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A influência da negligência unilateral no desempenho de atividades de vida cotidiana - relato de 3 casos

The influence of unilateral negligence in the performance of activities of daily living - report of 3 cases

Denise Rodrigues Tsukimoto; Gabriela Antunes Valester

Acta Fisiátr.2005;12(3):108-114

A negligência unilateral é descrita como uma limitação na habilidade de direcionar, responder ou orientar-se frente a estímulos apresentados no lado oposto ao da lesão cerebral, freqüentemente se manifestando através de sistemas sensoriais variados, incluindo os sistemas visual, somatosensorial e auditivo e é diagnosticada quando esta habilidade diminuída não pode ser atribuída a déficits motores ou sensitivos. O objetivo deste estudo é analisar e discutir as implicações deste acometimento influenciando o desempenho das atividades de vida cotidiana, através da realização de três relatos de caso e análise da atividade de alimentação, resultando no desenvolvimento de uma versão inicial de um protocolo para análise de atividade específica para quadros de negligência unilateral.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, atividades de vida diária, desempenho psicomotor, acidente vascular encefálico, negligência hemi-espacial, avaliação e desempenho de tarefas, avaliação ecológica.

 

A influência da terapia por exercício com espelho nas limitações funcionais dos pacientes hemiparéticos: uma revisão sistemática

The influence of mirror therapy on functional limitations of hemiparetic patients: a systematic review

Lívia Portugal da Conceição; Priscila de Souza; Leyne de Andrade Cardoso

Acta Fisiátr.2012;19(1):37-41

O objetivo do estudo foi verificar a influência da terapia por exercício com espelho (TEE) nos déficits sensoriais e motores dos pacientes hemiparéticos acometidos por Acidente Cerebrovascular (ACV), através de revisão sistemática.
MÉTODO: Foi realizada a revisão nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed, referente aos últimos 12 anos. A qualificação dos artigos foi feita através da plataforma PEDro.
RESULTADOS: Foram incluídos no trabalho cinco artigos em que todos eram ensaios clínicos, randomizado e controlado, que utilizaram a TEE no tratamento de pacientes hemiparéticos. A pontuação dos estudos variou de 4 a 7 pela escala PEDro, com uma nota média de 6,2.
DISCUSSÃO: Alguns estudos mostraram que a TEE é benéfica para aumentar a destreza, amplitude e velocidade do movimento, e outros evidenciaram que há uma maior função e recuperação motora nos pacientes tratados com a TEE. Um estudo analisou pacientes hemiparéticos na fase aguda do ACV e com a Síndrome da dor complexa regional tipo 1 (SDCRt1) e verificou que a TEE aumenta a função motora e sensorial.
CONCLUSÃO: A TEE é benéfica para a recuperação motora, função sensório-motora e para a diminuição da dor. Indivíduos acometidos por ACV necessitam de fisioterapia e, claro, a quantidade de terapia pode influenciar no aprendizado motor, bem como a plasticidade neural. Sabemos a importância da estimulação de forma intensiva para aumentar a capacidade adaptativa do Sistema Nervoso Central em resposta a experiências, adaptações e condições diversas a estímulos repetidos. Dessa forma, se faz necessária a realização de novos protocolos de atendimento com diferentes frequências para evidenciar futuros resultados com a realidade em centros de reabilitação.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, reabilitação, terapia por exercício

 

A interferência dos aspectos percepto-cognitivos nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária, em clientes com seqüelas por lesão neurológica.

The influence of the perceptual-cognitive difficulties on the activities of daily living and instrumental activities of daily living in patients with neurological injuries

Juliana Conti

Acta Fisiátr.2006;13(2):83-86

Este artigo é um levantamento bibliográfico sobre a interferência dos aspectos percepto-cognitivos durante a realização das atividades de vida diária (AVDs) e atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) em clientes com seqüelas por lesão neurológica. Com o objetivo de indicar o quanto esses déficits interferem na reabilitação do cliente e no retorno às atividades cotidianas, o artigo mostra que essas atividades - que aparentemente são simples e já conhecidas por eles - têm de ser aprendidas outra vez. Por outro lado, o artigo revela que não apenas esses aspectos interferem nessas tarefas durante o tratamento e no final dele (no qual o cliente apresentará uma maior ou menor independência), mas também há fatores - como os motores, emocionais, culturais, sociais, econômicos e principalmente a família - que influenciarão de maneira positiva ou negativa o cliente e seu processo de reabilitação. Para ilustrar esta pesquisa, foram apresentados três casos clínicos atendidos no serviço de Terapia Ocupacional.

Palavras-chave: terapia ocupacional, percepto-cognitivos, atividades cotidianas, reabilitação, lesão neurológica crônica

 

Adaptação da pessoa após acidente vascular encefálico e seu cuidador: ambiente domiciliar, cadeira de rodas e de banho

Adaptation of the person after stroke and their caregivers: home environment, wheelchair and bath chair

Márcia Regina Garanhani; Jaqueline Frazão Alves; Dirce Shizuko Fugisawa; Mara Lúcia Garanhani

Acta Fisiátr.2010;17(4):164-168

O acidente vascular encefálico causa incapacidade funcional. O envolvimento dos familiares influencia na recuperação dos pacientes e as barreiras arquitetônicas no domicílio dificultam a acessibilidade. O estudo qualitativo procurou identificar as dificuldades das pessoas após o acidente vascular encefálico em relação às barreiras arquitetônicas, ao manuseio da cadeira de rodas e de banho, por meio de entrevista semi-estruturada e roteiro de medidas de acessibilidade. Nove pacientes e seus cuidadores foram entrevistados e da análise dos discursos emergiram três categorias empíricas: acessibilidade andando, acessibilidade com a cadeira de rodas e de banho e o papel das orientações. As principais barreiras encontradas foram os corredores estreitos e circulação interna inadequada. As barreiras arquitetônicas dificultam o uso da cadeira de rodas e de banho no domicílio, sobrecarregando os cuidadores. O conhecimento da realidade destas pessoas facilita programas de orientações de atividades de vida diária centradas na realidade.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Estruturas de Acesso, Cadeiras de Rodas

 

Alterações clínicas dos pacientes com lesão encefálica adquirida que interferem no tratamento odontológico

Clinical impairments of patients with acquired encephalic lesions that interfere with their dental treatment

Ana Claudia Darré Peres; Carolina Asano; Cristina Lima Leite Carvalhaes; Marcelo Furia Cesar

Acta Fisiátr.2011;18(3):119-123

Lesão Encefálica Adquirida (LEA) é uma lesão que ocorre no encéfalo após o nascimento e não está relacionada a doenças hereditárias, congênitas, degenerativas ou traumas de parto, podendo causar seqüelas físicas e cognitivas. Pacientes portadores de necessidades especiais estão cada vez mais presentes na prática diária do cirurgião dentista, porém, muitos profissionais ainda encontram dificuldades em atender estes pacientes. O objetivo deste estudo foi detectar alterações clínicas nos pacientes com LEA e relatar como estas podem interferir no atendimento odontológico. Foram avaliados 101 pacientes, com 18 a 87 anos de idade, de ambos os sexos, pertencentes à Clínica de LEA da Associação de Assistência à Criança Deficiente de São Paulo (AACD-SP). As informações foram coletadas através de consulta de prontuários, questionário fechado e exame clínico do paciente. Neste estudo, 70,30% dos pacientes apresentavam espasticidade, 51,49% disfagia, 44,55% convulsão, 75,25% déficit cognitivo, 9,90% limitação de abertura bucal e 40,59% eram dependentes para a higiene oral. O cirurgião dentista deve estar atento às alterações clínicas dos pacientes com LEA, minimizando possíveis intercorrências clínicas por meio de uma anamnese detalhada e planejamento clínico.

