade de vida aplicados às crianças asmáticas e aos seus pais/responsáveis, não detectaram variação significativa. Contudo, as variações absolutas em vários itens envolvendo os dois instrumentos sugerem uma melhora clínica na qualidade de vida em ambos os questionários.

Palavras-chave: asma/reabilitação, qualidade de vida, criança

 

Efeitos da terapia manual na cefaleia do tipo cervicogênica: uma proposta terapêutica

Effects of manual therapy on cervicogenic headaches: a therapeutic approach

Renato Santos de Almeida; Vanessa Gomes; Carolina de Magalhaes Gaullier; Karla Kristine Dames; Leandro Alberto Calazans Nogueira

Acta Fisiátr.2014;21(2):53-57

A coluna cervical é considerada como possível fonte de dor de cabeça, entretanto ainda existem algumas controvérsias a respeito da fisiopatogênese, quadro clínico e tratamento.
OBJETIVO: Propor um protocolo com abordagem multimodal para tratamento fisioterápico de pacientes com cefaleia cervicogênica e avaliar os efeitos deste protocolo em tais pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo experimental não controlado, no qual 9 pacientes da Clínica Escola de Fisioterapia do UNIFESO (Teresópolis, RJ) com diagnóstico de cefaleia cervicogênica foram submetidos a 10 intervenções fisioterapêuticas com técnicas de terapia manual. O protocolo experimental incluiu técnicas articulares, miofasciais e de recrutamento muscular. Como ferramentas de mensuração foram utilizadas a escala funcional Neck Disabilty Index (NDI), a escala visual analógica de dor (EVA) e o registro do padrao do quadro álgico.
RESULTADOS: Dos 9 pacientes selecionados, todos eram do gênero feminino, e possuíam média de idade de 43,3 anos (± 15,5). Observou-se diferença entre as médias da intensidade do quadro álgico (EVA) antes do tratamento (8,0 ± 1,3) e após (2,2 ± 0,9; p < 0,01). O índice de incapacidade cervical também mostrou melhora após intervenção de 63,9% (p < 0,01). Em relação à frequência das crises semanais observa-se uma diminuição de 70% após a intervenção (p < 0,01). De maneira similar, houve redução do tempo de permanência das crises antes (4 horas ± 1,5) e após (1 hora ± 0,5) (p < 0,01).
CONCLUSÃO: A abordagem multimodal por meio de técnicas de terapia manual foi benéfica na redução do quadro sintomático dos pacientes e ainda proporcionou diminuição do grau de incapacidade da regiao cervical.

Palavras-chave: Transtornos da Cefaleia, Terapia Combinada, Manipulações Musculoesqueléticas, Modalidades de Fisioterapia

 

Efeitos do treinamento aeróbio na qualidade de vida e na capacidade funcional de indivíduos hemiparéticos crônicos

Effects of aerobic training on quality of life and functional capacity of chronic stroke survivors

Regina Márcia Faria de Moura; Renata Cristina Magalhaes Lima; Diana Cunha Lage; Emiliana Alcântara Alves Amaral

Acta Fisiátr.2005;12(3):94-99

Indivíduos com seqüela do acidente vascular cerebral (AVC) apresentam, na maioria das vezes, um alto custo energético durante a realização das atividades e apesar das evidências dessa alteração após o AVC, poucos são os autores que têm investigado os efeitos do treinamento aeróbio.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um treinamento aeróbio na capacidade funcional e na qualidade de vida (QDV) de indivíduos com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica.
CASUISTICA E MÉTODO: Foram avaliados dois participantes, um do sexo masculino e um do feminino, que foram recrutados na Clínica Escola do Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte/MG. A capacidade funcional foi avaliada pelo Teste de Caminhada de 6 minutos e a percepção da QV pelo instrumento Perfil de Saúde de Nottingham (PSN), aplicados antes da intervenção, na 10ª, 20ª, 30ª e 40ª sessões.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: A redução tanto da distância quanto da velocidade de caminhada estao geralmente associadas a alterações de equilíbrio, fraqueza muscular e descondicionamento físico. Neste estudo houve aumento da distância caminhada dos dois participantes sugerindo melhora da capacidade funcional. Também houve redução no escore do PSN que também sugere uma melhor QV após o protocolo de reabilitação.
CONCLUSÃO: Os participantes do estudo apresentaram melhora da capacidade funcional e alteraram positivamente a percepção da QV após programa de treinamento aeróbio. Para generalização dos resultados para a população com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica são necessários estudos com casuística maior.

Palavras-chave: Acidente vascular cerebral, condicionamento aeróbio, reabilitação, qualidade de vida.

 

Efeitos do treinamento físico específico nas respostas cardiorrespiratórias e metabólicas em repouso e no exercício máximo em jogadores de futebol profissional

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Paulo Yazbek Jr.; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1997;4(2):56-64

O objetivo deste estudo foi analisar as alterações provocadas pelo treinamento físico específico (TFE) nas respostas cardiorrespiratórias e metabólicas de 16 jogadores de futebol profissional, com média de idade de 24,2 ± 3,6 anos. Todos os atletas foram avaliados antes e depois de quinze semanas de um programa de TFE, durante período competitivo. Os futebolistas foram submetidos a teste máximo em esteira rolante, utilizando-se o protocolo de Ellestad. A resposta de freqüência cardíaca (FC) foi registrada por meio de um eletrocardiógrafo de 3 derivações simultâneas e a pressão arterial (PA), por meio de método auscultatório. A ventilação pulmonar (VE), o consumo de oxigênio (VO2), a produção de dióxido de carbono (VCO2) e a razao de troca respiratória (RER) foram calculados a partir de valores medidos por um sistema espirométrico computadorizado (BECKMAN) e a capacidade anaeróbia máxima, por meio da concentração sanguínea de ácido lático, utilizando-se analisador automático. O TFE não modificou significativamente a FC máxima (192 ± 8 versus 186 ± 6 bpm) e a PA sistólica máxima (196 ± 10 versus 198 ± 8 mmHg). A resposta ventilatória máxima foi significativamente aumentada (129 ± 19 versus 140 ± 16 L .min-1 [p< 0.05]), enquanto a capacidade aeróbia máxima não foi significativamente modificada (50,0 ± 6,0 vs 53,0 ± 5,0 ml.kg.-1min-1) por esse treinamento. Ao contrário, a capacidade anaeróbia máxima aumentou significativamente (8,3 ± 0,2 versus 9,8 ± 2,4 mmol. L-1 [p< 0,05]).
CONCLUIU-SE: 1) O TFE não modificou as respostas de FC e PA no repouso e no exercício máximo; 2) A maior VE no exercício máximo associada a elevada concentração sanguínea de ácido lático demonstraram que o TFE utilizado nesse estudo foi caracterizado por exercícios predominantemente intensos e 3) O TFE não representou estímulo adequado para aumentar a capacidade aeróbia máxima dos futebolistas.

Palavras-chave: Treinamento físico. Capacidade aeróbia. Capacidade anaeróbia. Freqüência cardíaca. Pressão arterial. Jogador de futebol.

 

Efeitos do treino de marcha com assistência robótica em pacientes pós - acidente vascular encefálico

Effects of robot-assisted gait training in stroke patients

Juliana Morales Ronchi; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2015;22(1):34-38

Pacientes acometidos por acidente vascular encefálico (AVE) apresentam déficit significativo de marcha em decorrência da complexidade de suas deficiências. O treino de marcha com assistência robótica (TMR), além de diminuir a carga física imposta sobre o terapeuta, garante um ambiente simplificado e seguro para o treino de marcha, no qual padroes simétricos e constantes de movimentos de membros inferiores podem ser desenvolvidos e em maiores velocidades, além de permitir uma terapia com maior tempo de duração. Apesar do uso crescente deste equipamento em reabilitação pouco se sabe sobre os efeitos promovidos na reabilitação da marcha pós-AVE, assim como os protocolos de intervenção empregados para se alcançá-los. Objetivo: Avaliar as evidências atuais quanto à eficácia do TMR em indivíduos pós-AVE, com ênfase no desempenho da marcha. Método: Para isso, foi realizado um levantamento literário dos estudos publicados nos últimos 10 anos (2003-2013) com os termos "stroke" and "gait" and "robotics" nas bases de dados PubMed, MedLine e LILACS. Resultados: Foram selecionados 5 estudos que preencheram os critérios de inclusão, entre eles o de utilizar o dispositivo robótico Lokomat (Hocoma, Volketswil) para o treino de marcha em pacientes pós-AVE. A análise dos resultados obtidos em cada estudo considerou os ganhos promovidos nos parâmetros lineares da marcha (velocidade e distância percorrida) pela terapia robótica em comparação à terapia convencional. Conclusão: Os dados sugerem que o emprego da terapia robótica na reabilitação da marcha do paciente pós-AVE não produz ganhos adicionais aos obtidos com a terapia convencional.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Efeitos secundários potencialmente desejáveis dos anestésicos locais

Potentially desirable secondary effects of local anesthetics

Estela Maris Freitas Muri; Maria Matilde de Mello Sposito; Leonardo Metsavaht

Acta Fisiátr.2010;17(1):28-33

Apesar do uso dos anestésicos locais (ALs) ter a finalidade principal de produzir bloqueios nervosos pela inibição dos canais de Na+, a literatura tem mostrado que esses agentes podem ter ações farmacológicas adicionais, afetando também, os canais de potássio e de cálcio e agindo em mecanismos intracelulares. Os ALs podem, além de causar anestesia, agir diretamente sobre outros receptores e suas vias de sinalização que estao envolvidos nos processos de inflamação, ativação plaquetária, nocicepção, dor periférica e arritmias, dentre outras, buscando cada vez mais, uma melhor eficácia e segurança clínica, além de novas e potencialmente úteis propriedades para os ALs. Assim, o objetivo deste estudo foi pesquisar em literatura científica e descrever uma revisão da farmacologia e dos efeitos adicionais potencialmente desejáveis dos principais anestésicos locais usados na clínica médica.

Palavras-chave: Anestésicos Locais/farmacologia, Canais de Sódio, Literatura de Revisão como Assunto

 

Efetividade da acupuntura para alívio da dor e ganho funcional em espondilite anquilosante: ensaio clínico controlado e randomizado

Efficacy of Acupuncture in pain relief and function improvement in Ankylosing Spondylitis: a randomized controlled trial

Liliana Lourenço Jorge; Marta Imamura; André Tadeu Sugawara; Chien Hsin Fen

Acta Fisiátr.2008;15(4):236-240

A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que acarreta seqüelas osteomusculares, déficit funcional e dor. Apesar do crescente número de pacientes buscando acupuntura como opção terapêutica para analgesia, há poucos trabalhos verificando sua eficácia em ensaios controlados. O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia da acupuntura para alívio da dor espinhal em pacientes com EA. Estudo piloto randomizado duplo-cego, placebo-controlado na Divisão de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Dez portadores de dor espinhal secundária à EA foram estudados para se verificar o efeito de dez sessões de acupuntura clássica, duas vezes por semana, contra eletroacupuntura placebo. A avaliação da intervenção antes e após incluiu medida da dor espinhal, mobilidade espinhal (teste de Schober, distância dedos-chão, distância occipício-parede e expansibilidade torácica), inflamação (BASDAI, proteínas de fase aguda), avaliação subjetiva do paciente e função (BASFI). Acupuntura clássica não foi melhor que placebo nas medidas de saída. Contudo, o Effect Size para alívio da dor foi 2,04 para acupuntura e 1,09 para placebo, ambos considerados comparáveis aos tratamentos padrao para EA. Pelo teste do Sinal, ambas as intervenções mostraram resultado significante. Acupuntura não é melhor que placebo para o alívio da dor em pacientes com EA. A resposta relevante no grupo placebo fornece evidência do efeito benéfico da relação médico-paciente no alívio da dor em pacientes com EA. O estudo está registrado com o número ISRCTN02971192 em http://isrctn.org.

Palavras-chave: espondilite anquilosante, acupuntura, dor

 

Efetividade da escola postural em portadores de dor lombar crônica inespecífica

Effectiveness of back school in patients with chronic nonspecific low back pain

Adriane Vieira; Rafaela de Macedo Braga; Patrícia Thurow Bartz; Claudia Tarragô Candotti

Acta Fisiátr.2012;19(3):184-191

As dores na coluna afetam em torno de 70% a 80% da população adulta em algum momento da vida e são consideradas uma das razoes mais comuns de aposentadoria precoce por incapacidade total ou parcial. O alto custo dos tratamentos e a falta de eficácia das práticas terapêuticas convencionais deram origem à Escola Postural (EP).
OBJETIVO: Realizar uma revisão sistemática da literatura nos últimos dez anos a fim de verificar a efetividade da Escola Postural em portadores de dor lombar crônica inespecífica.
MÉTODO: A busca foi conduzida nas bases de dados computadorizadas Medline, Embase e Lilacs. Os critérios de busca nas três bases de dados foram artigos randomizados sobre a efetividade da Escola Postural publicados nos últimos dez anos. A qualidade metodológica dos estudos selecionados nesta revisão foi avaliada através de um conjunto composto por nove critérios.
RESULTADOS: No total, cinco estudos foram incluídos nessa revisão, sendo quatro considerados de alta qualidade. Dois dos artigos considerados nesse estudo foram realizados no Brasil, mostrando o interesse de pesquisadores no país por essa proposta educativa na abordagem de dor lombar crônica inespecífica. Todos os estudos apresentaram resultados positivos quanto à efetividade da Escola Postural a curto e médio prazo.
CONCLUSÃO: Com esta revisão, pode-se concluir que os programas de Escola Postural vêm sendo considerados como uma ferramenta importante tanto no tratamento como na prevenção de dor lombar crônica inespecífica, porém são necessários mais estudos que avaliem essa ferramenta no longo prazo e com procedimentos metodológicos padronizados.

Palavras-chave: dor lombar, postura, qualidade de vida

 

Efetividade e segurança do ultrassom terapêutico nas afecções musculoesqueléticas: <em>overview</em> de revisoes sistemáticas Cochrane

Effectiveness and safety of therapeutic ultrasound in musculoskeletal disorders: overview of Cochrane systematic reviews

Ana Paula Bezerra Leite; José Carlos Baldocchi Pontin; Ana Luiza Cabrera Martimbianco; Gisele Landim Lahoz; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(3):157-160

O Ultrassom terapêutico (UST) é um recurso frequentemente utilizado na prática clinica do fisioterapeuta. Entretanto, não há consenso na literatura em relação à efetividade desse recurso.
OBJETIVO: Os objetivos do presente estudo foram verificar e sintetizar as informações contidas nas revisões sistemáticas Cochrane relacionadas ao tratamento das afecções musculoesqueléticas com o UST.
MÉTODO: Foi realizada uma busca na base de dados "Cochrane Library" e selecionadas as revisões sistemáticas que abordavam o UST como modalidade de tratamento.
RESULTADOS: Foram incluídas seis revisões sistemáticas Cochrane que analisaram a efetividade do UST em diferentes afecções musculoesqueléticas demonstrando redução significativa da dor apenas na osteartrite de joelho; não há relatos de eventos adversos decorrentes do UST em todas as revisões incluídas, sendo considerado um tratamento seguro.
CONCLUSÃO: Os resultados apresentados nesse estudo devem ser analisados com cautela, pois a baixa qualidade metodológica e a heterogeneidade dos ensaios clínicos randomizados (ECRs) incluídos nas revisões sistemáticas são fatores limitantes para a confiabilidade dos dados apresentados.

Palavras-chave: Terapia por Ultrassom, Modalidades de Fisioterapia, Doenças Musculoesqueléticas, Literatura de Revisão como Assunto

 

Eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular em idosos: revisão sistemática de literatura

Effectiveness of interventions in the improvement of muscle resistance in the elderly: a systematic review

Gesylâine Marques Luiz; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

Acta Fisiátr.2017;24(1):48-55

O envelhecimento populacional mundial vem sendo muito discutido na última década. China, Japao e países da Europa e da América do Norte já convivem há muito tempo com um grande contingente de idosos e com todos os problemas associados a este processo de envelhecimento. Porém, a população idosa brasileira, mais especificamente a feminina, vem crescendo de forma acelerada: o processo de envelhecimento no Brasil está ocorrendo em um curto período de tempo. Com o envelhecimento, é comum a perda da massa muscular esquelética como um todo. O comprometimento da força muscular no indivíduo idoso é evidente, uma vez que a perda de fibras do tipo II é maior do que do tipo I. Entretanto, a perda de fibras musculares do tipo I também ocorre durante o envelhecimento e, portanto, características relacionadas a este tipo de fibra, como a resistência muscular, também devem ser consideradas pelos profissionais da área da saúde. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura para determinar a eficácia de programas de intervenção na melhora da resistência muscular em idosos. O objetivo secundário foi avaliar a eficácia destes programas na melhora de outros desfechos funcionais e de saúde nesta população. Método: Revisão sistemática de literatura elaborada conforme o protocolo Prisma (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses), com buscas nas bases de dados MEDLINE, PEDro, LILACS e SCIELO, utilizando-se estratégia de busca específica envolvendo descritores relacionados a idoso e resistência muscular. Foram incluídos estudos publicados em português e inglês, do tipo quase-experimental (QE) ou ensaio clinico aleatorizado (ECA), que envolveram idosos e abordaram a musculatura esquelética de membros inferiores, superiores ou tronco, e que avaliaram a eficácia de intervenções para a melhora da resistência muscular. Resultados: Foi encontrado um total de 133 estudos com a busca eletrônica. Destes, apenas 13 atenderam aos critérios de inclusão, sendo 7 ECA e 6 QE. A média da pontuação obtida pelos ECA na escala PEDro foi de 5,57, enquanto a média obtida pelos QE na escala TREND foi de 18,57. Dentre os sete ECA, todos foram classificados como tendo adequada qualidade metodológica. Conclusão: Segundo os resultados da maioria dos estudos incluídos, os programas de intervenções elaborados seguindo as características específicas do conceito de resistência muscular são eficazes para melhora da resistência muscular e de outros desfechos de funcionalidade e de saúde de idosos saudáveis. São necessários mais estudos que investiguem a eficácia de intervenções direcionadas para a melhora da resistência muscular de idosos que apresentam alguma condição de saúde associada ou incapacidade específica.

Palavras-chave: Treinamento de Resistência, Fadiga Muscular, Idoso

 

Elaboração de um manual de exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar

Development of an exercise manual and guidelines for patients with plantar fasciitis

Rafael Henrique da Silva; José Carlos Baldocchi Pontin; Thiago Ragusa Costa; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(2):75-79

A fasciíte plantar é causa frequente de dor no calcanhar e no pé que afeta cerca de 2 milhoes de americanos por ano. A fisioterapia é o tratamento inicialmente prescrito, e o sucesso do tratamento depende da adesão dos pacientes.
OBJETIVO: Elaborar um manual de orientações e exercícios para pacientes com fasciíte plantar, analisar a clareza, nível de compreensão e a satisfação dos pacientes leigos e fisioterapeutas acerca do manual.
MÉTODO: Foram selecionados 30 fisioterapeutas e 30 pacientes que não fossem analfabetos e que não apresentassem nenhum déficit cognitivo. Foi aplicado um manual contendo 10 exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar.
RESULTADOS: Todos os exercícios e orientações tiveram alto índice de compreensão (acima de 90%). O manual foi considerado excelente pelos leigos e ótimo pelos fisioterapeutas.
CONCLUSÃO: O manual apresentou um nível relevante de compreensão tanto entre os fisioterapeutas como entre os leigos, além de alto índice de satisfação entre as populações abordadas. Portanto, o manual pode servir de ferramenta complementar no tratamento dos pacientes com fasciíte plantar.

Palavras-chave: Fasciíte Plantar, Terapia por Exercício, Modalidades de Fisioterapia, Guia de Prática Clínica

 

Elaboração, aplicação e avaliação de um programa de ensino de adaptação ao meio aquático para idosos

Design, application and assessment of an educational pool-therapy adaptation program for the elderly

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2007;14(3):170-175

Este artigo apresenta um programa de ensino, elaborado especificamente para este estudo, com quatro sessões, visando o aprendizado de habilidades que garantam independência motora (adaptação ao meio aquático) durante a imersão para pessãos idosas. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento da intervenção hidroterapêutica, devido ao receio apresentado por estas pessãos para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. Foram sujeitos deste estudo 18 mulheres, com idade entre 65 e 70 anos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pelo pesquisador e por um observador independente, e foi atribuído as notas 1, 2, e 3 para cada atividade motora. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca.

Palavras-chave: hidroterapia, envelhecimento, educação especial, educação em saúde

 

Eletroestimulação neuromuscular na pressão plantar, simetria e funcionalidade de hemiparético

Neuromuscular electrical stimulation on plantar pressure, symmetry and hemiparetic funcionality

Janaine Cunha Polese; Daiane Mazzola; Rodrigo Costa Schuster

Acta Fisiátr.2009;16(4):200-202

Este estudo objetivou analisar os efeitos da Eletroestimulação Neuromuscular (EENM) na pressão plantar, simetria e funcionalidade de hemiparéticos. Participaram deste pacientes hemiparéticos crônicos, divididos em dois grupos: intervenção, composto por cinco pacientes, que receberam a corrente FES no tibial anterior, três vezes por semana, durante quatro semanas, por trinta minutos; controle, formado por dois pacientes que receberam, pelo mesmo período e no mesmo músculo, a corrente sham (50µs e 150Hz). Os sujeitos realizaram pré e pós tratamento avaliação da pressão plantar através do sistema de baropodometria computadorizada FScan, análise da simetria e avaliação da funcionalidade, através da Medida de Independência Funcional (MIF). A média de idade da amostra estudada foi 58,85 anos, todos com diagnóstico de AVE isquêmico crônico. Em relação à pressão plantar e funcionalidade, não houveram diferenças estatisticamente significativas tanto no grupo FES quanto no grupo sham. Os índices de simetria do grupo intervenção aumentaram 140,58% após o tratamento. Já no grupo sham, esse ganho foi de 57,65%. Através deste constatou-se que a EENM pode influenciar positivamente na simetria de pacientes hemiparéticos crônicos, podendo acarretar uma marcha mais satisfatória.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Estimulação Elétrica, Paresia, Marcha

 

Eletroneuromiografia na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais

Electromyography in the evaluation of cervical and lumbosacral radiculopathy

Luciane Fachin Balbinot; José Antonio Garbino; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2010;17(4):188-192

A eletroneuromiografia (ENMG) é empregada como método de diagnóstico complementar no diagnóstico de radiculopatia desde 1950, contribuindo com importantes informações para o esclarecimento diagnóstico, planejamento do tratamento e acompanhamento evolutivo dos pacientes. A presente revisão baseada em evidências buscou referências com ênfase na indicação, sensibilidade, especificidade, reprodutibilidade e limitações do uso desse exame na avaliação das radiculopatias cervicais e lombossacrais. As referências apontam a ENMG como um exame bastante útil tanto na triagem quanto no diagnóstico diferencial na suspeita de radiculopatia cervical ou lombossacra, bem como na avaliação do grau e extensão da lesão, quando respeitadas as limitações da técnica.

