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Ground reaction force patterns during gait in patients with lower limb lymphedema

Isabel Forner-Cordero; Fabianne Furtado; Juan Cervera-Deval; Arturo Forner-Cordero

Acta Fisiátr.2016;23(4):201-207

Although gait problems have been reported in patients with lower limb lymphedema (LLL), the gait pattern (GP) changes have not been documented yet. However, it is possible that patients with LLL show abnormal GP that can be related to biomechanical complications related to osteoarthritis or falls affecting the quality of life. Ground reaction force analysis during gait allows objective assessment of the patients and it can be used to plan a rehabilitation approach. Objective: To analyze the GRF during gait in patients LLL. Methods: An experimental descriptive study was realized with twenty-three LLL patients, both unilateral and bilateral and classified as moderate and severe, participated in the experiments. The patients walked on a force plate while the three ground reaction force (GRF) components, vertical, mediolateral (M-L) and anteroposterior (A-P), under their feet were recorded and analyzed. Results: In the patients with unilateral lymphedema, either moderate or severe, the vertical GRF components of the affected limb were similar to the sound one and also resembling those found in healthy adults. The M-L GRF was smaller in the non-affected side. In patients with bilateral lymphedema gait speed was significantly slower. More interestingly, the vertical GRF pattern was flat, not showing the typical 2-peak shape. Finally, the large M-L forces found suggest gait stability problems. Conclusions: The patients showed abnormal GRF patterns, including compensation with the non-affected leg. The GRF variability was higher in the patients with severe unilateral lymphedema. Bilateral lymphedema results in lower A-P forces. Stance phase duration was longer in patients with bilateral and severe lymphedema.

Palavras-chave: Lymphedema, Gait, Lower Extremity, Obesity

 

Muscle strength to body weight ratio is a better predictor of low physical function than absolute muscle strength in postmenopausal women

Aletéia de Paula Souza; Fernanda Maria Martins; Marcelo Augusto da Silva Carneiro; Paulo Ricardo Prado Nunes; Erick Prado de Oliveira; Fábio Lera Orsatti

Acta Fisiátr.2016;23(4):213-218

Objective: We investigated the predictive contributions and diagnostic accuracy of muscle strength (MS) and muscle strength to body weight ratio (MS/BW) on physical function in postmenopausal women (PW). Methods: This cross-sectional study evaluated forty-nine sedentary PW (61.7 ± 7.9 years). Body weight and height were measured with a digital scale and a stadiometer respectively. Muscle strength was determined by manual dynamometer and the left and right hand values were summed. Physical function was assessed by the six-minute walk test, short physical performance battery (SPPB) and Quality of Life Questionnaire (SF-36). A composite measure of physical function was calculated by summing the Z scores (x-µ/σ) of each individual assessment to provide a global index of physical function. Results: Muscle strength-specific linear regression analyses indicated that the strongest predictor of physical function was MS/BW [Beta of Z score = 0.91±0.07 (SE)] when compared to MS [Beta of Z score = 0.59±0.13 (SE)]. The ROC curve values indicated that the more accurate measure of physical function (P = 0.026) was MS/BW [AUC = 0.91±0.04 (SE)] when compared to MS [AUC = 0.75±0.08 (SE)]. Conclusion: The findings of this study suggest that MS/ BW is more accurate and predictive measure of low physical function than absolute MS in PW.

Palavras-chave: Aging, Obesity, Muscle Strength, Mobility Limitation

 

A hidroginástica como meio para manutenção da qualidade de vida e saúde do idoso

Hydrogymnastics as a means for the maintenance of the elderly's quality of life and health

Clarissa Stefani Teixeira; Érico Felden Pereira; Angela Garcia Rossi

Acta Fisiátr.2007;14(4):226-232

Evidências científicas apontam para os importantes benefícios da prática de atividades físicas para os idosos, considerando sua mobilidade, saúde física e mental e qualidade de vida. A hidroginástica tem sido apontada como uma alternativa para inserção dos idosos nas práticas corporais e para a promoção de um estilo de vida mais ativo e saudável, mas, que, ainda carece de maiores investigações sobre seu real efeito sobre a saúde e a qualidade de vida dessa população e principalmente, metodologias de trabalho para esse fim. Desta forma, esta pesquisa bibliográfica objetivou realizar uma busca de estudos sobre hidroginástica para a terceira idade, discutindo e apresentando seus resultados, buscando relações com a promoção da saúde e qualidade de vida dessa população. As leituras nos permitiram vislumbrar que a hidroginástica favorece o desenvolvimento de algumas importantes qualidades físicas como resistência cardiorrespiratória, força e flexibilidade. Como qualquer outra forma de exercitação, deve ser praticada de forma contínua, principalmente, considerando indivíduos na terceira idade e pode também ser unida a atividades de relaxamento e recreação. As relações da prática da hidroginástica com a saúde dos idosos nos estudos analisados consideraram principalmente o desempenho em testes motores o que remete a necessidade de estudos que analisem também as repercussões dessas práticas sobre a qualidade de vida enquanto uma percepção de bem estar dos idosos.

Palavras-chave: motor activity, aging, quality of life

 

Alterações dos parâmetros da marcha e déficit sensório-motor associado à neuropatia diabética periférica

Changes of the gait parameters and sensory-motor deficit associated with peripheral diabetic neuropathy

Alessandra Rezende Martinelli; Alessandra Madia Mantovani; Andrea Jeanne Lourenço Nozabieli; Dalva Minonroze Albuquerque Ferreira; Cristina Elena Prado Teles Fregonesi

Acta Fisiátr.2014;21(1):36-40

Quando há dano no sistema nervoso periférico, com prejuízos sensoriais e motores, como observado em neuropatas diabéticos, podem ocorrer graves repercussões sobre o equilíbrio e a locomoção nesta população.
OBJETIVO: Avaliar o desempenho da marcha e alterações sensório-motoras, decorrentes da neuropatia diabética periférica.
MÉTODO: Participaram 24 indivíduos neuropatas diabéticos e 28 indivíduos saudáveis sem alterações glicêmicas indicativas de diabete. Os participantes foram submetidos inicialmente a avaliações clínicas para confirmação de diagnóstico de neuropatia diabética por meio de teste de sensibilidade tátil da sola dos pés com monofilamentos. Posteriormente, foram submetidos à avaliação da variação angular do tornozelo, em condição estática e durante a marcha, por meio de cinemetria. A força muscular do tornozelo foi investigada por meio de dinamometria digital.
RESULTADOS: Foi demonstrado maior duração nos períodos de duplo apoio e apoio total da marcha em indivíduos com neuropatia diabética quando comparados com o grupo controle, confirmando uma maior dificuldade no equilíbrio dinâmico destes indivíduos. Para o grupo experimental de indivíduos neuropatas foi evidenciado redução da força muscular, tanto para os músculos dorsiflexores, quanto para os plantiflexores de tornozelo.
CONCLUSÃO: As perdas sensório-motoras decorrentes da NDP podem implicar em prejuízo no desempenho da marcha, com consequente perda de equilíbrio.

