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A estimulação elétrica funcional (FES) e a plasticidade do sistema nervoso central: revisão histórica

Functional electrical stimulation (FES) and neuronal plasticity: a historical review

Rebeca Boltes Cecatto; Gerson Chadi

Acta Fisiátr.2012;19(4):246-257

Estudos têm revelado modificações plásticas neuronais concomitantes a melhora clínica de pacientes portadores de lesões neurológicas e submetidos às terapias de estimulação, sugerindo que as respostas plásticas observadas no tecido neuronal podem refletir a recuperação funcional encontrada e ser dependentes, pelo menos em parte, da estimulação externa. A literatura já indica também que as terapias de reabilitação mais promissoras são aquelas que interagem com as características plásticas naturais do SNC, encontrando no potencial endógeno de recuperação do tecido lesado o substrato anatômico necessário para a sua atuação. A interpretação desses resultados permanece ambígua, já que há uma grande variabilidade nas respostas neurofisiológicas e comportamentais para as técnicas de estimulação estudadas. Nesse sentido, uma nova área de atuação surge como perspectiva futura promissora no entendimento dos mecanismos que regulam a recuperação funcional após lesões neurológicas: o uso terapêutico da estimulação da plasticidade do SNC. Por exemplo com o uso de terapias de estimulação sensitiva, terapias baseadas na robótica e na realidade virtual e as terapias de neuromodulação baseadas na estimulação cortical direta, na estimulação com o TMS e na estimulação elétrica funcional periférica (FES).
OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo realizar uma revisão histórica da literatura para pontuar os principais marcos no estudo da estimulação elétrica periférica e de seus possíveis efeitos no SNC, sobretudo em relação a FES.
MÉTODO: Foi utilizada a base de dados PUBMED e foram selecionados 169 artigos de melhor rigor metodológico, maior relevância histórica e maior contribuição na construção dos paradigmas que norteiam o estudo dos efeitos da FES na plasticidade do sistema nervoso central.
RESULTADOS: A FES pode ser encarada como uma técnica promissora na recuperação motora de doentes com sequela de alterações neurológicas de origem central tanto pela sua capacidade de levar a um treino funcional e melhora clínica sensitivomotora, aspectos já consagrados na literatura, quanto pela sua capacidade de interagir com a plasticidade do SNC, um aspecto que ainda precisa ser estudado.

Palavras-chave: estimulação elétrica, plasticidade neuronal, reabilitação, revisão

 

A funcionalidade de usuários acometidos por AVE em conformidade com a acessibilidade à reabilitação

The functionality of patients afflicted with EVA according to their access to rehabilitation

Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Jairo Domingos de Morais; Hermínio Rafael Lopes Batista; Luciana Moura Mendes; Kátia Suely Queiroz Ribeiro Silva; Robson da Fonseca Neves; Geraldo Eduardo Guedes Brito

Acta Fisiátr.2011;18(3):112-118

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença crônico-degenerativa e representa um desafio tanto pelo impacto social, quanto pelas repercussões na vida das pessoas, pois, quando não letal, o AVE geralmente provoca graves repercussões para o indivíduo, a família e a sociedade. O presente estudo tem como objetivo descrever e analisar a funcionalidade dos usuários com AVE, adscritos na área de cobertura das Equipes de Saúde da Família do município de João Pessoa, em conformidade com o acessibilidade que tenham tido à reabilitação. Trata-se de um estudo transversal de base populacional com amostra de 140 indivíduos com idade acima de 18 anos, acometidos por AVE no período entre os anos de 2006 e 2010. As variáveis descritivas foram aquelas que identificam os sujeitos da amostra e caracterizam o AVE clinicamente. Para avaliar a funcionalidade dos sujeitos utilizou-se o domínio Atividade e Participação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A associação das categorias de atividade e participação com a acessibilidade à reabilitação foi verificada por meio do teste Qui-Quadrado com nível de significância de 5%. Constatou-se maior comprometimento nas categorias Uso fino da mão, Recreação e Lazer, Deslocar-se e Fala no grupo dos participantes que tiveram acessibilidade aos serviços de reabilitação, indicando que a dificuldade nestas atividades provoca no individuo a necessidade de inserção nos serviços destinados a reabilitação. Este estudo demonstrou que a maioria dos pacientes pós-AVE apresenta consequências crônicas em suas funções corporais, predispondo a necessidade de inserção contínua nos serviços de reabilitação para maximizar a funcionalidade nas atividades cotidianas e facilitar a participação social.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Acesso aos Serviços de Saúde, Reabilitação, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

A história da deficiência, da marginalização à inclusão social: uma mudança de paradigma

The history of disability, from marginalization to social inclusion: a change in paradigm

Kátia Monteiro De Benedetto Pacheco; Vera Lucia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2007;14(4):242-248

Este artigo pretende contribuir com uma reflexão mais crítica dos indivíduos em relação ao preconceito existente à pessoa com deficiência. Assim, descreve-se o percurso histórico desta população, ressaltando as diferentes posturas como: marginalização, assistencialismo, educação, reabilitação, integração e inclusão social, para melhor compreensão dos valores que muitas vezes podemos estar reproduzindo sem nenhum questionamento crítico e coerente, pois nos foram transmitidos no processo de socialização. Conclui-se que quando o processo de reabilitação está baseado no paradigma de inclusão, este poderá trazer maior possibilidade para que o indivíduo reflita sobre os valores que a cultura pode ter com relação à deficiência e, assim, se torne um agente de mudança no contexto social.

Palavras-chave: pessoas portadoras de deficiência/história, reabilitação, preconceito, meio social

 

A importância do tratamento das síndromes dolorosas no traumatismo cranioencefálico

Treatment of painful syndromes in traumatic brain injury

André Tadeu Sugawara; Liliana L. Jorge ; Chien Hsin Fen ; Marta Imamura; Wu Tu Hsing

Acta Fisiátr.2004;11(1):34-38

Segundo o modelo do National Center for Medical Rehabilitation Research, a doença crônica (como o traumatismo cranioencefálico) deve ser observada por meio de 5 eixos - a fisiopatologia, a deficiência observável (a hemiparesia), a limitação funcional (incapacidade para tarefa especifica), incapacidade para realização de atividades de vida diária, e limitação social. Levando em conta que tais aspectos sejam interrelacionados, a abordagem interdisciplinar é o método de escolha da prática da Medicina de Reabilitação. O objetivo do presente relato é confirmar a interferência da dor na reabilitação do traumatismo cranioencefálico (TCE), cuja importância muitas vezes é minimizada, apesar de crescentes estudos acerca da etiopatogenia e tratamento da dor no TCE. Foi realizado acompanhamento de uma paciente vítima de TCE na Divisão de Medicina Física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2002, para quem diversas modalidades analgésicas foram propostas, além da aplicação de questionário funcional e sobre qualidade de vida, com melhora observada em todas as medidas. É necessária análise crítica dos instrumentos de medida de saúde, na medida em que neles se observa alta capacidade para detecção de habilidades motoras e baixa eficiência em detectar melhora da funcionalidade devido aos ganhos nos campos psicoafetivos e sociais, que são diretamente relacionado à experiência dolorosa.

Palavras-chave: Traumatismos cerebrais, dor, qualidade de vida, acupuntura, reabilitação

 

A influência da terapia por exercício com espelho nas limitações funcionais dos pacientes hemiparéticos: uma revisão sistemática

The influence of mirror therapy on functional limitations of hemiparetic patients: a systematic review

Lívia Portugal da Conceição; Priscila de Souza; Leyne de Andrade Cardoso

Acta Fisiátr.2012;19(1):37-41

O objetivo do estudo foi verificar a influência da terapia por exercício com espelho (TEE) nos déficits sensoriais e motores dos pacientes hemiparéticos acometidos por Acidente Cerebrovascular (ACV), através de revisão sistemática.
MÉTODO: Foi realizada a revisão nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed, referente aos últimos 12 anos. A qualificação dos artigos foi feita através da plataforma PEDro.
RESULTADOS: Foram incluídos no trabalho cinco artigos em que todos eram ensaios clínicos, randomizado e controlado, que utilizaram a TEE no tratamento de pacientes hemiparéticos. A pontuação dos estudos variou de 4 a 7 pela escala PEDro, com uma nota média de 6,2.
DISCUSSÃO: Alguns estudos mostraram que a TEE é benéfica para aumentar a destreza, amplitude e velocidade do movimento, e outros evidenciaram que há uma maior função e recuperação motora nos pacientes tratados com a TEE. Um estudo analisou pacientes hemiparéticos na fase aguda do ACV e com a Síndrome da dor complexa regional tipo 1 (SDCRt1) e verificou que a TEE aumenta a função motora e sensorial.
CONCLUSÃO: A TEE é benéfica para a recuperação motora, função sensório-motora e para a diminuição da dor. Indivíduos acometidos por ACV necessitam de fisioterapia e, claro, a quantidade de terapia pode influenciar no aprendizado motor, bem como a plasticidade neural. Sabemos a importância da estimulação de forma intensiva para aumentar a capacidade adaptativa do Sistema Nervoso Central em resposta a experiências, adaptações e condições diversas a estímulos repetidos. Dessa forma, se faz necessária a realização de novos protocolos de atendimento com diferentes frequências para evidenciar futuros resultados com a realidade em centros de reabilitação.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, reabilitação, terapia por exercício

 

A interferência dos aspectos percepto-cognitivos nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária, em clientes com seqüelas por lesão neurológica.

The influence of the perceptual-cognitive difficulties on the activities of daily living and instrumental activities of daily living in patients with neurological injuries

Juliana Conti

Acta Fisiátr.2006;13(2):83-86

Este artigo é um levantamento bibliográfico sobre a interferência dos aspectos percepto-cognitivos durante a realização das atividades de vida diária (AVDs) e atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) em clientes com seqüelas por lesão neurológica. Com o objetivo de indicar o quanto esses déficits interferem na reabilitação do cliente e no retorno às atividades cotidianas, o artigo mostra que essas atividades - que aparentemente são simples e já conhecidas por eles - têm de ser aprendidas outra vez. Por outro lado, o artigo revela que não apenas esses aspectos interferem nessas tarefas durante o tratamento e no final dele (no qual o cliente apresentará uma maior ou menor independência), mas também há fatores - como os motores, emocionais, culturais, sociais, econômicos e principalmente a família - que influenciarão de maneira positiva ou negativa o cliente e seu processo de reabilitação. Para ilustrar esta pesquisa, foram apresentados três casos clínicos atendidos no serviço de Terapia Ocupacional.

Palavras-chave: terapia ocupacional, percepto-cognitivos, atividades cotidianas, reabilitação, lesão neurológica crônica

 

A intervenção fisioterapêutica no ambulatório de cuidado a pessoa com síndrome de Down no Instituto de Medicina Física e Reabilitação HC FMUSP

Physiotherapeutic intervention in the outpatient care of persons with Down syndrome at the Institute of Physical Medicine and Rehabilitation at HC FMUSP

Munique Dias de Almeida; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Patricia Zen Tempski

Acta Fisiátr.2013;20(1):55-62

A Síndrome de Down (SD) é a cromossosmopatia mais comum do ser humano. Sabe-se que estas pessoas quando estimuladas adequadamente apresentam potencial para uma plena inclusão social. O objetivo deste texto é divulgar o trabalho realizado junto a esta população pelo serviço de Fisioterapia que compõem a equipe multiprofissional do Ambulatório de Cuidado a Pessoa com SD do Instituto de Medicina Física e Reabilitação - HC FMUSP. Tal ambulatório desenvolve atividades terapêuticas com pessoas entre zero e 18 anos de idade. Os trabalhos são realizados em modelos que são subdivididos em: Modelo de Etimulação Global, que atende de zero a três anos cujos os objetivos são voltados a aquisição dos marcos motores, essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor; Modelo de Desenvolvimento Infantil que aborda crianças dos quatro aos onze anos e estão focados no desenvolvimento de habilidades motoras mais avançadas, força, estruturação postural, aprimoramento da motricidade, equilíbrio e propriocepção para otimização da atividade cerebelar e consequente melhora do equilíbrio estático e dinâmico; Modelo Adolescentes Down dos doze aos dezoito anos e Modelo Adulto Down a partir de dezenove anos que visa tratar do reestabelecimento ortopédico e postural, além de fornecer orientações de promoção e prevenção em saúde. O acompanhamento fisioterapêutico é fundamental dentro do ambulatório do cuidado à pessoa com SD pois estimula junto à equipe mustiprofissional e à família, o desenvolvimento motor destas crianças, respeitando o seu tempo e valorizando suas potencialidades, além de atuar como educador em saúde junto á família, com objetivo de prevenção e promoção da saúde da pessoa com SD e seu núcleo familiar.

Palavras-chave: Síndrome de Down, Desenvolvimento Infantil, Destreza Motora, Modalidades de Fisioterapia, Centros de Reabilitação

 

A quantificação do trabalho mecânico como recurso de avaliação do controle postural

The quantification of mechanical work as a resource for analysis of postural control

Pedro Cláudio Gonsales de Castro ; Daniel Gustavo Goroso ; Daniel Boari Coelho ; José Augusto Fernandes Lopes ; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2009;16(4):179-185

O estudo tem por objetivo propor dois métodos de cálculo para a quantificação do trabalho mecânico (W) como recurso para análise do controle postural em indivíduos submetidos a perturbações motoras, visuais e/ou que estão em processo de reabilitação física. Neste estudo se aborda a quantificação do W realizado pelo sistema muscular após a extensão do tronco para postura ereta (auto-perturbação) em indivíduos com visão preservada (VP) e privação momentânea da visão (PMV) por meio de dois métodos denominados: i) Trabalho mecânico total (Wtot) e ii) Trabalho mecânico do centro de massa (WCM). A amostra constituiu-se de 10 voluntários saudáveis, do sexo masculino com idades de 25,6 (± 2,2) anos. Foram realizadas cinco tentativas para cada voluntário em ambas as condições. Para coleta dos dados foi utilizado um sistema de imagem para rastreamento optoeletrônico tridimensional, composto de 8 câmeras de vídeo, com freqüência de captação de 200 Hz. Observou-se pela análise de regressão linear que o Wtot e WCM apresentam forte correlação entre as duas condições (r2 = 0,77 para a condição VP e r2 = 0,84 para a condição PMV) e pelo teste t de Student observou-se diferenças estatisticamente significativas (p<0,10) na primeira tentativa entre os voluntários com VP e PMV para o Wtot durante o intervalo pós-perturbação, bem como diferenças no WCM nos intervalos [0,80]ms e [0,100]ms. Concluiu-se que os métodos que calculam o Wtot e o WCM possibilita investigar o controle postural após perturbações motoras e visuais podendo ser utilizado como recurso na reabilitação física.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Biomecânica, Reabilitação

 

A repercussão da lesão medular na identidade do sujeito

The repercussions of a spinal cord injury over the individual's identity

Maíra Baldan Fechio; Kátia Monteiro De Benedetto Pacheco; Harumi Nemoto Kaihami; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2009;16(1):38-42

O presente artigo decorre de pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória, de publicações literárias científicas, vinculadas á temática da lesão medular e da análise e discussão crítica deste material pesquisado, fundamentada na concepção de identidade do autor Ciampa e nos pressupostos da abordagem da psicologia social. Através do trabalho de pesquisa e análise crítica buscou-se uma maior reflexão e uma maior compreensão acerca da instalação da lesão medular, da repercussão da lesão medular na identidade do sujeito. Procurou-se discutir o papel do programa de reabilitação no movimento de elaboração e de transformação do sujeito e a importância do reconhecimento de seus potenciais para posteriormente participar de forma ativa e auto determinada na sociedade, colaborando assim para uma transformação da própria sociedade.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, reabilitação, psicologia social

 

A sexualidade no envelhecer: um estudo com idosos em reabilitação

The Sexuality in aging: a study with elderly under rehabilitation

Renata Maria Ortiz De Silva

Acta Fisiátr.2003;10(3):107-112

O objetivo deste estudo descritivo foi caracterizar os participantes do Grupo de Educação a Saúde (GES) da Divisão de Medicina de Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (DMR-HCFMUSP) quanto à prática de atividade sexual de idosos, identificando as alterações na função sexual e expectativas dos mesmos com relação à sexualidade. Para a coleta de dados utilizou-se instrumento especifico, com três partes, na primeira foram informados dados sócio-demográficos; nas demais partes tanto homens quanto mulheres foram questionados quanto a regiões do corpo onde preferiam a estimulação sexual, a freqüência da atividade sexual e formas de obtenção de prazer. Para os homens foram direcionadas questões específicas sobre ereção, ejaculação. Para mulheres investigou-se a ocorrência de orgasmos e libido, bem como aspectos fisiológicos envolvidos no ato sexual. Nossa amostra foi de 36 pacientes, cuja média de idade era 70 a 75 anos, sendo 31 mulheres (86%). Quanto ao estado civil: 16 eram viúvos (44%) 10 casados (28%); 5 solteiros (14%) e 5 divorciados (14%). Os dados apontam que 12 dos participantes praticam sexo de 0 a 3 vezes por semana.Em relação à freqüência das atividades sexuais 77% participantes julgaram-na satisfatória e 21 afirmaram sentir prazer (81%). A forma de estímulo preferida foi o uso de carícias 10 (56%), seguida por carícias e beijos em 4 (22%) ou masturbação em outros 4 (22%). Como zona erógena, 8 (30%) pessoas mencionam a cabeça, seguida de boca e pescoço 6 (22%), mamilos, peito e genitais 2 (7%). O estudo permitiu a verificação das características peculiares da atividade sexual em idosos, servindo como base para investigações clínicas aprofundadas a partir das quais abordagens mais amplas podem ser implementadas.

Palavras-chave: Sexualidade. Reabilitação. Idosos. Gerontologia

 

A terapia de restrição como forma de aprimoramento da função do membro superior em pacientes com hemiplegia

Constraint-induced therapy as an approach to the improvement of upper limb in stroke patients

Marcelo Riberto; Heloisa Moreira Monroy; Harumi Nemoto Kaihami; Priscilla Pereira dos Santos Otsubo; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(1):15-19

A terapia de restrição consiste na imobilização do membro superior não comprometido de pacientes hemiplégicos em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) como forma de estímulo ao uso do membro superior que teve a sua força reduzida. Experimentos realizados em algumas amostras específicas de pacientes mostram resultados promissores com essa abordagem. Este estudo teve o objetivo verificar seu efeito numa amostra de pacientes hemiplégicos em processo de reabilitação. Foram selecionados pacientes com AVC há mais de 6 meses que se encontravam em processo de reabilitação e possuíssem força para extensão da mão e dedos de pelo menos 10º de forma voluntária. A aplicação da restrição foi associada a 6 horas de terapia multidisciplinar diariamente em dias de semana e orientada a manutenção das atividades nos finais de semana. Para avaliação dos resultados foram usados os seguintes instrumentos: medida de independência funcional (MIF), teste motor de Wolf (TMW), escala de avaliação das deficiências do AVC (EADAVC) e dinamometria de preensão. Observou-se ganho estatisticamente significante na MIF (108,5 ± 6,4 versus 113 ± 7,3, p = 0,02) e TMW (10,5 ± 6,4s versus 6,5 ± 3,7s, p = 0,006), mas não na EADAVC (56,7 ± 4,4 versus 59,4 ± 8,4, p = 0,16) ou Dinamometria de pressão (16,2 ± 4,5 kgf versus 16,3 ± 5,4 kgf, p = 0,98). A conclusão deste estudo é que a aplicação da técnica de restrição do membro superior em pacientes hemiplégicos pode resultar em ganhos agudamente, indicando um caminho alternativo na abordagem das suas incapacidades.

Palavras-chave: hemiplegia, reabilitação, terapia de restrição, avaliação funcional, incapacidade, neuroplasticidade

 

A utilização do <em>biofeedback</em> no tratamento fisioterápico da paralisia facial periférica

Physical therapy for facial paralysis using the biofeedback

Fátima Goulart; Karina Simone de Souza Vasconcelos; Margareth Rosy Vilasboas de Souza Patricia Barcelos Pontes

Acta Fisiátr.2002;9(3):134-140

A paralisia facial periférica (PFP) é caracterizada como uma lesão do nervo facial que altera as funções da musculatura da face podendo ser causada por fatores traumáticos, infecciosos, idiopáticos e outros. Naqueles casos que evoluem para a forma crônica, as complicações mais comuns são o ressecamento corneano e as sincinesias. Além disso, essa doença gera incapacidades físicas, psicológicas e sociais. Várias técnicas fisioterápicas foram propostas para o tratamento da PFP, porém, muitas não consideram a especificidade do sistema neuromotor facial e nenhuma se destaca como sendo a mais efetiva. Esse artigo faz uma revisão bibliográfica sobre o uso do biofeedback na PFP, ressaltando técnicas, características e efeitos do tratamento. O biofeedback é uma técnica que utiliza referências visuais ou auditivas por meio da eletromiografia, do espelho ou de outros recursos, para fornecer ao indivíduo informações sobre sua performance motora. Essa técnica associada a exercícios específicos tem sido apontado como benéfico no tratamento da PFP. Os principais efeitos alcançados são a melhora do controle e da coordenação do movimento e a redução da assimetria e sincinesia, por um processo de aprendizado motor. Fatores como início precoce, maior duração do tratamento, acompanhamento posterior e adesão dos sujeitos parecem influenciar a obtenção de resultados positivos. Apesar das inúmeras vantagens apontadas na literatura para a utilização do biofeedback na PFP, os estudos revisados não consideram a heterogeneidade dos sujeitos submetidos ao tratamento e não determinam quais características realmente alteram a recuperação dos indivíduos em tratamento com biofeedback. Além disso, os efeitos do biofeedback a longo prazo não estão estabelecidos e a manutenção de um programa domiciliar orientado parece ser necessário.

Palavras-chave: Paralisia facial. Biofeedback. Reabilitação. Fisioterapia.

 

Abordagem global de uma intervenção fisioterapêutica na onfalocele gigante

Global approach to a physiotherapy intervention in giant omphalocele

Camila Isabel da Silva Santos; Renata Tiemi Okuro; Patricia Blau Margosian Conti; Michele Chiacchio Choukmaev; Milena Antonelli; Maria Ângela Gonçalves de Oliveira Ribeiro

Acta Fisiátr.2009;16(3):146-149

Descrever os efeitos da utilização de recursos instrumentais e cinesioterapêuticos em parâmetros cardiorrespiratórios, espirométricos e na qualidade de vida de uma adolescente com diagnóstico de Onfalocele Gigante (OG), doença pouco abordada na literatura em relação à intervenção da fisioterapia respiratória e motora. Paciente de 16 anos, com diagnóstico de OG, realizou acompanhamento fisioterapêutico, cuja conduta envolveu o uso do Threshold®, Respiron ®, fortalecimento e alongamento da musculatura global e de grupos musculares específicos, para a melhora do padrão postural. Os dados de função pulmonar referente à saturação de oxigênio, freqüências respiratória e cardíaca, pressão inspiratória e expiratória máximas, teste de caminhada de seis minutos e parâmetros espirométricos foram as variáveis quantitativas de efeito consideradas antes e após o período de cinco meses de tratamento. Houve melhora de todas as variáveis quantitativas de função pulmonar em relação aos valores basais, bem como melhora da qualidade de vida e da sensação de dispnéia referidas pela adolescente. O uso de recursos fisioterapêuticos instrumentais para fortalecer a musculatura inspiratória, melhorar a ventilação, diminuir a dispnéia e aumentar a tolerância ao exercício, além de uma abordagem postural para desenvolver equilíbrio da biomecânica músculo-esquelética, podem ser uma alternativa a ser utilizada como conduta no tratamento de pacientes com OG.

Palavras-chave: Onfalocele, Exercícios Respiratórios, Fisioterapia (Especialidade), Reabilitação

 

Acompanhamento da locomoção de pacientes com mielomeningocele da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo - SP, Brasil

Ambulation follow-up in patients with myelomeningocele treated at the Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) in São Paulo, Brazil

Fernanda Moraes Rocco; Elizabete Tsubomi Saito; Antonio Carlos Fernandes

Acta Fisiátr.2007;14(3):126-129

INTRODUÇÃO: a Mielomeningocele (MMC) é um tipo de malformação congênita da coluna vertebral e medula espinhal, caracterizada por paraplegia flácida e alteração sensitiva abaixo do nível da lesão, acompanhada de comprometimento neurológico, urológico e ortopédico. Os pacientes podem ser classificados funcionalmente como torácicos (T), lombares altos (LA), lombares baixos (LB) e sacrais (S) ou assimétricos.
OBJETIVO: traçar o perfil dos pacientes atendidos na clínica de MMC da AACD - SP considerando variáveis relacionadas ao padrão de marcha.
MÉTODO: revisão dos prontuários de pacientes atendidos em avaliação inicial durante o ano de 2000, com idade inferior a um ano, e suas evoluções até última consulta na clínica no ano de 2004.
RESULTADO: no total passaram 230 pacientes em avaliação inicial na clínica de MMC da AACD - SP no ano de 2000. Destes, 64 (27%) apresentavam menos de 1 ano de idade na primeira consulta. Destes, 11% não retornaram em consulta médica na clínica após a avaliação inicial, e dois pacientes sabidamente evoluíram para óbito. A média de idade no último retorno na clínica foi de 3,5 anos. Ao analisarmos o nível neurológico no retorno encontramos 43% nível Torácico, 20% nível Lombar alto, 28% nível Lombar baixo, 2% nível Sacral e 6% Assimétrico. Ao analisarmos o padrão de marcha observamos que 57% são não deambuladores, 7% são deambuladores não funcionais, 25% são deambuladores domiciliares e 11% são deambuladores comunitários. Entre todos os pacientes deambuladores a idade de início da marcha foi em média 3 anos. Sabese que pacientes com níveis neurológicos mais baixos tendem a manter a marcha por mais tempo. Como esses pacientes tendem a se tornar menos ativos e perder a marcha com o passar dos anos (devidosobretudo à obesidade e deformidades ortopédicas), é fundamental estudar a idade de aquisição da marcha. Ao analisarmos a presença de deformidades ortopédicas em coluna observamos que 57% não apresentam deformidades, 9% apresentam escoliose toracolombar, 32% apresentam cifose e 1% apresenta hiperlordose. Medula presa ocorreu em 36%.
CONCLUSÃO: os níveis funcionais mais altos estão associados à aquisição mais tardia da marcha, bem como mais deformidades ortopédicas e maior necessidade de meios auxiliares.

Palavras-chave: criança, mielomeningocele, marcha, reabilitação, centros de reabilitação

 

Análise da ativação neuromuscular do vasto medial oblíquo e vasto lateral com o uso da bandagem funcional

Analysis of neuromuscular activation of the vastus medialis obliquus and vastus lateralis with the use of functional taping

Andrielle Elaine Capote; Sibele de Andrade Melo Knaut; Rina Márcia Magnani; Walkyria Vilas Boas Fernande; Lyonn Jean Carneiro; Miriam Hatsue Takemoto

Acta Fisiátr.2014;21(1):11-15

Alterações musculares e anatômicas são em sua maioria responsáveis pela síndrome patelofemoral (SDPF). Sabendo que a musculatura do quadríceps é de grande importância na estabilização da patela, questiona-se como o músculo Vasto Medial Oblíquo (VMO) influencia na estabilização patelar evitando a SDPF. Muitos pesquisadores tem investigado o uso da bandagem funcional como meio de ativação muscular.
OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar o uso da bandagem como meio de ativação do VMO no exercício de agachamento.
MÉTODO: A atividade dos músculos VMO e Vasto lateral (VL) foi avaliada através de eletromiografia durante o agachamento com adução e o agachamento com o uso de bandagem. A amostra composta por 39 indivíduos foi dividida em quatro grupos: indivíduos do sexo masculino sedentários e atletas, e indivíduos do sexo feminino sedentárias e atletas.
RESULTADOS: Embora tenha sido encontrada uma maior ativação do VMO em relação ao VL, com a presente metodologia e variáveis estudadas, não foi possível demonstrar diferença estatística entre os grupos nos agachamentos com e sem o uso da bandagem. No entanto, é importante ressaltar que a ausência de diferença na ativação do VMO durante o agachamento com adução e com bandagem sugerem um efeito positivo e facilitador da bandagem na ativação muscular. Este resultado é muito importante no tratamento de lesões agudas onde o movimento ativo está limitado.
CONCLUSÃO: Sugere-se a execução de novos estudos aonde outros parâmetros da eletromiografia e estimulação reflexa sejam abordados, a fim de investigar o real papel da bandagem funcional na ativação muscular.

Palavras-chave: Atletas, Síndrome da Dor Patelofemoral, Músculo Quadríceps, Eletromiografia, Reabilitação

 

Análise da reprodutibilidade da circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite

Reproducibility analysis of knee circumference in individuals with osteoarthritis

Antonio Eduardo Leite da Silva; Ana Luiza Cabrera Martimbianco; José Carlos Baldocchi Pontin; Gisele Landim Lahoz; Mário Carneiro Filho; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(2):49-52

A osteoartrite de joelho apresenta como principais sintomas a dor, perda de função e edema articular. O edema articular é definido como um acúmulo de líquido na articulação decorrente do processo inflamatório progressivo contribui para o dano articular, provoca limitação da amplitude de movimento do joelho, diminuição da propriocepção articular e afeta a capacidade funcional e a qualidade de vida do indivíduo. A mensuração do volume articular é fundamental na prática clínica. A circumetria de joelho utilizando-se uma fita métrica é uma técnica amplamente utilizada, acessível e de baixo custo. No entanto, por ser considerada subjetiva não há embasamento científico que suporte seu uso.
OBJETIVO: Analisar a reprodutibilidade desta técnica em indivíduos com osteoartrite do joelho.
MÉTODO: Os participantes foram submetidos a duas avaliações realizadas por dois examinadores independentes, em momentos distintos. A mensuração da circumetria do joelho foi realizada utilizando-se uma fita métrica de 150 cm de comprimento, adotando como referência o polo superior da patela.
RESULTADOS: Foram incluídos 114 indivíduos. De acordo com o coeficiente de correlação intraclasse (CCI), foi possível observar forte correlação (CCI = 0,98) entre os examinadores.
CONCLUSÃO: A utilização de uma fita métrica como recurso para mensurar a circumetria do joelho em indivíduos com osteoartrite é um método confiável e reprodutível.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Reprodutibilidade dos Testes, Reabilitação

 

Análise dos acidentes motociclísticos no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER)

Analysis of motorcycle accidents at the Dr. Henrique Santillo Rehabilitation and Readaptation Center (CRER)

Angélle Aragonez Essado Jácomo; Ana Cristina Ferreira Garcia

Acta Fisiátr.2011;18(3):124-129

INTRODUÇÃO: na última década, dentre os acidentes automobilísticos, observa-se um número crescente envolvendo motocicletas, veículo que ganha cada vez mais aceitação e aprovação da população. Nestes acidentes, as lesões neurológicas mais freqüentes são o traumatismo cranioencefálico (TCE), seguido de lesão medular (LM), ambas de grande importância devido à gravidade das seqüelas que provocam.
OBJETIVOS: identificar o perfil dos pacientes vítimas de acidentes de tráfego com motocicletas no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), tipo de lesão neurológica, incapacidades adquiridas, reinserção laboral e capacidade para conduzir veículos após o trauma.
PACIENTES E MÉTODOS: realizou-se uma análise descritiva dos prontuários dos pacientes internados no CRER, no período de 2007 a 2010, selecionando apenas as vítimas de acidente motociclístico, assim como da atual situação produtiva dos mesmos através de contato telefônico no período de 01-07-2011 a 20-07-2011, utilizando formulário previamente elaborado.
RESULTADOS: houve predomínio de homens jovens economicamente ativos, sendo que a maioria não retornou sua vida laboral (86%) e está usufruindo de benefício previdenciário (79,6%).
CONCLUSÃO: faz-se primordial a elaboração de estratégias para prevenção e controle dos traumas por motos, assim como medidas que estimulem a reinserção desses indivíduos incapacitados.