Palavras-chave: Assistência Odontológica para Pessoas com Deficiências, Pessoas com Deficiência, Acidente Cerebral Vascular

 

Alterações de comunicação e linguagem de pacientes portadores de lesão encefálica adquirida. Estudo descritivo retrospectivo

Communication and language disorders of patients with acquired brain injuries. A retrospective and descriptive study

Rebeca Boltes Cecatto; Sueli Hamada Jucá; Maria Inês Nacarato; Fabiana Regina Giacomini Maeda; Fernanda Franco Prieto

Acta Fisiátr.2006;13(3):136-146

Há poucos estudos brasileiros abordando a comunicação e linguagem dos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas, bem como sua relação com as melhoras motoras e cognitivas durante a reabilitação. Esse fator, somado à complexidade da avaliação dessas alterações justifica este estudo. O objetivo deste estudo foi descrever as alterações de comunicação nos pacientes adultos com lesões encefálicas adquiridas atendidos pela equipe de reabilitação de pacientes com lesões encefálicas adquiridas e correlacionar esses dados com variáveis biodemográficas, clínicas e achados aos exames de imagem. Cento e dezenove prontuários médicos de pacientes hemiplégicos sob reabilitação, atendidos entre Outubro de 2002 e 2004 foram avaliados. Foram tabulados dados clínicos, biodemográficos, resultados de exame de imagem e o padrão de transtorno de comunicação de acordo com a avaliação realizada no serviço de fonoaudiologia. O grau de incapacidade foi avaliado pela medida de independência funcional (MIF). O AVE correspondeu a 74% dos casos, seguido pelo TCE em 20% e 6% de outras etiologias. Cinqüenta e um pacientes apresentaram alterações de linguagem, enquanto 43 tinham outras alterações fonoaudiológicas e não de linguagem e 25 sem alterações; 30,9% de afasias (sendo 56% dessas, mistas, a mais prevalente), 27,7% de disartrias, 24,5% de apraxias, 22,3% de alterações lingüístico-cognitivas, 21,3% de alterações de voz, 20,2% de disfagias, 14,9% de alterações sensoriomotoras orais, 3,2% de hipoacusias e 1,1% de anomias. Não foram encontradas associações entre o gênero na comparação dos subgrupos com afasia, portadores de distúrbio lingüístico-cognitivo, TCE ou AVE, bem como nenhum paciente sugerindo dominância cerebral para linguagem à direita. A prevalência das afasias apresentou relação com a lateralidade esquerda da lesão e a dos distúrbios lingüístico-cognitivos com a lateralidade direita e com a presença de TCE, sendo menor o número de afásicos entre os pacientes com TCE do que no resto da amostra. A MIF apresentou associação com as alterações de linguagem, sugerindo que estas influenciaram o grau de independência dos pacientes.
CONCLUSÕES: A comunicação e suas alterações estão ligadas às outras alterações cognitivas, motoras, sócio-culturais e pessoais do paciente, o que reforça a importância das equipes interdisciplinares no diagnóstico funcional e reabilitação dos pacientes com lesões encefálicas adquiridas.

Palavras-chave: Reabilitação dos transtornos da fala e da linguagem, acidente cerebrovascular, traumatismos cerebrais, transtornos da comunicação, transtornos cognitivos

 

Alterações socioeconômicas e familiares de pacientes com hemiparesia decorrentes de acidente vascular encefálico

Familial and socio-economic changes of patients with hemiparesis stemming from stroke

Aline Ferreira Placeres; Maysa Alahmar Bianchin

Acta Fisiátr.2015;22(1):5-8

O acidente vascular encefálico (AVE) é considerado uma doença de grande impacto social por causar grandes rupturas como a perda do emprego, a diminuição da renda, troca de papéis ocupacionais, podendo se tornar um problema familiar grave. Objetivo: Analisar as alterações no trabalho e família, causadas pela hemiparesia em pacientes que sofreram AVE (Acidente Vascular Encefálico). Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo onde participaram trinta pacientes com hemiparesia decorrente de AVE no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Os instrumentos utilizados foram a ficha de identificação contendo nome, idade, gênero, profissão atual e profissão anterior entre outras, e questionário adaptado pelo serviço de Terapia Ocupacional com dez questões fechadas, onde o participante tinha opção de resposta "sim" ou "não". Resultados: A pesquisa mostrou que antes da disfunção física 87% dos participantes trabalhavam e recebiam um salário e após a disfunção nenhum realiza atividade remunerada. As relações familiares dos participantes são mais comprometidas em pacientes que sofreram disfunção a mais tempo do que outros pacientes que possuem a disfunção há menos tempo. Conclusão: Este estudo observou que pacientes com hemiparesia decorrente de AVE podem sofrer alterações nas relações laborais, socioeconômicas e familiares e esses dados são relevantes para que os profissionais de saúde possam auxiliar o retorno desses sujeitos às atividades ocupacionais, após AVE.

Palavras-chave: Fatores Socioeconômicos, Acidente Vascular Cerebral, Paresia, Terapia Ocupacional

 

Avaliação da dor no ombro em paciente com acidente vascular cerebral

Shoulder pain evaluation in stroke patients

Cláudia de Oliveira e Silva; Marcelo Riberto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2000;7(2):78-83

O objetivo desse estudo preliminar é avaliar as causas de dor no ombro de pacientes hemiplégicos, bem como verificar a ocorrência e a evolução do tratamento da síndrome dolorosa miofascial (SDMF). Para isso, seis pacientes hemiplégicos (cinco espásticos grau II, segundo Ashworth e um flácido) com idade: 55, 85 +/- 1, 50 anos, tempo de AVC de 6, 85 +/- 2, 54 meses, e queixas de dor no ombro paralisado há 13, 33 +/- 1, 69 semanas, foram submetidos a um protocolo de avaliação qualitativa (questionário de MacGuill simplificado e quantitativa por meio da escala visual analógica - EVA e dolorimetria de pressão), além da avaliação goniométrica ativa e passiva do ombro. Todos os pacientes apresentaram à palpação muscular, SDMF associada e foram infiltrados com lidocaína a 1% em pontos-gatilho (PGs) intramusculares. As queixas predominantes foram dor em queimor em quatro, peso em três e incaracterística em dois. Nenhum paciente referiu queixas de formigamento, choque, adormecimento e agulhadas. Quatro pacientes foram infiltrados em PGs na musculatura posterior do ombro, um em bíceps e outro em peitoral maior. Não houve melhora significativa na evolução dolorimétrica de pressão e na goniometria após a infiltração desses PGs (p > 0,05). Nesse estudo, diagnosticamos por meios clínicos e/ou radiológicos (RX e USG): um paciente com capsulite adesiva, um com tendinite bicipital e outro com tendinite no supra-espinhal. Não se diagnosticou subluxação na articulação glenoumeral, nem sinais clínicos de lesão nervosa periférica.

Palavras-chave: Dor. Ombro. Hemiplegia. Cintura escapular. Acidente vascular cerebral.

