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Ground reaction force patterns during gait in patients with lower limb lymphedema

Isabel Forner-Cordero; Fabianne Furtado; Juan Cervera-Deval; Arturo Forner-Cordero

Acta Fisiátr.2016;23(4):201-207

Although gait problems have been reported in patients with lower limb lymphedema (LLL), the gait pattern (GP) changes have not been documented yet. However, it is possible that patients with LLL show abnormal GP that can be related to biomechanical complications related to osteoarthritis or falls affecting the quality of life. Ground reaction force analysis during gait allows objective assessment of the patients and it can be used to plan a rehabilitation approach. Objective: To analyze the GRF during gait in patients LLL. Methods: An experimental descriptive study was realized with twenty-three LLL patients, both unilateral and bilateral and classified as moderate and severe, participated in the experiments. The patients walked on a force plate while the three ground reaction force (GRF) components, vertical, mediolateral (M-L) and anteroposterior (A-P), under their feet were recorded and analyzed. Results: In the patients with unilateral lymphedema, either moderate or severe, the vertical GRF components of the affected limb were similar to the sound one and also resembling those found in healthy adults. The M-L GRF was smaller in the non-affected side. In patients with bilateral lymphedema gait speed was significantly slower. More interestingly, the vertical GRF pattern was flat, not showing the typical 2-peak shape. Finally, the large M-L forces found suggest gait stability problems. Conclusions: The patients showed abnormal GRF patterns, including compensation with the non-affected leg. The GRF variability was higher in the patients with severe unilateral lymphedema. Bilateral lymphedema results in lower A-P forces. Stance phase duration was longer in patients with bilateral and severe lymphedema.

Palavras-chave: Lymphedema, Gait, Lower Extremity, Obesity

 

Avaliação pré e pós protética da circumetria dos cotos de amputados transtibiais

Pre-and post prosthetic transtibial stump circumference

Adriane Daolio Matsumura; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(4):194-199

O edema no coto é umas das complicações mais comuns após uma amputação e pode ser reduzido com o enfaixamento elástico, sendo controlado por medidas da circumetria, utilizando-se fita métrica. A protetização precoce e a prevenção de contraturas são prioridades na reabilitação.
OBJETIVO: Avaliar as medidas da circumetria do coto de amputados transtibiais, após o período pré-protetização e pós-protetização.
MÉTODO: Foram incluídos sete pacientes amputados transtibiais, com média de idade de 54 anos. Foram consideradas três medidas da circumetria: medida 1 (durante a avaliação da Fisiatria), medida 2 (no 1º dia com prótese - período pré-protetização) e medida 3 (após 12 semanas de uso de prótese - período Pós-Protetização).
RESULTADOS: Os dados mostraram a variação das medidas da circumetria dos cotos dos pacientes, tanto no período pré-protetização, como no pós-protetização.
CONCLUSÃO: O período pré-protetização, com o uso de enfaixamento elástico e realização de exercícios, assim como o pós-protetização, com o treino de marcha com prótese, são capazes de alterar a circumetria do coto. Sugere-se a confecção de uma prótese provisória até a estabilização das medidas do coto para posteriormente confeccionar a prótese definitiva.

Palavras-chave: Amputação, Cotos de Amputação, Membros Artificiais, Extremidade Inferior

 

A avaliação do uso da toxina botulínica A e da cinesioterapia na melhora da marcha do portador de paralisia cerebral do tipo hemiparétic

Tereza Cristina Carbonari de Faria; Danilo Masiero; Maria Matilde de Melo Spósito; Marcelo Saad

Acta Fisiátr.2001;8(3):101-106

Foram estudados 14 pacientes com paralisia cerebral do tipo hemiparético, eqüinismo dinâmico e idade entre 3 e 9 anos, com média de 5,93 anos. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Grupo I - 7 crianças que foram tratadas com toxina botulínica tipo A (TBA) nos músculos gastrocnêmios e solear e tratamento cinesioterápico; Grupo II - 7 crianças que receberam apenas tratamento cinesioterápico. Avaliaram-se: a amplitude de movimento do tornozelo, o tônus muscular, a ação do músculo tibial anterior, a velocidade, a cadência da marcha, além da análise observacional da marcha e grau de satisfação dos pais. A análise estatística dos resultados mostrou, com significância, que no Grupo I houve melhora de todas as medidas avaliadas num intervalo mais curto de tempo. No Grupo II não houve melhora de todas as medidas avaliadas e o ganho em algumas medidas ocorreu num tempo mais longo.

Palavras-chave: Paralisia cerebral. Fisioterapia. Toxina botulínica tipo A. Marcha.

 

Acompanhamento da locomoção de pacientes com mielomeningocele da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo - SP, Brasil

Ambulation follow-up in patients with myelomeningocele treated at the Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) in São Paulo, Brazil

Fernanda Moraes Rocco; Elizabete Tsubomi Saito; Antonio Carlos Fernandes

Acta Fisiátr.2007;14(3):126-129

INTRODUÇÃO: a Mielomeningocele (MMC) é um tipo de malformação congênita da coluna vertebral e medula espinhal, caracterizada por paraplegia flácida e alteração sensitiva abaixo do nível da lesão, acompanhada de comprometimento neurológico, urológico e ortopédico. Os pacientes podem ser classificados funcionalmente como torácicos (T), lombares altos (LA), lombares baixos (LB) e sacrais (S) ou assimétricos.
OBJETIVO: traçar o perfil dos pacientes atendidos na clínica de MMC da AACD - SP considerando variáveis relacionadas ao padrão de marcha.
MÉTODO: revisão dos prontuários de pacientes atendidos em avaliação inicial durante o ano de 2000, com idade inferior a um ano, e suas evoluções até última consulta na clínica no ano de 2004.
RESULTADO: no total passaram 230 pacientes em avaliação inicial na clínica de MMC da AACD - SP no ano de 2000. Destes, 64 (27%) apresentavam menos de 1 ano de idade na primeira consulta. Destes, 11% não retornaram em consulta médica na clínica após a avaliação inicial, e dois pacientes sabidamente evoluíram para óbito. A média de idade no último retorno na clínica foi de 3,5 anos. Ao analisarmos o nível neurológico no retorno encontramos 43% nível Torácico, 20% nível Lombar alto, 28% nível Lombar baixo, 2% nível Sacral e 6% Assimétrico. Ao analisarmos o padrão de marcha observamos que 57% são não deambuladores, 7% são deambuladores não funcionais, 25% são deambuladores domiciliares e 11% são deambuladores comunitários. Entre todos os pacientes deambuladores a idade de início da marcha foi em média 3 anos. Sabese que pacientes com níveis neurológicos mais baixos tendem a manter a marcha por mais tempo. Como esses pacientes tendem a se tornar menos ativos e perder a marcha com o passar dos anos (devidosobretudo à obesidade e deformidades ortopédicas), é fundamental estudar a idade de aquisição da marcha. Ao analisarmos a presença de deformidades ortopédicas em coluna observamos que 57% não apresentam deformidades, 9% apresentam escoliose toracolombar, 32% apresentam cifose e 1% apresenta hiperlordose. Medula presa ocorreu em 36%.
CONCLUSÃO: os níveis funcionais mais altos estão associados à aquisição mais tardia da marcha, bem como mais deformidades ortopédicas e maior necessidade de meios auxiliares.

Palavras-chave: criança, mielomeningocele, marcha, reabilitação, centros de reabilitação

 

Análise cinemática tridimensional da articulação subtalar durante a marcha em mulheres normais

Lícia Margarida de Vilhena Saadi; Iracy G. Knackfuss; Carmen L. N. de Castro; Rogério Emygdio

Acta Fisiátr.1998;5(1):31-37

O objetivo deste trabalho foi estudar, aplicando o sistema PeakPerformance de análise cinemática tridimensional, a variação angular da articulação subtalar durante a marcha. Foram estudadas 29 mulheres assintomáticas, entre 40 e 75 anos, devido à grande demanda no ambulatório de MFR-HUCFF de mulheres com idade acima de 40 anos, que apresentam doenças que comprometem função da articulação subtalar. Utilizou-se o "Sistema PeakPerformance para Análise Tridimensional do Movimento" com o programa computacional "Peakversão 5.2" que aplica o método "Direct Linear Transformation - DLT". Aplicou-se uma variação da metodologia proposta por Nawoczenski e cols., 1995. Tendo em vista que o programa computacional utilizado, "Peak versão 5.2", não é específico para a análise de marcha, foi desenvolvida uma rotina matemática para a conversão dos valores calculados nos ângulos da subtalar. No tratamento dos dados, utilizou-se a estatística descritiva dos valores do movimento da articulação subtalar durante o ciclo da marcha e o Teste F para o estudo comparativo do comportamento das articulações subtalar direita e esquerda. Os resultados mostraram que a Análise Cinemática Tridimensional, utilizando o Sistema Peak Perfomance, é precisa para avaliar o comportamento funcional da articulação subtalar e para quantificar a sua variação angular no ciclo da marcha (C=10,33º - SD=1,82; C=10,360 - SD=1,46 pronação-supinação da articulação subtalar direita e esquerda). Os achados desta pesquisa são coincidentes com os descritos por Wright, 1964; Perry, 1992, Mann, 1993; Pratt, 1993; Inman, 1994 e mostram o comportamento fisiológico da articulação subtalar. Observou-se que não existem diferenças significativas entre o comportamento da articulação subtalar direita e esquerda durante o ciclo da marcha.

Palavras-chave: Articulação subtalar, Marcha, Análise cinemática tridimensional

 

Análise das forças de reação do solo durante a marcha de indivíduos sadios com e sem uso de calcanheiras corretivas

Ground reaction forces analyses during the gait of healthy individuals with and without the use of a calcaneus insole

Ana Francisca Rozin Kleiner; Aline Araujo do Carmo; Regina Kletecke; Danielle Burgos; Marcio Ferreira de Souza; Ricardo Machado Leite de Barros

Acta Fisiátr.2012;19(1):1-5

O pé constitui a base de apoio e propulsão para a marcha. É conhecido que a supinação e a pronação excessiva ou prolongada podem alterar a mecânica da marcha. Assim, o uso de calcanheiras corretivas para o desvio do calcâneo (valgo/varo) tem sido recomendado.
OBJETIVO: Deste estudo foi analisar a influência do uso de calcanheiras na marcha de indivíduos normais através da Força de Reação do Solo (FRS).
MÉTODO: Participaram do estudo dez adultos (31,9 ± 6,7 anos, 65,9 ± 15,4 kg e 1,7 ± 0,1 m) sem alterações aparentes de marcha ou patologias com reflexo sobre o aparelho locomotor. Foram comparadas as seguintes condições de marcha: descalça, tênis e tênis com calcanheira. As variáveis dependentes foram as componentes vertical, médio-lateral e ântero-posterior da FRS. Para a análise estatística a ANOVA one-way com medidas repetidas no fator condição (descalço, tênis e calcanheira) foi empregada (α < 0,05). Foram reveladas diferenças estatisticamente significativas entre as condições descalço e calçado com tênis e calcanheira para a componente vertical da FRS na fase de contato inicial Fz1 (F2,59 = 3,4; p < 0,0406) e na fase de apoio terminal para a componente antero-posterior Fy2 (F2,59 = 3,63; p < 0,0332).
RESULTADOS: Esses indicam que o uso de calcanheiras aumenta o impacto vertical sobre o aparelho locomotor na fase de resposta à carga, provavelmente devido a sua maior rigidez comparada ao pé descalço ou calçado com tênis. A calcanheira alterou também o padrão de resposta da componente antero-posterior da FRS na fase de terminal do apoio, que corresponde à fase de aceleração/propulsão na marcha.
CONCLUSÃO: Baseado apenas na análise das variáveis dinâmicas foi possível concluir que o uso de calcanheira não induziu aumento significativo de forças laterais que poderiam indicar redução da pronação ou supinação excessiva durante a fase de resposta à carga. O uso da calcanheira produziu efeito dinâmico significativo sobre a pronação/supinação apenas na fase propulsiva da marcha.

