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A CIF-CJ para crianças e adolescentes com osteogênese imperfeita: a perspectiva de especialistas

The ICF-CY for children and adolescents with osteogenesis imperfecta: the perspective of specialists

Tatiana Vasconcelos dos Santos; Juan Clinton Llerena Júnior; Carla Trevisan Martins Ribeiro

Acta Fisiátr.2015;22(4):192-198

Objetivo: A partir da perspectiva de especialistas em Osteogênese Imperfeita (OI), identificar as categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde-versão crianças e jovens (CIF-CJ) mais relevantes para avaliação de pacientes. Métodos: Três etapas de questionários enviados por correio eletrônico para cinco especialistas em OI utilizando o método Delphi modificado. Os participantes escolheram a partir de uma lista de categorias de segundo nível da CIF-CJ, as mais relevantes para avaliação da funcionalidade em crianças e adolescentes com OI. Ao final da terceira etapa, foram selecionadas as categorias escolhidas por no mínimo 80% dos respondentes. Resultados: Todos os componentes atingiram categorias com consenso. Os componentes com maior número de categorias escolhidas foram Atividades e Participação e Fatores Ambientais. Conclusão: Uma lista de categorias da CIF-CJ relevantes para OI pôde ser elaborada a partir da perspectiva de especialistas. Esta é uma importante etapa na elucidação do que deve ser avaliado em crianças e adolescentes com OI.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Osteogênese Imperfeita, Consenso

 

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e a Aids: uma proposta de core set

The International Classification of Functioning, Disability and Health and AIDS: a core set proposal

Cássia Maria Buchalla; Telma Regina Cavalheiro

Acta Fisiátr.2008;15(1):42-48

O advento da terapia anti-retroviral de alta potência (HAART) alterou a história natural da aids, diminuindo sua mortalidade e a incidência de doenças oportunistas e aumentando a esperança de vida das pessoas vivendo com aids.Como uma doença crônica, outras questões passam a ser relevantes, entre elas a adesão ao tratamento, seus efeitos adversos e a qualidade de vida das pessoas nessa condição. A CIF constitui um instrumento adequado para identificar as características da funcionalidade, do ambiente e condições pessoais que interferem na qualidade de vida. Instrumentos para a sua aplicação, core sets, têm sido desenvolvidos para várias condições de saúde. Com o objetivo de propor um core set para aids, foram desenvolvidas duas etapas preliminares do modelo proposto para a construção desses instrumentos. A primeira etapa, de revisão sistemática buscou no MEDLINE artigos com descritores HAART e qualidade de vida, publicados em inglês, de 2000 a 2004. Foram selecionados 31 estudos que resultou em 87 conceitos dos quais 66 puderam ser identificados como categorias da CIF. Estas formaram as perguntas da entrevista aplicada em 42 voluntários, pacientes de um centro de referência para DST e Aids de São Paulo. Entre as condições mais freqüentemente associadas ao tratamento, estão às mudanças na imagem corporal, conseqüência da lipodistrofia, apontada em 84% dos estudos e em 93% das entrevistas. Alterações das funções digestivas, das relações íntimas, e das funções sexuais foram condições importantes identificadas no estudo. As duas etapas definiram 40 categorias da CIF como proposta preliminar de um core set para pacientes com aids.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, qualidade de vida

 

A formação fisioterapêutica no campo da ortopedia: uma visão crítica sob a óptica da funcionalidade

The physical therapy background in the field of the orthopedics: a critical view under the optics of functioning

Ana Clarissa Lopes Silva; Robson da Fonseca Neves; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2008;15(1):18-23

INTRODUÇÃO: a Organização Mundial de Saúde publicou a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em 2001, que reflete a mudança de uma abordagem baseada na doença para enfatizar a funcionalidade como um componente da saúde.
OBJETIVO: este trabalho discute as características da formação fisioterapêutica frente ao processo de adoção e aplicação da funcionalidade na reabilitação de pacientes ortopédicos.
MÉTODOS: foram analisados 93 prontuários de fisioterapia de pacientes com afecções musculoesqueléticas, de onde foram obtidas informações com base em um formulário contendo categorias predefinidas da CIF. A tabulação dos dados foi feita com o pacote estatístico EPIINFO 6.04.
RESULTADOS: os prontuários preenchidos pelos alunos de graduação de fisioterapia relatavam e descreviam deficiências das funções do corpo em uma freqüência muito maior que as atividades e participações ou a influência de fatores ambientais sobre a funcionalidade dos pacientes.
CONCLUSÃO: os resultados mostram que os alunos da graduação de fisioterapia estão focalizando sua atenção preferencialmente sobre as funções e estruturas corpóreas, seguindo a formação biomédica. A falta de informações sobre outros componentes da funcionalidade indica que ainda há um distanciamento entre os conceitos da funcionalidade mais modernos e a formação fisioterapêutica no campo ortopédico.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fisioterapia, ortopedia

 

A funcionalidade de usuários acometidos por AVE em conformidade com a acessibilidade à reabilitação

The functionality of patients afflicted with EVA according to their access to rehabilitation

Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Jairo Domingos de Morais; Hermínio Rafael Lopes Batista; Luciana Moura Mendes; Kátia Suely Queiroz Ribeiro Silva; Robson da Fonseca Neves; Geraldo Eduardo Guedes Brito

Acta Fisiátr.2011;18(3):112-118

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença crônico-degenerativa e representa um desafio tanto pelo impacto social, quanto pelas repercussões na vida das pessoas, pois, quando não letal, o AVE geralmente provoca graves repercussões para o indivíduo, a família e a sociedade. O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar a funcionalidade dos usuários com AVE, adscritos na área de cobertura das Equipes de Saúde da Família do município de João Pessoa, em conformidade com o acessibilidade que tenham tido à reabilitação. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra de 140 indivíduos com idade acima de 18 anos, acometidos por AVE no período entre os anos de 2006 e 2010. As variáveis descritivas foram aquelas que identificam os sujeitos da amostra e caracterizam o AVE clinicamente. Para avaliar a funcionalidade dos sujeitos utilizou-se o domínio Atividade e Participação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A associação das categorias de atividade e participação com a acessibilidade à reabilitação foi verificada por meio do teste Qui-Quadrado com nível de significância de 5%. Constatou-se maior comprometimento nas categorias Uso fino da mão, Recreação e Lazer, Deslocar-se e Fala no grupo dos participantes que tiveram acessibilidade aos serviços de reabilitação, indicando que a dificuldade nestas atividades provoca no individuo a necessidade de inserção nos serviços destinados a reabilitação. Este estudo demonstrou que a maioria dos pacientes pós-AVE apresenta consequências crônicas em suas funções corporais, predispondo a necessidade de inserção contínua nos serviços de reabilitação para maximizar a funcionalidade nas atividades cotidianas e facilitar a participação social.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Acesso aos Serviços de Saúde, Reabilitação, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

A importância pratica da cinesioterapia em grupo na qualidade de vida de idosos

The importance of kinesiotherapy group practice on the quality of life of the elderly

Juscelino Francisco Vilela-Junio, Vitor Marcilio Gomes Soares, Ana Maria Sá Barreto Maciel

Acta Fisiátr.2017;24(3):133-137

Resumo: Analisar o efeito da cinesioterapia em grupo sobre a qualidade de vida, adesão e desistência do programa, capacidade funcional, equilíbrio e marcha de idosas sedentárias. Método: Estudo experimental, amostra de idosas com média de idade de 69,83 (±7,76), que foram submetidas a um protocolo de cinesioterapia e randomizadas em três grupos (N=48), cinesioterapia em grupo (CG), cinesioterapia individual (CI) e controle (C); durante 12 semanas. A qualidade de vida foi avaliada por meio do questionário SF-36, e as variáveis de equilíbrio e marcha através do teste de Tinetti. Utilizando os procedimentos estatísticos descritivos (média e desvio padrão) e o teste de Wilcoxon, admitindo-se o nível de significância de p < 0, 05. Resultados: Taxa de permanência: CG:n=9; GI:n=10; C:n=8 ;Teste de Tinetti:Grupo CG: escore total 9.26 X 13.1; Grupo GI 11.37 X 14.5. Não houve melhora no grupo C. SF-36: média de escores: (CG) Dor: 33.2 X 70.7; Aspectos emocionais 33.3 X 66.6; (GI) Capacidade funcional: 64 X 85.5; Aspectos emocionais: 77.7 X 88; Limitação funcional: 72.5X 100. Não houve melhora estatisticamente significativas no grupo C. Conclusão: Não foram encontradas diferenças expressivas em relação a taxa de desistência entre a dinâmica em grupo e a dinâmica individual no programa de cinesioterapia, no entanto os grupos experimentais apresentaram diferenças significativas com os testes, antes e pós intervenção, para melhora nos aspectos emocionais, melhora de limitações físicas, redução de dor, melhora no equilíbrio e marcha, mostrando assim eficácia e importância dessa atividade.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Saúde, Qualidade de Vida

 

A influência de um treinamento de caratê nas funções cognitivas e funcional em idoso com demência mista

The influence of a karate training in motor and cognitive functions in older with mixed dementia

Ana Clara de Souza Paiva; Eduardo Dias Viana; Larissa Pires de Andrade; Thais Delamuta Ayres da Costa; José Luiz Riani Costa

Acta Fisiátr.2014;21(1):41-45

Dentre as diferentes e recentes formas de intervenções não-farmacológicas para pacientes com demência realizadas no Brasil, não foram encontrados estudos que investigaram o efeito de um protocolo de caratê em pacientes com este quadro clínico, mais especificamente em idosos com diagnóstico de demência mista, doença de Alzheimer associada com demência vascular.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos de um treinamento de caratê nas funções cognitivas e funcionais de um idoso com demência mista.
MÉTODO: O participante, clinicamente diagnosticado com demência mista, passou por uma anamnese, seguida de avaliação cognitiva e funcional, antes e depois de um treinamento de quatro meses. O treinamento de caratê foi adaptado e sistematizado, visando fortalecimento muscular, flexibilidade, técnicas de posturas, ataque (socos e chutes), bloqueios (defesas) e katas (luta imaginária com vários oponentes), três vezes por semana, com duração de uma hora sessão em dias não consecutivos.
RESULTADOS: Os resultados encontrados foram manutenção das funções cognitivas e melhora no equilíbrio estático e dinâmico.
CONCLUSÃO: Conclui-se que o treinamento adaptado e sistematizado do caratê contribui para melhora de equilíbrio estático e dinâmico e manutenção do status cognitivo. Podendo contribuir assim para uma nova alternativa de intervenção não-farmacológica em idosos com demência mista.

Palavras-chave: Idoso, Demência, Atividade Motora, Terapia por Exercício, Artes Marciais

 

A velocidade média do teste de caminhada incentivada de 6 minutos como determinante da intensidade de treinamento para o recondicionamento físico de pneumopatas crônicos

The average speed from six minutes walk test as a parameter to determine the training load for physical reconditioning of chronic pulmonary disease patients

Pedro Henrique Scheidt Figueiredo; Fernando Silva Guimarães

Acta Fisiátr.2009;16(4):156-161

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia de um protocolo de recondicionamento aeróbico para a melhora da capacidade funcional e dispnéia de pacientes pneumopatas crônicos, tendo como referência o teste de caminhada de 6 minutos (6MWD) para determinação da carga de treinamento.
METODOLOGIA: foram selecionados 10 pacientes pneumopatas crônicos (9 M e 1 F) com média de idade de 61,5 ± 10,6 anos, apresentando estabilidade clínica e sem contra-indicações para a prática de exercício aeróbico. O protocolo foi realizado em esteira ergométrica, com freqüência semanal de 3 sessões, durante 8 semanas. A velocidade de caminhada na esteira foi estipulada em 85% da velocidade média obtida no 6MWD. A capacidade funcional e a dispnéia foram avaliadas no inicio e ao término do treinamento. Para análise estatística foram utilizados os testes t-pareado e Wilcoxon, conforme as características das variáveis. As diferenças foram consideradas estatisticamente significativas quando p < 0,05.
RESULTADOS: Foi observada melhora da capacidade funcional através de aumento da distância percorrida no 6MWD (média = 445,7 ± 175 m vs 565,8 ± 174 m; p < 0,01) assim como redução da dispnéia pela MMRC [mediana = 3 (2 - 4) vs 1 (0 - 3); p < 0,05].
CONCLUSÃO: A velocidade média do 6MWD é um parâmetro eficaz para determinação da carga de treinamento em programas de recondicionamento aeróbico para pacientes pneumopatas crônicos.

Palavras-chave: Caminhada, Exercício, Pneumopatias, Dispnéia

 

Abordagem das atividades funcionais e da influência dos fatores ambientais em pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após o tratamento fisioterapêutico

Addressing functional activities and the influence of environmental factors in post-stroke hemiparetic patients before and after physical therapy

Geovanna Lemos Lopes; Luciana Castaneda; Luciane Lobato Sobral

Acta Fisiátr.2012;19(4):237-242

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é a principal causa de incapacidade neurológica, sendo a hemiparesia a sequela mais comum da doença. As limitações físico-funcionais associadas à influência de fatores ambientais afetam diretamente a funcionalidade dos indivíduos. Para a efetividade da reabilitação neurológica é indispensável que o fisioterapeuta conheça o perfil funcional do paciente a fim de traçar o plano de tratamento que atenda as reais necessidades.
OBJETIVO: Analisar as atividades funcionais e a influência dos fatores ambientais em pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após o tratamento fisioterapêutico.
MÉTODO: Foram avaliados 12 pacientes hemiparéticos pós-AVE antes e após 20 sessões de fisioterapia, utilizando-se o Índice de Barthel (IB) e um modelo avaliativo baseado no core set abreviado da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para AVE, com base no sistema de qualificadores genéricos da CIF.
RESULTADOS: Observou-se melhora significativa para as atividades andar (d450) (p = 0,0033), vestir (d540) (p = 0,018) e comer (d550) (p = 0,018), de acordo com um modelo avaliativo baseado na CIF. Por meio do IB, detectou-se melhora significativa para as atividades de alimentação (p = 0,0341), vestir (p = 0,0277), toalete (p = 0,0117) e subir/descer escadas (p = 0,0077). Os fatores ambientais família imediata (e310) e profissionais da saúde (e355) foram os que mais influenciaram positivamente na condição de saúde dos pacientes.
CONCLUSÃO: A Fisioterapia mostrou-se eficaz para melhorar a condição de saúde dos pacientes, visto que de acordo com a percepção deles algumas atividades diárias puderam ser executadas com mais facilidade ao final do tratamento fisioterapêutico. Para atender às necessidades do paciente, é importante elaborar o plano de tratamento individual, ressaltando o contexto em que ele está inserido, visando atender as reais limitações nas atividades e restrições à participação.

Palavras-chave: acidente vascular encefálico/reabilitação, coleta de dados, questionários, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Abordagem global de uma intervenção fisioterapêutica na onfalocele gigante

Global approach to a physiotherapy intervention in giant omphalocele

Camila Isabel da Silva Santos; Renata Tiemi Okuro; Patricia Blau Margosian Conti; Michele Chiacchio Choukmaev; Milena Antonelli; Maria Ângela Gonçalves de Oliveira Ribeiro

Acta Fisiátr.2009;16(3):146-149

Descrever os efeitos da utilização de recursos instrumentais e cinesioterapêuticos em parâmetros cardiorrespiratórios, espirométricos e na qualidade de vida de uma adolescente com diagnóstico de Onfalocele Gigante (OG), doença pouco abordada na literatura em relação à intervenção da fisioterapia respiratória e motora. Paciente de 16 anos, com diagnóstico de OG, realizou acompanhamento fisioterapêutico, cuja conduta envolveu o uso do Threshold®, Respiron ®, fortalecimento e alongamento da musculatura global e de grupos musculares específicos, para a melhora do padrão postural. Os dados de função pulmonar referente à saturação de oxigênio, freqüências respiratória e cardíaca, pressão inspiratória e expiratória máximas, teste de caminhada de seis minutos e parâmetros espirométricos foram as variáveis quantitativas de efeito consideradas antes e após o período de cinco meses de tratamento. Houve melhora de todas as variáveis quantitativas de função pulmonar em relação aos valores basais, bem como melhora da qualidade de vida e da sensação de dispnéia referidas pela adolescente. O uso de recursos fisioterapêuticos instrumentais para fortalecer a musculatura inspiratória, melhorar a ventilação, diminuir a dispnéia e aumentar a tolerância ao exercício, além de uma abordagem postural para desenvolver equilíbrio da biomecânica músculo-esquelética, podem ser uma alternativa a ser utilizada como conduta no tratamento de pacientes com OG.

Palavras-chave: Onfalocele, Exercícios Respiratórios, Fisioterapia (Especialidade), Reabilitação

 

Adaptação de longo prazo ao treinamento cíclico induzido eletricamente em indivíduos com severa lesão na medula espinhal

Thomas Mohr; Jesper L. Andersen; Fin Biering-Sorensen; Henrik Galbo; Jens Bangsbo; Aase Wagner; Michael Kjaer

Acta Fisiátr.1999;6(1):21-39

Indivíduos com lesão da medula espinhal (LME) mais freqüentemente adquirem essa condição na juventude e são relegados a uma vida de maior ou menor inatividade física. Em adição às implicações primárias da LME, indivíduos com LME severa são estigmatizados e relegados a uma condição de vida física inativa. É desconhecido se essas condições relatadas são potencialmente reversíveis e o objetivo do presente estudo foi, portanto, examinar os efeitos do exercício em indivíduos com LME. Então, 10 indivíduos (6 com tetraplegia e 4 com paraplegia; idade de 27 a 45 anos; tempo de lesão de 3 a 23 anos) foram treinados por 1 ano em cicloergometria com estimulação elétrica controlada por feedback. Eles treinaram 3 vezes por semana (média 2,3 vezes), 30 minutos em cada sessão. Os músculos glúteos, isquiotibiais e quadríceps foram estimulados por eletrodos colocados na superfície da pele sobre seus pontos motores. Durante o primeiro treino, uma variação substancial na performance foi observada entre os pacientes. A maioria dos indivíduos foi capaz de realizar o exercício por 30 minutos na primeira sessão, mas dois indivíduos foram capazes de realizar o exercício por apenas poucos minutos. Depois do treino de 1 ano, todos os indivíduos foram capazes de realizar 30 minutos contínuos de treino e o trabalho produzido teve aumento de 4 ± 1 (média de "erro-padrão" EP) para 17 ± 2 kJ por sessão de treino (P < 0,05). A taxa de captação máxima de O2 durante o exercício com estimulação elétrica aumentou de 1,20 ± 0,08 l/min, mensurada depois de poucas semanas de exercício, para 1,43 ± 0,09 l/min após 1 ano de treinamento (P < 0,05).
Imagens de corte com ressonância magnética foram feitas na coxa para avaliar a massa muscular, que teve um aumento de 12% (média, P < 0,05) em 1 ano de treinamento.
Em biópsias feitas antes do exercício, vários estados de atrofia foram observados nas fibras musculares dos indivíduos, um fenômeno que foi parcialmente normalizado em todos os pacientes depois do treinamento. É sabido que a distribuição do tipo de fibra no músculo esquelético é alterada para fibras do tipo II B (contração rápida, rapidamente fatigável, glicolíticas) dentro dos primeiros 2 anos após a lesão medular. Nessa avaliação, os músculos continham 63% de miosina de cadeia pesada (MHC) isoforme II B, 33% de MHC isoforme II A (contração rápida e resistentes à fadiga) e menos de 5% de MHC isoforme I (fibras de contração lenta) antes do treinamento. Uma transformação para obterem-se fibras com proteínas contráteis mais resistentes à fadiga foi encontrada após 1 ano de treinamento. A porcentagem de MHC isoforme II A aumentou para 61% do total de proteínas contráteis e houve uma diminuição de 32% nas fibras rapidamente fatigáveis do tipo MHC isoforme II, enquanto as MHC isoformes I somente compunham 7% da quantidade total de MHC. Essa alteração foi acompanhada de um aumento de 100% na atividade enzimática da citrato sintetase, como um indicador da capacidade oxidativa mitocondrial.
Conclui-se que as alterações na performance, nesse exercício e nas características do músculo esquelético, associadas à inatividade que ocorre em indivíduos com LME, são reversíveis, mesmo até 20 anos após a lesão. Sucede que o treino com exercícios induzidos por estimulação elétrica dos músculos paralisados é uma efetiva ferramenta de reabilitação que deveria ser oferecida aos indivíduos com LME no futuro.

Palavras-chave: Lesão na medula espinhal. Tetraplegia. Paraplegia. Estimulação elétrica do músculo. Exercício. Músculo esquelético.

 

Aplicação do Core Set resumido da CIF-CJ para paralisia cerebral em uma criança em idade escolar

Application of the ICF-CY Brief Core Set for cerebral palsy on a school age child

Rafaela Pichini de Oliveira; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2016;23(1):46-50

O desenvolvimento dos Core Sets da CIF para Crianças e Jovens com paralisia cerebral (CIF-CJ-PC) foi publicado em Junho de 2014. Descrevemos a aplicação do Core Set resumido em uma criança de 09 anos de idade, com o objetivo de propor métodos disponíveis e aprimorar sua aplicabilidade na prática clínica. Para realizar esta avaliação selecionamos instrumentos padronizados já consagrados na literatura que conseguissem prover a qualificação de cada categoria do Core Set. Para os itens que não poderiam ser qualificados por escalas específicas, foram formuladas perguntas simples direcionada para o paciente e seu responsável. Ao aplicar a versão resumida da CIF-CJ-PC pudemos demonstrar dados que descrevem a funcionalidade do paciente deforma objetiva, bem como a forma como os fatores de contexto atuam. Concluímos que a avaliação rotineira desses jovens pode ser expressa numa linguagem que permite comparação e elaboração de relatórios com finalidade clínica, administrativa e epidemiológica.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Criança, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Associar ou não o alongamento ao exercício resistido para melhorar o equilíbrio em idosos?

Whether or not to affiliate stretching with resistance training to improve equilibrium in the elderly

Anna Raquel Silveira Gomes; Priscila Wischneski; Rosana Rox

Acta Fisiátr.2011;18(3):130-135

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do exercício resistido e/ou alongamento e destreinamento no equilíbrio de idosos. Quarenta e seis idosos foram divididos em 4 grupos: Controle (C, n=12): receberam orientações sobre prevenção de quedas. Alongamento (A, n=12); Exercício Resistido (ER, n=13); Exercício Resistido e Alongamento (ERA, n=9). Foram realizados exercícios com resistência progressiva e/ou alongamento, em membros inferiores, 2x/semana, durante 12 semanas. Utilizou-se a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e o Índice da Marcha Dinâmica (IMD), aplicados na 1ª, 6ª, 12ª semana e 6 semanas após o término. Utilizou-se ANOVA por medidas repetidas post hoc Fisher (p< 0,05), para comparação entre grupos ao longo das 4 avaliações. O ERA (12ª) aumentou a pontuação da EEB comparado ao ER (55±1 vs 53±2, p=0,03). No IMD 12 semanas de ERA aumentaram o escore em relação ao pré treinamento (ERA) (23±2 vs 21±3; p=0,0009). Após destreinamento o IMD do ERA foi superior, comparado ao pré treinamento (23±1 vs 21±3; p=0,003). A associação do exercício resistido com alongamento (ERA) demonstrou ser mais eficaz para o equilíbrio funcional relacionado ao ambiente (EEB) do que exercício resistido isolado em idosos. Porém, somente o equilíbrio durante a marcha (IMD) foi mantido pelo ERA após o destreinamento.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Força Muscular, Exercícios de Alongamento Muscular

 

Atualização de conhecimentos sobre a prática de exercícios resistidos por indivíduos idosos

Knowledge update on the practice of resistance exercises by older individuals

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém; Wilson Jacob Filho

Acta Fisiátr.2008;15(4):257-262

A associação da piora da condição funcional e aumento de comorbidades em idades mais avançadas, faz do atual envelhecimento populacional um quadro que merece atenção crescente por parte do profissional médico. Este profissional está certamente entre os mais questionados sobre recomendações de atividades físicas adequadas para pessoas idosas ou debilitadas. No entanto, a formação generalista não têm abrangido aspectos atuais relacionados à fisiologia do exercício e prescrição de atividades físicas adequadas para estas populações. Exercícios resistidos têm ganhado crescente importância na comunidade científica como forma de exercícios seguros e eficazes, trazendo benefícios de caráter preventivo e terapêutico para pessoas idosas ou debilitadas. Assim, objetivando que mais indivíduos possam se beneficiar da recomendação de exercícios resistidos, fez se necessária uma atualização destes conhecimentos para o profissional médico.