Palavras-chave: Acidentes de Trânsito, Motocicletas, Traumatismos da Medula Espinal, Traumatismo Cerebrovascular, Centros de Reabilitação

 

Análise dos índices de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados na região sul de Santa Catarina no ano de 2011

Analysis of indices for rehabilitation work in amputees in the southern region of Santa Catarina of the year 2011

Davi Francisco Machado; Marcelo Emilio Beirão

Acta Fisiátr.2013;20(4):183-186

As amputações geram um importante impacto socioeconômico, com perda da capacidade laboral, de socialização e, consequentemente, da qualidade de vida, associando-se à alta morbidade, incapacidade e mortalidade. Dentre as suas etiologias, as secundárias ao trauma representam uma importante fonte de incapacidade e limitação funcional entre adolescentes e adultos jovens. Os objetivos finais da amputação costumam ser a otimização funcional do paciente e a redução do nível de morbidade. Neste momento, o retorno ao trabalho precisa ser francamente incentivado, pois proporciona bem estar, melhora da autoestima e do convívio social, além de dar mais um sentido a vida destes indivíduos.
OBJETIVO: Conhecer o índice de reabilitação para o trabalho nos pacientes amputados acompanhados pelo Instituto Nacional de Seguro Social na Região Sul de Santa Catarina, no ano de 2011, avaliando o índice de retorno ao mercado de trabalho, além de verificar o acesso às próteses disponibilizadas pelo INSS, as principais etiologias das amputações, o sexo e a faixa etária mais comuns.
MÉTODO: Este estudo foi realizado através da análise dos dados obtidos por prontuários do INSS - Unidade de Criciúma (SC), de pacientes atendidos neste local no ano de 2011.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 83 cadastros, 74 homens e 9 mulheres, com média de idade de 37,27 anos. Nos prontuários disponíveis, 87,3% apresentavam trauma como etiologia da amputação, 54,3% retiraram o membro esquerdo e 90,4% os membros inferiores. Sessenta pacientes (72,3%) receberam a prótese, porém somente 62,7% adaptaram-se a ela e usaram-na. Treze prontuários (15,7%) relatavam dor fantasma. O retorno ao trabalho foi visualizado em 78% dos casos. Não houve relevância estatística na análise da reinserção trabalhista de acordo com cada variável estudada.
CONCLUSÃO: Encontramos uma taxa satisfatória de retorno ao trabalho, ato que pode ser atribuído à eficácia do Serviço de Reabilitação do INSS. Outros estudos podem ser realizados para avaliarem o tempo entre a cirurgia e o recebimento da prótese e para analisarem o retorno à atividade profissional anterior ao procedimento. Maiores amostras são necessárias para inferir quais as variáveis mais envolvidas ao retorno ao trabalho.

Palavras-chave: Amputação, Aparelhos Ortopédicos, Reabilitação, Retorno ao Trabalho

 

Análise funcional e prognóstico de marcha no paciente amputado de extremidade inferior

Functional outcome and gait prognosis on the lower limb amputee

Therezinha Rosane Chamlian; Miriam Weintraub; Juliana Mantovani de Resende

Acta Fisiátr.2013;20(4):200-206

A amputação da extremidade inferior pode afetar a condição física, psíquica e social de um indivíduo. A reabilitação pré e pós protetização é importante para melhorar a funcionalidade e habilidade de deambulação. Os pacientes devem ser avaliados de forma precisa e para isso existem instrumentos específicos como a Amputee Mobility Predictor (AMP), que é uma escala de fácil aplicação cuja função seria predizer o prognóstico funcional dos pacientes.
OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo dos resultados da escala AMP em pacientes submetidos à amputação unilateral da extremidade inferior, que realizaram o tratamento de reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.
MÉTODO: Foi realizado um estudo longitudinal prospectivo, com a aplicação da AMP em 73 pacientes com amputação unilateral transtibial ou transfemoral antes do programa de reabilitação. Vinte e dois pacientes foram reavaliados após receberem alta da reabilitação. Os dados encontrados foram tabulados e submetidos à análise estatística; nível de significância adotado foi de p < 0,05.
RESULTADOS: Houve aumento significativo da pontuação da avaliação inicial e da avaliação final da AMP, tanto no grupo transtibial como no grupo transfemoral. Não houve diferença entre os grupos quanto ao intervalo entre a amputação e o início do tratamento, nem ao tempo de reabilitação. Encontrou-se correlação entre o aumento da idade dos pacientes com menor pontuação da AMP ao final da reabilitação.
CONCLUSÃO: A escala AMP não foi preditiva em relação à funcionalidade e ao prognóstico de marcha dos pacientes amputados unilateralmente da extremidade inferior que realizaram a reabilitação no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação entre 2007 e 2010.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Marcha, Reabilitação

 

Aplicação das escalas <em>Fugl-Meyer Assessment</em> (FMA) e <em>Wolf Motor Function Test</em> (WMFT) na recuperaçãofuncional do membro superior em pacientespós-acidente vascular encefálico crônico: revisão de literatura

Application of the Fugl-Meyer Assessment (FMA) and the Wolf Motor Function Test (WMFT) in the recovery of upper limb function in patients after chronic stroke: a literature review

Cauê Padovani; Cristhiane Valério Garabello Pires; Fernanda Pretti Chalet Ferreira; Gabriela Borin; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(1):42-49

Estima-se que de 45 a 75% dos adultos que sofreram um Acidente Vascular Encefálico (AVE) têm dificuldade de utilizar o membro superior (MS) hemiparético nas atividades de vida diária (AVD's) na fase crônica. Escalas funcionais são utilizadas na prática da reabilitação e em pesquisas para diagnósticos, prognósticos e resposta a tratamentos. As escalas Wolf Motor Function Test (WMFT) e Fugl-Meyer Assessment (FMA) são instrumentos muito citados na literatura.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi verificar a aplicação das escalas WMFT e FMA na recuperação funcional do membro superior em pacientes pós AVE crônico.
MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura com busca nas bases de dados do MedLine (PubMed) de artigos publicados de 2000 a 2013. Adotou-se como estratégia de pesquisa o método (P.I.C.O.). Os descritores utilizados para a pesquisa foram: (stroke OR cerebrovascular disorders OR intracranial arteriosclerosis OR intracranial embolism and thrombosis) AND (fugl-meyer assessment OR wolf motor function test). Foi utilizado therapy narrow como filtro de busca.
RESULTADOS: Foram encontrados 181 estudos, 89 foram eliminados por não preencherem os critérios de inclusão ou por não apresentarem tema relevante à pesquisa. Após a seleção por título e resumo, 92 artigos foram lidos na íntegra. Destes, 47 foram excluídos por não contemplarem o objetivo da presente pesquisa. No total, 45 artigos foram revisados. Houve predomínio da utilização da ferramenta FMA e verificou-se que 80% dos estudos aplicaram esta escala para avaliar respostas a diferentes tipos de terapias. Nestes estudos, a intervenção mais utilizada foi a Terapia de Contensão Induzida (TCI) (25%), seguida pela Terapia Robótica (22,2%). Apesar do WMFT ter sido inicialmente desenvolvido para avaliar os efeitos da TCI, nos dias de hoje verifica-se sua utilização para avaliar a recuperação funcional de pacientes com sequelas de AVE após aplicação de outras técnicas. Em nossa pesquisa, 44,4% dos estudos utilizaram o WMFT, destes, 35% avaliaram os efeitos da TCI, 15% da terapia robótica de MS e 65% usaram diferentes terapias.
CONCLUSÃO: Em estudos controlados randomizados, a FMA foi a escala mais utilizada para avaliar a recuperação funcional do MS em pacientes com AVE crônico, inclusive após aplicação de terapia robótica. Porém, verificamos que ela não é a escala mais indicada para avaliar os mesmos desfechos após utilização da TCI. Entretanto, a WMFT foi a escala mais utilizada para avaliação funcional após aplicação da TCI e mostrou-se mais sensível que a FMA na terapia bilateral, além de alta aplicabilidade na terapia de realidade virtual.

Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Extremidade Superior, Reabilitação, Questionários, Literatura de Revisão como Assunto

 

Aplicação e efeitos da eletroestimulação neuromuscular na reabilitação da disfagia orofaríngea: revisão de literatura

Application and effects of neuromuscular electrical stimulation in the rehabilitation of oropharyngeal dysphagia: a literature review

Thalyta Georgia Vieira Borges; Graziela Muzzo de Oliveira; Fernanda Cristina de Oliveira Rocha; Carla Rocha Muniz; Mariana Pinheiro Brendim; Yonatta Salarini Vieira Carvalho; Charles Henrique Dias Marques

Acta Fisiátr.2016;23(2):89-95

Objetivo: Analisar os diferentes métodos de Eletroestimulação Neuromuscular (EENM) na intervenção das disfagias orofaríngeas. Metódos: Revisão através dos descritores: "transtornos de deglutição" e "estimulação elétrica" nas bases PubMed, BVS, SciELO e MedLine, de 1997 a 2015. Classificados segundo Sistema Integrado CAPES (SiCAPES), Escala PEDro e Jadad. Resultados: 165 artigos encontrados. 25 selecionados de acordo com o tema proposto. Entre 2009-2012 (60%, n = 15) ocorreu maior número de publicações. Caso Controle foi o tipo de estudo mais relatado (28%, n = 7). A maioria investigou indivíduos pós acidente vascular cerebral (44%, n = 11). O tipo de terapia mais recorrente considera EENM em repouso e terapia tradicional (TT) (28%, n = 8), EENM durante a deglutição e TT (28%, n = 7) e EENM em repouso (24%, n = 3). Vital Stim® foi o aparelho de eletroestimulação mais citado (32%, n = 8). A eletroestimulação transcutânea foi a mais relatada (76%, n = 19). Quanto à localização, destacam-se eletrodos fixados na região do pescoço (48%, n = 12) e submentual (44%, n =11). Correntes mais utilizadas: FES (40%, n = 10) e TENS (24%, n = 6). Videofluoroscopia é o método de avaliação predominante (52%, n = 13). Pela distribuição SiCAPES o maior número de materiais classificam-se em B2 (36%, n = 9) e A1 (16%, n=4). Na Escala PEDro os trabalhos pontuaram, principalmente, em 11 (24%, n = 6) e 10 (16%, n = 4). Considerando a Escala Jadad, (24%, n = 6) estudos obtiveram 3 pontos. Conclusão: Observou-se maior prevalência de efeito terapêutico na elevação do complexo hiolaríngeo, importante mecanismo de defesa das vias respiratórias durante a deglutição, utilização da corrente FES, e eletrodos posicionados na região submentual ou de pescoço. Novas pesquisas são necessárias, com grupos etiológicos definidos, para comprovação do efeito terapêutico a médio e longo prazo.

Palavras-chave: Terapia por Estimulação Elétrica, Transtornos de Deglutição, Reabilitação

 

Atuação da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas: uma revisão sistemática

Physical therapy in sexually dysfunctional women: a systematic review

Raquel Eleine Wolpe; Ariana Machado Toriy; Fabiana Pinheiro da Silva; Kamilla Zomkowski; Fabiana Flores Sperandio

Acta Fisiátr.2015;22(2):87-92

As disfunções sexuais femininas (DSFs) são consideradas um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Consistem em inúmeras desordens, como distúrbio da excitação feminina, distúrbio do desejo sexual hipoativo, transtorno sexual do orgasmo feminino, dispareunia e vaginismo. As DSFs são detectadas em 67,9% das mulheres no mundo e estão presentes em 50% das asiáticas, em 30 a 50% das americanas e em 30% das brasileiras. Objetivo: Revisar sistematicamente a literatura sobre as diferentes técnicas de fisioterapia utilizadas no tratamento das DSFs. Métodos: Realizou-se uma busca sistemática, nas bases de dados EMBASE, PEDro e MedLine, de artigos publicados até junho de 2013, através da combinação entre palavras e descritores de tratamentos fisioterapêuticos e disfunções sexuais femininas. Foram excluídos os artigos sobre disfunção sexual masculina, estudos pilotos, papers ou projetos multicêntricos, que não estivessem disponíveis na íntegra ou duplicados em outra base de dado. Após a seleção final dos estudos, foi verificada a pontuação dos ensaios clínicos randomizados na Escala de Avaliação PEDro. Resultados: 11 artigos foram incluídos e, destes, seis passaram para a avaliação qualitativa na Escala PEDro. Este estudo seguiu a estruturação metodológica do PRISMA (Statement for Reporting Systematic Reviews and Meta-Analyses of Studies). Todos os estudos encontrados utilizaram questionários para avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica nas DSFs. Foi verificado um total de cinco tipos de intervenções diferentes: cinesioterapia (exercícios de Kegel e treinamento muscular do assoalho pélvico - TMAP), terapia cognitivo-comportamental (CGBT), biofeedback, eletroterapia (TENS - eletroestimulação transcutânea e US - ultrassom terapêutico) e terapia manual. As limitações encontradas nesta revisão sistemática foram referentes a não disponibilização dos artigos na íntegra e à baixa qualidade metodológica dos estudos. Conclusão: Todos os estudos mostraram melhora na função sexual após intervenção fisioterapêutica. Não há um consenso sobre a intervenção com melhores resultados, no entanto, a cinesioterapia através do TMAP mostrou-se vantajosa por ser de fácil aplicação, baixo custo, aprendizado imediato e promover resultados duradouros em um curto período de tempo. No entanto, existem lacunas metodológicas que ainda precisam ser preenchidas para determinar o tratamento fisioterapêutico eletivo para as DSFs, assim como definir a melhor dosagem, o protocolo a ser seguido, a duração desta terapia, aliados ao melhor custo-benefício.

Palavras-chave: Disfunção Sexual Fisiológica/reabilitação, Mulheres, Modalidades de Fisioterapia

 

Avaliação da dor e função de pacientes com lombalgia tratados com um programa de Escola de Coluna

Evaluation of pain level and function on low back pain patients treated with Back School program

Eliana Zeraib Caraviello; Sílvia Wasserstein; Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2005;12(1):11-14

As dores lombares incidem em cerca de 80% da população em algum momento de sua vida, sendo, portanto, um grande problema de saúde pública. O diagnóstico diferencial das doenças da coluna vertebral é bastante amplo, mas sabe-se que boa parte das afecções está relacionada a posturas e movimentos corporais inadequados. Criou-se, portanto, a Escola de Coluna como opção de tratamento a estes pacientes. Neste trabalho avaliamos a dor e a incapacidade funcional dos pacientes, antes e após freqüentarem a Escola de Coluna, através do questionário de Roland-Morris e da Escala Visual Analógica de Dor. Estudamos 30 pacientes no período de maio a novembro de 2004, sendo 86,7% do sexo feminino, com idade média de 48,1 anos, de baixa escolaridade e com excesso de peso (70%). A maioria dos pacientes apresentou melhora da dor (56,7%) e da função (60%) após o término do programa de reabilitação.

Palavras-chave: Lombalgia, escola de coluna, reabilitação, incapacidade, dor.

 

Avaliação da força de preensão e amplitude de movimentos dos membros superiores em pacientes com mucopolissacaridose VI

Evaluation of grip strength and range of motion of the upper limbs in patients with mucopolysaccharidosis VI

Jéssica Nayara Silva de Medeiros; Bárbara Bernardo Rinaldo da Silva; Daniel da Rocha Queiroz; Maria Teresa Cattuzzo; Karen Maciel Sobreira Soares

Acta Fisiátr.2015;22(2):60-64

Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a força de preensão manual e amplitude de movimento dos membros superiores de pacientes com Mucopolissacaridose VI afim de observar o quanto tais fatores podem vir a afetar e se correlacionar com as atividade de vida diária. Método: A amostra foi composta por 13 pacientes, sendo 8 homens e 5 mulheres com média de idade de 17,76 anos e médias de peso e altura de 31,30Kg e 1,17cm respectivamente que aceitaram participar do estudo e que atendessem aos critérios de inclusão pedidos. O estudo foi realizado no estado de Pernambuco no Centro de Tratamento de Erros Inatos do Metabolismo, localizado no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), coletou-se medidas de amplitude de movimentos (ADM) dos membros superiores, força de preensão manual além de perguntas através de um questionário estruturado. Resultados: No presente estudo a flexão da articulação do ombro que apresenta maior comprometimento em sua maioria, não seguiu tal padrão visto que a média de ADM da articulação foi 90,38 para membro esquerdo e 93,38 em membro direito. A ADM mais abaixo da média predita encontrada no estudo foi da extensão de punho tanto em membro esquerdo como direito. Na avaliação de dinamometria apenas 1 indivíduo apresentou média acima da predita, 9 (69,21%) mostraram grau de força entre 0 e 2 libras (lb) em mão direita e 8 (61,52%) em mão esquerda. Conclusão: Esperamos que o estudo sirva como forma de acompanhamento e evolução da MPS VI, e que possa subsidiar novos estudos e protocolos de avaliação e reabilitação motora.

Palavras-chave: Mucopolissacaridose VI, Extremidade Superior, Força da Mão, Modalidades de Fisioterapia

 

Avaliação do perfil, satisfação e efetividade do tratamento fisioterapêutico em grupo nos pacientes com osteoartrite de joelho

Evaluation of the profile, satisfaction and effectiveness of group physiotherapy in pacients with knee osteoarthritis

Rafaela Castro Rodrigues; José Carlos Baldocchi Pontin; Sandra Martim Falcon; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(3):124-128

A osteoartrite (OA) é uma doença crônica degenerativa de progressão lenta que mais frequentemente afeta o joelho. Dentre os fatores predisponentes estão envelhecimento, obesidade, lesões ou cirurgias prévias, esforço ocupacional e recreacional cumulativo, mau alinhamento articular e fraqueza muscular. A fisioterapia no tratamento conservador objetiva a melhora da força muscular, amplitude de movimento e estabilidade articular. A fisioterapia em grupo é realizada duas vezes por semana, com exercícios de alongamento e fortalecimento de membros inferiores e treino sensório-motor.
OBJETIVO: Os objetivos deste estudo foram caracterizar perfis socioeconômico e de saúde, distribuição por gênero e idade e melhora da dor e satisfação dos pacientes com OA de joelho que realizaram fisioterapia em grupo entre janeiro de 2005 a julho de 2011.
MÉTODO: Para isso, foram contactados via telefone 45 pacientes com média de 59,1 ± 8,17 anos que permaneceram em tratamento por 246 ± 99 dias, sendo que destes 28,9% eram aposentados, 49% hipertensos, 57,7% tinham dificuldade para subir 1 lance de escada e 80% vinham à fisioterapia de ônibus.
RESULTADOS: Houve uma melhora de dor estatisticamente significativa para os pacientes atendidos nos anos de 2007 (p = 0,006), 2008 (p = 0,001), 2009 (p = 0,003) e 2010 (p = 0,048).
CONCLUSÃO: Por meio da análise de determinantes pessoais e físicos podemos concluir que o tratamento fisioterapêutico em grupo pôde atender satisfatoriamente a população levando a uma melhora de 35,82% da média de dor e, consequentemente à satisfação de 95,6% dos pacientes incluídos nesse estudo.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Fisioterapia, Reabilitação

 

Avaliação dos efeitos a longo prazo da acupuntura e exercícios terapêuticos em ombro congelado de pacientes com acidente cerebral vascula

Evaluation of long term effects of acupuncture and therapeutic exercises on frozen shoulder in stroke patients

Aleksandra Plavsic; Calogero Foti; Gessica Della Bella; Zorica Brdareski; Ljubica Nikcevic; Ljubica Konstantinovic

Acta Fisiátr.2009;16(3):121-125

OBJETIVO DO ESTUDO: Determinar como a acupuntura e a terapia com exercícios afetam a função motora e espasmodicidade das mãos de pacientes com acidente cerebral vascular 6 meses após eles terem recebido este tipo de terapia.
MÉTODOS: Estudo clínico prospectivo, aleatório e cego de 20 pacientes, com idades entre 60-70 anos, na fase crônica de 6 meses após o AVC. Os sujeitos do estudo foram divididos em dois grupos: Grupo A, o qual foi tratado com acupuntura e terapia de exercícios (AP-ET) 6 meses atrás e Grupo B, o qual foi tratado apenas com terapia de exercícios (ET) 6 meses atrás. A avaliação incluiu uma entrevista ampla e a administração dos estágios de Brunnstrom, a Medida de Independência Funcional (MIF), a Escala Modificada de Ashworth (MAS), o Teste de Funcionalidade das Extremidades Superiores (UEFT), o Registro de Atividade Motora (MAL), a Série de Movimentos ativos e passivos (ROM, pROM), o teste de FUGL-Meyer da função da extremidade superior (FMA), o Questionário de Croft sobre Incapacidade do Ombro (CSDQ) e a Escala Analógica Visual (VAS) de dor. O Teste-t de Gosset foi usado para uma análise estatística.
RESULTADOS: As análises mostraram uma diferença estatisticamente significativa nos SCORES do pós-tratamento em comparação com 6 meses após o tratamento com cada grupo de estudo, para todos os parâmetros examinados (p<0.01 em todos os casos) exceto pelo MAS. As análises mostraram uma diferença estatisticamente significativa em alguns parâmetros no grupo ET em comparação ao grupo AP-ET com valores médios maiores no grupo AP-ET para MAS e CSDQ. Todos os outros parâmetros não mostraram nenhuma diferença estatística entre os grupos diferentes de terapia 6 meses após a terapia.
CONCLUSÃO: Os resultados confirmam a hipótese de que a acupuntura e a terapia de exercícios são úteis no tratamento de ombro congelado em pacientes com AVC e que seus efeitos ainda estão presentes após seis meses de terapia, no entanto, dado o pequeno número de pacientes, mais estudos são necessários para verificar estes resultados.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Acupuntura, Reabilitação

 

Avaliação funcional em pacientes amputados de membros inferiores

Functional assessment after lower limb amputation

Therezinha Rosane Chamlian; Alessandra Cristina Oliveira Melo

Acta Fisiátr.2008;15(1):49-58

A avaliação funcional possui grande importância para os amputados, uma vez que a reabilitação deste grupo de pacientes visa melhorar a mobilidade e a independência pessoal. O objetivo deste estudo foi buscar na literatura instrumentos existentes para se avaliar a função em pacientes amputados de membros inferiores e realizar uma análise crítica dos textos selecionados. Foram incluídos 52 artigos publicados no período entre 1985 a 2005, nos idiomas inglês, português, espanhol e francês, nas bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed, Cochrane e por meio de busca não eletrônica, a partir das referências dos artigos selecionados. Este estudo demonstrou que existem diversos instrumentos usados para avaliar a função em pacientes amputados, porém não há um considerado padrão-ouro e que instrumentos genéricos não específicos para medir função de amputados são inapropriados para uso com este grupo de pacientes.

Palavras-chave: avaliação, amputação, extremidade inferior, próteses e implantes, reabilitação

 

Avaliação longitudinal da Escola de Postura para dor lombar crônica através da aplicação dos questionários Roland Morris e Short Form Health Survey (SF-36)

Longitudinal evaluation of Posture School for low back pain by the questionnaires Rolland Morris and Short Form Health Survey (SF-36)

Gracinda Rodrigues Tsukimoto; Marcelo Riberto; Carlos Alexandrino de Brito, Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2006;13(2):63-69

O objetivo desse trabalho foi analisar quantitativamente a resposta ao tratamento dos pacientes com dor lombar crônica atendidos pela "Escola de Postura" da DMR-HCFMUSP no período de outubro de 2001 a julho de 2004, usando os questionários Roland-Morris (RM) e Short Form Health Survey (SF-36). A intensidade da queixa dolorosa foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA). A amostra inicial foi composta por 244 prontuários de pacientes encaminhados e avaliados para a Escola de Postura no período de outubro de 2001 a julho de 2004, tendo completado o programa 110 pacientes desse total. Algum dados referentes a estes pacientes foram coletados, tais como: diagnósticos etiológico, tempo de evolução da doença e origem do encaminhamento; dados sócio-demográficos como sexo, idade, escolaridade, estado civil, ocupação; e, também, o comparecimento aos retornos após o primeiro mês, quarto mês, e um ano a contar da avaliação inicial. Observou-se que os indivíduos que concluíram a Escola de Postura apresentaram melhora significativa nos domínios do SF-36 para Capacidade Funcional, Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, bem como na avaliação pela EVA e questionário RM. Não foram observados ganhos estatisticamente significantes nos domínios Aspectos Sociais, Emocionais e Saúde Mental. Cabendo ressaltar que o período de alcance da Escola de Postura, não possibilita afirmar mudanças significativas quanto a aspectos afetivo-emocionais e novas posturas em seu relacionamento social. Novos estudos, quantitativos e qualitativos devem ser realizados de maneira a oferecer subsídios á equipe multiprofissional da Escola de Postura que permitam operar mudanças e ampliar recursos terapêuticos se necessário.

Palavras-chave: avaliação funcional, lombalgia, qualidade de vida, questionários, reabilitação, escola de postura.

 

Avaliações que mensurem a percepção dos déficits em indivíduos com lesão cerebral adquirida: uma revisão da literatura

Assessments measuring the perception of deficits in individuals with acquired brain injuries: a review of the literature

Fernanda de Sousa Forattore; Rafaela Larsen Ribeiro

Acta Fisiátr.2015;22(3):150-154

Objetivo: Através de uma revisão da literatura, selecionar avaliações que mensurem a percepção dos déficits do indivíduo com lesão cerebral adquirida submetido à intervenção de autoconsciência. Método: Foi realizada revisão nas bases de dados da BIREME e PubMed, referente aos últimos 10 anos. Resultados: Foram selecionados no trabalho onze artigos que incluíram avaliações de autoconsciência antes e depois de uma intervenção terapêutica e que tivessem como público indivíduos com diagnósticos de traumatismo crânio-encefálico (TCE), acidente vascular encefálico (AVE) ou tumor cerebral. Conclusão: Observou-se um número significativo de publicações na Austrália, nos países europeus e nos Estados Unidos. Os instrumentos mais utilizados nos estudos foram o Self-awareness of Deficits Interview (SADI) e Awareness Questionnaire (AQ). Não foram encontrados estudos e avaliações padronizadas e validadas no Brasil. Dessa forma, se faz necessário o desenvolvimento, tradução e adaptação de avaliações, que mensurem a percepção da consciência na população brasileira para proporcionar uma prática baseada em evidências pela utilização de modelos específicos de intervenção.

Palavras-chave: Traumatismos Encefálicos, Acidente Vascular Cerebral, Consciência, Questionários, Reabilitação

 

Benefícios da marcha com assistência robótica na lesão medular: uma revisão sistemática

Benefits of robotic-assisted gait in spinal cord injury: a systematic review

Francine Bertolais do Valle Souza; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Denise Vianna Machado Ayres; Maria Cecilia dos Santos Moreira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(3):142-146

OBJETIVO: Avaliar a qualidade atual de evidências quanto à eficácia da marcha robótica com suspensão de peso corporal em indivíduos com lesão medular, com ênfase no desempenho da marcha.
MÉTODO: O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed, LILACS e EMBASE referentes às publicações de ensaios clínicos dos últimos doze anos (2000-2012), utilizando-se a relação entre as palavras chave Spinal cord injury AND (gait OR walking OR deambulation) reahbilitation AND robotic AND (lokomat OR ReoAmbulator OR Formador Gait).
RESULTADOS: Dos oito estudos selecionados, apenas um não observou melhora no padrão de desempenho da marcha. Dos estudos que encontraram melhora, 6 encontraram melhora estatisticamente significativa e um não encontraram nenhuma diferença significativa, apesar de uma tendência de melhora ter sido observada. As conclusões destes estudos foram obtidas por meio de ferramentas de avaliação como o teste de caminhada de 6 minutos e de 10 metros, MIF (medida de independência funcional, WISCI II (Índice de caminhada de Lesão Medular), entre outros. Alguns estudos apontam uma diminuição na necessidade de órteses e dispositivos auxiliares nesse grupo. Quanto à qualidade metodológica, seis artigos apresentaram escores inferiores a 3 pontos e apenas um artigo teve a pontuação máxima de 5 na escala JADAD (baixa qualidade pontuação inferior a 3) Implicação/Impacto na reabilitação.
CONCLUSÃO: Apesar da pequena quantidade de artigos encontrados, da baixa qualidade metodológica e o fato desta ser uma intervenção nova e de alto custo, os resultados são significativos quando comparados com a terapia física convencional e outras técnicas bem estabelecidas na fisioterapia.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Características das vítimas de acidentes motociclisticos atendidas em um centro de reabilitação de referência estadual do sul do Brasil

Characteristics of motorcycle accident victims treated at a leading rehabilitation center in the south of Brazil

Soraia Dornelles Schoeller; Albertina Bonetti; Gelson Aguiar da Silva;André Rocha; Francine Lima Gelbcke; Patricia Khan

Acta Fisiátr.2011;18(3):141-145

Esta investigação caracteriza os usuários vítimas de acidentes de moto atendidos em um centro de reabilitação de referência estadual do sul do Brasil. É parte de pesquisa voltada ao trauma raquimedular - TRM. Estudo descritivo e quantitativo. Foram investigadas em 207 prontuários: procedência, idade, sexo, data e causa da lesão. Constatou-se que as vítimas de acidentes motociclísticos são homens (81.09%) jovens, dos quais, 10% menores de 18 anos. Metade dos usuários tiveram lesões extremamente ou muito graves - TRM, traumatismo crânio encefálico e amputação de membros inferiores. O coeficiente de mortalidade por acidentes motociclísticos no Brasil e em Santa Catarina cresceu 250% no período de 2000 a 2009, enquanto o crescimento populacional foi de 16%. Os acidentes motociclísticos constituem-se grave problema de saúde pública pelo número cada vez maior de pessoas atingidas e gravidade das lesões. Urge estabelecer políticas públicas - educação, segurança pública e saúde, objetivando inverter esta tendência.

Palavras-chave: Acidentes de Trânsito, Motocicletas, Características da População, Centros de Reabilitação

 

Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF)

International Classification of Functioning Disability and Health (ICF)

Linamara Rizzo Battistella; Christina May Moran de Brito

Acta Fisiátr.2002;9(2):98-101

O presente artigo tem por objetivo a atualização e a familiarização de profissionais envolvidos com a reabilitação daClassificação Internacional de Funcionalidade (CIF) desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde. São abordados seu histórico, finalidade e perspectivas de aplicação na área de reabilitação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade. Reabilitação. Organização Mundial de Saúde.