Palavras-chave: Marcha, Força Muscular, Equilíbrio Postural, Neuropatias Diabéticas

 

Associação entre desempenho funcional e quedas em idosas classificadas segundo a faixa etária

Association between functional performance and falls in older women classified by age

Thiago Rogério Padilha Amarante; Anna Raquel Silveira Gomes; Flavia Pinotti dos Santos; Rodrigo Augusto Coelho; Silvia Valderramas

Acta Fisiátr.2015;22(4):181-185

Objetivo: Avaliar o desempenho funcional e o histórico de quedas de idosas. Método: Estudo observacional de corte transversal, onde foram selecionadas 57 idosas da comunidade, divididas em 3 grupos, segundo a faixa etária: G1- 60 a 69 anos; G2- 70 a 79 anos e G3- 80 a 89 anos. Foram avaliados: mobilidade funcional ("Timed Up & Go Test"); potência muscular (Teste de sentar e levantar 5 vezes); força de preensão manual (dinamômetro manual JAMAR®), histórico e prevalência de quedas. A análise das diferenças intergrupos foi realizada por meio da ANOVA One way e post hoc Tukey. As correlações foram avaliadas por meio do teste de Spearman. Resultados: Idosas do G3 quando comparadas aos grupos G1 e G2, apresentaram diminuição da FPM (18,08 ± 3,29 Kgf vs. 28,10 ± 4,26 Kgf; 18,08 ± 3,29Kgf vs. 22,92 ± 4,01, p = 0,001), da potencia muscular (14,44 ± 2,85s vs. 12,27 ± 2,34s; 14,44 ± 2,85s vs. 13,16 ± 2,27s, p = 0,04) e da mobilidade funcional (11,56 ± 3,10s vs. 8,57 ± 2,25s; 11,56 ± 3,10s vs. 10,30 ± 2,58s, p = 0,004). A maior prevalência de quedas foi nas idosas do G2 (52,6%) sendo que, nos últimos 6 meses, 26% caíram 1 vez, 5% caíram 2 vezes; 10% caíram 3 e 4 vezes. As idosas do G1 e G3 caíram 1 vez. A frequência de quedas apresentou correlação com mobilidade funcional (r = -0,52, p = 0,018). A idade apresentou correlação com a força de preensão manual (r = -0,67, p = 0,0001), potencia muscular (r = 0,31, p = 0,02) e com mobilidade funcional (r = 0,49, p = 0,0001). Conclusão: A prevalência de quedas foi maior na faixa etária entre 70-79 anos e quanto maior a idade pior o desempenho musculoesquelético e funcional.

Palavras-chave: Idoso, Força Muscular, Acidentes por Quedas

 

Associar ou não o alongamento ao exercício resistido para melhorar o equilíbrio em idosos?

Whether or not to affiliate stretching with resistance training to improve equilibrium in the elderly

Anna Raquel Silveira Gomes; Priscila Wischneski; Rosana Rox

Acta Fisiátr.2011;18(3):130-135

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do exercício resistido e/ou alongamento e destreinamento no equilíbrio de idosos. Quarenta e seis idosos foram divididos em 4 grupos: Controle (C, n=12): receberam orientações sobre prevenção de quedas. Alongamento (A, n=12); Exercício Resistido (ER, n=13); Exercício Resistido e Alongamento (ERA, n=9). Foram realizados exercícios com resistência progressiva e/ou alongamento, em membros inferiores, 2x/semana, durante 12 semanas. Utilizou-se a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e o Índice da Marcha Dinâmica (IMD), aplicados na 1ª, 6ª, 12ª semana e 6 semanas após o término. Utilizou-se ANOVA por medidas repetidas post hoc Fisher (p< 0,05), para comparação entre grupos ao longo das 4 avaliações. O ERA (12ª) aumentou a pontuação da EEB comparado ao ER (55±1 vs 53±2, p=0,03). No IMD 12 semanas de ERA aumentaram o escore em relação ao pré treinamento (ERA) (23±2 vs 21±3; p=0,0009). Após destreinamento o IMD do ERA foi superior, comparado ao pré treinamento (23±1 vs 21±3; p=0,003). A associação do exercício resistido com alongamento (ERA) demonstrou ser mais eficaz para o equilíbrio funcional relacionado ao ambiente (EEB) do que exercício resistido isolado em idosos. Porém, somente o equilíbrio durante a marcha (IMD) foi mantido pelo ERA após o destreinamento.

Palavras-chave: Idoso, Equilíbrio Postural, Força Muscular, Exercícios de Alongamento Muscular

 

Avaliação da função muscular em doença arterial obstrutiva periférica: a utilização da dinamometria isocinética

Assessment of muscular function in peripheral arterial obstructive disease with the use of isokinetic dynamometry

Lucas Caseri Câmara; José Maria Santarém; Nelson Wolosker; Julia Maria D'Andréa Greve; Wilson Jacob Filho

Acta Fisiátr.2007;14(3):176-180

Indivíduos com doença arterial obstrutiva periférica apresentam perda funcional, principalmente em membros inferiores, gerando prejuízo da capacidade de caminhada. Os testes de caminhada são rotineiramente utilizados para avaliação e seguimento desses pacientes. Em pacientes idosos, com comorbidades e limitações associadas à claudicação intermitente, torna-se difícil a avaliação pela caminhada, principalmente nos casos de doença bilateral com acometimento desigual, onde o membro mais afetado limita a avaliação do menos afetado. A avaliação muscular isocinética é uma metodologia alternativa aos testes de caminhada para avaliar de forma individualizada as perdas funcionais geradas pela doença nos diferentes grupamentos musculares em territórios isquêmicos.

Palavras-chave: doenças vasculares periféricas, fadiga muscular, força muscular

 

Avaliação dos grupos musculares adutores e abdutores do quadril por meio da dinamometria isocinética

Evaluation of hip adductor and abductor muscles using an isokinetic dynamometer

Fábio Teodoro Coelho Lourencin; Osmair Gomes de Macedo; Ennio da Silveira Scarpellini; Júlia Maria D'Andrea Greve

Acta Fisiátr.2012;19(1):16-20

OBJETIVO: Avaliar a atividade dos grupos musculares adutor e abdutor do quadril em adultos jovens através de dinanômetro isocinético.
MÉTODOs: Foram selecionados 20 voluntários do sexo masculino, com idade variando entre 21 e 30 anos para avaliação no dinamômetro isocinético Cybex 6000, nas velocidades angulares de 60º/s e 120º/s.
RESULTADOS: Em relação à dominância, não houve diferença estatística significante nas duas velocidades estudadas. Quanto às duas velocidades estudadas o torque máximo, o trabalho total e a potência média apresentaram diferença estatística significante em todas as comparações. Na comparação entre os grupos musculares foi observada diferença estatisticamente significante para o trabalho total com valores médios maiores no grupo muscular abdutor em ambas as velocidades estudadas e para a potência média foi encontrado valores médios maiores na velocidade de 120º/s no mesmo grupo muscular.
CONCLUSÃO: Não foi observada diferença estatística significante em relação à dominância. Na comparação entre as velocidades, todas as variáveis apresentaram diferença estatística significante com predomínio do torque máximo e do trabalho total a 60º/s e da potência média a 120º/s. Quanto à comparação entre os grupos musculares, foi observada diferença estatística significante para o trabalho total em ambas as velocidades e para a potência média na velocidade de 120º/s.

Palavras-chave: articulação do quadril, biomecânica, dinamômetro de força muscular

 

Benefícios do treinamento com pesos para aptidão física de idosos

Strength training benefits on the physical fitness of elderly individuals

Raphael Mendes Ritti Dias; André Luiz Demantova Gurjão; Maria de Fátima Nunes Marucci

Acta Fisiátr.2006;13(2):90-95

O objetivo desta revisão é elucidar os benefícios do treinamento com pesos (TP) sobre quatro componentes da aptidão física (AF) fundamentais para a qualidade de vida de idosos: força, flexibilidade, equilíbrio e resistência aeróbia. Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados PUBMED e LILACS. Foram selecionados estudos que incluíam no título os descritores: strength training, resistance training, strength, balance, flexibility, power, aerobic, older e elderly. Modificações na força muscular são observadas após poucas semanas de TP. Essa melhoria pode auxiliar não só na independência dos idosos, mas também na diminuição da incidência de quedas. Além disso, a prática sistematizada do TP promove melhoria na flexibilidade e na resistência aeróbia de idosos. As modificações no equilíbrio, após programas de TP, ainda não estão bem esclarecidas na literatura. Desta forma, o TP consiste numa importante ferramenta para a melhoria da AF de idosos, haja vista que promove adaptações na força muscular, flexibilidade e na resistência aeróbia.