Palavras-chave: Radiculopatia, Eletromiografia, Deslocamento do Disco Intervertebral, Dor Lombar

 

Em busca de evidência para a prática médica diária

Andréa D. Furlan

Acta Fisiátr.2000;7(1):20-28

O médico não tem tempo para estudar e manter-se atualizado na medida que seria necessário. No entanto, a medicina tem evoluído com uma velocidade espantosa e práticas atuais são substituídas por novas muito mais rapidamente nos últimos anos. O que fazer diante de problemas clínicos e questionamentos sobre eficácias de tratamentos? O médico tem várias opções, e uma delas é procurar as respostas em revisões da literatura. Entretanto, nem todas as revisões da literatura são bem feitas ou têm resultados confiáveis. A maioria representa a opiniao pessãol dos autores e não há uma metodologia para a sua realização. Ultimamente, têm sido publicadas revisões sistemáticas da literatura, em que os autores delimitam uma questao específica para, entao, buscar todos os estudos que respondam a essa pergunta. Uma revisão sistemática da literatura deve conter: objetivos, métodos, análise de qualidade de cada estudo incluído, resultados, conclusões e discussão. O médico precisa ter acesso a esses tipos de revisão e aprender a avaliar a sua qualidade. Um dos critérios recomendados é o que foi desenvolvido por Oxman e Guyatt. A Cochrane Collaboration tem desenvolvido métodos e técnicas para a realização de revisões com o mínimo de erros e opinioes pessãois, sendo, portanto, uma das maiores fontes de revisões da literatura de boa qualidade atualmente.

Palavras-chave: Revisões sistemáticas. Cochrane Collaboration. Medicina baseada em evidências.

 

Embriopatia do ácido retinóico: relato de dois casos associados ao uso da isotretinoína

Retinoic acid embryopathy: report of two cases associated with the use of isotretinoin

Gabriela Henrique de Souza Lima; Maria Raquel Ramos Jubé; Caroline Campelo Feres; Leonardo Eizo Watanabe; Angela Maria Costa de Souza

Acta Fisiátr.2008;15(1):59-62

Os autores apresentam dois casos associados ao uso da isotretinoína antes ou durante o período gestacional, com seus aspectos característicos e variações, sendo uma criança do sexo feminino e outra do sexo masculino. Descritos para divulgação no meio médico das possíveis complicações do uso da isotretinoína nas mulheres em idade fértil levando em conta a gravidade das malformações nos diferentes sistemas do corpo humano.

Palavras-chave: embriopatias, síndrome de Goldenhar, ácido retinóico, isotretinoína

 

Encontro marcado: o adolescente deficiente físico e as relações humanas<sup>*</sup>

Maria Cristina Vitti Vieira; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2000;7(1):9-12

Trata-se de uma exposição acerca da intervenção psicoterápica realizada com um grupo de dez adolescentes portadores de deficiência física de uma instituição de reabilitação. Foram enfocadas questoes referentes à sexualidade e à deficiência. Nesse processo, foi demonstrado que, por trás das dúvidas, das dificuldades e dos conflitos, existia uma inquietação permanente por parte dos adolescentes e dos pais. Com respeito ao medo de não serem "encontrados" e amados pelo outro, percebeu-se que, subjacente a esse receio, havia também preconceitos, valores morais e padroes de beleza física advindos dos filhos e dos pais que poderiam dificultar as relações mais próximas. No decorrer dos atendimentos, foi se desenhando uma silhueta baseada no respeito e na ética que permitiu algumas reflexoes sobre as relações humanas e o desenvolvimento pessoal de cada membro do grupo.

 

Envelhecimento e dor crônica: um estudo sobre mulheres com fibromialgia

Aging and chronic pain: a study of women with fibromyalgia

Maria Angelica Schlickmann Pereira Hayar; Arlete Camargo de Melo Salimene; Ursula Margarida Karsch; Marta Imamura

Acta Fisiátr.2014;21(3):107-112

Objetivo: Desvendar o processo de envelhecimento de mulheres acometidas por fibromialgia e o impacto dessa patologia nos âmbitos físico, pessãol e social, agregado às alterações dele decorrentes. Método: O universo da pesquisa abrangeu 66 mulheres com diagnóstico clínico de fibromialgia, com idades entre 30 e 68 anos de idade, residentes em São Paulo/SP. Para a pesquisa qualitativa, foi selecionado, de forma aleatória, um grupo de quinze das 66 mulheres: cinco na faixa etária entre 30 e 49 anos, cinco entre 50 e 59 anos de idade e cinco de 60 anos e mais. Foram realizadas entrevistas individuais, gravadas e posteriormente transcritas na íntegra, com aplicação de instrumento semiestruturado elaborado pela autora. O instrumento buscou estimular os sujeitos a refletirem, a fim de possibilitar o acesso às representações sociais da dor, da doença o do envelhecimento com dor crônica. Como procedimento metodológico para tratamento dos dados da pesquisa qualitativa, foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultados: Os dados indicaram que há maior incidência da fibromialgia entre as mulheres idosas, mas o impacto na qualidade de vida medido pelo FIQ foi maior entre aquelas que estavam na meia idade (50 a 59 anos). Houve prevalência de mulheres com baixa escolaridade, mas constatou-se que o impacto da fibromialgia foi mais significativo em mulheres com escolaridade maior. A presença da religiosidade foi bem marcada neste grupo de sujeitos. Conclusão: O trabalho de atenção básica sob a Estratégia de Saúde da Família requer uma adequada abordagem da pessão com uma doença crônica tao peculiar como a fibromialgia. Essa abordagem deve ser estendida aos idosos, respeitando o que preconiza a política de humanização do SUS numa perspectiva de promoção da saúde.

Palavras-chave: Envelhecimento, Doença Crônica, Fibromialgia, Mulheres, Gênero e Saúde

 

Envelhecimento e participação social

Coming of age and social participation

Mônica Cordeiro de Azevedo; Maria Luísa Barca Gazetta; Arlete Camargo de Melo Salimene

Acta Fisiátr.2003;10(3):102-106

O presente estudo tem como objetivo conhecer como se processa a participação social dos idosos integrantes do Programa de Atendimento Global na terceira idade da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo do ano de 2001. Este é um programa terapêutico que objetiva proporcionar ao idoso a melhoria da capacitação física, psicológica e social. Realizou-se pesquisa quantitativa e qualitativa baseada no Instrumento de Avaliação Social, utilizado pelas assistentes sociais da Divisão, sendo pesquisado um total de dezessete pacientes. O grupo é composto predominantemente por mulheres, que associaram os relacionamentos interpessãois à possibilidade de participação social. A vontade de estar se relacionando com outras pessãos é o principal fator que lhes motiva a procurar atividades. Constata-se que os membros deste grupo podem ser considerados participativos socialmente, segundo os conceitos de participação que sugerem ao indivíduo a busca de novas atividades e relacionamentos com a chegada da terceira idade.

Palavras-chave: Idosos. Participação social. Trabalho. Serviço Social

 

Epidemiologia da paralisia cerebral

Cerebral palsy epidemiology

Tamara Rodrigues Pato; Thais Rodrigues Pato; Daniel Rúbio de Souza; Heitor Pons Leite

Acta Fisiátr.2002;9(2):71-76

INTRODUÇÃO: existe grande interesse em encontrar um fator etiológico determinante para a paralisia cerebral, pois seria possível realizar uma abordagem profilática para a doença. Na literatura são acusados diversos fatores de risco, e muitos autores sugerem que seja uma doença multifatorial.Também se pesquisou sobre possíveis fatores protetores, expectativa de vida e principais causas de morte, visando encontrar possíveis formas de prevenção de acidentes ou de melhora de qualidade de vida.
MATERIAIS E MÉTODOS: revisão sistemática da literatura, baseada em 40 artigos encontrados nos sites da Bireme, Lilacs e Pubmed, além de dois livros de edição recente.
RESULTADOS: os fatores de risco mais citados foram hipóxia perinatal, prematuridade e infecção materna intra-uterina. Outros fatores apontados são gestação múltipla, corioamnionite e trombofilia. O uso de corticóide no período antenatal foi referido como fator protetor. Alguns autores também referem pré-eclâmpsia e a administração de sulfato de magnésio, entretanto, ainda há controvérsias.As principais causas de morte apontadas foram as respiratórias, principalmente as pneumonias. Outras causas são obstrução intestinal (como volvo), afogamentos e atropelamentos.
CONCLUSÃO: não existe um fator determinante específico para a paralisia cerebral (PC). A hipóxia e a isquemia perinatal têm maior contribuição que outros fatores, mas dependem da intensidade e do período em que ocorrem. Os trabalhos sobre fatores protetores são insuficientes para confirmar sua real eficácia. A principal causa de morte são as doenças respiratórias. É possível reduzir a incidência de afogamentos e atropelamentos por meio de orientação e reabilitação.

Palavras-chave: Paralisia cerebral/etiologia. Paralisia cerebral/epidemiologia. Expectativa de vida.

 

Epidemiologia das lesoes do sistema locomotor em atletas de basquetebol

Epidemiology of the injuries of the locomotor system in basketball athletes

Mario Cardoso Gantus; Jurandyr D'Avila Assumpção

Acta Fisiátr.2002;9(2):77-84

Este estudo tem o objetivo de identificar as lesões do sistema locomotor mais freqüentes nos atletas de basquetebol, suas características e os segmentos corpóreos mais acometidos. Foram entrevistados 59 atletas entre 18 e 39 anos de sete equipes de São Paulo, por meio de um questionário com dados pessãois, perfil de atuação nos treinos e jogos e histórico das lesões com diagnóstico clínico. No total, foram relatadas 455 lesões, e a lesão mais freqüente foi o entorse do tornozelo, 49 (10,8%). Quanto à fase de ocorrência, 356 (78,2%) das lesões ocorreram na temporada. O momento de ocorrência predominante foi nos treinos, 242 (53,2%). Quanto à gravidade das lesões, 131 (28,9%) de primeiro grau, 171 (37,6% ) de segundo grau e 153 (33,5%) de terceiro grau. Na análise das lesões e da posição do atleta no jogo, os laterais apresentaram como as regioes mais acometidas a face (16,6%) e a coluna dorsolombar (12,8%). Nos pivôs, as regioes mais atingidas foram a face (18,3%), as mãos e os dedos (18,3%) e os joelhos (15%). O tornozelo foi a regiao mais acometida nos armadores (18,6%) em comparação às outras regioes citadas. As lesões típicas do basquetebol e as regioes mais acometidas foram: 1) os ferimentos nos olhos e na boca, por causa da dinâmica do jogo, da estatura dos pivôs e da atitude dos seus cotovelos; 2) os entorses do tornozelo, por causa da falta de proteção; 3) as tendinites patelares como resultado do supertreinamento; 4) as contusões interfalangeanas, pela disputa constante pela bola; 5) os distúrbios dorsolombares, por causa dos impactos, da agressividade e da postura dos atletas.

Palavras-chave: Traumatismos em atletas. Basquetebol e lesões. Epidemiologia.

 

Epidemiologia das lesoes esportivas em atletas de basquetebol em cadeira de rodas

Epidemiology of sportive injuries in basketball wheelchair players

Fernanda Moraes Rocco; Elizabete Tsubomi Saito

Acta Fisiátr.2006;13(1):17-20

A atividade esportiva para os portadores de deficiência física (PPD) foi desenvolvida com o objetivo de ser recreativa e reabilitacional, entretanto, para alguns o esporte desperta uma vocação competitiva. Nesta situação, um número excessivo de treinamentos e competições pode levar a aumento no risco de lesões esportivas, que segundo a literatura é semelhante para atletas com ou sem deficiência.
OBJETIVO: Identificar as lesões esportivas mais freqüentes nos atletas de basquetebol em cadeira de rodas.
CASUISTICA E MÉTODO: Foi realizada entrevista dirigida com 26 atletas do sexo masculino de basquetebol em cadeira de rodas, com idade entre 18 a 47anos (média de 27 anos), que participaram de um campeonato de basquetebol em cadeira de rodas em 2003. Foram obtidas informações pessãois dos atletas, etiologia da deficiência física, quanto tempo que pratica o esporte, horas de treino por semana, queixa de dor e quantificação da mesma pela escala verbal analógica, histórico de lesões durante a prática esportiva e tempo de afastamento.
RESULTADOS: Dentre as deficiências físicas apresentadas pelos atletas a lesão medular correspondeu a 42%, seqüela de poliomielite a 31% e amputação de membros inferiores a 27%. O tempo em que praticavam o esporte variou de 2 meses a 13 anos, com média de 6.5 anos. A carga horária de treinamento foi em média 21horas de treino por semana. Nestes atletas observou-se queixa de dor em 54%, sendo em sua maioria em membros superiores (79%). De todos os atletas apenas 6 (23%) nunca tinham apresentado lesão durante jogo ou treinamento. Entre os 11 atletas lesados medulares, 3 (27%) apresentaram afastamento devido à úlcera de pressão (regiao isquiática, sacra e paravertebral). Dentre as lesões esportivas ocorridas temos que 75% delas foram de forma aguda e 25% por esforço repetitivo.
DISCUSSÃO: Na literatura há muitos estudos que evidenciam uma alta prevalência de

Palavras-chave: esporte adaptado, traumatismos em atletas, úlcera de decúbito, tendinte, dor

 

Equilíbrio corporal e exercícios físicos: uma investigação com mulheres idosas praticantes de diferentes modalidades

Corporal balance and physical exercises: an investigation in elderly women who practice different exercise modalities

Clarissa Stefani Teixeira; Luiz Fernando Cuozzo Lemos; Luis Felipe Dias Lopes; Angela Garcia Rossi; Carlos Bolli Mota

Acta Fisiátr.2008;15(3):156-159

Atualmente a expectativa de vida vem crescendo ano após ano, caracterizando um aumento no número de idosos. Com isso, diversos tipos de atividades físicas são ofertadas para essa população objetivando melhoras em algumas qualidades físicas. Uma dessas qualidades é o equilíbrio corporal, que vem sendo bastante estudado, em virtude de estar relacionado com diversas doenças que podem afligir os idosos. Com isso, esse estudo comparou mulheres idosas praticantes de hidroginástica, ginástica e mulheres idosas sedentárias. Fizeram parte do grupo de estudo 51 mulheres idosas com idade de 63,26 ± 9,63 anos. O equilíbrio foi coletado através da avaliação cinética, sendo utilizada uma plataforma de força OR6-5 AMTI (Advanced Mechanical Technologies, Inc.) a uma freqüência de 100 Hz. As variáveis analisadas foram a amplitude do deslocamento do centro de força e o deslocamento médio do centro de força na nas direções ântero posterior e médio-lateral. Para análise estatística utilizou-se a descritiva, teste de Shapiro-Wilk e o teste Kruskal-Wallis com nível de significância utilizado de 5%. Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significativas nas direções médio-lateral, tanto na amplitude quanto no deslocamento médio do centro de força entre os grupos. Conclui-se deste estudo que ocorreram diferenças no equilíbrio na direção médio-lateral, sendo que menores instabilidades foram encontradas nas idosas praticantes de ginástica.

Palavras-chave: equilíbrio, postura corporal, exercício físico, idosos, avaliação cinética

 

Equilíbrio e ajuste postural antecipatório em idosos caidores: efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia

Balance and antecipatory postural adjustments in elderly fallers: effects of kinesiotherapy and virtual rehabilitation

Patrícia Martins Franciulli; Gislene Gomes da Silva; Aline Bigongiari; Márcia Barbanera; Semaan El Razi Neto; Luis Mochizuki

Acta Fisiátr.2016;23(4):191-196

O envelhecimento provoca uma série de alterações no controle motor do indivíduo e consequentemente nos ajustes posturais. Objetivo: Comparar o efeito da reabilitação virtual e cinesioterapia em idosos caidores no equilíbrio e no ajuste postural antecipatório dos músculos agonistas e antagonistas da articulação do tornozelo. Métodos: Participaram 24 idosos que foram alocados em dois grupos: 12 participantes no grupo reabilitação virtual e 12 participantes no grupo cinesioterapia. O protocolo foi realizado durante seis semanas, sendo duas sessões por semana. No grupo reabilitação virtual foi utilizado o console Xbox 360 com kinect e o jogo Your Shape Fitness Evolved. No grupo cinesioterapia foram realizados exercícios de equilíbrio e propriocepção. Resultados: Ambos os grupos apresentaram maior pontuação na escala de equilíbrio de Berg após a intervenção. Houve diminuição da ativação do músculo tibial anterior direito no alcance funcional após a intervenção realizada, e aumento da ativação músculo gastrocnêmio lateral direito na flexão de tronco após o treinamento. Não encontrou-se diferenças na ativação muscular entre os dois tipos de intervenção. Conclusão: Os protocolos cinesioterapia e reabilitação virtual foram eficazes na melhora do equilíbrio e na capacidade funcional de idosos caidores, não havendo diferenças entre os dois tipos de intervenção.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Modalidades de Fisioterapia, Terapia de Exposição à Realidade Virtual

 

Equipamentos para estimulação elétrica funcional

Antônio Cardoso Santos; Danton P. Silva Jr.; André Frota Muller; Paulo R.Oppermann Thomé; Paulo Roberto Stefani Sanches; Maria E. Alves; Maria E. Bortolozzo

Acta Fisiátr.1995;2(3):18-23

TITULO: Estimulação Elétrica Funcional (FES)
OBJETIVOS: Avaliação da técnica FES em pacientes com patologias neurológicas diversas, utilizando equipamentos desenvolvidos pela Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os objetivos principais deste trabalho são: redução da espasticidade muscular, fortalecimento muscular e melhora no padrao de marcha.
MATERIAL: FES-II portátil, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
FES-II clínico, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
Estes equipamentos FES possuem as seguintes características principais:

Canais: 2 canais isolados
Amplitude da corrente de saída:0 a 80 mA
Largura dos pulsos:100 a 700µs
Freqüência dos pulsos: 10 a 60 Hz
Trem de pulsos (Tempos de ataque, sustentação, descida e repouso): ajustáveis
Controle Automático e Manual  

Marcha automaticamente assistida (utilizando duas palmilhas especialmente desenvolvidas).
MÉTODOS: Metodologia da Escola de Lubljana. Sessões periódicas de 10 minutos cada, aplicadas a pacientes previamente selecionados. Os resultados foram avaliados pela análise dos padroes de marcha e o exame clínico dos músculos estimulados.
RESULTADOS:
Redução da espasticidade muscular:27/33
81,8 % pacientes 
Melhora no padrao de marcha:14/19
73,7 % pacientes 
Alívio no ombro doloroso:12/12
100 % pacientes*  

CONCLUSÕES: A técnica de Estimulação Elétrica Funcional (FES) é um meio eficiente de obter contrações musculares controladas em membros paralisados, e, se possível, restaurar as funções destes membros. FES é clinicamente indicado para pacientes com lesões na medula espinhal (04), acidentes vasculares cerebrais, paralisia central, esclerose múltipla, etc...(05). A aplicação regular da estimulação neuromuscular, usando FES, provou ser eficiente no tratamento de pacientes com deficiências motoras causadas por diferentes patologias do sistema nervoso central.

Palavras-chave: FES. Estimulação Elétrica Funcional. Eletroestimula-ção. Reabilitação Física. Redução da Espasticidade. Melhora no Padrao de Marcha.

 

Equoterapia : equitação que promove a saúde e a educação

José Torquato Severo

Acta Fisiátr.1997;4(3):146-149

Segundo o Dr. Harold Elrick, conferencista sobre Medicina Preventiva na Harvard Medical School, em Boston, USA, e atualmente Diretor da Foundation for Optimal Health and Longevity, em Bonita, Califórnia: "o exercício está começando, cada vez mais, a ser usado para prevenir e tratar doenças com maior prevalência nos Estados Unidos - doenças coronarianas, doenças vasculares cerebrais, hipertensão arterial, diabete, artrites, osteoporose, dislipidemias, obesidade, depressão, câncer e doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Entretanto, os médicos necessitam maior treinamento de como fazer o melhor uso dessa poderosa terapia"1.
Ele também considera que o exercício possa ser um tratamento preventivo para as enfermidades mortais mais freqüentes nos Estados Unidos: doenças cardíacas, câncer, doenças vasculares cerebrais, hipertensão arterial, diabete, osteoporose e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, as quais são responsáveis por 70% das mortes, a cada ano, lá (1,5 milhoes de pessãos)1.
Mais adiante, Dr. Elrick refere que a recuperação com os exercícios é devido à diminuição de alterações hemorrágicas, à promoção da auto-imagem e da auto-estima, por melhorar o humor, pela melhoria da aparência, por aumentar as energias e provocar um sentimento de bem-estar (possivelmente, por estimular maior ação de endorfinas). Ele reforça outros aspectos e mudanças de estilos de vida, tais como saudáveis hábitos alimentares e abandono do uso do fumo, além de promover o pensamento criativo. Por tudo isso, ele recomenda exercícios aeróbicos tais como: caminhar, correr, andar de bicicleta, nadar ou esquiar, variando as atividades (exemplo: correr, nadar, jogar tênis, em cada dia da semana) de acordo com as preferências individuais1.
O Dr. Elrick ainda diz: "mantenha-se ativo durante o dia", caminhando, não sentando mais do que o necessário, levantando-se e movendo-se por 5 a 10 minutos a cada hora de trabalho sentado ou usando intervalos para caminhar ativamente1.
Outra cientista, Dra. Mona M. Shangold, Diretora do Center for Sports Gynecology and Women's Health, na Filadélfia, USA, afirma que o exercício pode reduzir sintomas imediatos da menopausa e diminuir o risco a longo prazo, de doenças cardiovasculares, osteoporose e obesidade. Ela diz ainda, que os exercícios aeróbicos regulares podem melhorar o humor e diminuir os distúrbios do sono em mulheres que estao na menopausa. Que vários sintomas da menopausa são decorrentes da deficiência endógena de estrogênio, vida sedentária e dieta pobre em cálcio. Ela enfatiza que os exercícios para mulheres, que estao entrando no climatério, podem dramaticamente, melhorar a qualidade de vida delas. E o objetivo a curto prazo da terapia pelo exercício seria minimizar os sintomas da menopausa e a longo prazo, seria tornar a mulher mais independente e auto-suficiente2.

 

Ergoespirometria computadorizada ou calorimetria indireta: um método não invasivo de crescente valorização na avaliação cardiorrespiratória ao exercício

Paulo Roberto Santos Silva; Angela Romano; Paulo Yazbek Jr.; José Roberto Cordeiro; Linamara Rizzo Battistelia

Acta Fisiátr.1997;4(1):31-43



Palavras-chave: Ergoespirometria. Análise de Troca Gasosa. Exercício Físico

 

Escala salsa e grau de incapacidades da Organização Mundial de Saúde: avaliação da limitação de atividades e deficiência na hanseníase

SALSA scale and disability grading system of the World Health Organization: evaluation of physical activity limitations and disability of individuals treated for leprosy

Eliyara Ikehara; Susilene Maria Tonelli Nardi; Iracema Serrat Vergotti Ferrigno; Heloisa da Silveira Paro Pedro; Vânia Del'Arco Paschoal

Acta Fisiátr.2010;17(4):169-174

Verificar o grau de incapacidades da OMS (GI-OMS) e a limitação de atividades avaliada pela escala Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) pós-alta medicamentosa dos pacientes que tiveram hanseníase. Estudo transversal que incluiu pacientes tratados entre 2007 a 2009, em São José do Rio Preto-SP, Brasil. Utilizouse protocolo próprio para coletar dados gerais e clínicos, construído com base no Check List da Classificação Internacional Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. A deficiência foi medida pelo GI-OMS e a limitação de atividades pelo SALSA que tem variação de 10 a 80 e ponto de corte > 25. De 84 pessãos tratadas no período, 54(64,3%) foram entrevistadas, sendo 31(57,4%) homens, idade 53,8(dp16,3) e 33(61,2 %) possuía até 6 anos de educação formal. A forma clinica dimorfa predominou 17(32,1%), 21(38,9%) considerou sua saúde física "boa". A analise dos escores SALSA e variáveis estudadas resultou em significância aos que relataram lesão significante (valor-p=0,04), baixa renda familiar (valor-p=0,04), baixa escolaridade (valor-p=0,00), formas clínicas multibacilares (valor-p=0,01) e deficiências avaliadas pelo GI-OMS (valor-p=0,01). As limitações de atividades são freqüentes (57,4%), assim como as deficiências medidas pelo GI-OMS (68,5%), atingem as formas multibacilares, pessãos que relataram lesão significante, de baixa renda e escolaridade.