 

Comparação da função motora em solo e imersão de pacientes com distrofia muscular de Duchenne em acompanhamento fisioterapêutico - <em>follow-up</em> de 2 anos

Comparison of motor function in patients with Duchenne muscular dystrophy in physical therapy in and out of water: 2-year follow-up

Adriana Valéria Silva Ferreira; Priscila Santos Albuquerque Goya; Renata Ferrari; Martina Durán; Roberta Vieira Franzini; Fátima Aparecida Caromano; Francis Meire Favero; Acary Souza Bulle Oliveira

Acta Fisiátr.2015;22(2):51-54

O tratamento para pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é multidisciplinar. Faz-se necessário entender os efeitos das atividades executadas em solo e imersão para permitir o desenvolvimento de protocolos de intervenção. Objetivo: Comparar a função motora em solo e imersão, no período de 2 anos, em crianças com DMD em acompanhamento fisioterapêutico. Método: Estudo retrospectivo com 23 pacientes diagnosticados DMD, de 8 a 24 anos, assistidos pela Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM). Foram coletados dados da avaliação em imersão (adaptação ao meio líquido, bipedestação, sedestação, rotação transversal, longitudinal, nado e marcha) e em solo (Escalas Egan Klassification e Vignos), no período de dois anos. Resultados: Na análise das avaliações entre os semestres, no período de 2 anos, houve diferença no desempenho das atividades em imersão (p < 0,001) e não foi observada diferença na Escala Egan Klassification (p < 0,003) e na Escala Vignos (p < 0,012). Conclusão: Devido aos princípios físicos da água os pacientes apresentaram manutenção e melhora do escore da avaliação da função motora em imersão. Em contrapartida, foi demonstrada piora dos escores das Escalas Egan Klassification e Vignos que representam a função motora em solo.

Palavras-chave: Distrofias Musculares, Imersão, Modalidades de Fisioterapia

 

Comparação dos efeitos de exercícios resistidos versus cinesioterapia na osteoartrite de joelho

Comparison of the effects of resistance exercise versus kinesiotherapy in knee osteoarthritis

Natália Cristina de Oliveira; Sandoval Vatri; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(1):7-11

O aumento da expectativa de vida de diversas populações coloca a osteoartrite (OA) como uma importante questão de saúde pública, por se tratar de uma doença crônica muito prevalente e que lidera as causas de dor e incapacidade entre adultos e idosos. Objetivo: Comparar a dor, mobilidade, capacidade funcional e força de indivíduos com OA de joelhos submetidos a dois tipos de intervenção: exercício resistido (GER) e cinesioterapia (GCI). Métodos: Tratou-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado e simples-cego do qual participaram 30 pacientes com OA de joelhos, adultos de ambos os sexos. Os voluntários foram avaliados quanto à dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força, por um avaliador cego, antes e após as intervenções. Por meio de sorteio simples, os participantes foram aleatoriamente direcionados a um dos 2 grupos de intervenção, e submetidos a 15 sessões de tratamento, com duração de 30 minutos cada, 2 vezes por semana. Resultados: Ambas as intervenções promoveram melhorias significantes em todas as variáveis avaliadas, e não houve relato de nenhum efeito adverso ao longo da pesquisa. Conclusão: Tanto o exercício resistido como a cinesioterapia são eficazes para melhorar a dor, rigidez articular, funcionalidade, mobilidade funcional e força de pacientes com OA de joelhos.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Exercício, Reabilitação

 

Conceito Halliwick inclusão e participação através das atividades aquáticas funcionais

The Halliwick Concept, inclusion and participation through aquatic functional activities

Mauricio Koprowski Garcia; Edenilson Cordeiro Joares; Marcelo Alves Silva; Renato Rocha Bissolotti; Suzana Oliveira; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(3):142-150

Este trabalho apresenta os resultados qualitativos e quantitativos de um grupo 674 usuários que por 12 meses participaram do Projeto Halliwick - atividades aquáticas funcionais - do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas FMUSP e suas amplas repercussões na vida da pessoa com deficiência. O conceito Halliwick foi desenvolvido em 1949 por James McMillan na Inglaterra e está fundamentado em princípios da hidrostática, hidrodinâmica e na mecânica dos corpos na água.
OBJETIVO: O Programa dos 10 Pontos do conceito Halliwick é a aplicação prática e fornece estrutura aos processos de ensinar e aprender com segurança, lógica e progressivamente.
MÉTODO: O trabalho se desenvolve em grupos que motivam e favorecem a interação social, ao mesmo tempo que otimizam o aprendizado. O Halliwick introduz a água como um novo fator ambiental para se trabalhar estratégias do movimento e controle motor de forma diferente. Os atributos da piscina, especificamente as propriedades físicas de água, promovem o bem estar de estruturas físicas e função corporal, independência funcional, novos padrões de movimentos, entendimento de diferentes conceitos sobre motricidade, processamento sensorial, aprendizado cognitivo, organização de padrões de movimentos e controle de atividades diversas. A fisiologia da imersão responde pela ativação de orgãos e sistemas do corpo melhorando seus desempenhos.
RESULTADOS: Com apoio da Associação Halliwick Internacional e Associação Brasil Halliwick o projeto, pioneiro no país, possibilitou atendimento a milhares de usuários garantindo acesso igualitário, pois foca a inclusão e participação da pessoa com e sem deficiência.
CONCLUSÃO: A característica holística do Halliwick influenciou sobre maneira o tradicional ensino de natação e trouxe uma série de refinamentos às técnicas de hidroterapia, demonstrando que programas terapêuticos e recreativos combinados oferecem uma reabilitação contínua para todas as pessoas. Ainda permite o alcance do máximo potencial, trazendo benefícios físicos, psicológicos e social.

Palavras-chave: hidroterapia, imersão, pessoas com deficiência, reabilitação, terapia por exercício

 

Contribuições da dançaterapia no aspecto emocional de pessoas com deficiência física durante programa de reabilitação

Contributions of dance therapy to the emotional aspect of people with physical disabilities in a rehabilitation program

Rute Heckert Viriato; Nadir Lopes Hmeliowski; Daniella Branco Nolasco; Fabiana Pavani Sancinetti

Acta Fisiátr.2014;21(2):66-70

A dançaterapia estimula a descoberta de movimentos, a percepção das emoções e o reconhecimento de possibilidades que favorecem a inclusão social.
OBJETIVO: Analisar a contribuição da dançaterapia no aspecto emocional dos pacientes em reabilitação, a partir da percepção deles mesmos.
MÉTODO: Participaram deste estudo 23 pacientes, em 4 grupos, que tiveram a duração de 4 meses cada um. Utilizamos um questionário, aplicado ao inicio e final do programa, e solicitamos que desenhassem um desenho de si mesmos nesses dois momentos.
RESULTADOS: 69,56% referem boa autoestima antes, e ao final, 95,65%. Observamos melhora na sociabilidade, pois antes 69,56% se consideravam tímidos, e depois, 43,47%. Identificamos maior criatividade, 86,95% dos pacientes (inicialmente 65,21%); e menor sensação de tristeza, apenas 4,43% (antes 52,17%). Quanto à dificuldade para se comunicar, houve uma redução significativa: inicialmente 13,04% referiam sempre ter, 4,34% depois do programa. Os desenhos na 2ª avaliação estão mais detalhados, proporcionais, e ocupam espaço mais central na folha; percebemos maior consciência corporal, melhor autoestima e percepção de características pessoais.
CONCLUSÃO: A dançaterapia favoreceu uma mudança significativa no aspecto emocional dos participantes deste trabalho, permitindo melhora na percepção de suas possibilidades, melhora na autoestima, e maior socialização; favoreceu o contato com próprio corpo, colaborando para uma nova percepção de si mesmos.

Palavras-chave: Terapia através da Dança, Emoções, Pessoas com Deficiência, Reabilitação

 

Correlação do perfil de deambulação e velocidade da marcha em um grupo de pacientes hemiplégicos atendidos em um centro de reabilitação

Correlation between the ambulation profile and gait velocity in a group of hemiplegic patients treated at a rehabilitation center

Ana Cristina Franzoi; Nelson Shigueru Kagohara

Acta Fisiátr.2007;14(2):78-81

INTRODUÇÃO: a marcha de pacientes com hemiplegia é caracterizada por diminuição da velocidade e assimetria, trazendo limitações às atividades e restrições da participação social deste indivíduo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil funcional da deambulação deste grupo de pacientes, correlacionando-o à velocidade da marcha.
MÉTODOS: Foram avaliados 87 pacientes utilizando a Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), velocidade da marcha em 10 metros sendo identificada a necessidade de auxílio de terceiros e o uso de transporte público.
ANÁLISE ESTATÍSTICA: descritiva, comparação entre grupos e testes de correlações (p< 0,05). Resultados: 49 homens, idade média 54 anos, tempo médio de lesão 33 meses. Três pacientes realizavam marcha terapêutica, 10 marcha domiciliar, 29 comunitária restrita, 43 comunitária e 2 marcha normal.
EM RELAÇÃO A ASSISTÊNCIA À MARCHA: 38 pacientes necessitavam de auxílio de terceiros ou supervisão, 45 utilizavam transporte público, 59 não utilizavam apoio. A velocidade de marcha foi diferente entre os grupos divididos pelos tipos funcionais de marcha, necessidade de auxílio de terceiros e uso de transporte público, se correlacionando com idade, CFMM, assistência de terceiros e uso de transporte público.
CONCLUSÃO: 85% da amostra realizavam marcha comunitária, mas somente 55% o faziam de maneira independente. Houve correlação entre a velocidade e as categorias funcionais de marcha estudadas, sendo estabelecidos limiares de velocidades de marcha para os diferentes grupos.

Palavras-chave: hemiplegia, marcha, atividades cotidianas, centro de reabilitação

 

Correlação entre os testes <em>Pick-Up</em> de Moberg e a estesiometria após reconstrução do nervo mediano

Correlation between Moberg <em>Pick-Up</em> test and sensation threshold test after median nerve reconstruction

Alexandre Marcio Marcolino; Rafael Inacio Barbosa; Daniela Neto Aguiar de Souza; Rafaela de Barros Rebelo; Priscila Martins Delgado; Nilton Mazzer; Valéria Meirelles Carril Elui; Marisa de Cássia Registro Fonseca

Acta Fisiátr.2012;19(4):216-221

A avaliação funcional da sensibilidade é essencial para analisar o estado, recuperação, e efetividade do programa de tratamento em pacientes que sofreram perdas decorrentes de deficiência motora e/ou sensitiva, após lesões nervosas periféricas. Estas lesões geram a interrupção das sensações ocasionando a perda da sensibilidade e uma significante perda funcional da mão.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi correlacionar o teste funcional Pick-Up de Moberg com o teste de limiar sensitivo Estesiômetro SORRI® na reconstrução do nervo mediano.
MÉTODO: Foram analisados 14 homens com idade entre 18 e 40 anos que sofreram ferimento corto-contuso na região volar do punho e tratamento cirúrgico há pelo menos um ano de pós-operatório. Foram utilizados para a avaliação da sensibilidade cutânea o Estesiômetro SORRI® e o teste Pick-Up de Moberg modificado, no qual a avaliação foi dividida em duas fases, olhos abertos e fechados, ambas realizadas com a mão dominante e não dominante, e em duas etapas com diferentes avaliadores, sendo repetidas três vezes em cada mão. A sequência dos avaliadores foi sorteada e mantida durante toda a avaliação. Na análise dos dados foi utilizado o coeficiente de Pearson e aplicado o teste não-paramétrico de Mann-Whitney com o nível de significância α = 0,05.
RESULTADOS: A média da idade foi de 27,14 anos (± 6,43), com maior frequência entre 21 a 30 anos sendo que 64% apresentaram lesão na mão dominante. O coeficiente de Pearson (r) entre o Estesiômetro e o Pick-Up foi entre 0,5 e 0,7, com p-valor < 0,05. Os intervalos de confiança e p-valores dos testes de Mann-Whitney não indicaram diferenças estatisticamente significantes.
CONCLUSÃO: Apesar do teste Pick-Up de Moberg não possuir medidas padronizadas, na amostra estudada pode-se concluir que existe correlação entre o teste funcional e o teste de limiar sensitivo. Novos estudos são necessários para a validação e confiabilidade de ambos os métodos.

Palavras-chave: mão, reabilitação, traumatismos dos nervos periféricos

 

Deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica

The deglutition of patients with amyotrophic lateral sclerosis

Émille Dalbem Paim; Munique Jarces; Patricia Zart; Daniel Lima Varela

Acta Fisiátr.2016;23(3):120-124

Objetivo: Analisar as características da deglutição de sujeitos portadores de esclerose lateral amiotrófica, através da videofluoroscopia da deglutição. Métodos: Foram selecionados 20 pacientes, com idades entre 43 a 75 anos, sem outra doença de base, que não utilizassem traqueostomia e vias alternativas para alimentação. Foi aplicada anamnese e realizado o exame de videofluoroscopia da deglutição, sendo ofertados alimentos nas consistências líquida, pastosa e sólida. Foram três ofertas de 5 ml para cada consistência e 5g de pão. Os exames foram filmados para análise. Resultados: Para consistência líquida, a alteração mais significativa foi a presença de resíduos na valécula em 11 sujeitos. Para a consistência pastosa, as principais características foram elevação laríngea reduzida em 12 e resíduo em transição faringoesofágica em 12. Já na consistência sólida, 10 apresentaram movimentos de língua reduzidos e em 10 houve resíduo em cavidade oral. Dos 20 sujeitos, 11 apresentaram disfagia discreta. Conclusão: Todos os sujeitos apresentaram disfagia, sendo de grau discreto, para a maioria. A fase faríngea foi a mais comprometida para as consistências pastosa e líquida, com resíduos em valécula e transição faringoesofágica, seguida da fase oral, com o tempo de trânsito oral aumentado e movimentos de língua reduzidos para a consistência sólida.

Palavras-chave: Transtornos de Deglutição, Esclerose Amiotrófica Lateral, Fonoaudiologia, Reabilitação

 

Dificuldades na reabilitação de pacientes amputados devido a tumores

Therezinha Rosane Chamlian; Marcelo Saad; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.1996;3(3):11-13

Os pacientes amputados devido a tumores possuem particularidades, como intercorrências clínicas, que os diferenciam dos amputados por outras causas. Estas particularidades interferem de forma significativa no processo reabilitacional, podendo até inviabilizá-lo. Este levantamento mostra a evolução dos pacientes amputados devido a tumores atendidos no Lar Escola São Francisco. Verificou-se que nenhum dos 6 pacientes atingiu a meta da protetização, apesar de reunirem alguns pré-requisitos favoráveis para reabilitação, como pouca idade e início precoce do treinamento. Isto evidencia que o prognóstico reabilitacional destes pacientes pode ser modificado subitamente em qualquer momento.

Palavras-chave: Amputados. Tumores. Reabilitação.

 

Dupla tarefa como estratégia terapêutica em fisioterapia neurofuncional: uma revisão da literatura

Dual task training as a therapeutic strategy in neurologic physical therapy: a literature review

Tassiana Mendel; Wilames Oliveira Barbosa; Adriana Campos Sasaki

Acta Fisiátr.2015;22(4):206-211

Objetivo: Discutir as possibilidades de utilização da dupla tarefa no âmbito da reabilitação de pacientes neurológicos. Métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados PUBMED, MEDLINE, LILACS e PEDro, com o termo em inglês dual task associados a cada uma das palavras, em separado: treatment, physicaltherapy, rehabilitation, exercise, training, dividedattention, executivefunctions e attentionaldemands. Foram selecionados apenas ensaios clínicos que utilizaram o treinamento de dupla tarefa em população adulta com doença ou lesão neurológica. Resultados: Dos 2024 artigos encontrados, 1017 foram excluídos por se tratarem de artigos duplicados. Dentre os 1007 restantes, 998 foram excluídos após a análise dos resumos. Os nove artigos selecionados avaliaram pacientes com acidente vascular encefálico, traumatismo encefálico, doença de Alzheimer e de Parkinson. A maioria utilizou a marcha como tarefa primária, e uma tarefa cognitiva como secundária. Os programas variaram entre 9 e 48 horas totais de treinamento. Conclusão: O treinamento de dupla tarefa parece ter efeitos positivos na marcha, cognição, habilidades de automatização e transferência de aprendizado, sugerindo que essa pode ser uma estratégia valiosa para a reabilitação neurológica. Entretanto, ainda se faz necessário explicar quais as tarefas que são mais eficientes, o período de intervenção adequado e a extensão do período de retenção do aprendizado.

Palavras-chave: Função Executiva, Terapia por Exercício, Atenção, Neurologia, Reabilitação

 

Efeito de um programa de reabilitação multidisciplinar para homens portadores de fibromialgia: estudo aleatorizado controlado

Effects of a multidisciplinary rehabilitation program for men with fibromyalgia: controlled randomized study

Liliana Lourenço Jorge; Luis Carlos Onoda Tomikawa; Sueli S H Jucá

Acta Fisiátr.2007;14(4):196-203

INTRODUÇÃO: A fibromialgia (FM) é uma condição caracterizada por dor crônica generalizada, acompanhada de distúrbios do sono, fadiga e uma miríade de outros sintomas, com prevalência de 10% de homens. As diferenças de percepção de dor entre sexos e de apresentação da fibromialgia têm sido estudadas, suspeitando-se de influências genéticas, diferenças hormonais, metabólicas, cognitivo- comportamentais, emocionais. Fibromiálgicos possuem queixas menos objetivas, menos de distúrbio de sono, fadiga e dor generalizada. Há poucas evidências sobre características, prognóstico, método terapêutico e evolução da doença entre homens. Objetivos: Avaliar a eficácia de um programa multidisciplinar de reabilitação para pacientes do sexo masculino, em idade produtiva, portadores de fibromialgia e estudar as características desta doença em homens.
MÉTODO: Vinte e cinco homens com diagnóstico de fibromialgia foram convidados. Dez foram utilizados e alocados aleatoriamente em um dos dois grupos definidos para o presente estudo. O grupo tratamento consistiu em orientação ambulatorial e um programa de reabilitação com duração de 2 meses, realizado por meio de aulas e terapias por: médico fisiatra, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira, nutricionista e educador físico. O grupo controle realizou tratamento padrão focado na orientação ambulatorial e para realização de atividades físicas na comunidade. A ambos os grupos foi realizado prescrição de medicamentos preconizados para fibromialgia. As medidas de avaliação foram: Escala Visual Analógica de Dor, SF 36, FIQ. Além disso, um protocolo padronizado foi preenchido por autor cegado, verificando presença de distúrbios depressivos de memória e de sono e situação profissional. As coletas de dados foram realizadas em 3 momentos: antes da intervenção, após e 4 meses depois da anterior. Foi realizada a análise estatística com testes não paramétricos e descritivos.
RESULTADOS: O grupo Tratamento apresentou melhora da EVA após a intervenção, mas que não se manteve no seguimento posterior. Houve diferença estatisticamente significante no domínio Dor da FIQ, domínios Dor, Saúde Mental e Vitalidade da SF 36, com melhora no grupo Tratamento à avaliação após. Não houve manutenção do benefício à avaliação final, 6 meses após a intervenção. As médias de idade foram 50,6 (Controle) e 44,2 (Tratamento), apresentaram alta taxa de afastamento no trabalho, depressão e distúrbio de sono, com valores constantes nas 3 avaliações. O número de pontos dolorosos não variou nos 3 momentos de avaliação.
CONCLUSÕES: O programa de reabilitação tende a beneficiar homens portadores de fibromialgia a curto prazo, sendo que os efeitos sejam perdidos 6 meses após a intervenção. Tais achados são compatíveis com a literatura. São necessários novos estudos para verificar a efetividade do programa, avaliada por um seguimento mais prolongado e com amostragem adequada. A fibromialgia masculina e suas características específicas devem ser exploradas de modo aprofundado em outras pesquisas, especialmente verificando particularidades de apresentação clínica, comportamento evolutivo e aspectos sociais do paciente portador, já que tais elementos são fundamentais para a definição do programa ideal para homens. Recomendam-se estudos comparativos sobre reabilitação de homens e mulheres.

Palavras-chave: fibromialgia, dor, reabilitação, homens, qualidade de vida, equipe de assistência ao paciente

 

Efeito do movimento passivo contínuo isocinético na hemiplegia espástica

Effect of isokinetic continuous passive mobilization in spastic hemiplegia

Vanessa Pelegrino Minutoli; Marta Delfino; Sérgio Takeshi Tatsukawa de Freitas; Mário Oliveira Lima; Charli Tortoza; Carlos Alberto dos Santos

Acta Fisiátr.2007;14(3):142-148

O Acidente Vascular Encefálico (AVE), afeta freqüentemente a função do Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo principal da reabilitação física é a restauração da função motora para executar as atividades de vida diária tais como, agarrar, alcançar e realizar movimentos complexos. As funções motoras são dependentes do controle da força muscular que se torna comprometida com os danos do Sistema Nervoso Central e se manifesta com incoordenação, hiperreflexia, espasticidade e fraqueza muscular unilateral. Existem vários métodos para quantificar a espasticidade. Atualmente o dinamômetro isocinético demonstra ser um equipamento mais eficaz, pois favorece a padronização da angulação, velocidade de estiramento e posicionamento, podendo minimizar a subjetividade da avaliação. Desde modo, o objetivo desse trabalho foi analisar o efeito da mobilização passiva continua em duas velocidades (120º/s e 180º/s) em pacientes hemiplégicos com hipertonia espástica. Cinco pacientes entre 40 - 55 anos de ambos os sexos com história de AVE apresentando espasticidade, foram submetidos a mobilização passiva contínua por um dinamômetro isocinético por 30 repetições, em velocidades de 120º/s e 180º/s. Todos apresentaram grau 2 de espasticidade dos músculos extensores do joelho e graus 0, 1 e 1+ dos músculos flexores pela escala modificada de Ashworth. Os resultados mostraram uma redução significativa da resistência passiva a partir da 6ª repetição em ambas as velocidades angulares. Concluiu-se que o movimento passivo continuo realizado no dinamômetro isocinético é uma maneira eficaz para medir e reduzir a espasticidade.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, hemiplegia, espasticidade muscular, reabilitação, dinamômetro de força muscular, atividade motora

 

Efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento do ombro e no mapa termográfico de idosas submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama

Effects of physiotherapeutic intervention on shoulder range of motion and map thermography of elderlies submitted to surgery for breast cancer treatment

Débora Melissa Petry; Gesilani Julia da Silva Honório; Keyla dos Santos; Saionara dos Santos; Clarissa Medeiros da Luz; Soraia Cristina Tonon da Luz; Marina Palú

Acta Fisiátr.2016;23(4):180-185

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e clinicamente, as mulheres idosas apresentam um processo de reabilitação mais difícil. Objetivo: Avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica na amplitude de movimento (ADM) do ombro e no mapa termográfico de idosas em pós-operatório de tratamento do câncer de mama. Métodos: Participaram 10 idosas, submetidas a tratamento cirúrgico para câncer de mama. A avaliação foi feita antes e após a intervenção através do goniômetro, para medidas de ADM, e da câmera termográfica Eletrophysics PV320T, para identificação da temperatura da região torácica. Utilizou-se o teste Wilcoxon e a correlação de Spearman, com nível de significância de 0,05. Resultados: As pacientes apresentaram melhora significativa da amplitude de todos os movimentos do membro comprometido, exceto a rotação interna. Ao comparar os valores de temperatura da avaliação com a reavaliação, houve um aumento da temperatura das regiões torácicas, sendo significativos apenas os valores da mama preservada. Ao comparar a temperatura da região preservada com a comprometida na avaliação, houve diferença significativa, já na reavaliação, ocorreu uma aproximação destes valores. A correlação entre o aumento de temperatura e ADM foi significativa para adução de ambos os membros e rotação interna do membro preservado, na avaliação. Conclusão: A intervenção garantiu resolução ou diminuição das alterações apresentadas no exame físico, melhora da ADM, aumento da temperatura das regiões torácicas, e correlação entre aumento da temperatura e ADM de adução bilateral e rotação interna do membro preservado na avaliação inicial.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Amplitude de Movimento Articular, Modalidades de Fisioterapia, Termografia

 

Efeitos da reabilitação precoce no desfecho da reabilitação pós-acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos e sua correlação com a gravidade do deficit neurológico inicial

Effects of early rehabilitation on the outcome of cerebro-vascular insult rehabilitation in women over 65 in correlation with initial neurological deficit gravity

Ljubica Nikcevic; Milan Savic; Nevenka Zaric; Dejan Nikolic; Aleksandra Plavsic; Natasa Mujovic

Acta Fisiátr.2007;14(4):237-241

Este trabalho visa examinar os efeitos da reabilitação precoce, a curto e longo prazo, no desfecho do acidente vascular encefálico (AVE) em mulheres com mais de 65 anos; estabelecer a correlação entre o impacto da gravidade do déficit neurológico na predição dos resultados do tratamento de Reabilitação e, ainda, investigar a possibilidade do acompanhamento de parâmetros individuais da Medição de Independência Funcional (MIF) na predição do desfecho da reabilitação do AVE. Atualmente, o AVE é a terceira maior causa de mortalidade na população mundial, bem como a maior causa de invalidez permanente. No cenário atual, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares - que antes eram tidas como exclusivas da população masculina - têm afetado também as mulheres. Por outro lado, observamos uma correlação linear entre o envelhecimento e a ocorrência destas doenças. Concluímos que a implantação do método de reabilitação precoce conduz a uma aceleração significativa do processo de tratamento e recuperação após o AVE em mulheres com mais de 65 anos. Concluímos também que certos parâmetros da MIF, por apresentarem o mesmo padrão de evolução, podem ser utilizados na predição da recuperação global do paciente.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, idoso, mulheres, reabilitação

 

Efeitos da terapia manual na cefaleia do tipo cervicogênica: uma proposta terapêutica

Effects of manual therapy on cervicogenic headaches: a therapeutic approach

Renato Santos de Almeida; Vanessa Gomes; Carolina de Magalhães Gaullier; Karla Kristine Dames; Leandro Alberto Calazans Nogueira

Acta Fisiátr.2014;21(2):53-57

A coluna cervical é considerada como possível fonte de dor de cabeça, entretanto ainda existem algumas controvérsias a respeito da fisiopatogênese, quadro clínico e tratamento.
OBJETIVO: Propor um protocolo com abordagem multimodal para tratamento fisioterápico de pacientes com cefaleia cervicogênica e avaliar os efeitos deste protocolo em tais pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo experimental não controlado, no qual 9 pacientes da Clínica Escola de Fisioterapia do UNIFESO (Teresópolis, RJ) com diagnóstico de cefaleia cervicogênica foram submetidos a 10 intervenções fisioterapêuticas com técnicas de terapia manual. O protocolo experimental incluiu técnicas articulares, miofasciais e de recrutamento muscular. Como ferramentas de mensuração foram utilizadas a escala funcional Neck Disabilty Index (NDI), a escala visual analógica de dor (EVA) e o registro do padrão do quadro álgico.
RESULTADOS: Dos 9 pacientes selecionados, todos eram do gênero feminino, e possuíam média de idade de 43,3 anos (± 15,5). Observou-se diferença entre as médias da intensidade do quadro álgico (EVA) antes do tratamento (8,0 ± 1,3) e após (2,2 ± 0,9; p < 0,01). O índice de incapacidade cervical também mostrou melhora após intervenção de 63,9% (p < 0,01). Em relação à frequência das crises semanais observa-se uma diminuição de 70% após a intervenção (p < 0,01). De maneira similar, houve redução do tempo de permanência das crises antes (4 horas ± 1,5) e após (1 hora ± 0,5) (p < 0,01).
CONCLUSÃO: A abordagem multimodal por meio de técnicas de terapia manual foi benéfica na redução do quadro sintomático dos pacientes e ainda proporcionou diminuição do grau de incapacidade da região cervical.

Palavras-chave: Transtornos da Cefaleia, Terapia Combinada, Manipulações Musculoesqueléticas, Modalidades de Fisioterapia

 

Efeitos do treinamento aeróbio na qualidade de vida e na capacidade funcional de indivíduos hemiparéticos crônicos

Effects of aerobic training on quality of life and functional capacity of chronic stroke survivors

Regina Márcia Faria de Moura; Renata Cristina Magalhães Lima; Diana Cunha Lage; Emiliana Alcântara Alves Amaral

Acta Fisiátr.2005;12(3):94-99

Indivíduos com seqüela do acidente vascular cerebral (AVC) apresentam, na maioria das vezes, um alto custo energético durante a realização das atividades e apesar das evidências dessa alteração após o AVC, poucos são os autores que têm investigado os efeitos do treinamento aeróbio.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um treinamento aeróbio na capacidade funcional e na qualidade de vida (QDV) de indivíduos com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica.
CASUÍSTICA E MÉTODO: Foram avaliados dois participantes, um do sexo masculino e um do feminino, que foram recrutados na Clínica Escola do Centro Universitário Newton Paiva, em Belo Horizonte/MG. A capacidade funcional foi avaliada pelo Teste de Caminhada de 6 minutos e a percepção da QV pelo instrumento Perfil de Saúde de Nottingham (PSN), aplicados antes da intervenção, na 10ª, 20ª, 30ª e 40ª sessões.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: A redução tanto da distância quanto da velocidade de caminhada estão geralmente associadas a alterações de equilíbrio, fraqueza muscular e descondicionamento físico. Neste estudo houve aumento da distância caminhada dos dois participantes sugerindo melhora da capacidade funcional. Também houve redução no escore do PSN que também sugere uma melhor QV após o protocolo de reabilitação.
CONCLUSÃO: Os participantes do estudo apresentaram melhora da capacidade funcional e alteraram positivamente a percepção da QV após programa de treinamento aeróbio. Para generalização dos resultados para a população com seqüelas decorrentes do AVC na fase crônica são necessários estudos com casuística maior.

Palavras-chave: Acidente vascular cerebral, condicionamento aeróbio, reabilitação, qualidade de vida.