 

Avaliação da estimulação elétrica no tratamento da disfagia secundário ao acidente vascular encefálico

Assessment of electrical stimulation in the treatment of the dysphagia caused by stroke

Thaís Miranda Curvelo Soares; Tatiana Maíta Alves Conceição; Fabrício Cardoso; Heron Beresford

Acta Fisiátr.2009;16(4):191-195

A disfagia neurogênica compreende as alterações da deglutição que ocorrem em virtude de uma doença neurológica, com os sintomas e complicações decorrentes do comprometimento sensório-motor dos músculos envolvidos no processo da deglutição. Este tipo de disfagia é particularmente debilitante, podendo levar a morte ou aumento do custo de saúde decorrentes da aspiração traqueal. Esta patologia é comum e consiste numa complicação potencialmente fatal para AVE agudo, ocorrendo em aproximadamente 50% desses pacientes. Dentre os possíveis tratamentos, a estimulação tátiltérmica e biofeedback têm um sucesso freqüente, variando de 0% a 83%. Estudos registram alto sucesso deste tratamento com pacientes que sofreram AVE, o que geralmente não incluem a mais severa forma de disfagia. Já o uso da estimulação elétrica no tratamento da disfagia foi primeiro descrito em 1996 por Freed et al e, posteriormente, por Park et al. O objetivo dessa estimulação elétrica era alcançar um ramo aferente do reflexo da deglutição em pacientes com atraso do início da deglutição. Sendo esta uma alternativa de tratamento ainda pouco explorada, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre a utilização da estimulação elétrica no tratamento da disfagia em pacientes que sofreram acidente vascular encefálico.
CONCLUSÃO: A disfagia neurogência, por estar diretamente associada ao aumento da morbi-mortalidade, necessita da atenção especial dos profissionais da Saúde. Sendo a eletroestimulação uma terapêutica importante a ser explorada já que possui uma eficácia significativa nesta patologia.

Palavras-chave: Estimulação Elétrica, Transtornos de Deglutição, Acidente Vascular Encefálico

 

Avaliações que mensurem a percepção dos déficits em indivíduos com lesão cerebral adquirida: uma revisão da literatura

Assessments measuring the perception of deficits in individuals with acquired brain injuries: a review of the literature

Fernanda de Sousa Forattore; Rafaela Larsen Ribeiro

Acta Fisiátr.2015;22(3):150-154

Objetivo: Através de uma revisão da literatura, selecionar avaliações que mensurem a percepção dos déficits do indivíduo com lesão cerebral adquirida submetido à intervenção de autoconsciência. Método: Foi realizada revisão nas bases de dados da BIREME e PubMed, referente aos últimos 10 anos. Resultados: Foram selecionados no trabalho onze artigos que incluíram avaliações de autoconsciência antes e depois de uma intervenção terapêutica e que tivessem como público indivíduos com diagnósticos de traumatismo crânio-encefálico (TCE), acidente vascular encefálico (AVE) ou tumor cerebral. Conclusão: Observou-se um número significativo de publicações na Austrália, nos países europeus e nos Estados Unidos. Os instrumentos mais utilizados nos estudos foram o Self-awareness of Deficits Interview (SADI) e Awareness Questionnaire (AQ). Não foram encontrados estudos e avaliações padronizadas e validadas no Brasil. Dessa forma, se faz necessário o desenvolvimento, tradução e adaptação de avaliações, que mensurem a percepção da consciência na população brasileira para proporcionar uma prática baseada em evidências pela utilização de modelos específicos de intervenção.

Palavras-chave: Traumatismos Encefálicos, Acidente Vascular Cerebral, Consciência, Questionários, Reabilitação

 

Correlação do perfil de deambulação e velocidade da marcha em um grupo de pacientes hemiplégicos atendidos em um centro de reabilitação

Correlation between the ambulation profile and gait velocity in a group of hemiplegic patients treated at a rehabilitation center

Ana Cristina Franzoi; Nelson Shigueru Kagohara

Acta Fisiátr.2007;14(2):78-81

INTRODUÇÃO: a marcha de pacientes com hemiplegia é caracterizada por diminuição da velocidade e assimetria, trazendo limitações às atividades e restrições da participação social deste indivíduo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil funcional da deambulação deste grupo de pacientes, correlacionando-o à velocidade da marcha.
MÉTODOS: Foram avaliados 87 pacientes utilizando a Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), velocidade da marcha em 10 metros sendo identificada a necessidade de auxílio de terceiros e o uso de transporte público.
ANÁLISE ESTATÍSTICA: descritiva, comparação entre grupos e testes de correlações (p< 0,05). Resultados: 49 homens, idade média 54 anos, tempo médio de lesão 33 meses. Três pacientes realizavam marcha terapêutica, 10 marcha domiciliar, 29 comunitária restrita, 43 comunitária e 2 marcha normal.
EM RELAÇÃO A ASSISTÊNCIA À MARCHA: 38 pacientes necessitavam de auxílio de terceiros ou supervisão, 45 utilizavam transporte público, 59 não utilizavam apoio. A velocidade de marcha foi diferente entre os grupos divididos pelos tipos funcionais de marcha, necessidade de auxílio de terceiros e uso de transporte público, se correlacionando com idade, CFMM, assistência de terceiros e uso de transporte público.
CONCLUSÃO: 85% da amostra realizavam marcha comunitária, mas somente 55% o faziam de maneira independente. Houve correlação entre a velocidade e as categorias funcionais de marcha estudadas, sendo estabelecidos limiares de velocidades de marcha para os diferentes grupos.

Palavras-chave: hemiplegia, marcha, atividades cotidianas, centro de reabilitação

 

Escala salsa e grau de incapacidades da Organização Mundial de Saúde: avaliação da limitação de atividades e deficiência na hanseníase

SALSA scale and disability grading system of the World Health Organization: evaluation of physical activity limitations and disability of individuals treated for leprosy

Eliyara Ikehara; Susilene Maria Tonelli Nardi; Iracema Serrat Vergotti Ferrigno; Heloisa da Silveira Paro Pedro; Vânia Del'Arco Paschoal

Acta Fisiátr.2010;17(4):169-174

Verificar o grau de incapacidades da OMS (GI-OMS) e a limitação de atividades avaliada pela escala Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA) pós-alta medicamentosa dos pacientes que tiveram hanseníase. Estudo transversal que incluiu pacientes tratados entre 2007 a 2009, em São José do Rio Preto-SP, Brasil. Utilizouse protocolo próprio para coletar dados gerais e clínicos, construído com base no Check List da Classificação Internacional Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. A deficiência foi medida pelo GI-OMS e a limitação de atividades pelo SALSA que tem variação de 10 a 80 e ponto de corte > 25. De 84 pessoas tratadas no período, 54(64,3%) foram entrevistadas, sendo 31(57,4%) homens, idade 53,8(dp16,3) e 33(61,2 %) possuía até 6 anos de educação formal. A forma clinica dimorfa predominou 17(32,1%), 21(38,9%) considerou sua saúde física "boa". A analise dos escores SALSA e variáveis estudadas resultou em significância aos que relataram lesão significante (valor-p=0,04), baixa renda familiar (valor-p=0,04), baixa escolaridade (valor-p=0,00), formas clínicas multibacilares (valor-p=0,01) e deficiências avaliadas pelo GI-OMS (valor-p=0,01). As limitações de atividades são freqüentes (57,4%), assim como as deficiências medidas pelo GI-OMS (68,5%), atingem as formas multibacilares, pessoas que relataram lesão significante, de baixa renda e escolaridade.