Palavras-chave: Hanseníase, Atividades Cotidianas, Epidemiologia, Morbidade, Classificação Internacional de Funcionalidades; Incapacidades e Saúde

 

Escalada terapêutica: uma possibilidade de intervenção para crianças com paralisia cerebral

Therapeutic climbing: a possibility of intervention for children with cerebral palsy

Huayna Gabriel Barrios Koch; Gabriela de Oliveira Peixoto; Rita Helena Duarte Dias Labronici; Natália Cristina de Oliveira Vargas e Silva; Fabio Marcon Alfieri; Leslie Andrews Portes

Acta Fisiátr.2015;22(1):30-33

A escalada terapêutica, uma adaptação da "Escalada Esportiva", pode promover melhoria da coordenação motora, do equilíbrio e resistência muscular. Objetivo: Avaliar o efeito dessa intervenção na força de preensão manual, controle postural, mobilidade funcional e controle da espasticidade de crianças com paralisia cerebral. Método: Estudo do tipo série de casos, descritivo, com 7 pacientes com idade de 9,6 ± 3,7 anos, que passaram por sessões de escalada terapêutica, 1 hora/sessão, duas vezes/semana. Resultados: Após 19 sessões foi verificado aumento de força na mão direita (p = 0,022) e melhoria do equilíbrio estático e da marcha (p = 0,007). Observou-se também melhora da mobilidade funcional (p = 0,014). O escore na escala Ashworth modificada mostrou controle eficiente da espasticidade, ainda que a diferença não tenha atingido significância estatística. Conclusão: A escalada terapêutica melhorou a força de preensão manual, o controle postural e a mobilidade funcional dos pacientes.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Modalidades de Fisioterapia

 

Escalas de controle de tronco como prognóstico funcional em pacientes após acidente vascular encefálico

Trunk Control Scales as functional predictors for stroke patients

Paula Teixeira de Aguiar; Talitha Nery Rocha; Elisandra Silva de Oliveira

Acta Fisiátr.2008;15(3):160-164

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração. Além de o AVE causar déficits no movimento dos membros, marcha e linguagem, o déficit de controle da mobilidade do tronco é também um problema muito importante. O Objetivo deste estudo foi identificar a relação entre a alteração no controle de tronco, através de escalas, e incapacidade funcional de pacientes hemiparéticos após AVE. Foi realizado um estudo de revisão de literatura através do acesso aos indexadores de produção científica, sendo selecionados oito artigos clínicos, longitudinais e descritivos. Todos os autores observaram relação prognóstica entre o controle de tronco e habilidades funcionais. As escalas utilizadas foram a Trunk Control Test (TCT), Postural Assessment Scale for Stroke Patients (PASS-TC) e Trunk Impairment Scale (TIS) (Fujiwara e Verheyden). Concluiu-se que a avaliação clínica do controle de tronco, através das escalas, constitui uma ferramenta importante para o prognóstico das habilidades funcionais de pacientes hemiparéticos após AVE, e para o planejamento de um tratamento específico e diferenciado para esses pacientes. Entretanto, há poucos estudos comprovando esta relação, sendo que estes utilizaram diferentes escalas, não havendo um consenso entre os autores. Além das escalas, não há concordância nos dados para a avaliação do balance e marcha.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, avaliação, marcha, qualidade de vida

 

Esclerose Múltipla e Exercício Físico

Multiple sclerosis and Exercise

Otávio Luis Piva da Cunha Furtado; Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares

Acta Fisiátr.2005;12(3):100-106

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica de origem desconhecida, caracterizada por lesões axonais e áreas de desmielinização do sistema nervoso central. Nessa doença, a incapacidade física e uma série de sintomas estao relacionados ao comprometimento de sistemas funcionais e ao desuso. O tratamento geralmente inclui o uso de imunomoduladores e imunossupressores, que são capazes de retardar, mas não interromper sua progressão. Nas duas últimas décadas, programas incluindo exercícios de fortalecimento muscular, exercícios aeróbios, atividades em meio aquático e ioga têm se mostrado seguros e eficazes para pessãos com esclerose múltipla. A partir de revisão bibliográfica, discutiremos essas pesquisas e seu impacto em aspectos relevantes da doença como as alterações da força muscular, fadiga, espasticidade, depressão e a reação anormal ao calor.

Palavras-chave: Esclerose múltipla, exercício físico, atividade física, reabilitação.

 

Escola de coluna - experiência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Tae Mo Chung

Acta Fisiátr.1996;3(2):13-17

A Escola de Coluna representa um programa educacional e terapêutico eficaz para os pacientes com afecções da coluna vertebral, principalmente as que decorrem de posturas inadequadas. Estudamos 32 pacientes tratados na escola de coluna do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Em 89% dos casos houve melhora da dor.
66% dos pacientes, seis meses após terem participado da escola, continuavam a seguir as suas recomendações.

Palavras-chave: Escola de coluna, Lombalgia, Reabilitação.

 

Espiritualidade baseada em evidências

Marcelo Saad; Danilo Masiero; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2001;8(3):107-112

Espiritualidade pode ser definida como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessão. As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente e documentadas em centenas de artigos. Há relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que pessãos vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Pessãos religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde. Existe uma associação entre espiritualidade e saúde que provavelmente é válida, e possivelmente causal. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. O presente artigo cita os trabalhos mais relevantes sobre o assunto.

Palavras-chave: Religiao e ciência. Espiritualismo. Reabilitação. Saúde.

 

Estabilidade postural de adultos jovens na privação momentânea da visão

Postural stability of young adults during momentary absence of vision

Regina Maria Carvalho Leme Costa; Daniel Gustavo Goroso; José Augusto Fernandes Lopes

Acta Fisiátr.2009;16(1):19-24

Esse trabalho teve como objetivo a análise da estabilidade postural de adultos jovens na privação momentânea da visão (PMV), no movimento de extensão de tronco para a postura ereta. Foi utilizado um sistema de plataformas de força (uma para cada pé), com freqüência de aquisição de 1000 Hz e um sistema de imagens, com freqüência de aquisição de 200 Hz; ambos os sistemas foram sincronizados. Foram obtidas as forças de reação ao solo (FRS) em cada pé de apoio e calculado o centro de pressão (COP: Center of Pressure). Também foi obtido o centro de gravidade (COG: Center of Gravity) por meio da reconstrução tridimensional das 8 câmeras. Os sinais cinéticos e cinemáticos brutos foram filtrados, utilizando filtro Butterworth de 6ª e 4a ordem, respectivamente, com freqüência de corte de 12 Hz. A coleta de dados foi realizada em 10 indivíduos, adultos jovens do sexo masculino, com média de idade de 25,6 ±2,3 anos, sob duas condições visuais: (1) Visão Preservada (VP) e (2) Privação Momentânea da Visão (PMV) e foram realizadas 5 tentativas para cada condição visual. A tarefa de movimento, denominada auto-perturbação, partiu da posição inicial de flexão de tronco (90º) até a postura ereta. Foi definida como variável de estudo a amplitude do módulo do vetor nos intervalos antes da perturbação, perturbação e pós-perturbação, a fim de quantificar o tempo de recuperação da estabilidade no intervalo pós-perturbação. A amplitude do módulo do vetor foi ajustada com uma curva exponencial. Os valores médios obtidos para o tempo de recuperação da estabilidade foram: 779,6 ms (±138,6) para condição VP e 404,8 ms (±170,2) para a condição PMV. Foi aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov para testar a normalidade das variáveis: tempo de recuperação da estabilidade e amplitude pósperturbação (p<0.05). Na seqüência foram aplicados os testes: t de Student para dados pareados e ANOVA bidirecional para as 5 tentativas de cada condição visual. Foram constatadas diferenças significativas (P<0,05) para as variáveis analisadas no intervalo de pós-perturbação. Concluiu-se que os indivíduos PMV utilizaram mecanismos de ajustes neuromusculares rápidos quando comparados com indivíduos VP para se estabilizar na postura ereta e não cair.

Palavras-chave: postura, marcha, transtornos da visão

 

Estado cognitivo dos usuários com AVE na atenção primária à saúde em Joao Pessoa - PB

Cognitive condition of patients with CVA in primary health care in Joao Pessoa - PB

Luciana Moura Mendes; Robson da Fonseca Neves; Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro; Geraldo Eduardo Guedes de Brito; Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Hermínio Rafael Lopes Batista; Jairo Domingos de Morais

Acta Fisiátr.2011;18(4):169-174

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) apresenta alta prevalência em todo o mundo, desencadeando incapacidades neurológicas em adultos. O déficit cognitivo é uma das sequelas mais importantes, sendo difícil o seu reconhecimento, podendo interferir no processo de reabilitação e acarretar impactos na qualidade de vida dos usuários acometidos.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de déficit cognitivo em usuários com AVE na Atenção Primária à Saúde (APS), bem como descrever as características sociodemográficas, clínicas e dimensões cognitivas afetadas.
MÉTODO: Estudo de corte transversal desenvolvido no Município de Joao Pessoa-PB com 140 indivíduos adscritos no Programa Saúde da Família que foram acometidos por AVE nos últimos cinco anos.
RESULTADOS: Mais da metade dos indivíduos analisados apresenta quadro sugestivo de comprometimento cognitivo (54,9%), nas seguintes dimensões: memória de evocação (70%), atenção e cálculo (60%) e ler e executar (60%); além disso, a maioria era de idosos (73,1%);no que se refere às características clínicas do AVE declaram que nos últimos cinco anos tiveram apenas um episódio (64,2%) desencadeado nos últimos 13 meses ou mais (76,1%). A metade dos participantes não soube informar o tipo de AVE (50,7%).
CONCLUSÃO: As dimensões cognitivas afetadas pelo AVE precisam de maiores investigações, afim de fornecer mais subsídios para melhorar a assistência prestada no âmbito da APS.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, atenção primária à saúde, cognição, fatores socioeconômicos, testes neuropsicológicos

 

Estamos na Internet

Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1997;4(1):5-5


 

Estimulação elétrica funcional na recuperação do membro superior de hemiparéticos após acidente vascular encefálico

Functional electrical stimulation in upper extremity recovery of hemiparetic patients after stroke

Antonio Vinicius Soares; Leila Poluceno; Caroline da Rosa Cremonini; Priscila Baracho Ponsoni; Susana Cristina Domenech; Noé Gomes Borges Júnior

Acta Fisiátr.2012;19(4):203-206

A reabilitação do membro superior de pacientes hemiparéticos por acidente vascular encefálico (AVE) é um grande desafio. Dentre os recursos terapêuticos utilizados, a estimulação elétrica funcional (EEF) tem sido um recurso bastante explorado nos programas de tratamento desses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da EEF nos extensores de punho e dedos numa tarefa especifica (TE).
MÉTODO: Foi realizado um estudo pré-experimental (pré e pós-testes) com oito pacientes crônicos com idade média de 63,4 ± 6,1 anos. Os parâmetros de avaliação foram a motricidade da mão através da escala de movimentos da mão (EMM), a força de preensão pela dinamometria (Din), a destreza do membro superior pelos testes de caixa e blocos (CB) e dos 9 pinos e buracos (9PB), a espasticidade pela escala de Ashworth modificada (EAM) e a independência funcional pelo índice de Barthel (IB). A TE era realizar o movimento de alcance e preensão de garrafas plásticas de diferentes tamanhos com o membro superior afetado em diferentes combinações de posições, num total máximo de 54 repetições por sessão. A EEF era usada para auxiliar a mão para pegar e soltar o objeto durante a TE. Foram realizadas em média 20 sessões com frequência de 2x/semana.
RESULTADOS: Demonstraram melhora em todos os parâmetros avaliados, a diferença foi estatisticamente significativa nos testes, exceto para a Din.
CONCLUSÃO: No grupo estudado, a EEF na TE proposta resultou em melhora o desempenho na função do membro superior dos pacientes submetidos ao tratamento.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, estimulação elétrica, paresia, reabilitação

 

Estimulação elétrica funcional otimizada em pacientes com hemiparesia por doença cerebrovascular

Functional electrical stimulation optimized in patients with hemiparesis due to cerebrovascular disease

Simone Hitomi Oshiro; Carolina Lemes de Oliveira; Amanda Carolina da Silva Bim; Gisele Saraiva Reis de Oliveira; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2012;19(1):46-49

A Estimulação Elétrica Funcional (FES) é uma das técnicas utilizadas em pacientes com sequelas motoras como a hemiparesia após acidente vascular cerebral (AVC). Estudos recentes mostram resultados positivos para o uso de FES no aumento da força muscular isométrica de extensores de punho e redução do tônus para pacientes com extensão ativa de punho superior a 20º antes da intervenção.
OBJETIVO: Com relação à amplitude de movimento e redução do tônus para pacientes com 10º e 20º de extensão ativa de punho, não se observaram ganhos significativos.
MÉTODO: Este estudo avaliou a eficácia da estimulação elétrica funcional otimizada (FES-O) por duas semanas sobre a destreza manual e a amplitude de movimento (ADM) em três indivíduos apresentando hemiparesia decorrente de AVC.
RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram melhora em um ou mais itens da avaliação (destreza manual e ADM).
CONCLUSÃO: Podemos concluir que a aplicação de estimulação de acordo com este novo parâmetro mostrou-se benéfica,em pouco tempo de estimulação naquelespacientes com apenas esboço de movimento de dedos.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral/reabilitação, estimulação elétrica, hemiparesia

 

Estresse infantil e a percepção do suporte familiar das crianças submetidas à cirurgia ortopédica

Childhood stress and the perception of family support of children undergoing orthopedic surgery

Gabriella Ribeiro Nakao; Paula Hiromi Ito; Rafael de Oliveira Pontes; Regina Célia Villa Costa

Acta Fisiátr.2017;24(2):62-66

Objetivo: Investigar a correlação existente entre o nível de estresse de crianças pós-operadas, de 11 a 14 anos de idade, em relação à qualidade da percepção destes pacientes sobre o suporte familiar recebido durante o processo de reabilitação física. Método: Trata-se de um estudo transversal, com análise qualitativa e quantitativa, desenvolvido em um centro de reabilitação, no município de São Paulo. Os instrumentos aplicados nos pacientes foram: Escala de Stress Infantil (ESI), Inventário de Percepção do Suporte Familiar (IPSF) e no respectivo cuidador, um questionário de caracterização dos participantes. Resultados: Os dados foram analisados estatisticamente e se observou significância estatística entre o fator Adaptação (IPSF) com a dimensão Reações psicológicas com componente depressivo (ESI). Houve associação significativa entre o escore total da ESI e do IPSF. Neste estudo, das crianças com sinais significativos de estresse, a maioria apresentou baixa/ médio-baixa percepção do suporte familiar. Discussão: A percepção do paciente sobre o meio pelo qual se relaciona é um importante indício do enfrentamento às situações adversas vividas no meio social, conforme associação encontrada neste estudo. Conclusão: Os aspectos relacionados à maturidade cognitiva e emocionais da criança contribuem na qualidade da percepção do suporte familiar. É importante que novos estudos sejam realizados para ampliar as discussões nessa área.

Palavras-chave: Ortopedia, Reabilitação, Adaptação Psicológica, Relações Familiares

 

Estudo comparativo da reabilitação virtual e cinesioterapia em relação ao torque do joelho em idosos

Comparative study of virtual rehabilitation and kinesiotherapy for knee torque among the elderly

Márcia Barbanera; Dayane Nunes Rodrigues; Francini de Santana Cardoso; André Lucas de Marco; Patrícia Martins Franciulli; Juliana Valente Francica; Flávia de Andrade e Souza Mazuchi; Aline Bigongiari

Acta Fisiátr.2014;21(4):171-176

O envelhecimento provoca uma série de alterações neuropsicomotoras, como a diminuição da força muscular, da propriocepção, do equilíbrio, da cognição, entre outros. Os exercícios terapêuticos visam diminuir estes déficits e contribuir para uma melhora funcional e da qualidade de vida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia, no torque do joelho em idosos saudáveis. Método: Os idosos foram divididos em dois grupos aleatoriamente: sete participantes realizaram exercícios com reabilitação virtual formando o grupo Reabilitação Virtual (RV) (69,7 ± 5,5 anos; 71,8 ± 13,7 kg), e sete participantes realizaram cinesioterapia formando o grupo Cinesio (75,4 ± 5,7 anos; 64,7 ± 17,2 kg). O torque dos músculos extensores e flexores do joelho foi avaliado no dinamômetro isocinético, da marca Biodex, System 3. O protocolo consistiu de três contrações isométricas de 5 segundos, nas posições angulares de 45 e 600 de flexão do joelho e cinco repetições de contrações isocinéticas concêntricas nas velocidades de 60, 180 e 3000/s. O protocolo de tratamento foi realizado no período de 3 meses, com duas sessões por semana e 50 minutos cada sessão. No grupo RV foram utilizadas duas modalidades de jogos, incluindo tarefas de desafios e feedback interativo da percepção corporal. Para o grupo Cinesio, foram realizados os mesmos exercícios do protocolo de reabilitação virtual, porém sem estímulo do video game. Para análise estatística, foi utilizado o teste ANOVA, seguido de post hoc Tukey HDS com nível de significância de 0,05. Resultados: O pico de torque isocinético concêntrico e isométrico de extensão e flexão do joelho foram maiores após a intervenção para ambos os grupos. Conclusão: A cinesioterapia, assim como a reabilitação virtual, são eficazes para o aumento do torque extensor e flexor do joelho, o que pode auxiliar na diminuição da incidência de quedas em idosos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Força Muscular, Reabilitação

 

Estudo comparativo das amplitudes de movimento da coluna cervical em idosos com diferentes níveis de aptidao física

Comparative study on the cervical range of motion in elderly individuals with different fitness levels

Cristiano Oliveira de Carvalho; Denis Aron dos Santos Magalhaes; José Alberto Alves Silva Junior; Luis Flávio Horta Bicalho; Ana Paula Bitaraes Costa; Leonardo Oliveira Pena Costa; Vânia Ferreira de Figueiredo

Acta Fisiátr.2006;13(3):147-151

INTRODUÇÃO:Este estudo tem como objetivo analisar e comparar as amplitudes de movimento (ADM) da coluna cervical em dois grupos de idosos com níveis diferentes de aptidao física.
MÉTODOS: Foram selecionados 40 voluntários assintomáticos com idade entre 60-75 anos e subdivididos pelo seu respectivo nível de aptidao física. Os voluntários entao foram submetidos a mensuração de suas respectivas ADM pelo inclinômetro Cervical Range of Motion - CROM por um examinador que não tinha conhecimento prévio dos pacientes e seus respectivos grupos. Um teste de confiabilidade intra examinador foi realizado para avaliar a reprodutibilidade do examinador.
RESULTADOS: Foi observado que nos movimentos de flexão e extensão não houveram diferenças significativas entre os grupos avaliados. Os movimentos de inclinação lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda apresentaram valores de ADM estatisticamente significantes no grupo de voluntários ativos quando comparados com os sedentários.
CONCLUSÃO: Conclui-se através deste estudo que o nível de atividade física pode ser um fator benéfico na preservação da ADM em idosos.

Palavras-chave: Amplitude de movimento, coluna cervical, idosos.

 

Estudo comparativo entre a Escala de Equilíbrio de Berg, o Teste Timed Up & Go e o Indice de Marcha Dinâmico quando aplicadas em idosos hígidos

Comparative study of the Berg Balance Scale, Timed Up & Go Test and Dynamic Gait Index applied to healthy elderly individuals

Carolina Rodini; Luana Talita Diniz Ferreira; Gemal Emanuel Pirré; Marisa Hino; Fabio Marcon Alfieri ; Marcelo Riberto ; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2008;15(4):267-268

Os distúrbios do equilíbrio compoem um dos fatores etiológicos centrais das quedas e da instabilidade em idosos, podendo levar a incapacidade funcional e dependência e, por isso vêm sendo utilizados como marcadores de fragilidade. Considerando que a prevenção e a reabilitação do declínio do equilíbrio em idosos requerem o desenvolvimento de protocolos de pesquisa adequados para se medir a função do equilíbrio, este trabalho teve como objetivo analisar e comparar a eficácia de três instrumentos de avaliação utilizados para identificar o risco de queda em idosos. Para isso, a Escala de equilíbrio de Berg (EEB), o Teste Timed Up & Go (TUG) e o Indice de Marcha Dinâmico (IMD) foram aplicados em sete idosos hígidos. A análise dos resultados revelou que as escalas utilizadas são de fácil aplicação e entendimento, não havendo necessidade de treinamento do avaliador. No entanto, como as três escalas avaliam aspectos distintos, foi possível identificar, na população avaliada, risco de queda aumentado em quatro idosos apenas por meio do IMD.

Palavras-chave: idoso, marcha, equilíbrio musculosquelético, postura, escalas

 

Estudo comparativo entre os métodos de estimativa visual e goniometria para avaliação das amplitudes de movimento da articulação do ombro

A comparative study between visual estimation and goniometry for the assessment of range of motion of the shoulder joint

Júnia Amorim Andrade; Vilnei Mattioli Leite; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Pola Maria Poli de Araújo; Yara Juliano

Acta Fisiátr.2003;10(1):12-16

OBJETIVO: comparar a utilização das técnicas de estimativa visual e de goniometria para medidas de amplitudes de movimento (ADM's) do ombro (elevação, extensão, abdução e rotações externa/interna a 90° de abdução) e indicar o melhor procedimento e referência para medidas das ADM's da articulação do ombro.
MÉTODOS: dois profissionais da área de saúde com diferentes experiências na avaliação de ADM's avaliaram noventa e sete indivíduos normais de ambos os sexos com idade entre 20 a 50 anos, utilizando os métodos de estimativa visual recomendados pela American Academy Orthopaedic Surgeons (AAOS) e o método de goniometria recomendado por Norkin e White (1997). Comparações entre os métodos apresentaram diferenças significativas para todos os movimentos.
CONCLUSÕES: existem diferenças entre os valores das ADM's do ombro avaliadas pelo método de estimativa visual da AAOS e os valores obtidos pela goniometria, sugerindo que a goniometria é até o momento, o melhor método para avaliar diferenças discretas entre as medidas.

Palavras-chave: Avaliação, amplitude de movimento, estimativa visual, goniometria, ombro

 

Estudo da associação entre dor patelofemoral e retropé varo

Study of the association between rear-foot varus and patellofemoral pain

Claudia Venturini; Flávio Morato; Henrique Michetti; Mayra Russo; Vanice de Paula Carvalho

Acta Fisiátr.2006;13(2):70-73

A dor patelofemoral, também denominada dor anterior do joelho está presente em 25% da população, onde 36% são adolescentes e com maior prevalência no sexo feminino e atletas.
OBJETIVO: Verificar a associação entre a presença de retropé varo a partir da posição neutra da subtalar e a dor patelofemoral.
CASUISTICA E MÉTODOS: Foram recrutados 10 voluntários com dor patelofemoral unilateral ou bilateral. Os voluntários foram submetidos à avaliação do alinhamento do retropé a partir da posição neutra da subtalar. Para isso, os voluntários foram posicionados em decúbito ventral, com o pé pendente para fora da mesa. Os ângulos formado pelas retas que dividem as pernas e os calcâneos ao meio foram medidas através de um goniômetro universal. O teste de Fisher foi utilizado para verificar a associação entre dor patelofemoral e varismo de retropé maior ou igual ou menor que 8 graus.
RESULTADOS: Os resultados do presente estudo demonstraram que todos os membros com grau de retropé maior que 8 (75%) apresentavam dor, totalizando 15 joelhos. Já os joelhos avaliados com retropé menor ou igual a 8; 2 (10%) apresentavam dor e 3 (15%) não apresentaram dor. Associação estatisticamente significativa entre o grau de retropé e a presença de dor foram encontrados (p= 0,009).
DISCUSSÃO: O varismo de retropé leva a pronação excessiva da subtalar associada à rotação interna da tíbia com conseqüente alteração do alinhamento do membro inferior e dor patelofemoral,
CONCLUSÃO: Os resultados desse estudo sugerem que existe a associação entre o retropé varo e a dor patelofemoral.