Palavras-chave: exercício, levantamento de peso, terapia por exercício

 

Avaliação da força muscular respiratória e capacidade funcional em pacientes com fibrose cística

Evaluation of respiratory muscle strength and functional capacity in patients with cystic fibrosis

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Adriele Mascarenhas Araujo; Anna Lúcia Lima Diniz da Silva; Valdívia Alves de Sousa; Mansueto Gomes Neto; Micheli Bernadone Saquetto

Acta Fisiátr.2016;23(4):186-190

Objetivo: Correlacionar a força muscular respiratória e a capacidade funcional em pacientes com FC. Métodos: Estudo transversal em adultos com fibrose cística. Os dados amostrais foram catalogados no Microsoft Office Excel 2007 e as variáveis analisadas pelo SPSS versão 20.0 através do teste t de Student e do coeficiente de Spearman. O nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes com fibrose cística (44,6 ± 19,0 anos), grande parte dos pacientes de FC (n=26) não apresentaram fraqueza da musculatura inspiratória (PImáx -90,7 ± 27,4 cmH2O). Não foi encontrada estatística significativa apenas entre os pacientes adultos e idosos. Houve correlação positiva entre PImáx, PEmáx e teste de caminhada de 6 minutos (TC6) nos participantes com fraqueza muscular respiratória e nos idosos. Houve diferença estatisticamente significativa entre as médias da distância percorrida no TC6 e das pressões respiratórias máximas com a média do que foi previsto para estas variáveis. Conclusão: Todos os grupos apresentaram limitação da força respiratória e da capacidade funcional. As correlações entre as pressões respiratórias com o TC6 foram baixas e pequenas nos adultos e indivíduos sem fraqueza muscular respiratória; moderadas à alta nos idosos; pequenas à moderada nas mulheres; pequenas e negativas nos homens; e, altas naqueles com fraqueza muscular respiratória.

Palavras-chave: Fibrose Cística, Músculos Respiratórios, Tolerância ao Exercício

 

Avaliação da funcionalidade dos trabalhadores com LER/DORT: a construção do Core Set da CIF para LER/DORT

Evaluation of the functionality of workers with Repetitive Strain Injury (RSI)/ Work-related musculoskeletal disorders (MSDs): the construction of the ICF Core Set for RSI/MSDs

Mônica Angelim Gomes de Lima; Robson da Fonseca Neves; Márcia Oliveira Staffa Tironi; Ana Márcia Duarte Nunes Nascimento; Francesca de Brito Magalhães

Acta Fisiátr.2008;15(4):229-235

O presente artigo apresenta o Core set da CIF para LER/DORT e seu processo de construção. Trata-se de um relato de experiência da elaboração de um Core Set a partir de uma abordagem interdisciplinar. O Core set da CIF para LER/DORT foi elaborado por meio de consensos sucessivos entre especialistas do campo da saúde do trabalhador em seis etapas, que envolveram desde a aproximação e estudo da CIF, leitura, discussão até a eleição de códigos e comparação com os core sets de dor generalizada e de depressão. Para o componente 'funções do corpo' foram escolhidos códigos relacionados aos aspectos: funções mentais, sensoriais, de dor e neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento. Para 'estruturas do corpo' foram escolhidos códigos relacionados aos aspectos: estruturas do sistema nervoso e relacionadas ao movimento. Para 'atividade e participação' foram escolhidos códigos relacionados à: mobilidade, cuidado pessoal, vida doméstica, relações e interações interpessoais e áreas principais da vida. Para 'fatores ambientais' foram escolhidos códigos relacionados à: apoio e relacionamentos, atitudes e serviços, sistemas e políticas. O componente ambiente foi o mais limitado para a descrição dentro do contexto do trabalho. Este artigo apresenta o esforço de construção de um core set, a partir de uma abordagem interdisciplinar, viável à aplicação no processo de tratamento e reabilitação de trabalhadores com LER/DORT e poderá contribuir para inserir o Brasil na discussão internacional que trata das conseqüências do adoecimento humano a partir do modelo sócio-médico, deslocando o debate científico e a produção de políticas públicas do contexto da deficiência/incapacidade para o contexto da saúde.

Palavras-chave: classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde, transtornos traumáticos cumulativos, trabalhadores

 

Avaliação da qualidade de vida de portadores de insuficiência cardíaca congestiva e sua correlação com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Assessment of quality of life in patients with congestive heart failure and its correlation with the International Classification of Functioning, Disability, and Health

Renata Souza Zaponi; Andersom Ricardo Frez; Cintia Teixeira Rossato Mora; João Afonso Ruaro; Christiane Riedi Daniel

Acta Fisiátr.2015;22(3):105-110

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de pacientes com insuficiência cardíaca e correlacionar com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Método: Trata-se de um estudo transversal, com amostra de 19 pacientes, com idade média de 66,28 ± 10,93 anos cuja qualidade de vida foi avaliada através do questionário de qualidade de vida Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ), sendo que para cada questão foi determinado uma categoria da CIF e estes resultados foram correlacionados. Resultados: A média do escore do questionário MLHFQ foi de 61,21 ± 17,56. Verificou-se correlação positiva entre a qualidade de vida e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (r = 0,75; p = 0,0006), fato que não ocorreu ao comparar a qualidade de vida com a classe funcional. Observou-se alta correlação entre as respostas dos pacientes e a avaliação do fisioterapeuta utilizando a CIF. Conclusões: O questionário MLFHQ contempla as exigências da CIF, possuindo alta correlação entre as respostas de ambos, sendo considerado global, o que possibilita o emprego destes instrumentos na avaliação de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Insuficiência Cardíaca, Qualidade de Vida

 

Avaliação de um manual de exercícios domiciliares para pacientes externos de um ambulatório de bloqueio neuromuscular

Evaluation of a manual of home exercises for outpatients from a neuromuscular block program

Márcia de Menezes Paranhos Figueiredo; Márcia Cristina Catarino Barbosa; Maria Cecília Santos Moreira

Acta Fisiátr.2005;12(1):7-10

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) constitui um grande desafio ao processo de reabilitação por ocasionar, dentre os sintomas secundários, a hemiplegia espástica com hipertonia, redução de força e flexibilidade muscular e alterações osteoarticulares que dificultam a funcionalidade dos pacientes acometidos. Neste contexto, a intervenção fisioterapêutica deve ser freqüente e contínua para minimizar as complicações inerentes a esta enfermidade. O enfoque deste trabalho visou em analisar a aplicabilidade de um programa de exercícios domiciliares para pacientes externos do Ambulatório de Bloqueio Neuromuscular Periférico da Divisão de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR) baseando-se na capacidade dos pacientes e cuidadores em assimilar e compreender a necessidade de executar os exercícios prescritos após a infiltração de toxina botulínica tipo A (TBA). Participaram deste estudo 30 pacientes que não realizavam tratamento na DMR, portadores de hemiplegia espástica após AVE isquêmico ou hemorrágico que foram submetidos à infiltração de TBA nos membros inferiores. O manual proposto continha 13 exercícios e o fisioterapeuta assinalava quais deveriam ser realizados, de acordo com a musculatura infiltrada, com intervalo de tempo especificado a serem executados diariamente. Os exercícios foram demonstrados para esclarecimento de dúvidas pré-existentes. Após 1 mês, os pacientes retornaram ao ambulatório e respondiam um questionário composto por 10 questões que coletavam dados sobre a aplicabilidade do manual de exercícios domiciliares como recurso terapêutico. A partir dos resultados obtidos, constatou-se que o programa foi efetivo pela didática do manual ser compreensível, possibilitando que a maioria dos pacientes realizasse os exercícios ativamente, favorecendo no processo educacional dos pacientes e cuidadores em relação aos cuidados à saúde. No entanto, verificou-se que alguns sujeitos apresentaram dificuldade em executar os exercícios que solicitavam a utilização do membro superior comprometido, sendo sugerido por eles, a inclusão de exercícios complementares que favoreçam a prática da cinesioterapia com a autonomia de execução. Conclui-se que para que o manual seja mais eficiente, é necessária a inserção de diferentes métodos de execução a fim de contemplar todos os pacientes com AVE respeitando o padrão motor apresentado e seus respectivos déficits funcionais.

Palavras-chave: Hemiplegia, espasticidade, exercícios fisioterapêuticos, educação em saúde, toxina botulínica tipo A.

 

Avaliação do equilíbrio postural sob condição de tarefa única e tarefa dupla em idosas sedentárias e não sedentárias

Evaluation of postural balance under single and double task conditions in sedentary and non-sedentary elderly females

Verena de Vassimon Barroso Carmelo; Patrícia Azevedo Garcia

Acta Fisiátr.2011;18(3):136-140

INTRODUÇÃO: Uma das queixas mais freqüentes da população idosa é a dificuldade de manter o controle postural e prevenir quedas. O controle postural é acompanhado, no dia a dia, por uma atividade motora ou cognitiva não relacionada com a postura, caracterizando a condição de dupla-tarefa, que pode prejudicar o desempenho da tarefa postural quando comparado à condição de tarefa única.
OBJETIVO: avaliar e comparar o equilíbrio dinâmico sob a condição de tarefa única e de dupla-tarefa de idosas praticantes de exercício físico regular e idosas sedentárias. Métodos: a amostra foi composta por 28 idosas, sendo 14 idosas não-sedentárias (67,20±4,21 anos) e 14 idosas sedentárias (68,78±5,26 anos). Para avaliação do equilíbrio e mobilidade foi utilizado o teste Timed Get up and Go simples e associado à tarefa motora (carregar uma bandeja com dois copos plásticos vazios) e à tarefa cognitiva (contar regressivamente a partir de cem). Foram aplicados os testes t-student para amostras independentes e t-student pareado, considerando o nível de significância de α=0,05.
RESULTADOS: As idosas não sedentárias realizaram em tempo significativamente menor que as idosas sedentárias o teste simples (9,40 vs 11,21 segundos; p=0,016) e o teste associado a tarefa motora (9,41 vs 11,81 segundos; p=0,007). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as médias do tempo de realização da tarefa cognitiva entre os dois grupos de idosas (p=0,169). No grupo de idosas não sedentárias, o tempo para realização da tarefa cognitiva foi significativamente maior do que no teste simples e na tarefa motora (p=0,021 e p=0,014, respectivamente) assim como no grupo de idosas sedentárias (p=0,000 e p=0,002, respectivamente). Nos dois grupos foram observadas correlações significativas positivas moderada a alta entre os desempenhos nos testes simples e duplo cognitivo, simples e duplo motor, duplo motor e duplo cognitivo.
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou a influência positiva da prática de atividade física regular na funcionalidade e o impacto negativo da adição da tarefa cognitiva no equilíbrio e mobilidade de idosas.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Atividade Motora, Exercício

 

Avaliação isocinética em nadador amputado de membro superior: relato de caso

Isokinetic evaluation in the upper limb amputee swimmer: a case report

Leonardo Luiz Barretti Secchi; Mavi Diehl Muratt; Michele Forgiarini Saccol; Julia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr.2009;16(4):196-199

A natação é um dos principais esportes de estudo, mas a natação em atletas com deficiência física abre um ramo de pesquisa.
OBJETIVO: Analisar através da dinamometria isocinética os grupos musculares: abdutores e adutores, flexores e extensores de ombro de um nadador da elite brasileira com amputação do terço proximal do rádio.
MÉTODOS: Paciente do gênero masculino com 18 anos de idade, sendo, nove deles competindo. Foi avaliado clinicamente e através do questionário funcional DASH e pelo questionário EROE quanto à atividade esportiva. Na avaliação no dinamômetro isocinético Biodex System 3 com o protocolo de 5 repetições a 60º/segundo e 20 repetições a 180º e 240º/segundo quanto aos movimentos abdução/adução e flexão/extensão.
RESULTADOS: Nos questionários não se observou dor ou outra alteração da avaliação clínica. No questionário DASH, o atleta referiu dificuldade grau médio. Seu desempenho na escala EROE foi excelente. Na avaliação isocinética o atleta apresentou diferenças no lado amputado comparado em relação ao sadio.
CONCLUSÃO: A avaliação isocinética é um bom parâmetro para estudo da força mesmo em nadadores com deficiência física, mostrando que estes atletas necessitam de um treinamento específico.

Palavras-chave: Pessoas Portadoras de Deficiências, Amputados, Extremidade Superior, Exercício, Natação

 

Benefícios do condicionamento físico como tratamento da claudicação intermitente

Benefits of physical conditioning in the treatment of intermittent claudication

Érica Carvalho Barbosa; Rafael Diniz Mascarenhas Dalle

Acta Fisiátr.2008;15(3):192-194

Claudicação Intermitente (CI) é um sintoma patognomônico da doença arterial obstrutiva periférica, caracterizado por dor muscular ao exercício físico que cessa ao repouso. A Claudicação Intermitente tem um caráter potencialmente benigno, devido ao baixo risco de evolução para isquemia grave e perda do membro, e também por uma boa possibilidade de melhora dos sintomas. Assim, o tratamento clínico é considerado adequado e normalmente empregado como primeira alternativa terapêutica, sendo que esse tratamento deve ser baseado no controle dos fatores de risco modificáveis da arteriosclerose, principalmente o fumo. Associa-se ainda um tratamento farmacológico e um não farmacológico, onde o tratamento não farmacológico primário para a claudicação intermitente é um programa formal de exercícios físicos que pode ser realizado pelo paciente baseado apenas na orientação médica (sem supervisão) ou sob a orientação de um profissional. O mecanismo pelo qual o paciente melhora da claudicação com a atividade física ainda não está totalmente esclarecido, e vários fatores são atribuídos à melhora dos sintomas, como a formação de novos vasos, liberarão de oxido nítrico, ação sobre as lipoproteínas, entre outros.

Palavras-chave: claudicação intermitente, doenças vasculares periféricas, exercício

 

Benefícios do exercício físico para crianças e adolescentes com paralisia cerebral: uma revisão bibliográfica

Benefits of physical exercise for children and adolescents with cerebral palsy: a literature review

Marcel dos Santos Paiva; Marcia Galasso Nardi; Tatiana Galante Streiff; Terezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2010;17(4):175-179

Existem fortes evidências demonstrando que a aptidão física e o estado de saúde das crianças e adolescentes são realçados substancialmente pela prática de atividade física freqüente e, por outro lado, há poucos estudos que evidenciam os benefícios desta prática em populações com deficiência ou mobilidade reduzida. Com objetivo de relatar as alterações geradas pela aplicação de programas de exercícios físicos em crianças e adolescentes com paralisia cerebral com GMFCS I a III, focando as variáveis de força, função motora, espasticidade e qualidade de vida, foi realizada esta revisão bibliográfica utilizando as bases de dados MEDLINE, PubMed e Lilacs. Além de utilizar palavras-chave em português e em inglês para busca de artigos, os trabalhos foram selecionados a partir de uma análise prévia obedecendo aos critérios de inclusão a partir do ano de publicação, análise de título e resumo, sendo excluídos os estudos de revisão e revisão sistemática. Dos 8 estudos incluídos, somente 3 são randomizados variando a quantidade da amostra estudada entre 8 e 65 indivíduos com paralisia cerebral com idades de 6 a 18 anos. Estes estudos contrariam o paradigma de que o exercício físico com carga para pessoas com desordens neurológicas pode causar aumento da espasticidade. O trabalho também retrata os benefícios gerados pelo aumento de força muscular principalmente em membros inferiores através de exercícios que utilizam o princípio da sobrecarga. Os resultados são favoráveis com relação a melhora da função motora grossa além da qualidade de vida expressa em diversos fatores como maior motivação, participação em atividades, socialização e auto percepção.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Exercício, Aptidão Física, Revisão

 

Capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do bairro Viveiros do município de Feira de Santana, Bahia

Functional capacity of elderly people attending the Family Health Program at Viveiros, Feira de Santana, Bahia

Priscilla Oliveira Santos; Ivana Soares da Silva; Menilde Araújo Silva

Acta Fisiátr.2012;19(4):233-236

Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e o idoso vai deixando de realizar atividades básicas de vida, diminuindo assim sua capacidade funcional que é dimensionada em termos de habilidade e independência para realizar determinadas atividades diárias.
OBJETIVO: Verificar o nível de capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do Bairro Viveiros do município de Feira de Santana-BA.
MÉTODO: Este estudo é uma pesquisa de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 34 idosos de ambos os sexos, com idade acima de 75 anos. Foi realizado visita domiciliar a cada idoso para aplicação de três tipos de testes: Índice de Barthel, Índice de Lawton e o Mini Exame do Estado Mental.
RESULTADOS: Os resultados encontrados demonstram que 54,5% dos idosos avaliados apresentaram-se como independentes para o Índice de Barthel, 51,5% são totalmente dependentes para o Índice de Lowton e 87,9% apresentam algum tipo de déficit cognitivo para o Mini Exame do Estado Mental.
CONCLUSÃO: É importante que os profissionais que atuam em Programas de Saúde da Família atentem para as condições de saúde do idoso, planejando a assistência de acordo com suas reais necessidades. Esperamos que outros pesquisadores se interessem pelo tema proposto, com o objetivo de ampliar pesquisas nesta área do conhecimento, que encontram-se escassas, para que o idoso receba mais atenção e orientações, ampliando a oferta de serviços e programas disponíveis.

Palavras-chave: atividades cotidianas, envelhecimento, idoso fragilizado, programa saúde da família

 

CIF ou CIAP: o que falta classificar na atenção básica?

ICF or ICPC: what is missing for primary care?

Eduardo Santana de Araújo; Sebastião Fernando Pacini Neves

Acta Fisiátr.2014;21(1):46-48

A Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP) tem sido, frequentemente, confundida com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) por se tratar de uma ferramenta que indica problemas relacionados à saúde, mas que não são doenças. Embora tenha sua importância reconhecida na atenção básica, a CIAP aponta, por exemplo, as razões para contato com serviços de saúde, informações clínicas por consulta e algumas intervenções. Em nenhum desses aspectos, a CIAP aborda a questão da funcionalidade e da incapacidade, tampouco, as relações dos fatores ambientais no desempenho humano. Sendo uma mera intermediária para a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), a CIAP não contempla todas as informações necessárias para um diagnóstico da situação de saúde e seus determinantes nas populações. Dessa forma, os gestores precisam conhecer a CIF de maneira mais aprofundada, já que trata-se de uma classificação referência da Organização Mundial da Saúde, sendo a verdadeira complementar da CID para informações populacionais. A CIF contém as características necessárias para estimular o trabalho trans-setorial, mas tem sido levada apenas para a atenção especializada, deixando-se de lado todo o potencial de sua aplicação na atenção primária.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Atenção Primária à Saúde, Classificação Internacional de Atenção Primária

 

Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)

International Classification of Functioning Disability and Health (ICF)

Linamara Rizzo Battistella; Christina May Moran de Brito

Acta Fisiátr.2002;9(2):98-101

O presente artigo tem por objetivo a atualização e a familiarização de profissionais envolvidos com a reabilitação daClassificação Internacional de Funcionalidade (CIF) desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde. São abordados seu histórico, finalidade e perspectivas de aplicação na área de reabilitação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade. Reabilitação. Organização Mundial de Saúde.

 

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde e seu uso no Brasil

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in Brazil

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhães Moreira; Cássia Maria Buchalla

Acta Fisiátr.2013;20(1):37-41

OBJETIVO: Trata-se de uma revisão cujo objetivo é analisar o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) no Brasil.
MÉTODO: O estudo ocorreu nas bases LILACS, MedLine, SciELO, IBECS e Cochrane. Foram selecionados artigos publicados entre 2003 e 2011. Foram identificados 75 trabalhos. Após leitura dos resumos foram selecionados 17 estudos que compuseram a amostra e que abordaram o uso CIF. O método para análise foi o de revisão integrativa.
RESULTADOS: A classificação tem sido utilizada em estudos no Brasil, em especial nos últimos cinco anos, mais nas regiões sul e sudeste. Há diversidade de amostras e tipos de estudos e consonância de uso da CIF com diversos instrumentos e escalas. O componente Atividade e Participação é o mais utilizado. Foi observada forte tendência para descrever a incapacidade dos casos estudados.
CONCLUSÃO: A CIF vem sendo aplicada em pesquisas brasileiras de forma diversificada sendo considerada adequada por abordar espectros da funcionalidade humana. A classificação foi mais utilizada para descrever situações de incapacidades nos estudos analisados. Situações como dimensões subjetivas e interveniência de fatores ambientais nem sempre abordados em outros instrumentos, são contempladas na CIF, o que nos direcionam para uma nova perspectiva em entender a saúde das pessoas e populações.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Literatura de Revisão como Assunto, Brasil

 

Como determinar a velocidade inicial da esteira no treinamento aeróbio de hemiparéticos crônicos?

How to determine the initial treadmill speed for the aerobic training of chronic hemiparetics?

Augusto Cesinando de Carvalho; Fernanda Contri Messali; Roselene Modolo Regueiro Lorençoni; Fabricio Eduardo Rossi; Lucia Martins Barbatto; Tania Cristina Bofi; Fabiana Araujo Silva; Luiz Carlos Marques Vanderlei

Acta Fisiátr.2016;23(1):12-15

Objetivo: Investigar os critérios para estabelecer a velocidade inicial da esteira e viabilizar um treinamento motor funcional ou cardiorrespiratório em hemiparéticos crônicos. Métodos: Foram recrutados 15 hemiparéticos crônicos determinados pelo Lower Extremity Motor Coordination Test (LEMOCOT) e submetidos à avaliação da marcha pelo Time up and go (TUG), Teste de Esforço Máximo (TES) e Teste de velocidade de marcha de 10 metros (TV10M). Resultados: A análise dos valores do LEMOCOT demonstrou uma média de 26,87 ± 9,76 acertos nos alvos no lado não parético e 15,40 ± 8,46 no lado parético. No TUG verificou-se a velocidade média de 0,37 ± 0,14 m/s e no TV10M 0,63 ± 0,23 m/s. No TES a velocidade média foi 0,60 ± 0,25 m/s. Houve correlação forte e significante entre os valores de TUG, TV10M e TEX. Conclusão: O TES e TV10M são testes adequados para serem utilizados como critério de elegibilidade da velocidade inicial para treinos aeróbios, todavia o TES é capaz de revelar o tempo em que o paciente consegue manter a marcha. O TUG não revelou ser um bom instrumento para estabelecer a velocidade inicial do treinamento.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Exercício, Marcha

 

Comparação do ganho de flexibilidade isquiotibial com diferentes técnicas de alongamento passivo

Comparison of hamstring flexibility gain with different techniques of static stretching

Cristiane Bonvicine; Claus Gonçalves; Fernando Batigália

Acta Fisiátr.2005;12(2):43-47

Embora vários estudos tenham investigado os efeitos dos exercícios na amplitude de movimento e rigidez articular, a duração ideal do alongamento ainda não foi determinada. Este estudo objetivou comparar os efeitos de duas diferentes técnicas de alongamento muscular isquiotibial repetitivo passivo quanto ao ganho de amplitude de movimento, durante quatro semanas. Foram estudadas 30 mulheres, voluntárias, de mesma faixa etária, divididas em dois grupos de quinze. Foi realizada a goniometria da flexão de quadril de ambos os membros inferiores das 30 voluntárias. O grupo estudado recebeu uma sessão de alongamento sustentado por 60 segundos no membro inferior direito e 2 sessões de alongamento de 20 segundos, com intervalo de 10 segundos, no membro inferior esquerdo. As outras 15 participantes constituíram o grupo controle e não receberam nenhuma intervenção. A comparação do ganho de alongamento entre os grupos foi realizada pelo teste t de Student (amostras de distribuição normal), teste t para amostras variáveis (amostras de distribuição não normal), e teste t pareado (para a comparação entre as duas sessões de alongamento). O ganho de alongamento no membro inferior direito no grupo tratado foi significativo (p<0.001), assim como o ganho de alongamento no membro inferior esquerdo (p<0.001). A variação da amplitude de movimento no grupo controle não foi significante (p=0,80). O ganho de amplitude de movimento foi maior no membro inferior direito (p=0,001). O ganho de amplitude de movimento para a musculatura isquiotibial mostrou ser maior em sessões de alongamento passivo de uma série de 60 segundos cada.