Palavras-chave: Hanseníase, Atividades Cotidianas, Epidemiologia, Morbidade, Classificação Internacional de Funcionalidades; Incapacidades e Saúde

 

Estado cognitivo dos usuários com AVE na atenção primária à saúde em João Pessoa - PB

Cognitive condition of patients with CVA in primary health care in João Pessoa - PB

Luciana Moura Mendes; Robson da Fonseca Neves; Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro; Geraldo Eduardo Guedes de Brito; Eleazar Marinho de Freitas Lucena; Hermínio Rafael Lopes Batista; Jairo Domingos de Morais

Acta Fisiátr.2011;18(4):169-174

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) apresenta alta prevalência em todo o mundo, desencadeando incapacidades neurológicas em adultos. O déficit cognitivo é uma das sequelas mais importantes, sendo difícil o seu reconhecimento, podendo interferir no processo de reabilitação e acarretar impactos na qualidade de vida dos usuários acometidos.
OBJETIVO: Estimar a prevalência de déficit cognitivo em usuários com AVE na Atenção Primária à Saúde (APS), bem como descrever as características sociodemográficas, clínicas e dimensões cognitivas afetadas.
MÉTODO: Estudo de corte transversal desenvolvido no Município de João Pessoa-PB com 140 indivíduos adscritos no Programa Saúde da Família que foram acometidos por AVE nos últimos cinco anos.
RESULTADOS: Mais da metade dos indivíduos analisados apresenta quadro sugestivo de comprometimento cognitivo (54,9%), nas seguintes dimensões: memória de evocação (70%), atenção e cálculo (60%) e ler e executar (60%); além disso, a maioria era de idosos (73,1%);no que se refere às características clínicas do AVE declaram que nos últimos cinco anos tiveram apenas um episódio (64,2%) desencadeado nos últimos 13 meses ou mais (76,1%). A metade dos participantes não soube informar o tipo de AVE (50,7%).
CONCLUSÃO: As dimensões cognitivas afetadas pelo AVE precisam de maiores investigações, afim de fornecer mais subsídios para melhorar a assistência prestada no âmbito da APS.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, atenção primária à saúde, cognição, fatores socioeconômicos, testes neuropsicológicos

 

Estimulação elétrica funcional na recuperação do membro superior de hemiparéticos após acidente vascular encefálico

Functional electrical stimulation in upper extremity recovery of hemiparetic patients after stroke

Antonio Vinicius Soares; Leila Poluceno; Caroline da Rosa Cremonini; Priscila Baracho Ponsoni; Susana Cristina Domenech; Noé Gomes Borges Júnior

Acta Fisiátr.2012;19(4):203-206

A reabilitação do membro superior de pacientes hemiparéticos por acidente vascular encefálico (AVE) é um grande desafio. Dentre os recursos terapêuticos utilizados, a estimulação elétrica funcional (EEF) tem sido um recurso bastante explorado nos programas de tratamento desses pacientes.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da EEF nos extensores de punho e dedos numa tarefa especifica (TE).
MÉTODO: Foi realizado um estudo pré-experimental (pré e pós-testes) com oito pacientes crônicos com idade média de 63,4 ± 6,1 anos. Os parâmetros de avaliação foram a motricidade da mão através da escala de movimentos da mão (EMM), a força de preensão pela dinamometria (Din), a destreza do membro superior pelos testes de caixa e blocos (CB) e dos 9 pinos e buracos (9PB), a espasticidade pela escala de Ashworth modificada (EAM) e a independência funcional pelo índice de Barthel (IB). A TE era realizar o movimento de alcance e preensão de garrafas plásticas de diferentes tamanhos com o membro superior afetado em diferentes combinações de posições, num total máximo de 54 repetições por sessão. A EEF era usada para auxiliar a mão para pegar e soltar o objeto durante a TE. Foram realizadas em média 20 sessões com frequência de 2x/semana.
RESULTADOS: Demonstraram melhora em todos os parâmetros avaliados, a diferença foi estatisticamente significativa nos testes, exceto para a Din.
CONCLUSÃO: No grupo estudado, a EEF na TE proposta resultou em melhora o desempenho na função do membro superior dos pacientes submetidos ao tratamento.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, destreza motora, estimulação elétrica, paresia, reabilitação

 

Estimulação elétrica funcional otimizada em pacientes com hemiparesia por doença cerebrovascular

Functional electrical stimulation optimized in patients with hemiparesis due to cerebrovascular disease

Simone Hitomi Oshiro; Carolina Lemes de Oliveira; Amanda Carolina da Silva Bim; Gisele Saraiva Reis de Oliveira; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr.2012;19(1):46-49

A Estimulação Elétrica Funcional (FES) é uma das técnicas utilizadas em pacientes com sequelas motoras como a hemiparesia após acidente vascular cerebral (AVC). Estudos recentes mostram resultados positivos para o uso de FES no aumento da força muscular isométrica de extensores de punho e redução do tônus para pacientes com extensão ativa de punho superior a 20º antes da intervenção.
OBJETIVO: Com relação à amplitude de movimento e redução do tônus para pacientes com 10º e 20º de extensão ativa de punho, não se observaram ganhos significativos.
MÉTODO: Este estudo avaliou a eficácia da estimulação elétrica funcional otimizada (FES-O) por duas semanas sobre a destreza manual e a amplitude de movimento (ADM) em três indivíduos apresentando hemiparesia decorrente de AVC.
RESULTADOS: Todos os pacientes apresentaram melhora em um ou mais itens da avaliação (destreza manual e ADM).
CONCLUSÃO: Podemos concluir que a aplicação de estimulação de acordo com este novo parâmetro mostrou-se benéfica,em pouco tempo de estimulação naquelespacientes com apenas esboço de movimento de dedos.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral/reabilitação, estimulação elétrica, hemiparesia

 

Estudo sobre a qualidade de vida de pacientes hemiplégicos por acidente vascular cerebral e de seus cuidadores

A study about quality of life in hemiplegic stroke patients and their caregivers

Tomas Yoshio Makiyama; Linamara Rizzo Battisttella; Júlio Litvoc; Lourdes C. Martins

Acta Fisiátr.2004;11(3):106-109

A hemiplegia é a paralisia de um hemicorpo, em geral resultante de acidente vascular cerebral (AVC). Apesar do crescente interesse no estudo da qualidade de vida nas diversas condições de saúde, pouca atenção tem sido direcionada a sua avaliação sistemática nestes pacientes. O Objetivo deste estudo foi verificar o impacto do acidente vascular cerebral sobre a qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores. A aplicação do questionário SF-36 permitiu completar um estudo transversal incluindo 66 indivíduos com hemiplegia, 43 cuidadores e 91 controles emparelhados pela idade, tipo de moradia e pela região habitada. Entre os cuidadores verificou-se idade menor em relação à dos pacientes e maior freqüência de indivíduos do sexo feminino. Os diversos domínios de qualidade de vida avaliados pelo SF-36 não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de pacientes e cuidadores. Porém, o grupo controle apresentou resultados estatisticamente significantes e melhores, quando comparados aos grupos de pacientes e cuidadores, exceto em relação ao domínio Dor. Este estudo permitiu evidenciar o decréscimo da qualidade de vida de pessoas com seqüelas de AVC e seus cuidadores, quando comparados com outras pessoas de idade semelhante que moram nas mesmas condições.

Palavras-chave: hemiplegia, epidemiologia, acidente cerebrovascular, reabilitação, qualidade de vida, cuidadores.

