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Número atual: Dezembro 2017 - Volume 24  - Número 4

ARTIGO ORIGINAL

1 - Influência do tempo de prática do ballet sobre equilíbrio e estabilização pélvica

Influence of long and short term ballet practice on balance and pelvic stabilization

Janaína Teixeira Sentena; Patrícia Morales Soares; Simone Lara; Lilian Pinto Teixeira; Graziela Morgana Silva Tavares; Rodrigo de Souza Balk

Acta Fisiátr. 2017;24(4):165-169

Objetivo: Identificar se o tempo de pratica do ballet influencia o equilíbrio postural (EP) e a capacidade de estabilização pélvica (CEP). Métodos: Foram incluídas bailarinas, alocadas em dois grupos: o grupo 1, que praticou o ballet por um período mínimo de um ano e máximo de dois anos e 11 meses (N=11) e grupo 2, que praticou o ballet por um período superior a três anos (N=10). O EP foi avaliado através da posturografia dinâmica computadorizada, por meio dos testes de organização sensorial (TOS). A CEP foi avaliada através do teste da ponte com extensão unilateral do joelho. Resultados: O tempo de prática do ballet influenciou o EP das meninas, uma vez que as bailarinas mais experientes obtiveram valores superiores relacionados ao sistema vestibular; porém não houve diferença entre os grupos em relação a estabilidade pélvica. Conclusão: O maior tempo de prática do ballet influenciou positivamente o EP das bailarinas.

Palavras-chave: Equilíbrio Postural, Pelve, Dança

2 - Physiotherapy prescription among elderly users of primary healthcare facilities

Uso de fisioterapia entre idosos usuários de serviços de atenção primária

Natalia Akemi Yamada Terada; Scarlet Feitosa Santos; Miriane Lucindo Zucoloto; Edson Zangiacomi Martinez

Acta Fisiátr. 2017;24(4):170-174

A fisioterapia ocupa um papel importante na promoção da saúde e da autonomia para os idosos, e o sistema de atenção à saúde deve estar apto a oferecer suporte adequado para as pessoas desta faixa etária. Objetivo: Determinar a prevalência de uso de fisioterapia entre idosos (60 anos ou mais) usuários de serviços de atenção primária à saúde de Ribeirão Preto, Brasil, e investigar suas associações com variáveis como sexo, idade, nível educacional e classe socioeconômica. Métodos: Os dados foram coletados por entrevistas pessoais. Os idosos foram convidados a participar do estudo enquanto aguardavam por um atendimento médico em uma unidade de saúde. Modelos de regressão log-binomiais foram utilizados para ajustar os dados. A amostra foi composta por 224 (63%) mulheres e 133 (37%) homens. Resultados: Ao todo, 141 (39,5%) idosos relataram ter usado fisioterapia em algum momento de suas vidas. A prevalência de utilização da fisioterapia entre as mulheres foi de 42,0% (IC 95%: 35,4% - 48,7%) e entre homens foi de 35,3% (IC 95%: 27,2% - 44,1%). A utilização de fisioterapia foi mais frequente entre pessoas idosas portadoras de plano de saúde, classe socioeconômica mais privilegiada e maior escolaridade. Isto sugere que grupos mais privilegiados da população possuem maior acesso à fisioterapia e maior possibilidade de pagar por atendimento que pessoas sem cobertura de planos de saúde. Conclusão: A participação de fisioterapeutas na atenção primária à saúde deve ser encorajada, objetivando reduzir as desigualdades no acesso a tais recursos.