Palavras-chave: fisioterapia, amplitude de movimento, alongamento, terapia por exercício.

 

Comparação dos efeitos de exercícios resistidos versus cinesioterapia na osteoartrite de joelho

Comparison of the effects of resistance exercise versus kinesiotherapy in knee osteoarthritis

Natália Cristina de Oliveira; Sandoval Vatri; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(1):7-11

O aumento da expectativa de vida de diversas populações coloca a osteoartrite (OA) como uma importante questão de saúde pública, por se tratar de uma doença crônica muito prevalente e que lidera as causas de dor e incapacidade entre adultos e idosos. Objetivo: Comparar a dor, mobilidade, capacidade funcional e força de indivíduos com OA de joelhos submetidos a dois tipos de intervenção: exercício resistido (GER) e cinesioterapia (GCI). Métodos: Tratou-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado e simples-cego do qual participaram 30 pacientes com OA de joelhos, adultos de ambos os sexos. Os voluntários foram avaliados quanto à dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força, por um avaliador cego, antes e após as intervenções. Por meio de sorteio simples, os participantes foram aleatoriamente direcionados a um dos 2 grupos de intervenção, e submetidos a 15 sessões de tratamento, com duração de 30 minutos cada, 2 vezes por semana. Resultados: Ambas as intervenções promoveram melhorias significantes em todas as variáveis avaliadas, e não houve relato de nenhum efeito adverso ao longo da pesquisa. Conclusão: Tanto o exercício resistido como a cinesioterapia são eficazes para melhorar a dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força de pacientes com OA de joelhos.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Exercício, Reabilitação

 

Conceito Halliwick inclusão e participação através das atividades aquáticas funcionais

The Halliwick Concept, inclusion and participation through aquatic functional activities

Mauricio Koprowski Garcia; Edenilson Cordeiro Joares; Marcelo Alves Silva; Renato Rocha Bissolotti; Suzana Oliveira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(3):142-150

Este trabalho apresenta os resultados qualitativos e quantitativos de um grupo 674 usuários que por 12 meses participaram do Projeto Halliwick - atividades aquáticas funcionais - do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas FMUSP e suas amplas repercussões na vida da pessoa com deficiência. O conceito Halliwick foi desenvolvido em 1949 por James McMillan na Inglaterra e está fundamentado em princípios da hidrostática, hidrodinâmica e na mecânica dos corpos na água.
OBJETIVO: O Programa dos 10 Pontos do conceito Halliwick é a aplicação prática e fornece estrutura aos processos de ensinar e aprender com segurança, lógica e progressivamente.
MÉTODO: O trabalho se desenvolve em grupos que motivam e favorecem a interação social, ao mesmo tempo que otimizam o aprendizado. O Halliwick introduz a água como um novo fator ambiental para se trabalhar estratégias do movimento e controle motor de forma diferente. Os atributos da piscina, especificamente as propriedades físicas de água, promovem o bem estar de estruturas físicas e função corporal, independência funcional, novos padrões de movimentos, entendimento de diferentes conceitos sobre motricidade, processamento sensorial, aprendizado cognitivo, organização de padrões de movimentos e controle de atividades diversas. A fisiologia da imersão responde pela ativação de orgãos e sistemas do corpo melhorando seus desempenhos.
RESULTADOS: Com apoio da Associação Halliwick Internacional e Associação Brasil Halliwick o projeto, pioneiro no país, possibilitou atendimento a milhares de usuários garantindo acesso igualitário, pois foca a inclusão e participação da pessoa com e sem deficiência.
CONCLUSÃO: A característica holística do Halliwick influenciou sobre maneira o tradicional ensino de natação e trouxe uma série de refinamentos às técnicas de hidroterapia, demonstrando que programas terapêuticos e recreativos combinados oferecem uma reabilitação contínua para todas as pessoas. Ainda permite o alcance do máximo potencial, trazendo benefícios físicos, psicológicos e social.

Palavras-chave: hidroterapia, imersão, pessoas com deficiência, reabilitação, terapia por exercício

 

Confiabilidade do limiar de lactato identificada pelo método visual

Reliability of identifying lactate threshold by use of visual method

Sueli Ferreira da Fonseca; Mateus Ramos Amorim; Arthur Nascimento Arrieiro; Marco Fabrício Dias Peixoto; Fernando Joaquim Gripp Lopes; Núbia Carelli Pereira Avelar; Ana Cristina Rodrigues Lacerda

Acta Fisiátr.2011;18(1):16-20

O limiar de lactato (LL) é utilizado como um marcador da acidose metabólica e representa o momento durante o exercício em que o lactato sanguíneo começa aumentar de forma exponencial. Este LL tem sido utilizado como medidor de condicionamento físico, indicador sensível do estado do treinamento aeróbico em sujeitos saudáveis e doentes, além disso, auxilia na identificação do estímulo de treinamento ideal e na prescrição da intensidade de treinamento. O objetivo do presente estudo foi avaliar a confiabilidade intra e interexaminadores das medidas do LL obtidas através do método de detecção visual. Para isso, 31 voluntárias do sexo feminino (67,50 ± 4,41 anos; 1,52 ± 0,07 m; 64,55 ± 11,46 kg), aparentemente saudáveis e no período pós-menopausa, participaram do estudo. O LL foi determinado a partir de um teste realizado na esteira ergométrica até a fadiga, que consistiu de estágios com carga progressiva (variação da velocidade e/ou inclinação). Amostras de sangue foram coletadas por meio de uma punção na polpa digital do dedo médio a cada 3 minutos durante o teste. Em seguida, foram construídos os gráficos do método de detecção visual (software Prisma5) a partir da concentração de lactato sanguíneo coletado a cada estágio do exercício (intervalo de 3 minutos) em função da taxa de trabalho correspondente ao consumo de oxigênio (VO2) estimado durante o teste na esteira. A análise estatística foi realizada através do Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI). A confiabilidade intraexaminador foi excelente (0,950 - 0,952) e a confiabilidade interexaminadores foi boa (0,789 - 0,770). Dessa forma, sugere-se que o método de detecção visual é uma forma segura e confiável para detectar o LL na prática clínica e em pesquisas.

Palavras-chave: Ácido Láctico, Limiar Anaeróbio, Exercício, Mulheres

 

Controle postural e o medo de cair em idosos fragilizados e o papel de um programa de prevenção de quedas

Postural control and the fear of falling in frail elderly and the role of a falls prevention program

Haviley de Oliveira Martins; Karoline Mayara de Aquiles Bernardo; Maristela Santini Martins; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(3):113-119

Objetivo: Verificar e analisar os efeitos produzidos por um programa de exercícios físicos multissensoriais associados a orientações sobre prevenção de quedas, sobre o controle postural e medo de cair em idosos frágeis, atendidos em um serviço de reabilitação. Métodos: Uma amostra de 105 indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos de ambos os sexos foi recrutada no momento da triagem na Policlínica para atendimento de suas comorbidades do sistema osteoarticular. Os voluntários foram submetidos às avaliações: Timed Up and Go (TUG); Teste de apoio Unipodal; Berg Balance Test; e a Escala Internacional de Eficácia de Quedas (FES-I). Foram convidados a participar de um programa terapêutico os que apresentavam fragilidade e risco de queda. O programa de prevenção de quedas consistiu em duas sessões de orientação sobre prevenção e riscos de quedas e 10 sessões de exercícios multissensoriais. Os dados foram analisados com ajuda do pacote estatístico Graphy Pad In Stat usando os testes t de Student ou Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: Dos 28 idosos que aderiram o grupo, 24 participaram de todas as sessões. Reavaliados após a conclusão do programa, os idosos apresentaram melhoras significantes nos testes: TUG, Apoio Unipodal, Escala de Berg, FES-I. Conclusão: Pode-se concluir que o programa de intervenção para prevenção de quedas proporcionou melhoras sobre o controle postural bem como diminuição no medo de cair destes idosos.

Palavras-chave: Idoso Fragilizado, Exercício, Equilíbrio Postural, Acidentes por Quedas/prevenção & controle

 

Desempenho funcional de jogadores de basquete em cadeira de rodas com traumatismo da medula espinal

Functional performance of wheelchair basketball players with spinal cord injury

Andersom Ricardo Fréz; Andrezza Thimoteo de Souza; Cíntia Raquel Bim Quartiero

Acta Fisiátr.2015;22(3):141-144

Os traumatismos da medula espinal comprometem as atividades diárias e limitam a mobilidade e a participação na comunidade. A prática do esporte adaptado melhora a funcionalidade, pois ela complementa o processo de reabilitação de pessoas que precisam de cadeira de rodas para locomoção. Objetivo: Avaliar o desempenho funcional de atletas praticantes de basquetebol em cadeira de rodas com disfunções por traumatismo da medula espinal. Método: Foi realizado um estudo transversal com 12 atletas. Para avaliar o desempenho funcional foi aplicado o Índice de Barthel Modificado, o teste Zigue-zague adaptado e o teste de arremesso de medicineball. A correlação do grau de dependência funcional com os demais testes de desempenho funcional foi realizada pelo teste de correlação não paramétrica de Spearman. Resultados: Seis atletas apresentavam dependência moderada e seis dependência leve. O tempo médio para percorre o teste de agilidade em zigue-zague foi de 27,3 ± 3,8 segundos. A distância média para arremesso de medicineball foi de 5,2 ± 0,9 metros. Observou-se correlação negativa e forte entre o Índice de Barthel e o teste de agilidade (r = -0,9193, p < 0,0001). Conclusão: A amostra estudada apresentou-se como dependente moderada e leve para a realização das atividades de vida diária, com potência de membro superior e cintura escapula semelhante aos descritos na literatura e agilidade abaixo dos valores citados na literatura.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Avaliação em Saúde, Atividade Motora, Cadeiras de Rodas

 

Discussão crítica sobre o uso da água como facilitação, resistência ou suporte na hidrocinesioterapia

Discussing about the use of water as facilitation, resistence orsupport in hydrotherapy

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2006;13(1):7-11

A hidrocinesioterapia é um recurso fisioterapêutico que utiliza os efeitos fisiológicos decorrentes da imersão em água aquecida, dentre eles a flutuação e a viscosidade que fazem com que as atividades motoras possam ser facilitadas, resistidas ou ofereçam suporte ao corpo ou seus segmento. Nesta revisão discute-se a prática de atividades motoras nestas três situações, enfocando o decúbito correto a ser utilizado para um determinado objetivo terapêutico e como os equipamentos aquáticos podem oferecer progressão no grau de dificuldade para diferentes atividades motoras.

Palavras-chave: fisioterapia, exercício físico e hidrocinesioterapia.

 

Dor musculoesquelética na atenção primária à saúde em uma cidade do Vale do Mucuri, nordeste de Minas Gerais

Musculoskeletal pain in primary health care in a town of the Mucuri Valley, northeastern Minas Gerais, Brazil

Quirino Cordeiro; Marcelo El Khouri; Carlos Eduardo Corbett

Acta Fisiátr.2008;15(4):241-244

A dor musculoesquelética é um problema de saúde pública, devido à sua alta prevalência, alto custo e impacto negativo que pode causar na qualidade de vida dos pacientes e também de seus familiares. A dor musculoesquelética é um quadro clínico importante no atendimento aos pacientes da atenção primária à saúde. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a freqüência de dor musculoesquelética como razão para consulta médica na atenção primária à saúde, na cidade de Serra dos Aimorés, localizada na região nordeste do estado de Minas Gerais, no Vale do Mucuri, Brasil, e tentar correlacionar tal quadro clínico às variáveis de gênero e idade. Dentre todas as queixas clínicas referidas como razão para consulta médica, a dor musculoesquelética foi a mais prevalente entre os 1.306 pacientes investigados, sendo encontrada em 139 deles (10,64%). A análise estatística dos dados encontrou associação significante entre gênero masculino e presença de queixa de dor musculoesquelética. Em relação à faixa etária, pôde-se observar um aumento na freqüência de queixa de dor musculoesquelética, conforme a idade avançava. No entanto, não foi encontrada diferença estatisticamente significante, quando a população, dividida por faixa etária, foi analisada. Tais achados reforçam a importância de adequada avaliação e tratamento dos quadros de dor musculoesquelética pelas equipes da atenção primária à saúde. Importância especial deve ser dada a algumas populações específicas, como os idosos. Ademais, há que se atentar também para a diferença existente entre pacientes do sexo masculino e feminino.

Palavras-chave: dor, epidemiologia, saúde pública

 

Dupla tarefa como estratégia terapêutica em fisioterapia neurofuncional: uma revisão da literatura

Dual task training as a therapeutic strategy in neurologic physical therapy: a literature review

Tassiana Mendel; Wilames Oliveira Barbosa; Adriana Campos Sasaki

Acta Fisiátr.2015;22(4):206-211

Objetivo: Discutir as possibilidades de utilização da dupla tarefa no âmbito da reabilitação de pacientes neurológicos. Métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados PUBMED, MEDLINE, LILACS e PEDro, com o termo em inglês dual task associados a cada uma das palavras, em separado: treatment, physicaltherapy, rehabilitation, exercise, training, dividedattention, executivefunctions e attentionaldemands. Foram selecionados apenas ensaios clínicos que utilizaram o treinamento de dupla tarefa em população adulta com doença ou lesão neurológica. Resultados: Dos 2024 artigos encontrados, 1017 foram excluídos por se tratarem de artigos duplicados. Dentre os 1007 restantes, 998 foram excluídos após a análise dos resumos. Os nove artigos selecionados avaliaram pacientes com acidente vascular encefálico, traumatismo encefálico, doença de Alzheimer e de Parkinson. A maioria utilizou a marcha como tarefa primária, e uma tarefa cognitiva como secundária. Os programas variaram entre 9 e 48 horas totais de treinamento. Conclusão: O treinamento de dupla tarefa parece ter efeitos positivos na marcha, cognição, habilidades de automatização e transferência de aprendizado, sugerindo que essa pode ser uma estratégia valiosa para a reabilitação neurológica. Entretanto, ainda se faz necessário explicar quais as tarefas que são mais eficientes, o período de intervenção adequado e a extensão do período de retenção do aprendizado.

Palavras-chave: Função Executiva, Terapia por Exercício, Atenção, Neurologia, Reabilitação

 

Efeito da música e de exercícios físicos num grupo de pessoas reumáticas: estudo piloto

Effect of music and physical exercises on a group of rheumatic patients: pilot study

Johanna Noordhoek; Lieselotte Jokl

Acta Fisiátr.2008;15(2):127-129

A associação de terapias com música e exercícios físicos foi estudada com um grupo de indivíduos reumáticos (n = 17). Em cada sessão das terapias conjugadas, o participante era entrevistado quanto ao seu estado físico (sensação de dor e facilidade de se movimentar) e emocional. De modo geral, após 8 sessões, os participantes melhoraram nos aspectos avaliados. Considerou-se que a interação dessas áreas terapêuticas não só é possível, mas sobretudo, positiva. Desta forma, foram abertas perspectivas no campo terapêutico, principalmente, pela dimensão existencial que o processo alcança, uma vez que interfere, ao mesmo tempo, nos aspectos emocional, físico e social das pessoas reumáticas.

Palavras-chave: musicoterapia, fisioterapia, terapia ocupacional, exercício, doenças reumáticas

 

Efeito do treino de <em>isostretching</em> na flexibilidade e na força muscular

Effect of isostretching training on flexibility and muscle strength

Maria Silvia Pardo; Ana Angélica Ribeiro de Lima; Mariene Scaranello Simões; Priscila Santos Albuquerque Goya; Mariana Calil Voos; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2015;22(2):72-76

Objetivo: Avaliar efeitos do treino de exercícios de isostreching na flexibilidade e força muscular. Método: Trinta e um indivíduos saudáveis (27 mulheres), de 18 a 28 anos, divididos em 2 grupos: Grupo A, isostretching, submeteu-se a programa de exercícios baseados na técnica isostretching e Grupo B, padrão, submeteu-se aos mesmos exercícios utilizando princípios técnicos clássicos do alongamento, por 12 semanas, duas vezes por semana, uma hora por sessão. Foram avaliadas no pré e pós-teste, flexibilidade por meio de fotogrametria pesquisando a distância punho-chão e a classificação da postura segundo categorias de encurtamentos musculares descritas por Kendall e, força muscular por meio de dinamometria. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante no teste de flexibilidade nos dois grupos. Análise de significância clínica e melhora pelo Índice de Mudança Confiável (IMC) mostrou ganho na flexibilidade atingindo 14 participantes de ambos os grupos. Análise de contorno do corpo do grupo A apresentou atenuações nas curvaturas da coluna cervical, lombar e torácica e ângulo de flexão de quadril. O grupo B apresentou atenuações na curvatura da coluna cervical e ângulo de flexão de quadril. Em relação à força muscular, o grupo A apresentou diferença estatisticamente significante em alguns grupos musculares específicos, porém sem significância clínica. Conclusão: As duas intervenções afetam a flexibilidade de forma estatisticamente semelhante, porém com impacto diferente nas curvaturas da coluna. O isostretching afetou clinicamente a flexibilidade de indivíduos saudáveis, com indícios de que treinamentos mais intensos ou longos possam afetar a força muscular.

Palavras-chave: Força Muscular, Exercícios de Alongamento Muscular, Postura, Fisioterapia

 

Efeitos da geoterapia e fitoterapia associadas à cinesioterapia na osteoartrite de joelho: estudo randomizado duplo cego

Effects of geotherapy and phytotherapy associated with kinesiotherapy in the knee osteoarthritis: randomized double blind study

Katleen Arthur; Ligia Carla do Nascimento; Delize Alves da Silva Figueiredo; Lucas Barbosa de Souza; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2012;19(1):11-15

A geoterapia é o uso terapêutico de argilas, que são definidas como materiais naturais terrosos que possuem em sua composição diferentes tipos de minerais.
OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo comparar a dor, mobilidade, descarga de peso e prejuízos funcionais em indivíduos com osteoartrite de joelho, submetidos a dois tipos de tratamentos fisioterapêutico: grupo de geoterapia associada a cinesioterapia (GGC) e grupo de geoterapia associada a fitoterapia e cinesioterapia (GGFC).
MÉTODO: O estudo foi um ensaio clínico randomizado duplo-cego no qual participaram 25 indivíduos de ambos os sexos com idade acima de 43 anos. Ambos submetidos a 10 sessões com duração de 45 minutos. Os indivíduos realizaram as avaliações para verificação da dor pela Escala visual analógica (EVA), para avaliar a mobilidade funcional o teste Timed Up and Go (TUG), para avaliar a incapacidade e sintomas o Questionário Algo funcional de Lequesne, e para medir a descarga de peso entre os membros o Nintendo Wii Fit®.
RESULTADOS: Mostraram que apenas o GGFC obteve melhora da mobilidade funcional. Ambos os grupos melhoraram a intensidade da dor e sintomas após a intervenção sendo que a melhora do GGFC foi superior ao GGC em relação aos sintomas da OA. Ambos os grupos não mostraram melhoras quanto à descarga de peso.
CONCLUSÃO: A geoterapia e fitoterapia associada à cinesioterapia podem ser benéficas quanto à redução da dor e prejuízos funcionais associados à OA de joelho.

Palavras-chave: argila, fitoterapia, osteoartrite do joelho, terapia por exercício

 

Efeitos da ginástica laboral em funcionários de teleatendimento

Effects of work gymnastics on teleassistance employees

Márcia Colamarco Ferreira Resende; Carolina Miranda Tedeschi; Fernanda Pinto Bethônico; Thiago Torres Machado Martins

Acta Fisiátr.2007;14(1):25-31

INTRODUÇÃO: A ginástica laboral (GL), definida como a prática orientada de exercícios físicos dentro do próprio local de trabalho, com duração de 15 a 20 minutos, visa a prevenção de dores corporais e vícios posturais, aumenta a disposição para o trabalho e promove uma maior integração no ambiente de trabalho. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos da GL sobre as queixas dos trabalhadores quando a mesma é aplicada por fisioterapeutas ou por monitores (funcionários).
MÉTODO: Para este estudo foram utilizados três instrumentos: Questionário de Topografia e Intensidade da dor; questionário de avaliação da GL junto aos trabalhadores e o de identificação formulado especificamente para este estudo. A amostra foi composta por 24 funcionários de um teleatendimento, divididos em dois grupos: turno manhã (n=10) e turno tarde (n=14). A prática orientada tinha duração de 15 minutos, 4 vezes semanais, em um período de 4 meses, perfazendo um total de 68 sessões de GL. Para análise estatística foi utilizado o Wilcoxon Signed Based Ranks e o Microsoft Excel.
RESULTADO: Foi constatada uma melhora significante na percepção de dor do grupo de funcionários orientados pelo fisioterapeuta (p=0,034), além da melhora da disposição para o trabalho, da interação com os colegas e satisfação com a empresa, diminuição do estresse e do cansaço.
CONCLUSÃO: O programa de GL pode ser visto como mais uma ferramenta para o beneficio da saúde e bem-estar dos trabalhadores atuando em um nível de prevenção primária.

Palavras-chave: saúde ocupacional, saúde do trabalhador, trabalho, riscos ocupacionais, ambiente de trabalho, ginástica.

 

Elaboração de um manual de exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar

Development of an exercise manual and guidelines for patients with plantar fasciitis

Rafael Henrique da Silva; José Carlos Baldocchi Pontin; Thiago Ragusa Costa; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(2):75-79

A fasciíte plantar é causa frequente de dor no calcanhar e no pé que afeta cerca de 2 milhões de americanos por ano. A fisioterapia é o tratamento inicialmente prescrito, e o sucesso do tratamento depende da adesão dos pacientes.
OBJETIVO: Elaborar um manual de orientações e exercícios para pacientes com fasciíte plantar, analisar a clareza, nível de compreensão e a satisfação dos pacientes leigos e fisioterapeutas acerca do manual.
MÉTODO: Foram selecionados 30 fisioterapeutas e 30 pacientes que não fossem analfabetos e que não apresentassem nenhum déficit cognitivo. Foi aplicado um manual contendo 10 exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar.
RESULTADOS: Todos os exercícios e orientações tiveram alto índice de compreensão (acima de 90%). O manual foi considerado excelente pelos leigos e ótimo pelos fisioterapeutas.
CONCLUSÃO: O manual apresentou um nível relevante de compreensão tanto entre os fisioterapeutas como entre os leigos, além de alto índice de satisfação entre as populações abordadas. Portanto, o manual pode servir de ferramenta complementar no tratamento dos pacientes com fasciíte plantar.