Palavras-chave: marcha, postura, pronação, pé, supinação

 

Análise funcional e prognóstico de marcha no paciente amputado de extremidade inferior

Functional outcome and gait prognosis on the lower limb amputee

Therezinha Rosane Chamlian; Miriam Weintraub; Juliana Mantovani de Resende

Acta Fisiátr.2013;20(4):200-206

A amputação da extremidade inferior pode afetar a condição física, psíquica e social de um indivíduo. A reabilitação pré e pós protetização é importante para melhorar a funcionalidade e habilidade de deambulação. Os pacientes devem ser avaliados de forma precisa e para isso existem instrumentos específicos como a Amputee Mobility Predictor (AMP), que é uma escala de fácil aplicação cuja função seria predizer o prognóstico funcional dos pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo dos resultados da escala AMP em pacientes submetidos à amputação unilateral da extremidade inferior, que realizaram o tratamento de reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.
MÉTODO: Foi realizado um estudo longitudinal prospectivo, com a aplicação da AMP em 73 pacientes com amputação unilateral transtibial ou transfemoral antes do programa de reabilitação. Vinte e dois pacientes foram reavaliados após receberem alta da reabilitação. Os dados encontrados foram tabulados e submetidos à análise estatística; nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve aumento significativo da pontuação da avaliação inicial e da avaliação final da AMP, tanto no grupo transtibial como no grupo transfemoral. Não houve diferença entre os grupos quanto ao intervalo entre a amputação e o início do tratamento, nem ao tempo de reabilitação. Encontrou-se correlação entre o aumento da idade dos pacientes com menor pontuação da AMP ao final da reabilitação.
CONCLUSÃO: A escala AMP não foi preditiva em relação à funcionalidade e ao prognóstico de marcha dos pacientes amputados unilateralmente da extremidade inferior que realizaram a reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Reabilitação

 

Ansiedade, depressão e desesperança em pacientes amputados de membros inferiores

Anxiety, depression and hopelessness in lower limb amputees patients

Stephanie Di Martino Sabino; Richelle Maitê Torquato; Adriana Cristina Guimarães Pardini

Acta Fisiátr.2013;20(4):224-228

Amputação consiste na retirada de um membro, total ou parcialmente, por cirurgia ou trauma. A causa mais frequente de amputações é vascular (75% em membros inferiores), seguida por traumas (20%) e tumores (5%). Após a amputação, o paciente geralmente passa por uma série de reações emocionais. Dentre as mais comuns, pacientes amputados podem apresentar quadros de ansiedade, depressão e desesperança.
OBJETIVO: Verificar a incidência de Ansiedade, Depressão e Desesperança em pacientes com amputação de membros inferiores que chegaram ao Centro de Reabilitação.
MÉTODO: Participaram desta pesquisa 31 pacientes no período de maio a agosto de 2011. Os pacientes foram submetidos à realização de um questionário de caracterização da amostra e as escalas Beck de Ansiedade, Depressão e Desesperança.
RESULTADOS: Os pacientes que tinham companheiro apresentaram menores níveis de Ansiedade e Desesperança e os pacientes que saíam semanalmente apresentaram menores pontuações na escala de depressão.
CONCLUSÃO: Os pacientes com amputação de membros inferiores apresentaram boas estratégias de enfrentamento ou estão em processo de negação de sua condição atual, ou ainda aliviados pela melhora do quadro álgico.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Ansiedade, Depressão

 

Avaliação da função motora grossa pela GMFM pré e pós cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com paralisia cerebral

Evaluating gross motor function of cerebral palsy patients using the GMFM pre and post lower extremity orthopedic surgery

Caio Ribeiro Azevedo Gomes; Isolda Ferreira de Araújo; Simone Carazzato Maciel

Acta Fisiátr.2014;21(1):16-20

Em pacientes com paralisia cerebral (PC) deambuladores, a cirurgia ortopédica é bastante utilizada para melhora do padrão de marcha. Conforme aumenta o acometimento motor, os objetivos podem mudar, contudo, uma melhora na mobilidade é importante e pode ser conseguida através de procedimentos cirúrgicos. A Gross Motor Function Measure (GMFM) é uma escala quantitativa da função motora grossa, utilizada para diversos fins, como controle da evolução terapêutica, progressos na reabilitação e, em nosso serviço, avaliação de cirurgias ortopédicas.
OBJETIVO: A avaliação padronizada e sistematizada dessas cirurgias, comparando a GMFM pré e pós procedimento.
MÉTODO: Incluímos no estudo aqueles pacientes que apresentam uma maior limitação da mobilidade e com potencial para melhorar sua movimentação (níveis III e IV da Gross Motor Function Classification System), operados entre janeiro de 2010 e dezembro de 2012 obtendo 36 pacientes.
RESULTADOS: Notamos que não houve diferença estatisticamente significante entre os momentos da GMFM, a não ser, no domínio C (engatinhar e ajoelhar), no qual notamos uma queda da pontuação. A idade dos pacientes, o tempo de aferição entre as medidas, a natureza da cirurgia e, principalmente, o método de avaliação, que em nosso caso, foi a GMFM, foram citados na literatura como dificuldades em se quantificar objetivamente o resultado obtido pelas cirurgias ortopédicas de membros inferiores em pacientes com PC.
CONCLUSÃO: Uma avaliação de um número maior de pacientes, talvez com um instrumento diferente do utilizado em nosso trabalho, se faz necessária para uma melhor percepção do real efeito da cirurgia ortopédica de membros inferiores em pacientes com PC.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Extremidade Inferior, Avaliação, Escalas

 

Avaliação da marcha em paciente com paralisia cerebral submetido à estimulação elétrica dos compartimentos anterior e lateral da perna

Gait analysis of a cerebral palsy patient submitted to electrical stimulation of the anterior and lateral compartments of the leg

Tiago Lazzaretti Fernandes; Klévia Bezerra Lima; Paulo Roberto Santos-Silva; Milton Seigui Oshiro; Adilson de Paula

Acta Fisiátr.2011;18(1):42-44

Crianças com lesão do neurônio motor superior possuem déficits funcionais desafiadores. As alterações de marcha são conseqüências da espasticidade, padrão primitivo locomotor, pobre controle motor central e controle debilitado da propriocepção. O objetivo do presente estudo é mostrar os benefícios da eletro-estimulação no padrão da marcha do paciente com paralisia cerebral através do laboratório de marcha e teste ergoespirométrico.
MÉTODO: Paciente do grupo de Neuro-ortopedia do IOT HC-FMUSP, sexo feminino, 24 anos, estudante, portadora de paralisia cerebral do tipo diplégico espástico, deambuladora comunitária e pés eqüinos flexíveis. Equipamento de análise de marcha: HAWK, Motion Analysis Corporation. Analisador metabólico CPX-D, Medgraphics, EUA. Estimulador elétrico modelo EEF-4, Lynx Tecnologia. Frequência de estímulo de 20Hz, ON/OFF 5s/10s, 40min, 3X/semana por 1,5 meses nos compartimentos anterior e lateral das pernas.
RESULTADO: dorsiflexão fase de balanço pé direito e esquerdo anterior ao estímulo: 2,12º e -0,17º, respectivamente. Após 1,5 meses do término do protocolo: dorsiflexão pé direito=7,54º, dorsiflexão pé esquerdo=5,31º. Ergoespirometria: Aumento do tempo de tolerância ao exercício (TT) em 194%, PO2 em 50%, VO2 em 17% e economia energética relativa a 22% da FC.
CONCLUSÃO: a estimulação elétrica da perna pode ser responsável por alterações na cinemática não só do tornozelo, mas de todo o membro inferior, influenciando o padrão da marcha e a condição cardiopulmonar do paciente com paralisia cerebral.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Pé Equino, Estimulação Elétrica, Marcha, Consumo de Oxigênio

 

Avaliação da qualidade de vida e função em amputados bilaterais de membros inferiores: revisão da literatura

Assessment of quality of life and function in bilateral lower limb amputees: literature review

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Starling

Acta Fisiátr.2013;20(4):229-233

Amputação de membros inferiores é uma condição de saúde crônica comum e importante causa de incapacidade em longo prazo. Independentemente da causa, a amputação traz uma dramática mudança funcional, prejudicando muitos aspectos da vida diária e conseqüentemente da qualidade de vida (QV).
OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo revisar os artigos publicados sobre pacientes com amputação bilateral dos membros inferiores e identificar os instrumentos utilizados para avaliar qualidade de vida e função.
MÉTODO: Foi realizada busca de artigos científicos em bases de dados eletrônicas (MedLine, PubMed e LILACS) e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados, sem restrição do ano de publicação, nos idiomas português, inglês, francês e espanhol.
RESULTADOS: Foram incluídos 29 estudos.
CONCLUSÃO: Não foi encontrada uma classificação clínica específica globalmente aceita para esta população, e poucos questionários podem ser aplicados a todas as culturas para permitir ao profissional de saúde comparar e compartilhar o desfecho de pessoas com amputação bilateral de membros inferiores.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Qualidade de Vida

 

Avaliação da sensibilidade de membros superiores em pacientes com linfedema pós mastectomia radical

Evaluation of upper limb sensitivity in patients with lymphedema after radical mastectomy

Patrícia Greve; Karin L. Dalaruvera; Fernando B. Benvenuto; Henrique Jorge Guedes Neto

Acta Fisiátr.2006;13(3):152-156

O objetivo deste trabalho foi avaliar a sensibilidade de membros superiores com linfedema pós- mastectomia radical. Foram avaliadas nove pacientes, com média de idade de 60,7 anos, para verificar se ocorre diferença de sensibilidade entre o membro com linfedema e o membro sem linfedema. Para o teste de sensibilidade foram utilizados 6 monofilamentos de Semmens-Weinstes (modelo de bolso) "sensi kit". As áreas testadas foram aquelas correspondentes aos dermátomos ligados à distribuição dos nervos ulnar, mediano e radial. Como resultados tivemos que o tempo decorrido desde a cirurgia foi em média de 8,9 anos, e o aparecimento do linfedema ocorreu em média 5,5 anos após a cirurgia. Utilizou-se a estatística não-paramétrica, empregando-se o Teste de Fisher para pequenas amostras, das freqüências encontradas. Para cada lado testado evidenciou que a freqüência de pacientes que apresentaram sensibilidade no lado acometido foi significativamente menor (0,0045; p>0,005) do que a observada no lado controle, quando testado o Ponto 1, cor verde; não houve diferenças estatisticamente importantes entre os lados avaliados nos demais pontos e cores testados; com relação ao grau de incapacidade, conforme o Ministério da Saúde, não houve qualquer diferença significativa entre os lados acometido e controle em qualquer dos sete pontos testados.