 

Efeitos do treino de marcha com assistência robótica em pacientes pós - acidente vascular encefálico

Effects of robot-assisted gait training in stroke patients

Juliana Morales Ronchi; Pedro Cláudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2015;22(1):34-38

Pacientes acometidos por acidente vascular encefálico (AVE) apresentam déficit significativo de marcha em decorrência da complexidade de suas deficiências. O treino de marcha com assistência robótica (TMR), além de diminuir a carga física imposta sobre o terapeuta, garante um ambiente simplificado e seguro para o treino de marcha, no qual padrões simétricos e constantes de movimentos de membros inferiores podem ser desenvolvidos e em maiores velocidades, além de permitir uma terapia com maior tempo de duração. Apesar do uso crescente deste equipamento em reabilitação pouco se sabe sobre os efeitos promovidos na reabilitação da marcha pós-AVE, assim como os protocolos de intervenção empregados para se alcançá-los. Objetivo: Avaliar as evidências atuais quanto à eficácia do TMR em indivíduos pós-AVE, com ênfase no desempenho da marcha. Método: Para isso, foi realizado um levantamento literário dos estudos publicados nos últimos 10 anos (2003-2013) com os termos "stroke" and "gait" and "robotics" nas bases de dados PubMed, MedLine e LILACS. Resultados: Foram selecionados 5 estudos que preencheram os critérios de inclusão, entre eles o de utilizar o dispositivo robótico Lokomat (Hocoma, Volketswil) para o treino de marcha em pacientes pós-AVE. A análise dos resultados obtidos em cada estudo considerou os ganhos promovidos nos parâmetros lineares da marcha (velocidade e distância percorrida) pela terapia robótica em comparação à terapia convencional. Conclusão: Os dados sugerem que o emprego da terapia robótica na reabilitação da marcha do paciente pós-AVE não produz ganhos adicionais aos obtidos com a terapia convencional.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Marcha, Robótica, Reabilitação

 

Efetividade e segurança do ultrassom terapêutico nas afecções musculoesqueléticas: <em>overview</em> de revisões sistemáticas Cochrane

Effectiveness and safety of therapeutic ultrasound in musculoskeletal disorders: overview of Cochrane systematic reviews

Ana Paula Bezerra Leite; José Carlos Baldocchi Pontin; Ana Luiza Cabrera Martimbianco; Gisele Landim Lahoz; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(3):157-160

O Ultrassom terapêutico (UST) é um recurso frequentemente utilizado na prática clinica do fisioterapeuta. Entretanto, não há consenso na literatura em relação à efetividade desse recurso.
OBJETIVO: Os objetivos do presente estudo foram verificar e sintetizar as informações contidas nas revisões sistemáticas Cochrane relacionadas ao tratamento das afecções musculoesqueléticas com o UST.
MÉTODO: Foi realizada uma busca na base de dados "Cochrane Library" e selecionadas as revisões sistemáticas que abordavam o UST como modalidade de tratamento.
RESULTADOS: Foram incluídas seis revisões sistemáticas Cochrane que analisaram a efetividade do UST em diferentes afecções musculoesqueléticas demonstrando redução significativa da dor apenas na osteartrite de joelho; não há relatos de eventos adversos decorrentes do UST em todas as revisões incluídas, sendo considerado um tratamento seguro.
CONCLUSÃO: Os resultados apresentados nesse estudo devem ser analisados com cautela, pois a baixa qualidade metodológica e a heterogeneidade dos ensaios clínicos randomizados (ECRs) incluídos nas revisões sistemáticas são fatores limitantes para a confiabilidade dos dados apresentados.

Palavras-chave: Terapia por Ultrassom, Modalidades de Fisioterapia, Doenças Musculoesqueléticas, Literatura de Revisão como Assunto

 

Elaboração de um manual de exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar

Development of an exercise manual and guidelines for patients with plantar fasciitis

Rafael Henrique da Silva; José Carlos Baldocchi Pontin; Thiago Ragusa Costa; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(2):75-79

A fasciíte plantar é causa frequente de dor no calcanhar e no pé que afeta cerca de 2 milhões de americanos por ano. A fisioterapia é o tratamento inicialmente prescrito, e o sucesso do tratamento depende da adesão dos pacientes.
OBJETIVO: Elaborar um manual de orientações e exercícios para pacientes com fasciíte plantar, analisar a clareza, nível de compreensão e a satisfação dos pacientes leigos e fisioterapeutas acerca do manual.
MÉTODO: Foram selecionados 30 fisioterapeutas e 30 pacientes que não fossem analfabetos e que não apresentassem nenhum déficit cognitivo. Foi aplicado um manual contendo 10 exercícios e orientações para pacientes com fasciíte plantar.
RESULTADOS: Todos os exercícios e orientações tiveram alto índice de compreensão (acima de 90%). O manual foi considerado excelente pelos leigos e ótimo pelos fisioterapeutas.
CONCLUSÃO: O manual apresentou um nível relevante de compreensão tanto entre os fisioterapeutas como entre os leigos, além de alto índice de satisfação entre as populações abordadas. Portanto, o manual pode servir de ferramenta complementar no tratamento dos pacientes com fasciíte plantar.

Palavras-chave: Fasciíte Plantar, Terapia por Exercício, Modalidades de Fisioterapia, Guia de Prática Clínica

 

Equilíbrio e ajuste postural antecipatório em idosos caidores: efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia

Balance and antecipatory postural adjustments in elderly fallers: effects of kinesiotherapy and virtual rehabilitation

Patrícia Martins Franciulli; Gislene Gomes da Silva; Aline Bigongiari; Márcia Barbanera; Semaan El Razi Neto; Luis Mochizuki

Acta Fisiátr.2016;23(4):191-196

O envelhecimento provoca uma série de alterações no controle motor do indivíduo e consequentemente nos ajustes posturais. Objetivo: Comparar o efeito da reabilitação virtual e cinesioterapia em idosos caidores no equilíbrio e no ajuste postural antecipatório dos músculos agonistas e antagonistas da articulação do tornozelo. Métodos: Participaram 24 idosos que foram alocados em dois grupos: 12 participantes no grupo reabilitação virtual e 12 participantes no grupo cinesioterapia. O protocolo foi realizado durante seis semanas, sendo duas sessões por semana. No grupo reabilitação virtual foi utilizado o console Xbox 360 com kinect e o jogo Your Shape Fitness Evolved. No grupo cinesioterapia foram realizados exercícios de equilíbrio e propriocepção. Resultados: Ambos os grupos apresentaram maior pontuação na escala de equilíbrio de Berg após a intervenção. Houve diminuição da ativação do músculo tibial anterior direito no alcance funcional após a intervenção realizada, e aumento da ativação músculo gastrocnêmio lateral direito na flexão de tronco após o treinamento. Não encontrou-se diferenças na ativação muscular entre os dois tipos de intervenção. Conclusão: Os protocolos cinesioterapia e reabilitação virtual foram eficazes na melhora do equilíbrio e na capacidade funcional de idosos caidores, não havendo diferenças entre os dois tipos de intervenção.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Modalidades de Fisioterapia, Terapia de Exposição à Realidade Virtual

 

Equipamentos para estimulação elétrica funcional

Antônio Cardoso Santos; Danton P. Silva Jr.; André Frota Muller; Paulo R.Oppermann Thomé; Paulo Roberto Stefani Sanches; Maria E. Alves; Maria E. Bortolozzo

Acta Fisiátr.1995;2(3):18-23

TÍTULO: Estimulação Elétrica Funcional (FES)
OBJETIVOS: Avaliação da técnica FES em pacientes com patologias neurológicas diversas, utilizando equipamentos desenvolvidos pela Engenharia Biomédica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os objetivos principais deste trabalho são: redução da espasticidade muscular, fortalecimento muscular e melhora no padrão de marcha.
MATERIAL: FES-II portátil, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
FES-II clínico, 2 canais, Engenharia Biomédica - HCPA
Estes equipamentos FES possuem as seguintes características principais:

Canais: 2 canais isolados
Amplitude da corrente de saída:0 a 80 mA
Largura dos pulsos:100 a 700µs
Freqüência dos pulsos: 10 a 60 Hz
Trem de pulsos (Tempos de ataque, sustentação, descida e repouso): ajustáveis
Controle Automático e Manual  

Marcha automaticamente assistida (utilizando duas palmilhas especialmente desenvolvidas).
MÉTODOS: Metodologia da Escola de Lubljana. Sessões periódicas de 10 minutos cada, aplicadas a pacientes previamente selecionados. Os resultados foram avaliados pela análise dos padrões de marcha e o exame clínico dos músculos estimulados.
RESULTADOS:
Redução da espasticidade muscular:27/33
81,8 % pacientes 
Melhora no padrão de marcha:14/19
73,7 % pacientes 
Alívio no ombro doloroso:12/12
100 % pacientes*  

CONCLUSÕES: A técnica de Estimulação Elétrica Funcional (FES) é um meio eficiente de obter contrações musculares controladas em membros paralisados, e, se possível, restaurar as funções destes membros. FES é clinicamente indicado para pacientes com lesões na medula espinhal (04), acidentes vasculares cerebrais, paralisia central, esclerose múltipla, etc...(05). A aplicação regular da estimulação neuromuscular, usando FES, provou ser eficiente no tratamento de pacientes com deficiências motoras causadas por diferentes patologias do sistema nervoso central.

Palavras-chave: FES. Estimulação Elétrica Funcional. Eletroestimula-ção. Reabilitação Física. Redução da Espasticidade. Melhora no Padrão de Marcha.

 

Escalada terapêutica: uma possibilidade de intervenção para crianças com paralisia cerebral

Therapeutic climbing: a possibility of intervention for children with cerebral palsy

Huayna Gabriel Barrios Koch; Gabriela de Oliveira Peixoto; Rita Helena Duarte Dias Labronici; Natália Cristina de Oliveira Vargas e Silva; Fabio Marcon Alfieri; Leslie Andrews Portes

Acta Fisiátr.2015;22(1):30-33

A escalada terapêutica, uma adaptação da "Escalada Esportiva", pode promover melhoria da coordenação motora, do equilíbrio e resistência muscular. Objetivo: Avaliar o efeito dessa intervenção na força de preensão manual, controle postural, mobilidade funcional e controle da espasticidade de crianças com paralisia cerebral. Método: Estudo do tipo série de casos, descritivo, com 7 pacientes com idade de 9,6 ± 3,7 anos, que passaram por sessões de escalada terapêutica, 1 hora/sessão, duas vezes/semana. Resultados: Após 19 sessões foi verificado aumento de força na mão direita (p = 0,022) e melhoria do equilíbrio estático e da marcha (p = 0,007). Observou-se também melhora da mobilidade funcional (p = 0,014). O escore na escala Ashworth modificada mostrou controle eficiente da espasticidade, ainda que a diferença não tenha atingido significância estatística. Conclusão: A escalada terapêutica melhorou a força de preensão manual, o controle postural e a mobilidade funcional dos pacientes.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Modalidades de Fisioterapia

 

Esclerose Múltipla e Exercício Físico

Multiple sclerosis and Exercise

Otávio Luis Piva da Cunha Furtado; Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares

Acta Fisiátr.2005;12(3):100-106

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica de origem desconhecida, caracterizada por lesões axonais e áreas de desmielinização do sistema nervoso central. Nessa doença, a incapacidade física e uma série de sintomas estão relacionados ao comprometimento de sistemas funcionais e ao desuso. O tratamento geralmente inclui o uso de imunomoduladores e imunossupressores, que são capazes de retardar, mas não interromper sua progressão. Nas duas últimas décadas, programas incluindo exercícios de fortalecimento muscular, exercícios aeróbios, atividades em meio aquático e ioga têm se mostrado seguros e eficazes para pessoas com esclerose múltipla. A partir de revisão bibliográfica, discutiremos essas pesquisas e seu impacto em aspectos relevantes da doença como as alterações da força muscular, fadiga, espasticidade, depressão e a reação anormal ao calor.

Palavras-chave: Esclerose múltipla, exercício físico, atividade física, reabilitação.

 

Escola de coluna - experiência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Tae Mo Chung

Acta Fisiátr.1996;3(2):13-17

A Escola de Coluna representa um programa educacional e terapêutico eficaz para os pacientes com afecções da coluna vertebral, principalmente as que decorrem de posturas inadequadas. Estudamos 32 pacientes tratados na escola de coluna do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Em 89% dos casos houve melhora da dor.
66% dos pacientes, seis meses após terem participado da escola, continuavam a seguir as suas recomendações.

Palavras-chave: Escola de coluna, Lombalgia, Reabilitação.

 

Espiritualidade baseada em evidências

Marcelo Saad; Danilo Masiero; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2001;8(3):107-112

Espiritualidade pode ser definida como um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessoa. As implicações da espiritualidade na saúde vêm sendo estudadas cientificamente e documentadas em centenas de artigos. Há relação entre envolvimento espiritualista e vários aspectos da saúde mental, sendo que pessoas vivenciam melhor saúde mental e se adaptam com mais sucesso ao estresse se são religiosas. Pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis, têm estilos de vida mais salutares e requerem menos assistência de saúde. Existe uma associação entre espiritualidade e saúde que provavelmente é válida, e possivelmente causal. É plenamente reconhecido que a saúde de indivíduos é determinada pela interação de fatores físicos, mentais, sociais e espirituais. Os profissionais da saúde já contam com indicações científicas do benefício da exploração da espiritualidade na programação terapêutica de virtualmente qualquer doença. O presente artigo cita os trabalhos mais relevantes sobre o assunto.

Palavras-chave: Religião e ciência. Espiritualismo. Reabilitação. Saúde.

 

Estimulação elétrica funcional na recuperação do membro superior de hemiparéticos após acidente vascular encefálico

Functional electrical stimulation in upper extremity recovery of hemiparetic patients after stroke

Antonio Vinicius Soares; Leila Poluceno; Caroline da Rosa Cremonini; Priscila Baracho Ponsoni; Susana Cristina Domenech; Noé Gomes Borges Júnior

Acta Fisiátr.2012;19(4):203-206

A reabilitação do membro superior de pacientes hemiparéticos por acidente vascular encefálico (AVE) é um grande desafio. Dentre os recursos terapêuticos utilizados, a estimulação elétrica funcional (EEF) tem sido um recurso bastante explorado nos programas de tratamento desses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da EEF nos extensores de punho e dedos numa tarefa especifica (TE).
MÉTODO: Foi realizado um estudo pré-experimental (pré e pós-testes) com oito pacientes crônicos com idade média de 63,4 ± 6,1 anos. Os parâmetros de avaliação foram a motricidade da mão através da escala de movimentos da mão (EMM), a força de preensão pela dinamometria (Din), a destreza do membro superior pelos testes de caixa e blocos (CB) e dos 9 pinos e buracos (9PB), a espasticidade pela escala de Ashworth modificada (EAM) e a independência funcional pelo índice de Barthel (IB). A TE era realizar o movimento de alcance e preensão de garrafas plásticas de diferentes tamanhos com o membro superior afetado em diferentes combinações de posições, num total máximo de 54 repetições por sessão. A EEF era usada para auxiliar a mão para pegar e soltar o objeto durante a TE. Foram realizadas em média 20 sessões com frequência de 2x/semana.
RESULTADOS: Demonstraram melhora em todos os parâmetros avaliados, a diferença foi estatisticamente significativa nos testes, exceto para a Din.
CONCLUSÃO: No grupo estudado, a EEF na TE proposta resultou em melhora o desempenho na função do membro superior dos pacientes submetidos ao tratamento.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, estimulação elétrica, paresia, reabilitação

 

Estudo comparativo da reabilitação virtual e cinesioterapia em relação ao torque do joelho em idosos

Comparative study of virtual rehabilitation and kinesiotherapy for knee torque among the elderly

Márcia Barbanera; Dayane Nunes Rodrigues; Francini de Santana Cardoso; André Lucas de Marco; Patrícia Martins Franciulli; Juliana Valente Francica; Flávia de Andrade e Souza Mazuchi; Aline Bigongiari

Acta Fisiátr.2014;21(4):171-176

O envelhecimento provoca uma série de alterações neuropsicomotoras, como a diminuição da força muscular, da propriocepção, do equilíbrio, da cognição, entre outros. Os exercícios terapêuticos visam diminuir estes déficits e contribuir para uma melhora funcional e da qualidade de vida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia, no torque do joelho em idosos saudáveis. Método: Os idosos foram divididos em dois grupos aleatoriamente: sete participantes realizaram exercícios com reabilitação virtual formando o grupo Reabilitação Virtual (RV) (69,7 ± 5,5 anos; 71,8 ± 13,7 kg), e sete participantes realizaram cinesioterapia formando o grupo Cinesio (75,4 ± 5,7 anos; 64,7 ± 17,2 kg). O torque dos músculos extensores e flexores do joelho foi avaliado no dinamômetro isocinético, da marca Biodex, System 3. O protocolo consistiu de três contrações isométricas de 5 segundos, nas posições angulares de 45 e 600 de flexão do joelho e cinco repetições de contrações isocinéticas concêntricas nas velocidades de 60, 180 e 3000/s. O protocolo de tratamento foi realizado no período de 3 meses, com duas sessões por semana e 50 minutos cada sessão. No grupo RV foram utilizadas duas modalidades de jogos, incluindo tarefas de desafios e feedback interativo da percepção corporal. Para o grupo Cinesio, foram realizados os mesmos exercícios do protocolo de reabilitação virtual, porém sem estímulo do video game. Para análise estatística, foi utilizado o teste ANOVA, seguido de post hoc Tukey HDS com nível de significância de 0,05. Resultados: O pico de torque isocinético concêntrico e isométrico de extensão e flexão do joelho foram maiores após a intervenção para ambos os grupos. Conclusão: A cinesioterapia, assim como a reabilitação virtual, são eficazes para o aumento do torque extensor e flexor do joelho, o que pode auxiliar na diminuição da incidência de quedas em idosos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Força Muscular, Reabilitação

 

Estudo observacional de ganhos funcionais de pacientes com síndrome de Guillain-Barre

Observational study of functional gains in patients with Guillain-Barre syndrome

Rodrigo Parente Medeiros; Ana Cristina Rodrigues e Silva

Acta Fisiátr.2014;21(2):63-65

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença de baixa incidência, porém com quadro clínico súbito e preocupante na sua fase aguda. Embora seja uma doença de caráter remissivo, a importância de terapias para recuperação motora funcional tem sido solicitado precocemente pelo médico assistente. A reabilitação com objetivo de tornar o paciente independente nas atividades de vida diárias é a meta inicial da equipe multidisciplinar, e o ganho da marcha é sempre o maior desejo do paciente e de seus familiares.
OBJETIVO: Avaliar o papel da reabilitação sob a forma de internação, em que o paciente recebe uma grande quantidade de estímulos num período de estabilização do quadro.
MÉTODO: Foram avaliados 27 pacientes, com diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré, que permaneceram internados no Hospital de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, Goiânia-GO, no período entre julho de 2008 a julho de 2013.
RESULTADOS: A análise de 27 pacientes com média de idade de 39,4 anos, estes pacientes foram admitidos na reabilitação após 47,8 dias do quadro clínico e permaneceram em média 43,8 dias internados no CRER. Comparando a recuperação da marcha em relação a idade, não foi observada diferenças de ganho entre jovens ou adultos. Quanto a Medida de Independência Funcional (MIF) a média na admissão foi de 75,2 elevando para 109,1 no dia da alta. E um dos principais fatores que interferem para esse aumento no valor do MIF foi que no fator marcha, em que 11 pacientes eram deambuladores na internação e na alta subiu para 23 (p < 0.001).
CONCLUSÃO: Neste trabalho foi encontrado como significante a relação entre a marcha na alta da internação e na admissão, houve um aumento importante entre os valores do MIF nesse mesmo período. Não encontramos relação de melhora entre o uso de imunoglobulina e melhora motora.

Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, Marcha, Reabilitação

 

Estudo retrospectivo do estado funcional de pacientes com fratura do rádio distal submetidos à osteossíntese com placa LCP

A retrospective study of functionality of patients with distal radius fracture after osteosynthesis with an LCP volar plate

Paula Guaraldo Villa Clé; Luiz Eduardo Tasso; Rafael Inácio Barbosa; Marisa de Cássia Registro Fonseca; Valéria Meirelles Carril Elui; Frederico Balbão Roncaglia; Nilton Mazzer; Cláudio Henrique Barbieri

Acta Fisiátr.2011;18(4):163-168

As fraturas do rádio distal estão entre as mais comuns do esqueleto humano, correspondendo a um sexto de todas as fraturas. Para seu tratamento, existem diversas técnicas cirúrgicas e materiais de síntese que podem ser utilizados, no entanto, o uso de placa volar tem se mostrado eficiente e apresentado poucas complicações.
OBJETIVO: Realizar uma análise retrospectiva do estado funcional de pacientes com fratura do radio distal submetidos à osteossíntese com placa volar LCP que passaram por um programa de reabilitação.
MÉTODO: A amostra foi composta por 14 pacientes com fratura unilateral de rádio distal submetidos à osteossíntese com placa volar LCP 2,4 mm ou 3,5 mm. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo acometido (n = 14), composto pelos punhos fraturados; grupo controle (n = 14) composto pelos punhos contralaterais. Foram realizadas medidas de amplitude de movimento (ADM) ativa e passiva do punho, força de preensão e pinças e aplicado um questionário de disfunção do membro superior (DASH). Para a análise dos dados, foi realizada comparação entre os grupos, acometido e controle, por meio de testes de significância de duas amostras independentes para médias.
RESULTADOS: A média encontrada para o questionário DASH foi de 10,63 pontos (± 12,23). Em relação às medidas de força de preensão e pinças, e de ADM de punho, não houve diferenças significantes na comparação entre os grupos (p > 0,05).
CONCLUSÃO: Na amostra analisada, pode-se concluir que, após um ano de pós-operatório, os pacientes apresentam resultados semelhantes na comparação, o que evidencia uma recuperação satisfatória do estado funcional.

Palavras-chave: fixadores internos, fraturas do rádio, reabilitação

 

Estudo sobre a qualidade de vida de pacientes hemiplégicos por acidente vascular cerebral e de seus cuidadores

A study about quality of life in hemiplegic stroke patients and their caregivers

Tomas Yoshio Makiyama; Linamara Rizzo Battisttella; Júlio Litvoc; Lourdes C. Martins

Acta Fisiátr.2004;11(3):106-109

A hemiplegia é a paralisia de um hemicorpo, em geral resultante de acidente vascular cerebral (AVC). Apesar do crescente interesse no estudo da qualidade de vida nas diversas condições de saúde, pouca atenção tem sido direcionada a sua avaliação sistemática nestes pacientes. O Objetivo deste estudo foi verificar o impacto do acidente vascular cerebral sobre a qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores. A aplicação do questionário SF-36 permitiu completar um estudo transversal incluindo 66 indivíduos com hemiplegia, 43 cuidadores e 91 controles emparelhados pela idade, tipo de moradia e pela região habitada. Entre os cuidadores verificou-se idade menor em relação à dos pacientes e maior freqüência de indivíduos do sexo feminino. Os diversos domínios de qualidade de vida avaliados pelo SF-36 não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de pacientes e cuidadores. Porém, o grupo controle apresentou resultados estatisticamente significantes e melhores, quando comparados aos grupos de pacientes e cuidadores, exceto em relação ao domínio Dor. Este estudo permitiu evidenciar o decréscimo da qualidade de vida de pessoas com seqüelas de AVC e seus cuidadores, quando comparados com outras pessoas de idade semelhante que moram nas mesmas condições.

Palavras-chave: hemiplegia, epidemiologia, acidente cerebrovascular, reabilitação, qualidade de vida, cuidadores.

 

Estudo sobre depressão reativa e depressão secundária em pacientes após acidente vascular encefálico

Study on reactive and secondary depression in patients following a stroke

Priscila Aparecida Rodrigues; Sandra Regina Schewinsky; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2011;18(2):60-65

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das patologias que mais acarreta comorbidades e alterações incapacitantes, tanto em relação a aspectos físicos, como em relação a aspectos cognitivos e afetivo emocionais. Após a ocorrência do AVE, freqüentemente o quadro de depressão encontra-se associado. Os tipos mais freqüentes que podem ocorrer são depressão reativa e depressão secundária a lesão encefálica. O manejo terapêutico do profissional de Psicologia é fundamental para o tratamento da depressão, sendo reativa ou secundária, interferindo diretamente no processo de reabilitação após o AVE. A presente pesquisa consiste em identificar, na literatura, os sintomas da depressão reativa e secundária em pacientes após AVE e qual a aplicabilidade da avaliação psicológica diferencial no contexto de reabilitação.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Depressão, Transtornos de Adaptação, Reabilitação

 

Exercícios resistidos na osteoartrite: uma revisão

Resistance exercise in osteoarthritis: a review

Natália Cristina de Oliveira; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2014;21(3):141-146

A osteoartrite é a doença articular mais comum em nível mundial, e no Brasil estima-se que ela afeta de 6 a 12% dos adultos e mais de um terço dos idosos. Há evidências de que o exercício, especialmente o resistido, pode reduzir a progressão da doença. Objetivo: Revisar na literatura os trabalhos sobre exercícios resistidos como forma de tratamento da osteoartrite. Método: Foram revisados artigos indexados na base de dados PubMed, com aplicação do filtro "therapy narrow" da interface "clinical queries". Vinte artigos foram selecionados para revisão na íntegra. Várias modalidades de intervenção com exercício resistido, de diferentes intensidades, duração e velocidades de execução foram estudadas por outros autores. Resultados: Todas as formas de exercício resistido parecem ser seguras e eficazes para promover melhorias funcionais e redução da dor em pacientes com osteoartrite. Exercícios em baixa intensidade ou em isometria também podem promover benefícios aos pacientes. Conclusão: A adesão aos programas é próxima de 50% e a utilização combinada de suplementos ou medicamentos com o exercício ainda foi pouco estudada até o momento nesta população.

Palavras-chave: Osteoartrite, Exercício, Reabilitação

 

Fatores ambientais que influenciam a plasticidade do SNC

Claudia Eunice Neves de Oliveira; Maria Elisabete Salina; Nelson Francisco Annunciato

Acta Fisiátr.2001;8(1):6-13

O SNC possui uma rede neural complexa, com células altamente especializadas, que fazem milhares de conexões a todo momento e determinam a sensibilidade e as ações motoras, traduzindo-as em comportamento. Na presença de lesões, há um desarranjo nesta rede neural e o SNC inicia seus processos de reorganização e regeneração. A plasticidade neural refere-se à capacidade que o SN possui em alterar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente. A análise dos aspectos plásticos do SNC permite-nos relacioná-los a vários fatores, como a influência do meio ambiente, o estado emocional, o nível cognitivo, entre outros, que interferem direta ou indiretamente na plasticidade do SNC e, conseqüentemente, na reabilitação do paciente neurológico. Assim, por meio da revisão da literatura, procuramos uma fundamentação teórica, a qual trará bases para a prática clínica, buscando uma nova visão sobre as perspectivas de reabilitação do paciente neurológico adulto.

Palavras-chave: Plasticidade neural. Lesão no SNC. Ambiente terapêutico. Reabilitação física. Adulto.

 

Fatores limitadores à reabilitação da musculatura do assoalho pélvico em pacientes com incontinência urinária de esforço

Limiting factors in pelvic floor rehabilitation of patients with stress urinary incontinence

Mônica Faria Felicíssimo; Márcia Mendonça Carneiro; Elza Lúcia Baracho Lotti de Souza; Vitória Gomes Alipio; Márcia Rodrigues Costa Franco; Rafaela Grossi; Oliveira e Silva; Agnaldo Lopes Silva Filho

Acta Fisiátr.2007;14(4):233-236

A reabilitação da musculatura do assoalho pélvico tem sido preconizada por diversos autores como uma terapia de primeira linha para o tratamento da incontinência urinária de esforço. Apresenta vantagens por ser não invasiva, de baixo custo e sem efeitos colaterais. Porém, fatores como aderência, motivação, compreensão da terapia e deficiência esfincteriana podem interferir nos resultados dessa abordagem terapêutica. A fim de se conhecer o impacto dos fatores citados acima e se investigar o efeito de cada um destes na intervenção fisioterápica foi feita uma revisão da literatura.

Palavras-chave: incontinência urinária por estresse, assoalho pélvico, reabilitação

 

Fisioterapia aquática no paciente sobrevivente da Poliomielite traqueostomizado com suporte ventilatório: relato de caso

Aquatic physical therapy for a poliomyelitis survivor with tracheostomy and ventilatory support: a case report

Douglas Martins Braga; Daniela Potas Cavalheiro; Adriane Fukui Ogura; Tatiana Camargo Guimarães; Fernando Farcetta Junior; Sheila Jean McNeill Ingham

Acta Fisiátr.2011;18(1):38-41

Muitos pacientes sobreviventes da poliomielite apresentam importante comprometimento da função respiratória. A fisioterapia aquática é indicada para esta população, porém, a presença da traqueostomia leva a uma maior dificuldade de tratamento no meio líquido pela dificuldade da manipulação. O objetivo deste trabalho é verificar os benefícios que uma paciente traqueostomizada, com suporte ventilatório não invasivo, pode ter com a abordagem da fisioterapia aquática. A paciente sofreu intervenção de vinte sessões de fisioterapia aquática. Para avaliação foram usadas as Escalas de Fadiga, Dor e Qualidade de vida e analisados os parâmetros: Saturação de Oxigênio (SatO2), Freqüência Cardíaca (FC)e Freqüência Respiratória (FR). Foi constatada melhora na pontuação de todas as escalas de fadiga utilizadas: inicial 55 e final 28, demonstrando ao final do estudo ausência de fadiga Fator esse também verificado na qualidade de vida principalmente na dimensão de vitalidade inicial 29,16 e final 50. A FC, a (excluir) FR e a SatO2 não sofreram alterações significativas, observando dessa maneira a segurança durante o atendimento. No término do tratamento, o quadro álgico cessou nos principais grupos articulares. Os resultados demonstraram que o meio líquido foi favorável para o tratamento dessa paciente, garantindo a segurança, diminuindo a fadiga e a dor, melhorando assim a qualidade de vida.

Palavras-chave: Poliomielite, Traqueostomia, Modalidades de Fisioterapia, Hidroterapia

 

Fisioterapia aquática no tratamento de criança com distrofia muscular congênita merosina negativa: relato de caso

Aquatic physical therapy in the treatment of a child with merosin-deficient congenital muscular dystrophy: case report

Cinthya Patrícia de Albuquerque Santos; Ricardo Cristian Hengles; Fábio Navarro Cyrillo; Fernanda Moraes Rocco; Douglas Martins Braga

Acta Fisiátr.2016;23(2):102-106

Este relato de caso descreve um programa de fisioterapia aquática para uma criança com distrofia muscular congênita (DMC) merosina negativa. Objetivo: Verificar a interferência da fisioterapia aquática na velocidade e no índice de gasto energético durante o deslocamento sentado em superfície plana, e no alcance funcional com os membros superiores devido a fraqueza proximal que acomete estes pacientes visando maior independência. Métodos: Como instrumentos de avaliação foram utilizados a Medida da Função Motora (MFM); o Functional Reach Test (FRT); foi verificado o Índice de Gasto Energético (IGE) no deslocamento sentado; assim como o tempo gasto neste deslocamento e a ativação muscular com a eletromiografia (EMG). O programa durou 12 semanas e a intervenção incluiu atividades para melhorar a mobilidade e a agilidade no deslocamento sentado e o alcance na postura sentada. Resultados: Na MFM a variação no escore das duas dimensões (D2 e D3) focadas na terapia foi de 6,8%. O alcance funcional melhorou 16 centímetros (cm) e o tempo do deslocamento sentado diminuiu 19 segundos (s). O gasto energético diminuiu 252,31 batimentos por minuto (bpm). Conclusão: A fisioterapia aquática foi eficaz para melhora da agilidade no deslocamento sentado e na funcionalidade de membros superiores (MMSS) de uma criança com DMC merosina negativa.

