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Análise do incremento da força muscular para reaquisição de ortostatismo em idosos com síndrome do imobilismo temporário

Analysis of the muscle strength increase for recovery of ortostatism in elderlies with temporary immobility syndrome

Jefferson Lucio da Silva; Eduardo Filoni; Carolina Miyuki Suguimoto

Acta Fisiátr.2017;24(3):113-119

A Síndrome do Imobilismo (SI), frequente entre idoso, ocorre no indivíduo acamado por período prolongado, acarretando perda de força muscular (FM) e consequentemente morbidade e mortalidade. Objetivo: Analisar ganho de FM necessário para reaquisição de ortostatismo em idosos com SI temporário. Métodos: Trinta idosos com SI foram triados pelos critérios de inclusão/exclusão, e 14 idosos obedeceram aos critérios. Eles foram avaliados quanto à FM (em quilogramas) dos músculos quadríceps e glúteos, e posteriormente realizaram sessões de fortalecimento. Ao final do programa, realizou-se tentativa de ortostatismo. Aqueles que readquiriram a postura foram chamados de G1; aqueles que não readquiriram foram chamados de G2. Analisou-se incremento das cargas, número de sessões necessárias, peso do participante, idade e tempo de imobilismo. Resultados: Dez participantes (71,4%) readquiriram o ortostatismo (G1), obtendo média de 21,4 sessões e incremento de força para quadríceps em média de 6kg, correspondendo a um aumento de 177%; e G2 aumentou em média 4,125kg, aumentando-se 117% (p=0,001). Para m glúteo, houve ganho de FM em média de 2,2kg (aumento de 102%) para G1 e 1,625kg para G2, aumentando-se 39%. (p=0,0002). Houve forte correlação para peso do participante com ganho de FM de quadríceps e glúteos (-0,96 e -0,84 respectivamente) e moderada correlação com idade de G1 e G2 (0,59 e 0,58 respectivamente) e com tempo de imobilismo (0,53 para glúteos e 0,50 para quadríceps). Conclusão: O incremento da FM foi essencial para reaquisição do ortostatismo, e o peso, idade e tempo de imobilismo interferiram na reaquisição desta postura.

Palavras-chave: Idoso Fragilizado, Treinamento de Resistência, Força Muscular

 

Benefícios do treinamento com pesos para aptidão física de idosos

Strength training benefits on the physical fitness of elderly individuals

Raphael Mendes Ritti Dias; André Luiz Demantova Gurjão; Maria de Fátima Nunes Marucci

Acta Fisiátr.2006;13(2):90-95

O objetivo desta revisão é elucidar os benefícios do treinamento com pesos (TP) sobre quatro componentes da aptidão física (AF) fundamentais para a qualidade de vida de idosos: força, flexibilidade, equilíbrio e resistência aeróbia. Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados PUBMED e LILACS. Foram selecionados estudos que incluíam no título os descritores: strength training, resistance training, strength, balance, flexibility, power, aerobic, older e elderly. Modificações na força muscular são observadas após poucas semanas de TP. Essa melhoria pode auxiliar não só na independência dos idosos, mas também na diminuição da incidência de quedas. Além disso, a prática sistematizada do TP promove melhoria na flexibilidade e na resistência aeróbia de idosos. As modificações no equilíbrio, após programas de TP, ainda não estão bem esclarecidas na literatura. Desta forma, o TP consiste numa importante ferramenta para a melhoria da AF de idosos, haja vista que promove adaptações na força muscular, flexibilidade e na resistência aeróbia.

Palavras-chave: envelhecimento, treinamento resistido, treinamento de força, equilíbrio, flexibilidade, resistência aeróbia

 

Performance of quality of life and functional capacity in women with knee osteoarthritis treated with viscosupplementation and strength training

Performance of quality of life and functional capacity in women with knee osteoarthritis treated with viscosupplementation and strength training

Paulo Cesar Hamdan; Blanca Elena Rios Gomes Bica; Laura Maria Carvalho de Mendonça; Thiago Gomes de Paula; Victor Rodrigues Amaral Cossich; Eduardo Becker Nicoliche

Acta Fisiátr.2017;24(3):127-132

The viscosupplementation and strength training are interventions accepted in the treatment of knee osteoarthritis. Objective: The study describes the effect of two interventions in quality of life and functional capacity. Method: Thirty women diagnosed with bilateral knee osteoarthritis of grade II and III by radiological criteria of Kellgren & Lawrence, were randomized into three groups with ten patients each: VSTF group submitted to viscosupplementation and strength training, TF group submitted only to strength training and VS group submitted only to viscossuplementation. Moments of the study were defined as pre-procedure (PRE), after 48 hours of VS (POS-VS) after 12 weeks of training (POS T) and after eight weeks of detraining (POS D). Quality of life was assessed by the SF-36 BRAZIL, functional capacity by Lequesne index. Intraarticular infiltrations were carried out with a single dose of 6 ml / 48 mg with 6,000,000 kDa Hylan GF-20 and strength training sessions were held for twelve weeks. Results: Strength training and viscosupplementation were effective in the treatment of knee osteoarthritis. Both interventions promoted improvements in quality of life and in functional capacity (p < 0.001), with advantage to the groups that trained force. Conclusion: Strength training is a possible replacement of viscosupplementation in the treatment of osteoarthritis of women's knees. However, the beneficial effect of viscosupplementation in pain reduction suggests better efficiency in the strength training execution which may be an advantage of the association of both.

Palavras-chave: Osteoarthritis, Knee, Viscosupplementation, Resistance Training, Quality of Life

 

Treinamento resistido como intervenção na reabilitação em pacientes com lesão medular: uma revisão de literatura

The effects of resistance training intervention in the rehabilitation of patients with spinal cord injury: a literature review

Frederico Ribeiro Neto; Paulo Gentil

Acta Fisiátr.2011;18(2):91-96

OBJETIVO: analisar os indícios na literatura sobre os efeitos do treinamento resistido como forma de intervenção na reabilitação de pacientes com lesão medular traumática ao longo do tempo.
MÉTODO: Fontes das informações: uma busca sistematizada da literatura em cinco bancos de dados (MEDLINE, LILACS, SciELO, IBECS e Biblioteca Cochrane) foi realizada até agosto de 2010. Seleção dos estudos: estudos observacionais e de intervenção que incluíam treinamento resistido em pessoas com lesão medular traumática. Variáveis analisadas: foram analisados os desfechos de ordem fisiológica (força, potência e capacidade cardiorrespiratória), escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg), velocidade de marcha e percepções subjetivas (melhora de funcionalidade e relato de dores ou lesões).
RESULTADOS: foram encontrados 16 artigos que preencheram os critérios de inclusão. Nenhum encontrou qualquer tipo de prejuízo ou lesão para essa população. Oito estudos avaliaram o VO2 e detectaram melhoras significativas entre 10% e 30%. Força e potência foram verificadas em dez estudos, mas a magnitude variou de forma distinta (8% a 34% e 6% a 81%, respectivamente). A análise da resposta favorável do treinamento resistido relacionada com escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg) ou com velocidade de marcha ocorreu em três investigações.
CONCLUSÕES: em todos os artigos analisados, as respostas decorrentes da intervenção foram positivas e favoráveis à melhora física e funcional aumentando, conseqüentemente, a independência nas atividades diárias. Os autores sugerem a inclusão do treinamento resistido sistematizado na reabilitação de acordo com a demanda diária do indivíduo em prol de um ganho funcional, prevenção de lesões, melhora da saúde e da qualidade de vida.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Terapia por Exercício, Treinamento de Resistência, Reabilitação

 

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