Palavras-chave: envelhecimento, treinamento resistido, treinamento de força, equilíbrio, flexibilidade, resistência aeróbia

 

Capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do bairro Viveiros do município de Feira de Santana, Bahia

Functional capacity of elderly people attending the Family Health Program at Viveiros, Feira de Santana, Bahia

Priscilla Oliveira Santos; Ivana Soares da Silva; Menilde Araújo Silva

Acta Fisiátr.2012;19(4):233-236

Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e o idoso vai deixando de realizar atividades básicas de vida, diminuindo assim sua capacidade funcional que é dimensionada em termos de habilidade e independência para realizar determinadas atividades diárias.
OBJETIVO: Verificar o nível de capacidade funcional do idoso frequentador do Programa Saúde da Família do Bairro Viveiros do município de Feira de Santana-BA.
MÉTODO: Este estudo é uma pesquisa de corte transversal, com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 34 idosos de ambos os sexos, com idade acima de 75 anos. Foi realizado visita domiciliar a cada idoso para aplicação de três tipos de testes: Índice de Barthel, Índice de Lawton e o Mini Exame do Estado Mental.
RESULTADOS: Os resultados encontrados demonstram que 54,5% dos idosos avaliados apresentaram-se como independentes para o Índice de Barthel, 51,5% são totalmente dependentes para o Índice de Lowton e 87,9% apresentam algum tipo de déficit cognitivo para o Mini Exame do Estado Mental.
CONCLUSÃO: É importante que os profissionais que atuam em Programas de Saúde da Família atentem para as condições de saúde do idoso, planejando a assistência de acordo com suas reais necessidades. Esperamos que outros pesquisadores se interessem pelo tema proposto, com o objetivo de ampliar pesquisas nesta área do conhecimento, que encontram-se escassas, para que o idoso receba mais atenção e orientações, ampliando a oferta de serviços e programas disponíveis.

Palavras-chave: atividades cotidianas, envelhecimento, idoso fragilizado, programa saúde da família

 

Controle postural no envelhecimento: um estudo comparativo entre Brasil e Espanha

Postural control in aging: a comparative study among Brazil and Spain

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Maria Àngels Abril Carreres; Linamara Rizzo Battistella; Roser Garreta Figuera

Acta Fisiátr.2009;16(4):203-205

O envelhecimento traz consigo alterações nos sistemas sensoriais e músculo-esquelético, que juntos alteram o controle postural dos idosos. O objetivo deste estudo foi o de verificar e comparar o controle postural de idosos da cidade de São Paulo - Brasil, com idosos que vivem em Terrassa (Barcelona)- Espanha. Participaram da pesquisa, 36 idosos brasileiros (69,61±5,3 anos) e 33 idosos espanhóis (69,72±4,6 anos) considerados saudáveis, recrutados a partir de dois serviços de reabilitação. Os voluntários realizaram avaliações pertinentes ao controle postural por meio do teste Timed up and go e bateria de testes de Guralnik. Os dados foram analisados por meio do teste t e os resultados mostram que os grupos são semelhantes quanto a idade e a composição corporal, porém o grupo do Brasil apresentou melhores resultados nas duas avaliações realizadas quando comparado com o grupo da Espanha. Concluise que os indivíduos brasileiros deste estudo apresentaram melhor desempenho na realização dos testes sobre controle postural.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Envelhecimento da População, Grupos Étnicos

 

Declínio relacionado a idade sobre a taxa de desenvolvimento de força e o efeito do treinamento com pesos em idosas

Age-related decline on rate of force development and the effect of resistance training in older women

Bruna Helena Valeriano Barboza; André Luiz Demantova Gurjão; José Claudio Jambassi Filho; Raquel Gonçalves; Sebastião Gobbi

Acta Fisiátr.2009;16(1):4-9

O presente estudo teve como objetivos: a) examinar as diferenças relacionadas a idade sobre o comportamento da taxa de desenvolvimento de força (TDF) obtida em diferentes instantes de tempo e TDF pico (TDFP) para os flexores de cotovelo e b) verificar o efeito do treinamento com pesos (TP) sobre essas variáveis em mulheres idosas. Para as análises transversais 40 mulheres foram separadas em grupo idosas (GI; 64,9 ± 5,5 anos; n=20) e grupo jovens (GJ; 20,7 ± 2,3 anos; n=20). Para verificar o efeito do TP o GI foi separado em grupo treinamento (GT; n=8) e grupo controle (GC; n=10). A TDF pico (TDFP) foi determinada como a inclinação mais íngreme da curva para os primeiros 200ms relativos ao início da contração. Os valores de TDF para os intervalos de tempo de 0-50; 0-100; 0-150 e 0-200 ms também foram obtidos. O protocolo de TP foi executado durante oito semanas consecutivas, com três sessões semanais, intensidade entre 10-12 repetições máximas e moderada velocidade de execução. Adultas idosas apresentaram menores TDF (entre -33,2 e -24,3%) e TDFP (-36,3%) quando comparadas as Jovens. Embora o TP tenha levado ao aumento das diferentes TDF entre 7,5 e 18,5%, interação Grupo vs. Tempo significativa foi observada apenas para a TDF entre 0 e 150ms. Em conclusão, o processo de envelhecimento pode comprometer negativamente a capacidade de realizar força muscular rapidamente. Uma rotina de TP caracterizada por moderada velocidade de execução, não leva a incrementos significativos nas diferentes TDF em idosas previamente ativas.

Palavras-chave: força muscular, envelhecimento, levantamento de peso

 

Desenvolvimento de recurso de animação como suporte informativo na incontinência urinária

Development of animation resource as information support in urinary incontinence

Patrícia Moreira Costa Collares; Milena Sampaio Magalhães; Fátima Luna Pinheiro Landim; Rafael Barreto de Mesquita; Ana Karina Monte Cunha Marques

Acta Fisiátr.2009;16(3):110-115

Esta pesquisa buscou descrever as etapas do desenvolvimento de um recurso de animação como suporte informativo no tratamento da incontinência urinária, culturalmente adaptado em termos de linguagem, características e necessidades de mulheres idosas. Realizou- se estudo descritivo em serviço de atenção à saúde secundária. Subgrupo determinado entre março e abril de 2007. Levantou-se através de formulário, na primeira fase do trabalho, dados sobre variáveis sociodemográficas e antecedentes pessoais relacionados à perda urinária. Para a segunda fase utilizou-se a técnica de associação livre de palavras buscando conhecer o vocabulário empírico adotado pelas participantes para anatomia dos órgãos genitais e assoalho pélvico. Simultaneamente, trabalhou-se junto ao G 1000 para elaboração da tecnologia com imagens animadas e associadas às expressões culturais. Destacam-se 8 mulheres com história de incontinência urinária, destas 04 corresponderam ao subgrupo. A idade variou de 63 a 78 anos. Observou-se número elevado de gestações e de partos vaginais, o tempo de perda urinária variou de 1 a 8 anos, sendo que os episódios semanais aconteciam diariamente. Obteve-se uma diversidade de expressões que auxiliaram o processo de elaboração do recurso com o G1000. O recurso de animação poderá contribuir como estratégia de abordagem clínica na incontinência urinária pelo profissional de saúde.