Palavras-chave: Hidroterapia, Distrofias Musculares, Eletromiografia, Reabilitação

 

Grupo de atividades de vida diária: influência do procedimento em pacientes adultos com acidente vascular encefálico isquêmico

Daily life activities group: the influence of the procedure in ischemic stroke adult patients

Camila Pontes Albuquerque; Eleanora Vitagliano; Juliana Yumi Yamada; Carem Fagundes; Rafael Eras Garcia; Rebeca Braga; Renata Cristina Verri Bezerra Carramenha; Sarah Monteiro dos Anjos; Milene Silva Ferreira; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(2):71-74

O acidente vascular encefálico (AVE) pode gerar seqüelas motoras acarretando dificuldades em vários aspectos funcionais da vida diária do indivíduo. O terapeuta ocupacional pode intervir com essa população, com o objetivo de diminuir as limitações adquiridas. Uma das modalidades de tratamento é o atendimento em grupo, em função da riqueza das trocas existentes no mesmo. Este estudo visou analisar os resultados do procedimento do grupo de Atividades de Vida Diária (AVDs) composto por pacientes com seqüelas de AVE isquêmico. Foram incluídos 10 sujeitos com seqüelas de AVE isquêmico, que participaram do grupo de AVDs, sendo os mesmos avaliados por meio da HAQ (Health Assessment Questionnaire) e da FAQ (Functional Activities Questionnaire), em dois momentos pré e pós intervenção. Para a análise dos dados foi utilizado o teste Wilcoxon com p < 0,05. Após análise de resultados pré e pós intervenção verificou-se diferença significativa para ambos os instrumentos de avaliação (HAQ p=0.001 e FAQ p=0,0117). O estudo mostrou a eficácia do procedimento - grupo de AVDs, composto por sujeitos com sequelas de AVE isquêmico em fase crônica, através da mensuração dos ganhos funcionais obtidos pela HAQ e FAQ. Estudos com um número maior de pacientes são necessários para uma maior generalização das conclusões.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

Habilidades funcionais de criança com síndrome da imunodeficiência adquirida

Functional abilities of children with acquired immunodeficiency syndrome

Amanda Polin Pereira; Daniela Baleroni Rodrigues Silva; Luzia Iara Pfeifer; Maria Paula Panuncio-Pinto

Acta Fisiátr.2011;18(2):97-101

A encefalopatia associada ao vírus da imunodeficiência humana é uma conseqüência importante das infecções neurológicas que atingem crianças com a síndrome da imunodeficiência adquirida. Tal conseqüência pode gerar perdas no desenvolvimento neuropsicomotor levando a dificuldades em atividades fundamentais para a independência da criança. O objetivo do estudo é descrever os ganhos funcionais nas áreas de auto-cuidado e mobilidade de uma criança com síndrome da imunodeficiência adquirida. Foi aplicado junto ao cuidador da criança o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI), antes e após o processo de reabilitação com intervalo de 12 meses. Os resultados demonstram que houve melhora funcional nos aspectos avaliados. Na área de auto-cuidado houve alteração de escores de 53,65 na primeira avaliação para 60,06 na segunda avaliação. Na área de mobilidade a criança passou de um escore de 24,29 para 38,66. Os resultados sugerem que as estratégias utilizadas no processo de reabilitação, bem como atuação da equipe multidisciplinar permitiram o desenvolvimento de habilidades para melhor desempenho ocupacional da criança.

Palavras-chave: Criança, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Encefalopatia Crônica, Reabilitação

 

Identidade, é possível esquecê-la?

Identity, is it possible to forget it?

Sandra Regina Schewinsky

Acta Fisiátr.2005;12(2):72-76

O presente trabalho tem como objetivo uma reflexão sobre as dificuldades e sofrimentos impingidos à pessoa que apresenta prejuízos de memória, principalmente no tocante a sua identidade, em função de um acometimento mórbido cerebral que acarretou déficits cognitivos, além da instalação da Hemiplegia. Para adentrar este percurso utilizarei o referencial teórico da Psicologia Sócio-Histórica, pois o indivíduo desenvolve-se com suas peculiaridades e singularidades em um processo dialético na interação com o meio e com o outro. Será discutido porque os déficits de memória podem ser tão dramáticos, interferindo na consciência, na atividade, afetividade e identidade da pessoa. Finalmente como o atendimento de reabilitação pode facultar o processo de metamorfose da identidade do paciente.

Palavras-chave: Memória, Identidade, Teoria Sócio-Histórica, Hemiplegia, Reabilitação.

 

Identificação de fatores associados às úlceras por pressão em indivíduos paraplégicos relacionados às atividades de lazer

Identification of factors associated to pressure sores in paraplegic individuals and related to leisure activities

Valéria Barreto Esteves Leite; Ana Cristina Mancussi Faro

Acta Fisiátr.2006;13(1):21-25

As lesões da medula espinhal trazem como conseqüência o déficit motor e sensitivo, abaixo do nível lesionado além de disfunções vasomotoras e alterações autonômicas, entre outras. A úlcera por pressão (UP) é uma das mais freqüentes e graves conseqüências da lesão medular, ainda observada na maioria dos indivíduos paraplégicos. O objetivo deste estudo foi identificar os fatores associados à úlcera por pressão em indivíduos paraplégicos com lesão nível T6 ou abaixo, relacionados à prevenção de UP e atividades de lazer. A pesquisa foi realizada na triagem de um centro de reabilitação no município de São Paulo, junto a 35 indivíduos paraplégicos. Deste total (35) 90,32% eram do sexo masculino, 22,58% deles com idade maior do que 53 anos, com tempo de paraplegia entre 1 e 3 anos para 45,16 e etiologia traumática da paraplegia para 83,87% dos casos. O uso da televisão e vídeo foi a atividade de lazer mais citada (67,74%). Verificou-se que em 70,0% dos casos as atividades de lazer eram mais passivas e as mais ativas em 18,18%, sendo o aparecimento de UP para mais ativos. Auto-exame de pele e mudança de decúbito as medidas mais citadas. Uma abordagem holística por parte dos profissionais reabilitadores é de fundamental importância para a eficácia da prevenção de UP, sendo a triagem uma oportunidade terapêutica positiva para a prevenção de UP.

Palavras-chave: paraplegia, úlcera por pressão, reabilitação

 

Impacto de um programa estruturado de hidrocinesioterapia em pacientes com osteoartrite de joelho

Impact of a structured aquatic therapy program on patients with knee osteoarthritis

Claudia Kümpel; Islam Saadeddine; Elias Ferreira Porto; Renata Gomes Borba; Antônio Adolfo Mattos de Castro

Acta Fisiátr.2016;23(2):51-56

A osteoartrite é uma doença articular degenerativa, reumática crônica, multifatorial de alta prevalência, atinge 10% da população com mais de 65 anos. Afeta igualmente ambos os sexos, sendo que na mulher a incidência é maior após o período da menopausa. Esta doença compreende 65% das causas de incapacidade, atrás somente de doenças cardiovasculares e mentais. A reabilitação do paciente com artrose é um processo complexo que envolve procedimentos especializados Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa de hidrocinesioterapia sobre a capacidade de realização de atividades da vida diária em pacientes com osteoartrite. Métodos: Este é um estudo prospectivo, onde vinte e seis pacientes com histórico de osteoartrite de joelho foram submetidos a um programa de tratamento em hidrocinesioterapia, com frequência de duas vezes por semana com duração de 50 minutos cada sessão. O programa consistia de quatro fases, sendo elas: aquecimento, alongamento, fortalecimento e relaxamento. Estes pacientes foram avaliados pré e pós-tratamento. Utilizando como método de avaliação a goniometria, escala de dor EVA e Teste de Caminhada de Seis Minutos. Resultados: Houve melhora significante da amplitude de movimento ao realizar flexão dos joelhos acometidos, também foi visto diminuição significativa da dor e melhora significante na capacidade de realização das atividades de vida diária avaliada por meio da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos. Conclusão: Houve melhora da capacidade de realizar AVD e da capacidade física, assim como redução do quadro álgico e aumento da amplitude de movimento.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Hidroterapia, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação

 

Implicações das alterações de cognição social no processo de reabilitação global do paciente vítima de traumatismo crânioencefálico

Implications of changes in social cognition in the general rehabilitation process of patients with traumatic brain injury

Sheila Cruz; Sandra Regina Schewinsky; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2012;19(4):207-215

A cognição social pode ser compreendida como o funcionamento dos processos cognitivos aplicados aos relacionamentos, modulando a resposta comportamental dos seres humanos dentro de um grupo social.
OBJETIVO: Nesta perspectiva, o presente trabalho tem como objetivo rever os conceitos de cognição social e suas alterações em vítimas de traumatismo crânio-encefálico com lesões na região frontal e as implicações dessas na afetividade do sujeito, bem como, as influências no processo de reabilitação global. A relevância do estudo deve-se ao fato de que atualmente existe um número crescente de pessoas acometidas por lesões neurológicas, vítimas de suas implicações.
MÉTODO: Para esta finalidade, a metodologia utilizada foi a de revisão bibliográfica que considerou livros e artigos nacionais sobre o tema publicados no período de 1994 a 2011.
RESULTADOS: A discussão visa contribuir para maior entendimento dos prejuízos do acometimento neurológico, podendo assim colaborar com o processo de reabilitação e com uma melhor qualidade de vida desses pacientes.
CONCLUSÃO: Conclui-se que a alteração de cognição social e afetividade trazem implicações diversas no que tange ao desenvolvimento do programa de reabilitação, sendo relevante considerar nesses casos, a reabilitação neuropsicológica como um processo que propicia o reestabelecimento das relações sociais, sendo papel do psicólogo auxiliar na construção de estratégias de enfrentamento da condição atual das pessoas que sofreram esse acometimento visando proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida.

Palavras-chave: cognição, reabilitação, traumatismos craniocerebrais

 

Importância do treinamento da propriocepção e do controle motor na reabilitação após lesões músculo-esqueléticas

The importance of training the proprioception and motor control in rehabilitation following musculoskeletal injuries

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Maria Matilde de Mello Sposito

Acta Fisiátr.2009;16(3):126-131

A propriocepção e o controle muscular possuem um papel fundamental na estabilidade articular dinâmica. Após lesões ortopédicas algumas características sensório-motoras são alteradas e devem ser focadas em programas de reabilitação, para que haja sucesso no retorno às atividades realizadas previamente a lesão. Desta forma, devem ser realizados exercícios proprioceptivos específicos desde início do período pós operatório ou após a fase aguda de lesões tratadas conservadoramente, com o objetivo de melhorar a acuidade proprioceptiva e a resposta muscular antecipatória e reativa, restabelecendo a estabilidade articular dinâmica. Neste artigo abordaremos o conceito original de propriocepção, a contribuição para a manutenção da estabilidade articular dinâmica, a influência da lesão na acuidade proprioceptiva e o treinamento da propriocepção e do controle neuromuscular.

Palavras-chave: Propriocepção, Atividade Motora, Sistema Musculosquelético/lesões, Reabilitação

 

Incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica através da WHODAS

Assessment of patients with functional chronic obstructive pulmonary disease through WHODAS

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Abíllio Costa Pinto Neto; Balbino Rival Ventura Nepomuceno Júnior; Helena Pereira Teixeira; César Diniz Silveira; Adelmir Souza-Machado

Acta Fisiátr.2016;23(3):125-129

A mensuração das Atividades de vida diária (AVD's) nos paciente com DPOC é um instrumento comumente empregado e amparado pela Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF). Objetivo: Avaliar a incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) através do World Health Organization Disabilty Assessment Schedule (WHODAS). Métodos: Trata de estudo transversal que avaliou 24 pacientes no início de um programa de reabilitação pulmonar com o questionário WHODAS 2.0. A análise estatística foi descritiva e inferencial com análise do coeficiente de correlação de Spearman com nível de significância de 5%. Resultados: Os dados obtidos com as pontuações totais de domínios e das escalas na avaliação dos pacientes foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. Os pacientes apresentaram leve incapacidade funcional. O escore total WHODAS 2.0 foi maior nos menores de 60 anos (35,3 ± 16 vs 14,4 ± 8,6; p = 0,05) e no sexo masculino (12,1 ± 6,7 vs 25,2 ± 15,1; p = 0,03) apresentando maior incapacidade. Houve também correlação entre o domínio "atividades diárias" com o domínio "participação" (r = 0,771; p < 0,001). Conclusão: Foi possível concluir que O WHODAS 2.0 demonstrou-se como um instrumento viável para a avaliação da incapacidade na atividades de vida diária (AVD's) do paciente com DPOC. A mesma revelou que pacientes comunitários fora da crise, apresentam moderada a leve dificuldade desde a mobilidade até sua participação social.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Atividades Cotidianas, Modalidades de Fisioterapia, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Independência funcional de pacientes com lesão medular

Funcitional Independence of spinal cord injured patients

Marcelo Riberto; Paulo Potiguara Novazzi Pinto; Hatsue Sakamoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(2):61-66

Conhecer a apresentação dos pacientes com lesão medular em termos de independência funcional permite aos serviços de reabilitação estruturarem-se para atenderem às demandas dessa população de forma mais eficiente. Com o objetivo de descrever tal padrão de funcionalidade, 150 relatórios de alta de pacientes com lesão medular de dois centros de reabilitação no período de 2000 a 2003 foram consultados para obtenção de dados clínicos, demográficos e da medida de independência funcional. Homens corresponderam a 72% da amostra, com média de idade de 33,8 ± 14,2 anos, sendo 21,3% dos casos devido a lesões não-traumáticas. Entre as lesões traumáticas, 30,5% em nível cervical, 52,5% torácicas e 17% lombares. O período médio de lesão foi de 22,6 ± 46,7 meses. No início do programa de reabilitação, Escadas (11,2%) e Vestir a metade inferior do corpo (24%) foram as tarefas nas quais menos pacientes apresentavam independência funcional, enquanto Alimentação (68,4%) e Higiene pessoal (51,6%) apresentaram maior independência. O período decorrido desde a instalação da lesão esteve diretamente associado a ao valor da MIF motora no início da reabilitação, confirmando a impressão clinica de que mesmo sem a orientação profissional os pacientes com lesão medular desenvolvem algum grau de independência funcional em virtude das necessidades enfrentadas no dia-a-dia. O atendimento de reabilitação ao paciente com lesão medular deve ser o mais precoce possível a fim de propiciar a aquisição de melhor desempenho em menor tempo e de formas mais apropriadas, pois por vezes a independência atingida faz-se às custas de comprometimento de segurança ou maior custo energético.

Palavras-chave: Lesão medular, incapacidade, independência funcional, reabilitação, atividades de vida diária.

 

Independência funcional em pessoas com lesões encefálicas adquiridas sob reabilitação ambulatorial

Functional independence in individuals with acquired brain injuries submitted to rehabilitation on an outpatient basis

Marcelo Riberto; Margarida Harumi Miyazaki; Sueli Satie Hamada Jucá; Claudete Lourenço; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2007;14(2):87-94

A lesão encefálica adquirida (LEA) pode provocar numa gama variada de deficiências e, questiona-se o resultado da reabilitação ambulatorial quando efetuada num longo período após sua instalação. O objetivo deste estudo foi avaliar os ganhos obtidos pelos pacientes com LEA sob reabilitação ambulatorial. Foram revisados os relatórios de alta de 118 pacientes atendidos na Divisão de Medicina de Reabilitação entre 1999 e 2001, nos quais a funcionalidade é sistematicamente registrada segundo a Medida de Independência Funcional (MIF), no momento da avaliação inicial, retornos médicos e alta. Foram comparados os valores médios de cada um dos itens da MIF no início e final do tratamento. O tempo mediano desde a instalação da lesão foi de 9 meses. Houve aumento da proporção de indivíduos independentes em todas os itens da MIF ao final do tratamento, bem como aumento significativo dos seus valores médios. Os resultados apresentados diferem daqueles observados em outros países nos quais a reabilitação ocorre na fase mais aguda. Isso pode decorrer de abordagens efetuadas antes da chegada do paciente ao centro de reabilitação cujo foco é maior em aspectos da deficiência física, sem levar em conta a importância da independência funcional. Os dados apresentados permitem concluir que, em nosso meio, os pacientes com LEA podem obter ganhos funcionais com a reabilitação, mesmo que ela seja iniciada tardiamente.

Palavras-chave: independência funcional, centros de reabilitação, acidente cerebrovascular, hemiplegia, cuidados ambulatoriais, prognóstico

 

Influência do tratamento por ondas de choque sobre a dor em mulheres portadoras de osteoartrite de joelho

Influence of shockwave therapy on pain in women with knee osteoarthritis

Marta Imamura; Fabio Marcon Alfieri; Pérola Grinberg Plapler; Wu Tu Hsing; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2015;22(2):83-86

A osteoartrite é a doença articular mais comum causando dores em seus portadores. Diversos tratamentos podem ser usados, dentre eles o de ondas de choque. Objetivo: Observar a influência do tratamento por ondas de choque na intensidade da dor em mulheres idosas com AO de joelho. Método: Participaram do estudo, 40 idosas (69,57 ± 6,42 anos) submetidos a tratamento semanalmente por ondas de choque com 2000 impulsos à de 2,5 a 4,0 bar, na frequência de 8Hz, no local mais doloroso à palpação da interlinha articular medial do joelho, durante três semanas consecutivas. O efeito da aplicação sobre a dor foi avaliado pela escala visual analógica antes e depois do tratamento. Resultados: Houve diminuição significante (p < 0,0001) da intensidade da dor das voluntárias, passando de 7,86 ± 1,07 cm para 5,32 ± 2,26 cm. Conclusão: A aplicação de ondas de choque mostrou-se benéfica para redução da dor em idosas portadoras de osteoatrite.

Palavras-chave: Osteoartrite do Joelho, Artralgia, Reabilitação

 

Instrumentos de avaliação funcional de idosos submetidos à cirurgia ortopédica: revisão integrativa da literatura

Instruments of functional assessment of elderly submitted to orthopedic surgery: an integrative review of literature

Márcia Regina Martins Alvarenga; Isabel Yovana Quispe Mendoza; Ana Cristina Mancussi e Faro

Acta Fisiátr.2007;14(1):32-40

Doenças musculoesqueléticas constituem causa de dano funcional no idoso, mas não são conseqüências inevitáveis da idade, portanto, todas as dimensões de saúde têm que ser contempladas na sua avaliação.
OBJETIVO: Analisar artigos científicos que avaliaram o estado funcional do idoso submetido à cirurgia ortopédica.
METODOLOGIA: Revisão bibliográfica de artigos on-line indexados nas bases: www. bireme.br, www.scopus.com, www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed e www.embase.com, durante o período de 1996 a 2006. Utilizou-se a terminologia DeCS/Bireme e MeSH/PubMed, com os descritores: idoso, atividades cotidianas, cirurgia ortopédica ou procedimentos ortopédicos, pós-operatório e reabilitação. A busca foi realizada em abril/2006.
CRITÉRIO DE INCLUSÃO: sujeitos com 60 anos ou mais, submetidos a qualquer procedimento cirúrgico ortopédico, e texto completo disponível on-line. Referências armazenadas e analisadas pelo Software Epilnfo versão 3.3.2.
VARIÁVEIS: título, ano e país de publicação do periódico; categoria profissional dos autores; país de origem do estudo; objetivos da pesquisa; número e tipos de instrumentos de avaliação e sítio da cirurgia.
RESULTADOS: Foram selecionados 44 resumos e acessados 29 textos na íntegra. O "Journal of the American Geriatric Society" foi o periódico com mais publicações e os Estados Unidos com mais estudos. A categoria médica publicou 75,0%; 79,3% dos estudos são descritivos; 69% das cirurgias foram no quadril e 27,6% das pesquisas utilizaram apenas um instrumento de avaliação. Das dimensões avaliadas destacam-se: funcional com 43,6% e mental com 30,8%.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: A dimensão funcional foi a mais investigada e a social não foi contemplada. Apesar das publicações estarem aumentando nos últimos anos, faz-se necessário que os serviços de saúde especializados incorporem o paradigma da avaliação funcional da saúde do idoso.

Palavras-chave: idoso, ortopedia, estudos de avaliação, reabilitação

 

Lesões no judô: repercussão na prática esportiva

Judo injuries: their repercussions on the practice of the sport

Thiago de Sá Oliveira; Eduardo Monnerat; João Santos Pereira

Acta Fisiátr.2010;17(1):34-36

O objetivo deste estudo foi verificar a freqüência de lesões durante a pratica de judô, tempo de afastamento da atividade esportiva e tratamento utilizado em atletas federado praticantes de judô de academias e agremiações no Município do Rio de Janeiro.
MÉTODO: Participaram do estudo trinta e cinco atletas, sexo masculino, com idade entre 8 e 30 anos e atividade mínima no esporte de 12 meses. Utilizou-se para avaliação um questionário estruturado validado, composto de 18 perguntas abertas e fechadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Verificou-se que a maioria das lesões ocorreu durante os treinamentos (82,86%). A maioria permaneceu afastada da pratica esportiva em média entre 15 e 30 dias. Em relação à terapêutica, observou-se que medicamentos antiinflamatórios foram freqüentemente utilizados (71,4%), seguindo-se repouso (62,9%), imobilização (60%) e gelo local (crioterapia) com 51,4%, sendo esta conduta associada à fisioterapia em 40% das lesões. Necessitaram de intervenção cirúrgica 14,3% dos casos.
CONCLUSÃO: A ocorrência de lesões durante a prática de Judô predomina nos treinamentos, tendo a maioria dos atletas recuperação em tempo inferior a um mês, sendo a principal opção terapêutica o tratamento conservador.

Palavras-chave: Traumatismos em Atletas, Artes Marciais, Reabilitação

 

Melorreostose em reabilitação

Melorheostosis in rehabilitation

Paulo Alberto Nucera

Acta Fisiátr.1999;6(2):78-81

A melorreostose é uma patologia rara, caracterizada por uma hiperostose linear do córtex, de etiologia desconhecida, podendo afetar qualquer estrutura óssea do organismo, sendo mais comum nos ossos longos. A melorreostose espinhal e craniana necessitando de intervenção neurocirúrgica é pouco freqüente, podendo causar lesões neurológicas. Dependendo do local acometido e da agressividade da doença, alguns pacientes necessitarão do tratamento fisiátrico, uma vez que as fraturas patológicas dos ossos poderão causar perdas graves quanto à capacidade funcional, tornando a medicina de reabilitação fundamental na melhoria da qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Melorreostose. Reabilitação. Lesão medular.

 

Neuroplasticidade e recuperação funcional na reabilitação pós-acidente vascular encefálico

Neuroplasticity and functional recovery in rehabilitation after stroke

Thais Raquel Martins Filippo; Fabio Marcon Alfieri; Flavio Rodrigo Cichon; Marta Imamura; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2015;22(2):93-96

O conceito de reabilitação no acidente vascular encefálico (AVE) atualmente é baseado em evidências da neuroplasticidade, considerada responsável pela recuperação após AVE. A escassez de informações na literatura e, principalmente, de métodos que avaliem especificamente a neuroplasticidade não condiz com a sua importância funcional. A literatura aborda, geralmente, as avaliações funcionais dos membros após o AVE e poucos estudos se concentram no comprometimento cerebral. Objetivo: Revisar a literatura para avaliar os programas de reabilitação atuais em AVE e seu potencial para promover melhorias funcionais e plasticidade neuronal. Método: Foi realizada uma revisão de literatura com busca na base de dados do PubMed de artigos publicados de 2000 a 2015. Os descritores utilizados para a pesquisa foram: "Stroke/rehabilitation" OR "Stroke/therapy" AND "Neuronal Plasticity". Resultados: Foram encontrados 86 estudos, 36 foram classificados como Therapy/Narrow, sendo 17 artigos excluídos por não preencherem os critérios de inclusão ou por não apresentarem tema relevante à pesquisa. Após a seleção por título e resumo, 19 artigos foram lidos na íntegra. Destes, 6 foram excluídos por não contemplarem o objetivo da presente pesquisa. No total, 13 artigos foram revisados. Dentre estes 13 artigos, os instrumentos de avaliação variaram entre a ressonância magnética funcional, estimulação magnética transcraniana e tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT). As intervenções utilizadas foram específicas para os membros superiores, exceto por um artigo que teve a intervenção através da terapia de oxigênio hiperbárica. Conclusão: Poucos estudos avaliam a plasticidade neuronal na reabilitação do AVE, e a maioria dos artigos apresentou melhorias tanto funcionais quanto na neuroplasticidade. Entretanto, maiores estudos devem investigar e correlacionar ambos os aspectos na reabilitação dos pacientes com AVE.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Plasticidade Neuronal, Reabilitação

 

Nível de independência funcional de pacientes após acidente vascular cerebral atendidos por equipe multiprofissional em uma unidade de reabilitação

Level of functional independence of patients after stroke assisted by a multidisciplinary team in a rehabilitation unit

Karina Ayumi Martins Utida; Adriane Pires Batiston; Laís Alves de Souza

Acta Fisiátr.2016;23(3):107-112

Objetivo: Analisar a recuperação funcional de pacientes após AVC atendidos por equipe multiprofissional em uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e identificar fatores associados aos ganhos de funcionalidade. Métodos: Trata-se de estudo transversal com dados secundários de 34 pacientes atendidos no período de um ano em unidade de reabilitação, em que a atuação da equipe se dá em caráter integral e de forma humanizada, visando promover ganhos de funcionalidade e resgate da autonomia. Foram investigados os prontuários quanto aos dados sociodemográficos, hábitos de vida, tipo de AVC, tempo de internação e nível de independência funcional de admissão e alta, com base no Índice de Barthel. Resultados: A maior parte dos pacientes, na admissão, apresentava dependência total ou grave (55,9%), e na alta, a maior parte dos pacientes apresentava dependência leve ou independência total (55,9%). Em relação à dependência total, houve uma diminuição significativa no percentual de pacientes com esse grau de dependência (p < 0,001). Não houve relação entre o ganho de funcionalidade e as variáveis estudadas. Conclusão: Os resultados mostraram que o programa de reabilitação proposto trouxe um desfecho positivo sobre a funcionalidade e que os ganhos de funcionalidade não apresentaram associação com as variáveis estudadas.

Palavras-chave: Assistência Integral à Saúde, Acidente Vascular Cerebral, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

O "teste de destreza manual Minnesota adaptado" utilizado como avaliação do potencial de uso de membros superiores de pacientes hemiplégicos

The "Adapted Minnesota Manual Dexterity Test" as an assessment tool for the hemiplegic patients' upper extremity function

Maria Inês Paes Lourenção; Gracinda Rodrigues Tsukimoto; Linamara Rizzo Battistela

Acta Fisiátr.2007;14(1):56-61

O estudo mostra a adaptação do teste de destreza manual Minnesota, no seu subteste "de colocação", como um modo de avaliação da função do membro superior hemiplégico, desde os que apresentam movimentos totais com déficit na destreza, até os que apresentam movimento parcial ativo ou nenhuma capacidade de preensão. O quanto, de fato o membro superior hemiplégico pode ser utilizado pelo paciente durante a realização de atividades, é muitas vezes, difícil de se mensurar. Acreditamos que o uso deste teste seja uma forma de se medir essa possibilidade e também de se medir a modificação dessa condição durante o decorrer do tempo, permitindo que façamos comparações de medições e evoluções de função do membro superior. Estas medições são úteis como estímulo de constatação da melhora da função do membro superior pelo próprio paciente e também poderão ser úteis em abordagens científicas quando queremos quantificar a performance de um paciente durante um tratamento.

Palavras-chave: hemiplegia, reabilitação, membros superiores, função manual, destreza manual.

 

O desenvolvimento da "Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação" a partir de uma perspectiva abrangente

Developing Human Functioning and Rehabilitation Research from a comprehensive perspective

Gerold Stucki; Jan Dietrich Reinhardt; Gunnar Grimby; John Melvin

Acta Fisiátr.2008;15(1):63-69

Por meio da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), a Organização Mundial de Saúde (OMS) preparou o terreno para uma compreensão abrangente da Pesquisa em Funcionalidade Humana e Reabilitação que integra a perspectiva biomédica da deficiência ao modelo social da incapacidade. Esta nova compreensão introduz uma série de desafios novos e antigos relacionados ao aprimoramento da capacidade de pesquisa adequada. Resumiremos aqui abordagens que procuraram dar conta destes desafios em relação a três áreas: a organização da Pesquisa em Reabilitação e Funcionalidade Humana em áreas científicas distintas, o desenvolvimento de programas acadêmicos de treinamento adequados e a estruturação de centros universitários e redes de cooperação.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidades e Saúde, pesquisa, pessoas portadoras de deficiência, reabilitação.

 

O efeito da técnica de reeducação postural global em um paciente com hemiparesia após acidente vascular encefálico

The effect of global postural reeducation technique in a hemiparetic stroke patient

Bruna Moreira Gomes; Grace Cristina Gomes Nardoni; Priscila Garcia Lopes; Ewerson de Godoy

Acta Fisiátr.2006;13(2):103-108

A disfunção motora mais evidente do acidente vascular encefálico (AVE) é a hemiparesia. Os pacientes hemiparéticos apresentam uma tendência em manter-se em uma posição de assimetria postural. O objetivo deste trabalho foi avaliar e tratar as alterações posturais em um paciente portador de hemiparesia após um acidente vascular encefálico utilizando a técnica de Reeducação Postural Global (RPG). O participante foi um paciente hemiparético à direita, devido a um AVE há cinco anos, com boa cognição segundo o Mini Exame do Estado Mental e comprometimento motor moderado. Para avaliação postural foi utilizado o software Fisiologic. Foram aplicadas dez sessões com a técnica de RPG durante oito semanas. Embora o tratamento tenha sido enfatizado na inclinação pélvica e posicionamento da escápula os resultados apresentaram evoluções também quanto à base de apoio e segundo o relato do paciente, melhora no equilíbrio e na marcha. Concluiu-se que a técnica de RPG proporcionou resultados positivos em relação ao padrão postural do paciente hemiparético.

Palavras-chave: Avaliação da postura, acidente cerebrovascular, hemiplegia, imagem corporal, reabilitação

 

O estresse na reabilitação: a síndrome da adaptação geral e a adaptação geral e a adaptação do indivíduo à realidade da deficiência

Stress in rehabilitation: the general adaptation syndrome and the adaptation of the individual to the reality of the disability

Maria Inês Orsoni Chagas

Acta Fisiátr.2010;17(4):193-199

O presente artigo explora a idéia de que o ser humano possui em seu DNA a capacidade para a adaptação às mudanças drásticas que ocorrem na vida, propiciando-lhe a sobrevivência em situações adversas, neste contexto, a aquisição de seqüelas incapacitantes. E se a isso estiver somada a resiliência, enquanto capacidade de transcender à crise com vantagens pode ocorrer uma retomada do desenvolvimento e uma melhora na qualidade de vida do indivíduo, a despeito das seqüelas.

Palavras-chave: Deficiência, Estresse, Resiliência Psicológica, Reabilitação, Adaptação

 

O fisiatra trata do quê?

Marcelo Saad

Acta Fisiátr.2001;8(2):82-83

A Fisiatria é talvez a especialidade médica que mais traga para o centro da atenção a integração biopsicossocial do ser humano. Além de se preocupar com a doença, preocupa-se também com o modo como esta doença impede o indivíduo de ser uma pessoa completa. Talvez a Fisiatria tenha sido uma revolução entre as especialidades médicas. Ela trouxe um conceito tão inovador que, mesmo passadas tantas décadas, ainda tentam delimitar exatamente qual o campo de atuação da Fisiatria. Ela talvez dê oportunidade de se exercer a medicina de uma forma mais espiritualizada. O problema do esclarecimento da população e da classe médica sobre a Fisiatria exige nosso empenho paciente e desprovido de irritação diante da desinformação.