Palavras-chave: sensibilidade, linfedema, monofilamentos.

 

Avaliação funcional em pacientes amputados de membros inferiores

Functional assessment after lower limb amputation

Therezinha Rosane Chamlian; Alessandra Cristina Oliveira Melo

Acta Fisiátr.2008;15(1):49-58

A avaliação funcional possui grande importância para os amputados, uma vez que a reabilitação deste grupo de pacientes visa melhorar a mobilidade e a independência pessoal. O objetivo deste estudo foi buscar na literatura instrumentos existentes para se avaliar a função em pacientes amputados de membros inferiores e realizar uma análise crítica dos textos selecionados. Foram incluídos 52 artigos publicados no período entre 1985 a 2005, nos idiomas inglês, português, espanhol e francês, nas bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed, Cochrane e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados. Este estudo demonstrou que existem diversos instrumentos usados para avaliar a função em pacientes amputados, porém não há um considerado padrão-ouro e que instrumentos genéricos não específicos para medir função de amputados são inapropriados para uso com este grupo de pacientes.

Palavras-chave: avaliação, amputação, extremidade inferior, próteses e implantes, reabilitação

 

Avaliação podobarométrica nas amputações do médio e antepé

Therezinha Rosane Chamlian; Caio Nery; Cibele Réssio; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2001;8(3):120-129

Os autores estudaram a marcha de 14 pacientes com amputações unilaterais parciais do pé, Chopart e transmetatarsiana, através do podobarômetro F-Scan®, para determinar a duração do passo, a distribuição do pico de pressão máxima, o impulso vertical, a velocidade e a trajetória do baricentro (COP), nas situações: sem calçado, com palmilha plana e com prótese de Chopart. A análise dos resultados demonstrou que o tempo total do passo do lado amputado, nos dois grupos, é menor do que o dos pés não-amputados, nas três situações. A utilização de palmilhas não produz alterações e o uso de próteses aumenta significantemente o tempo de duração do passo, em ambos os pés. Os picos de pressão máxima nos pés amputados são superiores aos dos pés não-amputados, nos dois grupos de pacientes, nas três situações estudadas. O uso de palmilhas e próteses reduz significantemente os níveis de pressão máxima, em ambos os pés, sendo a intensidade dessa redução proporcional à rigidez imposta pelo equipamento utilizado. A localização dos picos de pressão máxima pode ser modificada na dependência do tipo de órtese ou prótese utilizada, em ambos os pés. O impulso vertical do solo é menor no lado amputado nos dois grupos; no entanto, é constantemente maior na amputação do tipo Chopart que na transmetatarsiana. A velocidade de deslocamento do baricentro no retropé dos pacientes amputados, nos dois grupos, é menor do que a observada nos pés não-amputados, e não varia com a utilização das órteses e próteses estudadas.Os pés não-amputados dos pacientes dos dois grupos apresentam alterações funcionais importantes manifestadas por desvios das velocidades do baricentro no retro, médio e antepé.

Palavras-chave: Amputação. Pé. Marcha. Pressão. Aparelhos ortopédicos.

 

Bandagem úmida empregada com baixa elasticidade no tratamento de úlcera em paciente com lipolinfedema

Damp low-stretch bandage employed in the treatment of an ulcer in patient with lipolymphedema

José Maria Pereira de Godoy; Raul Augusto dos Santos; Rômulo Alberto Vilela Filho; Maria de Fátima Guerreiro Godoy

Acta Fisiátr.2009;16(1):43-45

O lipedema é caracterizado pelo aumento bilateral e simétrico dos membros inferiores, sem o acometimento dos pés, sinal de Stemmer negativo, podendo ocorrer hipotermia cutânea, alteração no suporte plantar e hiperalgesia. O objetivo do presente estudo é relatar uma forma incomum de lesão ulcerada em paciente com lipolinfedema tratado com bandagem úmida empregada com baixa elasticidade. Paciente, do sexo feminino, de 50 anos, com história familiar de lipedema refere vários episódios de erisipela em membro inferior esquerdo há cerca de 20 anos e com surgimento de úlceras de difícil cicatrização há mais de cinco anos. Foi tratada com bandagem úmida de baixa elasticidade e teve boa evolução com cicatrização da ferida. Lesões ulceradas são raras no lipolinfedema, porém a sua ocorrência esta associada com dificuldade na cicatrização.

Palavras-chave: linfedema, úlcera, bandagens

 

Benefícios da marcha com assistência robótica na lesão medular: uma revisão sistemática

Benefits of robotic-assisted gait in spinal cord injury: a systematic review

Francine Bertolais do Valle Souza; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Denise Vianna Machado Ayres; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(3):142-146

OBJETIVO: Avaliar a qualidade atual de evidências quanto à eficácia da marcha robótica com suspensão de peso corporal em indivíduos com lesão medular, com ênfase no desempenho da marcha.
MÉTODO: O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed, LILACS e EMBASE referentes às publicações de ensaios clínicos dos últimos doze anos (2000-2012), utilizando-se a relação entre as palavras chave Spinal cord injury AND (gait OR walking OR deambulation) reahbilitation AND robotic AND (lokomat OR ReoAmbulator OR Formador Gait).
RESULTADOS: Dos oito estudos selecionados, apenas um não observou melhora no padrão de desempenho da marcha. Dos estudos que encontraram melhora, 6 encontraram melhora estatisticamente significativa e um não encontraram nenhuma diferença significativa, apesar de uma tendência de melhora ter sido observada. As conclusões destes estudos foram obtidas por meio de ferramentas de avaliação como o teste de caminhada de 6 minutos e de 10 metros, MIF (medida de independência funcional, WISCI II (Índice de caminhada de Lesão Medular), entre outros. Alguns estudos apontam uma diminuição na necessidade de órteses e dispositivos auxiliares nesse grupo. Quanto à qualidade metodológica, seis artigos apresentaram escores inferiores a 3 pontos e apenas um artigo teve a pontuação máxima de 5 na escala JADAD (baixa qualidade pontuação inferior a 3) Implicação/Impacto na reabilitação.
CONCLUSÃO: Apesar da pequena quantidade de artigos encontrados, da baixa qualidade metodológica e o fato desta ser uma intervenção nova e de alto custo, os resultados são significativos quando comparados com a terapia física convencional e outras técnicas bem estabelecidas na fisioterapia.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Como determinar a velocidade inicial da esteira no treinamento aeróbio de hemiparéticos crônicos?

How to determine the initial treadmill speed for the aerobic training of chronic hemiparetics?

Augusto Cesinando de Carvalho; Fernanda Contri Messali; Roselene Modolo Regueiro Lorençoni; Fabricio Eduardo Rossi; Lucia Martins Barbatto; Tania Cristina Bofi; Fabiana Araujo Silva; Luiz Carlos Marques Vanderlei

Acta Fisiátr.2016;23(1):12-15

Objetivo: Investigar os critérios para estabelecer a velocidade inicial da esteira e viabilizar um treinamento motor funcional ou cardiorrespiratório em hemiparéticos crônicos. Métodos: Foram recrutados 15 hemiparéticos crônicos determinados pelo Lower Extremity Motor Coordination Test (LEMOCOT) e submetidos à avaliação da marcha pelo Time up and go (TUG), Teste de Esforço Máximo (TES) e Teste de velocidade de marcha de 10 metros (TV10M). Resultados: A análise dos valores do LEMOCOT demonstrou uma média de 26,87 ± 9,76 acertos nos alvos no lado não parético e 15,40 ± 8,46 no lado parético. No TUG verificou-se a velocidade média de 0,37 ± 0,14 m/s e no TV10M 0,63 ± 0,23 m/s. No TES a velocidade média foi 0,60 ± 0,25 m/s. Houve correlação forte e significante entre os valores de TUG, TV10M e TEX. Conclusão: O TES e TV10M são testes adequados para serem utilizados como critério de elegibilidade da velocidade inicial para treinos aeróbios, todavia o TES é capaz de revelar o tempo em que o paciente consegue manter a marcha. O TUG não revelou ser um bom instrumento para estabelecer a velocidade inicial do treinamento.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Exercício, Marcha

 

Correlação do perfil de deambulação e velocidade da marcha em um grupo de pacientes hemiplégicos atendidos em um centro de reabilitação

Correlation between the ambulation profile and gait velocity in a group of hemiplegic patients treated at a rehabilitation center

Ana Cristina Franzoi; Nelson Shigueru Kagohara

Acta Fisiátr.2007;14(2):78-81

INTRODUÇÃO: a marcha de pacientes com hemiplegia é caracterizada por diminuição da velocidade e assimetria, trazendo limitações às atividades e restrições da participação social deste indivíduo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil funcional da deambulação deste grupo de pacientes, correlacionando-o à velocidade da marcha.
MÉTODOS: Foram avaliados 87 pacientes utilizando a Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), velocidade da marcha em 10 metros sendo identificada a necessidade de auxílio de terceiros e o uso de transporte público.
ANÁLISE ESTATÍSTICA: descritiva, comparação entre grupos e testes de correlações (p< 0,05). Resultados: 49 homens, idade média 54 anos, tempo médio de lesão 33 meses. Três pacientes realizavam marcha terapêutica, 10 marcha domiciliar, 29 comunitária restrita, 43 comunitária e 2 marcha normal.
EM RELAÇÃO A ASSISTÊNCIA À MARCHA: 38 pacientes necessitavam de auxílio de terceiros ou supervisão, 45 utilizavam transporte público, 59 não utilizavam apoio. A velocidade de marcha foi diferente entre os grupos divididos pelos tipos funcionais de marcha, necessidade de auxílio de terceiros e uso de transporte público, se correlacionando com idade, CFMM, assistência de terceiros e uso de transporte público.
CONCLUSÃO: 85% da amostra realizavam marcha comunitária, mas somente 55% o faziam de maneira independente. Houve correlação entre a velocidade e as categorias funcionais de marcha estudadas, sendo estabelecidos limiares de velocidades de marcha para os diferentes grupos.

Palavras-chave: hemiplegia, marcha, atividades cotidianas, centro de reabilitação

 

Dor fantasma em amputados de membro inferior como fator preditivo de aquisição de marcha com prótese

Phantom pain in lower limb amputees as a predictive factor for the acquisition oft gait with prosthesis use

Karla Barros Bezerra Lima; Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2006;13(3):157-162

A reabilitação do paciente amputado obedece a algumas fases: avaliação geral do paciente, reabilitação préprotética e reabilitação pós-protética. Para que todas essas etapas sejam alcançadas e cumpridas com sucesso, é indispensável que o paciente apresente um bom estado geral, sem alterações que possam comprometer a reabilitação. A presença de sinais e/ou sintomas patológicos impedem uma boa evolução do processo. A presença de dor fantasma persistente prejudica a reabilitação do paciente amputado, em especial, o processo de aquisição de marcha com a prótese. Esta é a hipótese sugerida nesta revisão de literatura, que apresenta como objetivo relacionar a presença de dor fantasma com a aquisição de marcha com prótese em pacientes amputados de membro inferior. Após analisar os 11 estudos selecionados, concluiu-se que a dor fantasma tende a dificultar a marcha com prótese, mas que, quando a protetização é alcançada de maneira eficiente, pode influenciar no alívio da mesma.