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Assistência a Idosos, Serviços de Saúde, Fisioterapia

3 - Terapia de ondas de choque focal para osteoartrose de joelho: um ensaio clínico randomizado duplo-cego

Focused extracorporeal shockwave therapy (f-ESWT) for knee osteoarthritis: a double-blind randomized clinical trial

Fabíola Cavalieri; Gilson Tanaka Shinzato; Victor Figueiredo Leite; Sabrina Saemy Tome Uchiyama; Margarida Harumi Miyazaki; André Kazuyoshi Kirihara; Linamara Rizzo Battistella

Acta Fisiátr. 2017;24(4):175-179

Objetivo: Avaliar eficácia da terapia de ondas de choque focal (f-ESWT) comparada ao placebo para dor e incapacidade em pacientes com osteoartrose de joelho (OA). Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo controlado, pacientes com OA primária de joelhos realizaram exercícios (alongamentos de isquiotibiais e fortalecimento de quadríceps) e randomizados em f-ESWT ou placebo. Todos os pacientes foram submetidos a 4 sessões semanais de 7.000 pulsos, e no grupo f-ESWT a energia foi de até 0.15mJ/mm2. O desfecho primário foi a escala analógica visual (VAS) para dor em 1 mês. Os desfechos secundários foram WOMAC, TUG, Lequesne e índice de resposta OMERACT-OARSI em 1 e 3 meses; bem como VAS aos 3 meses e eventos adversos (EAs). O teste de Mann-Whitney U e o teste exato Fisher foram utilizados com alfa = 5% e poder = 80% em uma análise de intenção de tratar. Os desfechos contínuos foram relatados como média ± desvio padrão. Resultados: 18 pacientes (9 em cada grupo), idade de 60.6±8.7 com 33.3% homens. Não houve diferença significativa entre grupos em qualquer variável. F-ESWT não foi superior ao placebo em 1 mês: VAS = -2,97 ± 3,18 e -2,68 ± 2,33 cm, respectivamente, p = 0,96. Somente o TUG no 1º mês foi significativo: 9.09 ± 2.30 e 11.01 ± 2.85 seg, p = 0.01. Conclusão: f-ESWT não foi superior ao placebo para osteoartrose de joelhos. Este estudo foi insuficiente para detectar diferenças. Novos estudos devem usar WOMAC A (subescala dor) como desfecho primário e recrutar 92 pacientes.

Palavras-chave: Ondas de Choque de Alta Energia, Osteoartrite do Joelho, Avaliação da Deficiência

4 - Dinapenia e qualidade de vida em indivíduos infectados pelo HIV

Dynapenia and quality of life in HIV-infected individuals

Ana Paula de Oliveira Lédo; Janmille de Sá Neves; Bruno Prata Martinez; Carlos Brites

Acta Fisiátr. 2017;24(4):180-185

O surgimento da terapia antirretroviral (TARV) eficaz, transformou o perfil evolutivo da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV) em uma doença crônica, com o aumento da expectativa de vida e complicações relacionadas ao uso desta, como a fraqueza muscular. Objetivo: Descrever a ocorrência de dinapenia e sua relação com qualidade de vida em indivíduos infectados com HIV. Métodos: Estudo observacional, de corte transversal, onde a força de preensão palmar foi avaliada através da dinamometria. Foram incluídos indivíduos infectados pelo HIV com idade ≥18 anos e capacidade para aferição da força muscular. O diagnóstico de dinapenia foi determinado pelos critérios definidos pela literatura para avaliação da força de preensão palmar e o índice de massa corporal (IMC). Para avaliação da qualidade de vida utilizou-se o questionário de qualidade de vida Short-Form Health Survey (SF-36). Outras variáveis mensuradas foram tempo de uso de TARV e o Índice de Comorbidades de Charlson (ICC), além de idade, sexo e peso. Resultados: A presença de dinapenia foi de 11,6% na amostra estudada. Houve associação de dinapenia com as variáveis idade (p=0,0001), presença de cormobidades (p=0,0001), menor força de preensão palmar (p=0,0001) e menor IMC (p=0,033). A qualidade de vida mostrou-se comprometida tanto nos domínios de aspectos físicos quanto nos de aspectos mentais. Conclusão: Existe dinapenia em uma parte dos indivíduos com HIV e houve associação desta com pior qualidade de vida, sugerindo a necessidade de rastreio e tratamento deste problema nessa população, muitas vezes subnotificado.