Palavras-chave: Incontinência Urinária, Mulheres, Imagem Tridimensional, Apoio Social

 

Desenvolvimento de um protocolo para avaliação de pacientes com úlceras de pressão através da telemedicina e imagens digitais

Development of a protocol for the assessment of patients with pressure ulcers through telemedicine and digital images

Tamara Rodrigues Pato; Cristianne Akie Kavamoto; Marcelo Riberto; Andréa Thomaz; Verônica Magalhães Raimundo; Kátia Lina Myahara; Elizabete Tsubomi Saito; Patricia Canteruccio Pontes Vianna; Marcelo Alves Mourão; Ana Cristina Ferreira Garcia; Anita Weigand Castro; Daniel Rubio Souza; Maurício Pedreira Paixão; Chao Lung Wen; Linamara Rizzo Batistella

Acta Fisiátr.2007;14(4):204-209

INTRODUÇÃO: As úlceras de pressão são complicações freqüentes em pacientes com lesão medular. Estas precisam de um diagnóstico precoce e um acompanhamento rigoroso para que não evoluam para um quadro mais grave e para não retardar o processo de reabilitação. Infelizmente, não é sempre que o paciente consegue acesso a um centro especializado no tratamento de feridas e, por isso, a telemedicina pode ser útil nesses casos.
OBJETIVO: Avaliar a eficácia de um protocolo de avaliação de úlceras de pressão através de fotografias digitais.
MÉTODOS: Selecionamos 15 pacientes, totalizando 33 úlceras. Os pacientes foram avaliados por 2 médicos fisiatras presenciais, separadamente, que no momento do exame, preencheram a primeira parte do protocolo (dados clínicos do paciente) e tiraram as fotografias. Estas foram encaminhadas aos médicos fisiatras à distância, que avaliaram as feridas através das fotos e dos dados enviados pelo médico presencial. Comparamos as semelhanças e diferenças das avaliações entre os dois médicos presenciais, entre presencial e a distancia e entre os dois médicos à distância nos quesitos grau, necrose, infecção, fístula, secreção, aspecto da borda e do fundo e conduta. A Análise estatística se baseou nos cálculos de Kappa, intervalo de confiança e P valor.
RESULTADOS: Encontramos os maiores valores de Kappa quando comparamos as avaliações presenciais. Para necrose, grau e infecção, os kappas Avaliação Presencial (P) x Avaliação à distância (D) foram substantial e moderate. No item conduta, o Kappa variou de fraco a almost perfect. Nas avaliações das bordas, fundo, secreção e fístula foram encontradas divergências.
CONCLUSÃO: O protocolo é eficaz para avaliar necrose, grau e infecção das úlceras. Existe dificuldade no uso do método para avaliar o aspecto de borda, fundo, secreção e fístula. Houve maior satisfação com o método para úlceras de pressão grau I e II.

Palavras-chave: traumatismos da medula espinal, úlcera de pressão, diagnóstico por imagem, telemedicina

 

Documentação da síndrome dolorosa miofascial por imagem infravermelha

Documentation of myofascial pain syndrome with infrared imaging

Marcos Leal Brioschi; Lin Tchia Yeng; Elda Matilde Hirose Pastor; Daniel Colman; Francisco M. R. Moraes Silva; Manoel Jacobsen Teixeira

Acta Fisiátr.2007;14(1):41-48

Os pontos-gatilho (PG) miofasciais são encontrados em muitas lesões cervicais com hiperextensão/hiperflexão, discopatias e lesões/ desordens por esforço repetitivo. Desde o extremo da simulação, ao frustrante dilema na investigação objetiva da dor crônica, uma das indicações básicas e melhores da comprovação por imagem infravermelha (IR) é a de documentar afecções de tecidos moles, particularmente nos casos em que não são demonstradas por exames radiológicos, eletroneuromiográficos ou laboratoriais. Os autores revisaram a literatura sobre imagem IR na documentação da síndrome dolorosa miofascial. O exame por IR é complemento essencial do diagnóstico clínico mostrando objetivamente PG na forma de pontos aquecidos hiperradiantes. Estas áreas hiperradiantes, correspondem a PG dolorosos anotados no exame clínico. Estes são corroborados pela sensibilidade local e confirmação da dor pelos pacientes. As áreas dolorosas referidas se apresentam termicamente assimétricas com o lado oposto. Os PG latentes, não objetivamente queixados pelos pacientes durante o exame IR, também são descritos sob a forma de pontos hiperradiantes. A presença destes PG latentes pode ser confirmada pela algometria de pressão nestas áreas. Após infiltração/agulhamento há alteração do perfil térmico cutâneo demonstrando resposta neurovegetativa simpática imediata. As alterações de imagem IR se constituem, assim, em importante recurso objetivo na demonstração de PG miofasciais, correlatos com as queixas objetivas do paciente. A documentação dos PG por imagem IR é útil no direcionamento para causa da dor, orientação do tratamento adequado, assim como avaliação de sua resposta.

Palavras-chave: síndromes da dor miofascial, termografia, diagnóstico por imagem

 

Efeito do movimento passivo contínuo isocinético na hemiplegia espástica

Effect of isokinetic continuous passive mobilization in spastic hemiplegia

Vanessa Pelegrino Minutoli; Marta Delfino; Sérgio Takeshi Tatsukawa de Freitas; Mário Oliveira Lima; Charli Tortoza; Carlos Alberto dos Santos

Acta Fisiátr.2007;14(3):142-148

O Acidente Vascular Encefálico (AVE), afeta freqüentemente a função do Sistema Nervoso Central (SNC). O objetivo principal da reabilitação física é a restauração da função motora para executar as atividades de vida diária tais como, agarrar, alcançar e realizar movimentos complexos. As funções motoras são dependentes do controle da força muscular que se torna comprometida com os danos do Sistema Nervoso Central e se manifesta com incoordenação, hiperreflexia, espasticidade e fraqueza muscular unilateral. Existem vários métodos para quantificar a espasticidade. Atualmente o dinamômetro isocinético demonstra ser um equipamento mais eficaz, pois favorece a padronização da angulação, velocidade de estiramento e posicionamento, podendo minimizar a subjetividade da avaliação. Desde modo, o objetivo desse trabalho foi analisar o efeito da mobilização passiva continua em duas velocidades (120º/s e 180º/s) em pacientes hemiplégicos com hipertonia espástica. Cinco pacientes entre 40 - 55 anos de ambos os sexos com história de AVE apresentando espasticidade, foram submetidos a mobilização passiva contínua por um dinamômetro isocinético por 30 repetições, em velocidades de 120º/s e 180º/s. Todos apresentaram grau 2 de espasticidade dos músculos extensores do joelho e graus 0, 1 e 1+ dos músculos flexores pela escala modificada de Ashworth. Os resultados mostraram uma redução significativa da resistência passiva a partir da 6ª repetição em ambas as velocidades angulares. Concluiu-se que o movimento passivo continuo realizado no dinamômetro isocinético é uma maneira eficaz para medir e reduzir a espasticidade.