Palavras-chave: Fasciíte Plantar, Terapia por Exercício, Modalidades de Fisioterapia, Guia de Prática Clínica

 

Elaboração, aplicação e avaliação de um programa de ensino de adaptação ao meio aquático para idosos

Design, application and assessment of an educational pool-therapy adaptation program for the elderly

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2007;14(3):170-175

Este artigo apresenta um programa de ensino, elaborado especificamente para este estudo, com quatro sessões, visando o aprendizado de habilidades que garantam independência motora (adaptação ao meio aquático) durante a imersão para pessoas idosas. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento da intervenção hidroterapêutica, devido ao receio apresentado por estas pessoas para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. Foram sujeitos deste estudo 18 mulheres, com idade entre 65 e 70 anos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pelo pesquisador e por um observador independente, e foi atribuído as notas 1, 2, e 3 para cada atividade motora. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca.

Palavras-chave: hidroterapia, envelhecimento, educação especial, educação em saúde

 

Envelhecimento e dor crônica: um estudo sobre mulheres com fibromialgia

Aging and chronic pain: a study of women with fibromyalgia

Maria Angelica Schlickmann Pereira Hayar; Arlete Camargo de Melo Salimene; Ursula Margarida Karsch; Marta Imamura

Acta Fisiátr.2014;21(3):107-112

Objetivo: Desvendar o processo de envelhecimento de mulheres acometidas por fibromialgia e o impacto dessa patologia nos âmbitos físico, pessoal e social, agregado às alterações dele decorrentes. Método: O universo da pesquisa abrangeu 66 mulheres com diagnóstico clínico de fibromialgia, com idades entre 30 e 68 anos de idade, residentes em São Paulo/SP. Para a pesquisa qualitativa, foi selecionado, de forma aleatória, um grupo de quinze das 66 mulheres: cinco na faixa etária entre 30 e 49 anos, cinco entre 50 e 59 anos de idade e cinco de 60 anos e mais. Foram realizadas entrevistas individuais, gravadas e posteriormente transcritas na íntegra, com aplicação de instrumento semiestruturado elaborado pela autora. O instrumento buscou estimular os sujeitos a refletirem, a fim de possibilitar o acesso às representações sociais da dor, da doença o do envelhecimento com dor crônica. Como procedimento metodológico para tratamento dos dados da pesquisa qualitativa, foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultados: Os dados indicaram que há maior incidência da fibromialgia entre as mulheres idosas, mas o impacto na qualidade de vida medido pelo FIQ foi maior entre aquelas que estavam na meia idade (50 a 59 anos). Houve prevalência de mulheres com baixa escolaridade, mas constatou-se que o impacto da fibromialgia foi mais significativo em mulheres com escolaridade maior. A presença da religiosidade foi bem marcada neste grupo de sujeitos. Conclusão: O trabalho de atenção básica sob a Estratégia de Saúde da Família requer uma adequada abordagem da pessoa com uma doença crônica tão peculiar como a fibromialgia. Essa abordagem deve ser estendida aos idosos, respeitando o que preconiza a política de humanização do SUS numa perspectiva de promoção da saúde.

Palavras-chave: Envelhecimento, Doença Crônica, Fibromialgia, Mulheres, Gênero e Saúde

 

Equilíbrio corporal e exercícios físicos: uma investigação com mulheres idosas praticantes de diferentes modalidades

Corporal balance and physical exercises: an investigation in elderly women who practice different exercise modalities

Clarissa Stefani Teixeira; Luiz Fernando Cuozzo Lemos; Luis Felipe Dias Lopes; Angela Garcia Rossi; Carlos Bolli Mota

Acta Fisiátr.2008;15(3):156-159

Atualmente a expectativa de vida vem crescendo ano após ano, caracterizando um aumento no número de idosos. Com isso, diversos tipos de atividades físicas são ofertadas para essa população objetivando melhoras em algumas qualidades físicas. Uma dessas qualidades é o equilíbrio corporal, que vem sendo bastante estudado, em virtude de estar relacionado com diversas doenças que podem afligir os idosos. Com isso, esse estudo comparou mulheres idosas praticantes de hidroginástica, ginástica e mulheres idosas sedentárias. Fizeram parte do grupo de estudo 51 mulheres idosas com idade de 63,26 ± 9,63 anos. O equilíbrio foi coletado através da avaliação cinética, sendo utilizada uma plataforma de força OR6-5 AMTI (Advanced Mechanical Technologies, Inc.) a uma freqüência de 100 Hz. As variáveis analisadas foram a amplitude do deslocamento do centro de força e o deslocamento médio do centro de força na nas direções ântero posterior e médio-lateral. Para análise estatística utilizou-se a descritiva, teste de Shapiro-Wilk e o teste Kruskal-Wallis com nível de significância utilizado de 5%. Os resultados mostraram diferenças estatisticamente significativas nas direções médio-lateral, tanto na amplitude quanto no deslocamento médio do centro de força entre os grupos. Conclui-se deste estudo que ocorreram diferenças no equilíbrio na direção médio-lateral, sendo que menores instabilidades foram encontradas nas idosas praticantes de ginástica.

Palavras-chave: equilíbrio, postura corporal, exercício físico, idosos, avaliação cinética

 

Escala salsa e grau de incapacidades da Organização Mundial de Saúde: avaliação da limitação de atividades e deficiência na hanseníase

SALSA scale and disability grading system of the World Health Organization: evaluation of physical activity limitations and disability of individuals treated for leprosy

Eliyara Ikehara; Susilene Maria Tonelli Nardi; Iracema Serrat Vergotti Ferrigno; Heloisa da Silveira Paro Pedro; Vânia Del'Arco Paschoal

Acta Fisiátr.2010;17(4):169-174

Verificar o grau de incapacidades da OMS (GI-OMS) e a limitação de atividades avaliada pela escala Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) pós-alta medicamentosa dos pacientes que tiveram hanseníase. Estudo transversal que incluiu pacientes tratados entre 2007 a 2009, em São José do Rio Preto-SP, Brasil. Utilizouse protocolo próprio para coletar dados gerais e clínicos, construído com base no Check List da Classificação Internacional Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. A deficiência foi medida pelo GI-OMS e a limitação de atividades pelo SALSA que tem variação de 10 a 80 e ponto de corte > 25. De 84 pessoas tratadas no período, 54(64,3%) foram entrevistadas, sendo 31(57,4%) homens, idade 53,8(dp16,3) e 33(61,2 %) possuía até 6 anos de educação formal. A forma clinica dimorfa predominou 17(32,1%), 21(38,9%) considerou sua saúde física "boa". A analise dos escores SALSA e variáveis estudadas resultou em significância aos que relataram lesão significante (valor-p=0,04), baixa renda familiar (valor-p=0,04), baixa escolaridade (valor-p=0,00), formas clínicas multibacilares (valor-p=0,01) e deficiências avaliadas pelo GI-OMS (valor-p=0,01). As limitações de atividades são freqüentes (57,4%), assim como as deficiências medidas pelo GI-OMS (68,5%), atingem as formas multibacilares, pessoas que relataram lesão significante, de baixa renda e escolaridade.

Palavras-chave: Hanseníase, Atividades Cotidianas, Epidemiologia, Morbidade, Classificação Internacional de Funcionalidades; Incapacidades e Saúde

 

Esclerose Múltipla e Exercício Físico

Multiple sclerosis and Exercise

Otávio Luis Piva da Cunha Furtado; Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares

Acta Fisiátr.2005;12(3):100-106

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica de origem desconhecida, caracterizada por lesões axonais e áreas de desmielinização do sistema nervoso central. Nessa doença, a incapacidade física e uma série de sintomas estão relacionados ao comprometimento de sistemas funcionais e ao desuso. O tratamento geralmente inclui o uso de imunomoduladores e imunossupressores, que são capazes de retardar, mas não interromper sua progressão. Nas duas últimas décadas, programas incluindo exercícios de fortalecimento muscular, exercícios aeróbios, atividades em meio aquático e ioga têm se mostrado seguros e eficazes para pessoas com esclerose múltipla. A partir de revisão bibliográfica, discutiremos essas pesquisas e seu impacto em aspectos relevantes da doença como as alterações da força muscular, fadiga, espasticidade, depressão e a reação anormal ao calor.

Palavras-chave: Esclerose múltipla, exercício físico, atividade física, reabilitação.

 

Espiritualidade baseada em evidências

Marcelo Saad; Danilo Masiero; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2001;8(3):107-112

Espiritualidade pode ser definida como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessoa. As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente e documentadas em centenas de artigos. Há relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que pessoas vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde. Existe uma associação entre espiritualidade e saúde que provavelmente é válida, e possivelmente causal. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. O presente artigo cita os trabalhos mais relevantes sobre o assunto.

Palavras-chave: Religião e ciência. Espiritualismo. Reabilitação. Saúde.

 

Estado cognitivo dos usuários com AVE na atenção primária à saúde em João Pessoa - PB

Cognitive condition of patients with CVA in primary health care in João Pessoa - PB

Luciana Moura Mendes; Robson da Fonseca Neves; Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro; Geraldo Eduardo Guedes de Brito; Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Hermínio Rafael Lopes Batista; Jairo Domingos de Morais

Acta Fisiátr.2011;18(4):169-174

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) apresenta alta prevalência em todo o mundo, desencadeando incapacidades neurológicas em adultos. O déficit cognitivo é uma das sequelas mais importantes, sendo difícil o seu reconhecimento, podendo interferir no processo de reabilitação e acarretar impactos na qualidade de vida dos usuários acometidos.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de déficit cognitivo em usuários com AVE na Atenção Primária à Saúde (APS), bem como descrever as características sociodemográficas, clínicas e dimensões cognitivas afetadas.
MÉTODO: Estudo de corte transversal desenvolvido no Município de João Pessoa-PB com 140 indivíduos adscritos no Programa Saúde da Família que foram acometidos por AVE nos últimos cinco anos.
RESULTADOS: Mais da metade dos indivíduos analisados apresenta quadro sugestivo de comprometimento cognitivo (54,9%), nas seguintes dimensões: memória de evocação (70%), atenção e cálculo (60%) e ler e executar (60%); além disso, a maioria era de idosos (73,1%);no que se refere às características clínicas do AVE declaram que nos últimos cinco anos tiveram apenas um episódio (64,2%) desencadeado nos últimos 13 meses ou mais (76,1%). A metade dos participantes não soube informar o tipo de AVE (50,7%).
CONCLUSÃO: As dimensões cognitivas afetadas pelo AVE precisam de maiores investigações, afim de fornecer mais subsídios para melhorar a assistência prestada no âmbito da APS.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, atenção primária à saúde, cognição, fatores socioeconômicos, testes neuropsicológicos

 

Estudo comparativo da reabilitação virtual e cinesioterapia em relação ao torque do joelho em idosos

Comparative study of virtual rehabilitation and kinesiotherapy for knee torque among the elderly

Márcia Barbanera; Dayane Nunes Rodrigues; Francini de Santana Cardoso; André Lucas de Marco; Patrícia Martins Franciulli; Juliana Valente Francica; Flávia de Andrade e Souza Mazuchi; Aline Bigongiari

Acta Fisiátr.2014;21(4):171-176

O envelhecimento provoca uma série de alterações neuropsicomotoras, como a diminuição da força muscular, da propriocepção, do equilíbrio, da cognição, entre outros. Os exercícios terapêuticos visam diminuir estes déficits e contribuir para uma melhora funcional e da qualidade de vida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia, no torque do joelho em idosos saudáveis. Método: Os idosos foram divididos em dois grupos aleatoriamente: sete participantes realizaram exercícios com reabilitação virtual formando o grupo Reabilitação Virtual (RV) (69,7 ± 5,5 anos; 71,8 ± 13,7 kg), e sete participantes realizaram cinesioterapia formando o grupo Cinesio (75,4 ± 5,7 anos; 64,7 ± 17,2 kg). O torque dos músculos extensores e flexores do joelho foi avaliado no dinamômetro isocinético, da marca Biodex, System 3. O protocolo consistiu de três contrações isométricas de 5 segundos, nas posições angulares de 45 e 600 de flexão do joelho e cinco repetições de contrações isocinéticas concêntricas nas velocidades de 60, 180 e 3000/s. O protocolo de tratamento foi realizado no período de 3 meses, com duas sessões por semana e 50 minutos cada sessão. No grupo RV foram utilizadas duas modalidades de jogos, incluindo tarefas de desafios e feedback interativo da percepção corporal. Para o grupo Cinesio, foram realizados os mesmos exercícios do protocolo de reabilitação virtual, porém sem estímulo do video game. Para análise estatística, foi utilizado o teste ANOVA, seguido de post hoc Tukey HDS com nível de significância de 0,05. Resultados: O pico de torque isocinético concêntrico e isométrico de extensão e flexão do joelho foram maiores após a intervenção para ambos os grupos. Conclusão: A cinesioterapia, assim como a reabilitação virtual, são eficazes para o aumento do torque extensor e flexor do joelho, o que pode auxiliar na diminuição da incidência de quedas em idosos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Força Muscular, Reabilitação

 

Estudo descritivo do desempenho ocupacional do sujeito com doença de Parkinson: o uso da CIF como ferramenta para classificação da atividade e participação

Descriptive study of occupational performance of subjects with Parkinson's disease: the use of ICF as a tool for the classification of activity and participation

Renato Nickel; Lauren Machado Pinto; Andressa Pereira Lima; Elaine Janeckzo Navarro; Helio Afonso Ghizoni Teive; Nilson Becker; Renato Puppy Munhoz

Acta Fisiátr.2010;17(1):13-17

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), é uma proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que surge como uma ferramenta para classificar e identificar fatores, que além da condição de saúde, estejam interferindo na funcionalidade de sujeitos na realização de atividades. Neste estudo transversal realizou-se a avaliação do desempenho ocupacional de 46 sujeitos diagnosticados com a Doença de Parkinson (DP), através da aplicação da Medida de Desempenho Ocupacional Canadense (MDOC) e classificação das mesma nos domínios da CIF. Sendo as atividades mais comprometidas a Vida Comunitária, Social e Cívica (32,6%); a Mobilidade (26,1%); o Cuidado Pessoal (27,1%); a Vida Doméstica (10,9%); e, Aprendizagem e Aplicação de Conhecimento (8,7%). Também foram levantadas informações sobre: sexo, estado civil, tipo de residência, necessidade ou não de assistência, Escala de Hoehn & Yahr, perfil de rigidez, estabilidade postural, idade e tempo de doença. Estas não apresentaram significância estatística (p< 0,05). Contudo na correlação entre variáveis levantadas, obteve-se, através do teste de correlação não-paramétrico de Spearman, que apenas a variável rigidez apresentou uma correlação média de "r-0,452" (p< 0,01) com os cinco domínios classificados na CIF. Os resultados evidenciam a importância da promoção e manutenção da Vida Comunitária, Social e Cívica para sujeitos com DP e a rigidez como componente importante de queixas em relação ao desempenho ocupacional. O Modelo de Saúde proposto pela CIF, em conjunto com a aplicação da MDOC, mostrou-se efetivo, permitindo a correlação quando a atividade é foco de avaliação, entre funções e estruturas do corpo, fatores ambientais e pessoais, com as dificuldades de desempenho na realização das atividades.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Doença de Parkinson, Terapia Ocupacional, Qualidade de Vida

 

Estudo descritivo sobre o desempenho ocupacional do sujeito com epilepsia: o uso da CIF como ferramenta para classificação da atividade e participação

Descriptive study of the occupational performance of individuals with epilepsy: the use of the ICF as a tool to describe the activity and participation

Renato Nickel; Joana Rostirolla Batista de Souza; Nicolle Lucena da Silveira; Cassiano Robert; Andressa Pereira Lima; Elaine Janeckzo Navarro; Lauren Machado Pinto

Acta Fisiátr.2011;18(2):55-59

A literatura mostra que os sujeitos com Epilepsia apresentam dificuldades para o engajamento no desempenho de atividades em todos ou quase todos os aspectos da vida. Visando melhor compreender os problemas de desempenho ocupacional do sujeito com epilepsia, os objetivos desta pesquisa foram: avaliar e classificar, de acordo com a CIF, quais os problemas de desempenho ocupacional apresentados por sujeitos com Epilepsia e discutir os dados levantados de acordo com a literatura. Foram entrevistados 34 sujeitos, onde os principais problemas de desempenho relatados foram: Manter um emprego (d8451) com 18 queixas, Treinamento profissional (d825) e Deslocar-se por diferentes locais (d460), ambos com 15 queixas. Observou-se que os fatores determinantes para os problemas de desempenho encontrados são facilmente classificados na CIF e, suas limitações para atividades e restrições para participação estão em acordo com o modelo de saúde apresentado pela classificação, onde além das deficiências relacionadas às funções do corpo também os fatores ambientais e pessoais interferem na vida desses sujeitos.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Terapia Ocupacional, Análise e Desempenho de Tarefas, Epilepsia

 

Estudo ergométrico comparativo entre indivíduos portadores de fibromialgia primária e indivíduos normais sedentários

Lívia Maria dos Santos Sabbag; Maristela Palácios Dourado; Paulo Yazbek Jr.; Cilene Abreu Cardoso Costa; Gilson Tanaka Shinzato; Margarida Harurni Miyazaki; Helena Kaziyama; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1997;4(3):125-128

A fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada1,2,3,4,5 podendo resultar em imobilidade e inatividade física 6.
O presente estudo tem por objetivo comparar a resposta de pacientes sedentárias com fibromialgia primária e indivíduos sem patologias frente aos parâmetros do teste ergométrico (TE).
Submeteram-se a TE em esteira rolante, protocolo de Ellestad, dois grupos de pacientes sedentárias do sexo feminino: Grupo A (n = 12, média de idade 53,2 anos, portadoras de fibromialgia primária), Grupo B (n = 20, média de idade 51,6 anos, sem patologias). Os critérios de interrupção de TE foram: freqüência cardíaca máxima atingida, cansaço físico, dor e tontura. Não houve referência de precordialgia; não foram observadas alterações isquêmicas ou arritrnias durante o exame. O tratamento estatístico foi teste t de Student. Os resultados comparativos entre os grupos A e B mostraram que quanto à carga máxima comum e freqüência cardíaca final do teste não houve diferença significante entre ambos os grupos. O grupo A realizou menor tempo de exercício (2,1 %) e portanto, menor trabalho total (21,2%), reserva cronotrópica (11,2%), capacidade funcional (15,6%) e DPAS (15,8%).
Concluímos que ambos os grupos avaliados sob o aspecto de resposta cardiovascular e eletrocardiográfica ao esforço não mostraram evidências de isquemia ou deficiência da função ventricular esquerda. As pacientes do grupo A apresentaram capacidade funcional significantemente inferior as do grupo B. Os resultados sugerem que as limitações observadas são decorrentes do sistema músculo-esquelético.

Palavras-chave: Fibromialgia, Teste ergométrico.

 

Estudo ergométrico evolutivo de portadoras de fibromialgia primária em programa de treinamento cardiovascular supervisionado

Lívia Maria dos Santos Sabbag; Maristela Palácios Dourado; Paulo Yasbek Júnior; Neil F. Novo; Helena Hideko Seguchi Kaziyama; Margarida Harumi Miyazaki; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2000;7(1):29-34

Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada1,2,3,4,5. Na última década, o exercício físico tornou-se promissor como opção terapêutica da síndrome6,7,8,9,10,11,12,13,14.
OBJETIVO: avaliação ergométrica prospectiva de portadoras de fibromialgia primária (FP) em programa de treinamento cardiovascular supervisionado (TCS).
Treze mulheres, média de idade de 48,9 anos, portadoras de FP, submeteram-se a teste ergométrico (TE) em esteira rolante, protocolo de Ellestad, no tempo zero, 3º e 6º meses de TCS. Os critérios de interrupção do TE foram cansaço e dor. Para o TCS, foi estabelecida uma faixa de 60% a 70% da freqüência cardíaca (FC) máxima, calculada pelo método de Karvonen. A assiduidade foi superior a 80% de 72 sessões, 3 vezes por semana, com duração de 60 minutos. Realizada a avaliação subjetiva da dor muscular e analisadas as variáveis do TE. Análise estatística: variância dos postos de Friedman e teste de comparações múltiplas15.
RESULTADOS: no 3º mês, houve aumento significativo da resposta cronotrópica. No 3º e 6º meses, foram significativos: aumento do tempo de exercício, capacidade funcional, trabalho total e diminuição da FC carga máxima comum. Não houve diferença significante da ΔPAS, duplo produto (DP), DP carga máxima comum e %FC máxima. Comparadas com o final do TE do tempo zero, a maior porcentagem de pacientes atingiu cargas mais elevadas e a mesma intensidade de dor no 3º e 6º meses de TCS.
CONCLUSÃO: a partir do 3º mês de TCS, as portadoras de FP apresentaram maior tolerância à dor muscular e ao esforço, melhora da capacidade funcional cardiovascular e muscular periférica.

Palavras-chave: Fibromialgia. Teste ergométrico. Exercício físico.

 

Etapas da elaboração do Instrumento de Classificação do Grau de Funcionalidade de Pessoas com Deficiência para Cidadãos Brasileiros: Índice de Funcionalidade Brasileiro - IF-Br

Development of a grading instrument of functioning for Brazilian citizens: Brazilian Functioning Index - IF-Br

Ana Cristina Franzoi; Denise Rodrigues Xerez; Maurício Blanco; Tatiana Amaral; Antonio José Costa; Patricia Khan; Shirley Rodrigues Maia; Carolina Magalhães; Izabel Loureiro Maior; Miryan Bonadiu Pelosi; Normélia Quinto dos Santos; Manuel Thedim; Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2013;20(3):164-170

Os sistemas usados no Brasil para definir a incapacidade variam de acordo com o setor. A partir de uma recomendação da Presidência da República, uma força-tarefa interministerial foi organizada em janeiro de 2011 para desenvolver um modelo único de avaliação e classificação da incapacidade a ser usado em todo o país. O grupo de trabalho partiu de uma avaliação ampla de informações biodemográficas das pessoas com deficiência no Brasil obtidas a partir de fontes como o censo populacional, censo escolar, relação anual de informações sociais e pesquisa de informações básicas municipais, bem como grupos focais realizados com representantes de vários estados da federação, diferentes deficiências e faixas etárias. Por meio de reuniões mensais num período de 8 meses, foi escolhido o modelo conceitual da Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e Saúde como base teórica e partir do qual foram selecionadas as 41 atividades e fatores ambientais que deveriam ser contemplados no em cada uma delas. A pontuação de cada atividade foi definida numa escala de 25 a 100, de acordo com o nível de independência. Ajustes para crianças foram realizados comparando o instrumento ao desenvolvimento esperado para cada faixa etária de acordo com a descrição presente em outros instrumentos. Além da avaliação quantitativa do grau de incapacidade, foi desenvolvida uma avaliação qualitativa seguindo a lógica fuzzy, específica para as deficiências visual, motora, auditiva e intelectual. A definição de notas de corte não foi efetuada e exige estudos futuros.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Políticas Públicas de Saúde, Pessoas com Deficiência, Ambiente, Questionários, Brasil

 

Evolução da independência funcional de idosos atendidos em programa de assistência domiciliária pela óptica do cuidador

Evolution of the functional independence of elderly patients from a home care service through the point of view of caregivers

Natalia Aquaroni Ricci; Naira Dutra Lemos; Karine Fróes Orrico; Juliana Maria Gazzola

Acta Fisiátr.2006;13(1):26-31

O conhecimento do desempenho do idoso em suas atividades é de grande importância na assistência domiciliar, pois é o que norteia os profissionais e o cuidador no monitoramento dos cuidados prestados. O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução da independência funcional de idosos inclusos em um programa de assistência domiciliária, sob a ótica do cuidador pela Medida de Independência Funcional (MIF), em dois momentos, com intervalo de um ano entre eles. Foi realizado estudo de seguimento, no qual os dados foram obtidos pelos prontuários de 22 pacientes, que continham a avaliação da MIF nos dois momentos estudados (outubro de 2003 e outubro de 2004). Foram excluídos os prontuários que apresentaram mudança de cuidador entre as avaliações, exclusão do programa e óbito. Realizou-se análise descritiva simples e para verificar as diferenças estatísticas o teste t-pareado e teste de Wilcoxon. A associação dos resultados da MIF com as variáveis de gênero, idade e comorbidades dos idosos foram analisadas por meio do test t - pareado e correlação de Pearson. A amostra caracterizou-se por uma maioria feminina, com idade avançada e múltiplas doenças associadas. Não foram encontradas diferenças significantes entre as avaliações, das médias da MIF motor, cognitivo e total, das medianas das seis áreas e das dezoito atividades da MIF. A manutenção na atividade expressão se associou com o gênero feminino, enquanto que a atividade interação social e a área cognição com o número de comorbidades. Observou-se manutenção da independência funcional dos pacientes no período estudado. Os resultados sugerem que no período de um ano os idosos foram capazes de manter ou retardar seu declínio funcional.