Palavras-chave: Fisiatria. Reabilitação. Especialidades médicas.

 

O impacto da movimentação passiva contínua no tratamento de pacientes submetidos a artroplastia total de joelho

Impact of continuous passive motion for the treatment of total knee replacement patients

Luci Fuscaldi Teixeira Salmela; Bárbara Gazolla de Macedo; Cristina Mendes de Aguiar; Lenise Aparecida Bahia

Acta Fisiátr.2003;10(1):21-27

O objetivo desta revisão bibliográfica foi avaliar evidências da eficácia da movimentação passiva contínua para o ganho de amplitude de movimento em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho (ATJ). A movimentação passiva contínua (MPC) tem sido empregada no pós-operatório de ATJ com vários objetivos dentre eles, o aumento da amplitude de movimento do joelho, controle da dor e do edema, redução de incidência de trombose venosa profunda e manipulações do joelho. Na metodologia deste estudo foram selecionados somente ensaios clínicos randomizados que abordassem a utilização da MPC no pós-operatório de ATJ. Os resultados desta revisão foram controversos com relação à utilização da MPC, devido a metodologia de intervenção muito variada dos estudos dificultando a análise da eficácia e de evidência científica. Porém, os resultados foram positivos para o ganho da flexão do joelho, a curto prazo, quando a MPC foi aplicada no pós-operatório imediato. Não houve evidência científica quanto ao ganho de extensão do joelho pela MPC. Portanto, se faz necessário uma sistematização da metodologia dos trabalhos de MPC para avaliar a força de evidência científica deste método.

Palavras-chave: Artroplastia do joelho. Reabilitação. Fisioterapia. Terapia passiva contínua de movimento.

 

O impacto de dois diferentes programas de exercício físico na performance física e na fadiga relacionada ao câncer

Impact of two different exercise programs on persistent cancer-related fatigue and physical fitness

Fabiana Reis; Rebeca Boltes Cecatto; Christina May Moran de Brito; Paulo Marcelo Gehm Hoff; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2012;19(4):198-202

A fadiga relacionada ao câncer é um dos sintomas mais comuns entre pacientes com câncer, relatada em 70% a 100% desses pacientes resultando em uma redução significativa da qualidade de vida, funcionalidade e independência. O exercício físico tem sido identificado como um elemento central de reabilitação de muitas doenças crônicas como câncer, e cada vez mais evidências apoiam a tese de que a atividade física é uma intervenção útil, que pode ser utilizada em conjunto com terapias convencionais durante o tratamento da fadiga relacionada ao câncer.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar o impacto de dois programas de exercício físico sobre os níveis de fadiga e desempenho físico de pacientes com câncer.
MÉTODO: Relato de uma série consecutiva de 44 doentes adultos com doença neoplásica (sólido ou hematológicas), e diagnóstico médico de fadiga, submetidos a dois diferentes programas de exercício físico. Todos os doentes foram avaliados quanto a desempenho físico com o uso do teste de caminhada de 6 minutos e avaliados quanto aos níveis de fadiga com o teste de Piper, antes e depois de 4 meses de atividade física supervisionada (exercícios aeróbicos isolados e treino de resistência combinado ao exercícios aeróbicos).
RESULTADOS: Após 16 semanas, os doentes que participaram do programa de exercícios aeróbicos ou que participaram do protocolo de exercício aeróbico combinado com anaeróbio, relataram níveis significativamente mais elevados do desempenho físico (6 minutos teste de caminhada, p = 0,0009 e p = 0,001, respectivamente) e níveis de fadiga significativamente menor (PFS- R, p = 0,003 e p = 0,002, respectivamente) do que no início do programa de exercícios.
CONCLUSÃO: Estes resultados demonstram que tanto um protocolo de exercício aeróbico quanto de exercício aeróbico combinado com exercício anaeróbio apresentam melhora significativa do desempenho físico e dos níveis de fadiga de doentes oncológicos. Os dados deste estudo corroboram a literatura mostrando que a atividade física é uma estratégia eficaz para o tratamento da fadiga. Os resultados deste estudo confirmam que o exercício físico pode ser útil na reabilitação de sobreviventes de câncer, especialmente para pacientes com fadiga oncológica.

Palavras-chave: aptidão física, exercício, fadiga, neoplasias, reabilitação

 

O movimento de passar de sentado para de pé em idosos: implicações para o treinamento funcional

The sit-to-stand movement in elderly people: implications for functional training

Fátima Goulart; Carolina Mitre Chaves; Márcia L. D. Chagas e Vallone; Juliana Azevedo Carvalho; Kátia Regina Saiki

Acta Fisiátr.2003;10(3):138-143

O movimento de passar de sentado para de pé (ST-DP) é de grande importância no dia a dia das pessoas. Dificuldades na realização deste movimento podem ocorrer no idoso em decorrência de fatores intrínsecos ou extrínsecos, limitando a sua participação em atividades cotidianas. O objetivo da presente revisão foi caracterizar o movimento de ST-DP, identificar as limitações no idoso que interferem na sua habilidade de executar esse movimento e discutir como tais limitações podem ser minimizadas através do tratamento fisioterapêutico. O movimento de ST-DP é gerado por um momento de inércia horizontal e outro vertical e ressalta-se a ativação dos músculos tibial anterior, sóleo, gastrocnêmio, quadríceps, isquiotibiais, glúteo máximo, abdominais, paravertebral lombar, trapézio e esternocleidomastóideo durante a realização do mesmo. Fatores relacionados à dificuldade de passar de ST-DP em idosos incluem fatores fisiológicos, ambientais e a posição inicial de segmentos corporais. O tratamento fisioterapêutico deve abordar o ganho de força muscular, o alongamento da musculatura específica e a manutenção das amplitudes articulares para otimizar a performance desse movimento em idosos. Além disso, a adoção de determinadas medidas como a modificação da altura do assento, a presença de apoio para os braços e o posicionamento adequado dos pés podem facilitar a habilidade do idoso em realizar a tarefa de ST-DP. O treinamento funcional específico pode melhorar a performance motora e promover maior independência em indivíduos nesta faixa etária.

Palavras-chave: Movimento. Idoso. Reabilitação.

 

O paciente hemiplégico e o sandplay: uma possibilidade de expressão

The hemiplegic patient and the sandplay: a possibility of expression

Maria Inês Orsoni Chagas; Maria Cristina Rizzi Forgione

Acta Fisiátr.2002;9(2):90-97

Este estudo discute as possibilidades de uso de sandplay (jogo de areia ou caixa de areia) enquanto processo psicoterapêutico junto aos pacientes portadores de hemiplegia com distúrbios de comunicação, em programa de reabilitação em instituição hospitalar. Levantou-se a questão se esse método psicoterápico que se utiliza de um instrumento não-verbal poderá fomentar a plasticidade neuronal, bem como auxiliar esses pacientes na busca de uma nova forma de comunicação que os coloque em contato com o mundo circundante de forma mais participativa.

Palavras-chave: Sandplay. Hemiplegia. Reabilitação. Plasticidade neuronal. Psicoterapia. Comunicação não-verbal.

 

O processo de metamorfose na identidade da pessoa com amputação

The metamorphosis process in the identity of an amputee

Kátia Monteiro De Benedetto Pacheco; Antonio da Costa Ciampa

Acta Fisiátr.2006;13(3):163-167

O presente artigo refere-se a uma pesquisa cujo objetivo foi compreender o processo de metamorfose da identidade da pessoa com amputação. Utilizou-se a metodologia qualitativa do estudo de caso, mediante a análise da narrativa da história de vida do sujeito considerado emblemático, que foi selecionado na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da FMUSP. Verificou-se que, quando o sujeito consegue atribuir um sentido emancipatório ao conflito gerado pela sua amputação, ele pode rever seus valores preconceituosos e estigmatizantes acerca do significado social de ser uma pessoa com deficiência e com isso re-significar tais valores, o que propicia uma postura mais reflexiva e autodeterminada, bem como a reconstrução de seu projeto de vida com um novo sentido emancipatório.

Palavras-chave: Amputação, reabilitação, crise de identidade.

 

O significado do discurso de risco na área de reabilitação

Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2001;8(2):67-70

A autora busca neste artigo analisar o discurso e as intervenções governamentais na atenção à pessoa portadora de deficiência. Nesse sentido discute-se o conceito de "risco" no contexto de saúde pública e o seu significado em reabilitação.

Palavras-chave: Risco. Reabilitação. Discurso político. Deficiente.

 

O uso da termografia infravermelha na avaliação do retorno ao trabalho em programa de reabilitação ampliado (PRA)

The use of infrared thermography in evaluating returns to work in an extended rehabilitation program (PRA)

Marcos Leal Brioschi ; Alfredo Jorge Cherem ; Roberto Carlos Ruiz ; Jamir João Sardá Júnior ; Francisco Miguel Roberto Moraes Silva

Acta Fisiátr.2009;16(2):87-92

Em certas ocasiões, mesmo com tratamento corretamente instituído em pacientes com lesões por esforços repetitivos/distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORT), depara-se com situações de difícil julgamento quanto ao retorno ao trabalho. Muitas vezes por uma queixa persistente de não melhora dos sintomas ou quando associado a outras comorbidades, como síndrome fibromiálgica. O objetivo deste estudo foi comparar os padrões térmicos encontrados com a avaliação pericial de retorno ao trabalho de pacientes acometidos por LER/DORT, por meio de avaliação clínica e termográfica duplo-cega. Foram avaliados 128 pacientes, acometidos por LER/DORT de uma empresa do setor da agroindústria-frigorífico, onde um grupo de 62 pacientes foi selecionado para perícia quanto ao retorno ao trabalho. Destes, 3,2% tiveram retorno imediato ao trabalho, 77,4% afastamento por 60 dias, 6,4%, afastamento por 6 meses e 12,9% aposentadoria por invalidez. As alterações térmicas tiveram direta correlação com a classificação de retorno às atividades realizadas pelos peritos, segundo critérios de número de lesões, natureza etiológica, diferencial térmico e índice termográfico para síndrome fibromiálgica. A termometria cutânea por termografia infravermelha demonstrou-se como método complementar útil e objetivo no apoio a avaliação pericial para definição de capacidade ou incapacidade para o trabalho.

Palavras-chave: lesões por esforços repetitivos, distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, reabilitação, termografia

 

Paracoccidioidomicose - acometimento encefálico e medular: relato de caso

Paracoccidioidomycosis - central nervous system and spinal cord involvement: report case

Maria Raquel Ramos Jubé; Caroline Campelo Feres; Gabriela Henrique de Souza Lima; Leonardo Eizo Watanabe; Renato da Silva Faria; Élbio Cândido de Paula; Ana Cristina Ferreira Garcia

Acta Fisiátr.2009;16(1):46-50

A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica, tipo granulomatosa, sendo o Brasil responsável por 80% dos casos relatados no mundo. Mesmo em zonas endêmicas, sua incidência é baixa (3-4 novos casos/milhão até 1-3 novos casos/100mil habitantes ao ano). Relatamos um caso do sexo feminino, 54 anos, procedente do meio rural, região norte do estado de Goiás, centrooeste do Brasil. Durante investigação para síndrome compressiva medular foi identificada lesão tumoral em nível torácico, submetida á ressecção e firmado o diagnóstico de neuroparacoccidioidomicose no anatomopatológico. Foi admitida para reabilitação com diagnóstico de Paraplegia T9 Asia B. Durante a internação foram realizados exames (tomografia computadorizada (TC) de crânio e tórax) para investigação de acometimento de outros órgãos. A TC de tórax demonstrou aspecto sugestivo de PCM com micronódulos de localização centro-lobular e algumas opacidades em "árvore em brotamento" com discreta distorção da arquitetura pulmonar, além de focos de atenuação em "vidro fosco" de distribuição não homogênea. A TC crânio também se mostrou sugestiva de acometimento da PCM em fase ativa: áreas nodulares em cápsulonuclear á esquerda e tálamo correspondente, com edema reacional e importante realce periférico. A doença é um problema de saúde pública no Brasil devido ao seu potencial incapacitante, sendo o diagnóstico difícil especialmente quando acomete SNC, por ser uma manifestação pouco comum (maior acometimento pulmonar).

Palavras-chave: paracoccidioidomicose, paraplegia, micoses, reabilitação

 

Perfil dos pacientes com lesões traumáticas do membro superior atendidos pela fisioterapia em hospital do nível terciário

Profile of patients with traumatic injuries of the upper limb treated in a tertiary hospital

Rafael Inácio Barbosa; Karoline Cipriano Raimundo; Marisa de Cássia Registro Fonseca; Daniel Martins Coelho; Aline Miranda Ferreira; Amira Mohamede Hussein; Nilton Mazzer; Cláudio Henrique Barbieri

Acta Fisiátr.2013;20(1):14-19

A incidência de lesões traumáticas dos membros superiores em um hospital terciário além de ser elevada, possui uma grande variedade. Neste sentido torna-se importante a criação de um banco de dados único, para conhecer o perfil dos pacientes atendidos.
OBJETIVO: Traçar o perfil dos pacientes com lesões traumáticas dos membros superiores, atendidos pela Fisioterapia no Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão.
MÉTODO: Foram avaliadas 223 fichas de pacientes (58 mulheres e 116 homens), com idade média de 34,54 (± 19,05) anos, encaminhados pelo ambulatório de ortopedia do referido hospital.
RESULTADOS: Do total de casos analisados, as lesões de punho e mão obtiveram maior incidência (60,99%), seguidos por lesões de ombro (20,63%), cotovelo (12,55%), braço (3,59%) e antebraço (2,24%). Nas lesões de punho e mão o mecanismo de trauma com maior porcentagem foi o acidente de moto, relacionado com as fraturas múltiplas de ossos da mão. Queda da própria altura, acidente motociclístico e queda de escada foram os mecanismos de trauma, correlacionando com as fraturas de úmero proximal, luxação de ombro e fraturas de escápula respectivamente.
CONCLUSÃO: Foi verificada a incidência de lesão, mecanismo de trauma e as características da população para futuramente aprimorar os protocolos específicos para as disfunções e investir em campanhas de prevenção

Palavras-chave: Traumatismos da Mão, Traumatismos do Antebraço, Traumatismos do Braço, Centros de Reabilitação, Perfil de Saúde

 

Perfil dos pacientes com mielomeningocele da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em São Paulo - SP, Brasil

Profile of the patients with myelomeningocele from the Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) in São Paulo - SP, Brazil

Fernanda Moraes Rocco; Elizabete Tsubomi Saito; Antonio Carlos Fernandes

Acta Fisiátr.2007;14(3):130-133

INTRODUÇÃO: Dentre os defeitos de fechamento do tubo neural a Mielomeningocele (MMC) é a mais freqüente (85%). A etiologia é desconhecida, mas com características genéticas e ambientais. O diagnóstico pode ser feito no período pré-natal através de ultra-sonografia morfológica. Recomenda-se o fechamento da bolsa nas primeiras horas de vida e derivação ventrículo peritoneal (DVP) precoce.
OBJETIVO: Traçar o perfil dos pacientes atendidos na Clínica de MMC da AACD - SP e pontuar as condições em que estes chegam à instituição objetivando verificar se ocorre o diagnóstico precoce e aprimorar as condutas do tratamento.
MÉTODO: Revisão em prontuários de pacientes atendidos em avaliação inicial na Clínica de MMC da AACD - SP durante o ano de 2000, com idade inferior a um ano. As informações foram obtidas dos prontuários através de um protocolo de pesquisa. Entre as informações colhidas tem-se: dados pessoais, nível neurológico na primeira consulta, diagnóstico pré-natal, idade de fechamento da bolsa, presença ou não de DVP.
RESULTADOS: No total passaram 230 pacientes em avaliação inicial no ano de 2000. Destes, 64 (27%) apresentavam menos de 1 ano de idade na primeira consulta. A média de idade na avaliação inicial para estes pacientes foi de 5 meses. Destes, 44% eram do sexo feminino e 56% do sexo masculino. Em 37% dos pacientes o diagnóstico não foi feito no período pré-natal. Ao analisarmos a idade de fechamento da bolsa temos que em 51% dos pacientes isto ocorreu nas primeiras 24 horas de vida. Somente 17% dos pacientes não tinham sido submetidos à DVP até o momento da avaliação inicial. Ao analisarmos o nível neurológico na avaliação inicial observamos que 35% são do nível Torácico, 29% do nível Lombar Alto, 24% do nível Lombar Baixo, 11% do nível Assimétrico e nenhum paciente de nível sacral.
CONCLUSÃO: Por ser a AACD - SP centro de referência no tratamento de MMC pode ser explicado o fato de recebermos maior número de crianças com níveis funcionais mais altos. É importante tentar estimular tanto a prevenção como o diagnóstico e tratamento precoce desta patologia visando diminuir o impacto que esta causa na sociedade. Foi achado esperado o não diagnóstico ou o diagnóstico tardio de MMC em nosso estudo, pois em nosso país ainda não é realizado de forma rotineira nos postos de saúde o ultra-som morfológico durante o acompanhamento pré-natal da gestante. A sobrevida dos pacientes com MMC tem aumentado devido ao fechamento precoce da bolsa e controle da hidrocefalia com DVP, associado posteriormente ao controle da bexiga neurogênica.

Palavras-chave: criança, mielomeningocele, hidrocefalia, reabilitação, centros de reabilitação

 

Perfil dos pacientes hemiplégicos atendidos no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação

Review of hemiplegic patient treatment at a rehabilitation centre

Auri de Abreu Bruno; Carolinne Atta Farias; Guilherme Tsutomu Iryia; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2000;7(3):92-94

Realizamos um estudo retrospectivo por meio do levantamento de 147 prontuários de pacientes hemiplégicos atendidos na Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação. O período escolhido, janeiro de 1995 a dezembro de 1998, foi posterior à implantação dos grupos de hemiplegia, com o objetivo de conhecermos o perfil dos hemiplégicos atendidos na instituição, compararmos o tempo de permanência entre o atendimento individual e o em grupo, para auxiliar na otimização do tratamento. Os autores observaram predomínio da hemiplegia no sexo masculino e no hemicorpo direito. A maioria era constituída de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde, tendo freqüentado terapias 2 vezes por semana com duração de 1 hora, em grupo de 4 a 6 pacientes. A principal etiologia encontrada foi a lesão isquêmica. O tempo de permanência na instituição variou de 2 meses a 2 anos, com a média de permanência muito acima dos critérios de prognóstico descritos na literatura mundial, o que deveremos rever para os tratamentos futuros.

Palavras-chave: Hemiplegia. AVC. Reabilitação. Epidemiologia.

 

Perfil epidemiológico de crianças diagnosticadas com paralisia cerebral atendidas no Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos

Health profile of children diagnosed with cerebral palsy treated at the Lucy Montoro Rehabilitation Center in São José dos Campos

Carolina Abud Weber de Toledo; Cinthia Hermínia Carvalho Nascimento Pereira; Marilia Menezes Vinhaes; Maria Izabel Romão Lopes; Maria Angélica Ratier Jajah Nogueira

Acta Fisiátr.2015;22(3):118-122

A Paralisia Cerebral é um distúrbio da postura e do movimento decorrente de uma lesão cerebral podendo resultar em comprometimentos neuromotores, geralmente associados à gravidade da sequela e idade da criança. Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico das crianças diagnosticadas com Paralisia Cerebral atendidas no Centro de Reabilitação Lucy Montoro de São José dos Campos. Método: Foram revisados 83 prontuários no período de dezembro de 2011 até dezembro de 2014. Foram verificados os fatores como idade, gênero, procedência, realização prévia de fisioterapia, tipos de paralisia cerebral de acordo com a distribuição anatômica, crises convulsivas, órteses, aplicação de toxina botulínica, meios auxiliares de locomoção, pontuação no GMFM e nível no GMFCS. Resultados: Houve predominância do gênero masculino (55%) e com faixa etária de 4 a 6 anos (32%). A maioria foi proveniente de São José dos Campos (33 indivíduos). Quanto aos tipos de Paralisia Cerebral observamos maior prevalência para tetraplegia e diplegia (43% cada); 61% dos pacientes não apresentaram crises convulsivas e 30% aplicaram toxina botulínica. Os que faziam uso de meios auxiliares de locomoção totalizaram 41%. A pontuação prevalente do GMFM foi de 0 a 25% (22 indivíduos) e a maioria dos pacientes (29%) classificados como nível IV no GMFCS. Conclusão: São necessários mais estudos que definam o perfil epidemiológico das crianças com Paralisia Cerebral para melhor caracterização desta população e direcionamento de futuras pesquisas.

Palavras-chave: Paralisia Cerebral, Perfil de Saúde, Centros de Reabilitação, Modalidades de Fisioterapia

 

Perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco entre 2006 e 2012

Epidemiological profile of lower limb amputees patients assisted at the Lar Escola São Francisco between 2006 and 2012

Therezinha Rosane Chamlian; Renata dos Ramos Varanda; Caio Leal Pereira; Juliana Mantovani de Resende; Cecília Caruggi de Faria

Acta Fisiátr.2013;20(4):219-223

OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes amputados de membros inferiores atendidos no Lar Escola São Francisco de 2006 a 2012.
MÉTODO: A coleta de dados foi realizada de modo retrospectivo com 474 prontuários selecionados para verificar: gênero, idade, etnia, etiologia e nível de amputação, doenças associadas, intervalos de tempo entre a amputação e avaliação inicial e entre a avaliação inicial e a alta, presença de dor fantasma, uso de dispositivo auxiliar para marcha ou locomoção e independência em AVD. Os dados foram analisados descritivamente (porcentagem e média) e foi utilizado o teste do qui-quadrado, com p < 0,05, como teste de diferença de proporção para etnia e etiologia.
RESULTADOS: Trezentos e trinta e nove pacientes (72%) eram homens com média de idade de 56,2 anos; os níveis de amputação foram 43% transfemoral e 44% transtibial; a etiologia da amputação foi vascular em 341 pacientes (72%) sendo 73% em caucasianos; hipertensão arterial sistêmica e diabetes melitus foram as doenças associadas mais prevalentes; 267 pacientes (56%) foram protetizados, 100 pacientes (21%) abandonaram o tratamento.
CONCLUSÃO: A população de amputados atendida no Lar Escola São Francisco no período estudado é composta, em sua maioria, por pacientes do gênero masculino, na quinta década da vida, com amputação de origem vascular nos níveis transfemoral e transtibial. Pouco mais da metade é protetizado, o índice de abandono do tratamento é elevado e o intervalo de tempo para reabilitação ainda é longo.

Palavras-chave: Amputação, Extremidade Inferior, Centros de Reabilitação

 

Perfil epidemiológico dos pacientes amputados do Lar Escola São Francisco - estudo comparativo de 3 períodos diferentes

Epidemic profile of the amputee patients from Lar Escola São Francisco - comparison study between 3 different periods

Valéria Cassefo; Daniela Cristina Nacaratto; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2003;10(2):67-71

Foi realizado um estudo retrospectivo através da revisão de 262 prontuários de pacientes amputados do Lar Escola São Francisco - São Paulo, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2002, com o objetivo de traçar o perfil epidemiológico do serviço.
Houve predomínio do sexo masculino (71%), de amputações de membro inferior (85,9%), sendo a acima do joelho predominante (52,4%). A etiologia vascular foi a principal causa de amputação em pacientes com mais de 50 anos (72,9%).
Observou-se demora no início da reabilitação (média de 19,6 meses) e que o tempo médio de tratamento (10,7 meses) é maior que o descrito na literatura. Além disso, um número pequeno de pacientes adquire prótese (25,2%).
Posteriormente, correlacionamos nossos dados com 02 estudos anteriores realizados neste mesmo serviço, visando comparar os resultados obtidos em três períodos diferentes e observamos progressos no processo de reabilitação dos pacientes amputados atendidos em nossa Instituição.

Palavras-chave: Amputação. Reabilitação. Epidemiologia. Próteses.

 

Perfil epidemiológico dos pacientes amputados tratados no Centro de Reabilitação "Lar Escola São Francisco"

Therezinha Rosane Chamlian; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.1998;5(1):38-42

Os autores fizeram revisão de prontuários de 90 pacientes amputados, tratados no Lar Escola São Francisco - São Paulo, no período de janeiro de 1993 até junho de 1995, com o objetivo de traçar o perfil epidemiológico do próprio serviço.
Houve predomínio do sexo masculino, de amputações acima do joelho e de etiologia vascular, em pacientes com mais de 50 anos de idade.
Observou-se que ainda há muita demora no início do processo reabilitativo; que o tempo médio de tratamento é maior que o descrito na literatura, para quase todos os níveis de amputação; que os índices de abandono de tratamento são elevados, mesmo nas amputações de membros inferiores; que ainda há muita inadequação e desconhecimento, por parte dos médicos, em relação ao processo de reabilitação de pacientes amputados.

Palavras-chave: Amputações, Reabilitação, Próteses.

 

Perfil social do paciente amputado em processo de reabilitação

The social profile of the amputee patient in rehabilitation

Laís Batista de Lima; Viviane Duarte Correia; Arlete Camargo de Melo Salimene

Acta Fisiátr.2016;23(2):57-60

Pensar no paciente amputado perpassa por necessidades que vão para além de sua reabilitação física. Enquanto processo integral, a reabilitação conta com a presença do (a) Assistente Social que se faz indispensável ao longo do tratamento, como forma de oferecer ferramentas que favoreçam a viabilização do gradativo processo de inclusão social frente à nova situação adquirida. Objetivo: Buscou-se através do presente estudo traçar o perfil social do paciente amputado atendido na internação do Instituto de Medicina Física e Reabilitação/IMREA, da cidade de São Paulo/SP. Métodos: Trata-se de pesquisa retrospectiva; quantitativa no que se refere à compilação de dados e, qualitativa, enquanto uma análise com base na perspectiva materialista dialética. Para o desenvolvimento do presente estudo foi realizado um recorte do período de novembro de 2014 a julho de 2015 para análise dos prontuários. Resultados: Foram levantados dados oriundos do protocolo institucional de Avaliação Social, instrumento técnico-operativo do profissional, tais quais: idade; sexo; estado civil; renda per capita; região de procedência; grau de escolaridade; benefício previdenciário e se já teve acesso a tratamento de reabilitação em outro local. Conclusão: Esse trabalho traz a importância do profissional de Serviço Social enquanto parte integrante da equipe interdisciplinar para o processo de reabilitação do paciente amputado, contribuindo assim para um conhecimento do indivíduo em sua totalidade.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Amputados, Reabilitação, Predomínio Social

 

Perícia médica e reabilitação profissional: o atual modelo de perícia e uma proposta multidimensional aplicada em um projeto piloto em Santa Catarina

The cross-examination of medical experts and occupational rehabilitation: the present cross-examination model and a multidimensional proposal applied in a pilot project in Santa Catarina

Alfredo Jorge Cherem ; Roberto Carlos Ruiz ; Alessandre Tramontim ; Domingos Lino

Acta Fisiátr.2009;16(2):93-98

Este artigo aborda aspectos da prática atual da perícia médica na área de Reabilitação Profissional (RP) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), bem como, descreve uma outra metodologia de trabalho aplicada em um projeto piloto coordenado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Assim, pretende-se discutir as possibilidades de aperfeiçoamento deste serviço através da interação entre o médico perito e a equipe multiprofissional. O modelo apresentado proporciona avanços na qualidade da perícia com fins de reabilitação, contribuindo desta forma com a tomada de decisão baseada em evidências a partir de dados apresentados e discutidos em equipe.

Palavras-chave: medicina ocupacional/legislação & jurisprudência, médicos do trabalho, reabilitação

 

Polineuropatia sensitiva induzida por talidomida e estudo eletrofisiológico do nervo sural como forma de <em>screening</em> diagnóstico: relato de caso

Thalidomide-induced sensory polyneuropathy and electrophysiological study of the sural nerve as a screening diagnosis: a case report

Rodrigo Luiz Yamamoto; Tae Mo Chung; Eduardo Freire de Oliveira; Arquimedes de Moura Ramos; Lucas Martins de Exel Nunes; Jose Alcyr Exel Nunes

Acta Fisiátr.2012;19(4):243-245

Polineuropatia é uma condição clínica freqüente com sintomatologia debilitante e o tratamento depende fundamentalmente da etiologia. Inúmeras são as causas possíveis deste tipo de distúrbio e o diagnóstico etiológico nem sempre é fácil. Neste relato de caso descrevemos um caso de um paciente com mieloma múltiplo que evoluiu com polineuropatia puramente sensitiva, comprovada por estudo eletrofisiológico, induzida por talidomida.

Palavras-chave: nervo sural, polineuropatias, processos eletrofisiológicos, reabilitação, talidomida

 

Práticas de autocuidado para funcionamento intestinal em um grupo de pacientes com trauma raquimedular

Self-care practice for bowel functioning in a group of patients with spinal cord injury

Laura Terenciani Campoy; Soraia Assad Nasbine Rabeh; Paula Cristina Nogueira; Patrícia Carla Vianna; Margareth Yuri Miyazaki

Acta Fisiátr.2012;19(4):228-232

Estudo descritivo exploratório.
OBJETIVO: Caracterizar os indivíduos com trauma raquimedular (TRM) atendidos em um centro de reabilitação de um hospital terciário do interior do estado de São Paulo e identificar as suas práticas de autocuidado intestinal.
MÉTODO: Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e o consentimento dos participantes, os dados foram coletados por meio de análise do prontuário e entrevista. Dos 30 indivíduos entrevistados, houve predomínio do sexo masculino, estado civil solteiro, ensino médio completo, com idade média de 35 anos.
RESULTADOS: A principal causa do TRM foi acidente automotor com prevalência de lesão completa em nível cervical. As práticas de autocuidado mais referidas foram o controle nutricional seguido da massagem abdominal. Quanto às complicações intestinais relatadas, houve predomínio de impactação fecal seguida por incontinência fecal.
CONCLUSÃO: Programa de reabilitação intestinal deve ser instituído para indivíduos com TRM o mais precoce possível de modo a minimizar complicações.