Palavras-chave: acidente cerebrovascular, hemiplegia, espasticidade muscular, reabilitação, dinamômetro de força muscular, atividade motora

 

Efeitos da oclusão vascular parcial no ganho de força muscular

The effects of partial vascular occlusion on gaining muscle strength

Gabriela Perpétua Neves da Costa; Valéria Perpétua Moreira; Amir Curcio dos Reis; Saulo Nani Leite; Samuel Straceri Lodovichi

Acta Fisiátr.2012;19(3):192-197

OBJETIVO: Investigar os efeitos do exercício resistido de baixa intensidade associado à oclusão vascular no ganho de força e volume muscular.
MÉTODO: Foi realizada uma busca sistematizada nos bancos de dados eletrônicos: Science Direct, PEDro e Pubmed, onde foram revisados somente ensaios clínicos randomizados e com pontuação acima de 50% de acordo com a escala de PEDro.
RESULTADOS: Durante a pesquisa foram pré-selecionados e analisados 440 artigos e ao final da seleção, sete artigos preencheram todos os critérios de inclusão e especificações estabelecidas.
CONCLUSÃO: Conclui-se que o exercício de baixa intensidade com oclusão sanguínea é uma alternativa eficaz na indução de hipertrofia muscular, sendo vista como uma nova possibilidade de treinamento muscular orientado para jovens e idosos saudáveis. No entanto, há necessidade de realizar novos estudos, pois ainda existem pontos que permanecem sem explicação, como dor e desconforto durante o treinamento.

Palavras-chave: exercício, força muscular, hipertrofia

 

Elaboração, aplicação e avaliação de um programa de ensino de adaptação ao meio aquático para idosos

Design, application and assessment of an educational pool-therapy adaptation program for the elderly

Juliana Monteiro Candeloro; Fátima Aparecida Caromano

Acta Fisiátr.2007;14(3):170-175

Este artigo apresenta um programa de ensino, elaborado especificamente para este estudo, com quatro sessões, visando o aprendizado de habilidades que garantam independência motora (adaptação ao meio aquático) durante a imersão para pessoas idosas. A adaptação ao meio aquático é pré-requisito para o desenvolvimento da intervenção hidroterapêutica, devido ao receio apresentado por estas pessoas para a realização de atividades em meio aquático, comum nesta população, quando iniciam atividades de hidroterapia. Foram sujeitos deste estudo 18 mulheres, com idade entre 65 e 70 anos. Avaliou-se o desempenho na realização de dez atividades motoras treinadas com base em um roteiro previamente elaborado e pesquisou-se também a pressão arterial e a freqüência cardíaca, como indicadores do estresse provocado pela realização de atividades na água. A avaliação foi realizada pelo pesquisador e por um observador independente, e foi atribuído as notas 1, 2, e 3 para cada atividade motora. Encontrou-se que, o grupo apresentou 89,7% do aproveitamento esperado, na realização das atividades motoras propostas ao final do programa, associado com diminuição da pressão arterial da primeira para a quarta sessão. Concluiu-se que o programa de ensino de adaptação ao meio aquático proposto foi suficiente para produzir alterações nas repostas motoras dos participantes que apresentaram independência no meio aquático e, para estabilizar os níveis de pressão arterial e freqüência cardíaca.

Palavras-chave: hidroterapia, envelhecimento, educação especial, educação em saúde

 

Estudo comparativo da reabilitação virtual e cinesioterapia em relação ao torque do joelho em idosos

Comparative study of virtual rehabilitation and kinesiotherapy for knee torque among the elderly

Márcia Barbanera; Dayane Nunes Rodrigues; Francini de Santana Cardoso; André Lucas de Marco; Patrícia Martins Franciulli; Juliana Valente Francica; Flávia de Andrade e Souza Mazuchi; Aline Bigongiari

Acta Fisiátr.2014;21(4):171-176

O envelhecimento provoca uma série de alterações neuropsicomotoras, como a diminuição da força muscular, da propriocepção, do equilíbrio, da cognição, entre outros. Os exercícios terapêuticos visam diminuir estes déficits e contribuir para uma melhora funcional e da qualidade de vida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo comparar os efeitos da reabilitação virtual e cinesioterapia, no torque do joelho em idosos saudáveis. Método: Os idosos foram divididos em dois grupos aleatoriamente: sete participantes realizaram exercícios com reabilitação virtual formando o grupo Reabilitação Virtual (RV) (69,7 ± 5,5 anos; 71,8 ± 13,7 kg), e sete participantes realizaram cinesioterapia formando o grupo Cinesio (75,4 ± 5,7 anos; 64,7 ± 17,2 kg). O torque dos músculos extensores e flexores do joelho foi avaliado no dinamômetro isocinético, da marca Biodex, System 3. O protocolo consistiu de três contrações isométricas de 5 segundos, nas posições angulares de 45 e 600 de flexão do joelho e cinco repetições de contrações isocinéticas concêntricas nas velocidades de 60, 180 e 3000/s. O protocolo de tratamento foi realizado no período de 3 meses, com duas sessões por semana e 50 minutos cada sessão. No grupo RV foram utilizadas duas modalidades de jogos, incluindo tarefas de desafios e feedback interativo da percepção corporal. Para o grupo Cinesio, foram realizados os mesmos exercícios do protocolo de reabilitação virtual, porém sem estímulo do video game. Para análise estatística, foi utilizado o teste ANOVA, seguido de post hoc Tukey HDS com nível de significância de 0,05. Resultados: O pico de torque isocinético concêntrico e isométrico de extensão e flexão do joelho foram maiores após a intervenção para ambos os grupos. Conclusão: A cinesioterapia, assim como a reabilitação virtual, são eficazes para o aumento do torque extensor e flexor do joelho, o que pode auxiliar na diminuição da incidência de quedas em idosos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Força Muscular, Reabilitação

 

Evolução da independência funcional de idosos atendidos em programa de assistência domiciliária pela óptica do cuidador

Evolution of the functional independence of elderly patients from a home care service through the point of view of caregivers

Natalia Aquaroni Ricci; Naira Dutra Lemos; Karine Fróes Orrico; Juliana Maria Gazzola

Acta Fisiátr.2006;13(1):26-31

O conhecimento do desempenho do idoso em suas atividades é de grande importância na assistência domiciliar, pois é o que norteia os profissionais e o cuidador no monitoramento dos cuidados prestados. O objetivo deste estudo foi avaliar a evolução da independência funcional de idosos inclusos em um programa de assistência domiciliária, sob a ótica do cuidador pela Medida de Independência Funcional (MIF), em dois momentos, com intervalo de um ano entre eles. Foi realizado estudo de seguimento, no qual os dados foram obtidos pelos prontuários de 22 pacientes, que continham a avaliação da MIF nos dois momentos estudados (outubro de 2003 e outubro de 2004). Foram excluídos os prontuários que apresentaram mudança de cuidador entre as avaliações, exclusão do programa e óbito. Realizou-se análise descritiva simples e para verificar as diferenças estatísticas o teste t-pareado e teste de Wilcoxon. A associação dos resultados da MIF com as variáveis de gênero, idade e comorbidades dos idosos foram analisadas por meio do test t - pareado e correlação de Pearson. A amostra caracterizou-se por uma maioria feminina, com idade avançada e múltiplas doenças associadas. Não foram encontradas diferenças significantes entre as avaliações, das médias da MIF motor, cognitivo e total, das medianas das seis áreas e das dezoito atividades da MIF. A manutenção na atividade expressão se associou com o gênero feminino, enquanto que a atividade interação social e a área cognição com o número de comorbidades. Observou-se manutenção da independência funcional dos pacientes no período estudado. Os resultados sugerem que no período de um ano os idosos foram capazes de manter ou retardar seu declínio funcional.

Palavras-chave: saúde do idoso, idoso débil, pacientes domiciliares, serviços de assistência domiciliar, medida de independência funcional.