 

Grupo de atividades de vida diária: influência do procedimento em pacientes adultos com acidente vascular encefálico isquêmico

Daily life activities group: the influence of the procedure in ischemic stroke adult patients

Camila Pontes Albuquerque; Eleanora Vitagliano; Juliana Yumi Yamada; Carem Fagundes; Rafael Eras Garcia; Rebeca Braga; Renata Cristina Verri Bezerra Carramenha; Sarah Monteiro dos Anjos; Milene Silva Ferreira; Alexandra Passos Gaspar

Acta Fisiátr.2011;18(2):71-74

O acidente vascular encefálico (AVE) pode gerar seqüelas motoras acarretando dificuldades em vários aspectos funcionais da vida diária do indivíduo. O terapeuta ocupacional pode intervir com essa população, com o objetivo de diminuir as limitações adquiridas. Uma das modalidades de tratamento é o atendimento em grupo, em função da riqueza das trocas existentes no mesmo. Este estudo visou analisar os resultados do procedimento do grupo de Atividades de Vida Diária (AVDs) composto por pacientes com seqüelas de AVE isquêmico. Foram incluídos 10 sujeitos com seqüelas de AVE isquêmico, que participaram do grupo de AVDs, sendo os mesmos avaliados por meio da HAQ (Health Assessment Questionnaire) e da FAQ (Functional Activities Questionnaire), em dois momentos pré e pós intervenção. Para a análise dos dados foi utilizado o teste Wilcoxon com p < 0,05. Após análise de resultados pré e pós intervenção verificou-se diferença significativa para ambos os instrumentos de avaliação (HAQ p=0.001 e FAQ p=0,0117). O estudo mostrou a eficácia do procedimento - grupo de AVDs, composto por sujeitos com sequelas de AVE isquêmico em fase crônica, através da mensuração dos ganhos funcionais obtidos pela HAQ e FAQ. Estudos com um número maior de pacientes são necessários para uma maior generalização das conclusões.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, Acidente Cerebral Vascular, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

Impacto da hospitalização na independência funcional do idoso em tratamento clínico

The impact of hospitalization on functional independence of elderly in clinical units

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2005;12(2):55-60

O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a independência funcional de idosos hospitalizados em unidades de clínica médica. O estudo foi realizado em um hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi utilizado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) no momento da internação, durante o período de hospitalização, no momento da alta e um mês após a alta hospitalar. Foi possível observar uma diminuição nos valores da MIF total e seus domínios durante a hospitalização, quando comparado a admissão (média: 109,2±14,0), a alta (média: 97,8±19,4) e um mês após o retorno ao domicílio (média: 114,4±14,1), com diferença significativa (p<0,05)nos valores da MIF da alta hospitalar ao domicílio, e da admissão a alta hospitalar, na MIF total e nos seus domínios. Durante a internação, houve declínio dos escores das tarefas da MIF de autocuidado, de controle da urina, de transferência, de locomoção e de resolução de problemas. Conclusão: os resultados mostraram a ocorrência de declínio da independência funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.

Palavras-chave: idoso, hospitalização, independência funcional, medida de independência funcional, atividades de vida diária.

 

Impacto da mielopatia associada ao HTLV/paraparesia espástica tropical (TSP/HAM) nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1

Impact of HTLV-associated myelopathy/T tropical spastic paraparesis (HAM/TSP) on activities of daily living (ADL) in HTLV-1 infected patients

Isa de Jesus Coutinho; Bernardo Galvão-Castro; Juliana Lima; Camila Castello; Diego Eiter; Maria Fernanda Rios Grassi

Acta Fisiátr.2011;18(1):6-10

OBJETIVO: Descrever o desempenho nas atividades de vida diária (AVD) em pacientes infectados pelo HTLV-1 com TSP/HAM e medir o impacto da doença sobre a qualidade de vida dos pacientes.
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, de corte transversal. Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM acompanhados no Centro de HTLV da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, Bahia, Brasil foram selecionados. O índice de independência funcional foi calculada usando o Health Assessment Questionnaire (HAQ). A qualidade de vida foi avaliada incluindo a capacidade funcional, dor e aspecto físico, utilizando do Short-Form Health Survey (SF-36).
RESULTADOS: Um total de setenta e três pacientes com TSP/HAM foram avaliados: a idade média foi de 48,9 ± 11,4 anos, e 57 (78,1%) eram mulheres. A duração da doença TSP/HAM foi de 10 a 37 anos em 50,7% dos pacientes. Trinta e seis pacientes (49,3%) necessitavam de ajuda de suportes para andar. As pontuações mais baixas no desempenho das AVD foram observadas entre as mulheres e se referiam à locomoção e à mobilidade / (98,2%), ao vestuário (73,7%) e ao autocuidado (57,9%). O escore de qualidade de vida para o aspecto físico foi 24,2 e o da capacidade funcional foi 27,1. A média de dor foi 41,7.
CONCLUSÃO: A TSP/HAM afeta negativamente a qualidade de vida e o desempenho nas AVD dos pacientes. Dispositivos de tecnologia assistiva devem ser usados para melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida desses pacientes.

Palavras-chave: Paraparesia Espástica Tropical, Virus Linfotrópico de Células T Humanas Tipo 1, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica através da WHODAS

Assessment of patients with functional chronic obstructive pulmonary disease through WHODAS

Cássio Magalhães da Silva e Silva; Abíllio Costa Pinto Neto; Balbino Rival Ventura Nepomuceno Júnior; Helena Pereira Teixeira; César Diniz Silveira; Adelmir Souza-Machado

Acta Fisiátr.2016;23(3):125-129

A mensuração das Atividades de vida diária (AVD's) nos paciente com DPOC é um instrumento comumente empregado e amparado pela Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF). Objetivo: Avaliar a incapacidade funcional de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) através do World Health Organization Disabilty Assessment Schedule (WHODAS). Métodos: Trata de estudo transversal que avaliou 24 pacientes no início de um programa de reabilitação pulmonar com o questionário WHODAS 2.0. A análise estatística foi descritiva e inferencial com análise do coeficiente de correlação de Spearman com nível de significância de 5%. Resultados: Os dados obtidos com as pontuações totais de domínios e das escalas na avaliação dos pacientes foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. Os pacientes apresentaram leve incapacidade funcional. O escore total WHODAS 2.0 foi maior nos menores de 60 anos (35,3 ± 16 vs 14,4 ± 8,6; p = 0,05) e no sexo masculino (12,1 ± 6,7 vs 25,2 ± 15,1; p = 0,03) apresentando maior incapacidade. Houve também correlação entre o domínio "atividades diárias" com o domínio "participação" (r = 0,771; p < 0,001). Conclusão: Foi possível concluir que O WHODAS 2.0 demonstrou-se como um instrumento viável para a avaliação da incapacidade na atividades de vida diária (AVD's) do paciente com DPOC. A mesma revelou que pacientes comunitários fora da crise, apresentam moderada a leve dificuldade desde a mobilidade até sua participação social.

Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Atividades Cotidianas, Modalidades de Fisioterapia, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

 

Independência funcional de pacientes com lesão medular

Funcitional Independence of spinal cord injured patients

Marcelo Riberto; Paulo Potiguara Novazzi Pinto; Hatsue Sakamoto; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2005;12(2):61-66

Conhecer a apresentação dos pacientes com lesão medular em termos de independência funcional permite aos serviços de reabilitação estruturarem-se para atenderem às demandas dessa população de forma mais eficiente. Com o objetivo de descrever tal padrão de funcionalidade, 150 relatórios de alta de pacientes com lesão medular de dois centros de reabilitação no período de 2000 a 2003 foram consultados para obtenção de dados clínicos, demográficos e da medida de independência funcional. Homens corresponderam a 72% da amostra, com média de idade de 33,8 ± 14,2 anos, sendo 21,3% dos casos devido a lesões não-traumáticas. Entre as lesões traumáticas, 30,5% em nível cervical, 52,5% torácicas e 17% lombares. O período médio de lesão foi de 22,6 ± 46,7 meses. No início do programa de reabilitação, Escadas (11,2%) e Vestir a metade inferior do corpo (24%) foram as tarefas nas quais menos pacientes apresentavam independência funcional, enquanto Alimentação (68,4%) e Higiene pessoal (51,6%) apresentaram maior independência. O período decorrido desde a instalação da lesão esteve diretamente associado a ao valor da MIF motora no início da reabilitação, confirmando a impressão clinica de que mesmo sem a orientação profissional os pacientes com lesão medular desenvolvem algum grau de independência funcional em virtude das necessidades enfrentadas no dia-a-dia. O atendimento de reabilitação ao paciente com lesão medular deve ser o mais precoce possível a fim de propiciar a aquisição de melhor desempenho em menor tempo e de formas mais apropriadas, pois por vezes a independência atingida faz-se às custas de comprometimento de segurança ou maior custo energético.