Palavras-chave: saúde do idoso, idoso débil, pacientes domiciliares, serviços de assistência domiciliar, medida de independência funcional.

 

Exercício físico na osteogênese imperfeita

Exercise in osteogenesis imperfecta

Mateus Betanho Campana; Vanessa Fabiana da Costa Sannomiya; Lucilene Ferreira; Angela Nogueira Neves Betanho Campana

Acta Fisiátr.2014;21(2):80-86

A osteogênese imperfeita (OI) é um distúrbio hereditário do tecido conjuntivo, caracterizada por fragilidade óssea e baixa densidade óssea, com um amplo espectro de expressão clínica. O exercício físico orientado é reconhecido como uma prática relevante no tratamento conservador.
OBJETIVO: Reunir e sistematizar o conhecimento referente à avaliação física, indicação de exercícios, progressão de carga e sistemática de treinamento para pessoas com OI.
MÉTODO: As bases de dados SciELO, LILACS, MedLine, Scopus, PubMed, Web of Science, PEDro e a Cochrane BVS foram usadas para busca. Dois pesquisadores independentes selecionaram os estudos elegíveis. Todos os estudos clínicos randomizados, estudos exploratórios transversais, relatos de casos clínicos e relatos de experiências nos quais houvesse a descrição dos exercícios físicos empregados, testes utilizados para avaliação física, regras gerais para conduta de um programa de exercícios e descrição dos efeitos dos exercícios foram incluídos.
RESULTADOS: A busca eletrônica resultou em um total de 961 referências publicadas em inglês, português, francês e alemão. Aplicando-se os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos, 9 estudos foram selecionados, sendo apenas dois estudos clínicos. Todas as recomendações e conclusões dizem respeito às condutas adequadas para crianças, já que todos os estudos tinham este público como alvo. Apenas dois estudos incluiriam amostras de adolescentes até 12 anos. Os tipos de OI investigados foram os tipos I e IV, sendo que algumas recomendações foram estendidas aos outros tipos de OI. A natação é o exercício físico mais recomendado. Exercícios de força, com progressão de carga leve são também recomendados, assim como exercícios aeróbios em bicicleta, estacionária ou não. Há alguns cuidados no manejo e no atendimento deste público que devem ser observados, para evitar danos.
CONCLUSÃO: Foi possível obter alguma sistematização e orientações para a condução de intervenções com exercícios físicos, mas são ainda escassas as evidências que suportam a prescrição e a conduta na progressão do treinamento para pessoas com OI.

Palavras-chave: Osteogênese Imperfeita, Exercício, Literatura de Revisão como Assunto

 

Exercícios resistidos em idosos portadores de insuficiência arterial periférica

Resistance exercises in peripheral arterial diseased elders

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém Sobrinho; Wilson Jacob Filho; Marcelo Hisato Kuwakino

Acta Fisiátr.2006;13(2):96-102

O envelhecimento da população mundial propiciou o incremento das doenças crônico degenerativas, colocando a comunidade científica diante de um grande desafio na busca e escolha dos melhores e mais econômicos tratamentos. A doença arterial periférica, que surge como complicação da aterosclerose, apresenta incidência que aumenta linearmente com o avançar da idade, somando-se, portanto, a diversas outras patologias que já acometem este grupo populacional. A documentação dos benefícios em custo e eficácia, da utilização de exercícios como indicação primária para o tratamento de pacientes idosos, tornou-se excelente alternativa para este grupo populacional, que já utiliza diversas medicações, devido a outras doenças crônicas.
Os benefícios dos exercícios resistidos foram ainda pouco explorados como forma isolada de tratamento da doença arterial periférica em idosos, mas já deixam indícios que esta forma de exercícios pode e deve ser utilizada para o tratamento da patologia referida, pois pode reverter ou retardar as concomitantes alterações degenerativas que acometem seus portadores, diminuindo de forma significativa as muitas limitações impostas pela doença em associação com o envelhecimento sedentário.

Palavras-chave: levantamento de peso, terapia por exercício, claudicação intermitente, arteriosclerose, saúde do idoso

 

Exercícios resistidos na osteoartrite: uma revisão

Resistance exercise in osteoarthritis: a review

Natália Cristina de Oliveira; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2014;21(3):141-146

A osteoartrite é a doença articular mais comum em nível mundial, e no Brasil estima-se que ela afeta de 6 a 12% dos adultos e mais de um terço dos idosos. Há evidências de que o exercício, especialmente o resistido, pode reduzir a progressão da doença. Objetivo: Revisar na literatura os trabalhos sobre exercícios resistidos como forma de tratamento da osteoartrite. Método: Foram revisados artigos indexados na base de dados PubMed, com aplicação do filtro "therapy narrow" da interface "clinical queries". Vinte artigos foram selecionados para revisão na íntegra. Várias modalidades de intervenção com exercício resistido, de diferentes intensidades, duração e velocidades de execução foram estudadas por outros autores. Resultados: Todas as formas de exercício resistido parecem ser seguras e eficazes para promover melhorias funcionais e redução da dor em pacientes com osteoartrite. Exercícios em baixa intensidade ou em isometria também podem promover benefícios aos pacientes. Conclusão: A adesão aos programas é próxima de 50% e a utilização combinada de suplementos ou medicamentos com o exercício ainda foi pouco estudada até o momento nesta população.

Palavras-chave: Osteoartrite, Exercício, Reabilitação

 

Fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das academias da terceira idade

Factors associated with physical activity level of elderly users of the third age gyms

Daniel Vicentini de Oliveira; Maria do Carmo Correia de Lima; Luana Caroline Contessoto; Jean Carlos Cremonez; Mateus Dias Antunes; José Roberto Andrade do Nascimento Júnior

Acta Fisiátr.2017;24(1):17-21

Objetivo: Analisar os fatores associados ao nível de atividade física de idosos usuários das Academias da Terceira Idade (ATIs). Método: Participaram 115 idosos de ambos os sexos, com média de idade de 67,5 anos (±6,42), usuários das ATIs. Foi utilizado um questionário sócio demográfico e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). A análise dos resultados foi realizada mediante abordagem de estatística descritiva e inferencial por meio do teste Qui-quadrado de Pearson, com cálculo dos odds ratios brutos, análise de regressão logística binária, utilizando-se análise hierarquizada e um modelo final de regressão com cálculo dos odds ratios ajustado. Resultados: Foi encontrada associação significativa do nível de atividade física com o sexo (p=0,004), nível de escolaridade (p=0,048), percepção de saúde (p=0,046) e com a importância do exercício para a saúde (p<0,001). Ressalta-se que a mulheres apresentaram um fator de proteção de 0,262, ou seja, possuem 73,8% de chance a mais de serem ativas/muito ativas em comparação aos homens. Além disso, os idosos que possuem percepção de saúde boa/muito boa e que consideram o exercício como importante para a saúde apresentaram um fator de proteção de 0,276 e 0,097, respectivamente. Conclusão: Diante dos resultados obtidos, conclui-se o sexo feminino, a alta escolaridade, a percepção de boa saúde e o conhecimento da importância do exercício para a saúde estiveram associados ao nível ativo/muito ativo de atividades física nas ATIs.

Palavras-chave: Idoso, Atividade Motora, Promoção da Saúde, Academias de Ginástica

 

Fisioterapia nos pacientes politraumatizados graves: modelo de assistência terapêutica

Physiotherapy in severe polytrauma patients: a therapeutic care model

Cauê Padovani; Janete Maria da Silva; Clarice Tanaka

Acta Fisiátr.2017;24(1):33-39

Objetivo: Conhecendo-se o alto grau de complexidade que o paciente politraumatizado representa à equipe multiprofissional na elaboração e execução do seu plano assistencial na unidade de terapia intensiva (UTI), aliado à carência de evidencias sobre o tema, o presente estudo sugere um modelo de assistência fisioterapêutica precoce aos pacientes críticos politraumatizados com base na experiência clínica dos últimos anos. Método: O modelo foi elaborado a partir das práticas verificadas nos registros de 6388 sessões de fisioterapia realizadas em 198 pacientes internados entre dezembro de 2009 e setembro de 2011 em UTI especializada em politrauma. As atividades/cuidados foram inseridas no modelo após aprovadas em discussão com a equipe multiprofissional. Todos os pacientes atendidos tinham idade igual ou maior que 18 anos e eram vítimas de trauma grave de acordo com o Injury Severity Score (ISS). Resultados: O modelo proposto foi estruturado de forma que as atividades/cuidados da assistência fisioterapêutica fossem organizadas de acordo com a região corpórea lesada do paciente (traumatismo cranioencefálico, fraturas de face, fraturas de coluna, trauma torácico, trauma abdominal, fratura de pelve e fraturas de extremidades). A rotina da unidade apregoava discussões diárias com a equipe médica para se conhecer as particularidades de cada caso clínico, estabelecer meta terapêutica e traçar o programa de reabilitação. Conclusão: O modelo proposto se tornou rotina e consolidou a atuação fisioterapêutica na respectiva unidade assistencial. A equipe de fisioterapia passou a atuar 24 horas por dia. O modelo possibilitou padronização da assistência fisioterapêutica e maior segurança para o paciente politraumatizado grave.

Palavras-chave: Centros de Traumatologia, Unidades de Terapia Intensiva, Ferimentos e Lesões, Modalidades de Fisioterapia, Terapia por Exercício, Reabilitação

 

Há correlação entre classe social e a prática de atividade física?

Is there a correlation between social class and physical activity?

Anna Paula Martinez; José Eduardo Martinez; Leni Boghossian Lanza

Acta Fisiátr.2011;18(1):27-31

O exercício físico é recomendado para promover a saúde e melhorar a qualidade de vida. As condições para a realização de atividade física devem incluir local, roupas, supervisão e elaboração de antemão. O objetivo desta pesquisa verificar se existe influência da renda familiar na freqüência e na forma de se praticar exercícios físicos. Utilizou-se um questionário especialmente elaborado para os dados sociodemográficos, freqüência, tipo e condições da prática de exercícios. Setenta pacientes, divididos em dois grupos: assistidos por instituições públicas de saúde (A) e assistidos por organizações privadas (B). Em ambos os grupos se observou uma maioria de mulheres (A - 66%; B - 60%) e casados. Em relação ao status sócio-econômico, os membros do grupo A têm maior renda e escolaridade. Os resultados mostram maior freqüência de atividade física entre os conveniados. Ambos os grupos têm a maioria dos componentes que não praticam exercícios. Entre aqueles que praticam exercício regularmente, a maior parte o faz de 1-3 vezes por semana, com duração entre 30-50 minutos. A modalidade principal é caminhar sem supervisão ou preparação como aquecimento ou alongamento. Os níveis econômicos e educacionais não influenciam a freqüência, tipo e condições da prática de exercícios.

Palavras-chave: Qualidade de Vida, Exercício, Classe Social, Renda, Brasil

 

Identificação dos conceitos de medidas de desfechos de ensaios clínicos em osteogênese imperfeita utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - versão crianças e jovens

Identifying the concepts in outcome measures of clinical trials on osteogenesis imperfecta using the International Classification of Functioning, Disability and Health - version for children and youth

Tatiana Vasconcelos dos Santos; Juan Clinton Llerena Júnior; Carla Trevisan Martins Ribeiro; Saint Clair dos Santos Gomes Júnior

Acta Fisiátr.2014;21(3):135-140

O modelo biopsicossocial da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) tem sido utilizado como referência na prática clínica para identificação e análise dos componentes da funcionalidade presentes em medidas de desfechos. Objetivo: Este estudo tem como objetivos identificar os conceitos de medidas de desfecho de ensaios clínicos em Osteogênese Imperfeita, analisar como estes conceitos se relacionam com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde versão crianças e jovens (CIF-CJ) e descrever quais componentes da funcionalidade mais avaliados. Método: Ensaios clínicos realizados entre 2000 e 2013 em crianças com diagnóstico de Osteogênese Imperfeita foram selecionados a partir de uma revisão nas bases de dados MedLine e Cochrane. As medidas de desfecho foram extraídas e os conceitos significativos de cada medida foram relacionados à CIF-CJ. Resultados: Foram incluídos para o estudo 14 artigos. Os conceitos de medidas clínicas e técnicas e de um instrumento de avaliação padronizado (Pediatric Evaluation of Disability Inventory - PEDI) foram identificados. Os conceitos das medidas clínicas e técnicas relacionaram-se ao componente da CIF-CJ Funções e Estruturas do Corpo. Os conceitos do PEDI relacionaram-se aos componentes Funções do Corpo e principalmente Atividade e Participação. Conclusão: Através do link dos conceitos das medidas de desfecho com a CIF-CJ foi verificado que os ensaios clínicos em OI avaliam principalmente o componente Funções e Estruturas do Corpo. As avaliações da Atividade e Participação e os fatores contextuais ainda são pouco contempladas nestes estudos havendo necessidade de novas pesquisas sobre o efeito das intervenções nestes componentes.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Osteogênese Imperfeita, Avaliação de Resultados (Cuidados de Saúde)

 

Importância do treinamento de força na reabilitação da função muscular, equilíbrio e mobilidade de idosos

The importance of strength training programs for the rehabilitation of muscle function, equilibrium and mobility of the elderly

Juliana de Castro Faria; Carolina Carla Machala; Rosângela Corrêa Dias; João Marcos Domingues Dias

Acta Fisiátr.2003;10(3):133-137

Com o processo de envelhecimento ocorrem modificações fisiológicas na função neuro-músculo-esquelética. Associadas a doenças crônico-degenerativas, altamente prevalentes nos idosos, essas modificações poderão levar a déficits de equilíbrio e alterações na marcha que predispõem à ocorrência de quedas, ocasionando graves conseqüências sobre o desempenho funcional e na realização de atividades de vida diária (AVDs). Não é correto atribuir-se a deterioração dessas capacidades como conseqüência inevitável do envelhecimento. Contudo, está claro que muito dessa deterioração pode ser atribuída a níveis reduzidos de atividade física. Isso significa que a implementação de um programa de exercícios, mesmo em idades extremas, é capaz de minimizar ou mesmo evitar o declínio funcional acentuado, amenizando os efeitos das doenças, ou mesmo prevenindo-as. Esta revisão bibliográfica teve como objetivo analisar estudos que estabeleceram correlações entre programas de fortalecimento muscular e o desempenho funcional de idosos no equilíbrio e na marcha. Para tanto, foi feita uma busca na base de dados MEDLINE e LILACS de estudos que se propuseram a estabelecer estas correlações.

Palavras-chave: Idoso. Terapia por Exercício. Treinamento de Força. Equilíbrio. Marcha.

 

Incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica através da WHODAS

Assessment of patients with functional chronic obstructive pulmonary disease through WHODAS

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Abíllio Costa Pinto Neto; Balbino Rival Ventura Nepomuceno Júnior; Helena Pereira Teixeira; César Diniz Silveira; Adelmir Souza-Machado

Acta Fisiátr.2016;23(3):125-129

A mensuração das Atividades de vida diária (AVD's) nos paciente com DPOC é um instrumento comumente empregado e amparado pela Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF). Objetivo: Avaliar a incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) através do World Health Organization Disabilty Assessment Schedule (WHODAS). Métodos: Trata de estudo transversal que avaliou 24 pacientes no início de um programa de reabilitação pulmonar com o questionário WHODAS 2.0. A análise estatística foi descritiva e inferencial com análise do coeficiente de correlação de Spearman com nível de significância de 5%. Resultados: Os dados obtidos com as pontuações totais de domínios e das escalas na avaliação dos pacientes foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. Os pacientes apresentaram leve incapacidade funcional. O escore total WHODAS 2.0 foi maior nos menores de 60 anos (35,3 ± 16 vs 14,4 ± 8,6; p = 0,05) e no sexo masculino (12,1 ± 6,7 vs 25,2 ± 15,1; p = 0,03) apresentando maior incapacidade. Houve também correlação entre o domínio "atividades diárias" com o domínio "participação" (r = 0,771; p < 0,001). Conclusão: Foi possível concluir que O WHODAS 2.0 demonstrou-se como um instrumento viável para a avaliação da incapacidade na atividades de vida diária (AVD's) do paciente com DPOC. A mesma revelou que pacientes comunitários fora da crise, apresentam moderada a leve dificuldade desde a mobilidade até sua participação social.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Atividades Cotidianas, Modalidades de Fisioterapia, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Independência funcional de idosas residentes em instituições de longa permanência

Functional independence in elderly residents in long-term institutions

Flávia Ravany Carneiro; Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thiago Brasileiro de Vasconcelos; Vanessa da Ponte Arruda; Raquel Sampaio Florêncio; Thereza Maria Magalhães Moreira

Acta Fisiátr.2012;19(3):156-160

OBJETIVO: Avaliar a independência funcional de idosas institucionalizadas no município de Fortaleza - CE.
MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem quantitativa, realizado com 59 idosas residentes em duas Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) no município de Fortaleza - CE, durante o segundo semestre de 2010. O instrumento de avaliação inicial foi constituído por dados pessoais, sócio-demográficos e clínicos. Além disso, foi aplicada a Medida de Independência Funcional (MIF), visando medir o grau de necessidade de cuidados para tarefas motoras e cognitivas.
RESULTADOS: As idosas apresentavam 8,32 (± 9,46) anos de institucionalização. A idade média das participantes foi de 76,72 (± 9,81) anos. A maioria do grupo alimenta-se de modo independente, bem como realizam higiene pessoal e tomam banho. Quanto à locomoção 50,85% deslocam-se sem ajuda, e 62,71% só conseguem subir escadas com auxílio. Quanto à cognição social, possuem boa comunicação, 49,15% não precisam de ajuda para compreender palavras, 62,71% se expressam livremente, e 50,85% possuem déficit de memória.
CONCLUSÃO: As idosas se mostraram independentes, uma vez que são capazes de desempenhar atividades como alimentação, higiene pessoal, banho, mobilidade, e possuem controle esfincteriano sem auxílio. São dependentes de auxílio relacionados à memória e à locomoção em escadas.

Palavras-chave: avaliação em saúde, habitação para idosos, idoso, saúde do idoso institucionalizado

 

Interveniência dos fatores ambientais na vida de crianças com paralisia cerebral

Intervention of environmental factors in the life of children with cerebral

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhães Moreira; Maria Salete Bessa Jorge

Acta Fisiátr.2009;16(3):132-137

O presente estudo teve como objetivo descrever as características dos fatores ambientais que interferem na vida cotidiana de um grupo de crianças com paralisia cerebral atendidas em um núcleo de tratamento e estimulação precoce utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). O estudo descritivo foi desenvolvido de maio a setembro de 2006. A amostra foi constituída de 32 crianças com disfunção leve e moderada, assíduos ao tratamento fisioterapêutico. Os dados foram coletados e agrupados pelo programa Statistical Package of Social of Science (SPSS). Cerca de 70% dos casos não faz uso de medicação especial e grande parte necessita de equipamentos de auxílio para deslocamento. Ambientes internos não são pertinentes ao uso. A acessibilidade a locais públicos constituiu barreira que variou de intensidade. O apoio recebido em diversos aspectos é feito basicamente pelo núcleo familiar. A grande maioria não conta com sistemas e políticas públicas de transporte e educação e grande parte se beneficia do apoio financeiro do governo. A CIF proporcionou melhor compreensão quanto à capacidade funcional da criança, ao favorecer descrição menos subjetiva da interferência de fatores contextuais ambientais.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Ambiente, Qualidade de Vida, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Investigação dos efeitos do exercício terapêutico sobre a regeneração nervosa periférica

Investigation of therapeutic exercise effects on peripheral nerve regeneration

Fernanda Possamai; Cristiane Márcia Siepko; Edison Sanfelice André

Acta Fisiátr.2010;17(4):142-147

O sistema nervoso periférico apresenta relativa capacidade de regeneração após uma lesão. Após a axonotmese o nervo ciático produz respostas morfo-funcionais, no músculo alvo, no epicentro da lesão e alguns distritos neuronais retrógrados. Apesar dos avanços terapêuticos, a restauração funcional é incompleta na maioria dos casos. Neste contexto, nós testamos se o exercício (nado) é capaz de interferir na marcha funcional e reações de plasticidade nos motoneurônios da medula espinhal. Quarenta ratos foram divididos em quatro grupos (n=10 cada), submetidos a 30 min/dia de nado, iniciando no 1, 7, 14, 21 dias após lesão do nervo ciático. Todos os grupos apresentaram recuperação funcional, não observamos diferenças significantes nos números de motoneurônios da medula espinhal entre os diferentes grupos estudados. De acordo com a análise funcional e histológica, o exercício terapêutico, nas condições do presente estudo, foi incapaz de acelerar o processo regenerativo.