 

Fortalecimento muscular e condicionamento físico em hemiplégicos

Muscle strengthening and physical conditioning in chronic stroke subjects

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Edênia Santos Garcia Oliveira; Eneida Geralda Santos Santana; Gessione Patricia Resende

Acta Fisiátr.2000;7(3):108-118

Estudos da literatura demonstram um agravamento do déficit funcional do processo de envelhecimento pelas manifestações clínicas do Acidente vascular cerebral (AVC), como fraqueza muscular, descondicionamento e espasticidade. Pacientes hemiplégicos crônicos submetidos a treinamento de força muscular e condicionamento aeróbico apresentam melhora da velocidade da marcha, maior capacidade de geração de força, aumento do VO2 máximo, melhora da performance funcional e da qualidade de vida, sem, entretanto, alterar o tônus muscular.

Palavras-chave: AVC. Hemiplegia. Condicionamento físico. Fortalecimento muscular. Espasticidade.

 

Limiar de tolerância de dor à pressão, estilo de vida, força muscular e capacidade funcional em idosas com sarcopenia

Pressure pain threshold, lifestyle, muscle strength and functional capacity in elderly women with sarcopenia

Alessandra Rodrigues Souto Lima; Leslie Andrews Portes; Natália Cristina de Oliveira; Fábio Marcon Alfieri

Acta Fisiátr.2016;23(2):73-77

Objetivo: Avaliar o impacto desta condição sobre a força muscular, capacidade funcional, estilo de vida e limiar de tolerância de dor à pressão. Métodos: Idosas consideradas saudáveis (n = 75) de 60 a 75 anos (66,8 ± 4,6 anos) foram estudadas em um desenho observacional e transversal. Foram excluídas as que apresentavam dor maior do que 4 na Escala Visual Analógica (EVA) e que utilizavam medicação analgésica e/ou anti-inflamatória. A composição corporal e a presença de sarcopenia foram avaliadas por meio de impedância bioelétrica. Foram constituídos dois grupos: CO - grupo controle (n = 51) e SARC - grupo sarcopenia (n = 24, índice de massa muscular menor que 6,86 kg/m2). Resultados: A capacidade funcional foi determinada pelo Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6min), e a força de preensão manual e de flexão dos cotovelos por dinamometria. O estilo de vida foi avaliado pelo questionário FANTASTICO. O limitar de tolerância à dor foi determinado por algometria. Os dados foram analisados por meio do teste t de Student (p < 0,05). CO e SARC não diferiram quanto à idade, percentual de gordura corporal, estilo de vida, TC6min, força de flexão dos cotovelos e em praticamente todos os pontos analisados pela algometria. Entretanto, foram verificadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos em relação à força de preensão manual e na algometria da inserção direita do bíceps braquial. Conclusão: Idosas com significante redução de massa muscular não exibem prejuízos em relação à funcionalidade e sensação de dor muscular e tendínea, provavelmente por uma condição pré-sarcopênica.

Palavras-chave: Envelhecimento, Força Muscular, Aptidão Física, Limiar da Dor, Sarcopenia

 

Musculação e condicionamento aeróbio na performance funcional de hemiplégicos crônicos

Exercise Machines and aerobic conditioning on functional performance of chronic stroke survivors

Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela; Priscila Carvalho e Silva; Renata Cristina Magalhães Lima; Ana Cristina Costa Augusto; Aline Cristina de Souza; Fátima Goulart

Acta Fisiátr.2003;10(2):54-60

O objetivo do presente estudo foi investigar a performance funcional em indivíduos hemiplégicos crônicos, quando submetidos a um programa de fortalecimento muscular, utilizando a musculação e condicionamento aeróbio. Trinta pacientes foram recrutados na comunidade obedecendo aos critérios de inclusão, e submetidos ao programa de treinamento pré-estabelecido, três vezes por semana, durante 10 semanas. Os pacientes foram avaliados antes e após o treinamento nos seguintes parâmetros funcionais: velocidade de marcha, habilidade para subir escadas, endurance (velocidade máxima e índice de custo fisiológico) e simetria no sentar e levantar. Estatísticas descritivas e testes de normalidade (Shapiro-Wilk) foram utilizadas para todas as variáveis. Testes-t de Student para dados emparelhados foram utilizados para investigar o impacto do treinamento. Melhoras significativas (p<0,001) foram observadas na velocidade de marcha, habilidade para subir escadas e velocidade máxima. Não foram observadas diferenças significativas nas medidas de simetria e índice de custo fisiológico. Os achados demonstraram melhoras significativas nas medidas de performance funcional, após 10 semanas de treinamento, associando musculação e condicionamento aeróbio.

Palavras-chave: Acidente cerebrovascular, hemiplegia, fortalecimento muscular, musculação, condicionamento aeróbio, performance funcional.

 

O Envelhecimento

Aging

Cesar Timo-Iaria

Acta Fisiátr.2003;10(3):114-120

O crescimento da população idosa vem se tornando uma preocupação. Atualmente essa população consegue trabalhar até uma idade avançada, ocupando empregos que poderiam ser de jovens que buscam entrar no mercado de trabalho, em países onde a previdência social é atribuição governamental, os gastos com aposentadoria estão se tornando cada vez mais onerosos para os orçamentos nacionais.
O envelhecimento ou senescência, configura-se como um processo múltiplo e desigual de comprometimento das funções que caracterizam o organismo vivo.
Cada ser vivo dura o suficiente para se reproduzir e ser substituído pela geração subsequente, o que explica que exista uma expectativa de vida média mais ou menos constante em cada espécie biológica. Tudo indica que a ocorrência da senescência resulta de processos presentes no núcleo celular, ligados à produção de certas proteínas como a terminina.
Pesquisas mais recentes apontam também para a relevância da liberação e inativação insuficiente de radicais livres no desencadeamento e progresso da senescência.
Sabe-se que na Grécia antiga a duração média de vida atingiu valores que nos outros locais só se encontrariam no século XX. A longevidade dos gregos antigos ainda é um mistério, o mais provável é que se tratasse de uma característica genética que se diluiu progressivamente pelas conquistas militares gragas.
A longevidade atual deriva sem dúvida nenhuma da conquista da medicina e da educação que possibilitam que o progresso médico se estenda a fração apreciável de suas populações.

Palavras-chave: Envelhecimento. Idoso

 

O papel da vitamina D na força muscular em idosos

The role of vitamin D in muscle strength among the elderly

Patrícia Zambone da Silva; Rodolfo Herberto Schneider

Acta Fisiátr.2016;23(2):96-101

A hipovitaminose D é uma condição frequente em idosos e está associada ao risco aumentado de fratura. A deficiência de vitamina D é comum entre indivíduos idosos em localidades de grandes latitudes e muito comum entre os institucionalizados. Atualmente há também evidências de que a baixa concentração vitamina D é associada com vários distúrbios de origem não musculo-esquelética, tais como doenças cardiovasculares, inflamação, doenças infecciosas, entre outras. Além disso, estudos clínicos em idosos têm demonstrado que os baixos níveis séricos de vitamina D correlacionam-se com força muscular reduzida em membros inferiores e pior desempenho físico. No entanto, os níveis necessários para manter a função muscular adequada e força ainda não foram estabelecidos. Objetivo: Avaliar as evidências recentes dos efeitos da vitamina D na força muscular de indivíduos idosos. Métodos: Realizou-se levantamento dos estudos publicados no período de 2010 a 2014 nas bases Pubmed, Medline e Scopus, usando os termos "cholecalciferol", "muscle strength" e "elderly". Resultados: Sete estudos foram selecionados. Os resultados obtidos sugeriram influência positiva da vitamina D na força muscular de idosos. Conclusão: Esta revisão demonstrou que, apesar da ação da vitamina D no sistema musculoesquelético ainda parecer incerto, houve uma tendência de maior benefício com a suplementação de vitamina D em doses maiores. Entretanto, estudos adicionais são necessários para definição do melhor perfil terapêutico.