Palavras-chave: dor, joelho, biomecânica, tornozelo e pé

 

Estudo da hidroterapia em pacientes com síndrome pós-laminectomia - uma opção terapêutica?

Hydrotherapy study in patients with "failed back surgery syndrome" - a therapeutic option?

Vítor Manuel Presa Varandas Moreira; Sónia Tizon; Tânia Pereira; Isabel Marques; Filipe José Ribeiro Antunes

Acta Fisiátr.2007;14(4):210-213

O presente estudo foi realizado para avaliar a eficácia da hidroterapia na "síndrome pós-laminectomia". Oito participantes foram designados para um grupo de exercícios aquáticos. A medicação analgésica foi descontinuada durante o estudo. Os parâmetros de avaliação incluíram o escore da Escala Visual Analógica (EVA) e a mobilidade da coluna vertebral. Os pacientes foram avaliados em condições basais e ao final do período de seguimento de seis semanas. Os resultados mostraram que a hidroterapia teve um impacto positivo nos resultados da dor lombar crônica pós-cirúrgica. Após seis semanas de hidroterapia, sem medicação analgésica, a mobilidade geral da coluna melhorou e a dor lombar diminuiu. Concluímos que exercícios na água podem ter um impacto positivo no resultado da síndrome da falência da cirurgia lombar, provavelmente sendo uma das poucas medidas bem sucedidas no tratamento desse tipo de paciente.

Palavras-chave: back pain, pain measurement, hydrotherapy, rehabilitation

 

Estudo da interferência dos déficits motor e sensitivo na função manual de pacientes hemiplégicos submetidos à estimulação elétrica funcional (FES)<sup>*</sup>

Margarida Harumi Miyazaki; Maria Inês Lourenção; José Brenha Ribeiro Sobrinho; Claudete Lourenço; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1995;2(3):24-26

O presente estudo procura identificar os aspectos fisiopatológicos que condicionam um mau prognóstico na aplicação da Estimulação Elétrica Funcional1 (FES), sendo pareados os bons e maus resultados com os déficits motor e sensitivo. Foram avaliados 17 pacientes hemiplégicos, com praxia e gnosia preservados, submetidos às técnicas convencionais da Terapia Ocupacional e Estimulação Elétrica Funcional. Os eletrodos foram ajustados, de modo a obter dorsiflexão de punho e dedos e abdução de polegar, quando possível. Foram realizadas avaliações das sensibilidades superficial (táctil e dolorosa) e profunda (reconhecimento de diferentes posições do membro acometido), das preensões tipo cilindro, esfera, gancho e pinças lateral, polpa a polpa e 03 pontos, antes e logo após 06 meses de FES. Resultados mostraram que 13 pacientes obtiveram melhora da movimentação ativa manual. Os pacientes que melhoraram tinham sensibilidade superficial e profunda normal ou alterada, mas apresentavam algum tipo de movimentação manual espontânea. Os pacientes, que não melhoraram, tinham alterações das sensibilidades superficial e/ou profunda, mas não tinham qualquer movimentação manual ativa. Conclui-se que a associação da Estimulação Elétrica Funcional às técnicas convencionais de Terapia Ocupacional é um meio eficaz de melhorar a função manual de pacientes hemiplégicos com movimentação voluntária parcialmente preservada.

Palavras-chave: FES. Déficit motor. Déficit Sensitivo. Função Manual. Hemiplegia.

 

Estudo da marcha em Idosos - resultados preliminares

Carmen Lúcia Natividade de Castro; Jucyleide Antonia de Castro Borba Santos; Paula S. Leifeld; Luciana V. Bizzo; Leonardo da Costa Silva; Tatiana F. Almeida; Anna Paula Chagas Bueno; Renata Duarte Teixeira

Acta Fisiátr.2000;7(3):103-107

Os objetivos deste estudo piloto foram avaliar parâmetros tempo-espaciais da marcha de idosos brasileiros e comparar o valor médio da velocidade confortável da marcha com um banco de dados estrangeiro (de Oberg) de parâmetros básicos da marcha.
METODOLOGIA: Foram estudados 15 voluntários saudáveis (8 homens, 7 mulheres) dos 60 aos 79 anos de idade. As medidas foram realizadas no playgroung dos prédios onde residiam. A velocidade da marcha foi medida para uma distância de 6 m; o comprimento do passo, a largura da passada e o ângulo dos pés foram medidos a partir de impressões plantares. A cadência foi calculada a partir da velocidade da marcha e do comprimento do passo.
RESULTADOS: O valor médio da velocidade confortável da marcha variou de 1,05 ± 0,14 m/s para mulheres da faixa etária de 60 anos a 1,10 ± 0,13 m/s para homens da faixa etária de 70 anos. Os valores médios do comprimento do passo, da largura da passada, do ângulo dos pés e da cadência foram respectivamente 52,1 ± 8,75 cm; 11,2 ± 3,49 cm; 119,4 ± 11,07 passos/min e 13,5 ± 8,53 graus para os homens e 46,6 ± 8,08 cm; 6,75 ± 7,07cm; 137,4 ± 22,64 passos/min e 7,5 ± 5,1 graus para as mulheres.
CONCLUSÃO: O menor valor da velocidade da marcha encontrado para os nossos idosos (apesar da casuística pequena), quando confrontado com os dados de Oberg, sugere a importância de estudos completos para suprir a falta de dados normativos de parâmetros da marcha para a população brasileira.

Palavras-chave: Marcha em idosos. Parâmetros básicos da marcha. Velocidade da marcha.

 

Estudo descritivo do desempenho ocupacional do sujeito com doença de Parkinson: o uso da CIF como ferramenta para classificação da atividade e participação

Descriptive study of occupational performance of subjects with Parkinson's disease: the use of ICF as a tool for the classification of activity and participation

Renato Nickel; Lauren Machado Pinto; Andressa Pereira Lima; Elaine Janeckzo Navarro; Helio Afonso Ghizoni Teive; Nilson Becker; Renato Puppy Munhoz

Acta Fisiátr.2010;17(1):13-17

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), é uma proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que surge como uma ferramenta para classificar e identificar fatores, que além da condição de saúde, estejam interferindo na funcionalidade de sujeitos na realização de atividades. Neste estudo transversal realizou-se a avaliação do desempenho ocupacional de 46 sujeitos diagnosticados com a Doença de Parkinson (DP), através da aplicação da Medida de Desempenho Ocupacional Canadense (MDOC) e classificação das mesma nos domínios da CIF. Sendo as atividades mais comprometidas a Vida Comunitária, Social e Cívica (32,6%); a Mobilidade (26,1%); o Cuidado Pessoal (27,1%); a Vida Doméstica (10,9%); e, Aprendizagem e Aplicação de Conhecimento (8,7%). Também foram levantadas informações sobre: sexo, estado civil, tipo de residência, necessidade ou não de assistência, Escala de Hoehn & Yahr, perfil de rigidez, estabilidade postural, idade e tempo de doença. Estas não apresentaram significância estatística (p< 0,05). Contudo na correlação entre variáveis levantadas, obteve-se, através do teste de correlação não-paramétrico de Spearman, que apenas a variável rigidez apresentou uma correlação média de "r-0,452" (p< 0,01) com os cinco domínios classificados na CIF. Os resultados evidenciam a importância da promoção e manutenção da Vida Comunitária, Social e Cívica para sujeitos com DP e a rigidez como componente importante de queixas em relação ao desempenho ocupacional. O Modelo de Saúde proposto pela CIF, em conjunto com a aplicação da MDOC, mostrou-se efetivo, permitindo a correlação quando a atividade é foco de avaliação, entre funções e estruturas do corpo, fatores ambientais e pessoais, com as dificuldades de desempenho na realização das atividades.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Doença de Parkinson, Terapia Ocupacional, Qualidade de Vida

 

Estudo descritivo sobre a importância da avaliação funcional como procedimento prévio no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas realizado em pré-temporada

Alberto Azevedo Alves Teixeira; Paulo Roberto Santos Silva; Luís Antonio Inarra; José Roberto Rivelino Vidal; Cláudio Lépera; Gilberto Silva Machado; Luciana Collet Winther Rebello; Luís Carlos Prima; Mário Jorge Lobo Zagallo; Jorge Mendes de Sousa

Acta Fisiátr.1999;6(2):70-77

O principal objetivo deste estudo foi mostrar a importância da avaliação funcional como procedimento utilizado no controle fisiológico do treinamento físico de futebolistas profissionais em pré-temporada. Foram avaliados e posteriormente concentrados na cidade de Aguas de Lindóia, Estado de São Paulo, por 16 dias, 23 jogadores pertencentes ao Departamento de Futebol Profissional da Associação Portuguesa de Desportos, em preparação para o Campeonato Paulista, edição 1999. Todos foram submetidos a uma bateria de testes que constou de avaliação cardiorrespiratória e metabólica, odontológica, isocinética de membros inferiores, porcentagem de gordura corpórea, da potência anaeróbia pelo teste de Wingate e testes de campo. Os seguintes resultados e os parâmetros avaliados foram: no limiar ventilatório 2 (LV 2): VO2 = 49,09 ± 4,83 mL.kg-1.min-1; %VO2 = 82,7 ± 5,8; velocidade de corrida = 12,8 ± 0,9 km.h-1; FC = 174 ± 9 bpm; no exercício máximo: VE BTPS = 137,3 ± 11,3 L.min-1; velocidade de corrida = 17,6 ± 0,7 km.h-1; FC = (191 ± 8 bpm); VO2pico = 59,28 ± 3,52 mL.kg-1.min-1; Lactato = 10,5 ± 1,5 mM. Teste de Wingate: potência pico = 13,5 ± 1,1 w.kg-1; potência média = 10,1 ± 0,6 w.kg-1; índice de fadiga = 53,0 ± 7,7 %. Teste Isocinético: velocidade angular da articulação do joelho da perna direita na extensão e flexão a 60°S-1 = 298 ± 72 e 198 ± 44 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 137 ± 32 e 121 ± 26 Nm, respectivamente. Velocidade angular da articulação do joelho da perna esquerda na extensão e flexão a 60°S-1 = 272 ± 62 e 185 ± 45 Nm, respectivamente; a 300°S-1 extensão e flexão = 138 ± 28 e 122 ± 27 Nm, respectivamente. A intensidade dos treinamentos aeróbio e anaeróbio foi controlada em campo por medidas de lactato, utilizando-se lactômetro portátil. O treinamento de musculação foi realizado a 60% da carga máxima para cada exercício. Os exercícios de alongamento e na piscina (hidroginástica) foram exaustivamente realizados pelos jogadores. Em média, cada sessão (manha e tarde) durou 120 minutos. Portanto, pelo pouco tempo destinado a essa fase de preparação, a importância da avaliação funcional multidisciplinar, justifica-se ainda mais, pois, a partir dos resultados, é possível detectar e corrigir possíveis deficiências, direcionando com objetividade o treinamento dos futebolistas.

Palavras-chave: Avaliação fisiológica. Treinamento físico. Pré-temporada. Jogadores de futebol. Medicina esportiva.

 

Estudo descritivo sobre o desempenho ocupacional do sujeito com epilepsia: o uso da CIF como ferramenta para classificação da atividade e participação

Descriptive study of the occupational performance of individuals with epilepsy: the use of the ICF as a tool to describe the activity and participation

Renato Nickel; Joana Rostirolla Batista de Souza; Nicolle Lucena da Silveira; Cassiano Robert; Andressa Pereira Lima; Elaine Janeckzo Navarro; Lauren Machado Pinto

Acta Fisiátr.2011;18(2):55-59

A literatura mostra que os sujeitos com Epilepsia apresentam dificuldades para o engajamento no desempenho de atividades em todos ou quase todos os aspectos da vida. Visando melhor compreender os problemas de desempenho ocupacional do sujeito com epilepsia, os objetivos desta pesquisa foram: avaliar e classificar, de acordo com a CIF, quais os problemas de desempenho ocupacional apresentados por sujeitos com Epilepsia e discutir os dados levantados de acordo com a literatura. Foram entrevistados 34 sujeitos, onde os principais problemas de desempenho relatados foram: Manter um emprego (d8451) com 18 queixas, Treinamento profissional (d825) e Deslocar-se por diferentes locais (d460), ambos com 15 queixas. Observou-se que os fatores determinantes para os problemas de desempenho encontrados são facilmente classificados na CIF e, suas limitações para atividades e restrições para participação estao em acordo com o modelo de saúde apresentado pela classificação, onde além das deficiências relacionadas às funções do corpo também os fatores ambientais e pessãois interferem na vida desses sujeitos.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Terapia Ocupacional, Análise e Desempenho de Tarefas, Epilepsia

 

Estudo do perfil lipídico de pacientes com fibromialgia

Study of the lipid profile of patients with fibromyalgia

Verônica Magalhaes Raimundo; Thais Rodrigues Pato

Acta Fisiátr.2008;15(2):87-91

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética generalizada que acomete principalmente mulheres de meiaidade. Na literatura, alguns estudos têm relacionado doenças musculoesqueléticas com dislipidemia, porém somente um trabalho avaliou esta relação com fibromialgia. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil lipídico de pacientes com fibromialgia comparando-o com uma amostra de controles. Participaram do estudo 42 mulheres com fibromialgia e 42 mulheres sem queixa de dor. Não foi observada diferença entre o perfil lipídico destas populações.

Palavras-chave: fibromialgia, dor, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia

 

Estudo do reflexo H do músculo semitendinoso em pessoas normais

Elizabete Tsubomi Saito; José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr.1997;4(1):14-16

Desde o início da década de 50, com o advento da eletroneuromiografia clínica, passou-se a utilizar rotineiramente o reflexo miotático para avaliação dos segmentos proximais dos nervos e raízes nervosas. O objetivo deste trabalho é pesquisar se os músculos isquiotibiais apresentam reflexo H de modo constante e de fácil obtenção e saber qual seu significado e valor propedêutico. Foram escolhidos seis pacientes com exame clínico neurológico normal, para testarmos o reflexo H captado no músculo semitendinoso com estimulação do nervo ciático próximo ao ponto motor proximal do mesmo. Todos os pacientes apresentaram o reflexo H com constância no valor da latência, indicando que talvez este teste possa ser usado como indicativo de lesão de raiz L5 no futuro.

Palavras-chave: Eletroneuromiografia. Reflexo H. Músculo semitendinoso.

 

Estudo do tratamento da lombalgia crônica por meio da Escola de Postura

Study of chronic low back pain treatment using the Back School

Andrea Tobo; Marcelo El Khouri; Quirino Cordeiro; Moisés da Cunha Lima; Carlos Alexandrino de Brito Junior; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(3):112-116

O objetivo do presente trabalho foi analisar a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica, atendidos pela "Escola de Postura" do IMREA-HCFMUSP. Os questionários utilizados para avaliação da resposta terapêutica foram a escala "Oswestry Low Back Pain Disability Questionnaire", a Escala Visual Analógica (EVA), e um diagrama corporal de dor. A amostra foi composta por 43 pacientes com lombalgia crônica encaminhados, avaliados e tratados pela Escola de Postura. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola apresentaram melhora significativa com relação às três escalas de avaliação aplicadas. Cabe ressaltar que o período de estudo de avaliação da Escola de Postura foi de dois meses, sendo que os resultados não possibilitam afirmar que tal método terapêutico também é eficaz em longo prazo. Mais estudos, quantitativos e qualitativos, devem ser realizados de modo a oferecer subsídios à equipe multiprofissional da Escola que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos no tratamento de pacientes com lombalgia crônica.

Palavras-chave: Dor Lombar, Qualidade de Vida, Questionários, Resultado de Tratamento

 

Estudo ergométrico comparativo entre indivíduos portadores de fibromialgia primária e indivíduos normais sedentários

Lívia Maria dos Santos Sabbag; Maristela Palácios Dourado; Paulo Yazbek Jr.; Cilene Abreu Cardoso Costa; Gilson Tanaka Shinzato; Margarida Harurni Miyazaki; Helena Kaziyama; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1997;4(3):125-128

A fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada1,2,3,4,5 podendo resultar em imobilidade e inatividade física 6.
O presente estudo tem por objetivo comparar a resposta de pacientes sedentárias com fibromialgia primária e indivíduos sem patologias frente aos parâmetros do teste ergométrico (TE).
Submeteram-se a TE em esteira rolante, protocolo de Ellestad, dois grupos de pacientes sedentárias do sexo feminino: Grupo A (n = 12, média de idade 53,2 anos, portadoras de fibromialgia primária), Grupo B (n = 20, média de idade 51,6 anos, sem patologias). Os critérios de interrupção de TE foram: freqüência cardíaca máxima atingida, cansaço físico, dor e tontura. Não houve referência de precordialgia; não foram observadas alterações isquêmicas ou arritrnias durante o exame. O tratamento estatístico foi teste t de Student. Os resultados comparativos entre os grupos A e B mostraram que quanto à carga máxima comum e freqüência cardíaca final do teste não houve diferença significante entre ambos os grupos. O grupo A realizou menor tempo de exercício (2,1 %) e portanto, menor trabalho total (21,2%), reserva cronotrópica (11,2%), capacidade funcional (15,6%) e DPAS (15,8%).
Concluímos que ambos os grupos avaliados sob o aspecto de resposta cardiovascular e eletrocardiográfica ao esforço não mostraram evidências de isquemia ou deficiência da função ventricular esquerda. As pacientes do grupo A apresentaram capacidade funcional significantemente inferior as do grupo B. Os resultados sugerem que as limitações observadas são decorrentes do sistema músculo-esquelético.

Palavras-chave: Fibromialgia, Teste ergométrico.

 

Estudo ergométrico evolutivo de portadoras de fibromialgia primária em programa de treinamento cardiovascular supervisionado

Lívia Maria dos Santos Sabbag; Maristela Palácios Dourado; Paulo Yasbek Júnior; Neil F. Novo; Helena Hideko Seguchi Kaziyama; Margarida Harumi Miyazaki; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2000;7(1):29-34

Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada1,2,3,4,5. Na última década, o exercício físico tornou-se promissor como opção terapêutica da síndrome6,7,8,9,10,11,12,13,14.
OBJETIVO: avaliação ergométrica prospectiva de portadoras de fibromialgia primária (FP) em programa de treinamento cardiovascular supervisionado (TCS).
Treze mulheres, média de idade de 48,9 anos, portadoras de FP, submeteram-se a teste ergométrico (TE) em esteira rolante, protocolo de Ellestad, no tempo zero, 3º e 6º meses de TCS. Os critérios de interrupção do TE foram cansaço e dor. Para o TCS, foi estabelecida uma faixa de 60% a 70% da freqüência cardíaca (FC) máxima, calculada pelo método de Karvonen. A assiduidade foi superior a 80% de 72 sessões, 3 vezes por semana, com duração de 60 minutos. Realizada a avaliação subjetiva da dor muscular e analisadas as variáveis do TE. Análise estatística: variância dos postos de Friedman e teste de comparações múltiplas15.
RESULTADOS: no 3º mês, houve aumento significativo da resposta cronotrópica. No 3º e 6º meses, foram significativos: aumento do tempo de exercício, capacidade funcional, trabalho total e diminuição da FC carga máxima comum. Não houve diferença significante da ΔPAS, duplo produto (DP), DP carga máxima comum e %FC máxima. Comparadas com o final do TE do tempo zero, a maior porcentagem de pacientes atingiu cargas mais elevadas e a mesma intensidade de dor no 3º e 6º meses de TCS.
CONCLUSÃO: a partir do 3º mês de TCS, as portadoras de FP apresentaram maior tolerância à dor muscular e ao esforço, melhora da capacidade funcional cardiovascular e muscular periférica.

Palavras-chave: Fibromialgia. Teste ergométrico. Exercício físico.

 

Estudo observacional de ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain-Barre

Observational study of functional gains in patients with Guillain-Barre syndrome

Rodrigo Parente Medeiros; Ana Cristina Rodrigues e Silva

Acta Fisiátr.2014;21(2):63-65

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença de baixa incidência, porém com quadro clínico súbito e preocupante na sua fase aguda. Embora seja uma doença de caráter remissivo, a importância de terapias para recuperação motora funcional tem sido solicitado precocemente pelo médico assistente. A reabilitação com objetivo de tornar o paciente independente nas atividades de vida diárias é a meta inicial da equipe multidisciplinar, e o ganho da marcha é sempre o maior desejo do paciente e de seus familiares.
OBJETIVO: Avaliar o papel da reabilitação sob a forma de internação, em que o paciente recebe uma grande quantidade de estímulos num período de estabilização do quadro.
MÉTODO: Foram avaliados 27 pacientes, com diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré, que permaneceram internados no Hospital de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Goiânia-GO, no período entre julho de 2008 a julho de 2013.
RESULTADOS: A análise de 27 pacientes com média de idade de 39,4 anos, estes pacientes foram admitidos na reabilitação após 47,8 dias do quadro clínico e permaneceram em média 43,8 dias internados no CRER. Comparando a recuperação da marcha em relação a idade, não foi observada diferenças de ganho entre jovens ou adultos. Quanto a Medida de Independência Funcional (MIF) a média na admissão foi de 75,2 elevando para 109,1 no dia da alta. E um dos principais fatores que interferem para esse aumento no valor do MIF foi que no fator marcha, em que 11 pacientes eram deambuladores na internação e na alta subiu para 23 (p < 0.001).
CONCLUSÃO: Neste trabalho foi encontrado como significante a relação entre a marcha na alta da internação e na admissão, houve um aumento importante entre os valores do MIF nesse mesmo período. Não encontramos relação de melhora entre o uso de imunoglobulina e melhora motora.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Marcha, Reabilitação

 

Estudo retrospectivo do estado funcional de pacientes com fratura do rádio distal submetidos à osteossíntese com placa LCP

A retrospective study of functionality of patients with distal radius fracture after osteosynthesis with an LCP volar plate

Paula Guaraldo Villa Clé; Luiz Eduardo Tasso; Rafael Inácio Barbosa; Marisa de Cássia Registro Fonseca; Valéria Meirelles Carril Elui; Frederico Balbao Roncaglia; Nilton Mazzer; Cláudio Henrique Barbieri

Acta Fisiátr.2011;18(4):163-168

As fraturas do rádio distal estao entre as mais comuns do esqueleto humano, correspondendo a um sexto de todas as fraturas. Para seu tratamento, existem diversas técnicas cirúrgicas e materiais de síntese que podem ser utilizados, no entanto, o uso de placa volar tem se mostrado eficiente e apresentado poucas complicações.
OBJETIVO: Realizar uma análise retrospectiva do estado funcional de pacientes com fratura do radio distal submetidos à osteossíntese com placa volar LCP que passaram por um programa de reabilitação.
MÉTODO: A amostra foi composta por 14 pacientes com fratura unilateral de rádio distal submetidos à osteossíntese com placa volar LCP 2,4 mm ou 3,5 mm. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo acometido (n = 14), composto pelos punhos fraturados; grupo controle (n = 14) composto pelos punhos contralaterais. Foram realizadas medidas de amplitude de movimento (ADM) ativa e passiva do punho, força de preensão e pinças e aplicado um questionário de disfunção do membro superior (DASH). Para a análise dos dados, foi realizada comparação entre os grupos, acometido e controle, por meio de testes de significância de duas amostras independentes para médias.
RESULTADOS: A média encontrada para o questionário DASH foi de 10,63 pontos (± 12,23). Em relação às medidas de força de preensão e pinças, e de ADM de punho, não houve diferenças significantes na comparação entre os grupos (p > 0,05).
CONCLUSÃO: Na amostra analisada, pode-se concluir que, após um ano de pós-operatório, os pacientes apresentam resultados semelhantes na comparação, o que evidencia uma recuperação satisfatória do estado funcional.

