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Análise da eficiência do treinamento com dinamômetro isocinético no desempenho muscular dos dorsiflexores de um paciente hemiparético espástico, após infiltração de Toxina Botulínica Tipo A: estudo de caso

Efficiency analysis of isokinetic dynamometer training in ankle extensor muscle performance in a spastic hemiparetic patient after Type A Botulinum Toxin treatment - case report

Gemal Emanuel Pirré; Carolina Rodini; Luana Talita Diniz Ferreira; Jeane Peixoto Cintra Vasconcelos; Maria Cecília dos Santos Moreira

Acta Fisiátr.2008;15(4):263-266

O acidente vascular encefálico (AVE) encontra-se como um dos principais problemas de saúde em todo mundo, tornando-se Brasil responsável por 17% dos casos de doenças cardiovasculares. Em decorrência disto o paciente apresenta desordens física, psicoafetiva, cognitiva e a espasticidade que dificulta a atividade motora voluntária, provocando redução na força muscular, influenciando diretamente na independência e funcionalidade. A toxina botulínica tipo A (TBA) além de proporcionar um relaxamento da musculatura espástica, promove possibilidade de reajuste de um padrão funcional e associado a isso está a utilização do dinamômetro isocinético, o qual possibilita após algumas sessões, redução da hipertonia e o treinamento da musculatura antagonista. Baseando-se nestas informações, o presente estudo tem como objetivo analisar a eficiência do treinamento com dinamômetro isocinético no desempenho muscular dos dorsiflexores espásticos de paciente com seqüela de AVE após infiltração de TBA. Foi realizado um estudo de caso, sujeito do sexo masculino, hemiparético à direita, que realizou 10 sessões de treino no Cybex Humac Norm®, com uma avaliação pré e pós-treinamento e logo após a primeira infiltração de TBA. O resultado deste estudo demonstrou melhora na força, trabalho total, torque e potência da musculatura em treinamento excêntrico dos dorsiflexores e diminuição do déficit de força muscular entre os membros inferiores. Concluiu-se que a TBA com seu efeito relaxante sobre musculatura espástica possibilitou uma reeducação neuromuscular e melhora do controle motor seletivo, permitindo o aperfeiçoamento do desempenho muscular dos dorsiflexores por meio da dinamometria isocinética em baixas velocidades angulares, tanto do modo excêntrico quanto concêntrico. Torna-se necessário, com a escassez de dados na literatura, um estudo mais abrangente, com maior número de sujeitos e grupo controle.

Palavras-chave: Toxina Botulínica Tipo A, hemiparesia, espasticidade muscular

 

Avaliação da funcionalidade da criança com paralisia cerebral espástica

Functionality evaluation of children with spastic cerebral palsy

Maria Matilde de Mello Sposito; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2010;17(2):50-61

A paralisia cerebral é resultante de uma lesão não progressiva sobre o sistema nervoso central em desenvolvimento e que pode levar a disfunções motoras, distúrbios no movimento, deficiências mentais e alterações funcionais. A espasticidade é a anormalidade motora e postural mais comumente vista na paralisia cerebral. Considerando as múltiplas repercussões da espasticidade sobre a funcionalidade do indivíduo com paralisia cerebral, torna-se claro que uma avaliação do quadro clínico deve ser precisa e direcionar-se aos aspectos específicos que exigem intervenção. Este texto tem como objetivo servir de guia aos médicos ou terapeutas na escolha de instrumentos de medição quantitativa e qualitativa.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Escalas

 

Bloqueios com fenol para tratamento de espasticidade

Phenol block for spasticity management

Paulo Cesar Trevisol-Bittencourt; Marcelo B Tournier

Acta Fisiátr.2008;15(3):189-191

No tratamento da espasticidade focal, os bloqueios periféricos com toxina botulínica (TB) e com fenol são os preferidos. Os bloqueios com fenol são os assuntos de interesse desta revisão, que mostra alguns aspectos históricos, princípios de ação, principais indicações e a aplicabilidade clínica desta substância. Ela tem o propósito de relembrar que o fenol, quando respeitada suas indicações, tem mostrado boa relação entre eficácia e segurança. Desde que é uma droga de baixíssimo custo, deveria ser considerada como agente ideal para uso em larga escala nos serviços de reabilitação carentes de recursos econômicos.