Palavras-chave: Colecalciferol, Força Muscular, Idoso

 

Obesidade infantil e suas relações com o equilíbrio corporal

Childhood obesity and its effect on corporeal balance

Luiz Fernando Cuozzo Lemos; Ana Cristina de David; Clarissa Stefani Teixeira; Carlos Bolli Mota

Acta Fisiátr.2009;16(3):138-141

As relações entre a estabilidade do corpo, problemas de saúde, gênero e idade ainda são escassas. Uma das maiores preocupações relaciona-se com crianças obesas. Mesmo que tal temática seja de suma importância, relações do equilíbrio corporal com a obesidade infantil mostram uma carência de investigações. Este estudo foi desenvolvido para identificar e relacionar os comprometimentos da obesidade com as aquisições da estabilidade e com a manutenção da postura corporal em crianças, por meio de uma revisão bibliográfica. Logo, este estudo objetivou identificar os aspectos relacionados ao equilíbrio corporal e a postura de crianças obesas. Foi realizada a busca bibliográfica em artigos indexados de três bases de dados: Lilacs, Sciencedirect, e Scielo, com as palavras equilíbrio, crianças, controle postural e obesidade, combinadas entre si. De acordo com os estudos encontrados, foi possível inferir que a dificuldade da manutenção do equilíbrio corporal de crianças obesas está relacionada principalmente às modificações físicas do corpo somadas às menores quantidades de vivências corporais. Porém, os estudos apresentam divergência sobre os efeitos da obesidade na infância e o equilíbrio corporal, demonstrando necessidade de novas pesquisas com métodos modernos e atuais.

Palavras-chave: Criança, Obesidade, Postura, Equilíbrio Musculosquelético

 

Redução da força muscular respiratória em indivíduos com artrite reumatoide

Reduction of respiratory muscle strength in subjects with rheumatoid arthritis

Fernanda Matos Weber; Rodrigo da Rosa Iop; Ana Paula Shiratori; Susana Cristina Domenech; Noé Gomes Borges Júnior; Monique da Silva Gevaerd

Acta Fisiátr.2014;21(4):183-188

Objetivo: Avaliar a força muscular respiratória de pacientes com Artrite Reumatoide (AR) em comparação a indivíduos saudáveis e correlacionar com o nível de atividade da doença (DAS-28) e índice de massa corporal (IMC). Método: Estudo transversal onde foram avaliadas 18 mulheres, com média de idade de 57,94 anos, sendo 8 com AR (Grupo AR) e 10 saudáveis (Grupo Controle), pareadas por idade. Todas foram submetidas às seguintes avaliações: ficha cadastral -dados de identificação e clínicos; exame físico -massa corporal, estatura e IMC; DAS-28; dosagem de proteína C-reativa (PCR) e determinação dos valores de Pressão Inspiratória Máxima (PImáx) e Pressão Expiratória Máxima (PEmáx), por meio de um manovacuômetro. Foi adotado o nível de significância de 5%. Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos AR e Controle em relação à PImáx (-46,25 ± 17,67 cmH2O vs. -81,00 ± 19,69 cmH2O; p < 0,01) e PEmáx (58,75 ± 17,26 cmH2O vs. 78,00 ± 6,32 cmH2O; p < 0,01). Também verificou-se diferença entre o grupo AR e valores preditos para a idade em relação à PImáx (-46,25 ± 17,67 cmH2O vs. -81,06 ± 4,11 cmH2O; p < 0,01) e PEmáx (58,75 ± 17,26 cmH2O vs. 78,92 ± 5,33 cmH2O; p < 0,01). Adicionalmente, foi encontrada correlação significativa entre a PEmáx e IMC (p = 0,03). Não houve correlação significativa entre as variáveis PImáx - PCR, DAS-28 e IMC, e entre PEmáx - DAS e PCR. Conclusão: Esses dados reforçam o caráter sistêmico da AR e levantam a necessidade de uma avaliação global do paciente, que não foque apenas no componente articular, mas verifique também a força dos músculos respiratórios desses indivíduos, para determinação de estratégias terapêuticas mais específicas e adequadas.

Palavras-chave: Artrite Reumatoide, Força Muscular, Músculos Respiratórios

 

Relação entre a força de preensão palmar e a espasticidade em pacientes hemiparéticos após acidente vascular cerebral

Relationship between grip strength and spasticity in hemiparetic patients after stroke

Leonardo Petrus da Silva Paz; Vera Regina Fernandes da Silva Marães; Guilherme Borges

Acta Fisiátr.2011;18(2):75-82

O objetivo deste trabalho foi investigar a relação entre a força muscular isométrica máxima de preensão e a espasticidade de músculos da extremidade superior parética. Foram incluídos 33 pacientes com diagnóstico clínico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em diferentes estágios de recuperação sensório-motora, de ambos os sexos com média de idade de 50,84 (±13,69 anos) e que foram atendidos no Hospital das Clínicas de Campinas-SP ou centros de reabilitação. Em estudo descritivo transversal foram colhidos em sessão única os seguintes dados: a)-força isométrica máxima de preensão, utilizando-se dinamômetro hidráulico em três tentativas alternadas para cada membro; b) grau de espasticidade graduado por meio da escala de tônus de Ashworth de 8 grupos músculos da extremidade superior parética (AS). Para caracterização da amostra foram utilizados itens da extremidade superior da escala de desempenho físico de Fugl-Meyer (UE-FMA) para avaliação da recuperação sensório motora; o nível de independência funcional foi avaliado com o Índice de Barthel e a capacidade funcional com Teste da Ação para Extremidade Superior (ARA). A força de preensão foi avaliada com dinamômetro pela média e pelo melhor valor de três tentativas para o membro parético (mais fraco) e para o membro mais forte (não parético). A força de preensão foi estatisticamente maior no lado mais forte (p<0,05) e os valores de ambos os membros superiores estão abaixo de valores normativos da literatura para indivíduos normais de mesmo sexo, idade e lado testado. O valor médio de preensão da extremidade superior "mais forte" de 31,17 KgF (±10,22) e para o membro parético, foi de 10,88 ±8,82 KgF. Houve apenas uma fraca correlação entre a força muscular e o tônus muscular dos músculos avaliados, incluindo músculos flexores dos dedos, adutores de polegar e flexores de cotovelo (r<0,60). Estes dados sugerem que o dinamômetro hidráulico pode ser utilizado para mensuração de força muscular em pacientes com preensão débil conforme protocolo apresentado.