Palavras-chave: fixadores internos, fraturas do rádio, reabilitação

 

Estudo sobre a qualidade de vida de pacientes hemiplégicos por acidente vascular cerebral e de seus cuidadores

A study about quality of life in hemiplegic stroke patients and their caregivers

Tomas Yoshio Makiyama; Linamara Rizzo Battisttella; Júlio Litvoc; Lourdes C. Martins

Acta Fisiátr.2004;11(3):106-109

A hemiplegia é a paralisia de um hemicorpo, em geral resultante de acidente vascular cerebral (AVC). Apesar do crescente interesse no estudo da qualidade de vida nas diversas condições de saúde, pouca atenção tem sido direcionada a sua avaliação sistemática nestes pacientes. O Objetivo deste estudo foi verificar o impacto do acidente vascular cerebral sobre a qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores. A aplicação do questionário SF-36 permitiu completar um estudo transversal incluindo 66 indivíduos com hemiplegia, 43 cuidadores e 91 controles emparelhados pela idade, tipo de moradia e pela regiao habitada. Entre os cuidadores verificou-se idade menor em relação à dos pacientes e maior freqüência de indivíduos do sexo feminino. Os diversos domínios de qualidade de vida avaliados pelo SF-36 não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de pacientes e cuidadores. Porém, o grupo controle apresentou resultados estatisticamente significantes e melhores, quando comparados aos grupos de pacientes e cuidadores, exceto em relação ao domínio Dor. Este estudo permitiu evidenciar o decréscimo da qualidade de vida de pessoas com seqüelas de AVC e seus cuidadores, quando comparados com outras pessoas de idade semelhante que moram nas mesmas condições.

Palavras-chave: hemiplegia, epidemiologia, acidente cerebrovascular, reabilitação, qualidade de vida, cuidadores.

 

Estudo sobre as alterações da função sexual em mulheres com lesão medular resistentes na cidade de Ribeirao Preto/SP

Study of sexual function alterations in women with spinal cord injuries in the city of Ribeirao Preto, state of Sao Paulo, Brazil

Paula Canova Sodré; Ana Cristina Mancussi e Faro

Acta Fisiátr.2008;15(3):149-155

É sabido que qualquer pessão que sofreu algum dano na medula, além de comprometimento da sensibilidade, locomoção, funções intestinais e urinárias, independente da regiao lesionada, também acomete a função sexual. Cada pessão reage de maneira diferente por mais semelhante que seja a lesão. O presente estudo exploratório, descritivo, transversal, aplicado de campo, de natureza quantitativa, foi realizado em três hospitais e duas clínicas de fisioterapia na cidade de Ribeirao Preto, SP, com a finalidade de conhecer as mulheres com lesão medular atendidas no período compreendido entre 1º de janeiro de 2000 a 31 de julho de 2004. A população foi composta por 81 mulheres. Deste total, foram excluídas 30 que não atenderam os critérios de inclusão, 12 delas com diagnósticos não relacionados à lesão medular, 11 não localizadas, seis que faleceram e uma que se recusou a participar da pesquisa. A faixa etária que predominou a lesão medular é dos 18 aos 37 anos (38%). Após a lesão, 27% permaneceram solteiras, 28% com seus companheiros, escolaridade nível de ensino fundamental (49%), analfabetismo (9%). Apresentaram etiologia traumática (100%), nível lombar (53%), seguido do cervical (27%), torácica (16%) e sacral (4%,). Das causas externas constatamos acidente automobilístico (29%), 12% de queda, em terceiro encontra-se o ferimento por arma de fogo (FAF), levantamento de peso, atropelamento e acidente de motocicleta 8% cada, mergulho em águas rasas e espancamento, com 2% cada, ferimento por arma branca (FAB), práticas de atividades esportivas e queda de objeto sobre a cabeça, práticas de esportes radicais, queda da própria altura somaram 16% das mulheres, e dentre estas mulheres 94% são idosas. Quanto à escala CSFQ, 90% da amostra apresenta disfunção sexual em relação à variável prazer, disfunção do orgasmo (90%) disfunção do desejo/freqüência (76%) e 72% disfunção do interesse sexual, excitação 92%. Neste estudo podemos confirmar que a paciente com lesão medular, apresenta complexidade e peculiaridades específicas. E que a escassez de estudos sobre sexualidade especificamente feminina da portadora de lesão medular, não oferece um cuidar específico que permeie as diferentes dimensões sociais, psicológicas e físicas, não assegurando um cuidado holístico e a continuidade deste cuidar em domicílio estabelecendo um processo de reabilitação sem qualidade.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, mulheres, sexualidade, reabilitação

 

Estudo sobre as características da dor em pacientes com lesão medular

Study on the characteristics of pain in patients with spinal cord injury

Adriana Vieira Rodrigues; Wesley Araújo Sampaio Vidal; Joseane Andréa Lemes; Carolina Spagnuolo Gôngora; Thalita Correa Neves; Suhaila Mahmoud Smaili Santos; Roger Burgo de Souza

Acta Fisiátr.2012;19(3):171-177

Além da perda da funcionalidade após a lesão medular (LM), a dor é tida como uma das principais complicações mais incapacitantes e vivenciadas no processo de reabilitação, mesmo com o avanço significativo na compreensão da fisiopatologia e tratamento da dor, a abordagem desse sintoma ainda é precária na lesão medular.
OBJETIVO: Descrever as características do quadro álgico nessa população e associar a dor com o tipo de lesão, interferência nas atividades de vida diária (AVD's) e o seu aparecimento.
MÉTODO: Trata-se de estudo transversal com um roteiro de entrevista semiestruturado aplicado a 77 pacientes. Foram calculadas a média e desvio padrao, frequências absolutas e relativas, para a associação entre as variáveis qualitativas foi utilizado teste Qui-quadrado (χ2).
RESULTADOS: A idade foi de 38,26 ± 12,43 anos, sendo 84,4% homens e 80,5% de paraplégicos. Trinta e um foram por acidente automobilístico e 29 por ferimento de arma de fogo, sendo 61,0% com lesão medular completa. Quanto à dor, 44,2% relataram dor severa e 29,8% a moderada, em 50,6% não sentiam dor acima da lesão e 58,4% sentiam-na abaixo. Trinta e nove relataram sentir dor em queimação, 40,0% relataram que a dor surgiu no primeiro ano após a LM. A intensidade da dor foi de 5,44 ± 3,18 pontos, sendo 5,20 ± 3,07 nos homens, 6,75 ± 3,54 nas mulheres, 4,13 ± 3,18 nos tetraplégicos e 5,76 ± 3,12 nos paraplégicos. Para 27 pacientes a dor piorou permanecendo na mesma posição, para 22 melhorou realizando fisioterapia e para 21 com a mudança de posição. Para 68,8% a dor não interferiu nas AVD's. Vinte e oito utilizaram medicação analgésica. Houve associação significativa de que a presença de dor abaixo da lesão interfere nas AVD's (p = 0,04) e surge no primeiro ano após a lesão acima e abaixo da lesão (p = 0,05 e p = 0,01), respectivamente.
CONCLUSÃO: A dor foi prevalente nos lesados medulares, mais evidenciada nas mulheres e na maioria surgiu no primeiro ano após a lesão e interfere AVD's. A fisioterapia e a mudança de posição diminuíram a dor. Portanto, as orientações e intervenções por parte da equipe multiprofissional devem ser imediatas após a lesão, pois a prevenção ou diminuição desta complicação refletirá na melhoria da qualidade de vida e na readaptação do paciente à sua vida familiar e social.

Palavras-chave: atividades cotidianas, dor/complicações, traumatismos da medula espinal

 

Estudo sobre depressão reativa e depressão secundária em pacientes após acidente vascular encefálico

Study on reactive and secondary depression in patients following a stroke

Priscila Aparecida Rodrigues; Sandra Regina Schewinsky; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2011;18(2):60-65

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das patologias que mais acarreta comorbidades e alterações incapacitantes, tanto em relação a aspectos físicos, como em relação a aspectos cognitivos e afetivo emocionais. Após a ocorrência do AVE, freqüentemente o quadro de depressão encontra-se associado. Os tipos mais freqüentes que podem ocorrer são depressão reativa e depressão secundária a lesão encefálica. O manejo terapêutico do profissional de Psicologia é fundamental para o tratamento da depressão, sendo reativa ou secundária, interferindo diretamente no processo de reabilitação após o AVE. A presente pesquisa consiste em identificar, na literatura, os sintomas da depressão reativa e secundária em pacientes após AVE e qual a aplicabilidade da avaliação psicológica diferencial no contexto de reabilitação.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Depressão, Transtornos de Adaptação, Reabilitação

 

Etapas da elaboração do Instrumento de Classificação do Grau de Funcionalidade de Pessoas com Deficiência para Cidadaos Brasileiros: Indice de Funcionalidade Brasileiro - IF-Br

Development of a grading instrument of functioning for Brazilian citizens: Brazilian Functioning Index - IF-Br

Ana Cristina Franzoi; Denise Rodrigues Xerez; Maurício Blanco; Tatiana Amaral; Antonio José Costa; Patricia Khan; Shirley Rodrigues Maia; Carolina Magalhaes; Izabel Loureiro Maior; Miryan Bonadiu Pelosi; Normélia Quinto dos Santos; Manuel Thedim; Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2013;20(3):164-170

Os sistemas usados no Brasil para definir a incapacidade variam de acordo com o setor. A partir de uma recomendação da Presidência da República, uma força-tarefa interministerial foi organizada em janeiro de 2011 para desenvolver um modelo único de avaliação e classificação da incapacidade a ser usado em todo o país. O grupo de trabalho partiu de uma avaliação ampla de informações biodemográficas das pessoas com deficiência no Brasil obtidas a partir de fontes como o censo populacional, censo escolar, relação anual de informações sociais e pesquisa de informações básicas municipais, bem como grupos focais realizados com representantes de vários estados da federação, diferentes deficiências e faixas etárias. Por meio de reunioes mensais num período de 8 meses, foi escolhido o modelo conceitual da Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Saúde como base teórica e partir do qual foram selecionadas as 41 atividades e fatores ambientais que deveriam ser contemplados no em cada uma delas. A pontuação de cada atividade foi definida numa escala de 25 a 100, de acordo com o nível de independência. Ajustes para crianças foram realizados comparando o instrumento ao desenvolvimento esperado para cada faixa etária de acordo com a descrição presente em outros instrumentos. Além da avaliação quantitativa do grau de incapacidade, foi desenvolvida uma avaliação qualitativa seguindo a lógica fuzzy, específica para as deficiências visual, motora, auditiva e intelectual. A definição de notas de corte não foi efetuada e exige estudos futuros.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Políticas Públicas de Saúde, Pessoas com Deficiência, Ambiente, Questionários, Brasil

 

Evolução da independência funcional de idosos atendidos em programa de assistência domiciliária pela óptica do cuidador

Evolution of the functional independence of elderly patients from a home care service through the point of view of caregivers

Natalia Aquaroni Ricci; Naira Dutra Lemos; Karine Fróes Orrico; Juliana Maria Gazzola

Acta Fisiátr.2006;13(1):26-31

O conhecimento do desempenho do idoso em suas atividades é de grande importância na assistência domiciliar, pois é o que norteia os profissionais e o cuidador no monitoramento dos cuidados prestados. O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução da independência funcional de idosos inclusos em um programa de assistência domiciliária, sob a ótica do cuidador pela Medida de Independência Funcional (MIF), em dois momentos, com intervalo de um ano entre eles. Foi realizado estudo de seguimento, no qual os dados foram obtidos pelos prontuários de 22 pacientes, que continham a avaliação da MIF nos dois momentos estudados (outubro de 2003 e outubro de 2004). Foram excluídos os prontuários que apresentaram mudança de cuidador entre as avaliações, exclusão do programa e óbito. Realizou-se análise descritiva simples e para verificar as diferenças estatísticas o teste t-pareado e teste de Wilcoxon. A associação dos resultados da MIF com as variáveis de gênero, idade e comorbidades dos idosos foram analisadas por meio do test t - pareado e correlação de Pearson. A amostra caracterizou-se por uma maioria feminina, com idade avançada e múltiplas doenças associadas. Não foram encontradas diferenças significantes entre as avaliações, das médias da MIF motor, cognitivo e total, das medianas das seis áreas e das dezoito atividades da MIF. A manutenção na atividade expressão se associou com o gênero feminino, enquanto que a atividade interação social e a área cognição com o número de comorbidades. Observou-se manutenção da independência funcional dos pacientes no período estudado. Os resultados sugerem que no período de um ano os idosos foram capazes de manter ou retardar seu declínio funcional.

Palavras-chave: saúde do idoso, idoso débil, pacientes domiciliares, serviços de assistência domiciliar, medida de independência funcional.

 

Exercício em pacientes oncológicos: reabilitação

Exercise for oncological patients: rehabilitation

Elisangela Marinho Pinto Almeida; Rodrigo Guimaraes Andrade; Rebeca Boltes Cecatto; Christina May Moran Brito; Fernanda Pereira de Camargo; Cesar Antonio Pinto; Wellington Pereira dos Santos Yamaguti; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(2):82-89


 

Exercício físico na osteogênese imperfeita

Exercise in osteogenesis imperfecta

Mateus Betanho Campana; Vanessa Fabiana da Costa Sannomiya; Lucilene Ferreira; Angela Nogueira Neves Betanho Campana

Acta Fisiátr.2014;21(2):80-86

A osteogênese imperfeita (OI) é um distúrbio hereditário do tecido conjuntivo, caracterizada por fragilidade óssea e baixa densidade óssea, com um amplo espectro de expressão clínica. O exercício físico orientado é reconhecido como uma prática relevante no tratamento conservador.
OBJETIVO: Reunir e sistematizar o conhecimento referente à avaliação física, indicação de exercícios, progressão de carga e sistemática de treinamento para pessãos com OI.
MÉTODO: As bases de dados SciELO, LILACS, MedLine, Scopus, PubMed, Web of Science, PEDro e a Cochrane BVS foram usadas para busca. Dois pesquisadores independentes selecionaram os estudos elegíveis. Todos os estudos clínicos randomizados, estudos exploratórios transversais, relatos de casos clínicos e relatos de experiências nos quais houvesse a descrição dos exercícios físicos empregados, testes utilizados para avaliação física, regras gerais para conduta de um programa de exercícios e descrição dos efeitos dos exercícios foram incluídos.
RESULTADOS: A busca eletrônica resultou em um total de 961 referências publicadas em inglês, português, francês e alemão. Aplicando-se os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos, 9 estudos foram selecionados, sendo apenas dois estudos clínicos. Todas as recomendações e conclusões dizem respeito às condutas adequadas para crianças, já que todos os estudos tinham este público como alvo. Apenas dois estudos incluiriam amostras de adolescentes até 12 anos. Os tipos de OI investigados foram os tipos I e IV, sendo que algumas recomendações foram estendidas aos outros tipos de OI. A natação é o exercício físico mais recomendado. Exercícios de força, com progressão de carga leve são também recomendados, assim como exercícios aeróbios em bicicleta, estacionária ou não. Há alguns cuidados no manejo e no atendimento deste público que devem ser observados, para evitar danos.
CONCLUSÃO: Foi possível obter alguma sistematização e orientações para a condução de intervenções com exercícios físicos, mas são ainda escassas as evidências que suportam a prescrição e a conduta na progressão do treinamento para pessãos com OI.

Palavras-chave: Osteogênese Imperfeita, Exercício, Literatura de Revisão como Assunto

 

Exercícios resistidos em idosos portadores de insuficiência arterial periférica

Resistance exercises in peripheral arterial diseased elders

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém Sobrinho; Wilson Jacob Filho; Marcelo Hisato Kuwakino

Acta Fisiátr.2006;13(2):96-102

O envelhecimento da população mundial propiciou o incremento das doenças crônico degenerativas, colocando a comunidade científica diante de um grande desafio na busca e escolha dos melhores e mais econômicos tratamentos. A doença arterial periférica, que surge como complicação da aterosclerose, apresenta incidência que aumenta linearmente com o avançar da idade, somando-se, portanto, a diversas outras patologias que já acometem este grupo populacional. A documentação dos benefícios em custo e eficácia, da utilização de exercícios como indicação primária para o tratamento de pacientes idosos, tornou-se excelente alternativa para este grupo populacional, que já utiliza diversas medicações, devido a outras doenças crônicas.
Os benefícios dos exercícios resistidos foram ainda pouco explorados como forma isolada de tratamento da doença arterial periférica em idosos, mas já deixam indícios que esta forma de exercícios pode e deve ser utilizada para o tratamento da patologia referida, pois pode reverter ou retardar as concomitantes alterações degenerativas que acometem seus portadores, diminuindo de forma significativa as muitas limitações impostas pela doença em associação com o envelhecimento sedentário.

Palavras-chave: levantamento de peso, terapia por exercício, claudicação intermitente, arteriosclerose, saúde do idoso

 

Exercícios resistidos na osteoartrite: uma revisão

Resistance exercise in osteoarthritis: a review

Natália Cristina de Oliveira; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2014;21(3):141-146

A osteoartrite é a doença articular mais comum em nível mundial, e no Brasil estima-se que ela afeta de 6 a 12% dos adultos e mais de um terço dos idosos. Há evidências de que o exercício, especialmente o resistido, pode reduzir a progressão da doença. Objetivo: Revisar na literatura os trabalhos sobre exercícios resistidos como forma de tratamento da osteoartrite. Método: Foram revisados artigos indexados na base de dados PubMed, com aplicação do filtro "therapy narrow" da interface "clinical queries". Vinte artigos foram selecionados para revisão na íntegra. Várias modalidades de intervenção com exercício resistido, de diferentes intensidades, duração e velocidades de execução foram estudadas por outros autores. Resultados: Todas as formas de exercício resistido parecem ser seguras e eficazes para promover melhorias funcionais e redução da dor em pacientes com osteoartrite. Exercícios em baixa intensidade ou em isometria também podem promover benefícios aos pacientes. Conclusão: A adesão aos programas é próxima de 50% e a utilização combinada de suplementos ou medicamentos com o exercício ainda foi pouco estudada até o momento nesta população.

Palavras-chave: Osteoartrite, Exercício, Reabilitação

 

Falsos negativos, falsos positivos e controvérsias no diagnóstico neurofisiológico das radiculopatias

Anthero Sarmento Ferreira

Acta Fisiátr.1996;3(1):17-19

Embora as radiculopatias sejam uma das patologias mais freqüentemente encaminhadas para a realização de Eletroneuromiografia (ENMG), seu diagnóstico nem sempre é confirmado neurofisiologicamente, e muitos pacientes com dor irradiada tipo lombociatalgia e cervicobraquialgia apresentam exames normais. Existem também controvérsias entre os próprios neurofisiologistas quanto à validade de utilização das várias técnicas disponíveis para seu diagnóstico. O objetivo deste artigo é discorrer sobre os mecanismos envolvidos na avaliação neurofisiológica das radiculopatias e sua relação com as patologias existentes na coluna vertebral e músculos que a circundam e delimitar as limitações e vantagens de sua utilização.

Palavras-chave: Radiculopatias. Eletroneuromiografia. Potencial evocado somatossensitivo. Neurofisiologia.

 

Farmacologia de drogas vasoativas

Pharmacology of vasoactive drugs

Estela Maris Freitas Muri; Maria Matilde de Mello Sposito; Leonardo Metsavaht

Acta Fisiátr.2010;17(1):22-27

As doenças vasculares periféricas (DVPS) caracterizam-se como um problema de circulação nas veias, artérias e sistema linfático. O tratamento primordial para as DVPS é a mudança de hábitos de vida, alimentação e prática de atividade física. A terapia farmacológica inclui a utilização de drogas vasãotivas, as quais são utilizadas nas arteriopatias e nas doenças veno-linfáticas. O objetivo deste estudo foi pesquisar em literatura científica sobre a utilização e farmacologia das drogas vasãotivas, enfatizando a eficácia da administração e ação local dessas drogas.

Palavras-chave: Doenças Vasculares Periféricas, Farmacologia, Literatura de Revisão como Assunto

 

Fatores ambientais que influenciam a plasticidade do SNC

Claudia Eunice Neves de Oliveira; Maria Elisabete Salina; Nelson Francisco Annunciato

Acta Fisiátr.2001;8(1):6-13

O SNC possui uma rede neural complexa, com células altamente especializadas, que fazem milhares de conexoes a todo momento e determinam a sensibilidade e as ações motoras, traduzindo-as em comportamento. Na presença de lesões, há um desarranjo nesta rede neural e o SNC inicia seus processos de reorganização e regeneração. A plasticidade neural refere-se à capacidade que o SN possui em alterar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente. A análise dos aspectos plásticos do SNC permite-nos relacioná-los a vários fatores, como a influência do meio ambiente, o estado emocional, o nível cognitivo, entre outros, que interferem direta ou indiretamente na plasticidade do SNC e, conseqüentemente, na reabilitação do paciente neurológico. Assim, por meio da revisão da literatura, procuramos uma fundamentação teórica, a qual trará bases para a prática clínica, buscando uma nova visão sobre as perspectivas de reabilitação do paciente neurológico adulto.

Palavras-chave: Plasticidade neural. Lesão no SNC. Ambiente terapêutico. Reabilitação física. Adulto.

 

Fatores associados à independência funcional de idosos residentes em instituição de longa permanência

Factors associated with the functional independence of elderly residents in long-term institutions

Fernanda Macedo Pereira; Mariela Besse

Acta Fisiátr.2011;18(2):66-70

O objetivo do estudo foi conhecer o perfil da independência funcional de idosos em uma instituição de longa permanência, através das associações entre as variáveis sociodemográficas (idade, gênero, escolaridade, e tempo de institucionalização) e as variáveis clínicas (motivo da internação, medicação, quantidade de doenças e hipótese diagnóstica), verificando se há impacto na independência funcional de acordo com o escore da MIF (medida de independência funcional) motora, cognitiva social e total. Realizou-se um estudo clínico quantitativo, do tipo descritivo analítico com corte transversal, retrospectivo por meio de investigação de fontes indiretas de dados (prontuários), no período de julho e agosto de 2010 numa instituição de longa permanência para idosos no município de São Paulo. Constatou-se que o maior grau de dependência funcional está associado aos idosos do sexo feminino, naqueles com idade superior ou igual a 80 anos, nos que têm escolaridade inferior a 8 anos, naqueles com 37 à 47 meses de institucionalização, nos que foram institucionalizados por vontade da família, naqueles que possuem de 7 à 9 doenças , nos que utilizam um número maior ou igual a 15 medicações e naqueles que sofrem de neoplasias. Concluiu-se que mais estudos devem ser realizados, para que se possa ampliar o conhecimento e obter mais clareza sobre a associação do processo de institucionalização da população idosa com os fatores associados à independência funcional.