Palavras-chave: Sistema Nervoso Periférico, Regeneração Nervosa, Exercício, Ratos Wistar

 

Investigação dos saberes quanto à capacidade funcional e qualidade de vida em idosas institucionalizadas, sob a ótica da CIF

Investigating information regarding functional capacity and quality of life in institutionalized elderly according to the ICF

Luize Bueno de Araujo; Natália Boneti Moreira; Isabela Lúcia Pelloso Villegas; Ana Paula Cunha Loureiro; Vera Lúcia Israel; Simone Alves Gato; Gisele Kliemann

Acta Fisiátr.2015;22(3):111-117

Objetivo: Avaliar a funcionalidade por meio da capacidade funcional e qualidade de vida (QV), sob a ótica da CIF, de idosas institucionalizadas. Método: Foi realizado um estudo observacional transversal com 22 idosas (77,9 ± 9,41 anos) de uma instituição de longa permanência da cidade de Curitiba/Paraná. Foram aplicados os seguintes instrumentos de avaliação: Índice de Barthel, Questionário Perfil de Saúde de Nottingham e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A descrição dos dados foi feita por meio de medidas de tendência central (média) e dispersão (desvio-padrão). A CIF foi analisada de acordo com a distribuição de frequência relativa e absoluta. Resultados: A maioria das idosas apresentaram um médio estado cognitivo e dependência funcional leve. O domínio que mais interferiu a QV das idosas foi a habilidade física, nível energético, sono, dor, emocional e social, respectivamente. A distribuição de frequência da CIF evidenciou aspectos não observados na avaliação convencional das idosas, sobretudo, apresentou grande especificidade nas funções mentais, sensoriais e dor, sistema digestivo, metabólico e endócrino, psicomotora, movimento, cuidado pessoal, apoio e relacionamentos e atividades individuais. Conclusão: Espera-se que a CIF seja incorporada e utilizada em diversos setores da saúde, inclusive em instituições de longa permanência e equipes multidisciplinares, para que profissionais tenham ações de saúde que contemplem o indivíduo como um todo.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Qualidade de Vida, Idoso

 

Ligação do King's Heath Questionário com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, para avaliação de pacientes com incontinência urinária pós cirurgia oncológica ginecológica

Link between the King's Health Questionnaire and the International Classification of Functioning, Disability and Health, for the evaluation of patients with urinary incontinence after gynecological oncology surgery

Luciana Castaneda; Tiago Plácido

Acta Fisiátr.2010;17(1):18-21

O tumor de colo uterino é o segundo mais incidente entre as mulheres no mundo e no Brasil estimam-se para 2008, 18.680 casos novos. O tratamento de escolha para esta neoplasia envolve procedimentos cirúrgicos, quimioterápicos e radioterápicos, que possibilitam a cura, mas que de forma negativa permitem o surgimento de seqüelas, como incontinência urinária. A incontinência apresenta-se como uma complicação precoce e comum ao tratamento cirúrgico destas pacientes e envolve deterioração da qualidade de vida, gerando níveis de morbidade, afetando domínios psicológicos, ocupacionais, domésticos, físicos e sexuais. Para a avaliação de qualidade de vida em pacientes portadoras de incontinência existem vários questionários que são divulgados na literatura científica mundial, dentre estes, o King s Health questionário (KHQ) é o mais utilizado como instrumento de pesquisa. Além dos questionários de qualidade (QV), a OMS vem preconizando a utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), como ferramenta de estatística, pesquisa, clinica e política social, para proporcionar uma linguagem comum das condições relacionadas à saúde. O presente trabalho teve como objetivo estabelecer a ligação entre o KHQ e a CIF. O KHQ foi relacionado através de dois profissionais (individualmente), seguido de discussão e conclusão dos domínios codificados. Foram encontrados 12 categorias de funções corporais (b), 22 para atividades e participação (d) e 4 para fatores ambientais (e), no entanto, 7 conceitos significativos do questionário não puderam ser ligados com a CIF. O KHQ tem enfoque predominante nas questões referentes à atividade e participação. Trata-se de um estudo piloto que necessita de mais evidências para conclusão dos achados.

Palavras-chave: Incontinência Urinária, Qualidade de Vida, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Limitação de atividades e participação social em pacientes com diabetes

Activity Limitation and social participation of patients with diabetes

Juliana de Camargo Fenley; Ludmilla Nadir Santiago; Susilene Maria Tonelli Nardi; Dirce Maria Trevisan Zanetta

Acta Fisiátr.2009;16(1):14-18

OBJETIVOS: Avaliar a limitação de atividades e a participação social em indivíduos portadores de diabetes melito tipo 2.
MÉTODOS: Foram avaliados 79 pacientes, utilizando-se a escala SALSA (Screening of Activity Limitation and Safety Awareness - Triagem de Limitação de Atividade e Consciência de Risco), e a escala de Participação, que abrange oito das nove principais áreas da vida definidas na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da OMS.
RESULTADOS: A idade média dos participantes foi 61,6 ± 9,8 anos, sendo 55,7% do sexo feminino, 68,4% com companheiro(a), 32,9% com renda até 3 salários mínimos e em 13,9% o diabete influenciou na ocupação. O tempo médio de doença foi 10,3 ± 8,9 anos. Tratamento de 39,3% dos participantes foi com insulina, 70,9% com medicação oral, 51,9% com dieta e 45,6% com exercícios físicos. 48,1% apresentavam alguma complicação da doença. A média de pontos SALSA foi 26,5 ± 11,6 e houve maior pontuação quando o tempo de doença foi superior a 10 anos. Com a evolução do diabetes, pode haver necessidade de insulinoterapia, aparecem as complicações, que podem interferir na ocupação. Estes fatores parecem contribuir para a limitação de atividade. A média de pontos na Escala de Participação foi 9,8±10,9, com maior pontuação quando os entrevistados consideraram sua saúde física alterada no último ano e faziam uso de insulina.
CONCLUSÕES: A limitação de atividades no diabetes melito tipo 2 se associou ao tempo de doença, com possível contribuição de fatores que ocorrem com sua evolução. Auto-avaliação de saúde física alterada e insulinoterapia se associaram a restrição social.

Palavras-chave: diabetes mellitus, qualidade de vida, classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde

 

Lombalgia e cefaléia como aspectos importantes da dor crônica na atenção primária à saúde em uma comunidade da região amazônica brasileira

Low back pain and headache as important aspects of chronic pain in primary health care in a community of the Brazilian Amazon region

Quirino Cordeiro; Marcelo El Khouri; Daniela Ota; Daniel Ciampi; Carlos Eduardo Corbett

Acta Fisiátr.2008;15(2):101-105

A dor tem sido descrita como sendo uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada ou descrita em termos de lesão tecidual. Na atenção primária à saúde, a dor crônica atinge altos níveis de prevalência, especialmente devido aos quadros de lombalgia e de cefaléias. O objetivo do presente estudo foi investigar a prevalência de dor crônica na atenção primária à saúde na cidade de Buriticupu, localizada no estado do Maranhão, Brasil. Dentre todos os quadros clínicos, a dor crônica foi o diagnóstico mais prevalente entre os pacientes investigados, sendo encontrada em 539 pacientes (23,02%). Dor músculo-esquelética foi o quadro de dor crônica mais comum, atingindo 250 pacientes (10,62%), sendo que lombalgia foi o diagnóstico mais prevalente entre os quadros de dor músculo-esquelética, sendo encontrada em 120 pacientes (5,12%). Por outro lado, as cefaléias foram o segundo quadro de dor crônica mais comum, depois da dor músculo-esquelética, tendo sido diagnosticada em 212 pacientes (9,05%). Assim, 61,6% dos pacientes com dor crônica apresentavam lombalgia ou cefaléia. Análise estatística univariada encontrou associação entre gênero feminino e cefaléia, entre idade avançada e os principais tipos de dor crônica que foram avaliados neste estudo (músculo-esquelética, lombalgia e cefaléia), e entre índice de massa corpórea e dor músculo-esquelética e lombalgia. Quando a análise multivariada foi conduzida, as associações observadas com gênero feminino e idade avançada não mostraram alterações, mantendo os mesmos padrões de associação. No entanto, o índice de massa corpórea não apresentou mais associação com qualquer tipo de dor crônica.

Palavras-chave: lombalgia, cefaléia, epidemiologia, prevalência, atenção primária à saúde

 

Musculação e condicionamento aeróbio na performance funcional de hemiplégicos crônicos

Exercise Machines and aerobic conditioning on functional performance of chronic stroke survivors

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Priscila Carvalho e Silva; Renata Cristina Magalhães Lima; Ana Cristina Costa Augusto; Aline Cristina de Souza; Fátima Goulart

Acta Fisiátr.2003;10(2):54-60

O objetivo do presente estudo foi investigar a performance funcional em indivíduos hemiplégicos crônicos, quando submetidos a um programa de fortalecimento muscular, utilizando a musculação e condicionamento aeróbio. Trinta pacientes foram recrutados na comunidade obedecendo aos critérios de inclusão, e submetidos ao programa de treinamento pré-estabelecido, três vezes por semana, durante 10 semanas. Os pacientes foram avaliados antes e após o treinamento nos seguintes parâmetros funcionais: velocidade de marcha, habilidade para subir escadas, endurance (velocidade máxima e índice de custo fisiológico) e simetria no sentar e levantar. Estatísticas descritivas e testes de normalidade (Shapiro-Wilk) foram utilizadas para todas as variáveis. Testes-t de Student para dados emparelhados foram utilizados para investigar o impacto do treinamento. Melhoras significativas (p<0,001) foram observadas na velocidade de marcha, habilidade para subir escadas e velocidade máxima. Não foram observadas diferenças significativas nas medidas de simetria e índice de custo fisiológico. Os achados demonstraram melhoras significativas nas medidas de performance funcional, após 10 semanas de treinamento, associando musculação e condicionamento aeróbio.

Palavras-chave: Acidente cerebrovascular, hemiplegia, fortalecimento muscular, musculação, condicionamento aeróbio, performance funcional.

 

Nível de atividade física de usuários da atenção primária: comparação entre indivíduos saudáveis e pós acidente vascular cerebral

Physical activity levels of a primary health care users: comparisons between healthy subjects and subjects with stroke

Tamires Fernanda Pedrosa Simões; Ananda Jacqueline Ferreira; Júlia Caetano Martins; Christina Danielli Coelho de Morais Faria

Acta Fisiátr.2017;24(2):56-61

Indivíduos acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC) comumente apresentam um baixo nível de atividade física (AF), o que é fator de risco para recorrência do AVC, surgimento de outras doenças cardiovasculares e aumento das incapacidades. A manutenção de um bom nível de AF associa-se a uma melhora funcional e da saúde desses indivíduos. Objetivo: Comparar o nível de AF de indivíduos saudáveis e indivíduos pós-AVC usuários da atenção primária do SUS. Método: Todos os indivíduos pós-AVC (G1; n=37) usuários de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Belo Horizonte, MG com condições clínicas para responder a um questionário, e indivíduos saudáveis pareados (G2; n=37), também usuários da UBS, foram avaliados quanto ao nível de AF pelo questionário Perfil de Atividade Humana (PAH). Estatísticas descritivas, teste-t de student, teste qui-quadrado e teste de Mann-Whitney foram utilizados para as análises (α=0,05). Resultados: Os grupos foram semelhantes quanto à idade, sexo e nível de exercício físico (p>0,05). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para todas as variáveis do PAH (0,001≤p≤0,011). Conclusão: Indivíduos pós-AVC apresentaram piores pontuações ou classificações quando comparados a indivíduos saudáveis pareados para todos os desfechos do PAH relacionados ao nível de atividade física.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Modalidades de Fisioterapia, Atividades Humanas, Sistema Único de Saúde

 

Nível de independência funcional de pacientes após acidente vascular cerebral atendidos por equipe multiprofissional em uma unidade de reabilitação

Level of functional independence of patients after stroke assisted by a multidisciplinary team in a rehabilitation unit

Karina Ayumi Martins Utida; Adriane Pires Batiston; Laís Alves de Souza

Acta Fisiátr.2016;23(3):107-112

Objetivo: Analisar a recuperação funcional de pacientes após AVC atendidos por equipe multiprofissional em uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e identificar fatores associados aos ganhos de funcionalidade. Métodos: Trata-se de estudo transversal com dados secundários de 34 pacientes atendidos no período de um ano em unidade de reabilitação, em que a atuação da equipe se dá em caráter integral e de forma humanizada, visando promover ganhos de funcionalidade e resgate da autonomia. Foram investigados os prontuários quanto aos dados sociodemográficos, hábitos de vida, tipo de AVC, tempo de internação e nível de independência funcional de admissão e alta, com base no Índice de Barthel. Resultados: A maior parte dos pacientes, na admissão, apresentava dependência total ou grave (55,9%), e na alta, a maior parte dos pacientes apresentava dependência leve ou independência total (55,9%). Em relação à dependência total, houve uma diminuição significativa no percentual de pacientes com esse grau de dependência (p < 0,001). Não houve relação entre o ganho de funcionalidade e as variáveis estudadas. Conclusão: Os resultados mostraram que o programa de reabilitação proposto trouxe um desfecho positivo sobre a funcionalidade e que os ganhos de funcionalidade não apresentaram associação com as variáveis estudadas.

Palavras-chave: Assistência Integral à Saúde, Acidente Vascular Cerebral, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

O desenvolvimento da "Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação" a partir de uma perspectiva abrangente

Developing Human Functioning and Rehabilitation Research from a comprehensive perspective

Gerold Stucki; Jan Dietrich Reinhardt; Gunnar Grimby; John Melvin

Acta Fisiátr.2008;15(1):63-69

Por meio da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), a Organização Mundial de Saúde (OMS) preparou o terreno para uma compreensão abrangente da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação que integra a perspectiva biomédica da deficiência ao modelo social da incapacidade. Esta nova compreensão introduz uma série de desafios novos e antigos relacionados ao aprimoramento da capacidade de pesquisa adequada. Resumiremos aqui abordagens que procuraram dar conta destes desafios em relação a três áreas: a organização da Pesquisa em Reabilitação e Funcionalidade Humana em áreas científicas distintas, o desenvolvimento de programas acadêmicos de treinamento adequados e a estruturação de centros universitários e redes de cooperação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, pesquisa, pessoas portadoras de deficiência, reabilitação.

 

O uso da estimulação elétrica computadorizada associada à cicloergometria em indivíduos com lesão medular é benéfico para os parâmetros musculares?

Is the use of computerized electrical stimulation associated with cycloergometrics in individuals with medullary lesion beneficial for the muscular parameters?

Igor Kaoru Naki; Marcelo Riberto; Maria Cecília dos Santos Moreira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2011;18(4):211-216

Este artigo tem como objetivo revisar a literatura sobre o uso do Computerized Functional Electrical Stimulation (CFES) com desfechos musculares para os indivíduos com lesão medular.
MÉTODO: Foi realizada revisão bibliográfica sistemática nas bases eletrônicas de dados MEDLINE, PubMed, LILACS e Portal SciELO, sem delimitação de tempo ou idioma. Utilizou-se da estratégia PICO para pesquisa, as palavras-chave foram selecionadas a partir dos descritores em ciências de saúde e relacionaram-se com lesão medular, estimulação elétrica e parâmetros musculares.
RESULTADOS: Foram encontrados 554 artigos. Desses, 432 foram excluídos pelo título, resultando em 122 artigos. Destes, foram excluídas as duplicidades, resultando num total de 73 artigos; 36 foram excluídos pelo resumo e 33 após a leitura do estudo. Quatro estudos foram selecionados. Dois artigos incluíram homens e mulheres em seus estudos, dois apenas homens. Três estudos incluíram tetraplégicos e paraplégicos no mesmo estudo, um incluiu apenas tetraplégicos. Um dos estudos utilizou frequência de treinamento maior, sete vezes por semana, três fizeram uso de uma frequência de treinamento de três vezes por semana. A duração dos estudos teve grande variação, de seis semanas até um ano. As medidas de resultado para a avaliação de força e resistência foram realizadas de diversas maneiras, por medida de área de secção transversal dos músculos, circunferência do membro e a biópsia muscular; contudo, todos os estudos apresentavam ao menos uma das medidas fornecidas pelo equipamento, a avaliação de potência gerada (power output) ou do trabalho realizado (work output). Em todos os estudos, houve melhora da potência gerada ou do trabalho realizado. Apesar da heterogeneidade encontrada nestes estudos, os desfechos dos estudos avaliados indicam aumento significativo de potência gerada e trabalho realizado após os períodos de treinamentos, com ganhos a partir de seis semanas e treinamentos a partir de três vezes por semana.
CONCLUSÃO: Estudos futuros são necessários para avaliar as respostas em diferentes grupos de sujeitos, paraplégicos e tetraplégicos, em diferentes frequências de treinamento e em diferentes períodos de treinamento, proporcionando, assim, a elaboração de protocolos de treinamento cada vez mais direcionados.

Palavras-chave: estimulação elétrica, exercício, paraplegia, quadriplegia, traumatismos da medula espinal

 

Perfil clínico e demográfico dos pacientes com dor músculo-esquelética crônica acompanhados nos três níveis de atendimento de saúde de Sorocaba.

Clinical and demographical profile of chronic muscleskeletal pain patients assisted at Brazilian Health Public System.

José Eduardo Martinez; Ana Carolina Macedo; Daniel Faria de Campos Pinheiro; Fernando Correa Novato; Caio Marcelo Jorge; Danielle Trevisani Teixeira

Acta Fisiátr.2004;11(2):67-71

O objetivo desse estudo é determinar o perfil demográfico e clínico dos pacientes dor crônica acompanhados nos três níveis de atendimento público à saúde. Avaliou-se 150 pessoas no Centro de Saúde Escola (CSE) (50), na Policlínica Municipal de Sorocaba (50) e no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) (50). Observou-se forte predominância do sexo feminino nas três unidades avaliadas (CSE - 74%; POLICLÍNICA - 66%; CHS - 80%). Em relação a idade houve um predomínio da faixa acima dos 60 anos no CSE (50%) e da faixa entre 41 e 60 anos na Policlínica (52%) e CHS (50%). Quanto à distribuição articular, houve um predomínio da dor oligoarticular no CSE (60%) e de distribuição poliarticular no CHS (60%). Na Policlínica a maioria das queixas se concentrou na coluna vertebral (52%), No CSE (40%) um maior número de pacientes referiu desconhecer um diagnóstico estabelecido em relação aos pacientes da Policlínica (20%) e do CHS (16%).Observa-se, maior continuidade no tratamento no CHS em relação ao CSE e Policlínica. No CSE 28% dos pacientes referiam manter tratamento contínuo em comparação com 74% na POLICLÍNICA e 92% no CHS. Nas agudizações, os pacientes do CSE tomam remédio por conta própria em sua maioria, enquanto que grande parte dos pacientes da Policlínica e do CHS tomam remédio conforme orientação médica. Concluí - se que as unidades secundárias e terciárias de atendimento público a saúde estão aptas a atender casos de maior complexidade e, portanto, em número insuficiente para atender a demanda.

Palavras-chave: Dor crônica, sistema de saúde/ normas, características clínicas

 

Perfil de dispensação da toxina botulínica para tratamento da espasticidade: dados nacionais brasileiros

Dispensing profile of botulinum toxin for treating spasticity: Brazilian national data

Tae Mo Chung; Adriana Moro; Ana Paula Coutinho Fonseca; Arquimedes de Moura Ramos; Cristiane Lima Carqueja; Denise Rodriques Xerez; Eduardo Freire de Oliveira; Gláucia Somensi de Oliveira Alonso; Lucia Helena Costa Mercuri Granero; Luiz Antonio de Arruda Botelho; Maurício Rassi; Patrícia Zambone da Silva; Sérgio Lianza; Sonia Maria Carneiro Chaves

Acta Fisiátr.2016;23(1):1-6

Os fisiatras especializados no tratamento de espasticidade foram reunidos para um painel de discussão a respeito do uso de toxina botulínica (TB) na rede pública de diferentes estados do Brasil. Os dados analisados durante a discussão do Datasus demonstram um baixo perfil de demanda desse produto dispensado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com uma heterogeneidade na distribuição da TB nos estados brasileiros. Esse quadro parece se configurar principalmente por falta de uma política pública devidamente planejada, como a falta de unificação e normatização dos centros de distribuição, pela falta ou inadequação da remuneração do procedimento de aplicação da TB aos centros de tratamento, de modo padronizado pela tabela SUS e escassez de médicos capacitados para realizá-lo junto à falta de centros de reabilitação multidisciplinar habilitados. O uso de toxina botulínica com finalidade terapêutica no Brasil teve início nos anos 90, para tratamento de distonia e de espasticidade. Atualmente, é empregada em diferentes condições clínicas, porém, apesar da crescente demanda e indicações ao longo dos anos, há poucos relatos ou publicações sobre seu uso e benefício para pacientes atendidos pela Sistema Único de Saúde (SUS). Para abordar esse tema, em maio de 2015, na cidade de São Paulo, fisiatras de diferentes estados do Brasil se encontraram e discutiram a relevância da toxina botulínica no tratamento de espasticidade.

Palavras-chave: Toxinas Botulínicas, Espasticidade Muscular/reabilitação, Políticas Públicas de Saúde, Brasil

 

Perfil dos pacientes com lesões traumáticas do membro superior atendidos pela fisioterapia em hospital do nível terciário

Profile of patients with traumatic injuries of the upper limb treated in a tertiary hospital

Rafael Inácio Barbosa; Karoline Cipriano Raimundo; Marisa de Cássia Registro Fonseca; Daniel Martins Coelho; Aline Miranda Ferreira; Amira Mohamede Hussein; Nilton Mazzer; Cláudio Henrique Barbieri

Acta Fisiátr.2013;20(1):14-19

A incidência de lesões traumáticas dos membros superiores em um hospital terciário além de ser elevada, possui uma grande variedade. Neste sentido torna-se importante a criação de um banco de dados único, para conhecer o perfil dos pacientes atendidos.
OBJETIVO: Traçar o perfil dos pacientes com lesões traumáticas dos membros superiores, atendidos pela Fisioterapia no Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão.
MÉTODO: Foram avaliadas 223 fichas de pacientes (58 mulheres e 116 homens), com idade média de 34,54 (± 19,05) anos, encaminhados pelo ambulatório de ortopedia do referido hospital.
RESULTADOS: Do total de casos analisados, as lesões de punho e mão obtiveram maior incidência (60,99%), seguidos por lesões de ombro (20,63%), cotovelo (12,55%), braço (3,59%) e antebraço (2,24%). Nas lesões de punho e mão o mecanismo de trauma com maior porcentagem foi o acidente de moto, relacionado com as fraturas múltiplas de ossos da mão. Queda da própria altura, acidente motociclístico e queda de escada foram os mecanismos de trauma, correlacionando com as fraturas de úmero proximal, luxação de ombro e fraturas de escápula respectivamente.
CONCLUSÃO: Foi verificada a incidência de lesão, mecanismo de trauma e as características da população para futuramente aprimorar os protocolos específicos para as disfunções e investir em campanhas de prevenção

Palavras-chave: Traumatismos da Mão, Traumatismos do Antebraço, Traumatismos do Braço, Centros de Reabilitação, Perfil de Saúde

 

Perfil epidemiológico de crianças diagnosticadas com paralisia cerebral atendidas no Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos

Health profile of children diagnosed with cerebral palsy treated at the Lucy Montoro Rehabilitation Center in São José dos Campos

Carolina Abud Weber de Toledo; Cinthia Hermínia Carvalho Nascimento Pereira; Marilia Menezes Vinhaes; Maria Izabel Romão Lopes; Maria Angélica Ratier Jajah Nogueira

Acta Fisiátr.2015;22(3):118-122

A Paralisia Cerebral é um distúrbio da postura e do movimento decorrente de uma lesão cerebral podendo resultar em comprometimentos neuromotores, geralmente associados à gravidade da sequela e idade da criança. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das crianças diagnosticadas com Paralisia Cerebral atendidas no Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos. Método: Foram revisados 83 prontuários no período de dezembro de 2011 até dezembro de 2014. Foram verificados os fatores como idade, gênero, procedência, realização prévia de fisioterapia, tipos de paralisia cerebral de acordo com a distribuição anatômica, crises convulsivas, órteses, aplicação de toxina botulínica, meios auxiliares de locomoção, pontuação no GMFM e nível no GMFCS. Resultados: Houve predominância do gênero masculino (55%) e com faixa etária de 4 a 6 anos (32%). A maioria foi proveniente de São José dos Campos (33 indivíduos). Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral observamos maior prevalência para tetraplegia e diplegia (43% cada); 61% dos pacientes não apresentaram crises convulsivas e 30% aplicaram toxina botulínica. Os que faziam uso de meios auxiliares de locomoção totalizaram 41%. A pontuação prevalente do GMFM foi de 0 a 25% (22 indivíduos) e a maioria dos pacientes (29%) classificados como nível IV no GMFCS. Conclusão: São necessários mais estudos que definam o perfil epidemiológico das crianças com Paralisia Cerebral para melhor caracterização desta população e direcionamento de futuras pesquisas.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Perfil de Saúde, Centros de Reabilitação, Modalidades de Fisioterapia