Palavras-chave: Debilidade Muscular, Qualidade de Vida, Soropositividade para HIV

5 - Função neuromuscular do bíceps braquial em contração isométrica após termoterapia

Neuromuscular function of braquial biceps in isometric contraction after termotherapy

Fábio Gonçalves Guedes; Maraline Cristina de Andrade; Maycon Rodrigo Felício de Almeida; Hícaro Felizardo Amorim; João Eduardo Machado da Costa Antunes; Josimar Bento Machado; Sílvia Regina Costa Dias

Acta Fisiátr. 2017;24(4):186-192

A alteração na temperatura de um tecido pode promover efeitos fisiológicos que levam a alterações circulatórias e nervosas, tais como vasodilatação e aumento na flexibilidade. Objetivo: Avaliar, através de uma avaliação neuromuscular não invasiva, como a termoterapia influencia na força muscular e nos sinais mioelétricos do bíceps braquial em contração isométrica. Métodos: Dezessete voluntários foram orientados a fazer contração isométrica do músculo bíceps braquial concomitantemente com a eletromiografia de superfície. A avaliação eletromiográfica e de força foram realizadas antes e após a intervenção com recursos termoterapêuticos: gelo (15 minutos) e ultrassom continuo (1MHz, 0.8W/cm2, 7 minutos). Resultados: Mostraram que as mulheres possuem menos força e ativam menos unidades motoras. No entanto, a frequência de disparos elétricos nas vias efetoras é maior, o que indica maior propensão à fadiga. Após a aplicação do calor, não foram observadas diferenças na resposta neuromuscular do bíceps braquial em contração. Já a crioterapia, promoveu redução significativa na força e no número de unidades motoras ativadas durante a contração. O resfriamento do tecido muscular promove a diminuição da ação das fibras musculares, uma vez que há redução da velocidade da condução do impulso nervoso e do reflexo do arco miotático. Além disso, a crioterapia também diminui a sensibilidade dos órgãos tendinosos de Golgi, aumenta a viscosidade sanguínea, provoca a vasoconstrição. Todos estes fatores, somam-se para culminar na diminuição da ativação neuromuscular e, consequentemente, na redução da força do músculo.

Palavras-chave: Eletromiografia, Terapia por Ultrassom, Crioterapia, Força Muscular

6 - Impacto da violência por arma de fogo em adolescentes e jovens internados em hospital de referência com base na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

Impact of violence by firearms on adolescent and young adults hospitalized in a referral hospital based in the International Classification of Functioning, Disability and Health

Nilce Almino de Freitas; Ana Valeska Siebra e Silva; Ana Cristhina de Oliveira Brasil; Vasco Pinheiro Diógenes Bastos; Ismênia de Carvalho Brasileiro; Lenise Castelo Branco Camurça Fernandes

Acta Fisiátr. 2017;24(4):193-199

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) gera informações em saúde e permite a identificação do impacto na funcionalidade em diferentes situações clínicas, como por exemplo, nas perfurações por arma de fogo (PAF). Objetivo: Descrever o impacto da violência por arma de fogo em adolescentes e jovens internados em hospital de referência terciária em trauma com base na CIF. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, quantitativo, realizado de junho a dezembro de 2014, em Fortaleza - CE, Brasil. A amostra foi de 231 participantes, ambos os gêneros, com idade de 12 a 24 anos. Aplicou-se uma lista resumida da CIF em dois momentos, na admissão e alta hospitalar. Resultados: As categorias mais alteradas do componente Atividade e Participação na admissão foram mobilidade (72,27%), interações e relacionamentos interpessoais (65,4%) e autocuidado (37,8%); e do componente Funções do Corpo foram respiratórias (26,71%), sensoriais e dor (25,35%), voz e fala (20,1%), mentais (13,26%), neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento (11,04%). Na alta, as categorias mais alteradas do componente Atividade e Participação foram interações e relacionamentos interpessoais (64,5%), mobilidade (36,79%) e autocuidado (29,29%); e do componente Funções do Corpo foram sensoriais e dor (23,38), voz e fala (16,8%), mentais (13,26%), neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento (10,45%), e do sistema respiratório (5,05%). Categorias relacionadas à mobilidade e respiração foram as que demonstraram maiores percentuais de melhora na alta, enquanto as funções sensoriais e atividades relativas à interação interpessoal foram as que indicaram menor percentual de melhora. Conclusão: Esta classificação possibilitou traçar um perfil de funcionalidade destes indivíduos e codificar a informação por meio da CIF, detectando-se o risco de incapacidade funcional no momento da admissão e da alta, elementos decisivos para a resolução das realidades clínicas.