Palavras-chave: Dor fantasma, amputados, marcha.

 

Dor relacionada à amputação e funcionalidade em indivíduos com amputações de membros inferiores

Pain related to amputation and functionality of individuals with lower limb amputations

Therezinha Rosane Chamlian; Juliana Kliemke dos Santos; Cecília Caruggi de Faria; Maria Silvia Pirrelo; Caio Pereira Leal

Acta Fisiátr.2014;21(3):113-116

A presença de dor persistente, seja no coto de amputação, dor fantasma ou no membro contralateral, pode interferir negativamente na obtenção de marcha com prótese no paciente amputado. Objetivo: Investigar a presença de dor relacionada à amputação nos pacientes amputados de membros inferiores em tratamento de reabilitação, avaliar seus status funcionais, sem e com próteses e verificar se há associação entre a presença de dor e a função de marcha. Método: Estudo transversal com 60 pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em tratamento em um centro de reabilitação em São Paulo, com investigação de: idade, gênero, tempo decorrido da amputação, nível e etiologia da amputação, numero de comorbidades, presença de dor no coto, no membro contralateral ou fantasma (em caso afirmativo, tipo de dor, intensidade, frequência, fatores de melhora e piora e uso de medicação), protetização, tipo de marcha com prótese (comunitária, terapêutica ou domiciliar) e uso de auxiliares de locomoção e foi feita aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). O método de análise dos dados foi feito por meio de valores absolutos e relativos e testes estatísticos paramétricos (ANOVA) e não paramétricos (igualdade de duas proporções), X2, intervalo de confiança para média de 95% e P-valor < 0,05. Resultados: 73,4% homens, amputados havia 1 ano, no nível transtibial, de etiologia vascular com 2 comorbidades compuseram a amostra de forma estatisticamente significante (p < 0,001). Não houve diferença entre protetizados e não protetizados quanto à dor no coto e dor fantasma, mas houve com relação à dor no membro contralateral, estatisticamente significante nos não protetizados. Embora tenha havido diferença média entre os pacientes protetizados e não protetizados para os três escores da MIF, as mesmas não podem ser consideradas estatisticamente significantes. Conclusão: A maioria dos pacientes amputados unilaterais de membros inferiores em reabilitação na AACD - Lar Escola, na época deste estudo, teve baixa prevalência de dor relacionada à amputação e esta não interferiu na aquisição de marcha com prótese.

Palavras-chave: Dor Crônica, Amputação, Extremidade Inferior, Marcha

 

Efeito do peso para membros inferiores no equilíbrio estático e dinâmico nos portadores de ataxia

The effect of weights on lower limbs in static and dynamic balance for ataxia sufferers

Márcio Luís Dias ; Fernanda Toti ; Sara Regina Meira Almeida ; Telma Dagmar Oberg

Acta Fisiátr.2009;16(3):116-120

O objetivo da pesquisa foi avaliar o efeito do uso do peso em membros inferiores durante a marcha, nos indivíduos com ataxia. Acredita-se que o peso em membros inferiores traz benefícios na qualidade da marcha nos pacientes atáxicos, alterando a programação motora e conexões neurais cerebelares que são possíveis de alterações na aprendizagem motora. Divididos aleatoriamente, 21 indivíduos em 2 grupos: com peso (GP n=10) e sem peso (SP n=11). Todos realizaram 20 sessões de fisioterapia, avaliados antes (primeira avaliação), depois do tratamento (segunda) e após 30 dias (terceira), através das escalas de Equilíbrio de Berg, Dynamic Gait Index, Equiscale, International Cooperative Ataxia Rating Scale e Medida de Independência Funcional. Foi utilizada a análise ANOVA para medidas repetidas para comparar a evolução das variáveis ao longo do tempo, com nível de significância p < 0.05. Os indivíduos do GP conseguiram melhores resultados após o tratamento quanto ao equilíbrio, coordenação e independência funcional comparados ao SP, sendo estatisticamente significantes. O GP conseguiu manter o ganho da primeira para a terceira avaliação demonstrada por quase todas as escalas, exceto a DGI. O estudo comprovou a efetividade do peso, melhorando o equilíbrio estático e dinâmico, coordenação da marcha e independência funcional.

Palavras-chave: Ataxia Cerebelar, Extremidade Inferior, Equilíbrio Musculosquelético, Marcha Atáxica

 

Efeito do uso das órteses no prolongamento da marcha de pacientes com distrofia muscular de Duchenne: revisão da literatura

Effect of using orthoses on prolonging ambulation in patients with Duchenne Muscular Dystrophy: review of literature

Mariana Angélica de Souza; Ananda Cezarani; Ana Cláudia Mattiello-Sverzut

Acta Fisiátr.2015;22(3):155-159

A capacidade de marcha em pacientes com distrofia muscular de Duchenne diminui progressivamente devido ao avanço da fraqueza e encurtamento muscular. As órteses para membros inferiores são frequentemente prescritas na tentativa de prolongar a marcha nestes pacientes. Objetivo: Realizar uma revisão da literatura a fim de verificar o efeito do uso das órteses em relação ao prolongamento do tempo de marcha. Método: Foi realizado um levantamento bibliográfico nas bases PUBMED, PEDRO e SCIELO com as palavras-chave orthoses, bracing, gait, gait loss, ambulation, Duchenne muscular dystrophy. Resultados: Nos quatorze artigos selecionados foi identificada a prescrição das órteses do tipo KAFO (também chamadas de órteses longas) e AFO, sempre associada a outra intervenção terapêutica. A maioria dos estudos relatou que o uso do dispositivo prolonga o tempo de marcha. Conclusão: O uso da órtese, independentemente do tipo, prolonga a deambulação, pois retarda o avanço de encurtamentos. Assim, sugere-se o início precoce da AFO a fim de minimizar o prejuízo funcional característico da doença.

Palavras-chave: Distrofia Muscular de Duchenne, Aparelhos Ortopédicos, Marcha

 

Efeitos da estimulação elétrica funcional (FES) sobre o padrão de marcha de um paciente hemiparético

Effect of Functional Electrical Stimulation (FES) about the gait standard of a hemiparetic patient

Rodrigo Costa Schuster; Cíntia Ribeiro de Sant; Vania Dalbosco

Acta Fisiátr.2007;14(2):82-86

A doença vascular cerebral resulta da restrição da irrigação sangüínea ao cérebro, gerando lesões celulares e disfunções neurológicas, sejam referentes às funções motora, sensorial e cognitiva da percepção ou da linguagem. A disfunção motora é um dos problemas freqüentemente encontrado no acidente vascular cerebral, que refletirá em uma marcha cujos parâmetros mensuráveis, tais como, velocidade, cadência, simetrias, tempo e comprimento de passo e passada, serão deficitárias. Essas alterações não são apenas devido à fraqueza muscular, mas também a anormalidades complexas no controle motor. Este estudo propôs-se a verificar os efeitos da estimulação elétrica funcional (FES), quantificando força e tônus muscular, amplitude de movimento, parâmetros espaços-temporais da marcha e a pressão plantar antes e após intervenção, em um paciente hemiparético, utilizando a corrente do tipo FES no músculo tibial anterior por 30 min, com largura de pulso de 250 µs, freqüência de 50 Hz, Ton 06s e Toff 12s, num período de 45 dias, três vezes por semana, totalizando 20 sessões. A eletroestimulação foi considerada segura e efetiva no tratamento da atrofia de desuso, além de útil na manutenção da amplitude de movimento, na reeducação muscular evidenciada pela melhora dos parâmetros de marcha e da força muscular.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, estimulação elétrica, hemiparesia, marcha, fisioterapia

 

Efeitos do treino de marcha com assistência robótica em pacientes pós - acidente vascular encefálico

Effects of robot-assisted gait training in stroke patients

Juliana Morales Ronchi; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2015;22(1):34-38

Pacientes acometidos por acidente vascular encefálico (AVE) apresentam déficit significativo de marcha em decorrência da complexidade de suas deficiências. O treino de marcha com assistência robótica (TMR), além de diminuir a carga física imposta sobre o terapeuta, garante um ambiente simplificado e seguro para o treino de marcha, no qual padrões simétricos e constantes de movimentos de membros inferiores podem ser desenvolvidos e em maiores velocidades, além de permitir uma terapia com maior tempo de duração. Apesar do uso crescente deste equipamento em reabilitação pouco se sabe sobre os efeitos promovidos na reabilitação da marcha pós-AVE, assim como os protocolos de intervenção empregados para se alcançá-los. Objetivo: Avaliar as evidências atuais quanto à eficácia do TMR em indivíduos pós-AVE, com ênfase no desempenho da marcha. Método: Para isso, foi realizado um levantamento literário dos estudos publicados nos últimos 10 anos (2003-2013) com os termos "stroke" and "gait" and "robotics" nas bases de dados PubMed, MedLine e LILACS. Resultados: Foram selecionados 5 estudos que preencheram os critérios de inclusão, entre eles o de utilizar o dispositivo robótico Lokomat (Hocoma, Volketswil) para o treino de marcha em pacientes pós-AVE. A análise dos resultados obtidos em cada estudo considerou os ganhos promovidos nos parâmetros lineares da marcha (velocidade e distância percorrida) pela terapia robótica em comparação à terapia convencional. Conclusão: Os dados sugerem que o emprego da terapia robótica na reabilitação da marcha do paciente pós-AVE não produz ganhos adicionais aos obtidos com a terapia convencional.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Eletroestimulação neuromuscular na pressão plantar, simetria e funcionalidade de hemiparético

Neuromuscular electrical stimulation on plantar pressure, symmetry and hemiparetic funcionality

Janaine Cunha Polese; Daiane Mazzola; Rodrigo Costa Schuster

Acta Fisiátr.2009;16(4):200-202

Este estudo objetivou analisar os efeitos da Eletroestimulação Neuromuscular (EENM) na pressão plantar, simetria e funcionalidade de hemiparéticos. Participaram deste pacientes hemiparéticos crônicos, divididos em dois grupos: intervenção, composto por cinco pacientes, que receberam a corrente FES no tibial anterior, três vezes por semana, durante quatro semanas, por trinta minutos; controle, formado por dois pacientes que receberam, pelo mesmo período e no mesmo músculo, a corrente sham (50µs e 150Hz). Os sujeitos realizaram pré e pós tratamento avaliação da pressão plantar através do sistema de baropodometria computadorizada FScan, análise da simetria e avaliação da funcionalidade, através da Medida de Independência Funcional (MIF). A média de idade da amostra estudada foi 58,85 anos, todos com diagnóstico de AVE isquêmico crônico. Em relação à pressão plantar e funcionalidade, não houveram diferenças estatisticamente significativas tanto no grupo FES quanto no grupo sham. Os índices de simetria do grupo intervenção aumentaram 140,58% após o tratamento. Já no grupo sham, esse ganho foi de 57,65%. Através deste constatou-se que a EENM pode influenciar positivamente na simetria de pacientes hemiparéticos crônicos, podendo acarretar uma marcha mais satisfatória.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Estimulação Elétrica, Paresia, Marcha

 

Equipamentos para estimulação elétrica funcional

Antônio Cardoso Santos; Danton P. Silva Jr.; André Frota Muller; Paulo R.Oppermann Thomé; Paulo Roberto Stefani Sanches; Maria E. Alves; Maria E. Bortolozzo