Palavras-chave: fenol, espasticidade muscular, bloqueio nervoso

 

Efeito do movimento passivo contínuo isocinético na hemiplegia espástica

Effect of isokinetic continuous passive mobilization in spastic hemiplegia

Vanessa Pelegrino Minutoli; Marta Delfino; Sérgio Takeshi Tatsukawa de Freitas; Mário Oliveira Lima; Charli Tortoza; Carlos Alberto dos Santos

Acta Fisiátr.2007;14(3):142-148

O Acidente Vascular Encefálico (AVE), afeta freqüentemente a função do Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo principal da reabilitação física é a restauração da função motora para executar as atividades de vida diária tais como, agarrar, alcançar e realizar movimentos complexos. As funções motoras são dependentes do controle da força muscular que se torna comprometida com os danos do Sistema Nervoso Central e se manifesta com incoordenação, hiperreflexia, espasticidade e fraqueza muscular unilateral. Existem vários métodos para quantificar a espasticidade. Atualmente o dinamômetro isocinético demonstra ser um equipamento mais eficaz, pois favorece a padronização da angulação, velocidade de estiramento e posicionamento, podendo minimizar a subjetividade da avaliação. Desde modo, o objetivo desse trabalho foi analisar o efeito da mobilização passiva continua em duas velocidades (120º/s e 180º/s) em pacientes hemiplégicos com hipertonia espástica. Cinco pacientes entre 40 - 55 anos de ambos os sexos com história de AVE apresentando espasticidade, foram submetidos a mobilização passiva contínua por um dinamômetro isocinético por 30 repetições, em velocidades de 120º/s e 180º/s. Todos apresentaram grau 2 de espasticidade dos músculos extensores do joelho e graus 0, 1 e 1+ dos músculos flexores pela escala modificada de Ashworth. Os resultados mostraram uma redução significativa da resistência passiva a partir da 6ª repetição em ambas as velocidades angulares. Concluiu-se que o movimento passivo continuo realizado no dinamômetro isocinético é uma maneira eficaz para medir e reduzir a espasticidade.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, hemiplegia, espasticidade muscular, reabilitação, dinamômetro de força muscular, atividade motora

 

O efeito da rizotomia dorsal seletiva no quadro clínico e nos cuidados diários de crianças com paralisia cerebral espástica

Effect of the selective dorsal rhizotomy on the clinical presentation and daily care of children with spastic cerebral palsy

Renata Viana Brígido de Moura Jucá; Carlos Eduardo Barros Jucá; Carla Andrea Tanuri Caldas; Enrico Salomão Ioriatti; Cyntia Rogean de Jesus Alves de Baptista; Hélio Rubens Machado

Acta Fisiátr.2011;18(1):11-15

A Paralisia Cerebral (PC) acomete 4 a cada 1000 crianças no mundo, representando uma grave problema para o sistema de saúde. Essa entidade nosológica, caracterizada por déficit motor instalado durante o desenvolvimento cerebral, pode acarretar a condição clínica denominada espasticidade, uma hipertonia muscular causada por exarcebação do arco reflexo medular na ausência da inibição advinda de vias superiores. A espasticidade acarreta diversos comprometimentos motores e funcionais para a criança, dificultando o posicionamento e os cuidados de higiene. É de fundamental importância, portanto, o estudo da associação de intervenções cirúrgicas e tratamentos fisioterapêuticos que proporcionem controle da espasticidade.
OBJETIVO: avaliar o impacto da Rizotomia Dorsal Seletiva (RDS) no quadro clínico de crianças espásticas e na realização dos cuidados diários.
MÉTODOS: Participaram do estudo 7 crianças com espasticidade, GMFCS de 4 a 5, de 5 a 11 anos de idade. Antes e depois da cirurgia, os seguintes dados foram avaliados: grau de espasticidade dos grupos musculares adutores do quadril e isquiotibiais nos membros inferiores e para o grupo flexor do cotovelo nos membros superiores (escala de Ashworth Modificada); medida do ângulo poplíteo unilateral e bilateral, do ângulo de abdução do quadril e de dorsiflexão do tornozelo com goniometria. Além disso, foi aplicado questionário às famílias para avaliar o grau de dificuldade para os cuidados diários e o grau de satisfação após a RDS.
CONCLUSÕES: Houve redução da espasticidade no pós-operatório em todos os grupos musculares testados, em todos os pacientes. Houve alteração significativa da goniometria para o ângulo poplíteo bilateral (p<0,05). Das 7 famílias questionadas, 6 (85,7%) relataram melhora para o posicionamento, alimentação, higiene e facilidade para vestir e instalar órteses. Desse modo, a RDS mostra-se uma opção para o tratamento de casos de espasticidade refratária ao tratamento clínico em crianças com PC quadriespásticas graves, mostrando-se capaz de melhorar a qualidade de vida delas e de seus cuidadores.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Rizotomia