Palavras-chave: Acidente Cerebral Vascular, Espasticidade Muscular, Força Muscular, Hemiplegia, Idoso

 

Resultados de um programa de condicionamento físico em um paciente com hemofilia A grave

Results of a physical fitness program for a patient with severe hemophilia A

Leonardo Danelon da Cruz; Cristiane Gonçalves da Mota; Cristiane Vieira Cardoso; Katia Lina Miyahara; Rodrigo Luis Yamamoto; Donaldo Jorge Filho

Acta Fisiátr.2015;22(2):97-100

A hemofilia é uma doença que afeta a coagulação do sangue pela falta ou diminuição do fator de coagulação VIII ou IX. Esta deficiência faz com que a pessoa sangre por um tempo maior do que uma pessoa normal se não for medicada. Foi avaliado um indivíduo do sexo masculino de 31 anos com hemofilia A grave, artropatia hemofílica em cotovelo esquerdo e tornozelo direito. Foram realizadas 20 meses de treinamento resistido e aeróbio. As musculaturas envolvidas nos exercícios resistidos foram o peitoral maior, latíssimo do dorso, bíceps braquial, tríceps braquial, deltoide, quadríceps e isquiotibiais, sendo realizadas duas séries de 10 repetições para cada um e intervalo de 45 segundos, com intensidade de acordo com o teste inicial de 10 RM baseados na percepção de esforço de 11 a 13 da Escala de Borg. O exercício aeróbio foi realizado em bicicleta ergométrica horizontal com duração de 20 minutos, sendo aferida a frequência cardíaca de repouso, aos 10 e aos 20 minutos do exercício, e após três minutos do término. Nos seis meses antes de iniciar o programa o paciente sofreu três hemorragias, duas espontâneas, em cotovelo e tornozelo esquerdos e uma em coxa direita por pequeno trauma não identificado - em todas fazendo uso do FAH. Durante os 20 meses, o paciente teve uma hemorragia após oito meses de tratamento, no cotovelo esquerdo por trauma durante os exercícios após aumento de carga. Após este episódio, o paciente teve outro sangramento, porém espontâneo, na mesma articulação 12 meses depois. O menor ganho de força foi de tríceps braquial com 33% e o maior foi 257% em extensores de joelho, sendo a média de ganho geral de força muscular de 121%. A prática de exercícios físicos de forma supervisionada é um importante instrumento auxiliar no tratamento das pessoas com hemofilia, demonstrando a necessidade de treino de força e resistência muscular específico para este grupo de pessoas quanto à prevenção de lesões, evitando o desgaste e comprometimento do sistema musculoesquelético. O propósito deste estudo é apresentar os resultados obtidos em um programa de Condicionamento Físico, na prevenção de hemorragias de uma pessoa com hemofilia A grave e sua ação profilática, sem a administração do fator anti-hemofílico (FAH).

Palavras-chave: Hemofilia A, Condicionamento Físico Humano, Força Muscular, Exercício

 

Teste de força de preensão utilizando o dinamômetro Jamar

Test of grip strength using the Jamar dynamometer

Iêda Maria Figueiredo; Rosana Ferreira Sampaio; Marisa Cota Mancini; Fabiana Caetano Martins Silva; Mariana Angélica Peixoto Souza

Acta Fisiátr.2007;14(2):104-110

A mensuração da preensão é um importante componente da reabilitação da mão. Os testes de força de preensão são comumente usados para avaliar pacientes com desordens da extremidade superior, antes e após procedimentos terapêuticos. São testes simples de administrar e quando adequadamente realizados, podem fornecer informações objetivas que contribuem para análise da função da mão. Protocolo de teste deve ser desenvolvido e cuidadosamente seguido. Um dos instrumentos reconhecidos na literatura é o dinamômetro Jamar, que tem mostrado bons índices de validade e confiabilidade. Tem sido aceito como um instrumento padrão para mensuração da força de preensão e é muito utilizado na clínica por terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Este artigo faz uma revisão sobre alguns aspectos envolvidos na mensuração da força de preensão utilizando o dinamômetro Jamar, tais como, confiabilidade e precisão do instrumento, protocolo sugerido para seu uso, principais aspectos que podem influenciar os resultados, o uso de dados normativos e os fatores que influenciam a força de preensão, incluindo sexo, idade, peso e altura do indivíduo. Recomendações são feitas em relação a estes aspectos para capacitar os clínicos a conduzir adequadamente avaliações de força de preensão.

Palavras-chave: avaliação, membro superior, força da mão, dinamômetro de força muscular

 

Treino de força muscular de membros superiores orientado à tarefa na distrofia miotônica do tipo 1: estudo de caso

Task-oriented upper limb strength training in myotonic dystrophy type 1: case study

Joyce Martini; Camila Quel de Oliveira; Heloise Cazangi Borges; Therezinha Rosane Chamlian

Acta Fisiátr.2011;18(2):102-106

O objetivo do presente estudo foi verificar os efeitos do treino de força muscular dos membros superiores a partir da abordagem orientada à tarefa, com relação à força muscular, à funcionalidade e à qualidade de vida de um indivíduo adulto com distrofia miotônica do tipo1. Foi realizado um treino de força muscular submáximo (60% da resistência máxima), na freqüência de três terapias semanais, num período de 16 semanas, constituído de três avaliações, a inicial, a final e a de seguimento de um mês do término do protocolo, com base na Medical Research Council scale (MRC), no Total Muscle Score (TMS), na Medida de Função Motora (MFM) e na versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF-36. Com relação à força muscular, houve um incremento de 5% no TMS. Na funcionalidade, a MFM apresentou um acréscimo de 1,04% na avaliação final, o qual se perdurou na avaliação de seguimento. Na SF-36, o participante apresentou um acréscimo de 2,12% na segunda avaliação, retornando à pontuação inicial após um mês do protocolo; porém no domínio de capacidade funcional manteve-se o aumento de 20%. O treino de força muscular submáximo orientado à tarefa mostrou-se benéfico com base na força muscular e no domínio de capacidade funcional do questionário de qualidade de vida; porém denotou restrita variação quantitativa no âmbito da funcionalidade.

Palavras-chave: Distrofia Miotônica, Exercício, Força Muscular, Qualidade de Vida

 

Uso de testes clínicos para verificação do controle postural em idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos

Use of clinical tests for verification of postural control in healthy elderly submitted to physical exercise programs

Fábio Marcon Alfieri; Marcelo Riberto; Lucila Silveira Gatz; Carla Paschoal Corsi Ribeiro; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr.2010;17(4):153-158

O controle postural no envelhecimento diminui e a prática de exercícios físicos pode melhorar esta importante função. A fim de medir estas possíveis melhoras, podem ser usados diversos testes. O objetivo deste estudo foi o de analisar o uso de testes clínicos de medidas indiretas para verificar as alterações sobre o controle postural de idosos saudáveis submetidos a programas de exercícios físicos. O desenho do estudo foi um ensaio clínico simples-cego e aleatorizado com braços paralelos. Participaram da pesquisa 46 idosos divididos aleatoriamente em dois grupos de exercícios: multissensoriais (GMS, n=23, 68,8±5,9 anos) e de fortalecimento (treino resistido) (GR, n=23, 70,18±4,8). Ambos os grupos realizaram 12 semanas (2dias/semana, 50m/dia) de exercícios. Para avaliação do controle postural foram utilizados os testes: Timed up and go (TUG), teste de apoio unipodal, bateria de testes de Guralnik e escala de equilíbrio funcional de Berg. Os indivíduos do GMS apresentaram melhora significativa nos testes TUG e bateria de testes de Guralnik e o GR não apresentou melhora em nenhum dos testes. A melhora no tempo de execução do teste TUG do GMS que foi de 9,1±8,04 para 8,0±1,0 segundos após a intervenção, foi estatisticamente superior ao resultado do GR. Acreditamos que o teste TUG e a bateria de testes de Guralnik são boas opções para avaliar o controle postural de idosos submetidos a programas de intervenção. Embora o TUG não possa ter seu tempo diminuído indefinidamente, permite verificar até mesmo dentro de um tempo de normalidade, alterações promovidas por exercícios físicos.

Palavras-chave: Envelhecimento, Exercício, Equilíbrio Postural, Avaliação

 

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