Acta Fisiátr.1995;2(3):18-23

TÍTULO: Estimulação Elétrica Funcional (FES)
OBJETIVOS: Avaliação da técnica FES em pacientes com patologias neurológicas diversas, utilizando equipamentos desenvolvidos pela Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os objetivos principais deste trabalho são: redução da espasticidade muscular, fortalecimento muscular e melhora no padrão de marcha.
MATERIAL: FES-II portátil, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
FES-II clínico, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
Estes equipamentos FES possuem as seguintes características principais:

Canais: 2 canais isolados
Amplitude da corrente de saída:0 a 80 mA
Largura dos pulsos:100 a 700µs
Freqüência dos pulsos: 10 a 60 Hz
Trem de pulsos (Tempos de ataque, sustentação, descida e repouso): ajustáveis
Controle Automático e Manual  

Marcha automaticamente assistida (utilizando duas palmilhas especialmente desenvolvidas).
MÉTODOS: Metodologia da Escola de Lubljana. Sessões periódicas de 10 minutos cada, aplicadas a pacientes previamente selecionados. Os resultados foram avaliados pela análise dos padrões de marcha e o exame clínico dos músculos estimulados.
RESULTADOS:
Redução da espasticidade muscular:27/33
81,8 % pacientes 
Melhora no padrão de marcha:14/19
73,7 % pacientes 
Alívio no ombro doloroso:12/12
100 % pacientes*  

CONCLUSÕES: A técnica de Estimulação Elétrica Funcional (FES) é um meio eficiente de obter contrações musculares controladas em membros paralisados, e, se possível, restaurar as funções destes membros. FES é clinicamente indicado para pacientes com lesões na medula espinhal (04), acidentes vasculares cerebrais, paralisia central, esclerose múltipla, etc...(05). A aplicação regular da estimulação neuromuscular, usando FES, provou ser eficiente no tratamento de pacientes com deficiências motoras causadas por diferentes patologias do sistema nervoso central.

Palavras-chave: FES. Estimulação Elétrica Funcional. Eletroestimula-ção. Reabilitação Física. Redução da Espasticidade. Melhora no Padrão de Marcha.

 

Escalas de controle de tronco como prognóstico funcional em pacientes após acidente vascular encefálico

Trunk Control Scales as functional predictors for stroke patients

Paula Teixeira de Aguiar; Talitha Nery Rocha; Elisandra Silva de Oliveira

Acta Fisiátr.2008;15(3):160-164

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular e com mais de 24 horas de duração. Além de o AVE causar déficits no movimento dos membros, marcha e linguagem, o déficit de controle da mobilidade do tronco é também um problema muito importante. O Objetivo deste estudo foi identificar a relação entre a alteração no controle de tronco, através de escalas, e incapacidade funcional de pacientes hemiparéticos após AVE. Foi realizado um estudo de revisão de literatura através do acesso aos indexadores de produção científica, sendo selecionados oito artigos clínicos, longitudinais e descritivos. Todos os autores observaram relação prognóstica entre o controle de tronco e habilidades funcionais. As escalas utilizadas foram a Trunk Control Test (TCT), Postural Assessment Scale for Stroke Patients (PASS-TC) e Trunk Impairment Scale (TIS) (Fujiwara e Verheyden). Concluiu-se que a avaliação clínica do controle de tronco, através das escalas, constitui uma ferramenta importante para o prognóstico das habilidades funcionais de pacientes hemiparéticos após AVE, e para o planejamento de um tratamento específico e diferenciado para esses pacientes. Entretanto, há poucos estudos comprovando esta relação, sendo que estes utilizaram diferentes escalas, não havendo um consenso entre os autores. Além das escalas, não há concordância nos dados para a avaliação do balance e marcha.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, hemiparesia, avaliação, marcha, qualidade de vida

 

Estabilidade postural de adultos jovens na privação momentânea da visão

Postural stability of young adults during momentary absence of vision

Regina Maria Carvalho Leme Costa; Daniel Gustavo Goroso; José Augusto Fernandes Lopes

Acta Fisiátr.2009;16(1):19-24

Esse trabalho teve como objetivo a análise da estabilidade postural de adultos jovens na privação momentânea da visão (PMV), no movimento de extensão de tronco para a postura ereta. Foi utilizado um sistema de plataformas de força (uma para cada pé), com freqüência de aquisição de 1000 Hz e um sistema de imagens, com freqüência de aquisição de 200 Hz; ambos os sistemas foram sincronizados. Foram obtidas as forças de reação ao solo (FRS) em cada pé de apoio e calculado o centro de pressão (COP: Center of Pressure). Também foi obtido o centro de gravidade (COG: Center of Gravity) por meio da reconstrução tridimensional das 8 câmeras. Os sinais cinéticos e cinemáticos brutos foram filtrados, utilizando filtro Butterworth de 6ª e 4a ordem, respectivamente, com freqüência de corte de 12 Hz. A coleta de dados foi realizada em 10 indivíduos, adultos jovens do sexo masculino, com média de idade de 25,6 ±2,3 anos, sob duas condições visuais: (1) Visão Preservada (VP) e (2) Privação Momentânea da Visão (PMV) e foram realizadas 5 tentativas para cada condição visual. A tarefa de movimento, denominada auto-perturbação, partiu da posição inicial de flexão de tronco (90º) até a postura ereta. Foi definida como variável de estudo a amplitude do módulo do vetor nos intervalos antes da perturbação, perturbação e pós-perturbação, a fim de quantificar o tempo de recuperação da estabilidade no intervalo pós-perturbação. A amplitude do módulo do vetor foi ajustada com uma curva exponencial. Os valores médios obtidos para o tempo de recuperação da estabilidade foram: 779,6 ms (±138,6) para condição VP e 404,8 ms (±170,2) para a condição PMV. Foi aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov para testar a normalidade das variáveis: tempo de recuperação da estabilidade e amplitude pósperturbação (p<0.05). Na seqüência foram aplicados os testes: t de Student para dados pareados e ANOVA bidirecional para as 5 tentativas de cada condição visual. Foram constatadas diferenças significativas (P<0,05) para as variáveis analisadas no intervalo de pós-perturbação. Concluiu-se que os indivíduos PMV utilizaram mecanismos de ajustes neuromusculares rápidos quando comparados com indivíduos VP para se estabilizar na postura ereta e não cair.

Palavras-chave: postura, marcha, transtornos da visão

 

Estudo comparativo entre a Escala de Equilíbrio de Berg, o Teste Timed Up & Go e o Índice de Marcha Dinâmico quando aplicadas em idosos hígidos

Comparative study of the Berg Balance Scale, Timed Up & Go Test and Dynamic Gait Index applied to healthy elderly individuals

Carolina Rodini; Luana Talita Diniz Ferreira; Gemal Emanuel Pirré; Marisa Hino; Fabio Marcon Alfieri ; Marcelo Riberto ; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2008;15(4):267-268

Os distúrbios do equilíbrio compõem um dos fatores etiológicos centrais das quedas e da instabilidade em idosos, podendo levar a incapacidade funcional e dependência e, por isso vêm sendo utilizados como marcadores de fragilidade. Considerando que a prevenção e a reabilitação do declínio do equilíbrio em idosos requerem o desenvolvimento de protocolos de pesquisa adequados para se medir a função do equilíbrio, este trabalho teve como objetivo analisar e comparar a eficácia de três instrumentos de avaliação utilizados para identificar o risco de queda em idosos. Para isso, a Escala de equilíbrio de Berg (EEB), o Teste Timed Up & Go (TUG) e o Índice de Marcha Dinâmico (IMD) foram aplicados em sete idosos hígidos. A análise dos resultados revelou que as escalas utilizadas são de fácil aplicação e entendimento, não havendo necessidade de treinamento do avaliador. No entanto, como as três escalas avaliam aspectos distintos, foi possível identificar, na população avaliada, risco de queda aumentado em quatro idosos apenas por meio do IMD.

Palavras-chave: idoso, marcha, equilíbrio musculosquelético, postura, escalas

 

Estudo da marcha em Idosos - resultados preliminares

Carmen Lúcia Natividade de Castro; Jucyleide Antonia de Castro Borba Santos; Paula S. Leifeld; Luciana V. Bizzo; Leonardo da Costa Silva; Tatiana F. Almeida; Anna Paula Chagas Bueno; Renata Duarte Teixeira

Acta Fisiátr.2000;7(3):103-107

Os objetivos deste estudo piloto foram avaliar parâmetros tempo-espaciais da marcha de idosos brasileiros e comparar o valor médio da velocidade confortável da marcha com um banco de dados estrangeiro (de Oberg) de parâmetros básicos da marcha.
METODOLOGIA: Foram estudados 15 voluntários saudáveis (8 homens, 7 mulheres) dos 60 aos 79 anos de idade. As medidas foram realizadas no playgroung dos prédios onde residiam. A velocidade da marcha foi medida para uma distância de 6 m; o comprimento do passo, a largura da passada e o ângulo dos pés foram medidos a partir de impressões plantares. A cadência foi calculada a partir da velocidade da marcha e do comprimento do passo.
RESULTADOS: O valor médio da velocidade confortável da marcha variou de 1,05 ± 0,14 m/s para mulheres da faixa etária de 60 anos a 1,10 ± 0,13 m/s para homens da faixa etária de 70 anos. Os valores médios do comprimento do passo, da largura da passada, do ângulo dos pés e da cadência foram respectivamente 52,1 ± 8,75 cm; 11,2 ± 3,49 cm; 119,4 ± 11,07 passos/min e 13,5 ± 8,53 graus para os homens e 46,6 ± 8,08 cm; 6,75 ± 7,07cm; 137,4 ± 22,64 passos/min e 7,5 ± 5,1 graus para as mulheres.
CONCLUSÃO: O menor valor da velocidade da marcha encontrado para os nossos idosos (apesar da casuística pequena), quando confrontado com os dados de Oberg, sugere a importância de estudos completos para suprir a falta de dados normativos de parâmetros da marcha para a população brasileira.

Palavras-chave: Marcha em idosos. Parâmetros básicos da marcha. Velocidade da marcha.