 

Perfil de dispensação da toxina botulínica para tratamento da espasticidade: dados nacionais brasileiros

Dispensing profile of botulinum toxin for treating spasticity: Brazilian national data

Tae Mo Chung; Adriana Moro; Ana Paula Coutinho Fonseca; Arquimedes de Moura Ramos; Cristiane Lima Carqueja; Denise Rodriques Xerez; Eduardo Freire de Oliveira; Gláucia Somensi de Oliveira Alonso; Lucia Helena Costa Mercuri Granero; Luiz Antonio de Arruda Botelho; Maurício Rassi; Patrícia Zambone da Silva; Sérgio Lianza; Sonia Maria Carneiro Chaves

Acta Fisiátr.2016;23(1):1-6

Os fisiatras especializados no tratamento de espasticidade foram reunidos para um painel de discussão a respeito do uso de toxina botulínica (TB) na rede pública de diferentes estados do Brasil. Os dados analisados durante a discussão do Datasus demonstram um baixo perfil de demanda desse produto dispensado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com uma heterogeneidade na distribuição da TB nos estados brasileiros. Esse quadro parece se configurar principalmente por falta de uma política pública devidamente planejada, como a falta de unificação e normatização dos centros de distribuição, pela falta ou inadequação da remuneração do procedimento de aplicação da TB aos centros de tratamento, de modo padronizado pela tabela SUS e escassez de médicos capacitados para realizá-lo junto à falta de centros de reabilitação multidisciplinar habilitados. O uso de toxina botulínica com finalidade terapêutica no Brasil teve início nos anos 90, para tratamento de distonia e de espasticidade. Atualmente, é empregada em diferentes condições clínicas, porém, apesar da crescente demanda e indicações ao longo dos anos, há poucos relatos ou publicações sobre seu uso e benefício para pacientes atendidos pela Sistema Único de Saúde (SUS). Para abordar esse tema, em maio de 2015, na cidade de São Paulo, fisiatras de diferentes estados do Brasil se encontraram e discutiram a relevância da toxina botulínica no tratamento de espasticidade.

Palavras-chave: Toxinas Botulínicas, Espasticidade Muscular/reabilitação, Políticas Públicas de Saúde, Brasil

 

Práticas de bloqueios neuromusculares para o tratamento da espasticidade no Brasil

Neuromuscular block practice in the treatment of spasticity in Brazil

Chiara Maria Tha Crema; Ana Paula Bertole Cirino dos Santos; Luiza Previato Trevisan Magário; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2016;23(3):150-154