Palavras-chave: Idoso, Avaliação Geriátrica, Instituição de Longa Permanência para Idosos

 

Fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das academias da terceira idade

Factors associated with physical activity level of elderly users of the third age gyms

Daniel Vicentini de Oliveira; Maria do Carmo Correia de Lima; Luana Caroline Contessoto; Jean Carlos Cremonez; Mateus Dias Antunes; José Roberto Andrade do Nascimento Júnior

Acta Fisiátr.2017;24(1):17-21

Objetivo: Analisar os fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das Academias da Terceira Idade (ATIs). Método: Participaram 115 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 67,5 anos (±6,42), usuários das ATIs. Foi utilizado um questionário sócio demográfico e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). A análise dos resultados foi realizada mediante abordagem de estatística descritiva e inferencial por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, com cálculo dos odds ratios brutos, análise de regressão logística binária, utilizando-se análise hierarquizada e um modelo final de regressão com cálculo dos odds ratios ajustado. Resultados: Foi encontrada associação significativa do nível de atividade física com o sexo (p=0,004), nível de escolaridade (p=0,048), percepção de saúde (p=0,046) e com a importância do exercício para a saúde (p<0,001). Ressalta-se que a mulheres apresentaram um fator de proteção de 0,262, ou seja, possuem 73,8% de chance a mais de serem ativas/muito ativas em comparação aos homens. Além disso, os idosos que possuem percepção de saúde boa/muito boa e que consideram o exercício como importante para a saúde apresentaram um fator de proteção de 0,276 e 0,097, respectivamente. Conclusão: Diante dos resultados obtidos, conclui-se o sexo feminino, a alta escolaridade, a percepção de boa saúde e o conhecimento da importância do exercício para a saúde estiveram associados ao nível ativo/muito ativo de atividades física nas ATIs.

Palavras-chave: Idoso, Atividade Motora, Promoção da Saúde, Academias de Ginástica

 

Fatores de risco cardiovasculares em pacientes com fibromialgia

Cardiovascular risk factors in patients with fibromyalgia

Hugo Ribeiro Zanetti; Tábata de Paula Facioli; Roberto Furlanetto Júnior; Eduardo Gaspareto Haddad; Leandro Teixeira Paranhos Lopes; Alexandre Gonçalves

Acta Fisiátr.2015;22(4):172-175

Objetivo: Verificar os fatores de risco cardiovasculares em pacientes com fibromialgia (FM). Métodos: O estudo foi composto por 40 mulheres diagnosticadas com FM e encaminhadas para o setor de Reabilitação Física do Hospital de Clínicas de Uberlândia. Foi aplicado um questionário do American College of Sports Medicine contendo perguntas sobre histórico familiar; tabagismo; hipertensão; dislipidemia; glicose de jejum alterada; obesidade; sedentarismo e etilismo. Resultados: O sedentarismo teve prevalência de 92,5%, hereditariedade 52,5%, obesidade 50%, hipertensão arterial 45%, dislipidemia 37,5%, tabagismo 25%, etilismo 8% e diabetes 7,5%. Além disso, 60% da amostra apresentou três ou mais fatores de risco, 30% apresentou 2 fatores e 10% apresentou apenas um fator de risco. Conclusão: Pacientes com FM apresentam vários fatores de risco cardiovasculares, desse modo, deve-se orientar tais pacientes à mudança do estilo de vida, a fim de reduzir tais fatores e consequentemente eventos cardíacos futuros, e proporciona melhora do quadro de dor.

Palavras-chave: Fibromialgia, Fatores de Risco, Estilo de Vida Sedentário

 

Fatores limitadores à reabilitação da musculatura do assoalho pélvico em pacientes com incontinência urinária de esforço

Limiting factors in pelvic floor rehabilitation of patients with stress urinary incontinence

Mônica Faria Felicíssimo; Márcia Mendonça Carneiro; Elza Lúcia Baracho Lotti de Souza; Vitória Gomes Alipio; Márcia Rodrigues Costa Franco; Rafaela Grossi; Oliveira e Silva; Agnaldo Lopes Silva Filho

Acta Fisiátr.2007;14(4):233-236

A reabilitação da musculatura do assãolho pélvico tem sido preconizada por diversos autores como uma terapia de primeira linha para o tratamento da incontinência urinária de esforço. Apresenta vantagens por ser não invasiva, de baixo custo e sem efeitos colaterais. Porém, fatores como aderência, motivação, compreensão da terapia e deficiência esfincteriana podem interferir nos resultados dessa abordagem terapêutica. A fim de se conhecer o impacto dos fatores citados acima e se investigar o efeito de cada um destes na intervenção fisioterápica foi feita uma revisão da literatura.

Palavras-chave: incontinência urinária por estresse, assoalho pélvico, reabilitação

 

Fatores que podem influenciar na saúde gengival de crianças com paralisia cerebral

Factors that can influence the gingival health of children with cerebral palsy

Taciana Mara Couto Silva; Caroline Pequeño de Paula; Dorothy de Souza Alves Moura Coelho; Letícia Cardoso Tapia; Rosangela Aparecida Pereira; Regina Celia Villa Costa; Giuliana Tessicini; Marcela de Oliveira Conde; Daniela Pimenta Bittar; Louise Jimenez; Therezinha Rosane Chamlian; Maria Teresa Botti Rodrigues Santos

Acta Fisiátr.2014;21(1):29-35

Estudos têm demonstrado que, quanto maior a severidade do dano neurológico em crianças com paralisia cerebral (PC), maior é o risco das doenças orais.
OBJETIVO: Avaliar a influência dos fatores: déficit intelectual, sensibilidade oral, habilidade manual e padroes clínicos da PC sobre a saúde gengival de crianças com PC.
MÉTODO: Participaram do estudo 106 crianças (10,7 ± 3,6) com PC, que frequentavam um programa de prevenção em Odontologia numa instituição de referência em reabilitação em São Paulo - SP. Os dados relativos ao sexo, desordem do movimento, tipo clínico da PC e uso contínuo de drogas foram coletados dos prontuários. As avaliações clínicas odontológicas incluíram o Indice de Higiene Oral Simplificado (OIHS), o Indice Gengival (IG) e presença do reflexo de mordida. Ainda foram realizadas as avaliações da sensibilidade oral, intelectual pelo Raven test e a habilidade manual pelo Sistema de Classificação da Habilidade Manual (MACS). Foram utilizados os testes t-Student, Qui-quadrado e regressão logística. Fixou-se nível de significância em 5%.
RESULTADOS: O grupo 1 (G1) era composto por 47 crianças sem gengivite e o grupo 2 (G2) por 59 crianças com gengivite. As crianças do G2 eram significantemente mais velhas (p = 0,001), com tetraparesia (p = 0,016), em uso de medicamentos (p < 0,001) e com reflexo de mordida (p = 0,025). As crianças do G2 apresentaram valores significantemente maiores para o IHOS (p < 0,001) e IG (p < 0,001); porcentagens significantemente maiores de crianças com percentis inferiores a 10 (p = 0,036) para o teste Raven e com habilidade manual níveis IV e V (p = 0,002) do MACS. A chance de uma criança apresentar gengivite cresce 23,5% para cada ano de idade, até 5 vezes para cada 1 unidade de aumento do IHOS e cerca de 4,5 vezes com utilização de medicamento.
CONCLUSÃO: O aumento da idade, o acúmulo do biofilme e o uso de medicamentos aumentam o risco de gengivite em crianças com PC.

Palavras-chave: Crianças com Deficiência, Paralisia Cerebral, Gengivite

 

Fibromialgia: o que é, como diagnosticar e como acompanhar?

José Eduardo Martinez

Acta Fisiátr.1997;4(2):99-102

O objetivo deste artigo é rever as principais características clínicas, critérios diagnósticos e métodos de acompanhamento clínico da fibromialgia. O autor apresenta ainda um pequeno histórico do conhecimento desta síndrome e comenta a necessidade da divulgação do conhecimento adquirido para a partir de um diagnóstico precoce melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Fibromialgia. Diagnóstico. Evolução

 

Fisiologia do sistema nervoso neurovegetativo

José Brenha Ribeiro Sobrinho

Acta Fisiátr.2003;10(3):122-132

Uma análise das conexoes anatômicas e funcionais do sistema neurovegetativo, permite o entendimento de suas relações com os núcleos hipotalamicos e com o sistema imunitário. No presente artigo está descrito o centro neurovegetativo no córtex cerebral com as reações características deste nível - reações neurovegetativas de reforço, de acompanhamento e psíquica. Apresenta-se as áreas diencefálicas, com as conexooes talâmicas, descrevendo as influências provenientes de formação reticular.
As vias e centros neurovegetativos do tronco cerebral, são estudadas a partir dos centros ortossimpático e centros parassimpáticos, relacionando-os com as vias neurovegetativas da medula.
A última parte é dedicada a uma conceituação sobre o sistema neurovegetativo periférico e sua expressão clínica dentro do entendimento dos fenômenos motores e sensitivos do controle medular.
O trabalho é finalizado lembrando a conexão do sistema neurovegetativo com o sistema imunitário.

Palavras-chave: Sistema nervoso autônomo. Regulação do sistema nervoso autônomo. Reações neurovegetativas.

 

Fisiopatologia da fibromialgia

Fibromyalgia physiophology

Marcelo Riberto; Thais Rodrigues Pato

Acta Fisiátr.2004;11(2):78-81

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica, generalizada e pela presença de pontos dolorosos à palpação de regioes específicas do corpo. Estudos concordam quanto à concentração de pacientes na quinta década de vida, associação com o sexo feminino e fatores socioeconômicos como baixos níveis educacionais, baixa renda e estar divorciado. As hipóteses de alterações anatomopatológicas para a fisiopatologia desta síndrome foram descartadas e os achados nesses sentido foram creditados ao sedentarismo. Os mecanismos mais aceitos para o entendimento fisiopatológico da fibromialgia no momento envolvem o desequilíbrio entre a percepção dolorosa e os mecanismos de modulação dessas vias aferentes. Níveis elevados de substância P em líquor e níveis reduzidos de serotonina e seus precursores em líquor, soro e plaquetas são sugestivos desses desequilíbrios, uma vez que a substância P é mediadora das vias aferentes enquanto a serotonina medeia a inibição da dor. Outra explicação para a alteração da atividade da serotonina seria o polimorfismo dos receptores de serotonina, o que pode explicar também o agrupamento familiar desses pacientes. Alterações cerebrais em porções rostrais ao tálamo poderiam ser responsáveis pela percepção elevada de estímulos ambientais, com a conseqüente perversão de informações proprioceptivas, térmicas e táteis ou pressórica em sensações dolorosas. Finalmente, os mecanismos reducionistas de explicação fisiopatológica da fibromialgia não têm encontrado respaldo na literatura e explicações multicausais são as mais aceitas, incluindo os mecanismos psicossociais, que não foram abordados neste artigo.

Palavras-chave: Fibromialgia, fisiopatologia, dor generalizada, inibição da dor, serotonina.

 

Fisioterapia aquática no paciente sobrevivente da Poliomielite traqueostomizado com suporte ventilatório: relato de caso

Aquatic physical therapy for a poliomyelitis survivor with tracheostomy and ventilatory support: a case report

Douglas Martins Braga; Daniela Potas Cavalheiro; Adriane Fukui Ogura; Tatiana Camargo Guimaraes; Fernando Farcetta Junior; Sheila Jean McNeill Ingham

Acta Fisiátr.2011;18(1):38-41

Muitos pacientes sobreviventes da poliomielite apresentam importante comprometimento da função respiratória. A fisioterapia aquática é indicada para esta população, porém, a presença da traqueostomia leva a uma maior dificuldade de tratamento no meio líquido pela dificuldade da manipulação. O objetivo deste trabalho é verificar os benefícios que uma paciente traqueostomizada, com suporte ventilatório não invasivo, pode ter com a abordagem da fisioterapia aquática. A paciente sofreu intervenção de vinte sessões de fisioterapia aquática. Para avaliação foram usadas as Escalas de Fadiga, Dor e Qualidade de vida e analisados os parâmetros: Saturação de Oxigênio (SatO2), Freqüência Cardíaca (FC)e Freqüência Respiratória (FR). Foi constatada melhora na pontuação de todas as escalas de fadiga utilizadas: inicial 55 e final 28, demonstrando ao final do estudo ausência de fadiga Fator esse também verificado na qualidade de vida principalmente na dimensão de vitalidade inicial 29,16 e final 50. A FC, a (excluir) FR e a SatO2 não sofreram alterações significativas, observando dessa maneira a segurança durante o atendimento. No término do tratamento, o quadro álgico cessou nos principais grupos articulares. Os resultados demonstraram que o meio líquido foi favorável para o tratamento dessa paciente, garantindo a segurança, diminuindo a fadiga e a dor, melhorando assim a qualidade de vida.

Palavras-chave: Poliomielite, Traqueostomia, Modalidades de Fisioterapia, Hidroterapia

 

Fisioterapia aquática no tratamento de criança com distrofia muscular congênita merosina negativa: relato de caso

Aquatic physical therapy in the treatment of a child with merosin-deficient congenital muscular dystrophy: case report

Cinthya Patrícia de Albuquerque Santos; Ricardo Cristian Hengles; Fábio Navarro Cyrillo; Fernanda Moraes Rocco; Douglas Martins Braga

Acta Fisiátr.2016;23(2):102-106

Este relato de caso descreve um programa de fisioterapia aquática para uma criança com distrofia muscular congênita (DMC) merosina negativa. Objetivo: Verificar a interferência da fisioterapia aquática na velocidade e no índice de gasto energético durante o deslocamento sentado em superfície plana, e no alcance funcional com os membros superiores devido a fraqueza proximal que acomete estes pacientes visando maior independência. Métodos: Como instrumentos de avaliação foram utilizados a Medida da Função Motora (MFM); o Functional Reach Test (FRT); foi verificado o Indice de Gasto Energético (IGE) no deslocamento sentado; assim como o tempo gasto neste deslocamento e a ativação muscular com a eletromiografia (EMG). O programa durou 12 semanas e a intervenção incluiu atividades para melhorar a mobilidade e a agilidade no deslocamento sentado e o alcance na postura sentada. Resultados: Na MFM a variação no escore das duas dimensões (D2 e D3) focadas na terapia foi de 6,8%. O alcance funcional melhorou 16 centímetros (cm) e o tempo do deslocamento sentado diminuiu 19 segundos (s). O gasto energético diminuiu 252,31 batimentos por minuto (bpm). Conclusão: A fisioterapia aquática foi eficaz para melhora da agilidade no deslocamento sentado e na funcionalidade de membros superiores (MMSS) de uma criança com DMC merosina negativa.

Palavras-chave: Hidroterapia, Distrofias Musculares, Eletromiografia, Reabilitação

 

Fisioterapia nos pacientes politraumatizados graves: modelo de assistência terapêutica

Physiotherapy in severe polytrauma patients: a therapeutic care model

Cauê Padovani; Janete Maria da Silva; Clarice Tanaka

Acta Fisiátr.2017;24(1):33-39

Objetivo: Conhecendo-se o alto grau de complexidade que o paciente politraumatizado representa à equipe multiprofissional na elaboração e execução do seu plano assistencial na unidade de terapia intensiva (UTI), aliado à carência de evidencias sobre o tema, o presente estudo sugere um modelo de assistência fisioterapêutica precoce aos pacientes críticos politraumatizados com base na experiência clínica dos últimos anos. Método: O modelo foi elaborado a partir das práticas verificadas nos registros de 6388 sessões de fisioterapia realizadas em 198 pacientes internados entre dezembro de 2009 e setembro de 2011 em UTI especializada em politrauma. As atividades/cuidados foram inseridas no modelo após aprovadas em discussão com a equipe multiprofissional. Todos os pacientes atendidos tinham idade igual ou maior que 18 anos e eram vítimas de trauma grave de acordo com o Injury Severity Score (ISS). Resultados: O modelo proposto foi estruturado de forma que as atividades/cuidados da assistência fisioterapêutica fossem organizadas de acordo com a regiao corpórea lesada do paciente (traumatismo cranioencefálico, fraturas de face, fraturas de coluna, trauma torácico, trauma abdominal, fratura de pelve e fraturas de extremidades). A rotina da unidade apregoava discussões diárias com a equipe médica para se conhecer as particularidades de cada caso clínico, estabelecer meta terapêutica e traçar o programa de reabilitação. Conclusão: O modelo proposto se tornou rotina e consolidou a atuação fisioterapêutica na respectiva unidade assistencial. A equipe de fisioterapia passou a atuar 24 horas por dia. O modelo possibilitou padronização da assistência fisioterapêutica e maior segurança para o paciente politraumatizado grave.

Palavras-chave: Centros de Traumatologia, Unidades de Terapia Intensiva, Ferimentos e Lesões, Modalidades de Fisioterapia, Terapia por Exercício, Reabilitação

 

Fortalecimento muscular e condicionamento físico em hemiplégicos

Muscle strengthening and physical conditioning in chronic stroke subjects

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Edênia Santos Garcia Oliveira; Eneida Geralda Santos Santana; Gessione Patricia Resende

Acta Fisiátr.2000;7(3):108-118

Estudos da literatura demonstram um agravamento do déficit funcional do processo de envelhecimento pelas manifestações clínicas do Acidente vascular cerebral (AVC), como fraqueza muscular, descondicionamento e espasticidade. Pacientes hemiplégicos crônicos submetidos a treinamento de força muscular e condicionamento aeróbico apresentam melhora da velocidade da marcha, maior capacidade de geração de força, aumento do VO2 máximo, melhora da performance funcional e da qualidade de vida, sem, entretanto, alterar o tônus muscular.

Palavras-chave: AVC. Hemiplegia. Condicionamento físico. Fortalecimento muscular. Espasticidade.

 

Fracasso crônico no tratamento da dor crônica? A influência silenciosa da personalidade e seus transtornos

Chronic failure in the treatment of chronic pain? The silent influence of the personality and its disorders

Joao Paulo Consentino Solano

Acta Fisiátr.2014;21(2):93-100

Transtornos psiquiátricos são comuns entre pacientes com dor crônica não oncológica. Em uma amostra de pacientes que foram encaminhados para avaliação psiquiátrica, transtornos de personalidade foram encontrados mais frequentemente que qualquer outro diagnóstico psiquiátrico, incluindo-se depressão maior. Os transtornos de personalidade borderline e narcisista foram os mais prevalentes. O presente artigo discute tais achados à luz de uma revisão de literatura em que os termos chronic pain, borderline personality disorder, narcissistic personality disorder foram adequadamente combinados como descritores. Além dos critérios diagnósticos para cada um dos transtornos, discutem-se alguns "sinais sutis" que podem orientar na identificação de traços de cada um deles, e duas vinhetas clínicas são apresentadas para ilustrar os transtornos de personalidade em discussão. Ao final, dao-se recomendações que podem facilitar o seguimento destes pacientes em equipes multiprofissionais de dor crônica.

Palavras-chave: Dor Crônica, Transtornos da Personalidade, Transtorno da Personalidade Borderline, Narcisismo

 

Frequencia e fatores determinantes da dor do membro fantasma em pacientes amputados assistidos por um centro de reabilitação situado no centro-oeste do Brasil

Frequency and determining factors of phantom limb pain in amputee patients assisted by a rehabilitation center in the Midwest region of Brazil

Tauana Lemos Coimbra; Rodrigo Parente Medeiros

Acta Fisiátr.2018;25(1):7-11

Objetivo: Este estudo descritivo, longitudinal e prospectivo busca avaliar a frequência de dor do membro fantasma (DMF) em pacientes amputados que são assistidos por um centro de reabilitação assim como verificar a influência do perfil biopsicossocial, uso de tecnologias assistivas, medicamentos e terapias no caráter da DMF. Método: Foram entrevistados 16 indivíduos em dois momentos com intervalo de seis meses no período de Julho/2016 à Agosto de 2017. Como instrumentos de avaliação foram utilizados: questionário semi-estruturado abordando perfil social e clínico, EVA, SF-36 e Questionário de McGill. Os dados foram analisados descritivamente e com os testes T e Pearson. Resultados: Dos participantes, 8 eram do sexo masculino (50%), com idade média de 55,5 anos (DP:15,7), sendo maior parte procedente de Goiânia (75%) e com amputação transfemural (68,7%) de etiologia traumática (56,2). A frequência de DMF foi de 68,5% na primeira entrevista e 50% na segunda. Entre as duas entrevistas, houve diminuição na intensidade da dor relatada pelos indivíduos assim como no índice da dor e número de descritores do McGill e também acréscimo nos domínios do SF36. Não foi observada correlação positiva entre o uso de próteses, medicamentos ou realização de terapias com o quadro álgico dos amputados. Conclusão: A amostra estudada apresentou alta prevalência de dor do membro fantasma. São necessários mais estudos sobre a DMF e seus determinantes a fim de evidenciar seu impacto na vida do amputado.

Palavras-chave: Amputação, Dor, Membro Fantasma, Qualidade de Vida

 

Função neuromuscular do bíceps braquial em contração isométrica após termoterapia

Neuromuscular function of braquial biceps in isometric contraction after termotherapy

Fábio Gonçalves Guedes; Maraline Cristina de Andrade; Maycon Rodrigo Felício de Almeida; Hícaro Felizardo Amorim; Joao Eduardo Machado da Costa Antunes; Josimar Bento Machado; Sílvia Regina Costa Dias

Acta Fisiátr.2017;24(4):186-192

A alteração na temperatura de um tecido pode promover efeitos fisiológicos que levam a alterações circulatórias e nervosas, tais como vasodilatação e aumento na flexibilidade. Objetivo: Avaliar, através de uma avaliação neuromuscular não invasiva, como a termoterapia influencia na força muscular e nos sinais mioelétricos do bíceps braquial em contração isométrica. Métodos: Dezessete voluntários foram orientados a fazer contração isométrica do músculo bíceps braquial concomitantemente com a eletromiografia de superfície. A avaliação eletromiográfica e de força foram realizadas antes e após a intervenção com recursos termoterapêuticos: gelo (15 minutos) e ultrassom continuo (1MHz, 0.8W/cm2, 7 minutos). Resultados: Mostraram que as mulheres possuem menos força e ativam menos unidades motoras. No entanto, a frequência de disparos elétricos nas vias efetoras é maior, o que indica maior propensão à fadiga. Após a aplicação do calor, não foram observadas diferenças na resposta neuromuscular do bíceps braquial em contração. Já a crioterapia, promoveu redução significativa na força e no número de unidades motoras ativadas durante a contração. O resfriamento do tecido muscular promove a diminuição da ação das fibras musculares, uma vez que há redução da velocidade da condução do impulso nervoso e do reflexo do arco miotático. Além disso, a crioterapia também diminui a sensibilidade dos órgaos tendinosos de Golgi, aumenta a viscosidade sanguínea, provoca a vasoconstrição. Todos estes fatores, somam-se para culminar na diminuição da ativação neuromuscular e, consequentemente, na redução da força do músculo.

Palavras-chave: Eletromiografia, Terapia por Ultrassom, Crioterapia, Força Muscular

 

Função respiratória em pacientes com estenose lombar: uma análise comparativa

Respiratory function in patients with lumbar stenosis: A comparative analysis

Cláudia Valéria de Melo Pereira Chaves; Vera Lúcia dos Santos Alves; Robert Meves; Maria Fernanda Silber Caffaro

Acta Fisiátr.2018;25(2):74-77

As doenças degenerativas da coluna vertebral são condições que envolvem a perda de estrutura e a função normal da coluna e podem levar à piora da capacidade funcional, a diminuição da tolerância ao exercício e a redução da qualidade de vida por claudicação neurogênica e dor lombar crônica. A escolha da artrodese ocorre devido a presença de lesão neurológica evolutiva ou dor intratável. Objetivo: Analisar e comparar valores espirométricos e força muscular respiratória em pacientes com estenose lombar. Método: Estudo transversal com 38 pacientes de ambos os sexos, dividido em um grupo de 19 pacientes operados e outro grupo de 19 pacientes que aguardavam cirurgia, com idade entre 50 e 80 anos, que foram avaliados por espirometria e manovacuometria. Resultados: Em nosso estudo, observou-se que a função pulmonar estavam dentro dos valores de referências, considerando que o grupo de pacientes operados apresentou melhor desempenho em espirometria e manovacuometria. Conclusão: Pacientes operados apresentaram melhora na função pulmonar em comparação com pacientes não operados.