 

Estudo observacional de ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain-Barre

Observational study of functional gains in patients with Guillain-Barre syndrome

Rodrigo Parente Medeiros; Ana Cristina Rodrigues e Silva

Acta Fisiátr.2014;21(2):63-65

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença de baixa incidência, porém com quadro clínico súbito e preocupante na sua fase aguda. Embora seja uma doença de caráter remissivo, a importância de terapias para recuperação motora funcional tem sido solicitado precocemente pelo médico assistente. A reabilitação com objetivo de tornar o paciente independente nas atividades de vida diárias é a meta inicial da equipe multidisciplinar, e o ganho da marcha é sempre o maior desejo do paciente e de seus familiares.
OBJETIVO: Avaliar o papel da reabilitação sob a forma de internação, em que o paciente recebe uma grande quantidade de estímulos num período de estabilização do quadro.
MÉTODO: Foram avaliados 27 pacientes, com diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré, que permaneceram internados no Hospital de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Goiânia-GO, no período entre julho de 2008 a julho de 2013.
RESULTADOS: A análise de 27 pacientes com média de idade de 39,4 anos, estes pacientes foram admitidos na reabilitação após 47,8 dias do quadro clínico e permaneceram em média 43,8 dias internados no CRER. Comparando a recuperação da marcha em relação a idade, não foi observada diferenças de ganho entre jovens ou adultos. Quanto a Medida de Independência Funcional (MIF) a média na admissão foi de 75,2 elevando para 109,1 no dia da alta. E um dos principais fatores que interferem para esse aumento no valor do MIF foi que no fator marcha, em que 11 pacientes eram deambuladores na internação e na alta subiu para 23 (p < 0.001).
CONCLUSÃO: Neste trabalho foi encontrado como significante a relação entre a marcha na alta da internação e na admissão, houve um aumento importante entre os valores do MIF nesse mesmo período. Não encontramos relação de melhora entre o uso de imunoglobulina e melhora motora.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Marcha, Reabilitação

 

Impacto da correção cirúrgica dos membros inferiores na qualidade de vida de pacientes com a doença de Charcot-Marie-Tooth

Impact of surgical lower limb procedures on Charcot-Marie-Tooth patients' quality of life

Maria Lucia Goffi Costacurta; Pedro Paulo Camargo de Sousa; Alexandre Zuccon; Mauro César de Morais Filho; Fernanda Moraes Rocco; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(1):1-5

Há poucos estudos sobre a reabilitação de pacientes com a doença de Charcot Marie. Estes pacientes apresentam sintomas da doença precocemente e têm sobrevida longa o que determina alterações biomecânicas que afetam a qualidade de vida dos mesmos e por esta razão o estudo de possíveis tratamentos para estes pacientes são de grande importância. A intervenção cirúrgica das extremidades inferiores é uma destas possibilidades. Apesar de não haver conclusões ainda sobre qual a técnica cirúrgica e se a mesma é o melhor tratamento, a mesma é realizada para melhorar a qualidade de marcha e qualidade de vida destes pacientes. O estudo tem então o objetivo de avaliar o impacto do procedimento cirúrgico na qualidade de vida dos pacientes com doença de Charcot Marie Tooth. Foram avaliados 9 pacientes antes e após procedimento cirúrgico através de análise do laboratório de marcha, questionário MFM e SF 36. Houve diferença significativa nas avaliações pré e pós operatórias no MFM e SF36. Neste estudo, a cirurgia corretiva de membros inferiores mostrou ter um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes com a doença de CMT, principalmente através da melhora do desempenho motor e da dor.

Palavras-chave: Extremidade Inferior/cirurgia, Dor, Marcha, Qualidade de Vida, Doença de Charcot-Marie-Tooth

 

Importância do treinamento de força na reabilitação da função muscular, equilíbrio e mobilidade de idosos

The importance of strength training programs for the rehabilitation of muscle function, equilibrium and mobility of the elderly

Juliana de Castro Faria; Carolina Carla Machala; Rosângela Corrêa Dias; João Marcos Domingues Dias

Acta Fisiátr.2003;10(3):133-137

Com o processo de envelhecimento ocorrem modificações fisiológicas na função neuro-músculo-esquelética. Associadas a doenças crônico-degenerativas, altamente prevalentes nos idosos, essas modificações poderão levar a déficits de equilíbrio e alterações na marcha que predispõem à ocorrência de quedas, ocasionando graves conseqüências sobre o desempenho funcional e na realização de atividades de vida diária (AVDs). Não é correto atribuir-se a deterioração dessas capacidades como conseqüência inevitável do envelhecimento. Contudo, está claro que muito dessa deterioração pode ser atribuída a níveis reduzidos de atividade física. Isso significa que a implementação de um programa de exercícios, mesmo em idades extremas, é capaz de minimizar ou mesmo evitar o declínio funcional acentuado, amenizando os efeitos das doenças, ou mesmo prevenindo-as. Esta revisão bibliográfica teve como objetivo analisar estudos que estabeleceram correlações entre programas de fortalecimento muscular e o desempenho funcional de idosos no equilíbrio e na marcha. Para tanto, foi feita uma busca na base de dados MEDLINE e LILACS de estudos que se propuseram a estabelecer estas correlações.

Palavras-chave: Idoso. Terapia por Exercício. Treinamento de Força. Equilíbrio. Marcha.

 

Influência da transferência reto-femoral na excursão dos joelhos em pacientes com paralisia cerebral

The influence of rectus femoris transfer on knee range of motion of cerebral palsy patients

Anny Michelly Paquier Binha; Adriana Rosa Lovisotto Cristante; Gláucia Somensi de Oliveira Alonso; Mauro César Morais Filho; Yara Juliano

Acta Fisiátr.2005;12(2):67-71

A marcha com o joelho rígido é um padrão comum na paralisia cerebral e a etiologia, em muitos casos, é a espasticidade do músculo reto-femoral. A transferência deste músculo para flexor de joelho tem sido usada como tratamento, porém com resultados variados. Para avaliar a efetividade deste procedimento, vinte e oito pacientes com paralisia cerebral tipo diparesia espástica, submetidos à transferência do reto-femoral, foram estudados retrospectivamente. No subgrupo A (n=16), os pacientes não usavam órteses ou auxiliares para marcha e enquanto que no subgrupo B (n=12) sim. Foi considerado como critério de inclusão a realização da análise computadorizada da marcha antes e após cirurgia. O objetivo foi avaliar o efeito do tratamento no arco de movimento dos joelhos (cinemática) e na qualidade de vida dos pacientes (questionário). Resultados mostraram aumento do arco de movimento dos joelhos para os dois subgrupos (p=0,006 para o A e p=0,045 para B). A avaliação subjetiva (questionário) demonstrou alto nível de satisfação após tratamento apesar dos familiares responderem que quase não houve mudanças nas atividades de vida diária. Os resultados sugerem ser necessário uma investigação adicional para identificar outros fatores que poderiam alterar os resultados e que, um instrumento mais objetivo, como o GMFM é uma opção melhor para avaliação funcional.

Palavras-chave: Paralisia cerebral, análise de marcha, articulação do joelho, amplitude articular, transferência reto-femoral.

 

Interferência do alinhamento na performance biomecânica do joelho durante a marcha em pacientes com osteoartrite<sup>*</sup>

Luci Fuscaldi Teixeira; Sandra Jean Olney

Acta Fisiátr.1996;3(1):20-29

Onze pacientes portadores de osteoartrite foram avaliados para investigar a interferência do alinhamento estático obtido através do Raio-X nas medidas cinéticas e cinemáticas da articulação do joelho durante a marcha. Um procedimento radiográfico preciso e padronizado (QPR) foi utilizado para medir o alinhamento estático do membro inferior, e um sistema óptico-eletrônico tridimensional foi utilizado para medir a performance biomecânica do joelho durante a marcha. Correlações entre as medidas angulares estáticas obtidas através do QPR com as medidas angulares dinâmicas e medidas de momentos articulares durante a marcha foram calculadas. Uma correlação significativa foi observada entre os parâmetros radiológicos, ângulos articulares e momentos de força na marcha, sugerindo que existe uma complexa intercalação entre o alinhamento estático, alinhamento dinâmico e medidas cinéticas dinâmicas. Esses achados sugerem que medidas de alinhamento estático associadas com medidas cinéticas e cinemáticas devem ser utilizadas em conjunto para melhor justificar as alterações biomecânicas na articulação do joelho em pacientes com osteoartrite.
RELEVÂNCIA
Dados de alinhamento estático e de medidas dinâmicas obtidas durante a marcha em um grupo de pacientes portadores de osteoartrite moderada do joelho são apresentados. Os achados indicam que as medidas estáticas tanto no plano coronal quanto sagital foram associadas com a intensidade dos momentos de força articulares, ângulos articulares e tempo dos eventos.

Palavras-chave: Biomecânica. Marcha. Ângulo articular. Momento de força. Joelho. Osteoartrite.

 

Medo do idoso em sofrer quedas recorrentes: a marcha como fator determinante da independência funcional

Fear among the elderly of suffering recurring falls: the gait as a determining factor of functional independence

Adriana Arruda Barbosa Rezende; Iris Lima e Silva; Fabrício Bruno Cardoso; Heron Beresford

Acta Fisiátr.2010;17(3):117-121

As quedas trazem repercussões psicológicas, como o medo de cair, podendo desencadear prejuízos consideráveis na autonomia do idoso. O objetivo deste estudo, efetuado com 60 idosas, sedentárias, com idades entre 68 e 70 anos, com relatos de quedas, cadastradas no Programa "Idoso Feliz" na cidade do Rio de Janeiro/RJ, foi identificar o medo de sofrer quedas recidivantes no relato de pessoas idosas. Inicialmente foi feito um questionamento acerca da ocorrência de quedas no grupo participante da pesquisa. Em seguida, uma entrevista por meio da Falls Efficacy Scale-International-Brasil para avaliar o grupo com relação à preocupação em cair durante a prática de 16 atividades diárias. Foi também avaliado o perfil da marcha dinâmica utilizando-se o teste de Índice de Marcha Dinâmica. O tratamento estatístico se concentrou na análise descritiva por meio da estimativa de medidas de localização (mínimo, máximo e média) e medidas percentuais e os resultados mostraram que a freqüência das quedas aumentou proporcionalmente com a idade. Em relação à preocupação das idosas em cair, 40,11% não referiu preocupação, 30% relatou um pouco de preocupação, 25,33% moderada preocupação e 4,6% muita preocupação. As atividades para as quais se mostraram mais preocupadas foram: tomar banho, andar em superfícies escorregadias ou irregulares, andar em um local onde haja multidão e sair para eventos sociais. Na avaliação do índice de marcha dinâmica a maioria da população teve um resultado considerado preditivo de quedas, já que todas as idosas perfizeram menos que 19 pontos. Pôde-se concluir que a maioria da população investigada apresentou preocupação, mesmo que pouca ou moderada, em sofrer quedas recorrentes na prática de atividades da vida diária, atividades físicas e atividades sociais, especialmente quando estas requerem força muscular e equilíbrio. Isto pode ser justificado, em parte, pelo insatisfatório índice da marcha dinâmica detectado, o que faz subentender-se a presença de anormalidades naquela função biomecânica.

Palavras-chave: Idoso, Acidentes por Quedas, Marcha, Atividades Cotidianas

 

O efeito da terapia de biofeedback por eletromiografia de superfície na flexão de joelho da marcha hemiparética

The effects of biofeedback therapy by surface electromyography on knee flexion in hemiparetic gait

Priscila Garcia Lopes; Jeane Cintra P. de Vasconcelos; Arquimedes de Moura Ramos; Maria Cecília S. Moreira; José Augusto Fernandes Lopes; Cristianne Akie Kavamoto

Acta Fisiátr.2004;11(3):125-131

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da terapia de biofeedback por eletromiografia (EMG) de superfície na flexão de joelho na marcha hemiparética. Foi avaliado um paciente do sexo masculino, 58 anos com hemiparesia esquerda, após acidente vascular encefálico (AVE) e 11 meses de lesão. Foi realizada avaliação física e análise observacional da marcha, seguida da avaliação tridimensional da marcha no Laboratório de Análise do Movimento da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR HC FMUSP), pré e pós intervenção terapêutica. Foram realizadas 12 sessões de biofeedback por EMG de superfície durante sete semanas. Os resultados mostraram melhora na simetria da marcha, com diminuição da circundução do quadril esquerdo, redução da obliqüidade pélvica durante todo o ciclo da marcha, diminuição da abdução do quadril no contato inicial e balanço médio à direita e aumento da dorsiflexão esquerda durante a fase de balanço. Embora o enfoque inicial tenha sido o movimento de flexão de joelho, os resultados demonstraram melhoras globais na marcha, como o aumento da dorsiflexão e a diminuição da circundução do quadril no membro inferior parético. Isso pode ser explicado pelo fato do treinamento ter sido realizado dentro de uma atividade funcional, a marcha. A terapia de biofeedback por EMG de superfície parece ser uma técnica promissora no tratamento de pacientes com alterações da marcha após AVE.