A toxina botulínica do tipo A (TBA) é um dos tratamentos mais efetivos e seguros para espasticidade. Para a avaliação algumas escalas podem ser utilizadas como a Escala Modificada de Ashworth (MAS). O sucesso terapêutico na aplicação depende da correta identificação do problema biomecânico e aplicação no músculo acometido, o que pode ser feito por técnicas de palpação de superfície ou métodos auxiliares como eletromiografia. Objetivo: Avaliar os métodos de aplicações da TBA e outros tipos de bloqueios como fenol para tratamento da espasticidade realizados na prática de médicos de reabilitação infantil e de adultos. Métodos: Estudo exploratório, transversal, com amostra dimensionada pela conveniência em eventos científicos nas cidades Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e Ribeirão Preto com questionários a respeito do tratamento da espasticidade que continham questões de múltipla escolha sobre grupos de pacientes e músculos tratados. As respostas foram analisadas quanto à frequência para cada questão. Não foi foram realizados testes de associação de variáveis ou de hipótese. Resultados: Foram analisados 49 questionários. 47% aplicam TBA há menos de 5 anos. A técnica mais utilizada para localização de pontos de aplicação foi a palpação muscular (80%). Para quantificação dos ganhos funcionais 78% utilizam a escala MAS. 57% faz aplicação em adultos e crianças. A faixa etária de tratamento mais comum entre as crianças foi 5 a 10 anos (83%) com o grupo muscular mais aplicado o tríceps sural (73,8%). Em relação ao uso do fenol, 16 utilizam com uma frequência de 1 a 5 pacientes por mês. 45% dos aplicadores sempre utilizam fenol em conjunto com TBA. Conclusão: A TBA é largamente utilizada no tratamento de espasticidade, porém não existe uma padronização na forma de aplicação, método de avaliação ou sobre necessidade de outro agente combinado.

Palavras-chave: Toxinas Botulínicas Tipo A, Bloqueio Neuromuscular, Espasticidade Muscular

 

Relação entre a força de preensão palmar e a espasticidade em pacientes hemiparéticos após acidente vascular cerebral

Relationship between grip strength and spasticity in hemiparetic patients after stroke

Leonardo Petrus da Silva Paz; Vera Regina Fernandes da Silva Marães; Guilherme Borges

Acta Fisiátr.2011;18(2):75-82

O objetivo deste trabalho foi investigar a relação entre a força muscular isométrica máxima de preensão e a espasticidade de músculos da extremidade superior parética. Foram incluídos 33 pacientes com diagnóstico clínico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em diferentes estágios de recuperação sensório-motora, de ambos os sexos com média de idade de 50,84 (±13,69 anos) e que foram atendidos no Hospital das Clínicas de Campinas-SP ou centros de reabilitação. Em estudo descritivo transversal foram colhidos em sessão única os seguintes dados: a)-força isométrica máxima de preensão, utilizando-se dinamômetro hidráulico em três tentativas alternadas para cada membro; b) grau de espasticidade graduado por meio da escala de tônus de Ashworth de 8 grupos músculos da extremidade superior parética (AS). Para caracterização da amostra foram utilizados itens da extremidade superior da escala de desempenho físico de Fugl-Meyer (UE-FMA) para avaliação da recuperação sensório motora; o nível de independência funcional foi avaliado com o Índice de Barthel e a capacidade funcional com Teste da Ação para Extremidade Superior (ARA). A força de preensão foi avaliada com dinamômetro pela média e pelo melhor valor de três tentativas para o membro parético (mais fraco) e para o membro mais forte (não parético). A força de preensão foi estatisticamente maior no lado mais forte (p<0,05) e os valores de ambos os membros superiores estão abaixo de valores normativos da literatura para indivíduos normais de mesmo sexo, idade e lado testado. O valor médio de preensão da extremidade superior "mais forte" de 31,17 KgF (±10,22) e para o membro parético, foi de 10,88 ±8,82 KgF. Houve apenas uma fraca correlação entre a força muscular e o tônus muscular dos músculos avaliados, incluindo músculos flexores dos dedos, adutores de polegar e flexores de cotovelo (r<0,60). Estes dados sugerem que o dinamômetro hidráulico pode ser utilizado para mensuração de força muscular em pacientes com preensão débil conforme protocolo apresentado.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Espasticidade Muscular, Força Muscular, Hemiplegia, Idoso

 

Toxina Botulínica Tipo A no tratamento da dor miofascial relacionada aos músculos da mastigação

Botulinum Toxin Type A in the treatment of myofascial pain related to masticatory muscles