 

Perfil social de crianças e jovens com paralisia cerebral em um centro de reabilitação física

Social profile of children and teens with cerebral palsy in a physical rehabilitation center

Viviane Duarte Correia; Arlete Camargo de Melo Salimene

Acta Fisiátr.2016;23(1):16-19

Para o desenvolvimento de programas de reabilitação e ações de saúde, é preciso compreender as mudanças na vida dessas pessoas, para a execução e participação das várias atividades na vida diária. A paralisia cerebral (PC) é causa mais comum de deficiência física grave na infância. Afeta cerca de dois a cada 1.000 nascidos vivos em todo o mundo, enquanto nos países em desenvolvimento, está estimada em 7 por 1.000 nascidos vivos. Objetivo: Conhecer os universos socioeconômico e demográfico da criança com paralisia cerebral do município de São Paulo/SP. Métodos: Trata-se de estudo quantitativo, qualitativo e descritivo, em pacientes com diagnóstico clínico e funcional de paralisia cerebral, ativos em programa de reabilitação, durante o ano de 2014, residentes na cidade de São Paulo/SP, com idades entre 0 e 18 anos, de ambos os sexos. Resultados: Vinte e cinco pacientes participaram do estudo. A pesquisa revelou que 52% (13) dos pacientes são do sexo feminino, com idades de 6 a 15 anos. No âmbito econômico, 80% (20) dos pacientes possuem o Benefício de Prestação Continuada (B.P.C), sendo esta a principal fonte de renda para 40% (10) das famílias. No âmbito familiar, 88% (22) dos pacientes vivem em família nuclear, composta por casais. A segunda maior proporção 20% (5) foi de famílias monoparentais, chefiadas por mulheres. No que refere à participação da figura paterna no tratamento, 56% (14) dos casos contam com o envolvimento paterno, dos quais 91% (22) convivem com a renda familiar de até 2 S.M. Dos contextos familiares, em que não há o envolvimento paterno no tratamento, totalizam 44% (11). A maioria destas famílias vivem com renda familiar de até 1 SM 57% (14) e, em arranjos familiares distintos. Os resultados da pesquisa apontam que 1, em cada 4 pacientes não frequenta o ambiente escolar. Com relação à moradia dos pacientes, 72% (18) não possuem casa própria e, 80% (20) não possuem acessibilidade na residência. Conclusões: Conhecer o meio em que vivem as pessoas com deficiência é de extrema relevância, visto que este pode influenciar positiva ou negativamente, a vivência da saúde e doença. O dinamismo familiar e o empenho do trabalho em equipe no processo de reabilitação poderão contribuir, favoravelmente, ao bem-estar de todos e inclusão social, da criança com PC, e auxiliar na formulação das políticas públicas.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Crianças, Perfil de Saúde, Assistência Social

 

Perícia médica e reabilitação profissional: o atual modelo de perícia e uma proposta multidimensional aplicada em um projeto piloto em Santa Catarina

The cross-examination of medical experts and occupational rehabilitation: the present cross-examination model and a multidimensional proposal applied in a pilot project in Santa Catarina

Alfredo Jorge Cherem ; Roberto Carlos Ruiz ; Alessandre Tramontim ; Domingos Lino

Acta Fisiátr.2009;16(2):93-98

Este artigo aborda aspectos da prática atual da perícia médica na área de Reabilitação Profissional (RP) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bem como, descreve uma outra metodologia de trabalho aplicada em um projeto piloto coordenado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Assim, pretende-se discutir as possibilidades de aperfeiçoamento deste serviço através da interação entre o médico perito e a equipe multiprofissional. O modelo apresentado proporciona avanços na qualidade da perícia com fins de reabilitação, contribuindo desta forma com a tomada de decisão baseada em evidências a partir de dados apresentados e discutidos em equipe.

Palavras-chave: medicina ocupacional/legislação & jurisprudência, médicos do trabalho, reabilitação

 

Prevalência de alterações funcionais corpóreas em crianças com paralisia cerebral, Fortaleza, Ceará, 2006

Prevalence of bodily functional changes in children with cerebral palsy, Fortaleza, Ceará, 2006

Ismênia de Carvalho Brasileiro; Thereza Maria Magalhães Moreira

Acta Fisiátr.2008;15(1):37-41

Alterações funcionais estão presentes em paralisados cerebrais desde a terna infância e quanto mais grave a tipologia maior as disfunções. O presente estudo teve por objetivo descrever as alterações funcionais corpóreas de crianças com paralisia cerebral (PC) atendidas em um núcleo de tratamento e estimulação precoce na cidade de Fortaleza, Ceará utilizando a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A amostra foi constituída de 32 crianças com PC leve ou moderada, a partir de três anos, assíduas ao tratamento fisioterápico. Os déficits encontrados foram difusos; 43,7% (14) não possuíam déficit cognitivo; 50% (16) apresentaram déficit leve de atenção, dificuldades leves de coordenação motora em 37,5% (12) e, em 56,2% (18) moderada. Em 9,3% (19), foi observada alteração leve de afetividade e em 53,1% (17) déficit perceptivo leve. Déficits leves de linguagem estiveram presentes em 25% (8) e em 15,6% (5) moderado. Cerca de 60% apresentou déficit visual e 81,2% proprioceptiva; 78,1% (25) apresentaram alteração respiratória leve e, 62,5% (20) dificuldades na ingestão de alimentos. A mobilidade articular esteve inadequada em 68,75% (22) e a estabilidade em 53%. Observaram-se déficits moderados de força muscular em 62,5% (20) dos hemiparéticos, 59,3% (19) dos paraparéticos, e 71,8% (24) dos tetraparéticos. A atenção para o impacto neurológico e funcional da PC tem sido alvo de estudos recentes embora que ainda centralizados na descrição da doença e em suas conseqüências. Estudos como estes são oportunos para o conhecimento das capacidades e limitações funcionais da criança acometida.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, paralisia cerebral, criança

 

Programa de Reabilitação Ampliada (PRA): uma abordagem multidimensional do processo de reabilitação profissional

Extended rehabilitation program: a multidimensional approach to the occupational rehabilitation process

Carolina Bunn Bartilotti ; Paulo Renato de Andrade ; Juliana de Mattos Varandas ; Paula Cristina Gamba Ferreira ; Cristine Cabral

Acta Fisiátr.2009;16(2):66-75

O PRA foi desenvolvido a partir de uma demanda do Ministério Público do Trabalho (MPT) 12ª Região mediante denúncia de uma alta prevalência (10%)de doenças ocupacionais; em especial LER/DORT e transtornos mentais, em uma empresa do ramo de produção e abate de aves e suínos do meio oeste de Santa Catarina. A partir do estabelecimento de parcerias entre o INSS, Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (CEREST/SC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MPT 12ª Região, o PRA foi desenvolvido como uma proposta de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), sendo um projeto único no Brasil e constituído de três pilares: 1. assistencial; 2. vigilância; e 3. requalificação. Fizeram parte da equipe multidisciplinar 18 profissionais que ofereciam serviços de fisioterapia, terapia ocupacional (T.O.), psicologia, acupuntura, reeducação postural global (RPG), tai chi chuan, massoterapia, danças circulares, grupo informativo, condicionamento físico, hidroginástica, terapias complementares e assistência social. Este programa foi iniciado em novembro/2007 finalizando suas atividades em setembro/2008, atendendo durante este período 425 pessoas. Os objetivos principais deste artigo são: 1. descrever a estrutura do PRA e seus procedimentos no pilar assistencial e requalificação; 2. apresentar os principais resultados encontrados. Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, com coleta de dados em dois momentos (inicio e término do tratamento). Os dados foram analisados utilizando estatísticas descritivas e inferenciais (média, DP), teste T e Chi-quadrado. Um grande número de trabalhadores apresentou melhoras significativas nos indicadores qualidade de vida, saúde global, capacidade funcional, depressão, aumento da amplitude de movimento. Cerca de 271 trabalhadores atendidos (64%) retornaram ou estão retornando ao trabalho, 68 (16%) ainda permanecem afastados, 32 (cerca de 7 %) foram aposentados, 24 (cerca de 6%) apresentaram outras patologias não contempladas pelo programa, 19 (cerca de 4%) ainda estão realizando algum tratamento, e 11 (3%) beneficiários abandonaram o programa de reabilitação. O que pode se concluir a partir desta experiência, é que o processo de reabilitação profissional deve abordar esta problemática a partir de um enfoque biopsicossocial. O foco principal da equipe de reabilitação não é na patologia instalada, e sim o restabelecimento das capacidades funcionais e desenvolvimento de novas possibilidades, a partir do grau de funcionalidade e escolaridade do trabalhador.

Palavras-chave: saúde do trabalhador, transtornos traumáticos cumulativos, transtornos mentais, reabilitação

 

Programa de treinamento muscular em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica grave

Muscle training program in patients with severe chronic obstructive pulmonary disease

Luiza Minato Sagrillo; Estele Caroline Welter Meereis; Marisa Pereira Gonçalves

Acta Fisiátr.2016;23(3):145-149

Objetivo: Este estudo que visou analisar os efeitos de um programa de treinamento muscular através da EENM de membros inferiores (MMII) e exercícios ativos resistidos de MMSS em pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave. Métodos: A amostra foi constituída por 5 sujeitos com idade média de 65,2 ± 6,09 anos. As avaliações iniciais e finais, compreenderam os testes: uma repetição máxima; senta-levanta; perimetria das coxas; caminhada de seis minutos; questionário St George; escala de dispneia MRC; índice de BODE. A intervenção foi realizada três vezes/semana, totalizando 18 sessões de 30 min de Estimulação elétrica neuromuscular (EENM) e 30 min de treinamento membros superiores, com uso de diagonais do Método Kabat. Os parâmetros da EENM foram: frequência 50 Hz, Ton 6s, Toff 8s, rampa de subida 2s, rampa de descida 2s, largura de pulso 400 µs e intensidade conforme a tolerância do paciente, aumentada em 1 a 5 mA a cada dia. Resultados: Mostraram aumento da força muscular (p = 0,01) e da resistência muscular (p = 0,01). Verificou-se uma tendência à melhora na qualidade de vida (p = 0,16) e na aptidão cardiorrespiratória (p = 0,11). Conclusão: A associação de EENM e exercícios com diagonais pode ser um recurso valioso para o tratamento dos pacientes com DPOC grave. Entretanto, sugere-se pesquisas com um maior número amostral para comprovar seus benefícios.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Tolerância ao Exercício, Qualidade de Vida

 

Proposta de exercícios resistidos para pessoas com esclerose múltipla: um estudo de caso

Proposal of resistance exercise for people with multiple sclerosis: a case study

Otávio Luis Piva da Cunha Furtado; Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares

Acta Fisiátr.2007;14(2):111-116

A prática de exercícios resistidos é uma das formas mais comuns de exercitar-se na sociedade contemporânea. Nesse estudo, buscamos sistematizar, propor e aplicar um programa de exercícios resistidos adaptados para um grupo de pessoas com esclerose múltipla (EM). Foram convidadas 80 pessoas com a doença e cadastradas em uma entidade de pessoas com EM da cidade de Campinas e Região. Deficiência e incapacidade neurológica foram determinadas pela Expanded Disability Status Scale (EDSS). Para avaliar a capacidade funcional utilizou-se a Medida de Independência Funcional (MIF), a caminhada cronometrada de 7,62 metros, o Timed "Up and Go" test, Box and Block test, e o teste de alcance funcional. O programa com exercícios resistidos teve duração de 10 semanas consecutivas, com duas sessões semanais. Nove sujeitos apresentaram-se para o estudo, sendo seus resultados divididos em grupo 1 (4 pessoas sedentárias) e grupo 2 (5 pessoas que participavam ou haviam participado regularmente de outros programas com exercícios físicos). Um sujeito do grupo 1 completou o programa com alta taxa de adesão, tendo sua avaliação não apontado alteração nos valores do EDSS e do MIF. Observou-se redução no tempo para execução da caminhada cronometrada de 7,62 metros (-21%) e no Timed "Up and Go" test (-12,8%). Houve melhora na execução do teste Box and Block: membro direito (2,1%) e membro esquerdo (6,7%) e piora no teste de alcance funcional (-7,5%). Os resultados desse estudo estão de acordo com os dados publicados na literatura, destacando a adequação e segurança de um programa com exercícios resistidos para melhora de aspectos funcionais de pessoas com esclerose múltipla.

Palavras-chave: esclerose múltipla, exercício resistido, exercício físico

 

Publicações brasileiras referentes à Classificação Internacional de Funcionalidade

Brazilian publications on the International Classification of Functioning

Luciana Castaneda; Shamyr Sulyvan de Castro

Acta Fisiátr.2013;20(1):29-36

Considerando o aumento das doenças crônicas e da expectativa de vida, é de grande interesse atual a mensuração dos fenômenos de funcionalidade e incapacidade. A Organização Mundial de Saúde há cerca de 30 anos vem desenvolvendo ferramentas para entendimento e classificação destes processos, sendo o modelo atual a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). A CIF propõe uma mudança de paradigma, onde o modelo biopsicossocial substitui o modelo biomédico predominante. É o mais recente e abrangente modelo taxonômico para a funcionalidade e incapacidade dentro de uma perspectiva universal e unificada.
OBJETIVO: Em virtude do crescente interesse da comunidade científica pelo tema, o objeto do trabalho é descrever e classificar por áreas de conhecimento as publicações referentes à CIF.
MÉTODO: As bases de dados utilizadas foram Lilacs e Scielo. Foram selecionadas 39 publicações.
RESULTADOS: A maioria das publicações foi referente a artigos originais (51,3%) e a área de conhecimento com maior número de trabalhos foi a Neurologia.
CONCLUSÃO: Os resultados apontam que houve um crescimento elevado de publicações nos últimos cinco anos.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Prática Clínica Baseada em Evidências, Coleta de Dados, Literatura de Revisão como Assunto

 

Qualidade de vida em diabetes mellitus e Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - estudo de alguns aspectos

Quality of life in diabetes mellitus and the International Classification of Functioning Disability and Health - a study of some aspects

Carmen Lucia Natividade de Castro; Valeria Bender Braulio; Frederico A. Lyra Dantas; Ana Paula Cony Barros Couto

Acta Fisiátr.2008;15(1):13-17

INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus (DM) pode ter um efeito profundo na qualidade de vida dos pacientes e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um instrumento válido para verificar a influência dos componentes de saúde na qualidade de vida. O objetivo deste estudo, é apresentar a distribuição de freqüência das categorias das CIF do Core Set resumido para DM, com comprometimento grave em um grupo de pacientes com a qualidade de vida muito afetada pelo diabetes.
MÉTODOS: Foram estudados 38 pacientes diabéticos, 76,3 % com DM2 e 23,7 % com DM1, utilizando-se dados clínicos, informação de qualidade de vida associada ao diabetes do questionário AddQoL e incapacidade associada ao diabetes: categorias do Core Set resumido da CIF com comprometimento grave e completo, e categorias cuja informação era insuficiente para especificar a gravidade do comprometimento. Análise estatística: análise descritiva dos dados.
RESULTADOS: Categorias de funções corporais mais gravemente afetadas foram b130, b210, b530, b540, de estruturas corporais foram s220, s410, s740, de atividades/participação foram d240, d570 e de fatores ambientais foram e110, e115. As estruturas menos classificadas foram pâncreas (s550), globo ocular (s220) e sistema nervoso parassimpático (s150).
CONCLUSÃO: No grupo estudado de diabéticos com complicações crônicas, controle metabólico inadequado e qualidade de vida muito afetada pela doença, a presença de incapacidade no cuidado pessoal e de barreiras ambientais, é sugestivo de que estes fatores possam contribuir para uma pior qualidade de vida, embora comprometimentos nas funções e estruturas corporais tenham sido os mais prevalentes.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, diabetes mellitus, qualidade de vida

 

Quedas e fatores associados em idosos trabalhadores de uma instituição de ensino superior

Falls and associated factors among older workers in a university

Soraya Geha Gonçalves; Edson Lopes Lavado; Celita Salmaso Trelha

Acta Fisiátr.2016;23(2):78-84

Objetivo: Analisar fatores associados a quedas em idosos servidores de uma instituição de ensino superior pública. Métodos: Estudo transversal, com idosos trabalhadores de idade igual ou superior a 60 anos. Foi utilizado um questionário estruturado abordando aspectos sociodemográficos, ocupacionais e ocorrência de quedas nos últimos 12 meses. Instrumentos utilizados: Escala de Depressão Geriátrica, Pittsburgh Sleep Quality Index, International Physical Activity Questionnaire, Timed Up and Go Test, Teste de "Sentar e Levantar" da cadeira 5 vezes, Velocidade da Marcha, Equilíbrio Estático e Força de Preensão Manual. Resultados: Participaram do estudo 254 idosos trabalhadores, 76% pertenciam à faixa etária entre 60 a 64 anos e 58,7% eram do sexo masculino. A amostra foi dividida em dois grupos, caidores e não caidores e a prevalência de quedas nos últimos doze meses foi de 21,3% ± 2,72 (IC 95% = 15,92-26,58). Verificou-se associação significativa entre queda e sexo (p = 0,043), hospitalização nos últimos 12 meses (p = 0,000) e velocidade da marcha (p = 0,007). No modelo de regressão Poisson permaneceram as três variáveis associadas à queda: sexo masculino (RPaj = 0,62 IC 95% 0,40-0,98); velocidade da marcha adequada (RPaj = 0,46 IC 95% 0,26-0,81) e hospitalização nos últimos 12 meses (RPaj = 2,79 IC 95% 1,80-4,32). Conclusão: Estudo identificou uma menor prevalência de quedas nesta população e verificou a relação positiva entre trabalho e envelhecimento, no qual os idosos que continuam trabalhando tendem a apresentar melhores condições de saúde que a população de idosos em geral.

Palavras-chave: Acidentes por Quedas, Trabalhadores, Idoso, Nível de Saúde

 

Reabilitação profissional como política de inclusão social

Occupational rehabilitation as a social inclusion policy

Maria Maeno; Mara Alice Conti Takahashi; Mônica Angelim Gomes de Lima

Acta Fisiátr.2009;16(2):53-58

Este artigo faz uma breve análise de aspectos históricos e institucionais da reabilitação profissional no Brasil, e propõe desafios conceituais e estruturais a serem superados, condição necessária para que seja construída uma política de inclusão social nessa área. Aborda o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, criada Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano de 2001, como ferramenta na reabilitação profissional.

Palavras-chave: saúde do trabalhador, políticas públicas, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, reabilitação

 

Reabilitação pulmonar na doença pulmonar obstrutiva crônica

Ana Paula Coutinho Fonseca; Claudia Fonseca Pereira; Gilberto de Almeida Fonseca

Acta Fisiátr.1996;3(2):18-22

O treinamento com exercícios físicos é um componente essencial do programa de Reabilitação Pulmonar. A presente revisão objetiva enfocar as diferentes formas de atividades físicas que podem ser prescritas aos pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (D.P.O.C.). As repercussões deste programa são relacionadas com as incapacidades funcional e psicossocial já instaladas nestes pacientes. Os autores propõem um protocolo de treinamento para que estes pacientes alcancem uma melhor qualidade de vida.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Reabilitação Pulmonar. Exercícios Físicos.

 

Relação entre a Medida de Independência Funcional e o Core Set da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acidente vascular encefálico

The Relationship between the Functional Independence Measure and the International Classification of Functioning, Disability, and Health Core Set for stroke

Andersom Ricardo Fréz; Bruna Antinori Passeggio Vignola; Helena Hideko Seguchi Kaziyama; Luisa Carmen Spezzano; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(1):24-28

Para a avaliação da funcionalidade do paciente com acidente vascular encefálico (AVE) existem diversos instrumentos, entre eles a Medida de Independência Funcional (MIF). A partir da aprovação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvido o Core Set para indivíduos com AVE, o qual passou a considerar os componentes da CIF para o entendimento da funcionalidade e da incapacidade física destas pessoas.
OBJETIVO: Foi estabelecer uma relação entre a MIF e o Core Set da CIF para pacientes com sequelas de AVE.
MÉTODO: Considerando as descrições das atividades da MIF e as definições das categorias da CIF, foram selecionadas as categorias do Core Set da CIF para pessoas com AVE relacionados às tarefas avaliadas pela MIF. Foi considerado o que contemplava cada atividade da MIF, a descrição detalhada e as definições de cada categoria da CIF. Foi proposta uma relação entre os indicadores quantitativos e qualitativos da CIF e as escalas e níveis de função da MIF. Estabeleceu-se uma relação inversa entre a escala da MIF e os qualificadores da CIF, pois quanto menor a escala da MIF maior o comprometimento, já para a CIF, quanto menor o qualificador menor o comprometimento.
RESULTADOS: Das 130 categorias de segundo nível utilizadas no Core Set 27 (20,8%) foram relacionadas às atividades da MIF, sendo oito (29,6%) dos componentes das funções do corpo, 17 (63%) das atividades e participação e dois (7,4%) dos fatores ambientais. Para as 10 categorias que fazem parte da versão abreviada deste Core Set, apenas cinco foram relacionadas às atividades da MIF.
CONCLUSÃO: O presente estudo evidenciou que a escala MIF está centrada no indivíduo, não correlacionando fatores externos que influenciam na realização das atividades. A escala CIF possui parâmetros adequados e permite uma visão biopsicossocial do indivíduo, abrangendo desde as disfunções e deficiências dos indivíduos acometidos com por AVE até a influência destes fatores nas atividades sociais e no meio ambiente.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Reabilitação

 

Resultados de um programa de condicionamento físico em um paciente com hemofilia A grave

Results of a physical fitness program for a patient with severe hemophilia A

Leonardo Danelon da Cruz; Cristiane Gonçalves da Mota; Cristiane Vieira Cardoso; Katia Lina Miyahara; Rodrigo Luis Yamamoto; Donaldo Jorge Filho

Acta Fisiátr.2015;22(2):97-100

A hemofilia é uma doença que afeta a coagulação do sangue pela falta ou diminuição do fator de coagulação VIII ou IX. Esta deficiência faz com que a pessoa sangre por um tempo maior do que uma pessoa normal se não for medicada. Foi avaliado um indivíduo do sexo masculino de 31 anos com hemofilia A grave, artropatia hemofílica em cotovelo esquerdo e tornozelo direito. Foram realizadas 20 meses de treinamento resistido e aeróbio. As musculaturas envolvidas nos exercícios resistidos foram o peitoral maior, latíssimo do dorso, bíceps braquial, tríceps braquial, deltoide, quadríceps e isquiotibiais, sendo realizadas duas séries de 10 repetições para cada um e intervalo de 45 segundos, com intensidade de acordo com o teste inicial de 10 RM baseados na percepção de esforço de 11 a 13 da Escala de Borg. O exercício aeróbio foi realizado em bicicleta ergométrica horizontal com duração de 20 minutos, sendo aferida a frequência cardíaca de repouso, aos 10 e aos 20 minutos do exercício, e após três minutos do término. Nos seis meses antes de iniciar o programa o paciente sofreu três hemorragias, duas espontâneas, em cotovelo e tornozelo esquerdos e uma em coxa direita por pequeno trauma não identificado - em todas fazendo uso do FAH. Durante os 20 meses, o paciente teve uma hemorragia após oito meses de tratamento, no cotovelo esquerdo por trauma durante os exercícios após aumento de carga. Após este episódio, o paciente teve outro sangramento, porém espontâneo, na mesma articulação 12 meses depois. O menor ganho de força foi de tríceps braquial com 33% e o maior foi 257% em extensores de joelho, sendo a média de ganho geral de força muscular de 121%. A prática de exercícios físicos de forma supervisionada é um importante instrumento auxiliar no tratamento das pessoas com hemofilia, demonstrando a necessidade de treino de força e resistência muscular específico para este grupo de pessoas quanto à prevenção de lesões, evitando o desgaste e comprometimento do sistema musculoesquelético. O propósito deste estudo é apresentar os resultados obtidos em um programa de Condicionamento Físico, na prevenção de hemorragias de uma pessoa com hemofilia A grave e sua ação profilática, sem a administração do fator anti-hemofílico (FAH).