Palavras-chave: Lesão medular, incapacidade, independência funcional, reabilitação, atividades de vida diária.

 

Medo do idoso em sofrer quedas recorrentes: a marcha como fator determinante da independência funcional

Fear among the elderly of suffering recurring falls: the gait as a determining factor of functional independence

Adriana Arruda Barbosa Rezende; Iris Lima e Silva; Fabrício Bruno Cardoso; Heron Beresford

Acta Fisiátr.2010;17(3):117-121

As quedas trazem repercussões psicológicas, como o medo de cair, podendo desencadear prejuízos consideráveis na autonomia do idoso. O objetivo deste estudo, efetuado com 60 idosas, sedentárias, com idades entre 68 e 70 anos, com relatos de quedas, cadastradas no Programa "Idoso Feliz" na cidade do Rio de Janeiro/RJ, foi identificar o medo de sofrer quedas recidivantes no relato de pessoas idosas. Inicialmente foi feito um questionamento acerca da ocorrência de quedas no grupo participante da pesquisa. Em seguida, uma entrevista por meio da Falls Efficacy Scale-International-Brasil para avaliar o grupo com relação à preocupação em cair durante a prática de 16 atividades diárias. Foi também avaliado o perfil da marcha dinâmica utilizando-se o teste de Índice de Marcha Dinâmica. O tratamento estatístico se concentrou na análise descritiva por meio da estimativa de medidas de localização (mínimo, máximo e média) e medidas percentuais e os resultados mostraram que a freqüência das quedas aumentou proporcionalmente com a idade. Em relação à preocupação das idosas em cair, 40,11% não referiu preocupação, 30% relatou um pouco de preocupação, 25,33% moderada preocupação e 4,6% muita preocupação. As atividades para as quais se mostraram mais preocupadas foram: tomar banho, andar em superfícies escorregadias ou irregulares, andar em um local onde haja multidão e sair para eventos sociais. Na avaliação do índice de marcha dinâmica a maioria da população teve um resultado considerado preditivo de quedas, já que todas as idosas perfizeram menos que 19 pontos. Pôde-se concluir que a maioria da população investigada apresentou preocupação, mesmo que pouca ou moderada, em sofrer quedas recorrentes na prática de atividades da vida diária, atividades físicas e atividades sociais, especialmente quando estas requerem força muscular e equilíbrio. Isto pode ser justificado, em parte, pelo insatisfatório índice da marcha dinâmica detectado, o que faz subentender-se a presença de anormalidades naquela função biomecânica.

Palavras-chave: Idoso, Acidentes por Quedas, Marcha, Atividades Cotidianas

 

Nível de independência funcional de pacientes após acidente vascular cerebral atendidos por equipe multiprofissional em uma unidade de reabilitação

Level of functional independence of patients after stroke assisted by a multidisciplinary team in a rehabilitation unit

Karina Ayumi Martins Utida; Adriane Pires Batiston; Laís Alves de Souza

Acta Fisiátr.2016;23(3):107-112

Objetivo: Analisar a recuperação funcional de pacientes após AVC atendidos por equipe multiprofissional em uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) e identificar fatores associados aos ganhos de funcionalidade. Métodos: Trata-se de estudo transversal com dados secundários de 34 pacientes atendidos no período de um ano em unidade de reabilitação, em que a atuação da equipe se dá em caráter integral e de forma humanizada, visando promover ganhos de funcionalidade e resgate da autonomia. Foram investigados os prontuários quanto aos dados sociodemográficos, hábitos de vida, tipo de AVC, tempo de internação e nível de independência funcional de admissão e alta, com base no Índice de Barthel. Resultados: A maior parte dos pacientes, na admissão, apresentava dependência total ou grave (55,9%), e na alta, a maior parte dos pacientes apresentava dependência leve ou independência total (55,9%). Em relação à dependência total, houve uma diminuição significativa no percentual de pacientes com esse grau de dependência (p < 0,001). Não houve relação entre o ganho de funcionalidade e as variáveis estudadas. Conclusão: Os resultados mostraram que o programa de reabilitação proposto trouxe um desfecho positivo sobre a funcionalidade e que os ganhos de funcionalidade não apresentaram associação com as variáveis estudadas.

Palavras-chave: Assistência Integral à Saúde, Acidente Vascular Cerebral, Atividades Cotidianas, Reabilitação

 

O impacto da cifose congênita nas habilidades de autocuidado na mielomeningocele de nível torácico

The impact of congenital kyphosis on self-care skills in patients with thoracic myelomeningocele

Daniel Marinho Cezar da Cruz; Mariane Aparecida Almenara Maricato Martins; Aline Stoeterau Navarro; Ana Luiza Console Andreotti; Maria Cristina de Oliveira

Acta Fisiátr.2011;18(3):107-111

Este estudo teve por objetivos: comparar o desempenho no autocuidado de crianças com mielomeningocele em relação ao de crianças típicas, identificar o impacto da cifose congênita nesta área e investigar possíveis correlações entre as tarefas de autocuidado pesquisadas.
MÉTODOS E RESULTADOS: A amostra foi composta de 30 crianças com mielomeningocele divididas em 2 grupos (com e sem cifose congênita) com média de idade 54,73 meses. Os dados foram coletados através da versão brasileira do Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade. Os resultados indicaram déficit funcional em todas as crianças (escore<30) e diferenças significativas entre os grupos (p<0,01) com pontuações inferiores na presença de cifose nas tarefas de higiene oral, banho, fechos, entre outras. A análise inter-itens indicou que, para esta amostra, há associação entre algumas das tarefas de autocuidado com baixa pontuação.
CONCLUSÃO: A mielomeningocele repercute em atraso funcional, e este é maior quando acompanhado de cifose congênita. Este tipo de informação é essencial para o planejamento de programas de reabilitação com enfoque para a independência dessas crianças nas atividades da vida diária.

Palavras-chave: Meningomielocele, Cifose, Autocuidado, Atividades Cotidianas, Análise e Desempenho de Tarefas

 

O planejamento da reabilitação na fase aguda após o acidente vascular encefálico

Rehabilitation planning in the acute phase after encephalic vascular accident

Rebeca Boltes Cecatto; Cristiane Isabela de Almeida

Acta Fisiátr.2010;17(1):37-43

A reabilitação de pacientes portadores de lesões encefálicas é um processo que visa a recuperação precoce dos déficits e a preparação para uma reintegração na vida em comunidade, com o melhor resultado funcional possível, independência e qualidade de vida. Este estudo tem por objetivo levar ao conhecimento do corpo assistencial brasileiro os pontoschave referentes aos programas de reabilitação especializados na fase aguda do Acidente Vascular Encefálico desde o evento inicial até a transição para a comunidade. Para isso, baseandose em sua expertise, os autores realizaram uma discussão de 58 artigos selecionados nas bases de dados MEDLINE e COCHRANE LIBRARY, usando como descritores "Stroke" and Rehabilitation", referentes a pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos, no período de 1990 a 2008, nas línguas inglesa, portuguesa, francesa e espanhola. Mais estudos serão necessários no futuro para a discussão de questões como: medidas de qualidade de vida, prognóstico das deficiências, estratificação dos pacientes quanto à resposta à reabilitação, intensidade e duração da reabilitação à médio e longo prazo e medidas de qualidade dos serviços de reabilitação.