Palavras-chave: Artrodese, Força Muscular, Espirometria

 

Funcionalidade após a cirurgia de quadril: correlação entre equilíbrio, idade, independência e depressão em idosos

Functionality after hip surgery: correlation between balance, age, independence, and depression among the elderly

Marcela de Abreu Silva Couto, Rodrigo Reiff, Alessandra Paiva de Castro

Acta Fisiátr.2012;19(1):32-36

OBJETIVO: Verificar correlações entre a idade e o equilíbrio, a independência, tempo de internação, e a depressão em idosos que sofreram fratura do quadril após quedas.
MÉTODO: A amostra consecutiva incluiu idosos que sofreram fratura de quadril há até 24 meses. Foram avaliados 14 idosos (12 mulheres e dois homens), com idade média de 78 anos ± 6,9. Foi aplicado um questionário para obtenção de dados gerais, Time Up and Go (TUG test), Escala de Equilíbrio Berg (EEB), Escala de Depressão Geriátrica Abreviada (EDGA), Indice de Barthel e Razao cintura-quadril (RCQ). Foi aplicado ANOVA one-way, teste t e teste de correlação de Pearson com um nível de significância de 5%.
RESULTADOS: As médias dos testes: EEB (35,38 ± 33,06), o TUG test (28,40 ± 10,59); a EDGA pré-queda 6,33 ± 1,52; a EDGA pós-queda 7,66 ± 1,52; o RCQ 1,05 ± 0,35 para homens e 0,92 ± 0,12 para mulheres. O Indice de Barthel pré-queda 16, 20 ± 5,4 e o Indice de Barthel pós-queda 15,12 ± 6,78. Quanto maior a idade, maior é o tempo de internação e que não há correlação entre idade e função (IC: 0,643; valor p < 0,013). Houve correlação negativa entre idade e equilíbrio, mas a idade não está relacionada ao nível de depressão (IC: -0,556; valor p < 0,048).
CONCLUSÃO: Foi verificada correlação positiva entre idade e tempo de internação e correlação negativa entre idade e equilíbrio. Houve a diminuição da pontuação de EEB, aumento do tempo do TUG Test e aumento da RQC.

Palavras-chave: acidentes por quedas, equilíbrio postural, fraturas do fêmur, fraturas do quadril, idoso

 

Funcionalidade na doença de Alzheimer leve, moderada e grave: um estudo transversal

Functionality on mild, moderate and severe Alzheimer's disease: a cros-sectional study

Maria Vaitsa Loch Haskel; Juliana Sartori Bonini; Suzane Cristina Santos; Weber Cláudio Francisco Nunes da Silva; Camilla Fagundes de Oliveira Bueno; Marciane Conti Zornita Bortolanza; Christiane Riedi Daniel

Acta Fisiátr.2017;24(2):82-85

Objetivo: Avaliar a funcionalidade de pacientes com Doença de Alzheimer (DA) residentes na comunidade, no município de Guarapuava - PR, regiao Sul do Brasil. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, com pacientes com DA residentes na comunidade, no município de Guarapuava - PR. Os participantes foram classificados de acordo com a Escala Clínica de Demência em CDR 1 (DA leve), CDR 2 (DA moderada) e CDR 3 (DA severa). O estado mental foi avaliado através do Mini Exame do Estado Mental; as atividades básicas de vida diária (ABVD) através do Indice de Barthel e as atividades instrumentais de vida diária (AIVD) através do Indice de Lowton e Brody. Resultados: Foram avaliados 58 idosos com diagnóstico de DA, dos quais 14 (24,1%) estavam em CDR 1, 21 (36,2%) em CDR 2 e 23 (39,7%) em CDR 3. Houve diferença significativa entre os níveis de dependência para a realização das ABVD e AIVD entre todas as fases da DA (p <0,001), sendo que a dependência foi maior nos participantes estadeados em CDR 2 e CDR 3. Conclusão: O nível de dependência para a realização das atividades básicas e instrumentais de vida diária é maior nas fases mais avançadas da DA e a dependência para a realização das AIVD está presente em todas as fases da doença, sendo maior do que a dependência para a realização das ABVD desde a fase inicial da DA, sugerindo uma perda progressiva da funcionalidade.

Palavras-chave: Doença de Alzheimer, Demência, Idoso, Atividades Cotidianas

 

Ganglionopatia como manifestação inicial de neoplasia pulmonar: relato de caso

Ganglionopathy as the initial manifestation of neoplastic lung disease: a case report

Caio Ribeiro Azevedo Gomes; Bruno Nogueira Silva; Gustavo Carneiro Ferrao; Andressa Silvia Faé Nunes; Arquimedes de Moura Ramos; Tae Mo Chung; Lucas Martins de Exel Nunes

Acta Fisiátr.2015;22(4):212-214

A ganglionopatia é uma entidade rara que consiste na afecção dos neurônios sensitivos da raiz dorsal, fazendo parte do grupo das polineuropatias periféricas do tipo exclusivamente sensitivo com comprometimento axonal e tendo seu diagnóstico feito através de estudo eletroneuromiográfico. A associação entre a ganglionopatia e outras patologias como neoplasias, doenças autoimunes, doença celíaca, entre outras é amplamente citada na literatura. O objetivo deste trabalho é descrever o caso clínico de um paciente com diagnóstico de neoplasia pulmonar cuja manifestação inicial foi a ganglionopatia, incluindo a descrição detalhada do exame eletroneuromiográfico que auxiliou no processo diagnóstico do médico assistente. Concluímos ser importante que o médico neurofisiologista tenha em mente as possíveis causas da ganglionopatia e saiba apontar o médico assistente para que a investigação possa ser realizada de maneira completa e precoce.

Palavras-chave: Polineuropatias, Neoplasias Pulmonares, Relatos de Casos

 

Gasto energético em paciente amputado transtibial com prótese e muletas

Metabolic output in a transtibial amputee using crutches and prosthesis

Alexandra Passos Gaspar; Sheila Jean McNeill Ingham; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2003;10(1):32-34

Pacientes com amputação transtibial têm um maior gasto energético durante a marcha com a prótese, necessitando consumir 20% a mais de oxigênio quando comparados a indivíduos normais na mesma velocidade relativa. Fisher et al. estudaram o gasto energético em pacientes não amputados em uso de muletas em terreno plano e escadas; concluíram que o volume de oxigênio (VO2) destes indivíduos atingia 40% do máximo esperado para os mesmos e que a freqüência cardíaca chegava à 62% da máxima prevista e portanto, que o uso de muletas em pacientes cardiopatas deveria ser feito com restrições. O gasto energético durante a marcha com muletas axilares é aproximadamente duas vezes maior quando comparada à marcha normal. O objetivo deste trabalho é comparar o gasto energético em pacientes amputados de membro inferior com uso de prótese e muletas. O paciente foi avaliado em relação ao gasto energético com prótese e com muletas axilares através do teste de Shuttle. O instrumento para avaliação foi o K4b2O, espiromêtro portátil da Cosmed. Nossos dados mostram que o paciente possui menor gasto energético com a prótese e portanto, percorre uma distância maior do que com as muletas.

Palavras-chave: Amputados. Metabolismo energético. Prótese. Muletas.

 

Geometria do fêmur proximal em ossos de brasileiros

Ana Lúcia Mourao; Henrique A. Vasconcellos

Acta Fisiátr.2001;8(3):113-119

OBJETIVO: Fornecer dados sobre a morfometria do fêmur proximal adulto para que se estabeleçam parâmetros e correlações entre as diversas medidas dessa porção do osso de brasileiros.
MATERIAL E MÉTODO: Realizamos a avaliação da geometria da extremidade proximal de 183 fêmures secos de adultos brasileiros, de ambos os sexos, sem idade cronológica determinada. A morfometria constou da obtenção das medidas: comprimento do colo do fêmur (CCF); largura do colo do fêmur (LCF); comprimento do eixo femoral (CEF); ângulo colodiafisário (ACD). Foi realizada também a densitometria óssea (DEXA) de 18 fêmures. A análise estatística constou do cálculo da média aritmética (X); desvio-padrao (SD) e mediana (Me), sendo testadas essas variáveis quanto ao lado através dos testes t de Student e Não- Paramétrico de Mann Whitney. Realizamos a correlação e a regressão linear simples entre as variáveis que apresentavam associação com o CEF. Resultado: Correlacionamos as medidas morfométricas com a densidade mineral óssea (DMO) e as densidades entre si. Encontramos os seguintes valores médios para os lados direito e esquerdo: CCF = 24,9 ± 4,5 mm e 24,3 ± 4,2 mm; LCF = 26,7 ± 3,1 mm e 26,3 ± 3,3 mm; CEF = 92,1 ± 6,9 mm e 92,0 ± 7,1 mm; ACD = 111,2° ± 5,9 e 114,2° ± 5,5. A correlação entre CEF x ACD não foi significante. As correlações entre morfometria e DMO foram menos significativas que as correlações das densidades entre si.
CONCLUSÃO: Podemos acreditar que a associação entre o CEF e as outras medidas pode ter valor preditivo no risco de fratura. Considerando a importância desse fator, procedemos a este estudo para podermos fornecer dados da geometria femoral de ossos de brasileiros, bem como possibilitar aplicação desses dados na prática clínica.

Palavras-chave: Fraturas do fêmur. Geometria. Eixo femoral. Fatores de risco.

 

Grau de incapacidade física na população idosa afetada pela hanseníase no estado da Bahia, Brasil

Physical disability degree in the elderly population affected by leprosy in the state of Bahia, Brazil

Carlos Dornels Freire de Souza; Tania Rita Moreno de Oliveira Fernandes; Thais Silva Matos; José Maurício Ribeiro Filho; Grayce Kelly Alencar de Almeida; Jefferson César Bezerra Lima; Adriana Rodrigues Sousa Santos; Bruna Angela Antonelli; Denilson José de Oliveira

Acta Fisiátr.2017;24(1):27-32

Objetivo: Analisar o grau de incapacidade física na população idosa afetada pela hanseníase no estado da Bahia, entre 2001 e 2012. Métodos: Os dados referentes aos casos de hanseníase foram obtidos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Variáveis analisadas: sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, classificação clínica e operacional, grau de incapacidade física no diagnóstico e na alta. Foram calculados indicadores epidemiológicos relacionados à incapacidade física. Resultados: A hanseníase apresenta elevada magnitude na população idosa, com coeficiente de detecção de casos novos superior ao da população geral, situando-se em nível hiperendêmico. Quanto ao perfil epidemiológico da hanseníase em idosos, destaca-se: homens, faixa etária 60 a 69 anos, raça branca, baixa escolaridade, forma clínica dimorfa e classificação operacional multibacilar. 36,25% dos casos diagnosticados apresentavam incapacidade física no momento do diagnóstico, com destaque para o gênero masculino. Conclusão: A elevada proporção de indivíduos com incapacidades físicas no momento do diagnóstico sugere diagnóstico tardio e prevalência oculta da doença, sobretudo em indivíduos do gênero masculino.

Palavras-chave: Hanseníase, Imunidade, Pessoas com Deficiência, Idoso

 

Grupo de atividades de vida diária: influência do procedimento em pacientes adultos com acidente vascular encefálico isquêmico

Daily life activities group: the influence of the procedure in ischemic stroke adult patients

Camila Pontes Albuquerque; Eleanora Vitagliano; Juliana Yumi Yamada; Carem Fagundes; Rafael Eras Garcia; Rebeca Braga; Renata Cristina Verri Bezerra Carramenha; Sarah Monteiro dos Anjos; Milene Silva Ferreira; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(2):71-74

O acidente vascular encefálico (AVE) pode gerar seqüelas motoras acarretando dificuldades em vários aspectos funcionais da vida diária do indivíduo. O terapeuta ocupacional pode intervir com essa população, com o objetivo de diminuir as limitações adquiridas. Uma das modalidades de tratamento é o atendimento em grupo, em função da riqueza das trocas existentes no mesmo. Este estudo visou analisar os resultados do procedimento do grupo de Atividades de Vida Diária (AVDs) composto por pacientes com seqüelas de AVE isquêmico. Foram incluídos 10 sujeitos com seqüelas de AVE isquêmico, que participaram do grupo de AVDs, sendo os mesmos avaliados por meio da HAQ (Health Assessment Questionnaire) e da FAQ (Functional Activities Questionnaire), em dois momentos pré e pós intervenção. Para a análise dos dados foi utilizado o teste Wilcoxon com p < 0,05. Após análise de resultados pré e pós intervenção verificou-se diferença significativa para ambos os instrumentos de avaliação (HAQ p=0.001 e FAQ p=0,0117). O estudo mostrou a eficácia do procedimento - grupo de AVDs, composto por sujeitos com sequelas de AVE isquêmico em fase crônica, através da mensuração dos ganhos funcionais obtidos pela HAQ e FAQ. Estudos com um número maior de pacientes são necessários para uma maior generalização das conclusões.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

Há correlação entre classe social e a prática de atividade física?

Is there a correlation between social class and physical activity?

Anna Paula Martinez; José Eduardo Martinez; Leni Boghossian Lanza

Acta Fisiátr.2011;18(1):27-31

O exercício físico é recomendado para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida. As condições para a realização de atividade física devem incluir local, roupas, supervisão e elaboração de antemão. O objetivo desta pesquisa verificar se existe influência da renda familiar na freqüência e na forma de se praticar exercícios físicos. Utilizou-se um questionário especialmente elaborado para os dados sociodemográficos, freqüência, tipo e condições da prática de exercícios. Setenta pacientes, divididos em dois grupos: assistidos por instituições públicas de saúde (A) e assistidos por organizações privadas (B). Em ambos os grupos se observou uma maioria de mulheres (A - 66%; B - 60%) e casados. Em relação ao status sócio-econômico, os membros do grupo A têm maior renda e escolaridade. Os resultados mostram maior freqüência de atividade física entre os conveniados. Ambos os grupos têm a maioria dos componentes que não praticam exercícios. Entre aqueles que praticam exercício regularmente, a maior parte o faz de 1-3 vezes por semana, com duração entre 30-50 minutos. A modalidade principal é caminhar sem supervisão ou preparação como aquecimento ou alongamento. Os níveis econômicos e educacionais não influenciam a freqüência, tipo e condições da prática de exercícios.

Palavras-chave: Qualidade de Vida, Exercício, Classe Social, Renda, Brasil

 

Habilidades funcionais de comunicação: idoso saudável

Functional communication assessment: the healthy elderly

Flavia Helena Alves Garcia; Letícia Lessa Mansur

Acta Fisiátr.2006;13(2):87-89

Comunicação funcional é a habilidade de receber ou emitir uma mensagem de um modo eficaz e independentemente do ambiente. O Questionário de Habilidades Funcionais de Comunicação (ASHA-Facs) é um instrumento básico de avaliação das habilidades comunicativas no ambiente natural do indivíduo, considerando compensações, adaptações e tempo necessário para a comunicação. Pode ser usado como complemento das avaliações tradicionais de linguagem para planejar orientações ao cuidador, ajudar ao clínico nas decisões e registrar estabilização de doenças ou progresso de quadros patológicos. Este artigo caracteriza o perfil comunicativo funcional do idoso saudável a partir do questionário ASHA-Facs. Sessenta e seis idosos saudáveis foram avaliados por meio de seus cuidadores (familiares). O questionário é composto de 43 itens divididos em quatro domínios: 21 itens sobre comunicação social, 7 itens de comunicação de necessidades básicas, 10 itens de leitura, escrita e conceitos numéricos e 5 itens de planejamento diário. O questionário fornece informações quantitativas em uma escala de sete pontos (sendo pontuação 7 para o indivíduo que não necessita de ajuda para realizar a atividade e pontuação 1 se houver necessidade de ajuda máxima). O desempenho dos idosos no ASHA-Facs mostrou que os idosos saudáveis atuam melhor em Comunicação Social e Necessidades Básicas. Isto sugere que os idosos compensam possíveis falhas na compreensão auditiva/expressão oral que possam ocorrer durante o declínio da função cognitiva que acontece no processo de envelhecimento normal. O desempenho no domínio de planejamento diário mostrou dificuldades nas funções executivas de planejamento e organização. Ainda, houve uma importante correlação entre a comunicação funcional e a escolaridade.

Palavras-chave: Funcionalidade, comunicação, idoso

 

Habilidades funcionais de criança com síndrome da imunodeficiência adquirida

Functional abilities of children with acquired immunodeficiency syndrome

Amanda Polin Pereira; Daniela Baleroni Rodrigues Silva; Luzia Iara Pfeifer; Maria Paula Panuncio-Pinto

Acta Fisiátr.2011;18(2):97-101

A encefalopatia associada ao vírus da imunodeficiência humana é uma conseqüência importante das infecções neurológicas que atingem crianças com a síndrome da imunodeficiência adquirida. Tal conseqüência pode gerar perdas no desenvolvimento neuropsicomotor levando a dificuldades em atividades fundamentais para a independência da criança. O objetivo do estudo é descrever os ganhos funcionais nas áreas de auto-cuidado e mobilidade de uma criança com síndrome da imunodeficiência adquirida. Foi aplicado junto ao cuidador da criança o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI), antes e após o processo de reabilitação com intervalo de 12 meses. Os resultados demonstram que houve melhora funcional nos aspectos avaliados. Na área de auto-cuidado houve alteração de escores de 53,65 na primeira avaliação para 60,06 na segunda avaliação. Na área de mobilidade a criança passou de um escore de 24,29 para 38,66. Os resultados sugerem que as estratégias utilizadas no processo de reabilitação, bem como atuação da equipe multidisciplinar permitiram o desenvolvimento de habilidades para melhor desempenho ocupacional da criança.

Palavras-chave: Criança, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Encefalopatia Crônica, Reabilitação

 

Hemartroses recidivantes do tornozelo em hemofílicos - "Diagnóstico funcional pela podobarometria dinâmica computadorizada e uso profilático de órteses para os pés - Relato de um caso"

Linamara Rizzo Battistella; Claudete Lourenço; Donaldo Jorge Filho

Acta Fisiátr.2001;8(1):34-44

Devido ao grande número depacientes hemofílicos, com hemartroses de repetição no tornozelo, que se apresentavam freqüentemente para tratamento no Ambulatório de Reabilitação de Hemofílicos da (DMR) - Divisão de Medicina de Reabilitação do (HCFMUSP) Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, os autores decidiram avaliá-los mediante um protocolo em que, além do exame físico de rotina e de algumas medidas radiológicas, se procedesse à podoscopia estática e à podobarometria dinâmica computadorizada. Os resultados obtidos serviram de base para a elaboração de palmilhas ortopédicas e/ou para a prescrição de órteses para a estabilização do tornozelo todas as vezes que uma instabilidade médio-lateral do tornozelo e/ou uma discrepância no comprimento dos membros inferiores eram observadas.
O uso continuado dessas órteses vem impedindo, nos últimos seis meses, a ocorrência de novos episódios de hemartrose no tornozelo dos pacientes avaliados. Essa constatação levou os autores a acreditar que os desvios articulares nas atividades repetitivas, como a marcha, é que predispoem à ocorrência das hemartroses. Desse modo, a estabilização das articulações, pelo uso das órteses para os pés, seria a melhor maneira de evitar as hemartroses de repetição nos tornozelos.
Os bons resultados obtidos até agora, nos pacientes avaliados e reavaliados após seis meses, animaram os autores a desenvolver duas diferentes linhas de pesquisa: para hemofílicos com tornozelos instáveis e para hemofílicos com joelhos instáveis.

Palavras-chave: Hemofilia. Hemartroses de repetição nos tornozelos. Profilaxia das hemartroses com órteses para os pés.

 

Hemorragia periventricular, intraventricular e mecanismos associados à lesão em recém-nascidos pré-termos

Intraventricular, periventricular hemorrhage and mechanisms associated to the lesion in preterm newborns

Rodineia da Silva Marinho; Leyne de Andrade Cardoso; Geísa Fernandes Idalgo; Sueli Satie Hamada Jucá

Acta Fisiátr.2007;14(3):154-158

Este trabalho aborda em seu contexto, a incidência da hemorragia periventricular e intraventricular (HPIV) e mecanismos associados como leucomalácia periventricular (LPV) e hidrocefalia pós-hemorrágica (HPH) em recém-nascidos pré-termos. Os dados da pesquisa foram obtidos no Centro de Reabilitação Umarizal, no período de janeiro de 2004 a julho de 2005 e comparados com a bibliografia de vários autores que descreveram esta incidência. Cada paciente foi analisado, sendo correlacionadas as seguintes variáveis: idade quando realizada a triagem, diagnóstico, idade gestacional, peso ao nascimento, etiologia e sexo. Após o estudo, os resultados foram significativos em algumas variáveis: por ocasiao da triagem 46% (13) com idade entre 1 e 2 anos; diagnóstico- HPIV 14% (4); LPV- 46% (13); idade gestacional de 24 a 26 semanas 32% (9); peso ao nascimento entre 2000 a 3000g 36% (10); etiologia 30% (8) com sépse; 75% (21) dos prontuários analisados eram de crianças do sexo masculino. Considerando os dados coletados, é imprescindível que haja a atuação multidisciplinar através de ações preventivas proporcionando uma maior sobrevida ao recém-nascido considerado de risco ou portador de deficiência, com a estimulação adequada prevenindo ou impedindo danos mais graves, possibilitando a criança desenvolver o máximo do seu potencial.

Palavras-chave: hemorragia cerebral, leucomalácia periventricular, hidrocefalia, recém-nascido

 

Hérnia de disco lombar: tratamento

Lumbar disc herniation: treatment

Lilian Braighi Carvalho, Aline Oyakawa; Renato Silva Martins; Pedro Claudio Gonsales de Castro; Luísa Moares Nunes Ferreira; Julia Santos Assis de Melo; Tays Rodrigues Dilda; Fábio Marcon Alfieri; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Wanderley Marques Bernardo; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(2):75-82


 

Hiperalgesia secundária na lombalgia crônica inespecífica

Secondary hyperalgesia in chronic nonspecific low back pain

Fabio Marcon Alfieri; Karoline Mayara de Aquiles Bernardo

Acta Fisiátr.2017;24(1):40-43

Objetivo: A hiperalgesia secundária pode estar presente na lombalgia crônica inespecífica. O estudo comparou o limiar de tolerância de dor à pressão (LTDP) nos músculos paravertebrais lombares e torácicos em indivíduos com lombalgia crônica inespecífica correlacionando-as com a incapacidade, mobilidade funcional, idade e índice de massa corporal. Método: Trata-se de um estudo transversal no qual participam indivíduos de ambos os sexos diagnosticados com lombalgia crônica não específica, com idade entre 18 a 65 anos, possuindo dor de intensidade moderada a grave e com o tempo de dor de > 12 semanas. Os voluntários foram avaliados em relação a intensidade da dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA), incapacidade pelo questionário Roland Morris, mobilidade funcional pelo teste Timed Up and Go e limiar de tolerância de à dor à pressão (LTDP) pela algometria. Foram usados o teste t e feita Correlação de Pearson para análise dos dados que foi feita no programa Graph Pad Instat. Resultados: Participaram do estudo, 50 indivíduos (53,75±13,65 anos) e quando comparados os valores de LTDP entre a regiao torácica e lombar não foi verificada diferença significativa (p=0,19). Foi observada correlação moderada apenas entre o LTDP lombar e torácica (r=0,65). Outras correlações embora algumas significantes, todas foram fracas. Conclusão: Os dados deste estudo permitem concluir que provavelmente indivíduos com lombalgia crônica apresentam hiperalgesia secundária, pois os indivíduos apresentaram valores semelhantes entre o LTDP lombares e torácicas, além de apresentar correlação significante entre estas duas medidas.

Palavras-chave: Hiperalgesia, Dor Lombar, Medição da Dor

 

History of rehabilitation medicine as a medical specialty in the Netherlands

William J Peek

Acta Fisiátr.1998;5(3):170-172


 

Identidade, é possível esquecê-la?