Maria Matilde de Mello Sposito; Stephanie Alderete Feres Teixeira

Acta Fisiátr.2014;21(3):152-157

Objetivo: Sistematizar as evidências científicas sobre a eficácia da toxina botulínica tipo A no tratamento da dor miofascial relacionada aos músculos mastigatórios. Método: A busca bibliográfica foi realizada através de uma pesquisa nas bases de dados PubMed Central Jornal e Allergan Product Literature - botulinum toxin (APL) compreendendo o período dos últimos 12 anos, com os descritores: "myofascial pain", "botulinum toxin", "treatment", "masticatory muscles". A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pela Escala de Jadad. Foram selecionados quatro estudos do tipo ensaio clínico randomizado duplo-cego. Resultados: Pudemos notar que, as pesquisas sobre a utilização de toxina botulínica tipo A para dor miofascial estão contribuindo para aprimorar os tratamentos existentes até o momento para essa condição clínica. Conclusão: É indispensável um maior número de estudos e formas de avaliação precisas e quantitativas para uma resposta definitiva sobre eficácia e segurança deste tratamento.

Palavras-chave: Síndromes da Dor Miofascial, Transtornos da Articulação Temporomandibular, Músculos Mastigatórios, Toxinas Botulínicas Tipo A

 

Tratamento farmacológico da espasticidade na paralisia cerebral

Pharmacological spasticity treatment on cerebral palsy

Maria Matilde de Mello Sposito; Simone Bio Albertini

Acta Fisiátr.2010;17(2):62-67

A espasticidade é uma desordem motora caracterizada por aumento dos reflexos de estiramento tônicos (tônus muscular), velocidade dependente, resultado da hiper excitabilidade deste reflexo, como um componente da Síndrome do Neurônio Superior, extremamente comum a várias condições neuropáticas. Neste artigo faremos uma revisão da fisiopatologia da espasticidade e dos principios fármacos utilizados no seu tratamento.

Palavras-chave: Criança, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular/ efeitos de drogas, Toxina Butulínica Tipo A

 

Uso prático da AbobotulinumtoxinA no tratamento de espasticidade em crianças com paralisia cerebral

Practical use of AbobotulinumtoxinA for the treatment of spasticity in children with cerebral palsy

Sandro Rachevsky Dorf; Carla Andrea Cardoso Tanuri Caldas; Regina Helena Morganti Fornari Chueire; José Henrique Carvalho; João Amaury Francês Brito; Simone Carazzato Maciel; Elder Machado Sarmento; Arquimedes Moura Ramos

Acta Fisiátr.2017;24(3):160-164

AbobotulinumtoxinA (ABO) tem sido utilizada para o tratamento da espasticidade em crianças com paralisia cerebral (PC). Seu uso requer uma administração cuidadosa, quanto à dosagem, seleção de locais de aplicação, intervalo entre aplicações, eficácia e segurança. Este foi o primeiro painel de especialistas no tratamento da espasticidade que desenvolveu um guia sobre questões gerais relacionadas a terapêutica de médicos que utilizam ABO, incluindo a indicação da dosagem a ser aplicada por músculo. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido, idealmente entre dois e seis anos de idade. Uma avaliação clínica deve identificar os músculos espásticos e determinar o objetivo: melhora funcional, analgesia, facilidade de cuidados e posicionamento, prevenção da luxação dos quadris, melhora da marcha e postura, facilitação do processo de educação, maior participação social e/ou melhora estética. Os pré-requisitos para alcançar bons resultados são a seleção muscular adequada, a dosagem de ABO e a técnica de injeção. Muitos padrões patológicos comuns podem ser tratados se vários músculos forem simultaneamente injetados em uma única sessão de tratamento; O planejamento da dose de ABO por músculo deve levar em consideração a dosagem máxima em unidades por músculo e a dose de ABO máxima total por sessão (30 U / kg de peso corporal do paciente, não superior a 1000 U). Após a aplicação, as crianças devem ser submetidas a programas de fisioterapia e terapia ocupacional, focadas em orientações domiciliares e em orientações para a família, aumentando as chances de ganho terapêutico. O tratamento com ABO é multidisciplinar e requer abordagens integradas.

Palavras-chave: Crianças com Deficiência, Paralisia Cerebral, Espasticidade Muscular, Toxinas Botulínicas Tipo A

 

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