Palavras-chave: atividades cotidianas, intestino neurogênico, reabilitação, traumatismos da medula espinal

 

Preditores biopsicossociais de incapacidade física e depressão em trabalhadores do setor de frigoríficos atendidos em um programa de reabilitação profissional

Bio-psycho-social predictors of physical disability and depression among meat-packing workers attending an occupational rehabilitation program

Jamir João Sardá Junior ; Emil Kupek ; Roberto M. Cruz

Acta Fisiátr.2009;16(2):76-80

Um grande número de trabalhadores é acometido por doenças ocupacionais que tem, dentre seus sintomas, dores crônicas, incapacidade e depressão. Embora existam evidências sobre a contribuição de fatores relacionados ao ambiente de trabalho e fatores orgânicos em quadros de doenças ocupacionais, a incapacidade e a presença de depressão associadas a essas condições são fenômenos multifatoriais mediados por aspectos biopsicossociais. O presente artigo examina as relações entre fatores clínicos, ambientais, demográficos e incapacidade, depressão em uma população de trabalhadores do setor de frigoríficos (n=234) atendidos por um programa de reabilitação profissional. Este estudo pode ser descrito como de corte transversal, utilizando análises estatísticas descritivas e inferenciais (regressões multivariadas). Os dados foram coletados utilizando um questionário demográfico e clínico, o Questionário Roland e Morris, a escala de depressão do HADS e a Medida de Independência Funcional - MIF. Os resultados demonstraram que em todos os instrumentos utilizados, o escore final (após reabilitação) foi fortemente determinado pelo escore inicial (antes da reabilitação), com pouca influência das outras variáveis independentes. A mudança nos níveis de incapacidade parece estar associada a presença de ganho financeiro (p=0.057). O escore final do MIF foi inversamente relacionado com o tempo de afastamento (p=0.006). A variação dos escores finais entre as categorias do CID-10 não foi estatisticamente significativa para nenhum desfecho. De maneira geral, a maior prevalência de mulheres dentre os trabalhadores afastados, e a prevalência de doenças músculo-esqueléticas e depressão, ou a associação de ambas. A variável idade foi preditor de incapacidade (RM) e a variável tempo de afastamento foi preditora de incapacidade para o trabalho medida pelo MIF. Nenhuma das variáveis examinadas contribuiu para a mudança dos escores de depressão. De maneira geral, os resultados são consistentes com os achados descritos na literatura e, confirmam que diversos fatores contribuem para a incapacidade e depressão de trabalhadores com diagnóstico de doenças ocupacionais, tal como preconizado pelo modelo biopsicossocial.

Palavras-chave: doenças ocupacionais, ambiente de trabalho, questionários, reabilitação

 

Preditores de retorno ao trabalho em uma população de trabalhadores atendidos em um programa de reabilitação profissional

Predicting factors for returning to work among a population of workers attending an occupational rehabilitation program

Jamir João Sardá Junior ; Emil Kupek ; Roberto M. Cruz ; Carolina Bartilotti ; Alfredo Jorge Cherem

Acta Fisiátr.2009;16(2):81-86

A alta prevalência de doenças ocupacionais é um problema de saúde coletiva com um alto custo econômico e social. Existem evidências de que as doenças ocupacionais são determinadas por diversos fatores associados a organização do trabalho em si e a fatores psicossociais. Existem poucos serviços de reabilitação profissional e os resultados destas ações raramente são avaliados. O presente estudo examina a relação entre fatores clínicos, demográficos e psicossociais e retorno ao trabalho em uma população de 425 trabalhadores atendidos por um serviço de reabilitação profissional. Esta pesquisa é um estudo de corte-transversal, documental, realizado em uma amostra não-probabilística, com os dados oriundos dos prontuários destes trabalhadores atendidos entre novembro de 2007 a setembro de 2008, em um serviço de reabilitação profissional. Os dados foram analisados utilizando os programas estatísticos SPSS-14 e STATA. Para caracterizar a população foram utilizadas análises estatísticas descritivas (média, DP, I/C) e, para comparar os grupos e examinar a contribuição das variáveis biopsicossociais para retorno ao trabalho, foram utilizados os testes Qui-quadrado, teste t, ANOVA e regressão logística múltipla. Os resultados sugerem que não ocorreram diferenças significativas entre os trabalhadores atendidos que retornaram ao trabalho e os que não retornaram nas variáveis idade, gênero, intensidade da dor, local da dor e tempo de afastamento. Por outro lado, os fatores tempo de trabalho, salário, níveis de incapacidade e depressão contribuíram para o não retorno ao trabalho nesta população. Os resultados obtidos fazem sentido clinicamente e são importantes do ponto de vista preventivo e de tratamento, além de serem suportados pela literatura.

Palavras-chave: doenças ocupacionais, condições de trabalho, reabilitação

 

Prevalência de lombalgia em trabalhadores submetidos ao programa de reabilitação profissional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), São Luís, MA

Prevalence of low back pain among employees undergoing the Occupational rehabilitation program at Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), São Luís, MA

Ana Teresa de Jesus Brito de Abreu; Camila Almeida Bezerra Ribeiro

Acta Fisiátr.2010;17(4):148-152

O presente estudo avalia a prevalência de lombalgia na população de trabalhadores inseridos no Programa de Reabilitação Profissional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na cidade de São Luís/ MA. Este programa apresenta como funções básicas a avaliação do potencial laborativo e a definição da real capacidade de retorno ao trabalho dos segurados atendendo aproximadamente 400 pessoas por mês. Através dos registros em prontuários, foi realizado um estudo de corte transversal retrospectivo em que foram separados 264 prontuários, válidos de 1995 a 2009, de trabalhadores afastados do trabalho e ainda com vínculo empregatício. Aqueles apresentados como desempregados foram excluídos do trabalho. Dessa amostra, selecionou-se somente os trabalhadores com diagnóstico de lombalgia, totalizando 88 prontuários, em que foram encontrados 83 casos do sexo masculino (94,3%), média de idade de 41 anos, variando de 24 a 53 anos. A prevalência de lombalgia foi de 33,3% em relação aos diagnósticos encontrados na amostra inicial. Observou-se que em sua maioria, a amostra era composta por trabalhadores casados, com baixa escolaridade, do sexo masculino, em idade produtiva e afastados do trabalho há mais de um ano, associada à realização de atividades profissionais às quais exigem postura estática, movimentos repetitivos e carregamento de peso.

Palavras-chave: Lombalgia, Prevalência, Trabalhadores, Reabilitação Profissional

 

Programa de Reabilitação Ampliada (PRA): uma abordagem multidimensional do processo de reabilitação profissional

Extended rehabilitation program: a multidimensional approach to the occupational rehabilitation process

Carolina Bunn Bartilotti ; Paulo Renato de Andrade ; Juliana de Mattos Varandas ; Paula Cristina Gamba Ferreira ; Cristine Cabral

Acta Fisiátr.2009;16(2):66-75

O PRA foi desenvolvido a partir de uma demanda do Ministério Público do Trabalho (MPT) 12ª Região mediante denúncia de uma alta prevalência (10%)de doenças ocupacionais; em especial LER/DORT e transtornos mentais, em uma empresa do ramo de produção e abate de aves e suínos do meio oeste de Santa Catarina. A partir do estabelecimento de parcerias entre o INSS, Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (CEREST/SC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MPT 12ª Região, o PRA foi desenvolvido como uma proposta de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), sendo um projeto único no Brasil e constituído de três pilares: 1. assistencial; 2. vigilância; e 3. requalificação. Fizeram parte da equipe multidisciplinar 18 profissionais que ofereciam serviços de fisioterapia, terapia ocupacional (T.O.), psicologia, acupuntura, reeducação postural global (RPG), tai chi chuan, massoterapia, danças circulares, grupo informativo, condicionamento físico, hidroginástica, terapias complementares e assistência social. Este programa foi iniciado em novembro/2007 finalizando suas atividades em setembro/2008, atendendo durante este período 425 pessoas. Os objetivos principais deste artigo são: 1. descrever a estrutura do PRA e seus procedimentos no pilar assistencial e requalificação; 2. apresentar os principais resultados encontrados. Trata-se de um estudo quantitativo de corte transversal, com coleta de dados em dois momentos (inicio e término do tratamento). Os dados foram analisados utilizando estatísticas descritivas e inferenciais (média, DP), teste T e Chi-quadrado. Um grande número de trabalhadores apresentou melhoras significativas nos indicadores qualidade de vida, saúde global, capacidade funcional, depressão, aumento da amplitude de movimento. Cerca de 271 trabalhadores atendidos (64%) retornaram ou estão retornando ao trabalho, 68 (16%) ainda permanecem afastados, 32 (cerca de 7 %) foram aposentados, 24 (cerca de 6%) apresentaram outras patologias não contempladas pelo programa, 19 (cerca de 4%) ainda estão realizando algum tratamento, e 11 (3%) beneficiários abandonaram o programa de reabilitação. O que pode se concluir a partir desta experiência, é que o processo de reabilitação profissional deve abordar esta problemática a partir de um enfoque biopsicossocial. O foco principal da equipe de reabilitação não é na patologia instalada, e sim o restabelecimento das capacidades funcionais e desenvolvimento de novas possibilidades, a partir do grau de funcionalidade e escolaridade do trabalhador.

Palavras-chave: saúde do trabalhador, transtornos traumáticos cumulativos, transtornos mentais, reabilitação

 

Protocolo de cuidado à saúde da pessoa com síndrome de Down - IMREA/HCFMUSP

Down syndrome health care protocol - IMREA/HCFMUSP

Patricia Zen Tempski; Kátia Lina Miyahara; Munique Dias Almeida; Ricardo Bocatto de Oliveira; Aline Oyakawa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2011;18(4):175-186

A síndrome de Down (SD) ou trissomia do cromossomo 21 é a cromossomopatia mais comum no ser humano, acontece independente de sexo, etnia ou classe social. No Brasil, nasce aproximadamente uma criança com SD para cada 700 nascimentos. Sabe-se que as pessoas com síndrome de Down, quando bem atendidas e estimuladas, têm potencial para plena inclusão social. Este protocolo foi elaborado pela equipe multiprofissional de Cuidado à Saúde da Pessoa com síndrome de Down do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
OBJETIVO: Oferecer orientações para o cuidado à saúde da pessoa com Síndrome de Down, nos diferentes níveis de atenção a saúde, em todo o seu ciclo vital.
MÉTODO: A elaboração do protocolo de cuidado integral à saúde da pessoa com síndrome de Down baseou-se em buscas no sistema PubMed, SciELO e no Cochrane Database of Systematic Reviews utilizando como palavras chaves: "Down Syndrome" e "Síndrome de Down"; "Trisomy 21", "Trisomíadel Cromosoma 21" e "Trissomia do Cromossomo 21" e "Growth", "Desarollo" e "Crescimento".
RESULTADOS: Os artigos revistos foram publicados no período de 1972 a 2011 e limitados às línguas: inglesa, espanhola e portuguesa. Priorizamos revisões sistemáticas e metanálises. Foram incluídos também registros prévios a 1972 considerados históricos.
CONCLUSÃO: Os dados foram analisados por um grupo de especialistas que discutiu os resultados e elaborou este protocolo.

Palavras-chave: centros de reabilitação, equipe interdisciplinar de saúde, síndrome de down

 

Protocolos de prática mental utilizados na reabilitação motora de sujeitos com doença de Parkinson: revisão sistemática da literatura

Practice of mental protocols used in rehabilitation of patients with Parkinson's disease: a systematic review

Douglas Monteiro da Silva; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano; João Gabriel Figuêredo de Macêdo; Liliane Pereira da Silva; Otávio Gomes Lins

Acta Fisiátr.2016;23(3):155-160

A Prática Mental (PM) consiste em um método de treinamento pelo qual um dado ato motor específico é cognitivamente reproduzido internamente e repetido com a intenção de promover aprendizagem ou aperfeiçoamento de uma habilidade motora, sem induzir qualquer movimento real. Os resultados das pesquisas com PM na doença de Parkinson (DP) ainda são ambíguos devido a várias razões como à diversidade de protocolos de intervenção. Os protocolos de intervenção com PM são cognitivamente complexos e desafiadores apresentando variações em sua aplicação relativas ao tipo de PM, tarefa/movimento a ser imaginada e tipo de instrução. Objetivo: Investigar na literatura os protocolos de PM utilizados para reabilitação motora de sujeitos com DP. Métodos: A busca desta revisão sistemática foi realizada nas bases de dados dos portais: PubMed, Scopus, Web of Science e Bireme. Os descritores foram: ("mental practice" or "motor imagery" or "imagery training" and "Parkinson"). Resultados: Foram encontrados 128 artigos, dos quais apenas 4 foram incluídos segundo os critérios de elegibilidade. Conclusão: Os protocolos que se mostraram eficazes para redução da bradicinesia, melhora da mobilidade e da velocidade da marcha utilizaram a associação da PM em 12 sessões, com duração de 5 à 30 minutos, imagética visual ou visual e cinestésica de atividades especificas e usaram vídeos da marcha dos pacientes ou da marcha normal para ajudar na familiarização e identificação dos componentes cinemáticos do movimento.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Reabilitação, Modalidades de Fisioterapia, Imaginação

 

Qualidade de vida de pessoas com doença de Parkinson após o tratamento com realidade virtual não imersiva

Quality of life of people with Parkinson's disease after treatment with non-immersive virtual reality

Danielle Carneiro de Menezes Sanguinetti; Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano; Charleny Mary Ferreira de Santana; Thaisa Damasceno de Albuquerque Ângelo; Juliana Patrícia de Araújo Silva; Sarah Buarque Câmara; Amdore Guescel Asano; Otávio Gomes Lins

Acta Fisiátr.2016;23(2):85-88

Objetivo: Analisar a influência do tratamento com jogos em realidade virtual não imersiva (RVNI) na qualidade de vida (QV) de pessoas com doença de Parkinson (DP). Métodos: Ensaio clínico não controlado, com 14 pessoas com DP entre os estágios I a IV da DP. O tratamento com RVNI ocorreu em 6 meses, com 1 avaliação inicial e 2 reavaliações trimestrais. Os instrumentos de medida de resultado foram o Questionário da Doença de Parkinson-39 (PDQ-39) e Questionário de Autopercepção de Desempenho. No protocolo de tratamento foi utilizado o Kinect® para Xbox 360 e os jogos Kinect Advenctures®, Your Shape Fitness Evolved® e Kinect Sports®. Na análise estatística do PDQ-39 foi aplicado o teste de Wilcoxon (p ≤ 0,05) e para o Questionário de Autopercepção de Desempenho foi empregada a análise qualitativa de conteúdo temático, com identificação de seis categorias. Resultados: Houve significância estatística após o período de 3 meses de tratamento com os jogos em RVNI, especificamente na mobilidade, bem estar emocional, estigma, cognição e pontuação total do PDQ-39. Depois de 6 meses de tratamento os resultados se mantiveram, não havendo novos ganhos. No entanto, por uma doença neurodegenerativa essa manutenção dos ganhos é favorável para o prognóstico funcional dos pacientes. Nas categorias temáticas, destacaram-se relatos de melhora na mobilidade, atividades de vida diária, bem estar emocional, estigma e desconforto corporal. Conclusão: O tratamento com RVNI beneficia a QV de pessoas com DP, principalmente quando abrange a mobilidade, bem estar emocional, estigma e cognição.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Qualidade de Vida, Terapia Ocupacional, Jogos de Vídeo, Reabilitação

 

Quantificação do equilíbrio pelo videogame: estudo piloto

Balance quantification with videogame: pilot study

Alessandra Ferreira Barbosa; Thais Delamuta Ayres da Costa; Maria Fernanda Pauletti Oliveira; Pedro Claudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira; Daniel Gustavo Goroso; José Augusto Fernandes Lopes; Denise Vianna Machado Ayres; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2014;21(1):21-25

Os videogames (VG) de sétima geração propõe uma avaliação física que inclui diversos testes de equilíbrio. Porém não são reportados na literatura os parâmetros utilizados para fornecer a pontuação destes testes e se estes podem ser relacionados a prática clínica e funcionalidade do usuário.
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi de correlacionar as pontuações obtidas pelos testes da plataforma de equilíbrio do VG Wii® com as variáveis cinéticas fornecidas pela plataforma de força, a qual estava integrada a plataforma de equilíbrio do VG.
MÉTODO: Participaram deste estudo piloto, dois indivíduos com diagnóstico de acidente vascular encefálico (AVE) e dois de traumatismo craniano (TCE). As variáveis cinéticas analisadas foram área, velocidade de deslocamento e valor quadrático médio da posição média (RMS) nos eixos médio-lateral (x) e antero-posterior (y) do deslocamento do centro de pressão (COP) que foram processadas pelo software Matlab 7.0 e correlacionadas com a pontuação do console pelo coeficiente de Pearson e Spearman, ambos com (p < 0,05).
RESULTADOS: Os resultados apresentaram correlação significativa apenas para o SL e RMSy, porém moderada (r = 0,5839). Quando comparada a pontuação do ST com as variáveis Área (r = 0,8164), RMSx (r = -0,6418) e RMSy (r = -0,8094) a correlação foi moderada a forte.
CONCLUSÃO: Não encontrou-se correlação com nenhum dos testes do console quando comparados com a velocidade de deslocamento do centro de pressão medido na plataforma de força. Conclui-se que a pontuação do VG apresentou correlação significativa com as variáveis cinéticas, porém o método é pouco prático para ser empregado na avaliação clínica.

Palavras-chave: Jogos de Vídeo, Equilíbrio Postural, Acidente Vascular Cerebral, Reabilitação

 

Reabilitação física na síndrome de fragilidade do idoso

Physical rehabilitation in the frailty syndrome among the elderly

Milene Silva Ferreira; Lilian Tiemi Sonoda; Sandra Alves Barbosa; Fabio Gazelato de Mello Franco; José Antônio Maluf de Carvalho

Acta Fisiátr.2014;21(1):26-28

São considerados idosos frágeis aqueles com vulnerabilidade intrínseca a desenvolver incapacidades e eventos adversos relacionados à saúde. A prevalência de fragilidade aumenta com a idade e a Associação Médica Americana estima que 40% das pessoas com mais de 80 anos são frágeis.
OBJETIVO: Demonstrar os resultados obtidos com o protocolo de reabilitação para idosos frágeis, implementado no Hospital Israelita Albert Einstein-Unidade Vila Mariana.
METÓDO: Estudo do tipo série de casos, descritivo, retrospectivo, com 12 idosos que cumpriram o programa de reabilitação física, do ambulatório de geriatria, da Unidade Vila Mariana, do Hospital Israelita Albert Einstein.
RESULTADOS: A média de idade foi de 77 anos, 75% dos participantes eram do sexo feminino e apresentavam em média 7,5 diagnósticos. Houve melhora em todos os domínios avaliados: equilíbrio (p = 0,02), velocidade de marcha (p < 0,01), força de membros inferiores (p < 0,01) e força de preensão (p < 0,01) na população estudada. Os idosos com 80 anos ou mais apresentaram melhora de 83% enquanto aqueles com menos de 80 anos mostraram melhora de 41%. Verificou-se que 8 dos 10 idosos que encontravam se na faixa de alto risco para incapacidade, hospitalização e morte (SPPB igual ou menor que 9) conseguiram sair da faixa de risco. Todos demonstraram melhora em pelo menos um domínio. Nenhuma piora ou complicação foi verificada.
CONCLUSÃO: O protocolo de reabilitação para síndrome de fragilidade do idoso, utilizado no ambulatório da Unidade Vila Marina, do Hospital Israelita Albert Einstein, foi capaz de melhorar os domínios equilíbrio, velocidade de marcha, força de membros inferiores e força de preensão palmar na população estudada.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Marcha, Reabilitação

 

Reabilitação na Esclerose Lateral Amiotrofica: revisão da literatura

Rehabilitation in Amyotrophic Lateral Sclerosis: literature review

Denise Rodrigues Xerez

Acta Fisiátr.2008;15(3):182-188

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma patologia do Neurônio Motor que traz um grande grau de incapacidade. Em todo o mundo existe uma tendência a elaborar manuais de uniformização na abordagem desta população, principalmente no que se refere à reabilitação e qualidade de vida. Levantamos os guidelines publicados para este fim, de maneira não sistemática estrita, e elaboramos a partir destes, uma proposta de manual adaptado a realidade brasileira, atualizado, abrangente e simples.

Palavras-chave: Esclerose Amiotrófica Lateral, reabilitação, literatura de revisão como assunto

 

Reabilitação na hemipelvectomia traumática

Rehabilitation for traumatic hemipelvectomy

Liliana Lourenço Jorge; André Tadeu Sugawara; Chien Hsin Fen; Margarida Sales de Oliveira; André Pedrinelli

Acta Fisiátr.2004;11(2):82-86

A hemipelvectomia traumática constitui um evento raro, catastrófico, cujos mecanismos de lesão e prognóstico são bem descritos na literatura. O crescente número de acidentes motociclísticos têm elevado a prevalência desta amputação, definindo o grupo de vítimas como jovens do sexo masculino sem comorbidades. Acarreta múltiplas seqüelas físicas, psicológicas e sociais.
Através da reabilitação, o paciente poderá recuperar a independência funcional. A protetização é de grande valia, uma vez que os pacientes são jovens e com prognóstico de marcha.
Neste relato é apresentado o caso de uma vítima de hemipelvectomia traumática do sexo feminino, que se tornou independente para as atividades da vida diária após processo de reabilitação, que incluiu a prótese, com melhora da qualidade de vida observada sob diversos aspectos. A protetização adequada não devolveu à paciente todas as funções perdidas com a amputação, mas se constituiu em um instrumento capaz de melhorarlhe a qualidade de vida.

Palavras-chave: Hemipelvectomia, amputação traumática, qualidade de vida, reabilitação, prótese

 

Reabilitação na osteoporose: princípios básicos

Claudete Lourenço; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.1994;1(1):7-12

A osteoporose entendida como uma síndrome, vem sendo alvo de muitas pesquisas terapêuticas. Suas manifestações secundárias devem ser valorizadas, pois são causas importantes de incapacidades. Reabilitar o paciente com osteoporose deve portanto abranger a limitação de perda óssea e o tratamento de dor, contratura, espasmo muscular e vícios posturais.
Neste artigo são abordadas as principais manifestações da osteoporose e sua abordagem terapêutica do ponto de vista reabilitativo. Discute-se a analgesia, o uso de órteses, o equilíbrio muscular e a manutenção postural.
Com este roteiro pretende-se dar um subsídio aos especialistas no segmento desta importante patologia.

Palavras-chave: Osteoporose. Reabilitação. Analgesia.

 

Reabilitação profissional como política de inclusão social

Occupational rehabilitation as a social inclusion policy

Maria Maeno; Mara Alice Conti Takahashi; Mônica Angelim Gomes de Lima

Acta Fisiátr.2009;16(2):53-58

Este artigo faz uma breve análise de aspectos históricos e institucionais da reabilitação profissional no Brasil, e propõe desafios conceituais e estruturais a serem superados, condição necessária para que seja construída uma política de inclusão social nessa área. Aborda o uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, criada Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano de 2001, como ferramenta na reabilitação profissional.

Palavras-chave: saúde do trabalhador, políticas públicas, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, reabilitação

 

Reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico: conseqüências na afetividade e no emocional

Vera Lúcia Rodrigues Alves; Harumi Nemoto Kaihami

Acta Fisiátr.2000;7(3):99-102

As autoras colocam em pauta a reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico, em suas diferentes facetas, considerando-se os déficits físicos, cognitivos e os aspectos afetivos/emocionais. Destacam a posição que os pais ocupam no momento de crise e as conseqüências posteriores no âmbito emocional. Ressaltam a violência que ocorre com as crianças e com os pais, decorrentes de normas culturais e sociais. Concluem, enfatizando a responsabilidade partilhada entre pais, crianças e sociedade com respeito à questão da prevenção.

Palavras-chave: Criança. Traumatismo cranioencefálico. Psicologia. Reabilitação.

 

Reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico: conseqüências na afetividade/emocional<sup>*</sup>

Vera Lúcia Rodrigues Alves; Harumi Nemoto Kaihami

Acta Fisiátr.1999;6(2):60-63

As autoras colocam em pauta a reabilitação psicossocial da criança com traumatismo cranioencefálico, em suas diferentes facetas, considerando-se os déficits físicos, cognitivos e aspectos afetivos/emocionais. Destacam a posição que os pais ocupam no momento de crise e as conseqüências posteriores no âmbito emocional. Ressaltam a violência que ocorre com as crianças e com os pais, decorrentes de normas culturais e sociais. Concluem, enfatizando a responsabilidade partilhada entre pais, crianças e sociedade com respeito à questão da prevenção.

Palavras-chave: Criança. Traumatismo cranioencefálico. Psicologia. Reabilitação.

 

Reabilitação pulmonar na doença pulmonar obstrutiva crônica

Ana Paula Coutinho Fonseca; Claudia Fonseca Pereira; Gilberto de Almeida Fonseca

Acta Fisiátr.1996;3(2):18-22

O treinamento com exercícios físicos é um componente essencial do programa de Reabilitação Pulmonar. A presente revisão objetiva enfocar as diferentes formas de atividades físicas que podem ser prescritas aos pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (D.P.O.C.). As repercussões deste programa são relacionadas com as incapacidades funcional e psicossocial já instaladas nestes pacientes. Os autores propõem um protocolo de treinamento para que estes pacientes alcancem uma melhor qualidade de vida.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Reabilitação Pulmonar. Exercícios Físicos.

 

Realidade virtual na função motora de membros inferiores pós-acidente vascular encefálico

Virtual reality applied to the lower limb motor function in post-stroke individuals

Marcos Paulo Braz de Oliveira; Daiane Marques Ferreira; Josie Resende Torres da Silva; Andreia Maria Silva; Daniel Ferreira Moreira Lobato; Carolina Kosour; Luciana Maria dos Reis

Acta Fisiátr.2016;23(3):135-139

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) pode gerar importantes alterações motoras, de tônus e sensitivas. A realidade virtual (RV), voltada para reabilitação, pode trazer benefícios em relação à aptidão física, atividades motoras e de equilíbrio. Objetivo: Investigar o efeito da terapia por RV no equilíbrio estático e dinâmico, descarga de peso no membro inferior afetado, tônus e recrutamento muscular, independência funcional e função sensório-motora de indivíduos pós-AVE. Métodos: Trata-se de estudo clínico, quasi-experimental e prospectivo em 6 indivíduos com diagnóstico de AVE. Antes e após intervenção com Nintendo Wii Fit Plus os indivíduos foram avaliados pela Escala de Equilíbrio de Berg, Timed "Up and Go", Índice do Andar Dinâmico; Teste de Marcha (TM); Escala Modificada de Ashworth (EMA); Eletromiografia; Índice de Barthel e Escala Fugl Meyer (EFM). Para análise estatística utilizou-se o teste Kolmogorov-Smirnov, teste t e Wilcoxon. Foi adotado P 80%. Resultados: No TM inicial da 1ª e 15ª sessão (p = 0,03; d = 1,96; P = 96%), EMA dos músculos extensores de quadril (p = 0,04; d = 3,77; P 99%) e joelho (p = 0,04; d = 3,23; P = 99%) e flexores plantares (p = 0,01; d = 3,18; P = 99%) e EFM nas dimensões coordenação/velocidade (p = 0,02; d = 6,74; P = 100%) e sensibilidade (p = 0,01), foram observados resultados significativos com grande efeito e Power > 90%. Nos demais instrumentos não foram encontrados valores significativos. Conclusão: O programa de reabilitação, por RV, foi eficaz na melhora da descarga de peso no membro inferior afetado, tônus muscular e função sensório-motora nos indivíduos do estudo.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Equilíbrio Postural, Extremidade Inferior, Reabilitação, Terapia de Exposição à Realidade Virtual

 

Reequilíbrio tóraco-abdominal em recém-nascidos prematuros: efeitos em parâmetros cardiorrespiratórios, no comportamento, na dor e no desconforto respiratório

Rebalancing thoracoabdominal movements in preterms infants: effects on cardiorespiratory parameters, in behavior, in pain and in the respiratory effort

Kethlen Roberta Roussenq; Janaina Cristina Scalco; George Jung da Rosa; Gesilane Júlia da Silva Honório; Camila Isabel Santos Schivinski

Acta Fisiátr.2013;20(3):118-123

OBJETIVO: Avaliar o efeito de manuseios do método fisioterapêutico de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal (RTA) em parâmetros cardiorrespiratórios, em sinais clínicos de esforço respiratório, no comportamento e na dor de recém-nascidos (RN) prematuros com baixo peso internados em unidade de terapia intensiva.
MÉTODO: Ensaio clínico controlado, randomizado com avaliador cego. Os RN foram caracterizados segundo: sexo, idade gestacional (IG), idade gestacional corrigida (IgC), peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), tipo de parto, ventilação mecânica (VM), oxigenoterapia (O2) e Apgar. Através de sorteio foram divididos em dois grupos: G1 - grupo controle e G2 - grupo que recebeu RTA. Os RN foram avaliados antes e imediatamente após um dos procedimentos. Foram verificados os parâmetros cardiorrespiratórios de frequência respiratória (FR), frequência cardíaca (FC) e saturação periférica de oxigênio (SpO2), analisado o desconforto respiratório através do Boletim de silvermann-anderson (BSA), a dor através da Neonatal Infant Pain Scale (NIPS) e o comportamento pela escala de Prechtl e Beinteman (EPB). O G1 permaneceu em repouso por 20 minutos e o G2 foi submetido a 20 minutos de intervenção, composta por 4 manuseios da técnica (apoio íleo-costal, apoio tóraco-abdominal, apoio abdominal inferior e apoio toraco-abdominal e abdominal inferior simultaneamente), cada um com 5 minutos de duração. Foram aplicados os testes qui-quadrado, teste de Wilcoxon e de Mann Whitney, para comparação intra e intergrupos, respectivamente. Adotou-se um nível de significância de 5% (p = 0,05).
RESULTADOS: Houve diminuição significativa da FR (54,08 ± 8,34rpm x 49,77 ± 2,82 rpm, p = 0,0277) e do BSA (0,62 ± 0,96 x 0,00 ± 0,60; p = 0,0431) nos RN submetidos ao RTA. Também verificou-se menor pontuação na escala EPB do G2 em comparação ao G1 (1,00 ± 0,00 x 1,54 ± 1,13, com p = 0,0492). As outras variáveis não diferiram entre os grupos.
CONCLUSÃO: Os RN prematuros de baixo peso submetidos aos manuseios do método RTA apresentaram redução da FR e do desconforto respiratório. Não houve prejuízo alteração no comportamento dos neonatos com a aplicação da técnica.

Palavras-chave: Recém-Nascido, Transtornos Respiratórios/reabilitação, Modalidades de Fisioterapia, Terapia Intensiva Neonatal

 

Reintegração corporal em pacientes amputados e a dor-fantasma

Body reintegration of amputee patients and the phantom pain

Kátia Monteiro De Benedetto; Maria Cristina Rizzi Forgione; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.2002;9(2):85-89

Estudos mostram que a dor-fantasma em pacientes amputados pode expressar uma tentativa de reintegração corporal, visto que a amputação pode alterar a imagem corporal, comprometendo o sentido de integridade do indivíduo. Deste modo, ressaltam-se as etapas de reintegração corporal nestes pacientes e a importância de evitar o uso maciço da negação como mecanismo de defesa no processo de elaboração da perda física. Conclui-se que, apesar de a dor-fantasma ter uma função de reintegração corporal, pode-se mostrar como uma alternativa não produtiva ao processo de reabilitação global do paciente amputado.

Palavras-chave: Amputação. Membro-fantasma. Psicologia. Reabilitação.