Palavras-chave: hemiplegia, biofeedback, marcha.

 

Perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco entre 2006 e 2012

Epidemiological profile of lower limb amputees patients assisted at the Lar Escola São Francisco between 2006 and 2012

Therezinha Rosane Chamlian; Renata dos Ramos Varanda; Caio Leal Pereira; Juliana Mantovani de Resende; Cecília Caruggi de Faria

Acta Fisiátr.2013;20(4):219-223

OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco de 2006 a 2012.
MÉTODO: A coleta de dados foi realizada de modo retrospectivo com 474 prontuários selecionados para verificar: gênero, idade, etnia, etiologia e nível de amputação, doenças associadas, intervalos de tempo entre a amputação e avaliação inicial e entre a avaliação inicial e a alta, presença de dor fantasma, uso de dispositivo auxiliar para marcha ou locomoção e independência em AVD. Os dados foram analisados descritivamente (porcentagem e média) e foi utilizado o teste do qui-quadrado, com p < 0,05, como teste de diferença de proporção para etnia e etiologia.
RESULTADOS: Trezentos e trinta e nove pacientes (72%) eram homens com média de idade de 56,2 anos; os níveis de amputação foram 43% transfemoral e 44% transtibial; a etiologia da amputação foi vascular em 341 pacientes (72%) sendo 73% em caucasianos; hipertensão arterial sistêmica e diabetes melitus foram as doenças associadas mais prevalentes; 267 pacientes (56%) foram protetizados, 100 pacientes (21%) abandonaram o tratamento.
CONCLUSÃO: A população de amputados atendida no Lar Escola São Francisco no período estudado é composta, em sua maioria, por pacientes do gênero masculino, na quinta década da vida, com amputação de origem vascular nos níveis transfemoral e transtibial. Pouco mais da metade é protetizado, o índice de abandono do tratamento é elevado e o intervalo de tempo para reabilitação ainda é longo.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Centros de Reabilitação

 

Pés reumatóides: avaliação pela podobarometria dinâmica computadorizada e restauração funcional com órteses plantares

Rheumatoid feet: evaluation with computerized dynamic pedobarography and functional restauration with foot orthosis

Eduardo de Paiva Magalhães; Donaldo Jorge Filho; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2003;10(2):78-82

Os pés são comumente acometidos na artrite reumatóide (AR), contribuindo em muito na dor e incapacidade observadas nessa doença. Este artigo descreve uma paciente com pés reumatóides, tratada com órteses para os pés. Foram discutidas as alterações mais freqüentes observadas nessa patologia, o tratamento com palmilhas e o uso da podobarometria dinâmica computadorizada (F-Scan) como método auxiliar diagnóstico e de acompanhamento.

Palavras-chave: Artrite reumatóide. Pé reumatóide. Aparelhos ortopédicos. Palmilhas. Análise da marcha. Podobarometria computadorizada.

 

Reabilitação física na síndrome de fragilidade do idoso

Physical rehabilitation in the frailty syndrome among the elderly

Milene Silva Ferreira; Lilian Tiemi Sonoda; Sandra Alves Barbosa; Fabio Gazelato de Mello Franco; José Antônio Maluf de Carvalho

Acta Fisiátr.2014;21(1):26-28

São considerados idosos frágeis aqueles com vulnerabilidade intrínseca a desenvolver incapacidades e eventos adversos relacionados à saúde. A prevalência de fragilidade aumenta com a idade e a Associação Médica Americana estima que 40% das pessoas com mais de 80 anos são frágeis.
OBJETIVO: Demonstrar os resultados obtidos com o protocolo de reabilitação para idosos frágeis, implementado no Hospital Israelita Albert Einstein-Unidade Vila Mariana.
METÓDO: Estudo do tipo série de casos, descritivo, retrospectivo, com 12 idosos que cumpriram o programa de reabilitação física, do ambulatório de geriatria, da Unidade Vila Mariana, do Hospital Israelita Albert Einstein.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77 anos, 75% dos participantes eram do sexo feminino e apresentavam em média 7,5 diagnósticos. Houve melhora em todos os domínios avaliados: equilíbrio (p = 0,02), velocidade de marcha (p < 0,01), força de membros inferiores (p < 0,01) e força de preensão (p < 0,01) na população estudada. Os idosos com 80 anos ou mais apresentaram melhora de 83% enquanto aqueles com menos de 80 anos mostraram melhora de 41%. Verificou-se que 8 dos 10 idosos que encontravam se na faixa de alto risco para incapacidade, hospitalização e morte (SPPB igual ou menor que 9) conseguiram sair da faixa de risco. Todos demonstraram melhora em pelo menos um domínio. Nenhuma piora ou complicação foi verificada.
CONCLUSÃO: O protocolo de reabilitação para síndrome de fragilidade do idoso, utilizado no ambulatório da Unidade Vila Marina, do Hospital Israelita Albert Einstein, foi capaz de melhorar os domínios equilíbrio, velocidade de marcha, força de membros inferiores e força de preensão palmar na população estudada.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Marcha, Reabilitação

 

Realidade virtual na função motora de membros inferiores pós-acidente vascular encefálico

Virtual reality applied to the lower limb motor function in post-stroke individuals

Marcos Paulo Braz de Oliveira; Daiane Marques Ferreira; Josie Resende Torres da Silva; Andreia Maria Silva; Daniel Ferreira Moreira Lobato; Carolina Kosour; Luciana Maria dos Reis

Acta Fisiátr.2016;23(3):135-139

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) pode gerar importantes alterações motoras, de tônus e sensitivas. A realidade virtual (RV), voltada para reabilitação, pode trazer benefícios em relação à aptidão física, atividades motoras e de equilíbrio. Objetivo: Investigar o efeito da terapia por RV no equilíbrio estático e dinâmico, descarga de peso no membro inferior afetado, tônus e recrutamento muscular, independência funcional e função sensório-motora de indivíduos pós-AVE. Métodos: Trata-se de estudo clínico, quasi-experimental e prospectivo em 6 indivíduos com diagnóstico de AVE. Antes e após intervenção com Nintendo Wii Fit Plus os indivíduos foram avaliados pela Escala de Equilíbrio de Berg, Timed "Up and Go", Índice do Andar Dinâmico; Teste de Marcha (TM); Escala Modificada de Ashworth (EMA); Eletromiografia; Índice de Barthel e Escala Fugl Meyer (EFM). Para análise estatística utilizou-se o teste Kolmogorov-Smirnov, teste t e Wilcoxon. Foi adotado P 80%. Resultados: No TM inicial da 1ª e 15ª sessão (p = 0,03; d = 1,96; P = 96%), EMA dos músculos extensores de quadril (p = 0,04; d = 3,77; P 99%) e joelho (p = 0,04; d = 3,23; P = 99%) e flexores plantares (p = 0,01; d = 3,18; P = 99%) e EFM nas dimensões coordenação/velocidade (p = 0,02; d = 6,74; P = 100%) e sensibilidade (p = 0,01), foram observados resultados significativos com grande efeito e Power > 90%. Nos demais instrumentos não foram encontrados valores significativos. Conclusão: O programa de reabilitação, por RV, foi eficaz na melhora da descarga de peso no membro inferior afetado, tônus muscular e função sensório-motora nos indivíduos do estudo.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Equilíbrio Postural, Extremidade Inferior, Reabilitação, Terapia de Exposição à Realidade Virtual

 

Relação entre cadência da subida e descida de escada, recuperação motora e equilíbrio em indivíduos com hemiparesia

Relationship between stair-climbing rate, balance and motor recovery in individuals with hemiparesis

Mavie Amaral-Natalio; Guilherme da Silva Nunes; Vanessa Herber; Stella Maris Michaelsen

Acta Fisiátr.2011;18(3):146-150

INTRODUÇÃO: As disfunções da marcha são os principais fatores agravantes da funcionalidade apresentada por indivíduos com hemiparesia em decorrência de Acidente Vascular Encefálico (AVE).
OBJETIVO: Verificar a relação entre a cadência de subida e descida de escada, e os graus de recuperação motora de membros inferiores e de equilíbrio dinâmico de indivíduos com hemiparesia.
METODOLOGIA: Participaram do estudo 16 indivíduos com hemiparesia devido AVE, sendo 13 homens, com idade média de 56,6±12,6 anos. A cadência de subida e descida de escada foi mensurada através do tempo decorrido (degraus/minuto), separadamente, para subir e descer uma escada de 4 degraus (altura: 17 cm), em velocidade confortável, sendo permitido o uso do corrimão, quando necessário. De forma complementar, foi avaliada a necessidade do uso do corrimão, de auxílio externo e o tipo de passo. O grau de recuperação motora de membros inferiores foi determinado através da Escala de Fugl-Meyer, e o equilíbrio dinâmico foi avaliado através do Teste de Levantar e Andar (Timed Up and Go - TUG).
RESULTADOS: A média da cadência de subida de escada foi 60,4±22,6 degraus/minuto e a de descida de escada foi 58,7±23,6 degraus/minuto. O grau de recuperação motora de membros inferiores foi de 24,8±5,2 pontos na Escala Fugl-Meyer, e a média no TUG foi de 19,8±23,1 segundos. Foi verificada correlação moderada entre a medida de cadência de subida de escada e os graus de recuperação motora (r=0,60, p=0,01) e de equilíbrio dinâmico (r= -0,61, p=0,01). Da mesma forma, a medida de cadência de descida de escada apresentou correlação moderada com o grau de recuperação motora (r=0,58, p=0,02), e com o grau de equilíbrio dinâmico (r= -0,64, p=0,007). Verificou-se que o grau de recuperação motora compartilha 36% de variância com a medida da cadência de subida de escada e 33% com a cadência de descida. CONCLUSÕES: A habilidade de subir e descer escada apresenta relação com a recuperação motora de membros inferiores, sendo que o equilíbrio dinâmico apresenta maior associação com a cadência de descida de escada em indivíduos com hemiparesia.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Paresia, Marcha, Atividade Motora, Equilíbrio Postural

 

Retorno ao trabalho de pacientes com amputação traumática de membros inferiores

Return to work in traumatic lower limb amputees patients

Márcia Cristina Matos Macêdo; Therezinha Rosane Chamlian; Caio Augusto Pereira Leal; Mariana Matteis Martins Bonilha; Flávia Rezende

Acta Fisiátr.2013;20(4):179-182

O paciente com amputação traumática é, em geral, aquele com pouca ou nenhuma comorbidade e está no auge da vida produtiva. Mesmo em condições de reabilitação adequada, diversos autores têm citado dificuldade no processo de retorno à atividade laborativa, e a sua relação com outros determinantes além da aptidão física.
OBJETIVO: Avaliamos o índice de retorno ao trabalho após reabilitação de pacientes atendidos no Lar Escolar São Francisco de Jan/2007 a Dez/2010 com amputação traumática de membros inferiores.
MÉTODO: Foram pesquisados os fatores sociais e econômicos possivelmente relacionados a esse desfecho. A amostra final foi de 13 pacientes, todos com amputação unilateral, com uso regular da prótese. Dois eram do sexo feminino. Nove (69%) retornaram ao trabalho. Outras seqüelas consideráveis estavam presentes em 23% dos pacientes - lesão de plexo braquial e dor fantasma - e se mostrou o fator isolado mais importante para o não retorno ao trabalho.
RESULTADOS: Não encontramos relação importante entre retorno ao trabalho e fatores como recebimento de benefício previdenciário, idade ou amputação por acidente de trabalho.
CONCLUSÃO: Há dados ainda inconclusivos que justificam a realização de novos estudos sobre a relação independente entre os diversos fatores mencionados e o retorno ao trabalho de pacientes amputados.