Palavras-chave: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Violência, Ferimentos por Arma de Fogo, Adolescente, Adulto Jovem

ARTIGO DE REVISÃO

7 - Correlação entre gravidade clínica e estado funcional com achados eletroneuromiograficos, em pacientes com síndrome do túnel do carpo: uma revisão sistemática

A correlation between clinical severity and functional state with nerve conduction studies findings in patients with carpal tunnel syndrome: a systematic review

Andressa Silvia Faé Nunes; Lucas Martins de Exel Nunes; Luciana Dotta; Tae Mo Chung; Linamara Rizzo Battistella; Marcelo Riberto

Acta Fisiátr. 2017;24(4):200-206

A síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia compressiva mais frequente na população geral que pode levar a sintomas incapacitantes e significativa limitação funcional. Uma revisão sistemática foi realizada nas bases de dados Pubmed, Medline, Embase, Cochrane, CINAHL, LILACS e SCIELO, sem delimitação de tempo ou idioma. Utilizou-se da estratégia PICO para a pesquisa, palavras-chave extraídas dos Descritores de Ciências da Saúde (Decs) e a qualidade dos estudos foi avaliada através da escala Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ). Identificaram-se 857 estudos dos quais, somente 10 obedeceram aos critérios de inclusão. Apesar dos bons resultados apresentados, verificou-se uma expressiva heterogeneidade existente entre os estudos incluídos, associado à discrepância metodológica, e um limitado tamanho amostral em alguns deles. São necessários estudos com melhor padrão metodológico, bem como avaliações mais homogêneas e precisas, a fim de melhorar o nível de evidência científica.

Palavras-chave: Síndrome do Túnel Carpal, Neuropatia Mediana, Eletromiografia, Eletrodiagnóstico, Condução Nervosa

8 - A atuação da terapia ocupacional com pacientes com diabetes tipo 2: uma revisão de literatura

The role of occupational therapy on patients with diabetes type 2: a literature review

Luane Marques de Lima Aquino; Fernanda de Sousa Marinho; Camila Barros de Miranda Moram; Juliana Valéria de Melo; Claudia Regina Lopes Cardoso; Gil Fernando da Costa Mendes de Salles

Acta Fisiátr. 2017;24(4):207-211

Dentre os tipos de diabetes, a do tipo 2 é a que mais acomete os pacientes adultos, sendo responsável por 90-95% dos casos. Além das complicações diretamente relacionadas à diabetes, algumas comorbidades podem surgir sem ter relação direta com a doença. Pacientes negligentes no autocuidado e sem acompanhamento regular apresentam maior probabilidade de apresentar complicações e são mais suscetíveis a desenvolver incapacidades funcionais. Diversos profissionais podem atuar no tratamento destes pacientes, orientando quanto aos cuidados medicamentosos e adesão às atividades de autocuidado, entre eles o terapeuta ocupacional. Objetivo: Analisar a atuação da Terapia Ocupacional em pacientes com Diabetes Tipo 2. Métodos: Foi realizada análise da literatura, com pesquisa no PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) e Scopus, dos artigos publicados entre 2012 a 2017, em português e inglês. Foram elaboradas estratégias de busca utilizando os blocos de conceitos "Diabetes Tipo 2" e "Terapia Ocupacional". Resultados: Foram encontrados 593 artigos por meio da busca com os descritores selecionados e aplicações de filtros. Segundo os critérios de elegibilidade, foram selecionados 14 artigos para análise. Percebe-se que a atuação do terapeuta ocupacional com esta clientela tem sido pautada na integração e inserção realista de práticas de autocuidado em uma rotina mais estruturada e organizada. Conclusão: O terapeuta ocupacional pode auxiliar na melhora da funcionalidade, tanto no desempenho quanto na participação da vida diária dos pacientes diabéticos, utilizando-se de estratégias como adaptações e modificações do ambiente, da rotina e dos objetos.

Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2, Atividades Cotidianas, Autocuidado, Terapia Ocupacional

RELATO DE CASO

9 - Influência da realidade virtual sobre a dor, fadiga, capacidade funcional e qualidade de vida na fibromialgia: estudo de caso

Influence of virtual reality on pain, fatigue, functional capacity and quality of life in fibromyalgia: a case study

Natália Barbosa Tossini; Gabriella Regina Côrrea e Silva; Marina Petrella; Victor Eduardo Borges Soares; Alexandre Brandão; Paula Regina Mendes da Silva Serrão

Acta Fisiátr. 2017;24(4):212-215

Objetivo: Avaliar o efeito da Realidade Virtual (RV) associado a exercícios físicos na qualidade de vida, fadiga, níveis de dor e capacidade funcional em uma mulher com Fibromialgia (FM). Métodos: Trata-se de um estudo de caso que avaliou uma paciente com diagnóstico de FM, antes e após a intervenção com a RV associada a prática de exercícios físicos. Os instrumentos de avaliação utilizadas foram: Questionário de Impacto da Fibromialgia, Questionário de Capacidade Funcional, a Escala Visual analógica de Dor, Escala de Pensamento catastrófico sobre a dor, Escala de severidade da fadiga e avaliação do limiar de dor à pressão sobre os 18 tender points por meio de um algômetro de pressão digital. O tratamento ocorreu durante 6 semanas, com 2 sessões de tratamento por semana, totalizando 12 sessões. Resultados: O estudo proposto mostrou que o tratamento associado a RV promoveu uma melhora no impacto da FM na qualidade de vida da voluntária, uma diminuição na catastrofização da dor e uma diminuição da fadiga. Também foi possível notar uma melhora no limiar de dor a pressão em 16 tender points. Conclusão: Um programa de reabilitação para pessoas com FM que envolva a RV somado a prática de exercícios físicos contribuiu para melhora dos aspectos cognitivo e físico. A associação destas duas terapias foi benéfica, uma vez que estímulos cognitivos e a prática de uma atividade física foi capaz de promover melhora na função, na fadiga, na qualidade de vida e na percepção de dor desses

Palavras-chave: Terapia de Exposição à Realidade Virtual, Qualidade de Vida, Fadiga, Catastrofização

TENDÊNCIAS E REFLEXÕES

10 - A reabilitação das alterações cognitivas após o acidente vascular encefálico

The rehabilitation post stroke cognitive changes

Sandra Regina Schewinsky; Vera Lucia Rodrigues Alves

Acta Fisiátr. 2017;24(4):216-221

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) exerce forte impacto no panorama global da saúde do país, sendo a uma das maiores causas de deficiências no mundo, pois geram sequelas motoras, sensitivas, de linguagem, cognitivas, emocionais e comportamentais. A pessoa que sofreu um AVE necessita de atendimento integrativo, motivo que o presente artigo visa demonstrar como o Serviço de Psicologia no Instituto de Medicina Física de Reabilitação do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMREA HC FMUSP) atua no estado da arte da reabilitação neuropsicológica/cognitiva, em que se faz necessário conceituar a Neuropsicologia e sua interface com o diagnóstico diferencial, com compreensão do funcionamento das atividades mentais na normalidade e suas alterações, para finalmente discorrer sobre a estruturação do programa de reabilitação neuropsicológica/cognitiva no processo de Reabilitação Integral da pessoa vítima de AVE no IMREA FMUSP.

Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Neuropsicologia, Disfunção Cognitiva

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