 

Relação entre a Medida de Independência Funcional e o Core Set da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para acidente vascular encefálico

The Relationship between the Functional Independence Measure and the International Classification of Functioning, Disability, and Health Core Set for stroke

Andersom Ricardo Fréz; Bruna Antinori Passeggio Vignola; Helena Hideko Seguchi Kaziyama; Luisa Carmen Spezzano; Thais Raquel Martins Filippo; Marta Imamura; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2013;20(1):24-28

Para a avaliação da funcionalidade do paciente com acidente vascular encefálico (AVE) existem diversos instrumentos, entre eles a Medida de Independência Funcional (MIF). A partir da aprovação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi desenvolvido o Core Set para indivíduos com AVE, o qual passou a considerar os componentes da CIF para o entendimento da funcionalidade e da incapacidade física destas pessoas.
OBJETIVO: Foi estabelecer uma relação entre a MIF e o Core Set da CIF para pacientes com sequelas de AVE.
MÉTODO: Considerando as descrições das atividades da MIF e as definições das categorias da CIF, foram selecionadas as categorias do Core Set da CIF para pessoas com AVE relacionados às tarefas avaliadas pela MIF. Foi considerado o que contemplava cada atividade da MIF, a descrição detalhada e as definições de cada categoria da CIF. Foi proposta uma relação entre os indicadores quantitativos e qualitativos da CIF e as escalas e níveis de função da MIF. Estabeleceu-se uma relação inversa entre a escala da MIF e os qualificadores da CIF, pois quanto menor a escala da MIF maior o comprometimento, já para a CIF, quanto menor o qualificador menor o comprometimento.
RESULTADOS: Das 130 categorias de segundo nível utilizadas no Core Set 27 (20,8%) foram relacionadas às atividades da MIF, sendo oito (29,6%) dos componentes das funções do corpo, 17 (63%) das atividades e participação e dois (7,4%) dos fatores ambientais. Para as 10 categorias que fazem parte da versão abreviada deste Core Set, apenas cinco foram relacionadas às atividades da MIF.
CONCLUSÃO: O presente estudo evidenciou que a escala MIF está centrada no indivíduo, não correlacionando fatores externos que influenciam na realização das atividades. A escala CIF possui parâmetros adequados e permite uma visão biopsicossocial do indivíduo, abrangendo desde as disfunções e deficiências dos indivíduos acometidos com por AVE até a influência destes fatores nas atividades sociais e no meio ambiente.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Reabilitação

 

Retorno ao trabalho de pacientes com amputação traumática de membros inferiores

Return to work in traumatic lower limb amputees patients

Márcia Cristina Matos Macêdo; Therezinha Rosane Chamlian; Caio Augusto Pereira Leal; Mariana Matteis Martins Bonilha; Flávia Rezende

Acta Fisiátr.2013;20(4):179-182

O paciente com amputação traumática é, em geral, aquele com pouca ou nenhuma comorbidade e está no auge da vida produtiva. Mesmo em condições de reabilitação adequada, diversos autores têm citado dificuldade no processo de retorno à atividade laborativa, e a sua relação com outros determinantes além da aptidão física.
OBJETIVO: Avaliamos o índice de retorno ao trabalho após reabilitação de pacientes atendidos no Lar Escolar São Francisco de Jan/2007 a Dez/2010 com amputação traumática de membros inferiores.
MÉTODO: Foram pesquisados os fatores sociais e econômicos possivelmente relacionados a esse desfecho. A amostra final foi de 13 pacientes, todos com amputação unilateral, com uso regular da prótese. Dois eram do sexo feminino. Nove (69%) retornaram ao trabalho. Outras seqüelas consideráveis estavam presentes em 23% dos pacientes - lesão de plexo braquial e dor fantasma - e se mostrou o fator isolado mais importante para o não retorno ao trabalho.
RESULTADOS: Não encontramos relação importante entre retorno ao trabalho e fatores como recebimento de benefício previdenciário, idade ou amputação por acidente de trabalho.
CONCLUSÃO: Há dados ainda inconclusivos que justificam a realização de novos estudos sobre a relação independente entre os diversos fatores mencionados e o retorno ao trabalho de pacientes amputados.

Palavras-chave: Amputados, Extremidade Inferior, Reabilitação, Readaptação ao Emprego

 

Síndrome de Pusher após acidente vascular encefálico: relato de caso

Pusher syndrome after cerebrovascular accident: a case report

Rebeca Boltes Cecatto; Cristiane Isabela de Almeida

Acta Fisiátr.2008;15(3):195-201

INTRODUÇÃO: o termo Síndrome de Pusher refere-se a uma alteração no controle postural de pacientes portadores de hemiparesia após lesões encefálicas. Objetivos: descrever o caso de uma paciente portadora de hemiparesia após Acidente Vascular Encefálico (AVC) e sintomas clínicos sugestivos da Síndrome de Pusher promovendo uma discussão sobre a etiologia, a fisiopatologia, a evolução clínica e o prognóstico da Síndrome de Pusher em pacientes portadores de lesões encefálicas.
MÉTODOS: Este é um relato de caso retrospectivo de uma paciente do sexo feminino, de 62 anos, portadora de hemiparesia esquerda após AVCH de tálamo, com score de 13 na National Institute of Health Stroke Scale, Medida de Independência Funcional (MIF) de 56 e sinais clínicos da Síndrome de Pusher. Um programa interdisciplinar de reabilitação foi instituído ainda na fase aguda, além de um programa domiciliar de adaptações arquitetônicas e fisioterapia motora para o treino do balance, alinhamento de tronco e cinturas, postura e verticalidade.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Apenas quatro meses após o ictus, os sinais da Síndrome de Pusher haviam desaparecido e a paciente apresentava MIF de 99, apesar da manutenção da hemiparesia, da disartria, da hipofonia e do humor deprimido.
CONCLUSÃO: Este relato de caso sugere que a Síndrome de Pusher isoladamente pode influenciar a evolução e o grau de independência após o AVC, retardando a alta hospitalar e os ganhos do processo de reabilitação. Mais estudos são necessários para compreendermos a fisiopatologia, a evolução e o prognóstico da Síndrome de Pusher.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, paresia, transtornos da percepção, reabilitação

 

Tarefas orientadas e biofeedback: efeitos na transferência de peso em hemiparéticos

Task-orienting and biofeedback: effects on weight-bearing in hemiparetic subjects

Fernanda Trípoli; Sofia Rael Moreira; Telma Dagmar Oberg; Núbia Maria Freire Vieira Lima

Acta Fisiátr.2008;15(4):220-224

Indivíduos hemiparéticos apresentam assimetria na distribuição do peso corpóreo em ortostatismo, limitando-os em suas atividades de vida diária. O reconhecimento desta assimetria e capacidade de redistribuição de peso constituem um importante aspecto para reabilitação. O objetivo foi analisar a transferência de peso durante tarefas orientadas e após feedbacks em hemiparéticos. Foram recrutados 28 indivíduos hemiparéticos, sendo avaliados por 2 balanças digitais nas tarefas com pés afastados 20 cm e olhos abertos, membro inferior afetado à frente, membro inferior afetado atrás, privação visual, feedback auditivo e feedback visual. Houve aumento de 11.36% do peso no membro afetado na tarefa de membro para trás, 4.54% após uso do feedback visual, 45.45% após feedback auditivo. Em contraste, houve redução da transferência de peso no membro afetado de 4.54% na tarefa de privação visual e 6.81% na posição de passo à frente (p<0.001). Observou-se que a utilização de feedback externo (espelho e comando verbal do terapeuta) e a tarefa de membro parético para trás foram efetivas na redistribuição de peso entre os membros inferiores na hemiparesia.

Palavras-chave: acidente cerebral vascular, paresia, peso corporal, reabilitação

 

Teletermografia: princípios físicos, fisiológicos e fisiopatológicos da produção da imagem e suas indicações na clínica de dor e reabilitação

Antônio C. de Camargo Andrade Filho

Acta Fisiátr.1999;6(2):55-59

Este artigo faz uma revisão bibliográfica da história e faz uma atualização sobre a teletermografia, suas bases físicas, fisiológicas e fisiopatológicas. Também dá uma visão sobre as indicações desse exame na clínica de dor e medicina de reabilitação.

Palavras-chave: Termografia. Infravermelho. Teletermografia. Dor. Reabilitação.

 

Terapia de restrição para uma criança com paralisia cerebral com hemiparesia: estudo de caso

Constraint-induced movement therapy for a child with hemiplegic cerebral palsy: case report

Rodrigo Deamo Assis; Ayrton Roberto Massaro; Therezinha Rosane Chamlian; Milene Ferreira Silva; Sonia Mayumi Ota

Acta Fisiátr.2007;14(1):62-65

A Terapia de Restrição (TR) é uma técnica que tem sido aplicada com grande sucesso para reabilitação de membro superior de pacientes acometidos por um acidente vascular cerebral. O objetivo deste estudo foi relatar os efeitos terapêuticos da TR em uma criança de 11 anos de idade com o diagnóstico de paralisia cerebral hemiparesia espástica com diminuição da função no membro superior direito. A paciente foi submetida ao protocolo modificado de 2 semanas da TR, que consistia em sessões de 3 horas da prática das tarefas adaptadas, associado à prática domiciliar. Houve teve melhora nos valores dos testes de membro superior "Wolf Motor Function Test", "Action Research Arm Test" e "Motor Activity Log" imediatamente após o tratamento. Os resultados sugerem que a TR pode ser de grande ajuda no tratamento da função do membro superior na criança hemiparética. Os efeitos da duração e da intensidade da TR precisam ser melhor conhecidos.

Palavras-chave: paralisia cerebral, reabilitação, hemiplegia, criança.

 

Terapia de ultrassom e estimulação elétrica transcutânea neuromuscular para a tratamento do linfedema de membro superior pós-mastectomia

Ultrasound therapy and transcutaneous electrical neuromuscular stimulation for management of post-mastectomy upper limb lymphedema

Marisa Augusta Gomes de Sousa; Rebeca Boltes Cecatto; Chennyfer Dobbins Paes da Rosa; Christina May Moran de Brito; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2014;21(4):189-194

Objetivo: Avaliar o efeito da estimulação elétrica transcutânea ou terapia de ultra-som no tratamento de pós-mastectomia linfedema do membro superior. Método: revisão sistemática da literatura foi realizada 1980-2012 do MedLine, Cochrane Library, LILACS e SciELO. Os termos utilizados na pesquisa foram (neoplasia de mama ou câncer de mama ou de linfedema) e (hipertermia, induzido ou diatermia ou terapia de ultra-som ou ultra-som ou a estimulação elétrica nervosa transcutânea ou dezenas). As seleções dos estudos eram de pacientes mulheres com linfedema pós-mastectomia membro superior que foram submetidos a diatermia por terapia de ultra-som e estimulação elétrica nervosa transcutânea. Só randomizado (RCT) e projetos quase randomizados do estudo foram incluídos (ambos estreita e Broad Therapy). Somente estudos publicados no formato de artigo completo foram incluídos. Depois de analisar os 2.158 resumos resultantes da pesquisa, foram selecionados apenas dois artigos. Dois pesquisadores analisaram os dois artigos, usando o Van Tulder e JADAD escalas para avaliação da qualidade. Resultados: Ambos os trabalhos avaliaram o uso da terapia de ultra-som e estimulação elétrica para o tratamento do linfedema pós-mastectomia. Um total de 132 indivíduos foram incluídos em ambos os estudos, e pouca melhora foi observada em redução ou a qualidade de vida da dor. Somente o estudo usando a terapia de ultra-som identificada uma pequena redução nos sintomas de linfedema. No entanto evidências que suportam a aplicação deste método está faltando. Conclusão: Mais estudos são necessários para avaliar o uso da terapia de ultra-som ou eletroterapia para o tratamento de linfedema pós-mastectomia e para avaliar o efeito potencial dessas terapias no desenvolvimento posterior da doença metastática.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Linfedema, Reabilitação, Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea

 

Terapia Ocupacional e o uso do computador como recurso terapêutico

Occupational Therapy and the use of the computer as a resource in Rehabilitation

Marli Kiyoko Fujikawa Watanabe; Denise Rodrigues Tsukimoto; Gracinda Rodrigues Tsukimoto

Acta Fisiátr.2003;10(1):17-20

Atualmente a tecnologia da informática vem se ampliando para diversas áreas de atuação profissional, inclusive para o campo da Terapia Ocupacional, aonde vem sendo aplicada na prática clínica como modalidade de tratamento. Neste artigo tem-se como objetivo apresentar a atuação do terapeuta ocupacional junto a pessoas com lesão cerebral e lesão medular, utilizando o computador e suas ferramentas e aplicações como recurso terapêutico que potencializa o processo de reabilitação de modo geral. Foram selecionados pacientes em programa de reabilitação que apresentavam dificuldades motoras e percepto-cognitivas, que participaram de atendimentos de Terapia Ocupacional com duração de trinta minutos a uma hora, sendo possível avaliar e documentar a evolução dos pacientes através das atividades realizadas no computador e da utilização de softwares, hardwares e adaptações. Foi possível observar que houve aumento da motivação, melhora das habilidades motoras e percepto-cognitivas, repercutindo de forma positiva no processo de reabilitação como um todo.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional. Métodos. Reabilitação. Desempenho psicomotor. Software.

 

Toxina Botulínica Tipo A para bruxismo: analise sistemática

Botulinum Toxin A for bruxism: a systematic review

Maria Matilde de Mello Sposito; Stephanie Alderete Feres Teixeira

Acta Fisiátr.2014;21(4):201-204

Objetivo: Sistematizar as evidências científicas sobre a eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento do bruxismo. Método: A busca bibliográfica foi realizada através de uma pesquisa nas bases de dados PubMed Central Journals e Allergan Product Literature - botulinum toxin (APL) compreendendo o período dos últimos 10 anos, com os descritores: "bruxism", "botulinumt oxin", "treatament". A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela Escala de Jadad. Resultados: Foram selecionados dois estudos do tipo ensaio clínico randomizado duplo-cego. Os dois estudos clínicos mostram que as aplicações de toxina botulínica podem diminuir os níveis de dor, frequência dos eventos de bruxismo e satisfazer os pacientes no que diz respeito à eficácia da toxina botulínica nesta patologia. Além de não provocar efeitos adversos importantes. Assim, o tratamento com toxina botulínica tipo A pode apresenta-se como um tratamento possível para pacientes com bruxismo. Conclusão: Há necessidade de maior numero de estudos que sigam critérios de qualidade para se chegar a uma conclusão definitiva quanto a eficácia e segurança.

Palavras-chave: Toxinas Botulínicas Tipo A, Bruxismo, Dor, Reabilitação

 

Toxina Botulínica Tipo A para o tratamento da Sialorréia: revisão sistemática

Botulinum Toxin A to sialorrhea treatment: a systematic review

Maria Matilde de Mello Sposito; Stephanie Alderete Feres Teixeira

Acta Fisiátr.2013;20(3):147-151

OBJETIVO: Sistematizar as evidências científicas sobre a eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento da sialorréia.
MÉTODO: A busca bibliográfica foi realizada através de uma pesquisa nas bases de dados PubMed Central Journals e Allergan Product Literature - botulinum toxin (APL) compreendendo o período dos últimos 10 anos, com os descritores: "sialorrhea", "botulinum toxin", "treatment", "hypersalivation", "drooling". A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela Escala de Jadad.
RESULADOS: Foram selecionados quatro estudos do tipo ensaio clínico randomizado duplo-cego. Os estudos selecionados mostram que as aplicações de toxina botulínica podem diminuir a sialorréia e suas consequências de forma satisfatória no que diz respeito à eficácia, além de não provocar efeitos adversos importantes. Assim, o tratamento com toxina botulínica tipo A pode apresentar-se como uma opção terapêutica possível para pacientes com sialorréia.
CONCLUSÃO: Há necessidade de maior número de estudos, que sigam critérios de qualidade, para se chegar a uma conclusão definitiva quanto a eficácia e segurança deste procedimento em pacientes com sialorréia.

Palavras-chave: Toxinas Botulínicas Tipo A, Sialorréia, Reabilitação

 

Tradução e adaptação cultural da escala "<em>Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale</em>" para a língua portuguesa

Translation and cultural adaptation of the scale "Lower Limb extremity Amputee Measurement Scale" into Portuguese

Ana Maria Vieira Gardin; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(4):213-218

OBJETIVO: Traduzir a versão original da escala Lower Limb extremity AmputeeMeasurement Scale (LLAMS) da língua inglesa para a portuguesa; verificar o nível de compreensão da escala entre os profissionais da saúde e construir uma versão adaptada culturalmente aos profissionais da população brasileira.
MÉTODO: Foram realizadas duas traduções da escala original americana para o português, e a tradução consensual foi convertida em duas novas versões para a língua inglesa. Estas duas versões foram comparadas com a versão original do instrumento americano e novamente as divergências foram analisadas e modificadas para um consenso com a versão original. Obteve-se uma versão brasileira da LLAMS modificada que foi avaliada em relação à sua equivalência cultural e conteúdo. A versão brasileira da LLAMS foi aplicada em profissionais da área da saúde (n = 20) para avaliação do nível de compreensão de cada sentença.
RESULTADOS: Na primeira aplicação, obteve-se 35% de não compreensão no item "data clínica," e este item foi substituído por "data da consulta médica". A escala foi então reaplicada, obtendo-se 100% de compreensão.
CONCLUSÃO: Foi realizada a tradução e a adaptação cultural da versão original do LLAMS da língua inglesa para a portuguesa e quantificou-se o nível de compreensão dos profissionais, obtendo-se 100% de compreensão dos itens após duas aplicações. Com isso, construiu-se uma versão adaptada culturalmente aos profissionais e pacientes da população brasileira.

Palavras-chave: Escalas, Avaliação, Amputados, Reabilitação

 

Tratamento com estimulação elétrica funcional para facilitação da recuperação motora em paciente com acidente cerebrovascular subagudo

Functional electrical therapy for facilitation of motor recovery in a patient with subacute stroke

Aleksandra Plavsic; Aleksandar Djurovic; Mirjana B. Popovic

Acta Fisiátr.2008;15(2):117-121

OBJETIVO: Determinar a eficácia de um protocolo de Tratamento com Estimulação Elétrica Funcional (FET) administrado a um paciente com acidente cerebrovascular subagudo.Descrição do Caso: Paciente destro, 67 anos, sexo masculino, que sofreu infarto nas regiões occipital esquerda e frontoparietal 6 meses antes de sua admissão neste estudo e que demonstrou grau elevado de motivação para recuperar plenamente a força do braço e o controle adequado dos dedos do membro superior afetado.
INTERVENÇÃO: Trinta minutos de FET, 5 vezes por semana durante 3 semanas (7 1/2 horas no total) além da fisioterapia convencional. Principais Medidas de Avaliação de Resultados: A Escala Modificada de Ashworth (MAS), o teste de funcionalidade das extremidades dos membros superiores (UEFT), o Registro de Atividade Motora (MAL), O teste de 6 fases de Brunnstrom, a Medida de Independência Funcional (MIF).
RESULTADOS: O paciente apresentou melhora bastante significativa nas escalas quantitativas UEFT e MAL. Ele melhorou de forma específica na atividade de escrever ao obter melhor controle dos dedos e na capacidade de controlar objetos pesados. Também, observou-se o aumento da amplitude ativa de movimento (ROM) dos músculos proximais, embora a estimulação elétrica tenha sido aplicada apenas aos músculos distais. Houve uma melhora na qualidade geral da utilização do braço, conforme mensurado pela escala qualitativa MAL.
CONCLUSÕES: A terapia com Estimulação Elétrica Funcional (FET) em pacientes com acidente cerebrovascular subagudo com alta motivação para tarefas específicas pode ser um método eficaz para a melhora do funcionamento e da utilização dos braços afetados.

Palavras-chave: estimulação elétrica, terapia; acidente vascular encefálico; exercício; reabilitação

 

Tratamento fisioterapêutico da fasciíte plantar

Physiotherapeutic treatment of plantar fasciitis

José Carlos Baldocchi Pontin; Thiago Ragusa Costa; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2014;21(3):147-151

A fasciíte plantar ou síndrome da dor do calcanhar é uma causa frequente de dor no calcanhar e no pé em adultos que acomete cerca de 2 milhões de americanos por ano e estima-se que cerca de 10% da população mundial já apresentou ou irá apresentar queixa de dor no pé em algum momento da vida. Objetivo: Realizar uma revisão da literatura a fim de verificar a efetividade das modalidades de tratamento fisioterapêutico em pacientes com fasciíte plantar. Método: Foi realizada uma busca eletrônica nas bases de dados Cochrane Library, Medline (via Pubmed), PEDro, LILACS, sem restrições de data e idioma. Foram incluídos, no presente estudo, os artigos que abordaram o tratamento fisioterapêutico na fasciíte plantar e excluídos os artigos que tiveram como foco o tratamento cirúrgico. Resultados: No total, 23 estudos cumpriram os critérios de inclusão. As modalidades encontradas foram: Alongamento de tríceps sural, terapia manual, bandagens, órteses/palmilhas e eletroterapia. Conclusão: Há evidência moderada de que os exercícios para alongamento do tríceps sural proporcionam benefícios aos pacientes com fasciite plantar. A evidência da aplicação de bandagens ainda é fraca, porém alguns estudos relatarem melhora da dor e função a curto prazo. Há evidência de qualidade que suporte que o uso de palmilhas customizadas proporciona melhora da dor e função a curto prazo em pacientes com fasciíte plantar. A utilização de talas noturnas apresenta resultados controversos, apesar de alguns estudos terem apresentado bons resultados.

Palavras-chave: Fasciíte Plantar, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação

 

Tratamento intensivo do linfedema, pós-tratamento de câncer de mama, em pacientes com lesão neurológica

Intensive treatment of breast cancer-related lymphedema in patients with neurological injuries

Maria de Fatima Guerreiro Godoy; Daniel Libanori; Renata Lopes Pinto; Jose Maria Pereira de Godoy

Acta Fisiátr.2013;20(3):161-163

O objetivo do presente estudo é relatar o tratamento intensivo do linfedema, após câncer de mama, em paciente com perda da força muscular do membro. Relata-se o caso de uma paciente de 51 anos de idade, que evoluiu com linfedema pós-tratamento do câncer de mama, com mastectomia + esvaziamento axilar + quimioterapia e radioterapia. Após procurar a Clínica Godoy para tratamento em agosto de 2012, foi avaliada com a bioimpedância e volumetria inicial e diária. Realizou tratamento intensivo durante três dias consecutivos, por um período de 6 horas, com Terapia Linfática Manual, Terapia Linfática Mecânica (RA Godoy®) e uso de braçadeira de gorgorão, sendo feitos ajustes diários. Na avaliação inicial, apresentava dor de intensidade 10 (Escala de Dor), parestesia em todo o braço e uma diferença de volume total do edema de 577g em relação ao membro contra-lateral. No primeiro dia de tratamento obteve redução da parestesia com o uso da braçadeira de gorgorão e Terapia Linfática Mecânica; no segundo dia, a dor havia diminuído para a intensidade sete (Escala de Dor); no terceiro dia, a dor diminuiu para intensidade cinco (Escala de Dor) e a diferença de volume total do edema passou a ser de 193g. A paciente retornou para sua casa mantendo as mesmas recomendações e tratamento propostos na clínica. O acompanhamento é feito com avaliações de rotina e orientações sobre a importância do uso da braçadeira de gorgorão e drenagem linfática mecânica.

Palavras-chave: Neoplasias da Mama, Linfedema, Reabilitação, Resultado de Tratamento

 

Treinamento resistido como intervenção na reabilitação em pacientes com lesão medular: uma revisão de literatura

The effects of resistance training intervention in the rehabilitation of patients with spinal cord injury: a literature review

Frederico Ribeiro Neto; Paulo Gentil

Acta Fisiátr.2011;18(2):91-96

OBJETIVO: analisar os indícios na literatura sobre os efeitos do treinamento resistido como forma de intervenção na reabilitação de pacientes com lesão medular traumática ao longo do tempo.
MÉTODO: Fontes das informações: uma busca sistematizada da literatura em cinco bancos de dados (MEDLINE, LILACS, SciELO, IBECS e Biblioteca Cochrane) foi realizada até agosto de 2010. Seleção dos estudos: estudos observacionais e de intervenção que incluíam treinamento resistido em pessoas com lesão medular traumática. Variáveis analisadas: foram analisados os desfechos de ordem fisiológica (força, potência e capacidade cardiorrespiratória), escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg), velocidade de marcha e percepções subjetivas (melhora de funcionalidade e relato de dores ou lesões).
RESULTADOS: foram encontrados 16 artigos que preencheram os critérios de inclusão. Nenhum encontrou qualquer tipo de prejuízo ou lesão para essa população. Oito estudos avaliaram o VO2 e detectaram melhoras significativas entre 10% e 30%. Força e potência foram verificadas em dez estudos, mas a magnitude variou de forma distinta (8% a 34% e 6% a 81%, respectivamente). A análise da resposta favorável do treinamento resistido relacionada com escalas funcionais (FIM, WISCI, WUSPI e Berg) ou com velocidade de marcha ocorreu em três investigações.
CONCLUSÕES: em todos os artigos analisados, as respostas decorrentes da intervenção foram positivas e favoráveis à melhora física e funcional aumentando, conseqüentemente, a independência nas atividades diárias. Os autores sugerem a inclusão do treinamento resistido sistematizado na reabilitação de acordo com a demanda diária do indivíduo em prol de um ganho funcional, prevenção de lesões, melhora da saúde e da qualidade de vida.

Palavras-chave: Traumatismos da Medula Espinal, Terapia por Exercício, Treinamento de Resistência, Reabilitação

 

Um estudo do processo expressivo de afásicos sob enfoque da psicologia junguiana

A study of the aphasics expressive process under the jungian psychological focus

Paola Vieitas Vergueiro; Liliana Liviano Wahba; Adriana Bastos Conforto; Maria Lucia Hage Masini; Simone Freitas Fuso

Acta Fisiátr.2013;20(3):129-137

Este artigo descreve uma pesquisa exploratória em que se aplica técnica expressiva plástica a afásicos de expressão, vítimas de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) no hemisfério esquerdo.
OBJETIVO: Investigar os resultados da intervenção realizando estudos de caso com base no método clínico e análise qualitativa, com enfoque teórico da psicologia junguiana.
MÉTODO: Utiliza testes antes e depois da intervenção, como critério externo: a técnica projetiva HTP -House-Tree-Person, aponta mudanças de personalidade condizentes com as observadas no processo; o teste de percepção emocional International Affective Picture System - IAPS, e seu sistema de registro de respostas Self-Assessment Manikin - SAM, auxilia a lançar hipóteses sobre a transformação emocional dos participantes; o European Brain Injury Questionnaire - EBIQ, fornece substratos para discutir a transformação da visão dos sujeitos sobre seus próprios problemas. Mediante o método do Discurso do Sujeito Coletivo identifica etapas do processo expressivo com conteúdos comuns ao grupo atendido.
RESULTADOS: Os resultados dos estudos de caso, do DSC e dos instrumentos de avaliação revelam que, ao final, os participantes, sem exceção, mostraram-se fortalecidos, mais próximos da sua própria realidade e enriquecidos no contato consigo mesmos e com o mundo externo.
CONCLUSÃO: Os instrumentos de avaliação o confirmam, assinalando o valor terapêutico da técnica proposta e sugerindo que esta forma de intervenção pode ser útil no processo de reabilitação de afásicos.

Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Afasia, Terapia pela Arte, Reabilitação, Psicologia

 

Um estudo sobre a satisfação sexual de pessoas portadoras de lesão medular

Andréa Santarelli Alves; Maria Helena Delanesi Guedes; Vera Lúcia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr.1999;6(1):6-9

Este trabalho teve como objetivo buscar maiores conhecimentos a respeito da satisfação sexual das pessoas portadoras de lesão medular, cujos resultados poderão contribuir para a atuação profissional na reabilitação sexual. Sendo considerada um problema de saúde coletiva, a lesão medular requer esforços quanto a prevenção e cuidados de reabilitação. Indivíduos portadores de lesão medular podem apresentar distúrbios motores, sensitivos, autonômicos e na esfera emocional, em maior ou menor grau e, assim, a sexualidade, o ato sexual e a função sexual podem sofrer modificações variando a intensidade conforme o caso. Para estudar o assunto, foi realizada uma pesquisa de campo com pessoas portadoras de lesão medular que fazem ou fizeram programa de reabilitação na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, apresentando os seguintes resultados no tocante à satisfação sexual: 60% relataram estar sexualmente satisfeitas; 25% não souberam opinar e 15% declararam insatisfação. A maioria dos "satisfeitos" já passou pelo processo de reabilitação, enquanto, dentre os "insatisfeitos" e os que "não souberam opinar", a maioria encontra-se em tempo médio de reabilitação (cerca de 1 ano). Foi possível concluir que, assim como a reabilitação física, a reabilitação sexual também é um processo que se compõe de várias fases, podendo conduzir a uma efetiva readaptação sexual, de acordo com a elaboração e a transposição dessas fases.

Palavras-chave: Sexualidade. Lesão medular. Reabilitação.

 

Validação e reprodutibilidade da versão em Português da <em>Lower Limb Amputee Measurement Scale</em>

Validation and reliability of the Lower Limb Amputee Measurement Scale in Portuguese

Beatriz Sernajoto Cristiani; Juliana Mantovani de Resende; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2013;20(4):187-193

A LLAMS é uma escala criada em 2007 com o objetivo de prever o tempo de permanência hospitalar de amputados de membros inferiores; é constituída de 6 domínios (médico, cognitivo, social, físico, atividades de vida diária e outros) e a versão em português da LLAMS foi criada em 2008.
OBJETIVO: Validar a versão em português da LLAMS e avaliar sua reprodutibilidade inter e intra-avaliador.
MÉTODO: A LLAMS foi aplicada em 50 amputados de membro inferior atendidos no Lar Escola São Francisco. A reprodutibilidade foi analisada por duas avaliadoras que efetuaram 3 entrevistas utilizando a LLAMS. As duas primeiras entrevistas foram realizadas no mesmo dia, sendo que a primeira entrevista foi realizada pela primeira avaliadora e a segunda entrevista foi realizada pela segunda avaliadora. Entre 7-15 dias depois, a primeira avaliadora reaplicou a LLAMS nos pacientes pela terceira vez. Além disso, foi verificada a correlação da LLAMS.
RESULTADOS: Na reprodutibilidade intra-avaliador, os domínios Médico e Social obtiveram concordância ótima; já os domínios Cognitivo, Físico, Outros e o Total da escala obtiveram concordância substancial. Na avaliação inter-avaliador, o domínio Médico obteve concordância ótima e os domínios Cognitivo, Outros e o Total da escala obtiveram concordância substancial. Na correlação entre as escalas, o domínio Cognitivo da LLAMS apresentou significante correlação com o item comunicação da MIF (p = 0,0045); após regressão linear foi observada relação inversamente proporcional entre esses itens. Os demais domínios das escalas não apresentaram correlação com a MIF e o SF-36.
CONCLUSÃO: Foi realizada a validação da versão em português da Lower Limb Amputee Measurement Scale. Todos os domínios apresentaram reprodutibilidade de moderada a ótima, com exceção do domínio AVD que obteve mínima concordância na avaliação inter-avaliador. O domínio cognitivo da LLAMS apresentou correlação inversamente proporcional com o item Comunicação da MIF. Não houve correlação entre o SF-36 e a LLAMS.

Palavras-chave: Amputados, Escalas, Estudos de Validação, Reabilitação

 

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