Palavras-chave: Hemofilia A, Condicionamento Físico Humano, Força Muscular, Exercício

 

Resultados do core set da CIF de dor crônica generalizada em mulheres com fibromialgia no Brasil

Results of the ICF core sets for chronic widespread pain in women with fibromyalgia in Brazil

Marcelo Riberto; Thais Rodrigues Pato Saron; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2008;15(1):6-12

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde para uniformizar a terminologia usada para descrever as situações incapacitantes. O core set da CIF para dor crônica generalizada (DCG) é um recurso derivado da CIF que sistematiza e agiliza a descrição da funcionalidade das pessoas com DCG, com o objetivo de fornecer informações para relatórios de saúde pública e para orientação de intervenções de reabilitação. Este estudo objetivou a descrição dos resultados da aplicação do core set da CIF para DCG em uma amostra de 29 pacientes com fibromialgia que terminaram o programa de reabilitação multidisciplinar. As categorias do core set nas quais 30% ou mais dos pacientes fossem considerados sem problema foram classificadas como "não relevantes" para a descrição da funcionalidade das pessoas com essa condição de saúde. Ao todo, 58,2% das categorias do core set foram classificadas como "não relevantes", correspondendo a 43,5% das funções corpóreas, 51,8% das atividades e participações e 68,8% dos fatores ambientais. Esses achados podem ter sido fortemente influenciados pelo fato de os pacientes serem pré-selecionados para a participação em atividades em grupo, o que pressupõe melhores condições emocionais e de relacionamento interpessoal. O fato de estarem ao final de um programa terapêutico com atividades de psicoterapia em grupo e condicionamento físico também pode ter favorecido o desempenho nas funções e atividades psicológicas e de relacionamento, assim como em várias atividades físicas. Apesar desses achados apontarem desfavoravelmente para a validação do core set da CIF para DCG, as características da amostra estudada não permitem a sua generalização.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, fibromialgia, dor, mulheres, Brasil

 

Sobre o processo de triagem em centros de reabilitação

The triage process in rehabilitation centers

Marcelo Riberto; Sueli Satie Hamada Jucá; Margarida Harumi Miyazaki; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(3):130-133

O processo de triagem em centros de reabilitação consiste numa avaliação das condições do paciente potencial usuário dos serviços prestados nessas unidades do sistema de saúde. Em geral ela ocorre no primeiro contato com a equipe clínica. Por meio de agendamento, o paciente é submetido a entrevista com um médico, um assistente social e um psicólogo num só momento, onde são verificadas as condições clínicas, aspectos de dinâmica de relacionamento e psicopatológicos, bem como requisitos sociais para participação regular e supervisionada nas atividades propostas. O objetivo do processo de triagem não é obstruir o acesso de qualquer pessoa aos serviços disponíveis, mas sim direcionar o potencial usuário para a forma mais ágil de atendimento ou mais apropriada às suas necessidades. Ao final do processo de triagem o paciente pode ser eleito para intervenção multiprofissional em vários dias da semana, outras alternativas de intervenção, seja terapêuticas ou de orientação, com recrutamento de número diferente de profissionais ou contatos semanais. Considerando a realidade de reabilitação no Brasil, que não contempla a internação, pode-se esperar um aproveitamento integral do programa de reabilitação somente em condições otimizadas. Os recursos para reabilitação não são ilimitados, assim, a sua otimização é necessária e o processo de triagem viabiliza o melhor aproveitamento desses recursos, e uma distribuição mais justa e ética dos mesmos.

Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Administração em Saúde, Triagem, Pessoas com Deficiência/reabilitação

 

Terapia manipulativa ortopédica na dor vertebral crônica: uma revisão sistemática

Manipulative orthopedic therapy for chronic spinal pain: a systematic review

Freddy Beretta Marcondes; Samuel Satraceri Lodovichi; Milton Cera

Acta Fisiátr.2010;17(4):180-187

OBJETIVO: Analisar a eficácia da Terapia Manipulativa Ortopédica (TMO) nos casos de dores vertebrais crônicas.
MÉTODOS: Uma busca sistematizada foi realizada nas bases de dados PEDro, Medline e Science Direct no mês de junho de 2010, reunindo ensaios clínicos randomizados recentes que documentassem os efeitos da TMO na Dor Vertebral Crônica. Todos os trabalhos tiveram suas qualidades metodológicas avaliadas pela escala de PEDro e somente os estudos com notas acima de cinco foram revisados. Os dados foram extraídos de forma padronizada de cada estudo.
RESULTADOS: Foram revisados oito artigos sobre dor cervical crônica e onze sobre dor lombar crônica. Quanto a dor cervical crônica, seis estudos mostraram que a TMO associada a exercícios são eficazes, mantendo a melhora dos sintomas por até 24 meses. Um estudo mostrou que a TMO (sem exercícios) é superior à massagem e outro estudo mostrou que a TMO proporciona alívio imediato da dor. Quanto a dor lombar crônica, cinco ensaios clínicos mostraram que a TMO associada a exercícios são eficazes a curto e longo prazo; dois trabalhos mostraram que a TMO é mais eficaz do que analgésicos e anti-inflamatórios. Três estudos mostram que a TMO como único tratamento é eficaz, um estudo mostra que a manipulação não é mais eficaz que exercícios de extensão.
CONCLUSÃO: As técnicas de TMO (exceto osteopatia) são recursos eficazes nos casos de dores crônicas da coluna. Entretanto, seus efeitos de redução da dor ocorrem somente a curto prazo, sendo necessário a associação de exercícios terapêuticos para um resultado eficaz a longo prazo. Mais estudos devem ser feitos para comparar diferentes técnicas de TMO e diferentes técnicas de exercícios entre si nos casos de dores crônicas da coluna.

Palavras-chave: Manipulação Ortopédica, Manipulação da Coluna, Exercício, Revisão

 

Tratamento com estimulação elétrica funcional para facilitação da recuperação motora em paciente com acidente cerebrovascular subagudo

Functional electrical therapy for facilitation of motor recovery in a patient with subacute stroke

Aleksandra Plavsic; Aleksandar Djurovic; Mirjana B. Popovic

Acta Fisiátr.2008;15(2):117-121

OBJETIVO: Determinar a eficácia de um protocolo de Tratamento com Estimulação Elétrica Funcional (FET) administrado a um paciente com acidente cerebrovascular subagudo.Descrição do Caso: Paciente destro, 67 anos, sexo masculino, que sofreu infarto nas regiões occipital esquerda e frontoparietal 6 meses antes de sua admissão neste estudo e que demonstrou grau elevado de motivação para recuperar plenamente a força do braço e o controle adequado dos dedos do membro superior afetado.
INTERVENÇÃO: Trinta minutos de FET, 5 vezes por semana durante 3 semanas (7 1/2 horas no total) além da fisioterapia convencional. Principais Medidas de Avaliação de Resultados: A Escala Modificada de Ashworth (MAS), o teste de funcionalidade das extremidades dos membros superiores (UEFT), o Registro de Atividade Motora (MAL), O teste de 6 fases de Brunnstrom, a Medida de Independência Funcional (MIF).
RESULTADOS: O paciente apresentou melhora bastante significativa nas escalas quantitativas UEFT e MAL. Ele melhorou de forma específica na atividade de escrever ao obter melhor controle dos dedos e na capacidade de controlar objetos pesados. Também, observou-se o aumento da amplitude ativa de movimento (ROM) dos músculos proximais, embora a estimulação elétrica tenha sido aplicada apenas aos músculos distais. Houve uma melhora na qualidade geral da utilização do braço, conforme mensurado pela escala qualitativa MAL.
CONCLUSÕES: A terapia com Estimulação Elétrica Funcional (FET) em pacientes com acidente cerebrovascular subagudo com alta motivação para tarefas específicas pode ser um método eficaz para a melhora do funcionamento e da utilização dos braços afetados.

Palavras-chave: estimulação elétrica, terapia; acidente vascular encefálico; exercício; reabilitação

 

Treinamento resistido como intervenção na reabilitação em pacientes com lesão medular: uma revisão de literatura

The effects of resistance training intervention in the rehabilitation of patients with spinal cord injury: a literature review

Frederico Ribeiro Neto; Paulo Gentil

Acta Fisiátr.2011;18(2):91-96

OBJETIVO: analisar os indícios na literatura sobre os efeitos do treinamento resistido como forma de intervenção na reabilitação de pacientes com lesão medular traumática ao longo do tempo.
MÉTODO: Fontes das informações: uma busca sistematizada da literatura em cinco bancos de dados (MEDLINE, LILACS, SciELO, IBECS e Biblioteca Cochrane) foi realizada até agosto de 2010. Seleção dos estudos: estudos observacionais e de intervenção que incluíam treinamento resistido em pessoas com lesão medular traumática. Variáveis analisadas: foram analisados os desfechos de ordem fisiológica (força, potência e capacidade cardiorrespiratória), escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg), velocidade de marcha e percepções subjetivas (melhora de funcionalidade e relato de dores ou lesões).
RESULTADOS: foram encontrados 16 artigos que preencheram os critérios de inclusão. Nenhum encontrou qualquer tipo de prejuízo ou lesão para essa população. Oito estudos avaliaram o VO2 e detectaram melhoras significativas entre 10% e 30%. Força e potência foram verificadas em dez estudos, mas a magnitude variou de forma distinta (8% a 34% e 6% a 81%, respectivamente). A análise da resposta favorável do treinamento resistido relacionada com escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg) ou com velocidade de marcha ocorreu em três investigações.
CONCLUSÕES: em todos os artigos analisados, as respostas decorrentes da intervenção foram positivas e favoráveis à melhora física e funcional aumentando, conseqüentemente, a independência nas atividades diárias. Os autores sugerem a inclusão do treinamento resistido sistematizado na reabilitação de acordo com a demanda diária do indivíduo em prol de um ganho funcional, prevenção de lesões, melhora da saúde e da qualidade de vida.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Terapia por Exercício, Treinamento de Resistência, Reabilitação

 

Treino de força muscular de membros superiores orientado à tarefa na distrofia miotônica do tipo 1: estudo de caso

Task-oriented upper limb strength training in myotonic dystrophy type 1: case study

Joyce Martini; Camila Quel de Oliveira; Heloise Cazangi Borges; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2011;18(2):102-106

O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do treino de força muscular dos membros superiores a partir da abordagem orientada à tarefa, com relação à força muscular, à funcionalidade e à qualidade de vida de um indivíduo adulto com distrofia miotônica do tipo1. Foi realizado um treino de força muscular submáximo (60% da resistência máxima), na freqüência de três terapias semanais, num período de 16 semanas, constituído de três avaliações, a inicial, a final e a de seguimento de um mês do término do protocolo, com base na Medical Research Council scale (MRC), no Total Muscle Score (TMS), na Medida de Função Motora (MFM) e na versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF-36. Com relação à força muscular, houve um incremento de 5% no TMS. Na funcionalidade, a MFM apresentou um acréscimo de 1,04% na avaliação final, o qual se perdurou na avaliação de seguimento. Na SF-36, o participante apresentou um acréscimo de 2,12% na segunda avaliação, retornando à pontuação inicial após um mês do protocolo; porém no domínio de capacidade funcional manteve-se o aumento de 20%. O treino de força muscular submáximo orientado à tarefa mostrou-se benéfico com base na força muscular e no domínio de capacidade funcional do questionário de qualidade de vida; porém denotou restrita variação quantitativa no âmbito da funcionalidade.

Palavras-chave: Distrofia Miotônica, Exercício, Força Muscular, Qualidade de Vida

 

Treino de marcha com suporte parcial de peso em esteira ergométrica e estimulação elétrica funcional em hemiparéticos

Bodyweight supported treadmill training associated with functional electrical stimulation in hemiparetic patients

Fernanda Beinotti; Carla Prazeres Fonseca; Maria do Carmo Silva; Maria Izabel Fernandes de Arruda Serra Gaspar; Enio Walker Azevado Cacho; Telma Dagmar Oberg

Acta Fisiátr.2007;14(3):159-163

INTRODUÇÃO: A perda da habilidade locomotora em indivíduos com Acidente Vascular Encefálico (AVE) tem sido atribuída a hemiparesia, a mais comum causa de comprometimento pós AVE. Novas abordagens, como o treino de marcha utilizando o Suporte Parcial de Peso (SPP) em uma esteira ergométrica associada com a Estimulação Elétrica Funcional (FES) tem sido sugerido como um método de reabilitação da marcha em pacientes hemiparéticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do treinamento de marcha com SPP em esteira ergométrica associado ao FES em pacientes hemiparéticos.
MÉTODOS: Foram selecionados aleatoriamente 14 sujeitos com hemiparesia decorrente de acidente vascular cerebral. A escala de Desempenho Físico de Fugl-Meyer, a escala de Equilíbrio de Berg, a escala de Categorias de Deambulação Funcional e uma avaliação da cadência foi utilizada como instrumento de medida. Foram realizadas quatro avaliações com os sujeitos da pesquisa, a primeira (controle) realizada antes e a segunda (pré-tratamento) depois do tratamento fisioterápico tradicional, a terceira (pós-tratamento) após o treinamento de marcha com SPP em esteira ergométrica associado ao FES (20 sessões), e há quarta (retenção), trinta dias após o término do tratamento.
RESULTADOS: O treinamento proposto apresentou melhora significativa (p-valor >0,05) na velocidade da marcha, na cadencia, no equilíbrio e no nível de comprometimento motor, mantendo os resultados após 30 dias.
CONCLUSÃO: O treinamento de marcha com SSP em esteira ergométrica associado ao FES é eficaz na reabilitação da marcha em hemiparéticos.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, estimulação elétrica, marcha, teste de esforço

 

Uma abordagem qualitativa das interações entre os domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

A qualitative approach of interactions between the domains of the International Classification of Functionality, Disability, and Health

Alexandra de Lima; Carina Souza Viegas; Maria Elizarda Machado de Paula; Fabiana Caetano Martins Silva; Rosana Ferreira Sampaio

Acta Fisiátr.2010;17(3):94-102

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) baseia-se no modelo biopsicossocial e permite a compreensão dos processos de funcionalidade e incapacidade através da interação dos seus componentes. O objetivo deste estudo foi analisar as inter-relações entre os domínios da CIF, descrevendo o processo de funcionalidade e de incapacidade a partir da percepção do indivíduo. Utilizou-se abordagem qualitativa com realização de entrevistas e de grade de vida, construídas a partir dos domínios da CIF, aplicadas a 11 pacientes, seguida por preenchimento de um diário de atividades semanais. A maioria dos entrevistados fez ou faz uso de produtos e tecnologias como bengalas, prótese ou órteses, e não teve dificuldade na aquisição dos mesmos através do SUS. Os fatores pessoais que se destacaram foram as formas de enfrentamento da nova condição de saúde e a ressignificação de suas vidas. Durante as entrevistas, a importância do suporte social, sobretudo aquele oferecido pelos familiares e amigos, as barreiras encontradas na utilização do transporte público, além do acesso aos serviços de saúde e benefícios da Previdência Social foram ressaltados. A elaboração de estratégias foi um tema que aponta para a reorganização do cotidiano e que os entrevistados desenvolveram para minimizar as dificuldades vivenciadas em seu dia-a-dia. A análise das entrevistas permitiu confirmar a existência de interação entre os componentes da CIF. Este modelo mostrou-se uma ferramenta importante para compreender o processo de funcionalidade e incapacidade humana a partir da subjetividade e individualidade do paciente, bem como para elaborar intervenções e nortear políticas públicas e pesquisas na área de saúde.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Pessoas com Deficiência, Apoio Social, Políticas Públicas de Saúde

 

Uso de testes clínicos para verificação do controle postural em idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos

Use of clinical tests for verification of postural control in healthy elderly submitted to physical exercise programs

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Lucila Silveira Gatz; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(4):153-158

O controle postural no envelhecimento diminui e a prática de exercícios físicos pode melhorar esta importante função. A fim de medir estas possíveis melhoras, podem ser usados diversos testes. O objetivo deste estudo foi o de analisar o uso de testes clínicos de medidas indiretas para verificar as alterações sobre o controle postural de idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos. O desenho do estudo foi um ensaio clínico simples-cego e aleatorizado com braços paralelos. Participaram da pesquisa 46 idosos divididos aleatoriamente em dois grupos de exercícios: multissensoriais (GMS, n=23, 68,8±5,9 anos) e de fortalecimento (treino resistido) (GR, n=23, 70,18±4,8). Ambos os grupos realizaram 12 semanas (2dias/semana, 50m/dia) de exercícios. Para avaliação do controle postural foram utilizados os testes: Timed up and go (TUG), teste de apoio unipodal, bateria de testes de Guralnik e escala de equilíbrio funcional de Berg. Os indivíduos do GMS apresentaram melhora significativa nos testes TUG e bateria de testes de Guralnik e o GR não apresentou melhora em nenhum dos testes. A melhora no tempo de execução do teste TUG do GMS que foi de 9,1±8,04 para 8,0±1,0 segundos após a intervenção, foi estatisticamente superior ao resultado do GR. Acreditamos que o teste TUG e a bateria de testes de Guralnik são boas opções para avaliar o controle postural de idosos submetidos a programas de intervenção. Embora o TUG não possa ter seu tempo diminuído indefinidamente, permite verificar até mesmo dentro de um tempo de normalidade, alterações promovidas por exercícios físicos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Equilíbrio Postural, Avaliação

 

Utilização da CIF em fisioterapia do trabalho: uma contribuição para coleta de dados sobre funcionalidade

Using the ICF in work-related physiotherapy: a contribution to data collection about functioning

Eduardo Santana de Araújo; Cassia Maria Buchalla

Acta Fisiátr.2013;20(1):1-7

INTRODUÇÃO: A notificação da saúde do trabalhador, no Brasil, é feita por meio da Classificação Internacional de Doenças (CID). No entanto, para se conhecer a funcionalidade e a incapacidade, a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) é mais adequada, por constituir-se numa ferramenta capaz de gerar dados sobre a funcionalidade humana no trabalho e sobre a influência do ambiente no desempenho das atividades ocupacionais.
OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de uma ficha de coleta de dados para uso em Fisioterapia do Trabalho com o intuito de facilitar a notificação de incapacidades ou de influências ambientais na funcionalidade.
MÉTODO:Por meio de um consenso com especialistas, baseado na técnica Delphi, foram escolhidas categorias relevantes da CIF e estruturado um instrumento de coleta de dados que, ao final, foi remetido aos participantes desse processo de seleção para avaliação de sua aplicabilidade.
RESULTADOS: Obtivemos um instrumento de coleta de dados contendo 24 categorias da CIF com a possibilidade de uso de três qualificadores criados para esse propósito. Essa ficha de coleta foi considerada de fácil uso, segundo avaliação dos participantes.
CONCLUSÃO: O instrumento de coleta que resultou deste estudo está disponível para ser testado na área de Fisioterapia do Trabalho e espera-se que possa ajudar na obtenção de dados sobre a funcionalidade do trabalhador.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Saúde do Trabalhador, Coleta de Dados, Fisioterapia

 

Utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde na avaliação fisioterapêutica de indivíduos com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e região lombar

The use of the International Classification of Functioning, Disability and Health in the physical therapy assessment of individuals with musculoskeletal disorders of the lower limbs and lumbar region

George Schayer Sabino; Cecília Martins Coelho; Rosana Ferreira Sampaio

Acta Fisiátr.2008;15(1):24-30

INTRODUÇÃO: A estrutura e o conteúdo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) podem contribuir para a orientação e sistematização da prática clínica do fisioterapeuta. Apesar de promissor, seu uso ainda é limitado, principalmente devido à complexidade de sua aplicação. O objetivo deste estudo foi analisar as dificuldades encontradas no uso da CIF para codificar atividades/participação de pacientes com problemas musculoesqueléticos nos membros inferiores e na região lombar avaliados por um fisioterapeuta.
MÉTODOS: Foram utilizados os relatos dos pacientes quanto às atividades/participação alteradas em decorrência de problemas musculoesqueléticos. Os dados foram coletados dos prontuários e agrupados em categorias para codificação posterior.
RESULTADOS: Cinco domínios da CIF foram utilizados para descrever as atividades/participação alteradas nesses indivíduos (mobilidade, cuidados pessoais, vida doméstica, áreas principais da vida e vida comunitária, social e cívica) e foram identificadas quatro questões relacionadas à codificação: (1) códigos múltiplos para algumas atividades/participação; (2) código impreciso para detalhar uma atividade/ participação (distância corrida); (3) código "não especificado" para classificar o "entrar no carro"; (4) códigos genéricos para atividades/participação que se referem a esportes.
DISCUSSÃO: A possibilidade de seleção de vários códigos para uma mesma condição, decorrente da superposição e inter-relação de atividades/participação, pode tornar a classificação inconsistente em algumas situações. A ausência de detalhamento para algumas atividades/participação pode limitar a precisão na categorização e documentação das informações.
CONCLUSÃO: A CIF possibilitou a caracterização do estado de saúde dos indivíduos, mas apresenta algumas questões que devem ser consideradas para seu aperfeiçoamento.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, avaliação da deficiência, doenças musculosqueléticas, extremidade inferior, fisioterapia (especialidade)

 

Validade discriminante do protocolo do desempenho funcional e social de crianças com paralisia cerebral

Discriminant validity of a social and functional performance protocol for children with cerebral palsy

Livia Marcello Zampieri; Jair Lício dos Santos; Luzia Iara Pfeifer

Acta Fisiátr.2016;23(2):66-72

A Paralisia Cerebral (PC) engloba um grupo de desordens permanentes do desenvolvimento do movimento e postura, atribuídas a distúrbios não progressivos que ocorrem no desenvolvimento fetal ou cérebro infantil. Como consequências do quadro motor, podem ocorrer prejuízos nas habilidades para as atividades de vida diária, independência da marcha, cuidados de higiene e vestuário, atividades sociais, cognitivas e comportamentais, favorecendo um impacto negativo na saúde e no bem-estar da criança e da família. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um sistema de classificação da função e incapacidade e, por se tratar de uma classificação extensa, existe a possibilidade de se agrupar os códigos mais relevantes para diferentes doenças, formando-se os "Core Sets" e, baseado nesta ideia, foi criado um instrumento nomeado Protocolo de desempenho Social e Funcional de crianças com Paralisia Cerebral (DSF-PC). Objetivo: Avaliar a validade discriminante do protocolo DSF-PC para verificar se o mesmo é sensível às alterações de desempenho funcional e participação social de crianças com paralisia cerebral quando comparadas a crianças com desenvolvimento típico. Métodos: Consistiu na aplicação do protocolo do Desempenho Funcional e Social de crianças com Paralisia Cerebral DFS-PC junto aos cuidadores de crianças com PC e crianças com desenvolvimento típico. Resultados: O DFS-PC é considerado sensível para detectar diferenças entre crianças com PC e crianças com desenvolvimento típico, apresentando diferença significativa em 12 dos 16 domínios através do Teste de Mann-Whitney. Conclusão: Este protocolo é considerado válido e adequado para ser aplicado junto a crianças com Paralisia Cerebral.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Criança Paralisia, Cerebral

 

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