Palavras-chave: Centros de Reabilitação, Acidente Cerebral Vascular/reabilitação, Qualidade de Vida

 

Pêndulo: um teste simples de medida de espasticidade

Pendulum: a simple test to measure spasticity

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Sylvie Nadeau; Sandra Jean Olney; Brenda Brouwer

Acta Fisiátr.2002;9(2):63-70

O objetivo deste estudo foi investigar a confiabilidade do teste de pêndulo para avaliar o tônus muscular e comparar os dados obtidos entre um grupo de idosos saudáveis e um grupo de pacientes hemiplégicos crônicos da mesma faixa etária. Vinte idosos e 20 hemiplégicos crônicos foram recrutados na comunidade, de forma voluntária. O tônus muscular foi investigado utilizando o índice de relaxamento corrigido (IRC) obtido pelo teste de pêndulo. Para avaliar a confiabilidade do IRC, os dados foram obtidos em dois dias diferentes para ambos os grupos. Testes-t foram empregados para avaliar diferenças entre os grupos e entre os lados afetado e não afetado do grupo hemiplégico. A média do IRC para o lado afetado foi 0,65 (± 0,20) no primeiro dia e 0,66 (± 0,11) no segundo dia. Para o lado não afetado, as médias foram 1,03 (± 0,09) e 1,02 (± 0,11) para os primeiro e segundo dias, respectivamente. Coeficientes de correlação significativos foram observados entre as duas medidas obtidas (r = 0,93 e r = 0,70) para os lados afetado e não afetado, respectivamente. Os resultados do teste-t demonstraram diferenças significativas entre os valores do IRC obtidos no lado afetado comparados com os valores do lado não afetado e os valores de referência. Entretanto, não foram observadas diferenças significativas entre os valores do IRC obtidos no lado não afetado e os valores de referência. Pode-se concluir que o teste de pêndulo apresenta o potencial de ser incluído como um método eficaz de medida de tônus muscular em reabilitação.

Palavras-chave: Espasticidade. Tônus muscular. Teste de pêndulo. AVC. Idosos. Índice de relaxamento corrigido.

 

Perfil dos pacientes hemiplégicos atendidos no Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação

Review of hemiplegic patient treatment at a rehabilitation centre

Auri de Abreu Bruno; Carolinne Atta Farias; Guilherme Tsutomu Iryia; Danilo Masiero

Acta Fisiátr.2000;7(3):92-94

Realizamos um estudo retrospectivo por meio do levantamento de 147 prontuários de pacientes hemiplégicos atendidos na Disciplina de Fisiatria do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - Lar Escola São Francisco - Centro de Reabilitação. O período escolhido, janeiro de 1995 a dezembro de 1998, foi posterior à implantação dos grupos de hemiplegia, com o objetivo de conhecermos o perfil dos hemiplégicos atendidos na instituição, compararmos o tempo de permanência entre o atendimento individual e o em grupo, para auxiliar na otimização do tratamento. Os autores observaram predomínio da hemiplegia no sexo masculino e no hemicorpo direito. A maioria era constituída de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde, tendo freqüentado terapias 2 vezes por semana com duração de 1 hora, em grupo de 4 a 6 pacientes. A principal etiologia encontrada foi a lesão isquêmica. O tempo de permanência na instituição variou de 2 meses a 2 anos, com a média de permanência muito acima dos critérios de prognóstico descritos na literatura mundial, o que deveremos rever para os tratamentos futuros.

Palavras-chave: Hemiplegia. AVC. Reabilitação. Epidemiologia.

 

Preditores de independência funcional em idosos portadores de insuficiência cardíaca

Predictors of functional independence in elderly patients with heart failure

Fátima Ayres de Araújo Scattolin; Roberta Cunha Rodrigues Colombo; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(4):219-225

OBJETIVO: Identificar preditores da independência funcional em idosos portadores de Insuficiência Cardíaca (IC).
MÉTODO: Estudo exploratório, descritivo, transversal, de campo e correlacional do qual participaram 146 idosos com IC em tratamento ambulatorial em dois serviços de referência do Estado de São Paulo. Para a coleta dos dados foram utilizados dois instrumentos: Caracterização Sociodemográfica e Clínica e a Medida de Independência Funcional (MIF). Foram realizadas análises estatísticas descritivas, de comparação (Teste de Kruskal-Wallis) e Análise de Regressão Univariada e Múltipla.
RESULTADOS: Houve distribuição homogênea entre os sexos, sendo 52,0% homens, idade média de 68,6 (±6,9) anos, com 3,4 (±2,8) anos de estudo. A caracterização clínica evidenciou idosos com média de 3,9 (±1,7) co-morbidades, sintomáticos, com média de 3,5 (±1,4) sintomas, com predominância das CF-NYHA I e II e com FEVE rebaixada (67,0%) - média de 0,46 (±0,17). Foram constatados escores médios elevados na MIF indicando independência funcional nos idosos estudados. A comparação entre escores da MIF e CF-NYHA evidenciou que a MIF diminuiu na medida em que houve progressão da CF-NYHA. A análise de regressão múltipla mostrou que as variáveis CF-NYHA, escolaridade e idade > 80 anos foram preditoras da MIF no idoso com IC, explicando 35,0% da variabilidade da MIF.
CONCLUSÃO: As variáveis, CF-NYHA, idade superior a 80 anos e maior nível de escolaridade foram preditoras da independência funcional, o que aponta para a relevância de intervenções que privilegiem a detecção e/ ou controle de perdas funcionais advindas da senescência, bem como a manutenção do status funcional no idoso com IC.

Palavras-chave: cardiopatias, idoso, atividades cotidianas

 

Prevalência de incontinência urinária entre idosos institucionalizados e sua relação com o estado mental, independência funcional e comorbidades associadas

Prevalence of urinary incontinence among institutionalized elderly and its relationship to mental state, functional independence, and associated comorbidities

Layse Biz de Quadros; Alessandra Aguiar; Alessandra Vieira Menezes; Elysama Fernandes Alves; Tatyana Nery; Poliana Penasso Bezerra

Acta Fisiátr.2015;22(3):130-134

Incontinência urinária é definida como a perda involuntária de urina pela uretra podendo causar diversos problemas sociais e higiênicos, além de alterações que comprometem o convívio social como depressão, vergonha e isolamento, tendo maior prevalência nas mulheres do que nos homens. Objetivos: Determinar a prevalência de incontinência urinária em uma amostra de idosos institucionalizados e analisar sua relação com características sociodemográficas, comorbidades associadas, função cognitiva e independência funcional. Métodos: Estudo transversal, descritivo e exploratório. Participaram 27 idosos que atenderam aos critérios de inclusão, de ambos os sexos, residentes em uma instituição de longa permanência. Prevalência foi determinada pela porcentagem de idosos que apresentaram incontinência urinária; características sociodemográficas e comorbidades avaliadas através de uma ficha de anamnese padrão, revisados com os dados dos prontuários; função cognitiva avaliada através do Mini-Exame do Estado Mental e independência funcional através da escala de Barthel modificada. Comparação entre grupos - teste t de Student e associações - teste do qui-quadrado. Resultados: Nove idosos (33,33%) apresentaram incontinência urinária. Houve associação entre sexo e incontinência urinária, com prevalência maior para o sexo feminino (p = 0,029). A incontinência urinária possui associação com a baixa escolaridade (p = 0,014), o tempo de admissão na instituição (p = 0,004), classificação funcional (p = 0,003) e déficit cognitivo (p = 0,001). Conclusão: Incontinência urinária é frequente em idosos residentes em instituições de longa permanência, com maior prevalência no sexo feminino, havendo relação com a baixa escolaridade, maior tempo de admissão, maior dependência na realização das atividades e pior déficit cognitivo.