Identity, is it possible to forget it?

Sandra Regina Schewinsky

Acta Fisiátr.2005;12(2):72-76

O presente trabalho tem como objetivo uma reflexão sobre as dificuldades e sofrimentos impingidos à pessoa que apresenta prejuízos de memória, principalmente no tocante a sua identidade, em função de um acometimento mórbido cerebral que acarretou déficits cognitivos, além da instalação da Hemiplegia. Para adentrar este percurso utilizarei o referencial teórico da Psicologia Sócio-Histórica, pois o indivíduo desenvolve-se com suas peculiaridades e singularidades em um processo dialético na interação com o meio e com o outro. Será discutido porque os déficits de memória podem ser tao dramáticos, interferindo na consciência, na atividade, afetividade e identidade da pessoa. Finalmente como o atendimento de reabilitação pode facultar o processo de metamorfose da identidade do paciente.

Palavras-chave: Memória, Identidade, Teoria Sócio-Histórica, Hemiplegia, Reabilitação.

 

Identificação das formas de comunicação em portadores de surdocegueira para planejamento da intervenção terapêutica

The identifying of deaf-blind communication forms for the planning of therapeutic interventions

Emerson Fachin Martins; Nadia Ivanov

Acta Fisiátr.2009;16(1):10-13

Alterações auditivas e visuais são capazes de afetar o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças e comprometer a aquisição de habilidades funcionais no adulto. A deficiência sensorial pode alterar a qualidade de percepção apresentada ao cérebro e influenciar a aprendizagem. Desta forma, a adaptação sensorial é condição necessária para o fornecimento de informações que possam favorecer o desenvolvimento de sujeitos com surdocegueira. O presente estudo verificou as formas de comunicação apresentadas por crianças e adultos surdocegos visando identificar estratégias para o planejamento da intervenção terapêutica. Para isso, foram entrevistadas 19 famílias que possuíam um dos membros sendo portador de surdocegueira. Os sujeitos foram divididos em dois grupos etários que foram considerados como crianças (até 17 anos) ou adultos (acima de 17 anos). Os resultados não apontaram predominância de qualquer forma de comunicação expressiva nos dois grupos etários. Entretanto, para a comunicação receptiva, LIBRAS foi, significativamente, mais usada que as demais formas de comunicação receptiva pelos adultos. Conclui-se que profissionais que prestam atendimento a sujeitos com surdocegueira devem capacitar-se a diferentes modalidades de comunicação e habilitar-se a comunicação por LIBRAS para interagir com sujeitos surdocegos e planejar adequadamente sua intervenção terapêutica.

Palavras-chave: barreiras de comunicação, surdez, cegueira, terapêutica

 

Identificação de broncoaspiração por disfagia orofaríngea em pacientes com pneumonia comunitária

Identification of bronchoaspiration due to oropharyngeal dysphagia in patients with community pneumonia

Yonatta Salarini Vieira Carvalho; Denise Rodrigues Xerez; Abelardo Queirós Campos de Araújo

Acta Fisiátr.2006;13(2):59-62

A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar resultante do processo infeccioso ou inflamatório, responsável por 5% do total das mortes notificadas no mundo, instalando-se geralmente em indivíduos cujos mecanismos de defesa encontram-se comprometidos. A relação estreita entre as alterações da deglutição e a predisposição para pneumonias bacterianas de repetição e sua associação com desordens neuromusculares tem sido objeto constante de pesquisas.
OBJETIVO: propor um protocolo clínico para detecção de broncoaspiração entre pacientes com pneumonia sem realização de videofluoroscopia.
METODOLOGIA: 70 pacientes com média de idade de 67,5±16,3 anos, foram submetidos a 2 protocolos de avaliação da deglutição validados na literatura: Tohara (2003) e Xerez (2002).
RESULTADOS: Foram considerados aspiradores pelo exame clínico 62,9% (44/70). Ser classificado aspirador pelo exame clínico mostrou correlação estatística significativa com a presença de doença neurológica e redução do estado de alerta (p<0,001).
CONCLUSÃO: o exame clínico foi capaz de detectar os pacientes em risco para pneumonia aspirativa. A presença da associação de fatores deve levar a equipe a adotar cautela maior no manuseio da alimentação do paciente com pneumonia que pode ser de origem aspirativa.

Palavras-chave: pneumonia aspirativa, avaliação clínica, fonoaudiologia, deglutição, desordens neuromusculares

 

Identificação de fatores associados às úlceras por pressão em indivíduos paraplégicos relacionados às atividades de lazer

Identification of factors associated to pressure sores in paraplegic individuals and related to leisure activities

Valéria Barreto Esteves Leite; Ana Cristina Mancussi Faro

Acta Fisiátr.2006;13(1):21-25

As lesões da medula espinhal trazem como conseqüência o déficit motor e sensitivo, abaixo do nível lesionado além de disfunções vasomotoras e alterações autonômicas, entre outras. A úlcera por pressão (UP) é uma das mais freqüentes e graves conseqüências da lesão medular, ainda observada na maioria dos indivíduos paraplégicos. O objetivo deste estudo foi identificar os fatores associados à úlcera por pressão em indivíduos paraplégicos com lesão nível T6 ou abaixo, relacionados à prevenção de UP e atividades de lazer. A pesquisa foi realizada na triagem de um centro de reabilitação no município de São Paulo, junto a 35 indivíduos paraplégicos. Deste total (35) 90,32% eram do sexo masculino, 22,58% deles com idade maior do que 53 anos, com tempo de paraplegia entre 1 e 3 anos para 45,16 e etiologia traumática da paraplegia para 83,87% dos casos. O uso da televisão e vídeo foi a atividade de lazer mais citada (67,74%). Verificou-se que em 70,0% dos casos as atividades de lazer eram mais passivas e as mais ativas em 18,18%, sendo o aparecimento de UP para mais ativos. Auto-exame de pele e mudança de decúbito as medidas mais citadas. Uma abordagem holística por parte dos profissionais reabilitadores é de fundamental importância para a eficácia da prevenção de UP, sendo a triagem uma oportunidade terapêutica positiva para a prevenção de UP.

Palavras-chave: paraplegia, úlcera por pressão, reabilitação

 

Identificação dos conceitos de medidas de desfechos de ensaios clínicos em osteogênese imperfeita utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - versão crianças e jovens

Identifying the concepts in outcome measures of clinical trials on osteogenesis imperfecta using the International Classification of Functioning, Disability and Health - version for children and youth

Tatiana Vasconcelos dos Santos; Juan Clinton Llerena Júnior; Carla Trevisan Martins Ribeiro; Saint Clair dos Santos Gomes Júnior

Acta Fisiátr.2014;21(3):135-140

O modelo biopsicossocial da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) tem sido utilizado como referência na prática clínica para identificação e análise dos componentes da funcionalidade presentes em medidas de desfechos. Objetivo: Este estudo tem como objetivos identificar os conceitos de medidas de desfecho de ensaios clínicos em Osteogênese Imperfeita, analisar como estes conceitos se relacionam com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde versão crianças e jovens (CIF-CJ) e descrever quais componentes da funcionalidade mais avaliados. Método: Ensaios clínicos realizados entre 2000 e 2013 em crianças com diagnóstico de Osteogênese Imperfeita foram selecionados a partir de uma revisão nas bases de dados MedLine e Cochrane. As medidas de desfecho foram extraídas e os conceitos significativos de cada medida foram relacionados à CIF-CJ. Resultados: Foram incluídos para o estudo 14 artigos. Os conceitos de medidas clínicas e técnicas e de um instrumento de avaliação padronizado (Pediatric Evaluation of Disability Inventory - PEDI) foram identificados. Os conceitos das medidas clínicas e técnicas relacionaram-se ao componente da CIF-CJ Funções e Estruturas do Corpo. Os conceitos do PEDI relacionaram-se aos componentes Funções do Corpo e principalmente Atividade e Participação. Conclusão: Através do link dos conceitos das medidas de desfecho com a CIF-CJ foi verificado que os ensaios clínicos em OI avaliam principalmente o componente Funções e Estruturas do Corpo. As avaliações da Atividade e Participação e os fatores contextuais ainda são pouco contempladas nestes estudos havendo necessidade de novas pesquisas sobre o efeito das intervenções nestes componentes.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Osteogênese Imperfeita, Avaliação de Resultados (Cuidados de Saúde)

 

Imagem corporal em pessoas com esclerose múltipla ativas e sedentárias

Body Image in active and sedentary people with multiple sclerosis

Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares; Angela Nogueira Neves Betanho Campana

Acta Fisiátr.2012;19(1):26-31

OBJETIVO: Desta pesquisa foi verificar aspectos perceptivos e atitudinais da imagem corporal pessãos com Esclerose Múltipla e as diferenças destas variáveis entre praticantes e não praticantes de atividade física.
MÉTODO: Esta foi uma pesquisa descritiva e exploratória, de corte transversal. A amostra foi composta por 26 voluntários, com Expanded Disability Status Scale (EDSS) até 6. Os instrumentos utilizados foram: o Software de Avaliação Perceptiva (SAP), o Adaptive Probit Estimation, Escala de Apreciação do Próprio Corpo, Escala de Sintomas e um questionário demográfico. Os dados nominais foram submetidos a uma análise descritiva e os intervalares à análises inferenciais.
RESULTADOS: Principais indicam acurácia na percepção do corpo, com alta sensibilidade a mudanças corporais, sendo os praticantes de atividade física os mais sensíveis. Ainda, que 73% estao insatisfeitos com sua aparência e que o tipo de dor em formigamento é a queixa mais frequente. Não houve uma associação entre insatisfação com partes do corpo e áreas dolorosas, e os motivos para a insatisfação aglutinam-se em razoes estéticas.
CONCLUSÃO: A prática regular de atividade física parece contribuir para aumentar a percepção corporal, mas não a satisfação com o corpo. A dor estabeleceu-se como um fato real, porém independente da aparência física, indicando aos profissionais de saúde que trabalham com estas pessãos que a aparência e a função do corpo são elementos distintos da identidade corporal, e tanto um quanto o outro provoca impacto na relação do sujeito com seu corpo.

Palavras-chave: dor, esclerose múltipla, imagem corporal

 

Impacto da asma sobre a postura corporal de crianças entre 8 e 14 anos analisada pela biofotogrametria

Asthma impact on body posture in children aged 8 to 14 years analyzed by Biophotogrammetry

Denise da Vinha Ricieri; Jecilene Rosana Costa; Nelson A. Rosário Filho

Acta Fisiátr.2008;15(4):214-219

Comparar a postura do tronco entre asmáticos e não-asmáticos medidos em fotogramas digitais.
MÉTODO: Angulos referentes aos principais eixos posturais de nivelamentos e alinhamentos do tronco de 50 crianças entre 8 e 14 anos, nas vistas anterior e posterior, foram medidos sistematicamente no programa CorelDraw-12r. Os resultados foram tratados num estudo descritivo geral, comparando gêneros/GR, e num estudo caso-controle, comparando a postura entre asmáticos/AS e não-asmáticos/NA. Na vista anterior mediu-se o nivelamento da pelve/NP e ombros/NO, e alinhamentos do tórax/ATX e onfálico/AXO; na vista posterior foram registrados o nivelamento das escápulas/NE, e alinhamentos da coluna superior/CS e inferior/CI. Os resultados foram interpretados a partir de corolários específicos, e considerados significantes resultados para p<0,05.
RESULTADOS: A constatação estatística de uma distribuição normal dos registros permitiu a aplicação de testes paramétricos. Não houve diferença entre gêneros (GR = p>0,05), mas o perfil postural global do grupo AS mostrou-se melhor que para NA (p<0,05).
CONCLUSÕES: A abordagem pela Rotina Postural Biofotogramétrica/RPB mostrou-se instrumentalmente efetiva. Sugere-se uma coorte prospectiva entre sujeitos de AS para esclarecer a suspeita de que, na asma, a persistência da sobrecarga muscular e padrao respiratório vicariante perpetuam-se em compensações posturais, mais evidentes numa fase mais adulta.

Palavras-chave: postura, avaliação, asma, fotogrametria

 

Impacto da correção cirúrgica dos membros inferiores na qualidade de vida de pacientes com a doença de Charcot-Marie-Tooth

Impact of surgical lower limb procedures on Charcot-Marie-Tooth patients' quality of life

Maria Lucia Goffi Costacurta; Pedro Paulo Camargo de Sousa; Alexandre Zuccon; Mauro César de Morais Filho; Fernanda Moraes Rocco; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(1):1-5

Há poucos estudos sobre a reabilitação de pacientes com a doença de Charcot Marie. Estes pacientes apresentam sintomas da doença precocemente e têm sobrevida longa o que determina alterações biomecânicas que afetam a qualidade de vida dos mesmos e por esta razao o estudo de possíveis tratamentos para estes pacientes são de grande importância. A intervenção cirúrgica das extremidades inferiores é uma destas possibilidades. Apesar de não haver conclusões ainda sobre qual a técnica cirúrgica e se a mesma é o melhor tratamento, a mesma é realizada para melhorar a qualidade de marcha e qualidade de vida destes pacientes. O estudo tem entao o objetivo de avaliar o impacto do procedimento cirúrgico na qualidade de vida dos pacientes com doença de Charcot Marie Tooth. Foram avaliados 9 pacientes antes e após procedimento cirúrgico através de análise do laboratório de marcha, questionário MFM e SF 36. Houve diferença significativa nas avaliações pré e pós operatórias no MFM e SF36. Neste estudo, a cirurgia corretiva de membros inferiores mostrou ter um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes com a doença de CMT, principalmente através da melhora do desempenho motor e da dor.

Palavras-chave: Extremidade Inferior/cirurgia, Dor, Marcha, Qualidade de Vida, Doença de Charcot-Marie-Tooth

 

Impacto da hospitalização na independência funcional do idoso em tratamento clínico

The impact of hospitalization on functional independence of elderly in clinical units

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2005;12(2):55-60

O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a independência funcional de idosos hospitalizados em unidades de clínica médica. O estudo foi realizado em um hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi utilizado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) no momento da internação, durante o período de hospitalização, no momento da alta e um mês após a alta hospitalar. Foi possível observar uma diminuição nos valores da MIF total e seus domínios durante a hospitalização, quando comparado a admissão (média: 109,2±14,0), a alta (média: 97,8±19,4) e um mês após o retorno ao domicílio (média: 114,4±14,1), com diferença significativa (p<0,05)nos valores da MIF da alta hospitalar ao domicílio, e da admissão a alta hospitalar, na MIF total e nos seus domínios. Durante a internação, houve declínio dos escores das tarefas da MIF de autocuidado, de controle da urina, de transferência, de locomoção e de resolução de problemas. Conclusão: os resultados mostraram a ocorrência de declínio da independência funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.

Palavras-chave: idoso, hospitalização, independência funcional, medida de independência funcional, atividades de vida diária.

 

Impacto da informática na educação médica<sup>*</sup>

György M. Böhm

Acta Fisiátr.1995;2(3):7-11


 

Impacto da mielopatia associada ao HTLV/paraparesia espástica tropical (TSP/HAM) nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1

Impact of HTLV-associated myelopathy/T tropical spastic paraparesis (HAM/TSP) on activities of daily living (ADL) in HTLV-1 infected patients

Isa de Jesus Coutinho; Bernardo Galvao-Castro; Juliana Lima; Camila Castello; Diego Eiter; Maria Fernanda Rios Grassi

Acta Fisiátr.2011;18(1):6-10

OBJETIVO: Descrever o desempenho nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1 com TSP/HAM e medir o impacto da doença sobre a qualidade de vida dos pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal. Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM acompanhados no Centro de HTLV da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Bahia, Brasil foram selecionados. O índice de independência funcional foi calculada usando o Health Assessment Questionnaire (HAQ). A qualidade de vida foi avaliada incluindo a capacidade funcional, dor e aspecto físico, utilizando do Short-Form Health Survey (SF-36).
RESULTADOS: Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM foram avaliados: a idade média foi de 48,9 ± 11,4 anos, e 57 (78,1%) eram mulheres. A duração da doença TSP/HAM foi de 10 a 37 anos em 50,7% dos pacientes. Trinta e seis pacientes (49,3%) necessitavam de ajuda de suportes para andar. As pontuações mais baixas no desempenho das AVD foram observadas entre as mulheres e se referiam à locomoção e à mobilidade / (98,2%), ao vestuário (73,7%) e ao autocuidado (57,9%). O escore de qualidade de vida para o aspecto físico foi 24,2 e o da capacidade funcional foi 27,1. A média de dor foi 41,7.
CONCLUSÃO: A TSP/HAM afeta negativamente a qualidade de vida e o desempenho nas AVD dos pacientes. Dispositivos de tecnologia assistiva devem ser usados para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Paraparesia Espástica Tropical, Virus Linfotrópico de Células T Humanas Tipo 1, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Impacto da violência por arma de fogo em adolescentes e jovens internados em hospital de referência com base na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Impact of violence by firearms on adolescent and young adults hospitalized in a referral hospital based in the International Classification of Functioning, Disability and Health

Nilce Almino de Freitas; Ana Valeska Siebra e Silva; Ana Cristhina de Oliveira Brasil; Vasco Pinheiro Diógenes Bastos; Ismênia de Carvalho Brasileiro; Lenise Castelo Branco Camurça Fernandes

Acta Fisiátr.2017;24(4):193-199

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) gera informações em saúde e permite a identificação do impacto na funcionalidade em diferentes situações clínicas, como por exemplo, nas perfurações por arma de fogo (PAF). Objetivo: Descrever o impacto da violência por arma de fogo em adolescentes e jovens internados em hospital de referência terciária em trauma com base na CIF. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo, realizado de junho a dezembro de 2014, em Fortaleza - CE, Brasil. A amostra foi de 231 participantes, ambos os gêneros, com idade de 12 a 24 anos. Aplicou-se uma lista resumida da CIF em dois momentos, na admissão e alta hospitalar. Resultados: As categorias mais alteradas do componente Atividade e Participação na admissão foram mobilidade (72,27%), interações e relacionamentos interpessãois (65,4%) e autocuidado (37,8%); e do componente Funções do Corpo foram respiratórias (26,71%), sensoriais e dor (25,35%), voz e fala (20,1%), mentais (13,26%), neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento (11,04%). Na alta, as categorias mais alteradas do componente Atividade e Participação foram interações e relacionamentos interpessãois (64,5%), mobilidade (36,79%) e autocuidado (29,29%); e do componente Funções do Corpo foram sensoriais e dor (23,38), voz e fala (16,8%), mentais (13,26%), neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento (10,45%), e do sistema respiratório (5,05%). Categorias relacionadas à mobilidade e respiração foram as que demonstraram maiores percentuais de melhora na alta, enquanto as funções sensoriais e atividades relativas à interação interpessãol foram as que indicaram menor percentual de melhora. Conclusão: Esta classificação possibilitou traçar um perfil de funcionalidade destes indivíduos e codificar a informação por meio da CIF, detectando-se o risco de incapacidade funcional no momento da admissão e da alta, elementos decisivos para a resolução das realidades clínicas.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Violência, Ferimentos por Arma de Fogo, Adolescente, Adulto Jovem

 

Impacto de um programa estruturado de hidrocinesioterapia em pacientes com osteoartrite de joelho

Impact of a structured aquatic therapy program on patients with knee osteoarthritis

Claudia Kümpel; Islam Saadeddine; Elias Ferreira Porto; Renata Gomes Borba; Antônio Adolfo Mattos de Castro

Acta Fisiátr.2016;23(2):51-56

A osteoartrite é uma doença articular degenerativa, reumática crônica, multifatorial de alta prevalência, atinge 10% da população com mais de 65 anos. Afeta igualmente ambos os sexos, sendo que na mulher a incidência é maior após o período da menopausa. Esta doença compreende 65% das causas de incapacidade, atrás somente de doenças cardiovasculares e mentais. A reabilitação do paciente com artrose é um processo complexo que envolve procedimentos especializados Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa de hidrocinesioterapia sobre a capacidade de realização de atividades da vida diária em pacientes com osteoartrite. Métodos: Este é um estudo prospectivo, onde vinte e seis pacientes com histórico de osteoartrite de joelho foram submetidos a um programa de tratamento em hidrocinesioterapia, com frequência de duas vezes por semana com duração de 50 minutos cada sessão. O programa consistia de quatro fases, sendo elas: aquecimento, alongamento, fortalecimento e relaxamento. Estes pacientes foram avaliados pré e pós-tratamento. Utilizando como método de avaliação a goniometria, escala de dor EVA e Teste de Caminhada de Seis Minutos. Resultados: Houve melhora significante da amplitude de movimento ao realizar flexão dos joelhos acometidos, também foi visto diminuição significativa da dor e melhora significante na capacidade de realização das atividades de vida diária avaliada por meio da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos. Conclusão: Houve melhora da capacidade de realizar AVD e da capacidade física, assim como redução do quadro álgico e aumento da amplitude de movimento.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Hidroterapia, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação

 

Implicações das alterações de cognição social no processo de reabilitação global do paciente vítima de traumatismo crânioencefálico

Implications of changes in social cognition in the general rehabilitation process of patients with traumatic brain injury

Sheila Cruz; Sandra Regina Schewinsky; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2012;19(4):207-215

A cognição social pode ser compreendida como o funcionamento dos processos cognitivos aplicados aos relacionamentos, modulando a resposta comportamental dos seres humanos dentro de um grupo social.
OBJETIVO: Nesta perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo rever os conceitos de cognição social e suas alterações em vítimas de traumatismo crânio-encefálico com lesões na regiao frontal e as implicações dessas na afetividade do sujeito, bem como, as influências no processo de reabilitação global. A relevância do estudo deve-se ao fato de que atualmente existe um número crescente de pessãos acometidas por lesões neurológicas, vítimas de suas implicações.
MÉTODO: Para esta finalidade, a metodologia utilizada foi a de revisão bibliográfica que considerou livros e artigos nacionais sobre o tema publicados no período de 1994 a 2011.
RESULTADOS: A discussão visa contribuir para maior entendimento dos prejuízos do acometimento neurológico, podendo assim colaborar com o processo de reabilitação e com uma melhor qualidade de vida desses pacientes.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a alteração de cognição social e afetividade trazem implicações diversas no que tange ao desenvolvimento do programa de reabilitação, sendo relevante considerar nesses casos, a reabilitação neuropsicológica como um processo que propicia o reestabelecimento das relações sociais, sendo papel do psicólogo auxiliar na construção de estratégias de enfrentamento da condição atual das pessãos que sofreram esse acometimento visando proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida.

Palavras-chave: cognição, reabilitação, traumatismos craniocerebrais

 

Importância do treinamento da propriocepção e do controle motor na reabilitação após lesoes músculo-esqueléticas

The importance of training the proprioception and motor control in rehabilitation following musculoskeletal injuries

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Maria Matilde de Mello Sposito

Acta Fisiátr.2009;16(3):126-131

A propriocepção e o controle muscular possuem um papel fundamental na estabilidade articular dinâmica. Após lesões ortopédicas algumas características sensório-motoras são alteradas e devem ser focadas em programas de reabilitação, para que haja sucesso no retorno às atividades realizadas previamente a lesão. Desta forma, devem ser realizados exercícios proprioceptivos específicos desde início do período pós operatório ou após a fase aguda de lesões tratadas conservadoramente, com o objetivo de melhorar a acuidade proprioceptiva e a resposta muscular antecipatória e reativa, restabelecendo a estabilidade articular dinâmica. Neste artigo abordaremos o conceito original de propriocepção, a contribuição para a manutenção da estabilidade articular dinâmica, a influência da lesão na acuidade proprioceptiva e o treinamento da propriocepção e do controle neuromuscular.

Palavras-chave: Propriocepção, Ati