Palavras-chave: Amputados, Extremidade Inferior, Reabilitação, Readaptação ao Emprego

 

Terapia de ultrassom e estimulação elétrica transcutânea neuromuscular para a tratamento do linfedema de membro superior pós-mastectomia

Ultrasound therapy and transcutaneous electrical neuromuscular stimulation for management of post-mastectomy upper limb lymphedema

Marisa Augusta Gomes de Sousa; Rebeca Boltes Cecatto; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Christina May Moran de Brito; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2014;21(4):189-194

Objetivo: Avaliar o efeito da estimulação elétrica transcutânea ou terapia de ultra-som no tratamento de pós-mastectomia linfedema do membro superior. Método: revisão sistemática da literatura foi realizada 1980-2012 do MedLine, Cochrane Library, LILACS e SciELO. Os termos utilizados na pesquisa foram (neoplasia de mama ou câncer de mama ou de linfedema) e (hipertermia, induzido ou diatermia ou terapia de ultra-som ou ultra-som ou a estimulação elétrica nervosa transcutânea ou dezenas). As seleções dos estudos eram de pacientes mulheres com linfedema pós-mastectomia membro superior que foram submetidos a diatermia por terapia de ultra-som e estimulação elétrica nervosa transcutânea. Só randomizado (RCT) e projetos quase randomizados do estudo foram incluídos (ambos estreita e Broad Therapy). Somente estudos publicados no formato de artigo completo foram incluídos. Depois de analisar os 2.158 resumos resultantes da pesquisa, foram selecionados apenas dois artigos. Dois pesquisadores analisaram os dois artigos, usando o Van Tulder e JADAD escalas para avaliação da qualidade. Resultados: Ambos os trabalhos avaliaram o uso da terapia de ultra-som e estimulação elétrica para o tratamento do linfedema pós-mastectomia. Um total de 132 indivíduos foram incluídos em ambos os estudos, e pouca melhora foi observada em redução ou a qualidade de vida da dor. Somente o estudo usando a terapia de ultra-som identificada uma pequena redução nos sintomas de linfedema. No entanto evidências que suportam a aplicação deste método está faltando. Conclusão: Mais estudos são necessários para avaliar o uso da terapia de ultra-som ou eletroterapia para o tratamento de linfedema pós-mastectomia e para avaliar o efeito potencial dessas terapias no desenvolvimento posterior da doença metastática.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Linfedema, Reabilitação, Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea

 

Tratamento intensivo do linfedema, pós-tratamento de câncer de mama, em pacientes com lesão neurológica

Intensive treatment of breast cancer-related lymphedema in patients with neurological injuries

Maria de Fatima Guerreiro Godoy; Daniel Libanori; Renata Lopes Pinto; Jose Maria Pereira de Godoy

Acta Fisiátr.2013;20(3):161-163

O objetivo do presente estudo é relatar o tratamento intensivo do linfedema, após câncer de mama, em paciente com perda da força muscular do membro. Relata-se o caso de uma paciente de 51 anos de idade, que evoluiu com linfedema pós-tratamento do câncer de mama, com mastectomia + esvaziamento axilar + quimioterapia e radioterapia. Após procurar a Clínica Godoy para tratamento em agosto de 2012, foi avaliada com a bioimpedância e volumetria inicial e diária. Realizou tratamento intensivo durante três dias consecutivos, por um período de 6 horas, com Terapia Linfática Manual, Terapia Linfática Mecânica (RA Godoy®) e uso de braçadeira de gorgorão, sendo feitos ajustes diários. Na avaliação inicial, apresentava dor de intensidade 10 (Escala de Dor), parestesia em todo o braço e uma diferença de volume total do edema de 577g em relação ao membro contra-lateral. No primeiro dia de tratamento obteve redução da parestesia com o uso da braçadeira de gorgorão e Terapia Linfática Mecânica; no segundo dia, a dor havia diminuído para a intensidade sete (Escala de Dor); no terceiro dia, a dor diminuiu para intensidade cinco (Escala de Dor) e a diferença de volume total do edema passou a ser de 193g. A paciente retornou para sua casa mantendo as mesmas recomendações e tratamento propostos na clínica. O acompanhamento é feito com avaliações de rotina e orientações sobre a importância do uso da braçadeira de gorgorão e drenagem linfática mecânica.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Linfedema, Reabilitação, Resultado de Tratamento

 

Treino de marcha com suporte parcial de peso em esteira ergométrica e estimulação elétrica funcional em hemiparéticos

Bodyweight supported treadmill training associated with functional electrical stimulation in hemiparetic patients

Fernanda Beinotti; Carla Prazeres Fonseca; Maria do Carmo Silva; Maria Izabel Fernandes de Arruda Serra Gaspar; Enio Walker Azevado Cacho; Telma Dagmar Oberg

Acta Fisiátr.2007;14(3):159-163

INTRODUÇÃO: A perda da habilidade locomotora em indivíduos com Acidente Vascular Encefálico (AVE) tem sido atribuída a hemiparesia, a mais comum causa de comprometimento pós AVE. Novas abordagens, como o treino de marcha utilizando o Suporte Parcial de Peso (SPP) em uma esteira ergométrica associada com a Estimulação Elétrica Funcional (FES) tem sido sugerido como um método de reabilitação da marcha em pacientes hemiparéticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do treinamento de marcha com SPP em esteira ergométrica associado ao FES em pacientes hemiparéticos.
MÉTODOS: Foram selecionados aleatoriamente 14 sujeitos com hemiparesia decorrente de acidente vascular cerebral. A escala de Desempenho Físico de Fugl-Meyer, a escala de Equilíbrio de Berg, a escala de Categorias de Deambulação Funcional e uma avaliação da cadência foi utilizada como instrumento de medida. Foram realizadas quatro avaliações com os sujeitos da pesquisa, a primeira (controle) realizada antes e a segunda (pré-tratamento) depois do tratamento fisioterápico tradicional, a terceira (pós-tratamento) após o treinamento de marcha com SPP em esteira ergométrica associado ao FES (20 sessões), e há quarta (retenção), trinta dias após o término do tratamento.
RESULTADOS: O treinamento proposto apresentou melhora significativa (p-valor >0,05) na velocidade da marcha, na cadencia, no equilíbrio e no nível de comprometimento motor, mantendo os resultados após 30 dias.
CONCLUSÃO: O treinamento de marcha com SSP em esteira ergométrica associado ao FES é eficaz na reabilitação da marcha em hemiparéticos.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, estimulação elétrica, marcha, teste de esforço

 

Utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde na avaliação fisioterapêutica de indivíduos com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e região lombar

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in the physical therapy assessment of individuals with musculoskeletal disorders of the lower limbs and lumbar region

George Schayer Sabino; Cecília Martins Coelho; Rosana Ferreira Sampaio

Acta Fisiátr.2008;15(1):24-30

INTRODUÇÃO: A estrutura e o conteúdo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) podem contribuir para a orientação e sistematização da prática clínica do fisioterapeuta. Apesar de promissor, seu uso ainda é limitado, principalmente devido à complexidade de sua aplicação. O objetivo deste estudo foi analisar as dificuldades encontradas no uso da CIF para codificar atividades/participação de pacientes com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e na região lombar avaliados por um fisioterapeuta.
MÉTODOS: Foram utilizados os relatos dos pacientes quanto às atividades/participação alteradas em decorrência de problemas musculoesqueléticos. Os dados foram coletados dos prontuários e agrupados em categorias para codificação posterior.
RESULTADOS: Cinco domínios da CIF foram utilizados para descrever as atividades/participação alteradas nesses indivíduos (mobilidade, cuidados pessoais, vida doméstica, áreas principais da vida e vida comunitária, social e cívica) e foram identificadas quatro questões relacionadas à codificação: (1) códigos múltiplos para algumas atividades/participação; (2) código impreciso para detalhar uma atividade/ participação (distância corrida); (3) código "não especificado" para classificar o "entrar no carro"; (4) códigos genéricos para atividades/participação que se referem a esportes.
DISCUSSÃO: A possibilidade de seleção de vários códigos para uma mesma condição, decorrente da superposição e inter-relação de atividades/participação, pode tornar a classificação inconsistente em algumas situações. A ausência de detalhamento para algumas atividades/participação pode limitar a precisão na categorização e documentação das informações.
CONCLUSÃO: A CIF possibilitou a caracterização do estado de saúde dos indivíduos, mas apresenta algumas questões que devem ser consideradas para seu aperfeiçoamento.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, avaliação da deficiência, doenças musculosqueléticas, extremidade inferior, fisioterapia (especialidade)

 

Utilização do suporte de peso corporal em solo no treino de marcha do lesado medular

Use of body weight support over ground in gait training of the spinal cord injuried patient

Caroline Del Vecchio de Faria; Maria Cecília dos Santos Moreira; Márcia Cristina Catarino Barbosa; Lívia Maria Santos Sabbag

Acta Fisiátr.2005;12(1):21-25

O presente trabalho consiste na utilização do suspensor de peso corporal (SPC) como recurso a ser empregado quando o paciente lesado medular alcança a fase de preparação para a marcha, pois permite o treino com a descarga gradativa de peso sobre o solo, proporcionando a adaptação do paciente à atividade, com menor gasto energético.
OBJETIVO: Demonstrar a utilização do suporte de peso corporal como recurso auxiliar no treino de marcha inicial do lesado medular e apontar o ganho funcional, representado pela distância/tempo percorrida, associado ao gasto energético e à freqüência cardíaca.
SUJEITO: Paciente vítima de acidente automobilístico em 2003, com diagnostico de lesão medular completa, nível T7 hipotônica.
PROCEDIMENTO: O treinamento de marcha com o suspensor de peso corporal constou de 21 sessões com duração de 30 minutos, 2 vezes por semana. Um teste ergoespirométrico foi realizado antes e após o treinamento.
RESULTADOS: O paciente apresentou redução da pressão arterial de 150/100 mmHg para 120/80 mmHg, aumento da distância percorrida de 30 m para 70 m, considerável redução do tempo de duração de cada volta e redução da FC de repouso e das FC de pico. Considerando os coeficientes físicos relacionados, freqüência cardíaca média por volta e tempo total de realização do teste, houve expressiva melhora no desempenho físico do paciente.

Palavras-chave: Suporte de peso corporal; treino de marcha; traumatismo da medula espinhal

 

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