Palavras-chave: Idoso, Institucionalização, Cognição, Incontinência Urinária, Atividades Cotidianas

 

Quantificação do equilíbrio pelo videogame: estudo piloto

Balance quantification with videogame: pilot study

Alessandra Ferreira Barbosa; Thais Delamuta Ayres da Costa; Maria Fernanda Pauletti Oliveira; Pedro Claudio Gonsales de Castro; Maria Cecília dos Santos Moreira; Daniel Gustavo Goroso; José Augusto Fernandes Lopes; Denise Vianna Machado Ayres; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2014;21(1):21-25

Os videogames (VG) de sétima geração propõe uma avaliação física que inclui diversos testes de equilíbrio. Porém não são reportados na literatura os parâmetros utilizados para fornecer a pontuação destes testes e se estes podem ser relacionados a prática clínica e funcionalidade do usuário.
OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi de correlacionar as pontuações obtidas pelos testes da plataforma de equilíbrio do VG Wii® com as variáveis cinéticas fornecidas pela plataforma de força, a qual estava integrada a plataforma de equilíbrio do VG.
MÉTODO: Participaram deste estudo piloto, dois indivíduos com diagnóstico de acidente vascular encefálico (AVE) e dois de traumatismo craniano (TCE). As variáveis cinéticas analisadas foram área, velocidade de deslocamento e valor quadrático médio da posição média (RMS) nos eixos médio-lateral (x) e antero-posterior (y) do deslocamento do centro de pressão (COP) que foram processadas pelo software Matlab 7.0 e correlacionadas com a pontuação do console pelo coeficiente de Pearson e Spearman, ambos com (p < 0,05).
RESULTADOS: Os resultados apresentaram correlação significativa apenas para o SL e RMSy, porém moderada (r = 0,5839). Quando comparada a pontuação do ST com as variáveis Área (r = 0,8164), RMSx (r = -0,6418) e RMSy (r = -0,8094) a correlação foi moderada a forte.
CONCLUSÃO: Não encontrou-se correlação com nenhum dos testes do console quando comparados com a velocidade de deslocamento do centro de pressão medido na plataforma de força. Conclui-se que a pontuação do VG apresentou correlação significativa com as variáveis cinéticas, porém o método é pouco prático para ser empregado na avaliação clínica.

Palavras-chave: Jogos de Vídeo, Equilíbrio Postural, Acidente Vascular Cerebral, Reabilitação

 

Relações entre bem-estar subjetivo e mobilidade e independência funcional por função de grupo de faixas etárias e de gêneros em idosos

Relationships between subjective well-being, mobility, and independence as a function of age bracket and gender among the elderly

Giovana Sposito; Maria José D'Elboux Diogo; Fernanda Aparecida Cintra; Anita Liberalesso Neri; Maria Elena Guariento; Maria da Luz Rosário de Sousa

Acta Fisiátr.2010;17(3):103-108

Este estudo teve como objetivo investigar as associações de bemestar subjetivo, a independência nas atividades cotidianas e as medidas de mobilidade e flexibilidade de membros inferiores em idosos em acompanhamento ambulatorial, em relação a grupos etários e de gêneros. Foram avaliados 125 idosos de ambos os gêneros com idade igual ou superior a 60 anos. Os instrumentos utilizados foram: Medida da Independência Funcional (MIF) para avaliar as atividades cotidianas, Short Physical Performance Battery (SPPB) para o desempenho físico, Bem-estar Subjetivo (BES) para satisfação com a vida. Os resultados revelaram que mulheres têm pior desempenho físico e menor independência funcional do que os homens. Os idosos mais velhos tiveram pior pontuação no desempenho físico e são mais dependentes nas atividades de vida diária que os idosos mais jovens. Entretanto eles são mais satisfeitos com vida do que os demais. Os resultados sugerem que indivíduos mais velhos e mulheres têm maior limitação funcional. Entretanto os idosos mais velhos apresentam maior satisfação com a vida.

Palavras-chave: Idoso, Atividades Cotidianas, Qualidade de Vida

 

Uso de um ambiente de realidade virtual para reabilitação de acidente vascular encefálico

Use of interactive video game for stroke rehabilitation

Lucas Barbosa de Souza; Chennyfer da Rosa Paino Paim; Marta Imamura; Fabio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2011;18(4):217-221

O acidente vascular encefálico (AVE) é uma condição clínica isquêmica ou hemorrágica que compromete o sistema nervoso central e pode desencadear déficits motores e cognitivos. Muitas pesquisas são feitas para buscar formas de amenizar os sintomas e recuperar o máximo de funções dos indivíduos. Atualmente, as últimas tendências da reabilitação são explorar o avanço tecnológico e aparelhos de realidade virtual, como o Nintendo Wii®.
OBJETIVO: Identificar os resultados funcionais obtidos na reabilitação de indivíduos com AVE utilizando a interface de jogos do Nintendo Wii®.
MÉTODO: Para esta revisão da literatura foram selecionados artigos dos bancos de dados MEDLINE, PubMed e biblioteca Cochrane pela estratégia PICO. Os descritores usados foram: User-Computer Interface AND Stroke AND Rehabilitation.
RESULTADOS: De 229 artigos encontrados, apenas três foram utilizados nessa revisão, pois apresentavam relação direta ente Wii e AVE. Todos os trabalhos apresentaram benefícios motores, como melhora da coordenação e da agilidade de membros superiores com o uso do Wii associado a terapias convencionais, como a fisioterapia e terapia ocupacional.
CONCLUSÃO: Novos estudos devem ser realizados com o Wii e as novas tecnologias de realidade virtual que surgem a cada dia a fim de melhorar o nível de evidência científica quanto ao uso destes recursos na reabilitação de indivíduos portadores de sequela de AVE.

Palavras-chave: acidente vascular cerebral, interface usuário-computador, reabilitação

 

Variação da independência funcional em idosos hospitalizados relacionada a variáveis sociais e de saúde

Variation in functional independence in hospitalized elderly related to social and health variables

Kozue Kawasaki; Maria José D'Elboux Diogo

Acta Fisiátr.2007;14(3):164-169

O processo de envelhecimento, as doenças crônicas não transmissíveis e as hospitalizações podem causar declínio funcional em idosos. Alguns fatores podem potencializar esse comprometimento funcional como gênero, número de internações, presença de acompanhante e medicações em uso.
OBJETIVO: Identificar a variação da capacidade funcional em idosos no decorrer da hospitalização e relacionar a diferença com variáveis sociais e de saúde.
MÉTODO: Estudo realizado no hospital universitário do município de Campinas, SP, com 28 idosos de ambos os sexos, internados para tratamento clínico, com idade média de 68 anos. Foi aplicado o instrumento de Medida da Independência Funcional (MIF) na internação, durante a hospitalização, na alta e um mês após retorno ao domicílio. Foi calculada a variação dos valores da MIF dos momentos de avaliação, expressados por meio de deltas, e a correlação com as variáveis: gênero, internação anterior, presença de acompanhante e medicações.
RESULTADOS: Houve diferença significativa nos deltas relacionados ao período de alta hospitalar e retorno no domicílio (p=0,0010), e ao período da admissão a alta hospitalar (p<0,0001), na MIF total e nos seus domínios, demonstrando declínio funcional durante o período de hospitalização e recuperação funcional após retorno ao domicílio.O gênero, internações anteriores e presença de acompanhante não influenciaram significativamente a capacidade funcional dos idosos hospitalizados, contudo o aumento do número de medicações prescritas entre a admissão e a alta apresentou uma correlação moderada (r=0,5059) e muito significativa (p=0,0071) com o declínio funcional nesse período.
CONCLUSÃO: Observou-se um declínio funcional nos idosos hospitalizados, sendo mais significativa nos idosos que tiveram aumento no número de medicações prescritas durante a hospitalização.

Palavras-chave: avaliação da deficiência, hospitalização, idoso, qualidade de vida, atividades cotidianas

 

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